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          <subject>Relato de Caso</subject>
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        <article-title>Perfura&#231;&#227;o do ventr&#237;culo direito por cabo de marca-passo de fixa&#231;&#227;o passiva</article-title>
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        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>RELATO DE CASO</bold>
    </p>
    <p>Perfura&#231;&#227;o do ventr&#237;culo direito por cabo de marca-passo de fixa&#231;&#227;o passiva</p>
    <p>
      <bold>Diego Chemello; Anandaraja Subramanian; Benedict M Glover; Douglas Ing</bold>
    </p>
    <p>Toronto General Hospital, University Health Network</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Ventr&#237;culos do cora&#231;&#227;o/les&#245;es; ventr&#237;culo direito/les&#245;es, ferimentos e les&#245;es; ferimentos perfurantes.</p>
    <p>Subacute ventricular perforation is a rare complication of pacemaker or implantable-cardioverter defibrillator implantation. However, it can be life threatening. The development of small-diameter active fixation leads may be associated with increased risk for delayed right ventricular perforation. Additionally, the management of this complication has been poorly described. We report an unusual case of subacute right ventricular perforation caused by a passive fixation lead.</p>
    <p>Perfura&#231;&#227;o ventricular subaguda &#233; uma complica&#231;&#227;o rara do implante de marca-passo ou desfibrilador cardioversor implant&#225;vel (DCI). Entretanto, ela pode ser potencialmente fatal. O desenvolvimento de cabos-eletrodos de fixa&#231;&#227;o ativa de pequenos di&#226;metros pode estar associado com o aumento de risco de perfura&#231;&#227;o tardia ventricular. Al&#233;m disso, o tratamento dessa complica&#231;&#227;o tem sido pouco descrito. Reportamos um caso pouco usual de perfura&#231;&#227;o subaguda de ventr&#237;culo direito, causada por um cabo-eletrodo de fixa&#231;&#227;o passiva.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Perfura&#231;&#227;o mioc&#225;rdica &#233; uma complica&#231;&#227;o rara da implanta&#231;&#227;o de marca-passo ou desfibrilador cardioversor implant&#225;vel (DCI) e geralmente ocorre quando da inser&#231;&#227;o do cabo-eletrodo<sup>1,2</sup>. O uso pr&#233;vio de eletrodo tempor&#225;rio para marca-passo parece aumentar o risco de perfura&#231;&#227;o mioc&#225;rdica<sup>3</sup>. O desenvolvimento de cabos-eletrodos de pequenos di&#226;metros e mecanismos de fixa&#231;&#227;o ativa resultou no aumento da rigidez da extremidade dos eletrodos, potencialmente aumentando a taxa desse evento pouco comum<sup>4</sup>. Descrevemos um caso pouco usual de perfura&#231;&#227;o mioc&#225;rdica subaguda causada por um cabo-eletrodo de fixa&#231;&#227;o passiva. Em um paciente hemodinamicamente est&#225;vel, sinais e sintomas sugestivos de perfura&#231;&#227;o s&#227;o apresentados, bem como o manejo terap&#234;utico. </p>
    <p>
      <bold>Relato de caso</bold>
    </p>
    <p>Uma paciente de 77 anos de idade foi submetida ao implante de marca-passo de dupla c&#226;mara devido a epis&#243;dios de pausa sinusal e s&#237;ncope (Zephyr XL, St Jude Medical Inc, St Paul, MN, USA). Um cabo-eletrodo 7-French de fixa&#231;&#227;o passiva (St Jude IsoFlex S 1646-T) foi inserido atrav&#233;s da veia subcl&#225;via esquerda e posicionado no &#225;pice do ventr&#237;culo direito sem quaisquer complica&#231;&#245;es imediatas (<xref ref-type="fig" rid="a17f1">Figuras 1A</xref> e <xref ref-type="fig" rid="a17f1">1B</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a17f1">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0e95-00017-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A sensibilidade ventricular e atrial foi medida a 1,0 e 10,4 milivolts, respectivamente. Os limiares de estimula&#231;&#227;o (volts/milissegundos) foram 1,0/0,5 e 0,5/0,5 nos eletrodos atrial e ventricular, respectivamente. As imped&#226;ncias estavam dentro dos limites normais (eletrodo atrial 429 ohms e ventricular 727 ohms). Trinta dias ap&#243;s o implante a paciente se apresentou ao Setor de Emerg&#234;ncia devido &#224; dor tor&#225;cica de in&#237;cio repentino no quadrante direito inferior. N&#227;o havia evid&#234;ncia de s&#237;ndrome coron&#225;ria aguda. &#192; interroga&#231;&#227;o, o marca-passo revelou sensibilidade diminu&#237;da e perda de captura com alto d&#233;bito de estimula&#231;&#227;o no VD (7,5 volts a 1,5 ms), bem como estimula&#231;&#227;o diafragm&#225;tica intermitente. O raio-x de t&#243;rax obtido em incid&#234;ncia p&#243;stero-anterior revelou que o cabo-eletrodo do VD estava fora da silhueta card&#237;aca (<xref ref-type="fig" rid="a17f1">Figura 1C</xref>). Al&#233;m disso, a incid&#234;ncia lateral mostrou o eletrodo em um aspecto posterior pouco usual (<xref ref-type="fig" rid="a17f1">Figura 1D</xref>). A tomografia computadorizada de t&#243;rax com reconstru&#231;&#227;o tridimensional confirmou a perfura&#231;&#227;o do VD pelo cabo-eletrodo atrav&#233;s do &#225;pice do VD, com 7 cm do eletrodo posicionado fora do cora&#231;&#227;o. N&#227;o havia derrame peric&#225;rdico (<xref ref-type="fig" rid="a17f2">Figura 2A</xref> e <xref ref-type="fig" rid="a17f2">2B</xref>). A paciente foi submetida &#232; remo&#231;&#227;o do eletrodo e reposicionamento em local levemente diferente no &#225;pice do VD. Um dreno peric&#225;rdico tamb&#233;m foi inserido para monitorar sangramento. O eletrodo mostrou ondas R de 21,1 milivolts com uma imped&#226;ncia de 707 ohms e limiar de estimula&#231;&#227;o de 0,5 volts a 0,6 milliamperes. O per&#237;odo p&#243;s-operat&#243;rio n&#227;o apresentou intercorr&#234;ncias. O dreno peric&#225;rdico foi removido ap&#243;s drenagem m&#237;nima e a paciente recebeu alta. </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a17f2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0e95-00017-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A perfura&#231;&#227;o por cabo-eletrodo &#233; uma condi&#231;&#227;o relativamente rara (0,3-1%) do implante de marca-passo e DCI. A perfura&#231;&#227;o geralmente ocorre em 24 horas ap&#243;s o implante, mais comumente com cabos-eletrodos de fixa&#231;&#227;o ativa e no aspecto atrial<sup>5</sup>. Acredita-se que a perfura&#231;&#227;o tardia seja muito rara. O curso cl&#237;nico &#233; extremamente vari&#225;vel, com alguns pacientes apresentando-se completamente assintom&#225;ticos, enquanto outros podem desenvolver tamponamento card&#237;aco e instabilidade hemodin&#226;mica<sup>6,7</sup>. Os preditores cl&#237;nicos associados com a perfura&#231;&#227;o por cabo-eletrodo s&#227;o o uso de marca-passo tempor&#225;rio, eletrodos helicoidais e uso de corticoster&#243;ides<sup>3</sup>. Os preditores potenciais para perfura&#231;&#227;o tardia, particularmente associados com cabo-eletrodo de fixa&#231;&#227;o passiva, incluem eletrodos de di&#226;metros menores, posicionamento septal ou apical, bem como alto grau de frouxid&#227;o no eletrodo ventricular. No presente caso, o raio-x de t&#243;rax, ap&#243;s o implante inicial (<xref ref-type="fig" rid="a17f1">Figura 1A</xref>) mostrou o eletrodo posicionado no &#225;pice do VD e aparentemente com frouxid&#227;o ideal. Entretanto, a incid&#234;ncia lateral mostra um &#226;ngulo distal no eletrodo do VD, que poderia aumentar a tens&#227;o no eletrodo, causando a perfura&#231;&#227;o (<xref ref-type="fig" rid="a17f1">Figura 1B</xref>).</p>
    <p>Na maioria dos pacientes, os eletrodos podem ser retirados sob fluoroscopia e monitora&#231;&#227;o cuidadosa. Embora controversa, a inser&#231;&#227;o de um dreno peric&#225;rdico profil&#225;tico &#233; baseada no julgamento cl&#237;nico. O risco emergente de derrame peric&#225;rdico e tamponamento card&#237;aco nessas situa&#231;&#245;es, bem como a presen&#231;a de apoio cir&#250;rgico pode favorecer a decis&#227;o de inser&#231;&#227;o profil&#225;tica de dreno. Um aspecto interessante observado &#233; que a progress&#227;o da tecnologia resultou no desenvolvimento de cabos-eletrodos de pequenos di&#226;metros, com desenhos modificados, aumentando a rigidez na extremidade desses eletrodos<sup>3,8</sup>, o que est&#225; relacionado ao aumento no n&#250;mero de perfura&#231;&#245;es em pacientes que recebem implante de marca-passo ou DCI<sup>9,10</sup>. </p>
    <p>O presente caso descreve uma paciente com perfura&#231;&#227;o recente de eletrodo de fixa&#231;&#227;o passiva sem instabilidade hemodin&#226;mica. &#201; importante que o cardiologista preste aten&#231;&#227;o a pequenos sinais que podem sugerir perfura&#231;&#227;o por cabo-eletrodo, considerando que os grandes sinais, tais como derrame peric&#225;rdico, n&#227;o est&#227;o necessariamente presentes. Dor tor&#225;cica ou abdominal superior e baixa imped&#226;ncia &#224; interroga&#231;&#227;o do marca-passo, bem como sensibilidade diminu&#237;da ou falha na captura da c&#226;mara envolvida s&#227;o achados suspeitos. </p>
    <p>Finalmente, a decis&#227;o de implantar eletrodos com base somente em seu tamanho n&#227;o &#233; justificada, pois as complica&#231;&#245;es mais recentes descritas ocorreram com os modelos mais novos de marca-passo ou eletrodo de DCI.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi parcialmente financiado pela CAPES.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Diego Chemello pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias</bold>
    </p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Douglas Ing </p>
        <p> 200, Elizabeth Street </p>
        <p> 3</p>
        <p><sup>rd</sup> floor, room 503A </p>
        <p> Toronto General Hospital </p>
        <p> Toronto, ON. M5G 2C4 </p>
        <p>E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="douglas.ing@uhn.on.ca">douglas.ing@uhn.on.ca</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 14/09/09; revisado recebido em 18/11/09; aceito em 12/03/10.</p>
  </body>
  <back>
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          <subject>Case Report</subject>
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      </article-categories>
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        <article-title xml:lang="en">Right ventricular perforation by a passive-fixation pacemaker lead</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASE REPORT</bold>
      </p>
      <p>Right ventricular perforation by a passive-fixation pacemaker lead</p>
      <p>
        <bold>Diego Chemello; Anandaraja Subramanian; Benedict M Glover; Douglas Ing</bold>
      </p>
      <p>Toronto General Hospital, University Health Network</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart ventricle/injuries; ventricle, right/injuries; wounds and injuries; wounds, stab.</p>
      <p>Subacute ventricular perforation is a rare complication of pacemaker or implantable-cardioverter defibrillator implantation. However, it can be life threatening. The development of small-diameter active fixation leads may be associated with increased risk for delayed right ventricular perforation. Additionally, the management of this complication has been poorly described. We report an unusual case of subacute right ventricular perforation caused by a passive fixation lead.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Myocardial perforation is a rare complication of pacemaker or implantable-cardioverter defibrillator (ICD) implantation and usually happens at the time of lead insertion<sup>1,2</sup>. Previous use of temporary pacemaker lead seems to increase the risk of myocardial perforation<sup>3</sup>. The development of small diameter leads and active fixation mechanisms have resulted in increased stiffness at the tips of leads, potentially increasing the rate of this uncommon event<sup>4</sup>. We describe an unusual case of subacute myocardial perforation caused by a passive fixation lead. In a hemodynamically stable patient, signs and symptoms suggestive of perforation are presented, as well as the therapeutic management. </p>
      <p>
        <bold>Case report</bold>
      </p>
      <p>A 77-year-old woman underwent a dual-chamber pacemaker implantation for episodes of sinus pauses and syncope (Zephyr XL, St Jude Medical Inc, St Paul, MN, USA). A 7-French passive fixation lead (St Jude IsoFlex S 1646-T) was inserted via the left subclavian vein approach and positioned in the right ventricular (RV) apex without any immediate complications (<xref ref-type="fig" rid="ena17f1-body2">Figure 1A</xref> and <xref ref-type="fig" rid="ena17f1-body2">1B</xref>). The atrial and ventricular sensing were measured at 1.0 and 10.4 millivolts, respectively. The pacing thresholds (volts/milliseconds) were 1.0/0.5 and 0.5/0.5 in the atrial and ventricular leads, respectively. Impedances were in the normal range (atrial lead 429 ohms and ventricular lead 727 ohms). Thirty days post-implant she presented to the emergency department due to sudden onset chest pain in the lower right quadrant. There was no evidence of acute coronary syndrome. Pacemaker interrogation revealed ventricular undersensing and loss of capture with high pacing output (7.5 volts at 1.5 ms), as well as intermittent diaphragmatic stimulation. The chest X-ray obtained in the postero-anterior view revealed the RV lead outside the heart silhouette (<xref ref-type="fig" rid="ena17f1-body2">Figure 1C</xref>). Additionally, the lateral view showed the lead in an unusual posterior aspect (<xref ref-type="fig" rid="ena17f1-body2">Figure 1D</xref>). A chest computed tomography with tridimensional reconstruction confirmed RV lead perforation through the RV apex, with 7 cm of lead positioned outside of the heart. There was no pericardial effusion (<xref ref-type="fig" rid="ena17f2-body2">Figure 2A</xref> and <xref ref-type="fig" rid="ena17f2-body2">2B</xref>). Patient underwent lead removal and repositioning in a slightly different place in the RV apex. A pericardial drain was also inserted to monitor bleeding. The lead sensed R waves at 21.1 millivolts with an impedance of 707 ohms and pacing threshold of 0.5 volts at 0.6 milliamperes. The post-operative course was uneventful. The pericardial drain was removed after minimal drainage and patient was discharged home.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="ena17f1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0e95-00017-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="ena17f2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0e95-00017-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Lead perforation is a relatively rare (0.3-1%) complication of pacemakers and ICD. It usually occurs within the first 24 hours after implantation, more commonly with active fixation leads and in the atrial aspect<sup>5</sup>. Late perforation is believed to be very rare. The clinical course is extremely variable with some patients presenting completely asymptomatic, while others can develop cardiac tamponade and hemodynamic instability<sup>6,7</sup>. The clinical predictors associated with lead perforation are use of temporary pacemaker, helical screw leads and steroids<sup>3</sup>. Potential predictors for late perforation, particularly associated with passive fixation leads, include smaller lead diameters, septal or apical positioning, as well as high degree of slack on the ventricular lead. In the present case the chest X-Ray after the initial implant (<xref ref-type="fig" rid="ena17f1-body2">Figure 1A</xref>) showed a lead positioned in the RV apex and apparently with ideal slack. However, the lateral view shows a distal angle in the RV lead, which could increase the tension in the lead, causing perforation (<xref ref-type="fig" rid="ena17f1-body2">Figure 1B</xref>).</p>
      <p>In most patients, the leads can safely be removed under fluoroscopic guidance and close monitoring. Although controversial, the insertion of a prophylactic pericardial drain is based on professional judgment. The emergent risk of pericardial effusion and tamponade in these situations, as well the presence of surgical backup can favors the decision of prophylactic drain insertion. An interesting aspect observed is that progressive technology has resulted in the development of small diameter leads with modified designs and increased stiffness at the tip<sup>3,8</sup>, which are related to the increased number of perforation in patients who receive pacemaker or ICD<sup>9,10</sup>. </p>
      <p>The present case describes a patient with recent passive-fixation lead perforation and no hemodynamic instability. It is important for the general cardiologist to pay attention for minor signs that can suggest lead perforation, as major signs such as pericardial effusion are not necessarily present. Chest or upper abdominal pain and a pacemaker interrogation that shows lower impedance, as well as undersensing or failure to capture the involved chamber are suspicious findings.</p>
      <p>Finally, the decision to implant leads based only on their size is not justified, as most recent complications described in the literature occurred in the newer models of pacemaker or ICD leads.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was partially funded by CAPES.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Diego Chemello, from <italic>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
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          <p>Mailing address:</p>
          <p>Douglas Ing</p>
          <p> 200, Elizabeth Street</p>
          <p> 3</p>
          <p><sup>rd</sup> floor, room 503A</p>
          <p> Toronto General Hospital</p>
          <p> Toronto, ON. M5G 2C4</p>
          <p>E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="douglas.ing@uhn.on.ca">douglas.ing@uhn.on.ca</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received September 14, 2009; revised manuscript received November 18, 2009; accepted March 12, 2010. </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Perforaci&#243;n del ventr&#237;culo derecho por cable de marcapasos de fijaci&#243;n pasiva</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASO CL&#205;NICO</bold>
      </p>
      <p>Perforaci&#243;n del ventr&#237;culo derecho por cable de marcapasos de fijaci&#243;n pasiva</p>
      <p>
        <bold>Diego Chemello; Anandaraja Subramanian; Benedict M Glover; Douglas Ing</bold>
      </p>
      <p>Toronto General Hospital, University Health Network</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Ventr&#237;culos del coraz&#243;n/lesiones; ventr&#237;culo derecho/lesiones, heridas y lesiones; heridas perforantes.</p>
      <p>La perforaci&#243;n ventricular subaguda es una complicaci&#243;n rara del implante de marcapasos o desfibrilador cardioversor implantable (DCI). Entre tanto, puede ser potencialmente fatal. El desarrollo de cables electrodos de fijaci&#243;n activa de peque&#241;os di&#225;metros puede estar asociado al aumento de riesgo de perforaci&#243;n tard&#237;a ventricular. Adem&#225;s de eso, el tratamiento de esa complicaci&#243;n ha sido poco descripto. Reportamos un caso poco usual de perforaci&#243;n subaguda de ventr&#237;culo derecho, causada por un cable electrodo de fijaci&#243;n pasiva.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La perforaci&#243;n mioc&#225;rdica es una complicaci&#243;n rara de la implantaci&#243;n de marcapasos o desfibrilador cardioversor implantable (DCI) y generalmente ocurre en el momento de la inserci&#243;n del cable electrodo<sup>1,2</sup>. El uso previo de electrodo temporal para marcapasos parece aumentar el riesgo de perforaci&#243;n mioc&#225;rdica<sup>3</sup>. El desarrollo de cables electrodos de peque&#241;os di&#225;metros y mecanismos de fijaci&#243;n activa result&#243; en el aumento de la rigidez de la extremidad de los electrodos, potencialmente aumentando la tasa de ese evento poco com&#250;n<sup>4</sup>. Describimos un caso poco usual de perforaci&#243;n mioc&#225;rdica subaguda causada por un cable electrodo de fijaci&#243;n pasiva. En un paciente hemodin&#225;micamente estable, se&#241;ales y s&#237;ntomas sugestivos de perforaci&#243;n son presentados, as&#237; como el manejo terap&#233;utico. </p>
      <p>
        <bold>Relato de caso</bold>
      </p>
      <p>Una paciente de 77 a&#241;os de edad fue sometida a implante de marcapasos de doble c&#225;mara debido a episodios de pausa sinusal y s&#237;ncope (Zephyr XL, St Jude Medical Inc, St Paul, MN, USA). Un cable electrodo 7-French de fijaci&#243;n pasiva (St Jude IsoFlex S 1646-T) fue introducido a trav&#233;s de la vena subclavia izquierda y ubicado en el &#225;pice del ventr&#237;culo derecho sin ninguna complicaci&#243;n inmediata (<xref ref-type="fig" rid="esa17f1-body3">Figuras 1A</xref> y <xref ref-type="fig" rid="esa17f1-body3">1B</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="esa17f1-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0e95-00017-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>La sensibilidad ventricular y atrial fue medida a 1,0 y 10,4 milivolts, respectivamente. Los umbrales de estimulaci&#243;n (volts/milisegundos) fueron 1,0/0,5 y 0,5/0,5 en los electrodos atrial y ventricular, respectivamente. Las impedancias estaban dentro de los l&#237;mites normales (electrodo atrial 429 ohms y ventricular 727 ohms). Treinta d&#237;as despu&#233;s del implante la paciente se present&#243; al sector de emergencia debido a dolor tor&#225;cico de inicio repentino en el cuadrante derecho inferior. No hab&#237;a evidencia de s&#237;ndrome coronario agudo. En la evaluaci&#243;n, el marcapasos revel&#243; sensibilidad disminuida y p&#233;rdida de captura con alto d&#233;bito de estimulaci&#243;n en el VD (7,5 volts a 1,5ms), as&#237; como estimulaci&#243;n diafragm&#225;tica intermitente. La placa de t&#243;rax obtenida en incidencia p&#243;stero-anterior revel&#243; que el cable electrodo del VD estaba fuera de la silueta card&#237;aca (<xref ref-type="fig" rid="esa17f1-body3">Figura 1C</xref>). Adem&#225;s de eso, la incidencia lateral mostr&#243; el electrodo en un aspecto posterior poco usual (<xref ref-type="fig" rid="esa17f1-body3">Figura 1D</xref>). La tomograf&#237;a computada de t&#243;rax con reconstrucci&#243;n tridimensional confirm&#243; la perforaci&#243;n del VD por el cable electrodo a trav&#233;s del &#225;pice del VD, con 7 cm del electrodo posicionado fuera del coraz&#243;n. No hab&#237;a derrame peric&#225;rdico (<xref ref-type="fig" rid="esa17f2-body3">Figura 2A</xref> y <xref ref-type="fig" rid="esa17f2-body3">2B</xref>). La paciente fue sometida a remoci&#243;n del electrodo y reposicionamiento en lugar levemente diferente en el &#225;pice del VD. Un drenaje peric&#225;rdico tambi&#233;n fue introducido para monitorear sangrado. El electrodo mostr&#243; ondas R de 21,1 milivolts con una impedancia de 707 ohms y umbral de estimulaci&#243;n de 0,5 volts a 0,6 miliamperes. El per&#237;odo post operatorio no present&#243; intercurrencias. El drenaje peric&#225;rdico fue removido despu&#233;s de drenado m&#237;nimo y la paciente recibi&#243; el alta. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="esa17f2-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0e95-00017-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La perforaci&#243;n por cable electrodo es una condici&#243;n relativamente rara (0,3-1%) del implante de marcapasos y DCI. La perforaci&#243;n generalmente ocurre 24 horas despu&#233;s del implante, m&#225;s com&#250;nmente con cables electrodos de fijaci&#243;n activa y en el aspecto atrial<sup>5</sup>. Se cree que la perforaci&#243;n tard&#237;a sea muy rara. El curso cl&#237;nico es extremamente variable, con algunos pacientes present&#225;ndose completamente asintom&#225;ticos, mientras que otros pueden desarrollar taponamiento card&#237;aco e inestabilidad hemodin&#225;mica<sup>6,7</sup>. Los predictores cl&#237;nicos asociados con la perforaci&#243;n por cable electrodo son el uso de marcapasos temporal, electrodos helicoidales y uso de corticoesteroides<sup>3</sup>. Los predictores potenciales para perforaci&#243;n tard&#237;a, particularmente asociados con cable electrodo de fijaci&#243;n pasiva, incluyen electrodos de di&#225;metros menores, posicionamiento septal o apical, as&#237; como alto grado de flojedad en el electrodo ventricular. En el presente caso, la placa de t&#243;rax, despu&#233;s del implante inicial (<xref ref-type="fig" rid="esa17f1-body3">Figura 1A</xref>) mostr&#243; el electrodo posicionado en el &#225;pice del VD y aparentemente con flojedad ideal. Entre tanto, la incidencia lateral muestra un &#225;ngulo distal en el electrodo del VD, que podr&#237;a aumentar la tensi&#243;n en el electrodo, causando la perforaci&#243;n (<xref ref-type="fig" rid="esa17f1-body3">Figura 1B</xref>).</p>
      <p>En la mayor&#237;a de los pacientes, los electrodos pueden ser retirados bajo fluoroscopia y monitoreo cuidadoso. Aunque controvertida, la inserci&#243;n de un drenaje peric&#225;rdico profil&#225;ctico es basada en el juicio cl&#237;nico. El riesgo emergente de derrame peric&#225;rdico y taponamiento card&#237;aco en esas situaciones, as&#237; como la presencia de apoyo quir&#250;rgico puede favorecer la decisi&#243;n de inserci&#243;n profil&#225;ctica de drenaje. Un aspecto interesante observado es que la progresi&#243;n de la tecnolog&#237;a result&#243; en el desarrollo de cables electrodos de peque&#241;os di&#225;metros, con dise&#241;os modificados, aumentando la rigidez en la extremidad de esos electrodos<sup>3,8</sup>, lo que est&#225; relacionado al aumento en el n&#250;mero de perforaciones en pacientes que reciben implante de marcapasos o DCI<sup>9,10</sup>. </p>
      <p>El presente caso describe una paciente con perforaci&#243;n reciente de electrodo de fijaci&#243;n pasiva sin inestabilidad hemodin&#225;mica. Es importante que el cardi&#243;logo preste atenci&#243;n a peque&#241;as se&#241;ales que pueden sugerir perforaci&#243;n por cable electrodo, considerando que las grandes se&#241;ales, tales como derrame peric&#225;rdico, no est&#225;n necesariamente presentes. Dolor tor&#225;cico o abdominal superior y baja impedancia a la evaluaci&#243;n del marcapasos, as&#237; como sensibilidad disminuida o falla en la captura de la c&#225;mara envuelta son hallazgos sospechosos. </p>
      <p>Finalmente, la decisi&#243;n de implantar electrodos con base solamente en su tama&#241;o no es justificada, pues las complicaciones m&#225;s recientes descriptas ocurrieron con los modelos m&#225;s nuevos de marcapasos o electrodo de DCI.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue parcialmente financiado por la CAPES.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de la tesis de Doctorado de Diego Chemello por la Universidad Federal de Rio Grande do Sul.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="end-body3" fn-type="corresp">
          <p>Correspondencia:</p>
          <p>Douglas Ing</p>
          <p> 200, Elizabeth Street</p>
          <p> 3</p>
          <p><sup>rd</sup> floor, room 503A</p>
          <p> Toronto General Hospital</p>
          <p> Toronto, ON. M5G 2C4</p>
          <p>E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="douglas.ing@uhn.on.ca">douglas.ing@uhn.on.ca</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido el 14/09/09; revisado recibido el 18/11/09; aceptado el 12/03/10.</p>
    </body>
  </sub-article>
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