<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011001100018</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011001100018</article-id>
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        <article-title>P&#244;ster: uma pr&#225;tica a ser revista!</article-title>
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            <surname>Beck-da-Silva</surname>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</institution>
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        <month>08</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>97</volume>
      <issue>2</issue>
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      <lpage>e38</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>04</day>
        <month>10</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>P&#244;ster: uma pr&#225;tica a ser revista!</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Lu&#237;s Beck-da-Silva<sup>I,II</sup>; Lu&#237;s Eduardo Rohde<sup>I,II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nota1">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> P&#244;steres como assunto, congressos como assunto, educa&#231;&#227;o m&#233;dica/m&#233;todos, pesquisa/educa&#231;&#227;o.</p>
    <p>"A ci&#234;ncia comete suic&#237;dio quando adota um credo".</p>
    <p>Thomas Huxley</p>
    <p>
      <italic>"O p&#244;ster &#233; uma forma pr&#225;tica e din&#226;mica de divulga&#231;&#227;o de resultados de pesquisas cient&#237;ficas, mesmo que preliminares, para ampla audi&#234;ncia de pesquisadores. Tamb&#233;m &#233; um momento de intera&#231;&#227;o com investigadores de outros centros, de integra&#231;&#227;o entre grupos que atuam em &#225;reas similares e de difus&#227;o r&#225;pida de conhecimentos. Al&#233;m disso, trata-se de f&#243;rum prop&#237;cio para estudantes iniciarem-se na execu&#231;&#227;o e apresenta&#231;&#227;o de suas pesquisas."</italic>
    </p>
    <p>A apresenta&#231;&#227;o de trabalhos cient&#237;ficos em congressos &#233; considerada, por muitos, etapa essencial do processo de consolida&#231;&#227;o e constru&#231;&#227;o do conhecimento. Como alternativa &#224; tradicional apresenta&#231;&#227;o oral, o formato de apresenta&#231;&#227;o em p&#244;ster &#233; pr&#225;tica corrente no Brasil e no Mundo, baseado em conceitos intuitivamente corretos, por&#233;m pouco validados.</p>
    <p>Vejamos, na pr&#225;tica, se cada uma das assertivas citadas pode hoje resistir &#224; contund&#234;ncia de pequenas doses de realidade e contemporaneidade.</p>
    <p><italic>"Forma pr&#225;tica e din&#226;mica de pesquisadores apresentarem resultados</italic>." Ora, o p&#244;ster requer que o pesquisador se desloque fisicamente at&#233; a cidade do congresso, que encontre e se encaminhe at&#233; o pr&#233;dio onde ocorre o evento e que descubra o local designado &#224; apresenta&#231;&#227;o do seu p&#244;ster. Frequentemente, esse local est&#225; marginalizado dos acontecimentos centrais do congresso e em hor&#225;rio pouco prop&#237;cio para intera&#231;&#227;o. Ser&#225; isto pr&#225;tico ou vi&#225;vel num mundo onde pesquisadores podem comunicar-se diariamente por meios eletr&#244;nicos de forma r&#225;pida e eficiente?</p>
    <p><italic>"Forma de contato com pesquisadores de outros centros." </italic>Infelizmente, o p&#244;ster &#233; uma atividade prestigiada por uma &#237;nfima parcela da popula&#231;&#227;o que circula em um congresso. N&#227;o &#233; raro que o apresentador do p&#244;ster interaja apenas com seu "avaliador", indiv&#237;duo bem intencionado, mas que muitas vezes tamb&#233;m carece dos conhecimentos mais b&#225;sicos sobre o t&#243;pico da pesquisa em quest&#227;o. A intera&#231;&#227;o construtiva com grupo de pesquisadores interessados e com capacidade de agregar sugest&#245;es pertinentes tem sido fen&#244;meno cada vez menos frequente em muitos eventos. Tal fato se torna ainda mais evidente em congressos que envolvem &#225;reas muito diversas e heterog&#234;neas do conhecimento.</p>
    <p><italic>"Forma de difus&#227;o de conhecimentos." </italic>Ser&#225; essa forma de contato um modo eficiente de integra&#231;&#227;o entre grupos e de difus&#227;o de conhecimentos? De fato, s&#227;o horas de posi&#231;&#227;o ortost&#225;tica para apresentarmos nosso p&#244;ster para um n&#250;mero m&#237;nimo de pessoas, que muitas vezes passam pelo local de apresenta&#231;&#227;o apenas em dire&#231;&#227;o &#224; porta de sa&#237;da! Muitos congressos j&#225; testam, h&#225; v&#225;rios anos, o uso do p&#244;ster eletr&#244;nico como forma alternativa e criativa de alcan&#231;ar maior audi&#234;ncia. No formato atual, o p&#244;ster tradicional &#233; apenas uma forma de divulga&#231;&#227;o muito pouco competitiva quando comparada ao n&#250;mero de pessoas que visitam endere&#231;os eletr&#244;nicos, baixam artigos cient&#237;ficos completos ou veiculam suas opini&#245;es em meios modernos de intera&#231;&#227;o ("<italic>twitter"</italic>, "<italic>blogs"</italic> e "<italic>sites</italic>" de revistas cient&#237;ficas consolidadas). Afinal, n&#227;o seria a publica&#231;&#227;o final do artigo em peri&#243;dico dispon&#237;vel em meios eletr&#244;nicos a forma mais eficiente para tal divulga&#231;&#227;o?</p>
    <p><italic>"F&#243;rum prop&#237;cio para estudantes..." </italic>Por fim, talvez o ponto mais importante e delicado: o dos estudantes. Os estudantes envolvidos em atividades de inicia&#231;&#227;o cient&#237;fica nutrem alta expectativa com a apresenta&#231;&#227;o de um p&#244;ster em congresso, particularmente naqueles de &#226;mbito nacional. A prepara&#231;&#227;o &#233; demorada e envolve discuss&#227;o detalhada com seus professores a respeito de aspectos de formato e de metodologia cient&#237;fica. Preocupam-se intensamente com perguntas que podem advir da plateia. O investimento pessoal e financeiro &#233; substancial. E ent&#227;o, posicionam seu p&#244;ster no local designado... E agora? Muitas vezes, ficam em um corredor vazio, geralmente ao final da tarde, vislumbrando os congressistas transeuntes j&#225; exauridos dirigindo-se para a sa&#237;da, preocupados com a volta ao seu hotel. &#201; para esse estudante interessado e pesquisador aspirante que a apresenta&#231;&#227;o de p&#244;ster em um congresso pode transformar-se em uma hist&#243;ria de frustra&#231;&#245;es. Fica a indaga&#231;&#227;o se todo o esfor&#231;o depreendido &#233;, de fato, justific&#225;vel.</p>
    <p>Uma pergunta ainda pertinente diz respeito &#224; qualidade cient&#237;fica intr&#237;nseca do que &#233; apresentado em congressos cient&#237;ficos. Levantamentos internacionais comprovam a baixa taxa de publica&#231;&#227;o de artigos completos provenientes de trabalhos apresentados em congressos.</p>
    <p>Von Elm e cols.<sup>1</sup> estimaram em uma metan&#225;lise a taxa de publica&#231;&#227;o ap&#243;s congressos biom&#233;dicos internacionais, avaliando trabalho de 1957 a 1999, e encontraram uma taxa de apenas 27% num per&#237;odo de dois anos ap&#243;s o evento. Estimativas do g&#234;nero aplicadas &#224; realidade brasileira n&#227;o s&#227;o dispon&#237;veis, mas n&#227;o se espera que os resultados sejam superiores. Explica&#231;&#245;es para esse fen&#244;meno ainda s&#227;o incipientes<sup>2</sup>. Sabe-se que estudos cl&#237;nicos com resultados negativos t&#234;m menor chance de publica&#231;&#227;o, fen&#244;meno conhecido como "<italic>publication bias</italic>", por&#233;m a apresenta&#231;&#227;o de resultados preliminares e n&#227;o consolidados de pesquisas cl&#237;nicas e experimentos cient&#237;ficos tamb&#233;m &#233; respons&#225;vel por taxas t&#227;o baixas de publica&#231;&#227;o. Fica evidente que resultados preliminares podem n&#227;o ser posteriormente comprovados e pesquisas incompletas podem simplesmente n&#227;o ser finalizadas.</p>
    <p>Por fim, uma fra&#231;&#227;o desses trabalhos, mesmo com m&#233;rito cient&#237;fico evidente, n&#227;o encontra espa&#231;o final para publica&#231;&#227;o. Ent&#227;o, qual o destino do conhecimento produzido e apresentado nos congressos e n&#227;o publicados? Uma sugest&#227;o a bibliotec&#225;rios e sociedades cient&#237;ficas seria a de viabilizar formas alternativas, mesmo que apenas em meios eletr&#244;nicos, de divulga&#231;&#227;o final do enorme contingente de resumos veiculados em congressos. Uma esp&#233;cie de <italic>Pub Med</italic> dos temas-livres talvez deva ser considerada. Isto poderia resgatar a import&#226;ncia do tema-livre n&#227;o publicado (chamada por alguns de "<italic>dark-data"</italic>)<sup>3</sup>.</p>
    <p>A simples repeti&#231;&#227;o de uma pr&#225;tica meramente pela cren&#231;a de que a perpetua&#231;&#227;o da rotina &#233; receita de sucesso pode ferir um dos princ&#237;pios b&#225;sicos que regem a atividade cient&#237;fica. Aliado a isto, as expectativas frustradas de uma nova gera&#231;&#227;o de pesquisadores podem minar o que deveria ser ess&#234;ncia dos encontros m&#233;dicos cient&#237;ficos: um f&#243;rum din&#226;mico e estimulante de congra&#231;amento e intera&#231;&#227;o de pessoas interessadas por assuntos comuns.</p>
    <p>Neste sentido, a Sociedade Brasileira de Cardiologia deveria repensar a atividade de p&#244;ster em nossos congressos, particularmente no nosso maior evento - o Congresso Brasileiro de Cardiologia. Aqui n&#227;o se sugere a "morat&#243;ria" dessa forma de apresenta&#231;&#227;o, por&#233;m, que se estimulem realmente a participa&#231;&#227;o e o congra&#231;amento de pesquisadores e de estudantes em nossos congressos, atrav&#233;s de formas mais criativas, mais modernas e mais eficientes de difus&#227;o do conhecimento do que o modelo atual. Que se proceda a uma sele&#231;&#227;o ainda mais rigorosa dos trabalhos, condizente com avan&#231;o not&#243;rio da qualidade da pesquisa brasileira. Que se diminua substancialmente o n&#250;mero de trabalhos aprovados e que, assim, valorizem-se mais aqueles selecionados. Que se convoquem as lideran&#231;as de pesquisa cardiovascular para as sess&#245;es de p&#244;ster, qualificando a avalia&#231;&#227;o dos mesmos. Que o processo de sele&#231;&#227;o dos melhores trabalhos apresentados seja efetuado durante o Congresso, com base tamb&#233;m nas suas apresenta&#231;&#245;es, e n&#227;o previamente. Por fim, que isto ocorra no hor&#225;rio nobre do congresso e na sala principal.</p>
    <p>Da nossa pesquisa sair&#227;o os nossos e novos valores.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="nota1" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Lu&#237;s Beck-da-Silva </p>
        <p> Avenida Goethe, 16/504 - Rio Branco </p>
        <p> 90430-100 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="luisbeckdasilva@gmail.com">luisbeckdasilva@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 30/10/10; revisado recebido em 13/01/11; aceito em 13/01/11.</p>
  </body>
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        <mixed-citation>1. von Elm E, Costanza MC, Walder B, Tram&#232;r MR. More insight into the fate of biomedical meeting abstracts: a systematic review. BMC Med Res Methodol. 2003 J;3:12.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>More insight into the fate of biomedical meeting abstracts: a systematic review</article-title>
          <source>BMC Med Res Methodol</source>
          <date>
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          <article-title>What impact do posters have on academic knowledge transfer?: a pilot survey on author attitudes and experiences</article-title>
          <source>BMC Med Educ</source>
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          <article-title>Archiving "event knowledge": bringing "dark data" to light</article-title>
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        <article-title xml:lang="es">P&#243;ster: Una Pr&#225;ctica a ser Revisada!</article-title>
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      <p>
        <bold>PUNTO DE VISTA</bold>
      </p>
      <p>
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          <label>
            <bold>P&#243;ster: &#161;una pr&#225;ctica a ser revisada!</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Lu&#237;s Beck-da-Silva<sup>I,II</sup>; Lu&#237;s Eduardo Rohde<sup>I,II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> P&#243;steres como asunto, congresos como asunto, educaci&#243;n m&#233;dica/m&#233;todos, investigaci&#243;n/educaci&#243;n.</p>
      <p>"La ciencia comete suicidio cuando adopta un credo".</p>
      <p>Thomas Huxley</p>
      <p>
        <italic>"El p&#243;ster es una forma pr&#225;ctica y din&#225;mica de divulgaci&#243;n de resultados de investigaciones cient&#237;ficas, aun preliminares, para amplia audiencia de investigadores. Tambi&#233;n es un momento de interacci&#243;n con investigadores de otros centros, de integraci&#243;n entre grupos que act&#250;an en &#225;reas similares y de difusi&#243;n r&#225;pida de conocimientos. Adem&#225;s de eso, se trata de un foro propicio para que los estudiantes se inicien en la ejecuci&#243;n y presentaci&#243;n de sus investigaciones."</italic>
      </p>
      <p>La presentaci&#243;n de trabajos cient&#237;ficos en congresos es considerada, por muchos, etapa esencial del proceso de consolidaci&#243;n y construcci&#243;n del conocimiento. Como alternativa a la tradicional presentaci&#243;n oral, el formato de presentaci&#243;n en p&#243;ster es pr&#225;ctica corriente en el Brasil y en el Mundo, basado en conceptos intuitivamente correctos, sin embargo poco validados.</p>
      <p>Veamos, en la pr&#225;ctica, si cada una de las asertivas citadas puede resistir hoy la contundencia de peque&#241;as dosis de realidad y contemporaneidad. </p>
      <p><italic>"Forma pr&#225;ctica y din&#225;mica para que los investigadores presenten resultados</italic>." Veamos, el p&#243;ster requiere que el investigador se desplace f&#237;sicamente hasta la ciudad del congreso, que encuentre y se dirija al edificio donde ocurre el evento y que descubra el lugar designado para la presentaci&#243;n de su p&#243;ster. Frecuentemente, ese lugar est&#225; alejado de los acontecimientos centrales del congreso y en horario poco propicio para interacci&#243;n. &#191;Ser&#225; esto pr&#225;ctico o viable en un mundo donde los investigadores pueden comunicarse diariamente por medios electr&#243;nicos de forma r&#225;pida y eficiente?</p>
      <p><italic>"Forma de contacto con investigadores de otros centros." </italic>Infelizmente, el p&#243;ster es una actividad prestigiada por una &#237;nfima parte de la poblaci&#243;n que circula en un congreso. No es raro que el presentador del p&#243;ster interact&#250;e apenas con su "evaluador", individuo bien intencionado, pero que muchas veces tambi&#233;n carece de los conocimientos m&#225;s b&#225;sicos sobre el t&#243;pico de la investigaci&#243;n en cuesti&#243;n. La interacci&#243;n constructiva con un grupo de investigadores interesados y con capacidad de agregar sugestiones pertinentes ha sido fen&#243;meno cada vez menos frecuente en muchos eventos. Tal hecho se vuelve aun m&#225;s evidente en congresos que envuelven &#225;reas muy diversas y heterog&#233;neas del conocimiento. </p>
      <p><italic>"Forma de difusi&#243;n de conocimientos." </italic>&#191;Ser&#225; esa forma de contacto un modo eficiente de integraci&#243;n entre grupos y de difusi&#243;n de conocimientos? De hecho, son horas de posici&#243;n ortost&#225;tica para presentar nuestro p&#243;ster a un n&#250;mero m&#237;nimo de personas, que muchas veces pasan por el lugar de presentaci&#243;n &#161;apenas en direcci&#243;n a la puerta de salida! Muchos congresos ya testean, hace varios a&#241;os, el uso del p&#243;ster electr&#243;nico como forma alternativa y creativa de alcanzar mayor audiencia. En el formato actual, el p&#243;ster tradicional es apenas una forma de divulgaci&#243;n muy poco competitiva cuando es comparada al n&#250;mero de personas que visitan direcciones electr&#243;nicas, bajan art&#237;culos cient&#237;ficos completos o vehiculan sus opiniones en medios modernos de interacci&#243;n ("<italic>twitter"</italic>, "<italic>blogs"</italic> y "<italic>sitios</italic>" de revistas cient&#237;ficas consolidadas). En fin, &#191;no ser&#237;a la publicaci&#243;n final del art&#237;culo en peri&#243;dico disponible en medios electr&#243;nicos la forma m&#225;s eficiente para tal divulgaci&#243;n? </p>
      <p><italic>"Foro propicio para estudiantes..." </italic>Por fin, tal vez el punto m&#225;s importante y delicado: el de los estudiantes. Los estudiantes envueltos en actividades de iniciaci&#243;n cient&#237;fica nutren alta expectativa con la presentaci&#243;n de un p&#243;ster en un congreso, particularmente en aquellos de &#225;mbito nacional. La preparaci&#243;n es demorada y envuelve discusi&#243;n detallada con sus profesores en referencia a aspecto del formato y metodolog&#237;a cient&#237;fica. Se preocupan intensamente con preguntas que pueden surgir de la platea. La inversi&#243;n personal y financiera es substancial. Y entonces, posicionan su p&#243;ster en el lugar designado... &#191;Y ahora? Muchas veces, est&#225;n en un corredor vac&#237;o, generalmente al final de la tarde, vislumbrando a los congresistas transe&#250;ntes ya cansados dirigi&#233;ndose a la salida, preocupados con la vuelta a su hotel. Es para ese estudiante interesado e investigador aspirante que la presentaci&#243;n de p&#243;ster en un congreso puede transformarse en una historia de frustraciones. Queda la indagaci&#243;n de si todo el esfuerzo colocado es, de hecho, justificable.</p>
      <p>Una pregunta aun pertinente se refiere a la calidad cient&#237;fica intr&#237;nseca de lo que es presentado en congresos cient&#237;ficos. Levantamientos internacionales comprueban la baja tasa de publicaci&#243;n de art&#237;culos completos provenientes de trabajos presentados en congresos. </p>
      <p>Von Elm et al<sup>1</sup> estimaron en un metan&#225;lisis la tasa de publicaci&#243;n despu&#233;s de congresos biom&#233;dicos internacionales, evaluando trabajos de 1957 a 1999, y encontraron una tasa de apenas 27% en un per&#237;odo de dos a&#241;os despu&#233;s del evento. Estimativas del g&#233;nero aplicadas a la realidad brasile&#241;a no est&#225;n disponibles, pero no se espera que los resultados sean superiores. Explicaciones para ese fen&#243;meno aun son incipientes<sup>2</sup>. Se sabe que estudios cl&#237;nicos con resultados negativos tienen menor posibilidad de publicaci&#243;n, fen&#243;meno conocido como "<italic>publication bias</italic>", sin embargo la presentaci&#243;n de resultados preliminares y no consolidados de investigaciones cl&#237;nicas y experimentos cient&#237;ficos tambi&#233;n es responsable por tasas tan bajas de publicaci&#243;n. Queda evidente que resultados preliminares pueden no ser posteriormente comprobados e investigaciones incompletas pueden simplemente no ser finalizadas. </p>
      <p>Por fin, una fracci&#243;n de esos trabajos, aun con m&#233;rito cient&#237;fico evidente, no encuentra espacio final para publicaci&#243;n. Entonces, &#191;cual es el destino del conocimiento producido y presentado en los congresos y no publicados? Una sugesti&#243;n a bibliotecarios y sociedades cient&#237;ficas ser&#237;a la de viabilizar formas alternativas, aunque sea apenas en medios electr&#243;nicos, de divulgaci&#243;n final del enorme contingente de res&#250;menes vehiculados en congresos. Una especie de <italic>Pub Med</italic> de los temas libres tal vez deba ser considerada. Esto podr&#237;a rescatar la importancia del tema libre no publicado (llamada por algunos de "<italic>dark-data"</italic>)<sup>3</sup>. </p>
      <p>La simple repetici&#243;n de una pr&#225;ctica meramente por la creencia de que la perpetuaci&#243;n de la rutina es receta de &#233;xito puede herir uno de los principios b&#225;sicos que rigen la actividad cient&#237;fica. Aliado a esto, las expectativas frustradas de una nueva generaci&#243;n de investigadores pueden minar lo que deber&#237;a ser esencia de los encuentros m&#233;dicos cient&#237;ficos: un foro din&#225;mico y estimulante de congraciamiento e interacci&#243;n de personas interesadas por asuntos comunes. </p>
      <p>En este sentido, la <italic>Sociedade Brasileira de Cardiologia</italic> deber&#237;a repensar la actividad de p&#243;ster en nuestros congresos, particularmente en nuestro mayor evento - el <italic>Congresso Brasileiro de Cardiologia</italic>. Aqu&#237; no se sugiere la "moratoria" de esa forma de presentaci&#243;n, sin embargo, que se estimulen realmente la participaci&#243;n y el congraciamiento de investigadores y de estudiantes en nuestros congresos, a trav&#233;s de formas m&#225;s creativas, m&#225;s modernas y m&#225;s eficientes de difusi&#243;n del conocimiento que el modelo actual. Que se proceda a una selecci&#243;n aun m&#225;s rigurosa de los trabajos, condicente con el avance notorio de la calidad de la investigaci&#243;n brasile&#241;a. Que se disminuya substancialmente el n&#250;mero de trabajos aprobados y que, as&#237;, se valoricen m&#225;s aquellos seleccionados. Que se convoquen a los liderazgos de investigaci&#243;n cardiovascular para las sesiones de p&#243;ster, calificando la evaluaci&#243;n de los mismos. Que el proceso de selecci&#243;n de los mejores trabajos presentados sea efectuado durante el Congreso, con base tambi&#233;n en sus presentaciones, y no previamente. Por fin, que esto ocurra en el mejor horario del congreso y en la sala principal. </p>
      <p>De nuestra investigaci&#243;n saldr&#225;n nuestros y nuevos valores.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Point of View</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Poster: a practice to be revised!</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>POINT OF VIEW</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="nota_1-body3">
          <label>
            <bold>Poster: a practice to be revised!</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Lu&#237;s Beck-da-Silva<sup>I,II</sup>; Lu&#237;s Eduardo Rohde<sup>I,II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Posters as topic; congresses as topic; education, medical/methods; research/education.</p>
      <p>"Science commits suicide when it adopts a creed."</p>
      <p>Thomas Huxley</p>
      <p>
        <italic>"Posters are a practical and dynamic method for dissemination of scientific research findings, even the preliminary ones, for a wide audience of researchers. It is also a time to interact with researchers from other centers, to integrate groups working in similar fields and to disseminate knowledge with speed. Moreover, it is a suitable forum for students to engage in the implementation and presentation of their research."</italic>
      </p>
      <p>The presentation of scientific papers at conferences is regarded by many as a key step in the process of consolidating and building knowledge. As an alternative to the traditional oral presentation, presentation in posters is a common practice in Brazil and worldwide, based on concepts intuitively correct, but little validated.</p>
      <p>Let us see, in practice, if each of the statements above can resist the forcefulness of small doses of reality and contemporaneity.</p>
      <p><italic>"Posters are a practical and dynamic method for dissemination of scientific research findings."</italic> Posters require that researchers move to the host city of congresses, to find and go to the building where the event is to be staged and find out where their posters are to be presented. This place is often singled out from the central events of the congress and at a time that is hardly conducive to interaction. Is this practical or feasible in a world where researchers can communicate daily through electronic means in a quick and efficient manner?</p>
      <p><italic>"A form of networking with researchers from other centers." </italic>Unfortunately, the poster is an activity appreciated by too few conference attendees. It is not uncommon that poster presenters only interact with their "appraiser", a well-intentioned person who often lacks the most basic knowledge about the research topic concerned, though. The constructive interaction with a group of researchers involved and capable of aggregating relevant suggestions have been becoming less frequent in many events. This fact becomes even more evident in conferences involving many different fields and heterogeneous knowledge.</p>
      <p><italic>"A form of knowledge dissemination." </italic>Is this contact form an efficient way to integrate groups and disseminate knowledge? In fact, it requires hours and hours of standing to present our poster for a minimum number of people who often pass by the place of presentation only towards the exit door! For years, many conferences have tested the use of electronic posters as an alternative and creative way to reach a larger audience. In the current format, the traditional poster is just a too little competitive dissemination channel compared to the number of people who use e-mails, download full scientific articles or post their views on modern means of interaction (Twitter, blogs and websites of reputable scientific journals). After all, would not the final publication of a paper in a journal available electronically be the most efficient way for such dissemination?</p>
      <p><italic>"It is suitable for students..." </italic>Finally, perhaps the most important and sensitive point: the students. Students involved in basic scientific research activities nurture high expectations with the presenting a poster at a Conference, particularly the national ones. The preparation is time consuming and involves detailed discussion with their professors about aspects of format and scientific methodology. They worry intensely with questions that may arise from the audience. Personal and financial investment is substantial. Then, they place their poster at the designated place... And now? They stay in an empty corridor, usually in the evening, seeing exhausted attendees heading to the exit, worried about getting back to their hotel. It is for those interested students and aspiring researchers that presenting a poster at a conference may become a frustration. One may wonder whether all the effort made is, in fact, justifiable.</p>
      <p>A relevant question concerns the intrinsic scientific quality of what is presented in scientific conferences. International surveys confirm the low rate of publication of full papers from abstracts presented at congresses.</p>
      <p>In a meta-analysis, Von Elm et al<sup>1</sup> estimated the rate of publication after international biomedical conferences, evaluating abstracts from 1957 to 1999 and found a rate of only 27% within two years after the event. Estimates of its kind applied to the Brazilian reality are not available, but it is not expected that the results are higher. Explanations for this phenomenon are still incipient<sup>2</sup>. It is known that trials with negative results are less likely to be published, which is known as publication bias, but the presentation of non-consolidated preliminary results from clinical research and scientific experiments is also responsible for such low rates of publication. It is evident that preliminary results may not be subsequently confirmed and incomplete surveys may simply not be completed.</p>
      <p>Finally, only a small portion of these papers, even with a clear scientific merit, does not find space for final publication. So what's the fate of the unpublished knowledge produced and presented at conferences? A suggestion for scientific societies and librarians would be alternative ways, even if only in electronic media, to publish the huge number of abstracts presented at conferences. A sort of "Pub Med" for free-topics should perhaps be considered. This would restore the importance of unpublished free-topics (often called dark-data)<sup>3</sup>.</p>
      <p>The mere repetition of a practice merely because one believes that the perpetuation of a routine is a successful recipe may hurt one of the basic principles governing scientific activity. Besides this, frustrated expectations of a new generation of researchers can undermine what should be the essence of scientific medical meetings: a dynamic and stimulating forum for harmonization and interaction of people interested in common subjects.</p>
      <p>In this sense, the Brazilian Society of Cardiology should reflect the activity of placing poster in our conferences, particularly in our biggest event - the Brazilian Congress of Cardiology. We do not suggest the "suspension" of this form of presentation. Instead, our suggestion is to encourage the participation and the interaction of researchers and students at our conferences through more creative, modern and efficient ways to disseminate knowledge other than the current model. We recommend a stricter selection of papers, consistent with the notable improvement in the quality of Brazilian research. Also, we suggest a substantial decrease in the number of abstracts approved in order to give more value to those selected. Cardiovascular research leaders could also be called for poster sessions to assess them. That the process of selecting the best papers presented be done during the Congress, based on their presentations, rather than in advance. Finally, that it happens in the prime time of the Congress, in the main room.</p>
      <p>From our research will derive our new values.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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