<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">phcdttFyNmnfF45rHBXZDgh</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00012</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000500012</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600512</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011000500012</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Carta ao Editor</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Sobre o uso de Stents farmacol&#243;gicos na vida real: a import&#226;ncia dos registros</article-title>
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            <surname>Andrade</surname>
            <given-names>Pedro Jos&#233; Negreiros de</given-names>
          </name>
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        </contrib>
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          <named-content content-type="city">Fortaleza</named-content>
          <named-content content-type="state">Cear&#225;</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Cear&#225;</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Hospital Universit&#225;rio Walter Cantidio </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>05</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>425</fpage>
      <lpage>426</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>02</day>
        <month>06</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>Sobre o uso de <italic><bold>Stents</bold></italic> farmacol&#243;gicos na vida real: a import&#226;ncia dos registros</p>
    <p>
      <bold>Pedro Jos&#233; Negreiros de Andrade</bold>
    </p>
    <p>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital Universit&#225;rio Walter Cantidio da Universidade Federal do Cear&#225;, Fortaleza, CE - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold><italic>Stents </italic>farmacol&#243;gicos/utiliza&#231;&#227;o.</p>
    <p>Lemos com extremo interesse o excelente artigo de revis&#227;o, de autoria de Expedito Ribeiro e Henrique B. Ribeiro<sup>1</sup>, no n&#250;mero de julho de 2010 dos Arquivos. A revis&#227;o responde de forma conclusiva &#224;s principais quest&#245;es que a motivaram: a) o benef&#237;cio dos <italic>stents </italic>farmacol&#243;gicos (SF) na redu&#231;&#227;o da taxa de revasculariza&#231;&#227;o do vaso-alvo &#233; t&#227;o robusto no mundo real quanto nos estudos randomizados; b) os SF s&#227;o seguros quando usados em indica&#231;&#245;es <italic>off-label</italic> em compara&#231;&#227;o com os <italic>stents</italic> n&#227;o farmacol&#243;gico (SNF).</p>
    <p>Sei que n&#227;o foi esta a inten&#231;&#227;o dos autores, mas o leitor desavisado poder&#225; concluir, &#224; luz do t&#237;tulo e da tabela dos registros, que SF reduzem a mortalidade quando comparados a SNF. Registros, ainda que &#250;teis, s&#227;o obviamente uma metodologia inferior na compara&#231;&#227;o entre procedimentos, por apresentarem potenciais vieses de sele&#231;&#227;o e fatores de confus&#227;o que at&#233; mesmo as melhores t&#233;cnicas de ajuste n&#227;o conseguem eliminar. Foram os dados de um registro que levaram &#224; hip&#243;tese, hoje desmentida, de que os SF aumentariam a mortalidade quando comparados com SNF no chamado "mundo real". &#201; tamb&#233;m com base em registros que a cirurgia card&#237;aca &#233; considerada por muitos como superior &#224; interven&#231;&#227;o percut&#226;nea no desfecho mortalidade, algo tamb&#233;m progressivamente desmentido. </p>
    <p>Os pr&#243;prios dados citados do estudo <italic>DESIRE</italic> demonstram a impossibilidade de utilizar registros como instrumento de compara&#231;&#227;o entre SF e SNF: os pacientes em que foram usados SF eram mais velhos, tinham mais diabetes e haviam sido submetidos com maior frequ&#234;ncia a procedimentos de revasculariza&#231;&#227;o, enquanto os que utilizaram SNF tinham mais infarto agudo do mioc&#225;rdio. Podemos especular que outros fatores, como presen&#231;a de angina inst&#225;vel, comorbidades graves, condi&#231;&#227;o socioecon&#244;mica, dificuldade de usar antiadesivos plaquet&#225;rios e maior tamanho dos vasos comprometidos, poderiam estar mais presentes no grupo SNF. Tudo isso torna a compara&#231;&#227;o entre SF e SNF no referido registro uma tarefa praticamente imposs&#237;vel.</p>
    <p>Metan&#225;lises de estudos randomizados s&#227;o o padr&#227;o ouro para compara&#231;&#227;o entre procedimentos e o pr&#243;prio artigo principal citado<sup>2</sup> demonstra que n&#227;o houve diferen&#231;a na mortalidade entre SF e SNF, quer em indica&#231;&#245;es <italic>on-label</italic> quer em indica&#231;&#245;es <italic>off- label</italic>.</p>
    <p>
      <bold>Carta-resposta</bold>
    </p>
    <p>Em resposta &#224; carta ao editor sobre o artigo publicado na: Arq. Bras. Cardiol. 2010; 95 (1): 131-134, "Uso de <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos na 'vida real': a import&#226;ncia dos registros", justificamos:</p>
    <p>"Agradecemos os coment&#225;rios bastante pertinentes em rela&#231;&#227;o ao nosso artigo, e que ressaltam a import&#226;ncia do tema. Desde a experi&#234;ncia inicial com os <italic>stents</italic> convencionais (n&#227;o farmacol&#243;gicos) em rela&#231;&#227;o &#224; angioplastia com bal&#227;o apenas, ficou evidente que os <italic>stents</italic> n&#227;o reduziram a mortalidade, mas sim as complica&#231;&#245;es agudas e a reestenose. Os <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos (SF) vieram para melhorar ainda mais os resultados da interven&#231;&#227;o coron&#225;ria percut&#226;nea, especialmente pela redu&#231;&#227;o da reestenose. Contudo, ap&#243;s in&#237;cio de grande utiliza&#231;&#227;o dos SF, a publica&#231;&#227;o sueca citada com propriedade no coment&#225;rio levantou a possibilidade de que poderia haver aumento de mortalidade por conta, especialmente, de aumento da trombose tardia e muito tardia com os SF. Todavia, isso n&#227;o se confirmou pelos trabalhos subsequentes. Inclusive, as &#250;ltimas metan&#225;lises citadas por n&#243;s demonstram importante redu&#231;&#227;o de reinterven&#231;&#227;o nos estudos randomizados e registros, sendo que nestes tamb&#233;m houve redu&#231;&#227;o de mortalidade.</p>
    <p>Concordamos com o fato de que n&#227;o podemos tirar conclus&#245;es definitivas de estudos n&#227;o randomizados, como os registros, pelas inerentes limita&#231;&#245;es citadas. Entretanto, fica a mensagem de que os <italic>stents</italic> em geral reduziram drasticamente as taxas de complica&#231;&#245;es agudas e as de reestenose, sendo que os <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos s&#227;o seguros e com resultados ainda melhores em rela&#231;&#227;o &#224; reestenose, e consequente diminui&#231;&#227;o de reinterve&#231;&#227;o."</p>
    <p>Henrique B. Ribeiro</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Pedro Jos&#233; Negreiros de Andrade </p>
        <p> Rua Francisco Holanda, 992/1101 </p>
        <p> Dionisio Torres - 60130-040 </p>
        <p> Fortaleza, CE - Brasil </p>
        <p>E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="pedroneg@cardiol.br">pedroneg@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="pedroneg@gmail.com">pedroneg@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 27/08/10; revisado recebido em 27/08/10; aceito em 29/09/10.</p>
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        <mixed-citation>1. Ribeiro EE, Ribeiro HB. Uso de stents farmacol&#243;gicos na 'vida real" : a import&#226;ncia dos registros. Arq Bras Cardiol. 2010; 95 (1): 131-4.</mixed-citation>
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          <article-title>Uso de stents farmacol&#243;gicos na 'vida real": a import&#226;ncia dos registros</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>131</fpage>
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          <issue>1</issue>
          <volume>95</volume>
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        </element-citation>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Safety and eficacy of drug-eluting stents and bare metal stents: comprehensive meta-an&#225;lisys of randomized trials and observational studies</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>3198</fpage>
          <lpage>206</lpage>
          <issue>25</issue>
          <volume>119</volume>
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              <surname>Kirtane</surname>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Letter to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">About the use of DES (Drug-Eluting Stents) in real life: the importance of registries</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p><undefined id="topo-body2"/>About the use of DES (Drug-Eluting Stents) in real life: the importance of registries</p>
      <p>
        <bold>Pedro Jos&#233; Negreiros de Andrade</bold>
      </p>
      <p>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital Universit&#225;rio Walter Cantidio da Universidade Federal do Cear&#225;, Fortaleza, CE - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Drug-eluting stents/utilization.</p>
      <p>We read with great interest the excellent review article written by Expedito Ribeiro and Henrique B. Ribeiro<sup>1</sup>, in the July 2010 Archives. The review is a conclusive answer to the main questions that gave rise to such review: a) is the benefit of drug eluting stents (DES) in reducing the rate of target vessel revascularization as robust in the real world as in randomized trials? b) Is DES safe when used for off-label indications in comparison with bare-metal stents (BMS)?</p>
      <p>I know that this was not the intention of the authors, but the uninformed reader might conclude, in light of the title and table of registries, that DES reduce mortality when compared to non-DES. Even though the registries are useful, they are obviously an inferior methodology when we compare procedures, since they are likely to have selection biases and confounding factors that even the best ajusting techniques cannot eliminate. The data of a registries led to the hypothesis, now disproved, that DES would increase mortality in comparison with BMS in the so-called "real world". It is also in view of registries that many people consider that cardiac surgery is superior to percutaneous coronary intervention for endpoint with mortality, but this is something that has also been progressively disproved. </p>
      <p>The data mentioned of the DESIRE study also demonstrated that it is impossible to use registries as a means of comparison between DES and BMS: patients using DES were older, had more diabetes and had undergone revascularization procedures more frequently, while those using BMS had acute myocardial infarction. We can speculate that other factors, such as the presence of unstable angina, severe comorbidities, socioeconomic status, difficulty in using antiplatelet drugs and greater size of vessels affected, could be more present in the BMS group. Due to all of the foregoing, the comparison between DES and BMS in such registry is a virtually impossible task.</p>
      <p>Meta-analyses of randomized trials are the gold standard for comparison between procedures and the main article mentioned itself shows<sup>2</sup> that there was no difference in mortality between DES and BMS, whether in on-label indications or in off-label indications.</p>
      <p>
        <bold>Reply</bold>
      </p>
      <p>In response to the letter to the editor about the article published in: <italic>Arq. Bras. Cardiol.</italic> 2010; 95 (1) [Brazilian Archives of Cardiology]: 131-134, "<italic>Uso de stents farmacol&#243;gicos na 'vida real'</italic>: <italic>a import&#226;ncia dos registros"</italic> ["use of drug-eluting stents in 'real life': the importance of records"], we provide the following justification:</p>
      <p>"We appreciate the comments about our article. They were very pertinent and emphasize the importance of the topic. Since the initial experience with conventional stents (bare-metal stents) compared with balloon angioplasty alone, it has been evident that stents did not cause a reduction in mortality, but rather a reduction in acute complications and restenosis. Drug-eluting stents (DES) have come to further improve the outcome of percutaneous coronary intervention, especially by reducing restenosis. However, after the beginning of widespread use of DES, the Swedish publication, knowledgeably mentioned in the comment, raised the possibility that there could be an increase in mortality mainly due to the increase in late and very late thrombosis with DES. However, this was not confirmed by subsequent studies. Even the recent meta-analyses cited by us show significant reduction in re-interventions in randomized trials and registries, with a decrease in mortality also being shown in such records. </p>
      <p>We agree with the fact that we cannot draw definitive conclusions from nonrandomized trials, such as registries, due to the inherent limitations cited. However, it was demonstrated that, in general, the stents drastically reduced the rates of acute complications and restenosis. Moreover, drug-eluting stents are safe and their results are even better in the case of restenosis, making it possible to reduce re-intervention."</p>
      <p>Henrique B. Ribeiro</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Sobre el uso de Stents farmacol&#243;gicos en la vida real: la importancia de los registros</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p><undefined id="topo-body3"/>Sobre el uso de <italic><bold>Stents</bold></italic> farmacol&#243;gicos en la vida real: la importancia de los registros</p>
      <p>
        <bold>Pedro Jos&#233; Negreiros de Andrade</bold>
      </p>
      <p>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital Universit&#225;rio Walter Cantidio da Universidade Federal do Cear&#225;, Fortaleza, CE - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold><italic>Stents </italic>farmacol&#243;gicos/utilizaci&#243;n.</p>
      <p>Le&#237;mos con extremo inter&#233;s el excelente art&#237;culo de revisi&#243;n, de autor&#237;a de Expedito Ribeiro y Henrique B. Ribeiro<sup>1</sup>, en el n&#250;mero de julio de 2010 de los <italic>Arquivos</italic>. La revisi&#243;n responde de forma conclusiva las principales cuestiones que la motivaron: a) el beneficio de los <italic>stents </italic>farmacol&#243;gicos (SF) en la reducci&#243;n de la tasa de revascularizaci&#243;n del vaso blanco es tan robusto en el mundo real como en los estudios randomizados; b) los SF son seguros cuando son usados en indicaciones <italic>off-label</italic> en comparaci&#243;n con los <italic>stents</italic> no farmacol&#243;gicos (SNF).</p>
      <p>S&#233; que no fue &#233;sta la intenci&#243;n de los autores, pero el lector desavisado podr&#225; concluir, a la luz del t&#237;tulo y de la tabla de los registros, que SF reducen la mortalidad cuando son comparados a SNF. Registros, que aunque que &#250;tiles, son obviamente una metodolog&#237;a inferior en la comparaci&#243;n entre procedimientos, por presentar potenciales sesgos de selecci&#243;n y factores de confusi&#243;n que hasta aun las mejores t&#233;cnicas de ajuste no consiguen eliminar. Fueron los datos de un registro que llevaron a la hip&#243;tesis, hoy desmentida, de que los SF aumentar&#237;an la mortalidad cuando eran comparados a SNF en el llamado "mundo real". Es tambi&#233;n con base en registros que la cirug&#237;a card&#237;aca es considerada por muchos como superior a la intervenci&#243;n percut&#225;nea en el desenlace mortalidad, algo tambi&#233;n progresivamente desmentido.</p>
      <p>Los propios datos citados del estudio <italic>DESIRE</italic> demuestran la imposibilidad de utilizar registros como instrumento de comparaci&#243;n entre SF y SNF: los pacientes en que fueron usados SF eran de m&#225;s edad, ten&#237;an m&#225;s diabetes y hab&#237;an sido sometidos con mayor frecuencia a procedimientos de revascularizaci&#243;n, mientras que los que utilizaron SNF ten&#237;an m&#225;s infarto agudo de miocardio. Podemos especular que otros factores, como presencia de angina inestable, comorbilidades graves, condici&#243;n socioecon&#243;mica, dificultad de usar antiadhesivos plaquetarios y mayor tama&#241;o de los vasos comprometidos, podr&#237;an estar m&#225;s presentes en el grupo SNF. Todo eso vuelve la comparaci&#243;n entre SF y SNF en el referido registro una tarea pr&#225;cticamente imposible.</p>
      <p>Metan&#225;lisis de estudios randomizados son el <italic>gold standard</italic> para comparaci&#243;n entre procedimientos y el propio art&#237;culo principal citado<sup>2</sup> demuestra que no hubo diferencia en la mortalidad entre SF y SNF, ya sea en indicaciones <italic>on-label</italic> o en indicaciones <italic>off- label</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Carta respuesta</bold>
      </p>
      <p>En respuesta a la carta al editor sobre el art&#237;culo publicado en la: Arq. Bras. Cardiol. 2010; 95 (1): 131-134, "Uso de <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos en la 'vida real': la importancia de los registros", justificamos:</p>
      <p>"Agradecemos los comentarios bastante pertinentes en relaci&#243;n a nuestro art&#237;culo, y que resaltan la importancia del tema. Desde la experiencia inicial con los <italic>stents</italic> convencionales (no farmacol&#243;gicos) en relaci&#243;n a la angioplastia con bal&#243;n apenas, se hizo evidente que los <italic>stents</italic> no redujeron la mortalidad, pero s&#237; las complicaciones agudas y la reestenosis. Los <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos (SF) vinieron para mejorar aun m&#225;s los resultados de la intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea, especialmente por la reducci&#243;n de la reestenosis. Con todo, despu&#233;s del comienzo de gran utilizaci&#243;n de los SF, la publicaci&#243;n sueca citada con propiedad en el comentario coloc&#243; la posibilidad de que podr&#237;a haber aumento de mortalidad a causa, especialmente, de aumento de la trombosis tard&#237;a y muy tard&#237;a con los SF. Sin embargo, eso no se confirm&#243; en los trabajos subsecuentes. Inclusive, los &#250;ltimos metan&#225;lisis citados por nosotros demuestran importante reducci&#243;n de reintervenci&#243;n en los estudios randomizados y registros, siendo que en estos tambi&#233;n hubo reducci&#243;n de mortalidad. </p>
      <p>Concordamos con el hecho de que no podemos sacar conclusiones definitivas de estudios no randomizados, como los registros, por las inherentes limitaciones citadas. Entre tanto, queda el mensaje de que los <italic>stents</italic> en general redujeron dr&#225;sticamente las tasas de complicaciones agudas y las de reestenosis, siendo que los <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos son seguros y con resultados aun mejores en relaci&#243;n a la reestenosis, y consecuente disminuci&#243;n de reintervenci&#243;n."</p>
      <p>Henrique B. Ribeiro</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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