<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Carta ao Editor</subject>
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        <article-title>Coment&#225;rios adicionais ao artigo de Thomaz e cols.: como avaliar "qualidade de publica&#231;&#227;o"</article-title>
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          <named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade do Estado do Rio de Janeiro</institution>
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      <issue>1</issue>
      <fpage>88</fpage>
      <lpage>89</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>30</day>
        <month>08</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Coment&#225;rios adicionais ao artigo de Thomaz e cols.: como avaliar "qualidade de publica&#231;&#227;o"</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Paulo Roberto Benchimol-Barbosa; Ricardo Luiz Ribeiro; Eduardo Correa Barbosa</bold>
    </p>
    <p>Hospital Universit&#225;rio Pedro Ernesto - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Bibliometria, fator de impacto de revistas, publica&#231;&#245;es cient&#237;ficas e t&#233;cnicas.</p>
    <p>Em contribui&#231;&#227;o aos coment&#225;rios previamente encaminhos sobre o artigo de Thomas e cols. gostar&#237;amos de apresentar as seguintes observa&#231;&#245;es<sup>1</sup>. Concordamos, parcialmente, com a opini&#227;o expressa pelos autores na Conclus&#227;o, uma vez que a avalia&#231;&#227;o da qualidade de publica&#231;&#245;es por pares pode ser decisiva em situa&#231;&#245;es nas quais a an&#225;lise meramente quantitativa seja capciosa. Com efeito, a emiss&#227;o de uma pondera&#231;&#227;o criteriosa sobre o texto de um artigo &#233; pr&#233;-requisito para sua publica&#231;&#227;o. Gostar&#237;amos de citar uma c&#233;lebre pesquisa para destacar a import&#226;ncia da avalia&#231;&#227;o subjetiva.</p>
    <p>Os qu&#237;micos Stanley Pons, aluno de doutorado na Universidade de Utah, e Martin Fleischmann, seu orientador, anunciaram, em 1989, o que seria a mais revolucion&#225;ria descoberta de todos os tempos: a fus&#227;o a frio, fonte inesgot&#225;vel de energia limpa. O trabalho foi publicado como comunica&#231;&#227;o preliminar naquele mesmo ano e seguiram-se in&#250;meras tentativas de replica&#231;&#227;o do experimento<sup>2</sup>. No total, o artigo mereceu 629 cita&#231;&#245;es em publica&#231;&#245;es<sup>2</sup>!</p>
    <p>Um verdadeiro <italic>best-seller</italic> cient&#237;fico? N&#227;o. Na verdade, a pretensa descoberta nunca foi replicada. As cita&#231;&#245;es vieram de artigos que, na maioria, contestaram veementemente a validade tanto do experimento quanto dos resultados publicados. Ainda naquele mesmo ano, a pesquisa mereceu comunicado formal do governo norte-americano, revisado e atualizado em 1999, desmerecendo a maneira pela qual fora conduzida e divulgada: Fus&#227;o a frio nunca existiu<sup>3</sup>!</p>
    <p>Assim, medir a relev&#226;ncia de um artigo cient&#237;fico somente com base no fator de impacto pode levar a conclus&#245;es precipitadas quanto ao m&#233;rito de uma dada publica&#231;&#227;o. Nesse sentido, em 2010, o Conselho Nacional de Pesquisa M&#233;dica do governo australiano decidiu abandonar a utiliza&#231;&#227;o do fator de impacto na an&#225;lise das solicita&#231;&#245;es para bolsas de aux&#237;lio &#224; pesquisa e &#224; p&#243;s-gradua&#231;&#227;o<sup>4</sup>. A avalia&#231;&#227;o subjetiva criteriosa sempre necess&#225;ria para dirimir situa&#231;&#245;es conflitantes. Paz e bem.</p>
    <p>
      <bold>Carta-resposta</bold>
    </p>
    <p>Concordamos que a valida&#231;&#227;o da qualidade cient&#237;fica de um trabalho, utilizando-se exclusivamente os &#237;ndices bibliom&#233;tricos atuais, n&#227;o est&#225; isenta de controv&#233;rsias. Em 2005, Andrew Coats fez uma profunda reflex&#227;o sobre a dificuldade de se encontrar um &#237;ndice bibliom&#233;trico capaz de avaliar fielmente o impacto da produ&#231;&#227;o acad&#234;mica, numa &#233;poca em que a inform&#225;tica j&#225; se mostrava grande aliada da divulga&#231;&#227;o do saber cientifico<sup>1</sup>. O autor lan&#231;ou m&#227;o da compara&#231;&#227;o entre os dez artigos mais citados e aqueles mais baixados pela internet, entre o total de manuscritos publicados na <italic>International Journal of Cardiology</italic>, num per&#237;odo de 12 meses. Sua conclus&#227;o foi que n&#227;o houve um paralelismo entre esses dois grupos de artigos. De um modo geral, as cita&#231;&#245;es cl&#225;ssicas favorecem os artigos originais, ao passo que os mais acessados pela internet tendem a ser aqueles artigos que abrangem revis&#245;es, temas novos e de destaque, como as pesquisas sobre c&#233;lulas-tronco ou tratamento de doen&#231;as raras.</p>
    <p>A partir dessa premissa, surgiu a d&#250;vida do que &#233; mais relevante, o maior n&#250;mero de cita&#231;&#245;es ou de acessos via internet. Desafortunadamente, essa resposta ainda n&#227;o foi obtida. Os editores, atentos ao modernismo das publica&#231;&#245;es pela internet, resolveram parcialmente o problema, disponibilizando tamb&#233;m nos s&#237;tios de suas revistas os artigos mais acessados. Por sua vez, o <italic>Journal of Citations,</italic> da base Thompson Reuters, continua publicando anualmente o fator de impacto das revistas indexadas em sua base, levando em considera&#231;&#227;o o n&#250;mero de cita&#231;&#245;es dos artigos.</p>
    <p>O n&#250;mero de acessos a um determinado artigo, entretanto, tamb&#233;m est&#225; sujeito a vieses. Assim, seriam pertinentes algumas coloca&#231;&#245;es: Todos os acessos correspondem &#224; leitura completa do manuscrito? Caso seja lido, seu conte&#250;do &#233; realmente relevante? Quantos "desses lidos" mereceriam ser citados? Isso mostra a dificuldade de se avaliar a qualidade dos acessos em rela&#231;&#227;o &#224;s cita&#231;&#245;es de publica&#231;&#245;es cient&#237;ficas e p&#245;e em quest&#227;o a fidelidade desse par&#226;metro bibliom&#233;trico.</p>
    <p>Finalmente, o objetivo do artigo "Uso do fator de impacto e do &#237;ndice H para avaliar pesquisadores e publica&#231;&#245;es" foi o de mostrar aos leitores da revista como se calcula o Fator de Impacto e o &#237;ndice H, uma vez que s&#227;o esses os &#237;ndices bibliom&#233;tricos mais usados pelas nossas agencias de fomento e institui&#231;&#245;es de ensino, o que justifica a dissemina&#231;&#227;o do seu conhecimento<sup>2</sup>.</p>
    <p>Petronio Generoso Thomaz </p>
    <p> Renato S. Assad </p>
    <p> Luiz Felipe P. Moreira</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias (Resposta)</bold>
    </p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Paulo Roberto Benchimol Barbosa </p>
        <p> Rua Pompeu Loureiro, 36/702 - Copacabana </p>
        <p> 22061-000 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="pbarbosa@cardiol.br">pbarbosa@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="benchimol@globo.com">benchimol@globo.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 21/03/11; revisado recebido em 21/03/11; aprovado em 24/03/11.</p>
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          <article-title>Uso do Fator de Impacto e do &#205;ndice H para avaliar pesquisadores e publica&#231;&#245;es</article-title>
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          <article-title>Top of the charts: download versus citations in the International Journal of Cardiology</article-title>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Letter to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Additional comments on the paper by Thomas et al: how to evaluate "quality of publication"</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Further comments on the paper by Thomas et al: how to evaluate "quality of publication"</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Paulo Roberto Benchimol-Barbosa; Ricardo Luiz Ribeiro; Eduardo Correa Barbosa</bold>
      </p>
      <p>Hospital Universit&#225;rio Pedro Ernesto - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Bibliometrics; journal impact factor; scientific and technical publications.</p>
      <p>In contribution to the comments previously addressed on the paper by Thomas et al we would like to present the following insights<sup>1</sup>. We partly agree with the view expressed by the authors in the Conclusion, since the evaluation of the quality of publications by peers can be decisive in situations in which merely quantitative analysis may be misleading. Indeed, issuing of an unbiased opinion on a paper is a prerequisite for publication. We would like to quote a famous research to highlight the importance of criterious peer's evaluation.</p>
      <p>Chemists Stanley Pons, a doctoral student from the University of Utah and Martin Fleischmann, his advisor, announced in 1989, which would be the most revolutionary discovery of all times: cold fusion, an inexhaustible source of clean energy. The paper was published as a preliminary communication in that year and was followed by a number of attempts to replicate the experiment<sup>2</sup>. Altogether, the article received 629 citations<sup>2</sup>!</p>
      <p>A true scientific best-seller? Not at all. In fact, the alleged discovery has never been replicated. The quotations came from articles that strongly disputed the validity of both the experiment and the results published. Later that same year, the research a received formal communication from the U.S. government, revised and updated in 1999, putting down the way the research had been conducted and published: cold fusion has never existed<sup>3</sup>!</p>
      <p>Thus, measuring the relevance of a scientific article solely based on the impact factor can lead to inappropriate conclusions about the merit of a particular publication. Thus, in 2010, the National Council of Medical Research of the Australian government decided to abandon the use of impact factor in reviewing requests for grants to aid research and post-graduate studies<sup>4</sup>. Careful peer's evaluation is always needed to resolve conflict situations.</p>
      <p>
        <bold>Reply</bold>
      </p>
      <p>We agree that the validation of the scientific quality of paper, using only the current bibliometric indexes, is not exempt of controversy. In 2005, Andrew Coats made a profound reflection on the difficulty of finding a bibliometric index able to assess accurately the impact of academic production at a time when the computer systems were already a great aid of the dissemination of scientific knowledge<sup>1</sup>. The author compared the ten most quoted articles and the most downloaded over the Internet, among the total number of manuscripts published in International Journal of Cardiology within 12 months. His conclusion was that there was a parallelism between these two groups of papers. In general, the classical quotations favor the original papers, while the most accessed on the Internet tend to be those papers that include reviews, new themes and highlights, such as research on stem cells or treatment of rare diseases.</p>
      <p>Assuming that, a question arose of what is most important, the higher number of quotations or Internet access. Unfortunately, this response has not yet been obtained. The editors, aware of the modernism of publications on the Internet, partly solved the problem by posting on the websites of their journals the most accessed papers. In turn, the Journal of Citations, from Thompson Reuters, continues to publish annually the impact factor of journals indexed in its base, taking into account the number of citations of papers.</p>
      <p>The number of accesses to a particular paper, however, is also subject to biases. Thus, it is worth making a few questions: Do all accesses correspond to the full reading of the manuscript? If read, is its content truly relevant? How many of these "papers read" deserve to be quoted? This shows the difficulty of assessing the quality of accesses against citations of scientific publications and calls into question the reliability of this bibliometric parameter.</p>
      <p>Ultimately, the objective of the article "Using the impact factor and the H index to assess researchers and publications" was to show the readers how to calculate the Impact Factor and the H index, since these are the bibliometric indexes most commonly used by our development agencies and educational institutions, which justifies the dissemination of their knowledge<sup>2</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Renato S. Assad</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias (Resposta)</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing address:</bold>
          </label>
          <p> Paulo Roberto Benchimol Barbosa</p>
          <p> Rua Pompeu Loureiro, 36/702 - Copacabana</p>
          <p> 22061-000 - Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="pbarbosa@cardiol.br">pbarbosa@cardiol.br</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="benchimol@globo.com">benchimol@globo.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received March 21, 2011; revised manuscript received March 21, 2011; accepted on March 24, 2011.</p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Comentarios adicionales al art&#237;culo de Thomaz et al: como evaluar "calidad de publicaci&#243;n"</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Comentarios adicionales al art&#237;culo de Thomaz et al: como evaluar "calidad de publicaci&#243;n"</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Paulo Roberto Benchimol-Barbosa; Ricardo Luiz Ribeiro; Eduardo Correa Barbosa</bold>
      </p>
      <p>Hospital Universit&#225;rio Pedro Ernesto - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end1-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Bibliometr&#237;a, factor de impacto de revistas, publicaciones cient&#237;ficas y t&#233;cnicas.</p>
      <p>En contribuci&#243;n a los comentarios previamente encaminados sobre el art&#237;culo de Thomas et al nos gustar&#237;a presentar las siguientes observaciones<sup>1</sup>. Concordamos, parcialmente, con la opini&#243;n expresada por los autores en la Conclusi&#243;n, una vez que la evaluaci&#243;n de la calidad de publicaciones por pares puede ser decisiva en situaciones en las cuales el an&#225;lisis meramente cuantitativo sea capcioso. En efecto, la emisi&#243;n de una ponderaci&#243;n criteriosa sobre el texto de un art&#237;culo es prerrequisito para su publicaci&#243;n. Nos gustar&#237;a citar una c&#233;lebre investigaci&#243;n para destacar la importancia de la evaluaci&#243;n subjetiva.</p>
      <p>Los qu&#237;micos Stanley Pons, alumno de doctorado en la Universidad de Utah, y Martin Fleischmann, su orientador, anunciaron, en 1989, lo que ser&#237;a el m&#225;s revolucionario descubrimiento de todos los tiempos: la fusi&#243;n en fr&#237;o, fuente inagotable de energ&#237;a limpia. El trabajo fue publicado como comunicaci&#243;n preliminar aquel mismo a&#241;o y siguieron innumerables tentativas de replicaci&#243;n del experimento<sup>2</sup>. En total, &#161;El art&#237;culo mereci&#243; 629 citaciones en publicaciones<sup>2</sup>!</p>
      <p>&#191;Un verdadero best-seller cient&#237;fico? No. En verdad, el pretendido descubrimiento nunca fue replicado. Las citaciones vinieron de art&#237;culos que, en su mayor&#237;a, rechazaron vehementemente la validez tanto del experimento como los resultados publicados. Aun aquel mismo a&#241;o, la investigaci&#243;n mereci&#243; comunicado formal del gobierno norteamericano, revisado y actualizado en 1999, desmereciendo la manera como hab&#237;a sido conducida y divulgada: &#161;La fusi&#243;n en fr&#237;o nunca existi&#243;<sup>3</sup>!</p>
      <p>As&#237;, medir la relevancia de un art&#237;culo cient&#237;fico solamente con base en el factor de impacto puede llevar a conclusiones precipitadas en cuanto al m&#233;rito de una publicaci&#243;n dada. En ese sentido, en 2010, el Consejo Nacional de Investigaci&#243;n M&#233;dica del gobierno australiano decidi&#243; abandonar la utilizaci&#243;n del factor de impacto en el an&#225;lisis de las solicitaciones para becas de apoyo a la investigaci&#243;n y a la post graduaci&#243;n<sup>4</sup>. La evaluaci&#243;n subjetiva criteriosa es siempre necesaria para dirimir situaciones conflictivas. Paz y bien.</p>
      <p>
        <bold>Carta respuesta</bold>
      </p>
      <p>Concordamos que la validaci&#243;n de la calidad cient&#237;fica de un trabajo, utilizando exclusivamente los &#237;ndices bibliom&#233;tricos actuales, no est&#225; exenta de controversias. En 2005, Andrew Coats hizo una profunda reflexi&#243;n sobre la dificultad de encontrar un &#237;ndice bibliom&#233;trico capaz de evaluar fielmente el impacto de la producci&#243;n acad&#233;mica, en una &#233;poca en que la inform&#225;tica ya se mostraba gran aliada de la divulgaci&#243;n del saber cientifico<sup>1</sup>. El autor utiliz&#243; la comparaci&#243;n entre los diez art&#237;culos m&#225;s citados y aquellos m&#225;s bajados de Internet, entre el total de manuscritos publicados en la International Journal of Cardiology, en un per&#237;odo de 12 meses. Su conclusi&#243;n fue que no hubo un paralelismo entre esos dos grupos de art&#237;culos. De un modo general, las citaciones cl&#225;sicas favorecen los art&#237;culos originales, al tiempo que los m&#225;s visitados en Internet tienden a ser aquellos art&#237;culos que abarcan revisiones, temas nuevos y destacados, como las investigaciones sobre c&#233;lulas tronco o tratamiento de enfermedades raras.</p>
      <p>A partir de esa premisa, surgi&#243; la duda de que es m&#225;s relevante, el mayor n&#250;mero de citaciones o de visitas v&#237;a Internet. Desafortunadamente, esa respuesta aun no fue obtenida. Los editores, atentos al modernismo de las publicaciones en Internet, resolvieron parcialmente el problema, haciendo disponibles tambi&#233;n en los sitios de sus revistas los art&#237;culos m&#225;s visitados. A su vez, el Journal of Citations, de la base Thomson Reuters, contin&#250;a publicando anualmente el factor de impacto de las revistas indexadas en su base, llevando en consideraci&#243;n el n&#250;mero de citaciones de los art&#237;culos.</p>
      <p>El n&#250;mero de visitas a un determinado art&#237;culo, entre tanto, tambi&#233;n est&#225; sujeto a sesgos. As&#237;, ser&#237;an pertinentes algunas colocaciones: &#191;Todas las visitas corresponden a la lectura completa do manuscrito? En el caso de que sea le&#237;do, &#191;Su contenido es realmente relevante? &#191;Cuantos "de esos le&#237;dos" merecer&#237;an ser citados? Eso muestra la dificultad de evaluar la calidad de las visitas en relaci&#243;n a las citaciones de publicaciones cient&#237;ficas y pone en cuesti&#243;n la fidelidad de ese par&#225;metro bibliom&#233;trico.</p>
      <p>Finalmente, el objetivo del art&#237;culo "Uso del factor de impacto y del &#237;ndice H para evaluar investigadores y publicaciones" fue el de mostrar a los lectores de la revista como se calcula el Factor de Impacto y el &#237;ndice H, una vez que son esos los &#237;ndices bibliom&#233;tricos m&#225;s usados por nuestras agencias de fomento e instituciones de ense&#241;anza, lo que justifica la diseminaci&#243;n de su conocimiento<sup>2</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Renato S. Assad</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias (Resposta)</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end1-body3" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondencia:</bold>
          </label>
          <p> Paulo Roberto Benchimol Barbosa</p>
          <p> Rua Pompeu Loureiro, 36/702 - Copacabana </p>
          <p> 22061-000 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
          <p> E-mail: </p>
          <p><email xlink:href="pbarbosa@cardiol.br">pbarbosa@cardiol.br</email>, </p>
          <p>
            <email xlink:href="benchimol@globo.com">benchimol@globo.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 21/03/11; revisado recibido el 21/03/11; aceptado el 24/03/11.</p>
    </body>
  </sub-article>
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