<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">9gTWFVkDTgkx95kX3SJpPMv</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000032</article-id>
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          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>Prote&#237;na C-reativa e progn&#243;stico em s&#237;ndromes coronarianas agudas: revis&#227;o sistem&#225;tica e metan&#225;lise</article-title>
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            <surname>Correia</surname>
            <given-names>Lu&#237;s C. L.</given-names>
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            <surname>Esteves</surname>
            <given-names>J P&#233;ricles</given-names>
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          <named-content content-type="city">Salvador</named-content>
          <named-content content-type="state">Bahia</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal da Bahia</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Escola Bahiana de Medicina </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>07</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>97</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>76</fpage>
      <lpage>85</lpage>
      <history>
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          <day>14</day>
          <month>04</month>
          <year>2010</year>
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        <date date-type="received">
          <day>11</day>
          <month>01</month>
          <year>2010</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>17</day>
          <month>05</month>
          <year>2010</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>A despeito da associa&#231;&#227;o entre prote&#237;na C-reativa de alta sensibilidade (PCR) e eventos recorrentes em s&#237;ndromes coronarianas agudas sem supradesn&#237;vel do segmento ST (SCA), a medida rotineira deste marcador n&#227;o tem sido recomendada. No intuito de avaliar se as evid&#234;ncias cient&#237;ficas atuais justificam a incorpora&#231;&#227;o da PCR para estratifica&#231;&#227;o de risco na admiss&#227;o hospitalar de pacientes com SCA, realizamos revis&#227;o sistem&#225;tica e metan&#225;lise dos trabalhos indexados no MEDLINE, SCIELO ou LILACS, com os seguintes crit&#233;rios de inclus&#227;o: desenho de coorte prospectiva e avalia&#231;&#227;o do valor progn&#243;stico da PCR, mensurada por m&#233;todo de alta sensibilidade, no momento da admiss&#227;o hospitalar de pacientes com SCA. Dezenove estudos preencheram os crit&#233;rios de inclus&#227;o. Em rela&#231;&#227;o ao seguimento de longo prazo, houve associa&#231;&#227;o consistente entre PCR e eventos cardiovasculares, com odds ratio (OR) global de 4,6 (95% IC = 2,3-7,6) e OR global multivariado de 2,5 (95% IC = 1,8-3,4). Quanto ao curto prazo, 9 estudos foram positivos e 6 estudos negativos, com OR global de 1,65 (95% IC = 1,2-2,3). O OR global multivariado n&#227;o foi obtido para o seguimento de curto prazo, pois esta medida foi descrita em apenas tr&#234;s trabalhos heterog&#234;neos. Somente dois trabalhos, de curto prazo, fizeram an&#225;lise do valor preditor incremental da PCR em rela&#231;&#227;o a modelos multivariados, com resultados contradit&#243;rios. Em conclus&#227;o, a escassez de avalia&#231;&#227;o do valor incremental da PCR, aliada a resultados controversos quanto ao valor preditor independente para eventos de curto prazo, n&#227;o recomenda a utiliza&#231;&#227;o rotineira de PCR para estratifica&#231;&#227;o de risco na admiss&#227;o de SCA.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Prote&#237;na C-Reativa</kwd>
        <kwd>s&#237;ndrome coronariana aguda</kwd>
        <kwd>progn&#243;stico</kwd>
        <kwd>metan&#225;lise</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>11</day>
        <month>03</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>Prote&#237;na C-reativa e progn&#243;stico em s&#237;ndromes coronarianas agudas: revis&#227;o sistem&#225;tica e metan&#225;lise</p>
    <p>
      <bold>Lu&#237;s C. L. Correia; J P&#233;ricles Esteves</bold>
    </p>
    <p> Escola Bahiana de Medicina, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA &#150; Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>A despeito da associa&#231;&#227;o entre prote&#237;na C-reativa de alta sensibilidade (PCR) e eventos recorrentes em s&#237;ndromes coronarianas agudas sem supradesn&#237;vel do segmento ST (SCA), a medida rotineira deste marcador n&#227;o tem sido recomendada.</p>
    <p> No intuito de avaliar se as evid&#234;ncias cient&#237;ficas atuais justificam a incorpora&#231;&#227;o da PCR para estratifica&#231;&#227;o de risco na admiss&#227;o hospitalar de pacientes com SCA, realizamos revis&#227;o sistem&#225;tica e metan&#225;lise dos trabalhos indexados no <italic>MEDLINE</italic>, <italic>SCIELO</italic> ou LILACS, com os seguintes crit&#233;rios de inclus&#227;o: desenho de coorte prospectiva e avalia&#231;&#227;o do valor progn&#243;stico da PCR, mensurada por m&#233;todo de alta sensibilidade, no momento da admiss&#227;o hospitalar de pacientes com SCA. Dezenove estudos preencheram os crit&#233;rios de inclus&#227;o.</p>
    <p> Em rela&#231;&#227;o ao seguimento de longo prazo, houve associa&#231;&#227;o consistente entre PCR e eventos cardiovasculares, com <italic>odds ratio</italic> (OR) global de 4,6 (95% IC = 2,3&#150;7,6) e OR global multivariado de 2,5 (95% IC = 1,8&#150;3,4). Quanto ao curto prazo, 9 estudos foram positivos e 6 estudos negativos, com OR global de 1,65 (95% IC = 1,2-2,3). O OR global multivariado n&#227;o foi obtido para o seguimento de curto prazo, pois esta medida foi descrita em apenas tr&#234;s trabalhos heterog&#234;neos. Somente dois trabalhos, de curto prazo, fizeram an&#225;lise do valor preditor incremental da PCR em rela&#231;&#227;o a modelos multivariados, com resultados contradit&#243;rios.</p>
    <p> Em conclus&#227;o, a escassez de avalia&#231;&#227;o do valor incremental da PCR, aliada a resultados controversos quanto ao valor preditor independente para eventos de curto prazo, n&#227;o recomenda a utiliza&#231;&#227;o rotineira de PCR para estratifica&#231;&#227;o de risco na admiss&#227;o de SCA.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Prote&#237;na C-Reativa, s&#237;ndrome coronariana aguda, progn&#243;stico, metan&#225;lise.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Em pacientes acometidos de s&#237;ndromes coronarianas agudas (SCA), a instabiliza&#231;&#227;o da placa ateroscler&#243;tica &#233; acompanhada de exacerba&#231;&#227;o da inflama&#231;&#227;o<sup>1</sup>. O fen&#244;meno inflamat&#243;rio dificulta a estabiliza&#231;&#227;o da placa, o que teoricamente torna tais pacientes mais vulner&#225;veis a eventos coronarianos recorrentes<sup>2</sup>. Esse processo vascular &#233; universal, n&#227;o se limita ao local da ruptura de placa, acomete todo o leito coron&#225;rio e, em n&#237;vel sist&#234;mico, pode ser detectado pela medida dos marcadores inflamat&#243;rios plasm&#225;ticos<sup>3</sup>. Esse &#233; o racional mecan&#237;stico para o valor progn&#243;stico dos marcadores inflamat&#243;rios em pacientes com s&#237;ndromes coronarianas agudas. Dentre os marcadores inflamat&#243;rios, o mais estudado &#233; a medida de prote&#237;na C-reativa, por m&#233;todo de alta sensibilidade<sup>4</sup>.</p>
    <p>Ao longo dos &#250;ltimos 15 anos, v&#225;rias publica&#231;&#245;es indicaram que a medida de prote&#237;na C-reativa apresenta valor preditor independente para eventos coronarianos recorrentes em pacientes com SCA sem supradesn&#237;vel do segmento ST<sup>5</sup>. No entanto, essa conduta n&#227;o ganhou ader&#234;ncia na pr&#225;tica cl&#237;nica, assim como a recomenda&#231;&#227;o para dosagem deste marcador n&#227;o foi incorporada nas diretrizes brasileiras<sup>6</sup>, americanas<sup>5,7</sup> ou europeias<sup>8</sup>. Sendo assim, esta revis&#227;o sistem&#225;tica tem o objetivo de avaliar se as evid&#234;ncias atuais justificam a incorpora&#231;&#227;o da prote&#237;na C-reativa para estratifica&#231;&#227;o de risco na admiss&#227;o hospitalar de pacientes com SCA sem supradesn&#237;vel do segmento ST.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Pesquisa da Literatura</bold>
    </p>
    <p>A base de dados <italic>MEDLINE</italic> (<italic>Medical Literature Analysis and Retrieval System</italic>) foi a principal fonte para revis&#227;o sistematizada de trabalhos sobre o tema. Para pesquisa de trabalhos n&#227;o indexados ao <italic>MEDLINE</italic> e realizados na Am&#233;rica Latina, foram utilizadas as bases de dados <italic>SCIELO</italic> (<italic>Scientific Electronic Library Online</italic>) e LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ci&#234;ncias da Sa&#250;de), aplicando-se as mesmas palavras-chave do <italic>MEDLINE</italic>. As refer&#234;ncias de cada artigo original e de artigos de revis&#227;o foram checadas a fim de selecionar estudos que n&#227;o tenham sido identificados pela pesquisa nas bases de dados. </p>
    <p>Inicialmente, o dicion&#225;rio <italic>MeSH</italic> (<italic>Medical Subject Heading Terms)</italic> foi utilizado para defini&#231;&#227;o dos termos para pesquisa nos t&#237;tulos dos trabalhos. O termo <italic>c-reactive protein</italic> foi escolhidos para combina&#231;&#227;o com os termos <italic>acute coronary syndromes</italic>, <italic>myocardial infarction</italic> e <italic>unstable angina, </italic>resultando em um total de tr&#234;s combina&#231;&#245;es de dois termos, utilizando-se a preposi&#231;&#227;o <italic>AND.</italic> Ap&#243;s leitura dos t&#237;tulos e dos resumos encontrados, os estudos com as seguintes caracter&#237;sticas foram selecionados: desenho de coorte prospectiva em pacientes com SCA sem supradesn&#237;vel do segmento ST e avalia&#231;&#227;o do valor progn&#243;stico da prote&#237;na C-reativa, mensurada por m&#233;todo de alta sensibilidade, no momento da admiss&#227;o hospitalar. </p>
    <p>Trabalhos com evidentes vieses metodol&#243;gicos foram exclu&#237;dos. </p>
    <p>
      <bold>Desfechos avaliados</bold>
    </p>
    <p>Os seguintes desfechos foram considerados: morte ou eventos cardiovasculares combinados. Houve varia&#231;&#227;o dos estudos quanto &#224; defini&#231;&#227;o de desfechos combinados, sendo que a maioria considerou <italic>morte cardiovascular</italic> e <italic>infarto</italic>, ou <italic>morte cardiovascular</italic>, <italic>infarto</italic> e <italic>angina recorrente</italic>. Esses estudos foram avaliados em conjunto, uniformizando qualquer uma dessas combina&#231;&#245;es como <italic>eventos cardiovasculares</italic>. Desfechos em seguimento de curto prazo foram definidos como ocorridos durante a hospitaliza&#231;&#227;o ou em tempo m&#225;ximo de 30 dias. Desfechos em seguimento de longo prazo foram definidos como m&#237;nimos de tr&#234;s meses de acompanhamento.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise dos dados</bold>
    </p>
    <p>Inicialmente, as caracter&#237;sticas dos diferentes estudos foram apresentadas em forma de tabela. Foram descritos de forma separada estudos que avaliaram eventos em seguimento de curto prazo (<underline>&lt;</underline> 30 dias) e estudos que avaliaram eventos em seguimento de longo prazo (<underline>&gt;</underline> 3 meses). Alguns avaliaram ambos os desfechos, portanto, constam nas duas tabelas. </p>
    <p>Na an&#225;lise univariada, foram combinados os estudos que relataram a incid&#234;ncia absoluta de eventos de acordo com um ponto de corte da prote&#237;na C-reativa. Trabalhos que se limitaram a avaliar a prote&#237;na C-reativa como vari&#225;vel cont&#237;nua n&#227;o foram inclu&#237;dos na metan&#225;lise. No come&#231;o, os resultados dos diferentes estudos foram comparados pela estat&#237;stica Q de Cochrane, sendo p &lt; 0,05 indicativo de heterogeneidade. Em caso de heterogeneidade, os estudos foram combinados pelo modelo de efeito rand&#244;mico (m&#233;todo de DerSimonian e Laird). Do contr&#225;rio, foi utilizado o modelo de efeito fixo (m&#233;todo de Mantel-Haenszel). </p>
    <p>Os resultados combinados foram descritos em <italic>odds ratio</italic> (OR) e 95% intervalo de confian&#231;a (IC). Al&#233;m disso, foram obtidas curvas <italic>ROC</italic> sumarizadas (sROC), com descri&#231;&#227;o da estat&#237;stica-C (&#225;rea abaixo da curva) sumarizada e respectivo 95% IC. O "efeito de limiar" dos pontos de corte da prote&#237;na C-reativa foi avaliado, em cada trabalho, pela correla&#231;&#227;o de Spearman entre sensibilidade e especificidade. Para an&#225;lise de sensibilidade, as influ&#234;ncias de diferen&#231;as metodol&#243;gicas nos resultados da metan&#225;lise foram testadas conjuntamente por m&#233;todo de metarregress&#227;o. </p>
    <p>Para analisar conjuntamente os dados das an&#225;lises multivariadas, foram combinadas os OR descritos em cada trabalho. Os estudos que descreveram a an&#225;lise multivariada por risco relativo ou <italic>hazard ratio</italic> n&#227;o foram combinados. Para an&#225;lise estat&#237;stica, foi utilizado o programa Meta-DiSc, Vers&#227;o 1.4 (<italic>Universidad Complutense, Madri, Espanha</italic>)<sup>9</sup>, exceto para a combina&#231;&#227;o dos <italic>odds ratio</italic>, quando se utilizou o programa <italic>Comprehensive Meta Analysis</italic>, Vers&#227;o 2 (<italic>Biostat, Inc, Englewood, NJ, EUA</italic>)<sup>10</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Sele&#231;&#227;o dos estudos</bold>
    </p>
    <p>A pesquisa de artigos publicados at&#233; maio de 2009 resultou em 288 trabalhos, sendo 259 exclu&#237;dos pela leitura do t&#237;tulo, que indicava n&#227;o se tratar de trabalhos avaliando o valor progn&#243;stico da prote&#237;na C-reativa em pacientes com SCA sem supradesn&#237;vel do segmento ST. Dos 29 trabalhos restantes, 7 foram exclu&#237;dos por serem artigos de revis&#227;o e um por ser publicado em revista japonesa, com vers&#227;o integral apenas naquele idioma<sup>11</sup>. Outros dois artigos foram exclu&#237;dos por problemas metodol&#243;gicos: um artigo japon&#234;s, pois apenas avaliou prote&#237;na C-reativa combinada ao amiloide s&#233;rico A<sup>12</sup>; e um artigo chileno que apenas trata prote&#237;na C-reativa como vari&#225;vel cont&#237;nua e, no modelo multivariado, contempla apenas tr&#234;s biomarcadores, sem ajustar para as vari&#225;veis cl&#237;nicas<sup>13</sup>. </p>
    <p>Sendo assim, 19 estudos participaram desta revis&#227;o sistem&#225;tica &#150; <xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>.</p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf01.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Caracter&#237;sticas dos estudos</bold>
    </p>
    <p>Dezenove estudos foram selecionados, 15 realizados por grupos da Am&#233;rica do Norte ou Europa<sup>1,14-27</sup>, tr&#234;s do Brasil<sup>28-30</sup> e um da Argentina<sup>31</sup>. Todos esses trabalhos foram publicados em revistas com fator de impacto <underline>&gt;</underline> 3, exceto dois estudos brasileiros<sup>28,29</sup>. O primeiro estudo data de 1994, realizado por Liuzzo e cols.<sup>14</sup> e publicado no <italic>New England Journal of Medicine</italic>. Embora de pequeno tamanho amostral, apenas 32 pacientes com angina inst&#225;vel, o impacto de tal trabalho deve-se &#224; original ideia de predizer eventos cardiovasculares a partir do <italic>status</italic> inflamat&#243;rio de pacientes com SCA. A demonstra&#231;&#227;o de que a medida de prote&#237;na C-reativa predizia eventos hospitalares serviu de base para a realiza&#231;&#227;o dos outros 18 estudos, cujas publica&#231;&#245;es sucessivas iniciaram-se tr&#234;s anos mais tarde.</p>
    <p>Predominantemente, as amostras populacionais de tais estudos consistiram de pacientes com SCA sem supradesn&#237;vel do segmento ST e 6 trabalhos inclu&#237;ram tamb&#233;m infarto com supradesn&#237;vel do ST<sup>21,23-26,28</sup>. O tamanho amostral dos trabalhos cresceu ao longo dos anos, variando de 32 a 7.108 pacientes (m&#233;dia 1.123 &#177; 1.674), 7 deles com mais de 1.000 pacientes<sup>20,21,23-27</sup>, totalizando 21.339 indiv&#237;duos estudados. Todos os estudos mediram prote&#237;na C-reativa por m&#233;todo de alta sensibilidade, 11 deles utilizaram nefelometria<sup>14-19,21-24,26,28-30</sup>, tr&#234;s turbidimetria<sup>1,25,27</sup>, um luminometria<sup>20</sup> e dois ELISA (<italic>Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay</italic>)<sup>31</sup>. </p>
    <p>Desta forma, podemos concluir que h&#225; um significativo n&#250;mero de trabalhos e pacientes estudados, com t&#233;cnicas adequadas de mensura&#231;&#227;o da prote&#237;na C-reativa plasm&#225;tica.</p>
    <p>
      <bold>Prote&#237;na C-reativa: predi&#231;&#227;o de eventos em longo prazo</bold>
    </p>
    <p>Oito trabalhos avaliaram o valor progn&#243;stico da prote&#237;na C-reativa em rela&#231;&#227;o a eventos recorrentes em seguimento m&#237;nimo de tr&#234;s meses, com seguimento m&#233;dio de 13 &#177; 11 meses. Todos os estudos demonstraram associa&#231;&#227;o significativa da prote&#237;na C-reativa com eventos cardiovasculares<sup>1,18,19,22-24,27,31</sup> &#150; <xref ref-type="table" rid="a20tab01">Tabela 1</xref>. </p>
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        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Quanto ao agrupamento metanal&#237;tico dos resultados dos trabalhos, os estudos de Bogaty e cols.<sup>23</sup> e Scirica e cols.<sup>24</sup> n&#227;o foram inclu&#237;dos, pois a prote&#237;na C-reativa foi avaliada como vari&#225;vel num&#233;rica, n&#227;o sendo descritas as incid&#234;ncia de eventos de acordo com subgrupos definidos pelos valores deste marcador. Sendo assim, 6 estudos tiveram seus resultados de longo prazo combinados. Em todos esses trabalhos, houve associa&#231;&#227;o positiva e estatisticamente significante entre prote&#237;na C-reativa e desfecho, por&#233;m a an&#225;lise de heterogeneidade mostrou diferen&#231;a quantitativa (p = 0,007), ou seja, em rela&#231;&#227;o &#224; magnitude da associa&#231;&#227;o. A combina&#231;&#227;o dos estudos pelo modelo rand&#244;mico resultou em OR de 4,6 (95% IC = 2,3 &#150; 7,6) &#150; <xref ref-type="fig" rid="fig02">Figura 2</xref>. A curva sROC apresentou estat&#237;stica-C de 0,75 (95% IC = 0,65 - 0,85) &#150; <xref ref-type="fig" rid="fig03">Figura 3</xref>.</p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf02.jpg"/></fig>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf03.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>An&#225;lise de sensibilidade da predi&#231;&#227;o de eventos em longo prazo</bold>
    </p>
    <p>Duas caracter&#237;sticas variaram significativamente entre os trabalhos da metan&#225;lise. Primeiro, a forma de determina&#231;&#227;o do ponto de corte da prote&#237;na C-reativa: tr&#234;s estudos identificaram o ponto de corte pela curva ROC, encontrando 15 mg/l<sup>31</sup>, 10 mg/l<sup>19</sup>, 11 mg/l<sup>22</sup>, respectivamente. Os outros tr&#234;s trabalhos elegeram o ponto de corte de forma arbitr&#225;ria, respectivamente, 5 mg/l<sup>18</sup>, 10 mg/l<sup>1</sup> e 10 mg/l<sup>27</sup>. De acordo com an&#225;lise de metarregress&#227;o, n&#227;o houve influ&#234;ncia da forma de determina&#231;&#227;o do ponto de corte no resultado dos trabalhos (OR = 0,1; 95% IC = 0 &#150; 36; p = 0,23). Al&#233;m disso, n&#227;o houve associa&#231;&#227;o linear entre sensibilidade e especificidade (p = 0,40), indicando aus&#234;ncia de influ&#234;ncia dos valores dos pontos de corte no resultado dos estudos (efeito de limiar). </p>
    <p>A segunda caracter&#237;stica que variou entre os estudos foi a defini&#231;&#227;o de desfechos, com dois estudos da metan&#225;lise avaliando apenas morte<sup>1,27</sup> e 4 avaliando desfechos combinados<sup>18,19,22,31</sup>. Da mesma forma, a an&#225;lise de metarregress&#227;o n&#227;o mostrou influ&#234;ncia do tipo de desfecho nos resultados (OR = 0,35; 95% IC = 0,02 &#150; 4,5; p = 0,27).</p>
    <p>
      <bold>Prote&#237;na C-reativa: predi&#231;&#227;o de eventos em curto prazo</bold>
    </p>
    <p>Quanto &#224; predi&#231;&#227;o de eventos at&#233; 30 dias, 15 estudos fizeram esta avalia&#231;&#227;o<sup>14-17,19-21,25-31</sup>. Ao contr&#225;rio do seguimento tardio, os resultados dos trabalhos foram conflitantes: 9 estudos positivos<sup>14,17,20,21,25-27,30</sup> e 6 estudos negativos<sup>15,16,19,28,29,31</sup> &#150; <xref ref-type="table" rid="a20tab02">Tabela 2</xref>. O grupo de estudos positivos possuiu em m&#233;dia maior tamanho amostral (1.911 &#177; 2.197 pacientes), sendo 6 dos 7 trabalhos com mais de 1.000 pacientes. Por outro lado, o grupo de estudos negativos possuiu uma m&#233;dia de tamanho amostral de 225 &#177; 110 pacientes, o maior deles com 447 indiv&#237;duos. Isto sugere que os resultados negativos de tais estudos podem ser decorrentes de reduzido poder estat&#237;stico. </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a20tab02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Abordagem metanal&#237;tica foi realizada com os 12 estudos que compararam a incid&#234;ncia de eventos entre dois grupos dicotomizados de acordo com o valor da prote&#237;na C-reativa<sup>14-17,19,20,25-27,29-31</sup>. O estudo de Duarte e cols.<sup>28</sup> n&#227;o entrou na an&#225;lise, pois avaliou a prote&#237;na C-reativa como vari&#225;vel cont&#237;nua. O segundo estudo de Oltrona e cols.<sup>21</sup> e o estudo de Scirica e cols.<sup>24</sup> n&#227;o participaram da metan&#225;lise, pois reportam resultados apenas em risco relativo, sem detalhar as incid&#234;ncias absolutas dos eventos. A metan&#225;lise mostrou heterogeneidade significativa entre os estudos (p = 0,002), por este motivo o OR foi calculado pelo m&#233;todo de efeito rand&#244;mico, resultando em 1,65 (95% IC = 1,20 - 2,27), confirmando a predi&#231;&#227;o de eventos hospitalares &#150; <xref ref-type="fig" rid="fig04">Figura 4</xref>. A curva sROC apresentou estat&#237;stica-C de 0,57 (95% IC = 0,54 - 0,60) &#150; <xref ref-type="fig" rid="fig05">Figura 5</xref>. </p>
    <fig id="fig04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf04.jpg"/></fig>
    <fig id="fig05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf05.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>An&#225;lise de sensibilidade: predi&#231;&#227;o de eventos a curto prazo</bold>
    </p>
    <p>Tr&#234;s caracter&#237;sticas variaram significativamente entre os trabalhos. Primeiro, a forma de determina&#231;&#227;o do ponto de corte da prote&#237;na C-reativa: 4 estudos identificaram o ponto de corte pela curva ROC<sup>19,26,30,31</sup> e outros 8 trabalhos elegeram o ponto de corte de forma arbitr&#225;ria<sup>14-17,20,25,27,29</sup>. De acordo com an&#225;lise de metarregress&#227;o, n&#227;o houve influ&#234;ncia da forma de determina&#231;&#227;o do ponto de corte no resultado dos trabalhos (OR = 1,34; 95% IC = 0,52 &#150; 3,47; p = 0,49). Al&#233;m disso, n&#227;o houve associa&#231;&#227;o linear entre sensibilidade e especificidade (p = 0,55), indicando aus&#234;ncia de influ&#234;ncia dos valores dos pontos de corte no resultado dos estudos. </p>
    <p>A segunda caracter&#237;stica que variou entre os estudos foi a defini&#231;&#227;o de desfechos, com tr&#234;s estudos da metan&#225;lise avaliando apenas morte<sup>17,25,27</sup> e os 9 demais avaliando desfechos combinados<sup>14-16,19,20,26,29-31</sup>. Da mesma forma, a an&#225;lise de metarregress&#227;o n&#227;o mostrou influ&#234;ncia do tipo de desfecho nos resultados (OR = 0,35; 95% IC = 0,02 &#150; 4,5; p = 0,27). </p>
    <p>Por fim, infarto com supradesn&#237;vel do ST foi inclu&#237;do em dois estudos<sup>25,26</sup>, enquanto os 10 demais analisaram apenas SCA sem supradesn&#237;vel do ST. Essa caracter&#237;stica tamb&#233;m n&#227;o teve influ&#234;ncia nos resultados (OR = 0,70; 95% IC = 0,36 &#150; 1,35; p = 0,25) &#150; <xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref>.</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Valor preditor independente da prote&#237;na C-reativa</bold>
    </p>
    <p>A maioria dos estudos, excetuando-se os tr&#234;s iniciais<sup>14,15,17</sup>, ajustou o valor preditor da prote&#237;na C-reativa para vari&#225;veis cl&#237;nicas e laboratoriais. Em 5 estudos, covari&#225;veis importantes foram omitidas do modelo estat&#237;stico<sup>16,18,25,28,32</sup>, enquanto que, em outros 11 trabalhos, a an&#225;lise multivariada foi adequada<sup>1,19-24,26,27,31</sup>. Merecem destaque os estudos de Foussas e cols.<sup>26</sup> e Correia e cols.<sup>30</sup>, os &#250;nicos a ajustar o valor da prote&#237;na C-reativa para um escore de risco validado, o TIMI. </p>
    <p>Dos 8 estudos que avaliaram o valor progn&#243;stico em longo prazo, 6 confirmaram valor preditor independente por an&#225;lise multivariada<sup>1,18,19,22,24,27</sup> e um deles n&#227;o fez esta avalia&#231;&#227;o<sup>31</sup>. Por outro lado, o recente estudo de Bogaty e cols.<sup>23</sup>, em uma coorte de 1.210 pacientes com SCA, negou a associa&#231;&#227;o multivariada da prote&#237;na C-reativa com eventos recorrentes a longo prazo, tendo este trabalho recebido aten&#231;&#227;o por seu resultado negativo<sup>23</sup>. Devido ao dado in&#233;dito de aus&#234;ncia de valor preditor independente, esse estudo merece ser discutido com detalhe. </p>
    <p>Primeiro, analisando quest&#245;es metodol&#243;gicas, n&#227;o encontrarmos superioridade do estudo de Bogaty e cols.<sup>23</sup> em rela&#231;&#227;o aos demais estudos. Segundo, est&#225; demonstrado que o valor preditor da prote&#237;na C-reativa em pacientes com angina inst&#225;vel ou infarto sem supradesn&#237;vel do ST &#233; superior &#224; capacidade preditora em infarto com supradesn&#237;vel do segmento ST, onde o maior grau de necrose influencia a medida de prote&#237;na C-reativa<sup>25</sup>. Desta forma, o fato de 30,0% dos pacientes apresentarem infarto com supradesn&#237;vel do segmento ST pode ter contribu&#237;do para o resultado negativo de Bogaty e cols.<sup>23</sup>. Terceiro, nesse estudo, a prote&#237;na C-reativa apresentou predi&#231;&#227;o significativa na an&#225;lise univariada, por&#233;m perdeu signific&#226;ncia na an&#225;lise multivariada. Ao contr&#225;rio dos demais estudos, a medida de prote&#237;na C-reativa foi inserida como vari&#225;vel cont&#237;nua na regress&#227;o log&#237;stica, o que reduz sua for&#231;a de predi&#231;&#227;o ao ser avaliada junto a outras vari&#225;veis categ&#243;ricas. Isto pode ter sido o principal motivo do resultado negativo do estudo de Bogaty e cols.<sup>23</sup>.</p>
    <p>Cinco estudos de longo prazo reportaram medidas de associa&#231;&#227;o provenientes da an&#225;lise multivariada. Tr&#234;s deles utilizaram OR, permitindo a combina&#231;&#227;o dos dados. Estes tr&#234;s estudos apresentaram homogeneidade (p = 0,14) e o m&#233;todo de efeito fixo resultou em OR = 2,5 (95% IC = 1,8 &#150; 3,4).</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao valor preditor independente da prote&#237;na C-reativa para eventos de curto prazo, 10 estudos realizaram an&#225;lise multivariada e apenas 4 indicaram valor preditor independente, evidenciando dados controversos. Apenas tr&#234;s estudos descreveram OR multivariada e, devido &#224; heterogeneidade do resultado entre os trabalhos, optou-se por n&#227;o combin&#225;-los, pois haveria alto potencial de vi&#233;s de sele&#231;&#227;o nesta an&#225;lise.</p>
    <p>
      <bold>Valor incremental da prote&#237;na C-reativa</bold>
    </p>
    <p>Dos 19 artigos selecionados, apenas dois quantificaram o valor incremental da prote&#237;na C-reativa, ambos relativos ao valor preditor de curto prazo. No primeiro, Oltrona e cols.<sup>15</sup> n&#227;o encontraram aumento da estat&#237;stica-C ap&#243;s adi&#231;&#227;o de prote&#237;na C-reativa em modelo de regress&#227;o log&#237;stica. O estudo de Oltrona e cols.<sup>15 </sup>possui grande tamanho amostral (N = 1.773) e vantagem de contemplar grande quantidade de covari&#225;veis<sup>21</sup>. Por outro lado, Oltrona e cols.<sup>15 </sup>t&#234;m a desvantagem de ter inclu&#237;do tamb&#233;m infarto com supradesn&#237;vel do ST, o que teoricamente reduz o valor preditor da prote&#237;na C-reativa. A abordagem de Oltrona e cols.<sup>15</sup>, em avaliar o quanto a prote&#237;na C-reativa adiciona a um modelo preditor derivado da pr&#243;pria amostra do estudo, embora estatisticamente correta, torna mais dif&#237;cil encontrar valor preditor adicional de um biomarcador. Isto porque o modelo preditor multivariado est&#225; otimizado por ter sido derivado da pr&#243;pria popula&#231;&#227;o. </p>
    <p>No segundo trabalho, Correia e cols.<sup>30</sup> selecionam especificamente pacientes com SCA sem supradesn&#237;vel do ST e avaliam o valor incremental em rela&#231;&#227;o a um escore de risco validado, o TIMI. Embora de pequeno tamanho amostral, ap&#243;s incorporar a informa&#231;&#227;o da prote&#237;na C-reativa, esse estudo demonstrou um incremento na estat&#237;stica-C do TIMI da ordem de 0,06<sup>30</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A presente revis&#227;o sistem&#225;tica tem o objetivo de avaliar se h&#225; evid&#234;ncias que indiquem a utiliza&#231;&#227;o da prote&#237;na C-reativa como preditor de risco na admiss&#227;o de pacientes com SCA sem supradesn&#237;vel do segmento ST. Esse marcador tem sido avaliado quanto ao valor progn&#243;stico referente ao curto prazo (hospitalar ou 30 dias) ou longo prazo (&gt; tr&#234;s meses). </p>
    <p>Observa-se que, no longo prazo, evid&#234;ncias demonstrando associa&#231;&#227;o entre o valor da prote&#237;na C-reativa e a incid&#234;ncia de desfechos s&#227;o consistentes nas an&#225;lises univariada e multivariada. Por outro lado, os resultados de curto prazo s&#227;o qualitativamente heterog&#234;neos, ou seja, parte indica aus&#234;ncia de associa&#231;&#227;o e outra parte sugere associa&#231;&#227;o entre prote&#237;na C-reativa e desfechos. Na presente metan&#225;lise, o efeito m&#233;dio dos estudos de curto prazo indica associa&#231;&#227;o univariada entre prote&#237;na C-reativa e risco cardiovascular<sup>32</sup>. Por&#233;m, as an&#225;lises multivariadas desses estudos s&#227;o conflitantes e os resultados n&#227;o puderam ser combinados, pois a minoria reportou o <italic>odds ratio</italic> multivariado. Dessa forma, a presente an&#225;lise demonstra valor progn&#243;stico de longo prazo e indica controv&#233;rsia quanto ao valor progn&#243;stico de curto prazo. </p>
    <p>Embora a predi&#231;&#227;o de risco independente seja uma condi&#231;&#227;o necess&#225;ria na valida&#231;&#227;o de um novo marcador, esta n&#227;o &#233; uma condi&#231;&#227;o suficiente. Interromper a avalia&#231;&#227;o do preditor em tal etapa, considerando-o validado para a utiliza&#231;&#227;o cl&#237;nica &#233; um equ&#237;voco comum. Nem todo preditor independente incrementa de forma clinicamente relevante a acur&#225;cia progn&#243;stica dos modelos cl&#225;ssicos de predi&#231;&#227;o<sup>33</sup>. Isto origina uma quest&#227;o importante: o novo marcador de risco tem utilidade incremental aos modelos aplicados na pr&#225;tica cl&#237;nica? Essa resposta deve ser obtida pela compara&#231;&#227;o do desempenho de um modelo preditor que utiliza vari&#225;veis usuais com o desempenho de um modelo alternativo resultante da incorpora&#231;&#227;o do novo marcador ao modelo cl&#225;ssico. Ou seja, ao inserir uma nova vari&#225;vel a um escore de risco, o quanto melhora o desempenho deste escore? A forma mais comum de se avaliar esta quest&#227;o &#233; a medida do incremento da estat&#237;stica-C ap&#243;s incorpora&#231;&#227;o do novo biomarcador<sup>34</sup>.</p>
    <p>Na presente revis&#227;o, apenas dois estudos avaliaram tal quest&#227;o, com resultados conflitantes, um negativo<sup>21</sup> e outro positivo<sup>30</sup>. Embora o estudo de Correia e cols.<sup>30</sup>, cujos resultados foram positivos, tenha as vantagens metodol&#243;gicas relatadas nos resultados desta revis&#227;o sistem&#225;tica, o estudo negativo de Oltrona e cols.<sup>21</sup> tem um tamanho amostral 20 vezes maior do que o primeiro, devendo seu resultado ser tamb&#233;m valorizado. Portanto, n&#227;o h&#225; evid&#234;ncias conclusivas quanto ao valor incremental (utilidade cl&#237;nica) da prote&#237;na C-reativa em rela&#231;&#227;o &#224; predi&#231;&#227;o de risco usual.</p>
    <p>Na escassez de avalia&#231;&#227;o incremental, podemos inferir se o valor adicional estar&#225; presente, baseado na for&#231;a de associa&#231;&#227;o entre prote&#237;na C-reativa e desfechos. &#201; descrito que, para promover um aumento clinicamente relevante na estat&#237;stica-C (&gt; 0,05), um marcador geralmente necessita de <italic>odds ratio</italic> &gt; 3<sup>35</sup>. Na presente an&#225;lise, o <italic>odds ratio</italic> conjunto de 4,6 para o longo prazo parece um n&#250;mero favor&#225;vel. Por&#233;m, esse &#233; o <italic>odds ratio</italic> univariado, provavelmente superestimado em rela&#231;&#227;o ao valor multivariado. Al&#233;m disso, o limite inferior do intervalo de confian&#231;a &#233; 2,3, o que deixa d&#250;vida quanto ao valor incremental. Mais incerto ainda seria o valor incremental de curto prazo, pois o <italic>odds ratio</italic> da metan&#225;lise foi de 1,6, sugerindo aus&#234;ncia de valor incremental da prote&#237;na C-reativa. </p>
    <p>Devemos salientar que o racioc&#237;nio relatado &#233; inferencial e a resposta definitiva de tal quest&#227;o vir&#225; com an&#225;lises futuras do valor incremental, que pode ser realizada nos pr&#243;prios bancos de dados dos estudos publicados. A import&#226;ncia desse tipo de an&#225;lise &#233; exemplificada pela quest&#227;o da prote&#237;na C-reativa como preditor de risco em indiv&#237;duos aparentemente saud&#225;veis. Naquele caso, a dosagem de prote&#237;na C-reativa n&#227;o incrementa a estat&#237;stica-C do escore de Framingham, embora tenha associa&#231;&#227;o independente com eventos cardiovasculares<sup>36</sup>.</p>
    <p>As diferen&#231;as metodol&#243;gicas dos diferentes estudos representam potenciais vieses nos resultados desta revis&#227;o sistem&#225;tica. Por exemplo, h&#225; grande varia&#231;&#227;o dos pontos de corte, dos tipos de desfechos utilizados e das popula&#231;&#245;es-alvo entre os estudos. No entanto, as an&#225;lises de sensibilidade indicaram que tais caracter&#237;sticas n&#227;o influenciaram nos resultados da metan&#225;lise. Outra limita&#231;&#227;o &#233; a aus&#234;ncia de informa&#231;&#245;es relativas ao <italic>odds ratio</italic> da maioria dos estudos, o que impediu que estes fossem corretamente combinados quanto &#224; avalia&#231;&#227;o do valor preditor independente (an&#225;lise multivariada).</p>
    <p>Os <italic>guidelines</italic> atuais sobre SCA sem supradesn&#237;vel do segmento ST n&#227;o se posicionam claramente quanto &#224; utiliza&#231;&#227;o da prote&#237;na C-reativa. A diretriz brasileira nem mesmo menciona marcadores inflamat&#243;rios, enquanto os <italic>guidelines</italic> americano e europeu descrevem os trabalhos que mostram associa&#231;&#227;o entre prote&#237;na C-reativa e progn&#243;stico, por&#233;m n&#227;o de forma conclusiva do ponto de vista de recomenda&#231;&#227;o. </p>
    <p>Portanto, a presente revis&#227;o sistem&#225;tica preenche esta lacuna com a seguinte conclus&#227;o: a despeito da consistente associa&#231;&#227;o entre a medida da prote&#237;na C-reativa na admiss&#227;o e o progn&#243;stico de longo prazo de pacientes com SCA, a falta de informa&#231;&#245;es definitivas quanto ao seu valor progn&#243;stico incremental impede que a dosagem rotineira deste biomarcador seja recomendada em pacientes com SCA sem supradesn&#237;vel do segmento ST.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de livre doc&#234;ncia de Lu&#237;s C. L. Correia pela Universidade Federal da Bahia.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Lu&#237;s C. L. Correia</p>
        <p> Av. Princesa Leopoldina 19/402 &#150; Gra&#231;a</p>
        <p> 40150080 &#150; Salvador, BA &#150; Brasil</p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="lccorreia@cardiol.br">lccorreia@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="lccorreia@terra.com.br">lccorreia@terra.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 11/01/10; revisado recebido em 14/04/10; aceito em 17/05/10.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1.  Lindahl B, Toss H, Siegbahn A, Venge P, Wallentin L. Markers of myocardial damage and inflammation in relation to long-term mortality in unstable coronary artery disease. FRISC Study Group. Fragmin during Instability in Coronary Artery Disease. N Engl J Med. 2000; 343 (16): 1139-47.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Markers of myocardial damage and inflammation in relation to long-term mortality in unstable coronary artery disease: FRISC Study Group. Fragmin during Instability in Coronary Artery Disease</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>2000</year>
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          <fpage>1139</fpage>
          <lpage>47</lpage>
          <issue>16</issue>
          <volume>343</volume>
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          <issue>19</issue>
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          <article-title>Elevated levels of C-reactive protein at discharge in patients with unstable angina predict recurrent instability</article-title>
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          <article-title>The future of biomarkers in the management of patients with acute coronary syndromes</article-title>
          <source>Curr Opin Cardiol</source>
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          <article-title>Challenges to improve coronary heart disease risk assessment</article-title>
          <source>JAMA</source>
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          <volume>302</volume>
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          <article-title>Narrative review: assessment of C-reactive protein in risk prediction for cardiovascular disease</article-title>
          <source>Ann Intern Med</source>
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          <article-title>Multiple biomarkers for the prediction of first major cardiovascular events and death</article-title>
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          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">C-Reactive protein and outcomes in acute coronary syndromes: a systematic review and meta-analysis</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Despite the association between high-sensitivity C-reactive protein (CRP) and recurrent events in non-ST elevation acute coronary syndromes (ACS), routine determination of this marker has not been recommended. In order to verify whether the current scientific evidence justifies the inclusion of CRP for risk stratification at hospital admission of patients with ACS, we carried out a systematic review and meta-analysis of the studies indexed in MEDLINE, SciELO or LILACS, with the following inclusion criteria: prospective cohort design and assessment of the prognostic value of CPR, as measured using a high-sensitivity method at the moment of hospital admission of patients with ACS. Nineteen studies met the inclusion criteria. In relation to the long-term follow-up, there was a consistent association between CRP and cardiovascular events, with an overall odds ratio (OR) of 4.6 (95% CI = 2.3 - 7.6) and overall multivariate OR of 2.5 (95% CI = 1.8-3.4). As for the short-term, nine studies were positive and six were negative, with an overall OR of 1.65 (95% CI = 1.2-2.3). The overall multivariate OR was not obtained for the short-term follow-up, because this measurement was described only in three heterogeneous studies. Only two short-term studies analyzed the incremental predictive value of CRP in relation to multivariate models, with contradicting results. In conclusion, the small number of assessments of the incremental value of CRP, in conjunction with controversial results regarding the independent predictive value of CRP for short-term events does not support the recommendation of the routine use of CRP for risk stratification at admission of patients with ACS.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>C-Reactive protein</kwd>
        <kwd>acute coronary syndrome</kwd>
        <kwd>prognosis</kwd>
        <kwd>meta-analysis</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p><undefined id="tx-body2"/>C-reactive protein and outcomes in acute coronary syndromes: a systematic review and meta-analysis</p>
      <p>
        <bold>Lu&#237;s C. L. Correia; J P&#233;ricles Esteves</bold>
      </p>
      <p> Escola Bahiana de Medicina, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA &#150; Brasil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>Despite the association between high-sensitivity C-reactive protein (CRP) and recurrent events in non-ST elevation acute coronary syndromes (ACS), routine determination of this marker has not been recommended.</p>
      <p> In order to verify whether the current scientific evidence justifies the inclusion of CRP for risk stratification at hospital admission of patients with ACS, we carried out a systematic review and meta-analysis of the studies indexed in MEDLINE, SciELO or LILACS, with the following inclusion criteria: prospective cohort design and assessment of the prognostic value of CPR, as measured using a high-sensitivity method at the moment of hospital admission of patients with ACS. Nineteen studies met the inclusion criteria.</p>
      <p> In relation to the long-term follow-up, there was a consistent association between CRP and cardiovascular events, with an overall odds ratio (OR) of 4.6 (95% CI = 2.3 &#150; 7.6) and overall multivariate OR of 2.5 (95% CI = 1.8-3.4). As for the short-term, nine studies were positive and six were negative, with an overall OR of 1.65 (95% CI = 1.2-2.3). The overall multivariate OR was not obtained for the short-term follow-up, because this measurement was described only in three heterogeneous studies. Only two short-term studies analyzed the incremental predictive value of CRP in relation to multivariate models, with contradicting results.</p>
      <p> In conclusion, the small number of assessments of the incremental value of CRP, in conjunction with controversial results regarding the independent predictive value of CRP for short-term events does not support the recommendation of the routine use of CRP for risk stratification at admission of patients with ACS. </p>
      <p><bold>Key Words: </bold>C-Reactive protein; acute coronary syndrome; prognosis; meta-analysis.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>In patients with acute coronary syndromes (ACS), atherosclerotic plaque instability is accompanied by exacerbation of inflammation<sup>1</sup>. The inflammatory phenomenon hinders plaque stabilization, which theoretically makes these patients more vulnerable to recurrent coronary events<sup>2</sup>. This vascular process is widespread, not limited to the site of plaque rupture; it affects the whole coronary bed, and, at the systemic level, may be detected by determining plasma inflammatory markers<sup>3</sup>. This is the mechanistic rationale for the prognostic value of inflammatory markers in patients with acute coronary syndromes. Among the inflammatory markers, C-reactive protein is the one that has been more frequently studied by means of high sensitivity methods<sup>4</sup>.</p>
      <p>Throughout the past 15 years, several publications have indicated that C-reactive protein levels have an independent predictive value for recurrent coronary events in patients with non-ST elevation ACS<sup>5</sup>. However, this approach has not been adopted in clinical practice, nor has the recommendation for the determination of this marker been incorporated to Brazilian<sup>6</sup>, American<sup>5,7</sup> or European<sup>8</sup> guidelines. Thus, the objective of this systematic review was to evaluate whether the current evidence justifies the inclusion of C-reactive protein for risk stratification at hospital admission of patients with non-ST elevation ACS. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Literature Research</bold>
      </p>
      <p>The MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System) database was the main source used for the systematic review of the articles on the subject studied. To investigate studies not indexed in MEDLINE and carried out in Latin America, the SciELO (Scientific Electronic Library Online) and LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ci&#234;ncias de Sa&#250;de) databases were used by applying the same key words used in MEDLINE. The references of each original article and review articles were checked in order to select studies that had not been identified by the research in the databases. </p>
      <p>Initially, the MeSH (Medical Subject Headings) vocabulary was used for the definition of the terms for research in the titles of the studies. The term C-reactive protein was chosen for combination with the terms acute coronary syndromes, myocardial infarction, and unstable angina, resulting in a total of three combinations of two terms connected by the preposition AND. After reading of the titles and summaries retrieved, the studies with the following characteristics were selected: prospective cohort design of patients with non-ST elevation ACS, and assessment of the prognostic value of C-reactive protein, as measured by a high-sensitivity method at the moment of hospital admission. </p>
      <p>Studies with evident methodological biases were excluded. </p>
      <p>
        <bold>Outcome measures</bold>
      </p>
      <p>The following outcome measures were considered: death or composite cardiovascular events. There were different definitions of composite outcome measures in the studies: cardiovascular death and infarction or cardiovascular death, infarction and recurrent angina. These studies were analyzed together, with any of the combinations been considered as cardiovascular events. Outcome measures in the short-term follow-up were defined as occurring during hospitalization or within 30 days at most. Outcome measures in long-term follow-up were defined as those occurring after at least three months of follow-up.</p>
      <p>
        <bold>Data analysis</bold>
      </p>
      <p>Initially, the characteristics of the different studies were presented in the form of tables. Studies analyzing events in the short-term follow-up (<underline>&lt;</underline> 30 days) and those analyzing events in the long-term follow-up (<underline>&gt;</underline> 3 months) were described separately. Some analyzed both outcome measures, and are therefore shown in both tables.</p>
      <p>In the univariate analysis, studies reporting the absolute incidence of events according to a cut-off point of C-reactive protein were combined. Studies limited to the assessment of C-reactive protein as a continuous variable were not included in the meta-analysis. Initially, the results of the different studies were compared using the Cochrane Q statistic, with p &lt; 0.05 indicating heterogeneity. When heterogeneity was present, the studies were combined by the random effects model (DerSimonian and Laird method). Otherwise, the fixed effects model was used (Mantel-Haenszel method).</p>
      <p>The composite results were expressed as odds ratio (OR) and 95% confidence interval (CI). Also, summary ROC (sROC) curves were obtained with description of the summary C-statistic (area under the curve) and respective 95% CI. The "threshold effect" of the cut-off point of C-reactive protein was evaluated in each study using the Spearman correlation between sensitivity and specificity. For the analysis of sensitivity, the influences of methodological differences on the results of the meta-analysis were tested together using meta-regression analysis. </p>
      <p>In order to carry out a joint analysis of data from multivariate analyses, the OR described in each study were combined. Studies describing the multivariate analysis by relative risk or hazard ratio were not combined. The Meta-DiSc software, version 1.4 (<italic>Universidad Complutense, </italic>Madrid, Spain)<sup>9</sup> was used for the statistical analysis, except for the combination of odds ratios, when the Comprehensive Meta-Analysis, version 2 (Biostat, Inc, Englewood, NJ, USA)<sup>10</sup> was used.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Study selection</bold>
      </p>
      <p>The research on articles published up to May 2009 resulted in 288 studies, of which 259 were excluded by the reading of the title, which indicated that the studies were not related to the assessment of the prognostic value of C-reactive protein in patients with non-ST elevation ACS. Of the remaining 29 studies, 7 were excluded for being review articles and one for being published in a Japanese journal, with full version available only in Japanese<sup>11</sup>. Other two articles were excluded due to methodological problems: a Japanese study, which evaluated only C-reactive protein combined with serum amyloid A<sup>12</sup>; and a Chilean study which only addressed C-reactive protein as a continuous variable and, in the multivariate model, included only three biomarkers without adjustment for the clinical variables<sup>13</sup>. </p>
      <p>Thus, 19 studies were included in this systematic review (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref>). </p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Characteristics of the studies</bold>
      </p>
      <p>Nineteen studies were selected; 15 were carried out by North American or European groups<sup>1,14-27</sup>, three by Brazilian groups<sup>28-30</sup> and one by an Argentinean group<sup>31</sup>. All these studies were published in journals with an impact factor <underline>&gt;</underline> 3, except for two Brazilian studies<sup>28,29</sup>. The first one dates back to 1994; it was conducted by Liuzzo et al<sup>14</sup> and published in the New England Journal of Medicine. Despite the small sample size of only 32 patients with unstable angina, the impact of this study stems from its original idea of predicting cardiovascular events based on the inflammatory status of patients with ACS. The demonstration that C-reactive protein levels predicted in-hospital events served as the basis for the performance of other 18 studies which started to be published successively as of three years later. </p>
      <p>The population samples of these studies consisted predominantly of patients with non-ST elevation ACS and six studies also included ST-elevation myocardial infarction<sup>21,23-26,28</sup>. The sample size of the studies increased throughout the years, ranging from 32 to 7,108 patients (mean of 1,123 &#177; 1,674); seven studies had more than 1,000 patients<sup>20,21,23-27</sup>, in a total of 21,339 patients studied. C-reactive protein was measured in all studies by means of a high-sensitivity method; 11 used nephelometry<sup>14-19,21-24,26,28-30</sup>, three used turbidimetry<sup>1,25,27</sup>, one used luminometry<sup>20</sup>, and two used ELISA (Enzyme Liked Immunosorbent Assay)<sup>31</sup>. </p>
      <p>Thus, we can conclude that there is a significant number of studies and patients studied with adequate technique of plasma C-reactive protein determination.</p>
      <p>
        <bold>C-reactive protein: long-term prediction of events </bold>
      </p>
      <p>Eight studies evaluated the prognostic value of C-reactive protein in relation to recurrent events in a follow-up of at least three months, with mean follow-up of 13 &#177; 11 months. All showed a significant association between C-reactive protein and cardiovascular events<sup>1,18,19,22-24,27,31</sup> (<xref ref-type="table" rid="en20tab01-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en20tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>As for the meta-analytic grouping of the study results, Bogady et al<sup>23</sup> and Scirica et al<sup>24</sup> studies were not included because C-reactive protein was analyzed as a numerical variable, and they did not describe the incidences of events according to the subgroups of CRP investigation. Thus, the long-term results of six studies were combined. In all these studies, there was a positive and statistically significant association between C-reactive protein and outcome measures; however, the analysis of heterogeneity showed a quantitative difference (p = 0.007), i.e., in relation to the magnitude of the association. The combination of studies using the random model resulted in an OR of 4.6 (95% CI = 2.3 &#150; 7.6) (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figure 2</xref>). The sROC curve showed a C-statistic of 0.75 (95% CI = 0.65 &#150; 0.85) (<xref ref-type="fig" rid="fig03-body2">Figure 3</xref>).</p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf02-en.jpg"/></fig>
      <fig id="fig03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf03-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Analysis of sensitivity of the prediction of long-term events</bold>
      </p>
      <p>Two characteristics varied significantly among the studies of this meta-analysis. First, the form of determination of the cut-off point for C-reactive protein: three studies identified the cut-off point by using the ROC curve and found 15 mg/L<sup>31</sup>, 10 mg/L<sup>19</sup>, and 11 mg/L<sup>22</sup>, respectively. The other three studies arbitrarily chose the cut-off points of 5 mg/L<sup>18</sup>, 10 mg/L<sup>1</sup> and 10 mg/L<sup>27</sup>, respectively. According to the meta-regression analysis, there was no influence of the form of determination of the cut-off points on the results of the studies (OR = 0.1; 95% CI = 0 &#150; 36; p = 0.23). Also, there was no linear association between sensitivity and specificity (p = 0.40), thus indicating absence of influence of the cut-off point values on the results of the studies (threshold effect).</p>
      <p>The second characteristic that differed among the studies was the definition of outcome measures, with two meta-analysis studies analyzing death alone<sup>1,27</sup> and four analyzing composite outcome measures<sup>18,19,22,31</sup>. Likewise, the meta-regression analysis did not show any influence of the type of outcome measure on the results (OR = 0.35; 95% CI = 0.02 &#150; 4.5; p = 0.27).</p>
      <p>
        <bold>C-reactive protein: short-term prediction of events</bold>
      </p>
      <p>Fifteen studies analyzed the prediction of events up to 30 days<sup>14-17,19-21,25-31</sup>. Unlike for the long-term follow-up, the results of the studies were conflicting: nine studies were positive<sup>14,17,20,21,25-27,30</sup> and six were negative<sup>15,16,19,28,29,31</sup> (<xref ref-type="table" rid="en20tab02-body2">Table 2</xref>). On average, the group of positive studies had larger sample sizes (1,911 &#177; 2,197 patients), with six of the seven studies with more than 1,000 patients. On the other hand, the group of negative studies had a mean sample size of 225 &#177; 110 patients, the larger of which with 447 individuals. This suggests that the negative results of these studies may have been due to the reduced statistical power. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en20tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Meta-analytic approach was used with the 12 studies which compared the incidence of events between two dichotomous groups according to the level of C-reactive protein<sup>14-17,19,20,25-27,29-31</sup>. Duarte et al's study<sup>28</sup> was not included in this analysis because it assessed C-reactive protein as a continuous variable. One of Oltrona et al's study<sup>21</sup> and Scirica et al's study<sup>24</sup> were not included in the meta-analysis because they expressed their results only as relative risk, and did not provide the absolute incidence of events. The meta-analysis showed significant heterogeneity among the studies (p = 0.002); for this reason, the OR was calculated using the random effects model, which resulted in 1.65 (95% CI = 1.20 &#150; 2.27), thus confirming prediction of in-hospital events (<xref ref-type="fig" rid="fig04-body2">Figure 4</xref>). The sROC curve showed a C-statistic of 0.57 (95% CI = 0.54 -0.60) (<xref ref-type="fig" rid="fig05-body2">Figure 5</xref>). </p>
      <fig id="fig04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf04-en.jpg"/></fig>
      <fig id="fig05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf05-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Analysis of sensitivity: short-term prediction of events</bold>
      </p>
      <p>Three characteristics were significantly different among the studies. First, the form of determination of the cut-off point for C-reactive protein: four studies identified the cut-off point by using the ROC curve<sup>19,26,30,31</sup> and other eight studies chose the cut-off point arbitrarily<sup>14-17,20,25,27,29</sup>. According to the meta-regression analysis, the form of determination of the cut-off point had no influence on the study results (OR = 1.34; 95% CI = 0.52 &#150; 3.47; p = 0.49). Also, there was no linear association between sensitivity and specificity (p = 0.55), thus indicating absence of influence of cut-off values on the study results.</p>
      <p>The second difference among the studies was the definition of outcome measures, with three studies of the meta-analysis evaluating death alone<sup>17,25,27</sup> and the other nine studies evaluating composite outcome measures<sup>14-16,19,20,26,29-31</sup>. Likewise, the meta-regression analysis did not show influence of the type of outcome measure on the results (OR = 0.35; 95% CI = 0.02 &#150; 4.5; p = 0.27).</p>
      <p>Finally, ST-elevation myocardial infarction was included in two studies<sup>25,26</sup>, whereas the other 10 analyzed only non-ST elevation ACS. This did not influence the results either (OR = 0.70; 95% CI = 0.36 &#150; 1.35; p = 0.25) (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Independent predictive value of C-reactive protein</bold>
      </p>
      <p>Most of the studies, except for the three initial ones<sup>14,15,17</sup>, adjusted the predictive value of C-reactive protein to the clinical and laboratory variables. In five studies, important covariables were left out of the statistical model<sup>16,18,25,28,32</sup>, whereas in other 11 studies the multivariate analysis was adequate<sup>1,19-24,26,27,31</sup>. Foussas et al's<sup>26</sup> and Correia et al's<sup>30</sup> studies should be particularly pointed out for being the only ones to adjust the level of C-reactive protein to a validated risk score, the TIMI risk score. </p>
      <p>Of the eight studies which evaluated the long-term prognostic value of CRP, six confirmed its independent predictive value by using the multivariate analysis<sup>1,18,19,22,24,27</sup>, and one did not carry out this analysis<sup>31</sup>. On the other hand, the recent Bogaty et al<sup>23</sup> on a cohort of 1,210 patients with ACS found no multivariate association of C-reactive protein with long-term recurrent events; this study was worthy of attention for its negative result<sup>23</sup>. Because of the unprecedented finding of the absence of an independent predictive value, this study is worthy of a detailed discussion. </p>
      <p>First, the analysis of methodological issues did not show superiority of Bogaty et al<sup>23</sup> in relation to the other studies. Second, it has been demonstrated that the predictive value of C-reactive protein in patients with unstable angina or non-ST elevation myocardial infarction is greater than its predictive ability in ST-elevation myocardial infarction, where the higher degree of necrosis influences C-reactive protein levels<sup>25</sup>. Thus, the fact that 30.0% of the patients presented with ST-elevation myocardial infarction may have contributed to the negative result of Bogaty et al<sup>23</sup>. Third, that study showed significant predictive ability of C-reactive protein in the univariate analysis, but not in the multivariate analysis. Unlike in the other studies, the level of C-reactive protein was included as a continuous variable in the logistic regression, and this reduces its prediction strength because it is evaluated together with other categorical variables. This may have been the main reason for the negative result of Bogaty et al<sup>23</sup>.</p>
      <p>Five long-term studies reported measures of association from the multivariate analysis. Three of them used OR, thus permitting data combination. These three studies showed homogeneity (p = 0.14), and the fixed effects model resulted in OR = 2.5 (95% CI = 1.8 &#150; 3.4). </p>
      <p>In relation to the independent predictive value of C-reactive protein for short-term events, 10 studies carried out a multivariate analysis and only four indicated an independent predictive value, thus showing controversial findings. Only three studies described multivariate OR and, due to the heterogeneous of their results, we chose not to combine them, to avoid a high potential of selection bias in such analysis.</p>
      <p>
        <bold>Incremental value of C-reactive protein</bold>
      </p>
      <p>Of the 19 articles selected, only two quantified the incremental value of C-reactive protein, both in relation to the short-term predictive value. In the first, Oltrona et al<sup>15</sup> found that the inclusion of C-reactive protein in the logistic regression model did not add to the C-statistic. Oltrona et al<sup>15</sup> has a large sample size (N = 1,773) and the advantage of including a large number of covariables<sup>21</sup>. On the other hand, Oltrona et al<sup>15</sup> study has the disadvantage of also including ST-elevation myocardial infarction, which theoretically reduces the predictive value of C-reactive protein. Although statistically correct, Oltrona et al<sup>15</sup> approach to how much C-reactive protein adds to a predictive model derived from the study sample itself makes it more difficult to find an additional predictive value of a biomarker. This occurs because the multivariate predictive model is optimized since it was derived from the population itself. </p>
      <p>In the second study, Correia et al<sup>30</sup> specifically selected patients with non-ST elevation ACS and analyzed the incremental value in relation to a validated risk score, the TIMI risk score. Despite its small sample size, after inclusion of the information on C-reactive protein this study showed an increment in TIMI's C-statistic by 0.06<sup>30</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The objective of the present systematic review was to evaluate whether there are evidences corroborating the use of C-reactive protein as a risk predictor at admission of patients with non-ST elevation ACS. The prognostic value of this marker has been evaluated in the short term (in-hospital or 30 days) and long term (&gt; three months). </p>
      <p>We observed that, in the long-term, evidences showing association between C-reactive protein and the incidence of outcome measures are consistent in both univariate and multivariate analyses. On the other hand, the short-term results are qualitatively heterogeneous, i.e., some indicate the absence of association and others suggest an association between C-reactive protein and outcome measures. In the present meta-analysis, the mean effect of short-term studies shows a univariate association between C-reactive protein and cardiovascular risk<sup>32</sup>. However, the multivariate analyses of these studies are contradictory and the results could not be combined because the minority of them provided the multivariate odds ratio. Thus, the present analysis shows a long-term prognostic value and indicates controversy regarding the short-term prognostic value.</p>
      <p>Although the independent risk prediction is a necessary condition in the validation of a new marker, it does not suffice. Interrupting the evaluation of the predictor in this phase, and considering it validated for clinical use is a common mistake. Not all independent predictors add to the prognostic accuracy of the classical prediction models in a clinically relevant fashion<sup>33</sup>. This brings up an important question: does the novel risk marker provide an incremental utility to the models applied in clinical practice? The answer should be obtained by comparing the performance of a predictive model including usual variables with that of an alternative model resulting from the incorporation of the novel marker to the classical model. That is, when a new variable is included in a risk score, how much does the performance of this score improve? The most common way of addressing this question is by measuring the increment in C-statistic after incorporation of the novel biomarker<sup>34</sup>. </p>
      <p>In the present review, only two studies addressed this issue with conflicting results, one negative<sup>21</sup> and the other positive<sup>30</sup>. Although Correia et al<sup>30</sup>, whose results were positive, had the methodological advantages reported in the results of the present systematic review, the negative Oltrona et al<sup>21</sup> has a sample size 20 times larger than that of the former, so that their results should also be valued. Therefore, there are no conclusive evidences regarding the incremental value (clinical utility) of C-reactive protein in relation to the usual risk prediction. </p>
      <p>Given the lack of studies on the incremental value of C-reactive protein, we can deduct that it is present based on the strength of association between C-reactive protein and the outcome measures. It has been reported that, in order to add to the C-statistic (&gt; 0.05) in a clinically relevant fashion, a marker usually requires an odds ratio &gt; 3<sup>35</sup>. In the present analysis, the composite odds ratio of 4.6 for the long term seems a favorable number. However, this is the univariate odds ratio, probably overestimated in relation to the multivariate value. Also, the lower limit of the confidence interval is 2.3, and this raises doubt as to the incremental value. Even more uncertain is the short-term incremental value, because the odds ratio of the meta-analysis was 1.6, thus suggesting absence of an incremental value of C-reactive protein. </p>
      <p>We should point out that the reasoning exposed is inferential, and the ultimate answer to this question will come with further analyses on the incremental value, which can be carried out in the very databases of the studies published. The importance of this type of analysis is exemplified by the issue of C-reactive protein as a risk predictor in apparently healthy individuals. In this case, C-reactive protein determination does not add to the C-statistic of the Framingham score, although it has an independent association with cardiovascular events<sup>36</sup>.</p>
      <p>The methodological differences of the studies analyzed represent potential biases in the results of this systematic review. For instance, there is a wide variation among the studies regarding the cut-off points, types of outcome measures used, and target populations. However, the analyses of sensitivity indicated that these characteristics did not influence the results of the meta-analysis. Another limitation is the absence of information concerning the odds ratio of most of the studies, and this prevented them from being correctly combined as regards the analysis of the independent predictive value (multivariate analysis).</p>
      <p>The stand of current guidelines on non-ST elevation ACS is not clear in relation to the use of C-reactive protein. The Brazilian guideline does not even mention inflammatory markers, whereas the American and European guidelines describe the studies which show the association between C-reactive protein and outcome, although not conclusively from the point of view of recommendation. </p>
      <p>Therefore, the present systematic review fills this gap with the following conclusion: despite the consistent association between the C-reactive protein level at admission and the long-term outcome of patients with ACS, the lack of definitive information regarding its incremental prognostic value does not permit the recommendation of the routine determination of this biomarker in patients with non-ST elevation ACS.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p> This article is part of the thesis of free teaching of Louis C. L. Correia Federal University of Bahia.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Prote&#237;na C-reactiva y pron&#243;stico en s&#237;ndromes coronarios agudos: revisi&#243;n sistem&#225;tica y metan&#225;lisis</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>A despecho de la asociaci&#243;n entre prote&#237;na C-reactiva de alta sensibilidad (PCR) y eventos recurrentes en s&#237;ndromes coronarios agudos sin supradesnivel del segmento ST (SCA), la medida de rutina de este marcador no ha sido recomendada. Con el prop&#243;sito de evaluar si las evidencias cient&#237;ficas actuales justifican la incorporaci&#243;n de la PCR para estratificaci&#243;n de riesgo en la admisi&#243;n hospitalaria de pacientes con SCA, realizamos revisi&#243;n sistem&#225;tica y metan&#225;lisis de los trabajos indexados en el MEDLINE, SCIELO o LILACS, con los siguientes criterios de inclusi&#243;n: dise&#241;o de cohorte prospectiva y evaluaci&#243;n del valor pron&#243;stico de la PCR, medida por m&#233;todo de alta sensibilidad, en el momento de la admisi&#243;n hospitalaria de pacientes con SCA. Diecinueve estudios llenaron los criterios de inclusi&#243;n. En relaci&#243;n al seguimiento a largo plazo, hubo asociaci&#243;n consistente entre PCR y eventos cardiovasculares, con odds ratio (OR) global de 4,6 (95% IC = 2,3 - 7,6) y OR global multivariado de 2,5 (95% IC = 1,8-3,4). En cuanto al corto plazo, 9 estudios fueron positivos y 6 estudios negativos, con OR global de 1,65 (95% IC = 1,2 - 2,3). El OR global multivariado no fue obtenido para el seguimiento de corto plazo, pues esta medida fue descripta en apenas tres trabajos heterog&#233;neos. Solamente dos trabajos, de corto plazo, hicieron an&#225;lisis del valor predictor incremental de la PCR en relaci&#243;n a modelos multivariados, con resultados contradictorios. En conclusi&#243;n, la escasez de evaluaci&#243;n del valor incremental de la PCR, aliada a resultados controvertidos en cuanto al valor predictor independiente para eventos de corto plazo, no recomienda la utilizaci&#243;n rutinaria de PCR para estratificaci&#243;n de riesgo en la admisi&#243;n de SCA.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Prote&#237;na C-Reactiva</kwd>
        <kwd>s&#237;ndrome coronario agudo</kwd>
        <kwd>pron&#243;stico</kwd>
        <kwd>metan&#225;lisis</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Prote&#237;na C-reactiva y pron&#243;stico en s&#237;ndromes coronarios agudos: revisi&#243;n sistem&#225;tica y metan&#225;lisis</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Lu&#237;s C. L. Correia<sup>I</sup>; J. P&#233;ricles Esteves<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Escola Bahiana de Medicina, Salvador, BA - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>A despecho de la asociaci&#243;n entre prote&#237;na C-reactiva de alta sensibilidad (PCR) y eventos recurrentes en s&#237;ndromes coronarios agudos sin supradesnivel del segmento ST (SCA), la medida de rutina de este marcador no ha sido recomendada.</p>
      <p> Con el prop&#243;sito de evaluar si las evidencias cient&#237;ficas actuales justifican la incorporaci&#243;n de la PCR para estratificaci&#243;n de riesgo en la admisi&#243;n hospitalaria de pacientes con SCA, realizamos revisi&#243;n sistem&#225;tica y metan&#225;lisis de los trabajos indexados en el <italic>MEDLINE</italic>, <italic>SCIELO</italic> o LILACS, con los siguientes criterios de inclusi&#243;n: dise&#241;o de cohorte prospectiva y evaluaci&#243;n del valor pron&#243;stico de la PCR, medida por m&#233;todo de alta sensibilidad, en el momento de la admisi&#243;n hospitalaria de pacientes con SCA. Diecinueve estudios llenaron los criterios de inclusi&#243;n.</p>
      <p> En relaci&#243;n al seguimiento a largo plazo, hubo asociaci&#243;n consistente entre PCR y eventos cardiovasculares, con <italic>odds ratio</italic> (OR) global de 4,6 (95% IC = 2,3 - 7,6) y OR global multivariado de 2,5 (95% IC = 1,8-3,4). En cuanto al corto plazo, 9 estudios fueron positivos y 6 estudios negativos, con OR global de 1,65 (95% IC = 1,2 - 2,3). El OR global multivariado no fue obtenido para el seguimiento de corto plazo, pues esta medida fue descripta en apenas tres trabajos heterog&#233;neos. Solamente dos trabajos, de corto plazo, hicieron an&#225;lisis del valor predictor incremental de la PCR en relaci&#243;n a modelos multivariados, con resultados contradictorios.</p>
      <p> En conclusi&#243;n, la escasez de evaluaci&#243;n del valor incremental de la PCR, aliada a resultados controvertidos en cuanto al valor predictor independiente para eventos de corto plazo, no recomienda la utilizaci&#243;n rutinaria de PCR para estratificaci&#243;n de riesgo en la admisi&#243;n de SCA.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Prote&#237;na C-Reactiva, s&#237;ndrome coronario agudo, pron&#243;stico, metan&#225;lisis.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En pacientes afectados de s&#237;ndromes coronarios agudos (SCA), la inestabilizaci&#243;n de la placa ateroscler&#243;tica es acompa&#241;ada de exacerbaci&#243;n de la inflamaci&#243;n<sup>1</sup>. El fen&#243;meno inflamatorio dificulta la estabilizaci&#243;n de la placa, lo que te&#243;ricamente vuelve tales pacientes m&#225;s vulnerables a eventos coronarios recurrentes<sup>2</sup>. Ese proceso vascular es universal, no se limita al lugar de la ruptura de placa, afecta todo el lecho coronario y, a nivel sist&#233;mico, puede ser detectado por la medida de los marcadores inflamatorios plasm&#225;ticos<sup>3</sup>. Ese es el racional mecan&#237;stico para el valor pron&#243;stico de los marcadores inflamatorios en pacientes con s&#237;ndromes coronarios agudos. Entre los marcadores inflamatorios, el m&#225;s estudiado es la medida de prote&#237;na C-reactiva, por m&#233;todo de alta sensibilidad<sup>4</sup>.</p>
      <p>A lo largo de los &#250;ltimos 15 a&#241;os, varias publicaciones indicaron que la medida de prote&#237;na C-reactiva presenta valor predictor independiente para eventos coronarios recurrentes en pacientes con SCA sin supradesnivel de lo segmento ST<sup>5</sup>. Mientras tanto, esa conducta no gan&#243; adherencia en la pr&#225;ctica cl&#237;nica, as&#237; como la recomendaci&#243;n para dosaje de este marcador no fue incorporada en las directrices brasile&#241;as<sup>6</sup>, americanas<sup>5,7</sup> o europeas<sup>8</sup>. Siendo as&#237;, esta revisi&#243;n sistem&#225;tica tiene el objetivo de evaluar si las evidencias actuales justifican la incorporaci&#243;n de la prote&#237;na C-reactiva para estratificaci&#243;n de riesgo en la admisi&#243;n hospitalaria de pacientes con SCA sin supradesnivel del segmento ST.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Investigaci&#243;n de la Literatura</bold>
      </p>
      <p>La base de datos <italic>MEDLINE</italic> (<italic>Medical Literature Analysis and Retrieval System</italic>) fue la principal fuente para revisi&#243;n sistematizada de trabajos sobre el tema. Para investigaci&#243;n de trabajos no indexados al <italic>MEDLINE</italic> y realizados en la Am&#233;rica Latina, fueron utilizadas las bases de datos <italic>SCIELO</italic> (<italic>Scientific Electronic Library Online</italic>) y LILACS (Literatura Latino-Americana y del Caribe en Ciencias de la Salud), aplic&#225;ndose las mismas palabras clave del <italic>MEDLINE</italic>. Las referencias de cada art&#237;culo original y de art&#237;culos de revisi&#243;n fueron chequeadas a fin de seleccionar estudios que no hayan sido identificados por la investigaci&#243;n en las bases de datos.</p>
      <p>Inicialmente, el diccionario <italic>MeSH</italic> (<italic>Medical Subject Heading Terms)</italic> fue utilizado para definici&#243;n de los t&#233;rminos para investigaci&#243;n en los t&#237;tulos de los trabajos. El t&#233;rmino <italic>c-reactive protein</italic> fue escogido para combinaci&#243;n con los t&#233;rminos <italic>acute coronary syndromes</italic>, <italic>myocardial infarction</italic> y <italic>unstable angina,</italic> resultando en un total de tres combinaciones de dos t&#233;rminos, utiliz&#225;ndose la preposici&#243;n <italic>AND.</italic> Despu&#233;s de lectura de los t&#237;tulos y de los res&#250;menes encontrados, los estudios con las siguientes caracter&#237;sticas fueron seleccionados: dise&#241;o de cohorte prospectiva en pacientes con SCA sin supradesnivel del segmento ST y evaluaci&#243;n del valor pron&#243;stico de la prote&#237;na C-reactiva, medida por m&#233;todo de alta sensibilidad, en el momento de la admisi&#243;n hospitalaria.</p>
      <p>Trabajos con evidentes sesgos metodol&#243;gicos fueron excluidos.</p>
      <p>
        <bold>Desenlaces evaluados</bold>
      </p>
      <p>Los siguientes desenlaces fueron considerados: muerte o eventos cardiovasculares combinados. Hubo variaci&#243;n de los estudios cuanto a la definici&#243;n de desenlaces combinados, siendo que la mayor&#237;a consider&#243; <italic>muerte cardiovascular</italic> e <italic>infarto</italic>, o <italic>muerte cardiovascular</italic>, <italic>infarto</italic> y <italic>angina recurrente</italic>. Esos estudios fueron evaluados en conjunto, uniformizando cualquiera de esas combinaciones como <italic>eventos cardiovasculares</italic>. Desenlaces en seguimiento de corto plazo fueron definidos como ocurridos durante la hospitalizaci&#243;n o en tiempo m&#225;ximo de 30 d&#237;as. Desenlaces en seguimiento de largo plazo fueron definidos como m&#237;nimos de tres meses de control.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de los datos</bold>
      </p>
      <p>Inicialmente, las caracter&#237;sticas de los diferentes estudios fueron presentadas en forma de tabla. Fueron descritos de forma separada estudios que evaluaron eventos en seguimiento de corto plazo (<underline>&lt;</underline> 30 d&#237;as) y estudios que evaluaron eventos en seguimiento de largo plazo (<underline>&gt;</underline> 3 meses). Algunos evaluaron ambos desenlaces, por lo tanto, constan en las dos tablas.</p>
      <p>En el an&#225;lisis univariado, fueron combinados los estudios que relataron la incidencia absoluta de eventos de acuerdo con un punto de corte de la prote&#237;na C-reactiva. Trabajos que se limitaron a evaluar la prote&#237;na C-reactiva como variable continua no fueron incluidos en el metan&#225;lisis. Al comienzo, los resultados de los diferentes estudios fueron comparados por la estad&#237;stica Q de Cochrane, siendo p &lt; 0,05 indicativo de heterogeneidad. En caso de heterogeneidad, los estudios fueron combinados por el modelo de efecto rand&#243;mico (m&#233;todo de DerSimonian y Laird). De lo contrario, fue utilizado el modelo de efecto fijo (m&#233;todo de Mantel-Haenszel).</p>
      <p>Los resultados combinados fueron descritos en <italic>odds ratio</italic> (OR) y 95% intervalo de confianza (IC). Adem&#225;s de eso, fueron obtenidas curvas <italic>ROC</italic> sumarizadas (sROC), con descripci&#243;n de la estad&#237;stica-C (&#225;rea abajo de la curva) sumarizada y respectivo 95% IC. El "efecto de umbral" de los puntos de corte de la prote&#237;na C-reactiva fue evaluado, en cada trabajo, por la correlaci&#243;n de Spearman entre sensibilidad y especificidad. Para an&#225;lisis de sensibilidad, las influencias de diferencias metodol&#243;gicas en los resultados del metan&#225;lisis fueron testeadas conjuntamente por m&#233;todo de metarregresi&#243;n.</p>
      <p>Para analizar conjuntamente los datos de los an&#225;lisis multivariados, fueron combinados los OR descriptos en cada trabajo. Los estudios que describieron el an&#225;lisis multivariado por riesgo relativo o <italic>hazard ratio</italic> no fueron combinados. Para an&#225;lisis estad&#237;stico, fue utilizado el programa Meta-DiSc, Versi&#243;n 1.4 (<italic>Universidad Complutense, Madrid, Espa&#241;a</italic>)<sup>9</sup>, excepto para la combinaci&#243;n de los <italic>odds ratio</italic>, cuando se utiliz&#243; el programa <italic>Comprehensive Meta Analysis</italic>, Versi&#243;n 2 (<italic>Biostat, Inc, Englewood, NJ, EUA</italic>)<sup>10</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Selecci&#243;n de los estudios</bold>
      </p>
      <p>La investigaci&#243;n de art&#237;culos publicados hasta mayo de 2009 result&#243; en 288 trabajos, siendo 259 excluidos por la lectura del t&#237;tulo, que indicaba que no se trataba de trabajos evaluando el valor pron&#243;stico de la prote&#237;na C-reactiva en pacientes con SCA sin supradesnivel del segmento ST. De los 29 trabajos restantes, 7 fueron excluidos por ser art&#237;culos de revisi&#243;n y uno por ser publicado en revista japonesa, con versi&#243;n integral apenas en aquel idioma<sup>11</sup>. Otros dos art&#237;culos fueron excluidos por problemas metodol&#243;gicos: un art&#237;culo japon&#233;s, pues apenas evalu&#243; prote&#237;na C-reactiva combinada al amiloideo s&#233;rico A<sup>12</sup>; y un art&#237;culo chileno que apenas trata prote&#237;na C-reactiva como variable continua y, en el modelo multivariado, contempla apenas tres biomarcadores, sin ajustar para las variables cl&#237;nicas<sup>13</sup>.</p>
      <p>Siendo as&#237;, 19 estudios participaron de esta revisi&#243;n sistem&#225;tica - <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig01m-body3">Figura 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Caracter&#237;sticas de los estudios</bold>
      </p>
      <p>Diecinueve estudios fueron seleccionados, 15 realizados por grupos de Am&#233;rica de lo Norte o Europa<sup>1</sup>,<sup>1427</sup>, tres del Brasil<sup>28</sup><sup>30</sup> y uno de la Argentina<sup>31</sup>. Todos esos trabajos fueron publicados en revistas con factor de impacto <underline>&gt;</underline> 3, excepto dos estudios brasile&#241;os<sup>28</sup>,<sup>29</sup>. El primer estudio data de 1994, realizado por Liuzzo et al.<sup>14</sup> y publicado en el <italic>New England Journal of Medicine.</italic> Aunque de peque&#241;o tama&#241;o de muestra, apenas 32 pacientes con angina inestable, el impacto de tal trabajo se debe a la original idea de predecir eventos cardiovasculares a partir del <italic>status</italic> inflamatorio de pacientes con SCA. La demostraci&#243;n de que la medida de prote&#237;na C-reactiva predec&#237;a eventos hospitalarios sirvi&#243; de base para la realizaci&#243;n de los otros 18 estudios, cuyas publicaciones sucesivas se iniciaron tres a&#241;os m&#225;s tarde.</p>
      <p>Predominantemente, las muestras poblacionales de tales estudios consistieron de pacientes con SCA sin supradesnivel del segmento ST y 6 trabajos incluyeron tambi&#233;n infarto con supradesnivel del ST<sup>21</sup>,<sup>23</sup><sup>26</sup>,<sup>28</sup>. El tama&#241;o de la muestra de los trabajos creci&#243; a lo largo de los a&#241;os, variando de 32 a 7.108 pacientes (media 1.123 &#177; 1.674), 7 de ellos con m&#225;s de 1.000 pacientes<sup>20,21,23-27</sup>, totalizando 21.339 individuos estudiados. Todos los estudios midieron prote&#237;na C-reactiva por m&#233;todo de alta sensibilidad, 11 de ellos utilizaron nefelometr&#237;a<sup>14-19,21-24,26,28-30</sup>, tres turbidimetr&#237;a<sup>1,25,27</sup>, un luminometr&#237;a<sup>20</sup> y dos ELISA (<italic>Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay</italic>)<sup>31</sup>.</p>
      <p>De esta forma, podemos concluir que hay un significativo n&#250;mero de trabajos y pacientes estudiados, con t&#233;cnicas adecuadas de medici&#243;n de la prote&#237;na C-reactiva plasm&#225;tica.</p>
      <p>
        <bold>Prote&#237;na C-reactiva: predicci&#243;n de eventos a largo plazo</bold>
      </p>
      <p>Ocho trabajos evaluaron el valor pron&#243;stico de la prote&#237;na C-reactiva en relaci&#243;n a eventos recurrentes en seguimiento m&#237;nimo de tres meses, con seguimiento medio de 13 &#177; 11 meses. Todos los estudios demostraron asociaci&#243;n significativa de la prote&#237;na C-reactiva con eventos cardiovasculares<sup>1,18,19,22-24,27,31</sup> - <xref ref-type="table" rid="es_a12tab01m-body3">Tabla 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a12tab01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En cuanto al agrupamiento metanal&#237;tico de los resultados de los trabajos, los estudios de Bogaty et al.<sup>23</sup> y Scirica et al.<sup>24</sup> no fueron incluidos, pues la prote&#237;na C-reactiva fue evaluada como variable num&#233;rica, no siendo descriptas las incidencias de eventos de acuerdo con subgrupos definidos por los valores de este marcador. Siendo as&#237;, 6 estudios tuvieron sus resultados de largo plazo combinados. En todos esos trabajos, hubo asociaci&#243;n positiva y estad&#237;sticamente significativa entre prote&#237;na C-reactiva y desenlace, sin embargo el an&#225;lisis de heterogeneidad mostr&#243; diferencia cuantitativa (p = 0,007), o sea, en relaci&#243;n a la magnitud de la asociaci&#243;n. La combinaci&#243;n de los estudios por el modelo rand&#243;mico result&#243; en OR de 4,6 (95% IC = 2,3 - 7,6) - <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig02m-body3">Figura 2</xref>. La curva sROC present&#243; estad&#237;stica-C de 0,75 (95% IC = 0,65 -0,85) - <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig03m-body3">Figura 3</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig03m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de sensibilidad de la predicci&#243;n de eventos a largo plazo</bold>
      </p>
      <p>Dos caracter&#237;sticas variaron significativamente entre los trabajos del metan&#225;lisis. Primero, la forma de determinaci&#243;n del punto de corte de la prote&#237;na C-reactiva: tres estudios identificaron el punto de corte por la curva ROC, encontrando 15 mg/l<sup>31</sup>, 10 mg/l<sup>19</sup>, 11 mg/l<sup>22</sup>, respectivamente. Los otros tres trabajos eligieron el punto de corte de forma arbitraria, respectivamente, 5 mg/l<sup>18</sup>, 10 mg/l<sup>1</sup> y 10 mg/l<sup>27</sup>. De acuerdo con an&#225;lisis de metarregresi&#243;n, no hubo influencia de la forma de determinaci&#243;n del punto de corte en el resultado de los trabajos (OR = 0,1; 95% IC = 0 - 36; p = 0,23). Adem&#225;s de eso, no hubo asociaci&#243;n lineal entre sensibilidad y especificidad (p = 0,40), indicando ausencia de influencia de los valores de los puntos de corte en el resultado de los estudios (efecto de umbral).</p>
      <p>La segunda caracter&#237;stica que vari&#243; entre los estudios fue la definici&#243;n de desenlaces, con dos estudios del metan&#225;lisis evaluando apenas muerte<sup>1,27</sup> y 4 evaluando desenlaces combinados<sup>18,19,22,31</sup>. De la misma forma, el an&#225;lisis de metarregresi&#243;n no mostr&#243; influencia del tipo de desenlace en los resultados (OR = 0,35; 95% IC = 0,02 - 4,5; p = 0,27).</p>
      <p>
        <bold>Prote&#237;na C-reactiva: predicci&#243;n de eventos a corto plazo</bold>
      </p>
      <p>En cuanto a la predicci&#243;n de eventos hasta 30 d&#237;as, 15 estudios hicieron esta evaluaci&#243;n<sup>14-17,19-21,25-31</sup>. Al contrario del seguimiento tard&#237;o, los resultados de los trabajos fueron conflictivos: 9 estudios positivos<sup>14,17,20,21,25-27,30</sup> y 6 estudios negativos<sup>15,16,19,28,29,31</sup> - <xref ref-type="table" rid="es_a12tab02m-body3">Tabla 2</xref>. EL grupo de estudios positivos tuvo en media mayor tama&#241;o de muestra (1.911 &#177; 2.197 pacientes), siendo 6 de los 7 trabajos con m&#225;s de 1.000 pacientes. Por otro lado, el grupo de estudios negativos tuvo una media de tama&#241;o de muestra de 225 &#177; 110 pacientes, el mayor de ellos con 447 individuos. Esto sugiere que los resultados negativos de tales estudios pueden ser resultado de reducido poder estad&#237;stico.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a12tab02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Abordaje metanal&#237;tico fue realizado con los 12 estudios que compararon la incidencia de eventos entre dos grupos dicotomizados de acuerdo con el valor de la prote&#237;na C-reativa<sup>14-17,19,20,25-27,29-31</sup>. El estudio de Duarte et al.<sup>28</sup> no entr&#243; en el an&#225;lisis, pues evalu&#243; la prote&#237;na C-reactiva como variable continua. El segundo estudio de Oltrona et al.<sup>21</sup> y el estudio de Scirica et al <sup>24</sup> no participaron del metan&#225;lisis, pues reportan resultados apenas en riesgo relativo, sin detallar las incidencias absolutas de los eventos. El metan&#225;lisis mostr&#243; heterogeneidad significativa entre los estudios (p= 0,002), por este motivo el OR fue calculado por el m&#233;todo de efecto rand&#243;mico, resultando en 1,65 (95% IC = 1,20 - 2,27), confirmando la predicci&#243;n de eventos hospitalarios - <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig04m-body3">Figura 4</xref>. La curva sROC present&#243; estad&#237;stica-C de 0,57 (95% IC = 0,54 - 0,60) - <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig05m-body3">Figura 5</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig04m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf04-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig05m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gf05-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de sensibilidad: predicci&#243;n de eventos a corto plazo</bold>
      </p>
      <p>Tres caracter&#237;sticas variaron significativamente entre los trabajos. Primero, la forma de determinaci&#243;n del punto de corte de la prote&#237;na C-reactiva: 4 estudios identificaron el punto de corte por la curva ROC<sup>19,26,30,31</sup> y otros 8 trabajos eligieron el punto de corte de forma arbitraria<sup>14-17,20,25,27,29</sup>. De acuerdo con an&#225;lisis de metarregresi&#243;n, no hubo influencia de la forma de determinaci&#243;n del punto de corte en el resultado de los trabajos (OR = 1,34; 95% IC = 0,52 - 3,47; p = 0,49). Adem&#225;s de eso, no hubo asociaci&#243;n lineal entre sensibilidad y especificidad (p = 0,55), indicando ausencia de influencia de los valores de los puntos de corte en el resultado de los estudios.</p>
      <p>La segunda caracter&#237;stica que vari&#243; entre los estudios fue la definici&#243;n de desenlaces, con tres estudios del metan&#225;lisis evaluando apenas muerte<sup>17,25,27</sup> y los 9 dem&#225;s evaluando desenlaces combinados<sup>14-16,19,20,26,29-31</sup>. De la misma forma, el an&#225;lisis de metarregresi&#243;n no mostr&#243; influencia del tipo de desenlace en los resultados (OR = 0,35; 95% IC = 0,02 - 4,5; p = 0,27).</p>
      <p>Por fin, infarto con supradesnivel del ST fue incluido en dos estudios<sup>25,26</sup>, mientras que los 10 dem&#225;s analizaron apenas SCA sin supradesnivel del ST. Esa caracter&#237;stica tampoco tuvo influencia en los resultados (OR = 0,70; 95% IC = 0,36 - 1,35; p = 0,25) - <xref ref-type="table" rid="es_a12tab03m-body3">Tabla 3</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a12tab03m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0076-00032-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Valor predictor independiente de la prote&#237;na C-reactiva</bold>
      </p>
      <p>La mayor&#237;a de los estudios, exceptuando los tres iniciailes<sup>14,15,17</sup>, ajust&#243; el valor predictor de la prote&#237;na C-reactiva para variables cl&#237;nicas y de laboratorio. En 5 estudios, covariables importantes fueron omitidas del modelo estad&#237;stico<sup>16,18,25,28,32</sup>, mientras que, en otros 11 trabajos, el an&#225;lisis multivariado fue adecuado<sup>1,19-24,26,27,31</sup>. Merecen ser destacados los estudios de Foussas et al.<sup>26</sup> y Correia et al.<sup>30</sup>, los &#250;nicos que ajustaron el valor de la prote&#237;na C-reactiva para un escore de riesgo validado, el TIMI.</p>
      <p>De los 8 estudios que evaluaron el valor pron&#243;stico a largo plazo, 6 confirmaron valor predictor independiente por an&#225;lisis multivariado<sup>1,18,19,22,24,27</sup> y uno de ellos no hizo esta evaluaci&#243;n<sup>31</sup>. Por otro lado, el reciente estudio de Bogaty et al.<sup>23</sup>, en una cohorte de 1.210 pacientes con SCA, neg&#243; la asociaci&#243;n multivariada de la prote&#237;na C-reactiva con eventos recurrentes a largo plazo, habiendo recibido atenci&#243;n este trabajo por su resultado negativo<sup>23</sup>. Debido al dato in&#233;dito de ausencia de valor predictor independiente, ese estudio merece ser discutido en detalle.</p>
      <p>Primero, analizando cuestiones metodol&#243;gicas, no encontramos superioridad del estudio de Bogaty et al.<sup>23</sup> en relaci&#243;n a los dem&#225;s estudios. Segundo, est&#225; demostrado que el valor predictor de la prote&#237;na C-reactiva en pacientes con angina inestable o infarto sin supradesnivel del ST es superior a la capacidad predictora en infarto con supradesnivel del segmento ST, donde el mayor grado de necrosis influencia la medida de prote&#237;na C-reativa<sup>25</sup>. De esta forma, el hecho de que 30,0% de los pacientes presentaron infarto con supradesnivel del segmento ST puede haber contribuido al resultado negativo de Bogaty et al.<sup>23</sup>. Tercero, en ese estudio, la prote&#237;na C-reactiva present&#243; predicci&#243;n significativa en el an&#225;lisis univariado, sin embargo perdi&#243; significaci&#243;n en el an&#225;lisis multivariado. Al contrario de los dem&#225;s estudios, la medida de prote&#237;na C-reactiva fue inserida como variable continua en la regresi&#243;n log&#237;stica, lo que reduce su fuerza de predicci&#243;n al ser evaluada junto a otras variables categ&#243;ricas. Esto puede haber sido el principal motivo del resultado negativo del estudio de Bogaty et al.<sup>23</sup>.</p>
      <p>Cinco estudios de largo plazo reportaron medidas de asociaci&#243;n provenientes del an&#225;lisis multivariado. Tres de ellos utilizaron OR, permitiendo la combinaci&#243;n de los datos. Estos tres estudios presentaron homogeneidad (p = 0,14) y el m&#233;todo de efecto fijo result&#243; en OR = 2,5 (95% IC = 1,8 - 3,4).</p>
      <p>En relaci&#243;n al valor predictor independiente de la prote&#237;na C-reactiva para eventos de corto plazo, 10 estudios realizaron an&#225;lisis multivariado y apenas 4 indicaron valor predictor independiente, evidenciando datos controvertidos. Apenas tres estudios describieron OR multivariada y, debido a la heterogeneidad del resultado entre los trabajos, se opt&#243; por no combinarlos, pues habr&#237;a alto potencial de sesgo de selecci&#243;n en este an&#225;lisis.</p>
      <p>
        <bold>Valor incremental de la prote&#237;na C-reactiva</bold>
      </p>
      <p>De los 19 art&#237;culos seleccionados, apenas dos cuantificaron el valor incremental de la prote&#237;na C-reactiva, ambos relativos al valor predictor de corto plazo. En el primero, Oltrona et al.<sup>15</sup> no encontraron aumento de la estad&#237;stica-C despu&#233;s de adici&#243;n de prote&#237;na C-reactiva en modelo de regresi&#243;n log&#237;stica. El estudio de Oltrona et al.<sup>15</sup> posee gran tama&#241;o de muestra (N = 1.773) y ventaja de contemplar gran cantidad de covariables<sup>21</sup>. Por otro lado, Oltrona et al.<sup>15</sup> tienen la desventaja de haber incluido tambi&#233;n infarto con supradesnivel del ST, lo que te&#243;ricamente reduce el valor predictor de la prote&#237;na C-reactiva. El abordaje de Oltrona et al.<sup>15</sup>, en evaluar el cuanto la prote&#237;na C-reactiva adiciona a un modelo predictor derivado de la propia muestra del estudio, aunque estad&#237;sticamente correcta, vuelve m&#225;s dif&#237;cil encontrar valor predictor adicional de un biomarcador. Esto porque el modelo predictor multivariado est&#225; optimizado por haber sido derivado de la propia poblaci&#243;n.</p>
      <p>En el segundo trabajo, Correia et al.<sup>30</sup> seleccionan espec&#237;ficamente pacientes con SCA sin supradesnivel del ST y eval&#250;an el valor incremental en relaci&#243;n a un escore de riesgo validado, el TIMI. Aunque de peque&#241;o tama&#241;o de muestra, despu&#233;s de incorporar la informaci&#243;n de la prote&#237;na C-reactiva, ese estudio demostr&#243; un incremento en la estad&#237;stica-C del TIMI del orden de 0,06<sup>30</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La presente revisi&#243;n sistem&#225;tica tiene el objetivo de evaluar si hay evidencias que indiquen la utilizaci&#243;n de la prote&#237;na C-reactiva como predictor de riesgo en la admisi&#243;n de pacientes con SCA sin supradesnivel del segmento ST. Ese marcador ha sido evaluado en cuanto al valor pron&#243;stico referente al corto plazo (hospitalario o 30 d&#237;as) o largo plazo (&gt; tres meses).</p>
      <p>Se observa que, en el largo plazo, evidencias demostrando asociaci&#243;n entre el valor de la prote&#237;na C-reactiva y la incidencia de desenlaces son consistentes en los an&#225;lisis univariado y multivariado. Por otro lado, los resultados de corto plazo son cualitativamente heterog&#233;neos, o sea, parte indica ausencia de asociaci&#243;n y otra parte sugiere asociaci&#243;n entre prote&#237;na C-reactiva y desenlaces. En la presente metan&#225;lisis, el efecto medio de los estudios de corto plazo indica asociaci&#243;n univariada entre prote&#237;na C-reactiva y riesgo cardiovascular<sup>32</sup>. Sin embargo, los an&#225;lisis multivariados de esos estudios son conflictivos y los resultados no pudieron ser combinados, pues la minor&#237;a report&#243; el <italic>odds ratio</italic> multivariado. De esa forma, el presente an&#225;lisis demuestra valor pron&#243;stico de largo plazo y indica controversia en cuanto al valor pron&#243;stico de corto plazo.</p>
      <p>Aunque la predicci&#243;n de riesgo independiente sea una condici&#243;n necesaria en la validaci&#243;n de un nuevo marcador, esta no es una condici&#243;n suficiente. Interrumpir la evaluaci&#243;n del predictor en tal etapa, consider&#225;ndolo validado para la utilizaci&#243;n cl&#237;nica es un equ&#237;voco com&#250;n. No todo predictor independiente incrementa de forma cl&#237;nicamente relevante la precisi&#243;n pron&#243;stica de los modelos cl&#225;sicos de predici&#243;n<sup>33</sup>. Esto origina una cuesti&#243;n importante: &#191;El nuevo marcador de riesgo tiene utilidad incremental a los modelos aplicados en la pr&#225;ctica cl&#237;nica? Esa respuesta debe ser obtenida por la comparaci&#243;n del desempe&#241;o de un modelo predictor que utiliza variables usuales con el desempe&#241;o de un modelo alternativo resultante de la incorporaci&#243;n del nuevo marcador al modelo cl&#225;sico. O sea, al inserir una nueva variable a un escore de riesgo, &#191;Cuanto mejora el desempe&#241;o de este escore? La forma m&#225;s com&#250;n de evaluar esta cuesti&#243;n es la medida del incremento de la estad&#237;stica-C despu&#233;s de incorporaci&#243;n del nuevo biomarcador<sup>34</sup>.</p>
      <p>En la presente revisi&#243;n, apenas dos estudios evaluaron tal cuesti&#243;n, con resultados conflictivos, uno negativo<sup>21</sup> y otro positivo<sup>30</sup>. Aunque el estudio de Correia et al.<sup>30</sup>, cuyos resultados fueron positivos, tenga las ventajas metodol&#243;gicas relatadas en los resultados de esta revisi&#243;n sistem&#225;tica, el estudio negativo de Oltrona et al.<sup>21</sup> tiene un tama&#241;o de muestra 20 veces mayor que el primero, debiendo su resultado ser tambi&#233;n valorizado. Por lo tanto, no hay evidencias conclusivas en cuanto al valor incremental (utilidad cl&#237;nica) de la prote&#237;na C-reactiva en relaci&#243;n a la predicci&#243;n de riesgo usual.</p>
      <p>En la escasez de evaluaci&#243;n incremental, podemos inferir si el valor adicional estar&#225; presente, basado en la fuerza de asociaci&#243;n entre prote&#237;na C-reactiva y desenlaces. Es descripto que, para promover un aumento cl&#237;nicamente relevante en la estad&#237;stica-C (&gt; 0,05), un marcador generalmente necesita de <italic>odds ratio</italic> &gt; 3<sup>35</sup>. En el presente an&#225;lisis, el <italic>odds ratio</italic> conjunto de 4,6 para el largo plazo parece un n&#250;mero favorable. Sin embargo, ese es el <italic>odds ratio</italic> univariado, probablemente superestimado en relaci&#243;n al valor multivariado. Adem&#225;s de eso, el l&#237;mite inferior del intervalo de confianza es 2,3, lo que deja duda en cuanto al valor incremental. M&#225;s incierto aun ser&#237;a el valor incremental de corto plazo, pues el <italic>odds ratio</italic> del metan&#225;lisis fue de 1,6, sugiriendo ausencia de valor incremental de la prote&#237;na C-reactiva.</p>
      <p>Debemos destacar que el razonamiento relatado es inferencial y la respuesta definitiva de tal cuesti&#243;n vendr&#225; con an&#225;lisis futuros del valor incremental, que puede ser realizado en los propios bancos de datos de los estudios publicados. La importancia de ese tipo de an&#225;lisis es ejemplificada por la cuesti&#243;n de la prote&#237;na C-reactiva como predictor de riesgo en individuos aparentemente sanos. En aquel caso, el dopaje de prote&#237;na C-reactiva no incrementa la estad&#237;stica-C del escore de Framingham, aunque tenga asociaci&#243;n independiente con eventos cardiovasculares<sup>36</sup>.</p>
      <p>Las diferencias metodol&#243;gicas de los diferentes estudios representan potenciales sesgos en los resultados de esta revisi&#243;n sistem&#225;tica. Por ejemplo, hay gran variaci&#243;n de los puntos de corte, de los tipos de desenlaces utilizados y de las poblaciones-blanco entre los estudios. Mientras tanto, los an&#225;lisis de sensibilidad indicaron que tales caracter&#237;sticas no influenciaron en los resultados del metan&#225;lisis. Otra limitaci&#243;n es la ausencia de informaciones relativas al <italic>odds ratio</italic> de la mayor&#237;a de los estudios, lo que impidi&#243; que estos fuesen correctamente combinados en cuanto a la evaluaci&#243;n del valor predictor independiente (an&#225;lisis multivariado).</p>
      <p>Los <italic>guidelines</italic> actuales sobre SCA sin supradesnivel del segmento ST no se posicionan claramente en cuanto a la utilizaci&#243;n de la prote&#237;na C-reactiva. La directriz brasile&#241;a ni siquiera menciona marcadores inflamatorios, en cuanto los <italic>guidelines</italic> americano y europeo describen los trabajos que muestran asociaci&#243;n entre prote&#237;na C-reactiva y pron&#243;stico, aunque no de forma conclusiva del punto de vista de recomendaci&#243;n.</p>
      <p>Por lo tanto, la presente revisi&#243;n sistem&#225;tica llena esta laguna con la siguiente conclusi&#243;n: a despecho de la consistente asociaci&#243;n entre la medida de la prote&#237;na C-reactiva en la admisi&#243;n y el pron&#243;stico de largo plazo de pacientes con SCA, la falta de informaciones definitivas en cuanto a su valor pron&#243;stico incremental impide que el dosaje rutinario de este biomarcador sea recomendado en pacientes con SCA sin supradesnivel del segmento ST.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de tesis de libre docencia de Lu&#237;s C. L. Correia por la Universidad Federal de Bahia.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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