<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Atualiza&#231;&#227;o Cl&#237;nica</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Hipotens&#227;o p&#243;s-exerc&#237;cio em indiv&#237;duos hipertensos: uma revis&#227;o</article-title>
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            <surname>Anuncia&#231;&#227;o</surname>
            <given-names>Paulo Gomes</given-names>
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            <surname>Polito</surname>
            <given-names>Marcos Doederlein</given-names>
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          <named-content content-type="city">Londrina</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Estadual de Londrina</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>05</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>e100</fpage>
      <lpage>e109</lpage>
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          <day>11</day>
          <month>12</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>02</day>
          <month>10</month>
          <year>2009</year>
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          <day>12</day>
          <month>02</month>
          <year>2010</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>Ap&#243;s uma sess&#227;o de exerc&#237;cios f&#237;sicos, pode ocorrer hipotens&#227;o p&#243;s-exerc&#237;cio (HPE). Esse efeito possui elevada relev&#226;ncia cl&#237;nica em hipertensos. Embora a literatura reporte v&#225;rios estudos sobre o tema, ainda falta uma an&#225;lise sobre o estado da arte, considerando-se os diferentes tipos de exerc&#237;cios. Assim, o objetivo deste estudo foi verificar, por meio de uma revis&#227;o na literatura, a rela&#231;&#227;o entre o exerc&#237;cio aer&#243;bio e o resistido na HPE em hipertensos. Para tanto, realizaram-se buscas nas bases Scielo e Medline, considerando os estudos em ingl&#234;s e a amostra de humanos adultos hipertensos os principais crit&#233;rios de inclus&#227;o. Foram encontrados 126 estudos. Por&#233;m, fizeram parte das an&#225;lises 32 artigos, dos quais cinco envolveram o exerc&#237;cio resistido, e 27, o exerc&#237;cio aer&#243;bio. Sobre o exerc&#237;cio resistido, embora os estudos utilizassem modelos diferentes de prescri&#231;&#227;o, houve HPE principalmente no ambiente laboratorial. Ap&#243;s o exerc&#237;cio aer&#243;bio, observou-se HPE por maiores per&#237;odos de tempo. Contudo, ocorrem conflitos sobre a melhor intensidade e dura&#231;&#227;o para a prescri&#231;&#227;o dessa atividade. Portanto, aparentemente, ocorrem maiores redu&#231;&#245;es na press&#227;o arterial ap&#243;s o exerc&#237;cio aer&#243;bio em compara&#231;&#227;o com o exerc&#237;cio resistido em hipertensos. N&#227;o obstante, para maiores conclus&#245;es, s&#227;o necess&#225;rios estudos que acompanhem a press&#227;o arterial de forma ambulatorial.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>exerc&#237;cio</kwd>
        <kwd>hipotens&#227;o</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>04</day>
        <month>03</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>ATUALIZA&#199;&#195;O CL&#205;NICA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Hipotens&#227;o p&#243;s-exerc&#237;cio em indiv&#237;duos hipertensos: uma revis&#227;o</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Paulo Gomes Anuncia&#231;&#227;o; Marcos Doederlein Polito</bold>
    </p>
    <p> Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="endb">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Ap&#243;s uma sess&#227;o de exerc&#237;cios f&#237;sicos, pode ocorrer hipotens&#227;o p&#243;s-exerc&#237;cio (HPE). Esse efeito possui elevada relev&#226;ncia cl&#237;nica em hipertensos. Embora a literatura reporte v&#225;rios estudos sobre o tema, ainda falta uma an&#225;lise sobre o estado da arte, considerando-se os diferentes tipos de exerc&#237;cios. </p>
    <p> Assim, o objetivo deste estudo foi verificar, por meio de uma revis&#227;o na literatura, a rela&#231;&#227;o entre o exerc&#237;cio aer&#243;bio e o resistido na HPE em hipertensos. </p>
    <p> Para tanto, realizaram-se buscas nas bases <italic>Scielo</italic> e <italic>Medline</italic>, considerando os estudos em ingl&#234;s e a amostra de humanos adultos hipertensos os principais crit&#233;rios de inclus&#227;o. Foram encontrados 126 estudos. Por&#233;m, fizeram parte das an&#225;lises 32 artigos, dos quais cinco envolveram o exerc&#237;cio resistido, e 27, o exerc&#237;cio aer&#243;bio. Sobre o exerc&#237;cio resistido, embora os estudos utilizassem modelos diferentes de prescri&#231;&#227;o, houve HPE principalmente no ambiente laboratorial. Ap&#243;s o exerc&#237;cio aer&#243;bio, observou-se HPE por maiores per&#237;odos de tempo. Contudo, ocorrem conflitos sobre a melhor intensidade e dura&#231;&#227;o para a prescri&#231;&#227;o dessa atividade. </p>
    <p> Portanto, aparentemente, ocorrem maiores redu&#231;&#245;es na press&#227;o arterial ap&#243;s o exerc&#237;cio aer&#243;bio em compara&#231;&#227;o com o exerc&#237;cio resistido em hipertensos. N&#227;o obstante, para maiores conclus&#245;es, s&#227;o necess&#225;rios estudos que acompanhem a press&#227;o arterial de forma ambulatorial. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Hipertens&#227;o, exerc&#237;cio, hipotens&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial (HA) atinge parte significativa da popula&#231;&#227;o adulta mundial<sup>1</sup> e &#233; fator de risco para doen&#231;as card&#237;acas e disfun&#231;&#227;o renal<sup>2</sup>. Mudan&#231;as no estilo de vida, como redu&#231;&#227;o no consumo de &#225;lcool e tabaco, h&#225;bitos alimentares adequados e manuten&#231;&#227;o do peso corporal, s&#227;o sugeridas como preven&#231;&#227;o e tratamento n&#227;o medicamentoso da HA<sup>2,3</sup>. Al&#233;m desses fatores, a pr&#225;tica regular de exerc&#237;cios f&#237;sicos &#233; recomendada como meio de reduzir os valores de press&#227;o arterial (PA) de repouso<sup>4</sup>. </p>
    <p>Independentemente da poss&#237;vel redu&#231;&#227;o da PA de repouso em decorr&#234;ncia do exerc&#237;cio regular (efeito cr&#244;nico), pode existir redu&#231;&#227;o abaixo dos valores de repouso nos momentos ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o de uma sess&#227;o de exerc&#237;cios, o que se denomina hipotens&#227;o p&#243;s-exerc&#237;cio (HPE)<sup>5</sup>. Um dos primeiros dados cient&#237;ficos sobre a ocorr&#234;ncia desse fen&#244;meno foi descrito em 1981 por William Fitzgerald<sup>6</sup>, cuja PA encontrava-se sistematicamente reduzida ap&#243;s um exerc&#237;cio aer&#243;bio (corrida, 25 min, 70% da frequ&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima).</p>
    <p>A HPE pode ser considerada uma importante estrat&#233;gia para auxiliar no controle da PA de repouso, principalmente em hipertensos<sup>5</sup>. Sobre o exerc&#237;cio f&#237;sico, o aer&#243;bio &#233; o mais estudado e recomendado para promover HPE em hipertensos e normotensos<sup>7</sup>. Por&#233;m, em hipertensos, informa&#231;&#245;es quanto ao efeito das vari&#225;veis dura&#231;&#227;o e intensidade ainda s&#227;o controversas.</p>
    <p>Al&#233;m do exerc&#237;cio aer&#243;bio, o exerc&#237;cio resistido tamb&#233;m &#233; recomendado como parte de um programa de treinamento para hipertensos, como forma de aumentar a for&#231;a muscular<sup>4</sup>. Contudo, pesquisas sobre a ocorr&#234;ncia de HPE em hipertensos que empregaram esse modelo de exerc&#237;cio, embora tenham mostrado resultados promissores, ainda s&#227;o em pequeno n&#250;mero<sup>8-12</sup>. Mais ainda, existem diferen&#231;as nos protocolos experimentais, como carga, repeti&#231;&#245;es e quantidade de exerc&#237;cios.</p>
    <p>Assim, considerando as potenciais lacunas identificadas no entendimento dos diferentes exerc&#237;cios sobre a HPE em hipertensos, torna-se relevante investigar essa tem&#225;tica. Nesse contexto, o objetivo do presente estudo foi revisar a literatura sobre os efeitos dos exerc&#237;cios aer&#243;bio e resistido na HPE em hipertensos. Adicionalmente, mecanismos fisiol&#243;gicos envolvidos foram apresentados e comentados.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos de busca e inclus&#227;o de artigos</bold>
    </p>
    <p>Foram realizadas buscas nas bases <italic>Medline </italic>e<italic> Scielo</italic> por dois pesquisadores independentes. No <italic>Medline</italic>, para a busca das refer&#234;ncias relacionadas com o exerc&#237;cio aer&#243;bio, foram utilizados, separadamente, os termos <italic>dynamic exercise </italic>e<italic> aerobic exercise</italic>, associados com os termos <italic>hypotension, hypertension, post-exercise, postexercise, blood pressure </italic>e<italic> acute response </italic>no t&#237;tulo ou no resumo. Para a busca de refer&#234;ncias sobre o exerc&#237;cio resistido, foram utilizados, separadamente, os termos <italic>resistance exercise</italic> e <italic>strength exercise</italic>, seguidos dos demais termos j&#225; descritos. No <italic>Scielo</italic>, a busca ocorreu com os termos descritos separadamente no t&#237;tulo.</p>
    <p>Os crit&#233;rios de inclus&#227;o de artigos foram: 1) artigos que verificaram respostas da PA ap&#243;s o exerc&#237;cio aer&#243;bio ou resistido por um per&#237;odo m&#237;nimo de 30 minutos; 2) dura&#231;&#227;o do exerc&#237;cio igual ou superior a 15 minutos (para o exerc&#237;cio aer&#243;bio); 3) publica&#231;&#227;o em ingl&#234;s at&#233; setembro de 2009; 4) amostra composta por adultos e hipertensos, ou seja, m&#233;dia de PA do grupo estudado maior ou igual a 140 mmHg para a press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) ou 90 mmHg para a press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD)<sup>2</sup>. </p>
    <p>Ap&#243;s o filtro das buscas com as palavras-chave, foram encontrados 126 estudos. Desses, ainda foram exclu&#237;dos os experimentos sobre efeito cr&#244;nico do exerc&#237;cio, modelos animais, respostas da PA durante o exerc&#237;cio, amostra normotensa/pr&#233;-hipertensa, estresse ortost&#225;tico, revis&#227;o de literatura e os que tiveram dura&#231;&#227;o de exerc&#237;cio menor que 15 min (<xref ref-type="fig" rid="aop01611fig01m">Figura 1</xref>). Assim, 32 estudos fizeram parte das refer&#234;ncias do presente estudo, dos quais, cinco abordaram o exerc&#237;cio resistido (amostra total de 72 indiv&#237;duos), e 27, o exerc&#237;cio aer&#243;bio (amostra total de 638 indiv&#237;duos). Os principais achados dos estudos que envolveram exerc&#237;cio resistido est&#227;o resumidos na <xref ref-type="table" rid="aop01611tab01m">Tabela 1</xref>. Al&#233;m disso, a <xref ref-type="table" rid="aop01611tab02m">Tabela 2</xref> apresenta os principais resultados dos estudos que abordaram o exerc&#237;cio aer&#243;bio.</p>
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    </p>
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    </p>
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    </p>
    <p>
      <bold>Hipotens&#227;o p&#243;s-exerc&#237;cio resistido</bold>
    </p>
    <p>Houve grande discrep&#226;ncia entre os protocolos de exerc&#237;cios resistidos, em que a varia&#231;&#227;o ocorreu em rela&#231;&#227;o &#224; execu&#231;&#227;o (convencional<sup>8,10,12</sup> e circuito<sup>9,11</sup>); &#224; intensidade (desde leves<sup>8,9,11</sup> a elevadas<sup>10,12</sup>), &#224;s repeti&#231;&#245;es (entre 8 e 20) e ao intervalo de recupera&#231;&#227;o (entre 30 e 120 segundos). Por outro lado, o n&#250;mero de exerc&#237;cios utilizados apresentou pouca varia&#231;&#227;o (entre 4 e 7), solicitando, principalmente, grandes grupos musculares. Assim, de forma geral, uma compara&#231;&#227;o entre os estudos fica fragilizada, haja visto a diversidade dos protocolos utilizados na prescri&#231;&#227;o do exerc&#237;cio.</p>
    <p>Em todos os estudos, foi observada queda nos valores de PAS ap&#243;s a sess&#227;o de exerc&#237;cio. Tal redu&#231;&#227;o ocorreu, principalmente, na primeira hora ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o da atividade e foi independente do protocolo empregado. No estudo de Melo e cols.<sup>8</sup>, al&#233;m de a queda ser verificada em todo o per&#237;odo no ambiente laboratorial, a mesma perdurou por dez horas quando a amostra foi liberada para as atividades di&#225;rias, assemelhando-se a alguns estudos que envolvem o exerc&#237;cio aer&#243;bio<sup>13-16</sup>. Vale ressaltar que, nesse experimento, a amostra utilizava medica&#231;&#227;o para o controle da PA (captopril). Esse resultado possui grande validade externa, pois o exerc&#237;cio resistido aplicado concomitantemente ao uso do medicamento pode potencializar a dura&#231;&#227;o da redu&#231;&#227;o da PA.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; PAD, somente tr&#234;s estudos<sup>8,11,12</sup> verificaram HPE, apesar de utilizarem protocolos distintos. Moraes e cols.<sup>11</sup> observaram queda nos valores de PAD em momentos isolados (5&#186;, 10&#186; e 60&#186; minutos) do per&#237;odo de acompanhamento ap&#243;s circuito com pesos, fato esse que reduz a relev&#226;ncia cl&#237;nica da HPE por n&#227;o causar queda constante na PA. Mediano e cols.<sup>12</sup>, utilizando o m&#233;todo convencional, tamb&#233;m verificaram redu&#231;&#245;es em momentos isolados (30&#186; e 50&#186; minutos). Por&#233;m, nesse estudo, foi empregada intensidade elevada (10RM), e os indiv&#237;duos faziam uso de medicamento. A prescri&#231;&#227;o de intensidade elevada reduz a validade externa, visto que, para indiv&#237;duos hipertensos, a recomenda&#231;&#227;o &#233; de intensidade leve a moderada, pelo fato de provocar menores eleva&#231;&#245;es nos valores de PA durante a realiza&#231;&#227;o do exerc&#237;cio<sup>4</sup>. </p>
    <p>Al&#233;m desses, um estudo<sup>8</sup> observou diminui&#231;&#227;o na PAD (45&#186; e 75&#186; minutos) em ambiente controlado. Contudo, os valores de PAD permaneceram reduzidos por dez horas ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o do exerc&#237;cio em rela&#231;&#227;o ao dia controle. Resultados como esse estudo<sup>8</sup> s&#227;o relevantes, pois possibilitam aos indiv&#237;duos hipertensos, por exemplo, menor tempo de exposi&#231;&#227;o a valores press&#243;ricos elevados, tanto para a PAS quanto para a PAD. Contudo, independentemente dos resultados descritos por Melo e cols.<sup>8</sup>, &#233; importante considerar que a redu&#231;&#227;o da PA n&#227;o ocorreu em rela&#231;&#227;o aos valores de repouso obtidos no dia de exerc&#237;cio, mas somente em rela&#231;&#227;o ao dia em que n&#227;o houve exerc&#237;cio (controle). Dessa forma, considerando que a HPE &#233; a redu&#231;&#227;o da PA em rela&#231;&#227;o aos valores pr&#233;-exerc&#237;cio, s&#227;o necess&#225;rios mais estudos que investiguem a PA por longos per&#237;odos para maiores esclarecimentos.</p>
    <p>Por fim, um estudo<sup>9</sup> com indiv&#237;duos treinados n&#227;o observou redu&#231;&#227;o na PAD. Considerando que o treinamento cr&#244;nico pode provocar ajustes hemodin&#226;micos no organismo<sup>17</sup>, &#233; poss&#237;vel que isso interfira sobre a HPE em indiv&#237;duos treinados. Nesse sentido, o benef&#237;cio causado pela pr&#225;tica do exerc&#237;cio j&#225; teria sido adquirido pelo efeito cr&#244;nico e, dessa forma, n&#227;o seria observado ap&#243;s uma &#250;nica sess&#227;o de exerc&#237;cio. Por&#233;m, n&#227;o foram encontrados estudos que tenham analisado a influ&#234;ncia do estado de treinamento de hipertensos sobre a HPE, por isso, maiores infer&#234;ncias seriam especulativas. De forma semelhante, estudos<sup>18,19</sup> que envolvem normotensos treinados tamb&#233;m n&#227;o encontraram redu&#231;&#245;es significativas na PAD ap&#243;s uma sess&#227;o de exerc&#237;cios resistidos.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos mecanismos fisiol&#243;gicos envolvidos na queda da PA ap&#243;s o exerc&#237;cio resistido, foram encontrados somente dois estudos<sup>11,20</sup>, mas um<sup>11</sup> utilizou como amostra indiv&#237;duos hipertensos, e o outro<sup>20</sup>, normotensos. Moraes e cols.<sup>11</sup> identificaram que a HPE est&#225; relacionada com a libera&#231;&#227;o do vasodilatador calicre&#237;na<sup>21</sup>. Por&#233;m, essa subst&#226;ncia &#233; pouco estudada no contexto da HPE e n&#227;o se sabe, por enquanto, sua real contribui&#231;&#227;o na redu&#231;&#227;o da PA ap&#243;s o exerc&#237;cio. Em normotensos, Rezk e cols.<sup>20</sup> analisaram a resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica (RVP) e o d&#233;bito card&#237;aco (DC) ap&#243;s o exerc&#237;cio resistido com intensidades de 40 a 80% de 1RM. O exerc&#237;cio de menor intensidade ocasionou HPE tanto para PAS e PAD, por&#233;m o mecanismo observado foi a redu&#231;&#227;o do DC com manuten&#231;&#227;o da RVP. Em contrapartida, o exerc&#237;cio de maior intensidade promoveu HPE somente para a PAS, a qual se relacionou principalmente com a redu&#231;&#227;o do DC, j&#225; que a RVP aumentou ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o do exerc&#237;cio. No entanto, foram utilizados como amostra jovens saud&#225;veis, o que n&#227;o permite, de forma segura, a extrapola&#231;&#227;o dos dados para hipertensos.</p>
    <p>
      <bold>Hipotens&#227;o p&#243;s-exerc&#237;cio aer&#243;bio</bold>
    </p>
    <p>No exerc&#237;cio aer&#243;bio, a maioria dos estudos utilizou o cicloerg&#244;metro<sup>11,13-15,23-25,28-32,39,41-43</sup>, alguns utilizaram a esteira ergom&#233;trica<sup>16,22,26,27,33-38,40</sup>, e somente um estudo utilizou a corrida na &#225;gua<sup>36</sup>.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; HPE e exerc&#237;cio aer&#243;bio, observou-se que somente dois estudos<sup>25,26</sup> n&#227;o verificaram redu&#231;&#245;es na PAS e PAD, tanto em rela&#231;&#227;o ao repouso quanto em rela&#231;&#227;o ao dia controle. Al&#233;m desses, alguns estudos<sup>11,22,33,34,36-40,42,43</sup> verificaram HPE em curtos per&#237;odos de tempo (30-120 minutos), tanto para a PAS quanto para a PAD. Redu&#231;&#245;es da PA por per&#237;odos curtos causam menor impacto para a sa&#250;de cardiovascular de um indiv&#237;duo hipertenso, visto que a dura&#231;&#227;o da queda da PA &#233; o fator mais importante na ocorr&#234;ncia desse fen&#244;meno<sup>44</sup>. Por&#233;m, desses 11 estudos, oito<sup>22,33,34,36-40</sup> utilizaram o m&#233;todo auscultat&#243;rio, e dois<sup>42,43</sup> utilizaram a medida intra-arterial da PA, o que impossibilita o acompanhamento da PA fora do ambiente laboratorial.</p>
    <p>Nesse contexto, aproximadamente 50% dos estudos<sup>13-16,23,24,27-32,35,41</sup> que envolveram exerc&#237;cio aer&#243;bio verificaram redu&#231;&#245;es na PAS e PAD por longos per&#237;odos. Contudo, para a PAS, somente dois estudos<sup>14,15</sup> observaram redu&#231;&#245;es em rela&#231;&#227;o aos valores pr&#233;-exerc&#237;cio, fato que caracteriza o fen&#244;meno da HPE. Os resultados de algumas pesquisas<sup>13,16,23,27,31,32,35</sup> foram significantes em rela&#231;&#227;o ao dia controle, mas n&#227;o em compara&#231;&#227;o aos valores de repouso. Mais ainda, alguns estudos<sup>24,28-30,41</sup> encontraram aumento nos valores de PAS em rela&#231;&#227;o ao repouso, no entanto, esses valores foram menores em compara&#231;&#227;o ao dia controle.</p>
    <p>Por outro lado, para a PAD, a HPE ocorreu em seis estudos<sup>14,15,24,28-30</sup>. Redu&#231;&#245;es somente em rela&#231;&#227;o ao dia controle foram verificadas em oito estudos<sup>13,16,23,27,31,32,35,41</sup>, e, diferentemente da PAS, nenhum estudo observou aumento em rela&#231;&#227;o aos valores pr&#233;-exerc&#237;cio para a PAD. A compara&#231;&#227;o da PA em rela&#231;&#227;o ao dia controle &#233; importante, pois permite visualizar o comportamento dos valores press&#243;ricos sem a realiza&#231;&#227;o do exerc&#237;cio. Todavia, como j&#225; citado, o conceito de HPE &#233; a redu&#231;&#227;o dos n&#237;veis de PA em rela&#231;&#227;o aos valores de repouso e, dessa maneira, seria interessante quantificar e qualificar o comportamento da amostra no dia controle para maiores infer&#234;ncias.</p>
    <p>Parece n&#227;o haver uma coes&#227;o dos resultados obtidos nos estudos no que diz respeito &#224; intensidade e queda da PA ap&#243;s o exerc&#237;cio. Dessa forma, HPE pode ser observada ap&#243;s exerc&#237;cio de baixa<sup>23,27,36,39</sup>, moderada<sup>15,22,30,31</sup> e elevada intensidades<sup>35,38</sup>. Nesse sentido, alguns estudos<sup>13,14,16,24,28,29,34,41</sup> tentaram comparar diretamente a intensidade com a redu&#231;&#227;o da PA, mas os resultados s&#227;o conflitantes. Algumas pesquisas<sup>16,34</sup> demonstraram que intensidades mais elevadas (70-75% do VO<sub>2m&#225;x.</sub>) promovem maiores redu&#231;&#245;es nos valores press&#243;ricos do que intensidades mais leves (50% do VO<sub>2m&#225;x.</sub>). Em contrapartida, alguns estudos<sup>13,14,24,28,29,41</sup> n&#227;o verificaram diferen&#231;as quanto &#224; resposta da PA e &#224; intensidade do exerc&#237;cio.</p>
    <p>Vale ressaltar que alguns experimentos<sup>32,33</sup> compararam o exerc&#237;cio cont&#237;nuo com o exerc&#237;cio intervalado, sugerindo que o exerc&#237;cio cont&#237;nuo possui pequena vantagem em rela&#231;&#227;o ao exerc&#237;cio intervalado. Portanto, n&#227;o h&#225; consenso na literatura a respeito da rela&#231;&#227;o de intensidade e HPE para indiv&#237;duos hipertensos. No entanto, a recomenda&#231;&#227;o do Col&#233;gio Americano de Medicina do Esporte<sup>4</sup> indica a prescri&#231;&#227;o de intensidade leve/moderada (40-60% do VO<sub>2m&#225;x.</sub>), justamente por provocar menores eleva&#231;&#245;es da PA durante o esfor&#231;o e, por isso, proporcionar maior seguran&#231;a.</p>
    <p>Outra vari&#225;vel que pode interferir na HPE &#233; a dura&#231;&#227;o do esfor&#231;o, por&#233;m foi observada redu&#231;&#227;o da PA tanto em exerc&#237;cios com menor dura&#231;&#227;o (15-20 minutos)<sup>30,41</sup> quanto com maiores dura&#231;&#245;es (50 minutos)<sup>22,27,37,40</sup>. Bennett e cols.<sup>37</sup> verificaram a resposta da PA com a realiza&#231;&#227;o de exerc&#237;cio intermitente, em que os indiv&#237;duos exercitavam-se durante dez minutos e descansavam por tr&#234;s minutos. Essa rotina foi repetida cinco vezes, e, dessa forma, os autores verificaram que a queda da PA sofria influ&#234;ncia da dura&#231;&#227;o do esfor&#231;o. Contudo, um estudo<sup>26</sup> empregou uma metodologia muito semelhante, mas n&#227;o observou redu&#231;&#227;o da PA ap&#243;s o exerc&#237;cio. Nesse contexto, estudos que comparam diretamente a resposta da PA com a dura&#231;&#227;o do exerc&#237;cio possuem resultados conflitantes, j&#225; que h&#225; ind&#237;cios de que maiores dura&#231;&#245;es proporcionam maiores redu&#231;&#245;es nos valores press&#243;ricos<sup>45</sup>. Por outro lado, outros resultados sugerem n&#227;o haver diferen&#231;a na HPE com a realiza&#231;&#227;o de exerc&#237;cios com menores (dez minutos) ou maiores dura&#231;&#245;es (30 minutos)<sup>46</sup>. Guidry e cols.<sup>41</sup>, estudando indiv&#237;duos hipertensos, observaram pequena vantagem para o exerc&#237;cio de maior dura&#231;&#227;o (30 minutos <italic>versus </italic>15 minutos) para a PAD. Portanto, parece n&#227;o haver uma rela&#231;&#227;o entre dura&#231;&#227;o do exerc&#237;cio e HPE, por isso, mais estudos s&#227;o necess&#225;rios nesse contexto, pois dois<sup>45,46</sup> dos tr&#234;s estudos que investigaram a influ&#234;ncia da dura&#231;&#227;o do esfor&#231;o sobre a HPE utilizaram como amostra indiv&#237;duos pr&#233;-hipertensos.</p>
    <p>Os mecanismos envolvidos na queda da PA ap&#243;s o exerc&#237;cio aer&#243;bio podem ser diferentes daqueles envolvidos em rela&#231;&#227;o ao exerc&#237;cio resistido. Curiosamente, Rueckert e cols.<sup>38</sup> observaram um padr&#227;o bif&#225;sico na HPE, em que inicialmente a queda da PA &#233; determinada pela redu&#231;&#227;o da RVP, seguida por diminui&#231;&#227;o do DC. Al&#233;m disso, alguns estudos<sup>23,34</sup> observaram que a HPE &#233; determinada somente pela redu&#231;&#227;o do DC, a qual est&#225; relacionada com a redu&#231;&#227;o do volume sist&#243;lico. Ademais, Hagberg e cols.<sup>34</sup> verificaram que, em indiv&#237;duos idosos, a HPE seja provavelmente mediada pela redu&#231;&#227;o do DC, j&#225; que, com o avan&#231;o da idade, ocorre aumento na rigidez arterial. Consequentemente, h&#225; menor capacidade de vasodilata&#231;&#227;o<sup>47</sup>. </p>
    <p>Por outro lado, alguns estudos<sup>15,39</sup> verificaram que a queda da PA tem influ&#234;ncia da diminui&#231;&#227;o da RVP, a qual pode estar relacionada com a libera&#231;&#227;o de subst&#226;ncias vasodilatadoras como o &#243;xido n&#237;trico<sup>44,48</sup>, prostaglandinas<sup>49,50</sup> e adenosina<sup>51</sup>. Contudo, estudos que bloquearam a s&#237;ntese de &#243;xido n&#237;trico e prostaglandinas continuaram observando a queda da PA<sup>52,53</sup>. Mais ainda, a diminui&#231;&#227;o da RVP pode estar atrelada a uma redu&#231;&#227;o da atividade nervosa simp&#225;tica, que foi observada tanto em humanos<sup>54,55</sup> quanto em modelos animais<sup>56</sup>. Franklin e cols.<sup>57</sup> verificaram que a termorregula&#231;&#227;o &#233; outro fator que poderia estar relacionado com a ocorr&#234;ncia da HPE. No entanto, alguns estudos sugerem que h&#225; pouca contribui&#231;&#227;o da termorregula&#231;&#227;o<sup>7</sup> e das circula&#231;&#245;es espl&#226;nica<sup>58</sup>, cut&#226;nea<sup>59</sup> e cerebral<sup>60</sup> para a HPE. Por fim, outro mecanismo que pode estar relacionado com a HPE &#233; a fun&#231;&#227;o barorreflexa, a qual parece estar aumentada ap&#243;s uma sess&#227;o de exerc&#237;cio<sup>61,62</sup>. Esse mecanismo age de duas maneiras, havendo diminui&#231;&#227;o da RVP e da frequ&#234;ncia card&#237;aca com o aumento da PA e, em contrapartida, aumento dessas vari&#225;veis com a diminui&#231;&#227;o dos valores press&#243;ricos<sup>63</sup>. </p>
    <p>Portanto, n&#227;o h&#225; evid&#234;ncias sobre o exato mecanismo envolvido na HPE, pois parece haver contribui&#231;&#227;o de v&#225;rios fatores para a ocorr&#234;ncia do fen&#244;meno. Vale ressaltar que grande parte dos estudos que envolvem mecanismos relacionados com a queda da PA utilizou como amostra indiv&#237;duos normotensos ou modelos animais. Dessa forma, os resultados devem ser analisados com certo cuidado, pois a extrapola&#231;&#227;o dos resultados para a popula&#231;&#227;o hipertensa fica fragilizada.</p>
    <p>
      <bold>Monitoriza&#231;&#227;o da press&#227;o arterial p&#243;s-exerc&#237;cio</bold>
    </p>
    <p>Sobre a monitoriza&#231;&#227;o da PA ap&#243;s exerc&#237;cios aer&#243;bio e com pesos, dois estudos<sup>9,12</sup> utilizaram somente o m&#233;todo auscultat&#243;rio ap&#243;s o exerc&#237;cio resistido e oito estudos<sup>22,33,34,36-40</sup> ap&#243;s o exerc&#237;cio aer&#243;bio. Nesses experimentos, os pesquisadores acompanharam a PA entre 30-120 minutos, e as medidas foram mensuradas, na maioria das vezes, a cada dez minutos. Al&#233;m disso, dois estudos<sup>42,43</sup> utilizaram a medida direta de PA. Esses procedimentos s&#227;o interessantes, pois permitem ao investigador analisar o comportamento cardiovascular na aus&#234;ncia de vari&#225;veis intervenientes, mas diminui a validade externa dos resultados.</p>
    <p>Por outro lado, tr&#234;s estudos<sup>8,10,11</sup> que envolveram exerc&#237;cios com pesos e dezessete<sup>11,13-16,23-32,35,41</sup> que empregaram o exerc&#237;cio aer&#243;bio utilizaram a monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial da press&#227;o arterial (MAPA). Contudo, em alguns casos, a informa&#231;&#227;o traduzida pelos resultados da MAPA pode causar confus&#227;o no entendimento. Por exemplo, um estudo<sup>32</sup> concluiu que a PA ficou reduzida significativamente na m&#233;dia das 24 horas de monitoriza&#231;&#227;o. No entanto, a redu&#231;&#227;o significativa da PA ocorreu apenas nas medidas realizadas no per&#237;odo noturno. Dessa forma, pode parecer ao leitor que o exerc&#237;cio proporcionou redu&#231;&#227;o em todas as 24 horas.</p>
    <p>Al&#233;m da an&#225;lise no per&#237;odo de 24 horas, a MAPA pode ser utilizada pela divis&#227;o dos per&#237;odos do dia, isto &#233;, 24 horas, vig&#237;lia e sono<sup>2,3</sup>. Dessa forma, a MAPA pode ser empregada para detec&#231;&#227;o de pacientes com hipertens&#227;o refrat&#225;ria, por exemplo. Assim, a utiliza&#231;&#227;o desse m&#233;todo &#233; bastante interessante, pois torna poss&#237;vel a compara&#231;&#227;o entre valores de PA no consult&#243;rio e no per&#237;odo de vig&#237;lia, em que tais medidas comparativas podem favorecer a detec&#231;&#227;o de hipertensos com efeito do avental branco<sup>64</sup>. </p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Aparentemente, o exerc&#237;cio aer&#243;bio proporciona redu&#231;&#245;es de maior magnitude e dura&#231;&#227;o na PA em compara&#231;&#227;o ao exerc&#237;cio resistido. No entanto, s&#227;o necess&#225;rios mais estudos que apliquem o exerc&#237;cio resistido em indiv&#237;duos hipertensos. N&#227;o h&#225; um modelo de prescri&#231;&#227;o para o exerc&#237;cio com pesos que promova maiores redu&#231;&#245;es nos valores press&#243;ricos de hipertensos. Contudo, no que diz respeito &#224; seguran&#231;a dos indiv&#237;duos, a intensidade deve ficar em torno de 50% de 1RM, com intervalos m&#237;nimos de um minuto (entre as s&#233;ries e os exerc&#237;cios), e devem-se utilizar exerc&#237;cios que solicitem principalmente os grandes grupos musculares. Al&#233;m disso, deve-se evitar a utiliza&#231;&#227;o de s&#233;ries longas que levem at&#233; a exaust&#227;o, fato que pode causar maiores eleva&#231;&#245;es na PA.</p>
    <p>A prescri&#231;&#227;o da maioria dos estudos em rela&#231;&#227;o &#224;s atividades aer&#243;bias variou entre 50-60% do VO<sub>2m&#225;x.</sub>, com dura&#231;&#245;es entre 30-45 minutos, sendo realizadas de forma cont&#237;nua. Vale ressaltar que ainda h&#225; resultados conflitantes em rela&#231;&#227;o &#224; melhor intensidade e &#224; dura&#231;&#227;o para esse modelo de exerc&#237;cio.</p>
    <p>O exato mecanismo envolvido na HPE permanece obscuro, havendo um mecanismo compensat&#243;rio. Ou seja, a redu&#231;&#227;o da PA deve-se &#224; redu&#231;&#227;o da RVP ou do DC, mas, quando n&#227;o h&#225; redu&#231;&#227;o de uma dessas vari&#225;veis, ocorre uma compensa&#231;&#227;o da outra, a fim de promover a redu&#231;&#227;o dos n&#237;veis de PA. Por fim, s&#227;o necess&#225;rios estudos que investiguem o comportamento da PA, em rela&#231;&#227;o aos valores pr&#233;-exerc&#237;cio, por longos per&#237;odos de tempo, para proporcionar maiores esclarecimentos sobre essa quest&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Paulo Gomes Anuncia&#231;&#227;o pela Universidade Estadual de Londrina.</p>
    <p>
      <fn id="endb" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia: </bold>
        </label>
        <p> Marcos Doederlein Polito </p>
        <p> Departamento de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica - Universidade Estadual de Londrina </p>
        <p> Rodovia Celso Garcia Cid, km 380 </p>
        <p> 86051-980 - Londrina, PR, Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="marcospolito@uel.br">marcospolito@uel.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 02/10/09; revisado recebido em 11/12/09; aceito em 12/02/10.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>An international comparative study of blood pressure in populations of European vs. African descent</article-title>
          <source>BMC Med</source>
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            <year>2005</year>
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          <volume>3</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Baroreflex regulation of forearm vascular resistance after exercise in hypertensive and normotensive humans</article-title>
          <source>Am J Physiol</source>
          <date>
            <year>1992</year>
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          <lpage>31</lpage>
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          <volume>263</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Augmented baroreflex heart rate gain after moderate-intensity, dynamic exercise</article-title>
          <source>Am J Physiol</source>
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          <issue>2</issue>
          <volume>270</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Role of arterial baroreceptor function on cardiovascular adjustments to acute and chronic dynamic exercise</article-title>
          <source>Biol Res</source>
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            <year>1998</year>
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          <issue>3</issue>
          <volume>31</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Twenty-four hour ambulatory blood pressure monitoring pattern of resistant hypertension</article-title>
          <source>Blood Press Monit</source>
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            <year>2003</year>
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          <issue>5</issue>
          <volume>8</volume>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Clinical Update</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">A review on post-exercise hypotension in hypertensive individuals</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Post-exercise hypotension (PEH) may follow a session of physical exercises. This effect has high clinical relevance for hypertensive individuals. Although there are several studies on the subject, an analysis is still lacking on a state-of-art approach considering different types of exercises. Using a review of literature, the aim of this paper was to verify the relationship between aerobic exercise and resistance exercise in PEH in hypertensive people. For the purpose of this study, Scielo and Medlinedatabases were surveyed, and the main inclusion criteria were studies on the subject in English language and a sample of hypertensive adults. One hundred and twenty-six studies were found. However, only 32 papers, 5 of which on resistance exercise and 27 on aerobic exercise were used for this study. Although the studies surveyed used different prescription models for resistance exercise, PEH was observed mainly in the laboratory setting. After aerobic exercise, it was noted that PEH occurred for longer periods. However, there are differences of opinion as to the best intensity and duration of the exercise to be prescribed. Therefore, in hypertensive individuals declines in arterial pressure following aerobic exercise are apparently greater than those observed with resistance exercise. Nevertheless, in order to achieve sounder conclusions, further studies on ambulatory blood pressure monitoring should be conducted.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Hypertension</kwd>
        <kwd>exercise</kwd>
        <kwd>hypotension</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CLINICAL UPDATE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>A review on post-exercise hypotension in hypertensive individuals</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Paulo Gomes Anuncia&#231;&#227;o; Marcos Doederlein Polito</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>Post-exercise hypotension (PEH) may follow a session of physical exercises. This effect has high clinical relevance for hypertensive individuals. Although there are several studies on the subject, an analysis is still lacking on a state-of-art approach considering different types of exercises.</p>
      <p> Using a review of literature, the aim of this paper was to verify the relationship between aerobic exercise and resistance exercise in PEH in hypertensive people.</p>
      <p> For the purpose of this study, Scielo and Medlinedatabases were surveyed, and the main inclusion criteria were studies on the subject in English language and a sample of hypertensive adults. One hundred and twenty-six studies were found. However, only 32 papers, 5 of which on resistance exercise and 27 on aerobic exercise were used for this study. Although the studies surveyed used different prescription models for resistance exercise, PEH was observed mainly in the laboratory setting. After aerobic exercise, it was noted that PEH occurred for longer periods. However, there are differences of opinion as to the best intensity and duration of the exercise to be prescribed.</p>
      <p> Therefore, in hypertensive individuals declines in arterial pressure following aerobic exercise are apparently greater than those observed with resistance exercise. Nevertheless, in order to achieve sounder conclusions, further studies on ambulatory blood pressure monitoring should be conducted.</p>
      <p><bold>Key words: </bold> Hypertension; exercise; hypotension.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Arterial hypertension (AH) affects a significant part of the adult population worldwide<sup>1</sup>, and is a risk factor for heart diseases and renal failure<sup>2</sup>. Lifestyle changes, such as reducing alcohol consumption and tobacco smoking, developing adequate eating habits, and controlling body weight, are suggested as non-drug measures for preventing and treating AH<sup>2,3</sup>. Engaging in regular exercise is also recommended as a means to reduce resting blood pressure (BP) values<sup>4</sup>.</p>
      <p>Regardless of the potential reduction in resting BP levels as a result of regular exercising (chronic effect), these may drop to below resting values in the minutes following a bout of exercises, which is termed post-exercise hypotension (PEH)<sup> 5</sup>. One of the first scientific data on the subject was described in 1981 by William Fitzgerald<sup>6</sup>, whose BP systematically declined after aerobic exercise training (25-minute jogging at 70% of the maximal heart rate). </p>
      <p>PEH can be considered an important strategy to help control resting BP, especially in hypertensive individuals<sup>5</sup>. Aerobic physical exercise is the most commonly surveyed and recommended modality to promote PEH in hypertensive and normotensive individuals<sup>7</sup>. However, data on the effects of the duration and intensity of exercise in hypertensive subjects are still controversial.</p>
      <p>Besides aerobic exercising, resistance training is also recommended for hypertensive individuals as a form of increasing muscle strength<sup>4</sup>. However, although showing promising results, research on the occurrence of PEH in hypertensive individuals engaged in this type of exercise is scarce<sup>8-12</sup>. Moreover, there are differences in experimental protocols, such as weight load, number of repetitions, and quantity of exercises.</p>
      <p>Thus, considering the potential gaps identified in understanding the effect of diverse exercises on PEH in hypertensive individuals, it is of utmost importance to investigate the subject. Within this context, the aim of this study was to review literature on the effects of aerobic and resistance exercises on PEH in hypertensive individuals. Additionally, physiological mechanisms involved were presented and commented on.</p>
      <p>
        <bold>Search methods and inclusion of studies</bold>
      </p>
      <p>Two independent researchers surveyed Medline and Scielo databases. To search references on aerobic exercise in the Medline database, the terms <italic>dynamic exercise </italic>and<italic> aerobic exercise</italic> were used separately and associated with <italic>hypotension, hypertension, post-exercise, postexercise, blood pressure, </italic>and<italic> acute response </italic>in the title or in the abstract. To search references on resistance exercise, the terms <italic>resistance exercise</italic> and <italic>strength exercise</italic> were used separately, followed by the terms cited above. Investigation in the Scielo database was done using the terms described separately in the title.</p>
      <p>Inclusion criteria for the articles were: 1) papers reporting arterial BP responses to aerobic or resistance exercise for a minimum of 30 minutes; 2) duration of exercise training equal to or more than 15 minutes (for aerobic exercise); 3) papers published in English up to September 2009; 4) a sample consisting of hypertensive adults, i.e., mean BP of the study group equal to or greater than 140 mmHg for systolic blood pressure (SBP) or 90 mmHg for diastolic blood pressure (DBP)<sup>2</sup>.</p>
      <p>After filtering by the key words, 126 studies remained. Of these, the following papers were excluded: experiments on the effects of chronic exercise, animal models, BP responses during exercise, samples consisting of subjects with normotension/borderline hypertension, orthostatic tolerance, literature review, and exercise duration under 15 minutes (<xref ref-type="fig" rid="en_aop01611fig01m-body2">Figure 1</xref>). Thus, this study consisted of 32 reference papers, 5 of which addressing resistance exercise (a sample of 72 individuals), and 27 addressing aerobic exercises (a sample of 639 individuals). <xref ref-type="table" rid="en_aop01611tab01m-body2">Table 1</xref> displays the main findings of the studies on resistance exercises, whereas <xref ref-type="table" rid="en_aop01611tab02m-body2">Table 2</xref> shows the main findings on aerobic exercises.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop01611fig01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-e100-00025-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
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      </p>
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      </p>
      <p>
        <bold>Hypotension following resistance exercises</bold>
      </p>
      <p>A significant difference was observed among the protocols for resistance exercises. Variation was relative to: performance (conventional<sup>8,10,12</sup> and circuit-training<sup>9,11</sup>); intensity (ranging from low<sup>8,9,11</sup> to high<sup>10,12</sup>), number of repetitions (between 8 and 20), and duration of the rest interval (between 30 and 120 seconds). On the other hand, variation in the number of exercises was small (among 4 and 7), and most worked on large muscle groups. Therefore, generally speaking, a comparison between the groups is jeopardized by the diversity of protocols used for exercise prescription.</p>
      <p>In all these studies, a decline in SBP values following exercise was noted, especially within the first hour after the activity, regardless of the protocol employed. In their study, Melo et al<sup>8</sup>, served that besides lasting over the entire period in the laboratory setting, when participants were released to resume their daily activities the decline in SBP persisted for 10 hours, resembling other studies conducted on aerobic exercises<sup>13-16</sup>. It is noteworthy that in this study, the individuals were taking medication to control BP (Captopril). This finding has significant external validity, since resistance exercise combined with medication may potentiate the duration of the reduction in BP levels.</p>
      <p>As to DBP levels, only three studies<sup>8,11,12</sup> reported PEH despite using different protocols. Moraes et al<sup>11</sup> observed a decline in DBP levels at isolated time points: 5, 10, and 60 minutes following weight training. This fact reduces the clinical relevance of PEH since the BP decline is not sustained. Using the conventional method, Mediano et al<sup>12</sup>, also observed reductions in BP at 30 and 50 minutes following the activity. However, they used a high-intensity exercise protocol (10MR), and participants were on medication. The prescription of high-intensity exercises reduces the study's external validity, since hypertensive individuals should follow a light-to-moderate intensity program of exercises because it elicits lower increases in BP values during the activity<sup>4</sup>.</p>
      <p>In addition to these, another study<sup>8</sup> reported a decline in DBP (45 and 75 minutes after exercise) in a controlled setting. However, the DBP values continued reduced for 10 hours after the exercise session compared with a non-exercising control day. Findings such as those observed in this study<sup>8</sup> are relevant, since they allow, for instance, that hypertensive individuals be exposed to high blood pressure values, for both SBP and DBP, for shorter periods of time. However, regardless of the results reported by the authors (Melo et al<sup>8</sup>), it is important to keep in mind that the decline in BP did not occur relative to the resting values recorded on the day of exercise training, but only in relation to the day when the individuals did not exercise (control day). Thus, considering that PEH is the reduction in BP values relative to pre-exercise resting values, further investigation is warranted to assess BP levels during longer periods.</p>
      <p>Finally, a study<sup>9</sup> conducted with physically fit individuals did not observe any decline in DBP levels. Considering that chronic training may induce hemodynamic adjustments in the body<sup>17</sup>, this may potentially interfere in the PEH of physically fit individuals. In this sense, the benefit from regular activity would have been already obtained by the chronic effect and, thus, would not be observed after a single bout of exercise. However, no studies were found on the influence of hypertensive individuals' fitness status on PEH; therefore, greater inferences would be merely speculative. Likewise, studies<sup>18,19</sup> involving physically fit normotensive subjects reported no significant drops in DBP following a session of resistance exercises.</p>
      <p>Regarding the physiological mechanisms involved in BP decline after resistance exercise, only two studies<sup>11,20</sup> were found; one of them<sup>11</sup> was conducted with hypertensive individuals, whereas the other<sup>20</sup>, with normotensive individuals. Moraes et al<sup>11</sup> observed that PEH is related to the release of kallikrein, a vasodilator agent<sup>21</sup>. However, this substance has been rarely studied in the context of PEH, and its actual contribution to reducing BP is still unclear. Rezk et al<sup>20</sup> evaluated peripheral vascular resistance (PVR) and cardiac output (CO) in normotensive individuals after a bout of resistance exercise with intensities ranging from 40% to 80% of 1MR. The lowest intensity exercise elicited PEH for both SBP and DBP, although reductions of CO and maintenance of PVR were observed. Conversely, the highest intensity exercise elicited PEH only for SBP, which was associated mainly with a decrease in CO, since PVR increased after exercise. Nevertheless, the sample consisted of healthy young individuals, and this does not allow us to safely extrapolate data for hypertensive people.</p>
      <p>
        <bold>Hypotension following aerobic exercises</bold>
      </p>
      <p>For aerobic exercising, the majority of studies used cycle ergometric protocols<sup>11,13-15,23-25,28-32,39,41-43</sup>, others used ergometric treadmills<sup>16,22,26,27,33-38,40</sup>, and only one used water running<sup>36</sup>.</p>
      <p>Regarding PEH and aerobic exercise, only two studies<sup>25,26</sup> reported no declines in SBP and DBP, compared to resting and control day values. Additionally, a few other studies<sup>11,22,33,34,36-40,42,43</sup> recorded PEH in short periods of time (30 to 120 minutes) for both SBP and DBP. Reductions in BP for short periods of time have a lower impact on the cardiovascular health of a hypertensive individual, since the duration of the decline in BP is the most important factor in this phenomenon<sup>44</sup>. Nonetheless, of these 11 studies, eight<sup>22,33,34,36-40</sup> used the auscultatory method, whereas two<sup>42,43</sup> used the intra-arterial measurement method, which hinders BP monitoring outside the laboratory setting.</p>
      <p>Within this context, approximately 50% of the studies<sup>13-16,23,24,27-32,35,41</sup> involving aerobic exercise reported reductions in SBP and DBP levels sustained over long periods. However, only two studies<sup>14,15</sup> recorded declines in SBP compared to pre-exercise values, a fact that characterizes the PEH phenomenon. The findings of some studies<sup>13,16,23,27,31,32,35</sup> were significant compared with a non-exercising control day, but not compared to resting values. Moreover, a few studies<sup>24,28-30,41</sup> recorded increased SBP values compared to resting values, but these were smaller compared to those of the control day.</p>
      <p>On the other hand, six studies observed PEH for DBP.<sup>14,15,24,28-30</sup> Reductions compared only with the control day were recorded in eight studies<sup>13,16,23,27,31,32,35,41</sup>, and, differently from SBP values, not one study recorded an increase compared with DBP pre-exercise values. It is important to compare BP with the control day value, since this allows an analysis of the behavior of pressure values without exercise. However, as has already been mentioned, the concept of PEH consists in the reduction in BP levels relative to resting values and, thus, it would be interesting to quantify and qualify the behavior of the sample on the control day to allow greater inferences to be drawn.</p>
      <p>There is an apparent lack of consistency between study findings regarding exercise intensity and a decline in BP following exercise. Thus, PEH can be observed following bouts of low<sup>23,27,36,39</sup>, moderate<sup>15,22,30,31</sup> and high-intensity<sup>35,38</sup> exercise. In this sense, a few studies<sup>13,14,16,24,28,29,34,41</sup> that attempted to directly compare exercise intensity and decline in BP have yielded contradictory results. A few studies<sup>16,34</sup> showed that high-intensity exercises (70 to 75% VO<sub>2max.</sub>) promote greater reductions in pressure values than mild-intensity (50% VO<sub>2max.</sub>) activities. Conversely, other studies<sup>13,14,24,28,29,41</sup> have reported no differences regarding BP responses and exercise intensity.</p>
      <p>It is noteworthy that some studies<sup>32,33</sup> compared continuous and interval exercise, suggesting that continuous exercise has a slight advantage over interval exercise. Therefore, literature lacks a consensus as to the relationship between exercise intensity and PEH in hypertensive individuals. Nevertheless, the American College of Sports Medicine<sup>4</sup> recommends the prescription of low-to-moderate intensity exercise (40-60% VO<sub>2max.</sub>), exactly because it elicits lower increases in BP during the activity and, thus, provide greater safety.</p>
      <p>Another variable that can interfere with PEH is the duration of the exertion; however, a reduction in BP levels was observed in both, shorter duration sessions (15 to 20 minutes)<sup>30,41</sup> and longer sessions (50 minutes)<sup>22,27,37,40</sup>. Bennett et al<sup>37</sup> evaluated the BP response to intermittent exercise, in which individuals exercised during ten minutes alternately with three-minute rest periods. This routine was repeated five times and the authors verified that the duration of the activity influenced the reduction in BP levels. However, a study<sup>26</sup> employing a very similar methodology, did not observe any reduction in BP levels after exercise. Within this context, studies comparing directly the BP response and the duration of exercise sessions yield contradictory results, since there is evidence that the longer the duration of the exercise session, the greater the reductions in pressure values<sup>45</sup>. On the other hand, other findings suggest no difference in PEH following shorter exercise sessions (ten minutes) or ones of longer duration (30 minutes)<sup>46</sup>. In their study with hypertensive individuals, Guidry et al<sup>41</sup>, observed a slight advantage of longer-duration exercise bouts (30 minutes <italic>vs </italic>15 minutes) in DBP. Therefore, there seems to be no relationship between exercise duration and PEH; this calls for further studies within this context, since two<sup>45,46</sup> of the three papers investigating the influence of the duration of effort on PEH used a sample of borderline hypertensive individuals.</p>
      <p>The mechanisms involved in the reduction of BP following aerobic exercise may be different from those involved in resistance exercise. Curiously, Rueckert et al<sup>38</sup> observed a biphasic pattern of PEH, in which the initial fall in BP is determined by the reduction of PVR, followed by the reduction in CO. Moreover, some studies<sup>23,34</sup> observed that the PEH is determined only by the reduction of CO, which is relative to the reduction in the systolic volume. Furthermore, Hagberg et al<sup>34</sup> noted that among senior individuals, PEH is probably mediated by the reduction in CO, since aging leads to arterial stiffness. Consequently, there is lower capacity for vessel dilation<sup>47</sup>.</p>
      <p>On the other hand, a few studies<sup>15,39</sup> demonstrated that the fall in BP levels is influenced by the reduction in PVR, which can be associated with the release of vasodilator drugs, such as nitric oxide<sup>44,48</sup>, prostaglandins<sup>49,50</sup>, and adenosine<sup>51</sup>. However, studies on the effect of blocking the synthesis of nitric oxide and prostaglandins still reported decline in BP levels<sup>52,53</sup>. Moreover, the reduction in PVR can be associated with a decrease in sympathetic activity, observed in both human<sup>54,55</sup> and animal models<sup>56</sup>. Franklin et al<sup>57</sup> observed that thermoregulation is another factor that could be associated with PEH. Nevertheless, a few studies suggest that thermoregulation<sup>7</sup> and splenic<sup>58</sup>, cutaneous<sup>59</sup> and cerebral<sup>60</sup> circulation contribute very little to PEH. Finally, another mechanism that might influence PEH is baroreflex function, which seems to increase after an exercise session<sup>61,62</sup>. This mechanism acts in two ways: it lowers PVR and heart rate in response to an increase in BP and, it increases these variables in response to a decrease in blood pressure values<sup>63</sup>.</p>
      <p>Therefore, there is no evidence as to the exact mechanism involved in PEH, as apparently several factors contribute to the occurrence of this phenomenon. It is noteworthy that a large part of the studies involving mechanisms related with the decline in BP used samples of normotensive individuals or animal models. Consequently, these findings should be analyzed very carefully, since the extrapolation of their results for the hypertensive population is jeopardized.</p>
      <p>
        <bold>Monitoring of arterial blood pressure following exercise</bold>
      </p>
      <p>Regarding the monitoring of BP after aerobic exercise and weight-training, two studies<sup>9,12</sup> used only the auscultatory method after resistance exercise, whereas eight studies<sup>22,33,34,36-40</sup> used the same method after aerobic exercise. In these studies, investigators monitored BP between 30 and 120 minutes after exercise, and the measurements were made mostly with ten-minute intervals. Moreover, two studies<sup>42,43</sup> used direct measurements of BP. These procedures are interesting, as they allow the investigator to analyze the cardiovascular behavior in the absence of intervening variables, although they diminish the external validity of the findings.</p>
      <p>On the other hand, three studies<sup>8,10,11</sup> involving weight-training and seventeen studies<sup>11,13-16,23-32,35,41</sup> involving aerobic exercises used ambulatory blood pressure monitoring (ABPM). However, in a few cases, the information from the ABPM may be misleading. For instance, one study<sup>32</sup> reported a significant decrease in BP over the average 24 hours of monitoring. Nevertheless, the significant decline in BP occurred only in the measurements taken during the night. This may lead the reader to conclude that the exercise promoted a decline in BP throughout the entire 24-hour period.</p>
      <p>Besides the 24-hour assessment, ABPM can also be analyzed in two different periods, vigil and sleep<sup>2,3</sup>. Thus, ABPM can be employed to detect refractory hypertension, for instance. This method is very useful, since it allows the comparison of BP values in the medical office and during the period of vigil, which in turn may help detect "white-coat hypertension'<sup>64</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>Apparently, aerobic exercises promote a greater and longer reduction in BP levels than resistance exercises. However, further studies applying resistance exercise in hypertensive individuals are necessary. There is not one prescription model for weight-training exercise that can promote greater reductions in the blood pressure values of hypertensive individuals. However, considering the individuals' safety, the exercise intensity should be around 50% of 1MR, with a minimum of one-minute intervals (between sets and exercises), using especially the great muscle groups. Moreover, long series of exercises that leads to exhaustion should be avoided, as they can induce greater BP increases.</p>
      <p>In most studies, the prescription of aerobic activities ranged from 50% to 60% of the VO<sub>2max.</sub> performed continuously during 30 to 45 minutes. It is significant that there are still findings that conflict relative to the best intensity and duration of this modality of exercise.</p>
      <p>The exact mechanism involved in PEH remains unknown, but there is a compensatory mechanism. That is, the reduction in BP levels is due to the reduction in PVR or CO, but when no reduction occurs in one of these variables, there is compensation in the other in order to lower BP levels. Finally, further studies are required to investigate BP behavior regarding pre-exercise values for longer periods of time, in order to broaden our the knowledge of this subject.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Paulo Gomes Anuncia&#231;&#227;o, from Universidade Estadual de Londrina.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Hipotensi&#243;n post-ejercicio en individuos hipertensos: una revisi&#243;n</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>Despu&#233;s de una sesi&#243;n de ejercicios f&#237;sicos, puede ocurrir hipotensi&#243;n post-ejercicio (HPE). Ese efecto posee una elevada relevancia cl&#237;nica en los hipertensos. Aunque la literatura reporte varios estudios sobre el tema, todav&#237;a nos queda realizar un an&#225;lisis m&#225;s profundo teniendo en cuenta los diferentes tipos de ejercicios.Por tanto, el objetivo de este estudio fue verificar, por medio de una revisi&#243;n en la literatura, la relaci&#243;n entre el ejercicio aer&#243;bico y el resistido en la HPE en hipertensos. Para eso se realizaron b&#250;squedas en las bases Scielo y Medline, considerando los estudios en ingl&#233;s y en la muestra de humanos adultos hipertensos los principales criterios de inclusi&#243;n. Fueron encontrados 126 estudios. Sin embargo, formaron parte de los an&#225;lisis 32 art&#237;culos, de los cuales cinco involucraban el ejercicio resistido y 27 el ejercicio aer&#243;bico. Sobre el ejercicio resistido, aunque los estudios utilizasen modelos diferentes de prescripci&#243;n, hubo HPE principalmente en el ambiente laboratorial. Despu&#233;s del ejercicio aer&#243;bico, se observ&#243; HPE por mayores per&#237;odos de tiempo. Pero tambi&#233;n ocurren conflictos sobre la mejor intensidad y duraci&#243;n para la prescripci&#243;n de esa actividad. Aparentemente, ocurren mayores reducciones en la presi&#243;n arterial despu&#233;s del ejercicio aer&#243;bico en comparaci&#243;n con el ejercicio resistido en hipertensos. Sin embargo, para arribar a conclusiones m&#225;s efectivas, se hacen precisos estudios que acompa&#241;en la presi&#243;n arterial de forma ambulatorial.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Hipertensi&#243;n</kwd>
        <kwd>ejercicio</kwd>
        <kwd>hipotensi&#243;n</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ACTUALIZACI&#211;N CL&#205;NICA</bold>
      </p>
      <p><undefined id="topo-body3"/>Hipotensi&#243;n post-ejercicio en individuos hipertensos: una revisi&#243;n</p>
      <p>
        <bold>Paulo Gomes Anuncia&#231;&#227;o; Marcos Doederlein Polito</bold>
      </p>
      <p>Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR &#150; Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Despu&#233;s de una sesi&#243;n de ejercicios f&#237;sicos, puede ocurrir hipotensi&#243;n post-ejercicio (HPE). Ese efecto posee una elevada relevancia cl&#237;nica en los hipertensos. Aunque la literatura reporte varios estudios sobre el tema, todav&#237;a nos queda realizar un an&#225;lisis m&#225;s profundo teniendo en cuenta los diferentes tipos de ejercicios.</p>
      <p>Por tanto, el objetivo de este estudio fue verificar, por medio de una revisi&#243;n en la literatura, la relaci&#243;n entre el ejercicio aer&#243;bico y el resistido en la HPE en hipertensos. </p>
      <p>Para eso se realizaron b&#250;squedas en las bases <italic>Scielo</italic> y <italic>Medline</italic>, considerando los estudios en ingl&#233;s y en la muestra de humanos adultos hipertensos los principales criterios de inclusi&#243;n. Fueron encontrados 126 estudios. Sin embargo, formaron parte de los an&#225;lisis 32 art&#237;culos, de los cuales cinco involucraban el ejercicio resistido y 27 el ejercicio aer&#243;bico. Sobre el ejercicio resistido, aunque los estudios utilizasen modelos diferentes de prescripci&#243;n, hubo HPE principalmente en el ambiente laboratorial. Despu&#233;s del ejercicio aer&#243;bico, se observ&#243; HPE por mayores per&#237;odos de tiempo. Pero tambi&#233;n ocurren conflictos sobre la mejor intensidad y duraci&#243;n para la prescripci&#243;n de esa actividad. </p>
      <p>Aparentemente, ocurren mayores reducciones en la presi&#243;n arterial despu&#233;s del ejercicio aer&#243;bico en comparaci&#243;n con el ejercicio resistido en hipertensos. Sin embargo, para arribar a conclusiones m&#225;s efectivas, se hacen precisos estudios que acompa&#241;en la presi&#243;n arterial de forma ambulatorial.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Hipertensi&#243;n, ejercicio, hipotensi&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La hipertensi&#243;n arterial (HA), afecta a una parte significativa de la poblaci&#243;n adulta mund&#237;al<sup>1</sup>, y es el factor de riesgo para enfermedades card&#237;acas y para la disfunci&#243;n renal<sup>2</sup>. Los cambios en el estilo de vida, como la tambi&#233;n la reducci&#243;n en el consumo de alcohol y el cigarro, buenos h&#225;bitos alimentarios y el mantenimiento del peso corporal, se aconsejan como parte de la prevenci&#243;n y el tratamiento no medicamentoso de la HA<sup>2,3</sup>. Adem&#225;s de esos factores, la pr&#225;ctica frecuente de ejercicios f&#237;sicos se recomienda como una forma de reducir los valores de presi&#243;n arterial (PA) de reposo<sup>4</sup>. </p>
      <p>Independientemente de la posible reducci&#243;n de la PA de reposo, como resultado del ejercicio regular (efecto cr&#243;nico), puede existir tambi&#233;n la reducci&#243;n por debajo de los valores de reposo en los momentos posteriores a la realizaci&#243;n de una sesi&#243;n de ejercicios, lo que se denomina hipotensi&#243;n pos ejercicio (HPE)<sup>5</sup>. Uno de los primeros datos cient&#237;ficos sobre el aparecimiento de ese fen&#243;meno, se relat&#243; en 1981 por William Fitzgerald<sup>6</sup>, cuya PA estaba sistem&#225;ticamente reducida despu&#233;s de un ejercicio aer&#243;bico (carrera, 25 min, 70% de la frecuencia card&#237;aca m&#225;xima).</p>
      <p>La HPE puede ser considerada como una importante estrategia para auxiliar en el control de la PA de reposo, principalmente en los hipertensos<sup>5</sup>. Respecto del ejercicio f&#237;sico, el aer&#243;bico es el m&#225;s estudiado y el que m&#225;s se recomienda para promover HPE en hipertensos y normotensos<sup>7</sup>. Sin embargo en los hipertensos, las informaciones que se tienen respecto del efecto de las variables duraci&#243;n e intensidad todav&#237;a son controvertidas. </p>
      <p>Adem&#225;s del ejercicio aer&#243;bico, el ejercicio resistido tambi&#233;n se recomienda como parte de un programa de entrenamiento para hipertensos, como forma de aumentar la fuerza muscular<sup>4</sup>. Sin embargo, hay investigaciones sobre el aparecimiento de HPE en hipertensos que usaron ese modelo de ejercicio, y aunque hayan mostrado resultados promisorios, todav&#237;a son insuficientes<sup>8-12</sup>. Incluso existen diferencias en los protocolos experimentales, como la carga, las repeticiones y la cantidad de ejercicios.</p>
      <p>Considerando entonces los potenciales vac&#237;os que a&#250;n nos quedan por superar en la comprensi&#243;n de los diferentes ejercicios sobre la HPE en hipertensos, es relevante investigar esa tem&#225;tica. En ese contexto, el objetivo del presente estudio fue revisar la literatura sobre los efectos de los ejercicios aer&#243;bico y resistido en la HPE en hipertensos. Por a&#241;adidura, tambi&#233;n presentamos y comentamos los mecanismos fisiol&#243;gicos que est&#225;n involucrados.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos de b&#250;squeda e inclusi&#243;n de art&#237;culos</bold>
      </p>
      <p>Dos investigadores independientes realizaron b&#250;squedas en las bases <italic>Medline </italic>y<italic> Scielo</italic>. En el <italic>Medline</italic>, para la b&#250;squeda de las referencias relacionadas con el ejercicio aer&#243;bico, se usaron por separado los t&#233;rminos <italic>dynamic exercise </italic>y<italic> aerobic exercise</italic>, asociados a los t&#233;rminos <italic>hypotension, hypertension, post-exercise, postexercise, blood pressure </italic>y<italic> acute response </italic>en el t&#237;tulo o en el resumen. Para la b&#250;squeda de referencias sobre el ejercicio resistido, fueron utilizados por separado, los t&#233;rminos <italic>resistance exercise</italic> y <italic>strength exercise</italic>, seguidos de los dem&#225;s t&#233;rminos ya descritos. En el <italic>Scielo</italic>, la b&#250;squeda se dio con los t&#233;rminos descritos separadamente en el t&#237;tulo.</p>
      <p>Los criterios de inclusi&#243;n de art&#237;culos fueron los siguientes: 1) art&#237;culos que verificaron respuestas de la PA despu&#233;s del ejercicio aer&#243;bico o resistido por un per&#237;odo m&#237;nimo de 30 minutos; 2) duraci&#243;n del ejercicio igual o superior a 15 minutos (para el ejercicio aer&#243;bico); 3) publicaci&#243;n en ingl&#233;s hasta setiembre de 2009; 4) muestra compuesta por adultos e hipertensos, o sea, el promedio de PA del grupo estudiado mayor o igual a 140 mmHg para la presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS), o 90 mmHg para la presi&#243;n arterial diast&#243;lica (PAD)<sup>2</sup>. </p>
      <p>Despu&#233;s del filtro de las b&#250;squedas con las palabras clave, se encontraron 126 estudios. De ellos, se excluyeron los experimentos sobre el efecto cr&#243;nico del ejercicio, los modelos animales, las respuestas de la PA durante el ejercicio, la muestra normotensa/prehipertensa, el estr&#233;s ortost&#225;tico, la revisi&#243;n de la literatura y los que tuvieron una duraci&#243;n en el ejercicio menor que 15 min. (<xref ref-type="fig" rid="esa19f1-body3">Figura 1</xref>). Por tanto, 32 estudios formaron parte de las referencias de esta investigaci&#243;n, de los cuales, cinco abordaron el ejercicio resistido (muestra total de 72 individuos) y 27 el ejercicio aer&#243;bico (muestra total de 638 individuos). Los principales hallazgos de los estudios que involucraron ejercicio resistido est&#225;n resumidos en la <xref ref-type="table" rid="esa19t1-body3">Tabla 1</xref>. Adem&#225;s, la <xref ref-type="table" rid="esa19t2-body3">Tabla 2</xref> refleja los principales resultados de los estudios que abordaron el ejercicio aer&#243;bico.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="esa19f1-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-e100-00025-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="esa19t1-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-e100-00025-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="esa19t2-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-e100-00025-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Hipotensi&#243;n post-ejercicio resistido</bold>
      </p>
      <p>Hubo una gran discrepancia entre los protocolos de ejercicios resistidos, en que la variaci&#243;n se dio con relaci&#243;n a la ejecuci&#243;n (convencional<sup>8,10,12</sup> y circuito<sup>9,11</sup>); a la intensidad (desde leves<sup>8,9,11</sup> a elevadas<sup>10,12</sup>), a las repeticiones (entre 8 y 20), y al intervalo de recuperaci&#243;n (entre 30 y 120 segundos). Por otra parte, el n&#250;mero de ejercicios utilizados present&#243; poca variaci&#243;n (entre 4 y 7) solicitando, principalmente, grandes grupos musculares. De manera general, una comparaci&#243;n entre los estudios queda fragilizada, habida cuenta de la diversidad de los protocolos utilizados en la prescripci&#243;n del ejercicio.</p>
      <p>En todos los estudios, se observ&#243; una ca&#237;da en los valores de PAS despu&#233;s de la sesi&#243;n de ejercicios. Esa reducci&#243;n se dio, principalmente, en la primera hora despu&#233;s de la realizaci&#243;n de la actividad y fue algo independiente del protocolo usado. En el estudio de Melo et al<sup>8</sup>, adem&#225;s de verificar la ca&#237;da en todo el per&#237;odo en el ambiente laboratorial, ella se extendi&#243; durante diez horas cuando la muestra fue autorizada para las actividades diarias, pareci&#233;ndose con algunos estudios que investigan el ejercicio aer&#243;bico<sup>13-16</sup>. Vale resaltar que, en ese experimento, la muestra utilizaba una medicaci&#243;n para el control de la PA (captopril). Ese resultado posee una gran validez externa, porque el ejercicio resistido aplicado concomitantemente al uso del medicamento puede potenciar la duraci&#243;n de la reducci&#243;n de la PA.</p>
      <p>Respecto de la PAD, solamente tres estudios<sup>8,11,12</sup> verificaron HPE, a pesar de utilizar protocolos distintos. Moraes et al<sup>11</sup> observaron una ca&#237;da en los valores de PAD en momentos aislados (5&#186;, 10&#186; y 60&#186; minutos), del per&#237;odo de seguimiento despu&#233;s del circuito con pesas, hecho ese que reduce la relevancia cl&#237;nica de la HPE por no causar una ca&#237;da constante en la PA. Med&#237;ano et al<sup>12</sup>, utilizando el m&#233;todo convencional, tambi&#233;n verificaron reducciones en momentos aislados (30&#186; y 50&#186; minutos). Sin embargo, en ese estudio se us&#243; una intensidad elevada (10RM), y los individuos usaban medicaci&#243;n. La prescripci&#243;n de intensidad elevada reduce la validez externa, al verse que, para individuos hipertensos, la recomendaci&#243;n es de una intensidad leve a moderada por el hecho de provocar menores elevaciones en los valores de PA durante la realizaci&#243;n del ejercicio<sup>4</sup>. </p>
      <p>Adem&#225;s, un estudio<sup>8</sup> constat&#243; la disminuci&#243;n de la PAD (45&#186; y 75&#186; minutos) en un ambiente controlado. Sin embargo, los valores de PAD permanecieron reducidos durante diez horas despu&#233;s de la realizaci&#243;n del ejercicio con relaci&#243;n al d&#237;a control. Resultados como los encontrados en esos estudios<sup>8</sup> son relevantes, porque le facilitan a los individuos hipertensos por ejemplo, un menor tiempo de exposici&#243;n a los valores de presi&#243;n elevados, tanto para la PAS como para la PAD. Pero independientemente de los resultados descritos por Melo et al<sup>8</sup>, es importante considerar que la reducci&#243;n de la PA no se dio con relaci&#243;n a los valores de reposo obtenidos en el d&#237;a del ejercicio, sino solamente con relaci&#243;n al d&#237;a en que no hubo ejercicio (control). Por tanto, y teniendo en cuenta que la HPE es la reducci&#243;n de la PA con relaci&#243;n a los valores anteriores al ejercicio, se hacen necesarios m&#225;s estudios que investiguen la PA durante per&#237;odos m&#225;s extensos para obtener mayores clarificaciones.</p>
      <p>Finalmente, un estudio<sup>9</sup> que cont&#243; con individuos entrenados, no constat&#243; reducci&#243;n en la PAD. Considerando que el entrenamiento cr&#243;nico puede provocar ajustes hemodin&#225;micos en el organismo<sup>17</sup>, es posible que eso interfiera sobre la HPE en individuos entrenados. En ese sentido, el beneficio causado por la pr&#225;ctica del ejercicio ya habr&#237;a sido adquirido por el efecto cr&#243;nico y por lo tanto, no se observar&#237;a despu&#233;s de solamente una sesi&#243;n de ejercicio. Sin embargo, no se encontraron estudios que hayan analizado la influencia del estado de entrenamiento de hipertensos sobre la HPE, por eso, mayores inferencias ser&#237;a pura especulaci&#243;n. De una forma similar, algunos estudios<sup>18,19</sup> que involucran a normotensos entrenados tampoco encontraron reducciones significativas en la PAD despu&#233;s de una sesi&#243;n de ejercicios resistidos.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a los mecanismos fisiol&#243;gicos involucrados en la ca&#237;da de la PA despu&#233;s del ejercicio resistido, solamente se encontraron dos estudios<sup>11,20</sup>, siendo que uno<sup>11</sup> utiliz&#243; como muestra individuos hipertensos, y el otro<sup>20</sup>, normotensos. Moraes et al<sup>11</sup> identificaron que la HPE est&#225; relacionada con la liberaci&#243;n del vasodilatador calicre&#237;na<sup>21</sup>. Pero esa sustancia ha sido muy poco estudiada en el contexto de la HPE y por ahora no se conoce su real aporte para la reducci&#243;n de la PA posterior al ejercicio. En normotensos, Rezk et al<sup>20</sup> analizaron la resistencia vascular perif&#233;rica (RVP), y el d&#233;bito card&#237;aco (DC), posteriores al ejercicio resistido con intensidades de 40 a 80% de 1RM. El ejercicio de menor intensidad gener&#243; HPE tanto para la PAS como para la PAD, pero el mecanismo que se verific&#243; fue la reducci&#243;n del DC con el mantenimiento de la RVP. En contrapartida, el ejercicio de mayor intensidad promovi&#243; HPE solamente para la PAS, la cual se relacion&#243; principalmente con la reducci&#243;n del DC, ya que la RVP aument&#243; despu&#233;s de la realizaci&#243;n del ejercicio. Sin embargo, fueron utilizados como muestra j&#243;venes sanos, lo que no permite a ciencia cierta, la extrapolaci&#243;n de los datos para los hipertensos.</p>
      <p>
        <bold>Hipotensi&#243;n posterior al ejercicio aer&#243;bico</bold>
      </p>
      <p>En el ejercicio aer&#243;bico, la mayor&#237;a de los estudios utiliz&#243; el Cicloerg&#243;metro<sup>11,13-15,23-25,28-32,39,41-43</sup>, algunos utilizaron la cinta ergom&#233;trica<sup>16,22,26,27,33-38,40</sup>, y solamente un estudio utiliz&#243; la carrera en el agua<sup>36</sup>.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a la HPE y al ejercicio aer&#243;bico, observamos que solamente dos estudios<sup>25,26</sup> no constataron reducciones en la PAS y PAD, bien con relaci&#243;n al reposo, bien con relaci&#243;n al d&#237;a control. Adem&#225;s de esos, algunos estudios<sup>11,22,33,34,36-40,42,43</sup> verificaron HPE en cortos per&#237;odos de tiempo (30 y 120 minutos), tanto para la PAS como para la PAD. Las reducciones de la PA por per&#237;odos cortos causan un menor impacto para la salud cardiovascular de un individuo hipertenso, visto que la duraci&#243;n de la ca&#237;da de la PA es el factor m&#225;s importante para el surgimiento de ese fen&#243;meno<sup>44</sup>. Sin embargo, de esos 11 estudios, ocho<sup>22,33,34,36-40</sup> utilizaron el m&#233;todo auscultatorio y dos<sup>42,43</sup> utilizaron la medida intraarterial de la PA, lo que impide el seguimiento de la PA fuera del ambiente laboratorial.</p>
      <p>Dentro de ese contexto, aproximadamente un 50% de los estudios<sup>13-16,23,24,27-32,35,41</sup> que involucran ejercicio aer&#243;bico verificaron reducciones en la PAS y PAD por largos per&#237;odos. Sin embargo, para la PAS, solamente dos estudios<sup>14,15</sup> observaron reducciones con relaci&#243;n a los valores anteriores al ejercicio, hecho que caracteriza el fen&#243;meno de la HPE. Los resultados de algunas investigaciones<sup>13,16,23,27,31,32,35</sup> fueron decisivos para el d&#237;a control, pero no en comparaci&#243;n con los valores de reposo. Tambi&#233;n algunos estudios<sup>24,28-30,41</sup> encontraron un aumento en los valores de PAS con relaci&#243;n al reposo, no obstante, esos valores fueron menores si se les compara con el d&#237;a control.</p>
      <p>Por otra parte, para la PAD, la HPE se dio en seis estudios<sup>14,15,24,28-30</sup>. Las reducciones solamente con relaci&#243;n al d&#237;a control se verificaron en ocho estudios<sup>13,16,23,27,31,32,35,41</sup>, y a diferencia de la PAS, ning&#250;n estudio observ&#243; el aumento con relaci&#243;n a los valores anteriores al ejercicio para la PAD. La comparaci&#243;n de la PA con relaci&#243;n al d&#237;a control es importante, porque nos permite visualizar el comportamiento de los valores de presi&#243;n sin tener que realizar el ejercicio. Sin embargo, como ya fue dicho, el concepto de HPE es la reducci&#243;n de los niveles de PA con relaci&#243;n a los valores de reposo y ser&#237;a interesante cuantificar y cualificar el comportamiento de la muestra el d&#237;a control para alcanzar mayores inferencias.</p>
      <p>Parece que no hay una cohesi&#243;n entre los resultados obtenidos en los estudios en lo que se refiere a la intensidad y a la ca&#237;da de la PA despu&#233;s del ejercicio. Por eso, la HPE puede ser observada despu&#233;s del ejercicio de baja<sup>23,27,36,39</sup>, moderada<sup>15,22,30,31</sup> y elevada intensidades<sup>35,38</sup>. En ese sentido, algunos estudios<sup>13,14,16,24,28,29,34,41</sup> intentaron comparar directamente la intensidad con la reducci&#243;n de la PA, pero los resultados son conflictivos. Algunas investigaciones<sup>16,34</sup> arrojaron intensidades m&#225;s elevadas (70 y 75% del VO<sub>2m&#225;x.</sub>), que generan mayores reducciones en los valores de presi&#243;n que intensidades m&#225;s leves (50% del VO<sub>2m&#225;x.</sub>). En contrapartida, algunos estudios<sup>13,14,24,28,29,41</sup> no verificaron diferencias en cuanto a la respuesta de la PA y a la intensidad del ejercicio.</p>
      <p>Vale la pena destacar que algunos experimentos<sup>32,33</sup> compararon el ejercicio continuo con el ejercicio de intervalo, y sugieren que el ejercicio continuo posee una peque&#241;a ventaja con relaci&#243;n al ejercicio de intervalo. Por lo tanto, no hay un consenso en la literatura respecto de la relaci&#243;n de intensidad y de HPE para individuos hipertensos. Sin embargo, la recomendaci&#243;n del Colegio Americano de Medicina del Deporte<sup>4</sup>, indica la prescripci&#243;n de intensidad leve/moderada (40 y 60% del VO<sub>2m&#225;x</sub>), justamente por provocar menores elevaciones de la PA durante el esfuerzo y por ende, proporcionar una mayor seguridad.</p>
      <p>Otra variable que puede interferir en la HPE es la duraci&#243;n del esfuerzo, pero se observ&#243; una reducci&#243;n de la PA tanto en ejercicios con una menor duraci&#243;n (15 y 20 minutos)<sup>30,41</sup> como con mayores duraciones (50 minutos)<sup>22,27,37,40</sup>. Bennett et al<sup>37</sup> verificaron la respuesta de la PA con la realizaci&#243;n del ejercicio intermitente, en que los individuos se ejercitaban durante diez minutos y descansaban tres minutos. Esa rutina se repiti&#243; cinco veces, y as&#237; los autores pudieron verificar que la ca&#237;da de la PA sufr&#237;a una influencia de la duraci&#243;n del esfuerzo. Sin embargo, un estudio<sup>26</sup> us&#243; una metodolog&#237;a muy similar pero sin observar reducci&#243;n de la PA posterior al ejercicio. En ese contexto, estudios que comparan directamente la respuesta de la PA con la duraci&#243;n del ejercicio, poseen resultados conflictivos, ya que existen indicios de que mayores duraciones pueden proporcionar mayores reducciones en los valores de presi&#243;n<sup>45</sup>. Por otra parte, otros resultados sugieren no haber una diferencia en la HPE con la realizaci&#243;n de ejercicios con menores duraciones (10 minutos), o mayores duraciones (30 minutos)<sup>46</sup>. Guidry et al<sup>41</sup>, estudiando individuos hipertensos, observaron una peque&#241;a ventaja para el ejercicio de mayor duraci&#243;n (30 minutos <italic>versus </italic>15 minutos) para la PAD. Por lo tanto, parece que no hay una relaci&#243;n entre la duraci&#243;n del ejercicio y la HPE, por eso se hacen necesarios m&#225;s estudios en ese contexto, ya que dos<sup>45,46</sup> de los tres estudios que investigaron la influencia de la duraci&#243;n del esfuerzo sobre la HPE utilizaron como muestra individuos prehipertensos.</p>
      <p>Los mecanismos que est&#225;n involucrados en la ca&#237;da de la PA despu&#233;s del ejercicio aer&#243;bico, pueden ser diferentes de los que est&#225;n involucrados en el ejercicio resistido. Curiosamente, Rueckert et al<sup>38</sup> observaron un est&#225;ndar bif&#225;sico en la HPE, en que inicialmente la ca&#237;da de la PA est&#225; determinada por la reducci&#243;n de la RVP, seguida por una disminuci&#243;n del DC. Adem&#225;s, algunos estudios<sup>23,34</sup> verificaron que la HPE est&#225; determinada solamente por la reducci&#243;n del DC, que est&#225; relacionada con la reducci&#243;n del volumen sist&#243;lico. Hagberg et al<sup>34</sup> verificaron que en los individuos ancianos, la HPE ocurre probablemente intermediada por la reducci&#243;n del DC, ya que con el avance de la edad, se produce un aumento en la rigidez arterial y por ende, una menor capacidad de vasodilataci&#243;n<sup>47</sup>. </p>
      <p>Algunos estudios<sup>15,39</sup> verificaron tambi&#233;n, que la ca&#237;da de la PA repercute en la disminuci&#243;n de la RVP, que puede estar relacionada con la liberaci&#243;n de sustancias vasodilatadoras como el &#243;xido n&#237;trico<sup>44,48</sup>, prostaglandinas<sup>49,50</sup> y adenosina<sup>51</sup>. Pero estudios que bloquearon la s&#237;ntesis de &#243;xido n&#237;trico y de prostaglandinas continuaron observando la ca&#237;da de la PA<sup>52,53</sup>. La reducci&#243;n de la RVP tambi&#233;n puede estar conectada a una reducci&#243;n de la actividad nerviosa simp&#225;tica, que fue observada tanto en humanos<sup>54,55</sup> como en modelos animales<sup>56</sup>. Franklin et al<sup>57</sup> verificaron que la termorregulaci&#243;n es otro factor que podr&#237;a estar relacionado con el surgimiento de la HPE. Pero algunos estudios sugieren que existe muy poca aportaci&#243;n de la termorregulaci&#243;n<sup>7</sup> y de las circulaciones espl&#225;nica<sup>58</sup>, cut&#225;nea<sup>59</sup> y cerebral<sup>60</sup> para la HPE. Finalmente, otro mecanismo que puede estar relacionado con la HPE es la funci&#243;n barorrefleja, que parece aumentar despu&#233;s de una sesi&#243;n de ejercicios<sup>61,62</sup>. Ese mecanismo act&#250;a de dos formas, habiendo una reducci&#243;n de la RVP y de la frecuencia card&#237;aca con el aumento de la PA y en contrapartida, el aumento de esas variables con la reducci&#243;n de los valores de presi&#243;n<sup>63</sup>. </p>
      <p>Por lo tanto, no hay pruebas sobre el exacto mecanismo que est&#225; involucrado en la HPE, porque parece que hay una confluencia de varios factores para el surgimiento del fen&#243;meno. Vale destacar que gran parte de los estudios que envuelven mecanismos relacionados con la ca&#237;da de la PA, utiliz&#243; como muestra individuos normotensos o modelos animales. Por eso, los resultados deben ser analizados con un cierto cuidado, porque su extrapolaci&#243;n para la poblaci&#243;n hipertensa puede no ser muy exacta.</p>
      <p>
        <bold>Monitorizaci&#243;n de la presi&#243;n arterial post-ejercicio</bold>
      </p>
      <p>Sobre la monitorizaci&#243;n de la PA Post-Ejercicios aer&#243;bicos y con pesas, dos estudios<sup>9,12</sup> utilizaron solamente el m&#233;todo auscultatorio despu&#233;s del ejercicio resistido y ocho estudios<sup>22,33,34,36-40</sup> despu&#233;s del ejercicio aer&#243;bico. En esos experimentos, los investigadores realizaron un seguimiento de la PA entre 30 y 120 minutos, y las medidas fueron registradas, en la mayor&#237;a de los casos, a cada diez minutos. Adem&#225;s, dos estudios<sup>42,43</sup> utilizaron la medida directa de PA. Esos procedimientos son interesantes, porque le permiten al investigador analizar el comportamiento cardiovascular en la ausencia de variables de intervenci&#243;n, pero disminuyendo la validez externa de los resultados.</p>
      <p>Por otra parte, tres estudios<sup>8,10,11</sup> que involucraron pesas, y diecisiete<sup>11,13-16,23-32,35,41</sup> que usaron el ejercicio aer&#243;bico, utilizaron la monitorizaci&#243;n ambulatorial de la presi&#243;n arterial (MAPA). Sin embargo, en algunos casos, la informaci&#243;n traducida por los resultados de la MAPA puede causar una confusi&#243;n en su compresi&#243;n. Por ejemplo, un estudio<sup>32</sup> concluy&#243; que la PA se redujo significativamente en el promedio de las 24 horas de monitorizaci&#243;n. Pero la reducci&#243;n significativa de la PA se dio solamente en las medidas realizadas durante el per&#237;odo nocturno. Entonces, el lector puede pensar que el ejercicio proporcion&#243; una reducci&#243;n en todas las 24 horas.</p>
      <p>Adem&#225;s del an&#225;lisis durante el per&#237;odo de 24 horas, la MAPA puede ser utilizada en la divisi&#243;n de los per&#237;odos del d&#237;a, o sea, 24 horas, vigilia y sue&#241;o<sup>2,3</sup>. Por ejemplo, ella puede ser usada para la detecci&#243;n de pacientes con hipertensi&#243;n refractaria. La utilizaci&#243;n de ese m&#233;todo es bastante interesante, porque hace posible la comparaci&#243;n entre los valores de PA en la consulta y en el per&#237;odo de vigilia, en que tales medidas comparativas pueden favorecer la detecci&#243;n de hipertensos con el efecto de bata blanca<sup>64</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Aparentemente, el ejercicio aer&#243;bico proporciona reducciones de mayor magnitud y duraci&#243;n en la PA en comparaci&#243;n con el ejercicio resistido. Sin embargo, hay que desarrollar m&#225;s estudios que apliquen el ejercicio resistido en individuos hipertensos. No hay un modelo de prescripci&#243;n para el ejercicio con pesas que genere mayores reducciones en los valores de presi&#243;n en hipertensos. Pero en lo que concierne a la seguridad de los individuos, la intensidad debe quedar alrededor del 50% de 1RM, con intervalos m&#237;nimos de un minuto (entre las tandas y los ejercicios), y se deben utilizar ejercicios que soliciten principalmente los grandes grupos musculares. Adem&#225;s de eso, debemos evitar la utilizaci&#243;n de largas tandas que conlleven al agotamiento, lo que podr&#237;a generar mayores elevaciones en la PA.</p>
      <p>La prescripci&#243;n de la mayor&#237;a de los estudios con relaci&#243;n a las actividades aer&#243;bicas vari&#243; entre 50 y 60% del VO<sub>2m&#225;x</sub>, con duraciones entre 30 y 45 minutos, siendo realizadas de forma continua. Vale resaltar que todav&#237;a existen resultados conflictivos con relaci&#243;n a la mejor intensidad y a la duraci&#243;n para ese modelo de ejercicio.</p>
      <p>El mecanismo exacto que est&#225; involucrado en la HPE permanece sin descubrirse, existiendo un mecanismo compensatorio. O sea, la reducci&#243;n de la PA se debe a la reducci&#243;n de la RVP o del DC, pero cuando no existe reducci&#243;n de una de esas variables, ocurre una compensaci&#243;n de la otra, para promover la reducci&#243;n de los niveles de PA. Finalmente, hay que hacer m&#225;s estudios que investiguen el comportamiento de la PA con relaci&#243;n a los valores anteriores al ejercicio, y por largos per&#237;odos de tiempo, para proporcionar mayores clarificaciones sobre esa problem&#225;tica.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro que no existen conflictos de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no cont&#243; con fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p> Este art&#237;culo forma parte de la disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de PauloGomes Anuncia&#231;&#227;o por la <italic>Universidade Estadual de Londrina</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
