<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">kt4hxLSwR6cWZpMQsyJLFLc</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00017</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000900017</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09700117</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011000900017</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Correla&#231;&#227;o Cl&#237;nico-Radiogr&#225;fica</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Caso 4/2011 - homem de 49 anos com estenose pulmonar valvar e comunica&#231;&#227;o interatrial como les&#245;es residuais ap&#243;s corre&#231;&#227;o de tetralogia de Fallot, ocorrida h&#225; 30 anos</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Atik</surname>
            <given-names>Edmar</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">SP</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Hospital S&#237;rio-Liban&#234;s</institution>
        <country country="BR">Brasil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>07</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>97</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>e1</fpage>
      <lpage>e3</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>30</day>
        <month>08</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>CORRELA&#199;&#195;O CL&#205;NICO-RADIOGR&#193;FICA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Caso 4/2011 - homem de 49 anos com estenose pulmonar valvar e comunica&#231;&#227;o interatrial como les&#245;es residuais ap&#243;s corre&#231;&#227;o de tetralogia de Fallot, ocorrida h&#225; 30 anos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Edmar Atik</bold>
    </p>
    <p>Hospital S&#237;rio-Liban&#234;s, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Cardiopatias cong&#234;nitas, tetralogia de Fallot, estenose da valva pulmonar, hipertrofia ventricular direita.</p>
    <p>
      <bold>Aspectos cl&#237;nicos</bold>
    </p>
    <p>Ap&#243;s corre&#231;&#227;o da tetralogia de Fallot, realizada com 19 anos de idade, com amplia&#231;&#227;o da via de sa&#237;da de ventr&#237;culo direito, valvotomia pulmonar e fechamento da comunica&#231;&#227;o interventricular, deliberadamente permaneceram, como defeitos residuais, a estenose pulmonar a n&#237;vel valvar por pequeno anel pulmonar e a comunica&#231;&#227;o interatrial. Mesmo assim, uma boa evolu&#231;&#227;o perdurou por 28 anos, quando surgiu a primeira complica&#231;&#227;o, por embolia cerebral paradoxal com discreto acidente vascular cerebral, sem consequ&#234;ncias sensoriais ou motoras. Al&#233;m disso, h&#225; um ano houve complica&#231;&#227;o arr&#237;tmica por fibrila&#231;&#227;o atrial com frequ&#234;ncia card&#237;aca elevada, revertida com amiodarona e choque el&#233;trico. Recentemente, nova fibrila&#231;&#227;o atrial, mas com frequ&#234;ncia ventricular baixa (entre 50 a 60 bpm), e insatura&#231;&#227;o arterial (70%), ap&#243;s deambula&#231;&#227;o de poucos minutos, motivaram investiga&#231;&#227;o diagn&#243;stica e conduta mais precisas.</p>
    <p>Em exame f&#237;sico, o paciente apresentou-se em bom estado geral, eupneico, corado, com pulsos normais,peso de 114 kg, altura de 170 cm, PA de 110/80 mmHg e FC de 60 bpm em ritmo de fibrila&#231;&#227;o atrial. A aorta era discretamente palpada na f&#250;rcula. No prec&#243;rdio, n&#227;o havia impuls&#245;es ou deformidades e o <italic>ictus cordis</italic> n&#227;o era palpado. As bulhas eram hipofon&#233;ticas e auscultava-se sopro sist&#243;lico, +/++ de intensidade, de eje&#231;&#227;o, rude, no 1&#186;, 2&#186; e 3&#186; espa&#231;os intercostais esquerdos na borda esternal e na f&#250;rcula. O f&#237;gado n&#227;o era palpado.</p>
    <p>
      <bold>Exames complementares</bold>
    </p>
    <p>Eletrocardiograma desde a cirurgia mostrava sinais de bloqueio completo do ramo direito, com dura&#231;&#227;o de QRS de 0,16", com frequ&#234;ncia ventricular de 60 bpm em ritmo de fibrila&#231;&#227;o atrial (<xref ref-type="fig" rid="a17fig01m">Figura 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a17fig01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-00e1-00017-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Radiografia de t&#243;rax mostra discreto aumento da &#225;rea card&#237;aca &#224; custa das cavidades direitas, forma card&#237;aca globosa e trama vascular pulmonar discretamente aumentada (<xref ref-type="fig" rid="a17fig01m">Figura 1</xref>).</p>
    <p>Ecocardiograma mostrava moderada obstru&#231;&#227;o a n&#237;vel pulmonar com gradiente m&#233;dio de press&#227;o de 50 mmHg, aumento discreto das cavidades direitas e comunica&#231;&#227;o interatrial de 14 mm de extens&#227;o, pr&#243;xima &#224; veia cava superior. As medidas correspondiam a 37 mm na aorta, 50 mm no &#225;trio esquerdo, 38 mm no ventr&#237;culo direito, 49 mm no ventr&#237;culo esquerdo, 12 mm no septo ventricular e 11 mm na parede posterior. A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o ventricular esquerda era de 69% e havia hipocontratilidade discreta de ventr&#237;culo direito com movimento at&#237;pico do septo ventricular (<xref ref-type="fig" rid="a17fig01m">Figura 1</xref>).</p>
    <p>Estudo hemodin&#226;mico mostrou tamb&#233;m sinais de estenose pulmonar a n&#237;vel valvar com gradiente de press&#227;o de 50 mmHg e <italic>shunt</italic> por comunica&#231;&#227;o interatrial em inje&#231;&#227;o de contraste na veia pulmonar superior direita. As press&#245;es no tronco pulmonar eram de 25/8 mmHg, e no ventr&#237;culo direito eram de 75/15 mmHg. Nos &#225;trios, o paciente apresentava 15 mmHg de press&#227;o m&#233;dia, no ventr&#237;culo esquerdo, 135/12 mmHg e na aorta 135/85 mmHg. O ventr&#237;culo direito era discretamente dilatado, hipertrofiado e hipocontr&#225;ctil. A via de sa&#237;da de ventr&#237;culo direito era mais dilatada e com hipocontratilidade mais acentuada. A angiografia no ventr&#237;culo direito demonstrou acentuada estenose pulmonar a n&#237;vel valvar, com passagem de contraste por um orif&#237;cio central bem delimitado (<xref ref-type="fig" rid="a17fig02m">Figura 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a17fig02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-00e1-00017-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Diagn&#243;stico</bold>
    </p>
    <p>Estenose pulmonar valvar moderada e hipertrofia de ventr&#237;culo direito, respons&#225;veis por <italic>shunt</italic> de sangue da direita para a esquerda por comunica&#231;&#227;o interatrial, como defeitos residuais ap&#243;s corre&#231;&#227;o de tetralogia de Fallot, realizada h&#225; 30 anos, causando insatura&#231;&#227;o arterial acentuada a pequenos esfor&#231;os.</p>
    <p>
      <bold>Racioc&#237;nio cl&#237;nico</bold>
    </p>
    <p>Os defeitos residuais da cirurgia realizada h&#225; 30 anos para corre&#231;&#227;o da tetralogia de Fallot, que pareciam in&#243;cuos, tornaram-se preocupantes com o tempo. A acentua&#231;&#227;o da estenose pulmonar causou maior dist&#250;rbio hemodin&#226;mico com <italic>shunt</italic> da direita para a esquerda a n&#237;vel atrial e de intensidade progressivamente maior (recentemente, a satura&#231;&#227;o de oxig&#234;nio diminu&#237;a de 90 para 70%, mesmo em pequenos esfor&#231;os e com cansa&#231;o acentuado), al&#233;m de fibrila&#231;&#227;o atrial parox&#237;stica e de embolia paradoxal, h&#225; dois anos.</p>
    <p>
      <bold>Conduta</bold>
    </p>
    <p>Nova indica&#231;&#227;o operat&#243;ria foi incisiva em face dos dist&#250;rbios hemodin&#226;micos, de grande risco cl&#237;nico. &#192; cirurgia, a valva pulmonar estava espessada em um anel pulmonar pequeno. A via de sa&#237;da de ventr&#237;culo direito estava dilatada e com calcifica&#231;&#227;o do remendo de peric&#225;rdio, al&#233;m da comunica&#231;&#227;o interatrial alta de 20 mm de di&#226;metro. Amplia&#231;&#227;o da via de sa&#237;da do ventr&#237;culo direito e do anel pulmonar, com coloca&#231;&#227;o de homoenxerto n&#250;mero 24, al&#233;m de atriosseptoplastia com remendo de peric&#225;rdio, resultou em boa evolu&#231;&#227;o p&#243;s-operat&#243;ria, dada a normalidade hemodin&#226;mica obtida. O ritmo sinusal retornou ap&#243;s tratamento da fibrila&#231;&#227;o atrial por incis&#227;o periostial circundando as veias pulmonares. Houve desaparecimento do sopro sist&#243;lico e a satura&#231;&#227;o de oxig&#234;nio manteve-se em torno de 95%. No eletrocardiograma, o bloqueio completo do ramo direito persistiu, e com maior atraso na condu&#231;&#227;o, com dura&#231;&#227;o de QRS de 0,18''. Ecocardiograma p&#243;s-operat&#243;rio mostrou discreto gradiente de 8 mmHg entre o ventr&#237;culo direito e o tronco pulmonar. Recebeu alta hospitalar no 10&#186; dia p&#243;s-operat&#243;rio.</p>
    <p>
      <bold>Considera&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Qualquer defeito residual, exceto os de pequena magnitude, ap&#243;s corre&#231;&#227;o pr&#233;via card&#237;aca, provoca algum dist&#250;rbio hemodin&#226;mico em per&#237;odo evolutivo vari&#225;vel. No in&#237;cio da corre&#231;&#227;o da tetralogia de Fallot, estimava-se que les&#227;o residual obstrutiva pulmonar n&#227;o pudesse causar tanta comorbidade como a produzida pela insufici&#234;ncia valvar pulmonar ap&#243;s a amplia&#231;&#227;o do anel pulmonar. Como atestamos, tal assertiva n&#227;o &#233; verdadeira pelas consequ&#234;ncias patol&#243;gicas do caso apresentado e ainda com s&#233;rios riscos de vida pela acentuada insatura&#231;&#227;o arterial que surgia at&#233; com pequenos esfor&#231;os. Hoje, prefere-se a normaliza&#231;&#227;o hemodin&#226;mica mesmo ap&#243;s a abertura do anel pulmonar, talvez com a coloca&#231;&#227;o de uma v&#225;lvula biol&#243;gica em posi&#231;&#227;o pulmonar ou de uma valva bivalvulada. Tal conduta alivia a possibilidade de consequ&#234;ncias desfavor&#225;veis tanto por les&#245;es residuais de insufici&#234;ncia como de estenose pulmonar.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Edmar Atik </p>
        <p> Rua Dona Adma Jafet, 74 conj. 73 - Bela Vista </p>
        <p> 01308-050 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="eatik@cardiol.br">eatik@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="conatik@incor.usp.br">conatik@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 29/07/10; revisado recebido em 13/01/11, aceito em 13/01/11.</p>
  </body>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Caso 4/2011 - hombre de 49 a&#241;os con estenosis pulmonar valvular y comunicaci&#243;n interatrial como lesiones residuales posteriores a la correcci&#243;n de tetralog&#237;a de Fallot, que ocurri&#243; hace 30 a&#241;os</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CORRELACI&#211;N CL&#205;NICO-RADIOGR&#193;FICA</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Caso 4/2011 - hombre de 49 a&#241;os con estenosis pulmonar valvular y comunicaci&#243;n interatrial como lesiones residuales posteriores a la correcci&#243;n de tetralog&#237;a de Fallot, que ocurri&#243; hace 30 a&#241;os</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Edmar Atik</bold>
      </p>
      <p>Hospital S&#237;rio-Liban&#234;s, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end1-body2">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Cardiopat&#237;as cong&#233;nitas, tetralog&#237;a de Fallot, estenosis de la v&#225;vula pulmonar, hipertrofia ventricular derecha.</p>
      <p>
        <bold>Aspectos cl&#237;nicos</bold>
      </p>
      <p>Posteriormente a la correcci&#243;n de la tetralog&#237;a de Fallot realizada con 19 a&#241;os de edad, con ampliaci&#243;n del tracto de salida del ventr&#237;culo derecho, valvotom&#237;a pulmonar y cierre de la comunicaci&#243;n interventricular, deliberadamente quedaron como defectos residuales, la estenosis pulmonar al nivel valvular por un peque&#241;o anillo pulmonar y la comunicaci&#243;n interatrial. Pero incluso as&#237;, permaneci&#243; con una buena evoluci&#243;n por 28 a&#241;os cuando surgi&#243; la primera complicaci&#243;n por embolia cerebral parad&#243;jica con un discreto accidente cerebrovascular, sin consecuencias sensoriales o motoras. Adem&#225;s, hace un a&#241;o se suscit&#243; una complicaci&#243;n arr&#237;tmica por fibrilaci&#243;n atrial con frecuencia card&#237;aca elevada, que fue revertida con amiodarona y choque el&#233;ctrico. Recientemente, una nueva fibrilaci&#243;n atrial, pero ahora con una frecuencia ventricular baja (entre 50 a 60 lpm), y insaturaci&#243;n arterial (70%), posteriormente a la deambulaci&#243;n en pocos minutos, motiv&#243; la investigaci&#243;n diagn&#243;stica y una conducta m&#225;s precisa.</p>
      <p>Al examen f&#237;sico, el paciente se present&#243; en un buen estado general, eupneico, enrojecido, con pulsos normales, pesando 114 kg, altura de 170 cm, PA de 110/80 mmHg y FC de 60 lpm en ritmo de fibrilaci&#243;n atrial. La aorta se palpaba discretamente en la f&#250;rcula. En el precordio, no hab&#237;a impulsos o deformidades y el <italic>ictus cordis</italic> no se palpaba. Los ruidos eran hipofon&#233;ticos y se auscultaba un soplo sist&#243;lico, +/++ de intensidad, de eyecci&#243;n, rudo, en el 1&#186;, 2&#186; y 3&#186; espacios intercostales izquierdos en el borde esternal y en la f&#250;rcula. El h&#237;gado no se palpaba.</p>
      <p>
        <bold>Ex&#225;menes complementarios</bold>
      </p>
      <p>Electrocardiograma desde la cirug&#237;a ya hab&#237;an se&#241;ales de bloqueo completo de la rama derecha, con una duraci&#243;n de QRS de 0,16" y una frecuencia ventricular de 60 lpm en ritmo de fibrilaci&#243;n atrial (<xref ref-type="fig" rid="es_a17fig01m-body2">Figura 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a17fig01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-00e1-00017-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Radiograf&#237;a de t&#243;rax muestra un discreto aumento en el &#225;rea card&#237;aca hacia las cavidades derechas, forma card&#237;aca globosa y trama vascular pulmonar discretamente aumentada (<xref ref-type="fig" rid="es_a17fig01m-body2">Figura 1</xref>).</p>
      <p>Ecocardiograma mostraba una moderada obstrucci&#243;n a nivel pulmonar con gradiente medio de presi&#243;n de 50 mmHg, aumento discreto de las cavidades derechas y comunicaci&#243;n interatrial de 14 mm de extensi&#243;n, pr&#243;xima a la vena cava superior. Las medidas correspond&#237;an a 37 mm en la aorta, 50 mm en el atrio izquierdo, 38 mm en el ventr&#237;culo derecho, 49 mm en el ventr&#237;culo izquierdo, 12 mm en el septo ventricular y 11 mm en la pared posterior. La fracci&#243;n de eyecci&#243;n ventricular izquierda era de un 69% y hab&#237;a hipocontractilidad discreta del ventr&#237;culo derecho con movimiento at&#237;pico del septo ventricular (<xref ref-type="fig" rid="es_a17fig01m-body2">Figura 1</xref>).</p>
      <p>Estudio hemodin&#225;mico tambi&#233;n mostr&#243; se&#241;ales de estenosis pulmonar a nivel valvular con un gradiente de presi&#243;n de 50 mmHg y <italic>shunt</italic> por comunicaci&#243;n interatrial en inyecci&#243;n de contraste en la vena pulmonar superior derecha. Las presiones en el tronco pulmonar eran de 25/8 mmHg, y en el ventr&#237;culo derecho eran de 75/15 mmHg. En los atrios, el paciente ten&#237;a 15 mmHg de presi&#243;n promedio en el ventr&#237;culo izquierdo, 135/12 mmHg y en la aorta 135/85 mmHg. El ventr&#237;culo derecho estaba discretamente dilatado, hipertrofiado e hipocontr&#225;ctil. El tracto de salida del ventr&#237;culo derecho estaba m&#225;s dilatado y con hipocontractilidad m&#225;s grave. La angiograf&#237;a en el ventr&#237;culo derecho arroj&#243; una grave estenosis pulmonar a nivel valvular, con el paso de contraste por un orificio central bien delimitado (<xref ref-type="fig" rid="es_a17fig02m-body2">Figura 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a17fig02m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-00e1-00017-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Diagn&#243;stico</bold>
      </p>
      <p>Estenosis pulmonar valvular moderada e hipertrofia del ventr&#237;culo derecho, responsables del <italic>shunt</italic> de sangre de la derecha hacia la izquierda por comunicaci&#243;n interatrial, como defectos residuales posteriores a la correcci&#243;n de la tetralog&#237;a de Fallot realizada hace 30 a&#241;os, causando insaturaci&#243;n arterial grave a peque&#241;os esfuerzos.</p>
      <p>
        <bold>Razonamiento cl&#237;nico</bold>
      </p>
      <p>Los defectos residuales de la cirug&#237;a realizada hace 30 a&#241;os para la correcci&#243;n de la tetralog&#237;a de Fallot que parec&#237;an no perjudiciales, fueron haci&#233;ndose m&#225;s preocupantes con el paso del tiempo. La gravedad de la estenosis pulmonar caus&#243; un fuerte disturbio hemodin&#225;mico con <italic>shunt</italic> de la derecha hacia la izquierda a nivel atrial, y de intensidad in crescendo (recientemente, la saturaci&#243;n de ox&#237;geno se reduc&#237;a de 90 a 70%, incluso en peque&#241;os esfuerzos y con cansancio m&#225;s grave), adem&#225;s de una fibrilaci&#243;n atrial parox&#237;stica y de embolia parad&#243;jica hace dos a&#241;os.</p>
      <p>
        <bold>Conducta</bold>
      </p>
      <p>Una nueva indicaci&#243;n para cirug&#237;a fue necesaria para hacerle frente a los disturbios hemodin&#225;micos de gran riesgo cl&#237;nico. En la cirug&#237;a, la v&#225;lvula pulmonar se encontraba engrosada en un anillo pulmonar peque&#241;o. El tracto de salida del ventr&#237;culo derecho estaba dilatado y con calcificaci&#243;n del parche del pericardio, adem&#225;s de la comunicaci&#243;n interatrial alta de 20 mm de di&#225;metro. La ampliaci&#243;n del tracto de salida del ventr&#237;culo derecho y del anillo pulmonar, con la colocaci&#243;n del homoinjerto n&#250;mero 24, adem&#225;s de la atrioseptoplastia con parche del pericardio, facilit&#243; una buena evoluci&#243;n postoperatoria, dada la normalidad hemodin&#225;mica obtenida. El ritmo sinusal retorn&#243; despu&#233;s del tratamiento de la fibrilaci&#243;n atrial por incisi&#243;n periosteal circundando las venas pulmonares. El soplo sist&#243;lico desapareci&#243; as&#237; como la saturaci&#243;n de ox&#237;geno se mantuvo en el umbral del 95%. En el electrocardiograma, el bloqueo completo de la rama derecha continu&#243; con un mayor atraso en la conducci&#243;n, y una duraci&#243;n de QRS de 0,18''. El ecocardiograma postoperatorio mostr&#243; un discreto gradiente de 8 mmHg entre el ventr&#237;culo derecho y el tronco pulmonar. El paciente recibi&#243; alta el 10&#186; d&#237;a del postoperatorio.</p>
      <p>
        <bold>Consideraciones</bold>
      </p>
      <p>Cualquier defecto residual, excepto los de peque&#241;a magnitud y posteriormente a la correcci&#243;n previa card&#237;aca, provoca alg&#250;n disturbio hemodin&#225;mico en un per&#237;odo evolutivo variable. Al comienzo de la correcci&#243;n de la tetralog&#237;a de Fallot, se cre&#237;a que la lesi&#243;n residual obstructiva pulmonar no pudiese causar tanta comorbilidad como la producida por la insuficiencia valvular pulmonar despu&#233;s de la ampliaci&#243;n del anillo pulmonar. Pero como vimos, tal asertiva no es v&#225;lida por las consecuencias patol&#243;gicas del caso presentado e incluso con serios riesgos a la vida por la grave insaturaci&#243;n arterial que sobreven&#237;a incluso en peque&#241;os esfuerzos. Hoy por hoy, se prefiere la normalizaci&#243;n hemodin&#225;mica inclusive despu&#233;s de la abertura del anillo pulmonar, tal vez con la colocaci&#243;n de una v&#225;lvula biol&#243;gica en posici&#243;n pulmonar o de una v&#225;lvula bivalvulada. Tal conducta minimiza las consecuencias no favorables tanto.</p>
      <p>
        <fn id="end1-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondencia:</bold>
          </label>
          <p> Edmar Atik </p>
          <p> Rua Dona Adma Jafet, 74 conj. 73 - Bela Vista </p>
          <p> 01308-050 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="eatik@cardiol.br">eatik@cardiol.br</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="conatik@incor.usp.br">conatik@incor.usp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 29/07/10, revisado recibido el 13/01/11, aceptado el 13/01/11.</p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Clinical-Radiographic Correlation</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Case 4/2011 - 49-year-old man with pulmonary valve stenosis and atrial septal defect as residual lesions after correction of tetralogy of Fallot, which occurred 30 years ago</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CLINICORADIOLOGICAL SESSION</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Case 4/2011 - 49-year-old man with pulmonary valve stenosis and atrial septal defect as residual lesions after correction of tetralogy of Fallot, which occurred 30 years ago</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Edmar Atik</bold>
      </p>
      <p>Hospital S&#237;rio-Liban&#234;s, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body3">Mailing address</xref>
      </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Congenital heart disease, tetralogy of Fallot, pulmonary valve stenosis, right ventricular hypertrophy.</p>
      <p>
        <bold>Clinical aspects</bold>
      </p>
      <p>After correction of tetralogy of Fallot, carried out at age 19, with expansion of the right ventricle outflow tract, pulmonary valvotomy and closure of the ventricular septal defect, pulmonary valve stenosis at a small pulmonary annulus and atrial septal defect deliberately remained as residual defects. Still, a good evolution lasted for 28 years, when the first complication emerged, with paradoxical cerebral embolism with a mild stroke, with no sensory or motor effects. Moreover, a year ago there was arrhythmic complication by atrial fibrillation with fast heart rate, reverted with amiodarone and electrical shock. Recently, new atrial fibrillation, but with low ventricular rate (50 to 60 bpm) and arterial desaturation (70%), after walking a few minutes, have motivated diagnostic investigation and more accurate conduct.</p>
      <p>On physical examination, the patient presented good general condition, eupneic, normal color, normal pulses, weighing 114 kg, height of 1.70 cm, BP of 110/80 mmHg and HR of 60 bpm in atrial fibrillation rhythm. The aorta was discreetly palpated at the suprasternal notch. In the precordium, there were no deformities or impulsions and apical impulse was not palpated. Heart sounds were faint, and systolic murmur was auscultated, +/++ of intensity, of ejection, rough, in the third and fourth left intercostal spaces at the sternal border and at the suprasternal notch. Liver could not be felt.</p>
      <p>
        <bold>Complementary tests</bold>
      </p>
      <p>Electrocardiogram after surgery showed signs of right bundle branch block with QRS duration of 0.16", with ventricular rate of 60 bpm, in atrial fibrillation rhythm (<xref ref-type="fig" rid="en_a17fig01m-body3">Figure 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a17fig01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-00e1-00017-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Chest radiography shows mild enlargement of the cardiac area at the expenses of the right cavities, globular cardiac form and slightly increased pulmonary vasculature (<xref ref-type="fig" rid="en_a17fig01m-body3">Figure 1</xref>).</p>
      <p>Echocardiogram showed moderate obstruction at pulmonary valve with average pressure gradient of 50 mmHg, a slight enlargement of right cavities and atrial septal defect of 14 mm in length, next to the superior vena cava. The measurements corresponded to 37 mm in the aorta, 50 mm in the left atrium, 38 mm in right ventricle, 49 mm in the left ventricle, 12 mm in the ventricular septum and 11 mm in the posterior wall. Left ventricular ejection fraction was 69% and there was a mild right ventricular hypocontractility with unusual movement of the ventricular septum (<xref ref-type="fig" rid="en_a17fig01m-body3">Figure 1</xref>).</p>
      <p>Hemodynamic study also showed signs of pulmonary stenosis at valve with pressure gradient of 50 mmHg and shunt in atrial septal defect by contrast injection in the right superior pulmonary vein. The pressures in the pulmonary artery were 25/8 mmHg, and in the right ventricle were 75/15 mmHg. In the atria, the patient had mean pressure of 15 mmHg, in the left ventricle, 135/12 mmHg and 135/85 mmHg in the aorta. The right ventricle was slightly dilated, hypertrophied and hypocontractile. The right ventricle outflow tract was more dilated and with more pronounced hypocontractility. Right ventricular angiography showed marked pulmonary stenosis at the valve level, with passage of contrast through a well-defined central hole (<xref ref-type="fig" rid="en_a17fig02m-body3">Figure 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a17fig02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-00e1-00017-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Diagnosis</bold>
      </p>
      <p>Moderate pulmonary valve stenosis and right ventricular hypertrophy responsible for shunting blood from right to left by atrial septal defect, such as residual defects after correction of tetralogy of Fallot, performed 30 years ago, causing severe arterial unsaturation upon small exertion.</p>
      <p>
        <bold>Clinical reasoning</bold>
      </p>
      <p>The residual defects of the surgery performed 30 years ago for correction of tetralogy of Fallot, which seemed innocuous, became fraught with time. The accentuation of pulmonary stenosis caused major hemodynamic disorder with shunt from right to left at atrial level and progressively increased (recently, oxygen saturation decreased from 90 to 70%, even with minimal exertion and severe tiredness), in addition to paroxysmal atrial fibrillation and paradoxical embolism two years ago.</p>
      <p>
        <bold>Conduct</bold>
      </p>
      <p>New indication for surgery was incisive due to hemodynamic disorders of high clinical risk. Upon surgery, the pulmonary valve was thickened into a small pulmonary annulus. The right ventricle outflow tract was dilated and with calcification of the pericardial patch, and the septal defect increased 20 mm in diameter. Expansion of right ventricle outflow tract and pulmonary annulus with placement of homograft number 24, and atrioseptoplasty with pericardial patch, resulting in good postoperative outcome, given the normal hemodynamics obtained. Sinus rhythm returned after treatment of atrial fibrillation by periostial incision encircling the pulmonary veins. Systolic murmur disappeared and oxygen saturation remained around 95%. In the electrocardiogram, right bundle branch block persisted with greater conduction delay with QRS duration of 0.18"'. Postoperative echocardiogram showed a slight gradient of 8 mmHg between the right ventricle and the pulmonary trunk. The patient was discharged on 10<sup>th</sup> postoperative day.</p>
      <p>
        <bold>Considerations</bold>
      </p>
      <p>Any residual defect except those of small magnitude, after prior cardiac correction causes some hemodynamic disturbance in a variable evolutionary period. Upon early correction of tetralogy of Fallot, it was estimated that a pulmonary obstructive residual lesion could not cause as much comorbidity as that produced by pulmonary valve insufficiency after pulmonary annulus enlargement. As we have found, such an assertion is not true for the pathological consequences of the case presented with serious life risks due to severe arterial unsaturation that came up with little exertion. Today, hemodynamic normalization is preferred even after the opening of the pulmonary annulus, perhaps by placing a biological valve in pulmonary position or a bicuspid valve. Such conduct alleviates the possibility of adverse consequences both for residual lesions of pulmonary insufficiency and pulmonary stenosis.</p>
      <p>
        <fn id="end-body3" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing address:</bold>
          </label>
          <p> Edmar Atik</p>
          <p> Rua Dona Adma Jafet, 74 conj. 73 - Bela Vista</p>
          <p> 01308-050 - S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="eatik@cardiol.br">eatik@cardiol.br</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="conatik@incor.usp.br">conatik@incor.usp.br</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received July 29, 2010; revised manuscript received January 13, 2011; accepted January 13, 2011.</p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
