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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
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          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>Caracter&#237;sticas fisiopatol&#243;gicas do modelo de insufici&#234;ncia card&#237;aca p&#243;s-infarto do mioc&#225;rdio no rato</article-title>
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            <surname>Tucci</surname>
            <given-names>Paulo J. F</given-names>
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      <volume>96</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>420</fpage>
      <lpage>424</lpage>
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        <year>2011</year>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Caracter&#237;sticas fisiopatol&#243;gicas do modelo de insufici&#234;ncia card&#237;aca p&#243;s-infarto do mioc&#225;rdio no rato</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Paulo J. F. Tucci</bold>
    </p>
    <p>Escola Paulista de Medicina - Unifesp</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="endb">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Insufici&#234;ncia card&#237;aca/fisiopatologia, infarto do mioc&#225;rdio, ratos. </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva (ICC), desencadeada no rato como consequ&#234;ncia de Infarto do Mioc&#225;rdio, &#233; o modelo mais comumente utilizado em pesquisa experimental para desenvolver a s&#237;ndrome congestiva. Seguindo-se &#224; necrose mioc&#225;rdica, as manifesta&#231;&#245;es que ocorrem no roedor reproduzem muito satisfatoriamente os achados encontrados em humanos com descompensa&#231;&#227;o card&#237;aca, e fundamentam an&#225;lises da patogenia, da fisiopatologia e do tratamento da ICC com reconhecido proveito cl&#237;nico. Duas caracter&#237;sticas s&#227;o inadequadas no modelo: a mortalidade elevada nas primeiras 24 h que se seguem &#224; oclus&#227;o coron&#225;ria e a expressiva diversidade dos tamanhos dos infartos obtidos. Neste texto s&#227;o descritas particularidades metodol&#243;gicas e fisiopatol&#243;gicas do modelo, terminando por fazer refer&#234;ncia a uma t&#233;cnica alternativa de produ&#231;&#227;o de necrose mioc&#225;rdica por corrente el&#233;trica com radiofrequ&#234;ncia, que evolui com baixa mortalidade e tamanho homog&#234;neo dos infartos.</p>
    <p> H&#225; anos a insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva (ICC) situa-se entre os temas mais investigados em Cardiologia. Ao lado das informa&#231;&#245;es colhidas em humanos, &#233; destacada a contribui&#231;&#227;o de investiga&#231;&#245;es conduzidas em animais de laborat&#243;rio. Entre v&#225;rios modelos experimentais dispon&#237;veis, aquele que promove a s&#237;ndrome congestiva a partir da indu&#231;&#227;o de necrose mioc&#225;rdica no rato &#233; o mais utilizado. A popularidade do modelo nos dias atuais e a previs&#227;o poss&#237;vel de amplia&#231;&#227;o do interesse por este modelo tornam importante a descri&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas fisiopatol&#243;gicas que se seguem ao infarto do mioc&#225;rdio (IM) no rato. Recentemente, uma valiosa revis&#227;o da literatura sobre o modelo de infarto do mioc&#225;rdio no rato foi publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia<sup>1</sup>. </p>
    <p>&#201; necess&#225;rio antecipar que embora o processo fisiopatol&#243;gico que se estabelece nos roedores ap&#243;s ligadura da coron&#225;ria seja &#250;til para analisar o remodelamento mioc&#225;rdico que ocorre no m&#250;sculo card&#237;aco remanescente e a s&#237;ndrome congestiva ele n&#227;o guarda analogia com as s&#237;ndromes coron&#225;rias humanas. Faltam ao modelo as les&#245;es arteriais que conferem perfil pr&#243;prio &#224; coronariopatia de humanos: arritmias, isquemias transit&#243;rias e reincid&#234;ncias de oclus&#227;o coron&#225;ria, inexistentes no animal de experimenta&#231;&#227;o. </p>
    <p>A oclus&#227;o da art&#233;ria coron&#225;ria interventricular anterior &#233; a estrat&#233;gia mais frequentemente aplicada para a produ&#231;&#227;o de IM. </p>
    <p>O eletrocardiograma<sup>2</sup> e o ecocardiograma<sup>3-15</sup> s&#227;o m&#233;todos n&#227;o invasivos capazes de identificar a &#225;rea de necrose ou cicatriz. Embora identifique a presen&#231;a da zona inativa dependente do IM, o eletrocardiograma n&#227;o &#233; um m&#233;todo apto a quantific&#225;-la<sup>2</sup>. O ecocardiograma possibilita caracterizar a presen&#231;a e o tamanho do IM com muito boa sensibilidade<sup>3-15</sup>, mesmo em per&#237;odos precoces como dois dias ap&#243;s promover a necrose, al&#233;m de informar sobre os desvios das fun&#231;&#245;es atrial e ventricular. O melhor m&#233;todo para diagn&#243;stico post-mortem do IM depende da fase em que ocorre a necropsia. Nos primeiros dias de necrose mioc&#225;rdica o exame histopatol&#243;gico pode suscitar d&#250;vidas quanto aos limites do territ&#243;rio necrosado. Para esta fase, o uso de trifenil-tetraz&#243;lio (TTZ) &#233; mais preciso. Em contacto com c&#233;lulas vivas, este corante &#233; reduzido por desidrogenases e assume a cor vermelha escura. C&#233;lulas mortas, que n&#227;o mais disp&#245;em das formas reduzidas de desidrogenases, n&#227;o s&#227;o coradas. A coloca&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio em &#225;gua oxigenada, posteriormente, elimina a cor vermelha da hemoglobina presente no hematoma da regi&#227;o necrosada, clareando-a (<xref ref-type="fig" rid="aop03911fig01m">Figura 1A</xref>). O TTZ possibilita a caracteriza&#231;&#227;o da necrose imediatamente ap&#243;s a morte celular. </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop03911fig01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0420-00049-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Duas particularidades chamam a aten&#231;&#227;o no modelo: grande variabilidade no que se refere tanto &#224; mortalidade nas primeiras 24 horas ap&#243;s a oclus&#227;o da coron&#225;ria, quanto ao tamanho do infarto resultante. Os limites de mortalidade descritos na literatura na fase imediata &#224; oclus&#227;o coron&#225;ria variam do valor mais baixo de 13%<sup>16</sup> at&#233; o m&#225;ximo de 65%<sup>17</sup>. Em nosso laborat&#243;rio, considerando v&#225;rias s&#233;ries que foram acompanhadas, a mortalidade imediata situou-se em torno de 44% para os ratos machos e de 17% para as ratas. A raz&#227;o desta discrep&#226;ncia entre as mortalidades dos dois g&#234;neros n&#227;o &#233; original, mas sua causa n&#227;o est&#225; definida. H&#225; documenta&#231;&#227;o convincente para afirmar que as arritmias constituem a causa de morte durante as 48 h que se seguem &#224; oclus&#227;o coron&#225;ria<sup>17</sup>. Uma particularidade marcante do modelo &#233; a grande dispers&#227;o do tamanho do IM, ap&#243;s ligadura padronizada da art&#233;ria coron&#225;ria interventricular anterior. Em nossa &#250;ltima s&#233;rie, conduzida para determinar os tamanhos dos infartos resultantes das oclus&#245;es coron&#225;rias, verificamos tamanho m&#233;dio de 40 &#177; 19% (x &#177; SD). A grande variabilidade fica patente pelo valor elevado do desvio padr&#227;o: 48% do valor da m&#233;dia. Os grandes infartos (<underline>&gt;</underline> 40% do VE) - que mais interessam para o acompanhamento da fisiopatologia da ICC - ocorreram em 60% dos casos. </p>
    <p>Tal como descrito para humanos, o tamanho do IM &#233; determinante cr&#237;tico da repercuss&#227;o funcional no cora&#231;&#227;o. A <xref ref-type="fig" rid="aop03911fig01m">figura 1B</xref> ilustra a correla&#231;&#227;o que se estabeleceu no quinto dia ap&#243;s oclus&#227;o coron&#225;ria<sup>6</sup> entre o volume diast&#243;lico do ventr&#237;culo esquerdo (VE) e o tamanho do IM, enquanto a <xref ref-type="fig" rid="aop03911fig01m">figura 1C</xref> indica a rela&#231;&#227;o que se verificou entre tamanho do IM e press&#227;o diast&#243;lica final do ventr&#237;culo esquerdo (PDFVE), seis semanas ap&#243;s indu&#231;&#227;o da necrose mioc&#225;rdica. &#201; percept&#237;vel a associa&#231;&#227;o linear tanto do volume quanto da PDFVE com a magnitude do VE ocupada pelo IM. Curiosamente, a press&#227;o diast&#243;lica ventricular n&#227;o guardou rela&#231;&#227;o com o tempo decorrido ap&#243;s promo&#231;&#227;o do IM. A fra&#231;&#227;o de encurtamento da &#225;rea transversa<xref ref-type="fn" rid="fn1a"><sup>*</sup></xref> do ventr&#237;culo esquerdo, analisada seis semanas ap&#243;s indu&#231;&#227;o do infarto, assumiu rela&#231;&#227;o linear inversa com o tamanho da cicatriz (F<xref ref-type="undefined" rid="aop03911fig02">igura 2A</xref>), configurando decremento crescente da capacidade de eje&#231;&#227;o conforme aumenta o tamanho do IM. Neste mesmo per&#237;odo p&#243;s-oclus&#227;o coron&#225;ria, correla&#231;&#245;es mais chamativas entre tamanho do IM e repercuss&#245;es funcionais foram verificadas (<xref ref-type="undefined" rid="aop03911fig02">Figura 2</xref>), quando se analisaram as rela&#231;&#245;es entre o tamanho do IM e indicadores de esvaziamento atrial (raz&#227;o E/A) e de congest&#227;o pulmonar (raz&#227;o peso do pulm&#227;o direito/peso corp&#243;reo). Estas raz&#245;es aumentaram em fun&#231;&#227;o exponencial com rela&#231;&#227;o ao tamanho do IM (<xref ref-type="undefined" rid="aop03911fig02">Figuras 2B</xref> e <xref ref-type="undefined" rid="aop03911fig02">2C</xref>), destacando-se a particularidade de repercuss&#227;o ausente ou pouco expressiva, para ambas as vari&#225;veis, em infartos que ocupam menos de 25% do per&#237;metro ventricular. &#201; evidente que n&#227;o h&#225; altera&#231;&#245;es consider&#225;veis desses indicadores enquanto o IM &#233; inferior a 25% da circunfer&#234;ncia do VE, o que indica que, no per&#237;odo em que foram analisados, infartos menores que 25% afetam pouco o esvaziamento atrial e, portanto, n&#227;o induzem &#224; congest&#227;o pulmonar. </p>
    <p><undefined id="aop03911fig02"/>&#13;
&#160;&#13;
</p>
    <p>
      <fig id="aop03911fig02a">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0420-00049-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>&#13;
  <fig id="aop03911fig02xfig2b"/><fig id="aop03911fig02b"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0420-00049-gf03.jpg"/></fig></p>
    <p>Uma quest&#227;o crucial no acompanhamento de ratos infartados &#233; determinar a presen&#231;a de ICC porque, nos roedores, os sintomas e sinais cl&#237;nicos do estado congestivo s&#227;o sutis e pouco frequentes<sup>18</sup>. Em s&#233;ries acompanhadas no laborat&#243;rio, todos os animais infartados, que faleceram durante acompanhamento mais prolongado do que uma semana, sofriam de ICC, com congest&#227;o pulmonar e hep&#225;tica; as manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas pr&#243;prias da ICC passaram despercebidas<sup>18</sup>. A fal&#234;ncia ventricular esquerda dos ratos infartados pode ser caracterizada indiretamente por m&#233;todo n&#227;o invasivo (Doppler ecocardiograma; DE), invasivo (press&#227;o diast&#243;lica ventricular esquerda - Pd<sub>2</sub>VE) ou post-mortem (teor de &#225;gua do pulm&#227;o ou raz&#227;o peso do pulm&#227;o/peso corp&#243;reo). A an&#225;lise pelo DE oferece informa&#231;&#227;o valiosa para o acompanhamento seriado dos animais, por indicar a dificuldade de esvaziamento atrial consequente &#224; Pd<sub>2</sub>VE elevada. Tanto a raz&#227;o E/A quanto a an&#225;lise pelo Doppler tecidual (raz&#227;o E/Em) podem denunciar a Pd<sub>2</sub>VE elevada<sup>15</sup>. Curiosamente, nos ratos, o padr&#227;o inicial de dificuldade de esvaziamento atrial analisado a partir do fluxo pela valva mitral (redu&#231;&#227;o da raz&#227;o E/A) n&#227;o se manifesta, ao passo que se identifica o padr&#227;o restritivo de DE (aumento da raz&#227;o E/A). Em v&#225;rias s&#233;ries por n&#243;s acompanhadas, em ratos normais, os valores m&#233;dios &#177; SD da raz&#227;o E/A oscilam pouco acima de 2,0. Em um conjunto de ratos infartados analisados, valores da raz&#227;o E/A superiores a 2,7 identificaram Pd<sub>2</sub>VE superior a 12 mmHg com 90% de sensibilidade e 80% de especificidade<sup>15</sup>. Em uma s&#233;rie mais recente, ainda em an&#225;lise, o estudo indicou valores de raz&#227;o E/A de 2,15 &#177; 0,44 em 44 ratos normais. Em animais portadores de IM <underline>&gt;</underline> 40% VE, o comum &#233; verificar m&#233;dias superiores a 4,0. Essa parece ser a informa&#231;&#227;o n&#227;o invasiva mais confi&#225;vel de que a Pd<sub>2</sub>VE est&#225; em n&#237;vel elevado<sup>15</sup> e, portanto, estamos diante de um portador de ICC. Cabe, portanto, assinalar o m&#233;rito do DE em tornar patentes disfun&#231;&#245;es ventriculares clinicamente ocultas, atrav&#233;s da determina&#231;&#227;o das raz&#245;es entre dimens&#245;es ventriculares (di&#226;metro, &#225;rea, volume) sist&#243;licas e diast&#243;licas<sup>11</sup>. Considera-se, tamb&#233;m, que o &#237;ndice de TEI &#233; capaz de indicar a fun&#231;&#227;o sist&#243;lica ventricular<sup>3,19</sup>. Adicione-se a capacidade do DE em oferecer indica&#231;&#245;es capazes de detectar hipertens&#227;o pulmonar<sup>7</sup> e de prognosticar sobrevida<sup>14</sup> em ratos. A detec&#231;&#227;o hemodin&#226;mica da disfun&#231;&#227;o ventricular se caracteriza por uma t&#234;nue redu&#231;&#227;o da press&#227;o sist&#243;lica e aumento percept&#237;vel da Pd<sub>2</sub>VE (<xref ref-type="undefined" rid="aop03911fig02">Figura 2D</xref>). Em animais anestesiados, respirando espontaneamente, sem ventila&#231;&#227;o mec&#226;nica, identificamos valores limites de 12 mmHg para o n&#237;vel superior admiss&#237;vel como normal para a Pd<sub>2</sub>VE<sup>15</sup>. N&#227;o raro, a curva da press&#227;o diast&#243;lica assume morfologia muito sugestiva da restri&#231;&#227;o ao enchimento ventricular (<xref ref-type="undefined" rid="aop03911fig02">Figura 2D</xref>). O teor de &#225;gua dos &#243;rg&#227;os<xref ref-type="fn" rid="fn2a"><sup>**</sup></xref> &#233; uma vari&#225;vel rigorosamente controlada dentro de limites bastante estreitos. No caso do pulm&#227;o, o valor m&#233;dio normal &#233; de 79% e a variabilidade extremamente baixa (desvio padr&#227;o de 1%). Essas caracter&#237;sticas tornam o teor de &#225;gua do pulm&#227;o indicador muito sens&#237;vel para se caracterizar a presen&#231;a de congest&#227;o pulmonar quando consideramos um grupo de animais infartados, pois a variabilidade baixa facilita a signific&#226;ncia estat&#237;stica da diferen&#231;a entre m&#233;dias. Contudo, quando se analisam valores individuais de animais infartados, o rigor fisiol&#243;gico no controle do teor de &#225;gua dificulta a identifica&#231;&#227;o de valores anormais isolados, uma vez que as diferen&#231;as individuais entre os normais e os patol&#243;gicos, habitualmente, n&#227;o assumem n&#237;veis expressivos. Para a an&#225;lise individual, a rela&#231;&#227;o peso do pulm&#227;o direito/peso corp&#243;reo &#233; um indicador de maior sensibilidade, dada a faixa mais ampla (3,83 &#177; 0,63 mg/g) dos valores normais desta raz&#227;o. Em ratos normais, &#233; muito raro que esta raz&#227;o supere o valor de 5 mg/g, algo que, usualmente, ocorre em animais com a s&#237;ndrome congestiva. Dados do laborat&#243;rio indicam que, comumente, ao final da primeira semana ap&#243;s a instala&#231;&#227;o da necrose mioc&#225;rdica, os ratos com IM &gt; 40% t&#234;m congest&#227;o pulmonar<sup>20</sup>. Notifica&#231;&#245;es da literatura d&#227;o conta de que, j&#225; na primeira semana p&#243;s-IM, vari&#225;veis neuro-humorais desviam-se do normal<sup>21</sup> em ratos portadores de grandes infartos. </p>
    <p>Na fase aguda do IM, o fator determinante da disfun&#231;&#227;o ventricular &#233; a perda de cardiomi&#243;citos. O preju&#237;zo inevit&#225;vel para a fun&#231;&#227;o ejetante acarreta aumento do volume residual do VE e, portanto, dilata&#231;&#227;o ventricular. Evidenciamos que dois dias ap&#243;s indu&#231;&#227;o de oclus&#227;o coron&#225;ria as dimens&#245;es ventriculares est&#227;o ampliadas<sup>22</sup>. O aumento do volume da cavidade ventricular &#233; o promotor do remodelamento mioc&#225;rdico da fase cr&#244;nica. Recorrendo &#224; lei de Laplace<xref ref-type="fn" rid="fn3a"><sup>***</sup></xref> &#233; poss&#237;vel compreender que uma cavidade dotada de grande raio aumenta a for&#231;a exigida para gerar determinada press&#227;o, isto &#233;, aumenta a p&#243;s-carga. A dilata&#231;&#227;o da cavidade ventricular &#233; reconhecida, h&#225; anos, como fator cr&#237;tico na determina&#231;&#227;o do remodelamento e da disfun&#231;&#227;o ventricular<sup>23</sup>. Trabalhos de nosso laborat&#243;rio documentaram a import&#226;ncia do volume ventricular expandido na capacidade de gerar press&#227;o<sup>8</sup> e de ejetar<sup>7</sup>. A redu&#231;&#227;o da eje&#231;&#227;o se manifesta imediatamente ap&#243;s a promo&#231;&#227;o da necrose mioc&#225;rdica. Ratos estudados imediatamente ap&#243;s oclus&#227;o das coron&#225;rias t&#234;m redu&#231;&#227;o da fra&#231;&#227;o de encurtamento da &#225;rea transversa (FEAT) do VE (dados n&#227;o publicados). Dois dias depois, a FEAT assume valores que permanecer&#227;o est&#225;veis at&#233; as fases mais avan&#231;adas do remodelamento e ICC<sup>20,22</sup>. Nas fases iniciais, o comprometimento da contratilidade do mioc&#225;rdio remanescente n&#227;o contribui para a disfun&#231;&#227;o ventricular. Ratos analisados tr&#234;s semanas ap&#243;s oclus&#227;o arterial denotaram sinais claros de disfun&#231;&#227;o ventricular, embora n&#227;o tenha sido identificado acometimento do inotropismo do mioc&#225;rdio n&#227;o envolvido na necrose<sup>11,24</sup>. </p>
    <p>Nas &#250;ltimas d&#233;cadas o modelo experimental de ICC secund&#225;ria ao IM, nos ratos, vem contribuindo marcadamente para se analisar a fisiopatologia e a terap&#234;utica da s&#237;ndrome congestiva, n&#227;o obstante seus dois grandes impasses: mortalidade imediata elevada e heterogeneidade do tamanho do IM. Visando superar estes inconvenientes, h&#225; alguns anos foi descrito um modelo de IM promovido por crioinj&#250;ria<sup>25</sup>. Nossa experi&#234;ncia com esta t&#233;cnica n&#227;o foi satisfat&#243;ria (dados n&#227;o publicados). &#201; grande o n&#250;mero de congelamentos do mioc&#225;rdio necess&#225;rios para se conseguir necrose, nem sempre a les&#227;o &#233; transmural e, n&#227;o raro, as manobras para obter a hipotermia mioc&#225;rdica acarretam assistolia definitiva. Mais recentemente, descrevemos<sup>20</sup> modelo original de promo&#231;&#227;o de necrose mioc&#225;rdica no VE de ratos em consequ&#234;ncia da abla&#231;&#227;o por corrente el&#233;trica com r&#225;dio-frequ&#234;ncia (CRF), tal como rotineiramente &#233; aplicada na cl&#237;nica para corre&#231;&#227;o de arritmias. O prop&#243;sito foi buscar uma t&#233;cnica que possibilitasse a obten&#231;&#227;o de IM com menor variabilidade de tamanho, e menor ocorr&#234;ncia de mortalidade imediata. Verificamos infartos com tamanho de 45 &#177; 8% da circunfer&#234;ncia ventricular. A menor dispers&#227;o do tamanho do IM obtido por CRF est&#225; caracteriza por desvio padr&#227;o expressivamente menor do que aquele verificado para o tamanho do IM obtido por oclus&#227;o da descendente anterior. A mortalidade imediata constatada para a t&#233;cnica de CRF foi de 7%. Paralelamente, documentamos que, quando infartos de tamanhos semelhantes s&#227;o comparados, a evolu&#231;&#227;o das disfun&#231;&#245;es mioc&#225;rdica e ventricular, assim como a de congest&#227;o pulmonar, encontradas no IM obtido por CRF foram equivalentes &#224;quelas despertadas pela oclus&#227;o coron&#225;ria. Acres&#231;a-se a isso a possibilidade de se controlar o tamanho do infarto variando-se o tamanho do eletrodo positivo utilizado ou as caracter&#237;sticas de energia e de dura&#231;&#227;o da CRF liberada no mioc&#225;rdio. Mais recentemente, testamos, com igual sucesso, esta nova t&#233;cnica em camundongos. O interesse pela utiliza&#231;&#227;o deste modelo deve se ampliar j&#225; em curto prazo, dada a expans&#227;o contempor&#226;nea dos estudos de tratamento p&#243;s-infarto do mioc&#225;rdio com c&#233;lulas tronco. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes. </p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pela FAPESP, CNPq e UNIFESP. </p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o. </p>
    <p>
      <fn id="endb" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Paulo Jos&#233; Ferreira Tucci </p>
        <p> Rua Estado de Israel, 181/94 - Vila Clementino </p>
        <p> 04022-000 S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="ptucci@cardiol.br">ptucci@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="paulotucci@terra.com.br">paulotucci@terra.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 29/10/09; revisado recebido em 05/01/10; aceito em 23/02/10.</p>
    <p>
      <fn id="fn1a">
        <label>*</label>
        <p> N&#227;o nos valemos mais dos volumes ventriculares para analisar fun&#231;&#227;o ventricular de ratos por considerar que: a incid&#234;ncia do ecocardiograma, as implica&#231;&#245;es da geometria e o tamanho reduzido da c&#226;mara - especialmente o volume sist&#243;lico final - comprometem a fidelidade dos </p>
      </fn>
      <fn id="fn2a">
        <label>**</label>
        <p> Teor de &#225;gua (%) = (peso &#250;mido - peso seco / peso &#250;mido) x 100. </p>
      </fn>
      <fn id="fn3a">
        <label>***</label>
        <p> A for&#231;a (F) desenvolvida pelo mioc&#225;rdio para gerar determinada press&#227;o (P) no interior da cavidade &#233; diretamente proporcional ao raio da cavidade (R) e inversamente proporcional &#224; espessura da parede (h): F = P &#215; R/2h. </p>
      </fn>
    </p>
  </body>
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        <article-title xml:lang="es">Caracter&#237;sticas fisiopatol&#243;gicas del modelo de insuficiencia card&#237;aca post infarto de miocardio en el rat&#243;n</article-title>
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    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO </bold>
        <bold>DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p><inline-formula id="topo-body2"/>Caracter&#237;sticas fisiopatol&#243;gicas del modelo de insuficiencia card&#237;aca post infarto de miocardio en el rat&#243;n     </p>
      <p>
        <bold>Paulo J. F. Tucci</bold>
      </p>
      <p>Escola Paulista de Medicina - Unifesp</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Insuficiencia card&#237;aca/fisiopatologia, infarto del miocardio, ratones.</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>La insuficiencia card&#237;aca congestiva (ICC), desencadenada en el rat&#243;n como consecuencia de Infarto de Miocardio, es el modelo m&#225;s com&#250;nmente utilizado en investigaci&#243;n experimental para desarrollar s&#237;ndrome congestivo. Siguiendo a la necrosis mioc&#225;rdica, las manifestaciones que ocurren en el roedor reproducen muy satisfactoriamente los hallazgos encontrados en humanos con descompensaci&#243;n card&#237;aca, y fundamentan an&#225;lisis de la patogenia, de la fisiopatolog&#237;a y del tratamiento de la ICC con reconocido provecho cl&#237;nico. Dos caracter&#237;sticas son inadecuadas en el modelo: la mortalidad elevada en las primeras 24 h que siguen a la oclusi&#243;n coronaria y la significativa diversidad de tama&#241;os de los infartos obtenidos. En este texto son descriptas particularidades metodol&#243;gicas y fisiopatol&#243;gicas del modelo, terminando por hacer referencia a una t&#233;cnica alternativa de producci&#243;n de necrosis mioc&#225;rdica por corriente el&#233;ctrica con radiofrecuencia, que evoluciona con baja mortalidad y tama&#241;o homog&#233;neo de los infartos.</p>
      <p>Hace a&#241;os la insuficiencia card&#237;aca congestiva (ICC) se sit&#250;a entre los temas m&#225;s investigados en Cardiolog&#237;a. Al lado de las informaciones recogidas en humanos, es destacada la contribuci&#243;n de investigaciones conducidas en animales de laboratorio. Entre varios modelos experimentales disponibles, aquel que promueve el s&#237;ndrome congestivo a partir de la inducci&#243;n de necrosis mioc&#225;rdica en el rat&#243;n es el m&#225;s utilizado. La popularidad del modelo en los d&#237;as actuales y la previsi&#243;n posible de ampliaci&#243;n del inter&#233;s por este modelo vuelven importante la descripci&#243;n de caracter&#237;sticas fisiopatol&#243;gicas que siguen al infarto de miocardio (IM) en el rat&#243;n. Recientemente, una valiosa revisi&#243;n de la literatura sobre el modelo de infarto de miocardio en el rat&#243;n fue publicado en los <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic><sup>1</sup>.</p>
      <p>Es necesario anticipar que aunque el proceso fisiopatol&#243;gico que se establece en los roedores despu&#233;s de ligadura de la coronaria sea &#250;til para analizar el remodelado mioc&#225;rdico que ocurre en el m&#250;sculo card&#237;aco remanente y el s&#237;ndrome congestivo, &#233;ste no guarda analog&#237;a con los s&#237;ndromes coronarios humanos. Le faltan al modelo las lesiones arteriales que le confieren perfil propio a la coronariopat&#237;a de humanos: arritmias, isquemias transitorias y reincidencias de oclusi&#243;n coronaria, inexistentes en el animal de experimentaci&#243;n.</p>
      <p>La oclusi&#243;n de la arteria coronaria interventricular anterior es la estrategia m&#225;s frecuentemente aplicada para la producci&#243;n de IM.</p>
      <p>El electrocardiograma<sup>2</sup> y el ecocardiograma<sup>3-15</sup> son m&#233;todos no invasivos capaces de identificar el &#225;rea de necrosis o cicatriz. Aunque identifique la presencia de la zona inactiva dependiente del IM, el electrocardiograma no es un m&#233;todo apto para cuantificarla<sup>2</sup>. El ecocardiograma posibilita caracterizar la presencia y el tama&#241;o del IM con muy buena sensibilidad<sup>3-15</sup>, aun en per&#237;odos precoces como dos d&#237;as despu&#233;s de promover la necrosis, adem&#225;s de informar sobre los desv&#237;os de las funciones atrial y ventricular. El mejor m&#233;todo para diagn&#243;stico post mortem del IM depende de la fase en que ocurre la necropsia. En los primeros d&#237;as de necrosis mioc&#225;rdica el examen histopatol&#243;gico puede suscitar dudas en cuanto a los l&#237;mites del territorio necrosado. Para esta fase, el uso de trifeniltetrazolio (TTZ) es m&#225;s preciso. En contacto con c&#233;lulas vivas, este colorante es reducido por deshidrogenasas y asume un color rojo oscuro. C&#233;lulas muertas, que ya no disponen de las formas reducidas de deshidrogenasas, no son coloreadas. La colocaci&#243;n del miocardio en agua oxigenada, posteriormente, elimina el color rojo de la hemoglobina presente en el hematoma de la regi&#243;n necrosada, aclar&#225;ndola (<xref ref-type="fig" rid="esa11f1-body2">Figura 1A</xref>). El TTZ posibilita la caracterizaci&#243;n de la necrosis inmediatamente despu&#233;s de la muerte celular.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="esa11f1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0420-00049-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Dos particularidades llaman la atenci&#243;n en el modelo: gran variabilidad en lo que se refiere tanto a la mortalidad en las primeras 24 horas despu&#233;s de la oclusi&#243;n de la coronaria, como al tama&#241;o del infarto resultante. Los l&#237;mites de mortalidad descritos en la literatura en la fase inmediata a la oclusi&#243;n coronaria var&#237;an del valor m&#225;s bajo de 13%<sup>16</sup> hasta el m&#225;ximo de 65%<sup>17</sup>. En nuestro laboratorio, considerando varias series que fueron controladas, la mortalidad inmediata se situ&#243; en alrededor de 44% para los ratones machos y de 17% para las ratas. La raz&#243;n de esta discrepancia entre las mortalidades de los dos g&#233;neros no es original, pero su causa no est&#225; definida. Hay documentaci&#243;n convincente para afirmar que las arritmias constituyen la causa de muerte durante las 48 h que siguen a la oclusi&#243;n coronaria17. Una particularidad importante del modelo es la gran dispersi&#243;n del tama&#241;o del IM, despu&#233;s de ligadura estandarizada de la arteria coronaria interventricular anterior. En nuestra &#250;ltima serie, conducida para determinar los tama&#241;os de los infartos resultantes de las oclusiones coronarias, verificamos tama&#241;o medio de 40 &#177; 19% (x &#177; DE). La gran variabilidad se hace evidente por el valor elevado del desv&#237;o est&#225;ndar: 48% del valor de la media. Los grandes infartos (&gt; 40% del VI) - que m&#225;s interesan para el control de la fisiopatolog&#237;a de la ICC - ocurrieron en 60% de los casos.</p>
      <p>Tal como es descripto para humanos, el tama&#241;o del IM es determinante cr&#237;tico de la repercusi&#243;n funcional en el coraz&#243;n. La <xref ref-type="fig" rid="esa11f1-body2">figura 1B</xref> ilustra la correlaci&#243;n que se estableci&#243; en el quinto d&#237;a despu&#233;s de oclusi&#243;n coronaria<sup>6</sup> entre el volumen diast&#243;lico del ventr&#237;culo izquierdo (VI) y el tama&#241;o del IM, mientras que la <xref ref-type="fig" rid="esa11f1-body2">figura 1C</xref> indica la relaci&#243;n que se verific&#243; entre tama&#241;o del IM y la presi&#243;n diast&#243;lica final del ventr&#237;culo izquierdo (PDFVI), seis semanas despu&#233;s de inducci&#243;n de la necrosis mioc&#225;rdica. Es perceptible la asociaci&#243;n lineal tanto del volumen como de la PDFVI con la magnitud del VI ocupada por el IM. Curiosamente, la presi&#243;n diast&#243;lica ventricular no guard&#243; relaci&#243;n con el tiempo transcurrido despu&#233;s de promoci&#243;n del IM. La fracci&#243;n de acortamiento del &#225;rea transversal* del ventr&#237;culo izquierdo, analizada seis semanas despu&#233;s de inducci&#243;n del infarto, asumi&#243; relaci&#243;n lineal inversa con el tama&#241;o de la cicatriz (<xref ref-type="fig" rid="esa11f2-body2">Figura 2A</xref>), configurando disminuci&#243;n creciente de la capacidad de eyecci&#243;n seg&#250;n aument&#243; el tama&#241;o del IM. En este mismo per&#237;odo post oclusi&#243;n coronaria, correlaciones m&#225;s llamativas entre tama&#241;o del IM y repercusiones funcionales fueron verificadas (<xref ref-type="fig" rid="esa11f2-body2">Figura 2</xref>), cuando se analizaron las relaciones entre el tama&#241;o del IM e indicadores de vaciamiento atrial (raz&#243;n E/A) y de congesti&#243;n pulmonar (raz&#243;n peso del pulm&#243;n derecho/peso corporal). Estas razones aumentaron en funci&#243;n exponencial con relaci&#243;n al tama&#241;o del IM (<xref ref-type="fig" rid="esa11f2-body2">Figuras 2B</xref> y <xref ref-type="fig" rid="esa11f2-body2">2C</xref>), destac&#225;ndose la particularidad de repercusi&#243;n ausente o poco significativa, para ambas variables, en infartos que ocupan menos de 25% del per&#237;metro ventricular. Es evidente que no hay alteraciones considerables de esos indicadores mientras el IM es inferior a 25% de la circunferencia del VI, lo que indica que, en el per&#237;odo en que fueron analizados, infartos menores de 25% afectan poco el vaciamiento atrial y, por lo tanto, no inducen la congesti&#243;n pulmonar.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="esa11f2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0420-00049-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Una cuesti&#243;n crucial en el control de ratones infartados es determinar la presencia de ICC porque, en los roedores, los s&#237;ntomas y se&#241;ales cl&#237;nicos del estado congestivo son sutiles y poco frecuentes<sup>18</sup>. En series controladas en el laboratorio, todos los animales infartados, que fallecieron durante control m&#225;s prolongado que una semana, sufr&#237;an de ICC, con congesti&#243;n pulmonar y hep&#225;tica; las manifestaciones cl&#237;nicas propias de la ICC pasaron inadvertidas<sup>18</sup>. La insuficiencia ventricular izquierda de los ratones infartados puede ser caracterizada indirectamente por m&#233;todo no invasivo (Doppler ecocardiograma; DE), invasivo (presi&#243;n diast&#243;lica ventricular izquierda - Pd<sub>2</sub>VI) o post mortem (tenor de agua del pulm&#243;n o raz&#243;n peso del pulm&#243;n/peso corporal). El an&#225;lisis por el DE ofrece informaci&#243;n valiosa para el control seriado de los animales, por indicar la dificultad de vaciamiento atrial consecuente a la Pd<sub>2</sub>VI elevada. Tanto la raz&#243;n E/A como el an&#225;lisis por el Doppler tisular (raz&#243;n E/En) pueden denunciar la Pd<sub>2</sub>VI elevada<sup>15</sup>. Curiosamente, en los ratones, el est&#225;ndar inicial de dificultad de vaciamiento atrial analizado a partir del flujo por la v&#225;lvula mitral (reducci&#243;n de la raz&#243;n E/A) no se manifiesta, al tiempo que se identifica el est&#225;ndar restrictivo de DE (aumento de la raz&#243;n E/A). En varias series controladas por nosotros, en ratones normales, los valores medios &#177; DE de la raz&#243;n E/A oscilan poco encima de 2,0. En un conjunto de ratones infartados analizados, valores de la raz&#243;n E/A superiores a 2,7 identificaron Pd<sub>2</sub>VI superior a 12 mmHg con 90% de sensibilidad y 80% de especificidad<sup>15</sup>. En una serie m&#225;s reciente, aun en an&#225;lisis, el estudio indic&#243; valores de raz&#243;n E/A de 2,15 &#177; 0,44 en 44 ratones normales. En animales portadores de IM <bold>&gt; </bold>40% VI, lo com&#250;n es verificar medias superiores a 4,0. Esa parece ser la informaci&#243;n no invasiva m&#225;s confiable de que la Pd<sub>2</sub>VI est&#225; en nivel elevado<sup>15</sup> y, por lo tanto, estamos delante de un portador de ICC. Cabe, por lo tanto, se&#241;alar el m&#233;rito del DE en volver evidentes disfunciones ventriculares cl&#237;nicamente ocultas, a trav&#233;s de la determinaci&#243;n de las razones entre dimensiones ventriculares (di&#225;metro, &#225;rea, volumen) sist&#243;licas y diast&#243;licas". Se considera, tambi&#233;n, que el &#237;ndice de TEI es capaz de indicar la funci&#243;n sist&#243;lica ventricular<sup>3,19</sup>. Adici&#243;nese la capacidad del DE de ofrecer indicaciones capaces de detectar hipertensi&#243;n pulmonar<sup>7</sup> y de pronosticar sobrevida<sup>14</sup> en ratones. La detecci&#243;n hemodin&#225;mica de la disfunci&#243;n ventricular se caracteriza por una tenue reducci&#243;n de la presi&#243;n sist&#243;lica y aumento perceptible de la Pd<sub>2</sub>VI (<xref ref-type="fig" rid="esa11f2-body2">Figura 2D</xref>). En animales anestesiados, respirando espont&#225;neamente, sin ventilaci&#243;n mec&#225;nica, identificamos valores l&#237;mites de 12 mmHg para el nivel superior admisible como normal para la Pd&#8222;VI<sup>15</sup>.</p>
      <p>No raramente, la curva de la presi&#243;n diast&#243;lica asume morfolog&#237;a muy sugestiva de la restricci&#243;n al llenado ventricular (<xref ref-type="fig" rid="esa11f2-body2">Figura 2D</xref>). El tenor de agua de los &#243;rganos* es una variable rigurosamente controlada dentro de l&#237;mites bastante estrechos. En el caso del pulm&#243;n, el valor medio normal es de 79% y la variabilidad extremamente baja (desv&#237;o est&#225;ndar de 1%). Esas caracter&#237;sticas vuelven el tenor de agua del pulm&#243;n un indicador muy sensible para caracterizar la presencia de congesti&#243;n pulmonar cuando consideramos un grupo de animales infartados, pues la variabilidad baja facilita la significaci&#243;n estad&#237;stica de la diferencia entre medias. Con todo, cuando se analizan valores individuales de animales infartados, el rigor fisiol&#243;gico en el control del tenor de agua dificulta la identificaci&#243;n de valores anormales aislados, una vez que las diferencias individuales entre los normales y los patol&#243;gicos, habitualmente, no asumen niveles significativos. Para el an&#225;lisis individual, la relaci&#243;n peso del pulm&#243;n derecho/peso corporal es un indicador de mayor sensibilidad, dada la franja m&#225;s amplia (3,83 &#177; 0,63 mg/g) de los valores normales de esta raz&#243;n. En ratones normales, es muy raro que esta raz&#243;n supere el valor de 5 mg/g, algo que, usualmente, ocurre en animales con s&#237;ndrome congestivo. Datos de laboratorio indican que, com&#250;nmente, al final de la primera semana despu&#233;s de la instalaci&#243;n de la necrosis mioc&#225;rdica, los ratones con IM &gt; 40% tienen congesti&#243;n pulmonar<sup>20</sup>. Notificaciones de la literatura dan cuenta de que, ya en la primera semana post IM, variables neurohumorales se desv&#237;an de lo normal<sup>21</sup> en ratones portadores de grandes infartos.</p>
      <p>En la fase aguda del IM, el factor determinante de la disfunci&#243;n ventricular es la p&#233;rdida de cardiomiocitos. El da&#241;o inevitable para la funci&#243;n eyectora acarrea aumento del volumen residual del VI y, por lo tanto, dilataci&#243;n ventricular. Evidenciamos que dos d&#237;as despu&#233;s de inducci&#243;n de oclusi&#243;n coronaria las dimensiones ventriculares est&#225;n ampliadas<sup>22</sup>. El aumento del volumen de la cavidad ventricular es el promotor del remodelado mioc&#225;rdico de la fase cr&#243;nica. Recurriendo a la ley de Laplace* es posible comprender que una cavidad dotada de gran radio aumenta la fuerza exigida para generar determinada presi&#243;n, esto es, aumenta la post carga. La dilataci&#243;n de la cavidad ventricular es reconocida, hace a&#241;os, como factor cr&#237;tico en la determinaci&#243;n del remodelado y de la disfunci&#243;n ventricular<sup>23</sup>. Trabajos de nuestro laboratorio documentaron la importancia del volumen ventricular expandido en la capacidad de generar presi&#243;n<sup>8</sup> y de eyectar<sup>7</sup>. La reducci&#243;n de la eyecci&#243;n se manifiesta inmediatamente despu&#233;s de la promoci&#243;n de la necrosis mioc&#225;rdica. Ratones estudiados inmediatamente despu&#233;s de oclusi&#243;n de las coronarias tienen reducci&#243;n de la fracci&#243;n de acortamiento del &#225;rea transversal (FEAT) del VI (datos no publicados). Dos d&#237;as despu&#233;s, la FEAT asume valores que permanecer&#225;n estables hasta las fases m&#225;s avanzadas del remodelado y ICC<sup>20,22</sup>. En las fases iniciales, el compromiso de la contractilidad del miocardio remanente no contribuye a la disfunci&#243;n ventricular. Ratones analizados tres semanas despu&#233;s de oclusi&#243;n arterial denotaron se&#241;ales claras de disfunci&#243;n ventricular, aunque no haya sido identificado afectaci&#243;n del inotropismo del miocardio no envuelto en la necrosis<sup>11,24</sup>.</p>
      <p>En las &#250;ltimas d&#233;cadas el modelo experimental de ICC secundaria al IM, en los ratones, vienen contribuyendo notoriamente para analizar la fisiopatolog&#237;a y la terap&#233;utica del s&#237;ndrome congestivo, no obstante sus dos grandes problemas: mortalidad inmediata elevada y heterogeneidad del tama&#241;o del IM. Buscando superar estos inconvenientes, hace algunos a&#241;os fue descripto un modelo de IM promovido por crioinjuria<sup>25</sup>. Nuestra experiencia con esta t&#233;cnica no fue satisfactoria (datos no publicados). Es grande el n&#250;mero de congelamientos del miocardio necesarios para conseguir necrosis, no siempre la lesi&#243;n es transmural y, no raramente, las maniobras para obtener la hipotermia mioc&#225;rdica acarrean asistolia definitiva. M&#225;s recientemente, describimos<sup>20 </sup>modelo original de promoci&#243;n de necrosis mioc&#225;rdica en el VI de ratones a consecuencia de ablaci&#243;n por corriente el&#233;ctrica con radiofrecuencia (CRF), tal como habitualmente es aplicada en la cl&#237;nica para correcci&#243;n de arritmias. El prop&#243;sito fue buscar una t&#233;cnica que posibilitase la obtenci&#243;n de IM con menor variabilidad de tama&#241;o, y menor ocurrencia de mortalidad inmediata. Verificamos infartos con tama&#241;o de 45 &#177; 8% de la circunferencia ventricular. La menor dispersi&#243;n del tama&#241;o del IM obtenido por CRF est&#225; caracteriza por desv&#237;o est&#225;ndar significativamente menor que aquel verificado para el tama&#241;o del IM obtenido por oclusi&#243;n de la descendente anterior. La mortalidad inmediata constatada para la t&#233;cnica de CRF fue de 7%. Paralelamente, documentamos que, cuando infartos de tama&#241;os semejantes son comparados, la evoluci&#243;n de las disfunciones mioc&#225;rdica y ventricular, as&#237; como la de congesti&#243;n pulmonar, encontradas en el IM obtenido por CRF fueron equivalentes a aquellas despertadas por la oclusi&#243;n coronaria. A&#241;&#225;dase a eso la posibilidad de controlar el tama&#241;o del infarto variando el tama&#241;o del electrodo positivo utilizado o las caracter&#237;sticas de energ&#237;a y de duraci&#243;n de la CRF liberada en el miocardio. M&#225;s recientemente, testeamos, con igual &#233;xito, esta nueva t&#233;cnica en ratones dom&#233;sticos. El inter&#233;s en la utilizaci&#243;n de este modelo debe ampliarse ya a corto plazo, dada la expansi&#243;n contempor&#225;nea de los estudios de tratamiento post infarto de miocardio con c&#233;lulas tronco.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue financiado pela FAPESP, CNPq y UNIFESP.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de post grado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Review Article</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Pathophysiological characteristics of the post-myocardial infarction heart failure model in rats</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>REVIEW ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Pathophysiological characteristics of the post-myocardial infarction heart failure model in rats</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Paulo J. F. Tucci</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Escola Paulista de Medicina - Unifesp</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart failure/physiopathology; myocardial infarction; rats.</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>Congestive heart failure (CHF) caused by myocardial infarction in rats is the most commonly used experimental model to study the congestive heart failure syndrome. Following myocardial necrosis, the manifestations observed in rats very satisfactorily reproduce the findings in humans with cardiac decompensation and substantiate the study of CHF pathogenesis, pathophysiology, and treatment. Two features are inadequate in the model: the high mortality rate in the first 24 hours after coronary occlusion, and the considerable diversity of myocardial infarct sizes. In this review we described methodological and pathophysiological aspects of the model, concluding with a reference to an alternative technique, which uses radio frequency electric current to produce myocardial necrosis, and evolves with low mortality rates and homogeneous infarct sizes. </p>
      <p>For years, congestive heart failure (CHF) has been among the most investigated topics in cardiology. Besides the information obtained in humans, contribution made by the research conducted in laboratory animals is also noteworthy. Among the several experimental models available, the most used is that which promotes a congestive heart syndrome by the induction of myocardial necrosis in rats. Its current popularity and the foreseen increased interest in this model stress the importance of describing the pathophysiological characteristics after myocardial infarction (MI) in rats. Recently, a valuable literature review on the rat myocardial infarction model was published in the <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic><sup>1</sup>. </p>
      <p>Although useful for the assessment of the congestive syndrome and the myocardial remodeling that occurs in the remaining cardiac muscle, the pathophysiological process established in rats after coronary artery ligation is not analogous to what happens in human coronary syndromes. The model lacks the arterial lesions that determine the distinctive clinical profile of human coronary artery disease: arrhythmias, transient ischemia, and recurrence of coronary occlusion, which are absent in laboratory animals. </p>
      <p>Occlusion of the anterior interventricular coronary artery is the strategy most frequently used for the induction of MI. </p>
      <p>The electrocardiogram<sup>2</sup> and the echocardiogram<sup>3-15</sup> are noninvasive methods capable of identifying the area of necrosis or scarring. Although it identifies the presence of an MI-dependent electrically inactive area, the ECG is not a method that can quantify the infarction area<sup>2</sup>. The echocardiogram can determine the presence and the size of the MI with very good sensitivity<sup>3-15</sup>, even in periods as early as two days after necrosis, and it also provides information about deviant atrial and ventricular function. The best method for post-mortem diagnosis of MI depends on the stage in which the autopsy occurs. In the first days after myocardial necrosis, the histopathologic exam may be inconclusive as to the limits of the necrotic area. For this phase, the triphenyl-tetrazolium (TTZ) method is more accurate. In contact with living cells, this dye is reduced by dehydrogenases and takes on a dark red color. Dead cells, which no longer have the reduced forms of dehydrogenases, are not stained. The immersion of the myocardium in hydrogen peroxide then removes the red color of the hemoglobin present in the necrotic region hematoma, clearing it (<xref ref-type="fig" rid="en_aop03911fig01m-body3">Figure 1A</xref>). The TTZ permits the identification of necrosis immediately after cell death. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop03911fig01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0420-00049-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Two peculiarities are noteworthy in this model: the great variability in the size of the infarction and high mortality in the first 24 hours after coronary occlusion. Immediately after coronary occlusion the mortality rates described in literature range from a minimum of 13%<sup>16</sup> to a maximum of 65%<sup>17</sup>. In our laboratory, the immediate mortality was about 44% for male rats, and 17% for female rats. The reason for this discrepancy between genders is not original, but its cause is unknown. There is compelling evidence that arrhythmias are the main cause of death in the 48-hour period after coronary occlusion<sup>17</sup>. A noticeable peculiarity of the model is the large range of variation in the size of the infarction after a standardized anterior interventricular coronary artery occlusion. In our last series, conducted to determine the size of the infarctions resulting from coronary occlusion, we observed a mean size of 40 &#177; 19% (x &#177; SD). This great variability is confirmed by the elevated value of the standard deviation: 48% of the mean value. Large infarcts (<underline>&gt;</underline> 40% of LV) - which are most relevant for the follow-up of the pathophysiology of CHF - occurred in 60% of survivors. </p>
      <p>As similarly described for human beings, the size of the infarction is a critical determinant of the functional impact of MI on the heart. <xref ref-type="fig" rid="en_aop03911fig01m-body3">Figure 1B</xref> shows the correlation observed in the fifth day after coronary occlusion6 between the left ventricle diastolic volume (LV) and the size of the infarction. And f<xref ref-type="fig" rid="en_aop03911fig01m-body3">igure 1C</xref> shows the correlation between the size of the infarction and the left ventricle final diastolic pressure (LVDP), six weeks after the induction of myocardial necrosis. The linear association between the volume and the LVDP with the size of the infarction in the LV is discernible. Curiously, the diastolic ventricular pressure had no correlation with the time elapsed after MI induction. The left ventricle fractional area shortening,<fn id="fn1b-body3"><label><sup>*</sup></label><p> analyzed six weeks after the induction of MI, presented an inverse correlation with the size of the scar (</p><p><xref ref-type="fig" rid="en_aop03911fig02-body3">Figure 2A</xref>), with an increasing reduction in the ejection capacity as the MI size increased. In this same post-coronary occlusion period, the most noticeable correlations between MI size and functional impact (</p><p><xref ref-type="fig" rid="en_aop03911fig02-body3">Figure 2</xref>) were those between MI size and indicators of atrial emptying (AE ratio) and pulmonary congestion (lung weight/body weight ratio). These ratios increased exponentially with MI size (</p><p><xref ref-type="fig" rid="en_aop03911fig02-body3">Figures 2B</xref> and </p><p><xref ref-type="fig" rid="en_aop03911fig02-body3">2C</xref>), and the absence or paucity of impact, for both variables, in infarcts covering less than 25% of the ventricular circumference is notable. There are no evident changes in these indicators when the MI encompasses less than 25% of the LV circumference, which indicates that, in the period analyzed, infarcts of less than 25% have reduced impact on atrial emptying and, therefore, do not induce pulmonary congestion. </p></fn></p>
      <p content-type="html"><fig id="en_aop03911fig02-body3"><graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/RY5Vx6VmqQHCxdSmqdW5dxf/ea7542ee2afdb2837632173be603e0ee11394f08.jpg"/><graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0420-00049-gf02-en.jpg"/></fig>&#13;
&#160;&#13;
</p>
      <p>Determining the presence of CHF is a crucial issue in the follow-up of HF rats because, in rodents, the symptoms and clinical signs of the congestive state are subtle and infrequent<sup>18</sup>. In laboratory series, all HF animals that died in a follow-up of more than one week had CHF, with lung and liver congestion; the clinical manifestations of CHF remained unnoticed<sup>18</sup>. Left ventricular failure in HF rats may be determined by non-invasive methods (Doppler echocardiogram - DE), invasive methods (left ventricle diastolic pressure - LVDP), or post-mortem (lung water content or lung weight/body weight ratio). The DE assessment offers valuable information for the serial follow-up of the animals, because it shows a reduction in atrial emptying due to an increased LVDP. Both AE ratio and tissue Doppler analysis (E/Em ratio) can identify an increased LVDP<sup>15</sup>. Curiously, in rats, the initial pattern of impaired atrial emptying analyzed by mitral valve flow (AE ratio reduction) is not observed, whereas the restrictive pattern of DE is identified (AE ratio increase). In many rats of our series, AE ratio mean values &#177; SD oscillated around 2.0. In the group of HF rats analyzed, AE ratio values higher than 2.7 identified an LVDP higher than 12 mmHg, with 90% of sensibility, and 80% of specificity<sup>15</sup>. In more recent series, the study showed AE ratio values of 2.15 &#177; 0.44, in 44 normal rats. In animals with MI <underline>&gt;</underline> 40% of the LV, it is common to observe mean values higher than 4.0. This seems to be the most dependable non-invasive indicator that the LVDP is high<sup>15</sup> and, therefore, the subject has CHF. It should be emphasized that DE can reveal clinically hidden ventricular dysfunctions by determining the ratios between systolic and diastolic ventricular measurements (diameter, area, volume)<sup>11</sup>. It is also said that the TEI index can assess the ventricular systolic function<sup>3,19</sup>. DE can also offer information that helps detect pulmonary hypertension<sup>7</sup> and forecast survival<sup>14</sup> in rats. The detection of hemodynamic ventricular dysfunction is characterized by a slight reduction in systolic pressure and a noticeable increase in LVDP (<xref ref-type="fig" rid="en_aop03911fig02-body3">Figure 2D</xref>). In anesthetized animals breathing spontaneously without mechanical ventilation, we identified the limiting value of 12 mmHg as the highest permissible level for LVDP<sup>15</sup>. Often, the diastolic pressure curve has a morphology very suggestive of impairment of the ventricular filling (<xref ref-type="fig" rid="en_aop03911fig02-body3">Figure 2D</xref>). The water content of organs [Water content (%) = (wet weight - dry weight/wet weight) x 100] is a variable strictly controlled within very narrow limits. For the lung, the normal mean value is 79%, with extremely low variability (standard deviation of 1%). These characteristics render the lung water content a very sensitive indicator to detect the presence of pulmonary congestion in a group of HF animals, because the low variability promotes the statistical significance of the differences between means. However, when considering individual values in HF animals, the strict limits imposed by the physiological control of water content hinder the identification of isolated abnormal values, because individual differences between normal and pathological values normally do not reach expressive levels. For individual analysis, the right lung weight/body weight ratio is an indicator of greater sensitivity, given the wider range (3.83 &#177; 0.63 mg/g) of the normal values of this ratio. In normal rats, this ratio rarely exceeds the value of 5 mg/g, which is frequently observed in animals with congestive syndrome. Laboratory data indicate that, commonly, at the end of the first week after induction of myocardial necrosis, rats with MI&gt; 40% have pulmonary congestion<sup>20</sup>. The literature indicates that neurohumoral variables deviate from the normal range<sup>21</sup> in rats with large infarctions since the first week post-MI. </p>
      <p>In the acute phase of MI, the major determinant of ventricular dysfunction is the loss of cardiomyocites. The inevitable impairment of the ejection function leads to increased left ventricular residual volume and, consequently, to ventricular dilation. We demonstrated that two days after the induction of coronary occlusion the ventricular dimensions were increased<sup>22</sup>. The increased volume of the ventricular cavity promotes myocardial remodeling in the chronic phase. According to Laplace's Law [The force (F) developed by the myocardium to generate a certain pressure (P) inside the cavity is directly proportional to the cavity radius (R) and inversely proportional to the wall thickness (h): F = P &#215; R/2h], a cavity with a large radius increases the force required to generate a certain pressure, ie, increases the afterload. Ventricular cavity dilation is well recognized as a critical determinant of ventricular dysfunction and remodeling<sup>23</sup>. In our laboratory we documented the influence of the increased ventricular volume on pressure-generating<sup>8</sup> and pumping<sup>7 </sup>capacities. An impaired ejection is observed immediately after the induction of myocardial necrosis. Rats studied immediately after coronary occlusion had decreased left ventricular (LV) fractional shortening (FS) of the cross-sectional area (unpublished data). Two days later, the SF presented values that remained stable until the later stages of remodeling and CHF<sup>20,22</sup>. In the early stages, the impaired contractility of the remaining myocardium does not contribute to ventricular dysfunction. Rats examined three weeks after arterial occlusion presented clear signs of ventricular dysfunction, although no impairment of inotropism was identified in the non-necrotic myocardium<sup>11,24</sup>. </p>
      <p>In recent decades the experimental model of CHF secondary to MI in rats has contributed markedly to the assessment of the pathophysiology and the treatment of congestive syndrome, despite its two major drawbacks: immediate mortality and high heterogeneity of MI size. Some years ago, aiming at solving these drawbacks, a novel model of cryoinjury-induced myocardial infarction was described<sup>25</sup>. Our experience with this technique was unsatisfactory (unpublished data). The myocardium must be frozen several times to achieve necrosis, and the lesion is not always transmural, and often the maneuvers to induce myocardial hypothermia cause permanent asystole. More recently, we described<sup>20</sup> an original model for the induction of myocardial necrosis in the LV of rats, with radiofrequency ablation (RFA), using electrical current as the technique routinely used in clinical practice to correct arrhythmias. The purpose was to find a technique that produced MI with less variability in size, and lower incidence of mortality. We observed infarcts measuring 45 &#177; 8% of the ventricular circumference. The lower variability of MI size obtained by RFA is associated with a significantly lower standard deviation than that observed for MI size obtained by occlusion of the anterior descending artery. The early mortality observed for the RFA technique was 7%. Concurrently, we documented that when infarcts of similar sizes were compared, the evolution of the myocardial and ventricular dysfunction and the pulmonary congestion found in the MI obtained by RFA were equivalent to those evoked by coronary occlusion. Furthermore, it is possible to control the infarct size by varying the size of the positive electrode used or the characteristics of RFA duration and RF energy released in the myocardium. More recently, we tested this new technique in mice, with equal success. The interest in using this model should now expand in the short term, given the current upsurge in studies evaluating post-myocardial infarction treatment with stem cells. </p>
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        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported. </p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by FAPESP, CNPq and UNIFESP. </p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program. </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
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    </body>
  </sub-article>
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