<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000600007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600607</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000048</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Influ&#234;ncia do estado nutricional e do VO2max nos n&#237;veis de adiponectina em homens acima de 35 anos</article-title>
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        <month>06</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>471</fpage>
      <lpage>476</lpage>
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          <day>12</day>
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          <day>10</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A adiponectina &#233; considerada importante fator na patog&#234;nese das doen&#231;as cardiovasculares e metab&#243;licas, por suas propriedades antiaterog&#234;nicas e antiinflamat&#243;rias. Poucos estudos, entretanto, sugerem a exist&#234;ncia de rela&#231;&#227;o direta entre os n&#237;veis de adiponectina e os n&#237;veis de condicionamento cardiorrespirat&#243;rio e atividade f&#237;sica. OBJETIVO: Verificar a influ&#234;ncia do estado nutricional e do condicionamento cardiorrespirat&#243;rio nos n&#237;veis plasm&#225;ticos de adiponectina em homens adultos. M&#201;TODOS: Foram avaliados 250 sujeitos, homens, todos militares da ativa do Ex&#233;rcito Brasileiro (42,6 &#177; 4,8 anos). Foram mensurados os n&#237;veis plasm&#225;ticos de adiponectina, massa corporal, estatura, circunfer&#234;ncia da cintura (CC), percentual de gordura por pesagem hidrost&#225;tica e VO2max por ergoespirometria. Um question&#225;rio foi utilizado para obter as caracter&#237;sticas do treinamento f&#237;sico realizado pelos sujeitos. RESULTADOS: Na amostra, 121 (48%) sujeitos apresentaram sobrepeso e 36 (14%) eram obesos. Ainda, 66 sujeitos (27%) apresentaram percentual de gordura maior que 25% e 26.7% apresentaram CC &gt; 94 cm. Sujeitos com sobrepeso e obesidade apresentaram valores significativamente menores de adiponectina em rela&#231;&#227;o aqueles com estado nutricional normal. Sujeitos no mais alto tercil de VO2max apresentaram n&#237;veis de adiponectina mais altos que os demais. Os n&#237;veis de adiponectina estiveram positivamente correlacionados com o tempo total de treinamento f&#237;sico semanal e com o VO2max e inversamente correlacionados com os valores de massa corporal, IMC e CC. A correla&#231;&#227;o dos n&#237;veis de adiponectina e do VO2max n&#227;o permaneceu significante ap&#243;s controlada pelo IMC e CC. CONCLUS&#195;O: Sujeitos com melhor condicionamento cardiorrespirat&#243;rio e com estado nutricional normal parecem apresentar n&#237;veis mais saud&#225;veis de adiponectina.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Adiponectina</kwd>
        <kwd>obesidade</kwd>
        <kwd>estado nutricional</kwd>
        <kwd>aptid&#227;o f&#237;sica</kwd>
        <kwd>militares</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>15</day>
        <month>04</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>Influ&#234;ncia do estado nutricional e do VO<sub>2max</sub> nos n&#237;veis de adiponectina em homens acima de 35 anos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Eduardo Camillo Martinez; Macos de S&#225; Rego Fortes; Luiz Ant&#244;nio dos Anjos</bold>
    </p>
    <p> Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica; Instituto de Pesquisa da Capacita&#231;&#227;o F&#237;sica do Ex&#233;rcito; Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia; Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="endb">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A adiponectina &#233; considerada importante fator na patog&#234;nese das doen&#231;as cardiovasculares e metab&#243;licas, por suas propriedades antiaterog&#234;nicas e antiinflamat&#243;rias. Poucos estudos, entretanto, sugerem a exist&#234;ncia de rela&#231;&#227;o direta entre os n&#237;veis de adiponectina e os n&#237;veis de condicionamento cardiorrespirat&#243;rio e atividade f&#237;sica. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Verificar a influ&#234;ncia do estado nutricional e do condicionamento cardiorrespirat&#243;rio nos n&#237;veis plasm&#225;ticos de adiponectina em homens adultos. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foram avaliados 250 sujeitos, homens, todos militares da ativa do Ex&#233;rcito Brasileiro (42,6 &#177; 4,8 anos). Foram mensurados os n&#237;veis plasm&#225;ticos de adiponectina, massa corporal, estatura, circunfer&#234;ncia da cintura (CC), percentual de gordura por pesagem hidrost&#225;tica e VO<sub>2max</sub> por ergoespirometria. Um question&#225;rio foi utilizado para obter as caracter&#237;sticas do treinamento f&#237;sico realizado pelos sujeitos. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Na amostra, 121 (48%) sujeitos apresentaram sobrepeso e 36 (14%) eram obesos. Ainda, 66 sujeitos (27%) apresentaram percentual de gordura maior que 25% e 26.7% apresentaram CC <underline>&gt;</underline> 94 cm. Sujeitos com sobrepeso e obesidade apresentaram valores significativamente menores de adiponectina em rela&#231;&#227;o aqueles com estado nutricional normal. Sujeitos no mais alto tercil de VO<sub>2max</sub> apresentaram n&#237;veis de adiponectina mais altos que os demais. Os n&#237;veis de adiponectina estiveram positivamente correlacionados com o tempo total de treinamento f&#237;sico semanal e com o VO<sub>2max</sub> e inversamente correlacionados com os valores de massa corporal, IMC e CC. A correla&#231;&#227;o dos n&#237;veis de adiponectina e do VO<sub>2max</sub> n&#227;o permaneceu significante ap&#243;s controlada pelo IMC e CC. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Sujeitos com melhor condicionamento cardiorrespirat&#243;rio e com estado nutricional normal parecem apresentar n&#237;veis mais saud&#225;veis de adiponectina.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Adiponectina, obesidade, estado nutricional, aptid&#227;o f&#237;sica, militares. </p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Recentes avan&#231;os nas ci&#234;ncias biom&#233;dicas est&#227;o continuamente modificando conceitos em rela&#231;&#227;o ao papel de diferentes tecidos e &#243;rg&#227;os na fisiologia do corpo humano. Al&#233;m de sua fun&#231;&#227;o cl&#225;ssica de armazenamento de energia, o tecido adiposo (TA) &#233; agora reconhecido como uma gl&#226;ndula end&#243;crina importante e bastante ativa<sup>1</sup>. De acordo com Hauner<sup>2</sup>, o TA produz e secreta uma variedade de pept&#237;deos e prote&#237;nas bioativas, chamadas adipocitocinas, especialmente a adiponectina, que &#233; um potente modulador do metabolismo da glicose e lip&#237;deos, bem como um indicador de dist&#250;rbios metab&#243;licos<sup>3</sup>. Esse horm&#244;nio &#233; produzido exclusivamente pelos adip&#243;citos e difere dos outros por sua reduzida concentra&#231;&#227;o no plasma em indiv&#237;duos obesos<sup>4</sup>. </p>
    <p>A adiponectina &#233; considerada um fator importante na patog&#234;nese das doen&#231;as metab&#243;licas<sup>5</sup>, devido aos seus efeitos anti-aterog&#234;nicos, anti-diab&#233;ticos e antiinflamat&#243;rios<sup>6</sup>. Indiv&#237;duos com concentra&#231;&#245;es mais altas de adiponectina apresentam menor de risco de doen&#231;as cardiovasculares e metab&#243;licas<sup>7</sup>. </p>
    <p>Tem sido sugerido que o exerc&#237;cio f&#237;sico, aumento da aptid&#227;o f&#237;sica e redu&#231;&#227;o da obesidade est&#227;o associados com a melhora no estado metab&#243;lico, embora concentra&#231;&#245;es de adiponectina n&#227;o tenham se alterado ap&#243;s alguns estudos experimentais<sup>8,9</sup>. Embora controversos, alguns estudos<sup>10-12</sup> sugeriram uma rela&#231;&#227;o direta entre os n&#237;veis de adiponectina e atividade f&#237;sica e, como ressaltado por Bl&#252;her e cols. <sup>13</sup>, o treinamento f&#237;sico parece aumentar o n&#250;mero de receptores de adiponectina na gordura subcut&#226;nea. Entretanto, somente alguns estudos associaram os n&#237;veis plasm&#225;ticos da adiponectina com mensura&#231;&#245;es objetivas da aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria. Assim, o objetivo do presente estudo foi verificar a associa&#231;&#227;o entre medidas antropom&#233;tricas, estimativa do estado nutricional e aptid&#227;o f&#237;sica com os n&#237;veis plasm&#225;ticos da adiponectina em indiv&#237;duos com mais de 35 anos de idade. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Os indiv&#237;duos do estudo foram recrutados atrav&#233;s de folhetos impressos em Organiza&#231;&#245;es Militares do Ex&#233;rcito Brasileiro (EB) na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Um total de 250 indiv&#237;duos, todos militares na ativa, foram volunt&#225;rios para participar do estudo. </p>
    <p> Em um dia pr&#233;-marcado, todos os indiv&#237;duos vieram ao laborat&#243;rio na parte da manh&#227; (entre 7 e 8 da manh&#227;) ap&#243;s 12 horas de jejum. Todos os procedimentos foram explicados em detalhes aos indiv&#237;duos, os quais assinaram o Termo de Consentimento Livre e Informado (TCLI) antes da coleta de dados. Um tubo de ensaio de 4,5 ml de sangue foi obtido de cada participante e mantido congelado at&#233; o momento da mensura&#231;&#227;o dos n&#237;veis de adiponectina (ADIP - imunoensaio enzim&#225;tico). </p>
    <p>Em seguida, o &#237;ndice de massa corporal (IMC) e altura foram medidos utilizando-se uma balan&#231;a digital Filizola com divis&#245;es de 50 g e um estadi&#244;metro de parede Sanny com precis&#227;o de 1 mm, respectivamente. O IMC foi calculado como massa corporal (MC) em quilogramas (kg) dividida pela altura ao quadrado (m<sup>2</sup>) e usado para estabelecer o estado nutricional como adequado (18,5 <underline>&lt;</underline> IMC &lt; 25 kg.m<sup>-2</sup>), sobrepeso (25 <underline>&lt;</underline> IMC &lt; 30 kg.m<sup>-2</sup>), e obesidade (IMC <underline>&gt;</underline> 30 kg.m<sup>-2</sup>) de acordo com a OMS<sup>14</sup>. A circunfer&#234;ncia da cintura (CC) foi medida na menor curvatura localizada entre a &#250;ltima costela e a crista il&#237;aca. O ponto de corte da CC de 94 cm foi utilizado para avaliar o aumento de risco de complica&#231;&#245;es metab&#243;licas associadas com a obesidade<sup>14</sup>. Essas medidas foram seguidas por pesagem hidrost&#225;tica, para obter-se a densidade corporal e a porcentagem de gordura corporal (%GC) foi calculada. A gordura corporal total (GCT) foi computada (MC x %GC) e utilizada na an&#225;lise. Ap&#243;s a pesagem dentro da &#225;gua, os indiv&#237;duos tomaram o caf&#233; da manh&#227; e responderam um question&#225;rio sobre suas rotinas de treinamento f&#237;sico, seguido por um eletrocardiograma (ECG) de repouso e um Teste de Exerc&#237;cio Cardiopulmonar M&#225;ximo (TECM) na esteira. O tempo total gasto no treinamento f&#237;sico (TF), em minutos por semana, foi calculado multiplicando-se a frequ&#234;ncia semanal da atividade f&#237;sica pela dura&#231;&#227;o m&#233;dia das sess&#245;es. O valor de corte de 150 min.sem<sup>-1</sup> de atividade f&#237;sica com intensidade moderada a alta foi considerado o m&#237;nimo recomendado de atividade f&#237;sica<sup>15</sup>. </p>
    <p>Um protocolo de rampa foi utilizado no TECM, que consistiu em um per&#237;odo de aquecimento de 3 minutos em ritmo de caminhada r&#225;pida, seguido por corrida sem inclina&#231;&#227;o na esteira (Inbrasport Super ATL - Porto Alegre - Brasil) com aumentos constantes na velocidade por 8 minutos ap&#243;s os quais a velocidade foi mantida constante e a inclina&#231;&#227;o foi aumentada at&#233; a exaust&#227;o volitiva. Todos os testes duraram de 8 a 12 minutos. O consumo de oxig&#234;nio e a produ&#231;&#227;o de di&#243;xido de carbono foram medidos utilizando-se o sistema CPX-D (Medical Graphics - St Paul Minnesota) durante o TECM. Antes do primeiro teste de cada dia, o equipamento era calibrado manualmente, seguido por autocalibra&#231;&#227;o antes de cada teste. O VO<sub>2max</sub> foi medido ao esfor&#231;o m&#225;ximo, definido como a incapacidade de continuar o exerc&#237;cio a despeito de vigoroso encorajamento e confirmado pela raz&#227;o de troca respirat&#243;ria (R) <underline>&gt;</underline>1.1, VE/VO<sub>2</sub><underline>&gt;</underline>35, frequ&#234;ncia card&#237;aca (FC) <underline>&gt;</underline> 95% do m&#225;ximo previsto para a idade e frequ&#234;ncia respirat&#243;ria (FR) <underline>&gt;</underline> 30<sup>16</sup>. </p>
    <p>A an&#225;lise estat&#237;stica incluiu as caracter&#237;sticas descritivas dos indiv&#237;duos (m&#233;dia, desvio-padr&#227;o, valores m&#225;ximo e m&#237;nimo). Os coeficientes de correla&#231;&#227;o de Pearson foram calculados para verificar a associa&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis. O teste de an&#225;lise de vari&#226;ncia (ANOVA) foi utilizado para testar a signific&#226;ncia do principal efeito da aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria (tercis de VO<sub>2max</sub>: &lt; 36,43; 36,43-42,45 e <underline>&gt;</underline> 42,45 ml O<sub>2</sub>.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>) e do estado nutricional nos n&#237;veis plasm&#225;ticos de adiponectina. As mesmas an&#225;lises foram realizadas controlando para CC, VO<sub>2max</sub> ou ambos (An&#225;lise de covari&#226;ncia - ANCOVA). Os testes <italic>post hoc</italic> de Tukey foram utilizados para testar a signific&#226;ncia entre as m&#233;dias. A signific&#226;ncia estat&#237;stica foi estabelecida em 5%. </p>
    <p>As an&#225;lises bioqu&#237;micas foram realizadas por NKB Medicina Diagn&#243;stica (Rio de Janeiro, Brasil) e Roche Diagn&#243;stica (Rio de Janeiro, Brasil). </p>
    <p>Todos os procedimentos de pesquisa foram aprovados pelo Comit&#234; de &#201;tica da Escola de Sa&#250;de P&#250;blica S&#233;rgio Arouca, Funda&#231;&#227;o Oswaldo Cruz e todos os indiv&#237;duos assinaram o TCLI. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A m&#233;dia (&#177; DP) da idade dos indiv&#237;duos era 42,6 &#177; 4,8 anos, com IMC de 26,5 &#177; 3,8 kg.m<sup>-2</sup> e n&#237;veis s&#233;ricos de adiponectina de 15,1 &#177; 9,9 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup> (<xref ref-type="table" rid="tab1">Tabela 1</xref>). A amostra incluiu 121 indiv&#237;duos com sobrepeso (48%) e 36 obesos (14%). Um total de 66 indiv&#237;duos (27%) apresentavam %GC &gt; 25% e 26,7% tinham CC <underline>&gt;</underline> 94 cm. </p>
    <table-wrap id="tab1">
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    <p>Indiv&#237;duos com sobrepeso (13,9 &#177; 8,88 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>) e obesos (12,0 &#177; 7,5 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>) tinham valores significantemente mais baixos de adiponectina, em compara&#231;&#227;o com indiv&#237;duos com IMC adequado (18,1 &#177; 11,3 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>). Essas diferen&#231;as foram mantidas mesmo quando a an&#225;lise foi controlada pela CC, VO<sub>2max</sub> ou ambos. Os indiv&#237;duos no tercil mais baixo de VO<sub>2max</sub> tinham n&#237;veis de adiponectina significantemente mais baixos (<xref ref-type="fig" rid="aop04111fig01m">Figura 1</xref>). Indiv&#237;duos com alta %GC (<underline>&gt;</underline> 25%) tinham n&#237;veis significantemente mais baixos de adiponectina (12,7 &#177; 7,4 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>) do que indiv&#237;duos com %GC &lt; 15% (18,7 &#177; 11,4 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>). </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop04111fig01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0471-00048-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Os n&#237;veis s&#233;ricos de adiponectina apresentaram uma fraca correla&#231;&#227;o positiva com TF e eram inversamente correlacionados com MC, IMC, %GC, gordura corporal total (GCT) e CC (<xref ref-type="table" rid="aop04111tab02m">Tabela 2</xref>). A correla&#231;&#227;o entre a adiponectina e VO<sub>2max</sub> (r = 0,07) n&#227;o foi significante (p = 0,29) ap&#243;s controle para IMC e CC. A correla&#231;&#227;o com o TF permaneceu significante ap&#243;s o controle para idade, IMC e CC (r = 0,14). Indiv&#237;duos que realizavam pelo menos 150 min.sem<sup>-1</sup> de treinamento com intensidade moderada a alta apresentavam os n&#237;veis mais altos de adiponectina (16,9 &#177; 10,4 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>), quando comparados com aqueles que n&#227;o atingiam tal volume de treinamento (14,3 &#177; 10,1 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>). </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop04111tab02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0471-00048-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Em geral, os resultados do presente estudo est&#227;o de acordo com a literatura, que mostra que os n&#237;veis circulantes de adiponectina s&#227;o mais altos em indiv&#237;duos n&#227;o-obesos, em compara&#231;&#227;o a obesos e que os n&#237;veis de adiponectina mostram uma correla&#231;&#227;o negativa com medidas antropom&#233;tricas (IMC e CC), mesmo ap&#243;s ajuste para idade e gordura corporal total<sup>7,17</sup>. Kantartzis e cols. <sup>18</sup> n&#227;o encontraram diferen&#231;a nos n&#237;veis de adiponectina entre indiv&#237;duos com sobrepeso e obesos, mesmo ap&#243;s o controle para gordura abdominal. No presente estudo, a adiponectina tamb&#233;m n&#227;o foi diferente entre indiv&#237;duos com sobrepeso e obesos, mas indiv&#237;duos com estado nutricional adequado apresentavam n&#237;veis mais altos de adiponectina. </p>
    <p>A rela&#231;&#227;o inversa entre a adiponectina e o IMC ou a %GC encontrada no presente estudo est&#225; de acordo com v&#225;rios outros estudos<sup>7,12,18</sup>. Gavrila e cols. <sup>19</sup> sugeriram que a obesidade e a distribui&#231;&#227;o de gordura central eram preditores negativos independentes da adiponectina s&#233;rica e que a adiponectina poderia representar uma liga&#231;&#227;o entre a obesidade central e doen&#231;as metab&#243;licas, provavelmente devido ao aumento na express&#227;o de TNF-&#945;, que reduz a express&#227;o da adiponectina e a secre&#231;&#227;o <italic>in vitro</italic> dos adip&#243;citos<sup>20,21</sup>. Esposito e cols. <sup>22</sup> encontraram um aumento de 48% nos n&#237;veis de adiponectina ap&#243;s 2 anos de dieta do Mediterr&#226;neo de baixa energia e aumento da atividade f&#237;sica por 8 semanas em mulheres. Ap&#243;s a interven&#231;&#227;o, os indiv&#237;duos apresentaram IMC, %GC e MC mais baixos e menor CC e n&#237;veis mais altos de adiponectina s&#233;rica, em compara&#231;&#227;o com o per&#237;odo pr&#233;-interven&#231;&#227;o. </p>
    <p>De acordo com Tsukinoki e cols. <sup>12</sup>, os indiv&#237;duos com n&#237;veis de adiponectina &lt; 4 <italic>&#181;</italic>g.dl<sup>-1</sup> apresentavam IMC mais alto do que os indiv&#237;duos com n&#237;veis &gt; 4 <italic>&#181;</italic>g.dl<sup>-1</sup>. Homens com IMC &gt; 30 kg.m<sup>-2</sup> e mais do que 25% de gordura corporal apresentavam valores mais baixos de adiponectina do que aqueles com menor IMC e %GC<sup>23</sup>. A altera&#231;&#227;o na MC e massa gordurosa corporal ap&#243;s o treinamento correlacionavam-se significantemente e negativamente com altera&#231;&#245;es nos n&#237;veis de adiponectina. Hulver e cols. <sup>8</sup> conclu&#237;ram que a perda da massa corporal um ano ap&#243;s a cirurgia bari&#225;trica causou significantes redu&#231;&#245;es no IMC, n&#237;veis de insulina e glicose de jejum e aumentos significantes nos n&#237;veis de adiponectina. Al&#233;m disso, uma redu&#231;&#227;o na massa do tecido adiposo (TA) subcut&#226;neo, isoladamente, ap&#243;s lipoaspira&#231;&#227;o abdominal, n&#227;o leva a uma redu&#231;&#227;o similar na inflama&#231;&#227;o de baixo grau<sup>24</sup>, indicando que o TA visceral est&#225; mais intimamente associado com o estado inflamat&#243;rio na obesidade do que o dep&#243;sito de TA subcut&#226;neo. </p>
    <p>Embora indiv&#237;duos obesos tenham mais gordura corporal, eles tamb&#233;m apresentam n&#237;veis mais altos de citocinas pr&#243;-inflamat&#243;rias IL-6 e TNF-&#945;. Isso pode causar uma redu&#231;&#227;o na express&#227;o do mRNA da adiponectina e na libera&#231;&#227;o da adiponectina dos adip&#243;citos. A adiponectina e TNF-&#945; inibem um ao outro. A express&#227;o da adiponectina &#233; suprimida pela IL-6<sup>25</sup>. Isso pode explicar porque indiv&#237;duos obesos tem n&#237;veis de adiponectina circulantes mais baixos. Em indiv&#237;duos obesos, os n&#237;veis plasm&#225;ticos de adiponectina eram mais baixos, apesar do tecido adiposo ser o &#250;nico tecido de sua s&#237;ntese, sugerindo uma retroalimenta&#231;&#227;o negativa na sua produ&#231;&#227;o imposta pelo desenvolvimento da obesidade. Portanto, a redu&#231;&#227;o do peso corporal resultaria em uma desinibi&#231;&#227;o pelo menos transit&#243;ria, e, portanto, em um aumento da adiponectina no plasma. Nadler e cols. <sup>26</sup> mostraram atrav&#233;s de microarranjo, que a express&#227;o dos genes adipog&#234;nicos estava suprimida no desenvolvimento de obesidade em camundongos, sugerindo a exist&#234;ncia de uma via inibit&#243;ria de retroalimenta&#231;&#227;o. Em camundongos obesos ob/ob, a express&#227;o do gene adipoQ estava "down-regulada". O fato de que o mRNA est&#225;vel do gene adipoQ diminuiu em camundongos ob/ob quando comparados com os do tipo selvagem indica que o n&#237;vel da regula&#231;&#227;o est&#225; relacionado, em parte, com o transcrito ou a estabilidade do mRNA. Al&#233;m disso, o estado est&#225;vel do mRNA da adiponectina no tecido adiposo parece estar reduzido em indiv&#237;duos obesos<sup>27</sup>. Entretanto, os mecanismos biol&#243;gicos que modulam a express&#227;o da adiponectina durante a redu&#231;&#227;o do peso precisam ser mais estudados para serem melhor entendidos. </p>
    <p>Embora a literatura ainda seja inconsistente em rela&#231;&#227;o aos efeitos agudos e cr&#244;nicos do treinamento aer&#243;bico e o papel da intensidade do exerc&#237;cio nos n&#237;veis de adiponectina<sup>28</sup>, St-Pierre e cols. <sup>11</sup> sugeriram uma correla&#231;&#227;o positiva entre a adiponectina e a atividade f&#237;sica. Kraemer e cols. <sup>29</sup> sugeriram que o efeito era mais frequentemente observado com atividade f&#237;sica vigorosa. Entretanto, Bl&#252;her e cols. <sup>10</sup> e Oberbach e cols. <sup>30</sup> mostraram aumentos significantes nos n&#237;veis de adiponectina em indiv&#237;duos obesos e insulino-resistentes que se exercitavam moderadamente. </p>
    <p>Tem sido estimado<sup>31</sup> que exerc&#237;cio aer&#243;bico vigoroso (80 a 90% da FC m&#225;xima) pode representar um aumento nos n&#237;veis de adiponectina de 0,9 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>, enquanto exerc&#237;cios moderadamente intensos podem levar a um aumento de 0,7 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>. </p>
    <p>O exerc&#237;cio produz um aumento na libera&#231;&#227;o de interleucina-6 de m&#250;sculos ativos, os quais, por sua vez, suprimem outros marcadores pr&#243;-inflamat&#243;rios, tais como TNF-&#945; e podem estar associados com o aumento nos n&#237;veis de adiponectina<sup>32</sup>. Os efeitos do treinamento de resist&#234;ncia incluem uma "up-regula&#231;&#227;o" da express&#227;o de GLUT4, ativa&#231;&#227;o cr&#244;nica de AMPK, facilita&#231;&#227;o da transdu&#231;&#227;o do sinal da insulina, bem como aumentos na express&#227;o de v&#225;rias prote&#237;nas envolvidas na utiliza&#231;&#227;o da glicose e dos l&#237;pides e seu turnover pode estar associado com a adiponectina. Al&#233;m disso, o treinamento poderia modular a produ&#231;&#227;o de citocinas ao n&#237;vel de express&#227;o g&#234;nica, ligante de prote&#237;na e liga&#231;&#227;o a receptores<sup>33</sup>. </p>
    <p>Esposito e cols. <sup>22</sup> e Hulver e cols. <sup>8</sup> sugerem que o exerc&#237;cio f&#237;sico apenas n&#227;o &#233; suficiente para aumentar os n&#237;veis de adiponectina. Eles conclu&#237;ram que alguma perda de massa corporal &#233; necess&#225;ria para aumentar os n&#237;veis de adiponectina em indiv&#237;duos sedent&#225;rios ou aqueles com padr&#245;es de atividade f&#237;sica. Ap&#243;s seis semanas de treinamento aer&#243;bico cinco vezes por semana, Yatagai e cols. <sup>34</sup> n&#227;o observaram mudan&#231;as nos n&#237;veis de adiponectina. As mudan&#231;as no VO<sub>2max</sub>, %GC e GCT ap&#243;s o treinamento n&#227;o estavam associadas com mudan&#231;as nos n&#237;veis de adiponectina, em contraste com os achados de Bruun e cols. <sup>35</sup> que demonstraram um aumento de cerca de 29% nos n&#237;veis circulantes de adiponectina ap&#243;s 15 semanas de dieta hipocal&#243;rica mais exerc&#237;cio em homens com obesidade grave, que estava associado com redu&#231;&#227;o no IMC e CC e aumento no VO<sub>2max</sub>. </p>
    <p>Kim e cols. <sup>36</sup> mostraram um aumento de 10% nos n&#237;veis de adiponectina ap&#243;s treinamento (exerc&#237;cio de pular cordas com supervis&#227;o), cinco vezes por semana, 40 minutos por dia por seis semanas em jovens coreanos obesos. Os n&#237;veis de adiponectina aumentaram 81% ap&#243;s exerc&#237;cios vigorosos por 2 semanas (expedi&#231;&#227;o de esqui nas montanhas suecas), mas retornaram aos valores basais ap&#243;s 6 semanas em 20 homens<sup>37</sup>. Ap&#243;s 24 meses de treinamento f&#237;sico (andar de bicicleta <underline>&gt;</underline> tr&#234;s vezes por semana, <underline>&gt;</underline> 45 minutos por sess&#227;o a 50-65% do VO<sub>2pico</sub>) em adultos com predisposi&#231;&#227;o &#224; s&#237;ndrome metab&#243;lica, Ring-Dimitriou e cols. <sup>28</sup> observou que uma melhora de 4,7 ml O<sub>2</sub>.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> no VO<sub>2pico</sub> estava associada com um aumento de 1,6 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup> nos n&#237;veis de adiponectina em homens. Ap&#243;s um ano de treinamento, os n&#237;veis de adiponectina aumentaram de forma significante em homens (1,7 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>), mas nenhuma altera&#231;&#227;o foi observada no VO<sub>2pico</sub>, IMC e %GC em homens obesos. No presente estudo, VO<sub>2max</sub> estava diretamente (mas fracamente) associado com os n&#237;veis s&#233;ricos de adiponectina. Indiv&#237;duos com os maiores valores de VO<sub>2max</sub> apresentavam valores significantemente mais altos de adiponectina, de acordo com os dados de Kumagai e cols. <sup>38</sup>, que tamb&#233;m observaram uma associa&#231;&#227;o direta entre os n&#237;veis de adiponectina e VO<sub>2max</sub>. </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao efeito agudo do exerc&#237;cio, o estudo de J&#252;rim&#228;e e cols. <sup>39</sup> n&#227;o observou mudan&#231;as nos n&#237;veis de adiponectina imediatamente ap&#243;s exerc&#237;cios aer&#243;bicos com dura&#231;&#227;o aproximada de 1 hora em indiv&#237;duos saud&#225;veis. Entretanto, os n&#237;veis de adiponectina estavam alterados nos atletas altamente treinados ap&#243;s exerc&#237;cios de alta intensidade envolvendo v&#225;rios grupos musculares e aumentaram significantemente acima do valor de repouso ap&#243;s os primeiros 30 minutos de recupera&#231;&#227;o<sup>39</sup>. </p>
    <p>Recentes avan&#231;os na an&#225;lise bioqu&#237;mica da adiponectina tem mostrado que a express&#227;o do receptor da adiponectina tamb&#233;m aumenta ap&#243;s o treinamento f&#237;sico. A express&#227;o do AdipoR2 mRNA na gordura visceral e subcut&#226;nea est&#225; positivamente associada com os n&#237;veis circulantes de adiponectina, mas negativamente associada com obesidade, mesmo ap&#243;s o ajuste para massa gorda<sup>10</sup>. Quatro semanas de treinamento f&#237;sico intenso resultou em aumentos na express&#227;o do gene AdipoR1/R2 mRNA do m&#250;sculo esquel&#233;tico. A mesma interven&#231;&#227;o levou a aumentos na express&#227;o do mRNA dos genes AdipoR1 e AdipoR2 na gordura subcut&#226;nea e estava significantemente e positivamente correlacionada com os aumentos de AdipoR2 no m&#250;sculo esquel&#233;tico<sup>13</sup>. </p>
    <p>A despeito do aumento no VO<sub>2max</sub> e redu&#231;&#227;o na MC, IMC, massa gorda e CC, Polak e cols. <sup>40</sup> n&#227;o demonstraram diferen&#231;as significantes nos n&#237;veis de adiponectina ap&#243;s 12 semanas de treinamento aer&#243;bico. Os autores especularam que a manuten&#231;&#227;o dos n&#237;veis de mRNA para adiponectina no tecido adiposo subcut&#226;neo seria a raz&#227;o desses achados. </p>
    <p>A adiponectina pode ativar a prote&#237;na-quinase AMP-ativada e aumentar a oxida&#231;&#227;o dos &#225;cidos graxos no m&#250;sculo esquel&#233;tico. Enquanto a atividade total da prote&#237;na-quinase AMP-ativada est&#225; relacionada &#224; massa muscular, pode ser postulado que atletas que utilizam maior massa muscular durante o exerc&#237;cio precisam de mais adiponectina a fim de regular os fluxos metab&#243;licos. </p>
    <p>Em conclus&#227;o, embora a associa&#231;&#227;o entre os n&#237;veis de adiponectina e %GC e IMC seja fraca, ela est&#225; de acordo com alguns estudos. Parece que o aumento nos n&#237;veis de adiponectina n&#227;o &#233; causado pelo exerc&#237;cio em si, mas &#233; modulado por altera&#231;&#245;es na composi&#231;&#227;o corporal. Entretanto, ainda &#233; preciso esclarecer quanta gordura corporal &#233; necess&#225;rio reduzir para que os n&#237;veis de adiponectina aumentem. De forma inversa, embora os resultados sugiram que uma massa corporal adequada represente o maior benef&#237;cio, &#233; importante promover a atividade f&#237;sica para obter o benef&#237;cio duplo de manter um IMC mais saud&#225;vel e aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria. </p>
    <p>
      <bold>Contribui&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>EC Martinez e LA Anjos planejaram a pesquisa e conduziram a an&#225;lise dos dados. EC Martinez e MSR Fortes supervisionaram a coleta de dados em campo. EC Martinez escreveu a primeira vers&#227;o do manuscrito, o qual foi revisado e aprovado pelos outros autores. </p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>As an&#225;lises bioqu&#237;micas foram conduzidas por NKB Medicina Diagn&#243;stica (Rio de Janeiro, Brasil) e Roche Diagn&#243;stica (Rio de Janeiro, Brasil). L. A. Anjos recebeu uma bolsa de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico (CNPq, Proc. 311801/06-4). </p>
    <p>
      <fn id="endb" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Eduardo Camillo Martinez </p>
        <p> Rua Pontes Correa, 101/404 - Andara&#237; </p>
        <p> 20510-050 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="eduardocmartinez@gmail.com">eduardocmartinez@gmail.com</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="eduardocmartinez@hotmail.com">eduardocmartinez@hotmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 12/08/10; revisado recebido em 22/10/10; aceito em 10/12/10. </p>
  </body>
  <back>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Improved fibrinolytic activity during exercise may be an effect of the adipocyte-derived hormones leptin and adiponectin</article-title>
          <source>Thromb Res</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Harukasasaki The leptin to adiponectin ratio is a good biomarker for the prevalence of metabolic syndrome, dependent on visceral fat accumulation and endurance fitness in obese patients with diabetes mellitus</article-title>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Adiponectin is altered after maximal exercise in highly trained male rowers</article-title>
          <source>Eur J Appl Physiol</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Effect of aerobic training on plasma levels and subcutaneous abdominal adipose tissue gene expression of adiponectin, leptin, interleukin 6, and tumor necrosis factor alpha in obese women</article-title>
          <source>Metabolism</source>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Influence of nutritional status and VO2max on adiponectin levels in men older than 35 years</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Adiponectin is considered an important factor in the pathogenesis of cardiovascular and metabolic diseases, due to its anti- atherogenic and anti-inflammatory properties. Few studies, however, have suggested the existence of a direct association between adiponectin levels and cardiorespiratory fitness and physical activity levels. OBJECTIVE: To verify the influence of the nutritional status and cardiorespiratory fitness on plasma adiponectin levels in adult men. METHODS: A total of 250 subjects, all in active duty in the Brazilian Army (BA), with a mean age of 42,6 &#177; 4,8 years volunteered to participate in the study. Plasma levels of adiponectin were measured, as well as body mass, height, waist circumference (WC), fat percentage by hydrostatic weighing and VO2max by ergospirometry. A questionnaire was used to obtain the characteristics of the physical training performed by the individuals. RESULTS: The sample showed that 121 (48%) individuals were overweight and 36 (14%) were obese. Moreover, 66 individuals (27%) had a body fat percentage &gt; 25% and 26,7% had a WC &gt; 94 cm. Overweight and obese individuals had significantly lower adiponectin levels than those with an adequate nutritional status. Individuals at the highest tertile of VO2max had higher adiponectin levels than the others. The adiponectin levels were positively correlated with the total weekly physical training time and VO2max and inversely correlated with body mass, BMI and WC. The correlation between adiponectin levels and VO2max did not remain significant after being adjusted for BMI and WC. CONCLUSION: Individuals with better cardiorespiratory fitness and normal nutritional status seem to present healthier levels of adiponectin.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Adiponectin</kwd>
        <kwd>obesity</kwd>
        <kwd>nutritional states</kwd>
        <kwd>physical fitness</kwd>
        <kwd>military personnel</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Influence of nutritional status and VO<sub>2max</sub> on adiponectin levels in men older than 35 years</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Eduardo Camillo Martinez; Macos de S&#225; Rego Fortes; Luiz Ant&#244;nio dos Anjos</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica; Instituto de Pesquisa da Capacita&#231;&#227;o F&#237;sica do Ex&#233;rcito; Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia; Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Adiponectin is considered an important factor in the pathogenesis of cardiovascular and metabolic diseases, due to its anti- atherogenic and anti-inflammatory properties. Few studies, however, have suggested the existence of a direct association between adiponectin levels and cardiorespiratory fitness and physical activity levels. </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To verify the influence of the nutritional status and cardiorespiratory fitness on plasma adiponectin levels in adult men. </p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A total of 250 subjects, all in active duty in the Brazilian Army (BA), with a mean age of 42,6 &#177; 4,8 years volunteered to participate in the study. Plasma levels of adiponectin were measured, as well as body mass, height, waist circumference (WC), fat percentage by hydrostatic weighing and VO<sub>2max</sub> by ergospirometry. A questionnaire was used to obtain the characteristics of the physical training performed by the individuals. </p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The sample showed that 121 (48%) individuals were overweight and 36 (14%) were obese. Moreover, 66 individuals (27%) had a body fat percentage &gt; 25% and 26,7% had a WC <underline>&gt;</underline> 94 cm. Overweight and obese individuals had significantly lower adiponectin levels than those with an adequate nutritional status. Individuals at the highest tertile of VO<sub>2max</sub> had higher adiponectin levels than the others. The adiponectin levels were positively correlated with the total weekly physical training time and VO<sub>2max</sub> and inversely correlated with body mass, BMI and WC. The correlation between adiponectin levels and VO<sub>2max</sub> did not remain significant after being adjusted for BMI and WC. </p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Individuals with better cardiorespiratory fitness and normal nutritional status seem to present healthier levels of adiponectin.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Adiponectin; obesity; nutritional states; physical fitness; military personnel. </p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Recent advances in the biomedical sciences are continuously modifying concepts regarding the role of different tissues and organs in the physiology of the human body. In addition to its classic function of storing energy, adipose tissue (AT) is now recognized as an important and very active endocrine gland<sup>1</sup>. According to Hauner<sup>2</sup>, AT produces and secretes a wide variety of peptides and bioactive proteins, called adipocytokines, especially adiponectin, which is a potent modulator of glucose and lipid metabolism, as well as an indicator of metabolic disorders<sup>3</sup>. This hormone is produced exclusively by the adipocytes and differs from the others by its reduced plasma concentration in obese subjects<sup>4</sup>. </p>
      <p>Adiponectin is considered an important factor in the pathogenesis of metabolic diseases<sup>5</sup> due to its anti-atherogenic, anti-diabetic and anti-inflammatory effects<sup>6</sup>. Subjects with higher plasma concentrations of adiponectin have lower risk for cardiovascular and metabolic diseases<sup>7</sup>. </p>
      <p>It has been suggested that physical exercise, enhanced physical fitness and obesity reduction are associated with improvements in the metabolic state, although concentrations of adiponectin have not changed after some experimental studies<sup>8,9</sup>. Although controversial, few studies<sup>10-12</sup> have suggested a direct relationship between the levels of adiponectin and physical activity and, as pointed out by Bl&#252;her et al<sup>13</sup>, physical training appears to increase the number of adiponectin receptors in subcutaneous fat. However, only a few studies have associated adiponectin plasma levels with objective measures of cardiorespiratory fitness. Thus, the objective of this study was to verify the association of anthropometric measurements, an estimation of nutritional status, and cardiorespiratory fitness with adiponectin plasma levels in subjects over 35 years of age. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The subjects for this study were recruited via printed flyers in Military Organizations of the Brazilian Army (BA) in the city of Rio de Janeiro, Brazil. A total of 250 subjects, all in active duty in the BA, volunteered to participate in the study. </p>
      <p>On a pre-scheduled day the subjects came to the laboratory in the morning (between 7:00-8:00 a.m. ) having fasted for 12 hours. All procedures were explained in depth to the subjects who signed an informed consent form before data collection. One test tube of 4.5 ml of blood was drawn and kept frozen until adiponectin levels were measured (ADIP - enzyme immunoassay). </p>
      <p>Immediately thereafter, body mass (BM) and stature were measured using a Filizola digital scale to the closest 50 g and a Sanny wall mounted stadiometer with accuracy of 1 mm, respectively. Body mass index (BMI) was calculated as BM (kg) divided by squared stature (m) and used to established the nutritional status as adequate (18.5 <underline>&lt;</underline> BMI &lt; 25 kg.m<sup>-2</sup>), overweight (25 <underline>&lt;</underline> BMI &lt; 30 kg.m<sup>-2</sup>), and obesity (BMI <underline>&gt;</underline> 30 kg.m<sup>-2</sup>) according to WHO<sup>14</sup>. Waist circumference (WC) was measured at the mid-point between the lower border of the rib cage and the iliac crest. The WC cut-off point of 94 cm was used to assess the increased risk of metabolic complications associated with obesity<sup>14</sup>. These measures were followed by hydrostatic weighing, when body density was obtained, and percentage body fat (%BF) was calculated. Total body fat (TBF) was computed (BM x %BF) and used in the analysis. After underwater weighing, the subjects had breakfast and answered a questionnaire about their physical training routines, followed by a resting electrocardiogram and a maximal cardiopulmonary treadmill exercise test (CPET). The total time spent on physical training (PT), in minutes per week, was calculated by multiplying the weekly frequency of physical activity by the average duration of the sessions. The cut-off value of 150 min.wk<sup>-1</sup> of physical activity at moderate to high intensity was considered as the minimum recommended amount of physical activity<sup>15</sup>. </p>
      <p>A ramp protocol was used in the CPET which consisted of a 3 minute warm-up at a fast walking pace followed by running flat on a treadmill (Inbrasport Super ATL - Porto Alegre - Brazil) with constant increases in speed for 8 minutes, after which the speed was kept constant and the grade was increased until volitional exhaustion. All tests lasted between 8 and 12 minutes. Oxygen consumption and carbon dioxide production were measured using a CPX-D metabolic cart (Medical Graphics - St Paul Minnesota) during the CPET. Before the first test of each day, the equipment was calibrated manually after which it self-calibrated before each test. VO<sub>2max</sub> was measured at maximal effort defined as the inability to continue exercise despite vigorous encouragement and confirmed by respiratory exchange ratio (R) <underline>&gt;</underline> 1.1, VE/VO<sub>2</sub><underline>&gt;</underline> 35, heart rate <underline>&gt;</underline> 95% of age-predicted maximum and respiratory rate <underline>&gt;</underline> 30<sup>16</sup>. </p>
      <p>Statistical analysis included descriptive characteristics of the subjects (average, standard deviation, maximum and minimum values). Pearson correlation coefficients were calculated to verify the association among variables. ANOVA was used to test the significance of the main effect of cardiorespiratory fitness (tertiles of VO<sub>2max</sub>: &lt; 36.43; 36.43-42.45 and <underline>&gt;</underline> 42.45 ml O<sub>2</sub>.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>) and nutritional status on the plasma levels of adiponectin. The same analyses were performed controlling for WC, VO<sub>2max</sub> or both (ANCOVA). Tukey post hoc tests were used to test the significance among means. Statistical significance was set at a probability of 5%. </p>
      <p>The biochemical measurements were conducted by the NKB Medicina Diagn&#243;stica (Rio de Janeiro, Brazil) and Roche Diagn&#243;stica (Rio de Janeiro, Brazil). </p>
      <p>All research procedures were approved by the Institutional Review board of the Sergio Arouca National Public Health School, <italic>Funda&#231;&#227;o Oswaldo Cruz</italic> and all subjects signed an informed consent form. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The average (&#177; sd) age of the subjects was 42.6 &#177; 4.8 years with BMI of 26.5 &#177; 3.8 kg.m<sup>-2</sup> and adiponectin serum levels of 15.1 &#177; 9.9 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup> (<xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Table 1</xref>). The sample included 121 overweight subjects (48%) and 36 were obese (14%). A total of 66 subjects (27%) had %BF greater than 25% and 26.7% had waist circumference <underline>&gt;</underline> 94 cm. </p>
      <table-wrap id="tab1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0471-00048-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Overweight (13.9 &#177; 8.88 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>) and obese (12.0 &#177; 7.5 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>) subjects had significantly lower values of adiponectin in comparison to subjects with adequate BMI (18.1&#177;11.3 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>). These differences were maintained even when the analysis was controlled by waist circumference, VO<sub>2max</sub> or both. Subjects in the lowest tertile of VO<sub>2max</sub> had significantly lower adiponectin level (<xref ref-type="fig" rid="en_aop04111fig01m-body2">Figure 1</xref>). Subjects with high %BF (<underline>&gt;</underline> 25%) had significantly lower values of adiponectin (12.7 &#177; 7.4 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>) than subjects with %BF &lt; 15% (18.7 &#177; 11.4 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop04111fig01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0471-00048-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Adiponectin serum levels showed a weak and positive correlation with PT and VO<sub>2max</sub> and an inverse correlation with body mass, BMI, %BF, total body fat (TBF) and WC (<xref ref-type="table" rid="en_aop04111tab02m-body2">Table 2</xref>). The correlation between adiponectin and VO<sub>2max</sub> (r = 0.07) was not significant (p = 0.29) after controlling for BMI and WC. The correlation with PT remained significant after controlling for age, BMI and WC (r = 0.14). Subjects who engaged in at least 150 min.wk<sup>-1</sup> of moderate to high-intensity training had higher levels of adiponectin (16.9 &#177; 10.4 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>), compared to those who did not reach this volume of training (14.3 &#177; 10.1 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop04111tab02m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0471-00048-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In general, the results of the present study agree with the literature, which has shown that circulating levels of adiponectin are higher in non-obese in comparison to obese subjects and that adiponectin levels were negatively correlated with anthropometric measures (BMI and WC), even after adjusting for age and total body fat<sup>7,17</sup>. Kantartzis et al<sup>18</sup> did not find any difference in adiponectin levels among overweight and obese subjects, even after controlling for abdominal fat. In the current study, adiponectin was also not different between overweight and obese subjects, but subjects with adequate nutritional status had significantly higher levels of adiponectin. </p>
      <p>The inverse relationship between adiponectin and BMI or %BF found in the present study agrees with several other studies<sup>7,12,18</sup>. Gavrila et al<sup>19</sup> suggested that obesity and central fat distribution are independent negative predictors of serum adiponectin and that adiponectin could represent a link between core obesity and metabolic diseases, probably due to the increase in the expression of TNF-&#945;, which reduces the expression of adiponectin and <italic>in vitro</italic> secretion of adipocytes<sup>20,21</sup>. Esposito et al<sup>22</sup> found a 48% increase in adiponectin levels after 2 years of a combined low-energy Mediterranean diet and increased physical activity for 8 weeks in women. After the intervention, the subjects presented lower BMI, %BF, body mass and WC and higher adiponectin serum levels than the pre-intervention period. </p>
      <p>According to Tsukinoki et al<sup>12</sup>, subjects with adiponectin levels &lt; 4 <italic>&#181;</italic>g.dl<sup>-1</sup> presented higher BMI than subjects with levels above &gt; 4 <italic>&#181;</italic>g.dl<sup>-1</sup>. Men with BMI higher than 30 kg.m<sup>-</sup><sup>2</sup> and more than 25% of body fat were found to have lower values of adiponectin that those with less BMI and %BF<sup>23</sup>. The change in body mass and body fat mass after training was significantly and negatively correlated with changes in adiponectin levels. Hulver et al<sup>8</sup> concluded that the body mass loss after one year of gastric bypass surgery caused significant decreases in BMI, fasting insulin and glucose and significant increases in adiponectin levels. Moreover, a reduction in subcutaneous adipose tissue (AT) mass alone, after abdominal liposuction, does not lead to a similar decrease in low-grade inflammation<sup>24</sup>, indicating that the visceral AT depot is more closely associated with the inflammatory state in obesity than the subcutaneous AT depot. </p>
      <p>Although obese subjects have more body fat, they also exhibit higher levels of pro-inflammatory cytokines IL-6 and TNF-&#945;. This can cause a reduction in the expression of adiponectin mRNA and adiponectin release from adipocytes. Adiponectin and TNF-&#945; inhibit each other. Adiponectin expression is suppressed by IL-6<sup>25</sup>. This may explain why obese people have lower circulating levels of adiponectin. </p>
      <p>In obese individuals, plasma adiponectin levels were lower although adipose tissue is the only tissue in its synthesis, suggesting a negative feedback in its production brought on by the development of obesity. So, body weight reduction would result in an at least transient loss of inhibition and, therefore, an elevation in plasma adiponectin. Nadler et al<sup>26</sup> showed by microarray that the expression of adipogenic genes was suppressed by the development of obesity in mice, suggesting the existence of a feedback inhibitory pathway. In ob/ob obese mice, the expression of adipoQ was down-regulated. The fact that the steady state mRNA of adipoQ decreased in ob/ob mice compared with those of wild type indicates that the level of regulation is related, in part, to the transcript or mRNA stability. Moreover, the steady state mRNA of adiponectin in adipose tissue seems to be reduced in obese humans<sup>27</sup>. However, the biological mechanisms that modulate the expression of adiponectin during reduction weight need further studies to be better understood. </p>
      <p>Although the literature is still inconsistent in relation to the acute and chronic effects of aerobic training and the role of the intensity of exercise on adiponectin levels<sup>28</sup>, St-Pierre et al<sup>11</sup> suggested a positive correlation between adiponectin and physical activity. Kraemer et al<sup>29</sup> have suggested that the effect was more frequently observed with vigorous physical activity. However, Bl&#252;her et al<sup>10</sup> and Oberbach et al<sup>30</sup> have shown significant increases in adiponectin levels in obese and insulin-resistant subjects who exercised moderately. It has been estimated<sup>31</sup> that vigorous aerobic exercise (80 to 90% of maximal heart rate) can represent an increase in adiponectin levels of 0.9 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>, while moderately intense exercise can lead to an increase of 0.7 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>. </p>
      <p>Exercise increases the release of interleukin-6 from active muscles, which can in turn suppress other pro-inflammatory markers, such as TNF-&#945; and may be associated with the increase in the adiponectin levels<sup>32</sup>. Effects of resistance training include an up-regulation of GLUT4 expression, chronic activation of AMPK, facilitation of insulin signal transduction, as well as increases in the expression of several proteins involved in glucose and lipid utilization and their turnover may be associated with adiponectin. Moreover, exercise training could modulate cytokine production at the levels of gene expression, protein ligand and receptor binding<sup>33</sup>. </p>
      <p>Esposito et al<sup>22</sup> and Hulver et al<sup>8</sup> suggest that physical exercise alone is not enough to increase adiponectin levels. They concluded that some body mass loss is necessary to increase adiponectin levels in sedentary individuals or those with physical activity patterns. After 6 weeks of aerobic training 5 times per week, Yatagai et al<sup>34</sup> found no change in adiponectin levels. The changes in VO<sub>2max</sub>, %BF and TBF after training were not associated with changes in adiponectin levels, contrary to the findings of Bruun et al<sup>35</sup> that showed increases of about 29% in circulating adiponectin levels after 15 weeks of hypocaloric diet plus exercise in severely obese men, which was associated with reduction in BMI and WC and increase in VO<sub>2max</sub>. </p>
      <p>Kim et al<sup>36</sup> showed an increase of 10% in the adiponectin levels after training (supervised jump roping) five times per week, 40 min per day for 6 weeks in obese Korean youths. Adiponectin levels increased by 81% after strenuous exercise during 2 weeks (skiing expedition in the Swedish mountains), but returned to baseline values after 6 weeks in 20 males<sup>37</sup>. After 24 months of physical training (cycling&#184; <underline>&gt;</underline> three times per week, <underline>&gt;</underline> 45 min per session at 50-65% of VO<sub>2peak</sub>) in adults with predisposition to metabolic syndrome, Ring-Dimitriou et al<sup>28</sup> found that an improvement of 4.7 ml O<sub>2</sub>.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> in VO<sub>2peak</sub> was associated with an increase of 1.6 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup> in adiponectin levels in males. After one year of training, adiponectin levels significantly increased in men (1.7 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>), but no change was found in VO<sub>2peak</sub>, BMI and %BF in obese men. In the present study, VO<sub>2max</sub> was directly (but weakly) associated with serum adiponectin levels. Subjects with the highest VO<sub>2max</sub> had significantly higher values of adiponectin in accordance with data from Kumagai et al<sup>38</sup> who also found a direct association between adiponectin levels and VO<sub>2max</sub>. </p>
      <p>In relation to the acute effect of exercise, a study by J&#252;rim&#228;e et al<sup>39</sup> have not found changes in the levels of adiponectin immediately after aerobic exercises lasting approximately 1 hour in healthy subjects. However, adiponectin levels were altered in the highly-trained athletes after high intensity exercise involving several muscular groups and significantly increased above the resting value after the first 30 min of recovery<sup>39</sup>. </p>
      <p>Recent advances in adiponectin biochemistry have indicated that adiponectin receptor expression also increases after exercise training. AdipoR2 mRNA expression in both visceral and subcutaneous fat is positively associated with circulating adiponectin levels, but negatively associated with obesity even after adjusting for fat mass<sup>10</sup>. Four weeks of intensive physical training resulted in increases in skeletal muscle AdipoR1/R2 mRNA expression. The same intervention led to increases in AdipoR1 and AdipoR2 mRNA expression in subcutaneous fat and it was significantly and positively correlated with the increases of AdipoR2 in skeletal muscle<sup>13</sup>. </p>
      <p>Despite the increase in VO<sub>2max</sub> and decreases in body mass, BMI, fat mass and WC, Polak et al<sup>40</sup> showed no significant difference in adiponectin levels after 12 weeks of aerobic training. The authors speculated that the maintenance of mRNA levels for adiponectin in subcutaneous adipose tissue would be the reason for these findings. Adiponectin can activate AMP-activated protein kinase and increase fatty acid oxidation in skeletal muscle. While total AMP-activated protein kinase activity is related to muscle mass, it can be postulated that athletes who use greater muscle mass during exercise need more adiponectin in order to regulate metabolic fluxes. </p>
      <p>In conclusion, although the association between adiponectin levels and %BF and BMI was weak, this is in accordance with some studies. It seems that the increase in adiponectin levels is not caused by exercise itself, but is modulated by changes in body composition. However, it is still necessary to clarify how much of body fat reduction is necessary for adiponectin levels to increase. Conversely, although the results suggest that having adequate body mass carries the most benefit, it is important to promote physical activity for the dual benefits of maintaining healthier BMI and cardiorespiratory fitness. </p>
      <p>
        <bold>Contributors</bold>
      </p>
      <p>EC Martinez and LA Anjos planned the research and conducted data analyses. EC Martinez and MSR Fortes supervised field data collection. EC Martinez wrote the first draft of the paper, which was revised and approved by the other authors. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>The biochemical measurements were conducted by the NKB Medicina Diagn&#243;stica (Rio de Janeiro, Brazil) and Roche Diagn&#243;stica (Rio de Janeiro, Brazil). L. A. Anjos received a research productivity grant from the Brazilian National Research Council (CNPq, Proc. 311801/06-4). </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Influencia del Estado Nutricional y del VO2max en los Niveles de Adiponectina en Hombres que superan los 35 A&#241;os</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La adiponectina es considerada un importante factor en la patog&#233;nesis de las enfermedades cardiovasculares y metab&#243;licas, por sus propiedades antiaterog&#233;nicas y antiinflamatorias. Sin embargo, hay pocos estudios que sugieran la existencia de una relaci&#243;n directa entre los niveles de adiponectina y los niveles de condicionamiento cardiorrespiratorio y la actividad f&#237;sica. OBJETIVO: Verificar la influencia del estado nutricional y del condicionamiento cardiorrespiratorio en los niveles plasm&#225;ticos de adiponectina en hombres adultos. M&#201;TODOS: Se evaluaron 250 individuos hombres, todos militares en activo del Ej&#233;rcito Brasile&#241;o (42.6 &#177; 4.8 a&#241;os). Se midieron los niveles plasm&#225;ticos de adiponectina, masa corporal, altura, circunferencia de la cintura (CC), porcentaje de grasa corporal por peso hidrost&#225;tico y condicionamiento cardiorespiratorio por ergoespirometria. Un cuestionario se us&#243; para obtener las caracter&#237;sticas del entrenamiento f&#237;sico realizado por los individuos. RESULTADOS: En la muestra, 121 (48%), de los individuos presentaron sobrepeso y 36 (14%) eran obesos. Adem&#225;s, 66 individuos (27%), presentaron un porcentaje de grasa corporal mayor que el 25%, y el 26,7% presentaron CC &gt; 94 cm. Los individuos con sobrepeso y obesidad presentaron valores significativamente menores de adiponectina con relaci&#243;n a los que ten&#237;an un estado nutricional normal. Los individuos con el m&#225;s elevado tercil de condicionamiento cardiorespiratorio, presentaron niveles de adiponectina m&#225;s altos que los dem&#225;s. Los niveles de adiponectina quedaron positivamente correlacionados con el tiempo total de entrenamiento f&#237;sico semanal y con el condicionamiento cardiorespiratorio, e inversamente correlacionados con los valores de masa corporal, IMC y CC. La correlaci&#243;n de los niveles de adiponectina y del condicionamiento cardiorespiratorio no permanecieron significativos despu&#233;s del control del IMC y CC. CONCLUSI&#211;N: Los individuos con un mejor condicionamiento cardiorrespiratorio y con un estado nutricional normal parecen presentar niveles m&#225;s sanos de adiponectina.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Adiponectina</kwd>
        <kwd>obesidad</kwd>
        <kwd>estado nutricional</kwd>
        <kwd>aptitud f&#237;sica</kwd>
        <kwd>militares</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="ab-body3">
          <label>
            <bold>Influencia del Estado Nutricional y del VO<sub>2max</sub> en los Niveles de Adiponectina en Hombres que superan los 35 A&#241;os</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Eduardo Camillo Martinez<sup>I,II</sup>; Marcos de S&#225; Rego Fortes<sup>II,III</sup>; Luiz Antonio dos Anjos<sup>I,IV</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica</p>
      <p><sup>II</sup>Instituto de Pesquisa da Capacita&#231;&#227;o F&#237;sica do Ex&#233;rcito</p>
      <p><sup>III</sup>Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia</p>
      <p><sup>IV</sup>Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La adiponectina es considerada un importante factor en la patog&#233;nesis de las enfermedades cardiovasculares y metab&#243;licas, por sus propiedades antiaterog&#233;nicas y antiinflamatorias. Sin embargo, hay pocos estudios que sugieran la existencia de una relaci&#243;n directa entre los niveles de adiponectina y los niveles de condicionamiento cardiorrespiratorio y la actividad f&#237;sica.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Verificar la influencia del estado nutricional y del condicionamiento cardiorrespiratorio en los niveles plasm&#225;ticos de adiponectina en hombres adultos.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Se evaluaron 250 individuos hombres, todos militares en activo del Ej&#233;rcito Brasile&#241;o (42.6 &#177; 4.8 a&#241;os). Se midieron los niveles plasm&#225;ticos de adiponectina, masa corporal, altura, circunferencia de la cintura (CC), porcentaje de grasa corporal por peso hidrost&#225;tico y condicionamiento cardiorespiratorio por ergoespirometria. Un cuestionario se us&#243; para obtener las caracter&#237;sticas del entrenamiento f&#237;sico realizado por los individuos.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> En la muestra, 121 (48%), de los individuos presentaron sobrepeso y 36 (14%) eran obesos. Adem&#225;s, 66 individuos (27%), presentaron un porcentaje de grasa corporal mayor que el 25%, y el 26,7% presentaron CC <underline>&gt;</underline> 94 cm. Los individuos con sobrepeso y obesidad presentaron valores significativamente menores de adiponectina con relaci&#243;n a los que ten&#237;an un estado nutricional normal. Los individuos con el m&#225;s elevado tercil de condicionamiento cardiorespiratorio, presentaron niveles de adiponectina m&#225;s altos que los dem&#225;s. Los niveles de adiponectina quedaron positivamente correlacionados con el tiempo total de entrenamiento f&#237;sico semanal y con el condicionamiento cardiorespiratorio, e inversamente correlacionados con los valores de masa corporal, IMC y CC. La correlaci&#243;n de los niveles de adiponectina y del condicionamiento cardiorespiratorio no permanecieron significativos despu&#233;s del control del IMC y CC.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Los individuos con un mejor condicionamiento cardiorrespiratorio y con un estado nutricional normal parecen presentar niveles m&#225;s sanos de adiponectina.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Adiponectina, obesidad, estado nutricional, aptitud f&#237;sica, militares.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los recientes avances en las ciencias biom&#233;dicas est&#225;n continuamente modificando conceptos con relaci&#243;n al rol de diferentes tejidos y &#243;rganos en la fisiolog&#237;a del cuerpo humano. Adem&#225;s de su funci&#243;n cl&#225;sica de almacenaje de energ&#237;a, el tejido adiposo (TA), se conoce ahora como una gl&#225;ndula endocrina importante y bastante activa<sup>1</sup>. De acuerdo con Hauner<sup>2</sup>, el TA produce y segrega una variedad de p&#233;ptidos y de prote&#237;nas bioactivas, llamadas adipocitocinas, especialmente la adiponectina, que es un potente modulador del metabolismo de la glucosa y de los l&#237;pidos, y tambi&#233;n un indicador de disturbios metab&#243;licos<sup>3</sup>. Esa hormona la generan exclusivamente los adipocitos y se diferencia de otros por su reducida concentraci&#243;n en el plasma en individuos obesos<sup>4</sup>.</p>
      <p>La adiponectina es considerada un importante factor en la patog&#233;nesis de las enfermedades metab&#243;licas<sup>5</sup>, a causa de sus efectos antiaterog&#233;nicos, antidiab&#233;ticos y antiinflamat&#243;rios<sup>6</sup>. Individuos con concentraciones m&#225;s altas de adiponectina presentan menor riesgo de enfermedades cardiovasculares y metab&#243;licas<sup>7</sup>.</p>
      <p>Se ha sugerido que el ejercicio f&#237;sico, el au aumento de la aptitud f&#237;sica y la reducci&#243;n de la obesidad, est&#225;n asociados con la mejor&#237;a del estado metab&#243;lico, aunque concentraciones de adiponectina no se hayan alterado despu&#233;s de algunos estudios experimentales<sup>8,9</sup>. Algunas investigaciones<sup>10-12</sup> son controvertidas, y nos sugirieron una relaci&#243;n directa entre los niveles de adiponectina y la actividad f&#237;sica, y como ya fue resaltado por Bl&#252;her et al<sup>13</sup>, el entrenamiento f&#237;sico parece aumentar el n&#250;mero de receptores de adiponectina en la grasa subcut&#225;nea. Sin embargo, solamente algunos estudios asociaron los niveles plasm&#225;ticos de la adiponectina con mensuraciones objetivas de la aptitud cardiorrespiratoria. Entonces, el objetivo del presente estudio fue verificar la asociaci&#243;n entre las medidas antropom&#233;tricas, estimaciones del estado nutricional y la aptitud f&#237;sica, con los niveles plasm&#225;ticos de la adiponectina en individuos con m&#225;s de 35 anos de edad.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Los individuos del estudio fueron reclutados por medio de folletos impresos en Organizaciones Militares del Ej&#233;rcito Brasile&#241;o (EB), en la ciudad de Rio de Janeiro, Brasil. Un total de 250 individuos, todos militares en activo, se presentaron como voluntarios para participar en el estudio.</p>
      <p>En un d&#237;a estipulado con anticipaci&#243;n, todos los individuos fueron al laboratorio en la parte de la ma&#241;ana (entre las 7 y las 8 de la ma&#241;ana), despu&#233;s de haber estado 12 horas en ayuno. Todos los procedimientos fueron explicados detalladamente a cada voluntario, los cuales firmaron el T&#233;rmino de Consentimiento Informado (TCI), antes de la recolecci&#243;n de los datos. Un tubo de ensayo de 4,5 ml de sangre se recogi&#243; de cada participante y se mantuvo congelado hasta el momento de la mensuraci&#243;n de los niveles de adiponectina (ADIP - inmunoensayo enzim&#225;tico).</p>
      <p>A continuaci&#243;n, se midieron el la masa corporal (MC) y la altura utilizando una b&#225;scula digital Filizola con divisiones de 50 g y un estadi&#243;metro de pared Sanny, con precisi&#243;n de 1 mm, respectivamente. El IMC se calcul&#243; como masa corporal (MC), en kilogramos (kg), dividido por la altura al cuadrado (m<sup>2</sup>) y usado para establecer el estado nutricional como adecuado (18,5 <underline>&lt;</underline> IMC &lt; 25 kg.m<sup>-2</sup>), sobrepeso (25 <underline>&lt;</underline> IMC &lt; 30 kg.m<sup>-2</sup>), y obesidad (IMC <underline>&gt;</underline> 30 kg.m<sup>-2</sup>), a tono con las normas de la OMS<sup>14</sup>. La circunferencia de la cintura (CC), fue medida en la menor curvatura ubicada entre la &#250;ltima costilla y la cresta il&#237;aca. El punto de corte de la CC de 94 cm fue utilizado para evaluar el aumento de riesgo de complicaciones metab&#243;licas asociadas con la obesidad<sup>14</sup>. A esas medidas les sigui&#243; el pesaje hidrost&#225;tico para obtener la densidad corporal y as&#237; calcular el porcentaje de grasa corporal (%GC). La grasa corporal total (GCT), se comput&#243; (MC x %GC), y se us&#243; en el an&#225;lisis. Despu&#233;s de efectuado el pesaje hidrost&#225;tica, los individuos desayunaron y respondieron un cuestionario sobre sus rutinas de entrenamiento f&#237;sico, seguido de un electrocardiograma (ECG) de reposo y de un Test de Ejercicio Cardiopulmonar M&#225;ximo (TECM) en la cinta. El tiempo total que se gast&#243; en el entrenamiento f&#237;sico (EF), en minutos por semana, fue calculado multiplicando la frecuencia semanal de la actividad f&#237;sica por la duraci&#243;n promedio de las sesiones. El valor de corte de 150 min.sin<sup>-1</sup> de actividad f&#237;sica con intensidad moderada a alta fue considerado el m&#237;nimo recomendado de actividad f&#237;sica<sup>15</sup>.</p>
      <p>Un protocolo de rampa fue utilizado en el TECM, que consisti&#243; en un per&#237;odo de calentamiento de 3 minutos corriendo r&#225;pidamente, seguido de una carrera sin inclinaci&#243;n en la cinta (Inbrasport Super ATL - Porto Alegre - Brasil), con aumentos constantes en la velocidad durante 8 minutos despu&#233;s de los cuales, la velocidad se mantuvo constante y la inclinaci&#243;n aument&#243; hasta alcanzar el agotamiento por si mismo. Todos los test duraron entre 8 a 12 minutos. El consumo de ox&#237;geno y la producci&#243;n de di&#243;xido de carbono fueron medidos utilizando el sistema CPX-D (Medical Graphics - St Paul Minnesota) durante el TECM. Antes del primer test diario, el equipo era calibrado manualmente, seguido de autocalibraci&#243;n antes de cada test. El condicionamiento cardiorespiratorio fue medido al esfuerzo m&#225;ximo, definido como la incapacidad de continuar el ejercicio pese a un fuerte est&#237;mulo y confirmado en raz&#243;n del cambio respiratorio (R) <underline>&gt;</underline> 1,1, VE/VO<sub>2</sub><underline>&gt;</underline> 35, frecuencia card&#237;aca (FC) <underline>&gt;</underline> 95% del m&#225;ximo previsto para la edad y la frecuencia respiratoria (FR) <underline>&gt;</underline> 30<sup>16</sup>.</p>
      <p>El an&#225;lisis estad&#237;stico incluy&#243; las caracter&#237;sticas descriptivas de los individuos (promedio, desviaci&#243;n est&#225;ndar, valores m&#225;ximo y m&#237;nimo). Los coeficientes de correlaci&#243;n de Pearson se calcularon para verificar la asociaci&#243;n entre las variables. El test de an&#225;lisis de variancia (ANOVA), fue utilizado para comprobar la significancia del principal efecto de la aptitud cardiorrespiratoria (terciles de condicionamiento cardiorespiratorio: &lt; 36,43; 36,43 y 42,45 y <underline>&gt;</underline> 42,45 ml O<sub>2</sub>.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>), y del estado nutricional en los niveles plasm&#225;ticos de adiponectina. Los mismos an&#225;lisis fueron realizados controlando para CC, condicionamiento cardiorespiratorio o ambos (An&#225;lisis de co-variancia ANCOVA). Los test <italic>post hoc</italic> de Tukey se usaron para comprobar la significancia entre los promedios. La significancia estad&#237;stica qued&#243; establecida en un 5%.</p>
      <p>Los an&#225;lisis bioqu&#237;micos se hicieron por NKB Medicina Diagn&#243;stica (Rio de Janeiro, Brasil) y Roche Diagn&#243;stica (Rio de Janeiro, Brasil).</p>
      <p>Todos los procedimientos de investigaci&#243;n fueron aprobados por el Comit&#233; de &#201;tica de la Escuela de Salud P&#250;blica S&#233;rgio Arouca, por la Fundaci&#243;n Oswaldo Cruz y todos los individuos firmaron el TCI.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>El promedio (&#177; DP) de la edad de los individuos era 42,6 &#177; 4,8 a&#241;os, con un IMC de 26,5 &#177; 3,8 kg.m<sup>-2</sup> y niveles s&#233;ricos de adiponectina de 15,1 &#177; 9,9 &#181;g.ml<sup>-1</sup> (<xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Tabla 1</xref>). La muestra incluy&#243; a 121 individuos con sobrepeso (48%) y a 36 obesos (14%). Un total de 66 individuos (27%) presentaron %GC &gt; 25% y 26,7% ten&#237;an CC <underline>&gt;</underline> 94 cm.</p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0471-00048-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Individuos con sobrepeso (13,9 &#177; 8,88 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>) y obesos (12,0 &#177; 7,5 &#181;g.ml<sup>-1</sup>) presentaban valores significantemente m&#225;s bajos de adiponectina, en comparaci&#243;n con los individuos con un IMC adecuado (18,1 &#177; 11,3 &#181;g.ml<sup>-1</sup>). Esas diferencias se mantuvieron incluso cuando el an&#225;lisis fue controlado por la CC, condicionamiento cardiorespiratorio o por los dos. Los individuos en el tercil m&#225;s bajo de condicionamiento cardiorespiratorio ten&#237;an niveles de adiponectina tambi&#233;n significantemente m&#225;s bajos (<xref ref-type="fig" rid="es_a07fig01-body3">Figura 1</xref>). Los individuos con un alto %GC (<underline>&gt;</underline> 25%), pose&#237;an niveles significantemente m&#225;s bajos de adiponectina (12,7 &#177; 7,4 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>) que los individuos que estaban con %GC &lt; 15% (18,7 &#177; 11,4 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a07fig01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0471-00048-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Los niveles s&#233;ricos de adiponectina presentaron una d&#233;bil correlaci&#243;n positiva con EF y estaban inversamente correlacionados con el MC, IMC, %GC, grasa corporal total (GCT), y CC (<xref ref-type="table" rid="es_a07tab02-body3">Tabla 2</xref>). La correlaci&#243;n entre la adiponectina y condicionamiento cardiorespiratorio (r = 0,07), no fue significativa (p = 0,29) despu&#233;s del control para IMC y CC. La correlaci&#243;n con el EF permaneci&#243; significativa despu&#233;s del control para la edad, IMC y CC (r = 0,14). Los individuos que realizaban por lo menos 150 min.sin<sup>-1</sup> de entrenamiento con una intensidad moderada a alta, ten&#237;an niveles m&#225;s altos de adiponectina (16,9 &#177; 10,4 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>), cuando se les compar&#243; con los que no alcanzaron tal volumen de entrenamiento (14,3 &#177; 10,1 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a07tab02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0471-00048-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En general, los resultados del presente estudio est&#225;n a tono con la literatura, que muestra que los niveles circulantes de adiponectina son m&#225;s altos en individuos no obesos, en comparaci&#243;n con los obesos, y que los niveles de adiponectina muestran una correlaci&#243;n negativa con medidas antropom&#233;tricas (IMC y CC), incluso despu&#233;s del ajuste para la edad y la grasa corporal total<sup>7,17</sup>. Kantartzis et al<sup>18</sup>, no hallaron diferencias en los niveles de adiponectina entre individuos con sobrepeso y obesos, incluso despu&#233;s del control para la grasa abdominal. En el presente estudio, la adiponectina tampoco fue diferente entre los individuos con sobrepeso y obesos, sino en individuos con estado nutricional adecuado que presentaban niveles m&#225;s altos de adiponectina.</p>
      <p>La relaci&#243;n inversa entre la adiponectina y el IMC o el %GC encontrado en el presente estudio, est&#225; de acuerdo con varios otros estudios<sup>7,12,18</sup>. Gavrila et al<sup>19</sup> sugirieron que la obesidad y la distribuci&#243;n de grasa central eran predictores negativos independientes de la adiponectina s&#233;rica y que la adiponectina podr&#237;a representar un v&#237;nculo entre la obesidad central y las enfermedades metab&#243;licas, probablemente debido al aumento en la expresi&#243;n de TNF-&#945;, que reduce la expresi&#243;n de la adiponectina y la secreci&#243;n <italic>in vitro</italic> de los adip&#243;citos<sup>20,21</sup>. Esposito et al<sup>22</sup> encontraron un aumento de un 48% en los niveles de adiponectina despu&#233;s de 2 a&#241;os de dieta del Mediterr&#225;neo de baja calor&#237;a y aumento de la actividad f&#237;sica durante 8 semanas en mujeres. Despu&#233;s de la intervenci&#243;n, los individuos presentaron un IMC, %GC y un MC m&#225;s bajos y menor CC con niveles m&#225;s altos de adiponectina s&#233;rica, en comparaci&#243;n con el per&#237;odo de la preintervenci&#243;n.</p>
      <p>De acuerdo con Tsukinoki et al<sup>12</sup>, los individuos con niveles de adiponectina &lt; 4 &#181;g.dl<sup>-1</sup> ten&#237;an un IMC m&#225;s elevado que los individuos con niveles &gt; 4 &#181;g.dl<sup>-1</sup>. Hombres con IMC &gt; 30 kg.m<sup>-2</sup> y con m&#225;s de un 25% de grasa corporal, presentaban valores m&#225;s bajos de adiponectina que los que ten&#237;an menor IMC y %GC<sup>23</sup>. La alteraci&#243;n en la MC y masa grasa corporal despu&#233;s del entrenamiento, se correlacionaban significativa y negativamente con las alteraciones en los niveles de adiponectina. Hulver et al<sup>8</sup> llegaron a la conclusi&#243;n de que la p&#233;rdida de la masa corporal un a&#241;o despu&#233;s de la cirug&#237;a bari&#225;trica, caus&#243; reducciones ostensibles en el IMC, niveles de insulina y glucosa de ayuno, y aumentos significativos en los niveles de adiponectina. Adem&#225;s, una reducci&#243;n en la masa del tejido adiposo (TA) subcut&#225;neo, aisladamente y despu&#233;s de la liposucci&#243;n abdominal, no conlleva a una reducci&#243;n similar en la inflamaci&#243;n de bajo grado<sup>24</sup>, indicando que el TA visceral est&#225; m&#225;s &#237;ntimamente asociado con el estado inflamatorio en la obesidad que el dep&#243;sito de TA subcut&#225;neo.</p>
      <p>Aunque individuos obesos tengan m&#225;s grasa corporal, ellos tambi&#233;n presentan niveles m&#225;s elevados de citocinas proinflamatorias IL-6 y TNF-&#945;. Eso causar&#237;a una reducci&#243;n en la expresi&#243;n del mRNA de la adiponectina y en la liberaci&#243;n de la adiponectina de los adipocitos. La adiponectina y TNF-&#945; se inhiben uno al otro. La expresi&#243;n de la adiponectina est&#225; suprimida por la IL-6<sup>25</sup>. Eso explicar&#237;a por que individuos obesos tienen niveles de adiponectina circulantes m&#225;s bajos. En los individuos obesos, los niveles plasm&#225;ticos de adiponectina eran m&#225;s bajos pese a que el tejido adiposo sea el &#250;nico tejido de su s&#237;ntesis, lo que sugiere una retroalimentaci&#243;n negativa en su producci&#243;n impuesta por el desarrollo de la obesidad. Por tanto, la reducci&#243;n del peso corporal resultar&#237;a en una desinhibici&#243;n por lo menos transitoria y por tanto, en un aumento de la adiponectina en el plasma.</p>
      <p>Nadler et al<sup>26</sup> demostraron por medio de un micro experimento, que la expresi&#243;n de los genes adipog&#233;nicos estaba suprimida en el desarrollo de obesidad en ratones, sugiriendo la existencia de una v&#237;a de inhibici&#243;n de retroalimentaci&#243;n. En ratones obesos ob/ob, la expresi&#243;n del gen adipoQ estaba "down-regulada". El hecho de que el mRNA estable del gen adipoQ diminuyera en ratones ob/ob cuando se les compar&#243; con los del tipo salvaje, indica que el nivel de la regulaci&#243;n est&#225; relacionado, en parte, con lo dicho anteriormente o con la estabilidad del mRNA. Adem&#225;s, el estado estable del mRNA de la adiponectina en el tejido adiposo parece estar reducido en individuos obesos<sup>27</sup>. Sin embargo, los mecanismos biol&#243;gicos que modulan la expresi&#243;n de la adiponectina durante la reducci&#243;n del peso necesitan ser m&#225;s estudiados para ser mejor entendidos.</p>
      <p>Aunque la literatura todav&#237;a no tenga suficientes conocimientos con relaci&#243;n a los efectos agudos y cr&#243;nicos del entrenamiento aer&#243;bico, y el papel de la intensidad del ejercicio en los niveles de adiponectina<sup>28</sup>, St-Pierre et al<sup>11</sup> sugieren una correlaci&#243;n positiva entre la adiponectina y la actividad f&#237;sica. Kraemer et al<sup>29</sup> sugirieron que el efecto se observaba m&#225;s a menudo cuando se practicaba una fuerte actividad f&#237;sica. Pero Bl&#252;her et al<sup>10</sup> y Oberbach et al<sup>30</sup> demostraron aumentos significativos en los niveles de adiponectina en individuos obesos e insulinoresistentes que se ejercitaban moderadamente.</p>
      <p>Ha sido estimado<sup>31</sup> que el ejercicio aer&#243;bico vigoroso (80% a 90% de la FC m&#225;xima), puede representar un aumento en los niveles de adiponectina de 0,9 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>, mientras que ejercicios moderadamente intensos pueden conllevar a un aumento de 0,7 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>.</p>
      <p>El ejercicio produce un aumento en la liberaci&#243;n de interleucina-6 de los m&#250;sculos activos, los cuales, a su vez, suprimen otros marcadores proinflamatorios, tales como TNF- &#945;, pudiendo estar asociados al aumento en los niveles de adiponectina<sup>32</sup>. Los efectos del entrenamiento de resistencia incluyen una "up-regulaci&#243;n" de la expresi&#243;n de GLUT4, activaci&#243;n cr&#243;nica de AMPK, facilitaci&#243;n de la transducci&#243;n de la se&#241;al de la insulina, como tambi&#233;n aumentos en la expresi&#243;n de varias prote&#237;nas involucradas en la utilizaci&#243;n de la glucosa y de los l&#237;pidos, y su <italic>turnover</italic> (recambio), puede estar asociado con la adiponectina. Adem&#225;s, el entrenamiento podr&#237;a modular la producci&#243;n de citocinas al nivel de expresi&#243;n g&#233;nica, vinculante de prote&#237;na y de vinculaci&#243;n con receptores<sup>33</sup>.</p>
      <p>Esposito et al<sup>22</sup> y Hulver et al<sup>8</sup> sugieren que el ejercicio f&#237;sico por si solo, no es suficiente para aumentar los niveles de adiponectina. Ellos dicen que alguna p&#233;rdida de masa corporal se hace necesaria para aumentar los niveles de adiponectina en individuos sedentarios. Despu&#233;s de seis semanas de entrenamiento aer&#243;bico cinco veces por semana, Yatagai et al<sup>34</sup> no percibieron cambios en los niveles de adiponectina. Los cambios en el condicionamiento cardiorespiratorio, %GC y GCT posteriores al entrenamiento, no estaban asociados a los cambios en los niveles de adiponectina, en contraste con los hallazgos de Bruun et al<sup>35</sup>, que demostraron un aumento de cerca de un 29% en los niveles circulantes de adiponectina despu&#233;s de 15 semanas de dieta hipocal&#243;rica y ejercicio en hombres con obesidad grave, asociado a la reducci&#243;n en el IMC y CC y al aumento en el condicionamiento cardiorespiratorio.</p>
      <p>Kim et al<sup>36</sup> comprobaron un aumento de un 10% en los niveles de adiponectina posteriormente al entrenamiento (ejercicio de saltar cuerdas con supervisi&#243;n), cinco veces por semana, 40 minutos al d&#237;a durante seis semanas, en j&#243;venes coreanos obesos. Los niveles de adiponectina aumentaron un 81% despu&#233;s de los fuertes ejercicios durante 2 semanas (expedici&#243;n de esqu&#237; en las monta&#241;as de Suecia), pero volvieron a los valores basales despu&#233;s de 6 semanas en 20 hombres<sup>37</sup>. Despu&#233;s de 24 meses de entrenamiento f&#237;sico (andar en bicicleta <underline>&gt;</underline> tres veces por semana, <underline>&gt;</underline> 45 minutos por sesi&#243;n a 50 a 65% del VO<sub>2pico</sub>), en adultos con predisposici&#243;n al s&#237;ndrome metab&#243;lico, Ring-Dimitriou et al<sup>28</sup> observaron que una mejor&#237;a de 4,7 ml O<sub>2</sub>.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> en el VO<sub>2pico</sub> estaba asociada a un aumento de 1,6 <italic>&#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup> en los niveles de adiponectina en hombres. Despu&#233;s de un a&#241;o de entrenamiento, los niveles de adiponectina aumentaron de forma significativa en hombres (1,7<italic> &#181;</italic>g.ml<sup>-1</sup>), pero no se observ&#243; ninguna alteraci&#243;n en el VO<sub>2pico</sub>, IMC y %GC en hombres obesos. En el presente estudio, el condicionamiento cardiorespiratorio estaba directamente (pero de forma debilitada), asociado a los niveles s&#233;ricos de adiponectina. Los individuos con los m&#225;s altos valores de condicionamiento cardiorespiratorio ten&#237;an valores significantemente m&#225;s elevados de adiponectina, de acuerdo con los datos de Kumagai et al<sup>38</sup>, que tambi&#233;n observaron una asociaci&#243;n directa entre los niveles de adiponectina y de condicionamiento cardiorespiratorio.</p>
      <p>Con relaci&#243;n al efecto agudo del ejercicio, el estudio de J&#252;rim&#228;e et al<sup>39</sup> no observ&#243; cambios en los niveles de adiponectina inmediatamente despu&#233;s de los ejercicios aer&#243;bicos con una duraci&#243;n aproximada de 1 hora en individuos sanos. Sin embargo, los niveles de adiponectina estaban alterados en los atletas altamente entrenados despu&#233;s de ejercicios de alta intensidad que involucraban varios grupos musculares y que sobrepasaron significantemente el valor de reposo despu&#233;s de los primeros 30 minutos de recuperaci&#243;n<sup>39</sup>.</p>
      <p>Recientes avances en el an&#225;lisis bioqu&#237;mico de la adiponectina han demostrado que la expresi&#243;n del receptor de la adiponectina tambi&#233;n aumenta despu&#233;s del entrenamiento f&#237;sico. La expresi&#243;n del AdipoR2 mRNA en la grasa visceral y subcut&#225;nea est&#225; positivamente asociada con los niveles circulantes de adiponectina, pero negativamente asociada a la obesidad, inclusive despu&#233;s de hacer el ajuste para massa gorda<sup>10</sup>. Cuatro semanas de entrenamiento f&#237;sico intenso trajeron como resultado aumentos en la expresi&#243;n del gen AdipoR1/R2 mRNA del m&#250;sculo esquel&#233;tico. La misma intervenci&#243;n conllev&#243; a aumentos en la expresi&#243;n del mRNA de los genes AdipoR1 y AdipoR2 en la grasa subcut&#225;nea y estaba significativa y positivamente correlacionada con los aumentos de AdipoR2 en el m&#250;sculo esquel&#233;tico<sup>13</sup>.</p>
      <p>Pese al aumento en el condicionamiento cardiorespiratorio y a la reducci&#243;n en la MC, IMC, masa gorda y CC, Polak et al<sup>40</sup> no lograron demostrar diferencias significativas en los niveles de adiponectina despu&#233;s de 12 semanas de entrenamiento aer&#243;bico. Los autores especularon que el mantenimiento de los niveles de mRNA para adiponectina en el tejido adiposo subcut&#225;neo ser&#237;a el motivo de esos hallazgos.</p>
      <p>La adiponectina puede activar la prote&#237;na-quinasa AMP-activada y aumentar la oxidaci&#243;n de los &#225;cidos grasos en el m&#250;sculo esquel&#233;tico. Si la actividad total de la prote&#237;na-quinasa AMP-activada est&#225; relacionada con la masa muscular, se puede postular que los atletas que utilizan mayor masa muscular durante el ejercicio necesitan m&#225;s adiponectina para regular los flujos metab&#243;licos.</p>
      <p>Concluyendo, aunque la asociaci&#243;n entre los niveles de adiponectina y %GC e IMC sea floja, est&#225; a tono con algunos estudios. Parece que el aumento en los niveles de adiponectina no est&#225; causado por el ejercicio en si, sino porque est&#225; modulado por las alteraciones en la composici&#243;n corporal. Sin embargo, todav&#237;a hay que aclarar la cantidad de grasa corporal que es necesaria reducir para que los niveles de adiponectina aumenten. De forma inversa, y aunque los resultados sugieran que una masa corporal adecuada represente el mayor beneficio, es importante promover la actividad f&#237;sica para obtener el doble beneficio de mantener un IMC m&#225;s sano y una aptitud cardiorrespiratoria adecuada.</p>
      <p>
        <bold>Aportes</bold>
      </p>
      <p>EC Martinez y LA Anjos planificaron la investigaci&#243;n y dirigieron el an&#225;lisis de los datos. EC Martinez y MSR Fortes, inspeccionaron la recolecci&#243;n de los datos en campo. EC Martinez escribi&#243; la primera versi&#243;n del manuscrito, que fue revisado y aprobado por los otros autores.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Los an&#225;lisis bioqu&#237;micos fueron dirigidos por NKB Medicina Diagn&#243;stica (Rio de Janeiro, Brasil) y por Roche Diagn&#243;stica (Rio de Janeiro, Brasil). LA Anjos recibi&#243; una beca de productividad en investigaci&#243;n del Consejo Nacional de Desarrollo Cient&#237;fico y Tecnol&#243;gico de Brasil (CNPq, Proc. 311801/06-4).</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>NKB Medicina Diagn&#243;stica financi&#243; el presente estudio.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Doctorado de Eduardo Camilo Martinez, por <italic>Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica da Funda&#231;&#227;o Oswaldo Cruz</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
