<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">LJ7xzvHrDMB3kkbHzk7FqKj</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600620</article-id>
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          <subject>Ponto de Vista</subject>
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        <article-title>A densidade de saberes disciplinares motivada pela hist&#243;ria natural de valvopatias</article-title>
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            <surname>Grinberg</surname>
            <given-names>Max</given-names>
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          <name>
            <surname>Accorsi</surname>
            <given-names>Tarso Augusto Duenhas</given-names>
          </name>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Instituto do Cora&#231;&#227;o</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>06</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>e123</fpage>
      <lpage>e125</lpage>
      <permissions>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>03</day>
        <month>10</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>A densidade de saberes disciplinares motivada pela hist&#243;ria natural de valvopatias</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Max Grinberg; Tarso Augusto Duenhas Accorsi</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Doen&#231;a das valvas card&#237;acas/hist&#243;ria, servi&#231;os de sa&#250;de/tend&#234;ncias, cardiologia/educa&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <italic>Cuidados terci&#225;rios geram especialistas. Especialistas nutrem-se de cuidados terci&#225;rios. O "multiconsultismo" n&#227;o deve fragmentar a figura do m&#233;dico na condu&#231;&#227;o do caso.</italic>
    </p>
    <p>
      <italic>Morgenstern L. Will, The real doctor please standup?</italic>
    </p>
    <p>Tr&#234;s em cada 04 recomenda&#231;&#245;es para cuidar de portadores de valvopatia sustentam-se em n&#237;vel C de evid&#234;ncia<sup>1</sup>. &#201; realidade que destaca o valor da experi&#234;ncia de fato vivenciada &#224; beira do leito na composi&#231;&#227;o da experi&#234;ncia coletivizada na literatura.</p>
    <p>Passar pelas situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas do "seu paciente", sendo o "cardiologista dele", apoiado por conhecimento pr&#243;prio e de colegas (presentes ou com presen&#231;a por publica&#231;&#227;o), versados em saberes disciplinares, aprofundados em detalhamentos, multiplica-se em seguran&#231;a para a rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente. O papel central educativo da beira do leito &#233; o <italic>feedback</italic> assistencial que possibilita reconhecer o que &#233; essencial numa mescla de saberes para se construir uma firme identidade profissional (crer e poder) resolutiva para as necessidades do paciente com defici&#234;ncias em valva card&#237;aca<sup>2</sup>.</p>
    <p>A Cardiologia do Brasil harmoniza-se, com ajustes, &#224; mem&#243;ria universal sobre doen&#231;a valvar. Em rela&#231;&#227;o aos pa&#237;ses que lideram a globaliza&#231;&#227;o de diretrizes, o estetosc&#243;pio brasileiro capta um maior n&#250;mero de repeti&#231;&#245;es de ru&#237;dos card&#237;acos e diversidades de valvopatia. Os v&#225;rios servi&#231;os brasileiros funcionam como reservat&#243;rios de uma infinita potencialidade de casos cl&#237;nicos e centros de refer&#234;ncia (alta viv&#234;ncia) em doen&#231;a valvar que d&#227;o suporte pedag&#243;gico de excel&#234;ncia<sup>3</sup>.</p>
    <p>Perspectivas de atualiza&#231;&#227;o da diretriz brasileira<sup>4</sup>esbarram, especificamente, em &#243;bices financeiros e, no geral, numa corrente minimiza&#231;&#227;o de ado&#231;&#227;o que acontece com diretrizes nacionais, frente &#224; alta credibilidade das sociedades americanas e europeias de cardiologia.</p>
    <p>A frequ&#234;ncia da etiopatogenia reum&#225;tica - que traz peculiaridades ao atendimento de brasileiros - deve manter-se nos pr&#243;ximos anos<sup>5</sup>. O aumento da expectativa de vida no Brasil projeta aumento da les&#227;o valvar dos idosos. Da adi&#231;&#227;o, no curto prazo, adv&#233;m a perspectiva de crescimento do n&#250;mero de portadores de valvopatia inclu&#237;do numa popula&#231;&#227;o de quase 200 milh&#245;es de habitantes e distribu&#237;do, com heterogeneidade socioecon&#244;mica, pela imensid&#227;o dos 8 milh&#245;es e 500 mil km&#178; de abrang&#234;ncia do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de<sup>6</sup>.</p>
    <p>Essa renovada continuidade de express&#227;o qualitativa e quantitativa das doen&#231;as das valvas do cora&#231;&#227;o &#233; raz&#227;o suficiente para sobressair um decorrente planejamento na forma&#231;&#227;o do jovem cardiologista brasileiro<sup>7</sup>. Os programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o precisam estar estruturados para o desenvolvimento de <italic>expertise</italic> de cl&#237;nica valvar que sustente boas pr&#225;ticas a uma longa continuidade et&#225;ria, que vai desde crian&#231;as e adolescentes at&#233; nonagen&#225;rios.</p>
    <p>A excel&#234;ncia das estrat&#233;gias &#250;teis e eficazes para o portador de doen&#231;a valvar constr&#243;i-se pela agrega&#231;&#227;o de m&#250;ltiplos saberes disciplinares. H&#225; o essencial da forma&#231;&#227;o profissional, onde o paciente com valvopatia &#233; quem se apresenta com a mais pedag&#243;gica proped&#234;utica f&#237;sica do cora&#231;&#227;o. H&#225; as complexidades que exigem ampla abertura das fronteiras da fragmenta&#231;&#227;o disciplinar - associada &#224; hiperespecializa&#231;&#227;o -, criadas pela avalanche da massa de inova&#231;&#245;es cient&#237;ficas e tecnol&#243;gicas. M&#233;todos e normas utilizados na especificidade de cada disciplina precisam "dialogar" &#224; beira do leito do portador de doen&#231;a valvar, e da intertextualidade resultar a aplica&#231;&#227;o da melhor equa&#231;&#227;o entre benefic&#234;ncia cl&#237;nica e seguran&#231;a para o paciente. O cardiologista em forma&#231;&#227;o tem que obter a capacita&#231;&#227;o para, uma vez instado a interagir na hist&#243;ria natural das valvopatias, desempenhar-se como moderador da interlocu&#231;&#227;o das disciplinas, quer para a aplica&#231;&#227;o direta, quer para a habilita&#231;&#227;o &#224; an&#225;lise cr&#237;tica &#224; atua&#231;&#227;o de outros, de modo individual ou em equipe.</p>
    <p>A intimidade do endoc&#225;rdio com o sangue circulante &#233; o fundamento das m&#250;tuas influ&#234;ncias hemodin&#226;micas e estruturais observadas &#224; beira do leito do portador de valvopatia. Por um lado, a les&#227;o morfol&#243;gica valvar causa inatas adapta&#231;&#245;es por hipertrofia conc&#234;ntrica ou exc&#234;ntrica do mioc&#225;rdio, por outro, o impacto da modifica&#231;&#227;o estrutural sobre a f&#237;sica da circula&#231;&#227;o do sangue provoca trombos, ou, ainda, bact&#233;rias invadem o sangue e acrescentam danos ao endoc&#225;rdio<sup>8</sup>.</p>
    <p>A composi&#231;&#227;o de disciplinas exigidas &#233; numerosa. Por exemplo, a condu&#231;&#227;o de uma decis&#227;o terap&#234;utica sobre uma valvopatia que causa insufici&#234;ncia card&#237;aca grave associada &#224; ocorr&#234;ncia recente de acidente vascular cerebral em paciente sob anticoagula&#231;&#227;o envolve forte pluralidade composta por cardiologia, cirurgia card&#237;aca, anestesiologia, neurologia, hematologia e imagenologia. </p>
    <p>Destacamos 10 componentes disciplinares:</p>
    <disp-quote>
      <p><italic>1. Hematologia -</italic> A preven&#231;&#227;o de tromboembolismo &#233; o racional para o interesse do cardiologista em adquirir familiaridade com anticoagula&#231;&#227;o. A grandeza em cl&#237;nica de valvopatia, formada especialmente pela ocorr&#234;ncia de fibrila&#231;&#227;o atrial e/ou presen&#231;a de pr&#243;tese met&#225;lica, expressa-se pela prescri&#231;&#227;o de varfarina em cerca de 50% das receitas emitidas no ambulat&#243;rio da Unidade Cl&#237;nica de Valvopatias do InCor, representando consumo de 400 mil comprimidos de 5 mg/ano e realiza&#231;&#227;o de 250 mil an&#225;lises de INR. O cardiologista precisa estar capacitado a: a) iniciar, orientar sobre intera&#231;&#245;es medicamentosas e alimentares e dar sequ&#234;ncia a ajustes para o controle dos n&#237;veis de anticoagula&#231;&#227;o; b) conduzir ponte varfarina-heparina-varfarina periprocedimento; c) reconhecer precocemente e manejar complica&#231;&#245;es da anticoagula&#231;&#227;o, tendo em vista que 7,6 a cada 100 pacientes/ano apresentam sangramentos quando anticoagulados, sendo 14% grandes sangramentos e, em at&#233; 0,04% destes pacientes, o sangramento &#233; fatal<sup>9</sup>. </p>
      <p><italic>2. Cirurgia card&#237;aca -</italic> O mau progn&#243;stico da hist&#243;ria natural de valvopatias desencadeou o nascimento e o desenvolvimento da cirurgia card&#237;aca. O cardiologista tem que adquirir <italic>expertise</italic> na indica&#231;&#227;o do melhor momento para fazer cessar o curso da remodela&#231;&#227;o card&#237;aca adaptativa &#224;s anormalidades hemodin&#226;micas e proporcionar uma hist&#243;ria p&#243;s-operat&#243;ria beneficente para a qualidade de vida do paciente e/ou da fun&#231;&#227;o mioc&#225;rdica. Como n&#227;o existe iatrogenia-zero, o cardiologista precisa conhecer a face etiopatog&#234;nica do tratamento cir&#250;rgico, manifesta em complica&#231;&#245;es imediatas e mediatas de naturezas essencialmente hemodin&#226;micas e infecciosas. A mortalidade da cirurgia card&#237;aca valvar varia de 1,7 at&#233; 10,1% na literatura, podendo ser maior em presen&#231;a de maior n&#250;mero de comorbidades<sup>10</sup>. </p>
      <p><italic>3. Pediatria -</italic> A atividade reum&#225;tica &#233; manifesta&#231;&#227;o do jovem que nasce com predisposi&#231;&#227;o gen&#233;tica para uma rea&#231;&#227;o imunit&#225;ria autoagressiva ao <italic>Streptococcus pyogenes</italic>. As peculiaridades do manejo cl&#237;nico de crian&#231;as/adolescentes, incluindo diagn&#243;stico diferencial de cardite e/ou artrite, doses de f&#225;rmacos, como penicilina e corticoster&#243;ides, e intera&#231;&#227;o com o respons&#225;vel legal devem ser conhecidas pelo cardiologista instado a acompanhar o portador de valvopatia reum&#225;tica na inf&#226;ncia/juventude<sup>11</sup>. </p>
      <p><italic>4. Infectologia </italic>- O portador de valvopatia est&#225; sob risco permanente de sofrer uma infec&#231;&#227;o no local da altera&#231;&#227;o morfol&#243;gica valvar. A forma&#231;&#227;o do cardiologista necessita prover compet&#234;ncia para se envolver no diagn&#243;stico diferencial da manifesta&#231;&#227;o de febre em presen&#231;a de valvopatia, para suspeitar de agentes infecciosos que provocam hemocultura negativa, e podem ser reconhecidos por sorologia, e para se conduzir perante variadas respostas cl&#237;nicas do paciente &#224; antibioticoterapia<sup>12</sup>. </p>
      <p><italic>5. Neurologia -</italic> O enc&#233;falo pode ser &#243;rg&#227;o de choque irmanado ao cora&#231;&#227;o durante atividade reum&#225;tica, sendo a coreia de Sydenham (<italic>Thomas Sydenham -1624-1689</italic>) um dos 05 crit&#233;rios maiores de Jones (<italic>Thomas Duckett Jones-1899-1954</italic>). A embolia cerebral, consequente ao comprometimento do endoc&#225;rdio valvar ou parietal, sangu&#237;nea ou por vegeta&#231;&#227;o, constitui intercorr&#234;ncia de valvopatia ou de endocardite infecciosa que costuma agravar expressivamente o quadro cl&#237;nico e trazer sequelas e agravamentos de progn&#243;stico<sup>1</sup>. </p>
      <p><italic>6. Odontologia </italic>- A gengiva e o alv&#233;olo dent&#225;rio s&#227;o portas de entrada tradicionais para a etiologia pelo grupo <italic>viridans </italic>da endocardite estreptococ&#243;cica<sup>13</sup>. Cabe ao cardiologista contribuir para conscientizar o portador de valvopatia sobre a conveni&#234;ncia da preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria da sa&#250;de bucal. Pela frequ&#234;ncia com que ocorre a concomit&#226;ncia de anticoagula&#231;&#227;o e de exodontia/endodontia no portador de valvopatia, a forma&#231;&#227;o do cardiologista deve incluir o conhecimento da combina&#231;&#227;o de t&#233;cnicas que permitam conciliar a necessidade de interven&#231;&#227;o dental com a qualidade da preven&#231;&#227;o de tromboembolismo<sup>14</sup>. </p>
      <p><italic>7. Imagenologia -</italic> Altera&#231;&#227;o morfol&#243;gica de valvas, aposi&#231;&#227;o de trombo e vegeta&#231;&#227;o, medidas da remodela&#231;&#227;o e fun&#231;&#227;o card&#237;acas s&#227;o complementos &#250;teis para a tomada de decis&#227;o em cl&#237;nica de valvopatia. Faz parte da forma&#231;&#227;o do cardiologista adquirir viv&#234;ncia na an&#225;lise cr&#237;tica da imagem frente aos dados cl&#237;nicos, de modo a atribuir hierarquia de valor cl&#237;nico e capacitar-se para resolver situa&#231;&#245;es de dissocia&#231;&#227;o entre cl&#237;nica e imagem. A ecocardiografia, ao permitir a vis&#227;o anat&#244;mica e a an&#225;lise funcional, tem sido um apoio valioso - pedag&#243;gico e cl&#237;nico - para a consolida&#231;&#227;o de um racioc&#237;nio cl&#237;nico baseado no maior n&#250;mero de evid&#234;ncias recolhidas do pr&#243;prio paciente. </p>
      <p><italic>8. Obstetr&#237;cia </italic>- A idade f&#233;rtil &#233; motivo de aten&#231;&#227;o peculiar pelo cardiologista que cuida de portadora de valvopatia. Planejamento familiar e cuidados durante o ciclo grav&#237;dico-puerpural requerem an&#225;lises de progn&#243;stico e decis&#245;es terap&#234;uticas de risco materno-fetal<sup>1,10</sup>. </p>
      <p><italic>9. Gastroenterologia </italic>- Prote&#231;&#227;o g&#225;strica por meio de omeprazol faz parte de 42% das receitas emitidas no ambulat&#243;rio de Cardiopatias Valvares do InCor. Ademais, a identifica&#231;&#227;o de <italic>Streptococcus bovis </italic>traz alta probabilidade da presen&#231;a de um tumor intestinal (benigno ou maligno) assintom&#225;tico<sup>12</sup>. </p>
      <p><italic>10. Multiprofissional </italic>- O cardiologista precisa ter no&#231;&#227;o sobre o valor adjuvante de saberes da Enfermagem, Psicologia, Fisioterapia, Nutri&#231;&#227;o e Servi&#231;o Social para a efetividade da condu&#231;&#227;o do caso de doen&#231;a valvar. A beira do leito &#233; o local onde a reuni&#227;o do conhecimento multiprofissional provoca o eficiente impacto pedag&#243;gico da intera&#231;&#227;o entre a ci&#234;ncia e o car&#225;ter humano da sua aplica&#231;&#227;o na forma&#231;&#227;o do cardiologista<sup>15-17</sup>. </p>
    </disp-quote>
    <p>O paciente com doen&#231;a valvar re&#250;ne um conjunto de necessidades e influ&#234;ncias cl&#237;nicas sobre a qualidade de vida ao longo de cr&#244;nica hist&#243;ria natural e alta chance de viv&#234;ncia de hist&#243;ria p&#243;s-operat&#243;ria. Nesse contexto interdisciplinar, a forma&#231;&#227;o do cardiologista n&#227;o pode dispensar contatos com o racional hist&#243;rico que levou &#224; constitui&#231;&#227;o de fun&#231;&#245;es especiais de orienta&#231;&#227;o e fiscaliza&#231;&#227;o de fundamentos &#233;ticos do exerc&#237;cio da Medicina, desempenhadas por comit&#234;s de profissionais no ambiente hospitalar. Destacam-se a Comiss&#227;o de Controle de Infec&#231;&#227;o Hospitalar, a Comiss&#227;o de Farmacologia, a Comiss&#227;o de An&#225;lise de Prontu&#225;rios, a Comiss&#227;o de An&#225;lise de &#211;bitos, a Comiss&#227;o de &#201;tica M&#233;dica e a Comiss&#227;o de Bio&#233;tica.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Max Grinberg </p>
        <p> Rua Manoel Antonio Pinto, 04/21A - Parais&#243;polis </p>
        <p> 05663-020 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="max@cardiol.br">max@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="grinberg@incor.usp.br">grinberg@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 13/08/10; revisado recebido em 29/09/10; aceito em 18/10/10.</p>
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        <mixed-citation>1. Bonow RO, Carabello BA, Chatterjee K, Leon Jr AC, Faxon DP, Freed MD, et al. ACC/AHA 2006 Guidelines for de management of patients with valvular heart disease. J Am Coll Cardiol. 2006;3(3):e1-148.</mixed-citation>
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          <article-title>ACC/AHA 2006 Guidelines for de management of patients with valvular heart disease</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>e1</fpage>
          <lpage>148</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>3</volume>
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              <surname>Bonow</surname>
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        <article-title xml:lang="es">La densidad de saberes disciplinarios motivada por la historia natural de valvulopat&#237;as</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>PUNTO DE VISTA</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="ab-body2">
          <label>
            <bold>La densidad de saberes disciplinarios motivada por la historia natural de valvulopat&#237;as</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Max Grinberg; Tarso Augusto Duenhas Accorsi</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Enfermedad de las v&#225;lvulas card&#237;acas/historia, servicios de salud/tendencias, cardiolog&#237;a/educaci&#243;n.</p>
      <p>
        <italic>Cuidados terciarios generan especialistas. Los especialistas se nutren de cuidados terciarios. El "multiconsultismo" no debe fragmentar la figura del m&#233;dico en la conducci&#243;n del caso.</italic>
      </p>
      <p>
        <italic>Morgenstern L. Will, The real doctor please standup?</italic>
      </p>
      <p>Tres de cada 4 recomendaciones para cuidar a los portadores de valvulopat&#237;a se sustentan en nivel C de evidencia<sup>1</sup>. Es realidad que destaca el valor de la experiencia de hecho vivenciada al lado de la cama en la composici&#243;n de la experiencia colectivizada en la literatura.</p>
      <p>Pasar por las situaciones cl&#237;nicas de "su paciente", siendo "su cardi&#243;logo", apoyado por conocimiento propio y de colegas (presentes o con presencia por publicaci&#243;n), versados en saberes disciplinarios, profundizados en detalles, se multiplica en seguridad para la relaci&#243;n m&#233;dico-paciente. El papel central educativo del al lado de la cama es el <italic>feedback</italic> asistencial que posibilita reconocer lo que es esencial en una mezcla de saberes para construir una firme identidad profesional (creer y poder) resolutiva para las necesidades del paciente con deficiencias en v&#225;lvula card&#237;aca<sup>2</sup>.</p>
      <p>La Cardiolog&#237;a del Brasil se armoniza, con ajustes, a la memoria universal sobre enfermedad valvular. En relaci&#243;n a los pa&#237;ses que lideran la globalizaci&#243;n de directrices, el estetoscopio brasile&#241;o capta un mayor n&#250;mero de repeticiones de ruidos card&#237;acos y diversidades de valvulopat&#237;a. Los varios servicios brasile&#241;os funcionan como reservorios de una infinita potencialidad de casos cl&#237;nicos y centros de referencia (alta vivencia) en enfermedad valvular que dan soporte pedag&#243;gico de excelencia<sup>3</sup>.</p>
      <p>Perspectivas de actualizaci&#243;n de la directriz brasile&#241;a<sup>4</sup> tropiezan, espec&#237;ficamente, en &#243;bices financieros y, en general, en una corriente minimizaci&#243;n de adopci&#243;n que acontece con directrices nacionales, frente a la alta credibilidad de las sociedades americanas y europeas de cardiolog&#237;a.</p>
      <p>La frecuencia de la etiopatogenia reum&#225;tica - que trae peculiaridades a la atenci&#243;n de los brasile&#241;os - debe mantenerse en los pr&#243;ximos anos<sup>5</sup>. El aumento de la expectativa de vida en el Brasil proyecta aumento de la lesi&#243;n valvular de los a&#241;osos. Por adici&#243;n, en el corto plazo, surge la perspectiva de crecimiento del n&#250;mero de portadores de valvulopat&#237;a incluido en una poblaci&#243;n de casi 200 millones de habitantes y distribuido, con heterogeneidad socioecon&#243;mica, por la inmensidad de los 8 millones 500 mil km<sup>2</sup> de alcance del Sistema &#218;nico de Salud<sup>6</sup>.</p>
      <p>Esa renovada continuidad de expresi&#243;n cualitativa y cuantitativa de las enfermedades de las valvas del coraz&#243;n es raz&#243;n suficiente para justificar un consecuente planeamiento en la formaci&#243;n del joven cardi&#243;logo brasile&#241;o<sup>7</sup>. Los programas de postgrado necesitan estar estructurados para el desarrollo de <italic>expertise</italic> de cl&#237;nica valvular que sustente buenas pr&#225;cticas en una larga continuidad et&#225;rea, que va desde ni&#241;os y adolescentes hasta nonagenarios.</p>
      <p>La excelencia de las estrategias &#250;tiles y eficaces para el portador de enfermedad valvular se construye por la agregaci&#243;n de m&#250;ltiples saberes disciplinarios. Est&#225; lo esencial de la formaci&#243;n profesional, donde el paciente con valvulopat&#237;a es quien se presenta con la m&#225;s pedag&#243;gica proped&#233;utica f&#237;sica del coraz&#243;n. Est&#225;n las complejidades que exigen amplia apertura de las fronteras de la fragmentaci&#243;n disciplinaria - asociada a la hiperespecializaci&#243;n -, creada por la avalancha de la masa de innovaciones cient&#237;ficas y tecnol&#243;gicas. M&#233;todos y normas utilizados en la especificidad de cada disciplina precisan "dialogar" al lado de la cama del portador de enfermedad valvular, y que de la intertextualidad resulte la aplicaci&#243;n de la mejor ecuaci&#243;n entre beneficio cl&#237;nico y seguridad para el paciente. El cardi&#243;logo en formaci&#243;n tiene que obtener la capacitaci&#243;n para que, una vez instado a interactuar en la historia natural de las valvulopat&#237;as, desempe&#241;arse como moderador de la interlocuci&#243;n de las disciplinas, ya sea para la aplicaci&#243;n directa, o para la habilitaci&#243;n al an&#225;lisis cr&#237;tico de la actuaci&#243;n de otros, de modo individual o en equipo.</p>
      <p>La intimidad del endocardio con la sangre circulante es el fundamento de las mutuas influencias hemodin&#225;micas y estructurales observadas al lado de la cama del portador de valvulopat&#237;a. Por un lado, la lesi&#243;n morfol&#243;gica valvular causa innatas adaptaciones por hipertrofia conc&#233;ntrica o exc&#233;ntrica del miocardio, por otro lado, el impacto de la modificaci&#243;n estructural sobre la f&#237;sica de la circulaci&#243;n del sangre provoca trombos, o, aun, bacterias invaden la sangre y acrecientan danos al endocardio<sup>8</sup>.</p>
      <p>La composici&#243;n de disciplinas exigidas es numerosa. Por ejemplo, la conducci&#243;n de una decisi&#243;n terap&#233;utica sobre una valvulopat&#237;a que causa insuficiencia card&#237;aca grave asociada a la ocurrencia reciente de accidente cerebro vascular en paciente bajo anticoagulaci&#243;n envuelve fuerte pluralidad compuesta por cardiolog&#237;a, cirug&#237;a card&#237;aca, anestesiolog&#237;a, neurolog&#237;a, hematolog&#237;a e imagenolog&#237;a.</p>
      <p>Destacamos 10 componentes disciplinarios:</p>
      <disp-quote>
        <p><italic>1. Hematolog&#237;a -</italic> La prevenci&#243;n de tromboembolismo es lo racional para el inter&#233;s del cardi&#243;logo en adquirir familiaridad con anticoagulaci&#243;n. La grandeza en cl&#237;nica de valvulopat&#237;a, formada especialmente por la ocurrencia de fibrilaci&#243;n atrial y/o presencia de pr&#243;tesis met&#225;lica, se expresa por la prescripci&#243;n de varfarina en cerca de 50% de las recetas emitidas en el ambulatorio de la Unidad Cl&#237;nica de Valvulopat&#237;as del InCor, representando consumo de 400 mil comprimidos de 5 mg/a&#241;o y realizaci&#243;n de 250 mil an&#225;lisis de INR. El cardi&#243;logo precisa estar capacitado para: a) iniciar, orientar sobre interacciones medicamentosas y alimentarias y dar secuencia a ajustes para el control de los niveles de anticoagulaci&#243;n; b) conducir puente varfarina-heparina-varfarina periprocedimiento; c) reconocer precozmente y manejar complicaciones de la anticoagulaci&#243;n, teniendo en vista que 7,6 de cada 100 pacientes/a&#241;o presentan sangrados cuando son anticoagulados, siendo 14% grandes sangrados y, en hasta 0,04% de estos pacientes, el sangrado es fatal<sup>9</sup>.</p>
        <p><italic>2. Cirug&#237;a card&#237;aca -</italic> El mal pron&#243;stico de la historia natural de valvulopat&#237;as desencaden&#243; el nacimiento y el desarrollo de la cirug&#237;a card&#237;aca. El cardi&#243;logo tiene que adquirir <italic>expertise</italic> en la indicaci&#243;n del mejor momento para hacer cesar el curso de la remodelaci&#243;n card&#237;aca adaptativa a las anormalidades hemodin&#225;micas y proporcionar una historia postoperatoria ben&#233;fica para la calidad de vida del paciente y/o de la funci&#243;n mioc&#225;rdica. Como no existe iatrogenia cero, el cardi&#243;logo precisa conocer la fase etiopatog&#233;nica del tratamiento quir&#250;rgico, manifiesta en complicaciones inmediatas y mediatas de naturalezas esencialmente hemodin&#225;micas e infecciosas. La mortalidad de la cirug&#237;a card&#237;aca valvular var&#237;a de 1,7 hasta 10,1% en la literatura, pudiendo ser mayor en presencia de mayor n&#250;mero de comorbilidades<sup>10</sup>.</p>
        <p><italic>3. Pediatr&#237;a -</italic> La actividad reum&#225;tica es manifestaci&#243;n del joven que nace con predisposici&#243;n gen&#233;tica para una reacci&#243;n inmunitaria autoagresiva al <italic>Streptococcus pyogenes</italic>. Las peculiaridades del manejo cl&#237;nico de ni&#241;os/adolescentes, incluyendo diagn&#243;stico diferencial de carditis y/o artritis, dosis de f&#225;rmacos, como penicilina y corticosteroides, e interacci&#243;n con el responsable legal deben ser conocidas por el cardi&#243;logo instado a controlar el portador de valvulopat&#237;a reum&#225;tica en la infancia/juventud<sup>11</sup>.</p>
        <p><italic>4. Infectolog&#237;a -</italic> El portador de valvulopat&#237;a est&#225; bajo riesgo permanente de sufrir una infecci&#243;n en el lugar de la alteraci&#243;n morfol&#243;gica valvular. La formaci&#243;n del cardi&#243;logo necesita proveer competencia para envolverse en el diagn&#243;stico diferencial de la manifestaci&#243;n de fiebre en presencia de valvulopat&#237;a, para sospechar de agentes infecciosos que provocan hemocultivo negativo, y pueden ser reconocidos por serolog&#237;a, y para conducirse frente a variadas respuestas cl&#237;nicas del paciente a la antibioticoterapia<sup>12</sup>.</p>
        <p><italic>5. Neurolog&#237;a -</italic> El enc&#233;falo puede ser &#243;rgano de shock hermanado al coraz&#243;n durante actividad reum&#225;tica, siendo la corea de Sydenham (<italic>Thomas Sydenham -1624-1689</italic>) uno de los 5 criterios mayores de Jones (<italic>Thomas Duckett Jones-1899-1954</italic>). La embolia cerebral, consecuente al compromiso del endocardio valvular o parietal, sangu&#237;nea o por vegetaci&#243;n, constituye intercurrencia de valvulopat&#237;a o de endocarditis infecciosa que suele agravar significativamente el cuadro cl&#237;nico y traer esquelas y agravamientos de pron&#243;stico<sup>1</sup>.</p>
        <p><italic>6. Odontolog&#237;a</italic> - La enc&#237;a y el alv&#233;olo dentarlo son puertas de entrada tradicionales para la etiolog&#237;a por el grupo <italic>viridans</italic> de la endocarditis estreptoc&#243;cica<sup>13</sup>. Cabe al cardi&#243;logo contribuir para concientizar al portador de valvulopat&#237;a sobre la conveniencia de la prevenci&#243;n primaria y secundaria de la salud bucal. Por la frecuencia con que ocurre la concomitancia de anticoagulaci&#243;n y de exodoncia/endodoncia en el portador de valvulopat&#237;a, la formaci&#243;n del cardi&#243;logo debe incluir el conocimiento de la combinaci&#243;n de t&#233;cnicas que permitan conciliar la necesidad de intervenci&#243;n dental con la calidad de la prevenci&#243;n de tromboembolismo<sup>14</sup>.</p>
        <p><italic>7. Imagenolog&#237;a -</italic> Alteraci&#243;n morfol&#243;gica de v&#225;lvulas, aposici&#243;n de trombo y vegetaci&#243;n, medidas de la remodelaci&#243;n y funci&#243;n card&#237;acas son complementos &#250;tiles para la toma de decisi&#243;n en cl&#237;nica de valvulopat&#237;a. Hace parte de la formaci&#243;n del cardi&#243;logo adquirir vivencia en el an&#225;lisis cr&#237;tico de la imagen frente a los datos cl&#237;nicos, de modo de atribuir jerarqu&#237;a de valor cl&#237;nico y capacitarse para resolver situaciones de disociaci&#243;n entre cl&#237;nica e imagen. La ecocardiograf&#237;a, al permitir la visi&#243;n anat&#243;mica y el an&#225;lisis funcional, ha sido un apoyo valioso - pedag&#243;gico y cl&#237;nico - para la consolidaci&#243;n de un razonamiento cl&#237;nico basado en el mayor n&#250;mero de evidencias recogidas del propio paciente.</p>
        <p><italic>8. Obstetricia</italic> - La edad f&#233;rtil es motivo de atenci&#243;n peculiar por el cardi&#243;logo que cuida de portadora de valvulopat&#237;a. Planeamiento familiar y cuidados durante el ciclo grav&#237;dico-puerperal requieren an&#225;lisis de pron&#243;stico y decisiones terap&#233;uticas de riesgo materno-fetal<sup>1,10</sup>.</p>
        <p><italic>9. Gastroenterolog&#237;a</italic> - Protecci&#243;n g&#225;strica por medio de omeprazol hace parte de 42% de las recetas emitidas en el ambulatorio de Cardiopat&#237;as Valvulares del InCor. Adem&#225;s, la identificaci&#243;n de <italic>Streptococcus bovis</italic> trae alta probabilidad de presencia de un tumor intestinal (benigno o maligno) asintom&#225;tico<sup>12</sup>.</p>
        <p><italic>10. Multiprofesional</italic> - El cardi&#243;logo precisa tener noci&#243;n sobre el valor adyuvante de saberes de Enfermer&#237;a, Psicolog&#237;a, Fisioterapia, Nutrici&#243;n y Servicio Social para la efectividad de la conducci&#243;n del caso de enfermedad valvular. Al lado de la cama es el lugar donde la reuni&#243;n del conocimiento multiprofesional provoca el eficiente impacto pedag&#243;gico de la interacci&#243;n entre la ciencia y el car&#225;cter humano de su aplicaci&#243;n en la formaci&#243;n del cardi&#243;logo<sup>15-17</sup>.</p>
      </disp-quote>
      <p>El paciente con enfermedad valvular re&#250;ne un conjunto de necesidades e influencias cl&#237;nicas sobre la calidad de vida a lo largo de cr&#243;nica historia natural y alta posibilidad de vivencia de historia postoperatoria. En ese contexto interdisciplinar, la formaci&#243;n del cardi&#243;logo no puede dispensar contactos con lo racional hist&#243;rico que llev&#243; a la constituci&#243;n de funciones especiales de orientaci&#243;n y fiscalizaci&#243;n de fundamentos &#233;ticos del ejercicio de la Medicina, desempe&#241;adas por comit&#233;s de profesionales en el ambiente hospitalario. Se destacan la Comisi&#243;n de Control de Infecci&#243;n Hospitalaria, la Comisi&#243;n de Farmacolog&#237;a, la Comisi&#243;n de An&#225;lisis de Historias cl&#237;nicas, la Comisi&#243;n de An&#225;lisis de &#211;bitos, la Comisi&#243;n de &#201;tica M&#233;dica y la Comisi&#243;n de Bio&#233;tica.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Point of View</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">The density of disciplinary knowledge motivated by the natural history of valvular heart diseases</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>POINT OF VIEW</bold>
      </p>
      <p><undefined id="top1-body3"/>The density of disciplinary knowledge motivated by the natural history of valvular heart diseases</p>
      <p>
        <bold>Max Grinberg; Tarso Augusto Duenhas Accorsi</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart valve disease/history; health services/trends; cardiology/education.</p>
      <p>
        <italic>Tertiary care breeds specialists. Specialists nurture tertiary care. "Multiconsultism" should not break down the figure of the doctor in conducting the case.</italic>
      </p>
      <p>
        <italic>Morgenstern L., Will the real doctor please stand up?</italic>
      </p>
      <p>Three out of 04 recommendations to take care of patients with valvular heart disease are based on level C of evidence<sup>1</sup>. It is the reality that emphasizes the value of the actual experience lived at the bedside in making up the experience collectivized in literature.</p>
      <p>Assisting the clinical situation of "your patient" being "his cardiologist," backed by your own and your colleagues' knowledge (present or present through publications), shaped up through disciplinary knowledge, with in-depth detailing, brings safety to the doctor-patient relationship. The central educational role at the bedside is the feedback that makes it possible to recognize what is essential in a mix of knowledge to build a sound and strong professional identity (belief and power) for the needs of patients with cardiac valve defects<sup>2</sup>.</p>
      <p>To a certain extent, Cardiology in Brazil is consistent with the universal memory on valvular heart diseases. As for those countries that are leading the globalization of guidelines, the Brazilian stethoscope captures a greater number of repetitions of heart sounds and diverse valvular heart diseases. Several Brazilian services act as a reservoir of an infinite potentiality of clinical cases and referral centers (high experience) on valve disease that provide excellent pedagogical support<sup>3</sup>.</p>
      <p>Prospects for updating the Brazilian guideline<sup>4</sup> bump specifically into financial obstacles and, in general, into a current minimization of adoption of the Brazilian guidelines, compared to the high credibility of the American and European societies of cardiology.</p>
      <p>The frequency of rheumatic etiology - which some peculiarities to health care provided to Brazilians - must remain steady in the coming years<sup>5</sup>. Increased life expectancy in Brazil also increases valve injury among the elderly. This short term increase brings the prospect of an increased number of patients with valvular heart disease included in a population of nearly 200,000,000 inhabitants evenly distributed in socioeconomic terms across an immense territory of 8,500,000 km<sup>2</sup>, covered by the Brazilian Public Health System<sup>6</sup>.</p>
      <p>This renewed continuity of qualitative and quantitative expression of heart valve diseases is enough to bring about well-designed plans to educate young Brazilian cardiologists<sup>7</sup>. Graduate programs should be structured to develop valvular clinical expertise that is able to carry good practices throughout the patient's life, ranging from children and teenagers to nonagenarians.</p>
      <p>The excellence of useful and effective strategies for patients with valvular heart disease is built from multiple disciplinary pieces of knowledge. Professional training is of essence. The patient with valvular heart disease is the one who demonstrates the most suitable pedagogical physical workup of the heart. There are complexities that require wide opening of the borders of disciplinary fragmentation - associated with hyper-specialization - created by an avalanche of scientific and technological innovations. Methods and standards used in the specificity of each discipline must "talk" at the bedside of patients with valvular heart disease, and this intertextuality should lead to the implementation of best the clinical equation between clinical beneficence and patient safety. Professional cardiologists should be trained to, once called to interact in the natural history of valvular heart diseases, play the role of a moderator in the dialogue of disciplines, both for direct application or for a critical review of the actions of others, whether individually or in a team.</p>
      <p>The intimacy of the endocardium with the circulating blood is the foundation of mutual hemodynamic and structural influences observed at the bedside of patients with valvular heart diseases. On the one hand, morphological valvular lesion causes innate adaptations through concentric or eccentric myocardial hypertrophy. On the other hand, the impact of structural modification on the physics of blood circulation causes thrombi, or even bacteria may invade the blood and add further damage to the endocardium<sup>8</sup>.</p>
      <p>The composition of disciplines required is large. For example, making a therapeutic decision on a valve that causes severe heart failure associated with the recent occurrence of cerebrovascular accident in patients under anticoagulation involves a strong plurality consisting of cardiology, cardiac surgery, anesthesiology, neurology, hematology, and imaging. </p>
      <p>Below are 10 disciplinary components:</p>
      <disp-quote>
        <p><italic>1. Hematology -</italic> Prevention of thromboembolism is the rationale for the interest of cardiologists in getting acquaintance with anticoagulation. Greatness in clinical practice, primarily consisting of atrial fibrillation and/or the presence of metallic prosthesis, is expressed by the prescription of warfarin in approximately 50% of prescriptions issued in the outpatient clinic of the Valvopathy Clinic (<italic>Unidade Cl&#237;nica de Valvopatias</italic>) of the InCor, representing a consumption of 400,000 tablets of 5 mg/year and 250,000 INR analyses. Cardiologists should be able to: a) initiate, advise on food and drug interactions and make further adjustments to the control of anticoagulation levels; b) perform periprocedural warfarin-heparin-warfarin bridge, c) detect early and handle complications of anticoagulation, considering that 7.6 out of every 100 patients/year present bleedings when anticoagulated. Out of these, 14% are major bleedings and in up to 0.04% of these patients, bleeding is fatal<sup>9</sup>.</p>
        <p><italic>2. Cardiac surgery -</italic> Poor prognosis of the natural history of valvular heart diseases has triggered the emergence and development of cardiac surgery. Cardiologists should acquire expertise in indicating the best time to stop the course of cardiac remodeling to adapt to hemodynamic abnormalities and provide a post-operative history to benefit patient's quality of life and/or myocardial function. Since there is no zero iatrogenesis, cardiologists should be aware of the etiopathogenesis of the surgical treatment, expressed in immediate and mediate complications of a hemodynamic and infectious nature. Mortality from valvular cardiac surgery ranges from 1.7 to 10.1% in literature, and may be greater in the presence of greater numbers of comorbidities<sup>10</sup>.</p>
        <p><italic>3. Pediatrics -</italic> Rheumatic fever is a condition affecting those who are born with a genetic predisposition to autoaggressive immune reaction to <italic>Streptococcus pyogenes</italic>. The peculiarities of the clinical management of children/adolescents, including differential diagnosis of carditis and/or arthritis, doses of drugs such as penicillin and corticosteroids, and interaction with the legal guardian should be known to the cardiologist in charge of taking care of the patient with rheumatic valve disease in childhood/youth<sup>11</sup>.</p>
        <p><italic>4. Infectious diseases -</italic> Patients with valve disease are under constant risk of getting an infection at the location of the morphological valvular abnormality. The education of cardiologists should provide skills for them to engage in differential diagnosis of an outbreak of fever in the presence of valvular heart disease, to suspect of infectious agents that cause a negative blood culture and can be recognized by serology, and to conduct various clinical patient responses against antibiotics therapy<sup>12</sup>.</p>
        <p><italic>5. Neurology -</italic> The brain can be a shock organ joined to the heart during rheumatic fever. Sydenham's chorea (<italic>Thomas Sydenham -1624-1689</italic>) is one of the 05 major Jones' criteria (<italic>Thomas Duckett Jones - 1899-1954</italic>). Blood or vegetation cerebral embolism, caused by impairment of the valvular or parietal endocardium, is a complication of valvular heart disease or infective endocarditis that usually worsens considerably the clinical picture and brings sequels and worse prognosis<sup>1</sup>.</p>
        <p><italic>6. Dentistry </italic>- gums and tooth socket are traditional entrance halls for the viridans streptococcal endocarditis<sup>13</sup>. The cardiologist should be the one in charge of helping to raise the awareness of patients with valvular heart diseases on the desirability of primary and secondary prevention of oral health. Due to the frequency with which concomitant anticoagulation and tooth extraction/endodontics occur in patients with valvular heart disease, the education of cardiologists should include knowledge of the combination of techniques to reconcile the need for dental intervention with quality thromboembolism prevention<sup>14</sup>.</p>
        <p><italic>7. Imaging -</italic> Morphologic abnormalities of valves, thrombus apposition and vegetation, measures of cardiac function and remodeling are useful complements for decision making in valvopathies. It is part of the education of cardiologists to acquire experience in the critical analysis of the images compared to clinical data in order to assign hierarchy of clinical value and be capable of dealing with situations of dissociation between clinical picture and image. By enabling an anatomical view and functional analysis, echocardiography has been a valuable support - both pedagogical and clinical - to consolidate a clinical reasoning based on a greater volume of evidence collected from the patient.</p>
        <p><italic>8. Obstetrics </italic>- The childbearing age is cause for particular attention by cardiologists taking care of patients with valvular heart diseases. Family planning and care during the puerperal pregnancy cycle require analysis of prognosis and treatment decisions on maternal-fetal risk<sup>1,10</sup>.</p>
        <p><italic>9. Gastroenterology </italic>- Gastric protection by omeprazole is part of 42% of prescriptions issued in the outpatient clinic of the Heart Valve Disease Unit of InCor. Moreover, the identification of <italic>Streptococcus bovis </italic>brings high probability of the presence of an asymptomatic intestinal tumor (either benign or malignant)<sup>12</sup>.</p>
        <p><italic>10. Multidisciplinary professional </italic>- Cardiologists should be aware of the complementary value of Nursing, Psychology, Physiotherapy, Nutrition and Human Services knowledge for the effectiveness in managing valvular heart diseases. The bedside is where the combination of multiprofessional knowledge leads to an efficient pedagogical impact of the interaction between science and humanity of its application in the education of cardiologists<sup>15-17</sup>.</p>
      </disp-quote>
      <p>Patients with valvular heart disease have a set of clinical needs and influences on their quality of life throughout their natural history and high chances of experiencing postoperative history. In this interdisciplinary context, the education of cardiologists cannot lack close contact with the rational history that led to the creation of special functions of guidance and supervision of the ethical foundations of the medical practice, performed by committees of professionals in the hospital. Among these committees, the following stand out: the In-Hospital Infection Control Commission, the Commission of Pharmacology, the Medical Records Review Commission, the Commission for the Analysis of Deaths, the Medical Ethics Committee, and the Committee on Bioethics.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
