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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Carta ao Editor</subject>
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        <article-title>Acidente vascular cerebral por cardiomiopatia chag&#225;sica ou n&#227;o compacta&#231;&#227;o</article-title>
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            <surname>St&#246;llberger</surname>
            <given-names>Claudia</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Krankenanstalt Rudolfstiftung</institution>
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        <month>05</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>427</fpage>
      <lpage>428</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>02</day>
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        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>Acidente vascular cerebral por cardiomiopatia chag&#225;sica ou n&#227;o compacta&#231;&#227;o</p>
    <p>
      <bold>Josef Finsterer; Claudia St&#246;llberger</bold>
    </p>
    <p>Krankenanstalt Rudolfstiftung, 2<sup>nd</sup>, Medical Department, Vienna, Austria, Europe</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Acidente cerebral vascular, cardiomiopatia chag&#225;sica, disfun&#231;&#227;o ventricular esquerda, isquemia encef&#225;lica</p>
    <p>Lemos com interesse o artigo de Mello e cols<sup>1</sup>. sobre um paciente do sexo masculino com Doen&#231;a de Chagas (DC) no qual hipertrabecula&#231;&#227;o/n&#227;o compacta&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (HTVE/NCVE) foi identificada<sup>1</sup>. Temos as seguintes considera&#231;&#245;es a fazer: </p>
    <p>A confirma&#231;&#227;o de acidente vascular cerebral (AVC) atrav&#233;s da tomografia computadorizada (TC) &#233; insuficiente. A avalia&#231;&#227;o por resson&#226;ncia magn&#233;tica (RM) teria sido mais &#250;til para a classifica&#231;&#227;o da les&#227;o. Como foi exclu&#237;da a possibilidade de les&#227;o <italic>stroke-like</italic>? H&#225; alguma informa&#231;&#227;o sobre a vasculatura cerebral ou extra-cerebral do ultra-som de car&#243;tida ou angio-RM dispon&#237;veis? Foram exclu&#237;das as causas de AVC, com exce&#231;&#227;o do flutter atrial ou HTVE? O paciente tinha diabete, hipertens&#227;o arterial, AVC ou infarto do mioc&#225;rdio pr&#233;vios ou hiperlipidemia? A DC em si pode causar AVC, particularmente na circula&#231;&#227;o anterior e reaparecer em 20% dos casos. Isso foi considerado como uma causa? O flutter atrial reapareceu ap&#243;s a abla&#231;&#227;o? Anticoagula&#231;&#227;o oral foi necess&#225;ria ap&#243;s a abla&#231;&#227;o? A insufici&#234;ncia mitral regrediu durante o seguimento? </p>
    <p>A meningoencefalite pode ser uma manifesta&#231;&#227;o na fase aguda da DC e neurite, dist&#250;rbios sensoriais, dem&#234;ncia, estado de confus&#227;o mental ou encefalopatia s&#227;o manifesta&#231;&#245;es do est&#225;gio cr&#244;nico. O paciente foi submetido &#224; investiga&#231;&#227;o do l&#237;quido cefalorraquidiano? Houve outras manifesta&#231;&#245;es da DC? </p>
    <p>Os autores consideram a HTVE como cong&#234;nita, uma conclus&#227;o que &#233; plaus&#237;vel, mas n&#227;o confirmada de modo convincente. A HTVE adquirida, que tem sido relatada ocasionalmente, tamb&#233;m foi considerada? As avalia&#231;&#245;es ecocardiogr&#225;ficas anteriores foram revisadas? Particularmente, a liga&#231;&#227;o entre Chagas e HTVE deveria ser discutida. Havia miocardite, que tem sido relatada ocasionalmente juntamente com HTVE? Considerando que a DC pode cursar com miocardite, n&#227;o &#233; inconceb&#237;vel que a HTVE se desenvolveu devido &#224; desagrega&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio e subsequente desgaste do tecido pela press&#227;o do sangue circundante? </p>
    <p>Dist&#250;rbios gen&#233;ticos associados com a HTVE, com exce&#231;&#227;o da s&#237;ndrome de Barth, foram considerados? A HTVE tem sido particularmente encontrada em pacientes com anormalidades cromoss&#244;micas, dist&#250;rbios neuromusculares e cardiomiopatias heredit&#225;rias. Havia dismorfismo facial ou anormalidades &#243;sseas? Havia ptose, vis&#227;o dupla, c&#226;imbras musculares, fraqueza, insufici&#234;ncia respirat&#243;ria, ou n&#237;veis elevados de enzimas musculares? HTVE tamb&#233;m pode ocorrer em outros membros da fam&#237;lia de um paciente afetado. Os membros da fam&#237;lia foram investigados? Eles tamb&#233;m tinham DC? Outros casos de DC e HTVE foram identificados?</p>
    <p>Uma raz&#227;o de 6:1 na RMC &#233; excepcionalmente alta. Como os autores explicam esse valor incomum? Ele foi confirmado atrav&#233;s de ecocardiografia transtor&#225;cica? Trombos e tumores foram exclu&#237;dos? Considerando que h&#225; v&#225;rias quest&#245;es n&#227;o resolvidas com a apresenta&#231;&#227;o e o desenvolvimento desse caso, uma reavalia&#231;&#227;o do paciente e membros da sua fam&#237;lia &#233; necess&#225;ria. </p>
    <p>
      <bold>Carta-resposta</bold>
    </p>
    <p>&#201; bem definida a associa&#231;&#227;o, tanto da Doen&#231;a do Mioc&#225;rdio N&#227;o-Compactado (DMNC), como da Cardiopatia Chag&#225;sica Cr&#244;nica (CCC), com eventos tromboemb&#243;licos, incluindo o Acidente Vascular Cerebral isqu&#234;mico (AVCi). No presente relato, o paciente apresenta hist&#243;ria pregressa de AVCi com investiga&#231;&#227;o complementar e exclus&#227;o de outras causas para o evento isqu&#234;mico atrav&#233;s de eco-Doppler de car&#243;tidas/vertebrais e ecocardiograma transesof&#225;gico realizados de rotina na nossa institui&#231;&#227;o. Ap&#243;s o evento isqu&#234;mico, o paciente vinha em uso de anticoagula&#231;&#227;o oral com adequado controle dos n&#237;veis terap&#234;uticos. O paciente n&#227;o apresentava outras comorbidades (diabete melito, hipertens&#227;o arterial e dislipidemia) e coronariopatia, exclu&#237;da pela hist&#243;ria cl&#237;nica, resson&#226;ncia magn&#233;tica card&#237;aca (RMC) e coronariografia. Em s&#233;rie do nosso servi&#231;o ainda n&#227;o publicada, observamos que na CCC a presen&#231;a de evento emb&#243;lico ocorre predominantemente entre indiv&#237;duos portadores de aneurismas apicais. Por outro lado, este paciente apresentava tr&#234;s potenciais indutores de evento cardioemb&#243;lico, dentre os quais n&#227;o podemos ignorar a presen&#231;a de flutter atrial.</p>
    <p>O objetivo principal do relato foi apresentar a associa&#231;&#227;o de extensa trabecula&#231;&#227;o caracter&#237;stica da DMNC e a fibrose produzida pela CCC. O relato consiste na descri&#231;&#227;o de um paciente com sintomas de insufici&#234;ncia card&#237;aca, associado a in&#237;cio recente de flutter atrial. Ap&#243;s realiza&#231;&#227;o de RMC, ecocardiograma transtor&#225;cico e transesof&#225;gico, o paciente foi submetido a estudo eletrofisiol&#243;gico com abla&#231;&#227;o bem sucedida de flutter atrial istmo-dependente e documenta&#231;&#227;o de doen&#231;a do n&#243; sinusal. Pelos exames de imagem descritos, trombos intracavit&#225;rios ou tumores card&#237;acos n&#227;o foram documentados. Por&#233;m, a presen&#231;a de fibroses t&#237;picas da CCC e hipertrabecula&#231;&#245;es compat&#237;veis com a manifesta&#231;&#227;o da n&#227;o compacta&#231;&#227;o foi amplamente demonstrada. Ap&#243;s a abla&#231;&#227;o do flutter atrial e implante do marca-passo (disfun&#231;&#227;o do n&#243; sinusal), o paciente permanece assintom&#225;tico com manuten&#231;&#227;o da anticoagula&#231;&#227;o oral e terapia para cardiopatia com captopril, carvedilol, furosemida e espironolactona. Cabe ressaltar que o paciente apresentava manifesta&#231;&#245;es cl&#225;ssicas da CCC e uma infec&#231;&#227;o aguda ou reativa&#231;&#227;o da infec&#231;&#227;o por imunodefici&#234;ncia n&#227;o se aplicam ao caso em especial porque o paciente (e seus irm&#227;os) j&#225; se encontrava a mais de 20 anos fora da zona end&#234;mica e os sinais (sinal de Roman&#227;) e sintomas de infec&#231;&#227;o aguda ocorreram na inf&#226;ncia. Outros s&#237;tios de apresenta&#231;&#227;o da forma cr&#244;nica da Doen&#231;a de Chagas, principalmente o envolvimento digestivo, foram afastadas. O paciente ou seus familiares n&#227;o apresentavam nenhuma manifesta&#231;&#227;o morfol&#243;gica que levasse a pensar em desordens gen&#233;ticas. Lembramos que a associa&#231;&#227;o da n&#227;o compacta&#231;&#227;o com altera&#231;&#245;es gen&#233;ticas n&#227;o &#233; obrigat&#243;ria e a sua forma isolada espor&#225;dica j&#225; foi amplamente documentada na literatura<sup>1</sup>. Acompanhamos o paciente rotineiramente no ambulat&#243;rio h&#225; tr&#234;s anos e este se mant&#233;m sem recorr&#234;ncia de arritmias atriais ou registro de arritmias ventriculares. Pela realiza&#231;&#227;o de ecocardiogramas anuais, houve documenta&#231;&#227;o de piora da fun&#231;&#227;o ventricular que representa a evolu&#231;&#227;o das cardiomiopatias descritas.</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncia</bold>
      <bold> (Carta-resposta) </bold>
    </p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p>Josef Finsterer </p>
        <p> Postfach 20 - Vienna </p>
        <p> 1180 - Austria - Europe </p>
        <p>E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="fifigs1@yahoo.de">fifigs1@yahoo.de</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 08/10/10; revisado recebido em 08/10/10; aceito em 29/11/10.</p>
  </body>
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        <mixed-citation>1. Mello RP, Szarf G, Nakano E, Dietrich C, Cirenza C, Paola AA. Noncompaction of the myocardium, Chagas' disease and dysfunction: a case report. Arq Bras Cardiol. 2010;95(1):e4-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Noncompaction of the myocardium, Chagas' disease and dysfunction: a case report</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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            <year>2010</year>
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          <issue>1</issue>
          <volume>95</volume>
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          <article-title>Left ventricular non-compaction: genetic heterogeneity, diagnosis and clinical course</article-title>
          <source>Int J Cardiol</source>
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          <volume>140</volume>
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        <article-title xml:lang="es">Accidente cerebro vascular por cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica o no compactaci&#243;n</article-title>
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      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p><undefined id="topo-body2"/>Accidente cerebro vascular por cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica o no compactaci&#243;n</p>
      <p>
        <bold>Josef Finsterer; Claudia St&#246;llberger</bold>
      </p>
      <p>Krankenanstalt Rudolfstiftung, 2<sup>nd</sup> Medical Department, Vienna, Austria - Europe</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Accidente cerebro vascular, cardiomiopat&#237;a chag&#225;sica, disfunci&#243;n ventricular izquierda, isquemia encef&#225;lica</p>
      <p>Le&#237;mos con inter&#233;s el art&#237;culo de Mello et al<sup>1</sup> sobre un paciente del sexo masculino con Enfermedad de Chagas (EC) en quien hipertrabeculaci&#243;n/no-compactaci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo (HTVI/NCVI) fue identificada<sup>1</sup>. Tenemos las siguientes consideraciones a hacer: </p>
      <p>La confirmaci&#243;n de accidente cerebro vascular (ACV) a trav&#233;s de la tomograf&#237;a computada (TC) es insuficiente. La evaluaci&#243;n por resonancia magn&#233;tica (RM) habr&#237;a sido m&#225;s &#250;til para la clasificaci&#243;n de la lesi&#243;n. &#191;Como fue excluida la posibilidad de lesi&#243;n <italic>stroke-like</italic>? &#191;Hay alguna informaci&#243;n sobre la vasculatura cerebral o extra cerebral del ultrasonido de car&#243;tida o angio-RM disponibles? &#191;Fueron excluidas las causas de ACV, con excepci&#243;n del flutter atrial o HTVI? &#191;El paciente ten&#237;a diabetes, hipertensi&#243;n arterial, ACV o infarto de miocardio previos o hiperlipidemia? La EC en s&#237; puede causar ACV, particularmente en la circulaci&#243;n anterior y reaparecer en 20% de los casos. &#191;Eso fue considerado como una causa? &#191;La flutter atrial reapareci&#243; despu&#233;s de la ablaci&#243;n? &#191;Anticoagulaci&#243;n oral fue necesaria despu&#233;s de la ablaci&#243;n? &#191;La insuficiencia mitral retrocedi&#243; durante el seguimiento? </p>
      <p>La meningoencefalitis puede ser una manifestaci&#243;n en la fase aguda de la EC y neuritis, disturbios sensoriales, demencia, estado de confusi&#243;n mental o encefalopat&#237;a son manifestaciones del nivel cr&#243;nico. &#191;El paciente fue sometido a investigaci&#243;n del l&#237;quido cefalorraqu&#237;deo? &#191;Hubo otras manifestaciones de la EC? </p>
      <p>Los autores consideran la HTVI como cong&#233;nita, una conclusi&#243;n que es plausible, pero no confirmada de modo convincente. &#191;La HTVI adquirida, que ha sido relatado ocasionalmente, tambi&#233;n fue considerada? &#191;Las evaluaciones ecocardiogr&#225;ficas anteriores fueron revisadas? Particularmente, la ligaz&#243;n entre Chagas y HTVI deber&#237;a ser discutida. &#191;Hab&#237;a miocarditis, que haya sido relatada ocasionalmente juntamente con HTVI? &#191;Considerando que la EC puede cursar con miocarditis, no es inconcebible que la HTVI se desarrollara debido a la desagregaci&#243;n del miocardio y subsecuente desgaste del tejido por la presi&#243;n de la sangre circundante? </p>
      <p>&#191;Disturbios gen&#233;ticos asociados con la HTVI con excepci&#243;n del s&#237;ndrome de Barth fueron considerados? La HTVI ha sido particularmente encontrada en pacientes con anormalidades cromos&#243;micas, disturbios neuromusculares y cardiomiopat&#237;as hereditarias. &#191;Hab&#237;a dimorfismo facial o anormalidades &#243;seas? &#191;Hab&#237;a ptosis, visi&#243;n doble, calambres musculares, debilidad, insuficiencia respiratoria, o niveles elevados de enzimas musculares? HTVI tambi&#233;n puede ocurrir en otros miembros de la familia de un paciente afectado. &#191;Los miembros de la familia fueron investigados? &#191;Ellos tambi&#233;n ten&#237;an EC? &#191;Otros casos de EC y HTVI fueron identificados?</p>
      <p>Una raz&#243;n de 6:1 en la RMC es excepcionalmente alta. &#191;Como explican los autores ese valor poco frecuente? &#191;Fue confirmado a trav&#233;s de ecocardiograf&#237;a transtor&#225;cica? &#191;Trombos y tumores fueron excluidos? Considerando que hay varias cuestiones no resueltas con la presentaci&#243;n y el desarrollo de ese caso, una reevaluaci&#243;n del paciente y miembros de su familia es necesaria.</p>
      <p>
        <bold>Carta respuesta</bold>
      </p>
      <p>Es bien definida la asociaci&#243;n, tanto de la Enfermedad del Miocardio No-Compactado (EMNC), como de la Cardiopat&#237;a Chag&#225;sica Cr&#243;nica (CCC), con eventos tromboemb&#243;licos, incluyendo el Accidente Cerebro Vascular isqu&#233;mico (ACVi). En el presente relato, el paciente presenta historia previa de ACVi con investigaci&#243;n complementaria y exclusi&#243;n de otras causas para el evento isqu&#233;mico a trav&#233;s de eco-Doppler de car&#243;tidas/vertebrales y ecocardiograma transesof&#225;gico realizados de rutina en la nuestra instituci&#243;n. Despu&#233;s del evento isqu&#233;mico, el paciente ven&#237;a en uso de anticoagulaci&#243;n oral con adecuado control de los niveles terap&#233;uticos. El paciente no presentaba otras comorbilidades (diabetes mellitus, hipertensi&#243;n arterial y dislipidemia) y coronariopat&#237;a, excluida por la historia cl&#237;nica, resonancia magn&#233;tica card&#237;aca (RMC) y coronariograf&#237;a. En serie de nuestro servicio aun no publicada, observamos que en la CCC la presencia de evento emb&#243;lico ocurre predominantemente entre individuos portadores de aneurismas apicales. Por otro lado, este paciente presentaba tres potenciales inductores de evento cardioemb&#243;lico, entre los cuales no podemos ignorar la presencia de flutter atrial.</p>
      <p>El objetivo principal del relato fue presentar la asociaci&#243;n de extensa trabeculaci&#243;n caracter&#237;stica de la EMNC y la fibrosis producida por la CCC. El relato consiste en la descripci&#243;n de un paciente con s&#237;ntomas de insuficiencia card&#237;aca, asociado a inicio reciente de flutter atrial. Despu&#233;s de realizaci&#243;n de RMC, ecocardiograma transtor&#225;cico y transesof&#225;gico, el paciente fue sometido a estudio electrofisiol&#243;gico con ablaci&#243;n bien sucedida de flutter atrial istmo dependiente y documentaci&#243;n de enfermedad del nudo sinusal. Por los ex&#225;menes de imagen descriptos, trombos intracavitarios o tumores card&#237;acos no fueron documentados. Sin embargo, la presencia de fibrosis t&#237;picas de la CCC y hipertrabeculaciones compatibles con la manifestaci&#243;n de la no-compactaci&#243;n fue ampliamente demostrada. Despu&#233;s de la ablaci&#243;n del flutter atrial y implante del marcapasos (disfunci&#243;n del nudo sinusal), el paciente permanece asintom&#225;tico con manutenci&#243;n de la anticoagulaci&#243;n oral y terapia para cardiopat&#237;a con captopril, carvedilol, furosemida y espironolactona. Cabe resaltar que el paciente presentaba manifestaciones cl&#225;sicas de la CCC y una infecci&#243;n aguda o reactivaci&#243;n de la infecci&#243;n por inmunodeficiencia no se aplican al caso en especial porque el paciente (y sus hermanos) ya se encontraban hace m&#225;s de 20 a&#241;os fuera de la zona end&#233;mica y las se&#241;ales (se&#241;al de Roma&#241;a) y s&#237;ntomas de infecci&#243;n aguda ocurrieron en la infancia. Otras formas de presentaci&#243;n de la forma cr&#243;nica de la Enfermedad de Chagas, principalmente el compromiso digestivo, fueron descartadas. El paciente o sus familiares no presentaban ninguna manifestaci&#243;n morfol&#243;gica que llevase a pensar en des&#243;rdenes gen&#233;ticos. Recordamos que la asociaci&#243;n de la no compactaci&#243;n con alteraciones gen&#233;ticas no es obligatoria y su forma aislada espor&#225;dica ya fue ampliamente documentada en la literatura<sup>1</sup>. Controlamos al paciente rutinariamente en el ambulatorio hace tres a&#241;os y este se mantiene sin recurrencia de arritmias atriales o registro de arritmias ventriculares. Por la realizaci&#243;n de ecocardiogramas anuales, hubo documentaci&#243;n de empeoramiento de la funci&#243;n ventricular que representa la evoluci&#243;n de las cardiomiopat&#237;as descriptas.</p>
      <p>
        <bold>Referencia</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncia</bold>
        <bold> (Carta-resposta) </bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Letter to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Stroke due to Chagas' cardiomyopathy or noncompaction</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p><undefined id="topo-body3"/>Stroke due to Chagas' cardiomyopathy or noncompaction</p>
      <p>
        <bold>Josef Finsterer; Claudia St&#246;llberger</bold>
      </p>
      <p>Krankenanstalt Rudolfstiftung, 2<sup>nd</sup> Medical Department, Vienna, Austria - Europe</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Stroke; Chagas' cardiomyopathy; ventricular dysfunction left; brain ischemia</p>
      <p>With interest we read the article by de Mello et al<sup>1</sup> about a male patient with Chagas'-infection in whom left-ventricular hypertrabeculation/noncompaction (LVHT) was found<sup>1</sup>. We have the following concerns:</p>
      <p>Confirmation of stroke by CT-scan is insufficient. An MRI would have been more helpful to classify the lesion. How was a stroke-like-lesion excluded? Is information about the cerebral or extra-cerebral vasculature from carotid-ultrasound or MR-angiography available? Were causes of stroke other than atrial flutter (AFLU) or LVHT excluded? Did the patient have diabetes, arterial hypertension, previous stroke, myocardial infarction or hyperlipidemia? Chagas' itself may cause stroke, particularly in the anterior circulation and recur in 20% of cases. Was it considered as a cause? Did AFLU recur after ablation? Was oral anticoagulation therapy necessary after ablation? Did mitral regurgitation regress during follow-up? </p>
      <p>Meningoencephalitis may be a manifestation in the acute phase of Chagas' and neuritis, sensory disturbances, dementia, confusional state or encephalopathy manifestations of the chronic stage. Did the patient undergo cerebrospinal-fluid investigations? Were there other manifestations of Chagas'?</p>
      <p>The authors regard LVHT as congenital, an assumption that is plausible, but was not convincingly confirmed. Was acquired LVHT also considered, as it has been occasionally reported? Particularly, the link between Chagas' and LVHT should be discussed. Was there ever myocarditis, which has been occasionally reported together with LVHT? Since Chagas' may go along with myocarditis, it is not inconceivable that LVHT developed because of the disaggregation of the myocardium and subsequent hollowing of the tissue by the pressure of the surrounding blood. </p>
      <p>Were genetic disorders associated with LVHT other than Barth-syndrome considered? LVHT has been particularly found in patients with chromosomal abnormalities, neuromuscular disorders and hereditary cardiomyopathies? Was there facial dysmorphism or bone abnormalities? Was there ptosis, double vision, muscle cramps, weakness, respiratory insufficiency or elevated muscle enzymes?</p>
      <p>LVHT may occur also in other family members of an affected patient. Were relatives investigated? Did they also suffer from Chagas'? Were other cases with Chagas' and LVHT found? </p>
      <p>A ratio of 6:1 on cMRI is exceptionally high. How do the authors explain this unusual value? Was it confirmed by transthoracic echocardiography? Were thrombus and tumors excluded? </p>
      <p>As there are some unsolved issues with the presentation and work-up of this case, reevaluation of the patient and his relatives is warranted. </p>
      <p>
        <bold>Reply</bold>
      </p>
      <p>The association between left-ventricular hypertrabeculation/noncompaction (LVHT), as well as Chronic Chagasic Cardiopathy (CCC) with thromboembolic events has been well defined, including ischemic stroke. In the present report, the patient presented a previous history of stroke with complementary investigation and exclusion of other causes for the ischemic event, through Echo-Doppler evaluation of the vertebral/carotid arteries and transesophageal echocardiogram, which are routinely carried out in our institution. After the ischemic event, the patient received oral anticoagulation with adequate control of therapeutic levels. The patient did not present other comorbidities (diabetes mellitus, arterial hypertension and dyslipidemia), as well as coronariopathy, ruled out by the clinical history, cardiac magnetic resonance (cMRI) and coronariography. In a series from our service that has not been published yet, we observed that in CCC, the presence of an embolic event occurs predominantly in individuals with apical aneurysms. On the other hand, this patient presented three potential cardioembolic event inducers, among which one cannot ignore the presence of atrial flutter.</p>
      <p>The main objective of the report was to present the association of extensive trabeculation, characteristic of LVHT and the fibrosis caused by the CCC. The report consists in the description of a patient with symptoms of heart failure associated with recent-onset atrial flutter (AFw). After the cMRI, transthoracic and transesophageal echocardiograms were performed, the patient was submitted to an electrophysiological study, with successful ablation of the isthmus-dependent AF and sinus node disease documentation. The aforementioned imaging studies did not identify intracavitary thrombi or heart tumors. However, the presence of fibrosis typical of CCC and hypertrabeculations compatible with the manifestations of non-compaction was broadly demonstrated. After the ablation of the AFw and pacemaker implant (sinus node dysfunction), the patient has remained asymptomatic, while maintaining oral anticoagulation therapy and treatment for cardiopathy with captopril, carvedilol, furosemide and spironolactone. It is noteworthy the fact that the patient presented classic manifestations of CCC and an acute infection or infection reactivation due to immunodeficiency do not apply to the present case, particularly because the patient (and siblings) had been out of the endemic zone for more than 20 years and the signs (Romana's sign) and symptoms of acute infection had occurred during childhood. Other forms of presentation of the chronic form of CD, mainly digestive involvement, were ruled out.</p>
      <p>The patient and his family members did not present any morphological manifestations that could lead to the suspicion of genetic disorders. We recall that the association between non-compaction and genetic alterations is not a mandatory one and its sporadic isolated form has been broadly documented in the literature<sup>1</sup>. We have followed the patient routinely at the outpatient clinic for three years and he has not presented recurrence of atrial arrhythmia or ventricular arrhythmia recordings. The echocardiograms performed annually have shown worsening in ventricular function, which represents the evolution of the described cardiomyopathies.</p>
      <p>
        <bold>Reference</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncia</bold>
        <bold> (Carta-resposta) </bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
