<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">h3h8kj6Yfy7cp7bC89Yskjm</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00012</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011001100012</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000072</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Comportamento do ergorreflexo na insufici&#234;ncia card&#237;aca</article-title>
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            <given-names>Juliana Fernanda Canhadas</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Instituto do Cora&#231;&#227;o</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>08</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>97</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>171</fpage>
      <lpage>178</lpage>
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          <day>13</day>
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          <day>19</day>
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          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>Grande n&#250;mero de evid&#234;ncias tem sugerido a exist&#234;ncia de uma rede de reflexos que se tornam hiperativos secundariamente a altera&#231;&#245;es m&#250;sculo-esquel&#233;ticas que ocorrem na s&#237;ndrome insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC). Estes, aliados aos reflexos cardiovasculares simpato-inibit&#243;rios, suprimidos na s&#237;ndrome, podem contribuir para a intoler&#226;ncia ao exerc&#237;cio f&#237;sico. A hiperativa&#231;&#227;o dos sinais originados dos receptores localizados nos m&#250;sculos esquel&#233;ticos (mecanoceptores - metaborreceptores) &#233; uma hip&#243;tese proposta recentemente para explicar a origem dos sintomas de fadiga e dispneia e os efeitos ben&#233;ficos do treinamento f&#237;sico na s&#237;ndrome da IC. Na IC, outras altera&#231;&#245;es nos sistemas de controle reflexo, que n&#227;o s&#227;o mutuamente exclusivos, contribuem para dispneia. Estimula&#231;&#227;o inapropriada dos barorreceptores arteriais com consequente falta de inibi&#231;&#227;o da descarga do metaborreflexo muscular e quimiorreflexo carot&#237;deo e aumento da vasoconstric&#231;&#227;o renal com libera&#231;&#227;o de angiotensina II pode tamb&#233;m ser considerada. Apesar das altera&#231;&#245;es funcionais dos reflexos terem sido usadas de maneira independente para ilustrar a excita&#231;&#227;o simp&#225;tica observada na IC, a intera&#231;&#227;o entre esses reflexos em condi&#231;&#245;es normais e patol&#243;gicas, especialmente sua contribui&#231;&#227;o para o estado simpato-excitat&#243;rio encontrado na IC, n&#227;o tem sido amplamente estudados. Assim, o problema se ambos os receptores musculares (mecano e metaborreceptores) est&#227;o envolvidos na g&#234;nese da exacerba&#231;&#227;o do ergorreflexo observado na IC ainda fica a ser resolvido. Dessa forma, essa revis&#227;o tem por objetivo integrar os conhecimentos a respeito do mecano e metaborreflexo (ergorreflexo) na s&#237;ndrome da insufici&#234;ncia card&#237;aca bem como esclarecer a influ&#234;ncia da terap&#234;utica medicamentosa da IC no ergorreflexo.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Hiperventila&#231;&#227;o</kwd>
        <kwd>insufici&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>fadiga muscular</kwd>
        <kwd>exerc&#237;cio</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>10</day>
        <month>06</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>Comportamento do ergorreflexo na insufici&#234;ncia card&#237;aca</p>
    <p>
      <bold>Juliana Fernanda Canhadas Belli; Fernando Bacal; Edimar Alcides Bocchi; Guilherme Veiga Guimar&#227;es</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo - InCor HC FMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Grande n&#250;mero de evid&#234;ncias tem sugerido a exist&#234;ncia de uma rede de reflexos que se tornam hiperativos secundariamente a altera&#231;&#245;es m&#250;sculo-esquel&#233;ticas que ocorrem na s&#237;ndrome insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC). Estes, aliados aos reflexos cardiovasculares simpato-inibit&#243;rios, suprimidos na s&#237;ndrome, podem contribuir para a intoler&#226;ncia ao exerc&#237;cio f&#237;sico. A hiperativa&#231;&#227;o dos sinais originados dos receptores localizados nos m&#250;sculos esquel&#233;ticos (mecanoceptores - metaborreceptores) &#233; uma hip&#243;tese proposta recentemente para explicar a origem dos sintomas de fadiga e dispneia e os efeitos ben&#233;ficos do treinamento f&#237;sico na s&#237;ndrome da IC. Na IC, outras altera&#231;&#245;es nos sistemas de controle reflexo, que n&#227;o s&#227;o mutuamente exclusivos, contribuem para dispneia. Estimula&#231;&#227;o inapropriada dos barorreceptores arteriais com consequente falta de inibi&#231;&#227;o da descarga do metaborreflexo muscular e quimiorreflexo carot&#237;deo e aumento da vasoconstric&#231;&#227;o renal com libera&#231;&#227;o de angiotensina II pode tamb&#233;m ser considerada. Apesar das altera&#231;&#245;es funcionais dos reflexos terem sido usadas de maneira independente para ilustrar a excita&#231;&#227;o simp&#225;tica observada na IC, a intera&#231;&#227;o entre esses reflexos em condi&#231;&#245;es normais e patol&#243;gicas, especialmente sua contribui&#231;&#227;o para o estado simpato-excitat&#243;rio encontrado na IC, n&#227;o tem sido amplamente estudados. Assim, o problema se ambos os receptores musculares (mecano e metaborreceptores) est&#227;o envolvidos na g&#234;nese da exacerba&#231;&#227;o do ergorreflexo observado na IC ainda fica a ser resolvido. Dessa forma, essa revis&#227;o tem por objetivo integrar os conhecimentos a respeito do mecano e metaborreflexo (ergorreflexo) na s&#237;ndrome da insufici&#234;ncia card&#237;aca bem como esclarecer a influ&#234;ncia da terap&#234;utica medicamentosa da IC no ergorreflexo.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Hiperventila&#231;&#227;o, insufici&#234;ncia card&#237;aca, fadiga muscular, exerc&#237;cio.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Grande n&#250;mero de evid&#234;ncias tem sugerido a exist&#234;ncia de uma rede de reflexos que se tornam hiperativos secundariamente a altera&#231;&#245;es m&#250;sculo-esquel&#233;ticas que ocorrem na s&#237;ndrome insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC)<sup>1</sup>. Estes reflexos hiperativos, aliados aos reflexos cardiovasculares simpato-inibit&#243;rios, suprimidos na s&#237;ndrome, podem contribuir para a intoler&#226;ncia ao exerc&#237;cio f&#237;sico<sup>2,3</sup>.</p>
    <p>Durante a atividade f&#237;sica, pacientes com IC apresentam maior ventila&#231;&#227;o, para determinada carga de trabalho quando comparados a indiv&#237;duos normais<sup>4</sup>. Esse fato gera baixa efici&#234;ncia ventilat&#243;ria e relaciona-se com alta ventila&#231;&#227;o relativa &#224; produ&#231;&#227;o de di&#243;xido de carbono (CO<sub>2</sub>), que &#233; forte preditor de mau progn&#243;stico, al&#233;m de ser um fator limitante ao exerc&#237;cio<sup>5-7</sup>. A hiperventila&#231;&#227;o pode ocorrer por diversas causas, dentre elas a hiperatividade dos reflexos advindos de quimiorreceptores, uma das diversas anormalidades no controle reflexo cardiovascular relacionado ao t&#244;nus simp&#225;tico aumentado na IC<sup>4,8</sup>. A hiperativa&#231;&#227;o dos sinais originados dos receptores localizados nos m&#250;sculos esquel&#233;ticos (mecanoceptores - metaborreceptores) sustenta uma hip&#243;tese proposta recentemente para explicar a origem dos sintomas de fadiga e dispneia e os efeitos ben&#233;ficos do treinamento f&#237;sico na s&#237;ndrome da IC<sup>8</sup>.</p>
    <p>Os reflexos cardiovasculares traduzem a atividade simp&#225;tica aumentada nos indiv&#237;duos com IC. Apesar das altera&#231;&#245;es desses reflexos serem constantemente usadas para ilustrar a excita&#231;&#227;o simp&#225;tica observada na IC, a intera&#231;&#227;o entre esses reflexos em condi&#231;&#245;es normais e patol&#243;gicas, especialmente sua contribui&#231;&#227;o para o estado simpato-excitat&#243;rio encontrado na IC, n&#227;o tem sido amplamente estudados<sup>9</sup>. Dessa forma, essa revis&#227;o tem por objetivo integrar os conhecimentos a respeito do mecano e metaborreflexo (ergorreflexo) na s&#237;ndrome da insufici&#234;ncia card&#237;aca bem como esclarecer a influ&#234;ncia da terap&#234;utica medicamentosa da insufici&#234;ncia card&#237;aca no ergorreflexo.</p>
    <p>
      <bold>Reflexos cardiovasculares</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Controle cardiovascular e ventilat&#243;rio durante o exerc&#237;cio: conceitos gerais</bold>
    </p>
    <p>O sistema nervoso aut&#244;nomo permite ao organismo ajustar sua circula&#231;&#227;o e ventila&#231;&#227;o para manter o aporte de oxig&#234;nio para os tecidos, assim, o equil&#237;brio auton&#244;mico &#233; mantido pela complexa intera&#231;&#227;o entre o barorreflexo arterial, quimiorreflexo central e perif&#233;rico, ergorreflexo e reflexo de estiramento pulmonar<sup>10</sup>. Durante o exerc&#237;cio, a hemodin&#226;mica central e as respostas ventilat&#243;rias est&#227;o sob controle do sistema nervoso auton&#244;mico, que depende da intera&#231;&#227;o entre os receptores do c&#243;rtex motor cerebral e afer&#234;ncias perif&#233;ricas (baroceptores, mecano e metaboceptores)<sup>11</sup>. Esse sistema regula o d&#233;bito card&#237;aco, condut&#226;ncia vascular e ventila&#231;&#227;o na tentativa de ofertar o fluxo sangu&#237;neo oxigenado adequado para eliminar subprodutos metab&#243;licos musculares. </p>
    <p>No in&#237;cio do exerc&#237;cio, o c&#243;rtex motor estabelece um n&#237;vel basal da atividade eferente simp&#225;tica e parassimp&#225;tica, que &#233;, por sua vez, modulado pelos sinais originados dos baroceptores arteriais e dos receptores articulares, tend&#237;neos e musculares. Os baroceptores trabalham controlando a vasodilata&#231;&#227;o muscular e a frequ&#234;ncia card&#237;aca atrav&#233;s de ativa&#231;&#227;o simp&#225;tica, mantendo assim a press&#227;o arterial, contrabalanceando qualquer desbalan&#231;o entre resist&#234;ncia vascular e d&#233;bito card&#237;aco. Por outro lado, receptores musculares ativam afer&#234;ncias nervosas que, por sua vez, induzem ajustes cardiovasculares simp&#225;tico-mediados em resposta &#224;s condi&#231;&#245;es mec&#226;nicas e metab&#243;licas do m&#250;sculo em trabalho<sup>8,11</sup>. H&#225; evid&#234;ncias de que o desequil&#237;brio auton&#244;mico contribua para a patog&#234;nese e progress&#227;o da insufici&#234;ncia card&#237;aca. Inicialmente, o desequil&#237;brio leva ao aumento da press&#227;o arterial, ventila&#231;&#227;o, resist&#234;ncia vascular renal e resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica, e consequente aumento da frequ&#234;ncia card&#237;aca, podendo ser esse desequil&#237;brio o respons&#225;vel pela progress&#227;o da doen&#231;a<sup>11</sup>. Uma s&#237;ntese das altera&#231;&#245;es auton&#244;micas encontradas na IC, bem como suas intera&#231;&#245;es pode ser observada na <xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>. </p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-02-0171-00072-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Duas classes de mecanismos neurais foram postuladas como sendo a origem no aumento da taxa de ventila&#231;&#227;o, frequ&#234;ncia card&#237;aca, descarga nervosa simp&#225;tica e contratilidade card&#237;aca durante o exerc&#237;cio. A primeira &#233; o sistema de comando central que envolve a ativa&#231;&#227;o direta dos sistemas de locomo&#231;&#227;o, auton&#244;mico e circuitos ventilat&#243;rios atrav&#233;s dos processos nervosos ocorridos no in&#237;cio do exerc&#237;cio<sup>12,13</sup>. A segunda classe de mecanismos &#233; a rede de reflexos que pode ativar circuitos auton&#244;micos e ventilat&#243;rios medulares atrav&#233;s de sinais advindos da periferia, como os aferentes musculares dos tipos III e IV, que s&#227;o ativados durante o exerc&#237;cio<sup>14</sup>. Evid&#234;ncias mostram fun&#231;&#245;es para ambos os mecanismos neurais nas respostas cardiovasculares e respirat&#243;rias ao exerc&#237;cio<sup>15</sup>. Essas afer&#234;ncias musculares tipos III e IV s&#227;o definidas como ergorreceptores, pois s&#227;o estimuladas pelo trabalho muscular. Foram classificadas em mecanorreceptores, que s&#227;o sens&#237;veis ao movimento; e metaborreceptores que captam est&#237;mulos qu&#237;micos relacionados ao trabalho muscular. A ativa&#231;&#227;o dessas afer&#234;ncias pode afetar a frequ&#234;ncia cardiaca, press&#227;o arterial, d&#233;bito cardiaco, volume sist&#243;lico, ventila&#231;&#227;o e atividade nervosa simp&#225;tica captadas atrav&#233;s da microneurografia<sup>1,16</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Controle mecanorreflexo e metaborreflexo</bold>
    </p>
    <p>O controle neural circulat&#243;rio e respirat&#243;rio dos eventos mec&#226;nicos e metab&#243;licos que ocorrem nos m&#250;sculos envolvidos no exerc&#237;cio f&#237;sico s&#227;o conhecidos como reflexo pressor do exerc&#237;cio. Durante a atividade f&#237;sica, a estimula&#231;&#227;o mec&#226;nica muscular associada &#224; contra&#231;&#227;o pode estimular termina&#231;&#245;es nervosas eferentes e determinar um reflexo cardiovascular, o mecanorreflexo. Os mecanoceptores estimulam principalmente fibras aferentes mielinizadas tipo III que respondem, principalmente a est&#237;mulos mec&#226;nicos. As fibras aferentes do tipo III disparam no in&#237;cio da contra&#231;&#227;o (t&#234;m ativa&#231;&#227;o precoce em rela&#231;&#227;o aos metaborreceptores) e sua taxa de disparo tende a se adaptar caso a tens&#227;o muscular seja mantida constante.</p>
    <p>Com a progress&#227;o do esfor&#231;o metab&#243;litos como &#225;cido l&#225;tico, adenosina, fosfato, cininas e c&#225;tions s&#227;o produzidos no m&#250;sculo esquel&#233;tico, al&#233;m da produ&#231;&#227;o o aporte sangu&#237;neo para o m&#250;sculo esquel&#233;tico pode n&#227;o ser suficiente prejudicando a cin&#233;tica de remo&#231;&#227;o dos subprodutos do metabolismo como &#225;cido l&#225;tico, &#237;ons hidrog&#234;nio, adenosina, pot&#225;ssio, &#237;ons fosfato, &#225;cido aracd&#244;nico, entre outros. Essas subst&#226;ncias se acumulam com o aumento do estresse e, quando a oferta de oxig&#234;nio n&#227;o pode alcan&#231;ar as demandas metab&#243;licas do m&#250;sculo em contra&#231;&#227;o, os metaborreceptores musculares s&#227;o ativados. Isso, por sua vez, leva &#224; regula&#231;&#227;o reflexa do sistema cardiovascular, comumente chamado de metaborreflexo. Fibras aferentes n&#227;o mielinizadas do tipo IV s&#227;o sens&#237;veis a metab&#243;litos, especialmente &#224; acidose, e tamb&#233;m sens&#237;veis a prostaglandinas e bradicininas<sup>17</sup>. Uma vez ativadas, estimulam diretamente o <italic>drive</italic> simp&#225;tico, que leva a aumento da ventila&#231;&#227;o pulmonar e vasoconstric&#231;&#227;o nos m&#250;sculos que n&#227;o est&#227;o em exerc&#237;cio, efeito que, combinado, leva mais sangue oxigenado aos m&#250;sculos esquel&#233;ticos em atividade. A estimula&#231;&#227;o das fibras aferentes tipo III e IV parece ser essencial para a resposta hemodin&#226;mica normal ao exerc&#237;cio em indiv&#237;duos saud&#225;veis. A maioria das fibras aferentes dos grupos III e IV entra na medula espinhal via corno dorsal; impulsos dessas fibras provavelmente apresentam diversos n&#237;veis de integra&#231;&#227;o, o reflexo parece n&#227;o necessitar do tronco cerebral apesar de haver um n&#237;vel de integra&#231;&#227;o supraespinhal. </p>
    <p>Durante o exerc&#237;cio, h&#225; contra&#231;&#227;o muscular seguida de ac&#250;mulo de metab&#243;litos, dessa forma, mecano e metaborreflexo, sobrep&#245;em-se. A medula espinhal &#233;, provavelmente, a &#225;rea controladora da resposta cardiovascular durante a ativa&#231;&#227;o do mecano e metaborreflexo<sup>17,18</sup>. Dessa forma, mesmo em termos de diferencia&#231;&#227;o anat&#244;mica e quanto aos gatilhos fisiol&#243;gicos, existe um grau de sobreposi&#231;&#227;o entre "mecano" e "metaborreceptores" e observa&#231;&#245;es mais recentes desafiam a descri&#231;&#227;o cl&#225;ssica desses receptores como estruturas distintas<sup>19,20</sup>. Dessa forma, utilizamos o termo "ergorreceptores", que contempla ambos os tipos de afer&#234;ncias, e ergorreflexo, o reflexo desencadeado por ambos os tipos de receptores<sup>16,21-23</sup>. </p>
    <p>
      <bold>A hip&#243;tese muscular</bold>
    </p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca causa limita&#231;&#245;es &#224;s atividades habituais no que diz respeito &#224;s mudan&#231;as ocorridas no sistema de transporte do oxig&#234;nio desde o centro (o cora&#231;&#227;o, pulm&#227;o e controle neural) at&#233; a periferia (circula&#231;&#227;o, status neuro-hormonal, reflexos, sistema nervoso auton&#244;mico e metabolismo muscular). Uma quest&#227;o chave t&#234;m sido se esse desbalan&#231;o &#233; mecanicamente importante ou &#233; meramente o resultado da soma&#231;&#227;o de fatores associados &#224; m&#225; fun&#231;&#227;o card&#237;aca e consequente inatividade f&#237;sica. Nos &#250;ltimos vinte anos se desenvolveu a hip&#243;tese muscular, que atribui &#224;s anormalidades no m&#250;sculo perif&#233;rico a origem dos sintomas e anormalidades nos reflexos vistos na insufici&#234;ncia card&#237;aca. O m&#250;sculo esquel&#233;tico, ao se tornar anormal na insufici&#234;ncia card&#237;aca, sinalizaria padr&#245;es alterados do controle cardiorrespirat&#243;rio resultando, assim em sintomas como a dispneia, fadiga e a hiperpneia, comumente referidos pelos portadores de IC<sup>23</sup>. </p>
    <p>Essa hip&#243;tese prop&#245;e outro ciclo de deteriora&#231;&#227;o similar aos de ativa&#231;&#227;o neuroend&#243;crina. A redu&#231;&#227;o na fun&#231;&#227;o ventricular acarreta em efeitos metab&#243;licos que deterioram, em &#250;ltima inst&#226;ncia, o m&#250;sculo esquel&#233;tico e geram anormalidades no metabolismo e fun&#231;&#227;o muscular. Em resposta ao ac&#250;mulo precoce de metab&#243;litos no m&#250;sculo em exerc&#237;cio, ocorre ativa&#231;&#227;o exacerbada do ergorreflexo, e isso &#233; percebido pelo indiv&#237;duo tanto como fadiga muscular, quanto como dispneia, al&#233;m disso, h&#225;, reflexamente, aumento do t&#244;nus simp&#225;tico, taquicardia, vasoconstric&#231;&#227;o de leitos vasculares &#224; dist&#226;ncia dos m&#250;sculos que n&#227;o est&#227;o em exerc&#237;cio al&#233;m da resposta ventilat&#243;ria excessiva ao exerc&#237;cio (<xref ref-type="fig" rid="fig02">Figura 2</xref>)<sup>1</sup>. Essas mudan&#231;as inicialmente s&#227;o ben&#233;ficas para manter a press&#227;o arterial adequada e a perfus&#227;o em &#225;reas mais nobres. Entretanto, a longo prazo, essa situa&#231;&#227;o se torna danosa e causa vasoconstric&#231;&#227;o permanente, resposta vascular e endotelial, inflama&#231;&#227;o e necrose, que altera a fun&#231;&#227;o de outros &#243;rg&#227;os, incluindo rins, pulm&#245;es e m&#250;sculo card&#237;aco<sup>18</sup>.</p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-02-0171-00072-gf02.jpg"/></fig>
    <p>As anormalidades dos m&#250;sculos esquel&#233;ticos encontradas nos portadores de IC, descritas anteriormente, s&#227;o principalmente o predom&#237;nio do metabolismo oxidativo sob o glicol&#237;tico e mudan&#231;as ultraestruturais na composi&#231;&#227;o muscular (tipo de fibra, n&#250;mero de mitoc&#244;ndrias e fun&#231;&#227;o endotelial). Dessa forma, ocorre acidose precoce, deple&#231;&#227;o dos compostos de alta energia desenvolvidos durante o exerc&#237;cio, que por sua vez desencadeariam outros mecanismos compensat&#243;rios que iriam, em indiv&#237;duos normais, manter o desempenho muscular esquel&#233;tico. Esses mecanismos provocariam estimula&#231;&#227;o de v&#225;rios aferentes, incluindo ergorreceptores musculares, que comunicam com o tronco cerebral sobre o n&#237;vel de trabalho muscular, desencadeando, assim, o ergorreflexo<sup>16,21-23</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Fatores desencadeantes do ergorreflexo</bold>
    </p>
    <p>O ergorreflexo tem sido estudado desde a d&#233;cada de 90, quando a hip&#243;tese muscular prop&#244;s que a intoler&#226;ncia ao exerc&#237;cio estaria relacionada com as altera&#231;&#245;es dos m&#250;sculos perif&#233;ricos<sup>24</sup>. Desde ent&#227;o, o instrumento para avali&#225;-lo tem sido a oclus&#227;o circulat&#243;ria regional (OCR) ap&#243;s contra&#231;&#227;o muscular<sup>25,26</sup>. </p>
    <p>De maneira geral, a t&#233;cnica inclui duas sess&#245;es de exerc&#237;cio desenvolvidas de forma randomizada: (1) o exerc&#237;cio controle usando movimentos repetitivos, seja de membros superiores ou inferiores, (erg&#244;metro de bra&#231;o ou perna, handgrip), em intensidade subm&#225;xima. (2) um manguito de press&#227;o &#233; posicionado em um dos membros em exerc&#237;cio; o mesmo protocolo de exerc&#237;cios do controle deve ser feito, entretanto, aproximadamente dez segundos antes do final do esfor&#231;o, o manguito de press&#227;o do membro em exerc&#237;cio come&#231;a a ser insuflado e ent&#227;o se faz 3 minutos de oclus&#227;o circulat&#243;ria regional, atrav&#233;s de uma press&#227;o de pelo menos 30 mmHg acima da press&#227;o sist&#243;lica obtida na &#250;ltima mensura&#231;&#227;o da press&#227;o arterial. Ap&#243;s o manguito insuflado, solicita-se que o sujeito relaxe, o exerc&#237;cio ent&#227;o cessa e a contribui&#231;&#227;o dos ergorreceptores &#233; avaliada pelo aprisionamento dos metab&#243;litos produzidos durante o exerc&#237;cio. Durante a avalia&#231;&#227;o da atividade do ergorreflexo, os sujeitos devem respirar ar atrav&#233;s de uma pe&#231;a bucal, com clip nasal e, os gases expirados e a ventila&#231;&#227;o devem ser coletados, assim como valores de press&#227;o arterial e frequ&#234;ncia card&#237;aca. Esse protocolo t&#234;m mostrado fixar o estado metab&#243;lico do m&#250;sculo e prolongar a ativa&#231;&#227;o dos ergorreceptores<sup>1,23,27</sup>.</p>
    <p>Duas abordagens podem ser utilizadas para se estudar o ergorreflexo: durante o esfor&#231;o, pela redu&#231;&#227;o do fluxo sangu&#237;neo ao m&#250;sculo ou ao final do esfor&#231;o reduzindo o fluxo sangu&#237;neo e causando isquemia p&#243;s-exerc&#237;cio, o que aprisiona os metab&#243;litos produzidos previamente durante a contra&#231;&#227;o muscular. A &#250;ltima abordagem, de se causar isquemia p&#243;s-exerc&#237;cio, isola o comando central e o mecanorreflexo do metaborreflexo. A avalia&#231;&#227;o do ergorreflexo contempla tanto mecano quanto metaborreceptores muscular e como explicado anteriormente, suas fun&#231;&#245;es se sobrep&#245;em no exerc&#237;cio. Entretanto, no in&#237;cio do exerc&#237;cio, alguns autores consideram a avalia&#231;&#227;o apenas dos mecanorreceptores, testando assim o mecanorreflexo. A t&#233;cnica consiste em tr&#234;s minutos de exerc&#237;cio passivo seguido de 3 minutos de exerc&#237;cio ativo, separados por um per&#237;odo de repouso de 3 minutos. Em geral, o movimento &#233; descrito em erg&#244;metro de membros inferiores tanto na movimenta&#231;&#227;o passiva quanto na ativa. </p>
    <p>Para quantificar a resposta ventilat&#243;ria atribu&#237;da ao trabalho muscular &#233; mensurada a raz&#227;o entre o aumento da ventila&#231;&#227;o (VE) pela unidade de aumento de VO<sub>2</sub> (d<italic>V</italic>E/d<italic>V</italic>O<sub>2</sub>) tanto nos movimentos passivos quanto ativos. A contribui&#231;&#227;o do mecanorreflexo ao exerc&#237;cio &#233; quantificada como a diferen&#231;a na eleva&#231;&#227;o da raz&#227;o dVE/d<italic>V</italic>O<sub>2</sub> entre o exerc&#237;cio passivo e o ativo<sup>28,29</sup>. Entretanto, a literatura acerca da avalia&#231;&#227;o de mecanoceptores de maneira isolada, como descrito, &#233; escassa e, al&#233;m disso, Scott e cols.<sup>28,29</sup> n&#227;o encontraram resposta significativa dos mecanoceptores traduzida pelo aumento na ventila&#231;&#227;o seja em pacientes com IC ou em controles normais. Isso pode ser atribu&#237;do ao fato da ativa&#231;&#227;o isolada ser pouco usual uma vez que a maioria das atividades cotidianas &#233; de natureza subm&#225;xima, havendo ac&#250;mulo de metab&#243;litos no m&#250;sculo esquel&#233;tico, ativando, assim, n&#227;o s&#243; mecanoceptores, como tamb&#233;m metaboceptores. Dessa forma, a avalia&#231;&#227;o do ergorreflexo, que contempla tanto mecano quanto metaboceptores &#233; mais frequente na literatura e mais reprodut&#237;vel<sup>1,18,20,23</sup>.</p>
    <p>A maioria dos autores preconiza o uso de exerc&#237;cios subm&#225;ximos para o teste de ergorreflexo (entre 50-70% do VO<sub>2</sub> pico). Em estudo realizado pelo nosso grupo em pacientes portadores de IC beta-bloqueados, foi demonstrado na OCR em um dos membros inferiores ap&#243;s o teste de caminhada de seis minutos em esteira, que representa atividades cotidianas, n&#227;o ocorreu ativa&#231;&#227;o dos mecanismos de ergorreflexo, sugerindo que esses mecanismos estariam ativados apenas aos esfor&#231;os mais intensos e/ou m&#225;ximos<sup>29,30</sup>. Ainda n&#227;o consta na literatura a avalia&#231;&#227;o do ergorreflexo durante ou ap&#243;s a atividade de caminhada, no entanto, essa seria a atividade f&#237;sica mais comumente realizada pelos pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca. Essa atividade pode ser reproduzida pelo teste de caminhada dos seis minutos, pois h&#225; correspond&#234;ncia com a demanda metab&#243;lica das atividades di&#225;rias<sup>31,32</sup>.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao membro a ser testado, se a oclus&#227;o circulat&#243;ria regional ser&#225; feita no membro superior ou inferior, h&#225; estudos utilizando tanto um quanto outro, entretanto estudos pr&#233;vios utilizaram protocolos de exerc&#237;cios localizados de bra&#231;o, e observaram uma varia&#231;&#227;o da ventila&#231;&#227;o ap&#243;s OCR<sup>1,22,33,34</sup>. No entanto, esta t&#233;cnica envolve um grupo pequeno de m&#250;sculos e talvez o metabolismo anaer&#243;bio seja predominante nesse tipo de exerc&#237;cio, superestimando os resultados. Outros estudos utilizaram protocolos com dorsiflex&#227;o de tornozelo e em cicloerg&#244;metro, encontrando resultados similares<sup>35</sup>. Ainda permanece controverso na literatura o m&#233;todo mais adequado para testar fidedignamente esse reflexo. Em estudo que comparou o ergorreflexo em diferentes grupos musculares no mesmo paciente com insufici&#234;ncia card&#237;aca, observou-se que os resultados que se atribuem &#224; maior ou menor atividade do ergorreflexo s&#227;o dependentes do grupo muscular, tipo de fibra e metabolismo oxidativo ou glicol&#237;tico envolvidos no exerc&#237;cio<sup>36</sup>. </p>
    <p>
      <bold>Ergorreflexo na insufici&#234;ncia card&#237;aca</bold>
    </p>
    <p>A fadiga muscular mesmo diante de exerc&#237;cios f&#237;sicos moderados &#233; um problema comum associado a sujeitos que sofrem de insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC). Durante o exerc&#237;cio na IC, o d&#233;bito card&#237;aco &#233; diminu&#237;do e o controle da press&#227;o arterial se d&#225; mais por respostas vasculares perif&#233;ricas resultantes do aumento da atividade nervosa simp&#225;tica e aumento da secre&#231;&#227;o de horm&#244;nios vasoativos. Al&#233;m disso, o fluxo sangu&#237;neo para o m&#250;sculo esquel&#233;tico ativo &#233; reduzido, o que pode levar a isquemia relativa<sup>37</sup>. Alguns estudos mostram que parte do aumento do t&#244;nus simp&#225;tico que ocorre durante exerc&#237;cio moderado em portadores de IC resulta da ativa&#231;&#227;o do ergorreflexo<sup>38,39</sup>. Durante o exerc&#237;cio f&#237;sico, a habilidade da vasculatura perif&#233;rica dilatar relaciona-se com o maior n&#237;vel de d&#233;bito card&#237;aco e nesse processo a press&#227;o arterial &#233; mantida. Entretanto, se a capacidade do fluxo sangu&#237;neo perif&#233;rico for maior do que o DC, como foi sugerido recentemente<sup>40</sup>, a influ&#234;ncia de outro controle deve estar interposta entre o cora&#231;&#227;o e os vasos dos m&#250;sculos-esquel&#233;ticos para manter a press&#227;o arterial, garantindo assim que o fluxo sangu&#237;neo cerebral e card&#237;aco esteja preservado. A rela&#231;&#227;o entre o sistema nervoso simp&#225;tico e a vasoconstric&#231;&#227;o ajuda nessa fun&#231;&#227;o regulat&#243;ria. (<xref ref-type="fig" rid="fig03">Figura 3</xref>) A principal consequ&#234;ncia hemodin&#226;mica da ativa&#231;&#227;o do ergorreflexo &#233; o aumento da press&#227;o arterial. Essa resposta &#233; atingida primariamente pelo aumento da resist&#234;ncia vascular sist&#234;mica devido &#224; vasoconstric&#231;&#227;o perif&#233;rica resultante do aumento da atividade simp&#225;tica, enquanto o efeito na frequ&#234;ncia card&#237;aca &#233; vari&#225;vel. </p>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-02-0171-00072-gf03.jpg"/></fig>
    <p>A estimula&#231;&#227;o neuromuscular de metaborreceptores por meio de mudan&#231;as f&#237;sico-qu&#237;micas locais provoca hiperpneia reflexa. Em animais, a perfus&#227;o isolada de membro inferior com sangue em acidose, hipercapnia ou hip&#243;xia bem como, perfus&#227;o com sangue venoso colhido previamente de membro inferior em exerc&#237;cio produz aumento na ventila&#231;&#227;o<sup>41</sup>. Similarmente ao que tem sido relatado para o metaborreflexo, o mecanorreflexo tem demonstrado ter a capacidade de produzir reflexos cardiovasculares. A distor&#231;&#227;o mec&#226;nica de campos receptores de termina&#231;&#245;es nervosas em m&#250;sculos contr&#225;teis pode ativar os mecanoceptores que tonicamente ativados, parecem ser os principais respons&#225;veis pela eleva&#231;&#227;o reflexa da press&#227;o arterial induzida pelo exerc&#237;cio (mecanorreflexo)<sup>18,42</sup>.</p>
    <p>Em estudo experimental, a ativa&#231;&#227;o do metaborreflexo muscular causou aumento significativo na frequ&#234;ncia card&#237;aca sem altera&#231;&#245;es no volume sist&#243;lico, resultando em grande aumento do d&#233;bito card&#237;aco e press&#227;o arterial m&#233;dia. Ap&#243;s redu&#231;&#227;o da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o de ventr&#237;culo esquerdo induzida nesses animais, ocorreram aumentos muito menores no d&#233;bito card&#237;aco com a ativa&#231;&#227;o do metaborreflexo muscular e, apesar de a frequ&#234;ncia card&#237;aca aumentar, o volume sist&#243;lico diminuiu. Al&#233;m disso, quando a FC manteve-se constante, n&#227;o foi observado aumento do d&#233;bito card&#237;aco com a ativa&#231;&#227;o do metaborreflexo muscular, embora a press&#227;o venosa central tenha aumentado substancialmente. Ap&#243;s bloqueio beta-adren&#233;rgico, o d&#233;bito card&#237;aco (DC) e o volume sist&#243;lico diminu&#237;ram com a ativa&#231;&#227;o do metaborreflexo muscular, dessa forma, os autores conclu&#237;ram que na IC, a habilidade do metaborreflexo muscular em aumentar a fun&#231;&#227;o ventricular pelos aumentos na contratilidade e na press&#227;o de enchimento, est&#225; evidentemente diminu&#237;da<sup>43</sup>. </p>
    <p>Scott e cols.<sup>29</sup> observaram em pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca moderada e grave, durante exerc&#237;cio de perna em cicloerg&#244;metro, ativa&#231;&#227;o do ergorreflexo mostrado pela resposta ventilat&#243;ria aumentada ao exerc&#237;cio, quando comparados a indiv&#237;duos normais e sugerem que essa hiperativa&#231;&#227;o pode ser a origem da dispneia e fadiga frente ao exerc&#237;cio.</p>
    <p>Piepoli e cols.<sup>23</sup> avaliaram 107 pacientes com IC e, comparados aos controles normais, observaram maior atividade do ergorreflexo na ventila&#231;&#227;o al&#233;m de diminui&#231;&#227;o de massa muscular sendo que o ergorreflexo foi particularmente hiperativo nos pacientes caqu&#233;ticos e sugeriram uma forte correla&#231;&#227;o entre deple&#231;&#227;o de massa muscular e hiperativa&#231;&#227;o do ergorreflexo<sup>23</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Influ&#234;ncia da terap&#234;utica medicamentosa no ergorreflexo</bold>
    </p>
    <p>Na IC, outras altera&#231;&#245;es nos sistemas de controle reflexo, que n&#227;o s&#227;o mutuamente exclusivas, contribuem para dispneia. Uma baixa estimula&#231;&#227;o inapropriada dos barorreceptores arteriais com consequente falta de inibi&#231;&#227;o da descarga do metaborreflexo muscular e quimiorreflexo carot&#237;deo e aumento da vasoconstric&#231;&#227;o renal com libera&#231;&#227;o de angiotensina II pode tamb&#233;m ser considerada<sup>23</sup>. </p>
    <p>Os beta-bloqueadores, usados pela maioria dos pacientes com IC (83%), s&#227;o uma terap&#234;utica bem reconhecida e efetiva na sobrevida desses pacientes, mas t&#234;m efeitos controversos na toler&#226;ncia ao exerc&#237;cio. N&#227;o h&#225; informa&#231;&#227;o sobre seu efeito no ergorreflexo. Considerando que o ergorreflexo &#233; mediado pelo sistema nervoso simp&#225;tico e os beta-bloqueadores s&#227;o bloqueadores adren&#233;rgicos, podemos sugerir que estes podem afetar sua hiperativa&#231;&#227;o pela redu&#231;&#227;o do t&#244;nus simp&#225;tico. Al&#233;m disso, nos estudos da ativa&#231;&#227;o do ergorreflexo em IC, foram inclu&#237;dos, em m&#233;dia, apenas 30% de pacientes em uso de beta bloqueador<sup>1,8,22,28</sup>. Assim, n&#227;o existem estudos que tenham avaliado o efeito da terap&#234;utica com beta-bloqueadores em pacientes com IC e novas pesquisas s&#227;o necess&#225;rias para esclarecer essa interrela&#231;&#227;o. </p>
    <p>
      <bold>Perspectivas</bold>
    </p>
    <p>Conforme exposto, muitos estudos mostraram que o mecanorreflexo medeia a desregula&#231;&#227;o hemodin&#226;mica observada na insufici&#234;ncia card&#237;aca. Dessa forma, o problema se ambos os receptores musculares (mecano e metaborreceptores) est&#227;o envolvidos na g&#234;nese da exacerba&#231;&#227;o do ergorreflexo observado na IC ainda fica a ser resolvido. De uma perspectiva cl&#237;nica, seria &#250;til verificar se o bloqueio qu&#237;mico dos receptores que medeiam o metaborreflexo podem limitar a hiperatividade simp&#225;tica observada nos pacientes com IC. </p>
    <p>De acordo com a hip&#243;tese muscular seria mais apropriado e efetivo tratar a causa, as anormalidades m&#250;sculo-esquel&#233;ticas, em vez de tratar as consequ&#234;ncias da ativa&#231;&#227;o do ergorreflexo como vasoconstric&#231;&#227;o perif&#233;rica e ativa&#231;&#227;o simp&#225;tica. Ensaios randomizados e controlados t&#234;m mostrado que o treinamento f&#237;sico aumenta o consumo de oxig&#234;nio e melhora o equil&#237;brio neuro-hormonal na IC<sup>44</sup>. Em particular, aumenta a densidade mitocondrial e atividade de enzimas oxidativas, aumenta a densidade capilar e desloca em dire&#231;&#227;o ao metabolismo aer&#243;bio associado com a redu&#231;&#227;o na ativa&#231;&#227;o do metaborreflexo na IC. De certa forma, a hip&#243;tese muscular se assemelha a outros ciclos viciosos na insufici&#234;ncia card&#237;aca, nas quais muitas das respostas fisiol&#243;gicas parecem ser adaptativas a princ&#237;pio e, ao longo do tempo, s&#227;o adapta&#231;&#245;es delet&#233;rias. </p>
    <p>Ao compreendermos as bases fisiol&#243;gicas dos sintomas dos pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca e ao desenvolvermos estrat&#233;gias para melhorar esses sintomas, devemos come&#231;ar a solucionar os complexos processos fisiol&#243;gicos que determinam a incapacidade ao exerc&#237;cio. Aparentemente, os m&#250;sculos perif&#233;ricos, o endot&#233;lio, pulm&#245;es e os reflexos de controle ventilat&#243;rio representam um papel central nos fatores limitantes ao exerc&#237;cio.</p>
    <p>Em tempos de interven&#231;&#245;es agressivas na cardiologia cl&#237;nica e de foco nas bases moleculares na doen&#231;a cardiovascular, deve-se ter em mente que mecanismos regulat&#243;rios complexos e coordenados governam as fun&#231;&#245;es integradas do sistema cardiovascular por interm&#233;dio do sistema nervoso auton&#244;mico<sup>18</sup>. Quando essa coordena&#231;&#227;o &#233; perdida, a intoler&#226;ncia ao exerc&#237;cio talvez seja o precursor de muitos problemas que certamente surgir&#227;o. Dessa forma, h&#225;bitos saud&#225;veis de vida, que devem incluir exerc&#237;cio f&#237;sico regular, contribuem para quebrar esse ciclo vicioso e promover preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria com sucesso. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi parcialmente financiado pela FAPESP.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Juliana Fernanda Canhadas Belli pela Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Juliana Fernanda Canhadas Belli </p>
        <p> Av. Dr. En&#233;as de Carvalho Aguiar, 44 / Bloco I, 1&#186; Andar </p>
        <p> Laborat&#243;rio de Insufici&#234;ncia Card&#237;aca e Transplante </p>
        <p> 05403-900 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="jfcbelli@uol.com.br">jfcbelli@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 19/12/09; revisado recebido em 02/05/10; aceito em 13/07/10.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Piepoli M, Clark AL, Volterrani M, Adamopoulos S, Sleight P, Coats AJS. Contribution of muscle afferents to hemodynamic, autonomic, and ventilatory responses to exercise in patients with chronic heart failure. Circulation. 1996; 93 (5): 940-52.</mixed-citation>
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              <surname>Radaelli</surname>
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            <name>
              <surname>Bernardi</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Ergoreflex activity in heart failure</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>A large body of evidence has suggested the existence of a reflex network that becomes hyperactive secondary to musculoskeletal alterations that occur in heart failure (HF) syndrome. Together with sympathoinhibitory cardiovascular reflexes, suppressed in the presence of the syndrome, heart failure can contribute to physical exercise intolerance. The hyperactivation of signals originated from receptors located in skeletal muscles (mechanoreceptors - metaboreceptors) is a recently proposed hypothesis to explain the origin of fatigue and dyspnea symptoms in HF. In HF, other alterations in the reflex control system, which are not mutually exclusive, contribute to dyspnea. The inappropriate stimulation of the arterial baroreceptors, with the consequent lack of inhibition of the muscle metaboreflex and carotid chemoreflex unloading and the increase in the renal vasoconstriction with angiotensin II release can also be considered. Although the functional alterations of the reflexes were used independently to illustrate the sympathetic excitation observed in HF, the interaction between these reflexes under normal and pathological conditions, especially its contribution to the sympathoexcitatory state found in HF, has not been broadly investigated. Therefore, questions about a possible association between the muscle receptors (mechano and metaboreceptors) in the genesis of the ergoreflex exacerbation, observed in HF, remain. Thus, the objective of this review was to integrate the knowledge on the mechano and metaboreflex (ergoreflex) in HF syndrome, as well as to clarify the influence of HF drug therapy on the ergoreflex.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Hyperventilation</kwd>
        <kwd>heart failure</kwd>
        <kwd>muscle fatigue</kwd>
        <kwd>exercise</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="tx-body2">
          <label>
            <bold>Ergoreflex activity in heart failure</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Juliana Fernanda Canhadas Belli; Fernando Bacal; Edimar Alcides Bocchi; Guilherme Veiga Guimar&#227;es</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo - InCor HC FMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>A large body of evidence has suggested the existence of a reflex network that becomes hyperactive secondary to musculoskeletal alterations that occur in heart failure (HF) syndrome. Together with sympathoinhibitory cardiovascular reflexes, suppressed in the presence of the syndrome, heart failure can contribute to physical exercise intolerance. The hyperactivation of signals originated from receptors located in skeletal muscles (mechanoreceptors - metaboreceptors) is a recently proposed hypothesis to explain the origin of fatigue and dyspnea symptoms in HF. In HF, other alterations in the reflex control system, which are not mutually exclusive, contribute to dyspnea.</p>
      <p>The inappropriate stimulation of the arterial baroreceptors, with the consequent lack of inhibition of the muscle metaboreflex and carotid chemoreflex unloading and the increase in the renal vasoconstriction with angiotensin II release can also be considered.</p>
      <p> Although the functional alterations of the reflexes were used independently to illustrate the sympathetic excitation observed in HF, the interaction between these reflexes under normal and pathological conditions, especially its contribution to the sympathoexcitatory state found in HF, has not been broadly investigated.</p>
      <p> Therefore, questions about a possible association between the muscle receptors (mechano and metaboreceptors) in the genesis of the ergoreflex exacerbation, observed in HF, remain. Thus, the objective of this review was to integrate the knowledge on the mechano and metaboreflex (ergoreflex) in HF syndrome, as well as to clarify the influence of HF drug therapy on the ergoreflex. </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Hyperventilation; heart failure; muscle fatigue; exercise.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The existence of reflex network that becomes hyperactive underlying musculoskeletal alterations - which occur in heart failure (HF) syndrome - has been suggested by a large body of evidence<sup>1</sup>. These hyperactive reflexes, together with sympathoinhibitory cardiovascular reflexes, suppressed in the HF syndrome, can contribute to exercise intolerance<sup>2,3</sup>. </p>
      <p>During physical activity, patients with HF present a higher degree of ventilation for a certain workload, when compared to normal individuals<sup>4</sup>. This fact generates low ventilatory efficiency, associated with high ventilation related to the production of carbon dioxide (CO<sub>2</sub>), which is a strong predictor of poor prognosis, in addition to being an exercise limiting factor<sup>5-7</sup>. Hyperventilation can occur due to several causes, among which hyperactivity of reflexes originated from chemoreceptors, one of the several abnormalities in the cardiovascular reflex control related to the increased sympathetic tonus in HF<sup>4,8</sup>. The hyperactivation of signals originated from the receptors located in the skeletal muscles (mechanoreceptors - metaboreceptors) supports a hypothesis that has been recently proposed to explain the origin of fatigue and dyspnea symptoms and the beneficial effects of physical training on HF syndrome<sup>8</sup>. </p>
      <p> The cardiovascular reflexes translate the increased sympathetic activity in individuals with HF. Although the alterations in these reflexes are constantly used to illustrate the sympathetic excitation observed in HF, the interaction between these reflexes under normal and pathological conditions, especially its contribution to the sympathoexcitatory state found in HF, has not been broadly studied<sup>9</sup>. Therefore, the aim of the present review is to integrate the knowledge on mechano and metaboreflex (ergoreflex) in heart failure syndrome and attempt to elucidate the influence of HF drug therapy on the ergoreflex. </p>
      <p>
        <bold>Cardiovascular reflexes</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Cardiovascular and ventilatory control during exercise: general concepts</bold>
      </p>
      <p>The autonomic nervous system allows the body to adjust its circulation and ventilation to maintain the oxygen supply to the tissues. With that, the autonomic balance is maintained through the complex interaction between the arterial baroreflex, central and peripheral chemoreflex, ergoreflex and pulmonary stretch reflex<sup>10</sup>. During the exercise, the central hemodynamics and the ventilatory responses are under the control of the autonomic nervous system, which depends on the interaction between the receptors of the brain's motor cortex and the peripheral afferences (baroreceptors, mechano and metaboreceptors)<sup>11</sup>. This system regulates the cardiac output, the vascular conductance and the ventilation, in an attempt to supply the adequate oxygenated blood flow to eliminate muscle metabolic byproducts. </p>
      <p>At the start of the exercise, the motor cortex establishes a basal level of sympathetic and parasympathetic efferent activity, which is, in turn, modulated by the signals originated from the arterial baroreceptors and articular, tendon and muscle receptors. The baroreceptors work with the control of muscle vasodilation and of heart rate through the sympathetic activation to maintain the blood pressure (BP) and counterbalance any disequilibrium between vascular resistance and cardiac output. On the other hand, the muscle receptors activate the nervous afferences, which, in turn, induce sympathetic-cardiovascular adjustments mediated in response to the mechanical and metabolic conditions of the working muscle<sup>8,11</sup>. There is evidence that the autonomic disequilibrium contributes to the pathogenesis and progression of heart failure. Initially, the disequilibrium leads to the increase in BP, ventilation, renal vascular resistance and peripheral vascular resistance. Consequently, one reaches the increase in heart rate and this disequilibrium might be responsible for the disease progression<sup>11</sup>. A summary of the autonomic alterations found in HF, as well as their interactions can be seen in <xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref>. </p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-02-0171-00072-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Two classes of neural mechanisms have been postulated as the origin of the increase in the ventilation rate, heart rate, sympathetic nerve discharge and heart contractility during exercise. The first is the system of central command that involves the direct activation of the locomotion and autonomic systems and ventilatory circuits through the nervous processes that occurred at the start of the exercise<sup>12,13</sup>. The second class of mechanisms is the reflex network that can activate autonomic circuits and medullary ventilatory centers through signals originating from the periphery, such as the type III and IV muscle afferent signals, which are activated during the exercise<sup>14</sup>. </p>
      <p>Evidence shows functions for both neural mechanisms in the cardiovascular and respiratory responses to exercise<sup>15</sup>. These type III and IV muscle afferences are defined as ergoreceptors, as they are stimulated by the muscle work. They were classified as mechanoreceptors, which are sensitive to movement; and metaboreceptors, which pick up chemical stimuli related to muscle work. The activation of these afferences can affect the heart rate, blood pressure, cardiac output, systolic volume, ventilation and the sympathetic nervous activity demonstrated by microneurography<sup>1,16</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Mechanoreflex and metaboreflex control </bold>
      </p>
      <p>The circulatory and respiratory neural control of the mechanical and metabolic events that occur in the muscles involved in physical exercise are known as exercise pressor reflex. During the physical activity, the muscle mechanical simulation, associated with contraction, can stimulate efferent nervous terminations and determine a cardiovascular reflex, the mechanoreflex. </p>
      <p>The mechanoreceptors stimulate mainly the type II myelinated afferent fibers, which respond, in general, to mechanical stimulation. The type III afferent fibers fire at the start of the contraction (they present early activation in comparison to metaboreceptors) and their firing rate tends to adapt, when the muscle tension is maintained constant. </p>
      <p>With the progression of metabolic effort, lactic acid, adenosine, phosphate, kinins and cations are produced in the skeletal muscle. In addition to the production, the blood flow to the skeletal muscle might not be sufficient, which can impair the kinetics of metabolic byproduct removal - lactic acid, hydrogen ions, adenosine, potassium, phosphate ions and arachidonic acid, among others. These substances accumulate when stress increases, and when the oxygen supply fails to meet the metabolic demands of the contracting muscle, the muscle metaboreceptors are activated. That, in turn, leads to the reflex regulation of the cardiovascular system, commonly called metaboreflex. Non-myelinated type IV afferent fibers are sensitive to metabolites, especially to acidosis, and to prostaglandins and bradykinins<sup>17</sup>. Once activated, they directly stimulate the sympathetic drive, which leads to the increase in pulmonary ventilation and vasoconstriction of muscles that are not being exercised. The combination of this effect takes more oxygenated blood to the skeletal muscles undergoing activity. The stimulation of the type III and IV afferent fibers seems to be essential for the normal hemodynamic response to exercise in healthy individuals. Most of the type III and IV afferent fibers enter the spinal cord via the dorsal horn; these fibers' impulses probably present several levels of integration and the reflex does not seem to need the brainstem, although there is a supraspinal level of integration. </p>
      <p>During the exercise, there a muscle contraction, followed by an accumulation of metabolites, and, therefore, mechano and metaboreflexes overlap. The spinal cord is probably the area that controls the cardiovascular response during the activation of the mechano and metaboreflex<sup>17,18</sup>. </p>
      <p>Therefore, even in terms of anatomical differentiation and regarding the physiological triggers, there is a degree of overlapping between mechano and metaboreceptors and more recent observations have challenged the classic description of these receptors as distinct structures<sup>19,20</sup>. Hence, we use the terms "ergoreceptors", which contemplate both types of afferences and "ergoreflex", which is the reflex triggered by both types of receptors<sup>16,21-23</sup>.</p>
      <p>
        <bold>The muscle hypothesis</bold>
      </p>
      <p>Heart failure results in limitations to usual activities, regarding the changes occurred in the oxygen transportation system from the center (heart, lungs and neural control) to the periphery (circulation, neurohormonal status, reflexes, autonomic nervous system and muscle metabolism). A key issue has been whether this imbalance is mechanically important or whether it is merely the result of the sum of the factors associated to the poor cardiac function and consequent physical inactivity. </p>
      <p>The muscle hypothesis has developed in the last twenty years, which attributes the symptom origin and reflex abnormalities observed in heart failure to the peripheral muscle abnormalities. The skeletal muscle, when it becomes abnormal in heart failure, would indicate altered patterns of the cardiorespiratory control, thus resulting in symptoms such as dyspnea, fatigue and hyperpnea, usually reported by HF patients<sup>23</sup>.</p>
      <p>This hypothesis proposes another cycle of deterioration similar to those of neuroendocrine activation. The decrease in the ventricular function causes metabolic effects, which ultimately deteriorate the skeletal muscle and generate abnormalities in metabolism and muscle function. In response to the early accumulation of metabolites in the exercising muscle, there is a marked activation of the ergoreflex and that is perceived by the individual as muscle fatigue, as well as dyspnea.</p>
      <p>Additionally, there is, as a reflex, an increase in the sympathetic tonus, tachycardia, vasoconstriction of the vascular beds distant from the muscles that are not being submitted to exercise and the excessive ventilatory response to exercise (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figure 2</xref>)<sup>1</sup>. These changes are initially beneficial to maintain the adequate blood pressure and perfusion in the most important areas. However, in the long term, this situation becomes harmful and causes permanent vasoconstriction, vascular and endothelial response, inflammation and necrosis, which alters the function of other organs, including kidneys, lungs and cardiac muscle<sup>18</sup>. </p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-02-0171-00072-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>The previously described skeletal muscle abnormalities, observed in patients with HF, are mainly the prevailing of the oxidative metabolism over the glycolytic metabolism and ultra-structural changes in the muscle composition (type of fiber, number of mitochondria and endothelial function). Thus, early acidosis occurs, as well as depletion of the high-energy compounds developed during the exercise, which, in turn, trigger other compensatory mechanisms. In normal individuals, these compensatory mechanisms would keep the skeletal muscle performance and cause the stimulation of several afferents, such as muscle ergoreceptors, which communicate with the brainstem on the level of muscle work - which triggers the ergoreflex<sup>16,21-23</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Factors that trigger the ergoreflex</bold>
      </p>
      <p>The ergoreflex has been studied since the 90s, when the muscle hypothesis proposed that exercise intolerance would be related to alterations in the peripheral muscles<sup>24</sup>. Since then, the instrument to evaluate it has been the regional circulatory occlusion (RCO) after muscle contraction<sup>25,26</sup>.</p>
      <p>In general, the technique includes two sessions of exercises developed randomly: (1) The control exercise, using upper-limb or lower-limb repetitive movements (arm or leg ergometer, handgrip) at submaximal intensity. (2) A pressure cuff is placed on one of the limbs submitted to exercise. The same control exercise protocol must be carried out, however, approximately ten seconds before the end of the stress and the pressure cuff of the limb submitted to exercise starts to be inflated. Then, the regional circulatory occlusion is maintained for three minutes through a pressure of at least 30 mmHg above the systolic pressure obtained at the last blood pressure measurement. After the cuff has been inflated, the individual is asked to relax. The exercise stops and the contribution of the ergoreceptors is evaluated by trapping the metabolites produced during the exercise. During the assessment of the ergoreflex activity, the individuals must breathe through a mouthpiece, with a nose clip and the expired gases and the ventilation must be measured, as well as the blood pressure and heart rate values. This protocol aims at setting the muscle metabolic status and prolonging the ergoreceptor activation<sup>1,23,27</sup>.</p>
      <p>Two approaches can be used to study the ergoreflex: during exertion, through the reduction of blood flow to the muscle, or at the end of exertion, through the reduction of the blood flow and through the cause of post-exercise ischemia, which traps the metabolites previously produced during the muscle contraction. The last approach, to cause post-exercise ischemia, isolates the central command and the mechanoreflex of the metaboreflex. The evaluation of the ergoreflex contemplates both the muscle mechano and the metaboreceptors and, as previously explained, their functions overlap during the exercise. However, at the start of the exercise, some authors consider only the evaluation of the mechanoreceptors to test the mechanoreflex. The technique consists in three minutes of passive exercise, followed by a period of three minutes of active exercise, separated by a three-minute resting period. In general, the movement is described in a lower-limb ergometer in both active and passive movements. </p>
      <p>To quantify the ventilatory response attributed to muscle work, the increase in ventilation (VE) per unit increase in VO<sub>2</sub> (dVE/dVO<sub>2</sub> ratio) is measured in both passive and active movements. The contribution of the mechanoreflex to exercise is quantified as the difference in the increase in the dVE/dVO<sub>2</sub> ratio between passive and active exercise<sup>28,29</sup>. However, the literature about the isolated evaluation of mechanoreceptors, as described, is scarce. Moreover, Scott et al<sup>28,29</sup> did not find a significant response of the mechanoreceptors, translated as ventilation increase, either in patients with HF or normal controls<sup>28</sup>. This can be attributed to the fact that the isolated activation is unusual, as most daily activities are of submaximal nature, with an accumulation of metabolites in the skeletal muscle, thus activating not only the mechanoreceptors, but also the metaboreceptors. Therefore, the evaluation of the ergoreflex, which contemplates both mechano and metaboreceptors, is more frequent in the literature and more reproducible<sup>1,18,20,23</sup>.</p>
      <p>Most authors recommend the use of submaximal exercises for the ergoreflex test (between 50-70% of VO<sub>2</sub> peak). In a study carried out by our group, in patients with HF undergoing beta-blocker treatment, it was demonstrated that in RCO of a lower-limb after the six-minute walk test (6MWT) on a treadmill, representing daily activities, there was no activation of the ergoreflex mechanisms. This information can suggest that these mechanisms would be activated only at more intense or maximal exertion<sup>29,30</sup>. There has been no report in the literature on the evaluation of the ergoreflex during or after walking activity; however, this would be the most common physical activity performed by patients with heart failure. This activity can be reproduced by the 6MWT, as there is a correspondence with the metabolic demands of daily activities<sup>31,32</sup>.</p>
      <p>Regarding the limb to be tested, whether the regional circulatory occlusion is to be performed in an upper or lower limb, there have been studies that used either one. However, previous studies used upper-limb localized exercise protocols and observed a variation in ventilation after the RCO<sup>1,22,33,34</sup>. Nevertheless, this technique involves a small group of muscles and, perhaps, the anaerobic metabolism is predominant in this type of exercise, in order to overestimate the results. Other studies used protocols with ankle dorsiflexion and in a cycle ergometer, and found similar results<sup>35</sup>. The most adequate method to reliably test this reflex remains controversial in the literature. In a study that compared the ergoreflex in different muscle groups in the same patient with HF, it was observed that the results attributed to a higher or lower ergoreflex activity depended on the muscle group, type of fiber and oxidative or glycolytic metabolism involved in the exercise<sup>36</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Ergoreflex in heart failure</bold>
      </p>
      <p>Muscle fatigue, even in the presence of moderate physical exercises, is a common problem associated with individuals that present HF. During exercise in HF, the cardiac output is decreased and the blood pressure control is intense through peripheral vascular responses that result from the increase in the sympathetic nervous activity and increase in the vasoactive hormone secretion. Moreover, the blood flow to the active skeletal muscle is decreased, which can lead to relative ischemia<sup>37</sup>. Some studies have shown that part of the increase in the sympathetic tonus that occurs during moderate exercise in patients with HF results from the activation of the ergoreflex<sup>38,39</sup>. During the physical exercise, the capacity to dilate the peripheral musculature is related to the higher level of cardiac output (CO) and, in this process, the BP is maintained. However, if the capacity of the peripheral blood flow is higher than the CO, as recently suggested<sup>40</sup>, the influence of another control must be interposed between the heart and the skeletal muscle vessels to maintain the BP, which can guarantee that the cerebral and cardiac blood flow is preserved. The association between the sympathetic nervous system and vasoconstriction helps in this regulatory function (<xref ref-type="fig" rid="fig03-body2">Figure 3</xref>). The main hemodynamic consequence of the ergoreflex activation is the increase in BP. This response is achieved primarily through the increase in the systemic vascular resistance, due to the peripheral vasoconstriction resulting from the increase in the sympathetic activity, whereas the effect on the heart rate is variable.</p>
      <fig id="fig03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-02-0171-00072-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>The neuromuscular stimulation of metaboreceptors through local physical-chemical changes causes reflex hyperpnea. In animals, the isolated lower-limb perfusion with blood in acidosis, hypercapnia or hypoxia, as well as the perfusion with venous blood previously collected from lower limb submitted to exercise, produce an increase in ventilation<sup>41</sup>. Similarly to what has been reported for the metaboreflex, the mechanoreflex has demonstrated the capacity to produce cardiovascular reflexes. The mechanical distortion of receptor fields of nervous terminations in contractile muscles can activate the mechanoreceptors, which, tonically activated, seem to be the main factors responsible for the reflex increase in BP induced by exercise (mechanoreflex)<sup>18,42</sup>.</p>
      <p>In an experimental study, the activation of the muscle metaboreflex caused a significant increase in heart rate, with no alterations in systolic volume, thus resulting in a great increase in cardiac output and mean blood pressure. After the induced left ventricular ejection fraction decrease in these animals, much lower increases in CO occurred with the activation of muscle metaboreflex, and, although the heart rate (HR) increased, the systolic volume decreased. Moreover, when the HR was maintained constant, no increase in the CO was observed with the activation of the muscle metaboreflex, although the central venous pressure significantly increased. </p>
      <p>After the beta-adrenergic blocking, the cardiac output (CO) and the systolic volume decreased with the activation of the muscle metaboreflex. Hence, the authors concluded that, in HF, the capacity of the muscle metaboreflex to increase the ventricular function through increases in contractility and filling pressure is evidently decreased<sup>43</sup>. </p>
      <p>Scott et al<sup>29</sup> observed, in patients with moderate to severe HF, during lower-limb exercise in cycle ergometer, the activation of the ergoreflex demonstrated by the increased ventilatory response at exertion. This observation was developed in comparison with normal individuals and suggests that hyperactivation might be the origin of dyspnea and fatigue caused by exertion. </p>
      <p>Piepoli et al<sup>23</sup> evaluated 107 patients with HF and, when compared to normal controls, they observed a higher degree of activity of the ergoreflex in ventilation, in addition to a decrease in muscle mass. However, the ergoreflex was particularly hyperactive in cachectic patients and suggested a strong correlation between muscle mass depletion and ergoreflex hyperactivation<sup>23</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Influence of drug therapy on the ergoreflex</bold>
      </p>
      <p>In HF, other alterations in the reflex control systems, which are not mutually exclusive, contribute to dyspnea. The inappropriately low stimulation of the arterial baroreceptors, with the consequent lack of inhibition of the muscle metaboreflex and carotid chemoreflex unloading and the increase in the renal vasoconstriction with angiotensin II release can also be considered<sup>23</sup>. </p>
      <p>The beta-blockers used by most patients with HF (83%) are a well-acknowledged treatment and effective in these patients' survival, but have controversial effects in exercise tolerance. There is no information on their effect on ergoreflex. Based on the consideration that the ergoreflex is mediated by the sympathetic nervous system and that beta-blockers are adrenergic blockers, it can be suggested that these can affect their hyperactivation by decreasing the sympathetic tonus. Additionally, the studies on the activation of the ergoreflex in HF included, on average, only 30% of patients using beta-blockers<sup>1,8,22,28</sup>. There have been no studies that evaluated the effect of treatment with beta-blockers on patients with HF and further studies are necessary to clarify this interrelation. </p>
      <p>
        <bold>Perspectives</bold>
      </p>
      <p>As previously shown, many studies have demonstrated that the mechanoreflex involves the hemodynamic deregulation observed in heart failure. Therefore, the question whether both muscle receptors (mechano and metaboreceptors) correlate with the genesis of the exacerbation of the ergoreflex observed in HF is yet to be clarified. </p>
      <p>From a clinical perspective, it would be useful to verify whether the chemical blocking of the receptors that mediate the metaboreflex can limit the sympathetic hyperactivity observed in patients with HF. </p>
      <p>According to the muscle hypothesis, it would be more appropriate and effective to treat the cause, the musculoskeletal abnormalities, instead of treating the consequences of ergoreflex activation, such as peripheral vasoconstriction and sympathetic activation. Randomized and controlled trials have shown that physical training increases oxygen consumption and improves the neurohormonal balance in HF<sup>44</sup>. Particularly, it increases mitochondrial density and oxidative enzyme activity, increases capillary density and shifts towards the aerobic metabolism associated with the decrease in metaboreflex activation in HF. In a way, the muscle hypothesis is similar to other vicious circles in HF, in which many of the physiological responses seem to be adaptive at first, and then, throughout time, show to be deleterious adaptations. </p>
      <p>By understanding the physiological basis of the symptoms of HF patients and developing strategies to improve these symptoms, we must start to solve the complex physiological processes that determine exercise incapacity. Apparently, the peripheral muscles, the endothelium, the lungs and the ventilatory control reflexes represent a key role in exercise-limiting factors. </p>
      <p>At a time of aggressive interventions in clinical cardiology and focus on the molecular bases of cardiovascular disease, it must be supposed that complex and coordinated regulatory mechanisms determine the integrated functions of the cardiovascular system through the autonomic nervous system<sup>18</sup>. When this coordination is lost, exercise intolerance might be the precursor of many problems that will certainly appear. </p>
      <p>Therefore, healthy life habits, which must include regular physical exercise, contribute to interrupt this vicious circle and successfully promote primary and secondary prevention. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was partially funded by FAPESP.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Juliana Fernanda Canhadas Belli, from <italic>Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Comportamiento del ergorreflejo en la insuficiencia cardiaca</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>Gran n&#250;mero de evidencias viene sugerido la existencia de una red de reflejos que se hacen hiperactivos secundariamente a alteraciones musculoesquel&#233;ticas que se producen en el s&#237;ndrome de la insuficiencia cardiaca (IC). Aliada a los reflejos cardiovasculares simpatoinhibitorios, suprimidos en el s&#237;ndrome, la insuficiencia cardiaca puede contribuir a la intolerancia al ejercicio f&#237;sico. La hiperactivaci&#243;n de los se&#241;ales originados de los receptores ubicados en los m&#250;sculos esquel&#233;ticos (mecanorreceptores - metaborreceptores) es una hip&#243;tesis propuesta recientemente para explicar el origen de los s&#237;ntomas de fatiga y disnea y de los efectos ben&#233;ficos del entrenamiento f&#237;sico en el s&#237;ndrome de IC. En la IC, otras alteraciones en los sistemas de control reflejo, que no son mutuamente exclusivos, contribuyen a la disnea. Estimulaci&#243;n inapropiada de los barorreceptores arteriales, con consecuente falta de inhibici&#243;n de la descarga del metaborreflejo muscular y quimiorreflejo carot&#237;deo, y el aumento de la vasoconstricci&#243;n renal con liberaci&#243;n de angiotensina II se pueden tambi&#233;n tener en cuenta. A pesar de las alteraciones funcionales de los reflejos haber sido utilizadas de manera independiente para ilustrar la excitaci&#243;n simp&#225;tica observada en la IC, la interacci&#243;n entre estos reflejos en condiciones normales y patol&#243;gicas, especialmente su contribuci&#243;n para el estado simpatoexcitatorio encontrado en la IC, no viene siendo ampliamente estudiada. De este modo, resta todav&#237;a un cuestionamiento sobre la posible relaci&#243;n entre los receptores musculares (mecano y metaborreceptores) en la g&#233;nesis de la exacerbaci&#243;n del ergorreflejo observado en la IC. Por tanto, esta revisi&#243;n tiene por objetivo integrar los conocimientos respecto al mecano y metaborreflejo (ergorreflejo) en el s&#237;ndrome de la insuficiencia cardiaca, as&#237; como aclarar la influencia de la terap&#233;utica medicamentosa de la IC en el ergorreflejo.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Hiperventilaci&#243;n</kwd>
        <kwd>insuficiencia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>fatiga muscular</kwd>
        <kwd>ejercicio</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="nota_1-body3">
          <label>
            <bold>Comportamiento del ergorreflejo en la insuficiencia cardiaca</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Juliana Fernanda Canhadas Belli; Fernando Bacal; Edimar Alcides Bocchi; Guilherme Veiga Guimar&#227;es</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo - InCor HC FMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Gran n&#250;mero de evidencias viene sugerido la existencia de una red de reflejos que se hacen hiperactivos secundariamente a alteraciones musculoesquel&#233;ticas que se producen en el s&#237;ndrome de la insuficiencia cardiaca (IC). Aliada a los reflejos cardiovasculares simpatoinhibitorios, suprimidos en el s&#237;ndrome, la insuficiencia cardiaca puede contribuir a la intolerancia al ejercicio f&#237;sico. La hiperactivaci&#243;n de los se&#241;ales originados de los receptores ubicados en los m&#250;sculos esquel&#233;ticos (mecanorreceptores - metaborreceptores) es una hip&#243;tesis propuesta recientemente para explicar el origen de los s&#237;ntomas de fatiga y disnea y de los efectos ben&#233;ficos del entrenamiento f&#237;sico en el s&#237;ndrome de IC. En la IC, otras alteraciones en los sistemas de control reflejo, que no son mutuamente exclusivos, contribuyen a la disnea. Estimulaci&#243;n inapropiada de los barorreceptores arteriales, con consecuente falta de inhibici&#243;n de la descarga del metaborreflejo muscular y quimiorreflejo carot&#237;deo, y el aumento de la vasoconstricci&#243;n renal con liberaci&#243;n de angiotensina II se pueden tambi&#233;n tener en cuenta. A pesar de las alteraciones funcionales de los reflejos haber sido utilizadas de manera independiente para ilustrar la excitaci&#243;n simp&#225;tica observada en la IC, la interacci&#243;n entre estos reflejos en condiciones normales y patol&#243;gicas, especialmente su contribuci&#243;n para el estado simpatoexcitatorio encontrado en la IC, no viene siendo ampliamente estudiada. De este modo, resta todav&#237;a un cuestionamiento sobre la posible relaci&#243;n entre los receptores musculares (mecano y metaborreceptores) en la g&#233;nesis de la exacerbaci&#243;n del ergorreflejo observado en la IC. Por tanto, esta revisi&#243;n tiene por objetivo integrar los conocimientos respecto al mecano y metaborreflejo (ergorreflejo) en el s&#237;ndrome de la insuficiencia cardiaca, as&#237; como aclarar la influencia de la terap&#233;utica medicamentosa de la IC en el ergorreflejo.</p>
      <p><bold>Palavras clave:</bold> Hiperventilaci&#243;n, insuficiencia card&#237;aca, fatiga muscular, ejercicio.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La existencia de una red de reflejos que se hacen hiperactivos adyacentes a alteraciones musculoesquel&#233;ticas que se producen en el s&#237;ndrome de la insuficiencia cardiaca (IC) se viene sugiriendo por un gran n&#250;mero de evidencias<sup>1</sup>. Estos reflejos hiperactivos, aliados a los reflejos cardiovasculares simpatoinhibitorios, suprimidos en el s&#237;ndrome, pueden contribuir a la intolerancia al ejercicio f&#237;sico<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>Durante la actividad f&#237;sica, pacientes con IC presentan mayor ventilaci&#243;n para determinada carga de trabajo cuando comparados a individuos normales<sup>4</sup>. Este hecho genera baja eficiencia ventilatoria y se relaciona con la alta ventilaci&#243;n relativa a la producci&#243;n de di&#243;xido de carbono (CO<sub>2</sub>), que es fuerte predictor de malo pron&#243;stico, adem&#225;s de ser un factor limitante al ejercicio<sup>5-7</sup>. La hiperventilaci&#243;n se puede producir por diversas causas, entre las que la hiperactividad de los reflejos advenidos de quimiorreceptores, una de las diversas anormalidades en el control reflejo cardiovascular relacionado al tono simp&#225;tico aumentado en la IC<sup>4,8</sup>. La hiperactivaci&#243;n de las se&#241;ales originados de los receptores ubicados en los m&#250;sculos esquel&#233;ticos (mecanorreceptores - metaborreceptores) sostiene una hip&#243;tesis propuesta recientemente para explicar el origen de los s&#237;ntomas de fatiga y disnea y los efectos ben&#233;ficos del entrenamiento f&#237;sico en el s&#237;ndrome de IC<sup>8</sup>.</p>
      <p>Los reflejos cardiovasculares traducen la actividad simp&#225;tica aumentada en los individuos con IC. A pesar de las alteraciones de estos reflejos haber sido constantemente utilizadas para ilustrar la excitaci&#243;n simp&#225;tica observada en la IC, la interacci&#243;n entre estos reflejos en condiciones normales y patol&#243;gicas, especialmente su contribuci&#243;n para el estado simpatoexcitatorio encontrado en la IC, no se viene estudiando ampliamente<sup>9</sup>. Por tanto, esta revisi&#243;n tiene por objeto integrar los conocimientos respecto al mecano y metaborreflejo (ergorreflejo) en el s&#237;ndrome de la insuficiencia cardiaca y busca aclarar la influencia de la terap&#233;utica medicamentosa de la insuficiencia cardiaca en el ergorreflejo.</p>
      <p>
        <bold>Reflejos cardiovasculares</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Control cardiovascular y ventilatorio durante el ejercicio: conceptos generales</bold>
      </p>
      <p>El sistema nervioso aut&#243;nomo permite al organismo ajustar su circulaci&#243;n y ventilaci&#243;n para mantener el aporte de ox&#237;geno para los tejidos. Con esto, el equilibrio auton&#243;mico se mantiene por la compleja interacci&#243;n entre el barorreflejo arterial, quimiorreflejo central y perif&#233;rico, ergorreflejo y reflejo de estiramiento pulmonar<sup>10</sup>. Durante el ejercicio, la hemodin&#225;mica central y las respuestas ventilatorias est&#225;n bajo el control del sistema nervioso auton&#243;mico, que depende de la interacci&#243;n entre los receptores de la corteza motor cerebral y aferencias perif&#233;ricas (barorreceptores, mecano- y metaborreceptores)<sup>11</sup>. Este sistema regula el gasto cardiaco, la conductancia vascular y la ventilaci&#243;n en la tentativa de ofertar el flujo sangu&#237;neo oxigenado adecuado para eliminar subproductos metab&#243;licos musculares.</p>
      <p>Al principio del ejercicio, la corteza motor establece un nivel basal de la actividad simp&#225;tica eferente y parasimp&#225;tica, que es, por su parte, modulada por las se&#241;ales originadas de los barorreceptores arteriales y de los receptores articulares, tendinosos y musculares. Los barorreceptores trabajan con el control de la vasodilataci&#243;n muscular y de la frecuencia card&#237;aca por medio de activaci&#243;n simp&#225;tica, para mantener la presi&#243;n arterial y contrabalancear cualquier desequilibrio entre resistencia vascular y gasto cardiaco. En contrapartida, los receptores musculares activan aferencias nerviosas que, por su parte inducen ajustes cardiovasculares simp&#225;ticos mediados en respuesta a las condiciones mec&#225;nicas y metab&#243;licas del m&#250;sculo en trabajo<sup>8,11</sup>. Hay evidencias de que el desequilibrio auton&#243;mico contribuya a la patog&#233;nesis y progresi&#243;n de la insuficiencia cardiaca. Inicialmente, el desequilibrio conlleva el aumento de la presi&#243;n arterial, de la ventilaci&#243;n, de la resistencia vascular renal y de la resistencia vascular perif&#233;rica. Consecuentemente, se llega al incremento de la frecuencia card&#237;aca, y este desequilibrio puede ser el responsable de la progresi&#243;n de la enfermedad<sup>11</sup>. Una s&#237;ntesis de las alteraciones auton&#243;micas encontradas en la IC, as&#237; como sus interacciones, se pueden observar en la <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig01-body3">Figura 1</xref>. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-02-0171-00072-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Dos clases de mecanismos neurales se postularon como el origen del incremento de la tasa de ventilaci&#243;n, frecuencia card&#237;aca, descarga nerviosa simp&#225;tica y contractilidad card&#237;aca durante el ejercicio. La primera es el sistema de comando central que implica la activaci&#243;n directa de los sistemas de locomoci&#243;n, auton&#243;mico y circuitos ventilatorios por medio de los procesos nerviosos se produjeron en el inicio del ejercicio<sup>12,13</sup>. La segunda clase de mecanismos es la red de reflejos que puede activar circuitos auton&#243;micos y ventilatorios medulares por medio de se&#241;ales advenidos de la periferia, como los aferentes musculares de los tipos III y IV, que son activados durante el ejercicio<sup>14</sup>. Evidencias muestran funciones para ambos los mecanismos neurales en las respuestas cardiovasculares y respiratorias al ejercicio<sup>15</sup>. Estas aferencias musculares tipos III y IV se definen como ergorreceptores ya que son estimuladas por el trabajo muscular. Se clasificaron como mecanorreceptores, que son sensibles al movimiento; y metaborreceptores, que captan est&#237;mulos qu&#237;micos relacionados con trabajo muscular. La activaci&#243;n de estas aferencias puede afectar la frecuencia card&#237;aca, la presi&#243;n arterial, el gasto cardiaco, el volumen sist&#243;lico, la ventilaci&#243;n y la actividad nerviosa simp&#225;tica captadas por medio de la microneurograf&#237;a<sup>1,16</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Control mecanorreflejo y metaborreflejo</bold>
      </p>
      <p>El control neural circulatorio y respiratorio de los eventos mec&#225;nicos y metab&#243;licos que se producen en los m&#250;sculos implicados en el ejercicio f&#237;sico se conocen como reflejo presor del ejercicio. Durante la actividad f&#237;sica, la estimulaci&#243;n mec&#225;nica muscular asociada a la contracci&#243;n puede estimular terminaciones nerviosas eferentes y determinar un reflejo cardiovascular, el mecanorreflejo. Los mecanorreceptores estimulan principalmente fibras aferentes mielinizadas tipo III que responden, de un modo general, a est&#237;mulos mec&#225;nicos. Las fibras aferentes del tipo III disparan en el inicio de la contracci&#243;n (tienen activaci&#243;n precoz con relaci&#243;n a los metaborreceptores), y su tasa de disparo tiende a adaptarse caso la tensi&#243;n muscular se mantenga constante.</p>
      <p>Con la progresi&#243;n de los esfuerzos, metabolitos, &#225;cido latico, adenosina, fosfato, cininas y cationes se producen en el m&#250;sculo esquel&#233;tico. Adem&#225;s de la producci&#243;n, el aporte sangu&#237;neo para el m&#250;sculo esquel&#233;tico puede no ser suficiente, lo que puede perjudicar la cin&#233;tica de remoci&#243;n de los subproductos del metabolismo - &#225;cido l&#225;ctico, iones hidr&#243;geno, adenosina, potasio, iones fosfato, &#225;cido araquid&#243;nico, entre otros. Estas sustancias se acumulan al aumento del estr&#233;s, y, cuando y oferta de ox&#237;geno no puede alcanzar a las demandas metab&#243;licas del m&#250;sculo en contracci&#243;n, los metaborreceptores musculares son activados. Esto, por su parte, conlleva a la regulaci&#243;n refleja del sistema cardiovascular, com&#250;nmente llamado de metaborreflexo. Fibras aferentes no mielinizadas del tipo IV son sensibles a metabolitos, especialmente a la acidosis, y a la prostaglandinas y bradicininas<sup>17</sup>. Una vez activadas, estimulan directamente el <italic>drive</italic> simp&#225;tico, que conlleva al aumento de la ventilaci&#243;n pulmonar y de la vasoconstricci&#243;n en los m&#250;sculos que no est&#225;n en ejercicio. La combinaci&#243;n de este efecto conlleva m&#225;s sangre oxigenado a los m&#250;sculos esquel&#233;ticos en actividad. La estimulaci&#243;n de las fibras aferentes tipo III y IV parece ser esencial para la respuesta hemodin&#225;mica normal al ejercicio en individuos sanos. La mayor&#237;a de las fibras aferentes de los grupos III y IV entra en la medula espinal v&#237;a corno dorsal, impulsos de estas fibras probablemente presentan diversos niveles de integraci&#243;n, y el reflejo parece no necesitar del tronco cerebral - a pesar de haber un nivel de integraci&#243;n supraespinal. </p>
      <p>Durante el ejercicio, hay contracci&#243;n muscular seguida de acumulaci&#243;n de metabolitos, por esto, mecano y metaborreflejo se superponen. La medula espinal es, probablemente, el &#225;rea controladora de la respuesta cardiovascular durante la activaci&#243;n del mecano y metaborreflejo<sup>16,18</sup>. De esta forma, aun en t&#233;rminos de diferenciaci&#243;n anat&#243;mica y en cuanto a los desencadenante fisiol&#243;gico, hay un grado de superposici&#243;n entre mecano y metaborreceptores, y observaciones m&#225;s recientes desaf&#237;an la descripci&#243;n cl&#225;sica de estos receptores como estructuras distintas<sup>19,20</sup>. De esta forma, utilizamos los t&#233;rminos "ergorreceptores", que contempla ambos tipos de aferencias, y "ergorreflejo", que es el reflejo desencadenado por ambos tipos de receptores<sup>16,21-23</sup>.</p>
      <p>
        <bold>La hip&#243;tesis muscular</bold>
      </p>
      <p>La insuficiencia card&#237;aca ocasiona limitaciones a las actividades habituales en lo que toca a los cambios producidos en el sistema de transporte del ox&#237;geno desde el centro (coraz&#243;n, pulm&#243;n y control neural) hasta la periferia (circulaci&#243;n, <italic>status</italic> neurohormonal, reflejos, sistema nervioso auton&#243;mico y metabolismo muscular). Una cuesti&#243;n-clave tiene sido la indagaci&#243;n sobre este desbalance, si es mec&#225;nicamente importante o si es meramente el resultado de la suma de factores asociados a la mala funci&#243;n card&#237;aca y consecuente inactividad f&#237;sica. En los &#250;ltimos veinte a&#241;os, se ha desarrollado la hip&#243;tesis muscular, que atribuye a las anormalidades en el m&#250;sculo perif&#233;rico el origen de los s&#237;ntomas y anormalidades en los reflejos vistos en la insuficiencia cardiaca. El m&#250;sculo esquel&#233;tico, al hacerse anormal en la insuficiencia cardiaca, se&#241;alizar&#237;a est&#225;ndares alterados del control cardiorrespiratorio resultando, por tanto, en s&#237;ntomas como la disnea, fatiga y la hiperpnea, com&#250;nmente referidos por los portadores de IC<sup>23</sup>.</p>
      <p>Esta hip&#243;tesis propone otro ciclo de deterioro similar a los de activaci&#243;n neuroendocrina. La reducci&#243;n en la funci&#243;n ventricular resulta en efectos metab&#243;licos que deterioran, en &#250;ltima instancia, el m&#250;sculo esquel&#233;tico y generan anormalidades en el metabolismo y funci&#243;n muscular. En respuesta a la acumulaci&#243;n precoz de metabolitos en el m&#250;sculo en ejercicio, se produje activaci&#243;n exacerbada del ergorreflejo, y el individuo nota esto tanto como fatiga muscular, como disnea. Adem&#225;s de esto, hay, como reflejo, aumento del tono simp&#225;tico, taquicardia, vasoconstricci&#243;n de camas vasculares a distancia de los m&#250;sculos que no est&#225;n en ejercicio, y la respuesta ventilatoria excesiva al ejercicio (<xref ref-type="fig" rid="es_a12fig02-body3">Figura 2</xref>)<sup>1</sup>. Estos cambios, inicialmente, son ben&#233;ficos para mantener la presi&#243;n arterial adecuada y la perfusi&#243;n en &#225;reas m&#225;s ennoblecidas. Sin embargo, a largo plazo, esta situaci&#243;n se hace da&#241;ina y causa vasoconstricci&#243;n permanente, respuesta vascular y endotelial, inflamaci&#243;n y necrosis, que altera la funci&#243;n de otros &#243;rganos, incluyendo ri&#241;ones, pulmones y m&#250;sculo card&#237;aco<sup>18</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-02-0171-00072-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Las anormalidades de los m&#250;sculos esquel&#233;ticos encontradas en los portadores de IC, descriptas anteriormente, son, principalmente, el predominio del metabolismo oxidativo bajo el glucol&#237;tico y cambios ultraestructurales en la composici&#243;n muscular (tipo de fibra, n&#250;mero de mitocondrias y funci&#243;n endotelial). De esta forma, se produce acidosis precoz, depleci&#243;n de los compuestos de alta energ&#237;a desarrollados durante el ejercicio, que, por su parte, desencadenar&#237;an otros mecanismos compensatorios. En individuos normales, estos mecanismos compensatorio actuar&#237;an para mantener el desempe&#241;o muscular esquel&#233;tico y provocar&#237;an estimulaci&#243;n de variados aferentes, como los ergorreceptores musculares, que se comunican con el tronco cerebral sobre el nivel de trabajo muscular - lo que desencadena el ergorreflejo<sup>16,21-23</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Factores desencadenantes del ergorreflejo</bold>
      </p>
      <p>El ergorreflejo se viene estudiando desde la d&#233;cada de 90, cuando la hip&#243;tesis muscular propuso que la intolerancia al ejercicio estar&#237;a relacionada a las alteraciones de los m&#250;sculos perif&#233;ricos<sup>24</sup>. Desde entonces, el instrumento para evaluarlo ha sido la oclusi&#243;n circulatoria regional (OCR) tras contracci&#243;n muscular<sup>25,26</sup>. </p>
      <p>De manera general, la t&#233;cnica incluye dos sesiones de ejercicio desarrolladas de forma randomizada: (1) El ejercicio de control, con la utilizaci&#243;n de movimientos repetitivos de miembros superiores o inferiores (erg&#243;metro de brazo o pierna, <italic>handgrip</italic>), en intensidad subm&#225;xima. (2) Un manguito de presi&#243;n es posicionado en uno de los miembros en ejercicio. El mismo protocolo de ejercicios de control se debe realizar, sin embargo, aproximadamente diez segundos antes del final del esfuerzo, el manguito de presi&#243;n del miembro en ejercicio se empieza a insuflar. As&#237; que, se hace una oclusi&#243;n circulatoria regional por tres minutos, por medio de una presi&#243;n de 30 mmHg arriba de la presi&#243;n sist&#243;lica obtenida en la &#250;ltima mensuraci&#243;n de la presi&#243;n arterial. Tras el manguito insuflado, se requiere que el sujeto relaje. El ejercicio se termina, y la contribuci&#243;n de los ergorreceptores se eval&#250;a por el aprisionamiento de los metabolitos producidos durante el ejercicio. </p>
      <p>Durante la evaluaci&#243;n de la actividad del ergorreflejo, los sujetos deben respirar por medio de una pieza bucal, con <italic>clip</italic> nasal, y los gases expirados y la ventilaci&#243;n deben recolectarse, as&#237; como los valores de la presi&#243;n arterial y de la frecuencia card&#237;aca se deben evaluar. Este protocolo tiene por objeto fijar el estado metab&#243;lico del m&#250;sculo y prolongar la activaci&#243;n de los ergorreceptores<sup>1,23,27</sup>.</p>
      <p>Dos abordajes pueden utilizarse para estudiar el ergorreflejo: durante el esfuerzo, por la reducci&#243;n del flujo sangu&#237;neo al m&#250;sculo, o al final del esfuerzo, por la reducci&#243;n del flujo sangu&#237;neo y por la causa de la isquemia pos-ejercicio, lo que aprisiona los metabolitos producidos previamente durante la contracci&#243;n muscular. El &#250;ltimo abordaje ocasiona isquemia pos-ejercicio, a&#237;sla el comando central y el mecanorreflejo del metaborreflejo. La evaluaci&#243;n del ergorreflejo contempla tanto mecano como metaborreceptor muscular, y, como explicado anteriormente, sus funciones se superponen en el ejercicio. Sin embargo, en el inicio del ejercicio, algunos autores consideran la evaluaci&#243;n solamente de los mecanorreceptores, para probar el mecanorreflejo. A t&#233;cnica consiste en tres minutos de ejercicio pasivo seguido de tres minutos de ejercicio activo, separados por un per&#237;odo de reposo de tres minutos. En general, el movimiento se describe en erg&#243;metro de miembros inferiores tanto en el movimiento pasivo en cuanto en el activo. </p>
      <p>Para cuantificar la respuesta ventilatoria atribuida al trabajo muscular, se mide la raz&#243;n entre el aumento de la ventilaci&#243;n (VI) por la unidad de aumento de VO<sub>2</sub> (dVI/dVO<sub>2</sub>) tanto en los movimientos pasivos cuanto en los activos. La contribuci&#243;n del mecanorreflejo al ejercicio se cuantifica como la diferencia en la elevaci&#243;n de la raz&#243;n dVI/dVO<sub>2</sub> entre el ejercicio pasivo y el activo<sup>28,29</sup>. Sin embargo, la literatura acerca de la evaluaci&#243;n de mecanorreceptores de manera aislada, como se describe, es escasa. Adem&#225;s de esto, Scott et al<sup>28,29</sup> no encontraron respuesta significativa de los mecanorreceptores traducida por el aumento en la ventilaci&#243;n ya sea en pacientes con IC o en controles normales<sup>28</sup>. Esto se puede atribuir al hecho de la activaci&#243;n aislada ser poco usual, una vez que la mayor&#237;a de las actividades cotidianas es de naturaleza subm&#225;xima habiendo acumulaci&#243;n de metabolitos en el m&#250;sculo esquel&#233;tico, activando, as&#237;, no s&#243;lo mecanorreceptores, como tambi&#233;n metaborreceptores. De esta forma, la evaluaci&#243;n del ergorreflejo, que contempla tanto los mecano- como los metaboceptores, es m&#225;s frecuente en la literatura y m&#225;s reproductible<sup>1,18,20,23</sup>.</p>
      <p>La mayor&#237;a de los autores tiene como prioridad el uso de ejercicios subm&#225;ximos para la prueba de ergorreflejo (entre 50 y 70% del VO<sub>2</sub> pico). En estudio realizado por nuestro grupo, con pacientes portadores de IC betabloqueados, se demostr&#243; que, en la OCR en uno de los miembros inferiores tras la prueba de marcha de seis minutos en cinta mec&#225;nica, representando actividades cotidianas, no se produjo activaci&#243;n de los mecanismos de ergorreflejo. Este dato puede sugerir que estos mecanismos estar&#237;an activados solamente a los esfuerzos m&#225;s intensos o m&#225;ximos<sup>29,30</sup>. Todav&#237;a no obra en la literatura la evaluaci&#243;n del ergorreflejo durante o tras la actividad de caminata, no obstante, esta ser&#237;a la actividad f&#237;sica m&#225;s com&#250;nmente realizada por los pacientes con insuficiencia cardiaca. Esta actividad se puede reproducir por la prueba de marcha de los seis minutos, ya que hay correspondencia con la demanda metab&#243;lica de las actividades diarias<sup>31,32</sup>. </p>
      <p>Con relaci&#243;n al miembro que se probar&#225;, si la oclusi&#243;n circulatoria regional se har&#225; en el miembro superior o inferior, hay estudios que utilizan tanto uno como el otro. Sin embargo, estudios previos utilizaron protocolos de ejercicios localizados de brazo y observaron una variaci&#243;n de la ventilaci&#243;n tras OCR<sup>1,22,33,34</sup>. Sin embargo, esta t&#233;cnica implica un grupo peque&#241;o de m&#250;sculos, y, tal vez, el metabolismo anaerobio sea predominante en este tipo de ejercicio, de modo a sobreestimar los resultados. Otros estudios utilizaron protocolos con dorsiflexi&#243;n de tobillo y en cicloerg&#243;metro, encontrando resultados similares<sup>35</sup>. Todav&#237;a permanece controvertido en la literatura el m&#233;todo m&#225;s adecuado para probar fidedignamente este reflejo. En estudio que compar&#243; el ergorreflejo en diferentes grupos musculares en el mismo paciente con insuficiencia cardiaca, se observ&#243; que los resultados que se atribuyen a la mayor o menor actividad del ergorreflejo son dependientes del grupo muscular, tipo de fibra y metabolismo oxidativo o glucol&#237;tico implicados en el ejercicio<sup>36</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Ergorreflejo en la insuficiencia</bold>
      </p>
      <p>La fatiga muscular, aun ante ejercicios f&#237;sicos moderados, es un problema com&#250;n asociado a sujetos que sufren de insuficiencia cardiaca (IC). Durante el ejercicio en la IC, el gasto cardiaco se disminuye y el control de la presi&#243;n arterial se produce de modo intenso por respuestas vasculares perif&#233;ricas resultantes del aumento de la actividad nerviosa simp&#225;tica y el aumento de la secreci&#243;n de hormonas vasoactivas. Adem&#225;s de ello, el flujo sangu&#237;neo para el m&#250;sculo esquel&#233;tico activo se reduje, lo que puede llevar a isquemia relativa3<sup>7</sup>. Algunos estudios muestran que parte del aumento del tono simp&#225;tico que se produce durante ejercicio moderado en portadores de IC resulta de la activaci&#243;n del ergorreflejo<sup>38,39</sup>.</p>
      <p>Durante el ejercicio f&#237;sico, la habilidad de dilatar la vasculatura perif&#233;rica se relaciona al mayor nivel de gasto cardiaco, y, en este proceso, la presi&#243;n arterial se mantiene. Sin embargo, si la capacidad del flujo sangu&#237;neo perif&#233;rico es mayor que el GC, como se sugiri&#243; recientemente<sup>40</sup>, la influencia de otro control debe estar interpuesta entre el coraz&#243;n y los vasos de los m&#250;sculos esquel&#233;ticos para mantener la presi&#243;n arterial, lo que puede garantizar que el flujo sangu&#237;neo cerebral y card&#237;aco est&#233; preservado. La relaci&#243;n entre el sistema nervioso simp&#225;tico y la vasoconstricci&#243;n ayuda en esta funci&#243;n regulatoria (<xref ref-type="fig" rid="es_a12fig03-body3">Figura 3</xref>). La principal consecuencia hemodin&#225;mica de la activaci&#243;n del ergorreflejo es el aumento de la presi&#243;n arterial. Esta respuesta se alcanza primariamente por el aumento de la resistencia vascular sist&#233;mica debido a la vasoconstricci&#243;n perif&#233;rica resultante del aumento de la actividad simp&#225;tica, mientras que el efecto en la frecuencia card&#237;aca es variable. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-02-0171-00072-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>La estimulaci&#243;n neuromuscular de metaborreceptores por medio de cambios f&#237;sico-qu&#237;micas locales provoca hiperpnea refleja. En animales, la perfusi&#243;n aislada de miembro inferior con sangre en acidosis, hipercapnia o hipoxia, as&#237; como la perfusi&#243;n con sangre venosa recolectado previamente de miembro inferior en ejercicio, producen aumento en la ventilaci&#243;n<sup>41</sup>. De modo similar a lo que se viene refiriendo para el metaborreflejo, el mecanorreflejo viene revelando tener la capacidad de producir reflejos cardiovasculares. La distorsi&#243;n mec&#225;nica de campos receptores de terminaciones nerviosas en m&#250;sculos contr&#225;ctiles puede activar los mecanorreceptores que, t&#243;nicamente activados, parecen ser los principales responsables de la elevaci&#243;n refleja de la presi&#243;n arterial inducida por lo ejercicio (mecanorreflejo)<sup>18,42</sup>.</p>
      <p>En estudio experimental, la activaci&#243;n del metaborreflejo muscular ocasion&#243; aumento significativo en la frecuencia card&#237;aca sin alteraciones en el volumen sist&#243;lico, de modo a resultar en grande aumento del gasto cardiaco y presi&#243;n arterial media. Tras reducci&#243;n de la fracci&#243;n de eyecci&#243;n de ventr&#237;culo izquierdo inducida en estos animales, se produjeron aumentos muy menores en el gasto cardiaco con la activaci&#243;n del metaborreflejo muscular, y, a pesar de la frecuencia card&#237;aca sufrir un incremento, el volumen sist&#243;lico disminuy&#243;. Adem&#225;s de esto, cuando la FC se mantiene constante, no se observ&#243; aumento del gasto cardiaco con la activaci&#243;n del metaborreflejo muscular, aunque la presi&#243;n venosa central haya incrementado sustancialmente. Tras bloqueo beta-adren&#233;rgico, el gasto cardiaco (GC) y el volumen sist&#243;lico disminuyeron con la activaci&#243;n del metaborreflejo muscular. De esta forma, los autores concluyeron que, en la IC, la habilidad del metaborreflejo muscular en aumentar la funci&#243;n ventricular por los aumentos en la contractilidad y en la presi&#243;n de llenado est&#225; evidentemente disminuida<sup>43</sup>.</p>
      <p>Scott et al<sup>29</sup> observaron en pacientes con insuficiencia cardiaca moderada y severa, durante ejercicio de perna en cicloerg&#243;metro, la activaci&#243;n del ergorreflejo mostrado por la respuesta ventilatoria aumentada al ejercicio. Esta observaci&#243;n se desarroll&#243; en comparaci&#243;n a individuos normales y sugiere que la hiperactivaci&#243;n puede ser el origen de la disnea y de la fatiga en raz&#243;n del ejercicio.</p>
      <p>Piepoli et al<sup>23</sup> evaluaron 107 pacientes con IC y, comparados a los controles normales, observaron mayor actividad del ergorreflejo en la ventilaci&#243;n adem&#225;s de disminuci&#243;n de masa muscular. Sin embargo, el ergorreflejo fue particularmente hiperactivo en los pacientes caqu&#233;cticos y sugiri&#243; una fuerte correlaci&#243;n entre depleci&#243;n de masa muscular e hiperactivaci&#243;n del ergorreflejo<sup>23</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Influencia de la terap&#233;utica medicamentosa en el ergorreflejo</bold>
      </p>
      <p>En la IC, otras alteraciones en los sistemas de control reflejo, que no son mutuamente exclusivas, contribuyen a la disnea. Una baja estimulaci&#243;n inapropiada de los barorreceptores arteriales, con consecuente falta de inhibici&#243;n de la descarga del metaborreflejo muscular y quimiorreflejo carot&#237;deo, y el aumento de la vasoconstricci&#243;n renal con liberaci&#243;n de angiotensina II se pueden tambi&#233;n tener en cuenta<sup>23</sup>.</p>
      <p>Los betabloqueantes, usados por la mayor&#237;a de los pacientes con IC (83%), son una terap&#233;utica bien reconocida y efectiva en la sobrevida de estos pacientes, pero tienen efectos controvertidos en la tolerancia al ejercicio. No hay informaci&#243;n sobre su efecto en el ergorreflejo. A partir de la consideraci&#243;n de que el ergorreflejo es mediado por el sistema nervioso simp&#225;tico y de que los betabloqueantes son bloqueadores adrenergicos, podemos sugerir que estos pueden afectar su hiperactivaci&#243;n por la reducci&#243;n del tono simp&#225;tico. Adem&#225;s de esto, en los estudios de la activaci&#243;n del ergorreflejo en IC, se incluyeron, en promedio, solamente el 30% de pacientes en uso de betabloqueante<sup>1,8,22,28</sup>. No hay estudios que hayan evaluado el efecto de la terap&#233;utica con betabloqueantes en pacientes con IC y nuevas investigaciones son necesarias para aclarar esta interrelaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Perspectivas</bold>
      </p>
      <p>De conformidad al expuesto, muchos estudios mostraron que el mecanorreflejo implica la desregulaci&#243;n hemodin&#225;mica observada en la insuficiencia cardiaca. De esta forma, la duda sobre si ambos receptores musculares (mecano y metaborreceptores) se relacionan a la g&#233;nesis de la exacerbaci&#243;n del ergorreflejo observado en la IC todav&#237;a no est&#225; resuelta. De una perspectiva cl&#237;nica, ser&#237;a &#250;til verificar si el bloqueo qu&#237;mico de los receptores que median el metaborreflejo puede limitar la hiperactividad simp&#225;tica observada en los pacientes con IC. </p>
      <p>Seg&#250;n la hip&#243;tesis muscular ser&#237;a m&#225;s apropiado y efectivo tratar la causa, las anormalidades musculoesquel&#233;ticas, en vez de tratar las consecuencias de la activaci&#243;n del ergorreflejo como vasoconstricci&#243;n perif&#233;rica y activaci&#243;n simp&#225;tica. Ensayos randomizados y controlados han estado evidenciando que el entrenamiento f&#237;sico aumenta el consumo de ox&#237;geno y mejora el equilibrio neurohormonal en la IC<sup>44</sup>. En particular, aumenta la densidad mitocondrial y actividad de enzimas oxidativas, aumenta la densidad capilar y desplaza hacia el metabolismo aerobio asociado a la reducci&#243;n en la activaci&#243;n del metaborreflejo en la IC. De cierta forma, la hip&#243;tesis muscular se asemeja a otros ciclos viciosos en la insuficiencia cardiaca, en las que muchas de las respuestas fisiol&#243;gicas parecen ser adaptativas a principio y, al largo del tiempo, son adaptaciones delet&#233;reas. </p>
      <p>Al comprender las bases fisiol&#243;gicas de los s&#237;ntomas de los pacientes con insuficiencia cardiaca y al desarrollar estrategias para mejorar estos s&#237;ntomas, debemos empezar a solucionar los complejos procesos fisiol&#243;gicos que determinan la incapacidad al ejercicio. Aparentemente, los m&#250;sculos perif&#233;ricos, el endotelio, los pulmones y los reflejos de control ventilat&#243;rio representan un rol central en los factores limitantes al ejercicio.</p>
      <p>En tiempos de intervenciones agresivas en la cardiolog&#237;a cl&#237;nica y de enfoque en las bases moleculares en la enfermedad cardiovascular, se debe cogitar que mecanismos regulatorios complejos y coordinados gobiernan las funciones integradas del sistema cardiovascular por intermedio del sistema nervioso auton&#243;mico<sup>18</sup>. Cuando se pierde esta coordinaci&#243;n, la intolerancia al ejercicio tal vez sea el precursor de muchos problemas que ciertamente surgir&#225;n. De esta forma, h&#225;bitos saludables de vida, que deben incluir ejercicio f&#237;sico regular, contribuyen a quebrar este ciclo vicioso y promocionar prevenci&#243;n primaria y secundaria con &#233;xito. </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
