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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Carta ao Editor</subject>
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        <article-title>Estamos preparados para avaliar atletas jovens?</article-title>
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            <surname>Solimene</surname>
            <given-names>Maria Cec&#237;lia</given-names>
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            <surname>Grinberg</surname>
            <given-names>Max</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Hospital das Clinicas</institution>
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        <month>08</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>97</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>181</fpage>
      <lpage>182</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>04</day>
        <month>10</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Estamos preparados para avaliar atletas jovens?</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Maria Cec&#237;lia Solimene; Max Grinberg</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nota1">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Atletas, triagem, medicina esportiva, capacita&#231;&#227;o, eletrocardiografia/utiliza&#231;&#227;o, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Caro Editor,</bold>
    </p>
    <p>Peidro e cols.<sup>1</sup> publicaram interessante ponto de vista sobre a necessidade de um consenso para a triagem pr&#233;-participa&#231;&#227;o do atleta jovem. Os autores relataram as diferen&#231;as nas abordagens americana e italiana quanto &#224; avalia&#231;&#227;o dos jovens que pretendem praticar esportes competitivos; a Sociedade Americana de Cardiologia n&#227;o indica o exame eletrocardiogr&#225;fico (ECG) de 12 deriva&#231;&#245;es, pela alta taxa de resultados falso-positivos, mas a morte s&#250;bita de atletas italianos foi reduzida em 89%, pela inclus&#227;o do ECG de 12 deriva&#231;&#245;es<sup>1</sup>.</p>
    <p>Os autores admitem que no Brasil o n&#250;mero de m&#233;dicos com profici&#234;ncia na interpreta&#231;&#227;o do ECG do atleta &#233; menor do que o desej&#225;vel. Gostar&#237;amos de entender a causa dessa afirma&#231;&#227;o: haveria entre n&#243;s poucos m&#233;dicos interessados na Cardiologia Esportiva, ou os m&#233;dicos que a praticam n&#227;o est&#227;o devidamente habilitados?</p>
    <p>Em nosso meio, Matos e cols.<sup>2</sup> descreveram detalhadamente as altera&#231;&#245;es do ECG provocadas pelo treinamento f&#237;sico, que devem ser diferenciadas de reais anormalidades, incluindo a necessidade da interpreta&#231;&#227;o cuidadosa de crit&#233;rios isolados de voltagem de QRS para hipertrofia ventricular esquerda.</p>
    <p>O ecocardiograma e o teste ergom&#233;trico n&#227;o s&#227;o recomendados para a avalia&#231;&#227;o de rotina na triagem dos atletas; entretanto, Peidro e cols.<sup>1</sup> enfatizam que as equipes nacionais italianas utilizam o ecocardiograma como primeiro passo na triagem dos atletas competitivos, postura com a qual concordamos, haja vista a crescente ocorr&#234;ncia de mortes s&#250;bitas nos campos esportivos. N&#227;o estaria indicado tamb&#233;m o teste ergom&#233;trico pelo poss&#237;vel desencadeamento de arritmias ventriculares graves sob esfor&#231;o, ou at&#233; mesmo de isquemia, embora a doen&#231;a arterial coronariana seja pouco prevalente nessa faixa et&#225;ria?</p>
    <p>A Medicina Esportiva no Brasil tem evolu&#237;do, no sentido de formar profissionais capacitados a avaliar adequadamente o jovem que se disp&#245;e a seguir a carreira esportiva; no entanto, concordamos com os autores que estamos na hora de padronizar as condutas e redigir nosso pr&#243;prio consenso.</p>
    <p>
      <bold>Carta-resposta</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Prezado Editor dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia,</bold>
    </p>
    <p>Agradecemos a carta encaminhada ao Editor do ABC referente ao nosso Ponto de Vista intitulado "Triagem pr&#233;-participa&#231;&#227;o do atleta jovem: &#233; essa hora para um consenso?<sup>1</sup>"</p>
    <p>Nela, os autores relatam n&#227;o compreender com exatid&#227;o o que desejamos dizer ao escrever que "em pa&#237;ses como Brasil o n&#250;mero de m&#233;dicos com profici&#234;ncia na interpreta&#231;&#227;o do eletrocardiograma do atleta &#233; menor do que o desej&#225;vel". Em seguida, perguntam se em nossa opini&#227;o haveria entre n&#243;s poucos m&#233;dicos interessados na Cardiologia Esportiva ou se os m&#233;dicos que a praticam n&#227;o estariam devidamente habilitados para interpreta&#231;&#227;o do eletrocardiograma do atleta?</p>
    <p>Na verdade, n&#227;o se trata nem de uma coisa, nem de outra. Nossa considera&#231;&#227;o diz respeito ao fato de, generalizando, n&#227;o haver entre os cardiologistas profici&#234;ncia na interpreta&#231;&#227;o desse exame nesse grupo em particular (atletas). Acreditamos que os Cardiologistas do Exerc&#237;cio e do Esporte brasileiros saibam, sim, ao deparar com as nuan&#231;as do eletrocardiograma do atleta, interpret&#225;-las com profici&#234;ncia. No entanto, esses s&#227;o poucos em nosso meio, se comparados ao n&#250;mero de cardiologistas que n&#227;o s&#227;o habituados a lidar com atletas em todas as suas facetas.</p>
    <p>Um segundo questionamento dos autores diz respeito a indica&#231;&#227;o do teste ergom&#233;trico pelo poss&#237;vel desencadeamento de arritmias ventriculares graves sob esfor&#231;o. Como ergometristas praticantes e amantes do m&#233;todo, &#233; nossa opini&#227;o que esse exame proped&#234;utico n&#227;o deva fazer parte da avalia&#231;&#227;o pr&#233;-participa&#231;&#227;o de <italic>todo</italic> atleta jovem, podendo sim ser indicado em casos espec&#237;ficos, assim como o ecocardiograma ou outros exames de maior complexidade.</p>
    <p>Aproveitamos o ensejo para refor&#231;ar a ideia de que a educa&#231;&#227;o cient&#237;fica atualizada (embasada nas melhores evid&#234;ncias dispon&#237;veis), aliada &#224; pr&#225;tica individual (experi&#234;ncia), forma o bin&#244;mio &#243;timo para o atendimento de nossos clientes. Nesse particular, a triagem pr&#233;-participa&#231;&#227;o do atleta jovem ainda apresenta zonas cinzentas, as quais n&#243;s, cardiologistas do Exerc&#237;cio e do Esporte latino-americanos, podemos sim ajudar a preencher<sup>1</sup>.</p>
    <p>Atenciosamente,</p>
    <p>
      <bold>Roberto Peidro,</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Victor Froelicher</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>e Ricardo Stein</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias (Resposta)</bold>
    </p>
    <p>
      <fn id="nota1" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Maria Cec&#237;lia Solimene </p>
        <p> Unidade Cl&#237;nica de Valvopatias - Instituto do Cora&#231;&#227;o - HC-FMUSP </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44 - Bloco II </p>
        <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="maria.solimene@incor.usp.br">maria.solimene@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 29/03/11; revisado recebido em 29/03/11; aceito em 26/04/11.</p>
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        <mixed-citation>1. Peidro R, Froelicher V, Stein R. Triagem pr&#233;-participa&#231;&#227;o do atleta jovem: &#233; essa a hora para um consenso? Arq Bras Cardiol. 2011;96(3):e50-e52.</mixed-citation>
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          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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          <article-title>Triagem pr&#233;-participa&#231;&#227;o do atleta jovem: &#233; essa a hora para um consenso?</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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          <subject>Letter to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Are we ready to assess young athletes?</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="nota_1-body2">
          <label>
            <bold>Are we ready to assess young athletes?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Maria Cec&#237;lia Solimene; Max Grinberg</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Athletes; triage; sports, medicine; training; electrocardiography/utilization; Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Dear Editor,</bold>
      </p>
      <p>Peidro et al<sup>1</sup> have published an interesting viewpoint about the need for a consensus on the pre-participation screening of young athletes. Those authors have reported the differences in the North-American and Italian approaches regarding the assessment of young individuals who want to practice competitive sports. The American Society of Cardiology does not recommend the 12-lead electrocardiography (ECG) for that assessment, because of its high rate of false-positive results, but the sudden death of Italian athletes has been reduced by 89% due to the inclusion of 12-lead ECG in their screening<sup>1</sup>.</p>
      <p>Those authors admit that, in Brazil, the number of physicians skilled in interpreting athlete's ECG is lower than desired. We would like to know the cause of that statement: Would there be a lack of physicians interested in Sports Cardiology among us, or wouldn't physicians who practice that specialty be properly skilled?</p>
      <p>Among us, Matos et al<sup>2</sup> have described in details the ECG alterations caused by physical training, which should be differentiated from true abnormalities, including the need for the careful interpretation of isolated QRS voltage criteria for left ventricular hypertrophy.</p>
      <p>Echocardiography and treadmill exercise test are not routinely recommended for the screening of athletes. However, Peidro et al<sup>1</sup> have emphasized that the Italian teams use echocardiography as the first step in the screening of competitive athletes, an approach with which we agree, because of the increasing occurrence of sudden death in sports courts and fields. Wouldn't treadmill exercise test be recommended because of the possibility of triggering severe effort-induced ventricular arrhythmias, or even ischemia, although coronary artery disease is not prevalent in that age group?</p>
      <p>Sports Medicine in Brazil has evolved to form skilled professionals to properly assess young individuals who pursue a career in sports. However, we agree with those authors that it is time to standardize approaches and to write our own consensus.</p>
      <p>
        <bold>Reply</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Dear Editor of the Arquivos Brasileiros de Cardiologia,</bold>
      </p>
      <p>We thank the letter to the Editor of the <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic> regarding our viewpoint entitled "Pre-participation screening of young athletes: isn't it time for a consensus?<sup>1</sup>"</p>
      <p>In the letter, the authors report they do not understand exactly what we mean by writing that "in countries such as Brazil, the number of physicians skilled in interpreting athlete's ECG is lower than desired". Then they ask whether, in our opinion, "would there be a lack of physicians interested in Sports Cardiology among us, or wouldn't physicians who practice that specialty be properly skilled?"</p>
      <p>In reality, it is neither one nor the other. In general, cardiologists lack proficiency in interpreting that exam in that particular group of athletes. We believe that Brazilian Exercise and Sports Cardiologists do know how to properly interpret the subtle differences on an athlete's electrocardiogram. However, those professionals are scarce among us as compared with the number of cardiologists who are not used to manage athletes in all their aspects.</p>
      <p>A second question of the authors regards the indication of the treadmill exercise test because of its possibility of triggering severe effort-induced ventricular arrhythmias. As practitioners and lovers of the method, we believe that the treadmill exercise test should not be part of the pre-participation screening of all young athletes, but should be indicated in specific cases, as should echocardiography or other more complex exams.</p>
      <p>It is worth emphasizing the idea that up-dated scientific education, based on the best available evidence, associated with individual practice (experience) forms an optimal binomial for the management of our clients. The pre-participation screening of young athletes still has some controversial issues, which we, Latin-American Exercise and Sports Cardiologists, can help clarify<sup>1</sup>.</p>
      <p>Sincerely,</p>
      <p>
        <bold>Roberto Peidro,</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Victor Froelicher</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>and Ricardo Stein</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias (Resposta)</bold>
      </p>
    </body>
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        <article-title xml:lang="es">&#191;Estamos preparados para evaluar atletas j&#243;venes?</article-title>
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    <body>
      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="nota_1-body3">
          <label>
            <bold>&#191;Estamos preparados para evaluar atletas j&#243;venes?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Maria Cec&#237;lia Solimene; Max Grinberg</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Atletas, selecci&#243;n, medicina deportiva, capacitaci&#243;n, electrocardiograf&#237;a/utilizaci&#243;n, Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Caro Editor,</bold>
      </p>
      <p>Peidro et al<sup>1</sup> publicaron un interesante punto de vista sobre la necesidad de un consenso para la selecci&#243;n preparticipaci&#243;n del atleta joven. Los autores relataron las diferencias en los abordajes americano e italiano en referencia a la evaluaci&#243;n de los j&#243;venes que pretenden practicar deportes competitivos; la Sociedad Americana de Cardiolog&#237;a no indica el examen electrocardiogr&#225;fico (ECG) de 12 derivaciones, por la alta tasa de resultados falso-positivos, pero la muerte s&#250;bita de atletas italianos fue reducida en 89%, por la inclusi&#243;n del ECG de 12 derivaciones<sup>1</sup>. </p>
      <p>Los autores admiten que en el Brasil el n&#250;mero de m&#233;dicos con capacitaci&#243;n para la interpretaci&#243;n del ECG del atleta es menor que lo deseable. En los gustar&#237;a entender la causa de esa afirmaci&#243;n: &#191;Habr&#237;a entre nosotros pocos m&#233;dicos interesados en la Cardiolog&#237;a Deportiva, o los m&#233;dicos que la practican no est&#225;n debidamente habilitados? </p>
      <p>En nuestro medio, Matos et al<sup>2</sup> describieron detalladamente las alteraciones del ECG provocadas por el entrenamiento f&#237;sico, que deben ser diferenciadas de reales anormalidades, incluyendo la necesidad de la interpretaci&#243;n cuidadosa de criterios aislados de voltaje de QRS para hipertrofia ventricular izquierda. </p>
      <p>El ecocardiograma y el test ergom&#233;trico no son recomendados para la evaluaci&#243;n de rutina en la selecci&#243;n de los atletas; entre tanto, Peidro et al<sup>1</sup> enfatizan que los equipos nacionales italianos utilizan el ecocardiograma como primer paso en la selecci&#243;n de los atletas competitivos, postura con la cual concordamos, vista la creciente ocurrencia de muertes s&#250;bitas en los campos deportivos. &#191;No estar&#237;a indicado tambi&#233;n el test ergom&#233;trico por el posible desencadenamiento de arritmias ventriculares graves bajo esfuerzo, o aun de isquemia, aunque la enfermedad arterial coronaria sea poco prevalente en esa franja et&#225;rea? </p>
      <p>La Medicina Deportiva en el Brasil ha evolucionado, en el sentido de formar profesionales capacitados para evaluar adecuadamente al joven que se dispone a seguir la carrera deportiva; mientras tanto, concordamos con los autores que estamos en la hora de estandarizar las conductas y redactar nuestro propio consenso.</p>
      <p>
        <bold>Carta respuesta</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Estimado Editor de los Arquivos Brasileiros de Cardiologia,</bold>
      </p>
      <p>Agradecemos la carta encaminada al Editor del ABC referente a nuestro Punto de Vista intitulado "Selecci&#243;n preparticipaci&#243;n del atleta joven: &#191;Es esa la hora para un consenso?<sup>1</sup>" </p>
      <p>En ella, los autores relatan no comprender con exactitud lo que deseamos decir al escribir que "en pa&#237;ses como Brasil el n&#250;mero de m&#233;dicos con capacitaci&#243;n para la interpretaci&#243;n del electrocardiograma del atleta es menor que lo deseable". Enseguida, preguntan si en nuestra opini&#243;n habr&#237;a entre nosotros pocos m&#233;dicos interesados en la Cardiolog&#237;a Deportiva o si los m&#233;dicos que la practican no estar&#237;an debidamente habilitados para interpretaci&#243;n del electrocardiograma del atleta. </p>
      <p>En verdad, no se trata ni de una cosa, ni de la otra. Nuestra consideraci&#243;n se refiere al hecho de que, generalizando, no hay entre los cardi&#243;logos capacitaci&#243;n para la interpretaci&#243;n de ese examen en ese grupo en particular (atletas). Creemos que los Cardi&#243;logos del Ejercicio y del Deporte brasile&#241;os sepan, s&#237;, al depararse con los matices del electrocardiograma del atleta, interpretarlos con eficiencia. Mientras tanto, &#233;stos son pocos en nuestro medio, si son comparados al n&#250;mero de cardi&#243;logos que no est&#225;n habituados a tratar con atletas en todas sus facetas.</p>
      <p>Un segundo cuestionamiento de los autores se refiere a la indicaci&#243;n del test ergom&#233;trico por el posible desencadenamiento de arritmias ventriculares graves bajo esfuerzo. Como ergometristas practicantes y amantes del m&#233;todo, es nuestra opini&#243;n que ese examen proped&#233;utico no deba hacer parte de la evaluaci&#243;n preparticipaci&#243;n de <italic>todo</italic> atleta joven, pudiendo s&#237; ser indicado en casos espec&#237;ficos, as&#237; como el ecocardiograma o otros ex&#225;menes de mayor complejidad. </p>
      <p>Aprovechamos la oportunidad para reforzar la idea de que la educaci&#243;n cient&#237;fica actualizada (basada en las mejores evidencias disponibles), aliada a la pr&#225;ctica individual (experiencia), forma el binomio &#243;ptimo para la atenci&#243;n de nuestros clientes. En ese particular, la selecci&#243;n preparticipaci&#243;n del atleta joven aun presenta zonas grises, las cuales nosotros, cardi&#243;logos del Ejercicio y del Deporte latinoamericanos, podemos s&#237; ayudar a llenar<sup>1</sup>.</p>
      <p>Atentamente,</p>
      <p>
        <bold>Roberto Peidro,</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Victor Froelicher</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>y Ricardo Stein</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias (Resposta)</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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