<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000040</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Circunfer&#234;ncia abdominal como preditor de evolu&#231;&#227;o em 30 dias na s&#237;ndrome coronariana aguda</article-title>
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            <given-names>Ana Paula Trussardi</given-names>
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            <surname>Portal</surname>
            <given-names>Vera L&#250;cia</given-names>
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          <named-content content-type="city">Porto Alegre</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
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        <year>2011</year>
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      <volume>96</volume>
      <issue>5</issue>
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      <lpage>404</lpage>
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          <year>2010</year>
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          <day>02</day>
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          <year>2010</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A circunfer&#234;ncia abdominal (CA) &#233; a medida que mais se correlaciona com os fatores de risco e morte por doen&#231;a cardiovascular. Entretanto, o impacto da obesidade no progn&#243;stico de pacientes com doen&#231;as cardiovasculares permanece controverso e requer maiores esclarecimentos. OBJETIVO: Avaliar a CA como preditor de evolu&#231;&#227;o em 30 dias em pacientes que internaram com s&#237;ndrome coronariana aguda (SCA), em hospital de refer&#234;ncia no tratamento de doen&#231;as cardiovasculares. M&#201;TODOS: Coorte contempor&#226;nea com 267 pacientes que internaram por SCA e que foram seguidos por 30 dias ap&#243;s a alta levando em considera&#231;&#227;o os eventos cardiovasculares maiores - MACE - (&#243;bito, reinfarto, reinterna&#231;&#227;o para procedimentos de revasculariza&#231;&#227;o). Nas primeiras 24 horas da admiss&#227;o, os pacientes responderam a um question&#225;rio e posteriormente tiveram a CA mensurada. A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada com SPSS 17.0, utilizando o teste do Qui-quadrado para vari&#225;veis categ&#243;ricas e o teste t de Student para as vari&#225;veis num&#233;ricas, com o n&#237;vel de signific&#226;ncia de p &lt; 0,05. As vari&#225;veis que apresentaram valores de p &lt; 0,10, na an&#225;lise bivariada, foram inclu&#237;das em um modelo de regress&#227;o log&#237;stica para avaliar o papel da CA como preditor independente de MACE. RESULTADOS: Ap&#243;s an&#225;lise multivari&#225;vel, apenas o g&#234;nero feminino (RC = 8,86; 95% IC:4,55-17,10; p &lt; 0,00), hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (RC = 2,06; 95% IC:1,10-3,87; p = 0,02) e hist&#243;ria familiar de cardiopatia isqu&#234;mica (RC = 2,10; 95% IC:1,17-3,74; p = 0,01) permaneceram associados com os MACE. CONCLUS&#195;O: Em nosso estudo, a CA alterada n&#227;o se associou &#224; maior incid&#234;ncia de MACE em 30 dias de seguimento.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>S&#237;ndrome coronariana aguda</kwd>
        <kwd>circunfer&#234;ncia abdominal</kwd>
        <kwd>obesidade</kwd>
        <kwd>fatores de risco</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>01</day>
        <month>04</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Circunfer&#234;ncia abdominal como preditor de evolu&#231;&#227;o em 30 dias na s&#237;ndrome coronariana aguda</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Priscilla Azambuja Lopes de Souza; Ana Paula Trussardi Fayh; Vera L&#250;cia Portal </bold>
    </p>
    <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/FUC (IC/FUC), Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="endb">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A circunfer&#234;ncia abdominal (CA) &#233; a medida que mais se correlaciona com os fatores de risco e morte por doen&#231;a cardiovascular. Entretanto, o impacto da obesidade no progn&#243;stico de pacientes com doen&#231;as cardiovasculares permanece controverso e requer maiores esclarecimentos. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar a CA como preditor de evolu&#231;&#227;o em 30 dias em pacientes que internaram com s&#237;ndrome coronariana aguda (SCA), em hospital de refer&#234;ncia no tratamento de doen&#231;as cardiovasculares. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Coorte contempor&#226;nea com 267 pacientes que internaram por SCA e que foram seguidos por 30 dias ap&#243;s a alta levando em considera&#231;&#227;o os eventos cardiovasculares maiores - MACE - (&#243;bito, reinfarto, reinterna&#231;&#227;o para procedimentos de revasculariza&#231;&#227;o). Nas primeiras 24 horas da admiss&#227;o, os pacientes responderam a um question&#225;rio e posteriormente tiveram a CA mensurada. A an&#225;lise estat&#237;stica foi realizada com SPSS 17.0, utilizando o teste do Qui-quadrado para vari&#225;veis categ&#243;ricas e o teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> para as vari&#225;veis num&#233;ricas, com o n&#237;vel de signific&#226;ncia de p <underline>&lt;</underline> 0,05. As vari&#225;veis que apresentaram valores de p &lt; 0,10, na an&#225;lise bivariada, foram inclu&#237;das em um modelo de regress&#227;o log&#237;stica para avaliar o papel da CA como preditor independente de MACE. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Ap&#243;s an&#225;lise multivari&#225;vel, apenas o g&#234;nero feminino (RC = 8,86; 95% IC:4,55-17,10; p &lt; 0,00), hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (RC = 2,06; 95% IC:1,10-3,87; p = 0,02) e hist&#243;ria familiar de cardiopatia isqu&#234;mica (RC = 2,10; 95% IC:1,17-3,74; p = 0,01) permaneceram associados com os MACE. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Em nosso estudo, a CA alterada n&#227;o se associou &#224; maior incid&#234;ncia de MACE em 30 dias de seguimento. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> S&#237;ndrome coronariana aguda, circunfer&#234;ncia abdominal, obesidade, fatores de risco. </p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As doen&#231;as cardiovasculares (DCV) s&#227;o respons&#225;veis por 17 milh&#245;es de mortes, cerca de um ter&#231;o das mortes anuais mundiais<sup>1</sup>. No Rio Grande do Sul (RS) essa tend&#234;ncia tamb&#233;m &#233; observada<sup>2</sup>, principalmente no que se refere &#224; doen&#231;a arterial coronariana (DAC). </p>
    <p>A s&#237;ndrome coronariana aguda (SCA) &#233; caracterizada por um espectro de manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas e laboratoriais de isquemia mioc&#225;rdica aguda, sendo classificada em tr&#234;s formas: angina inst&#225;vel (AI) e infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) com e sem supradesn&#237;vel do segmento ST<sup>3</sup>. </p>
    <p>Diversos estudos demonstram a rela&#231;&#227;o entre obesidade, principalmente abdominal, e o desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares<sup>4-7</sup>. Os pacientes com excesso de peso possuem maior risco para o desenvolvimento DAC, principalmente como consequ&#234;ncia de condi&#231;&#245;es relacionadas com a obesidade tais como diabete, hipertens&#227;o e dislipidemia<sup>4</sup>. </p>
    <p>Os riscos associados &#224; obesidade abdominal s&#227;o melhores identificados por vari&#225;veis antropom&#233;tricas que possam refletir a distribui&#231;&#227;o da gordura corporal, como a circunfer&#234;ncia abdominal (CA) e a rela&#231;&#227;o cintura-quadril (RCQ)<sup>8</sup><sub>. </sub>Esses t&#234;m demonstrado maior correla&#231;&#227;o com o risco cardiovascular do que indicadores de obesidade generalizada como o &#237;ndice de massa corporal (IMC)<sup>9,10</sup>. Entretanto, a CA &#233; a medida que mais se correlaciona com os fatores de risco e morte por doen&#231;a cardiovascular<sup>9,11,12</sup>. </p>
    <p>No que diz respeito ao progn&#243;stico de pacientes ap&#243;s eventos cardiovasculares, os dados ainda s&#227;o controversos: a grande maioria demonstra uma associa&#231;&#227;o inversa entre obesidade geral (paradoxo da obesidade), mortalidade ap&#243;s IAM e interven&#231;&#227;o coron&#225;ria percut&#226;nea<sup>13,14</sup>. Por outro lado, existem estudos demonstrando a rela&#231;&#227;o direta entre obesidade e eventos cardiovasculares maiores - MACE - (&#243;bito, reinfarto, reinterna&#231;&#227;o para procedimentos de revasculariza&#231;&#227;o)<sup>15,16 </sup>e que sugerem que a obesidade abdominal atue como fator progn&#243;stico em curto e longo prazo na DCV. Pacientes com baixo IMC e com CA alterada fariam parte do grupo de maior risco<sup>17</sup>. </p>
    <p>Embora a associa&#231;&#227;o entre excesso de adiposidade e risco cardiovascular na popula&#231;&#227;o geral esteja bem estabelecida, o impacto da obesidade no progn&#243;stico de pacientes com DCV permanece controverso e requer maiores esclarecimentos. Por isso, esse estudo tem como objetivo avaliar a circunfer&#234;ncia abdominal como preditor de evolu&#231;&#227;o em 30 dias em pacientes que internaram com s&#237;ndrome coronariana aguda, em hospital de refer&#234;ncia no tratamento de doen&#231;as cardiovasculares, em Porto Alegre/RS. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Pacientes</bold>
    </p>
    <p>Estudo de coorte contempor&#226;nea com pacientes que internaram por SCA no per&#237;odo de novembro de 2006 a janeiro de 2008. A pesquisa foi realizada a partir de um banco de dados pr&#233;-existente, contendo 412 indiv&#237;duos. Desses, foram exclu&#237;dos todos com idade superior a 65 anos, sendo a amostra final constitu&#237;da ent&#227;o por 267 pacientes. Esse estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da Institui&#231;&#227;o (UP 4173/08). </p>
    <p>Foram inclu&#237;dos na pesquisa pacientes com diagn&#243;stico de SCA: infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) com e sem supradesnivelamento do segmento ST, angina inst&#225;vel (AI) com altera&#231;&#227;o eletrocardiogr&#225;fica (infradesnivelamento do segmento ST superior a 1 mm, em pelo menos duas deriva&#231;&#245;es, ou invers&#227;o de onda T). </p>
    <p>Por tratar-se de uma coorte que avalia tamb&#233;m resposta inflamat&#243;ria, os crit&#233;rios de exclus&#227;o foram: presen&#231;a de doen&#231;a inflamat&#243;ria sist&#234;mica, neoplasia maligna diagnosticada com ou sem tratamento, HIV+, uso recente (menos de um m&#234;s) ou atual de anti-inflamat&#243;rios ou corticoide, tempo de evolu&#231;&#227;o da SCA maior do que 12h, aus&#234;ncia de jejum de 12 h, idade superior a 65 anos e paciente impossibilitado ou com alguma patologia que dificulte aferi&#231;&#227;o das medidas antropom&#233;tricas. </p>
    <p>
      <bold>Procedimento de coleta de dados</bold>
    </p>
    <p>Ap&#243;s assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, previamente aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa, os pacientes permaneceram em jejum para a coleta dos exames bioqu&#237;micos (colesterol total, HDL-c, LDL-c triglicer&#237;deos e glicemia de jejum). Ainda, responderam a um question&#225;rio onde informaram idade, sexo, fatores de risco cardiovasculares - sedentarismo, tabagismo, hist&#243;ria familiar de cardiopatia isqu&#234;mica, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, obesidade, diabete, dislipidemia e uso de &#225;lcool - e doen&#231;as pr&#233;vias. A coleta das medidas antropom&#233;tricas (peso, altura e CA) foi realizada nas primeiras 72h. </p>
    <p>Foram considerados sedent&#225;rios os pacientes que n&#227;o praticavam atividade f&#237;sica regular (&lt; 3 vezes/semana por no m&#237;nimo 30 minutos)<sup>18</sup>. Foram definidos como tabagistas os que eram fumantes regulares, e como ex-tabagistas os que haviam suspendido o cigarro h&#225; pelo menos um ano. Hist&#243;ria familiar para cardiopatia isqu&#234;mica incluiu aqueles que apresentaram familiar de primeiro grau com idade inferior a 55 anos, quando do sexo masculino e inferior a 65 anos, quando do sexo feminino com diagn&#243;stico de doen&#231;a arterial coronariana ou outro tipo de doen&#231;a ateroscler&#243;tica<sup>18</sup>. </p>
    <p>Hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica foi considerada naqueles que possu&#237;am esse diagn&#243;stico previamente &#224; interna&#231;&#227;o e/ou faziam o uso de drogas anti-hipertensivas<sup>19</sup>. Dislipidemia incluiu aqueles que possu&#237;am valores de colesterol total, triglicer&#237;deos, LDL e HDL colesterol alterados conforme a IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Preven&#231;&#227;o da Aterosclerose<sup>18</sup>. Foram classificados como diab&#233;ticos os indiv&#237;duos que apresentavam o diagn&#243;stico pr&#233;vio da doen&#231;a e/ou estavam em uso de drogas antidiab&#233;ticas<sup>20</sup>. Quanto ao uso de &#225;lcool, foram utilizadas as recomenda&#231;&#245;es da V Diretriz Brasileira de Hipertens&#227;o Arterial<sup>19</sup>. Uso regular de &#225;lcool foi considerado para aquele indiv&#237;duo que consumisse at&#233; 30 g etanol/dia para os homens e 15 g etanol/dia para as mulheres. </p>
    <p>As medidas de peso e altura foram feitas em balan&#231;a antropom&#233;trica Filizola (capacidade m&#225;xima de 150 kg e varia&#231;&#227;o de 100 g) com estadi&#244;metro acoplado, estando o paciente sem sapatos e com roupas leves. O IMC foi calculado pela raz&#227;o peso (kg)/altura<sup>2</sup> (m), sendo considerado obeso o paciente com IMC igual ou superior a 30 kg/m<sup>2</sup>. </p>
    <p>A CA foi mensurada atrav&#233;s de fita antropom&#233;trica flex&#237;vel com precis&#227;o de 0,1 cm, no ponto m&#233;dio entre a crista il&#237;aca e o rebordo costal inferior<sup>21</sup>. Foram utilizados os pontos de corte segundo NCEP-ATP III (homens &gt; 102 cm e mulheres &gt; 88 cm)<sup>22</sup>. </p>
    <p>Todos os exames laboratoriais foram coletados em uma &#250;nica amostra, com 12 horas de jejum, dentro das primeiras 24 horas do in&#237;cio do quadro isqu&#234;mico coronariano. A an&#225;lise foi realizada no laborat&#243;rio de an&#225;lises cl&#237;nicas do pr&#243;prio hospital. </p>
    <p>Ap&#243;s a alta hospitalar, foram feitos contatos telef&#244;nicos e revis&#227;o de prontu&#225;rio em busca de MACE (&#243;bito, reinfarto, reinterna&#231;&#227;o para procedimentos de revasculariza&#231;&#227;o), al&#233;m de outras complica&#231;&#245;es tais como insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC), arritmia e angina, ocorridas no prazo de 30 dias. </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Os dados foram analisados no programa <italic>Statistical Package for Social Sciences</italic> vers&#227;o 17.0 (SPSS Inc., Chicago, IL, USA, 2008) para Windows. As vari&#225;veis coletadas foram apresentadas em forma descritiva, com utiliza&#231;&#227;o de m&#233;dia e desvio padr&#227;o para vari&#225;veis num&#233;ricas e frequ&#234;ncia (absoluta e relativa) para vari&#225;veis categ&#243;ricas. Foram utilizados o teste do Qui-quadrado para vari&#225;veis categ&#243;ricas e o teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> para as vari&#225;veis num&#233;ricas. </p>
    <p>As vari&#225;veis que apresentaram valores de p &lt; 0,10 na an&#225;lise bivariada foram inclu&#237;das em um modelo de regress&#227;o log&#237;stica para avaliar o papel da CA como preditor independente de desfechos cl&#237;nicos. Foram considerados estatisticamente significativos valores de p <underline>&lt;</underline> 0,05. </p>
    <p>Os modelos de regress&#227;o log&#237;stica bivariada e multivariada foram utilizados para o c&#225;lculo da raz&#227;o de chances (RC) e foram realizados os ajustes para as seguintes vari&#225;veis: g&#234;nero, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS), tabagismo, hist&#243;ria familiar de cardiopatia isqu&#234;mica, angina e IC. </p>
    <p>A Curva ROC foi realizada considerando a CA uma vari&#225;vel cont&#237;nua. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>De um total de 267 pacientes avaliados, 75,3% (201) eram do g&#234;nero masculino, desses, 24,3% (49) tinham CA alterada, enquanto o percentual observado no g&#234;nero feminino foi de 74,2% (49). A m&#233;dia de CA encontrada no g&#234;nero masculino foi de 96,6 cm &#177; 12,96 cm e no feminino 94,8 &#177; 15,11 cm. </p>
    <p>A idade m&#233;dia dos homens com CA alterada foi de 55,0 &#177; 8,2 anos e das mulheres de 54,1 &#177; 6,91 anos, n&#227;o apresentando diferen&#231;a estatisticamente significativa entre os indiv&#237;duos com CA normal e alterada nos diferentes g&#234;neros. </p>
    <p>As caracter&#237;sticas gerais, conforme as categorias de circunfer&#234;ncia abdominal, nos diferentes g&#234;neros est&#227;o dispostas na <xref ref-type="table" rid="aop03211tab01m">Tabela 1</xref>. Os valores apresentados em percentual s&#227;o de acordo com o fator de risco (CA). </p>
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        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0399-00040-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao tipo de SCA, 38,8% (19) dos pacientes do g&#234;nero masculino e 44,9% (22) do g&#234;nero feminino com CA alterada internaram por IAM sem supradesnivelamento do segmento ST ou AI e 61,2% (30) dos homens e 55,1% (27) das mulheres por IAM com supradesnivelamento do segmento ST (p = 0,45; p = 0,68, respectivamente). </p>
    <p>N&#227;o se observou diferen&#231;a estatisticamente significativa entre as doen&#231;as pr&#233;vias apresentadas pelos pacientes e as categorias de CA em ambos os g&#234;neros. </p>
    <p>Quanto aos fatores de risco, observou-se diferen&#231;a estatisticamente significativa para homens com CA alterada em rela&#231;&#227;o &#224; HAS (p = 0,03), obesidade (p = 0,00) e hist&#243;ria familiar de cardiopatia isqu&#234;mica (p = 0,01), enquanto que nas mulheres essa diferen&#231;a foi observada somente para obesidade (p = 0,00). </p>
    <p>Durante os 30 dias de seguimento, 7,9% (21) dos indiv&#237;duos apresentaram um dos MACE, sendo que 16,4% (8) dos homens e 2% (1) das mulheres tinham CA alterada. O &#250;nico desfecho que se correlacionou com as categorias de CA foi IC (p = 0,01), onde 11,1% (5) dos homens com CA alterada apresentaram essa complica&#231;&#227;o durante os primeiros 30 dias, incluindo a interna&#231;&#227;o. No g&#234;nero feminino, o mesmo n&#227;o foi observado. As incid&#234;ncias de desfechos cardiovasculares em rela&#231;&#227;o &#224;s categorias de CA est&#227;o apresentadas na <xref ref-type="table" rid="aop03211tab02m">Tabela 2</xref>. </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop03211tab02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0399-00040-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Ap&#243;s o ajuste para as vari&#225;veis que apresentaram valor de p &lt; 0,10 na an&#225;lise bivariada (g&#234;nero, HAS, tabagismo, hist&#243;ria familiar de cardiopatia isqu&#234;mica, angina e IC), apenas o g&#234;nero feminino (RC = 8,86; 95% IC:4,55-17,10; p &lt; 0,00), HAS (RC = 2,06; 95% IC:1,10-3,87; p = 0,02) e hist&#243;ria familiar (RC = 2,10; 95% IC:1,17-3,74; p = 0,01) permaneceram associados com os MACE. Esses dados est&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="tab3">Tabela 3</xref>. </p>
    <table-wrap id="tab3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0399-00040-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Quando a CA foi avaliada como vari&#225;vel cont&#237;nua, para ambos os sexos, atrav&#233;s da curva ROC, observamos uma &#225;rea sob a curva pequena (0,60), o que demonstra a baixa sensibilidade e especificidade. </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o </bold>
    </p>
    <p>No presente estudo, a grande maioria dos pacientes que internaram por SCA era do g&#234;nero masculino (75,3%), percentuais parecidos (73,4%<sup>23</sup>; 60,8%<sup>24</sup>) tamb&#233;m s&#227;o observados em outros estudos abordando esse grupo de pacientes. </p>
    <p>A m&#233;dia da CA encontrada no nosso estudo, no g&#234;nero masculino (96,62 cm &#177; 12,96) &#233; semelhante &#224; de outras pesquisas que correlacionam a CA com risco cardiovascular (92,7 cm &#177; 12,96<sup>25</sup>; 93,3 cm &#177; 11,3<sup>26</sup>; 95,9 cm &#177; 9,8<sup>27</sup>), entretanto a m&#233;dia de CA feminina (94,88 cm &#177; 15,11) ficou bem acima do observado na literatura (84,1 cm &#177; 12,50<sup>25</sup>; 85,9 cm &#177; 12,00<sup>26</sup>; 82,4 &#177; 10,80<sup>27</sup>). Essa diferen&#231;a deve-se provavelmente ao fato de a maioria dos estudos ser realizada com a popula&#231;&#227;o geral para predizer risco cardiovascular e n&#227;o por pacientes, ap&#243;s um evento cardiovascular. Assim, os valores de CA alterada foram maiores no g&#234;nero feminino (74,2%) em rela&#231;&#227;o ao masculino (24,4%). Essa predomin&#226;ncia tamb&#233;m foi observada por Hauner e cols. <sup>12 </sup>(41,5%/36,4%) e por Ingelsson e cols. <sup>5 </sup>(67,0%/49,5%). J&#225; Koutsovasilis e cols. <sup>28</sup>, comparando um grupo controle com pacientes que tiveram o primeiro evento de SCA, encontraram associa&#231;&#227;o entre CA alterada e SCA em ambos os sexos. </p>
    <p>Quando a vari&#225;vel g&#234;nero foi inclu&#237;da na an&#225;lise bivariada, verificou-se que as mulheres com CA alterada possuem maior risco de MACE em 30 dias (RC = 8,86; 95% IC:4,55-17,10; p &lt; 0,00). Na literatura, n&#227;o h&#225; estudos que correlacionam CA com desfechos em 30 dias em pacientes com SCA. Bonarjee e cols. <sup>29</sup>, avaliando a sobrevida em curto e longo prazo de pacientes com IAM, constataram que as mulheres possuem maior risco de morte por qualquer causa e por doen&#231;a cardiovascular, re-IAM e nova interna&#231;&#227;o para revasculariza&#231;&#227;o (p &lt; 0,00). Entretanto, Tarastchuk e cols. <sup>30 </sup>encontraram associa&#231;&#227;o entre CA alterada (masculino 90 cm e feminino 80 cm) e desfechos card&#237;acos, ap&#243;s interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea, apenas no sexo masculino. </p>
    <p>Quanto aos fatores de risco, h&#225; evid&#234;ncias na literatura que os homens com CA alterada t&#234;m maiores &#237;ndices de hipertens&#227;o do que as mulheres<sup>27,12,31</sup>. Ap&#243;s a an&#225;lise bivariada (RC = 2,06; 95% IC:1,10-3,87; p = 0,02), observou-se o papel da HAS como preditor de MACE em 30 dias. Pesquisas t&#234;m demonstrado que excesso de tecido adiposo &#233; um dos principais fatores de risco associados &#224; hipertens&#227;o<sup>4,32</sup>. No Brasil, estudo mostra que para os homens, o impacto da obesidade abdominal sobre a hipertens&#227;o arterial foi maior do que o impacto da obesidade total, e que a CA &#233; a &#250;nica medida antropom&#233;trica que se relaciona com essa patologia<sup>32</sup>. Ainda, h&#225; evidencias de que pacientes hipertensos possuem maiores chances de ter SCA<sup>28</sup> e MACE<sup>33</sup>. </p>
    <p>Outro fator de risco que mostrou associa&#231;&#227;o significativa com CA alterada nos homens foi hist&#243;ria familiar precoce de cardiopatia isqu&#234;mica (RC = 2,10; 95% IC:1,17-3,74; p = 0,01). Canoy e cols. <sup>27 </sup>ao realizarem um estudo avaliando a rela&#231;&#227;o entre a distribui&#231;&#227;o da gordura corporal e risco para DAC em homens e mulheres, n&#227;o encontraram associa&#231;&#227;o entre CA alterada e hist&#243;ria familiar, neste caso, a &#250;nica medida antropom&#233;trica que foi significativa foi a RCQ. Tarastchuk e cols. <sup>30</sup> verificaram que 43,8% dos pacientes que tiveram desfechos ap&#243;s interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea tinham hist&#243;ria familiar de cardiopatia isqu&#234;mica. </p>
    <p>O percentual de pacientes com CA alterada que apresentaram um dos MACE durante os 30 dias de seguimento (16,4% g&#234;nero masculino e 2,0% g&#234;nero feminino), fica pr&#243;ximo do observado em uma coorte realizada com 6.364 indiv&#237;duos e em estudo randomizado com 456 pacientes ap&#243;s interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea, onde 5,7% apresentaram algum MACE nos primeiros 30 dias de evolu&#231;&#227;o<sup>34,35</sup>. </p>
    <p>A IC foi o &#250;nico desfecho cardiovascular que se associou com CA alterada nos homens (11,1%) durante os primeiros 30 dias. Na literatura n&#227;o h&#225; artigos que descrevam esta rela&#231;&#227;o. No entanto, Pinheiro e cols. <sup>36</sup> observaram que 70% das mulheres brasileiras com IC tinham CA alterada, enquanto nos homens a incid&#234;ncia foi bem menor (24,2%). J&#225; O'Meara e cols. <sup>37</sup> comparando as caracter&#237;sticas de homens e mulheres com IC, constataram que a maioria tem sobrepeso e os homens s&#227;o mais prop&#237;cios a ter IAM e morte por doen&#231;a cardiovascular. </p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es do estudo</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um estudo observacional e com tempo de seguimento reduzido, fato que poderia reduzir a chance de identifica&#231;&#227;o de eventos cardiovasculares adversos e o poder estat&#237;stico das associa&#231;&#245;es. Outro aspecto a considerar &#233; que aqueles pacientes que n&#227;o compareciam &#224; consulta de revis&#227;o em 30 dias tinham o seguimento realizado por telefone, aumentando a chance de interpreta&#231;&#227;o equivocada da informa&#231;&#227;o e impossibilidade de confirma&#231;&#227;o dos dados. Embora a coorte completa fosse constitu&#237;da por 412 pacientes, foram inclu&#237;dos nesta an&#225;lise somente 267. Isso ocorreu porque tivemos a preocupa&#231;&#227;o de excluir aqueles indiv&#237;duos com mais de 65 anos de idade j&#225; que estudos mostram que h&#225; mudan&#231;as na distribui&#231;&#227;o corporal de acordo com a idade, com maior ac&#250;mulo na regi&#227;o abdominal de idosos. </p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Em conclus&#227;o, na amostra estudada, a CA alterada n&#227;o foi associada a MACE, em 30 dias de seguimento, em pacientes com SCA. Os MACE foram associados ao g&#234;nero feminino, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica e hist&#243;ria familiar de cardiopatia isqu&#234;mica. </p>
    <p>
      <fn id="endb" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Vera Lucia Portal </p>
        <p> Rua Luciana de Abreu 471, sala 603 - Moinhos de Vento </p>
        <p> 90570-080 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
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        <p>
          <email xlink:href="vera.portal@hotmail.com">vera.portal@hotmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 15/03/10; revisado recebido em 22/10/10; aceito em 02/12/10. </p>
  </body>
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      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La circunferencia abdominal (CA) es la medici&#243;n que se correlaciona con los factores de riesgo y la muerte por enfermedad cardiovascular. Sin embargo, el impacto de la obesidad en el pron&#243;stico de los pacientes con enfermedades cardiovasculares sigue siendo controvertido y requiere una mayor clarificaci&#243;n. OBJETIVO: Evaluar la CA como un predictor de evoluci&#243;n en 30 d&#237;as en pacientes que fueron hospitalizados con s&#237;ndrome coronario agudo (SCA), en un hospital de referencia para el tratamiento de las enfermedades cardiovasculares. M&#201;TODOS: Cohorte contempor&#225;nea con 267 pacientes que fueron hospitalizados por SCA y que fueron seguidos durante 30 d&#237;as despu&#233;s del alta, teniendo en cuenta los eventos cardiovasculares mayores - MACE - (muerte, reinfarto, rehospitalizaci&#243;n por procedimientos de revascularizaci&#243;n). En las primeras 24 horas del ingreso, los pacientes respondieron a un cuestionario y se midi&#243; posteriormente la CA. El an&#225;lisis estad&#237;stico se realiz&#243; con SPSS 17.0, mediante la prueba de Chi-cuadrado para variables categ&#243;ricas y prueba t de Student para las variables num&#233;ricas, con un nivel de significaci&#243;n de p &lt; 0,05. Las variables que presentaron valores de p &lt; 0,10, en el an&#225;lisis bivariado, se incluyeron en un modelo de regresi&#243;n log&#237;stica para evaluar el papel de la CA como un predictor independiente de MACE. RESULTADOS: Tras el an&#225;lisis multivariante, solamente el sexo femenino (RC = 8,86; 95% IC:4,55-17,10; p &lt; 0,00), hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (RC = 2,06; 95% IC:1,10-3,87; p = 0,02) e historia familiar de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica (RC = 2,10; 95% IC:1,17-3,74; p = 0,01) permanecieron asociados con los MACE. CONCLUSI&#211;N: En nuestro estudio, la CA alterada no se asoci&#243; a una mayor incidencia de MACE a los 30 d&#237;as de seguimiento. (Arq Bras Cardiol 2011;96(5):399-404)</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>S&#237;ndrome coronario agudo</kwd>
        <kwd>circunferencia abdominal</kwd>
        <kwd>obesidad</kwd>
        <kwd>factores de riesgo</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="topo-body2"/>Circunferencia abdominal como predictor de evoluci&#243;n en 30 d&#237;as en el S&#237;ndrome Coronario Agudo</p>
      <p>
        <bold>Priscilla Azambuja Lopes de Souza; Ana Paula Trussardi Fayh; Vera L&#250;cia Portal</bold>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/FUC (IC/FUC), Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La circunferencia abdominal (CA) es la medici&#243;n que se correlaciona con los factores de riesgo y la muerte por enfermedad cardiovascular. Sin embargo, el impacto de la obesidad en el pron&#243;stico de los pacientes con enfermedades cardiovasculares sigue siendo controvertido y requiere una mayor clarificaci&#243;n.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar la CA como un predictor de evoluci&#243;n en 30 d&#237;as en pacientes que fueron hospitalizados con s&#237;ndrome coronario agudo (SCA), en un hospital de referencia para el tratamiento de las enfermedades cardiovasculares.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Cohorte contempor&#225;nea con 267 pacientes que fueron hospitalizados por SCA y que fueron seguidos durante 30 d&#237;as despu&#233;s del alta, teniendo en cuenta los eventos cardiovasculares mayores - MACE - (muerte, reinfarto, rehospitalizaci&#243;n por procedimientos de revascularizaci&#243;n). En las primeras 24 horas del ingreso, los pacientes respondieron a un cuestionario y se midi&#243; posteriormente la CA. El an&#225;lisis estad&#237;stico se realiz&#243; con SPSS 17.0, mediante la prueba de Chi-cuadrado para variables categ&#243;ricas y prueba <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> para las variables num&#233;ricas, con un nivel de significaci&#243;n de p <underline>&lt;</underline> 0,05. Las variables que presentaron valores de p &lt; 0,10, en el an&#225;lisis bivariado, se incluyeron en un modelo de regresi&#243;n log&#237;stica para evaluar el papel de la CA como un predictor independiente de MACE.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Tras el an&#225;lisis multivariante, solamente el sexo femenino (RC = 8,86; 95% IC:4,55-17,10; p &lt; 0,00), hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (RC = 2,06; 95% IC:1,10-3,87; p = 0,02) e historia familiar de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica (RC = 2,10; 95% IC:1,17-3,74; p = 0,01) permanecieron asociados con los MACE.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> En nuestro estudio, la CA alterada no se asoci&#243; a una mayor incidencia de MACE a los 30 d&#237;as de seguimiento. (Arq Bras Cardiol 2011;96(5):399-404)</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> S&#237;ndrome coronario agudo, circunferencia abdominal, obesidad, factores de riesgo.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las enfermedades cardiovasculares (ECV) son responsables de 17 millones de muertes, aproximadamente un tercio de las muertes anuales mundiales<sup>1</sup>. En Rio Grande do Sul (RS) esta tendencia tambi&#233;n se observa<sup>2</sup>, principalmente en lo que toca a la enfermedad arterial coronaria (EAC).</p>
      <p>El s&#237;ndrome coronario agudo (SCA) se caracteriza por un espectro de manifestaciones cl&#237;nicas y de laboratorio de la isquemia mioc&#225;rdica aguda, y se clasifica en tres formas: La angina inestable (AI) e infarto agudo de miocardio (IAM) con y sin supradesnivel del segmento ST<sup>3</sup>.</p>
      <p>Varios estudios demuestran la relaci&#243;n entre la obesidad, especialmente abdominal, y el desarrollo de enfermedades cardiovasculares<sup>4-7</sup>. Los pacientes con exceso de peso tienen mayor riesgo para el desarrollo EAC, principalmente como consecuencia de condiciones relacionadas a la obesidad tales como diabetes, hipertensi&#243;n y dislipidemia<sup>4</sup>.</p>
      <p>Los riesgos asociados con la obesidad abdominal son los m&#225;s identificados por las variables antropom&#233;tricas que puedan reflejar la distribuci&#243;n de la grasa corporal, como la circunferencia abdominal (CA) y la relaci&#243;n cintura-cadera (RCC)<sup>8</sup>. Estos vienen demostrando una mayor correlaci&#243;n con el riesgo cardiovascular que indicadores de obesidad generalizada como el &#237;ndice de masa corporal (IMC)<sup>9,10</sup>. Sin embargo, la CA es la medici&#243;n que m&#225;s se correlaciona con los factores de riesgo y muerte por enfermedad cardiovascular<sup>9,11,12</sup>.</p>
      <p>Con respecto al pron&#243;stico de los pacientes despu&#233;s de los eventos cardiovasculares, los datos son a&#250;n objeto de controversia: la mayor&#237;a muestra una asociaci&#243;n inversa entre la obesidad en general (la paradoja de la obesidad), la mortalidad tras el IAM y la intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea<sup>13,14</sup>. Por otra parte, existen estudios que demuestran la relaci&#243;n directa entre obesidad y eventos cardiovasculares mayores - MACE - (muerte, reinfarto, rehospitalizaci&#243;n para procedimientos de revascularizaci&#243;n)<sup>15,16 </sup>y que sugieren que la obesidad abdominal act&#250;e como factor pron&#243;stico en corto y largo plazo en la ECV. Los pacientes con bajo IMC y con CA alterada formar&#237;an parte de un grupo de mayor riesgo<sup>17</sup>.</p>
      <p>Aunque la asociaci&#243;n entre exceso de adiposidad y riesgo cardiovascular en la poblaci&#243;n en general est&#225; bien establecido, el impacto de la obesidad en el pron&#243;stico de los pacientes con ECV sigue siendo controvertido y requiere una mayor clarificaci&#243;n. Por lo tanto, este estudio pretende evaluar la circunferencia abdominal como un predictor de evaluaci&#243;n en 30 d&#237;as en pacientes que fueron hospitalizados con s&#237;ndrome coronario agudo en un hospital de referencia para el tratamiento de las enfermedades cardiovasculares, en Porto Alegre/RS.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Pacientes</bold>
      </p>
      <p>Estudio de cohorte contempor&#225;nea con pacientes que internaron por SCA durante el per&#237;odo de noviembre 2006 a enero 2008. La investigaci&#243;n se llev&#243; a cabo a partir de un banco de datos pre-existente, que conten&#237;a 412 individuos. De estos, fueron excluidos todos con edad superior a 65 a&#241;os, con la muestra final estuvo compuesta por 267 pacientes. Este estudio fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica de la Investigaci&#243;n (UP 4173/08).</p>
      <p>El ensayo incluy&#243; a pacientes con el diagn&#243;stico de SCA: infarto agudo de miocardio (IAM) con y sin supradesnivelaci&#243;n del segmento ST, angina inestable (AI) con alteraciones electrocardiogr&#225;fica (infradesnivelaci&#243;n del segmento ST superior a 1 mm, en al menos dos derivaciones, o inversi&#243;n de la onda T).</p>
      <p>Por tratarse de una cohorte que eval&#250;a tambi&#233;n una respuesta inflamatoria, los criterios de exclusi&#243;n fueron: presencia de la enfermedad inflamatoria sist&#233;mica, neoplasia maligna diagnosticada con o sin tratamiento, VIH+, uso reciente (menos de un mes) o corriente de antiinflamatorios o corticoide, tiempo de evoluci&#243;n de SCA superior a 12 horas, ausencia de ayuno de 12 horas, edad superior a 65 a&#241;os y paciente imposibilitado o con alguna patolog&#237;a que dificulte la toma de las mediciones antropom&#233;tricas.</p>
      <p>
        <bold>Procedimiento de recogida de datos</bold>
      </p>
      <p>Despu&#233;s de haber firmado un Formulario de Consentimiento Informado, previamente aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n, los pacientes ayunaron para la recogida de pruebas bioqu&#237;micas (colesterol total, HDL-c, LDL-c, triglic&#233;ridos y glucosa en ayunas). Sin embargo, respondieron a un cuestionario donde informaron edad, sexo, factores de riesgo cardiovasculares - la inactividad f&#237;sica, tabaquismo, antecedentes familiares de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica, hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, obesidad, diabetes, dislipidemia, y el consumo de alcohol - y las enfermedades anteriores. La recolecci&#243;n de las mediciones antropom&#233;tricas (peso, altura y CA) se realiz&#243; en las primeras 72 horas.</p>
      <p>Se consideraron los pacientes como sedentarios los que no practicaban actividad f&#237;sica regular (&lt; 3 veces/semana durante al menos 30 minutos)<sup>18</sup>. Se definieron como tabaquistas los que eran fumadores regulares, y como ex-tabaquistas los que hab&#237;an dejado de fumar desde hace un a&#241;o como m&#237;nimo. Los antecedentes familiares para cardiopat&#237;a isqu&#233;mica incluyeron los que tienen parientes de primer grado con edad inferior a 55 a&#241;os, cuando del sexo masculino e inferior a 65 a&#241;os, cuando las del sexo femenino con diagn&#243;stico de enfermedad arterial coronaria u otra enfermedad ateroscler&#243;tica<sup>18</sup>.</p>
      <p>La hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica se tuvo en cuenta en los que presentaban este diagn&#243;stico previamente a la hospitalizaci&#243;n y/o hac&#237;an uso de drogas anti-hipertensivas<sup>19</sup>. Dislipidemia incluy&#243; a aquellos que ten&#237;an valores de colesterol total, triglic&#233;ridos, LDL y HDL colesterol alterados conforme la IV Directriz Brasile&#241;a Sobre Dislipidemias y Prevenci&#243;n de Aterosclerosis<sup>18</sup>. Se clasificaron como diab&#233;ticos a los individuos que presentaban el diagn&#243;stico previo de la enfermedad y/o estaban en uso de drogas antidiab&#233;ticas<sup>20</sup>. En cuanto al uso de alcohol, se utilizaron las recomendaciones de la V Directriz Brasile&#241;a de Hipertensi&#243;n Arterial<sup>19</sup>. Uso regular de alcohol se tuvo en cuenta para aquel individuo que consumiera hasta 30 g de etanol/d&#237;a para los hombres y 15 g de etanol/d&#237;a para las mujeres.</p>
      <p>Las mediciones de peso y altura se realizaron en balanza antropom&#233;trica Filizola (capacidad m&#225;xima de 150 kg y variaci&#243;n 100 g de variaci&#243;n) con estadi&#243;metro adjunto, con el paciente descalzo y llevando ropa ligera. El IMC se calcul&#243; por la raz&#243;n peso (kg)/altura&#178; (m), siendo considerado como obeso el paciente con IMC igual o superior a 30 kg/m&#178;.</p>
      <p>La CA se midi&#243; con cinta antropom&#233;trica flexible, con precisi&#243;n de 0,1 cm en el punto medio entre la cresta il&#237;aca y el reborde costal inferior<sup>21</sup>. Se utiliz&#243; los puntos de cohorte seg&#250;n NCEP-ATP III (hombres &gt; 102 cm y mujeres &gt; 88 cm)<sup>22</sup>.</p>
      <p>Todas las pruebas de laboratorio fueron recolectadas en una sola muestra, con 12 horas de ayunas, dentro de las primeras 24 horas del inicio del evento isqu&#233;mico coronario. El an&#225;lisis se llev&#243; a cabo en el laboratorio cl&#237;nico del hospital. </p>
      <p>Despu&#233;s del alta hospitalaria, se realizaron contactos telef&#243;nicos y la revisi&#243;n de historias cl&#237;nicas en busca de MACE (muerte, reinfarto, rehospitalizaci&#243;n para procedimientos de revascularizaci&#243;n), y otras complicaciones tales como insuficiencia cardiaca (IC), arritmia y angina, ocurridas en dentro de 30 d&#237;as.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Los datos fueron analizados en el programa <italic>Statistical Package for Social Sciences</italic> versi&#243;n 17.0 (SPSS Inc., Chicago, IL, EE.UU., 2008) para Windows. Las variables recogidas fueron presentadas como descriptiva, con utilizaci&#243;n media y desviaci&#243;n est&#225;ndar para variables num&#233;ricas y frecuencia (absoluta y relativa) para las variables categ&#243;ricas. Se utiliz&#243; la prueba de Chi-cuadrado para variables categ&#243;ricas y la prueba <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> para variables num&#233;ricas.</p>
      <p>Las variables que presentaron valores de p &lt; 0,10 en el an&#225;lisis bivariado fueron incluidas en un modelo de regresi&#243;n log&#237;stica para evaluar el papel de la CA como predictor independiente de desenlaces cl&#237;nicos. Fueron considerados como estad&#237;sticamente significativos valores de p <underline>&lt;</underline> 0,05.</p>
      <p>Los modelos de regresi&#243;n log&#237;stica bivariada y multivariado se utilizaron para el calcular la raz&#243;n de ventajas (RV) y se llevaron a cabo ajustes para las variables siguientes: g&#233;nero, hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS), tabaquismo, antecedentes familiares de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica, angina e IC.</p>
      <p>La Curva ROC se realiz&#243; teniendo en cuenta la CA como una variable continua.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>De un total de 267 pacientes evaluados, un 75,3% (201) era del sexo masculino, de los cuales un 24,3% (49) ten&#237;a CA alterada, mientras que el porcentaje observado en las mujeres fue de un 74,2% (49). El promedio de CA encontrada en g&#233;nero masculino fue de 96,6 cm &#177; 12,96 cm y en el femenino 94,8 &#177; 15,11 cm.</p>
      <p>La edad media de los hombres con CA alterada fue de 55,0 &#177; 8,2 a&#241;os y de las mujeres 54,1 &#177; 6,91, sin diferencias estad&#237;sticamente significativas entre los sujetos con CA normales y alteradas en diferentes g&#233;neros.</p>
      <p>Las caracter&#237;sticas generales, de acuerdo a las categor&#237;as de la circunferencia abdominal en g&#233;neros diferentes se muestran en la <xref ref-type="table" rid="esa08t1-body2">Tabla 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="esa08t1-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0399-00040-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En cuanto al tipo de SCA, un 38,8% (19) de los pacientes eran del sexo masculino y un 44,9% (22) del femenino, con CA alterada han sido hospitalizados por IAM sin supradenivelaci&#243;n del segmento ST o AI y un 61,2% (30) de los hombres y un 55,1% (27) de las mujeres por IAM con supradesnivelaci&#243;n del segmento ST (p = 0, 45; p = 0,68, respectivamente).</p>
      <p>No hubo diferencia estad&#237;sticamente significativa entre las enfermedades anteriores que presentan los pacientes y las categor&#237;as de CA en ambos sexos.</p>
      <p>En cuanto a los factores de riesgo, hubo una diferencia estad&#237;sticamente significativa para los hombres con AC modificado en relaci&#243;n a la hipertensi&#243;n (p = 0,03), obesidad (p = 0,00) y antecedentes familiares de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica (p = 0,01), mientras que en las mujeres se observ&#243; esta diferencia solamente para obesidad (p = 0,00).</p>
      <p>Durante los 30 d&#237;as de seguimiento, el 7,9% (21) de los sujetos ten&#237;a uno de los MACE, siendo que el 16,4% (8) de los hombres y el 2% (1) de las mujeres ten&#237;an CA en su versi&#243;n alterada. El &#250;nico desenlace que se correlacion&#243; con las categor&#237;as de la CA fue CI (p = 0,01), donde el 11,1% (5) de los hombres con CA alterada present&#243; esta complicaci&#243;n durante los primeros 30 d&#237;as, incluida la hospitalizaci&#243;n. En el g&#233;nero femenino, lo mismo no se observ&#243;. Las incidencias de resultados cardiovasculares en relaci&#243;n con las categor&#237;as de la CA se presentan en la <xref ref-type="table" rid="esa08t2-body2">Tabla 2</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="esa08t2-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0399-00040-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Despu&#233;s del ajuste por las variables que mostraron valor de p &lt; 0,10 en el an&#225;lisis bivariado (sexo, HAS, tabaquismo, antecedentes familiares de cardiopatia isqu&#233;mica, angina e IC), s&#243;lo el sexo femenino (RC = 8,86; 95% IC:4,55-17,10; p &lt; 0,00), HAS (RC = 2,06; 95% IC:1,10-3,87; p = 0,02) y antecedentes familiares (RC = 2,10; 95% IC:1,17-3,74; p = 0,01) permanecieron asociados con los MACE. Estos datos se presentan en la <xref ref-type="table" rid="t3-body2">Tabla 3</xref>.</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0399-00040-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Cuando la CA fue evaluado como una variable continua, para ambos sexos, mediante la curva ROC, se observ&#243; una peque&#241;a &#225;rea bajo la curva (0,60), lo que demuestra la baja sensibilidad y especificidad. </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En este estudio, la gran mayor&#237;a de los pacientes que fueron hospitalizados por SCA eran hombres (75,3%), porcentajes similares (73,4%<sup>23</sup>; 60,8%<sup>24</sup>) se observa tambi&#233;n en otros estudios sobre este grupo de pacientes.</p>
      <p>La media de la CA encontrada en nuestro estudio, en el sexo masculino (96,62 cm &#177; 12,96) es similar a la de otras investigaciones que correlacionan la CA con riesgo cardiovascular (92,7 cm &#177; 12,96<sup>25</sup>; 93,3 cm &#177; 11,3<sup>26</sup>; 95,9 cm &#177; 9,8<sup>27</sup>), no obstante, la media de CA femenina (94,88 cm &#177; 15,11) qued&#243; por encima de lo observado en la literatura (84,1 cm &#177; 12,50<sup>25</sup>; 85,9 cm &#177; 12,00<sup>26</sup>; 82,4 &#177; 10,80<sup>27</sup>). Esta diferencia se debe probablemente al hecho de la mayor&#237;a de los estudios ser realizada con la poblaci&#243;n general para predecir riesgo cardiovascular y no por pacientes, tras un evento cardiovascular. Por lo tanto, los valores de CA fueron mayores en el sexo femenino (74,2%) con relaci&#243;n al sexo masculino (24,4%). Este predominio tambi&#233;n fue observado por Hauner et al<sup>12</sup> (41,5%; 36,4%) e Ingelsson et al<sup>5</sup> (67,0%; 49,5%). Sin embargo, Koutsovasilis et al<sup>28</sup> compararon un grupo control de pacientes que tuvieron el primer evento del SCA, encontraron asociaci&#243;n entre CA alterada y SAC en ambos sexos.</p>
      <p>Cuando la variable de g&#233;nero se incluy&#243; en el an&#225;lisis bivariado, se encontr&#243; que las mujeres con CA alterada tienen un mayor riesgo de MACE a los 30 d&#237;as (RC = 8,86; 95% IC:4,55-17,10; p &lt; 0,00). En la literatura, no hay estudios que correlacionan CA con resultados en 30 d&#237;as en pacientes con SCA. Bonarjee et al<sup>29</sup>, al evaluar la sobrevida a corto y largo plazo de pacientes con IAM, encontraron que las mujeres tienen un mayor riesgo de muerte por cualquier causa y por enfermedad cardiovascular, reinfarto y nueva hospitalizaci&#243;n para revascularizaci&#243;n (p &lt; 0.00). Sin embargo, Tarastchuk et al<sup>30</sup> encontraron asociaci&#243;n entre CA alterada (masculino 90 cm y femenino 80 cm) y resultados cardiacos, tras intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea, solamente en el sexo masculino.</p>
      <p>En cuanto a los factores de riesgo, no hay evidencias en la literatura que los hombres con CA alterada tienen mayores &#237;ndices de hipertensi&#243;n que las mujeres<sup>27,12,31</sup>. Tras el an&#225;lisis bivariado (RC = 2,06; 95% IC:1,10-3,87; p = 0,02), se observ&#243; el papel de la HAS como predictor de MACE en 30 d&#237;as. Investigaciones vienen demostrando que exceso de tejido adiposo es uno de los principales factores de riesgo asociados a la Hipertensi&#243;n<sup>4,32</sup>. En Brasil, un estudio muestra que para los hombres, el impacto de la obesidad abdominal sobre la hipertensi&#243;n arterial fue mayor que el impacto de la obesidad total, y que la CA es la &#250;nica medici&#243;n antropom&#233;trica que se relaciona con esta patolog&#237;a<sup>32</sup>. Todav&#237;a, hay evidencias de que pacientes hipertensos tienen mayores probabilidades de tener SCA<sup>28</sup> y MACE<sup>33</sup>.</p>
      <p>Otro factor de riesgo que se mostr&#243; asociaci&#243;n significativamente con CA alterada en los hombres fue antecedentes familiares precoces de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica (RC = 2,10; 95% IC:1,17-3,74; p = 0,01). Canoy et al<sup>27</sup> al realizar un estudio que eval&#250;a la relaci&#243;n entre la distribuci&#243;n de la grasa corporal y riesgo para EAC en hombres y mujeres, no encontraron asociaci&#243;n entre CA alterada y antecedentes familiares, en este caso, la &#250;nica medici&#243;n antropom&#233;trica que se mostr&#243; significativa fue la RCC. Tarastchuk et al<sup>30</sup> encontraron que un 43,8% de los pacientes tuvieron resultados tras intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea ten&#237;an antecedentes familiares de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica.</p>
      <p>El porcentaje de pacientes con CA alterada que presentaron uno de los MACE durante los 30 d&#237;as de seguimiento (un 16,4% hombres y un 2,0% mujeres), es similar al observado en un estudio de cohorte realizado con 6.364 individuos y en estudio aleatorizado con 456 pacientes tras intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea, donde un 5,7% presentaron alg&#250;n MACE en los primeros 30 d&#237;as de evoluci&#243;n<sup>34,35</sup>. </p>
      <p>La IC fue el &#250;nico desenlace cardiovascular que se asoci&#243; a CA alterada en los hombres (11,1%) durante los primeros 30 d&#237;as. No hay art&#237;culos publicados en la literatura que describen esta relaci&#243;n. Sin embargo, Pinheiro et al<sup>36</sup> encontraron que el 70% de las mujeres brasile&#241;as con CI hab&#237;a CA alterada, mientras que en los hombres la incidencia fue mucho menor (24,2%). Sin embargo, O'Meara et al<sup>37</sup> al comparar las caracter&#237;sticas de hombres y mujeres con IC, encontraron que la mayor&#237;a tiene sobrepeso y los hombres son m&#225;s propensos a tener IAM y muerte por enfermedad cardiovascular.</p>
      <p>
        <bold>Limitaciones del estudio</bold>
      </p>
      <p>Este es un estudio observacional con tiempo de seguimiento reducido, lo que podr&#237;a reducir las posibilidades de identificaci&#243;n de eventos adversos cardiovasculares y la potencia estad&#237;stica de las asociaciones. Otro aspecto a considerar es que los pacientes que no asistieron a la consulta de revisi&#243;n dentro de 30 d&#237;as, el seguimiento se llev&#243; a cabo por v&#237;a telef&#243;nica, as&#237; se aument&#243; la posibilidad de interpretaci&#243;n err&#243;nea de la informaci&#243;n y la imposibilidad de confirmar los datos. Aunque la cohorte completa se conformaba por 412 pacientes, se incluyeron en este an&#225;lisis a solamente 267. Este ocurri&#243; porque tuvimos la preocupaci&#243;n de excluir a aquellos individuos con m&#225;s de 65 a&#241;os de edad ya que estudios muestran que hay cambios en la distribuci&#243;n corporal de acuerdo con la edad, con la mayor acumulaci&#243;n en la regi&#243;n abdominal de adultos mayores.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En conclusi&#243;n, la muestra estudiada, la CA alterada no se asoci&#243; con MACE, en 30 d&#237;as de seguimiento, en pacientes con SCA. Los MACE se asociaron con el sexo femenino, hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica y antecedentes familiares de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica. </p>
      <p>Se hacen necesarias investigaciones adicionales que eval&#250;en el rol de los &#237;ndices antropom&#233;tricos, especialmente de la circunferencia abdominal, como un factor pron&#243;stico en el SCA.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de trabajo de conclusi&#243;n del curso de especializaci&#243;n de Priscilla de Souza, por <italic>Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia do Rio Grande do Sul</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Abdominal circumference as a predictor of 30-day outcome in acute coronary syndrome</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Abdominal circumference (WC) is the measure that correlates most closely with the risk factors and death from cardiovascular disease. However, the impact of obesity on the prognosis of patients with cardiovascular disease remains controversial and requires further clarification. OBJECTIVE: To evaluate WA as a predictor of 30-day outcome in patients who were hospitalized with acute coronary syndrome (ACS), in a referral hospital for the treatment of cardiovascular diseases. METHODS: Contemporary cohort 267 patients who were hospitalized for ACS and who were followed for 30 days after discharge, taking into account the major cardiovascular events - MACE - (death, reinfarction, rehospitalization for coronary artery bypass grafting procedures). In the first 24 hours of admission, patients answered a questionnaire and were subsequently measured for WC. The statistical analysis was performed with SPSS 17.0, using the chi-square test for categorical variables and Student t test for numerical variables, with significance level of p &lt; 0.05. The variables that had p &lt; 0.10 in the bivariate analysis were included in a logistic regression model to evaluate the WC role as an independent predictor of MACE. RESULTS: After multivariate analysis, only the female gender (OR = 8.86; 95% CI: 4.55-17. 10, p &lt; 0.00), hypertension (OR = 2.06; 95% CI: 1.10-3.87; p = 0.02) and family history of ischemic heart disease (OR = 2.10; 95% CI: 1.17-3.74; p = 0.01) remained associated with the MACE. CONCLUSION: In our study, the modified AC was not associated with increased incidence of MACE over the 30 days of follow-up.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Acute coronary syndrome</kwd>
        <kwd>abdominal circumference</kwd>
        <kwd>obesity</kwd>
        <kwd>risk factors</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Abdominal circumference as a predictor of 30-day outcome in acute coronary syndrome</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Priscilla Azambuja Lopes de Souza; Ana Paula Trussardi Fayh; Vera L&#250;cia Portal </bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/FUC (IC/FUC), Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Abdominal circumference (WC) is the measure that correlates most closely with the risk factors and death from cardiovascular disease. However, the impact of obesity on the prognosis of patients with cardiovascular disease remains controversial and requires further clarification. </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate WA as a predictor of 30-day outcome in patients who were hospitalized with acute coronary syndrome (ACS), in a referral hospital for the treatment of cardiovascular diseases.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Contemporary cohort 267 patients who were hospitalized for ACS and who were followed for 30 days after discharge, taking into account the major cardiovascular events - MACE - (death, reinfarction, rehospitalization for coronary artery bypass grafting procedures). In the first 24 hours of admission, patients answered a questionnaire and were subsequently measured for WC. The statistical analysis was performed with SPSS 17.0, using the chi-square test for categorical variables and Student t test for numerical variables, with significance level of p <underline>&lt;</underline> 0.05. The variables that had p &lt; 0.10 in the bivariate analysis were included in a logistic regression model to evaluate the WC role as an independent predictor of MACE. </p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> After multivariate analysis, only the female gender (OR = 8.86; 95% CI: 4.55-17. 10, p &lt; 0.00), hypertension (OR = 2.06; 95% CI: 1.10-3.87; p = 0.02) and family history of ischemic heart disease (OR = 2.10; 95% CI: 1.17-3.74; p = 0.01) remained associated with the MACE.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> In our study, the modified AC was not associated with increased incidence of MACE over the 30 days of follow-up. </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Acute coronary syndrome; abdominal circumference; obesity, risk factors.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Cardiovascular diseases (CVD) are responsible for 17 million deaths, about one third of annual deaths in the world<sup>1</sup>. In Rio Grande do Sul (RS), this trend is also observed<sup>2</sup>, especially in relation to coronary artery disease (CAD). </p>
      <p>Acute coronary syndrome (ACS) is characterized by a spectrum of clinical and laboratory manifestations of acute myocardial ischemia, and is classified in three ways: unstable angina (UA) and acute myocardial infarction (AMI) with and without ST-segment elevation<sup>3</sup>. </p>
      <p>Several studies demonstrate the relationship between obesity, especially abdominal obesity, and the development of cardiovascular diseases<sup>4-7</sup>. Patients who are overweight are at higher risk for developing CHD, mainly as a consequence of obesity-related conditions such as diabetes, hypertension and dislipidemia<sup>4</sup>. </p>
      <p>The risks associated with abdominal obesity are best identified by anthropometric variables that may reflect the distribution of body fat such as abdominal circumference (WC) and waist-hip ratio (WHR)<sup>8</sup>. These have shown a greater correlation with cardiovascular risk than overall obesity indicators such as body mass index (BMI)<sup>9,10</sup>. However, AC is the measure that correlates most closely with the risk factors and death from cardiovascular disease<sup>9,11,12</sup>. </p>
      <p>With regard to the prognosis of patients after cardiovascular events, the data are still controversial: most studies show an inverse association between overall obesity (the obesity paradox), mortality after AMI and percutaneous coronary intervention<sup>13,14</sup>. On the other hand, some studies show the direct relationship between obesity and major cardiovascular events - MACE - (death, reinfarction, rehospitalization for coronary artery bypass grafting procedures)<sup>15,16</sup> suggesting that abdominal obesity acts as a prognostic factor in short-and long-term in CVD. Patients with low BMI and increased AC would be part of the higher-risk group<sup>17</sup>. </p>
      <p>Although the association between excess body fat and cardiovascular risk in the general population is well established, the impact of obesity on the prognosis of patients with CVD remains controversial and requires further clarification. Therefore, this study aims to evaluate the abdominal circumference as a predictor of 30-day outcome in patients who were hospitalized with acute coronary syndrome in a referral hospital for the treatment of cardiovascular diseases, in Porto Alegre/RS. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Patients</bold>
      </p>
      <p>Contemporary cohort study with patients who were hospitalized for ACS from November 2006 to January 2008. The study was conducted from a pre-existing database containing 412 individuals. Out of these, all those older than 65 were excluded. The final sample consisted of 267 patients. This study was approved by the Ethics Committee of the Institution (UP 4173/08). </p>
      <p>The study included patients with diagnosis of ACS: acute myocardial infarction (AMI) with and without ST-segment elevation, unstable angina (UA) with electrocardiographic changes (ST segment depression greater than 1 mm in at least two leads, or T-wave inversion). </p>
      <p>As this is a cohort that also assesses the inflammatory response, the exclusion criteria were: presence of systemic inflammatory disease, malignant neoplasm diagnosed with or without treatment, HIV infection, recent or current use (less than one month) of anti-inflammatory drugs or corticosteroids, duration of ACS greater than 12 hours, absence of 12-hour fasting, age older than 65, and patient unable to or with any pathology preventing him/her to have anthropometric measures performed. </p>
      <p>
        <bold>Data collection procedure</bold>
      </p>
      <p>After having signed an informed consent form, approved by the Research Ethics Committee, the patients fasted for the performance of biochemical tests (total cholesterol, HDL-c, LDL-c, triglycerides and fasting glucose). They also answered a questionnaire where they reported age, sex, cardiovascular risk factors - physical inactivity, smoking, family history of ischemic heart disease, hypertension, obesity, diabetes, dyslipidemia, and alcohol use - and previous diseases. The anthropometric measurements (weight, height, and AC) were taken within the first 72 hours. </p>
      <p>Physical inactive patients were considered to be those who did not practice any regular physical activity (&lt; 3 times/week for at least 30 minutes)<sup>18</sup>. Those patients who were regular smokers were defined as smokers, and ex-smokers were those who had stopped smoking for at least one year. Family history of ischemic heart disease included those with first-degree male relative younger than 55 years, and younger than 65 years for females diagnosed with coronary artery disease or other atherosclerotic disease<sup>18</sup>. </p>
      <p>Hypertension was considered in those who had this diagnosis prior to admission and/or used anti-hypertensive drugs<sup>19</sup>. Dyslipidemia included those who had total cholesterol, triglycerides, LDL and HDL cholesterol values changed according to the IV Brazilian Guidelines on Dyslipidemia and Prevention of Atherosclerosis<sup>18</sup>. Individuals with a previous diagnosis of diabetes and/or those using anti-diabetes drugs were classified as patients with diabetes<sup>20</sup>. Regarding the use of alcohol, we used the recommendations of the V Brazilian Guidelines on Hypertension<sup>19</sup>. Regular use of alcohol was considered for those individuals who consumed up to 30 g ethanol/day for men and 15 g ethanol/day for women. </p>
      <p>Measurements of weight and height were made in Filizola anthropometric scale (maximum capacity of 150 kg and variation of 100 g) with attached stadiometer with the patient barefoot and wearing light clothing. The BMI was calculated by the weight (kg)/height<sup>2</sup> (m) ratio. Obese patients were considered those with BMI equal or higher than 30 kg/m<sup>2</sup>. </p>
      <p>AC was measured using a flexible anthropometric tape with precision of 0.1 cm at the midpoint between the iliac crest and the lower costal arch<sup>21</sup>. We used the cutoffs according to the NCEP-ATP III (men &gt; 102 cm and women &gt; 88 cm)<sup>22</sup>. </p>
      <p>All laboratory tests were collected in a single sample, with 12-hour fast within the first 24 hours from the onset of ischemic coronary event. The analysis was conducted in the clinical laboratory of the hospital. </p>
      <p>After discharge, telephone contacts were made and medical records were reviewed to search for MACE (death, reinfarction, rehospitalization for coronary artery bypass grafting procedures), and other complications such as heart failure (HF), arrhythmia and angina occurring within 30 days. </p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>The data were analyzed in the program Statistical Package for Social Sciences version 17.0 (SPSS Inc., Chicago, IL, USA, 2008) for Windows. The variables collected were presented descriptively, with mean and standard deviation for numerical variables and frequency (absolute and relative) for categorical variables. We used the chi-square test for categorical variables and Student t test for numerical variables. </p>
      <p>The variables that had p &lt; 0.10 in the bivariate analysis were included in a logistic regression model to evaluate the AC role as an independent predictor of clinical outcomes. We considered p values <underline>&lt;</underline> 0.05 statistically significant. </p>
      <p>Bivariate and multivariate logistic regression models were used to calculate the odds ratio (OR) and adjustments were made for the following variables: gender, hypertension (HBP), smoking, family history of ischemic heart disease, angina and heart failure. </p>
      <p>The ROC curve considered AC as a continuous variable. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Out of 267 patients evaluated, 75.3% (201) were male, of which 24.3% (49) had increased AC, while the percentage observed in females was 74.2% (49). The mean AC found in males was 96.6 cm &#177; 12.96 cm and in females, 94.8 &#177; 15.11 cm. </p>
      <p>The average age of men with AC changed was 55.0 &#177; 8.2 years and women 54.1 &#177; 6.91 years. No statistically significant differences were found among individuals with normal and increased AC in different genders. </p>
      <p>The general characteristics, according to the categories of abdominal circumference in different genders are shown in <xref ref-type="table" rid="en_aop03211tab01m-body3">Table 1</xref>. The percentages are according to the risk factor (AC). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop03211tab01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0399-00040-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Regarding the type of ACS, 38.8% (19) of male patients and 44.9% (22) of females with increased AC were hospitalized for AMI with no ST-segment elevation or UA and 61.2% (30) of men and 55.1% (27) of women for AMI with ST-segment elevation (p = 0.45; p = 0.68, respectively). </p>
      <p>There was no statistically significant difference between the previous diseases presented by the patients and the categories of AC in both sexes. </p>
      <p>As for the risk factors, there was a statistically significant difference for men with increased AC in relation to hypertension (p = 0.03), obesity (p = 0.00) and family history of ischemic heart disease (p = 0.01), while in women this difference was observed only for obesity (p = 0.00). </p>
      <p>Over the 30-day follow-up, 7.9% (21) of individuals had one MACE, and 16.4% (8) of men and 2% (1) of women had increased AC. The only outcome which correlated with categories of AC was HF (p = 0.01), where 11.1% (5) of men with increased AC had this complication over the first 30 days, including hospitalization. For females, the same was not observed. The incidences of cardiovascular outcomes in relation to the categories of AC are presented in <xref ref-type="table" rid="en_aop03211tab02m-body3">Table 2</xref>. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop03211tab02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0399-00040-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>After adjusting for those variables that showed p &lt; 0.10 in the bivariate analysis (gender, hypertension, smoking, family history of ischemic heart disease, angina, and HF), only the female gender (OR = 8.86; 95% CI: 4.55-17. 10, p &lt; 0.00), hypertension (OR = 2.06, 95% CI: 1.10-3.87, p = 0.02) and family history (OR = 2, 10, 95% CI: 1.17-3.74, p = 0.01) remained associated with the MACE. These data are shown in <xref ref-type="table" rid="tab3-body3">Table 3</xref>.</p>
      <table-wrap id="tab3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0399-00040-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>When the AC was evaluated as a continuous variable, for both sexes, using the ROC curve, we observed a small area under the curve (0.60), which demonstrates the low sensitivity and specificity. </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>In this study, the vast majority of patients who were hospitalized for ACS was male (75.3%), similar percentages (73.4<sup>23</sup>; 60.8<sup>24</sup>) are also observed in other studies on this group of patients. </p>
      <p>The average AC found in our study, in males (96.62 &#177; 12.96 cm) is similar to other studies that correlate AC with cardiovascular risk (92.7 &#177; 12.96<sup>25</sup> cm; 93.3 cm &#177; 11.3<sup>26</sup>; 95.9 cm &#177; 9.8<sup>27</sup>), however the average female AC (94.88 &#177; 15.11 cm) was significantly higher than that observed in the literature (84,1 cm &#177; 12,50<sup>25</sup>; 85,9 cm &#177; 12,00<sup>26</sup>; 82,4 &#177; 10,80<sup>27</sup>). This difference is probably due to the fact that most studies are conducted with the general population for predicting cardiovascular risk and not by patients after a cardiovascular event Thus, the values of changed CA were higher in females (74.2%) compared to males (24.4%). This predominance was also observed by Hauner et al<sup>12</sup> (41.5%/36.4%) and Ingelsson et al<sup>5</sup> (67.0%/49.5%). Koutsovasilis et al<sup>28</sup> compared a control group of patients who had the first event of ACS, and found an association between increased AC and ACS in both sexes. </p>
      <p>When the gender variable was included in the bivariate analysis, it was found that women with increased AC have increased risk of MACE in 30 days (RC = 8,86; 95% HF: 4,55-17,10; p &lt; 0,00). In the literature, there are no studies that correlate AC with outcomes in 30 days in patients with ACS. Bonarjee et al<sup>29</sup> evaluating short and long term survival of patients with AMI, found that women have a higher risk of death from any cause and from cardiovascular disease, re-AMI and rehospitalization for coronary artery bypass grafting (p &lt; 0.00). However, Tarastchuk et al<sup>30</sup> found an association between increased AC (male 90 cm and female 80 cm) and cardiac outcomes after percutaneous coronary intervention, only in males. </p>
      <p>As for the risk factors, there is evidence in the literature that men with increased AC have higher rates of hypertension than women<sup>27,12,31</sup>. After the bivariate analysis (OR=2.06; 95% HF: 1.10 to 3.87; p = 0.02), we observed the role of hypertension as a predictor of MACE in 30 days. Research has shown that excess fat tissue is a major risk factors associated with hypertension<sup>4,32</sup>. In Brazil, a study shows that for men, the impact of abdominal obesity on hypertension was greater than the impact of overall obesity, and that AC is the only anthropometric measure that relates to this pathology<sup>32</sup>. There is evidence that hypertensive patients have higher chances of having ACS<sup>28</sup> and MACE<sup>33</sup>. </p>
      <p>Another risk factor that was significantly associated with increased AC in men was family history of early ischemic heart disease (OR = 2.10; 95% CI: 1.17-3.74, p = 0.01). Canoy et al<sup>27 </sup>conducted a study evaluating the relationship between body fat distribution and risk of CHD in men and women, and found no association between increased CA and family history. In this case, the only significant anthropometric measure was WHR. Tarastchuk et al<sup>30</sup> found that 43.8% of patients WHO had outcomes after percutaneous coronary intervention had a family history of ischemic heart disease. </p>
      <p>The percentage of patients with increased AC who had one MACE over the 30-day follow-up (16.4% males and 2.0% females), is similar to that observed in a cohort study conducted with 6364 individuals and randomized study with 456 patients after percutaneous coronary intervention, where 5.7% presented some MACE in the first 30 days of follow-up<sup>34,35</sup>. </p>
      <p>HF was the only cardiovascular outcome associated with increased AC in men (11.1%) over the first 30 days. There are no published studies describing this relationship. However, Pinheiro et al<sup>36</sup> found that 70% of Brazilian women with HF had increased AC, while in men this incidence was much lower (24.2%). O'Meara et al<sup>37</sup> compared the characteristics of men and women with HF, and found that most are overweight and men are more likely to have AMI and death from cardiovascular disease. </p>
      <p>
        <bold>Limitations</bold>
      </p>
      <p>This is an observational study with reduced follow-up time, which could reduce the chance of identification of adverse cardiovascular events and statistical power of the associations. Another aspect to consider is that those patients who did not attend the medical appointment for review within 30 days were followed-up by telephone, which increased the chances of misinterpreting information and inability to confirm the data. Although the full cohort was composed of 412 patients, only 267 were included in this analysis. This was because we had the concern to exclude those individuals older than 65, since studies report changes in body distribution according to age, with higher accumulation in the abdominal region of the elderly. </p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>In conclusion, in the sample studied, increased AC was not associated with MACE in 30 days follow-up in patients with ACS. The MACE were associated with female gender, hypertension, and family history of ischemic heart disease. </p>
      <p>Additional research is needed to evaluate the role of anthropometric indices, especially abdominal circumference, as a prognostic factor in ACS. </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
