<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">Mjs5WHZ8dBNqCH7bCNGQGrh</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00005</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000900005</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09700105</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000054</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Bloqueio completo do ramo esquerdo esfor&#231;o-induzido: preval&#234;ncia e progn&#243;stico</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Stein</surname>
            <given-names>Ricardo</given-names>
          </name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Ho</surname>
            <given-names>Michael</given-names>
          </name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Oliveira</surname>
            <given-names>Cristiano Machado</given-names>
          </name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Ribeiro</surname>
            <given-names>Jorge Pinto</given-names>
          </name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Lata</surname>
            <given-names>Kusum</given-names>
          </name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Abella</surname>
            <given-names>Joshua</given-names>
          </name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Olson</surname>
            <given-names>Harald</given-names>
          </name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Myers</surname>
            <given-names>Jonathan</given-names>
          </name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Froelicher</surname>
            <given-names>Victor</given-names>
          </name>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>07</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>97</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>26</fpage>
      <lpage>32</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>07</day>
          <month>03</month>
          <year>2011</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>29</day>
          <month>10</month>
          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>10</day>
          <month>03</month>
          <year>2011</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O bloqueio completo do ramo esquerdo esfor&#231;o-induzido (BCRE E-I) &#233; um achado infrequente ao teste de exerc&#237;cio e sua preval&#234;ncia e significado progn&#243;stico n&#227;o s&#227;o claros. OBJETIVO: Avaliar de forma longitudinal a preval&#234;ncia e o significado progn&#243;stico do BCRE E-I em homens americanos veteranos de guerra. M&#201;TODOS: Avaliamos 9.623 pacientes que realizaram ergometria em esteira (TE) entre 1987 e 2007. Os desfechos foram comparados entre aqueles com TE NL, os com BCRE E-I e os que apresentaram Dep ST anormal. A mortalidade e a causa das mortes foram identificadas de forma cega para os resultados do TE. RESULTADOS: Nesta coorte prospectiva, 6922 indiv&#237;duos apresentaram TE NL (57,2 &#177; 11,4 anos), 1.739 apresentaram Dep ST anormal (62,7 &#177; 9,8 anos) e 38 casos de BCRE E-I foram identificados (65,2 &#177; 11,9 anos). A preval&#234;ncia do BCRE E-I foi 0,38%. Ap&#243;s 8,8 anos, ocorreram 1.699 mortes por todas as causas e 610 mortes cardiovasculares (CV). Doen&#231;a arterial coron&#225;ria e insufici&#234;ncia card&#237;aca foram mais prevalentes nos pacientes com BCRE E-I. Pacientes com BCRE E-I tiveram raz&#227;o de azar de 2,37 (p = 0,002) para mortalidade por todas as causas, mas a mesma n&#227;o foi significativa quando ajustada para idade ou quando a mortalidade cardiovascular foi o desfecho avaliado. CONCLUS&#195;O: BCRE E-I &#233; um achado raro. Indiv&#237;duos com BCRE E-I apresentam maior mortalidade por todas as causas quando comparados aqueles com TE NL. No entanto, tal fato &#233; explicado por esses pacientes serem significativamente mais velhos e por apresentarem mais enfermidades cardiovasculares associadas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Bloqueio card&#237;aco</kwd>
        <kwd>teste de esfor&#231;o</kwd>
        <kwd>veteranos</kwd>
        <kwd>doen&#231;a das coron&#225;rias</kwd>
        <kwd>disfun&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>06</day>
        <month>05</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>Bloqueio completo do ramo esquerdo esfor&#231;o-induzido: preval&#234;ncia e progn&#243;stico</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Ricardo Stein<sup>I</sup>; Michel Ho<sup>II</sup>; Cristiano Machado de Oliveira<sup>I</sup>; Jorge Pinto Ribeiro<sup>I</sup>; Kusum Lata<sup>II</sup>; Joshua Abella<sup>II</sup>; Harold Olson<sup>II</sup>; Jonathan Myers<sup>II</sup>; Victor Froelicher<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Laborat&#243;rio de Pesquisa de Patofisiologia do Exerc&#237;cio, Divis&#227;o de Cardiologia, Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, Porto Alegre - Brasil</p>
    <p><sup>II</sup>Veteran Affairs Palo Alto Health Care System e Stanford University School of Medicine, Palo Alto, Calif&#243;rnia - Estados Unidos da Am&#233;rica</p>
    <p><sup>III</sup>Veteran Affairs Long Beach Health Care System, San Diego - Estados Unidos da Am&#233;rica</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="ad">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> O bloqueio completo do ramo esquerdo esfor&#231;o-induzido (BCRE E-I) &#233; um achado infrequente ao teste de exerc&#237;cio e sua preval&#234;ncia e significado progn&#243;stico n&#227;o s&#227;o claros.</p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar de forma longitudinal a preval&#234;ncia e o significado progn&#243;stico do BCRE E-I em homens americanos veteranos de guerra.</p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Avaliamos 9.623 pacientes que realizaram ergometria em esteira (TE) entre 1987 e 2007. Os desfechos foram comparados entre aqueles com TE NL, os com BCRE E-I e os que apresentaram Dep ST anormal. A mortalidade e a causa das mortes foram identificadas de forma cega para os resultados do TE.</p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Nesta coorte prospectiva, 6922 indiv&#237;duos apresentaram TE NL (57,2 &#177; 11,4 anos), 1.739 apresentaram Dep ST anormal (62,7 &#177; 9,8 anos) e 38 casos de BCRE E-I foram identificados (65,2 &#177; 11,9 anos). A preval&#234;ncia do BCRE E-I foi 0,38%. Ap&#243;s 8,8 anos, ocorreram 1.699 mortes por todas as causas e 610 mortes cardiovasculares (CV). Doen&#231;a arterial coron&#225;ria e insufici&#234;ncia card&#237;aca foram mais prevalentes nos pacientes com BCRE E-I. Pacientes com BCRE E-I tiveram raz&#227;o de azar de 2,37 (p = 0,002) para mortalidade por todas as causas, mas a mesma n&#227;o foi significativa quando ajustada para idade ou quando a mortalidade cardiovascular foi o desfecho avaliado.</p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> BCRE E-I &#233; um achado raro. Indiv&#237;duos com BCRE E-I apresentam maior mortalidade por todas as causas quando comparados aqueles com TE NL. No entanto, tal fato &#233; explicado por esses pacientes serem significativamente mais velhos e por apresentarem mais enfermidades cardiovasculares associadas.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Bloqueio card&#237;aco, teste de esfor&#231;o, veteranos, doen&#231;a das coron&#225;rias, disfun&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O bloqueio completo do ramo esquerdo esfor&#231;o-induzido (BCRE-EI) &#233; um achado eletrocardiogr&#225;fico raro, que tem sido relatado como estando associado com e sem anormalidades card&#237;acas demonstr&#225;veis<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>A ocorr&#234;ncia desse fen&#244;meno tem sido relatada em aproximadamente 0,5% de todos os pacientes submetidos &#224; teste ergom&#233;trico<sup>3-7</sup>.</p>
    <p>O importante trabalho de Grady e cols.<sup>8</sup>, demonstrando que BCRE-EI &#233; um preditor independente de eventos card&#237;acos maiores e morte, utilizou um m&#233;todo caso-controle baseado em um per&#237;odo de seguimento de 4 anos de somente 70 casos de BCRE-EI e 70 controles pareados. Para validar esses achados, avaliamos longitudinalmente BCRE-EI em uma grande popula&#231;&#227;o de veteranos de guerra e comparamos a signific&#226;ncia progn&#243;stica desse dist&#250;rbio de condu&#231;&#227;o em indiv&#237;duos com e sem respostas anormais do segmento ST ao teste ergom&#233;trico.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Popula&#231;&#227;o do estudo e ECG de repouso</p>
    <p>Um total de 9.623 pacientes adultos consecutivos, submetidos &#224; teste ergom&#233;trico em esteira com indica&#231;&#227;o cl&#237;nica de 1987 a 2007 no Veteran Affairs Medical Center, foram avaliados. A base de dados de pesquisa contem informa&#231;&#245;es coletadas do m&#233;dico que supervisionou os testes, incluindo a presen&#231;a de doen&#231;a arterial coronariana (DAC) e/ou insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC). Esses dados foram obtidos atrav&#233;s de perguntas feitas aos pacientes e foram tamb&#233;m confirmadas pela revis&#227;o de seus registros m&#233;dicos eletr&#244;nicos que contem as informa&#231;&#245;es cl&#237;nicas e de interna&#231;&#227;o hospitalar e relat&#243;rios sobre testes anteriores realizados por indica&#231;&#227;o cl&#237;nica. Exclu&#237;ram-se pacientes com os seguintes padr&#245;es eletrocardiogr&#225;ficos, os quais interferiram com a an&#225;lise do eletrocardiograma (ECG) de esfor&#231;o: 1) infradesnivelamento do segmento ST em repouso e/ou hipertrofia ventricular, ritmo de estimula&#231;&#227;o e s&#237;ndrome de pr&#233;-excita&#231;&#227;o (n = 675, 7%), 2) fibrila&#231;&#227;o atrial (n = 109, 1,1%), bloqueio de ramo esquerdo em repouso (n = 68, 0,7%) e bloqueio completo de ramo direito esfor&#231;o-induzido (n = 23, 0,24%). Trezentas e trinta e oito mulheres (3,5%) tamb&#233;m foram exclu&#237;das. A coorte final submetida &#224; an&#225;lise consistiu em 8.410 indiv&#237;duos do sexo masculino. O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo Veteran Affairs e Comit&#234; de &#201;tica Institucional de Stanford e termo de consentimento livre e informado foi obtido de todos os pacientes.</p>
    <p>Teste ergom&#233;trico</p>
    <p>Os indiv&#237;duos foram submetidos a teste ergom&#233;trico (TE) sintoma-limitado na esteira, utilizando protocolo de rampa individualizado e realizaram o teste de exerc&#237;cio m&#225;ximo. O registro do ECG e a monitoriza&#231;&#227;o da press&#227;o arterial foi realizada a cada dois minutos durante o teste e a recupera&#231;&#227;o e quando considerado necess&#225;rio pelo m&#233;dico respons&#225;vel pelo teste de esfor&#231;o. Em caso de m&#250;ltiplos testes ergom&#233;tricos, somente o primeiro foi inclu&#237;do na an&#225;lise. Dados do ECG de 12 deriva&#231;&#245;es foram registrados durante o exerc&#237;cio e por 6 minutos na recupera&#231;&#227;o. Bloqueio completo de ramo esquerdo exerc&#237;cio-induzido (BCRE-EI) foi definido como BCRE-EI documentado somente durante o TE. Crit&#233;rios-padr&#227;o foram usados para definir o BCRE<sup>9</sup>: dura&#231;&#227;o de QRS &gt; 120 milissegundos; complexos predominantemente elevados com ondas R amplas pouco n&#237;tidas nos eletrodos I, aVL, V5, V6; o QRS poderia apresentar indenta&#231;&#245;es, mas n&#227;o havia ondas Q nos eletrodos I, aVL, V5 ou V6; e padr&#227;o QS ou rS em V1 com deflex&#227;o intrinsec&#243;ide normal de 35 milissegundos. O infradesnivelamento e as inclina&#231;&#245;es do segmento ST foram medidos e analisados por cardiologista com t&#237;tulo de especialista (VF). O infradesnivelamento do segmento ST foi medido na jun&#231;&#227;o J e a inclina&#231;&#227;o do ST foi medida durante os subsequentes 60 milissegundos do segmento ST e classificados como anormais quando horizontais ou inclinados para baixo<sup>10</sup>. Crit&#233;rios-padr&#227;o foram utilizados para interrup&#231;&#227;o do teste, incluindo disritmia grave, queda na press&#227;o arterial sist&#243;lica abaixo dos n&#237;veis de repouso, depress&#227;o do segmento ST &gt; 3,0 mm ou eleva&#231;&#227;o do segmento ST &gt; 1,0 mm, angina pectoris grave, ou queixas do sistema nervoso central. Quando o endpoint foi alcan&#231;ado, a esteira foi interrompida e o paciente foi colocado em posi&#231;&#227;o supina dentro de 1 minuto. Vari&#225;veis basais e no exerc&#237;cio m&#225;ximo, incluindo hipotens&#227;o exerc&#237;cio-induzida ou angina e capacidade de exerc&#237;cio estimada em equivalentes metab&#243;licos (METs) a partir da velocidade final e grau de eleva&#231;&#227;o da esteira foram registradas.</p>
    <p>Desfechos</p>
    <p>As caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas e desfechos foram comparados entre os indiv&#237;duos com respostas normais ao ECG, aqueles com depress&#227;o do segmento ST <underline>&gt;</underline> 1,0 mm horizontal ou segmento ST inclinado para baixo e aqueles com BCRE-EI. As vari&#225;veis do desfecho prim&#225;rio foram mortalidade por todas as causas e mortalidade cardiovascular. Os &#205;ndices de Morte da Seguridade Social e da Calif&#243;rnia (do Departamento de Servi&#231;os de Sa&#250;de da Calif&#243;rnia) foram utilizados para assegurar o estado vital de cada paciente em 31 de Dezembro de 2007. O &#205;ndice de Mortes da Calif&#243;rnia forneceu a causa da morte e confirmou as informa&#231;&#245;es atrav&#233;s da revis&#227;o dos registros m&#233;dicos computadorizados do <italic>Veteran Affairs</italic>.</p>
    <p>An&#225;lise de dados</p>
    <p>Indiv&#237;duos com BCRE-EI, depress&#227;o do segmento ST exerc&#237;cio-induzido (ST-EI) e respostas normais do segmento ST ao TE foram agrupados e comparados. A an&#225;lise de vari&#226;ncia com ajuste do teste <italic>post-hoc</italic> de Bonferroni para compara&#231;&#245;es m&#250;ltiplas e testes c<sup>2</sup> foram usados para vari&#225;veis cont&#237;nuas e dicot&#244;micas, respectivamente. Todas as vari&#225;veis cont&#237;nuas mostraram distribui&#231;&#227;o normal e s&#227;o apresentadas como m&#233;dia &#177; DP, enquanto vari&#225;veis categ&#243;ricas s&#227;o expressas como frequ&#234;ncias absolutas e relativas (porcentagem). Valores de p &lt; 0,05 foram considerados estatisticamente significantes. O pareamento por idade foi realizado pela remo&#231;&#227;o aleat&#243;ria de pacientes dos grupos normal e com depress&#227;o de ST-EI at&#233; que amostras com idades apropriadas foram obtidas para representar as diferen&#231;as de idade entre os grupos. O processo foi repetido v&#225;rias vezes.</p>
    <p>Mortalidade por todas as causas e cardiovascular foi usada como os endpoints prim&#225;rios para a an&#225;lise de sobreviv&#234;ncia de Kaplan-Meier. A an&#225;lise de risco proporcional de Cox foi utilizada para determinar quais vari&#225;veis estavam associadas de forma independente e significante com tempo at&#233; o &#243;bito nos modelos univariado e multivariado. As an&#225;lises foram ajustadas para idade em anos e presen&#231;a de qualquer doen&#231;a card&#237;aca. O <italic>software Number Cruncher Statistical System</italic> (NCSS Kaysville, Utah) foi utilizado para todas as an&#225;lises estat&#237;sticas.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Entre os 9.623 pacientes avaliados, havia 38 casos de BCRE-EI, resultando em uma preval&#234;ncia de 0,39% (<xref ref-type="table" rid="tab1">Tabela 1</xref>). Dos 8.410 indiv&#237;duos que preencheram os crit&#233;rios de inclus&#227;o, 32% apresentaram BCRE-EI, 1.461 (17,41%) apresentaram depress&#227;o do segmento ST exerc&#237;cio-induzido e 6.917 (82,21%) apresentaram resposta normal ao exerc&#237;cio no ECG.</p>
    <table-wrap id="tab1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A dura&#231;&#227;o m&#233;dia do seguimento foi de 8,8 anos. A <xref ref-type="table" rid="tab2">Tabela 2</xref> mostra as caracter&#237;sticas cl&#237;nicas dos tr&#234;s grupos de pacientes. Indiv&#237;duos com BCRE-EI eram mais velhos e apresentavam maior incid&#234;ncia de DAC, IC, diabete e tabagismo. A frequ&#234;ncia card&#237;aca (FC) de repouso e a press&#227;o arterial sist&#243;lica foram similares entre os tr&#234;s grupos. Os pacientes com BCRE-EI atingiram os menores n&#237;veis de MET e FC de pico quando comparados com os grupos que tinham depress&#227;o de segmento ST anormal exerc&#237;cio-induzida e resposta normal do segmento ST ao exerc&#237;cio. Outras caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas s&#227;o apresentadas na <xref ref-type="table" rid="tab3">Tabela 3</xref>. Amostras pareadas por idade demonstraram que os pacientes com BCRE-EI tinham a mesma preval&#234;ncia de doen&#231;a card&#237;aca isqu&#234;mica, quando comparados com aqueles com depress&#227;o de segmento ST exerc&#237;cio-induzido, mas duas vezes a preval&#234;ncia encontrada no grupo normal; os pacientes com BCRE-EI tinham tr&#234;s vezes a preval&#234;ncia de IC quando comparados aos pacientes normais (14% <italic>vs</italic> 5%; p &lt; 0,001).</p>
    <table-wrap id="tab2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Houve 1.699 mortes por todas as causas e 610 mortes cardiovasculares (CV) na popula&#231;&#227;o-alvo. As taxas anuais de morte foram 3,8% em pacientes com BCRE-EI, 2,6% entre aqueles com depress&#227;o de segmento ST exerc&#237;cio-induzida e 1,8% naqueles com resultados normais ao TE (Log-rank &#967;2= 53,6, p &lt; 0,0001; <xref ref-type="fig" rid="aop04711fig01">Fig. 1</xref>). A taxa de causas cardiovasculares foi de 2,1% para pacientes com BCRE-EI, 1,2% para pacientes com depress&#227;o de segmento ST exerc&#237;cio-induzida e 0,6% para aqueles com resposta normal ao ECG. Pacientes com BCRE-EI e aqueles com depress&#227;o de segmento ST exerc&#237;cio-induzida tinham uma raz&#227;o de risco proporcional de Cox de 2,4 (p = 0,002, IC95%: 1,4 a 4,0) e 1,9 (p = 0,01, IC95%: 1,1 a 2,7), respectivamente, para mortalidade por todas as causas). Nenhum dos dois grupos apresentou valor preditivo significante mesmo quando efetuado ajuste para presen&#231;a de DAC e/ou IC (<xref ref-type="table" rid="tab2">Tabela 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop04711fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Dos 32 casos de BCRE-EI, 13 mortes ocorreram (4 mortes CV devido a infarto agudo do mioc&#225;rdio). Idade, &#237;ndice de massa corporal (IMC), FC de repouso, escala de Borg e METs atingidos n&#227;o foram estatisticamente diferentes entre os dois grupos (<xref ref-type="table" rid="tab4">Tabela 4</xref>). Entretanto, os n&#227;o-sobreviventes tinham uma preval&#234;ncia significativamente maior de DAC e IC.</p>
    <table-wrap id="tab4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Nessa grande coorte de indiv&#237;duos do sexo masculino, confirmamos que o BCRE-EI &#233; uma reposta pouco usual em indiv&#237;duos submetidos &#224; teste ergom&#233;trico cl&#237;nico de rotina (0,38%). A raridade desse achado &#233; consistente com o relatado em estudos pr&#233;vios (<xref ref-type="table" rid="aop04711tab05">Tabela 5</xref>). Al&#233;m disso, confirmamos estudos anteriores que documentaram uma forte associa&#231;&#227;o com DAC e/ou IC em pacientes com BCRE-EI. Tamb&#233;m observamos que indiv&#237;duos que desenvolvem BCRE-EI durante o teste ergom&#233;trico apresentam uma taxa significantemente mais alta de mortalidade por todas as causas quando comparados &#224; indiv&#237;duos com resposta normal e aqueles com depress&#227;o de segmento ST anormal. Entretanto, esse dado perde sua capacidade preditiva quando ajustada para presen&#231;a de DAC e/ou IC. Esse &#250;ltimo achado &#233; consistente com autores que atribu&#237;ram o BCRE-EI a altera&#231;&#245;es funcionais do sistema de condu&#231;&#227;o mediadas por influ&#234;ncias auton&#244;micas<sup>2,4,6,7,11,12</sup>, enquanto nossos achados de preval&#234;ncia s&#227;o consistentes com aqueles que propuseram uma associa&#231;&#227;o com DAC<sup>3,5,13-16</sup>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop04711tab05">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt05.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Uma FC menor no pico do exerc&#237;cio e capacidade funcional ruim s&#227;o vari&#225;veis que identificam um grupo de maior risco para mortalidade subsequente por todas as causas e cardiovascular<sup>17,18</sup>. Um achado interessante no presente estudo foi que a presen&#231;a de BCRE-EI estava associada com uma menor FC m&#225;xima e menor capacidade de exerc&#237;cio, quando comparada &#224;queles pacientes com depress&#227;o de segmento ST-EI e normais.</p>
    <p>Desde o primeiro relato de caso sobre BCRE-EI<sup>7</sup>, v&#225;rios estudos foram publicados com pequenas amostras de indiv&#237;duos, o que tem sugerido uma associa&#231;&#227;o entre esse achado e DAC ou disfun&#231;&#227;o ventricular esquerda<sup>1,3,6,16</sup>. Outros investigadores<sup>19-21</sup> propuseram que em pacientes sem evid&#234;ncia de doen&#231;a card&#237;aca, o BCRE-EI poderia ser causado por um defeito prim&#225;rio do sistema de condu&#231;&#227;o, com um bom progn&#243;stico. Na importante publica&#231;&#227;o progn&#243;stica relacionada ao BCRE, um estudo da Cleveland Clinic realizado por Grady e cols.<sup>8</sup>, o BCRE-EI foi investigado em 70 casos e 70 controles pareados. O endpoint prim&#225;rio foi composto de mortalidade por todas as causas, interven&#231;&#227;o coron&#225;ria percut&#226;nea<sup>22</sup>, cirurgia card&#237;aca a c&#233;u-aberto, infarto do mioc&#225;rdio n&#227;o-fatal, taquicardia ventricular sintom&#225;tica ou sustentada documentada e necessidade de implante de marcapasso ou desfibrilador card&#237;aco interno. O seguimento m&#233;dio foi de 3,8 anos. Ap&#243;s ajuste para idade, o BCRE-EI foi associado com aumento no risco dos endpoints prim&#225;rios, incluindo morte e eventos card&#237;acos maiores. Uma significante limita&#231;&#227;o do estudo, entretanto, foi o tamanho da amostra. O presente estudo foi realizado com o objetivo de superar a limita&#231;&#227;o do estudo da <italic>Cleveland Clinic</italic> e melhor definir os desfechos de longo prazo associados com BCRE-EI em uma popula&#231;&#227;o maior. O seguimento de 8,8 anos de nosso banco de dados de pacientes &#233; o mais longo seguimento dispon&#237;vel at&#233; agora. A depress&#227;o do segmento ST-EI &#233; a manifesta&#231;&#227;o mais comum de isquemia mioc&#225;rdica e seu risco j&#225; foi bem definido<sup>10,23</sup>. At&#233; agora, esse &#233; o primeiro estudo a comparar a mortalidade em pacientes com depress&#227;o anormal do segmento ST-EI e aqueles com BCRE-EI (<xref ref-type="fig" rid="aop04711fig01">Figura 1</xref>). Observamos maiores taxas de mortalidade por todas as causas em pacientes com BCRE-EI, comparados &#224; indiv&#237;duos com TE normal e aqueles com depress&#227;o do segmento ST sugestiva de isquemia mioc&#225;rdica. &#201; interessante notar que pacientes com BCRE-EI tinham uma raz&#227;o de risco de Cox de 2,37 (p = 0,002) para mortalidade por todas as causas, mas n&#227;o quando ajustada para a presen&#231;a de DAC e/ou IC. O valor do TE para a avalia&#231;&#227;o progn&#243;stica de indiv&#237;duos mais velhos foi descrito por Goraya e cols.<sup>24</sup>. Como esperado, esses indiv&#237;duos apresentavam mais comorbidades e tinham uma menor capacidade de exerc&#237;cio do que seus correspondentes mais jovens. Tamb&#233;m apresentavam uma sobreviv&#234;ncia n&#227;o-ajustada significantemente pior. Enquanto isso, uma resposta positiva do ST n&#227;o foi progn&#243;stica nesses pacientes, quando testada como vari&#225;vel dicot&#244;mica<sup>24</sup>. &#201; clinicamente importante o fato de que, ap&#243;s o ajuste para idade e presen&#231;a de DAC e/ou IC, a depress&#227;o anormal do segmento ST-EI perdeu sua capacidade independente de predizer mortalidade por todas as causas nos 1.461 pacientes de nossa coorte (m&#233;dia de idade 62,7 &#177; 9,8 anos - <xref ref-type="table" rid="tab2">Tabela 2</xref>).</p>
    <p>Limita&#231;&#245;es do estudo</p>
    <p>Previsivelmente, h&#225; v&#225;rias limita&#231;&#245;es em nosso estudo. Primeiro, a amostra consistia exclusivamente em veteranos do sexo masculino e, portanto, nossos resultados podem n&#227;o refletir aqueles da popula&#231;&#227;o em geral submetida ao TE. Segundo, as mulheres foram exclu&#237;das devido ao seu baixo n&#250;mero sendo submetidas ao TE (3,5% em nosso Laborat&#243;rio de Exerc&#237;cio). Terceiro, baixas taxas de incid&#234;ncia de BCRE-EI foram identificadas em nossa coorte, 19 sobreviventes e 13 n&#227;o-sobreviventes, reduzindo assim o poder do estudo em detectar outras associa&#231;&#245;es na an&#225;lise multivariada. Entretanto, parece razo&#225;vel concluir, a partir da observa&#231;&#227;o de que 61,5% dos n&#227;o-sobreviventes com BCRE-EI tinham DAC e 38% tinham IC, que esses estados m&#243;rbidos est&#227;o envolvidos nos mecanismos associados com pior progn&#243;stico. Quarto, a associa&#231;&#227;o da depend&#234;ncia da FC merece algum cr&#233;dito: infelizmente essa informa&#231;&#227;o n&#227;o foi coletada em nosso estudo. As limitadas informa&#231;&#245;es dispon&#237;veis em rela&#231;&#227;o &#224; essa quest&#227;o sugerem que quando o bloqueio exerc&#237;cio-induzido ocorre abaixo de 132 batimentos por minuto, a possibilidade de DAC obstrutiva aumenta<sup>3,6,7,16</sup>. Quanto, dados sobre implante de marcapasso e seguimento nos pacientes com BCRE-EI estavam faltando ou n&#227;o foram coletados para esse estudo.</p>
    <p>Implica&#231;&#245;es cl&#237;nicas</p>
    <p>Em conjunto, os achados desse estudo e publica&#231;&#245;es anteriores demonstram que pacientes com BCRE-EI deveriam ser mais cuidadosamente investigados em rela&#231;&#227;o &#224; presen&#231;a de DAC e/ou disfun&#231;&#227;o ventricular esquerda, seguindo os mesmos princ&#237;pios que guiam a investiga&#231;&#227;o de um paciente com depress&#227;o do segmento ST exerc&#237;cio-induzida. &#201; digno de nota mencionar que a ocorr&#234;ncia de BCRE-EI isoladamente, sem evid&#234;ncia de DAC e/ou IC, pode ser devida &#224; doen&#231;a de condu&#231;&#227;o e pode estar associada com bom progn&#243;stico. Isso est&#225; de acordo com nosso estudo recentemente publicado sobre bloqueio de ramo direito exerc&#237;cio-induzido, o qual demonstrou que BCRD-EI tamb&#233;m &#233; um achado incomum durante o TE de rotina e estava principalmente associado com envelhecimento, sem valor progn&#243;stico independente<sup>25</sup>.</p>
    <p>Dessa forma, essas duas an&#225;lises indicam que dist&#250;rbios de condu&#231;&#227;o induzidos por exerc&#237;cio isoladamente n&#227;o apresentam aumento no risco, mas podem representar marcadores de anormalidades cardiovasculares que deveriam levar &#224; investiga&#231;&#245;es adicionais.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>BCRE-EI &#233; uma ocorr&#234;ncia rara durante o teste cl&#237;nico ergom&#233;trico e pacientes que apresentam esse achado tem taxas significantemente mais altas de mortalidade por todas as causas, quando comparados &#224;queles com resultados normais no TE. A taxa de mortalidade mais alta &#233; amplamente explicada pela idade e associa&#231;&#227;o com DAC e/ou insufici&#234;ncia card&#237;aca.</p>
    <p>
      <fn id="ad" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p>Ricardo Stein</p>
        <p> Jo&#227;o Caetano, 20/402 - Petr&#243;polis</p>
        <p> 90470-260 - Porto Alegre, RS - Brasil</p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="rstein@cardiol.br">rstein@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="ristein@pq.cnpq.br">ristein@pq.cnpq.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 29/10/10; revisado recebido em 07/03/11, aceito em 10/03/11.</p>
    <p>
      <italic>Full texts in English - </italic>
      <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.arquivosonline.com.br">http://www.arquivosonline.com.br</ext-link>
    </p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Wayne V, Bishop R, Cook L, Spodick D. Exercise-induced bundle branch block. Am J Cardiol. 1983;52(3):283-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Exercise-induced bundle branch block</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1983</year>
          </date>
          <fpage>283</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>52</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Wayne</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bishop</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cook</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Spodick</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Schneider J, Thomas H, Kregar B, McNamara PM, Kannel WB. Newly acquired left bundle branch block. The Framingham Study. Ann Intern Med. 1979;90(3):303-10.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Newly acquired left bundle branch block: The Framingham Study</article-title>
          <source>Ann Intern Med</source>
          <date>
            <year>1979</year>
          </date>
          <fpage>303</fpage>
          <lpage>10</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>90</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Schneider</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Thomas</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kregar</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McNamara</surname>
              <given-names>PM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kannel</surname>
              <given-names>WB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Vasey C, O'Donnell J. Morris S, McHenry P. Exercise-induced left bundle branch block and its relation to coronary artery disease. Am J Cardiol. 1985;56(13):892-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Exercise-induced left bundle branch block and its relation to coronary artery disease</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1985</year>
          </date>
          <fpage>892</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <issue>13</issue>
          <volume>56</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Vasey</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>O'Donnell</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Morris</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McHenry</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Kafka H, Burgraf G. Exercise-induced left bundle branch block and chest discomfort without myocardial ischemia. Am J Cardiol. 1984;54(6):676-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Exercise-induced left bundle branch block and chest discomfort without myocardial ischemia</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1984</year>
          </date>
          <fpage>676</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>6</issue>
          <volume>54</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kafka</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Burgraf</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Boran KJ, Oliveros RA, Boucher CA, Beckmann CH, Seaworth JF. Ischemia-associated intraventricular conduction disturbances during exercise testing as a predictor of proximal left anterior descending coronary artery disease. Am J Cardiol. 1983;51(7):1098-102.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Ischemia-associated intraventricular conduction disturbances during exercise testing as a predictor of proximal left anterior descending coronary artery disease</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1983</year>
          </date>
          <fpage>1098</fpage>
          <lpage>102</lpage>
          <issue>7</issue>
          <volume>51</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Boran</surname>
              <given-names>KJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Oliveros</surname>
              <given-names>RA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Boucher</surname>
              <given-names>CA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Beckmann</surname>
              <given-names>CH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Seaworth</surname>
              <given-names>JF</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Virtanen K, Heikkila J, Kala R, Siltaren P. Chest pain and rate-dependent left bundle branch block in patients with normal coronary arteriograms. Chest. 1982;81(3):326-31.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Chest pain and rate-dependent left bundle branch block in patients with normal coronary arteriograms</article-title>
          <source>Chest</source>
          <date>
            <year>1982</year>
          </date>
          <fpage>326</fpage>
          <lpage>31</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>81</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Virtanen</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Heikkila</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kala</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Siltaren</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Vieweg W, Stanton K, Alpert J, Hagan A. Rate dependent left bundle branch block with angina pectoris and normal coronary arteriograms. Chest. 1976;69(1):123-4.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Rate dependent left bundle branch block with angina pectoris and normal coronary arteriograms</article-title>
          <source>Chest</source>
          <date>
            <year>1976</year>
          </date>
          <fpage>123</fpage>
          <lpage>4</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>69</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Vieweg</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Stanton</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Alpert</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hagan</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Grady TA, Chiu AC, Snader CE, Marwick TH, Thomas JD, Pashkow FJ, et al. Prognostic significance of exercise-induced left bundle-branch block. JAMA. 1998;279(2):153-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prognostic significance of exercise-induced left bundle-branch block</article-title>
          <source>JAMA</source>
          <date>
            <year>1998</year>
          </date>
          <fpage>153</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>279</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Grady</surname>
              <given-names>TA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chiu</surname>
              <given-names>AC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Snader</surname>
              <given-names>CE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Marwick</surname>
              <given-names>TH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Thomas</surname>
              <given-names>JD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pashkow</surname>
              <given-names>FJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Surawicz B, Childers R, Deal BJ, Gettes LS, Bailey JJ, Gorgels A, et al. AHA/ACCF/HRS recommendations for the standardization and interpretation of the electrocardiogram: part III: intraventricular conduction disturbances: a scientific statement from the American Heart Association Electrocardiography and Arrhythmias Committee, Council on Clinical Cardiology; the American College of Cardiology Foundation; and the Heart Rhythm Society. Endorsed by the International Society for Computerized Electrocardiology. J Am Coll Cardiol. 2009;53(11):976-81.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>AHA/ACCF/HRS recommendations for the standardization and interpretation of the electrocardiogram: part III: intraventricular conduction disturbances: a scientific statement from the American Heart Association Electrocardiography and Arrhythmias Committee, Council on Clinical Cardiology; the American College of Cardiology Foundation; and the Heart Rhythm Society. Endorsed by the International Society for Computerized Electrocardiology</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>976</fpage>
          <lpage>81</lpage>
          <issue>11</issue>
          <volume>53</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Surawicz</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Childers</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Deal</surname>
              <given-names>BJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gettes</surname>
              <given-names>LS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bailey</surname>
              <given-names>JJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gorgels</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Gibbons RJ, Balady GJ, Bricker JT, Chaitman BR, Fletcher GF, Froelicher VF, et al. ACC/AHA 2002 guideline update for exercise testing: summary article: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines (Committee to Update the 1997 Exercise Testing Guidelines). Circulation. 2002;106(14):1883-92.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>ACC/AHA 2002 guideline update for exercise testing: summary article: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines (Committee to Update the 1997 Exercise Testing Guidelines)</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>1883</fpage>
          <lpage>92</lpage>
          <issue>14</issue>
          <volume>106</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Gibbons</surname>
              <given-names>RJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Balady</surname>
              <given-names>GJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bricker</surname>
              <given-names>JT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chaitman</surname>
              <given-names>BR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fletcher</surname>
              <given-names>GF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Froelicher</surname>
              <given-names>VF</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Williams M, Esterbrooks D, Nair C, Sailors MM, Sketch MH. Clinical significance of exercise induced bundle branch block. Am J Cardiol. 1988;61(4):346-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Clinical significance of exercise induced bundle branch block</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1988</year>
          </date>
          <fpage>346</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>61</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Williams</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Esterbrooks</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Nair</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sailors</surname>
              <given-names>MM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sketch</surname>
              <given-names>MH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>12. Koito H, Spodick DH. Physiologic differences in rate-related versus exercised left bundle branch block. Am J Cardiol. 1988;62(4):316-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Physiologic differences in rate-related versus exercised left bundle branch block</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1988</year>
          </date>
          <fpage>316</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>62</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Koito</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Spodick</surname>
              <given-names>DH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <mixed-citation>13. Garcia-Pascual J, M&#233;ndez M, Gomez-Pajuelo C. Exercise-induced left bundle branch block: resolution after calcium antagonist therapy. Int J Cardiol. 1986;13(2):243-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Exercise-induced left bundle branch block: resolution after calcium antagonist therapy</article-title>
          <source>Int J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1986</year>
          </date>
          <fpage>243</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>13</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Garcia-Pascual</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>M&#233;ndez</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gomez-Pajuelo</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14. Schultz DA, Wahl RL, Juni JE, Buda AJ, McMEekin JD, Struble LR, et al.. Diagnosis of exercise-induced left bundle branch block at rest by scintigraphic phase analysis. Eur J Nucl Med. 1986;11(11):434-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Diagnosis of exercise-induced left bundle branch block at rest by scintigraphic phase analysis</article-title>
          <source>Eur J Nucl Med</source>
          <date>
            <year>1986</year>
          </date>
          <fpage>434</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>11</issue>
          <volume>11</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Schultz</surname>
              <given-names>DA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wahl</surname>
              <given-names>RL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Juni</surname>
              <given-names>JE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Buda</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McMEekin</surname>
              <given-names>JD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Struble</surname>
              <given-names>LR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <mixed-citation>15. Heinsimer J, Irwin J, Basnight L. Influence of underlying coronary artery disease on the natural history and prognosis of exercise-induced left bundle branch block. Am J Cardiol. 1987;60(13):1065-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Influence of underlying coronary artery disease on the natural history and prognosis of exercise-induced left bundle branch block</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>1987</year>
          </date>
          <fpage>1065</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>13</issue>
          <volume>60</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Heinsimer</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Irwin</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Basnight</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B16">
        <mixed-citation>16. Puleo P, Verani MS, Wyndham CR, Hixson J, Raizner AE. Exercise-induced left bundle branch block: resolution after coronary angioplasty. Am Heart J. 1984;108(5):1373-4.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Exercise-induced left bundle branch block: resolution after coronary angioplasty</article-title>
          <source>Am Heart J</source>
          <date>
            <year>1984</year>
          </date>
          <fpage>1373</fpage>
          <lpage>4</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>108</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Puleo</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Verani</surname>
              <given-names>MS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wyndham</surname>
              <given-names>CR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hixson</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Raizner</surname>
              <given-names>AE</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B17">
        <mixed-citation>17. Jouven X, Empana JP, Schwartz PJ, Desnos M, Courbon D, Ducimetiere P. Heart-rate profile during exercise as a predictor of sudden death. N Engl J Med. 2005;352(19):1951-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Heart-rate profile during exercise as a predictor of sudden death</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>1951</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>19</issue>
          <volume>352</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Jouven</surname>
              <given-names>X</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Empana</surname>
              <given-names>JP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Schwartz</surname>
              <given-names>PJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Desnos</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Courbon</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ducimetiere</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B18">
        <mixed-citation>18. Myers J, Prakash M, Froelicher V, Do D, Partington S, Atwood JE. Exercise capacity and mortality among men referred for exercise testing. N Engl J Med. 2002;346(11):793-801.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Exercise capacity and mortality among men referred for exercise testing</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>793</fpage>
          <lpage>801</lpage>
          <issue>11</issue>
          <volume>346</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Myers</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Prakash</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Froelicher</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Do</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Partington</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Atwood</surname>
              <given-names>JE</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B19">
        <mixed-citation>19. Moran JF, Scurlock B, Henkin R, Scanlon PJ. The clinical significance of exercise-induced bundle branch block. J Eletrocardiol. 1992;25(3):229-35.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The clinical significance of exercise-induced bundle branch block</article-title>
          <source>J Eletrocardiol</source>
          <date>
            <year>1992</year>
          </date>
          <fpage>229</fpage>
          <lpage>35</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>25</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Moran</surname>
              <given-names>JF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Scurlock</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Henkin</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Scanlon</surname>
              <given-names>PJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B20">
        <mixed-citation>20. Hertzeanu H, Aron L, Shiner RJ. Kellermann J. Exercise dependent complete left bundle branch block Eur Heart J. 1992;13(11):1447-51.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Exercise dependent complete left bundle branch block</article-title>
          <source>Eur Heart J</source>
          <date>
            <year>1992</year>
          </date>
          <fpage>1447</fpage>
          <lpage>51</lpage>
          <issue>11</issue>
          <volume>13</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Hertzeanu</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Aron</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Shiner</surname>
              <given-names>RJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kellermann</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B21">
        <mixed-citation>21. Candell Riera J, Oller Mart&#237;nez G, Vega J, Gordillo E, Ferreira I, Pe&#241;a C, et al. El bloqueo de rama izquierda inducido por el ejercicio en pacientes con y sin enfermedad coron&#225;ria. Rev Esp Cardiol. 2002;55(5):474-80.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>El bloqueo de rama izquierda inducido por el ejercicio en pacientes con y sin enfermedad coron&#225;ria</article-title>
          <source>Rev Esp Cardiol</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>474</fpage>
          <lpage>80</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>55</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Candell Riera</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Oller Mart&#237;nez</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Vega</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gordillo</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ferreira</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pe&#241;a</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B22">
        <mixed-citation>22. Bounhoure JP, Donzeau JP, Doazan JP, Queyreau JM, Galinier M, Estrabaud M, et al. Complete bundle branch block during exercise test: clinical coronary angiographic data. Arch Mal Coeur Vaiss. 1991;84(2):167-71.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Complete bundle branch block during exercise test: clinical coronary angiographic data</article-title>
          <source>Arch Mal Coeur Vaiss</source>
          <date>
            <year>1991</year>
          </date>
          <fpage>167</fpage>
          <lpage>71</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>84</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bounhoure</surname>
              <given-names>JP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Donzeau</surname>
              <given-names>JP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Doazan</surname>
              <given-names>JP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Queyreau</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Galinier</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Estrabaud</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B23">
        <mixed-citation>23. Meneghelo RS, Ara&#250;jo CGS, Stein R, Mastrocolla LE, Albuquerque PF, Serra SM, et al. / Sociedade Brasileira de Cardiologia. III Diretrizes sobre teste ergom&#233;trico. Arq Bras Cardiol. 2010;95(supl.1):1-26.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>III Diretrizes sobre teste ergom&#233;trico</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>1</fpage>
          <lpage>26</lpage>
          <volume>95</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Meneghelo</surname>
              <given-names>RS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ara&#250;jo</surname>
              <given-names>CGS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Stein</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mastrocolla</surname>
              <given-names>LE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Albuquerque</surname>
              <given-names>PF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Serra</surname>
              <given-names>SM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B24">
        <mixed-citation>24. Goraya TY, Jacobsen SJ, Pellikka PA, Miller TD, Khan A, Weston SA, et al. Prognostic value of treadmill exercise testing in elderly persons. Ann Intern Med. 2000;132(11):862-70.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prognostic value of treadmill exercise testing in elderly persons</article-title>
          <source>Ann Intern Med</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>862</fpage>
          <lpage>70</lpage>
          <issue>11</issue>
          <volume>132</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Goraya</surname>
              <given-names>TY</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Jacobsen</surname>
              <given-names>SJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pellikka</surname>
              <given-names>PA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Miller</surname>
              <given-names>TD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Khan</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Weston</surname>
              <given-names>SA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B25">
        <mixed-citation>25. Stein R, Nguyen P, Abella J, Olson H, Myer J, Froelicher V. Prevalence and prognostic significance of exercise-induced right bundle branch block. Am J Cardiol. 2010;105(5):677-80.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevalence and prognostic significance of exercise-induced right bundle branch block</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>677</fpage>
          <lpage>80</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>105</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Stein</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Nguyen</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Abella</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Olson</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Myer</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Froelicher</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Exercise-induced left bundle branch block: prevalence and prognosis</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Exercise-induced left bundle branch block (EI-LBBB) is an infrequent finding. Its prevalence and prognostic significance are not clear. OBJECTIVE: To evaluate, in a longitudinal study, the prevalence and prognostic significance of EI-LBBB in American war veterans. METHODS: We evaluated 9,623 patients submitted to an exercise test (ET) in treadmill between 1987 and 2007. The outcomes were compared between those with normal TE, the ones with EI-LBBB and the ones with down-sloping ST-segment. Mortality and causes of death were identified while blinded to the ET results. RESULTS: In this prospective cohort, 6,922 individuals had normal ET results (57.2 &#177; 11.4 years), 1,739 had abnormal ST-segment depression (62.7 &#177; 9.8 years), and 38 had EI-LBBB (65.2 &#177; 11.9 years). The prevalence of EI-LBBB was 0.38%. After 8.8 years, there were 1,699 deaths due to all-cause mortality and 610 cardiovascular (CV) deaths; coronary artery disease and heart failure were more prevalent in patients with EI-LBBB. Patients with EI-BCRE had a hazard ratio of 2.37 (p = 0.002) for all-cause mortality, but it was not significant when adjusted for age or when the CV death was the assessed outcome. CONCLUSION: EI-LBBB is a rare clinical finding. Individuals with BCRE-EI have higher all-cause mortality when compared to those with normal ET results. However, this fact is explained by the fact that these patients are significantly older and have more associated cardiovascular diseases.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart block</kwd>
        <kwd>exercise test</kwd>
        <kwd>veterans</kwd>
        <kwd>coronary disease</kwd>
        <kwd>ventricular dysfunction, left</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="add-body2">
          <label>
            <bold>Exercise-induced left bundle branch block: prevalence and prognosis</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Ricardo Stein<sup>I</sup>; Michel Ho<sup>II</sup>; Cristiano Machado de Oliveira<sup>I</sup>; Jorge Pinto Ribeiro<sup>I</sup>; Kusum Lata<sup>II</sup>; Joshua Abella<sup>II</sup>; Harold Olson<sup>II</sup>; Jonathan Myers<sup>II</sup>; Victor Froelicher<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Laborat&#243;rio de Pesquisa de Patofisiologia do Exerc&#237;cio, Divis&#227;o de Cardiologia, Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre<sup>1</sup>, Porto Alegre - Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Veteran Affairs Palo Alto Health Care System e Stanford University School of Medicine<sup>2</sup>, Palo Alto, California - United States of America</p>
      <p><sup>III</sup>Veteran Affairs Long Beach Health Care System<sup>3</sup>, San Diego - United States of America</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Exercise-induced left bundle branch block (EI-LBBB) is an infrequent finding. Its prevalence and prognostic significance are not clear.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate, in a longitudinal study, the prevalence and prognostic significance of EI-LBBB in American war veterans.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> We evaluated 9,623 patients submitted to an exercise test (ET) in treadmill between 1987 and 2007. The outcomes were compared between those with normal TE, the ones with EI-LBBB and the ones with down-sloping ST-segment. Mortality and causes of death were identified while blinded to the ET results.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> In this prospective cohort, 6,922 individuals had normal ET results (57.2 &#177; 11.4 years), 1,739 had abnormal ST-segment depression (62.7 &#177; 9.8 years), and 38 had EI-LBBB (65.2 &#177; 11.9 years). The prevalence of EI-LBBB was 0.38%. After 8.8 years, there were 1,699 deaths due to all-cause mortality and 610 cardiovascular (CV) deaths; coronary artery disease and heart failure were more prevalent in patients with EI-LBBB. Patients with EI-BCRE had a hazard ratio of 2.37 (p = 0.002) for all-cause mortality, but it was not significant when adjusted for age or when the CV death was the assessed outcome.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> EI-LBBB is a rare clinical finding. Individuals with BCRE-EI have higher all-cause mortality when compared to those with normal ET results. However, this fact is explained by the fact that these patients are significantly older and have more associated cardiovascular diseases.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart block; exercise test; veterans; coronary disease; ventricular dysfunction, left.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Exercise-induced left bundle branch block (EI-LBBB) is a rare electrocardiographic finding that has been reported to be both associated with and without demonstrable cardiac abnormalities<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>This phenomenon has been reported to occur in approximately 0.5% of all patients undergoing exercise testing<sup>3-7</sup>.</p>
      <p>The seminal paper by Grady et al<sup>8</sup>, which found EI-LBBB to be an independent predictor of major cardiac events and death, utilized a case-control method based on a 4 year follow-up of only 70 cases of EI-LBBB and 70 matched controls. To validate these findings, we longitudinally evaluated EI-LBBB in a large Veteran population and compared the prognostic significance of this conduction disturbance in individuals with and without abnormal ST responses to exercise testing.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>Study population and resting electrocardiogram</p>
      <p>Nine thousand, six hundred and twenty-three consecutive adult patients, who underwent clinically indicated treadmill testing from 1987 to 2007 at the Veteran Affairs Medical Center, were evaluated. The research database contains information collected from the physician supervising the tests, including presence of coronary artery disease (CAD) and/or heart failure. This information was obtained by questioning the patient and was also confirmed by reviewing their electronic medical records, which contains clinical and hospital admission notes and reports on previous testing performed due to clinical indications. Excluded patients were those with the following electrocardiographic (ECG) patterns that interfered with the analysis of the exercise ECG: 1) resting ST depression and/or left ventricular hypertrophy, paced rhythm and pre-excitation syndromes (n = 675, 7%), 2) atrial fibrillation (n = 109, 1.1%), resting left bundle branch block (n = 68, 0.7%) and exercise-induced right bundle branch block (n = 23, 0.24%). Three hundred and thirty-eight (3.5%) women were also excluded. The final cohort for analysis consisted of 8,410 males. The research protocol was approved by the Veteran Affairs and Stanford Institutional Review Boards and informed consent for testing was obtained from all patients.</p>
      <p>Exercise testing</p>
      <p>Subjects underwent symptom-limited exercise treadmill testing (ETT) using individualized ramp protocol and exercised to maximum exertion. ECG recording and blood pressure monitoring was performed every two minutes during the test and recovery and when deemed necessary by the physician who was in charge of the exercise testing. In cases of multiple ETTs, only the first one was included for analysis. Twelve-lead ECG data were recorded during the exercise and for 6 minutes during recovery. Exercise-induced LBBB was defined as LBBB that was documented only during the exercise testing. Standard criteria were used to define left bundle branch block<sup>9</sup>: QRS duration &gt; 120 milliseconds; predominately upright complexes with broad-slurred R waves in leads I, aVL, V5, V6; the QRS could be notched, but there were no Q waves in either lead I, aVL, V5 or V6; and QS or rS pattern in V1 with a normal intrinsicoid deflection of 35 milliseconds. ST-segment depression and ST slopes were measured and read by an experienced board certified cardiologist (VF). ST-segment depression was measured at the J junction and ST slope measured over the following 60 milliseconds of the ST segment, and classified as abnormal when horizontal or down-sloping<sup>10</sup>. Standard criteria for test interruption were used, including serious dysrhythmias, a drop in systolic blood pressure below resting levels, greater than 3.0 mm ST segment depression or ST elevation greater than 1.0 mm, severe angina pectoris, or central nervous system complaints. When the endpoint was reached, the treadmill was stopped and the patient was placed in the supine position within 1 minute. Baseline and maximal exercise variables, including exercise-induced hypotension or angina, and estimated exercise capacity in metabolic equivalents (METs) from the final treadmill speed and grade were recorded.</p>
      <p>Outcomes</p>
      <p>Demographic characteristics and outcomes were compared between individuals with normal ECG responses, those with <underline>&gt;</underline> 1.0 mm horizontal or down-sloping ST-segment depression and those with EI-LBBB. The primary outcome variables were all-cause and cardiovascular mortality. Social Security Death and California Death Indices (from the California Department of Health Services) were used to ascertain the vital status of each patient as of December 31, 2007. The California Death Index provided cause of death and it was confirmed by reviewing the Veteran Affairs computerized medical records.</p>
      <p>Data analyses</p>
      <p>Subjects with EI-LBBB, exercise-induced ST segment depression, and normal ST responses to exercise testing were grouped and compared. Analysis of variance with Bonferroni post-hoc adjustment for multiple comparisons and c<sup>2</sup> tests were used for continuous and dichotomous variables, respectively. All continuous variables exhibited normal distribution and are presented as mean &#177; SD, while categorical variables are expressed as absolute and relative (percent) frequencies. P values &lt; 0.05 were considered statistically significant. Age-matching was done by randomly removing patients from the normal and EI-ST depression groups until appropriately aged samples were obtained to account for age differences between the groups. The process was repeated several times.</p>
      <p>All-cause and cardiovascular mortality were used as the primary end points for Kaplan-Meier survival analysis. Cox proportional hazards analysis was used to determine which variables were independently and significantly associated with time to death in both univariate and multivariate models. Analyses were adjusted for age in years and presence of any heart disease. The Number Cruncher Statistical System (NCSS Kaysville, Utah) was used for all statistical analysis.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Of the 9,623 patients screened, 38 cases of EI-LBBB were identified, yielding a prevalence of 0.39% (<xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Table 1</xref>). Of 8,410 subjects who met the inclusion criteria, 32 (0.38%) exhibited EI-LBBB, 1,461 (17.41%) exhibited exercise-induced ST depression, and 6,917 (82.21%) had a normal exercise ECG response. The average duration of follow-up was 8.8 years. <xref ref-type="table" rid="tab2-body2">Table 2</xref> shows the clinical characteristics of the three groups of patients. Individuals with EI-LBBB were older and had higher prevalence of CAD, heart failure, diabetes and tobacco use. Resting heart rate and peak systolic blood pressure were similar across the three groups. The EI-LBBB patients achieved the lowest MET level and peak heart rate compared to the abnormal exercise-induced ST depression and normal ST response groups. Other demographic characteristics are shown in <xref ref-type="table" rid="tab3-body2">Table 3</xref>. Age-matched samples demonstrated that EI-LBBB patients have the same prevalence of ischemic heart disease as those with exercise-induced ST depression, but twice the prevalence as normal individuals; the EI-LBBB patients had three times the prevalence of heart failure as the normal ones (14% <italic>vs</italic> 5%; p &lt; 0.001).</p>
      <table-wrap id="tab1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>There were 1,699 all-cause and 610 cardiovascular (CV) deaths in the target population. Annual death rates were 3.8% among EI-LBBB patients, 2.6% among those with abnormal exercise-induced ST depression and 1.8% in those with normal exercise tests (Log-rank &#967;2 = 53.6, p &lt; 0.0001; <xref ref-type="fig" rid="en_aop04711fig01-body2">Fig. 1</xref>). The rate for cardiovascular causes was 2.1% for EI-LBBB patients, 1.2% for those with exercise-induced ST depression, and 0.6% for those with a normal ECG response. Patients with EI-LBBB and those with exercise-induced ST depression had a Cox proportional hazard ratio of 2.4 (p = 0.002, 95% CI: 1.4 to 4.0) and 1.9 (p = 0.01, 95% CI: 1.1 to 2.7), respectively for all-cause mortality).Both groups did not exhibit significant predictive value when further adjusted for the presence of CAD and/or heart failure (<xref ref-type="table" rid="tab2-body2">Table 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop04711fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Of the 32 cases of EI-LBBB, 13 deaths occurred (4 CV deaths due to acute myocardial infarction). Age, body mass index, resting heart rate, Borg rating, and METs achieved were not statistically different between the two groups (<xref ref-type="table" rid="tab4-body2">Table 4</xref>). However, the non-survivors had a significantly higher prevalence of CAD and heart failure.</p>
      <table-wrap id="tab4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In this large cohort of men, we confirmed that EI-LBBB is an unusual response in individuals who undergo routine, clinical exercise testing (0.38%). The rarity of this finding is consistent with that reported in previous studies (<xref ref-type="table" rid="en_aop04711tab05-body2">Table 5</xref>). In addition, we have confirmed previous studies that have documented a strong association with CAD and/or heart failure in patients with EI-LBBB. We also observed that individuals who develop EI-LBBB during treadmill testing have a significantly higher all-cause mortality rate compared to both individuals with normal and those with abnormal ST-segment depression. However, it loses it predictive ability when adjusted for the presence of CAD and/or heart failure. This latter finding is consistent with authors who have attributed EI-LBBB to functional alterations of the conduction system mediated by autonomic influences<sup>2,4,6,7,11,12</sup>, while our prevalence findings are consistent with those who have proposed an association with CAD<sup>3,5,13-16</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop04711tab05-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>A lower heart rate at peak exercise and poor functional capacity are variables that identify a higher risk group for subsequent all-cause and cardiovascular mortality<sup>17,18</sup>. An interesting finding in the present study was that the presence of EI-LBBB was associated with a lower maximal heart rate and lower exercise capacity compared to those with exercise-induced abnormal ST depression and normal subsets of patients.</p>
      <p>Since the first case report on EI-LBBB<sup>7</sup>, a number of studies have been published with small samples of subjects, which have suggested an association between this finding and CAD or left ventricular dysfunction<sup>1,3,6,16</sup>. Other investigators<sup>19-21</sup> have proposed that in patients without evidence of heart disease, EI-LBBB could be due to a primary defect of the conduction system, with a good prognosis. In the seminal prognostic publication regarding EI-LBBB, a Cleveland Clinic study by Grady et al<sup>8</sup>, EI-LBBB was investigated in seventy cases and seventy matched controls. The primary endpoint was a composite of all-cause mortality, percutaneous coronary intervention<sup>22</sup>, open heart surgery, non-fatal myocardial infarction, documented symptomatic or sustained ventricular tachycardia, and the need to implant a pacemaker or internal cardiac defibrillator. The median follow-up was 3.8 years. After adjustment for age, EI-LBBB was associated with increased risk of primary endpoints including death and major cardiac events. One significant limitation of the study, however, was the sample size. Hence, aiming to overcome the limitation of the Cleveland Clinic study and better define the long-term outcomes associated with EI-LBBB in a larger population, we performed the current study. The 8.8 year follow-up of our patient database is the longest follow up available to date.</p>
      <p>Isolated exercise-induced ST-segment depression is the most common manifestation of myocardial ischemia and its risk has been well established<sup>10,23</sup>. To date, this is the first study comparing mortality in patients with abnormal exercise-induced ST depression and those with EI-LBBB (<xref ref-type="fig" rid="en_aop04711fig01-body2">Fig. 1</xref>). We observed higher mortality rates from all-causes in patients with EI-LBBB, compared to subjects with a normal exercise test and those with ST-segment depression suggestive of myocardial ischemia. Interestingly, patients with EI-LBBB had a significant Cox hazard ratio of 2.37 (p = 0.002) for all-cause mortality, but not when adjusted for the presence of CAD and/or heart failure.</p>
      <p>The value of exercise testing for prognostic assessment in older subjects has been described by Goraya et al<sup>24</sup>. As expected, these individuals had more comorbidities and a lower exercise capacity than their younger counterparts. They also had a significantly worse unadjusted survival. Meanwhile, a positive ST response was not prognostic in these patients when tested as a dichotomous variable<sup>24</sup>. Of clinical importance is the fact that after adjustment for age and presence of CAD and/or heart failure, abnormal exercise-induced ST segment depression lost its independent predictability for all-cause mortality in the 1,461 patients in our cohort (mean age 62.7 &#177; 9.8 years - <xref ref-type="table" rid="tab2-body2">Table 2</xref>).</p>
      <p>Study limitations</p>
      <p>Predictably, several limitations can be seen in our study. First, the sample was composed exclusively of male veterans and thus our results may not be reflective of the general population who are undergoing exercise testing. Second, women have been excluded due to a low number of them undergoing exercise testing (3.5% in our exercise laboratory). Third, low incidence rates of EI-LBBB were identified in our cohort, 19 survivors and 13 non-survivors, thereby reducing the power of the study to detect other associations in the multivariate analysis. However, it seems reasonable from the observation that 61.5% of the EI-LBBB non-survivors had CAD and 38% had heart failure that these morbid states are involved in the mechanisms associated with poorer prognosis. Fourth, heart rate-dependence association deserves some merit; unfortunately this information was not collected in our study. The limited available information regarding this issue suggests that when the exercise-induced block occurs under 132 beats per minute, the possibility of obstructive CAD increases<sup>3,6,7,16</sup>. Fifth, data on pacemaker implantation and follow up in the EI-LBBB patients were either missing or not collected for this study.</p>
      <p>Clinical implications</p>
      <p>Altogether, the findings of this study and previous publications demonstrate that patients who exhibit EI-LBBB should be further investigated for the presence of CAD and/or left ventricular dysfunction, following the same principles that guide the investigation of a patient with abnormal exercise-induced ST segment depression. It is noteworthy that the occurrence of EI-LBBB itself, without evidence of CAD and/or heart failure, may be due to conduction disease and can be associated with a good prognosis. This is in agreement with our recently published paper on exercise-induced right bundle branch block, which demonstrated that EI-RBBB is also an uncommon finding during routine clinical exercise testing and was mainly associated with aging, without independent prognostic value<sup>25</sup>. Therefore, these two analyses indicate that exercise-induced conduction disturbances alone do not carry an increased risk, but they may represent markers of cardiovascular abnormalities which should prompt further investigation.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>EI-LBBB is a rare occurrence during routine clinical exercise testing and patients with this finding have significantly higher all-cause mortality rates compared to those with normal ETT results. The higher mortality with EI-LBBB is largely explained by age and association with CAD and/or heart failure.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Bloqueo completo de la rama izquierda esfuerzo-inducido prevalencia y pron&#243;stico</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El bloqueo completo de rama izquierda esfuerzo-inducido (BCRI E-I) es un hallazgo infrecuente en el test de ejercicio y su prevalencia y significado pron&#243;stico no son claros. OBJETIVO: Evaluar de forma longitudinal la prevalencia y el significado pron&#243;stico del BCRI E-I en los hombres norteamericanos veteranos de guerra. M&#201;TODOS: Evaluamos 9.623 pacientes que realizaron ergometr&#237;a en cinta (TE) entre 1987 y 2007. Los resultados fueron comparados entre aquellos con TE normal (TE NL), los con BCRI E-I y los que presentaron infradesnivel del segmento ST (Dep ST) anormal. La mortalidad y la causa de las muertes fueron identificadas de forma ciega para los resultados del TE. RESULTADOS: En esta cohorte prospectiva y despu&#233;s de las exclusiones, 6.922 individuos presentaron EC NL (57,2 &#177; 11,4 a&#241;os), 1739 tuvieron Dep ST anormal (62,7 &#177; 9,8 a&#241;os), y 32 casos de BCRI E-I fueron identificados (65,2 &#177; 11,9 a&#241;os). La prevalencia del BCRI E-I fue del 0,38%. Despu&#233;s de 8,8 a&#241;os, ocurrieron 1699 muertes por todas las causas y 610 muertes cardiovasculares (CV). La enfermedad arterial coronaria y la insuficiencia card&#237;aca fueron las m&#225;s prevalentes en los pacientes con BCRI E-I. Los pacientes con BCRI E-I presentaron azar de 2,37 (p = 0,002) para la mortalidad por todas las causas, pero ella no fue significativa cuando se ajust&#243; para la edad o cuando la mortalidad cardiovascular fue el desenlace evaluado. CONCLUSI&#211;N: BCRI E-I es un hallazgo raro. Los individuos con BCRI E-I presentan una mayor mortalidad por todas las causas cuando se les compara con los de EC NL. Sin embargo, ese hecho se explica porque esos pacientes son significativamente m&#225;s viejos y por presentar m&#225;s enfermedades cardiovasculares asociadas.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Test de ejercicio</kwd>
        <kwd>trastorno de la conducci&#243;n</kwd>
        <kwd>bloqueo de rama</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top1-body3">
          <label>
            <bold>Bloqueo completo de la rama izquierda esfuerzo-inducido prevalencia y pron&#243;stico</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Ricardo Stein<sup>I</sup>; Michel Ho<sup>II</sup>; Cristiano Machado de Oliveira<sup>I</sup>; Jorge Pinto Ribeiro<sup>I</sup>; Kusum Lata<sup>II</sup>; Joshua Abella<sup>II</sup>; Harold Olson<sup>II</sup>; Jonathan Myers<sup>II</sup>; Victor Froelicher<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Laborat&#243;rio de Fisiopatologia do Exerc&#237;cio (LaFiEx), Servi&#231;o de Cardiologia, Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, Porto Alegre - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Veteran Affairs Palo Alto Health Care System e Stanford University School of Medicine, Palo Alto - Estados Unidos de la Am&#233;rica</p>
      <p><sup>III</sup>Veteran Affairs Long Beach Health Care System, San Diego - Estados Unidos de la Am&#233;rica</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> El bloqueo completo de rama izquierda esfuerzo-inducido (BCRI E-I) es un hallazgo infrecuente en el test de ejercicio y su prevalencia y significado pron&#243;stico no son claros.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar de forma longitudinal la prevalencia y el significado pron&#243;stico del BCRI E-I en los hombres norteamericanos veteranos de guerra.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Evaluamos 9.623 pacientes que realizaron ergometr&#237;a en cinta (TE) entre 1987 y 2007. Los resultados fueron comparados entre aquellos con TE normal (TE NL), los con BCRI E-I y los que presentaron infradesnivel del segmento ST (Dep ST) anormal. La mortalidad y la causa de las muertes fueron identificadas de forma ciega para los resultados del TE.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> En esta cohorte prospectiva y despu&#233;s de las exclusiones, 6.922 individuos presentaron EC NL (57,2 &#177; 11,4 a&#241;os), 1739 tuvieron Dep ST anormal (62,7 &#177; 9,8 a&#241;os), y 32 casos de BCRI E-I fueron identificados (65,2 &#177; 11,9 a&#241;os). La prevalencia del BCRI E-I fue del 0,38%. Despu&#233;s de 8,8 a&#241;os, ocurrieron 1699 muertes por todas las causas y 610 muertes cardiovasculares (CV). La enfermedad arterial coronaria y la insuficiencia card&#237;aca fueron las m&#225;s prevalentes en los pacientes con BCRI E-I. Los pacientes con BCRI E-I presentaron azar de 2,37 (p = 0,002) para la mortalidad por todas las causas, pero ella no fue significativa cuando se ajust&#243; para la edad o cuando la mortalidad cardiovascular fue el desenlace evaluado.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> BCRI E-I es un hallazgo raro. Los individuos con BCRI E-I presentan una mayor mortalidad por todas las causas cuando se les compara con los de EC NL. Sin embargo, ese hecho se explica porque esos pacientes son significativamente m&#225;s viejos y por presentar m&#225;s enfermedades cardiovasculares asociadas. (Arq Bras Cardiol 2011; 97(1):26-32)</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Test de ejercicio; trastorno de la conducci&#243;n; bloqueo de rama.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El bloqueo completo de rama izquierda esfuerzo-inducido (BCRI E-I) es un hallazgo electrocardiogr&#225;fico raro, pudiendo estar asociado o no a anormalidades card&#237;acas demostrables<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>La aparici&#243;n de ese fen&#243;meno ha sido relatada en aproximadamente un 0,5% de todos los pacientes sometidos al test ergom&#233;trico<sup>3-7</sup>.</p>
      <p>En estudio cl&#225;sico, Grady et al<sup>8</sup> demostraron que el BCRI E-I es un predictor independiente de eventos card&#237;acos mayores, as&#237; como de muerte. Estos autores siguieron cuatro a&#241;os 140 pacientes, habiendo realizado un estudio de caso control. Para validar esos hallazgos, evaluamos de forma longitudinal la prevalencia de BCRI E-I en una gran cohorte de hombres americanos veteranos de guerra y comparamos la significaci&#243;n pron&#243;stica de este trastorno de la conducci&#243;n en individuos con y sin respuestas anormales del segmento ST al test ergom&#233;trico en cinta (TE).</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Poblaci&#243;n del estudio y ECG de reposo</bold>
      </p>
      <p>Entre 1987 y 2007, un total de 9.623 hombres adultos con indicaci&#243;n cl&#237;nica, procuraron el <italic>Veteran Affairs Medical Center</italic> de Palo Alto y San Diego, siendo evaluados de forma consecutiva a trav&#233;s del TE. El banco de datos conteniendo todas las informaciones colectadas por el m&#233;dico que supervis&#243; los tests incluy&#243; presencia de enfermedad arterial coronaria (EAC) y/o insuficiencia card&#237;aca (IC). Esos datos fueron obtenidos a trav&#233;s de anamnesis hecha con los pacientes, siendo confirmados por la revisi&#243;n de historias cl&#237;nicas electr&#243;nicas, las cuales conten&#237;an informaciones cl&#237;nicas sobre consultas, internaciones, as&#237; como sobre tests anteriores. Se excluyeron pacientes con los siguientes est&#225;ndares electrocardiogr&#225;ficos, los cuales pod&#237;an interferir con el an&#225;lisis del electrocardiograma (ECG) de esfuerzo: 1) infradesnivel del segmento ST en reposo y/o hipertrofia ventricular, ritmo de marcapasos y s&#237;ndrome de preexcitaci&#243;n (n = 675, 7%), 2) fibrilaci&#243;n atrial (n = 109, 1,1%), bloqueo de rama izquierda en reposo (n = 68, 0,7%) y bloqueo completo de rama derecha esfuerzo-inducido (n = 23, 0,24%). Trescientas treinta y ocho mujeres (3,5%) tambi&#233;n fueron excluidas. La cohorte final sometida a an&#225;lisis fue constituida por 8.410 individuos del sexo masculino. El protocolo de investigaci&#243;n fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica del <italic>Veteran Affairs Health Care System</italic> y de la <italic>Stanford University School of Medicine</italic>. T&#233;rmino de consentimiento libre y aclarado fue obtenido de todos los pacientes.</p>
      <p>
        <bold>Test ergom&#233;trico</bold>
      </p>
      <p>Los individuos se sometieron al test ergom&#233;trico (TE), s&#237;ntoma-limitado sobre una cinta (o tapiz rodante), utilizando el protocolo de rampa individualizado, realizando el test de ejercicio m&#225;ximo. El registro del ECG y la monitorizaci&#243;n de la presi&#243;n arterial fue realizada a cada dos minutos durante el test y la recuperaci&#243;n, y cuando fue pertinente por el m&#233;dico responsable de la prueba de esfuerzo. En el caso de m&#250;ltiples test ergom&#233;tricos, solamente el primero se incluy&#243; en el an&#225;lisis. Los datos del ECG de 12 derivaciones fueron registrados durante el ejercicio y por 6 minutos en la recuperaci&#243;n. El bloqueo completo de la rama izquierda ejercicio-inducido (BCRI E-I), fue definido como BCRI E-I documentado solamente durante el TE. Los criterios est&#225;ndar se usaron para definir el BCRI<sup>9</sup>: duraci&#243;n de QRS &gt; 120 milisegundos; complejos predominantemente elevados con ondas R amplias poco n&#237;tidas en los electrodos I, aVL, V5, V6; el QRS podr&#237;a presentar indentaciones pero no hab&#237;a ondas Q en los electrodos I, aVL, V5 o V6; y el est&#225;ndar QS o rS en V1 con deflexi&#243;n intrinsecoide normal de 35 milisegundos. La infradesnivelaci&#243;n y las inclinaciones del segmento ST se midieron y analizaron por un cardi&#243;logo con t&#237;tulo de especialista (VF). La infradesnivelaci&#243;n del segmento ST se midi&#243; en la junci&#243;n J y la inclinaci&#243;n del ST fue medida durante los siguientes 60 milisegundos del segmento ST, y clasificados como anormales cuando eran horizontales o inclinados hacia abajo<sup>10</sup>. Los criterios est&#225;ndares fueron utilizados para la interrupci&#243;n del test incluyendo la arritmia grave, la ca&#237;da en la presi&#243;n arterial sist&#243;lica por debajo de los niveles de reposo, depresi&#243;n del segmento ST &gt; 3,0 mm o elevaci&#243;n del segmento ST &gt; 1,0 mm, angina de pecho grave, o alteraciones del sistema nervioso central. Cuando los criterios finales de valoraci&#243;n (<italic>endpoint</italic>), se alcanzaron, la prueba sobre la cinta se interrumpi&#243; y el paciente fue colocado en posici&#243;n supina en un 1 minuto. Tambi&#233;n se registraron las variables basales en el ejercicio m&#225;ximo, incluyendo la hipotensi&#243;n ejercicio-inducida o la angina, y la capacidad de ejercicio estimada en equivalentes metab&#243;licos (METs), a partir de la velocidad final y del grado de elevaci&#243;n de la cinta.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas y los resultados se compararon entre los individuos con respuestas normales al ECG, o sea, los que presentaban depresi&#243;n del segmento ST <underline>&gt;</underline> 1,0 mm horizontal o descendente, y los que ten&#237;an BCRE-EI. Las variables del desenlace primario fueron la mortalidad por todas las causas y la mortalidad cardiovascular. Los Indicadores de Muerte de la Seguridad Social y de California (Departamento de Servicios de Salud de California), se usaron para asegurar el estado vital de cada paciente el 31 de diciembre de 2007. El Indicador de Muertes de California suministr&#243; la causa de la muerte y confirm&#243; las informaciones por medio de la revisi&#243;n de los registros m&#233;dicos computadorizados del <italic>Veteran Affairs</italic>.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de datos</bold>
      </p>
      <p>Los individuos con BCRI E-I, depresi&#243;n del segmento ST esfuerzo-inducido (ST E-I) y respuestas normales del segmento ST al TE, fueron agrupados y comparados. El an&#225;lisis de variancia con el ajuste del test post-hoc de Bonferroni para comparaciones m&#250;ltiples y test c<sup>2</sup>, fueron usados para las variables continuas y dicot&#243;micas, respectivamente. Todas las variables continuas arrojaron una distribuci&#243;n normal y aparecen como promedio &#177; DP, mientras que las variables categ&#243;ricas est&#225;n expresadas como frecuencias absolutas y relativas (porcentual). Los valores de p &lt; 0,05 se consideraron estad&#237;sticamente significativos. El pareo por edad fue realizado por medio de la retirada aleatoria de pacientes de los grupos normal y con depresi&#243;n de ST E-I, hasta obtener las muestras con edades apropiadas para representar las diferencias de edad entre los grupos. El proceso fue repetido varias veces.</p>
      <p>La mortalidad por todas las causas y la mortalidad cardiovascular, fueron usadas como los criterios finales de valoraci&#243;n primarios para el an&#225;lisis de supervivencia de Kaplan-Meier. El an&#225;lisis de riesgo proporcional de Cox fue utilizada para determinar cu&#225;les variables estaban asociadas de forma independiente y significativa al tiempo hasta el momento de la muerte en los modelos univariado y multivariado. Los an&#225;lisis fueron ajustados para la edad en a&#241;os y la presencia de cualquier enfermedad card&#237;aca. El <italic>software Number Cruncher Statistical System</italic> (NCSS Kaysville, Utah), se us&#243; para todos los an&#225;lisis estad&#237;sticos.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Entre los 9.623 pacientes evaluados, hab&#237;a 38 casos de BCRI E-I, lo que result&#243; en una prevalencia de 0,39% (<xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Tabla 1</xref>). De los 8.410 individuos que rellenaron los criterios de inclusi&#243;n, 32 (0,38%) presentaron BCRI E-I, 1.461 (17,41%) presentaron depresi&#243;n del segmento ST ejercicio-inducido y 6.917 (82,21%) presentaron una respuesta normal al ejercicio en el ECG.</p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La duraci&#243;n promedio del seguimiento fue de 8,8 a&#241;os. La <xref ref-type="table" rid="tab2-body3">Tabla 2</xref> muestra las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas de los tres grupos de pacientes. Individuos con BCRI E-I eran m&#225;s viejos y presentaban una mayor incidencia de EAC, IC, diabetes y tabaquismo. La frecuencia card&#237;aca (FC), de reposo y la presi&#243;n arterial sist&#243;lica fueron similares entre los tres grupos. Los pacientes con BCRI E-I alcanzaron los menores niveles de MET y FC de pico cuando se les compar&#243; con los grupos que ten&#237;an depresi&#243;n de segmento ST anormal ejercicio-inducido, y una respuesta normal del segmento ST al ejercicio. Otras caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas aparecen en la <xref ref-type="table" rid="tab3-body3">Tabla 3</xref>. Muestras pareadas por edad demostraron que los pacientes con BCRI E-I ten&#237;an la misma prevalencia de enfermedad card&#237;aca isqu&#233;mica, cuando se les compar&#243; con aquellos con depresi&#243;n de segmento ST ejercicio-inducido, pero con dos veces la prevalencia encontrada en el grupo normal; los pacientes con BCRI E-I ten&#237;an tres veces la prevalencia de IC cuando se les compar&#243; con los pacientes normales (14% <italic>vs</italic> 5%; p &lt; 0,001).</p>
      <table-wrap id="tab2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Hubo 1.699 muertes por todas las causas y 610 muertes cardiovasculares (CV), en la poblaci&#243;n-objetivo. Las tasas anuales de muerte fueron de un 3,8% en pacientes con BCRI E-I, 2,6% entre aquellos con depresi&#243;n de segmento ST ejercicio-inducido y 1,8% en los que ten&#237;an resultados normales la TE (Log-rank &#967;2 = 53,6, p &lt; 0,0001; <xref ref-type="fig" rid="es_a05fig01m-body3">Fig. 1</xref>). La tasa de causas cardiovasculares fue de un 2,1% para pacientes con BCRI E-I, 1,2% para pacientes con depresi&#243;n de segmento ST ejercicio-inducido y un 0,6% para aquellos con respuesta normal al ECG. Los pacientes con BCRI E-I y aquellos con depresi&#243;n de segmento ST ejercicio-inducido ten&#237;an una raz&#243;n de riesgo proporcional de Cox de 2,4 (p = 0,002, IC95%: 1,4 a 4,0) y 1,9 (p = 0,01, IC95%: 1,1 a 2,7), respectivamente, para la mortalidad por todas las causas). Ninguno de los dos grupos tuvo un valor predictivo de pron&#243;stico significativo ni siquiera cuando se hizo el ajuste para la presencia de EAC y/o IC (<xref ref-type="table" rid="tab2-body3">Tabla 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a05fig01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>De los 32 casos de BCRI E-I, ocurrieron 13 muertes (4 muertes CV debido a infarto agudo del miocardio). Edad, &#237;ndice de masa corporal (IMC), FC de reposo, escala de Borg y METs alcanzados que no fueron estad&#237;sticamente diferentes entre los dos grupos (<xref ref-type="table" rid="tab4-body3">Tabla 4</xref>). Sin embargo, los no supervivientes ten&#237;an una prevalencia significativamente mayor de EAC e IC.</p>
      <table-wrap id="tab4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En esa gran cohorte masculina, confirmamos que el BCRI E-I es una respuesta poco usual en individuos sometidos a test ergom&#233;trico (0,38%). La frecuencia poco com&#250;n de este hallazgo es consistente con lo relatado en estudios previos (<xref ref-type="table" rid="es_a05tab5m-body3">Tabla 5</xref>). Adem&#225;s de eso, confirmamos datos ya publicados en estudios anteriores que documentaron una fuerte asociaci&#243;n de la EAC y/o IC en pacientes con BCRI E-I. Tambi&#233;n observamos que individuos que desarrollan BCRI E-I durante el test ergom&#233;trico presentan tasas de mortalidad por todas las causas significativamente m&#225;s elevada cuando son comparados a individuos con respuesta normal y aquellos con depresi&#243;n de segmento ST anormal. Entre tanto, ese dato pierde su capacidad predictiva cuando es ajustado para presencia de EAC y/o IC. Ese &#250;ltimo hallazgo es consistente con autores que atribuyeron el BCRI E-I a alteraciones funcionales del sistema de conducci&#243;n mediadas por influencias auton&#243;micas<sup>2,4,6,7,11,12</sup>, mientras que nuestros hallazgos de prevalencia son consistentes con aquellos que propusieron una asociaci&#243;n con EAC<sup>3,5,13-16</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a05tab5m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-97-01-0026-00054-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Una FC menor en el pico del ejercicio y baja capacidad funcional son variables que identifican un grupo de mayor riesgo para mortalidad por todas las causas, as&#237; como por mortalidad cardiovascular.<sup>17,18</sup> Un hallazgo interesante del presente estudio fue que la presencia de BCRI E-I estaba asociada a una menor FC m&#225;xima y menor capacidad de ejercicio, cuando fue comparada a pacientes con respuesta normal al ejercicio y con aquellos con depresi&#243;n anormal del segmento ST E-I.</p>
      <p>Desde el primer relato de caso sobre BCRI E-I<sup>7</sup>, varios estudios conteniendo peque&#241;as muestras fueron publicados, lo que sugiere una asociaci&#243;n entre ese hallazgo y EAC o disfunci&#243;n ventricular izquierda<sup>1,3,6,16</sup>. Otros investigadores<sup>19-21</sup> propusieron que en pacientes sin evidencia de enfermedad card&#237;aca, el BCRI E-I podr&#237;a ser causado por un trastorno primario del sistema de conducci&#243;n, acarreando un buen pron&#243;stico. Grady et al.<sup>8</sup>, investigadores de la Cleveland Clinic, publicaron un estudio cl&#225;sico evaluando la presencia del BCRI E-I en el TE. Los autores evaluaron 70 casos y 70 controles pareados. El desenlace primario fue compuesto de mortalidad por todas las causas, intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea<sup>22</sup>, cirug&#237;a card&#237;aca, infarto de miocardio no fatal, taquicardia ventricular sintom&#225;tica o sostenida documentada y necesidad de implante de marcapasos o desfibrilador card&#237;aco interno. El seguimiento medio fue de 3,8 a&#241;os. Despu&#233;s de ajuste para edad, el BCRI E-I fue asociado a aumento en el riesgo de los resultados primarios, incluyendo muerte y eventos card&#237;acos mayores. Una limitaci&#243;n importante de este estudio, entre tanto, fue el tama&#241;o de la muestra. En ese particular, nuestro estudio fue concebido y realizado con el objetivo de superar la limitaci&#243;n del estudio de la Cleveland Clinic y definir mejor los resultados de largo plazo asociados con BCRI E-I en una poblaci&#243;n mayor. Hasta donde tenemos conocimiento, el seguimiento medio de 8,8 a&#241;os de nuestro estudio es el m&#225;s largo disponible hasta la fecha.</p>
      <p>La depresi&#243;n del segmento ST E-I es la manifestaci&#243;n m&#225;s com&#250;n de isquemia mioc&#225;rdica y su riesgo ya est&#225; bien definido<sup>10,23</sup>. Cabe destacar que este es el primer estudio que compara la mortalidad en pacientes con depresi&#243;n anormal del segmento ST E-I y aquellos con BCRI E-I (<xref ref-type="fig" rid="es_a05fig01m-body3">Figura 1</xref>). Observamos una mayor mortalidad por todas las causas en pacientes con BCRI E-I cuando son comparados a individuos con TE normal y aquellos con depresi&#243;n del segmento ST sugestiva de isquemia mioc&#225;rdica. Es interesante notar que pacientes con BCRI E-I ten&#237;an una raz&#243;n de riesgo de Cox de 2,37 (p = 0,002) para mortalidad por todas las causas, pero no cuando era ajustada para la presencia de EAC y/o IC.</p>
      <p>El valor del TE para la evaluaci&#243;n pron&#243;stica de individuos mayores fue descripto por Goraya et al<sup>24</sup>. Como era esperado, esos individuos presentaban m&#225;s comorbilidades y ten&#237;an una menor capacidad de ejercicio que individuos m&#225;s j&#243;venes. Tambi&#233;n presentaban una tasa de sobrevida no ajustada significativamente menor. Mientras tanto, una respuesta alterada del segmento ST no fue un marcador pron&#243;stico en esos pacientes, cuando testeada como variable dicot&#243;mica<sup>24</sup>. Es cl&#237;nicamente relevante citar el hecho de que, despu&#233;s del ajuste para edad y presencia de EAC y/o IC, la depresi&#243;n anormal del segmento ST E-I perdi&#243; su capacidad independiente de predecir mortalidad por todas las causas en los 1.461 pacientes de nuestra cohorte (media de edad 62,7 &#177; 9,8 a&#241;os - <xref ref-type="table" rid="tab2-body3">Tabla 2</xref>).</p>
      <p>
        <bold>Limitaciones del estudio</bold>
      </p>
      <p>Previsiblemente, hay varias limitaciones en nuestro estudio. Primero, la muestra consist&#237;a exclusivamente en veteranos del sexo masculino y, por lo tanto, nuestros resultados pueden no reflejar las respuestas de la poblaci&#243;n en general sometida al TE. Segundo, las mujeres fueron excluidas debido al bajo n&#250;mero de las mismas que fueron sometidas al TE (3,5% en nuestro Laboratorio de Ejercicio). Tercero, bajas tasas de incidencia de BCRI E-I fueron identificadas en nuestra cohorte, 19 sobrevivientes y 13 no sobrevivientes, reduciendo as&#237; el poder del estudio en detectar otras asociaciones en el an&#225;lisis multivariado. Entre tanto, parece razonable concluir, a partir de la observaci&#243;n de que 61,5% de los no sobrevivientes con BCRI E-I ten&#237;an EAC y 38% ten&#237;an IC, que esos estados m&#243;rbidos est&#225;n envueltos en los mecanismos asociados con peor pron&#243;stico. Cuarto, la asociaci&#243;n de la dependencia de la FC merece alg&#250;n cr&#233;dito: infelizmente esa informaci&#243;n no fue colectada en nuestro estudio. Mientras tanto, las informaciones disponibles en relaci&#243;n a esa cuesti&#243;n sugieren que cuando el bloqueo ejercicio-inducido ocurre abajo de 132 latidos por minuto, la posibilidad de EAC obstructiva aumenta<sup>3,6,7,16</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Implicaciones cl&#237;nicas</bold>
      </p>
      <p>En conjunto, los hallazgos de este estudio y de publicaciones anteriores demuestran que pacientes con BCRI E-I deber&#237;an ser m&#225;s cuidadosamente investigados en relaci&#243;n a la presencia de EAC y/o disfunci&#243;n ventricular izquierda, siguiendo los mismos principios que gu&#237;an la investigaci&#243;n de un paciente con depresi&#243;n del segmento ST esfuerzo-inducida. Es necesario mencionar que la ocurrencia de BCRI E-I aisladamente, sin evidencia de EAC y/o IC, puede ser resultante de enfermedad del sistema de conducci&#243;n, pudiendo estar asociada con buen pron&#243;stico. Tal hecho va en la misma direcci&#243;n de nuestro estudio recientemente publicado sobre bloqueo de rama derecha esfuerzo-inducido, el cual demostr&#243; que este trastorno de la conducci&#243;n relacionado al TE tambi&#233;n es un hallazgo poco com&#250;n que estuvo asociado al proceso de envejecimiento, no presentando valor pron&#243;stico independiente<sup>25</sup>. Siendo as&#237;, los resultados provenientes de esos dos an&#225;lisis indican que, aisladamente, los trastornos de la conducci&#243;n inducidos por el ejercicio no presentan aumento en el riesgo, pero pueden ser traducidos como marcadores de anormalidades cardiovasculares que deber&#237;an llevar a investigaciones adicionales.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>El BCRI E-I es una ocurrencia rara durante el test ergom&#233;trico y pacientes que presentan ese hallazgo tienen tasas de mortalidad por todas las causas m&#225;s elevadas cuando son comparados a aquellos con resultados normales al examen supracitado. Mientras tanto, ese incremento en la mortalidad en pacientes que desarrollan BCRI E-I al TE puede ser ampliamente explicado por la edad y por su asociaci&#243;n con EAC y/o insuficiencia card&#237;aca.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>CNPq financi&#243; parcialmente el presente estudio.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte del Post Doctorado de Ricardo Stein, por Stanford University - Palo Alto/Calif&#243;rnia (EUA).</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
