<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000600012</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011000600012</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>Insufici&#234;ncia card&#237;aca com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o preservada: combater equ&#237;vocos para uma nova abordagem</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Centro Hospitalar de S&#227;o Jo&#227;o</institution>
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        <institution content-type="orgname">Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>06</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>504</fpage>
      <lpage>514</lpage>
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          <day>01</day>
          <month>12</month>
          <year>2009</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>24</day>
          <month>03</month>
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          <day>17</day>
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          <year>2010</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>Durante as &#250;ltimas d&#233;cadas, a insufici&#234;ncia card&#237;aca com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o preservada (ICFEP) foi alvo de menor aten&#231;&#227;o por parte das comunidades m&#233;dica e cient&#237;fica, o que levou ao aparecimento de um conjunto de equ&#237;vocos relativamente &#224;s suas caracter&#237;sticas, diagn&#243;stico e abordagem terap&#234;utica. Nos &#250;ltimos anos surgiram novos estudos que alteraram os conceitos classicamente associados &#224; ICFEP, contribuindo para uma nova vis&#227;o dessa doen&#231;a. Com esta revis&#227;o pretendemos abordar as mais recentes evid&#234;ncias existentes na &#225;rea da ICFEP e combater os principais equ&#237;vocos a ela associados, de forma a melhorar a sua abordagem diagn&#243;stica e terap&#234;utica. Temos hoje v&#225;rios dados que demonstram que a ICFEP &#233; uma entidade que necessita de uma abordagem cl&#237;nica distinta da utilizada na insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica (ICS). A ICFEP deixou de ser vista como uma doen&#231;a "benigna", porque est&#225; associada a um mau progn&#243;stico e a uma elevada preval&#234;ncia. A sua fisiopatologia &#233; complexa, n&#227;o est&#225; totalmente esclarecida e, para al&#233;m da disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica, foram recentemente descobertos outros fatores, card&#237;acos e extracard&#237;acos, que est&#227;o tamb&#233;m implicados no seu aparecimento. Dispomos hoje de crit&#233;rios objetivos para o seu diagn&#243;stico, sobretudo recorrendo aos novos par&#226;metros ecocardiogr&#225;ficos de avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica, nomeadamente ao c&#225;lculo da rela&#231;&#227;o E/e' obtida por meio do Doppler tecidual. Finalmente, o tratamento da ICFEP continua a ser uma inc&#243;gnita, porque n&#227;o dispomos atualmente de nenhuma estrat&#233;gia terap&#234;utica capaz de alterar o progn&#243;stico da ICFEP. Desse modo, abordaremos tamb&#233;m os potenciais novos alvos terap&#234;uticos que poder&#227;o revolucionar o tratamento futuro da ICFEP.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Insufici&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>di&#225;stole</kwd>
        <kwd>fun&#231;&#227;o ventricular</kwd>
        <kwd>envelhecimento da popula&#231;&#227;o</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>03</day>
        <month>10</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Insufici&#234;ncia card&#237;aca com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o preservada: combater equ&#237;vocos para uma nova abordagem</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Ricardo Fontes-Carvalho<sup>I,II</sup>; Adelino Leite-Moreira<sup>I,III</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Servi&#231;o de Fisiologia da Faculdade de Medicina do Porto </p>
    <p><sup>II</sup>Servi&#231;o de Cardiologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia </p>
    <p><sup>III</sup>Centro de Cirurgia Tor&#225;cica do Hospital de S&#227;o Jo&#227;o, Porto - Portugal</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Durante as &#250;ltimas d&#233;cadas, a insufici&#234;ncia card&#237;aca com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o preservada (ICFEP) foi alvo de menor aten&#231;&#227;o por parte das comunidades m&#233;dica e cient&#237;fica, o que levou ao aparecimento de um conjunto de equ&#237;vocos relativamente &#224;s suas caracter&#237;sticas, diagn&#243;stico e abordagem terap&#234;utica. </p>
    <p> Nos &#250;ltimos anos surgiram novos estudos que alteraram os conceitos classicamente associados &#224; ICFEP, contribuindo para uma nova vis&#227;o dessa doen&#231;a. Com esta revis&#227;o pretendemos abordar as mais recentes evid&#234;ncias existentes na &#225;rea da ICFEP e combater os principais equ&#237;vocos a ela associados, de forma a melhorar a sua abordagem diagn&#243;stica e terap&#234;utica. </p>
    <p> Temos hoje v&#225;rios dados que demonstram que a ICFEP &#233; uma entidade que necessita de uma abordagem cl&#237;nica distinta da utilizada na insufici&#234;ncia card&#237;aca sist&#243;lica (ICS). A ICFEP deixou de ser vista como uma doen&#231;a "benigna", porque est&#225; associada a um mau progn&#243;stico e a uma elevada preval&#234;ncia. A sua fisiopatologia &#233; complexa, n&#227;o est&#225; totalmente esclarecida e, para al&#233;m da disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica, foram recentemente descobertos outros fatores, card&#237;acos e extracard&#237;acos, que est&#227;o tamb&#233;m implicados no seu aparecimento. Dispomos hoje de crit&#233;rios objetivos para o seu diagn&#243;stico, sobretudo recorrendo aos novos par&#226;metros ecocardiogr&#225;ficos de avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica, nomeadamente ao c&#225;lculo da rela&#231;&#227;o E/e' obtida por meio do Doppler tecidual. Finalmente, o tratamento da ICFEP continua a ser uma inc&#243;gnita, porque n&#227;o dispomos atualmente de nenhuma estrat&#233;gia terap&#234;utica capaz de alterar o progn&#243;stico da ICFEP. Desse modo, abordaremos tamb&#233;m os potenciais novos alvos terap&#234;uticos que poder&#227;o revolucionar o tratamento futuro da ICFEP.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Insufici&#234;ncia card&#237;aca/terapia, di&#225;stole, fun&#231;&#227;o ventricular, envelhecimento da popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) representa um importante e crescente problema de sa&#250;de p&#250;blica na sociedade atual, afetando 2%-3% da popula&#231;&#227;o adulta dos pa&#237;ses desenvolvidos<sup>1</sup>.</p>
    <p>Os doentes com IC s&#227;o classicamente divididos em dois grupos: os que apresentam IC com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o preservada (ICFEP), tamb&#233;m chamada IC diast&#243;lica (ICD), e aqueles com IC e redu&#231;&#227;o da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o (ICFER), mais conhecida como IC sist&#243;lica (ICS)<sup>1</sup>.</p>
    <p>Nas &#250;ltimas d&#233;cadas, a ICFEP tem recebido muito menor aten&#231;&#227;o por parte das comunidades m&#233;dica e cient&#237;fica, situa&#231;&#227;o que come&#231;a finalmente a inverter-se. Esse d&#233;ficit de aten&#231;&#227;o traduziu-se no aparecimento progressivo na comunidade m&#233;dica de uma s&#233;rie de equ&#237;vocos e dogmas relativamente &#224; epidemiologia, ao diagn&#243;stico, &#224; fisiopatologia e ao tratamento da ICFEP.</p>
    <p>Com esta revis&#227;o pretendemos explorar e combater os principais equ&#237;vocos associados &#224; ICFEP. Abordaremos as mais recentes evid&#234;ncias existentes na &#225;rea da ICFEP, providenciando uma nova vis&#227;o dessa complexa s&#237;ndrome, de forma a melhorarmos a sua abordagem cl&#237;nica e terap&#234;utica.</p>
    <p>
      <bold>Equ&#237;vocos frequentes na abordagem da insufici&#234;ncia card&#237;aca com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o preservada</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Equ&#237;voco 1: a ICFEP &#233; uma entidade benigna</bold>
    </p>
    <p>At&#233; h&#225; pouco tempo, a ICFEP era vista como uma doen&#231;a essencialmente "benigna", e associada a um melhor progn&#243;stico. Os estudos epidemiol&#243;gicos demonstraram que o progn&#243;stico desses doentes &#233; t&#227;o mau como o daqueles que apresentam IC sist&#243;lica (ICS)<sup>2,3</sup>. Os doentes com ICFEP apresentam taxas de mortalidade ao fim de um ano de 29% (<italic>versus</italic> 32% nos doentes com IC sist&#243;lica), e de 65% ao fim de cinco anos (<italic>versus</italic> 68%)<sup>3</sup>.</p>
    <p>A morbidade da ICFEP &#233; igualmente muito elevada, com necessidade de hospitaliza&#231;&#245;es frequentes e de um consumo significativo de recursos<sup>4,5</sup>. Uma vez hospitalizados por IC, esses doentes t&#234;m uma elevada taxa de re-hospitaliza&#231;&#227;o de 50% ao fim de um ano<sup>5</sup>.</p>
    <p>Igualmente preocupantes s&#227;o as evid&#234;ncias que demonstram que a sobrevida dos doentes com ICFEP n&#227;o tem vindo a melhorar nas &#250;ltimas d&#233;cadas, contrariamente aquilo que tem sido observado nos doentes com IC sist&#243;lica<sup>6</sup>. Essa observa&#231;&#227;o est&#225; provavelmente relacionada com o fato de a abordagem e o tratamento desses doentes n&#227;o estarem a produzir os efeitos desejados, provavelmente devido aos v&#225;rios equ&#237;vocos em redor da ICFEP.</p>
    <p>
      <bold>Equ&#237;voco 2: a IC diast&#243;lica &#233; uma s&#237;ndrome pouco frequente</bold>
    </p>
    <p>Um segundo equ&#237;voco na ICFEP &#233; o de pensarmos que essa &#233; uma entidade cl&#237;nica menos frequente do que a ICS. Pelo contr&#225;rio! Sabemos hoje que a ICFEP &#233; respons&#225;vel por cerca de 50% de todos os doentes internados com IC, uma propor&#231;&#227;o que aumenta com a idade<sup>2,4,6-8</sup>. Al&#233;m disso, nas &#250;ltimas duas d&#233;cadas a propor&#231;&#227;o de doentes com ICFEP aumentou de 38% para 54% do total de casos de IC<sup>6</sup>, propor&#231;&#227;o que continuar&#225; a aumentar, devido ao progressivo envelhecimento da popula&#231;&#227;o e ao esperado aumento da preval&#234;ncia da hipertens&#227;o, da obesidade e da diabete.</p>
    <p>
      <bold>Equ&#237;voco 3: a IC diast&#243;lica e a IC sist&#243;lica s&#227;o a mesma entidade</bold>
    </p>
    <p>A divis&#227;o cl&#225;ssica da IC em ICFEP e ICFER &#233; questionada por diversos autores que argumentam que &#233; tudo uma mesma entidade, embora com diferentes fen&#243;tipos de apresenta&#231;&#227;o<sup>9,10</sup>.</p>
    <p>Existem, contudo, muitos argumentos demogr&#225;ficos, epidemiol&#243;gicos, histol&#243;gicos, moleculares, de estrutura e fun&#231;&#227;o ventricular e mesmo de efic&#225;cia terap&#234;utica, que parecem claramente indiciar que estas duas entidades s&#227;o distintas (<xref ref-type="table" rid="tab1">tab. 1</xref>)<sup>6,11</sup>.</p>
    <table-wrap id="tab1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A espessura relativa da parede descreve a geometria do ventr&#237;culo esquerdo e &#233; definida como a raz&#227;o entre a espessura do ventr&#237;culo esquerdo e o di&#226;metro da cavidade ventricular esquerda.</p>
    <p>Relativamente &#224;s caracter&#237;sticas da popula&#231;&#227;o, os doentes com ICFEP s&#227;o mais idosos, mais frequentemente do sexo feminino, e apresentam uma elevada preval&#234;ncia de hipertens&#227;o, diabete e obesidade, assim como v&#225;rias comorbidades associadas como fibrila&#231;&#227;o atrial, insufici&#234;ncia renal e anemia<sup>2-4,7,12,13</sup> (<xref ref-type="table" rid="tab1">tab. 1</xref>).</p>
    <p>Os cora&#231;&#245;es dos doentes com ICFEP e IC sist&#243;lica apresentam tamb&#233;m diferen&#231;as significativas quanto &#224; estrutura e fun&#231;&#227;o ventricular (<xref ref-type="table" rid="tab1">tab. 1</xref>). Os cora&#231;&#245;es dos doentes com ICS apresentam remodelagem ventricular exc&#234;ntrica com aumento dos volumes diast&#243;licos e a principal anomalia ocorre nas propriedades sist&#243;licas do VE<sup>14</sup> (<xref ref-type="fig" rid="a12fig01m">fig. 1</xref>). Pelo contr&#225;rio, nos doentes com ICFEP ocorre remodelagem conc&#234;ntrica, os volumes est&#227;o normais ou at&#233; diminu&#237;dos, e a principal altera&#231;&#227;o ocorre nas propriedades diast&#243;licas, com atraso do relaxamento e/ou aumento da rigidez ventricular<sup>14-16</sup> (<xref ref-type="fig" rid="a12fig01m">fig. 1</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab1">tab. 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a12fig01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Outros estudos recentemente publicados demonstraram tamb&#233;m diferen&#231;as a n&#237;vel histol&#243;gico e molecular. Por exemplo, a an&#225;lise de bi&#243;psias endomioc&#225;rdicas revelou que os cardiomi&#243;citos dos doentes com ICFEP s&#227;o estruturalmente diferentes, apresentando maiores di&#226;metros, maior rigidez e aumento da densidade de miofilamentos, comparativamente aos dos doentes com ICS<sup>17</sup>. Tamb&#233;m foram descobertas diferen&#231;as significativas a n&#237;vel molecular. A titina &#233; uma mol&#233;cula existente no interior do sarc&#244;mero que, dadas as suas propriedades el&#225;sticas, &#233; o principal determinante da rigidez do cardiomi&#243;cito. Descobriu-se que nos doentes com ICFEP h&#225; uma altera&#231;&#227;o na express&#227;o das isoformas dessa mol&#233;cula - com aumento da express&#227;o da isoforma mais r&#237;gida - ou do seu grau de fosforila&#231;&#227;o, o que contribui para o aumento da rigidez ventricular observada nesses doentes<sup>17,18</sup>. Foram tamb&#233;m detectadas diferen&#231;as na fibrose e na rede de col&#225;geno extracelular entre os doentes com ICFEP e IC sist&#243;lica, com a presen&#231;a de padr&#245;es muito distintos de express&#227;o das metaloproteinases da matriz extracelular (MMP) e dos inibidores tecidulares dessas metaloproteinases (TIMP). Enquanto na ICFEP ocorre uma diminui&#231;&#227;o da degrada&#231;&#227;o da matriz extracelular (originando aumento da rigidez ventricular), na cardiopatia dilatada ocorre aumento da degrada&#231;&#227;o da matriz<sup>19,20</sup>. Na fisiopatologia da ICFEP ocorrem n&#227;o s&#243; altera&#231;&#245;es nas propriedades passivas do mioc&#225;rdio - com aumento da rigidez ventricular-, como tamb&#233;m ocorrem altera&#231;&#245;es no relaxamento mioc&#225;rdio. Na fisiopatologia da ICFEP observou-se que o atraso do relaxamento ventricular se deve tamb&#233;m a altera&#231;&#245;es da cin&#233;tica do c&#225;lcio, nomeadamente a uma diminui&#231;&#227;o da atividade da SERCA<sub>2</sub> - a principal prote&#237;na respons&#225;vel pela recapta&#231;&#227;o do c&#225;lcio de novo para o ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico<sup>21</sup>.</p>
    <p>Finalmente, existem fortes argumentos relacionados com a resposta &#224; terap&#234;utica farmacol&#243;gica que justificam a separa&#231;&#227;o dessas duas entidades. Os (poucos) ensaios cl&#237;nicos conduzidos at&#233; &#224; data na ICFEP mostram que esses doentes n&#227;o respondem t&#227;o bem &#224; terap&#234;utica habitualmente usada na IC sist&#243;lica, sugerindo que existem diferentes mecanismos fisiopatol&#243;gicos a operar nas duas entidades.</p>
    <p>Essas diferen&#231;as fazem que a abordagem terap&#234;utica da ICFEP tenha de ser diferente da utilizada na IC sist&#243;lica, tal como vem j&#225; contemplado nas "<italic>guidelines</italic>" de insufici&#234;ncia card&#237;aca<sup>1,22</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Equivoco 4: a fisiopatologia da IC diast&#243;lica caracteriza-se apenas por altera&#231;&#245;es na di&#225;stole</bold>
    </p>
    <p>Persistem ainda muitas d&#250;vidas quanto &#224; compreens&#227;o completa da fisiopatologia da ICFEP, at&#233; porque, a ICFEP engloba um grupo heterog&#234;neo de doentes em que diferentes mecanismos fisiopatol&#243;gicos poder&#227;o ter uma import&#226;ncia relativa distinta.</p>
    <p>A disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica desempenha um papel central na fisiopatologia dessa entidade, uma vez que a grande maioria dos doentes evidencia um atraso do relaxamento do mioc&#225;rdio e/ou um aumento da rigidez ventricular<sup>23</sup>. De tal forma que a ICFEP &#233; frequentemente designada por IC diast&#243;lica. Mais recentemente, ap&#243;s a descoberta de outros mecanismos que tamb&#233;m parecem contribuir para a fisiopatologia dessa entidade, preferiu-se a substitui&#231;&#227;o do termo IC diast&#243;lica pelo termo mais abrangente de ICFEP<sup>1,24</sup>.</p>
    <p>Por outro lado, sabemos que a disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica do VE, por si s&#243;, n&#227;o parece ser suficiente para causar o quadro cl&#237;nico de insufici&#234;ncia card&#237;aca. Existe um grupo importante de doentes, que apresentam disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica, apesar de se manterem assintom&#225;ticos e sem IC<sup>25</sup>. Al&#233;m disso, a preval&#234;ncia de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica na popula&#231;&#227;o em geral (presente em at&#233; 25% da popula&#231;&#227;o<sup>26</sup>) &#233; muito superior &#224; preval&#234;ncia de IC. Permanece contudo por explicar por que &#233; que alguns doentes com disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica t&#234;m ICFEP, enquanto outros permanecem assintom&#225;ticos.</p>
    <p>
      <bold>Para al&#233;m da disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica: contribui&#231;&#227;o de outros mecanismos fisiopatol&#243;gicos</bold>
    </p>
    <p>Recentemente, v&#225;rios estudos t&#234;m demonstrado que na fisiopatologia da ICFEP est&#227;o envolvidos outros mecanismos fisiopatol&#243;gicos adicionais, incluindo fatores "card&#237;acos" e "extracard&#237;acos" (<xref ref-type="fig" rid="a12fig02m">fig. 2</xref>)<sup>27,28</sup>. A explica&#231;&#227;o para a diferen&#231;a sintom&#225;tica entre os doentes com disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica assintom&#225;tica e com ICFEP pode dever-se &#224; exist&#234;ncia simult&#226;nea dessas altera&#231;&#245;es fisiopatol&#243;gicas adicionais apenas nos doentes com ICFEP.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a12fig02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Entre as altera&#231;&#245;es "extracard&#237;acas" presentes na ICFEP, tem sido dado um particular relevo para as altera&#231;&#245;es a n&#237;vel da &#225;rvore arterial, nomeadamente a um aumento da rigidez arterial, a altera&#231;&#245;es do acoplamento entre o ventr&#237;culo e a &#225;rvore arterial<sup>29,30</sup> e &#224; presen&#231;a de disfun&#231;&#227;o endotelial e diminui&#231;&#227;o da reserva vasodilatadora<sup>31</sup>.</p>
    <p>Existem outros fatores extracard&#237;acos potencialmente envolvidos na ICFEP. Demonstrou-se que nesses doentes o aumento das press&#245;es de enchimento ventriculares &#233; tamb&#233;m devido a um aumento do volume circulante efetivo, devido a uma maior reten&#231;&#227;o de s&#243;dio e &#225;gua a n&#237;vel renal<sup>32</sup>. De salientar que na ICFEP, devido ao aumento simult&#226;neo da rigidez ventricular e arterial, os doentes s&#227;o muito sens&#237;veis a pequenas varia&#231;&#245;es do volume "central"<sup>16</sup>.</p>
    <p>Recentemente, foram descobertos novos fatores "card&#237;acos" que ajudam a compreender a fisiopatologia dessa s&#237;ndrome. Foi demonstrado que nos doentes com ICFEP uma parte da intoler&#226;ncia ao esfor&#231;o pode ser tamb&#233;m devida a uma incompet&#234;ncia cronotr&#243;pica<sup>31</sup> e, recorrendo a dados obtidos por speckle tracking foram demonstradas altera&#231;&#245;es no estiramento, na rota&#231;&#227;o e na tor&#231;&#227;o ventriculares<sup>33</sup>.</p>
    <p>Importa ainda salientar que praticamente todos os estudos para a compreens&#227;o da fisiopatologia da ICFEP foram efetuados em doentes em repouso. Os poucos estudos que avaliaram as altera&#231;&#245;es fisiopatol&#243;gicas em resposta ao exerc&#237;cio mostraram importantes altera&#231;&#245;es durante o esfor&#231;o<sup>31,34-36</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Ser&#225; que na ICFEP a fun&#231;&#227;o ventricular sist&#243;lica &#233; inteiramente normal?</bold>
    </p>
    <p>O fato dos doentes com ICFEP terem uma fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o normal n&#227;o significa que a sua fun&#231;&#227;o sist&#243;lica seja inteiramente normal. A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o &#233; um par&#226;metro impreciso para a avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o sist&#243;lica pelo que a fun&#231;&#227;o sist&#243;lica pode estar profundamente alterada, mesmo quando mantida uma fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o normal. Na ICFEP alguns doentes t&#234;m altera&#231;&#245;es da fun&#231;&#227;o sist&#243;lica, quando essa &#233; avaliada por Doppler tecidual<sup>37,38</sup>. Muito recentemente, em doentes com ICFEP foram demonstradas altera&#231;&#245;es da fun&#231;&#227;o sist&#243;lica sobretudo em resposta ao exerc&#237;cio<sup>33</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Equivoco 5: n&#227;o existem crit&#233;rios objetivos para o diagn&#243;stico da ICFEP</bold>
    </p>
    <p>Uma parte da pol&#234;mica e dos equ&#237;vocos em torno da ICFEP resultou da aus&#234;ncia de consenso quanto aos seus crit&#233;rios de diagn&#243;stico.</p>
    <p>Essa limita&#231;&#227;o foi recentemente ultrapassada ap&#243;s a publica&#231;&#227;o em 2007 de um documento de consenso da Sociedade Europeia de Cardiologia com a atualiza&#231;&#227;o dos crit&#233;rios de diagn&#243;stico da ICFEP<sup>24</sup>. Segundo esse documento t&#234;m de ser preenchidas simultaneamente tr&#234;s condi&#231;&#245;es para o diagn&#243;stico de ICFEP: 1) presen&#231;a de sintomas e sinais de IC; 2) uma FE &gt; 50%, num VE n&#227;o dilatado (definido como um VE com um volume telediast&#243;lico &lt; 97 ml/m<sup>2</sup>)); 3) evid&#234;ncia de press&#245;es de enchimento do VE elevadas.</p>
    <p>A demonstra&#231;&#227;o da eleva&#231;&#227;o das press&#245;es de enchimento do VE pode ser feita por meio do estudo hemodin&#226;mico invasivo (o exame <italic>gold-standard</italic>, mas de dif&#237;cil aplica&#231;&#227;o na pr&#225;tica cl&#237;nica) ou pela combina&#231;&#227;o de v&#225;rios par&#226;metros ecocardiogr&#225;ficos e da dosagem dos pept&#237;deos natriur&#233;ticos. Com o ecocardiograma &#233; poss&#237;vel obter v&#225;rios par&#226;metros diast&#243;licos que permitem estimar as press&#245;es de enchimento do VE<sup>39</sup>. O par&#226;metro mais utilizado e mais f&#225;cil de interpretar &#233; a rela&#231;&#227;o E/e', obtida pela raz&#227;o entre o pico de velocidade do fluxo transmitral (onda E) e a velocidade de desloca&#231;&#227;o do anel mitral, determinada a partir do Doppler tecidual (onda e') (<xref ref-type="fig" rid="a12fig03m">fig. 3</xref>). A presen&#231;a de uma rela&#231;&#227;o E/e'&gt; 15, a n&#237;vel da parede septal, significa a presen&#231;a de press&#245;es de enchimento elevadas, enquanto um valor de E/e' &lt; 8 traduz press&#245;es normais<sup>24</sup>. Para valores interm&#233;dios de E/e', entre 8 e 15, &#233; necess&#225;rio integrar este valor com os outros par&#226;metros ecocardiogr&#225;ficos de avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica, como ser&#225; abordado mais &#224; frente.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a12fig03m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>O novo algoritmo diagn&#243;stico da ICFEP, apesar de apresentar algumas limita&#231;&#245;es<sup>28</sup>, permitiu uniformizar o diagn&#243;stico da ICFEP.</p>
    <p>
      <bold>Equivoco 6: os par&#226;metros ecocardiogr&#225;ficos de avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica s&#227;o ainda pouco espec&#237;ficos e n&#227;o influenciam a abordagem cl&#237;nica</bold>
    </p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica do VE deve ser uma parte integrante da avalia&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica de rotina<sup>40</sup>, sobretudo nos doentes com dispneia e/ou insufici&#234;ncia card&#237;aca, pela sua import&#226;ncia diagn&#243;stica<sup>24</sup> e progn&#243;stica<sup>41</sup>.</p>
    <p>Inicialmente a avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica por ecocardiografia era feita sobretudo pela an&#225;lise por Doppler pulsado do padr&#227;o do fluxo transmitral, um par&#226;metro que quando usado isoladamente &#233; pouco espec&#237;fico e que apresenta v&#225;rias limita&#231;&#245;es. Esse fato levou ao aparecimento da ideia (equivocada) de que a avalia&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica &#233; pouco espec&#237;fica e pouco &#250;til na pr&#225;tica cl&#237;nica. Existem hoje v&#225;rios par&#226;metros ecocardiogr&#225;ficos de avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica, cujas aplica&#231;&#245;es, vantagens e limita&#231;&#245;es foram alvo de um documento de consenso das sociedades europeia e americana de ecocardiografia<sup>39</sup>, e que ser&#227;o em seguida brevemente abordadas (<xref ref-type="table" rid="a12tab02m">tab. 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a12tab02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise Doppler do padr&#227;o do fluxo transmitral</bold>
    </p>
    <p>A an&#225;lise do fluxo transmitral por Doppler pulsado &#233; simples de obter em praticamente todos os doentes (<xref ref-type="fig" rid="a12fig04m">fig. 4, A</xref>). Por meio da an&#225;lise do padr&#227;o de enchimento transmitral podem ser definidos quatro graus de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica, para al&#233;m do padr&#227;o normal (<xref ref-type="fig" rid="a12fig03m">fig. 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a12fig04m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf04.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Esse par&#226;metro, contudo, apresenta v&#225;rias limita&#231;&#245;es (<xref ref-type="table" rid="a12tab02m">tab. 2</xref>)<sup>39</sup> e, isoladamente, n&#227;o permite a distin&#231;&#227;o entre um indiv&#237;duo normal e um indiv&#237;duo com padr&#227;o pseudonormal (<xref ref-type="fig" rid="a12fig03m">fig. 3</xref>). Apesar das suas limita&#231;&#245;es, a an&#225;lise da rela&#231;&#227;o E/A e do DT, quando usada de forma integrada com outros par&#226;metros, &#233; importante na pr&#225;tica cl&#237;nica auxiliando no diagn&#243;stico de ICFEP<sup>24</sup> e dando informa&#231;&#227;o progn&#243;stica, quando est&#225; presente um padr&#227;o restritivo<sup>41</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Tempo de relaxamento isovolum&#233;trico (TRIV)</bold>
    </p>
    <p>Esse par&#226;metro, que avalia sobretudo o relaxamento ventricular, mede o intervalo de tempo entre o encerramento da valva a&#243;rtica e a abertura da valva mitral (<xref ref-type="fig" rid="a12fig05">fig. 5</xref>, painel <xref ref-type="fig" rid="a12fig05">C</xref>). O valor normal de TRIV &#233; de 70-90 mseg, valor que vai aumentar com o atraso do relaxamento, mas encurtar quando as press&#245;es de enchimento est&#227;o muito aumentadas<sup>39</sup>.</p>
    <p><fig id="a12fig05"/>&#13;
&#160;&#13;
</p>
    <p>
      <fig id="a12fig05a">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf05.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>&#13;
  <fig id="a12fig05xfig5b"/><fig id="a12fig05b"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf06.jpg"/></fig></p>
    <p>
      <bold>Velocidade de propaga&#231;&#227;o do fluxo mitral (Vp)</bold>
    </p>
    <p>A velocidade de propaga&#231;&#227;o do fluxo mitral (Vp) &#233; avaliada de acordo com a <xref ref-type="fig" rid="a12fig05">figura 5</xref>, painel <xref ref-type="fig" rid="a12fig05">A</xref>. Quando surge disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica, o atraso do relaxamento ventricular reduz a inclina&#231;&#227;o do Vp.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise do fluxo nas veias pulmonares</bold>
    </p>
    <p>Pela an&#225;lise do fluxo nas veias pulmonares podem ser obtidos m&#250;ltiplos par&#226;metros, mas aquele que demonstrou ser mais fi&#225;vel &#233; a an&#225;lise da diferen&#231;a entre a dura&#231;&#227;o da onda A reversa do fluxo nas veias pulmonares e a dura&#231;&#227;o da onda A do fluxo transmitral (Ar pulm - A mitral; <xref ref-type="fig" rid="a12fig05">fig. 5, B</xref>), que quando &gt; 30 mseg traduz press&#245;es de enchimento aumentadas<sup>24</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Velocidades a n&#237;vel do anel mitral por Doppler tecidual e rela&#231;&#227;o E/e'</bold>
    </p>
    <p>O par&#226;metro ecocardiogr&#225;fico mais utilizado para avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica &#233; o c&#225;lculo da rela&#231;&#227;o E/e' (<xref ref-type="fig" rid="a12fig04m">fig. 4</xref>)<sup>24,40</sup>, que quantifica a raz&#227;o entre a velocidade da onda E do fluxo transmitral e a velocidade da onda e' obtida por Doppler tecidual. Aplicando o Doppler pulsado tecidual, no lado septal ou no lado lateral do anel mitral, &#233; poss&#237;vel avaliar a velocidade de deslocamento do anel mitral e calcular as velocidades das ondas sist&#243;lica (S), diast&#243;lica precoce (E', e' ou Ea) e diast&#243;lica tardia (A', a' ou Am).</p>
    <p>Foi demonstrado que a rela&#231;&#227;o E/e' se relaciona com as press&#245;es de enchimento do VE, independentemente dos valores da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o. Um valor E/e' &gt; 15, a n&#237;vel da parede septal, indica press&#245;es de enchimento aumentadas, enquanto um E/e' &lt; 8 se associa a press&#245;es normais. De notar que quando o e' &#233; avaliado a n&#237;vel da parede lateral, em vez da parede septal, deve ser usado um <italic>cut-off</italic> de E/e' <italic>lat</italic> &gt; 12 (em vez de 15) uma vez que as velocidades de desloca&#231;&#227;o s&#227;o maiores a n&#237;vel lateral<sup>42</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Volume do &#225;trio esquerdo</bold>
    </p>
    <p>O aumento do volume do &#225;trio esquerdo (AE) (<xref ref-type="fig" rid="a12fig05">fig. 5, D</xref>) &#233; um marcador morfol&#243;gico de press&#245;es de enchimento diast&#243;licas cronicamente aumentadas<sup>43</sup> (n&#227;o traduz as press&#245;es no momento do exame) e &#233; tamb&#233;m um importante preditor de mortalidade<sup>44</sup>. Uma vez que esse par&#226;metro pode tamb&#233;m estar aumentado em situa&#231;&#245;es como a fibrila&#231;&#227;o atrial ou doen&#231;a mitral significativa, &#233; importante integr&#225;-lo com o estado cl&#237;nico do doente e com os outros marcadores de avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica<sup>39</sup>.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise da deforma&#231;&#227;o mioc&#225;rdica (<italic>Strain</italic>)</bold>
    </p>
    <p>A deforma&#231;&#227;o mioc&#225;rdica pode ser agora avaliada por ecocardiografia recorrendo a <italic>speckle-tracking</italic>, o que pode fornecer informa&#231;&#245;es essenciais em rela&#231;&#227;o &#224; fun&#231;&#227;o diast&#243;lica<sup>39</sup>, e ser mais fi&#225;vel do que a rela&#231;&#227;o E/e'<sup>45</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Teste de estresse diast&#243;lico</bold>
    </p>
    <p>Uma vez que muitos doentes com disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica s&#243; desenvolvem sintomas com o exerc&#237;cio f&#237;sico, &#233; importante avaliar as press&#245;es de enchimento do VE em resposta ao exerc&#237;cio, realizando um teste de estresse diast&#243;lico. Nessa prova &#233; sobretudo avaliada a varia&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o E/e' em resposta ao exerc&#237;cio f&#237;sico, uma vez que, enquanto nos indiv&#237;duos com relaxamento normal as velocidades da onda E e e' aumentam proporcionalmente (mantendo-se a rela&#231;&#227;o E/e'), nos doentes com disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica h&#225; um aumento progressivo da rela&#231;&#227;o E/e'<sup>46</sup>.</p>
    <p>Em conclus&#227;o, apesar de subsistirem ainda algumas limita&#231;&#245;es<sup>47</sup>, uma avalia&#231;&#227;o integrada e passo a passo da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica por ecocardiograma, iniciada com an&#225;lise da rela&#231;&#227;o E/e', disponibiliza informa&#231;&#227;o essencial para o diagn&#243;stico, progn&#243;stico e abordagem dos doentes com IC e particularmente daqueles com ICFEP<sup>42</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Equivoco 7: sabemos tratar a IC com FE preservada</bold>
    </p>
    <p>Provavelmente o maior equ&#237;voco na ICFEP &#233; o de pensarmos que existem estrat&#233;gias terap&#234;uticas eficazes para a ICFEP e que esse tratamento poder&#225; ser semelhante ao da IC sist&#243;lica.</p>
    <p>Em primeiro lugar, apesar da sua relev&#226;ncia cl&#237;nica e epidemiol&#243;gica o tratamento da ICFEP permanece largamente emp&#237;rico e n&#227;o baseado na evid&#234;ncia uma vez que poucos foram os ensaios cl&#237;nicos dirigidos especificamente a essa popula&#231;&#227;o de doentes.</p>
    <p>Em segundo lugar, os poucos ensaios cl&#237;nicos realizados na ICFEP avaliaram apenas a efic&#225;cia dos inibidores do eixo renina-angiotensina. Em todos eles os resultados foram decepcionantes, dado que nenhum dos agentes testados evidenciou um benef&#237;cio significativo em termos de aumento de sobrevida dos doentes. Desse modo, a utiliza&#231;&#227;o outros agentes na ICFEP s&#243; pode ser recomendada com base em argumentos te&#243;ricos ou em dados extra&#237;dos de estudos de car&#225;ter observacional.</p>
    <p>Finalmente, nas &#250;ltimas d&#233;cadas, o progn&#243;stico da ICFEP tem-se mantido inalterado ao longo dos tempos, contrariamente ao observado na ICS<sup>6</sup>, demonstrando que o tratamento e a abordagem desses doentes n&#227;o est&#227;o a ser os mais corretos.</p>
    <p>
      <bold>Utiliza&#231;&#227;o de antagonistas do eixo renina-angiotensina</bold>
    </p>
    <p>Contrariamente ao que se observa na IC sist&#243;lica, na ICFEP o bloqueio do eixo renina-angiotensina &#233; pouco &#250;til em termos de redu&#231;&#227;o dos eventos cl&#237;nicos ou da mortalidade, como foi demonstrado nos estudos com perindopril (PEP-CHF)<sup>48</sup>, com irbesartan (I-PRESERVE)<sup>49</sup> ou candesartan (<italic>CHARM-Preserved</italic>)<sup>50</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Papel dos bloqueadores beta na ICFEP</bold>
    </p>
    <p>De um ponto de vista te&#243;rico, os bloqueadores beta (BB) t&#234;m benef&#237;cios potenciais no tratamento da ICFEP: i) ao reduzirem a frequ&#234;ncia card&#237;aca aumentam a dura&#231;&#227;o da di&#225;stole e o tempo de enchimento ventricular; ii) reduzem as necessidades de oxig&#234;nio do mioc&#225;rdio; iii) diminuem a press&#227;o arterial; iv) podem induzir regress&#227;o da HVE. Por outro lado, esses efeitos ben&#233;ficos poder&#227;o ser parcialmente atenuados pelo fato de os BB atrasarem o relaxamento ventricular e reduzirem a contratilidade<sup>16</sup>.</p>
    <p>Apesar de n&#227;o existirem ensaios cl&#237;nicos a avaliar especificamente os BB nesse grupo de doentes, &#233; de esperar que a utiliza&#231;&#227;o de BB poder&#225; ser potencialmente ben&#233;fica na ICFEP, sobretudo daqueles com a&#231;&#227;o vasodilatadora associada (por exemplo, nebivolol e carvedilol) pelo seu efeito na redu&#231;&#227;o da rigidez arterial.</p>
    <p>Relativamente &#224; efic&#225;cia dos BB na ICFEP praticamente s&#243; dispomos de dados extra&#237;dos de estudos observacionais, que apontam para um benef&#237;cio em termos de redu&#231;&#227;o da mortalidade<sup>51</sup>. Recentemente, numa suban&#225;lise do estudo SENIORS, observou-se que no subgrupo de doentes com uma FE &gt; 35% os benef&#237;cios dos BB foram semelhantes, o que parece demonstrar que a efic&#225;cia deste BB &#233; independente da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o<sup>52</sup>. Com tantas incertezas &#233; urgente a realiza&#231;&#227;o de um ensaio cl&#237;nico que teste a utiliza&#231;&#227;o dos BB na ICFEP.</p>
    <p>
      <bold>Os antagonistas da aldosterona na ICFEP</bold>
    </p>
    <p>A utiliza&#231;&#227;o dos antagonistas da aldosterona na ICFEP pode ser ben&#233;fica, pelo menos do ponto de vista te&#243;rico. A aldosterona atua sobre o mioc&#225;rdio e sobre os vasos, induzindo hipertrofia miocit&#225;ria, fibrose e deposi&#231;&#227;o de col&#225;geno, levando ao aumento da rigidez mioc&#225;rdica e arterial e contribuindo para a fisiopatologia da ICFEP<sup>53</sup>. Num pequeno ensaio cl&#237;nico foi demonstrado que a espironolactona melhorou os &#237;ndices ecocardiogr&#225;ficos de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica<sup>54</sup>. Est&#225; atualmente em curso um ensaio cl&#237;nico, designado TOPCAT, que avaliar&#225; o papel da espironolactona nos doentes com ICFEP.</p>
    <p>
      <bold>Outras estrat&#233;gias terap&#234;uticas</bold>
    </p>
    <p>Desse modo, perante tantas incertezas, apenas s&#227;o recomendados alguns princ&#237;pios gerais para o tratamento da ICFEP [1]: i) <italic>controle agressivo </italic>da press&#227;o arterial, para a preven&#231;&#227;o do aparecimento da ICFEP, para a redu&#231;&#227;o do n&#250;mero de descompensa&#231;&#245;es da IC, para a regress&#227;o da hipertrofia ventricular esquerda e melhoria do acoplamento ventr&#237;culo-arterial; ii) redu&#231;&#227;o das press&#245;es de enchimento ventricular, mediante a restri&#231;&#227;o da ingest&#227;o de sal e pela administra&#231;&#227;o de diur&#233;ticos, uma vez que esses doentes s&#227;o extremamente sens&#237;veis a varia&#231;&#245;es do volume e da pr&#233;-carga; iii) na manuten&#231;&#227;o do ritmo sinusal, para preservar a contra&#231;&#227;o atrial; iv) no controle da frequ&#234;ncia card&#237;aca, evitando a taquicardia, que encurta o tempo de dura&#231;&#227;o da di&#225;stole; e v) no tratamento das comorbidades subjacentes, numa abordagem integrada e multidisciplinar.</p>
    <p>
      <bold>Potenciais novos alvos terap&#234;uticos na ICFEP</bold>
    </p>
    <p>O futuro do tratamento da ICFEP est&#225; dependente de uma melhor compreens&#227;o da sua fisiopatologia e da interven&#231;&#227;o sobre os v&#225;rios mecanismos fisiopatol&#243;gicos subjacentes. Dada a heterogeneidade dos mecanismos causadores da ICFEP, o seu tratamento ser&#225; sempre multifatorial e individualizado a cada doente.</p>
    <p>Assumindo que as altera&#231;&#245;es do relaxamento e o aumento da rigidez s&#227;o a principal altera&#231;&#227;o fisiopatol&#243;gica na ICFEP &#233; necess&#225;rio desenvolver estrat&#233;gicas terap&#234;uticas especificamente dirigidas. O alagebrium, ou ALT-177, induz a quebra das liga&#231;&#245;es cruzadas dos produtos de glicosila&#231;&#227;o avan&#231;ada, permitindo melhorar a fun&#231;&#227;o diast&#243;lica (pela redu&#231;&#227;o da rigidez ventricular), a fun&#231;&#227;o vascular (pelo aumento da distensibilidade arterial) e, o acoplamento ventr&#237;culo-arterial, o que mostrou resultados promissores num pequeno ensaio cl&#237;nico com doentes com ICFEP<sup>55</sup>.</p>
    <p>Dada a import&#226;ncia da fibrose no aumento da rigidez ventricular, est&#227;o a ser estudados (com resultados promissores) os efeitos antifibr&#243;ticos n&#227;o s&#243; dos antagonistas da aldosterona, como de fatores de crescimento, citocinas e mol&#233;culas de sinaliza&#231;&#227;o<sup>56</sup>.</p>
    <p>Nos &#250;ltimos anos, o nosso grupo de investiga&#231;&#227;o tem tamb&#233;m contribu&#237;do para o esclarecimento dos determinantes das propriedades passivas do ventr&#237;culo esquerdo, demonstrando que a rigidez ventricular n&#227;o &#233; apenas uma propriedade passiva, mas que pode ser ativamente modulada (e reduzida) por meio da manipula&#231;&#227;o neuro-hormonal (por exemplo do sistema renina-angiotensina ou da endotelina, entre outros), abrindo novos alvos terap&#234;uticos para a redu&#231;&#227;o da rigidez ventricular<sup>57-60</sup>.</p>
    <p>NA ICFEP dever&#225; tamb&#233;m ser melhorado o relaxamento ventricular. Como foi abordado anteriormente, o relaxamento est&#225; dependente da recapta&#231;&#227;o de c&#225;lcio para o reticulo sarcoplasm&#225;tico por a&#231;&#227;o da SERCA<sub>2A</sub>, que por sua vez &#233; regulada pelo fosfolamban<sup>61</sup>. Estudos animais demonstraram que a terap&#234;utica de transfer&#234;ncia gen&#233;tica da SERCA<sub>2A</sub> ou de fosfolamban modificado melhora a fun&#231;&#227;o ventricular diast&#243;lica<sup>62,63</sup>.</p>
    <p>Atendendo aos efeitos ben&#233;ficos do &#243;xido n&#237;trico (NO) sobre a fun&#231;&#227;o endotelial, sobre a fun&#231;&#227;o vascular e sobre a fun&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, os <italic>inibidores </italic>da fosfodiesterase tipo 5 (exemplo do sildenafil) poder&#227;o desempenhar um papel no tratamento da IC, incluindo na ICFEP<sup>64</sup>, o que est&#225; a ser estudado num ensaio cl&#237;nico em doentes com ICFEP.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Ricardo Fontes-Carvalho </p>
        <p> Servi&#231;o de Fisiologia da Faculdade de Medicina do Porto </p>
        <p> Al. Prof. Hern&#226;ni Monteiro 4200 - 319 </p>
        <p> Porto - Portugal </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><ext-link xlink:href="mailto: fontes.carvalho@gmail.com" ext-link-type="email">fontes.carvalho@gmail.com</ext-link>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="ricardo@med.up.pt">ricardo@med.up.pt</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 01/12/09; revisado recebido em 17/02/10; aceito em 24/03/10.</p>
  </body>
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          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>790</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>7</issue>
          <volume>101</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Schmidt</surname>
              <given-names>U</given-names>
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            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B64">
        <mixed-citation>64. Goldsmith SR. Type 5 Phosphodiesterase inhibition in heart failure: the next step. J Am Coll Cardiol. 2007; 50 (22): 2145-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Type 5 Phosphodiesterase inhibition in heart failure: the next step</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>2145</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>22</issue>
          <volume>50</volume>
          <person-group person-group-type="author">
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              <surname>Goldsmith</surname>
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          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Insuficiencia card&#237;aca con fracci&#243;n de eyecci&#243;n preservada: combatir equ&#237;vocos para un nuevo abordaje</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>Durante las &#250;ltimas d&#233;cadas, la insuficiencia card&#237;aca con fracci&#243;n de eyecci&#243;n preservada (ICFEP) fue blanco de menor atenci&#243;n por parte de las comunidades m&#233;dica y cient&#237;fica, lo que llev&#243; a la aparici&#243;n de un conjunto de equ&#237;vocos relativos a sus caracter&#237;sticas, diagn&#243;stico y abordaje terap&#233;utico. En los &#250;ltimos a&#241;os surgieron nuevos estudios que alteraron los conceptos cl&#225;sicamente asociados a la ICFEP, contribuyendo a una nueva visi&#243;n de esa enfermedad. Con esta revisi&#243;n pretendemos abordar las m&#225;s recientes evidencias existentes en el &#225;rea de la ICFEP y combatir los principales equ&#237;vocos asociados a ella, para mejorar su abordaje diagn&#243;stico y terap&#233;utico. Tenemos hoy varios datos que demuestran que la ICFEP es una entidad que necesita un abordaje cl&#237;nico distinto del utilizado en la insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica (ICS). La ICFEP dej&#243; de ser vista como una enfermedad "benigna", porque est&#225; asociada a un mal pron&#243;stico y a una elevada prevalencia. Su fisiopatolog&#237;a es compleja, no est&#225; totalmente aclarada y, m&#225;s all&#225; de la disfunci&#243;n diast&#243;lica, fueron descubiertos recientemente otros factores, card&#237;acos y extracard&#237;acos, que est&#225;n tambi&#233;n implicados en su aparici&#243;n. Disponemos hoy de criterios objetivos para su diagn&#243;stico, sobre todo recurriendo a los nuevos par&#225;metros ecocardiogr&#225;ficos de evaluaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica, principalmente al c&#225;lculo de la relaci&#243;n E/e' obtenida por medio del Doppler tisular. Finalmente, el tratamiento de la ICFEP contin&#250;a siendo una inc&#243;gnita, porque no disponemos actualmente de ninguna estrategia terap&#233;utica capaz de alterar el pron&#243;stico de la ICFEP. De ese modo, abordaremos tambi&#233;n los potenciales nuevos blancos terap&#233;uticos que podr&#225;n revolucionar el tratamiento futuro de la ICFEP.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Insuficiencia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>di&#225;stole</kwd>
        <kwd>funci&#243;n ventricular</kwd>
        <kwd>envejecimiento de la poblaci&#243;n</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="ab-body2">
          <label>
            <bold>Insuficiencia card&#237;aca con fracci&#243;n de eyecci&#243;n preservada: combatir equ&#237;vocos para un nuevo abordaje</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Ricardo Fontes-Carvalho<sup>I,II</sup>; Adelino Leite-Moreira<sup>I,III</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Servi&#231;o de Fisiologia da Faculdade de Medicina do Porto</p>
      <p><sup>II</sup>Servi&#231;o de Cardiologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia</p>
      <p><sup>III</sup>Centro de Cirurgia Tor&#225;cica do Hospital de S&#227;o Jo&#227;o, Porto - Portugal</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Durante las &#250;ltimas d&#233;cadas, la insuficiencia card&#237;aca con fracci&#243;n de eyecci&#243;n preservada (ICFEP) fue blanco de menor atenci&#243;n por parte de las comunidades m&#233;dica y cient&#237;fica, lo que llev&#243; a la aparici&#243;n de un conjunto de equ&#237;vocos relativos a sus caracter&#237;sticas, diagn&#243;stico y abordaje terap&#233;utico.</p>
      <p> En los &#250;ltimos a&#241;os surgieron nuevos estudios que alteraron los conceptos cl&#225;sicamente asociados a la ICFEP, contribuyendo a una nueva visi&#243;n de esa enfermedad. Con esta revisi&#243;n pretendemos abordar las m&#225;s recientes evidencias existentes en el &#225;rea de la ICFEP y combatir los principales equ&#237;vocos asociados a ella, para mejorar su abordaje diagn&#243;stico y terap&#233;utico.</p>
      <p> Tenemos hoy varios datos que demuestran que la ICFEP es una entidad que necesita un abordaje cl&#237;nico distinto del utilizado en la insuficiencia card&#237;aca sist&#243;lica (ICS). La ICFEP dej&#243; de ser vista como una enfermedad "benigna", porque est&#225; asociada a un mal pron&#243;stico y a una elevada prevalencia. Su fisiopatolog&#237;a es compleja, no est&#225; totalmente aclarada y, m&#225;s all&#225; de la disfunci&#243;n diast&#243;lica, fueron descubiertos recientemente otros factores, card&#237;acos y extracard&#237;acos, que est&#225;n tambi&#233;n implicados en su aparici&#243;n. Disponemos hoy de criterios objetivos para su diagn&#243;stico, sobre todo recurriendo a los nuevos par&#225;metros ecocardiogr&#225;ficos de evaluaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica, principalmente al c&#225;lculo de la relaci&#243;n E/e' obtenida por medio del Doppler tisular. Finalmente, el tratamiento de la ICFEP contin&#250;a siendo una inc&#243;gnita, porque no disponemos actualmente de ninguna estrategia terap&#233;utica capaz de alterar el pron&#243;stico de la ICFEP. De ese modo, abordaremos tambi&#233;n los potenciales nuevos blancos terap&#233;uticos que podr&#225;n revolucionar el tratamiento futuro de la ICFEP.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Insuficiencia card&#237;aca/terapia, di&#225;stole, funci&#243;n ventricular, envejecimiento de la poblaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La insuficiencia card&#237;aca (IC) representa un importante y creciente problema de salud p&#250;blica en la sociedad actual, afectando 2%-3% de la poblaci&#243;n adulta de los pa&#237;ses desarrollados<sup>1</sup>.</p>
      <p>Los pacientes con IC son cl&#225;sicamente divididos en dos grupos: los que presentan IC con fracci&#243;n de eyecci&#243;n preservada (ICFEP), tambi&#233;n llamada IC diast&#243;lica (ICD), y aquellos con IC y reducci&#243;n de la fracci&#243;n de eyecci&#243;n (ICFER), m&#225;s conocida como IC sist&#243;lica (ICS)<sup>1</sup>.</p>
      <p>En las &#250;ltimas d&#233;cadas, la ICFEP ha recibido mucho menor atenci&#243;n por parte de las comunidades m&#233;dica y cient&#237;fica, situaci&#243;n que comienza finalmente a revertirse. Ese d&#233;ficit de atenci&#243;n se tradujo en la aparici&#243;n progresiva en la comunidad m&#233;dica de una serie de equ&#237;vocos y dogmas relativos a la epidemiolog&#237;a, al diagn&#243;stico, a la fisiopatolog&#237;a y al tratamiento de la ICFEP.</p>
      <p>Con esta revisi&#243;n pretendemos explorar y combatir los principales equ&#237;vocos asociados a la ICFEP. Abordaremos las m&#225;s recientes evidencias existentes en el &#225;rea de la ICFEP, proporcionando una nueva visi&#243;n de ese complejo s&#237;ndrome, con el prop&#243;sito de mejorar su abordaje cl&#237;nico y terap&#233;utico.</p>
      <p>
        <bold>Equ&#237;vocos frecuentes en el abordaje de la insuficiencia card&#237;aca con fracci&#243;n de eyecci&#243;n preservada</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Equ&#237;voco 1: la ICFEP es una entidad benigna</bold>
      </p>
      <p>Hasta hace poco tiempo, la ICFEP era vista como una enfermedad esencialmente "benigna", y asociada a un mejor pron&#243;stico. Los estudios epidemiol&#243;gicos demostraron que el pron&#243;stico de esos pacientes es tan malo como el de aquellos que presentan IC sist&#243;lica (ICS)<sup>2,3</sup>. Los pacientes con ICFEP presentan tasas de mortalidad al cabo de un a&#241;o de 29% (<italic>versus</italic> 32% en los pacientes con IC sist&#243;lica), y de 65% al cabo de cinco a&#241;os (<italic>versus</italic> 68%)<sup>3</sup>.</p>
      <p>La morbilidad de la ICFEP es igualmente muy elevada, con necesidad de hospitalizaciones frecuentes y de un consumo significativo de recursos<sup>4,5</sup>. Una vez hospitalizados por IC, esos pacientes tienen una elevada tasa de rehospitalizaci&#243;n de 50% al cabo de un a&#241;o<sup>5</sup>.</p>
      <p>Igualmente preocupantes son las evidencias que demuestran que la sobrevida de los pacientes con ICFEP no mejoraron en las &#250;ltimas d&#233;cadas, contrariamente a aquello que ha sido observado en los pacientes con IC sist&#243;lica<sup>6</sup>. Esa observaci&#243;n est&#225; probablemente relacionada con el hecho de que el abordaje y el tratamiento de esos pacientes no est&#233; produciendo los efectos deseados, probablemente debido a los varios equ&#237;vocos alrededor de la ICFEP.</p>
      <p>
        <bold>Equ&#237;voco 2: la IC diast&#243;lica es un s&#237;ndrome poco frecuente</bold>
      </p>
      <p>Un segundo equ&#237;voco en la ICFEP es pensar que esta es una entidad cl&#237;nica menos frecuente que la ICS. &#161;Por el contrario! Sabemos hoy que la ICFEP es responsable por cerca de 50% de todos los pacientes internados con IC, una proporci&#243;n que aumenta con la edad<sup>2,4,6-8</sup>. Adem&#225;s de eso, en las &#250;ltimas dos d&#233;cadas la proporci&#243;n de pacientes con ICFEP aument&#243; de 38% a 54% del total de casos de IC<sup>6</sup>, proporci&#243;n que continuar&#225; aumentando, debido al progresivo envejecimiento de la poblaci&#243;n y al esperado aumento de la prevalencia de la hipertensi&#243;n, de la obesidad y de la diabetes.</p>
      <p>
        <bold>Equ&#237;voco 3: la IC diast&#243;lica y la IC sist&#243;lica son la misma entidad</bold>
      </p>
      <p>La divisi&#243;n cl&#225;sica de la IC en ICFEP y ICFER es cuestionada por diversos autores que argumentan que es todo una misma entidad, aunque con diferentes fenotipos de presentaci&#243;n<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>Existen, con todo, muchos argumentos demogr&#225;ficos, epidemiol&#243;gicos, histol&#243;gicos, moleculares, de estructura y funci&#243;n ventricular y aun de eficacia terap&#233;utica, que parecen indicar claramente que estas dos entidades son distintas (<xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Tab. 1</xref>)<sup>6,11</sup>.</p>
      <table-wrap id="tab1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Con referencia a las caracter&#237;sticas de la poblaci&#243;n, los pacientes con ICFEP son m&#225;s a&#241;osos, m&#225;s frecuentemente del sexo femenino, y presentan una elevada prevalencia de hipertensi&#243;n, diabetes y obesidad, as&#237; como varias comorbilidades asociadas como fibrilaci&#243;n atrial, insuficiencia renal y anemia<sup>2-4,7,12,13</sup> (<xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Tab. 1</xref>).</p>
      <p>Los corazones de los pacientes con ICFEP y IC sist&#243;lica presentan tambi&#233;n diferencias significativas en cuanto a la estructura y funci&#243;n ventricular (<xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Tab. 1</xref>). Los corazones de los pacientes con ICS presentan remodelado ventricular exc&#233;ntrico con aumento de los vol&#250;menes diast&#243;licos y la principal anomal&#237;a ocurre en las propiedades sist&#243;licas del VI<sup>14</sup> (<xref ref-type="fig" rid="es_a12fig01-body2">Fig. 1</xref>). Por el contrario, en los pacientes con ICFEP ocurre remodelado conc&#233;ntrico, los vol&#250;menes est&#225;n normales o aun disminuidos, y la principal alteraci&#243;n ocurre en las propiedades diast&#243;licas, con retraso de la relajaci&#243;n y/o aumento de la rigidez ventricular<sup>14-16</sup> (<xref ref-type="fig" rid="es_a12fig01-body2">Fig. 1</xref> y <xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Tab. 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Otros estudios recientemente publicados demostraron tambi&#233;n diferencias a nivel histol&#243;gico y molecular. Por ejemplo, el an&#225;lisis de biopsias endomioc&#225;rdicas revel&#243; que los cardiomiocitos de los pacientes con ICFEP son estructuralmente diferentes, presentando mayores di&#225;metros, mayor rigidez y aumento de la densidad de miofilamentos, comparativamente a los de los pacientes con ICS<sup>17</sup>. Tambi&#233;n fueron descubiertas diferencias significativas a nivel molecular. La titina es una mol&#233;cula existente en el interior del sarc&#243;mero que, dadas sus propiedades el&#225;sticas, es el principal determinante de la rigidez del cardiomiocito. Se descubri&#243; que en los pacientes con ICFEP hay una alteraci&#243;n en la expresi&#243;n de las isoformas de esa mol&#233;cula - con aumento de la expresi&#243;n de la isoforma m&#225;s r&#237;gida - o de su grado de fosforilaci&#243;n, lo que contribuye al aumento de la rigidez ventricular observada en esos pacientes<sup>17,18</sup>. Fueron tambi&#233;n detectadas diferencias en la fibrosis y en la red de col&#225;geno extracelular entre los pacientes con ICFEP y IC sist&#243;lica, con la presencia de est&#225;ndares muy distintos de expresi&#243;n de las metaloproteinasas de la matriz extracelular (MMP) y de los inhibidores tisulares de esas metaloproteinasas (TIMP). Mientras en la ICFEP ocurre una disminuci&#243;n de la degradaci&#243;n de la matriz extracelular (originando aumento de la rigidez ventricular), en la cardiopat&#237;a dilatada ocurre aumento de la degradaci&#243;n de la matriz<sup>19,20</sup>. En la fisiopatolog&#237;a de la ICFEP ocurren no s&#243;lo alteraciones en las propiedades pasivas del miocardio - con aumento de la rigidez ventricular -, como tambi&#233;n ocurren alteraciones en la relajaci&#243;n mioc&#225;rdica. En la fisiopatolog&#237;a de la ICFEP se observ&#243; que el retraso de la relajaci&#243;n ventricular se debe tambi&#233;n a alteraciones de la cin&#233;tica del calcio, principalmente a una disminuci&#243;n de la actividad de la SERCA<sub>2</sub> - la principal prote&#237;na responsable por la recaptaci&#243;n del calcio de nuevo al ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico<sup>21</sup>.</p>
      <p>Finalmente, existen fuertes argumentos relacionados con la respuesta a la terap&#233;utica farmacol&#243;gica que justifican la separaci&#243;n de esas dos entidades. Los (pocos) ensayos cl&#237;nicos conducidos hasta la fecha en la ICFEP muestran que esos pacientes no responden tan bien a la terap&#233;utica habitualmente usada en la IC sist&#243;lica, sugiriendo que existen diferentes mecanismos fisiopatol&#243;gicos operando en las dos entidades.</p>
      <p>Esas diferencias hacen que el abordaje terap&#233;utico de la ICFEP tenga que ser diferente del utilizado en la IC sist&#243;lica, tal como viene siendo ya contemplado en las "guidelines" de insuficiencia card&#237;aca<sup>1,22</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Equ&#237;voco 4: la fisiopatolog&#237;a de la IC diast&#243;lica se caracteriza apenas por alteraciones en la di&#225;stole</bold>
      </p>
      <p>Persisten aun muchas dudas en cuanto a la comprensi&#243;n completa de la fisiopatolog&#237;a de la ICFEP, hasta porque, la ICFEP engloba un grupo heterog&#233;neo de pacientes en que diferentes mecanismos fisiopatol&#243;gicos podr&#225;n tener una importancia relativa distinta.</p>
      <p>La disfunci&#243;n diast&#243;lica desempe&#241;a un papel central en la fisiopatolog&#237;a de esa entidad, una vez que la gran mayor&#237;a de los pacientes evidencia un atraso de la relajaci&#243;n del miocardio y/o un aumento de la rigidez ventricular<sup>23</sup>. De tal forma que la ICFEP es frecuentemente designada por IC diast&#243;lica. M&#225;s recientemente, despu&#233;s del descubrimiento de otros mecanismos que tambi&#233;n parecen contribuir a la fisiopatolog&#237;a de esa entidad, se prefiri&#243; la substituci&#243;n del t&#233;rmino IC diast&#243;lica por el t&#233;rmino m&#225;s abarcador de ICFEP<sup>1,24</sup>.</p>
      <p>Por otro lado, sabemos que la disfunci&#243;n diast&#243;lica del VI, por s&#237; sola, no parece ser suficiente para causar el cuadro cl&#237;nico de insuficiencia card&#237;aca. Existe un grupo importante de pacientes, que presentan disfunci&#243;n diast&#243;lica, a pesar de mantenerse asintom&#225;ticos y sin IC<sup>25</sup>. Adem&#225;s de eso, la prevalencia de disfunci&#243;n diast&#243;lica en la poblaci&#243;n en general (presente en hasta 25% de la poblaci&#243;n<sup>26</sup>) es muy superior a la prevalencia de IC. Permanece no obstante por explicar por que algunos pacientes con disfunci&#243;n diast&#243;lica tienen ICFEP, mientras otros permanecen asintom&#225;ticos.</p>
      <p>
        <bold>M&#225;s all&#225; de la disfunci&#243;n diast&#243;lica: contribuci&#243;n de otros mecanismos fisiopatol&#243;gicos</bold>
      </p>
      <p>Recientemente, varios estudios han demostrado que en la fisiopatolog&#237;a de la ICFEP est&#225;n envueltos otros mecanismos fisiopatol&#243;gicos adicionales, incluyendo factores "card&#237;acos" y "extracard&#237;acos" (<xref ref-type="fig" rid="es_a12fig02-body2">Fig. 2</xref>)<sup>27,28</sup>. La explicaci&#243;n para la diferencia sintom&#225;tica entre los pacientes con disfunci&#243;n diast&#243;lica asintom&#225;tica y con ICFEP puede deberse a la existencia simult&#225;nea de esas alteraciones fisiopatol&#243;gicas adicionales apenas en los pacientes con ICFEP.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Entre las alteraciones "extracard&#237;acas" presentes en la ICFEP, ha sido dada una particular importancia a las alteraciones a nivel del &#225;rbol arterial, principalmente a un aumento de la rigidez arterial, a alteraciones del acoplamiento entre el ventr&#237;culo y el &#225;rbol arterial<sup>29,30</sup> y a la presencia de disfunci&#243;n endotelial y disminuci&#243;n de la reserva vasodilatadora<sup>31</sup>.</p>
      <p>Existen otros factores extracard&#237;acos potencialmente envueltos en la ICFEP. Se demostr&#243; que en esos pacientes el aumento de las presiones de llenado ventriculares es tambi&#233;n debido a un aumento del volumen circulante efectivo, debido a una mayor retenci&#243;n de sodio y agua a nivel renal<sup>32</sup>. Se debe destacar que en la ICFEP, debido al aumento simult&#225;neo de la rigidez ventricular y arterial, los pacientes son muy sensibles a peque&#241;as variaciones del volumen "central"<sup>16</sup>.</p>
      <p>Recientemente, fueron descubiertos nuevos factores "card&#237;acos" que ayudan a comprender la fisiopatolog&#237;a de ese s&#237;ndrome. Fue demostrado que en los pacientes con ICFEP una parte de la intolerancia al esfuerzo puede ser tambi&#233;n debida a una incompetencia cronotr&#243;pica<sup>31</sup> y, recurriendo a datos obtenidos por speckle tracking fueron demostradas alteraciones en el estiramiento, en la rotaci&#243;n y en la torsi&#243;n ventriculares<sup>33</sup>.</p>
      <p>Importa aun destacar que pr&#225;cticamente todos los estudios para la comprensi&#243;n de la fisiopatolog&#237;a de la ICFEP fueron efectuados en pacientes en reposo. Los pocos estudios que evaluaron las alteraciones fisiopatol&#243;gicas en respuesta al ejercicio mostraron importantes alteraciones durante el esfuerzo<sup>31,34-36</sup>.</p>
      <p>
        <bold>&#191;En la ICFEP la funci&#243;n ventricular sist&#243;lica es enteramente normal?</bold>
      </p>
      <p>El hecho de que los pacientes con ICFEP tengan una fracci&#243;n de eyecci&#243;n normal no significa que su funci&#243;n sist&#243;lica sea enteramente normal. La fracci&#243;n de eyecci&#243;n es un par&#225;metro impreciso para la evaluaci&#243;n de la funci&#243;n sist&#243;lica por lo que la funci&#243;n sist&#243;lica puede estar profundamente alterada, aun cuando est&#233; mantenida una fracci&#243;n de eyecci&#243;n normal. En la ICFEP algunos pacientes tienen alteraciones de la funci&#243;n sist&#243;lica, cuando esa es evaluada por Doppler tisular<sup>37,38</sup>. Muy recientemente, en pacientes con ICFEP fueron demostradas alteraciones de la funci&#243;n sist&#243;lica sobre todo en respuesta al ejercicio<sup>33</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Equ&#237;voco 5: no existen criterios objetivos para el diagn&#243;stico de la ICFEP</bold>
      </p>
      <p>Una parte de la pol&#233;mica y de los equ&#237;vocos en referencia a la ICFEP result&#243; de la ausencia de consenso en cuanto a sus criterios de diagn&#243;stico.</p>
      <p>Esa limitaci&#243;n fue recientemente superada despu&#233;s de la publicaci&#243;n en 2007 de un documento de consenso de la Sociedad Europea de Cardiolog&#237;a con la actualizaci&#243;n de los criterios de diagn&#243;stico de la ICFEP<sup>24</sup>. Seg&#250;n ese documento tienen que ser llenadas simult&#225;neamente tres condiciones para el diagn&#243;stico de ICFEP: 1) presencia de s&#237;ntomas y se&#241;ales de IC; 2) una FE &gt; 50%, en un VI no dilatado (definido como un VI con un volumen telediast&#243;lico &lt; 97 ml/m<sup>2</sup>)); 3) evidencia de presiones de llenado del VI elevadas.</p>
      <p>La demostraci&#243;n de la elevaci&#243;n de las presiones de llenado del VI puede ser hecha por medio del estudio hemodin&#225;mico invasivo (el examen gold standard, pero de dif&#237;cil aplicaci&#243;n en la pr&#225;ctica cl&#237;nica) o por la combinaci&#243;n de varios par&#225;metros ecocardiogr&#225;ficos y del dosaje de los p&#233;ptidos natriur&#233;ticos. Con el ecocardiograma es posible obtener varios par&#225;metros diast&#243;licos que permiten estimar las presiones de llenado del VI<sup>39</sup>. El par&#225;metro m&#225;s utilizado y m&#225;s f&#225;cil de interpretar es la relaci&#243;n E/e', obtenida por la raz&#243;n entre el pico de velocidad del flujo transmitral (onda E) y la velocidad de desplazamiento del anillo mitral, determinada a partir del Doppler tisular (onda e') (<xref ref-type="fig" rid="es_a12fig03-body2">Fig. 3</xref>). La presencia de una relaci&#243;n E/e' &gt; 15, a nivel de la pared septal, significa la presencia de presiones de llenado elevadas, mientras un valor de E/e' &lt; 8 traduce presiones normales<sup>24</sup>. Para valores intermedios de E/e', entre 8 y 15, es necesario integrar este valor con los otros par&#225;metros ecocardiogr&#225;ficos de evaluaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica, como ser&#225; abordado m&#225;s adelante.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>El nuevo algoritmo diagn&#243;stico de la ICFEP, a pesar de presentar algunas limitaciones<sup>28</sup>, permiti&#243; uniformar el diagn&#243;stico de la ICFEP.</p>
      <p>
        <bold>Equ&#237;voco 6: los par&#225;metros ecocardiogr&#225;ficos de evaluaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica son aun poco espec&#237;ficos y no influyen en el abordaje cl&#237;nico</bold>
      </p>
      <p>La evaluaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica del VI debe ser una parte integrante de la evaluaci&#243;n ecocardiogr&#225;fica de rutina<sup>40</sup>, sobre todo en los pacientes con disnea y/o insuficiencia card&#237;aca, por su importancia diagn&#243;stica<sup>24</sup> y pron&#243;stica<sup>41</sup>.</p>
      <p>Inicialmente la evaluaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica por ecocardiograf&#237;a era hecha sobre todo por el an&#225;lisis por Doppler pulsado del est&#225;ndar del flujo transmitral, un par&#225;metro que cuando es usado aisladamente es poco espec&#237;fico y que presenta varias limitaciones. Ese hecho llev&#243; a la aparici&#243;n de la idea (equivocada) de que la evaluaci&#243;n ecocardiogr&#225;fica de la funci&#243;n diast&#243;lica es poco espec&#237;fica y poco &#250;til en la pr&#225;ctica cl&#237;nica. Existen hoy varios par&#225;metros ecocardiogr&#225;ficos de evaluaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica, cuyas aplicaciones, ventajas y limitaciones fueron blanco de un documento de consenso de las sociedades europea y americana de ecocardiograf&#237;a<sup>39</sup>, y que ser&#225;n brevemente abordadas a continuaci&#243;n (<xref ref-type="table" rid="es_a12tab02-body2">Tab. 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a12tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis Doppler del est&#225;ndar del flujo transmitral</bold>
      </p>
      <p>El an&#225;lisis del flujo transmitral por Doppler pulsado es simple de obtener en pr&#225;cticamente todos los pacientes (<xref ref-type="fig" rid="es_a12fig04-body2">Fig. 4, A</xref>). Por medio del an&#225;lisis del est&#225;ndar de llenado transmitral pueden ser definidos cuatro grados de disfunci&#243;n diast&#243;lica, adem&#225;s del est&#225;ndar normal (<xref ref-type="fig" rid="es_a12fig03-body2">Fig. 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a12fig04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf04-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Ese par&#225;metro, con todo, presenta varias limitaciones (<xref ref-type="table" rid="es_a12tab02-body2">Tab. 2</xref>)<sup>39</sup> y, aisladamente, no permite la distinci&#243;n entre un individuo normal y un individuo con est&#225;ndar pseudonormal (<xref ref-type="fig" rid="es_a12fig03-body2">Fig. 3</xref>). A pesar de sus limitaciones, el an&#225;lisis de la relaci&#243;n E/A y del DT, cuando es usado de forma integrada con otros par&#225;metros, es importante en la pr&#225;ctica cl&#237;nica auxiliando en el diagn&#243;stico de ICFEP<sup>24</sup> y dando informaci&#243;n pron&#243;stica, cuando est&#225; presente un est&#225;ndar restrictivo<sup>41</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Tiempo de relajaci&#243;n isovolum&#233;trico (TRIV)</bold>
      </p>
      <p>Ese par&#225;metro, que eval&#250;a sobre todo la relajaci&#243;n ventricular, mide el intervalo de tiempo entre el cierre de la v&#225;lvula a&#243;rtica y la apertura de la v&#225;lvula mitral (<xref ref-type="fig" rid="es_a12fig05-body2">Fig. 5</xref>, panel <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig05-body2">C</xref>). El valor normal de TRIV es de 70-90 mseg, valor que va a aumentar con el retardo de la relajaci&#243;n, pero a acortarse cuando las presiones de llenado est&#225;n muy aumentadas<sup>39</sup>.</p>
      <p content-type="html"><fig id="es_a12fig05-body2"><graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/tFtnMKx5PsD9kchX8LhRFfs/b3e2f1122ea90c8d2b3e7c36d9f9e082b4e63efc.jpg"/><graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf05-es.jpg"/></fig>&#13;
&#160;&#13;
</p>
      <p>
        <bold>Velocidad de propagaci&#243;n del flujo mitral (Vp)</bold>
      </p>
      <p>La velocidad de propagaci&#243;n del flujo mitral (Vp) es evaluada de acuerdo con la <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig05-body2">figura 5</xref>, panel <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig05-body2">A</xref>. Cuando surge disfunci&#243;n diast&#243;lica, el retardo de la relajaci&#243;n ventricular reduce la inclinaci&#243;n de la Vp.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis del flujo en las venas pulmonares</bold>
      </p>
      <p>Por el an&#225;lisis del flujo en las venas pulmonares pueden ser obtenidos m&#250;ltiples par&#225;metros, pero aquel que demostr&#243; ser m&#225;s confiable es el an&#225;lisis de la diferencia entre la duraci&#243;n de la onda A reversa del flujo en las venas pulmonares y la duraci&#243;n de la onda A del flujo transmitral (Ar pulm - A mitral; <xref ref-type="fig" rid="es_a12fig05-body2">Fig. 5, B</xref>), que cuando &gt; 30 mseg traduce presiones de llenado aumentadas<sup>24</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Velocidades a nivel del anillo mitral por Doppler tisular y relaci&#243;n E/e'</bold>
      </p>
      <p>El par&#225;metro ecocardiogr&#225;fico m&#225;s utilizado para evaluaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica es el c&#225;lculo de la relaci&#243;n E/e' (<xref ref-type="fig" rid="es_a12fig04-body2">Fig. 4</xref>)<sup>24,40</sup>, que cuantifica la raz&#243;n entre la velocidad de la onda E del flujo transmitral y la velocidad de la onda e' obtenida por Doppler tisular. Aplicando el Doppler pulsado tisular, en el lado septal o en el lado lateral del anillo mitral, es posible evaluar la velocidad de desplazamiento del anillo mitral y calcular las velocidades de las ondas sist&#243;lica (S), diast&#243;lica precoz (E', e' o Ea) y diast&#243;lica tard&#237;a (A', a' o Am).</p>
      <p>Fue demostrado que la relaci&#243;n E/e' se relaciona con las presiones de llenado del VI, independientemente de los valores de la fracci&#243;n de eyecci&#243;n. Un valor E/e' &gt; 15, a nivel de la pared septal, indica presiones de llenado aumentadas, mientras un E/e' &lt; 8 se asocia a presiones normales. Es de notar que cuando el e' es evaluado a nivel de la pared lateral, en vez de la pared septal, debe ser usado un <italic>cut-off</italic> de E/e' <italic>lat</italic> &gt; 12 (en vez de 15) una vez que las velocidades de desplazamiento son mayores a nivel lateral<sup>42</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Volumen del atrio izquierdo</bold>
      </p>
      <p>El aumento del volumen del atrio izquierdo (AI) (<xref ref-type="fig" rid="es_a12fig05-body2">Fig. 5, D</xref>) es un marcador morfol&#243;gico de presiones de llenado diast&#243;licas cr&#243;nicamente aumentadas<sup>43</sup> (no traduce las presiones en el momento del examen) y es tambi&#233;n un importante predictor de mortalidad<sup>44</sup>. Una vez que ese par&#225;metro puede tambi&#233;n estar aumentado en situaciones como la fibrilaci&#243;n atrial o enfermedad mitral significativa, es importante integrarlo con el estado cl&#237;nico del paciente y con los otros marcadores de evaluaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica<sup>39</sup>.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de la deformaci&#243;n mioc&#225;rdica (<italic>Strain</italic>)</bold>
      </p>
      <p>La deformaci&#243;n mioc&#225;rdica puede ser ahora evaluada por ecocardiograf&#237;a recurriendo a speckle-tracking, lo que puede proveer informaciones esenciales en relaci&#243;n a la funci&#243;n diast&#243;lica<sup>39</sup>, y ser m&#225;s confiable que la relaci&#243;n E/e'<sup>45</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Test de estr&#233;s diast&#243;lico</bold>
      </p>
      <p>Considerando que muchos pacientes con disfunci&#243;n diast&#243;lica s&#243;lo desarrollan s&#237;ntomas con el ejercicio f&#237;sico, es importante evaluar las presiones de llenado del VI en respuesta al ejercicio, realizando un test de estr&#233;s diast&#243;lico. En esa prueba es sobre todo evaluada la variaci&#243;n de la relaci&#243;n E/e' en respuesta al ejercicio f&#237;sico, una vez que, mientras en los individuos con relajaci&#243;n normal las velocidades de la onda E y e' aumentan proporcionalmente (manteni&#233;ndose la relaci&#243;n E/e'), en los pacientes con disfunci&#243;n diast&#243;lica hay un aumento progresivo de la relaci&#243;n E/e'<sup>46</sup>.</p>
      <p>En conclusi&#243;n, a pesar de subsistir aun algunas limitaciones<sup>47</sup>, una evaluaci&#243;n integrada y paso a paso de la funci&#243;n diast&#243;lica por ecocardiograma, iniciada con an&#225;lisis de la relaci&#243;n E/e', ofrece informaci&#243;n esencial para el diagn&#243;stico, pron&#243;stico y abordaje de los pacientes con IC y particularmente de aquellos con ICFEP<sup>42</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Equivoco 7: sabemos tratar la IC con FE preservada</bold>
      </p>
      <p>Probablemente el mayor equ&#237;voco en la ICFEP es el de pensar que existen estrategias terap&#233;uticas eficaces para la ICFEP y que ese tratamiento podr&#225; ser semejante al de la IC sist&#243;lica.</p>
      <p>En primer lugar, a pesar de su relevancia cl&#237;nica y epidemiol&#243;gica el tratamiento de la ICFEP permanece ampliamente emp&#237;rico y no basado en la evidencia una vez que pocos fueron los ensayos cl&#237;nicos dirigidos espec&#237;ficamente a esa poblaci&#243;n de pacientes.</p>
      <p>En segundo lugar, los pocos ensayos cl&#237;nicos realizados en la ICFEP evaluaron apenas la eficacia de los inhibidores del eje renina-angiotensina. En todos ellos los resultados fueron decepcionantes, dado que ninguno de los agentes testeados evidenci&#243; un beneficio significativo en t&#233;rminos de aumento de sobrevida de los pacientes. De ese modo, la utilizaci&#243;n de otros agentes en la ICFEP s&#243;lo puede ser recomendada con base en argumentos te&#243;ricos o en datos extra&#237;dos de estudios de car&#225;cter observacional.</p>
      <p>Finalmente, en las &#250;ltimas d&#233;cadas, el pron&#243;stico de la ICFEP se ha mantenido inalterado a lo largo del tiempo, contrariamente a lo observado en la ICS<sup>6</sup>, demostrando que el tratamiento y el abordaje de esos pacientes no son los m&#225;s correctos.</p>
      <p>
        <bold>Utilizaci&#243;n de antagonistas del eje renina-angiotensina</bold>
      </p>
      <p>Contrariamente a lo que se observa en la IC sist&#243;lica, en la ICFEP el bloqueo del eje renina-angiotensina es poco &#250;til en t&#233;rminos de reducci&#243;n de los eventos cl&#237;nicos o de la mortalidad, como fue demostrado en los estudios con perindopril (PEP-CHF)<sup>48</sup>, con irbesartan (I-PRESERVE)<sup>49</sup> o candesartan (CHARM-Preserved)<sup>50</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Papel de los betabloqueantes en la ICFEP</bold>
      </p>
      <p>Desde un punto de vista te&#243;rico, los betabloqueantes (BB) tienen beneficios potenciales en el tratamiento de la ICFEP: i) al reducir la frecuencia card&#237;aca aumentan la duraci&#243;n de la di&#225;stole y el tiempo de llenado ventricular; ii) reducen las necesidades de ox&#237;geno del miocardio; iii) disminuyen la presi&#243;n arterial; iv) pueden inducir regresi&#243;n de la HVE. Por otro lado, esos efectos ben&#233;ficos podr&#225;n ser parcialmente atenuados por el hecho de que los BB atrasan la relajaci&#243;n ventricular y reducen la contractilidad<sup>16</sup>.</p>
      <p>A pesar de que no existen ensayos cl&#237;nicos que eval&#250;en espec&#237;ficamente los BB en ese grupo de pacientes, es de esperar que la utilizaci&#243;n de BB podr&#225; ser potencialmente ben&#233;fica en la ICFEP, sobre todo de aquellos con acci&#243;n vasodilatadora asociada (por ejemplo, nebivolol y carvedilol) por su efecto en la reducci&#243;n de la rigidez arterial.</p>
      <p>En relaci&#243;n a la eficacia de los BB en la ICFEP pr&#225;cticamente s&#243;lo disponemos de datos extra&#237;dos de estudios observacionales, que se&#241;alan un beneficio en t&#233;rminos de reducci&#243;n de la mortalidad<sup>51</sup>. Recientemente, en un suban&#225;lisis del estudio SENIORS, se observ&#243; que en el subgrupo de pacientes con una FE &gt; 35% los beneficios de los BB fueron semejantes, lo que parece demostrar que la eficacia de este BB es independiente de la fracci&#243;n de eyecci&#243;n<sup>52</sup>. Con tantas incertezas es urgente la realizaci&#243;n de un ensayo cl&#237;nico que teste la utilizaci&#243;n de los BB en la ICFEP.</p>
      <p>
        <bold>Los antagonistas de la aldosterona en la ICFEP</bold>
      </p>
      <p>La utilizaci&#243;n de los antagonistas de la aldosterona en la ICFEP puede ser ben&#233;fica, por lo menos del punto de vista te&#243;rico. La aldosterona act&#250;a sobre el miocardio y sobre los vasos, induciendo hipertrofia miocitaria, fibrosis y dep&#243;sito de col&#225;geno, llevando al aumento de la rigidez mioc&#225;rdica y arterial y contribuyendo a la fisiopatolog&#237;a de la ICFEP<sup>53</sup>. En un peque&#241;o ensayo cl&#237;nico fue demostrado que la espironolactona mejor&#243; los &#237;ndices ecocardiogr&#225;ficos de disfunci&#243;n diast&#243;lica<sup>54</sup>. Est&#225; actualmente en curso un ensayo cl&#237;nico, designado TOPCAT, que evaluar&#225; el papel de la espironolactona en los pacientes con ICFEP.</p>
      <p>
        <bold>Otras estrategias terap&#233;uticas</bold>
      </p>
      <p>De ese modo, rante tantas incertezas, apenas son recomendados algunos principios generales para el tratamiento de la ICFEP [1]: i) <italic>control agresivo</italic> de la presi&#243;n arterial, para la prevenci&#243;n del aparici&#243;n de la ICFEP, para la reducci&#243;n del n&#250;mero de descompensaciones de la IC, para la regresi&#243;n de la hipertrofia ventricular izquierda y mejora del acoplamiento ventr&#237;culo-arterial; ii) reducci&#243;n de las presiones de llenado ventricular, mediante la restricci&#243;n de la ingesti&#243;n de sal y por la administraci&#243;n de diur&#233;ticos, una vez que esos pacientes son extremadamente sensibles a variaciones del volumen y de la precarga; iii) en la manutenci&#243;n del ritmo sinusal, para preservar la contracci&#243;n atrial; iv) en el control de la frecuencia card&#237;aca, evitando la taquicardia, que acorta el tiempo de duraci&#243;n de la di&#225;stole; y v) en el tratamiento de las comorbilidades subyacentes, en un abordaje integrado y multidisciplinario.</p>
      <p>
        <bold>Potenciales nuevos blancos terap&#233;uticos en la ICFEP</bold>
      </p>
      <p>El futuro del tratamiento de la ICFEP depende de una mejor comprensi&#243;n de su fisiopatolog&#237;a y de la intervenci&#243;n sobre los varios mecanismos fisiopatol&#243;gicos subyacentes. Dada la heterogeneidad de los mecanismos causantes de la ICFEP, su tratamiento ser&#225; siempre multifactorial e individualizado para cada paciente.</p>
      <p>Asumiendo que las alteraciones de la relajaci&#243;n y el aumento de la rigidez son la principal alteraci&#243;n fisiopatol&#243;gica en la ICFEP es necesario desarrollar estrategias terap&#233;uticas espec&#237;ficamente dirigidas. El alagebrium, o ALT-177, induce la ruptura de las ligaciones cruzadas de los productos de glicosilaci&#243;n avanzada, permitiendo mejorar la funci&#243;n diast&#243;lica (por la reducci&#243;n de la rigidez ventricular), la funci&#243;n vascular (por el aumento de la distensibilidad arterial) y, el acoplamiento ventr&#237;culo-arterial, lo que mostr&#243; resultados promisorios en un peque&#241;o ensayo cl&#237;nico con pacientes con ICFEP<sup>55</sup>.</p>
      <p>Dada la importancia de la fibrosis en el aumento de la rigidez ventricular, est&#225;n siendo estudiados (con resultados promisorios) los efectos antifibr&#243;ticos no s&#243;lo de los antagonistas de la aldosterona, como de factores de crecimiento, citocinas y mol&#233;culas de se&#241;alizaci&#243;n<sup>56</sup>.</p>
      <p>En los &#250;ltimos a&#241;os, nuestro grupo de investigaci&#243;n ha tambi&#233;n contribuido al esclarecimiento de los determinantes de las propiedades pasivas del ventr&#237;culo izquierdo, demostrando que la rigidez ventricular no es apenas una propiedad pasiva, sino que puede ser activamente modulada (y reducida) por medio de la manipulaci&#243;n neurohormonal (por ejemplo del sistema renina-angiotensina o de la endotelina, entre otros), abriendo nuevos blancos terap&#233;uticos para la reducci&#243;n de la rigidez ventricular<sup>57-60</sup>.</p>
      <p>En la ICFEP deber&#225; tambi&#233;n ser mejorada la relajaci&#243;n ventricular. Como fue abordado anteriormente, la relajaci&#243;n es dependiente de la recaptaci&#243;n de calcio al ret&#237;culo sarcoplasm&#225;tico por acci&#243;n de la SERCA<sub>2A</sub>, que a su vez es regulada por el fosfolamban<sup>61</sup>. Estudios animales demostraron que la terap&#233;utica de transferencia gen&#233;tica de la SERCA<sub>2A</sub> o de fosfolamban modificado mejora la funci&#243;n ventricular diast&#243;lica<sup>62,63</sup>.</p>
      <p>Considerando los efectos ben&#233;ficos del &#243;xido n&#237;trico (NO) sobre la funci&#243;n endotelial, sobre la funci&#243;n vascular y sobre la funci&#243;n mioc&#225;rdica, los <italic>inhibidores</italic> de la fosfodiesterasa tipo 5 (por ejemplo el sildenafil) podr&#225;n desempe&#241;ar un papel en el tratamiento de la IC, incluyendo en la ICFEP<sup>64</sup>, lo que est&#225; siendo estudiado en un ensayo cl&#237;nico en pacientes con ICFEP.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Heart failure with preserved ejection fraction: fighting misconceptions for a new approach</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Over the last decades, heart failure with preserved ejection fraction (HFpEF) has received less attention by the medical and scientific communities, which led to the emergence of a number of misconceptions concerning its characteristics, diagnostic and therapeutic approach. In recent years, new studies have changed the concepts traditionally associated with HFpEF, contributing to a new view towards this disease. This review is intended to discuss the latest evidence on HFpEF and to fight the main misconceptions associated with it in order to improve its diagnostic and therapeutic approach. Today we have several data showing that HFpEF is a condition that requires a different clinical approach from that used in systolic heart failure (SHF). HFpEF is no longer seen as a "benign" disease because it is associated with a poor prognosis and high prevalence. Its pathophysiology is complex and not fully clarified. In addition to diastolic dysfunction, we now know that other cardiac and extracardiac factors are also involved in its onset and progression. Using recent consensus guidelines we have objective criteria for its diagnosis, especially by using the new echocardiographic parameters for assessing diastolic function, including the E/e' ratio obtained by tissue Doppler. Finally, treatment of HFpEF remains unknown, because no therapeutic strategy has been shown to improve HFpEF prognosis. Thus, in this review we will also discuss the potentially new therapeutic targets for HFpEF.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart failure</kwd>
        <kwd>stroke volume</kwd>
        <kwd>ventricular function</kwd>
        <kwd>demographic aging</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>REVIEW ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top1-body3">
          <label>
            <bold>Heart failure with preserved ejection fraction: fighting misconceptions for a new approach</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Ricardo Fontes-Carvalho<sup>I,II</sup>; Adelino Leite-Moreira<sup>I,III</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Servi&#231;o de Fisiologia da Faculdade de Medicina do Porto</p>
      <p><sup>II</sup>Servi&#231;o de Cardiologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia</p>
      <p><sup>III</sup>Centro de Cirurgia Tor&#225;cica do Hospital de S&#227;o Jo&#227;o, Porto - Portugal</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>Over the last decades, heart failure with preserved ejection fraction (HFpEF) has received less attention by the medical and scientific communities, which led to the emergence of a number of misconceptions concerning its characteristics, diagnostic and therapeutic approach. </p>
      <p> In recent years, new studies have changed the concepts traditionally associated with HFpEF, contributing to a new view towards this disease. This review is intended to discuss the latest evidence on HFpEF and to fight the main misconceptions associated with it in order to improve its diagnostic and therapeutic approach. </p>
      <p> Today we have several data showing that HFpEF is a condition that requires a different clinical approach from that used in systolic heart failure (SHF). HFpEF is no longer seen as a "benign" disease because it is associated with a poor prognosis and high prevalence. Its pathophysiology is complex and not fully clarified. In addition to diastolic dysfunction, we now know that other cardiac and extracardiac factors are also involved in its onset and progression. Using recent consensus guidelines we have objective criteria for its diagnosis, especially by using the new echocardiographic parameters for assessing diastolic function, including the E/e' ratio obtained by tissue Doppler. Finally, treatment of HFpEF remains unknown, because no therapeutic strategy has been shown to improve HFpEF prognosis. Thus, in this review we will also discuss the potentially new therapeutic targets for HFpEF.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart failure/therapy; stroke volume; ventricular function; demographic aging.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Heart failure (HF) represents a major and growing public health problem, affecting 2% - 3% of adults in developed countries<sup>1</sup>.</p>
      <p>Patients with heart failure are classically divided into two groups: those with HF with preserved ejection fraction (HFpEF), also called diastolic HF (DHF) and those with HF and reduced ejection fraction (HFrEF), better known as systolic HF (SHF)<sup>1</sup>.</p>
      <p>In recent decades, HFpEF has received much less attention from medical and scientific communities, a situation that is finally starting to change. Such lack of attention resulted in the gradual emergence, within the medical community, of a series of misconceptions and dogmas concerning the epidemiology, diagnosis, pathophysiology and treatment of HFpEF.</p>
      <p>With this review, we intend to explore and tackle the major misconceptions associated with HFpEF. We will discuss the latest evidence concerning HFpEF, providing a new view on this complex syndrome, in order to improve its clinical and therapeutic approach.</p>
      <p>
        <bold>Frequent misconceptions in heart failure with preserved ejection fraction</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Misconception 1: HFpEF is a benign condition</bold>
      </p>
      <p>Until recently, HFpEF had been considered an essentially "benign" disease associated with a better prognosis. Epidemiological studies have shown that the prognosis for these patients is as bad as those who have systolic HF (SHF)<sup>2,3</sup>. Patients with HFpEF have mortality rates of 29% after one year (versus 32% in patients with systolic HF), and 65% after five years (<italic>versus</italic> 68%)<sup>3</sup>.</p>
      <p>The morbidity of HFpEF is also very high, requiring frequent admissions and a significant consumption of resources<sup>4,5</sup>. Once admitted due to HF, these patients have a high rate of readmission of 50% after one year<sup>5</sup>.</p>
      <p>Equally worrying is the evidence showing that the survival of patients with HFpEF has not been improving in recent decades, unlike what has been observed in patients with systolic HF<sup>6</sup>. Such observation is probably related to the fact that the management and treatment of these patients are not producing the desired effects, probably due to various misconceptions concerning HFpEF.</p>
      <p>
        <bold>Misconception 2: diastolic HF is an uncommon syndrome</bold>
      </p>
      <p>A second misconception in HFpEF is to think that this is a clinical condition that is less common than the SHF. This is quite the opposite! We know today that HFpEF is responsible for about 50% of all patients admitted with HF, a proportion that increases with age<sup>2,4,6-8</sup>. Moreover, in the last two decades the proportion of patients with HFpEF increased from 38% to 54% out of cases of HF<sup>6</sup>, a proportion that will continue to rise due to the progressive aging of population and expected increase in the prevalence of hypertension, obesity and diabetes.</p>
      <p>
        <bold>Misconception 3: diastolic HF and systolic HF are the same condition</bold>
      </p>
      <p>The classical separation of HF in HFpEF is questioned by several authors who argue that these relate to the same condition, albeit with different phenotypes<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>However, there are many demographic, epidemiological, histological, molecular and structural arguments, as well as some relating to ventricular function and even therapeutic effectiveness, which seem to clearly indicate that these two conditions are quite different (<xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Table 1</xref>)<sup>6,11</sup>.</p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Regarding the characteristics of the population, patients with HFpEF are older, often female, and have a high prevalence of hypertension, diabetes and obesity, as well as various comorbidities such as atrial fibrillation, renal failure and anemia<sup>2-4,7,12,13</sup> (<xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Table 1</xref>).</p>
      <p>The hearts of patients with systolic HF and HFpEF also have significant differences in terms of structure and ventricular function (<xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Table 1</xref>). The hearts of patients with SHF present an eccentric ventricular modeling with increased diastolic volumes and the main anomaly occurs in LV systolic properties<sup>14</sup> (<xref ref-type="fig" rid="en_a12fig01m-body3">Figure 1</xref>). By contrast, patients with HFpEF present as concentric remodeling, the volumes are normal or even reduced, and the main change occurs in the diastolic properties, with delayed relaxation and/or increased ventricular stiffness<sup>14-16</sup> (<xref ref-type="fig" rid="en_a12fig01m-body3">Figure 1</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Table 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a12fig01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Other recently published studies have also shown differences at histological and molecular level. For example, analysis of endomyocardial biopsies revealed that cardiomyocytes of patients with HFpEF are structurally different, with larger diameters, greater stiffness and increased density of myofilaments, compared to patients with ICS<sup>17</sup>. Significant differences were also discovered at the molecular level. Titin is a molecule found inside the sarcomere which, given its elastic properties, is the main determinant of the stiffness of cardiomyocytes. It was found that in patients with HFpEF there is a change in the expression of the isoforms of this molecule - with increased expression of the stiffer isoform - or its degree of phosphorylation, which contributes to the increase in ventricular stiffness observed in these patients<sup>17,18</sup>. Patients with HFpEF and systolic HF also have significant differences in fibrosis and extracellular collagen matrix, due to distinct patterns of extracellular matrix metalloproteinases (MMP) and tissue inhibitors of such metalloproteinases (TIMP) activation. While in HFpEF there is a decreased degradation of extracellular matrix (resulting in increased ventricular stiffness), in dilated cardiomyopathy there is an increased matrix degradation<sup>19,20</sup>. In the HFpEF, diastolic dysfunction ca occur due to changes in the passive properties of the ventricle - particularly increased ventricular stiffness - or due to alterations in myocardial relaxation. The delay in myocardial realaxation seen in patients with HFpEF is caused by changes in calcium kinetics, especially by reduced activity of SERCA<sub>2</sub>, the main protein responsible for the reuptake of calcium back into the sarcoplasmic reticulum<sup>21</sup>.</p>
      <p>Finally, strong arguments related to the response to pharmacological therapy justify the separation of these two conditions. Few clinical trials performed to date on HFpEF reveal that these patients do not respond as well to therapy commonly used in systolic HF, suggesting that different pathophysiological mechanisms operate in these two conditions.</p>
      <p>These differences mean that the therapeutic approach to HFpEF must be different from that used in systolic HF, as prescribed in the guidelines for heart failure<sup>1,22</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Misconception 4: diastolic dysfunction is the only abnormality involved in HFpEF</bold>
      </p>
      <p>The patophysiology of HFpEF is not totally understood, mainly because HFpEF affects an heterogeneous group of patients where different pathophysiological mechanisms may have a different relative importance.</p>
      <p>Diastolic dysfunction plays a central role in the pathophysiology of this condition, since most patients present delayed myocardial relaxation and/or increased ventricular stiffness<sup>23</sup>. This is why HFpEF is often referred to as diastolic HF. More recently, after the discovery of other mechanisms that appear to contribute to the pathophysiology of this condition, the expression diastolic HF was replaced by a more general term: HFpEF<sup> 1,24</sup>.</p>
      <p>On the other hand, we know that LV diastolic dysfunction, by itself, does not seem to be enough to cause the clinical picture of heart failure. There is an important group of patients who have diastolic dysfunction, although they remain asymptomatic and without HF<sup>25</sup>. Moreover, the prevalence of diastolic dysfunction in the general population (present in up to 25% of the population<sup>26</sup>) is much higher than the prevalence of HF. However, it remains to be explained why some patients with diastolic dysfunction have HFpEF, while others remain asymptomatic.</p>
      <p>
        <bold>Beyond diastolic dysfunction: contribution of other pathophysiological mechanisms</bold>
      </p>
      <p>Several studies have recently demonstrated that the pathophysiology of HFpEF involves other mechanisms, including "cardiac" and "extracardiac" factors (<xref ref-type="fig" rid="en_a12fig02m-body3">Figure 2</xref>)<sup>27,28</sup>. The explanation for the symptomatic difference among patients with asymptomatic diastolic dysfunction and HFpEF may be due to the simultaneous existence of these additional pathophysiological abnormalities only in patients with HFpEF.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a12fig02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Among "extracardiac" abnormalities found in HFpEF, particular emphasis has been placed on the abnormalities found in the arterial vessels, including increased arterial stiffness, changes in ventricular-arterial coupling<sup>29,30</sup>, endothelial dysfunction and reduced vasodilator reserve<sup> 31</sup>.</p>
      <p>There are other extracardiac factors potentially involved in HFpEF. It was found that in these patients, increased ventricular filling pressure is also due to an increased effective circulating volume due to increased sodium and water retention in the kidneys<sup>32</sup>. It should be stressed that in HFpEF, due to the simultaneous increase of ventricular and arterial stiffness, patients are very sensitive to small changes in the "central" volume<sup>16</sup>.</p>
      <p>Recently, new "cardiac" factors have been found to contribute to HFpEF pathophysiology, such as chronotropic incompetence<sup>31</sup> and changes in ventricular stretching, radial deformation and twisting, evaluated by speckle tracking analysis<sup>33</sup>.</p>
      <p>Finally, HFpEF patophysiology is usually accessed at rest. However, several studies have shown that additional alterations occur during exercise in HFpEF patients<sup>31,34-36</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Is systolic function completely normal in HFpEF?</bold>
      </p>
      <p>By definition, HFpEF patients have a normal ejection fraction. Nevertheless, because ejection fraction is an imprecise parameter for the evaluation of minor alterations in systolic function, it has been demonstrated that patients with HFpEF also have changes in systolic function assessed by Tissue Doppler analysis<sup>37,38</sup>. Also, a recent study has shown that in HFpEF patients important alterations in systolic function also occur especially in response to exercise<sup>33</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Misconception 5: there are no objective criteria for the diagnosis of HFpEF</bold>
      </p>
      <p>Part of the controversy and misconceptions concerning HFpEF resulted from the lack of consensus about its diagnostic criteria.</p>
      <p>Such limitation was overcome in 2007 after the publication of a consensus document of the European Society of Cardiology with updated diagnostic criteria for HFpEF<sup>24</sup>. According to this document, three prerequisites should be fulfilled simultaneously to diagnose HFpEF: 1) symptoms and signs of HF; 2) EF&gt; 50% in a non-dilated LV (defined as LV with a end diastolic volume &lt; 97 ml/m<sup>2</sup>); 3) evidence of high LV filling pressures.</p>
      <p>The demonstration of high LV filling pressures can be made by invasive hemodynamic evaluation (which is the gold-standard method, but is difficult to apply in clinical practice) or by combining several echocardiographic parameters together with natriuretic peptides quantification. By echocardiography several diastolic parameters can be obtained that allow LV filling pressures estimation<sup>39</sup>. The most widely used parameter, and also the easiest to analyse, is the E/e' ratio, which is obtained from the ratio between the peak transmitral flow velocity (E wave) and the mitral annulus velocity, determined from Tissue Doppler analysis (the e' wave) (<xref ref-type="fig" rid="en_a12fig03m-body3">Fig. 3</xref>). When the E/e' ratio at the level of the septal wall is &gt; 15, LV filling pressures are certainly increased, whereas a E/e' ratio &lt; 8 represents normal LV filling pressures<sup>24</sup>. However when the E/e' ratio is between 8 and 15, it is necessary to combine this value with other diastolic function echocardiographic parameters, as discussed later.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a12fig03m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The new diagnostic algorithm of HFpEF, despite a few limitations<sup>28</sup> allowed standardizing the diagnosis of HFpEF.</p>
      <p>
        <bold>Misconception 6: diastolic function evaluation by echocardiography is inaccurate and has no influence on clinical management strategies</bold>
      </p>
      <p>The assessment of LV diastolic function should be an integral part of routine echocardiographic evaluation<sup>40</sup>, especially in patients with dyspnoea and/or heart failure, due to its diagnostic<sup>24</sup> and prognostic significance<sup>41</sup>.</p>
      <p>Initially, the diastolic function by echocardiography was mainly assessed through pulsed Doppler analysis of transmitral flow pattern. When this parameter is used alone, it is little specific, and has several limitations. This fact has led to the emergence of the (misconceived) idea that the echocardiographic assessment of diastolic function is little specific and little useful in clinical practice. Today, there are several echocardiographic parameters in the assessment of diastolic function, whose applications, advantages and limitations have been the target of a consensus document of the European and American societies of Echocardiography<sup>39</sup>, which will be briefly addressed in this study (<xref ref-type="table" rid="en_a12tab02m-body3">Table 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a12tab02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Pulsed Doppler transmitral inflow pattern</bold>
      </p>
      <p>The analysis of transmitral flow by pulsed Doppler is easy to obtain in almost all patients (<xref ref-type="fig" rid="en_a12fig04m-body3">Fig. 4, A</xref>). By analyzing transmitral filling pattern, it is possible to define four degrees of diastolic dysfunction (<xref ref-type="fig" rid="en_a12fig03m-body3">Fig. 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a12fig04m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf04-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Nevertheless, this parameter has several limitations (<xref ref-type="table" rid="en_a12tab02m-body3">Table 2</xref>)<sup>39</sup> because when used alone, it is not possible to distinguish a normal pattern from a pseudonormal, which indicates a grade II diastolic dysfunction (<xref ref-type="fig" rid="en_a12fig03m-body3">Figure 3</xref>). Despite its limitations, when combined with other diastolic dysfunction parameters, the evaluation of the E/A ratio can be useful in clinical practice to support the diagnosis of HFpEF<sup>24</sup>. and give prognostic information, when a restrictive pattern is present<sup>41</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Isovolumic relaxation time (IVRT)</bold>
      </p>
      <p>This parameter, which assesses primarily the ventricular relaxation, measures the time interval between aortic valve closure and mitral valve opening <xref ref-type="fig" rid="en_a12fig05-body3">(Fig. 5</xref>, panel <xref ref-type="fig" rid="en_a12fig05-body3">C</xref>). The normal value of IVRT is 70-90 msec, a value that increases with delayed relaxation, but shortens when filling pressures are markedly increased<sup>39</sup>.</p>
      <p content-type="html"><fig id="en_a12fig05-body3"><graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/tFtnMKx5PsD9kchX8LhRFfs/09683813dfe77ec1db51f34cae6c2624e4063488.jpg"/><graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0504-00012-gf05-en.jpg"/></fig>&#13;
&#160;&#13;
</p>
      <p>
        <bold>Mitral flow propagation velocity (Vp)</bold>
      </p>
      <p>The mitral flow propagation velocity (Vp) is evaluated according to <xref ref-type="fig" rid="en_a12fig05-body3">Figure 5</xref>, panel <xref ref-type="fig" rid="en_a12fig05-body3">A</xref>. When ventricular relaxation is delayed, the Vp slope is reduced.</p>
      <p>
        <bold>Pulmonary vein flow velocity assessment</bold>
      </p>
      <p>The pulmonary vein flow assessment can provide several measurements for diastolic function evaluation. However, the most reliable parameter is the Ar pulm - Ad mitral, which is the time difference between the duration of reversed pulmonary vein flow during atrial systole (Ar pulm) and the duration of the mitral A wave flow (<xref ref-type="fig" rid="en_a12fig05-body3">Figure 5</xref>, <xref ref-type="fig" rid="en_a12fig05-body3">B</xref>); when the Ar pulm - Ad mitral difference is &gt; 30 msec, LV filling pressures are increased<sup>24</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Tissue Doppler assessment at the mitral annulus and E/e' ratio</bold>
      </p>
      <p>The most widely used echocardiographic parameter for diastolic function evaluation is the E/e'(see <xref ref-type="fig" rid="en_a12fig04m-body3">figure 4</xref>)<sup>24,40</sup>, which is the ratio of the E wave velocity from transmitral flow divided by the e' wave velocity obtained by Doppler tissue at the mitral annulus level. By applying the pulsed tissue Doppler at the septal or lateral side of the mitral annulus, it is possible to evaluate the velocity of the mitral annulus displacement and calculate the velocity of the systolic wave (S wave), of the early diastolic wave (E', e' or Ea) and of the late diastolic wave (A', a' or Am).</p>
      <p>Several studies have shown that E/e' ratio correlates closely with LV filling pressures, independently from ejection fraction values. When E/e' ratio at the septal side of the mitral annulus is &gt; 15, LV filling pressures are increased, whereas an E/e' value &lt; 8 indicates normal filling pressures. However, when the e' is evaluated at the lateral side of the mitral annulus, and not at the septal wall, a cut-off of E/e' &gt; 12 (instead of 15) should be used, because displacement velocities are greater at the lateral side<sup>42</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Left atrial volume</bold>
      </p>
      <p>Increased left atrial volume (LA) (<xref ref-type="fig" rid="en_a12fig05-body3">Fig. 5</xref>, <xref ref-type="fig" rid="en_a12fig05-body3">D</xref>) is a morphological marker of chronically increased diastolic filling pressures<sup>43</sup> and is an important mortality predictor<sup>44</sup>. LA volume can also be increased in atrial fibrillation or significant mitral valve disease, therefore it is important to combine this parameter with the patient's clinical condition and with other echocardiographic markers of diastolic dysfunction<sup>39</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Myocardial strain analysis</bold>
      </p>
      <p>Myocardial strain can now be evaluated by echocardiography using speckle tracking, which can provide essential information regarding diastolic function<sup>39</sup>, and may be a more reliable marker of diastolic dysfunction than the E/e' ratio<sup>45</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Diastolic stress test</bold>
      </p>
      <p>A great number of patients with diastolic dysfunction only develop symptoms during exercise. Therefore, it is important to evaluate LV filling pressures in response to exercise, by conducting a diastolic stress test.</p>
      <p>This test can evaluate the E/e' ratio variation in response to exercise. While in individuals with normal relaxation, both E and e' velocities increase proportionally (keeping a normal E/e' ratio), in patients with diastolic dysfunction there is a progressive increase of the E/e' ratio with exercise<sup>46</sup>.</p>
      <p>In conclusion, although some limitations still exist<sup>47</sup>, diastolic function can be reliably assessed by echocardiography, using an integrated step-by-step approach, starting with E/e' ratio evaluation. Moreover, diastolic dysfunction evaluation provides essential information for diagnosis, prognosis and management of patients with HF, particularly those with HFpEF<sup>42</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Misconception 7: there are effective strategies to treat HF with preserved EF</bold>
      </p>
      <p>Probably the biggest misconception in HFpEF management is to think that there are effective therapeutic strategies for HFpEF, or to believe that such treatment may be similar to that used in systolic HF.</p>
      <p>Firstly, despite its clinical and epidemiological significance, HFpEF treatment remains largely empirical and not evidence based. Unlike in SHF, few randomized clinical trials have been conducted in these patients.</p>
      <p>Secondly, the few clinical trials conducted in HFpEF patients, only evaluated the effectiveness of renin-angiotensin system inhibitors. In all such studies the results were disappointing, since there was no survival benefit by using such agents. Hence, the use of other therapeutic agents in HFpEF can only be recommended theoretically or based on data obtained from observational studies.</p>
      <p>Finally, in recent decades, the prognosis of HFpEF has remained unchanged over time, contrasting with the survival benefit observed in SHF patients<sup>6</sup>. This observation also demonstrates that HFpEF management strategies are still not appropriate.</p>
      <p>
        <bold>Use of the renin-angiotensin system modulators</bold>
      </p>
      <p>Contrary to systolic HF, in HFpEF blocking the renin-angiotensin system is less useful in terms of clinical events reduction or survival benefit, as demonstrated using perindopril (PEP-CHF trial)<sup>48</sup>, irbesartan (I-PRESERVE)<sup>49</sup> or candesartan (CHARM-Preserved)<sup>50</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Role of beta blockers in HFpEF</bold>
      </p>
      <p>In theory, beta blockers (BB) have various potential benefits in HFpEF treatment: i) by reducing the heart rate they increase the duration of diastole and hence ventricular filling time; ii) they decrease myocardial oxygen requirements; iii) they lower blood pressure; and iv) they may induce regression of LVH. On the other hand, these beneficial effects may be partially mitigated since BB delay ventricular relaxation and reduce contractility<sup>16</sup>.</p>
      <p>Although there are no clinical trials assessing BB efficacy in HFpEF, it is expected that these agents can be potentially beneficial, especially those with a vasodilator effect (e.g. carvedilol and nebivolol), because they can also reduce arterial stiffness.</p>
      <p>Data from observational studies indicate that beta-blockers in HFPEF may reduce mortality<sup>51</sup>. Recently, a subanalysis derived from the SENIORS trial showed that in the subgroup of patients with EF &gt; 35%, the benefits of this BB were similar, which suggests that the effectiveness of BB is not depend on ejection fraction<sup>52</sup>. With so many uncertainties, there is an urging need for a clinical trial to test the use of BB in HFpEF.</p>
      <p>
        <bold>Aldosterone antagonists in HFpEF</bold>
      </p>
      <p>The use of antagonists aldosterone in HFpEF can be beneficial, at least from a theoretical standpoint. Aldosterone acts both on the myocardium and vessels, promoting myocyte hypertrophy, fibrosis and collagen deposition, all of which may contribute to increased myocardial and arterial stiffness, contributing HFpEF progression<sup>53</sup>. A small clinical trial demonstrated that spironolactone improved echocardiographic parameters of diastolic dysfunction<sup>54</sup>. A randomized clinical trial - the TOPCAT study - is currently in progress aimed at assessing the role of aldosterone antagonists in HFPEF patients.</p>
      <p>
        <bold>Other therapeutic strategies</bold>
      </p>
      <p>Given so many uncertainties, only some general principles are recommended for HFpEF treatment<sup>1</sup>: i) aggressive blood pressure control, to prevent the onset of HFpEF, to reduce the number of HF hospitalizations, to induce left ventricular hypertrophy regression and to improve ventricular-arterial coupling; ii) reduction of ventricular filling pressures, by restricting salt intake and administration of diuretics, which is particularly important since HFpEF patients are highly sensitive to changes in central volume and pre-load; iii) maintaining sinus rhythm, to preserve atrial contraction; iv) heart rate control, preventing tachycardia, which shortens diastole duration; and v) treatment of underlying comorbidities, using an integrated and multidisciplinary approach.</p>
      <p>
        <bold>Potential new therapeutic targets in HFpEF</bold>
      </p>
      <p>The future treatment for HFpEF is dependent on a better understanding of its pathophysiology and on multiple interventions on the various underlying physiopathological mechanisms. Due to the heterogeneous mechanisms that cause HFpEF, its treatment will always be multifactorial and individualized to each patient.</p>
      <p>Assuming that changes in relaxation and increased stiffness are the main pathophysiological alterations in HFpEF, it is necessary to develop new therapeutic strategies that specifically target these alterations. Alagebrium, or ALT-177, is a new drug that breaks the crosslinks that form between advanced glycosylation endproducts, thereby improving diastolic function (by reducing ventricular stiffness), vascular function (by improving arterial distensibility), and ventricular-arterial coupling. Small clinical trials have shown promising results in HFpEF<sup>55</sup>.</p>
      <p>Given the importance of fibrosis in increasing ventricular stiffness, several studies are analyzing (with promising results) the antifibrotic effects of several growth factors, cytokines and signaling molecules<sup>56</sup>.</p>
      <p>In recent years, our research group has also contributed to clarifying the determinants of left ventricular passive properties, demonstrating that ventricular stiffness is not just a passive property, but that it can be actively modulated (and reduced) using neuro-hormonal manipulation (e.g. renin-angiotensin system and endothelin, among others), opening new therapeutic targets for ventricular stiffness reduction<sup>57-60</sup>.</p>
      <p>In HFpEF, ventricular relaxation should also be improved. As previously mentioned, relaxation is dependent on the uptake of calcium back into the sarcoplasmic reticulum by the action of SERCA<sub>2A</sub>, which in turn is regulated by phospholamban<sup>61</sup>. Animal studies have shown that genetic transfer of SERCA<sub>2A</sub> or modified phospholamban improves ventricular diastolic function<sup>62, 63</sup>.</p>
      <p>Given the beneficial effects of nitric oxide (NO) on endothelial, vascular and myocardial functions, type 5 phosphodiesterase inhibitors (e.g. sildenafil) may have a role in HF treatment, including in HFpEF<sup>64</sup>. A clinical trial is currently in progress to assess this possibility.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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