<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">vCXyrhPxvzTwnxVRZcNYwbR</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000600003</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600603</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000059</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca em neonatos prematuros e de termo</article-title>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>06</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>443</fpage>
      <lpage>449</lpage>
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          <day>14</day>
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          <day>14</day>
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        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: V&#225;rias publica&#231;&#245;es t&#234;m demonstrado a import&#226;ncia do sistema nervoso aut&#244;nomo por meio dos componentes simp&#225;tico e parassimp&#225;tico na ger&#234;ncia da intera&#231;&#227;o entre as diferentes partes do organismo humano. Esses estudos aplicaram t&#233;cnicas lineares e n&#227;o lineares (Teoria do Caos) de avalia&#231;&#227;o em diferentes situa&#231;&#245;es, doen&#231;as e faixas et&#225;rias, tendo como ferramenta a variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca (VFC). OBJETIVO: Aplicar os conhecimentos das din&#226;micas linear e n&#227;o linear na avalia&#231;&#227;o de neonatos prematuros (NPT), analisando sua VFC e comparando com neonatos de termo (NT) saud&#225;veis. M&#201;TODOS: Quarenta e oito neonatos prematuros com diferentes idades gestacionais tiveram seus batimentos card&#237;acos captados com aux&#237;lio do equipamento Polar Advanced S810i e sua VFC obtida pelo registro dos intervalos RR. A VFC foi analisada nos dom&#237;nios do tempo (SDNN, RMSSD, SD1/SD2), da frequ&#234;ncia (VLF, LF, HF e a rela&#231;&#227;o LF/HF) e do caos (TAU e sua normaliza&#231;&#227;o [TAU(n)], Expoente de Lyapunov e Entropia). Os NPT foram comparados com um grupo de 78 NT saud&#225;veis e sem intercorr&#234;ncias perinatais com aux&#237;lio do teste n&#227;o param&#233;trico de Kruskal-Wallis. RESULTADOS: Detectou-se diferen&#231;a estatisticamente significante entre os grupos para todas as vari&#225;veis estudadas, tanto no dom&#237;nio do tempo como nos da frequ&#234;ncia e do caos. CONCLUS&#195;O: Neonatos prematuros exibem comportamento menos complexo da variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca que neonatos de termo, fato comprovado nos dom&#237;nios do tempo, da frequ&#234;ncia e do caos. O estudo da variabilidade card&#237;aca nesse grupo pode ser considerado uma ferramenta a mais na avalia&#231;&#227;o da matura&#231;&#227;o auton&#244;mica e, consequentemente, da progress&#227;o para eutrofia.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Frequ&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>rec&#233;m nascido</kwd>
        <kwd>din&#226;mica n&#227;o linear</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>05</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>Variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca em neonatos prematuros e de termo</bold>
    </p>
    <p>Fabio Augusto Selig; Emanuele Renata Tonolli; &#201;rico Vinicius Campos Moreira da Silva; Moacir Fernandes de Godoy  </p>
    <p>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> V&#225;rias publica&#231;&#245;es t&#234;m demonstrado a import&#226;ncia do sistema nervoso aut&#244;nomo por meio dos componentes simp&#225;tico e parassimp&#225;tico na ger&#234;ncia da intera&#231;&#227;o entre as diferentes partes do organismo humano. Esses estudos aplicaram t&#233;cnicas lineares e n&#227;o lineares (Teoria do Caos) de avalia&#231;&#227;o em diferentes situa&#231;&#245;es, doen&#231;as e faixas et&#225;rias, tendo como ferramenta a variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca (VFC). </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Aplicar os conhecimentos das din&#226;micas linear e n&#227;o linear na avalia&#231;&#227;o de neonatos prematuros (NPT), analisando sua VFC e comparando com neonatos de termo (NT) saud&#225;veis. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Quarenta e oito neonatos prematuros com diferentes idades gestacionais tiveram seus batimentos card&#237;acos captados com aux&#237;lio do equipamento Polar Advanced S810i e sua VFC obtida pelo registro dos intervalos RR. A VFC foi analisada nos dom&#237;nios do tempo (SDNN, RMSSD, SD1/SD2), da frequ&#234;ncia (VLF, LF, HF e a rela&#231;&#227;o LF/HF) e do caos (TAU e sua normaliza&#231;&#227;o [TAU(n)], Expoente de Lyapunov e Entropia). Os NPT foram comparados com um grupo de 78 NT saud&#225;veis e sem intercorr&#234;ncias perinatais com aux&#237;lio do teste n&#227;o param&#233;trico de Kruskal-Wallis. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> Detectou-se diferen&#231;a estatisticamente significante entre os grupos para todas as vari&#225;veis estudadas, tanto no dom&#237;nio do tempo como nos da frequ&#234;ncia e do caos. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> Neonatos prematuros exibem comportamento menos complexo da variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca que neonatos de termo, fato comprovado nos dom&#237;nios do tempo, da frequ&#234;ncia e do caos. O estudo da variabilidade card&#237;aca nesse grupo pode ser considerado uma ferramenta a mais na avalia&#231;&#227;o da matura&#231;&#227;o auton&#244;mica e, consequentemente, da progress&#227;o para eutrofia. (Arq Bras Cardiol. 2011; [online].ahead print, PP.0-0)</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Frequ&#234;ncia card&#237;aca, rec&#233;m nascido, din&#226;mica n&#227;o linear.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>No in&#237;cio do s&#233;culo XX, o fisiologista norte-americano Walter Bradford Cannonestabeleceu o conceito de homeostasia cujo significado consistia na propriedade autorreguladora de um sistema ou organismo manter seu meio interno em estado est&#225;vel apesar de uma complexa dinamicidade, em que a intera&#231;&#227;o de diversos componentes e sua constante renova&#231;&#227;o mant&#233;m o adequado funcionamento do organismo. Sabe-se que os organismos biol&#243;gicos s&#227;o sistemas complexos e que, regra geral, t&#234;m comportamento n&#227;o linear. Os sistemas complexos n&#227;o lineares s&#227;o enquadrados em uma linha de pensamento &#224; qual se convencionou chamar Teoria do Caos.</p>
    <p>O comportamento ca&#243;tico &#233; caracter&#237;stico de sistemas nos quais, apesar da aparente aleatoriedade, existe uma ordem oculta, sendo din&#226;micos, deterministas, regidos por equa&#231;&#245;es n&#227;o lineares e altamente sens&#237;veis &#224;s condi&#231;&#245;es iniciais. Essa n&#227;o linearidade &#233; essencial para a vida, pois &#233; ela que mant&#233;m a homeostasia do organismo. Pode-se, ent&#227;o, inferir que o comportamento ca&#243;tico, quando relacionado aos sistemas biol&#243;gicos, indica funcionamento adequado, sendo, portanto, relacionado &#224; sa&#250;de, e n&#227;o o contr&#225;rio, como o conceito vernacular do termo caos poderia sugerir.</p>
    <p>Diferentemente do conceito de equil&#237;brio, no qual n&#227;o ocorrem intera&#231;&#245;es, manter a homeostasia significa manter a estabilidade do organismo ao longo do tempo, sendo necess&#225;rio para isso que haja pequenas mudan&#231;as e adapta&#231;&#245;es a cada momento, mesmo t&#227;o sutis e que passem despercebidas. Quanto mais jovem e saud&#225;vel &#233; o indiv&#237;duo adulto, maior sua capacidade em manter a estabilidade. Um dos elementos fundamentais para que ocorra essa estabilidade &#233; o adequado balan&#231;o simp&#225;tico-parassimp&#225;tico. Diversos estudos na literatura<sup>1,2</sup> demonstraram que, quanto mais inadequado o funcionamento do sistema nervoso aut&#244;nomo, mais o organismo humano tende a perder o comportamento ca&#243;tico tendendo &#224; linearidade. Isso tamb&#233;m parece ser v&#225;lido para rec&#233;m-nascidos, especialmente nos prematuros, uma vez que o sistema nervoso ainda n&#227;o est&#225; completamente maduro nesse grupo de indiv&#237;duos<sup>3</sup>.</p>
    <p>O conceito atual de homeostase, portanto, se refere a uma tend&#234;ncia do organismo de manter uma relativa regularidade nas fun&#231;&#245;es org&#226;nicas, regulada pelo sistema nervoso aut&#244;nomo via componentes simp&#225;tico e parassimp&#225;tico e sob influ&#234;ncia dos diferentes sistemas (end&#243;crino, cardiovascular etc) e do meio externo. Partindo dessa premissa, qualquer par&#226;metro fisiol&#243;gico que possa ser mapeado ou registrado, como temperatura, press&#227;o arterial, padr&#227;o respirat&#243;rio ou marcha, poderia refletir o maior ou menor grau de comportamento ca&#243;tico do organismo<sup>4</sup>. Um dos par&#226;metros mais utilizados na literatura para an&#225;lise do padr&#227;o ca&#243;tico s&#227;o as flutua&#231;&#245;es espont&#226;neas que podem ser observadas na frequ&#234;ncia card&#237;aca, denominado em conjunto de variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca (VFC). Desde que a magnitude dessa flutua&#231;&#227;o p&#244;de ser medida, a VFC p&#244;de, paralelamente, ser amplamente estudada e comparada por diferentes abordagens. Ela pode ser analisada sob tr&#234;s focos espec&#237;ficos, chamados dom&#237;nios - do tempo, da frequ&#234;ncia e do caos<sup>5,6</sup>.</p>
    <p>Foram portanto objetivos deste estudo:</p>
    <disp-quote>
      <p>1. Caracterizar o padr&#227;o da variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca nos dom&#237;nios do tempo, da frequ&#234;ncia e do caos em neonatos prematuros, e acompanhar a evolu&#231;&#227;o desse padr&#227;o com o amadurecimento do sistema nervoso aut&#244;nomo;</p>
      <p> 2. Caracterizar as diferen&#231;as de comportamento da variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca de neonatos prematuros de acordo com a idade gestacional e comparativamente a um grupo de neonatos de termo.</p>
    </disp-quote>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O estudo foi iniciado no ano de 2005, ap&#243;s sua aprova&#231;&#227;o pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa com Seres Humanos, da Institui&#231;&#227;o. Ap&#243;s explica&#231;&#227;o do estudo para os pais e/ou respons&#225;veis e assinatura do termo de consentimento esclarecido, bem como autoriza&#231;&#227;o das chefias respons&#225;veis pelas unidades de terapia intensiva neonatal onde se realizaram as coletas de dados, foram aplicados question&#225;rios, obtidos dados relevantes do prontu&#225;rio m&#233;dico e realizadas avalia&#231;&#245;es f&#237;sicas para caracteriza&#231;&#227;o dos seguintes aspectos: identifica&#231;&#227;o, sexo, tipo de parto (vaginal ou cesariana), n&#250;mero de gesta&#231;&#245;es maternas (individualizando-se n&#250;mero de partos vaginais, cesarianas e abortamentos), idade gestacional ao nascimento pelo m&#233;todo de Parkin<sup>7</sup>, peso de nascimento e sua caracteriza&#231;&#227;o em percentil do valor normal de acordo com a idade gestacional, peso no momento da avalia&#231;&#227;o, &#237;ndice de APGAR<sup>8</sup> nos primeiro e quinto minutos, idade em dias de vida no momento da avalia&#231;&#227;o, tipo de ventila&#231;&#227;o (espont&#226;nea, assistida com dispositivos de press&#227;o positiva ou mec&#226;nica), fra&#231;&#227;o de oxig&#234;nio ofertada e exist&#234;ncia e caracteriza&#231;&#227;o de comorbidades.</p>
    <p>Pelos protocolos de diagn&#243;stico de poss&#237;veis causas para prematuridade nos servi&#231;os onde a coleta de dados foi realizada, todos os neonatos prematuros foram submetidos a exames laboratoriais de hemograma completo, prote&#237;na C reativa e gasometria arterial no momento da primeira avalia&#231;&#227;o da variabilidade card&#237;aca. Nas avalia&#231;&#245;es subsequentes, os exames somente foram realizados na exist&#234;ncia de crit&#233;rio cl&#237;nico justific&#225;vel. Esses dados foram comparados &#224;s comorbidades, para obten&#231;&#227;o de par&#226;metros num&#233;ricos de caracteriza&#231;&#227;o de processos infecciosos e oxigena&#231;&#227;o/ventila&#231;&#227;o. O peso de nascimento foi caracterizado de acordo com o sexo e a curva de crescimento intrauterina<sup>9</sup>, sendo classificado conforme esse percentil.</p>
    <p>Para avalia&#231;&#227;o da vig&#234;ncia ou n&#227;o de processo infeccioso ativo, foram utilizados o hemograma completo e a prote&#237;na C reativa dentro do escore hematol&#243;gico de Rodwell<sup>10</sup>. O grau de comprometimento pulmonar foi avaliado e comparado entre pacientes do mesmo est&#225;gio, utilizando-se os par&#226;metros de modo ventilat&#243;rio - espont&#226;neo, oxig&#234;nio inalat&#243;rio, ventila&#231;&#227;o n&#227;o invasiva com press&#227;o positiva [CPAP] ou ventila&#231;&#227;o mec&#226;nica - e gasometria arterial - pH, pCO<sub>2</sub>, pO<sub>2</sub> e satura&#231;&#227;o de O<sub>2</sub>.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise da variabilidade card&#237;aca</bold>
    </p>
    <p>A variabilidade card&#237;aca pode ser definida como a quantidade de flutua&#231;&#245;es no ritmo ou frequ&#234;ncia card&#237;aca em compara&#231;&#227;o ao ritmo card&#237;aco m&#233;dio, e pode ser uma ferramenta &#250;til na avalia&#231;&#227;o do sistema nervoso aut&#244;nomo pelos seus componentes simp&#225;tico e parassimp&#225;tico e seu balan&#231;o, e de seu reflexo no sistema de controle cardiorrespirat&#243;rio. A coleta de dados e a an&#225;lise da variabilidade s&#227;o f&#225;ceis de ser realizadas, s&#227;o n&#227;o invasivas, e t&#234;m boa reprodutibilidade sob circunst&#226;ncias adequadas.</p>
    <p>Os dados eletrocardiogr&#225;ficos (1.000 intervalos RR consecutivos) foram captados digitalmente em um aparelho POLAR ADVANCED S810i, j&#225; validado para essa finalidade<sup>11,12</sup> e transferidos para um computador para an&#225;lise. A t&#233;cnica de capta&#231;&#227;o dos intervalos RR em neonatos prematuros pode ser facilitada adaptando-se o captador a eletrodos comuns utilizados em monitora&#231;&#227;o card&#237;aca conforme mostra a <xref ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref>. Esses intervalos foram filtrados digitalmente para elimina&#231;&#227;o de batimentos prematuros e ru&#237;dos e, em seguida, reanalisados manualmente para exclus&#227;o de artefatos residuais. Somente as s&#233;ries temporais com menos de 10% de artefatos foram inclu&#237;das para an&#225;lise.</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0443-00059-gf01.jpg"/></fig>
    <p>As vari&#225;veis analisadas no dom&#237;nio do tempo foram o intervalo RR m&#233;dio, o desvio-padr&#227;o entre batimentos normais (SDNN), a raiz quadrada da m&#233;dia do quadrado das diferen&#231;as entre intervalos RR adjacentes (RMSDD) e a rela&#231;&#227;o entre os desvios-padr&#227;o 1 e 2 obtidos pelo gr&#225;fico de Poincar&#233;-Bendixson (SD1/SD2).</p>
    <p>Para o dom&#237;nio da frequ&#234;ncia, foram utilizadas as vari&#225;veis muito baixa frequ&#234;ncia (VLF), baixa frequ&#234;ncia (LF) e alta frequ&#234;ncia (HF), bem como a rela&#231;&#227;o entre LF e HF.</p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o no dom&#237;nio do Caos utilizou as vari&#225;veis coeficiente de autocorrela&#231;&#227;o (TAU), expoente de Lyapunov (LE) e Entropia, amplamente utilizados na literatura para caracteriza&#231;&#227;o de comportamento ca&#243;tico em uma grande variedade de situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas. Como o coeficiente de autocorrela&#231;&#227;o depende diretamente da frequ&#234;ncia card&#237;aca, procedeu-se a uma corre&#231;&#227;o do TAU de acordo com essa, denominado coeficiente de TAU normalizado (TAU<sub>(n)</sub>).</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Avalia&#231;&#245;es sequenciais no mesmo paciente foram consideradas, para efeitos estat&#237;sticos, como casos novos, n&#227;o sendo realizada compara&#231;&#227;o evolutiva de cada indiv&#237;duo ou intragrupo, mas sim entre as medianas do grupo como um todo com as medianas de um grupo de neonatos de termo (GRUPO NT) utilizado como controle. Para c&#225;lculo das vari&#225;veis LE e Entropia utilizaram-se, respectivamente, as dimens&#245;es 3 e 10 com <italic>delay</italic> de 1 em ambos os casos. A idade gestacional corrigida foi obtida multiplicando-se o resultado da aplica&#231;&#227;o do m&#233;todo de Parkin por 7 (dias de uma semana), acrescido do n&#250;mero de dias real p&#243;s-parto.</p>
    <p>Objetivando manter diferencia&#231;&#227;o entre os dois grandes grupos submetidos &#224; compara&#231;&#227;o estat&#237;stica, foram exclu&#237;das do grupo prematuro as avalia&#231;&#245;es cuja idade corrigida fosse igual ou maior &#224; idade de termo (37 semanas, limite entre pr&#233;-termo e termo) menos 7 dias (grupo prematuros - NPT).</p>
    <p>Os dados do grupo de neonatos de termo (NT) foram obtidos de um banco de dados espec&#237;fico pertencente a um grupo de pesquisa sobre comportamento complexo e n&#227;o linear em seres humanos. Os indiv&#237;duos desse grupo nasceram todos ap&#243;s a 37&#170; semana de gesta&#231;&#227;o e foram avaliados at&#233; no m&#225;ximo o terceiro dia de vida, antes da alta hospitalar, e nenhum deles apresentava comorbidade.</p>
    <p>Os c&#225;lculos estat&#237;sticos relacionados &#224;s vari&#225;veis foram realizados com aux&#237;lio dos programas CDA_Pro, GraphPad InStat v. 3.06 e HRV analysis Software v. 1.1<sup>13</sup>. O teste estat&#237;stico utilizado para compara&#231;&#227;o entre os grupos foi o teste n&#227;o param&#233;trico de Kruskal-Wallis com compara&#231;&#245;es m&#250;ltiplas. Admitiu-se erro alfa de 5%, sendo considerados significantes valores de P menores ou iguais a 0,05.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A compara&#231;&#227;o entre os grupos NPT e NT foi realizada nos dom&#237;nios do tempo, frequ&#234;ncia e caos, objetivando-se analisar se o nascimento prematuro e, consequentemente, a imaturidade dos sistemas simp&#225;tico e parassimp&#225;tico poderiam influenciar diretamente no grau e no tipo de comportamento da variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca desses indiv&#237;duos.</p>
    <p>O grupo NPT foi composto por 48 avalia&#231;&#245;es em 27 pacientes prematuros, 16 do sexo masculino e 11, do feminino. O neonato submetido &#224; obten&#231;&#227;o mais precoce de dados tinha -69 (menos 69) dias de vida, enquanto o mais pr&#243;ximo do termo tinha -9 (menos 9) dias, m&#233;dia de -27,4 dias de idade corrigida. O peso m&#233;dio de nascimento foi de 1.476 g (770 g a 2.380 g), e nas avalia&#231;&#245;es subsequentes foi de 1.463 g (765 g a 2.380 g). Essa diferen&#231;a se deve ao fato de a maioria das avalia&#231;&#245;es ter sido realizada com poucos dias de vida, per&#237;odo no qual os NPT tendem a perda de peso.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; obten&#231;&#227;o de dados pelo equipamento Polar, foram desprezadas as amostras cujo erro (quantidade de artefatos) era maior que 10%, sendo a m&#233;dia final igual a 3,53% (0,1% a 9,3%). Os intervalos RR foram obtidos em per&#237;odo entre 11,5 e 46,5 minutos (m&#233;dia de 26,0 min.), com uma quantidade m&#233;dia total de 3.642 batimentos (1.641 a 6.380 batimentos). Para uniformidade comparativa sempre foram analisadas s&#233;ries temporais com 1.000 intervalos RR.</p>
    <p>Durante o tempo de interna&#231;&#227;o e, portanto, durante o tempo de capta&#231;&#227;o das amostras, dois neonatos prematuros evolu&#237;ram para &#234;xito letal: o primeiro deles estava em ventila&#231;&#227;o espont&#226;nea, com icter&#237;cia leve, falecendo no quinto dia de vida, horas ap&#243;s coleta de dados da segunda amostra, por broncoaspira&#231;&#227;o de leite seguida por parada cardiorrespirat&#243;ria; o segundo &#243;bito ocorreu em um rec&#233;m-nato de muito baixo peso (ao nascimento 770 g) e avaliado j&#225; no primeiro dia de vida, falecendo na segunda semana de vida por sepse associada &#224; pr&#243;pria prematuridade.</p>
    <p>Foram inclu&#237;das 78 avalia&#231;&#245;es de neonatos de termo (NT) com idade gestacional maior que 37 semanas, estando entre zero e tr&#234;s dias de vida (mediana de um dia). Essas idades estimularam o estabelecimento do j&#225; mencionado grupo NPT, na tentativa de maior diferencia&#231;&#227;o desse com o grupo NT. O peso m&#233;dio desse grupo ao nascimento foi de 3.085 g (1.940 a 3.985 g).</p>
    <p>Da mesma forma que na avalia&#231;&#227;o dos prematuros, a obten&#231;&#227;o de dados pelo Polar desprezou amostras cujo erro (quantidade de artefatos) era maior que 10%, sendo a m&#233;dia final igual a 4,1% (0,6% a 9,1%).</p>
    <p>Os intervalos RR foram obtidos em per&#237;odo entre 9,0 e 14,0 minutos (m&#233;dia de 11,0 min.), com uma quantidade m&#233;dia total de 1.499 batimentos (1.038 a 2.084 batimentos). Todas as vari&#225;veis nos diferentes dom&#237;nios, bem como seus respectivos valores, encontram-se na <xref ref-type="table" rid="t1">tabela 1</xref>.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0443-00059-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#245;es no dom&#237;nio do tempo</bold>
    </p>
    <p>Na an&#225;lise no dom&#237;nio do tempo foram utilizados os par&#226;metros RR m&#233;dio e seu desvio-padr&#227;o (conhecido com SDNN), vari&#225;vel essa presente na maioria dos trabalhos publicados sobre o assunto. O par&#226;metro raiz quadrada da m&#233;dia do quadrado dos intervalos RR (RMSSD) tamb&#233;m foi utilizado, para estimar a variabilidade dos intervalos RR em per&#237;odo curto de tempo.</p>
    <p>O &#237;ndice SDNN representa as atividades simp&#225;tica e parassimp&#225;tica. J&#225; o &#237;ndice RMSSD representa somente a atividade parassimp&#225;tica. Por &#250;ltimo, os intervalos foram analisados com auxilio do Gr&#225;fico de Poincar&#233;, no qual dois batimentos subsequentes s&#227;o correlacionados obtendo-se, dessa forma, os desvios-padr&#227;o das variabilidades de curto prazo, SD1 (refletindo o sistema nervoso parassimp&#225;tico) e de longo prazo, SD2 (relacionado ao sistema nervoso simp&#225;tico). Ao se dividir SD1 por SD2, obt&#233;m-se a rela&#231;&#227;o do balan&#231;o entre os dois sistemas (parassimp&#225;tico/simp&#225;tico).</p>
    <p>As vari&#225;veis RR m&#233;dio, SDNN e RMSSD apresentaram pelo Teste n&#227;o param&#233;trico de Kruskal-Wallis com compara&#231;&#245;es m&#250;ltiplas diferen&#231;a estatisticamente significante entre os grupos NT contra NPT (p &lt; 0,0001), o mesmo ocorrendo com a vari&#225;vel SD1/SD2 (p = 0,04).</p>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#245;es no dom&#237;nio da frequ&#234;ncia</bold>
    </p>
    <p>Foi utilizado o algoritmo transformador de Fourier para decompor s&#233;ries sequenciais de intervalos RR em diferentes amplitudes e frequ&#234;ncias, obtendo-se, dessa forma, os dados de VLF, LF (relacionado especialmente ao comportamento do sistema simp&#225;tico) e HF (relacionado basicamente ao sistema parassimp&#225;tico).</p>
    <p>O c&#225;lculo da rela&#231;&#227;o LF/HF &#233; outra forma de se estabelecer a rela&#231;&#227;o entre os dois componentes do sistema nervoso aut&#244;nomo, dessa vez indicando o balan&#231;o simp&#225;tico/parassimp&#225;tico.</p>
    <p>As vari&#225;veis VLF, LF e HF apresentaram, pelo teste n&#227;o param&#233;trico de Kruskal-Wallis com compara&#231;&#245;es m&#250;ltiplas, diferen&#231;a estatisticamente significante entre os grupos NT contra NPT (p &lt; 0,0001), bem como a vari&#225;vel LF/HF (p = 0,0149).</p>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#245;es no dom&#237;nio do caos</bold>
    </p>
    <p>As vari&#225;veis estudadas no dom&#237;nio do caos foram o Coeficiente de Autocorrela&#231;&#227;o (TAU) e sua Normaliza&#231;&#227;o (TAU<sub>(n)</sub>), o expoente de Lyapunov (LE) e a Entropia.</p>
    <p>As vari&#225;veis Coeficiente de TAU, TAU<sub>(n),</sub> Expoente de Lyapunov e Entropia apresentaram pelo teste n&#227;o param&#233;trico de Kruskal-Wallis com compara&#231;&#245;es m&#250;ltiplas diferen&#231;a estatisticamente significante entre os grupos NT contra NPT, respectivamente p = 0,0008, p = 0,0008, p &lt; 0,0001 e p = 0,0079.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Desde que se cogitou sua aplicabilidade para o organismo humano, a avalia&#231;&#227;o da din&#226;mica n&#227;o linear da variabilidade card&#237;aca tem sido utilizada para avalia&#231;&#227;o de sa&#250;de em uma s&#233;rie de situa&#231;&#245;es, como estratifica&#231;&#227;o de risco em pacientes cardiol&#243;gicos, por exemplo<sup>14</sup>. &#192; medida que esses ensaios foram se concretizando, cada vez mais tem sido caracterizada a rela&#231;&#227;o direta entre a maior capacidade de adapta&#231;&#227;o do organismo a diferentes situa&#231;&#245;es (grande variabilidade) com o bin&#244;mio sa&#250;de-doen&#231;a. A variabilidade card&#237;aca seria, portanto, apenas um dos reflexos resultantes das diversas e complexas rea&#231;&#245;es org&#226;nicas simult&#226;neas que ocorrem no todo, e qualquer situa&#231;&#227;o que modifique o estado natural do organismo poderia tamb&#233;m alterar esse reflexo<sup>15</sup>.</p>
    <p>Certamente, a idade tem grande influ&#234;ncia sobre esse balan&#231;o dos sistemas simp&#225;tico e parassimp&#225;tico, sabendo-se que quanto maior a idade, menor a variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca; ou seja, as pessoas idosas apresentam variabilidade bem menor que os adultos jovens. Essa rela&#231;&#227;o, por&#233;m, se inverte quando se vai dos adultos jovens em dire&#231;&#227;o aos rec&#233;m-natos, tendo esses variabilidade menor que os adultos jovens provavelmente em decorr&#234;ncia de um sistema nervoso aut&#244;nomo ainda n&#227;o completamente desenvolvido. Isso tem sido bem demonstrado na literatura, mas os dados relatando avalia&#231;&#245;es comparativas entre neonatos a termo e prematuros s&#227;o escassos, mormente acrescentando avalia&#231;&#227;o no dom&#237;nio do caos (n&#227;o linear).</p>
    <p>Considerando-se o exposto, seria correto supor que neonatos de termo tenham padr&#227;o de comportamento mais ca&#243;tico (ou menos linear) que os prematuros, j&#225; que estes &#250;ltimos, al&#233;m de ainda n&#227;o terem seu balan&#231;o dos sistemas simp&#225;tico-parassimp&#225;tico bem estabelecido, tamb&#233;m podem ser considerados "menos saud&#225;veis" dentro do conceito de bin&#244;mio sa&#250;de-doen&#231;a. Essa l&#243;gica explica-se de maneira f&#225;cil, pois algum fator intr&#237;nseco ou extr&#237;nseco obrigatoriamente ocorreu para que se justifique o parto antes do considerado termo, 37 semanas. Espera-se tamb&#233;m que diferentes faixas et&#225;rias e a exist&#234;ncia ou n&#227;o de comorbidades alterem os resultados das vari&#225;veis usadas na avalia&#231;&#227;o do padr&#227;o de comportamento n&#227;o linear.</p>
    <p>Objetivou-se ent&#227;o com este estudo esclarecer se, pela imaturidade do sistema nervoso decorrente da prematuridade, haveria diferen&#231;a significativa entre o comportamento ca&#243;tico daqueles dois grupos: neonatos de termo e prematuros.</p>
    <p>Como o grupo NT era formado por pacientes com idade de 1 at&#233; 3 dias de vida e em raz&#227;o das limita&#231;&#245;es do m&#233;todo de Parkin (dado em semanas), o grupo NPT foi formado apenas pelos casos com idade gestacional corrigida menor que o termo menos 7 dias.</p>
    <p>A vari&#225;vel de essencial import&#226;ncia no dom&#237;nio do tempo &#233; a m&#233;dia dos intervalos RR, pois &#233; a partir da sua compara&#231;&#227;o com as flutua&#231;&#245;es nos batimentos card&#237;acos que os demais c&#225;lculos estat&#237;sticos s&#227;o realizados. As quatro vari&#225;veis estudadas nesse dom&#237;nio - RR m&#233;dio, SDNN, RMSSD e SD1/SD2 - demonstraram diferen&#231;a estatisticamente significantes entre os grupos NPT e NT. O RR m&#233;dio foi significativamente superior nos NT, comparados com os NPT, assim como o SDNN, que compara aquela m&#233;dia com suas flutua&#231;&#245;es. O SDNN tem maior expressividade quando a coleta de dados &#233; realizada em um per&#237;odo longo de tempo, geralmente em 24 horas, mas, mesmo assim, neste estudo, a VFC dos neonatos de termo mostrou-se significantemente superior &#224; dos prematuros. J&#225; a raiz quadrada da m&#233;dia do quadrado dos intervalos RR (RMSSD) expressa melhor essas flutua&#231;&#245;es em per&#237;odo curto de tempo. Nessa vari&#225;vel, o resultado das m&#233;dia e mediana foram tamb&#233;m significativamente superiores nos NT. Isso significa dizer que os neonatos de termo tiveram maiores flutua&#231;&#245;es dos batimentos card&#237;acos em rela&#231;&#227;o &#224; sua m&#233;dia em todas as vari&#225;veis no dom&#237;nio do tempo e, portanto, tiveram maior variabilidade.</p>
    <p>Uma das maneiras de se comparar as variabilidades de curto e longo prazos &#233; expressar essas duas manifesta&#231;&#245;es graficamente em um histograma composto por um determinado batimento card&#237;aco na ordenada e seu antecessor na abscissa, o chamado Gr&#225;fico de Poincar&#233;. Quando os pontos desse gr&#225;fico encontram-se dispersos, significa que essa amostra &#233; aleat&#243;ria (um batimento tem pouca rela&#231;&#227;o com outro). Nas amostras que obedecem a um padr&#227;o ca&#243;tico, o gr&#225;fico apresenta-se no formato de uma elipse ou ramalhete. Dessa amostra gr&#225;fica adquirem-se os valores dos desvios-padr&#227;o 1 e 2 (SD1 e SD2), que correspondem, respectivamente, a variabilidade card&#237;aca em curto prazo, reflexo do sistema nervoso parassimp&#225;tico, e em longo prazo, reflexo do sistema nervoso simp&#225;tico. Ent&#227;o, ao se dividir SD1 por SD2, obt&#233;m-se a rela&#231;&#227;o entre esses dois sistemas. Em n&#250;meros absolutos, os valores de SD1/SD2 foram menores para os prematuros, se comparados com os neonatos de termo, significando maior influ&#234;ncia do sistema nervoso simp&#225;tico naquele grupo.</p>
    <p>A principal vantagem em se avaliar amostras no dom&#237;nio da frequ&#234;ncia &#233; que na estratifica&#231;&#227;o da an&#225;lise espectral dos intervalos RR &#233; poss&#237;vel caracterizar oscila&#231;&#245;es espec&#237;ficas, depurando-se a influ&#234;ncia de fatores como a press&#227;o arterial e a ventila&#231;&#227;o, por exemplo, que podem influenciar a variabilidade card&#237;aca. O valor final em hertz &#233; obtido pela aplica&#231;&#227;o do algoritmo transformador de Fourier, que decomp&#245;e s&#233;ries sequenciais de intervalos RR em diferentes amplitudes e frequ&#234;ncias, sendo esse resultado dividido pela m&#233;dia do intervalo RR.</p>
    <p>Dentro da banda da alta frequ&#234;ncia, acima de 0,15 Hz, encontramos picos de onda que correspondem &#224; arritmia sinusal respirat&#243;ria. Os valores superiores de pot&#234;ncia HF dos NT (m&#233;dia de 33 ms<sup>2</sup>) se comparados com NPT (11,4 ms<sup>2</sup>) poderiam ser ent&#227;o explicados pelo tipo de ventila&#231;&#227;o dos pacientes, j&#225; que no caso do grupo de termo todos estavam em ventila&#231;&#227;o espont&#226;nea, contra 87,5% a 89% nos prematuros. A mesma diferen&#231;a significativa ocorreu quando se compararam NT e NPT nas bandas de baixa e muito baixa frequ&#234;ncia, demonstrando que a diferen&#231;a entre esses grupos &#233; maior que a causada apenas por "ru&#237;dos" intr&#237;nsecos (barorreceptores, termorreceptores etc).</p>
    <p>No dom&#237;nio do caos, o coeficiente TAU autocorrelaciona batimento com batimento, analisando o n&#250;mero de batimentos necess&#225;rios para que a autocorrela&#231;&#227;o caia abaixo do limite de 36%; ou seja, quantifica a regularidade dos batimentos. Se essa queda &#233; muito r&#225;pida, o indiv&#237;duo tem comportamento mais aleat&#243;rio, ao passo que, se for muito lenta, &#233; mais linear. Por isso, al&#233;m do TAU obtido pelos programas estat&#237;sticos, procedeu-se a uma corre&#231;&#227;o desse valor pela frequ&#234;ncia card&#237;aca, partindo-se do princ&#237;pio de que quanto maior esse valor, mais r&#225;pido ocorrer&#225; a queda do expoente.</p>
    <p>Os valores de TAU corrigidos pela frequ&#234;ncia foram designados de TAU Normalizado (TAU(n)), e na compara&#231;&#227;o entre os pacientes estudados demonstrou diferen&#231;a estatisticamente significativa entre os neonatos de termo e os prematuros. Demonstrou-se maior lentid&#227;o na queda da curva e menor diferen&#231;a na compara&#231;&#227;o batimento a batimento do grupo de prematuros em rela&#231;&#227;o aos pacientes nascidos a termo, ou seja, maior padr&#227;o linear no primeiro comparado ao segundo.</p>
    <p>O expoente de Lyapunov mede o "Efeito Borboleta", ou as mudan&#231;as dos resultados finais em rela&#231;&#227;o &#224;s altera&#231;&#245;es dos dados iniciais, mesmo que essas sejam muito pequenas. Matematicamente, quanto mais seu resultado se aproxima de 1, maior &#233; o padr&#227;o ca&#243;tico, e quanto mais pr&#243;ximo de zero, maior o padr&#227;o linear. Usamos o menor valor de entrada no programa CDA_PRO que &#233; D3/N1 (dimens&#227;o 3 e <italic>delay</italic> 1), que significa compara&#231;&#227;o sequencial de grupos de 3 RR consecutivos com intervalo de um batimento entre cada grupo. Para o expoente de Lyapunov, NPT &#233; significativamente diferente de NT, com p &lt; 0,0001. Ainda, ao observarem-se valores absolutos, o grupo dos NT aproximou-se mais do valor de um no LE do que os NPT; esse fato se explica pela prov&#225;vel imaturidade do sistema nervoso aut&#244;nomo desse grupo, apresentando-se mais linear que o de termo em termos comparativos.</p>
    <p>Entropia &#233; a energia gasta para produzir trabalho. Quanto mais linear o comportamento do indiv&#237;duo, maior sua entropia positiva, pois maior &#233; a perda irrecuper&#225;vel de energia para o universo. Considerando-se, por&#233;m, a entropia n&#227;o como entropia-estado, mas como entropia-conceito, e com base na Teoria da Informa&#231;&#227;o (Entropia de Shannon), extrapola-se que em s&#233;ries temporais essa perda de energia equivaleria &#224; perda progressiva da capacidade de adapta&#231;&#227;o; ou seja, a perda de informa&#231;&#227;o at&#233; atingir-se o padr&#227;o mais linear poss&#237;vel - a morte -, momento de Entropia positiva m&#225;xima. Matematicamente, no c&#225;lculo da entropia de Shannon o sinal &#233; negativo; ou seja, quanto maior o valor da entropia, mais informa&#231;&#227;o e consequentemente maior adaptabilidade ao meio ambiente.</p>
    <p>Na an&#225;lise estat&#237;stica foram utilizados os par&#226;metros D10N1, que significam compara&#231;&#227;o sequencial de grupos de 10 RR consecutivos com intervalo de um batimento entre cada grupo. A Entropia dos pacientes prematuros foi discreta mas estatisticamente menor que daqueles a termo, demonstrando que o primeiro grupo, por ter menor idade relativa, possui menor potencial bi&#243;tico.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; compara&#231;&#227;o de dados epidemiol&#243;gicos, parece &#243;bvio afirmar que, para o parto prematuro ter ocorrido, a gesta&#231;&#227;o teve algum tipo de intercorr&#234;ncia, em contraste com o grupo controle formado exclusivamente por neonatos nascidos de termo e saud&#225;veis. Os motivos para a prematuridade do parto podem ser v&#225;rios como processos infecciosos maternos, oligo-hidr&#226;mnio ou incontin&#234;ncia de colo uterino, por exemplo. Procurou-se, portanto, com a obten&#231;&#227;o dos dados epidemiol&#243;gicos, caracterizar-se o motivo da prematuridade, bem como poss&#237;veis fatores p&#243;s-natais que atuassem como comorbidades. S&#227;o essas diferentes causas de prematuridade que explicam pesos de nascimento t&#227;o diferentes para neonatos com a mesma idade gestacional, mas essa vari&#225;vel n&#227;o se mostrou estatisticamente significativa na compara&#231;&#227;o entre os prematuros. Os demais dados epidemiol&#243;gicos, em especial o tipo de ventila&#231;&#227;o e a presen&#231;a de escore hematol&#243;gico de infec&#231;&#227;o, n&#227;o puderam ser mais bem avaliados porque n&#227;o s&#227;o dados evolutivos como a idade.</p>
    <p>Por fim, a coleta de dados revelou dois pacientes que foram a &#243;bito. As circunst&#226;ncias que envolveram esses &#234;xitos letais foram bastante diferentes. Um dos pacientes foi submetido &#224; sua segunda avalia&#231;&#227;o no quinto dia de vida, fora da incubadora aquecida, sem infec&#231;&#227;o e com alimenta&#231;&#227;o plena por via oral. Algumas horas depois dessa avalia&#231;&#227;o, apresentou parada cardiorrespirat&#243;ria s&#250;bita ap&#243;s mamada, sendo encontrado leite na via a&#233;rea durante procedimento de intuba&#231;&#227;o orotraqueal. Para esse caso, o valor de SDNN foi de 25, muito mais pr&#243;ximo da m&#233;dia dos NT (22,6) do que de NPT (13,8). O mesmo padr&#227;o ocorreu para TAU<sub>(n)</sub>, com valor de 9,4, que &#233; relativamente baixo e mais compat&#237;vel com o grupo NT que teve m&#233;dia de 19,3 do que com o grupo NPT com m&#233;dia de 30,3. Esses dados podem significar que o evento que implicou no &#243;bito desse paciente foi acidental, pois sua VFC e seu padr&#227;o ca&#243;tico se aproximavam dos neonatos de termo<sup>16</sup>.</p>
    <p>O segundo &#243;bito ocorreu no paciente mais prematuro e de menor peso da amostra. A &#250;nica avalia&#231;&#227;o foi realizada no primeiro dia de vida, e demonstrou SDNN de 15 e TAU<sub>(n)</sub> de 31,6. Ao contr&#225;rio do exposto antes, a compara&#231;&#227;o desses valores com os obtidos nas m&#233;dias dos grupos NT e NPT aproxima esse caso muito mais dos prematuros e da linearidade, do que do padr&#227;o ca&#243;tico. Esse paciente teve evolu&#231;&#227;o insatisfat&#243;ria, com a pr&#243;pria prematuridade aliada &#224; septicemia, levando ao &#234;xito letal, sugerindo o potencial cl&#237;nico-diagn&#243;stico da avalia&#231;&#227;o da variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Neonatos prematuros exibem comportamento menos complexo da variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca que neonatos de termo, fato comprovado nos dom&#237;nios do tempo, da frequ&#234;ncia e do caos. Isso deve ser interpretado como indicativo de menor desenvolvimento neurol&#243;gico, fato esse que foi independente da idade gestacional corrigida, pois os prematuros apresentaram variabilidade significantemente menor que os rec&#233;m-nascidos normais. O estudo da variabilidade card&#237;aca nesse grupo pode ser considerado como uma ferramenta a mais na avalia&#231;&#227;o da matura&#231;&#227;o auton&#244;mica e consequentemente da progress&#227;o para eutrofia. Estudos posteriores poder&#227;o detectar a partir de que idade os prematuros atingem o desenvolvimento encontrado em um rec&#233;m-nascido a termo.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Moacir Fernandes de Godoy </p>
        <p> Rua Garabed Karabashian, 570 - Mansur Daud </p>
        <p> 15070-600 - S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="moacirgodoy@cardiol.br">moacirgodoy@cardiol.br</email>
        </p>
        <p>
          <email xlink:href="mfgodoy@netsite.com.br">mfgodoy@netsite.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 13/04/10; revisado recebido em 14/03/11; aceiro em 14/03/11.</p>
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          <article-title>Software for advanced HRV analysis</article-title>
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        <element-citation publication-type="book">
          <source>Variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca no dom&#237;nio do caos como preditora de morbimortalidade em pacientes submetidos &#224; cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio</source>
          <date>
            <year>2007</year>
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          <article-title>Nonlinear analysis of EEG signals at different mental states</article-title>
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          <article-title>Respiratory and heart rate patterns in infants destined to be victims of sudden infant death syndrome: average rates and their variability measured over 24 hours</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Variabilidad de la frecuencia card&#237;aca en neonatos prematuros y de t&#233;rmino</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Varias publicaciones han demostrado la importancia del sistema nervioso aut&#243;nomo por medio de los componentes simp&#225;tico y parasimp&#225;tico en el manejo de la interacci&#243;n entre las diferentes partes del organismo humano. Esos estudios aplicaron t&#233;cnicas lineales y no lineales (Teor&#237;a del Caos) de evaluaci&#243;n en diferentes situaciones, enfermedades y franjas et&#225;reas, teniendo como herramienta la variabilidad de la frecuencia card&#237;aca (VFC). OBJETIVO: Aplicar los conocimientos de las din&#225;micas lineal y no lineal en la evaluaci&#243;n de neonatos prematuros (NPT), analizando su VFC y compar&#225;ndola con neonatos de t&#233;rmino (NT) sanos. M&#201;TODOS: Cuarenta y ocho neonatos prematuros con diferentes edades gestacionales tuvieron captados sus latidos card&#237;acos con auxilio del equipamiento Polar Advanced S810i y su VFC obtenida por el registro de los intervalos RR. La VFC fue analizada en los dominios del tiempo (SDNN, RMSSD, SD1/SD2), de la frecuencia (VLF, LF, HF y la relaci&#243;n LF/HF) y del caos (TAU y su normalizaci&#243;n [TAU(n)], Exponente de Lyapunov y Entrop&#237;a). Los NPT fueron comparados con un grupo de 78 NT sanos y sin intercurrencias perinatales con auxilio del test no param&#233;trico de Kruskal-Wallis. RESULTADOS: Se detect&#243; diferencia estad&#237;sticamente significativa entre los grupos para todas las variables estudiadas, tanto en el dominio del tiempo como en los de la frecuencia y del caos. CONCLUSI&#211;N: Neonatos prematuros exhiben comportamiento menos complejo de la variabilidad de la frecuencia card&#237;aca que neonatos de t&#233;rmino, hecho comprobado en los dominios del tiempo, de la frecuencia y del caos. El estudio de la variabilidad card&#237;aca en ese grupo puede ser considerado una herramienta m&#225;s en la evaluaci&#243;n de la maduraci&#243;n auton&#243;mica y, consecuentemente, de la progresi&#243;n a eutrofia.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Frecuencia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>reci&#233;n nacido</kwd>
        <kwd>din&#225;mica no lineal</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="ab-body2">
          <label>
            <bold>Variabilidad de la frecuencia card&#237;aca en neonatos prematuros y de t&#233;rmino</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Fabio Augusto Selig; Emanuele Renata Tonolli; &#201;rico Vinicius Campos Moreira da Silva; Moacir Fernandes de Godoy</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Varias publicaciones han demostrado la importancia del sistema nervioso aut&#243;nomo por medio de los componentes simp&#225;tico y parasimp&#225;tico en el manejo de la interacci&#243;n entre las diferentes partes del organismo humano. Esos estudios aplicaron t&#233;cnicas lineales y no lineales (Teor&#237;a del Caos) de evaluaci&#243;n en diferentes situaciones, enfermedades y franjas et&#225;reas, teniendo como herramienta la variabilidad de la frecuencia card&#237;aca (VFC).</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Aplicar los conocimientos de las din&#225;micas lineal y no lineal en la evaluaci&#243;n de neonatos prematuros (NPT), analizando su VFC y compar&#225;ndola con neonatos de t&#233;rmino (NT) sanos.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Cuarenta y ocho neonatos prematuros con diferentes edades gestacionales tuvieron captados sus latidos card&#237;acos con auxilio del equipamiento Polar Advanced S810i y su VFC obtenida por el registro de los intervalos RR. La VFC fue analizada en los dominios del tiempo (SDNN, RMSSD, SD1/SD2), de la frecuencia (VLF, LF, HF y la relaci&#243;n LF/HF) y del caos (TAU y su normalizaci&#243;n [TAU(n)], Exponente de Lyapunov y Entrop&#237;a). Los NPT fueron comparados con un grupo de 78 NT sanos y sin intercurrencias perinatales con auxilio del test no param&#233;trico de Kruskal-Wallis.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Se detect&#243; diferencia estad&#237;sticamente significativa entre los grupos para todas las variables estudiadas, tanto en el dominio del tiempo como en los de la frecuencia y del caos.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Neonatos prematuros exhiben comportamiento menos complejo de la variabilidad de la frecuencia card&#237;aca que neonatos de t&#233;rmino, hecho comprobado en los dominios del tiempo, de la frecuencia y del caos. El estudio de la variabilidad card&#237;aca en ese grupo puede ser considerado una herramienta m&#225;s en la evaluaci&#243;n de la maduraci&#243;n auton&#243;mica y, consecuentemente, de la progresi&#243;n a eutrofia.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Frecuencia card&#237;aca, reci&#233;n nacido, din&#225;mica no lineal.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>A comienzos del siglo XX, el fisi&#243;logo norteamericano Walter Bradford Cannon estableci&#243; el concepto de homeostasia cuyo significado consist&#237;a en la propiedad autorreguladora de un sistema u organismo de mantener su medio interno en estado estable a pesar de una compleja dinamicidad, en que la interacci&#243;n de diversos componentes y su constante renovaci&#243;n mantienen el adecuado funcionamiento del organismo. Se sabe que los organismos biol&#243;gicos son sistemas complejos y que, en regla general, tienen un comportamiento no lineal. Los sistemas complejos no lineales son encuadrados en una l&#237;nea de pensamiento a la cual se convino en llamar Teor&#237;a del Caos.</p>
      <p>El comportamiento ca&#243;tico es caracter&#237;stico de sistemas en los cuales, a pesar de la aparente aleatoriedad, existe un orden oculto, siendo din&#225;micos, deterministas, regidos por ecuaciones no lineales y altamente sensibles a las condiciones iniciales. Esa no linealidad es esencial para la vida, pues es ella la que mantiene la homeostasia del organismo. Se puede, entonces, inferir que el comportamiento ca&#243;tico, cuando est&#225; relacionado a los sistemas biol&#243;gicos, indica funcionamiento adecuado, siendo, por lo tanto, relacionado a la salud, y no al contrario, como el concepto vern&#225;culo del t&#233;rmino caos podr&#237;a sugerir.</p>
      <p>Diferentemente del concepto de equilibrio, en el cual no ocurren interacciones, mantener la homeostasia significa mantener la estabilidad del organismo a lo largo del tiempo, siendo necesario para eso que haya peque&#241;os cambios y adaptaciones a cada momento, aun tan sutiles que pasen inadvertidas. Cuanto m&#225;s joven y sano es el individuo adulto, mayor es su capacidad de mantener la estabilidad. Uno de los elementos fundamentales para que ocurra esa estabilidad es el adecuado balance simp&#225;tico-parasimp&#225;tico. Diversos estudios en la literatura<sup>1,2</sup> demostraron que, cuanto m&#225;s inadecuado es el funcionamiento del sistema nervioso aut&#243;nomo, m&#225;s el organismo humano tiende a perder el comportamiento ca&#243;tico tendiendo a la linealidad. Eso tambi&#233;n parece ser v&#225;lido para reci&#233;n nacidos, especialmente en los prematuros, una vez que el sistema nervioso aun no est&#225; completamente maduro en ese grupo de individuos<sup>3</sup>.</p>
      <p>El concepto actual de homeostasia, por lo tanto, se refiere a una tendencia del organismo a mantener una relativa regularidad en las funciones org&#225;nicas, regulada por el sistema nervioso aut&#243;nomo v&#237;a componentes simp&#225;tico y parasimp&#225;tico y bajo influencia de los diferentes sistemas (end&#243;crino, cardiovascular etc) y del medio externo. Partiendo de esa premisa, cualquier par&#225;metro fisiol&#243;gico que pueda ser mapeado o registrado, como temperatura, presi&#243;n arterial, est&#225;ndar respiratorio o marcha, podr&#237;a reflejar el mayor o menor grado de comportamiento ca&#243;tico del organismo<sup>4</sup>. Uno de los par&#225;metros m&#225;s utilizados en la literatura para an&#225;lisis del est&#225;ndar ca&#243;tico son las fluctuaciones espont&#225;neas que pueden ser observadas en la frecuencia card&#237;aca, denominadas en conjunto de Variabilidad de la Frecuencia Card&#237;aca (VFC). Desde que la magnitud de esa fluctuaci&#243;n pudo ser medida, la VFC pudo, paralelamente, ser ampliamente estudiada y comparada por diferentes abordajes. Ella puede ser analizada bajo tres focos espec&#237;ficos, llamados dominios - del tiempo, de la frecuencia y del caos<sup>5,6</sup>.</p>
      <p>Fueron por lo tanto objetivos de este estudio:</p>
      <disp-quote>
        <p>1. Caracterizar el est&#225;ndar de la variabilidad de la frecuencia card&#237;aca en los dominios del tiempo, de la frecuencia y del caos en neonatos prematuros, y acompa&#241;ar la evoluci&#243;n de ese est&#225;ndar con la maduraci&#243;n del sistema nervioso aut&#243;nomo;</p>
        <p>2. Caracterizar las diferencias de comportamiento de la variabilidad de la frecuencia card&#237;aca de neonatos prematuros de acuerdo con la edad gestacional y comparativamente a un grupo de neonatos de t&#233;rmino.</p>
      </disp-quote>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>El estudio fue iniciado en el a&#241;o 2005, despu&#233;s de su aprobaci&#243;n por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n con Seres Humanos, de la Instituci&#243;n. Despu&#233;s de explicaci&#243;n del estudio a los padres y/o responsables y firma del t&#233;rmino de consentimiento aclarado, as&#237; como autorizaci&#243;n de las jefaturas responsables por las unidades de terapia intensiva neonatal donde se realizaron las colectas de datos, fueron aplicados cuestionarios, obtenidos datos relevantes de la historia cl&#237;nica y realizadas evaluaciones f&#237;sicas para caracterizaci&#243;n de los siguientes aspectos: identificaci&#243;n, sexo, tipo de parto (vaginal o ces&#225;rea), n&#250;mero de gestaciones maternas (individualiz&#225;ndose n&#250;mero de partos vaginales, ces&#225;reas y abortos), edad gestacional al nacimiento por el m&#233;todo de Parkin<sup>7</sup>, peso de nacimiento y su caracterizaci&#243;n en percentil del valor normal de acuerdo con la edad gestacional, peso en el momento de la evaluaci&#243;n, &#237;ndice de APGAR<sup>8</sup> en el primer y quinto minutos, edad en d&#237;as de vida en el momento de la evaluaci&#243;n, tipo de ventilaci&#243;n (espont&#225;nea, asistida con dispositivos de presi&#243;n positiva o mec&#225;nica), fracci&#243;n de ox&#237;geno ofrecida y existencia y caracterizaci&#243;n de comorbilidades.</p>
      <p>Por los protocolos de diagn&#243;stico de posibles causas para prematuridad en los servicios en donde la colecta de datos fue realizada, todos los neonatos prematuros fueron sometidos a ex&#225;menes de laboratorio de hemograma completo, prote&#237;na C reactiva y gasometr&#237;a arterial en el momento de la primera evaluaci&#243;n de la variabilidad card&#237;aca. En las evaluaciones subsecuentes, los ex&#225;menes solamente fueron realizados en la existencia de criterio cl&#237;nico justificable. Esos datos fueron comparados a las comorbilidades, para obtenci&#243;n de par&#225;metros num&#233;ricos de caracterizaci&#243;n de procesos infecciosos y oxigenaci&#243;n/ventilaci&#243;n. El peso de nacimiento fue caracterizado de acuerdo con el sexo y la curva de crecimiento intrauterina<sup>9</sup>, siendo clasificado seg&#250;n ese percentil.</p>
      <p>Para evaluaci&#243;n de la vigencia o no de proceso infeccioso activo, fueron utilizados el hemograma completo y la prote&#237;na C reactiva dentro del escore hematol&#243;gico de Rodwell<sup>10</sup>. El grado de compromiso pulmonar fue evaluado y comparado entre pacientes del mismo nivel, utilizando los par&#225;metros de modo ventilatorio - espont&#225;neo, ox&#237;geno inhalatorio, ventilaci&#243;n no invasiva con presi&#243;n positiva [CPAP] o ventilaci&#243;n mec&#225;nica - y gasometr&#237;a arterial - pH, pCO<sub>2</sub>, pO<sub>2</sub> y saturaci&#243;n de O<sub>2</sub>.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de la variabilidad card&#237;aca</bold>
      </p>
      <p>La variabilidad card&#237;aca puede ser definida como la cantidad de fluctuaciones en el ritmo o frecuencia card&#237;aca en comparaci&#243;n al ritmo card&#237;aco medio, y puede ser una herramienta &#250;til en la evaluaci&#243;n del sistema nervioso aut&#243;nomo por sus componentes simp&#225;tico y parasimp&#225;tico y su balance, y de su reflejo en el sistema de control cardiorrespiratorio. La colecta de datos y el an&#225;lisis de la variabilidad son de f&#225;cil realizaci&#243;n, son no invasivas, y tienen buena reproductibilidad bajo circunstancias adecuadas.</p>
      <p>Los datos electrocardiogr&#225;ficos (1.000 intervalos RR consecutivos) fueron captados digitalmente en un aparato POLAR ADVANCED S810i, ya validado para esa finalidad<sup>11,12</sup> y transferidos a una computadora para su an&#225;lisis. La t&#233;cnica de captaci&#243;n de los intervalos RR en neonatos prematuros puede ser facilitada adaptando el captador a electrodos comunes utilizados en monitoreo card&#237;aco seg&#250;n muestra la <xref ref-type="fig" rid="es_a03fig01-body2">figura 1</xref>. Esos intervalos fueron filtrados digitalmente para eliminaci&#243;n de latidos prematuros y ruidos y, enseguida, reanalizados manualmente para exclusi&#243;n de artefactos residuales. Solamente las series temporales con menos de 10% de artefactos fueron incluidas para an&#225;lisis.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a03fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0443-00059-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Las variables analizadas en el dominio del tiempo fueron el intervalo RR medio, la desviaci&#243;n-est&#225;ndar entre latidos normales (SDNN), la ra&#237;z cuadrada de la media del cuadrado de las diferencias entre intervalos RR adyacentes (RMSDD) y la relaci&#243;n entre las desviaciones-est&#225;ndar 1 y 2 obtenidos por el gr&#225;fico de Poincar&#233;-Bendixson (SD1/SD2).</p>
      <p>Para el dominio de la frecuencia, fueron utilizadas las variables muy baja frecuencia (VLF), baja frecuencia (LF) y alta frecuencia (HF), as&#237; como la relaci&#243;n entre LF y HF.</p>
      <p>La evaluaci&#243;n en el dominio del Caos utiliz&#243; las variables coeficiente de autocorrelaci&#243;n (TAU), exponente de Lyapunov (LE) y Entrop&#237;a, ampliamente utilizados en la literatura para caracterizaci&#243;n de comportamiento ca&#243;tico en una gran variedad de situaciones cl&#237;nicas. Como el coeficiente de autocorrelaci&#243;n depende directamente de la frecuencia card&#237;aca, se procedi&#243; a una correcci&#243;n del TAU de acuerdo con esta, denominado coeficiente de TAU normalizado (TAU<sub>(n)</sub>).</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Evaluaciones secuenciales en el mismo paciente fueron consideradas, para efectos estad&#237;sticos, como casos nuevos, no siendo realizada comparaci&#243;n evolutiva de cada individuo o intragrupo, pero s&#237; entre las medianas del grupo como un todo con las medianas de un grupo de neonatos de t&#233;rmino (GRUPO NT) utilizado como control. Para c&#225;lculo de las variables LE y Entrop&#237;a se utilizaron, respectivamente, las dimensiones 3 y 10 con <italic>delay</italic> de 1 en ambos casos. La edad gestacional corregida fue obtenida multiplicando el resultado de la aplicaci&#243;n del m&#233;todo de Parkin por 7 (d&#237;as de una semana), m&#225;s el n&#250;mero de d&#237;as real postparto.</p>
      <p>Buscando mantener diferenciaci&#243;n entre los dos grandes grupos sometidos a comparaci&#243;n estad&#237;stica, fueron excluidas del grupo prematuro las evaluaciones cuya edad corregida fuese igual o mayor a la edad de t&#233;rmino (37 semanas, limite entre pre-t&#233;rmino y t&#233;rmino) menos 7 d&#237;as (grupo prematuros - NPT).</p>
      <p>Los datos del grupo de neonatos de t&#233;rmino (NT) fueron obtenidos de un banco de datos espec&#237;fico perteneciente a un Grupo de Investigaci&#243;n sobre comportamiento complejo y no lineal en seres humanos. Los individuos de ese grupo nacieron todos despu&#233;s de la 37&#170; semana de gestaci&#243;n y fueron evaluados como m&#225;ximo hasta el tercer d&#237;a de vida, antes del alta hospitalaria, y ninguno de ellos presentaba comorbilidad.</p>
      <p>Los c&#225;lculos estad&#237;sticos relacionados a las variables fueron realizados con auxilio de los programas CDA_Pro, GraphPad InStat v. 3.06 y HRV analysis Software v. 1.1<sup>13</sup>. El test estad&#237;stico utilizado para comparaci&#243;n entre los grupos fue el test no param&#233;trico de Kruskal-Wallis con comparaciones m&#250;ltiples. Se admiti&#243; error alfa de 5%, siendo considerados significativos valores de P menores o iguales a 0,05.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>La comparaci&#243;n entre los grupos NPT y NT fue realizada en los dominios del tiempo, frecuencia y caos, buscando analizar si el nacimiento prematuro y, consecuentemente, la inmadurez de los sistemas simp&#225;tico y parasimp&#225;tico podr&#237;an influenciar directamente en el grado y en el tipo de comportamiento de la variabilidad de la frecuencia card&#237;aca de esos individuos.</p>
      <p>El grupo NPT fue compuesto por 48 evaluaciones en 27 pacientes prematuros, 16 del sexo masculino y 11, del femenino. El neonato sometido a la obtenci&#243;n m&#225;s precoz de datos ten&#237;a -69 (menos 69) d&#237;as de vida, mientras que el m&#225;s pr&#243;ximo al t&#233;rmino ten&#237;a -9 (menos 9) d&#237;as, media de -27,4 d&#237;as de edad corregida. El peso medio de nacimiento fue de 1.476 g (770 g a 2.380 g), y en las evaluaciones subsecuentes fue de 1.463 g (765 g a 2.380 g). Esa diferencia se debe al hecho de que la mayor&#237;a de las evaluaciones fueron realizadas con pocos d&#237;as de vida, per&#237;odo en el cual los NPT tienden a la p&#233;rdida de peso.</p>
      <p>En relaci&#243;n a la obtenci&#243;n de datos por el equipamiento Polar, fueron despreciadas las muestras cuyo error (cantidad de artefactos) era mayor de 10%, siendo la media final igual a 3,53% (0,1% a 9,3%). Los intervalos RR fueron obtenidos en per&#237;odo entre 11,5 y 46,5 minutos (media de 26,0 min.), con una cantidad media total de 3.642 latidos (1.641 a 6.380 latidos). Para uniformidad comparativa siempre fueron analizadas series temporales con 1.000 intervalos RR.</p>
      <p>Durante el tiempo de internaci&#243;n y, por lo tanto, durante el tiempo de captaci&#243;n de las muestras, dos neonatos prematuros evolucionaron para desenlace letal: el primero de ellos estaba en ventilaci&#243;n espont&#225;nea, con ictericia leve, falleciendo el quinto d&#237;a de vida, horas despu&#233;s de colecta de datos de la segunda muestra, por broncoaspiraci&#243;n de leche seguida por parada cardiorrespiratoria; el segundo &#243;bito ocurri&#243; en un reci&#233;n nacido de muy bajo peso (al nacimiento 770 g) y evaluado ya en el primer d&#237;a de vida, falleciendo en la segunda semana de vida por sepsis asociada a la propia prematuridad.</p>
      <p>Fueron incluidas 78 evaluaciones de neonatos de t&#233;rmino (NT) con edad gestacional mayor que 37 semanas, estando entre cero y tres d&#237;as de vida (mediana de un d&#237;a). Esas edades estimularon el establecimiento del ya mencionado grupo NPT, en la tentativa de mayor diferenciaci&#243;n de este con el grupo NT. El peso medio de ese grupo al nacimiento fue de 3.085 g (1.940 la 3.985 g).</p>
      <p>De la misma forma que en la evaluaci&#243;n de los prematuros, la obtenci&#243;n de datos por el Polar despreci&#243; muestras cuyo error (cantidad de artefactos) era mayor que 10%, siendo la media final igual a 4,1% (0,6% la 9,1%).</p>
      <p>Los intervalos RR fueron obtenidos en per&#237;odo entre 9,0 y 14,0 minutos (media de 11,0 min.), con una cantidad media total de 1.499 latidos (1.038 a 2.084 latidos). Todas las variables en los diferentes dominios, as&#237; como sus respectivos valores, se encuentran en la <xref ref-type="table" rid="es_a03tab01-body2">tabla 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a03tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0443-00059-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Evaluaciones en el dominio del tiempo</bold>
      </p>
      <p>En el an&#225;lisis en el dominio del tiempo fueron utilizados los par&#225;metros RR medio y su desviaci&#243;n-est&#225;ndar (conocido con SDNN), variable esa presente en la mayor&#237;a de los trabajos publicados sobre el asunto. El par&#225;metro ra&#237;z cuadrada de la media del cuadrado de los intervalos RR (RMSSD) tambi&#233;n fue utilizado, para estimar la variabilidad de los intervalos RR en per&#237;odo corto de tiempo.</p>
      <p>EL &#237;ndice SDNN representa las actividades simp&#225;tica y parasimp&#225;tica. Ya el &#237;ndice RMSSD representa solamente la actividad parasimp&#225;tica. Por &#250;ltimo, los intervalos fueron analizados con auxilio del Gr&#225;fico de Poincar&#233;, en el cual dos latidos subsecuentes son correlacionados obteni&#233;ndose, de esa forma, los desviaciones-est&#225;ndar de las variabilidades de corto plazo, SD1 (reflejando el sistema nervioso parasimp&#225;tico) y de largo plazo, SD2 (relacionado al sistema nervioso simp&#225;tico). Al dividir SD1 por SD2, se obtiene la relaci&#243;n del balance entre los dos sistemas (parasimp&#225;tico/simp&#225;tico).</p>
      <p>Las variables RR medio, SDNN y RMSSD presentaron por el Test no param&#233;trico de Kruskal-Wallis con comparaciones m&#250;ltiples diferencia estad&#237;sticamente significativa entre los grupos NT contra NPT (p &lt; 0,0001), ocurriendo lo mismo con la variable SD1/SD2 (p = 0,04).</p>
      <p>
        <bold>Evaluaciones en el dominio de la frecuencia</bold>
      </p>
      <p>Fue utilizado el algoritmo transformador de Fourier para descomponer series secuenciales de intervalos RR en diferentes amplitudes y frecuencias, obteni&#233;ndose, de esa forma, los datos de VLF, LF (relacionado especialmente al comportamiento del sistema simp&#225;tico) y HF (relacionado b&#225;sicamente al sistema parasimp&#225;tico).</p>
      <p>El c&#225;lculo de la relaci&#243;n LF/HF es otra forma de establecer la relaci&#243;n entre los dos componentes del sistema nervioso aut&#243;nomo, de esa vez indicando el balance simp&#225;tico/parasimp&#225;tico.</p>
      <p>Las variables VLF, LF y HF presentaron, por el Test no param&#233;trico de Kruskal-Wallis con comparaciones m&#250;ltiples, diferencia estad&#237;sticamente significativa entre los grupos NT contra NPT (p &lt; 0,0001), as&#237; como la variable LF/HF (p = 0,0149).</p>
      <p>
        <bold>Evaluaciones en el dominio del caos</bold>
      </p>
      <p>Las variables estudiadas en el dominio del caos fueron el Coeficiente de Autocorrelaci&#243;n (TAU) y su Normalizaci&#243;n (TAU<sub>(n)</sub>), el exponente de Lyapunov (LE) y la Entrop&#237;a.</p>
      <p>Las variables Coeficiente de TAU, TAU<sub>(n),</sub> Exponente de Lyapunov y Entrop&#237;a presentaron por el Test no param&#233;trico de Kruskal-Wallis con comparaciones m&#250;ltiples diferencias estad&#237;sticamente significativas entre los grupos NT contra NPT, respectivamente p = 0,0008, p = 0,0008, p &lt; 0,0001 y p = 0,0079.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Desde que se consider&#243; su aplicabilidad al organismo humano, la evaluaci&#243;n de la din&#225;mica no lineal de la variabilidad card&#237;aca ha sido utilizada para evaluaci&#243;n de salud en una serie de situaciones, como estratificaci&#243;n de riesgo en pacientes cardiol&#243;gicos, por ejemplo<sup>14</sup>. A medida que esos ensayos se fueron concretando, cada vez m&#225;s ha sido caracterizada la relaci&#243;n directa entre la mayor capacidad de adaptaci&#243;n del organismo a diferentes situaciones (gran variabilidad) con el binomio salud-enfermedad. La variabilidad card&#237;aca ser&#237;a, por lo tanto, apenas uno de los reflejos resultantes de las diversas y complejas reacciones org&#225;nicas simult&#225;neas que ocurren en el todo, y cualquier situaci&#243;n que modifique el estado natural del organismo podr&#237;a tambi&#233;n alterar ese reflejo<sup>15</sup>.</p>
      <p>Ciertamente, la edad tiene gran influencia sobre ese balance de los sistemas simp&#225;tico y parasimp&#225;tico, sabi&#233;ndose que cuanto mayor es la edad, menor es la variabilidad de la frecuencia card&#237;aca; o sea, las personas a&#241;osas presentan variabilidad claramente menor que los adultos j&#243;venes. Esa relaci&#243;n, sin embargo, se invierte cuando se va de los adultos j&#243;venes en direcci&#243;n a los reci&#233;n nacidos, teniendo estos variabilidad menor que los adultos j&#243;venes probablemente a consecuencia de un sistema nervioso aut&#243;nomo aun no completamente desarrollado. Eso ha sido bien demostrado en la literatura, pero los datos relatando evaluaciones comparativas entre neonatos a t&#233;rmino y prematuros son escasos, mayormente agregando evaluaci&#243;n en el dominio del caos (no lineal).</p>
      <p>Considerando lo expuesto, seria correcto suponer que neonatos de t&#233;rmino tengan est&#225;ndar de comportamiento m&#225;s ca&#243;tico (o menos lineal) que los prematuros, ya que estos &#250;ltimos, adem&#225;s de no tener aun su balance de los sistemas simp&#225;tico-parasimp&#225;tico bien establecido, tambi&#233;n pueden ser considerados "menos sanos" dentro del concepto de binomio salud-enfermedad. Esa l&#243;gica se explica de manera f&#225;cil, pues alg&#250;n factor intr&#237;nseco o extr&#237;nseco obligatoriamente ocurri&#243; para que se justifique el parto antes del considerado t&#233;rmino, 37 semanas. Se espera tambi&#233;n que diferentes franjas et&#225;reas y la existencia o no de comorbilidades alteren los resultados de las variables usadas en la evaluaci&#243;n del est&#225;ndar de comportamiento no lineal.</p>
      <p>Se busc&#243; entonces con este estudio aclarar si, por la inmadurez del sistema nervioso decurrente de la prematuridad, habr&#237;a diferencia significativa entre el comportamiento ca&#243;tico de aquellos dos grupos: neonatos de t&#233;rmino y prematuros.</p>
      <p>Como el grupo NT era formado por pacientes con edad de 1 hasta 3 d&#237;as de vida y en raz&#243;n de las limitaciones del m&#233;todo de Parkin (dado en semanas), el grupo NPT fue formado apenas por los casos con edad gestacional corregida menor que el t&#233;rmino menos 7 d&#237;as.</p>
      <p>La variable de esencial importancia en el dominio del tiempo es la media de los intervalos RR, pues es a partir de su comparaci&#243;n con las fluctuaciones en los latidos card&#237;acos que los dem&#225;s c&#225;lculos estad&#237;sticos son realizados. Las cuatro variables estudiadas en ese dominio - RR medio, SDNN, RMSSD y SD1/SD2 - demostraron diferencia estad&#237;sticamente significativa entre los grupos NPT y NT. El RR medio fue significativamente superior en los NT, comparados con los NPT, as&#237; como el SDNN, que compara aquella media con sus fluctuaciones. El SDNN tiene mayor expresi&#243;n cuando la colecta de datos es realizada en un per&#237;odo largo de tiempo, generalmente en 24 horas, pero, aun as&#237;, en este estudio, la VFC de los neonatos de t&#233;rmino se mostr&#243; significativamente superior a la de los prematuros. Ya la ra&#237;z cuadrada de la media del cuadrado de los intervalos RR (RMSSD) expresa mejor esas fluctuaciones en per&#237;odo corto de tiempo. En esa variable, el resultado de las media y mediana fueron tambi&#233;n significativamente superiores en los NT. Eso significa decir que los neonatos de t&#233;rmino tuvieron mayores fluctuaciones de los latidos card&#237;acos en relaci&#243;n a su media en todas las variables en el dominio del tiempo y, por lo tanto, tuvieron mayor variabilidad.</p>
      <p>Una de las maneras de comparar las variabilidades de corto y largo plazo es expresar esas dos manifestaciones gr&#225;ficamente en un histograma compuesto por un determinado latido card&#237;aco en la ordenada y su antecesor en la abscisa, el llamado Gr&#225;fico de Poincar&#233;. Cuando los puntos de ese gr&#225;fico se encuentran dispersos, significa que esa muestra es aleatoria (un latido tiene poca relaci&#243;n con otro). En las muestras que obedecen a un est&#225;ndar ca&#243;tico, el gr&#225;fico se presenta en el formato de una elipse o ramillete. De esa muestra gr&#225;fica se adquieren los valores de las desviaciones-est&#225;ndar 1 y 2 (SD1 y SD2), que corresponden, respectivamente, a variabilidad card&#237;aca en corto plazo, reflejo del sistema nervioso parasimp&#225;tico, y a largo plazo, reflejo del sistema nervioso simp&#225;tico. Entonces, al dividir SD1 por SD2, se obtiene la relaci&#243;n entre esos dos sistemas. En n&#250;meros absolutos, los valores de SD1/SD2 fueron menores para los prematuros, si son comparados con los neonatos de t&#233;rmino, significando mayor influencia del sistema nervioso simp&#225;tico en aquel grupo.</p>
      <p>La principal ventaja de evaluar muestras en el dominio de la frecuencia es que en la estratificaci&#243;n del an&#225;lisis espectral de los intervalos RR es posible caracterizar oscilaciones espec&#237;ficas, depur&#225;ndose la influencia de factores como la presi&#243;n arterial y la ventilaci&#243;n, por ejemplo, que pueden influenciar la variabilidad card&#237;aca. El valor final en hertz es obtenido por la aplicaci&#243;n del algoritmo transformador de Fourier, que decompone series secuenciales de intervalos RR en diferentes amplitudes y frecuencias, siendo ese resultado dividido por la media del intervalo RR.</p>
      <p>Dentro de la banda de la alta frecuencia, encima de 0,15 Hz, encontramos picos de onda que corresponden a la arritmia sinusal respiratoria. Los valores superiores de potencia HF de los NT (media de 33 ms<sup>2</sup>) si son comparados con NPT (11,4 ms<sup>2</sup>) podr&#237;an ser entonces explicados por el tipo de ventilaci&#243;n de los pacientes, ya que en el caso del grupo de t&#233;rmino todos estaban en ventilaci&#243;n espont&#225;nea, contra 87,5% a 89% en los prematuros. La misma diferencia significativa ocurri&#243; cuando se compararon NT y NPT en las bandas de baja y muy baja frecuencia, demostrando que la diferencia entre esos grupos es mayor que la causada apenas por "ruidos" intr&#237;nsecos (barorreceptores, termorreceptores etc).</p>
      <p>En el dominio del caos, el coeficiente TAU autocorrelaciona latido con latido, analizando el n&#250;mero de latidos necesarios para que la autocorrelaci&#243;n caiga abajo del l&#237;mite de 36%; o sea, cuantifica la regularidad de los latidos. Si esa ca&#237;da es muy r&#225;pida, el individuo tiene comportamiento m&#225;s aleatorio, al tiempo que, si es muy lenta, es m&#225;s lineal. Por eso, adem&#225;s del TAU obtenido por los programas estad&#237;sticos, se procedi&#243; a una correcci&#243;n de ese valor por la frecuencia card&#237;aca, parti&#233;ndose del principio de que cuanto mayor es ese valor, m&#225;s r&#225;pido ocurrir&#225; la ca&#237;da del exponente.</p>
      <p>Los valores de TAU corregidos por la frecuencia fueron designados de TAU Normalizado (TAU<sub>(n)</sub>), y en la comparaci&#243;n entre los pacientes estudiados demostr&#243; diferencia estad&#237;sticamente significativa entre los neonatos de t&#233;rmino y los prematuros. Se demostr&#243; mayor lentitud en la ca&#237;da de la curva y menor diferencia en la comparaci&#243;n latido a latido del grupo de prematuros en relaci&#243;n a los pacientes nacidos a t&#233;rmino, o sea, mayor est&#225;ndar lineal en el primero comparado al segundo.</p>
      <p>El exponente de Lyapunov mide el "Efecto Mariposa", o los cambios de los resultados finales en relaci&#243;n a las alteraciones de los datos iniciales, aunque esas sean muy peque&#241;as. Matem&#225;ticamente, cuanto m&#225;s su resultado se aproxima de 1, mayor es el est&#225;ndar ca&#243;tico, y cuanto m&#225;s pr&#243;ximo de cero, mayor es el est&#225;ndar lineal. Usamos el menor valor de entrada en el programa CDA_PRO que es D3/N1 (dimensi&#243;n 3 y <italic>delay</italic> 1), que significa comparaci&#243;n secuencial de grupos de 3 RR consecutivos con intervalo de un latido entre cada grupo. Para el exponente de Lyapunov, NPT es significativamente diferente de NT, con p &lt; 0,0001. Aun, al observarse valores absolutos, el grupo de los NT se aproxim&#243; m&#225;s del valor de uno en el LE que los NPT; ese hecho se explica por la probable inmadurez del sistema nervioso aut&#243;nomo de ese grupo, present&#225;ndose m&#225;s lineal que el de t&#233;rmino en termos comparativos.</p>
      <p>Entrop&#237;a es la energ&#237;a gastada para producir trabajo. Cuanto m&#225;s lineal el comportamiento del individuo, mayor su entrop&#237;a positiva, pues mayor es la p&#233;rdida irrecuperable de energ&#237;a para el universo. Considerando, sin embargo, la entrop&#237;a no como entrop&#237;a-estado, sino como entrop&#237;a-concepto, y con base en la Teor&#237;a de la Informaci&#243;n (Entrop&#237;a de Shannon), se extrae que en series temporales esa p&#233;rdida de energ&#237;a equivaldr&#237;a a la p&#233;rdida progresiva de la capacidad de adaptaci&#243;n; o sea, la p&#233;rdida de informaci&#243;n hasta alcanzar el est&#225;ndar m&#225;s lineal posible - la muerte -, momento de Entrop&#237;a positiva m&#225;xima. Matem&#225;ticamente, en el c&#225;lculo de la entrop&#237;a de Shannon la se&#241;al es negativa; o sea, cuanto mayor es el valor de la entrop&#237;a, m&#225;s informaci&#243;n y consecuentemente mayor adaptabilidad al medio ambiente.</p>
      <p>En el an&#225;lisis estad&#237;stico fueron utilizados los par&#225;metros D10N1, que significan comparaci&#243;n secuencial de grupos de 10 RR consecutivos con intervalo de un latido entre cada grupo. La Entrop&#237;a de los pacientes prematuros fue discreta pero estad&#237;sticamente menor que la de aquellos a t&#233;rmino, demostrando que el primer grupo, por tener menor edad relativa, posee menor potencial bi&#243;tico.</p>
      <p>En relaci&#243;n a la comparaci&#243;n de datos epidemiol&#243;gicos, parece obvio afirmar que, para que el parto prematuro haya ocurrido, la gestaci&#243;n tuvo alg&#250;n tipo de intercurrencia, en contraste con el grupo control formado exclusivamente por neonatos nacidos de t&#233;rmino y sanos. Los motivos para la prematuridad del parto pueden ser varios como procesos infecciosos maternos, oligohidramnio o incontinencia de cuello uterino, por ejemplo. Se procur&#243;, por lo tanto, con la obtenci&#243;n de los datos epidemiol&#243;gicos, caracterizar el motivo de la prematuridad, as&#237; como posibles factores postnatales que actuasen como comorbilidades. Son esas diferentes causas de prematuridad que explican pesos de nacimiento tan diferentes para neonatos con la misma edad gestacional, pero esa variable no se mostr&#243; estad&#237;sticamente significativa en la comparaci&#243;n entre los prematuros. Los dem&#225;s datos epidemiol&#243;gicos, en especial el tipo de ventilaci&#243;n y la presencia de escore hematol&#243;gico de infecci&#243;n, no pudieron ser mejor evaluados porque no son datos evolutivos como la edad.</p>
      <p>Por fin, la colecta de datos revel&#243; dos pacientes que fueron a &#243;bito. Las circunstancias que envolvieron esos desenlaces letales fueron bastante diferentes. Uno de los pacientes fue sometido a su segunda evaluaci&#243;n en el quinto d&#237;a de vida, fuera de la incubadora con calefacci&#243;n, sin infecci&#243;n y con alimentaci&#243;n plena por v&#237;a oral. Algunas horas despu&#233;s de esa evaluaci&#243;n, present&#243; parada cardiorrespiratoria s&#250;bita despu&#233;s de mamar, siendo encontrada leche en la v&#237;a a&#233;rea durante procedimiento de intubaci&#243;n orotraqueal. Para ese caso, el valor de SDNN fue de 25, mucho m&#225;s pr&#243;ximo de la media de los NT (22,6) que de NPT (13,8). El mismo est&#225;ndar ocurri&#243; para TAU<sub>(n)</sub>, con valor de 9,4, que es relativamente bajo y m&#225;s compatible con el grupo NT que tuvo media de 19,3 que con el grupo NPT con media de 30,3. Esos datos pueden significar que el evento que implic&#243; el &#243;bito de ese paciente fue accidental, pues su VFC y su est&#225;ndar ca&#243;tico se aproximaban de los neonatos de t&#233;rmino<sup>16</sup>.</p>
      <p>El segundo &#243;bito ocurri&#243; en el paciente m&#225;s prematuro y de menor peso de la muestra. La &#250;nica evaluaci&#243;n fue realizada en el primer d&#237;a de vida, y demostr&#243; SDNN de 15 y TAU<sub>(n)</sub> de 31,6. Al contrario de lo expuesto antes, la comparaci&#243;n de esos valores con los obtenidos en las medias de los grupos NT y NPT aproxima ese caso mucho m&#225;s de los prematuros y de la linealidad, que del est&#225;ndar ca&#243;tico. Ese paciente tuvo evoluci&#243;n insatisfactoria, con la propia prematuridad aliada a la septicemia, llevando al desenlace letal, sugiriendo el potencial cl&#237;nico-diagn&#243;stico de la evaluaci&#243;n de la variabilidad de la frecuencia card&#237;aca.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>Neonatos prematuros exhiben comportamiento menos complejo de la variabilidad de la frecuencia card&#237;aca que neonatos de t&#233;rmino, hecho comprobado en los dominios del tiempo, de la frecuencia y del caos. Eso debe ser interpretado como indicativo de menor desarrollo neurol&#243;gico, hecho ese que fue independiente de la edad gestacional corregida, pues los prematuros presentaron variabilidad significativamente menor que los reci&#233;n nacidos normales. El estudio de la variabilidad card&#237;aca en ese grupo puede ser considerado como una herramienta m&#225;s en la evaluaci&#243;n de la maduraci&#243;n auton&#243;mica y consecuentemente de la progresi&#243;n para eutrofia. Estudios posteriores podr&#225;n detectar a partir de que edad los prematuros alcanzan el desarrollo encontrado en un reci&#233;n nacido a t&#233;rmino.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Agradecemos a la Dra. Marciali Gon&#231;alves Fonseca da Silva por la cesi&#243;n de la foto ilustrativa de la captaci&#243;n de serie temporal electrocardiogr&#225;fica, con adaptaci&#243;n del equipamiento Polar, en reci&#233;n nacidos prematuros.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de Disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Fabio Augusto Selig, por la <italic>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Heart rate variability in preterm and term neonates</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Several studies have demonstrated the importance of the autonomic nervous system through sympathetic and parasympathetic components in the management of the interaction between different parts of the body. These studies have applied linear and nonlinear techniques (Chaos Theory) for assessment in different situations, illnesses and age groups, using the heart rate variability (HRV). OBJECTIVE: To apply knowledge of linear and nonlinear dynamics in the assessment of preterm neonates (PTN), analyzing their HRV and comparing with healthy term neonates (NT). METHODS: Forty-eight premature neonates with different gestational ages had their heart rates assessed with the aid of a Polar Advanced S810i and HRV obtained by recording RR intervals. HRV was analyzed according to time (SDNN, RMSSD, SD1/SD2), frequency (VLF, LF, HF and LF/HF) and chaos (TAU and its standardization [TAU(n)], Lyapunov Exponent and Enthropy). PTN were compared with a group of 78 healthy NT with no perinatal events using Kruskal-Wallis nonparametric test. RESULTS: We detected a statistically significant difference between groups for all variables, both in time, frequency and chaos. CONCLUSION: Preterm Neonates have a less complex heart rate variability behavior than term neonates, which was evident in time, frequency and chaos. The study of heart rate variability in this group can be considered another tool in the evaluation of autonomic maturation and hence the progression to normality.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart rate</kwd>
        <kwd>infant, newborn</kwd>
        <kwd>nonlinear dynamics</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Heart rate variability in preterm and term neonates</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Fabio Augusto Selig; Emanuele Renata Tonolli; &#201;rico Vinicius Campos Moreira da Silva; Moacir Fernandes de Godoy</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, S&#227;o Jos&#233; do Rio Preto, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Several studies have demonstrated the importance of the autonomic nervous system through sympathetic and parasympathetic components in the management of the interaction between different parts of the body. These studies have applied linear and nonlinear techniques (Chaos Theory) for assessment in different situations, illnesses and age groups, using the heart rate variability (HRV).</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold> To apply knowledge of linear and nonlinear dynamics in the assessment of preterm neonates (PTN), analyzing their HRV and comparing with healthy term neonates (NT).</p>
      <p><bold>METHODS: </bold> Forty-eight premature neonates with different gestational ages had their heart rates assessed with the aid of a Polar Advanced S810i and HRV obtained by recording RR intervals. HRV was analyzed according to time (SDNN, RMSSD, SD1/SD2), frequency (VLF, LF, HF and LF/HF) and chaos (TAU and its standardization [TAU(n)], Lyapunov Exponent and Enthropy). PTN were compared with a group of 78 healthy NT with no perinatal events using Kruskal-Wallis nonparametric test.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> We detected a statistically significant difference between groups for all variables, both in time, frequency and chaos.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> Preterm neonates have a less complex heart rate variability behavior than term neonates, which was evident in time, frequency and chaos. The study of heart rate variability in this group can be considered another tool in the evaluation of autonomic maturation and hence the progression to normality. (Arq Bras Cardiol. 2011; [online].ahead print, PP.0-0)</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart rate; infant, newborn; nonlinear dynamics.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>In the early twentieth century, the American physiologist Walter Bradford Cannon established the concept of homeostasis whose meaning was the self-regulating property of a system or organism to maintain its internal environment in stable condition despite a complex dynamics, in which the interaction of various components and its constant renewal keeps the proper functioning of the body. It is known that biological organisms are complex systems that generally have a nonlinear behavior. Nonlinear complex systems are fitted into a line of thought which came to be called the Chaos Theory.</p>
      <p>Chaotic behavior is characteristic of systems in which, despite the seeming randomness, there is a hidden order, being dynamic, deterministic, governed by nonlinear equations and highly sensitive to initial conditions. This nonlinearity is essential for life, because it is what keeps the homeostasis of the organism. One can then infer that the chaotic behavior, when applied to biological systems, indicates proper operation, therefore, related to health, and not vice versa, as the vernacular concept of the term chaos could suggest.</p>
      <p>Unlike the concept of equilibrium in which no interactions occur, maintaining homeostasis means maintaining body stability over time, which requires minor changes and adjustments every time, even subtle and unnoticed ones. The younger and healthier the adult individual is, the greater their ability to maintain stability. One of the key elements for this stability to occur is the appropriate sympathetic-parasympathetic balance. Several studies in the literature<sup>1,2</sup> showed that the more inadequate functioning of the autonomic nervous system, the more the human body tends to lose the chaotic behavior tending to linearity. This also seems true for newborns, especially premature infants, once the nervous system is not yet fully mature in this group of individuals<sup>3</sup>.</p>
      <p>The current concept of homeostasis, therefore, refers to an organism's tendency to maintain a relative regularity in organic functions regulated by the autonomic nervous system via sympathetic and parasympathetic components and under the influence of different systems (endocrinal, cardiovascular, etc.) and the environment. Based on this assumption, any physiological parameter that can be mapped or recorded, such as temperature, blood pressure, breathing pattern or walking, could reflect the higher or lower degree of chaotic behavior of the organism<sup>4</sup>. The parameters commonly used in the literature to analyze the chaotic pattern are the spontaneous fluctuations that can be observed in heart rate, collectively called heart rate variability (HRV). Since the magnitude of such fluctuations could be measured, HRV could, in addition, be further studied and compared by different approaches. It can be analyzed under three specific foci, called domains - time, frequency and chaos<sup>5,6</sup>.</p>
      <p>Therefore, the objective of this study was:</p>
      <disp-quote>
        <p> 1. To characterize the pattern of heart rate variability in the domains of time, frequency and chaos in premature infants, and follow the evolution of this pattern with the maturation of the autonomic nervous system;</p>
        <p> 2. To characterize the differences in the behavior of heart rate variability of preterm neonates according to gestational age and compared to a group of term neonates.</p>
      </disp-quote>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The study started in 2005, after its approval by the Ethics Committee on Human Research of the Institution. After explaining the study to parents and/or guardians, who signed an informed consent, and authorization from the department heads responsible for the neonatal intensive care units where data collection was performed, questionnaires were applied, relevant data from medical records was obtained, and physical evaluations were performed to determine the following aspects: identification, gender, type of delivery (vaginal or cesarean), number of maternal pregnancies (individualizing the number of vaginal deliveries, caesarean sections and abortions), gestational age at birth by the Parkin<sup>7</sup> method, weight birth and characterization in normal value percentile according to gestational age, weight at the time of evaluation, APGAR<sup>8</sup> index in the first and fifth minutes, age in days at the time of evaluation, type of ventilation (spontaneous, assisted with positive pressure devices or mechanical), fraction of oxygen delivered and existence and characterization of comorbidities.</p>
      <p>According to the diagnostic protocols of potential causes of prematurity in services where data collection was performed, all preterm neonates were subjected to laboratory tests of complete blood count, C reactive protein and arterial blood gases at the time of initial evaluation of heart rate variability. In subsequent evaluations, tests were done in the presence of justifiable clinical criteria. These data were compared to the comorbidities, to obtain numerical parameters of characterization of infectious processes and oxygenation/ventilation. Birth weight was characterized according to sex and intrauterine growth curve<sup>9</sup>, being classified according to this percentile.</p>
      <p>To assess the presence or absence of active infectious process, we used the complete blood count and C-reactive protein in Rodwell's<sup>10</sup> hematologic score. The degree of lung damage was assessed and compared between patients in the same stage, using the parameters of ventilation mode - spontaneous, inhaled oxygen, noninvasive ventilation with positive pressure [CPAP] or mechanical ventilation - and arterial blood gas - pH, pCO<sub>2</sub>, pO<sub>2</sub> and O<sub>2</sub> saturation.</p>
      <p>
        <bold>Analysis of heart rate variability</bold>
      </p>
      <p>The heart rate variability can be defined as the amount of fluctuations in heart rate or heart rate compared to the average cardiac rhythm, and can be a useful tool in assessing autonomic nervous system by its sympathetic and parasympathetic components and balance, and its reflection in the cardiorespiratory control system. Data collection and analysis of variability are easy to be carried out, are not invasive, and have a good reproducibility under appropriate circumstances.</p>
      <p>Electrocardiographic data (1,000 consecutive RR intervals) were captured digitally on a POLAR ADVANCED S810i device already validated for this purpose<sup>11,12</sup> and transferred to a computer for analysis. The technique of capturing the RR intervals in preterm neonates can be facilitated by adapting the capturer to electrodes commonly used in cardiac monitoring as shown in <xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figure 1</xref>. These intervals were digitally filtered to eliminate premature beats and noises, and then manually reviewed to exclude residual artifacts. Only time series with less than 10% of artifacts were included for analysis.</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0443-00059-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>The variables analyzed in the time domain were average RR interval, standard deviation of normal beats (SDNN), square root of mean squared differences between adjacent RR intervals (RMSDD) and the relation between the standard deviations 1 and 2 obtained by Poincar&#233;-Bendixson (SD1/SD2) chart.</p>
      <p>For the frequency domain, the variables very low frequency (VLF), low frequency (LF) and high frequency (HF) were used, and the relationship between LF and HF.</p>
      <p>The assessment in the Chaos domain used the variables of autocorrelation coefficient (TAU), Lyapunov exponent (LE) and entropy, widely used in the literature for the characterization of chaotic behavior in a wide variety of clinical situations. As the autocorrelation coefficient depends directly on the heart rate, the TAU was corrected according to heart rate, called normalized TAU coefficient (TAU<sub>(n)</sub>).</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>Sequential evaluations in the same patient were considered for statistical purposes, such as new cases. Evolutionary comparison of each individual and within groups was not performed, but between the medians of the group as a whole with the medians of a group of term neonates (TN GROUP) used as control. To calculate the LE variables and Entropy the dimensions 3 and 10 with delay of 1 in both cases were used, respectively. The corrected gestational age was obtained by multiplying the result of the method of Parkin by 7 (days a week), plus the actual number of days postpartum.</p>
      <p>Aiming to keep the differentiation between the two groups subjected to statistical comparison, those assessments whose corrected age was greater than or equal to the age of term were excluded from the preterm group (37 weeks, the boundary between preterm and term) minus 7 days (preterm group - PTN).</p>
      <p>Data from the term neonates group (NT) were obtained from a specific database belonging to a research group on nonlinear and complex behavior in humans. Individuals in this group were all born after 37 weeks of gestation and were evaluated by their third day of life at the most, before hospital discharge, and none of them had comorbidity.</p>
      <p>Statistical calculations were performed on the variables with the aid of the programs CDA_Pro,GraphPad InStat v. 3.06 and HRV analysis software v. 11<sup>13</sup>. The statistical test used for comparison between groups was the nonparametric Kruskal-Wallis test with multiple comparisons. An alpha error of 5% was assumed. P <underline>&lt;</underline> 0.05 was considered significant.</p>
      <p>
        <bold>Findings</bold>
      </p>
      <p>Comparison between the groups PTN and TN was performed in domains of time, frequency and chaos, aiming to examine whether premature birth and hence the immaturity of the sympathetic and parasympathetic systems could directly influence the degree and type of behavior of heart rate variability of these individuals.</p>
      <p>The TPN group was composed of 48 assessments in 27 preterm patients, 16 males and 11 females. The first neonate to undergo data collection was -69 (minus 69) days of life, while the nearest neonate of the term had -9 (minus 9) days, an average of -27.4 days of corrected age. Mean birth weight was 1,476 g (770 g to 2380 g), and in subsequent evaluations it was 1,463 g (765 g to 2,380 g). This difference is due to the fact that most assessments have been done with a few days of life, during which PTNs tend to lose weight.</p>
      <p>Concerning the data obtained by a Polar device, samples whose error (amount of artifacts) was greater than 10% were discarded, and the final average was equal to 3.53% (0.1% to 9.3%). The RR intervals were obtained in the period between 11.5 and 46.5 minutes (average of 26.0 min.) with an average amount of 3,642 total beats (beats 1,641-6,380). For comparative uniformity, time series of 1,000 RR intervals were analyzed.</p>
      <p>During the time of hospitalization, and therefore during the time of collection of samples, two preterm neonates progressed to lethal condition: the first was on spontaneous ventilation, with mild jaundice and died on the fifth day of life, hours after data collection of second sample by aspiration of milk followed by cardiac arrest. The second death occurred in a very low-weight neonate (770 g at birth) and evaluated on the first day of life, dying in the second week of life from sepsis associated with prematurity.</p>
      <p>This study included 78 assessments of term neonates (NT) with gestational age greater than 37 weeks, between zero and three days of life (median of one day). These ages have stimulated the establishment of the abovementioned TPN group, in an attempt to further differentiate this with the TN group. The average weight of this group at birth was 3,085 g (1,940-3,985 g).</p>
      <p>Just like the assessment of preterm neonates, the data obtained by a Polar device discarded samples whose error (amount of artifacts) was greater than 10%, and the final average was equal to 4.1% (0.6% to 9.1%).</p>
      <p>The RR intervals were obtained in the period between 9.0 and 14.0 minutes (average of 11.0 min.) with an average amount of 1,499 beats (1,038-2,084 beats). All variables in different domains as well as their relevant values are shown in <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Table 1</xref>.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-06-0443-00059-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Evaluations in the time domain</bold>
      </p>
      <p>In the analysis in the time domain, the parameters used were mean RR and standard deviation (known as SDNN); this is variable present in most papers on this subject. The parameter square root of the mean square of RR intervals (RMSSD) was also used to estimate the variability of RR intervals in a short period of time.</p>
      <p>The SDNN index represents the sympathetic and parasympathetic activities. The RMSSD index represents only the parasympathetic activity. Finally, the intervals were analyzed using the Poincar&#233; chart, in which two subsequent beats are correlated obtaining thus the standard deviations of short-term variability, SD1 (reflecting the parasympathetic nervous system) and long-term, SD2 (related to sympathetic nervous system). By dividing SD1 by SD2, we obtain the relationship of balance between the two systems (parasympathetic/sympathetic).</p>
      <p>The variables mean RR, SDNN and RMSSD showed, through the nonparametric Kruskal-Wallis test, multiple comparisons with statistically significant difference between TN groups against PTN (p &lt; 0.0001), the same occurring with the variable SD1/SD2 (p = 0.04).</p>
      <p>
        <bold>Evaluations in the frequency domain</bold>
      </p>
      <p>The Fourier transformer algorithm was applied to decompose sequential series of RR intervals at different frequencies and amplitudes, obtaining thus the data of VLF, LF (especially related to the behavior of the sympathetic system) and HF (basically related to the parasympathetic system).</p>
      <p>The calculation of the LF/HF is another way to establish the relationship between the two components of the autonomic nervous system, this time indicating the sympathetic/parasympathetic balance.</p>
      <p>The variables VLF, LF and HF presented, through the nonparametric Kruskal-Wallis test, multiple comparisons with statistically significant difference between TN groups against PTN (p &lt; 0.0001), as well as the variable LF/HF (p = 0.0149).</p>
      <p>
        <bold>Evaluations in the chaos domain</bold>
      </p>
      <p>The variables studied in the field of chaos were the Autocorrelation Coefficient (TAU) and its Standardization (TAU<sub>(n)</sub>), the Lyapunov exponent (LE) and Entropy.</p>
      <p>The variables TAU Coefficient, TAU <sub>(n)</sub>, Lyapunov Exponent and Entropy, presented, through the nonparametric Kruskal-Wallis test with multiple comparisons, a statistically significant difference between groups TN against PTN, respectively, p = 0.0008, p = 0.0008, p &lt; 0.001 and p = 0.0079.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Since applicability to the human body was considered, the evaluation of nonlinear dynamics in heart rate variability has been used to assess health in a variety of situations, such as risk stratification in cardiac patients, for example<sup>14</sup>. As these tests were being established, the direct relationship between the greater ability to adapt to different situations (variability) with health and disease has been increasingly characterized. The heart rate variability is therefore only a reflex resulting from the various and complex simultaneous organic reactions that occur as a whole, and any situation which alters the natural state of the organism could also change this reflex<sup>15</sup>.</p>
      <p>Indeed, age has a great influence on the balance of sympathetic and parasympathetic systems, knowing that the older is the age, the lower the heart rate variability; that is, the elderly have much lower variability than young adults. This relationship, however, is inverted when going from young adults toward neonates, those with less variability than young adults probably due to an autonomic nervous system not fully developed yet. This has been demonstrated in the literature, but data reporting comparative evaluations between term neonates and preterm neonates are scarce, especially evaluations in the chaos domain (nonlinear).</p>
      <p>Considering the above, it would be correct to assume that term neonates have a more chaotic (or less linear) pattern of behavior than premature neonates, since the latter, who have no well balanced sympathetic-parasympathetic systems, can also be considered "less healthy" within the concept of health-disease. This logic is explained easily because some intrinsic or extrinsic factors must occur to justify delivery before the term, 37 weeks. It is also expected that different age groups and the presence or absence of comorbidities change the results of the variables used in assessing the standard of nonlinear behavior.</p>
      <p>This study was intended to clarify whether due to the immaturity of the nervous system resulting from prematurity there would be any significant difference between the chaotic behavior of those two groups: term and preterm neonates.</p>
      <p>As the TN group consisted of patients aged 1 to 3 days and because of the limitations of the Parkin method (given in weeks), the PTN group was formed only by cases of corrected gestational age smaller than the term minus 7 days.</p>
      <p>The variable of key importance in the time domain is the average of RR intervals, as it is from its comparison with the fluctuations in heart rate that the other statistical calculations are performed. The four variables studied in this domain - mean RR, SDNN, RMSSD and SD1/SD2 - showed statistically significant difference between the groups PTN and TN. The mean RR was significantly higher in the TN compared with the PTN, as well as the SDNN, which compares that average with its fluctuations. The SDNN is more expressive when data collection is performed over a long period of time, usually within 24 hours, but even so, in this study, HRV of term neonates was significantly higher than in preterm neonates. The square root of the mean square of RR intervals (RMSSD) better expresses these fluctuations in a short period of time. This variable, the result of mean and median were also significantly higher in TN. This means that term neonates had higher heart rate fluctuations in relation to their average in all variables in the time domain and therefore had greater variability.</p>
      <p>One way of comparing the variability of short and long term is to express these two events graphically on a histogram made up of a heartbeat on the ordinate and its predecessor in the abscissa, called the Poincar&#233; chart. When the points on this chart are dispersed, it means that this sample is random (one beat bears little relation to each other). In the samples that follow a chaotic pattern, the chart is presented in the form of an ellipse or bouquet. This graphic sample derives the values of standard deviations 1 and 2 (SD1 and SD2), which correspond, respectively, to heart rate variability in the short term, reflex of the parasympathetic nervous system, and in the long-term, reflex of the sympathetic nervous system. Then, by dividing SD1 by SD2, we obtain the relationship between these two systems. In absolute numbers, the values of SD1/SD2 were lower for preterm neonates compared with term neonates, meaning a greater influence of the sympathetic nervous system in that group.</p>
      <p>The main advantage of studying samples in the frequency domain is that in the stratification of the spectral analysis of RR intervals it is possible to characterize specific oscillations by determining the influence of factors such as blood pressure and ventilation, for example, which can influence heart rate variability. The final value in hertz is obtained by applying the algorithm of Fourier transformer, which decomposes sequential series of RR intervals at different frequencies and amplitudes; this result was divided by the average RR interval.</p>
      <p>Within the high frequency band, above 0.15 Hz, we find wave peaks corresponding to respiratory sinus arrhythmia. TN higher HF power values (mean of 33 ms<sup>2</sup>) compared with PTN (11.4 ms<sup>2</sup>) could then be explained by the type of ventilation of patients, as in the case of the term group all of them were in spontaneous ventilation against 87.5% to 89% in the preterm neonates. The same significant difference occurred in the comparison between TN and PTN in the bands of low and very low frequency, showing that the difference between these groups is greater than that caused solely by intrinsic "noise" (baroreceptors, thermoreceptors etc).</p>
      <p>In the chaos domain, the coefficient TAU autocorrelates beat with beat, analyzing the number of beats necessary for the autocorrelation to fall below the limit of 36%; i.e., it quantifies the regularity of heartbeats. If this drop is very fast, the individual has a more random behavior, while if it is too slow, it is more linear. Therefore, in addition to the TAU obtained by statistical programs, we proceeded to a correction of this value by heart rate, starting from the principle that the greater this value, the faster the drop of the exponent occurs.</p>
      <p>The values of TAU corrected by the frequency were designated Normalized TAU (TAU<sub>(n)</sub>), and the comparison between the patients studied showed a statistically significant difference between term and preterm neonates. Slowness in the decline of the curve and a smaller difference in the beat to beat comparison of the group of premature neonates were found in relation to those born at term, i.e., more linear pattern in the first compared to the second.</p>
      <p>The Lyapunov exponent measures the "Butterfly Effect", or the changes in the final results in relation to changes in initial data, even though these are very small. Mathematically, the more the result is close to 1, the greater the chaotic pattern, and the closer to zero, the greater is the linear pattern. We use the lowest entry value into the program CDA_PRO D3/N1 (size 3 and delay 1), which means a sequential comparison of groups of three consecutive RR with interval of one beating between each group. For the Lyapunov exponent, PTN is significantly different from TN, with p &lt; 0.0001. Still, concerning absolute values, the TN group was closer to 1 in the LE than the PTN; this fact is explained by the probable immaturity of the autonomic nervous system of this group, which is more linear than the term in comparative terms.</p>
      <p>Entropy is the energy expended to produce work. The more linear is the behavior of the individual, the greater is its positive entropy, because greater is the irrecoverable loss of energy to the universe. Nevertheless, considering the as a concept-entropy rather than a state-entropy, based on the Information Theory (Shannon Entropy), it is extrapolated that in time series, this loss of energy would be equivalent to the progressive loss of adaptability; i.e., the loss of information up to the most linear pattern possible - death -, a moment of maximum positive Entropy. Mathematically, in the calculation of Shannon entropy the signal is negative; that is, the higher the entropy value, the more information and consequently greater adaptability to the environment.</p>
      <p>The statistical analysis incorporated the parameters D10N1, which means sequential comparison of groups of 10 consecutive RR with intervals of one beating between each group. Entropy of preterm neonates was small but statistically lower than those at term, showing that the first group, due to lower relative age, has a lower biotic potential.</p>
      <p>Regarding the comparison of epidemiological data, it seems obvious to say that, as the preterm birth has occurred, the pregnancy had some type of infection, in contrast to the control group composed exclusively of neonates born at term and healthy. The reasons for preterm delivery may be several, such as maternal infection processes, oligo-hydramnios or cervical incontinence, for example. Therefore, through epidemiological data, we characterized the cause of prematurity and possible postnatal factors that acted as comorbidities. These are the different causes of preterm birth that explain so different weights birth for neonates with the same gestational age, but this variable was not statistically significant when comparing preterm neonates. Other epidemiological data, especially the type of ventilation and the presence of hematologic score of infection could not be further evaluated because they are not evolutionary data like age.</p>
      <p>Finally, the collection of data revealed that two patients died. The circumstances surrounding these deaths were quite different. One patient underwent a second evaluation on the fifth day of life outside the incubator heated without infection and with full oral feeding. A few hours after the evaluation, the patient had sudden cardiac arrest after feeding, milk was found in the airway during endotracheal intubation procedure. For this case, the SDNN value was 25, much closer to the average of the TN (22.6) than PTN (13.8). The same pattern occurred for TAU<sub>(n)</sub>, a value of 9.4, which is relatively low and compatible with the TN group that had a mean of 19.3 than with the PTN group with a mean of 30.3. These data may mean that the event that resulted in this patient's death was accidental, because his heart rate variability and chaotic pattern were close to those of term neonates<sup>16</sup>.</p>
      <p>The second death occurred in the most premature and lightest patient in the sample. The only evaluation was performed on the first day of life, and showed SDNN of 15 and TAU<sub>(n)</sub> of 31.6. As opposed to the findings described elsewhere in this study, the comparison of these values with those obtained in the averages of the groups TN and PTN draws this case much closer to premature infants and linearity other than to the chaotic pattern. This outcome was unsatisfactory, with the very preterm combined with septicemia, leading to a lethal outcome, suggesting the clinical and diagnostic potential of the evaluation of heart rate variability.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>Preterm neonates have a less complex heart rate variability behavior than term neonates, which was evident in time, frequency and chaos. This should be interpreted as indicative of minor neurological development, a fact that was independent of gestational age corrected, since preterm infants showed a significantly smaller variability than the normal neonates. The study of heart rate variability in this group can be considered another tool in the evaluation of autonomic maturation and hence the progression to normality. Further studies may detect from what age premature reach the development found in a neonate at term.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
