<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">RbjMQRgfVjnDwvqv7TynQ6t</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000500007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600507</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000038</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Precis&#227;o do aparelho Omron HEM-705 CP na medida de press&#227;o arterial em grandes estudos epidemiol&#243;gicos</article-title>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>05</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>393</fpage>
      <lpage>398</lpage>
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          <day>07</day>
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          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>30</day>
          <month>11</month>
          <year>2010</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A medida precisa da press&#227;o arterial (PA) &#233; de grande import&#226;ncia na pesquisa da hipertens&#227;o. No contexto de estudos cl&#237;nicos e epidemiol&#243;gicos, dispositivos oscilom&#233;tricos frequentemente oferecem importantes vantagens para superar algumas das limita&#231;&#245;es do m&#233;todo auscultat&#243;rio. Embora sua acur&#225;cia tenha sido avaliada em estudos m&#250;ltiplos no ambiente cl&#237;nico, h&#225; pouca evid&#234;ncia de seu desempenho em grandes estudos epidemiol&#243;gicos. OBJETIVO: Avaliamos a precis&#227;o do Omron HEM-705-CP, um dispositivo autom&#225;tico para medida de PA, quando comparado com o m&#233;todo padr&#227;o auscultat&#243;rio com esfigmoman&#244;metro de merc&#250;rio em um grande estudo de coorte. M&#201;TODOS: Tr&#234;s medidas auscultat&#243;rias foram obtidas, seguidas por duas mensura&#231;&#245;es com o dispositivo Omron em 1.084 indiv&#237;duos. O vi&#233;s foi estimado como a m&#233;dia de duas medidas pelo dispositivo Omron menos a m&#233;dia das duas &#250;ltimas medidas auscultat&#243;rias, com seus correspondentes limites de concord&#226;ncia (LC) de 95%. RESULTADOS: O dispositivo Omron superestimou a press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) por 1,8 mmHg (LC:-10,1, 13,7) e subestimou a press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD) por 1,6 mmHg (LC:-12,3, 9,2). O vi&#233;s foi significantemente maior em homens. O vi&#233;s na PAS aumentou com a idade e diminuiu com o n&#237;vel da PA, enquanto o vi&#233;s na PAD diminuiu com a idade e aumentou com o n&#237;vel da PA. A sensibilidade e a especificidade do dispositivo Omron para detectar hipertens&#227;o foram 88,2% e 98,6%, respectivamente. O uso das medidas do dispositivo Omron resultou em vi&#233;s m&#237;nimo na estimativa dos efeitos de v&#225;rios fatores. CONCLUS&#195;O: Nossos resultados demonstraram que o dispositivo Omron HEM-705-CP pode ser utilizado para medir a PA em grandes estudos epidemiol&#243;gicos sem comprometer a validade do estudo ou sua precis&#227;o.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Press&#227;o arterial</kwd>
        <kwd>equipamentos de medi&#231;&#227;o</kwd>
        <kwd>ensaios cl&#237;nicos</kwd>
        <kwd>estudos epidemiol&#243;gicos</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>01</day>
        <month>04</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Precis&#227;o do aparelho Omron HEM-705 CP na medida de press&#227;o arterial em grandes estudos epidemiol&#243;gicos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Lina M. Vera-Cala<sup>I</sup>; Myriam Orostegui<sup>I</sup>; Laura I. Valencia-Angel<sup>I</sup>; Nahyr L&#243;pez<sup>I</sup>; Leonelo E. Bautista<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Departamento de Salud P&#250;blica, Universidad Industrial de Santander, Bucaramanga, Colombia </p>
    <p><sup>II</sup>Department of Population Health Sciences, University of Wisconsin, Medical School, Madison - USA</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="endb">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A medida precisa da press&#227;o arterial (PA) &#233; de grande import&#226;ncia na pesquisa da hipertens&#227;o. No contexto de estudos cl&#237;nicos e epidemiol&#243;gicos, dispositivos oscilom&#233;tricos frequentemente oferecem importantes vantagens para superar algumas das limita&#231;&#245;es do m&#233;todo auscultat&#243;rio. Embora sua acur&#225;cia tenha sido avaliada em estudos m&#250;ltiplos no ambiente cl&#237;nico, h&#225; pouca evid&#234;ncia de seu desempenho em grandes estudos epidemiol&#243;gicos. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliamos a precis&#227;o do Omron HEM-705-CP, um dispositivo autom&#225;tico para medida de PA, quando comparado com o m&#233;todo padr&#227;o auscultat&#243;rio com esfigmoman&#244;metro de merc&#250;rio em um grande estudo de coorte. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Tr&#234;s medidas auscultat&#243;rias foram obtidas, seguidas por duas mensura&#231;&#245;es com o dispositivo Omron em 1.084 indiv&#237;duos. O vi&#233;s foi estimado como a m&#233;dia de duas medidas pelo dispositivo Omron menos a m&#233;dia das duas &#250;ltimas medidas auscultat&#243;rias, com seus correspondentes limites de concord&#226;ncia (LC) de 95%. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> O dispositivo Omron superestimou a press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) por 1,8 mmHg (LC:-10,1, 13,7) e subestimou a press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD) por 1,6 mmHg (LC:-12,3, 9,2). O vi&#233;s foi significantemente maior em homens. O vi&#233;s na PAS aumentou com a idade e diminuiu com o n&#237;vel da PA, enquanto o vi&#233;s na PAD diminuiu com a idade e aumentou com o n&#237;vel da PA. A sensibilidade e a especificidade do dispositivo Omron para detectar hipertens&#227;o foram 88,2% e 98,6%, respectivamente. O uso das medidas do dispositivo Omron resultou em vi&#233;s m&#237;nimo na estimativa dos efeitos de v&#225;rios fatores. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Nossos resultados demonstraram que o dispositivo Omron HEM-705-CP pode ser utilizado para medir a PA em grandes estudos epidemiol&#243;gicos sem comprometer a validade do estudo ou sua precis&#227;o. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Press&#227;o arterial, equipamentos de medi&#231;&#227;o, ensaios cl&#237;nicos, estudos epidemiol&#243;gicos. </p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A medida precisa da press&#227;o arterial &#233; de grande import&#226;ncia na pesquisa da hipertens&#227;o. Embora o m&#233;todo auscultat&#243;rio com esfigmoman&#244;metro tenha sido o padr&#227;o de ouro para a medida de press&#227;o h&#225; mais de um s&#233;culo, a t&#233;cnica tem importantes limita&#231;&#245;es no contexto de estudos epidemiol&#243;gicos e cl&#237;nicos<sup>1-3</sup>. Primeiramente, o treinamento e a certifica&#231;&#227;o de examinadores para medir a press&#227;o arterial s&#227;o tarefas complexas e que demandam tempo. Segundo, a acur&#225;cia do m&#233;todo pode ser comprometida por vi&#233;s do examinador, particularmente a prefer&#234;ncia por d&#237;gitos terminais. Terceiro, existe um potencial para contamina&#231;&#227;o ambiental devido a derrames de merc&#250;rio. Aparelhos autom&#225;ticos de medida de press&#227;o tem sido desenvolvidos como forma de superar algumas das limita&#231;&#245;es do m&#233;todo auscultat&#243;rio. Particularmente, aparelhos oscilom&#233;tricos oferecem importantes vantagens em grandes estudos porque s&#227;o baratos, requerem pouco treinamento para uso, n&#227;o usam merc&#250;rio e limitam o potencial para vi&#233;s do examinador. Contudo, o desempenho dos aparelhos oscilom&#233;tricos tem sido vari&#225;vel, e &#233; sabido que cada aparelho deve ser avaliado no contexto e popula&#231;&#227;o nos quais ser&#225; utilizado<sup>1-5</sup>. A acur&#225;cia dos aparelhos oscilom&#233;tricos foi avaliada em m&#250;ltiplos estudos no ambiente cl&#237;nico, mas h&#225; poucas evid&#234;ncias de seu desempenho em grandes estudos epidemiol&#243;gicos. </p>
    <p>O objetivo deste estudo foi avaliar a acur&#225;cia do aparelho oscilom&#233;trico Omron HEM-705 VP comparado ao m&#233;todo auscultat&#243;rio com esfigmoman&#244;metro no contexto de um grande estudo epidemiol&#243;gico. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Este estudo foi aninhado no estudo <italic>Incidence of Cardiovascular Diseases and their Risk Factors </italic>(INEFAC), um estudo de coorte em uma amostragem aleat&#243;ria de indiv&#237;duos de 15 a 64 anos de idade de Bucaramanga, Colombia (n = 1.634). Utilizamos dados de 1.084 indiv&#237;duos com uma circunfer&#234;ncia de bra&#231;o entre 25 e 32 cm que completaram uma primeira avalia&#231;&#227;o de acompanhamento (&#8776;6 anos) e tiveram tanto medidas auscultat&#243;rias quanto oscilom&#233;tricas da press&#227;o arterial. </p>
    <p>As medidas de press&#227;o arterial foram feitas entre 6 e 9 horas da manh&#227; e os participantes abstiveram-se de fumar e se exercitar nas 12 horas anteriores ao exame. De acordo com as diretrizes da American Heart Association<sup>6</sup>, todas as medidas foram obtidas ap&#243;s 5 minutos de descanso, com o participante confortavelmente sentado, com os p&#233;s retos apoiados no ch&#227;o e as costas e bra&#231;o apoiados, e com a fossa antecubital ao n&#237;vel do cora&#231;&#227;o. A m&#225;xima insufla&#231;&#227;o do manguito foi calculada adicionando-se 30 mmHg &#224; press&#227;o de oblitera&#231;&#227;o do pulso, e o manguito foi esvaziado a uma taxa constante de 2 a 4 mm por segundo. Todos os examinadores receberam 40 horas de treinamento no in&#237;cio do estudo e foram certificados a cada 3-4 meses. Eles foram supervisionados de perto por um m&#233;dico treinado para assegurar a ader&#234;ncia ao protocolo de estudo. Os dados de press&#227;o arterial foram analisados periodicamente para controle de qualidade e para detectar e corrigir potenciais desvios de protocolo. Dois examinadores independentes fizeram medidas auscultat&#243;rias de press&#227;o arterial em cada participante, seguido por duas medidas adicionais com o Omron HEM-705 CP tiradas por um terceiro examinador. A m&#233;dia das duas &#250;ltimas medidas auscultat&#243;rias e as duas medidas oscilom&#233;tricas foram usadas na an&#225;lise. </p>
    <p>A acur&#225;cia do aparelho oscilom&#233;trico foi avaliada usando-se os crit&#233;rios de protocolo definidos pela <italic>British Hypertension Society</italic> (BHS)<sup>2,4</sup> e a <italic>American Association for the Advancement of Medical Instrumentation </italic>(AAMI)<sup>2,7</sup> para valida&#231;&#227;o de aparelhos medidores de press&#227;o arterial. O vi&#233;s foi estimado como a m&#233;dia das duas medidas de aparelho Omron HEM-705 CP menos a m&#233;dia das duas &#250;ltimas medidas auscultat&#243;rias, com seus correspondentes limites de concord&#226;ncia (LC), como definido por Bland e Altman<sup>8</sup>. Tamb&#233;m calculamos o tamanho do vi&#233;s em grupos de participantes definidos pelas caracter&#237;sticas conhecidas por estarem associadas &#224; press&#227;o arterial (sexo, idade, &#237;ndice de massa corporal) e utilizamos curvas ROC para estimar a validade do Omron HEM-705 CP na identifica&#231;&#227;o dos participantes com hipertens&#227;o (press&#227;o arterial sist&#243;lica <underline>&gt;</underline> 140 mmHg ou press&#227;o arterial diast&#243;lica <underline>&gt;</underline> 90 mmHg). Finalmente, utilizamos regress&#227;o linear e log&#237;stica para estimar e comparar a magnitude dos efeitos da idade, sexo e &#237;ndice de massa corporal na press&#227;o arterial e hipertens&#227;o, ao usar medidas oscilom&#233;tricas e auscultat&#243;rias. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Em geral pouco mais de um ter&#231;o dos participantes eram homens (n = 372; <xref ref-type="table" rid="tab1">Tabela 1</xref>) e a idade m&#233;dia era de 42,5 anos (intervalo de confian&#231;a de 95% - IC95%: 41,7 43,3). As press&#245;es arteriais m&#233;dias sist&#243;lica e diast&#243;lica medidas com o m&#233;todo auscultat&#243;rio foram 117,4 (IC95%: 116,2, 118,5) e 75.2 (IC95%: 74,6, 75,8) mmHg respectivamente. Um total de 199 indiv&#237;duos (18,4%; IC95%: 16,0, 20,7) eram hipertensos (sist&#243;lica <underline>&gt;</underline> 140 e/ou diast&#243;lica <underline>&gt;</underline> 90 mmHg ou tomando medicamentos anti-hipertensivos); 114 (10,5%) estavam recebendo medicamento anti-hipertensivos; e 149 (13,7%) apresentaram valores de press&#227;o arterial dentro do intervalo hipertensivo. As m&#233;dias do &#237;ndice de massa corporal, da circunfer&#234;ncia da cintura e da circunfer&#234;ncia do quadril foram 24,8 kg/m<sup>2</sup>, 77,0 cm e 95,5 cm, respectivamente. </p>
    <table-wrap id="tab1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A diferen&#231;a entre os valores de press&#227;o arterial oscilom&#233;trica e auscultat&#243;ria foi <underline>&lt;</underline> 15 mmHg em 97,5% das vezes para sist&#243;lica e 99,5% das vezes para a press&#227;o arterial diast&#243;lica; <underline>&lt;</underline> 10 mmHg em 90,6% das vezes para sist&#243;lica e em 93,5% das vezes para press&#227;o arterial diast&#243;lica; e <underline>&lt;</underline> 5 mmHg em 64,0% das vezes para sist&#243;lica e 63,7% das vezes para press&#227;o arterial diast&#243;lica. A m&#233;dia para as medidas oscilom&#233;tricas de press&#227;o arterial sist&#243;lica (119,2 mmHg) foi 1,8 mmHg mais alta que a m&#233;dia das medidas auscultat&#243;rias (117,4 mmHg; p &lt; 0,001; <xref ref-type="table" rid="tab2">Tabela 2</xref>). Ao contr&#225;rio, a m&#233;dia das medidas oscilom&#233;tricas da press&#227;o arterial diast&#243;lica (73,7 mmHg) foi 1,6 mmHg mais baixa que a m&#233;dia das medidas auscultat&#243;rias (75,2 mmHg; p &lt; 0,001). A diferen&#231;a entre as medidas de press&#227;o arterial sist&#243;lica pelos dois m&#233;todos para cada indiv&#237;duo foi plotada versus sua m&#233;dia na <xref ref-type="fig" rid="aop03111fig01m">Figura 1A</xref><sup>9</sup>. Esta figura mostra que tanto a variabilidade quanto o tamanho do vi&#233;s n&#227;o tinham rela&#231;&#227;o com a m&#233;dia da press&#227;o arterial sist&#243;lica. Al&#233;m disso, de acordo com os limites de concord&#226;ncia estimados, em 95% das vezes as diferen&#231;as entre as medidas futuras com os dois m&#233;todos em um novo indiv&#237;duo ficar&#225; entre -10,1 e 13,7 mmHg. De forma similar, a <xref ref-type="fig" rid="aop03111fig01b">Figura 1B</xref> n&#227;o mostra um padr&#227;o no tamanho e variabilidade do vi&#233;s nos valores da press&#227;o arterial diast&#243;lica como relacionado &#224;s m&#233;dias dos dois m&#233;todos. Al&#233;m disso, 95% das diferen&#231;as entre os futuros pares de medidas de press&#227;o arterial diast&#243;lica utilizando os dois m&#233;todos devem ficar no intervalo de -12,3 a 9,6 mmHg. </p>
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    </p>
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    </p>
    <table-wrap id="tab2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>O vi&#233;s nas medidas oscilom&#233;tricas foi aproximadamente 1 mmHg maior nos homens que nas mulheres, tanto para a press&#227;o arterial diast&#243;lica quanto para sist&#243;lica (<xref ref-type="table" rid="aop03111tab03m">Tabela 3</xref>). O vi&#233;s na press&#227;o arterial sist&#243;lica tamb&#233;m pareceu aumentar com a idade, mas n&#227;o houve um padr&#227;o claro relacionado &#224; idade para o vi&#233;s na press&#227;o arterial diast&#243;lica. Da mesma forma, o vi&#233;s aumentou significativamente com o &#237;ndice de massa corporal para a sist&#243;lica, mas n&#227;o para a press&#227;o arterial diast&#243;lica. Finalmente, o vi&#233;s na press&#227;o arterial sist&#243;lica diminuiu, enquanto o vi&#233;s na press&#227;o arterial diast&#243;lica diminuiu com os quintis dos valores de press&#227;o arterial correspondentes. </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop03111tab03m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Quando comparado com o m&#233;todo auscultat&#243;rio, o aparelho Omron HEM-705 CP apresentou uma sensibilidade de 81,9% (IC95%: 74,7, 87,8) e uma especificidade de 97,6% (IC95%: 96,4, 98,4) para detectar indiv&#237;duos com valores de press&#227;o arterial dentro do intervalo hipertensivo (press&#227;o arterial sist&#243;lica <underline>&gt;</underline> 140 mmHg e/ou press&#227;o arterial diast&#243;lica <underline>&gt;</underline> 90 mmHg). A sensibilidade e especificidade para detectar indiv&#237;duos com hipertens&#227;o (valores de press&#227;o arterial dentro do intervalo hipertensivo e/ou recebendo tratamento farmacol&#243;gico) foram 88,2% (IC95%: 82,8, 92,4) e 98,6% (IC95%: 97,6, 99,30), respectivamente. Al&#233;m disso, a propor&#231;&#227;o de indiv&#237;duos corretamente classificados de acordo com o seu estado hipertensivo, com base somente nos valores de press&#227;o arterial, foi de 95,2%, e a &#225;rea sob a curva ROC foi de 0,89 (IC95%: 0,86 a 0,92). </p>
    <p>Ao utilizar medidas obtidas com o aparelho Omron HEM 705 CP, quando comparado com o m&#233;todo auscultat&#243;rio, os resultados apresentaram leve vi&#233;s, mas foram similarmente precisos na estimativa dos efeitos da idade, sexo e &#237;ndice de massa corporal na press&#227;o arterial (<xref ref-type="table" rid="tab4">Tabela 4</xref>). Quando as press&#245;es arteriais diast&#243;lica e sist&#243;lica foram usadas como vari&#225;veis cont&#237;nuas em um modelo de regress&#227;o linear, o vi&#233;s no efeito nas vari&#225;veis citadas acima foi sempre menor que 2 mmHg. Da mesma forma, um modelo de regress&#227;o log&#237;stica com hipertens&#227;o como desfecho, mostrou que o vi&#233;s nas estimativas dos <italic>odds ratios</italic> para estas vari&#225;veis era <underline>&lt;</underline> 6%. Al&#233;m disso, os intervalos de confian&#231;a para as estimativas dos efeitos destas vari&#225;veis apresentaram amplitude similar para as medidas auscultat&#243;rias e oscilom&#233;tricas. </p>
    <table-wrap id="tab4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o </bold>
    </p>
    <p>Nossos resultados mostram que o aparelho Omron HEM 705 CP superestimou a press&#227;o arterial sist&#243;lica em 1,8 mmHg e subestimou a press&#227;o diast&#243;lica em 1,6 mmHg quando comparadas com o m&#233;todo auscultat&#243;rio usando um esfigmoman&#244;metro de merc&#250;rio. Embora sejam estatisticamente significantes, essas diferen&#231;as s&#227;o muito pequenas e devem ter pequeno impacto no ambiente cl&#237;nico ou nos estudos epidemiol&#243;gicos. Nossos resultados s&#227;o consistentes com os outros estudos<sup>10,11</sup>, mas n&#227;o todos os estudos de outros aparelhos Omron<sup>12-15</sup>. Tamb&#233;m observamos que o HEM-705 CP se qualifica como dispositivo grau A para medidas de press&#227;o arterial, de acordo com o crit&#233;rio de protocolo BHS<sup>1,2</sup>. Este achado &#233; consistente com aqueles de estudos pr&#233;vios deste aparelho, conduzidos em ambiente cl&#237;nico com grupos selecionados de pacientes<sup>16-18</sup>. </p>
    <p>Estudos pr&#233;vios do aparelho Omron HEM-705 CP n&#227;o reportaram como o vi&#233;s nas medidas de press&#227;o arterial estava relacionado &#224;s caracter&#237;sticas dos pacientes. Neste estudo observamos que o vi&#233;s nas medidas de press&#227;o arterial sist&#243;lica foi maior nos homens que nas mulheres, aumentou com a idade e com o &#237;ndice de massa corporal, mas diminuiu com n&#237;veis maiores de press&#227;o arterial sist&#243;lica. Em contraste, o vi&#233;s nas medidas de press&#227;o arterial diast&#243;lica foi maior nos homens, mas n&#227;o estava associado &#224; idade ou &#237;ndice de massa corporal, e diminuiu com n&#237;veis maiores de press&#227;o arterial diast&#243;lica. Apesar do padr&#227;o sistem&#225;tico nos erros do Omron HEM-705 CP, a magnitude do vi&#233;s foi pequena, menor que 3 mmHg para quase todos os grupos de pacientes. Embora outros aparelhos tenham mostrado um incremento no tamanho do vi&#233;s em indiv&#237;duos obesos, tanto para a press&#227;o arterial sist&#243;lica quanto diast&#243;lica<sup>10</sup>, nossos resultados somente suportam este incremento para a press&#227;o arterial sist&#243;lica. </p>
    <p>De acordo com nossos resultados, ao utilizar o Omron HEM-705 CP, pode-se identificar corretamente 88% de todos os indiv&#237;duos com hipertens&#227;o e 99% daqueles sem hipertens&#227;o. Na maior parte das popula&#231;&#245;es ocidentais, a preval&#234;ncia da hipertens&#227;o varia de 20% a 30%. A utiliza&#231;&#227;o do Omron HEM-705 CP neste contexto resultar&#225; em uma ligeira subestima&#231;&#227;o da preval&#234;ncia de hipertens&#227;o (18,4% se a preval&#234;ncia real for 20% e 27,1% se a preval&#234;ncia real for 30%). Mais importante, a utiliza&#231;&#227;o do Omron HEM-705 CP resultar&#225; em um vi&#233;s pequeno nas estimativas dos efeitos dos fatores de risco relacionados &#224; press&#227;o arterial e hipertens&#227;o. Particularmente, o grau de vi&#233;s nas estimativas dos o<italic>dd ratios</italic> para fatores de risco conhecidos provavelmente seria menor que a varia&#231;&#227;o tradicional de 10% nas estimativas usadas para identificar importantes confundidores<sup>19</sup>. </p>
    <p>Em conclus&#227;o, nossos resultados mostram que o aparelho Omron HEM-705 CP pode ser usado para medir a press&#227;o arterial e detectar a hipertens&#227;o em grandes estudos epidemiol&#243;gicos sem comprometer a validade ou precis&#227;o do estudo. </p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>&#192; COLCIENCIAS e Universidad Industrial de Santander pelo apoio financeiro para conduzir o estudo INEFAC. </p>
    <p>
      <fn id="endb" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Lina Vera-Cala </p>
        <p> 610 Walnut Street, 636 WARF - Walnut Street </p>
        <p> USA - Madison - Wisconsin </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="veracala@wisc.edu">veracala@wisc.edu</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 17/02/10; revisado recebido em 07/10/10; aceito em 30/11/10. </p>
  </body>
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      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La medida precisa de la presi&#243;n arterial (PA) es de gran importancia en la investigaci&#243;n de la hipertensi&#243;n. En el contexto de estudios cl&#237;nicos y epidemiol&#243;gicos, dispositivos oscilom&#233;tricos frecuentemente ofrecen importantes ventajas para superar algunas de las limitaciones del m&#233;todo auscultatorio. Aunque su precisi&#243;n haya sido evaluada en estudios m&#250;ltiples en el ambiente cl&#237;nico, hay poca evidencia de su desempe&#241;o en grandes estudios epidemiol&#243;gicos. OBJETIVO: Evaluamos la precisi&#243;n del Omron HEM-705-CP, un dispositivo autom&#225;tico para medida de PA, cuando fue comparado con el m&#233;todo est&#225;ndar auscultatorio con esfigmoman&#243;metro de mercurio, en un gran estudio de cohorte. M&#201;TODOS: Tres medidas auscultatorias fueron obtenidas, seguidas por dos mediciones con el dispositivo Omron en 1.084 individuos. El sesgo fue estimado como la media de dos medidas por el dispositivo Omron menos la media de las dos &#250;ltimas medidas auscultatorias, con sus correspondientes l&#237;mites de concordancia (LC) de 95%. RESULTADOS: El dispositivo Omron superestim&#243; la presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS) por 1,8 mmHg (LC:-10,1, 13,7) y subestim&#243; la presi&#243;n arterial diast&#243;lica (PAD) por 1,6 mmHg (LC:-12,3, 9,2). El sesgo fue significantemente mayor en hombres. El sesgo en la PAS aument&#243; con la edad y disminuy&#243; con el nivel de la PA, mientras que el sesgo en la PAD disminuy&#243; con la edad y aument&#243; con el nivel de la PA. La sensibilidad y la especificidad del dispositivo Omron para detectar hipertensi&#243;n fueron 88,2% y 98,6%, respectivamente. El uso de las medidas del dispositivo Omron result&#243; en sesgo m&#237;nimo en los estimados de los efectos de varios factores. CONCLUSI&#211;N: Nuestros resultados demostraron que el dispositivo Omron HEM-705-CP puede ser utilizado para medir la PA en grandes estudios epidemiol&#243;gicos sin comprometer la validez del estudio o su precisi&#243;n. (Arq Bras Cardiol 2011;96(5):393-398)</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Presi&#243;n arterial</kwd>
        <kwd>equipamientos de medici&#243;n</kwd>
        <kwd>ensayos cl&#237;nicos</kwd>
        <kwd>estudios epidemiol&#243;gicos</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p><undefined id="topo-body2"/>Precisi&#243;n del aparato Omron HEM-705 CP en la medida de presi&#243;n arterial en grandes estudios epidemiol&#243;gicos</p>
      <p>
        <bold>Lina M. Vera-Cala<sup>I,II</sup>, Myriam Orostegui<sup>I</sup>, Laura I. Valencia-Angel<sup>I</sup>, Nahyr L&#243;pez<sup>I</sup>, Leonelo E. Bautista<sup>II</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Departamento de Salud P&#250;blica, Universidad Industrial de Santander, Bucaramanga - Colombia</p>
      <p><sup>II</sup>Department of Population Health Sciences, University of Wisconsin, School of Medicine and Public Health, Madison - USA</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La medida precisa de la presi&#243;n arterial (PA) es de gran importancia en la investigaci&#243;n de la hipertensi&#243;n. En el contexto de estudios cl&#237;nicos y epidemiol&#243;gicos, dispositivos oscilom&#233;tricos frecuentemente ofrecen importantes ventajas para superar algunas de las limitaciones del m&#233;todo auscultatorio. Aunque su precisi&#243;n haya sido evaluada en estudios m&#250;ltiples en el ambiente cl&#237;nico, hay poca evidencia de su desempe&#241;o en grandes estudios epidemiol&#243;gicos.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluamos la precisi&#243;n del Omron HEM-705-CP, un dispositivo autom&#225;tico para medida de PA, cuando fue comparado con el m&#233;todo est&#225;ndar auscultatorio con esfigmoman&#243;metro de mercurio, en un gran estudio de cohorte.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Tres medidas auscultatorias fueron obtenidas, seguidas por dos mediciones con el dispositivo Omron en 1.084 individuos. El sesgo fue estimado como la media de dos medidas por el dispositivo Omron menos la media de las dos &#250;ltimas medidas auscultatorias, con sus correspondientes l&#237;mites de concordancia (LC) de 95%.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> El dispositivo Omron superestim&#243; la presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS) por 1,8 mmHg (LC:-10,1, 13,7) y subestim&#243; la presi&#243;n arterial diast&#243;lica (PAD) por 1,6 mmHg (LC:-12,3, 9,2). El sesgo fue significantemente mayor en hombres. El sesgo en la PAS aument&#243; con la edad y disminuy&#243; con el nivel de la PA, mientras que el sesgo en la PAD disminuy&#243; con la edad y aument&#243; con el nivel de la PA. La sensibilidad y la especificidad del dispositivo Omron para detectar hipertensi&#243;n fueron 88,2% y 98,6%, respectivamente. El uso de las medidas del dispositivo Omron result&#243; en sesgo m&#237;nimo en los estimados de los efectos de varios factores.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Nuestros resultados demostraron que el dispositivo Omron HEM-705-CP puede ser utilizado para medir la PA en grandes estudios epidemiol&#243;gicos sin comprometer la validez del estudio o su precisi&#243;n. (Arq Bras Cardiol 2011;96(5):393-398)</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Presi&#243;n arterial, equipamientos de medici&#243;n, ensayos cl&#237;nicos, estudios epidemiol&#243;gicos.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La medida precisa de la presi&#243;n arterial es de grande importancia en la investigaci&#243;n de la hipertensi&#243;n. Aunque el m&#233;todo auscultatorio con esfigmoman&#243;metro haya sido el <italic>gold standard</italic> para la medida de presi&#243;n hace m&#225;s de un siglo, la t&#233;cnica tiene importantes limitaciones en el contexto de estudios epidemiol&#243;gicos y cl&#237;nicos<sup>1-3</sup>. Primero, el entrenamiento y la certificaci&#243;n de examinadores para medir la presi&#243;n arterial son tareas complexas y que demandan tiempo. Segundo, la precisi&#243;n del m&#233;todo puede ser comprometida por sesgo del examinador, particularmente la preferencia por d&#237;gitos terminales. Tercero, existe un potencial para contaminaci&#243;n ambiental debido a derrames de mercurio. Aparatos autom&#225;ticos de medida de presi&#243;n han sido desarrollados como forma de superar algunas de las limitaciones del m&#233;todo auscultatorio. Particularmente, aparatos oscilom&#233;tricos ofrecen importantes ventajas en grandes estudios porque son baratos, requieren poco entrenamiento para su uso, no usan mercurio y limitan el potencial para sesgo del examinador. Con todo, el desempe&#241;o de los aparatos oscilom&#233;tricos ha sido variable, y es sabido que cada aparato debe ser evaluado en el contexto y poblaci&#243;n en los cuales ser&#225; utilizado<sup>1-5</sup>. La precisi&#243;n de los aparatos oscilom&#233;tricos fue evaluada en m&#250;ltiples estudios en el ambiente cl&#237;nico, pero hay pocas evidencias de su desempe&#241;o en grandes estudios epidemiol&#243;gicos. </p>
      <p>El objetivo de este estudio fue evaluar la precisi&#243;n del aparato oscilom&#233;trico Omron HEM-705 VP comparado al m&#233;todo auscultatorio con esfigmoman&#243;metro en el contexto de un gran estudio epidemiol&#243;gico.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Este estudio fue anidado en el estudio <italic>Incidence of Cardiovascular Diseases and their Risk Factors </italic>(INEFAC), un estudio de cohorte en una muestra aleatoria de individuos de 15 a 64 a&#241;os de edad de Bucaramanga, Colombia (n = 1.634). Utilizamos datos de 1.084 individuos con una circunferencia de brazo entre 25 y 32 cm que completaron una primera evaluaci&#243;n de control (&#8776; 6 a&#241;os) y tuvieron tanto medidas auscultatorias como oscilom&#233;tricas de la presi&#243;n arterial. </p>
      <p>Las medidas de presi&#243;n arterial fueron hechas entre 6 y 9 horas de la ma&#241;ana y los participantes se abstuvieron de fumar y de ejercitarse en las 12 horas anteriores al examen. De acuerdo con las directrices de la <italic>American Heart Association</italic><sup>6</sup>, todas las medidas fueron obtenidas despu&#233;s de 5 minutos de descanso, con el participante confortablemente sentado, con los pies rectos apoyados en el piso y la espalda y brazo apoyados, y con la fosa antecubital al nivel del coraz&#243;n. La m&#225;xima insuflaci&#243;n del manguito fue calculada adicionando 30 mmHg a la presi&#243;n de obliteraci&#243;n del pulso, y el manguito fue vaciado a una tasa constante de 2 a 4 mm por segundo. Todos los examinadores recibieron 40 horas de entrenamiento al comienzo del estudio y fueron certificados cada 3-4 meses. Fueron supervisados de cerca por un m&#233;dico entrenado para asegurar la adherencia al protocolo de estudio. Los datos de presi&#243;n arterial fueron analizados peri&#243;dicamente para control de calidad y para detectar y corregir potenciales desv&#237;os de protocolo. Dos examinadores independientes hicieron medidas auscultatorias de presi&#243;n arterial en cada participante, seguido por dos medidas adicionales con el Omron HEM-705 CP hechas por un tercer examinador. La media de las dos &#250;ltimas medidas auscultatorias y las dos medidas oscilom&#233;tricas fue usada en el an&#225;lisis.</p>
      <p>La precisi&#243;n del aparato oscilom&#233;trico fue evaluada usando los criterios de protocolo definidos por la <italic>British Hypertension Society</italic> (BHS)<sup>2,4</sup> y la <italic>American Association for the Advancement of Medical Instrumentation </italic>(AAMI)<sup>2,7</sup> para validaci&#243;n de aparatos medidores de presi&#243;n arterial. El sesgo fue estimado como la media de las dos medidas de aparato Omron HEM-705 CP menos la media de las dos &#250;ltimas medidas auscultatorias, con sus correspondientes l&#237;mites de concordancia (LC), como es definido por Bland y Altman<sup>8</sup>. Tambi&#233;n calculamos el tama&#241;o del sesgo en grupos de participantes definidos por las caracter&#237;sticas conocidas por estar asociadas a la presi&#243;n arterial (sexo, edad, &#237;ndice de masa corporal) y utilizamos curvas ROC para estimar la validez del Omron HEM-705 CP en la identificaci&#243;n de los participantes con hipertensi&#243;n (presi&#243;n arterial sist&#243;lica <underline>&gt;</underline>140 mmHg o presi&#243;n arterial diast&#243;lica <underline>&gt;</underline> 90 mmHg). Finalmente, utilizamos regresi&#243;n lineal y log&#237;stica para estimar y comparar la magnitud de los efectos de la edad, sexo e &#237;ndice de masa corporal en la presi&#243;n arterial e hipertensi&#243;n, al usar medidas oscilom&#233;tricas y auscultatorias.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>En general poco m&#225;s de un tercio de los participantes eran hombres (n = 372; <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Tabla 1</xref>) y la edad media era de 42,5 a&#241;os (intervalo de confianza de 95% - IC95%: 41,7 43,3). Las presiones arteriales medias sist&#243;lica y diast&#243;lica medidas con el m&#233;todo auscultatorio fueron 117,4 (IC95%:116,2, 118,5) y 75,2 (IC95%: 74,6, 75,8) mmHg respectivamente. Un total de 199 individuos (18,4%; IC95%: 16,0, 20,7) eran hipertensos (sist&#243;lica <underline>&gt;</underline> 140 y/o diast&#243;lica <underline>&gt;</underline> 90 mmHg o tomando medicamentos antihipertensivos); 114 (10,5%) estaban recibiendo medicamentos antihipertensivos; y 149 (13,7%) presentaron valores de presi&#243;n arterial dentro del intervalo hipertensivo. Las medias del &#237;ndice de masa corporal, de la circunferencia de la cintura y de la circunferencia de la cadera fueron 24,8 kg/m<sup>2</sup>, 77,0 cm y 95,5 cm, respectivamente.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La diferencia entre los valores de presi&#243;n arterial oscilom&#233;trica y auscultatoria fue <underline>&lt;</underline> 15 mmHg en 97,5% de las veces para sist&#243;lica y 99,5% de las veces para la presi&#243;n arterial diast&#243;lica; <underline>&lt;</underline> 10 mmHg en 90,6% de las veces para sist&#243;lica y en 93,5% de las veces para presi&#243;n arterial diast&#243;lica; y <underline>&lt;</underline> 5 mmHg en 64,0% de las veces para sist&#243;lica y 63,7% de las veces para presi&#243;n arterial diast&#243;lica. La media para las medidas oscilom&#233;tricas de presi&#243;n arterial sist&#243;lica (119,2 mmHg) fue 1,8 mmHg m&#225;s alta que la media de las medidas auscultatorias (117,4 mmHg; p &lt; 0,001; <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Tabla 2</xref>). Al contrario, la media de las medidas oscilom&#233;tricas de la presi&#243;n arterial diast&#243;lica (73,7 mmHg) fue 1,6 mmHg m&#225;s baja que la media de las medidas auscultatorias (75,2 mmHg; p &lt; 0,001). La diferencia entre las medidas de presi&#243;n arterial sist&#243;lica por los dos m&#233;todos para cada individuo fue ploteada <italic>versus</italic> su media en la <xref ref-type="fig" rid="esa07f1a-body2">Figura 1A</xref><sup>9</sup>. Esta figura muestra que tanto la variabilidad como el tama&#241;o del sesgo no ten&#237;an relaci&#243;n con la media de la presi&#243;n arterial sist&#243;lica. Adem&#225;s de eso, de acuerdo con los l&#237;mites de concordancia estimados, 95% de las veces las diferencias entre las medidas futuras con los dos m&#233;todos en un nuevo individuo quedar&#225; entre -10,1 y 13,7 mmHg. De forma similar, la <xref ref-type="fig" rid="esa07f1b-body2">Figura 1B</xref> no muestra un est&#225;ndar en el tama&#241;o y variabilidad del sesgo en los valores de la presi&#243;n arterial diast&#243;lica como relacionado a las medias de los dos m&#233;todos. Adem&#225;s de eso, 95% de las diferencias entre los futuros pares de medidas de presi&#243;n arterial diast&#243;lica utilizando los dos m&#233;todos deben quedar en el intervalo de -12,3 a 9,6 mmHg.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="esa07f1a-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="esa07f1b-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>El sesgo en las medidas oscilom&#233;tricas fue aproximadamente 1 mmHg mayor en los hombres que en las mujeres, tanto para la presi&#243;n arterial diast&#243;lica como para sist&#243;lica (<xref ref-type="table" rid="esa07t3-body2">Tabla 3</xref>). El sesgo en la presi&#243;n arterial sist&#243;lica tambi&#233;n pareci&#243; aumentar con la edad, pero no hubo un est&#225;ndar claro relacionado a la edad para el sesgo en la presi&#243;n arterial diast&#243;lica. De la misma forma, el sesgo aument&#243; significativamente con el &#237;ndice de masa corporal para la sist&#243;lica, pero no para la presi&#243;n arterial diast&#243;lica. Finalmente, el sesgo en la presi&#243;n arterial sist&#243;lica disminuy&#243;, mientras que el sesgo en la presi&#243;n arterial diast&#243;lica aument&#243; con los quintiles de los valores de presi&#243;n arterial correspondientes.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="esa07t3-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Cuando fue comparado con el m&#233;todo auscultatorio, el aparato Omron HEM-705 CP present&#243; una sensibilidad de 81,9% (IC95%: 74,7, 87,8) y una especificidad de 97,6% (IC95%: 96,4, 98,4) para detectar individuos con valores de presi&#243;n arterial dentro del intervalo hipertensivo (presi&#243;n arterial sist&#243;lica <underline>&gt;</underline> 140 mmHg y/o presi&#243;n arterial diast&#243;lica <underline>&gt;</underline> 90 mmHg). La sensibilidad y especificidad para detectar individuos con hipertensi&#243;n (valores de presi&#243;n arterial dentro del intervalo hipertensivo y/o recibiendo tratamiento farmacol&#243;gico) fueron 88,2% (IC95%: 82,8, 92,4) y 98,6% (IC95%: 97,6, 99,30), respectivamente. Adem&#225;s de eso, la proporci&#243;n de individuos correctamente clasificados de acuerdo con su estado hipertensivo, con base solamente en los valores de presi&#243;n arterial, fue de 95,2%, y el &#225;rea bajo la curva ROC fue de 0,89 (IC95%: 0,86 la 0,92).</p>
      <p>Al utilizar medidas obtenidas con el aparato Omron HEM 705 CP, cuando fueron comparados con el m&#233;todo auscultatorio, los resultados presentaron leve sesgo, pero fueron similarmente precisos en la estimativa de los efectos de la edad, sexo y &#237;ndice de masa corporal en la presi&#243;n arterial (<xref ref-type="table" rid="t4-body2">Tabla 4</xref>). Cuando las presiones arteriales diast&#243;lica y sist&#243;lica fueron usadas como variables continuas en un modelo de regresi&#243;n linear, el sesgo en el efecto en las variables citadas encima fue siempre menor que 2 mmHg. De la misma forma, un modelo de regresi&#243;n log&#237;stica con hipertensi&#243;n como desenlace, mostr&#243; que el sesgo en las estimativas de los <italic>odds ratios</italic> para estas variables era <underline>&lt;</underline> 6%. Adem&#225;s de eso, los intervalos de confianza para las estimativas de los efectos de estas variables presentaron amplitud similar para las medidas auscultatorias y oscilom&#233;tricas.</p>
      <table-wrap id="t4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Nuestros resultados muestran que el aparato Omron HEM 705 CP superestim&#243; la presi&#243;n arterial sist&#243;lica en 1,8 mmHg y subestim&#243; la presi&#243;n diast&#243;lica en 1,6 mmHg cuando fueron comparadas con el m&#233;todo auscultatorio usando un esfigmoman&#243;metro de mercurio. Aunque sean estad&#237;sticamente significativas, esas diferencias son muy peque&#241;as y deben tener peque&#241;o impacto en el ambiente cl&#237;nico o en los estudios epidemiol&#243;gicos. Nuestros resultados son consistentes con los otros estudos<sup>10,11</sup>, pero no todos los estudios de otros aparatos Omron<sup>12-15</sup>. Tambi&#233;n observamos que el HEM-705 CP se califica como dispositivo grado A para medidas de presi&#243;n arterial, de acuerdo con el criterio de protocolo BHS<sup>1,2</sup>. Este hallazgo es consistente con aquellos de estudios previos de este aparato, conducidos en ambiente cl&#237;nico con grupos seleccionados de pacientes<sup>16-18</sup>.</p>
      <p>Estudios previos del aparato Omron HEM-705 CP no reportaron como estaba relacionado el sesgo en las medidas de presi&#243;n arterial a las caracter&#237;sticas de los pacientes. En este estudio observamos que el sesgo en las medidas de presi&#243;n arterial sist&#243;lica fue mayor en los hombres que en las mujeres, aument&#243; con la edad y con el &#237;ndice de masa corporal, pero disminuy&#243; con niveles mayores de presi&#243;n arterial sist&#243;lica. En contraste, el sesgo en las medidas de presi&#243;n arterial diast&#243;lica fue mayor en los hombres, pero no estaba asociado a la edad o &#237;ndice de masa corporal, y disminuy&#243; con niveles mayores de presi&#243;n arterial diast&#243;lica. A pesar del est&#225;ndar sistem&#225;tico en los errores del Omron HEM-705 CP, la magnitud del sesgo fue peque&#241;a, menor que 3 mmHg para casi todos los grupos de pacientes. Aunque otros aparatos hayan mostrado un incremento en el tama&#241;o del sesgo en individuos obesos, tanto para la presi&#243;n arterial sist&#243;lica como diast&#243;lica<sup>10</sup>, nuestros resultados solamente soportan este incremento para la presi&#243;n arterial sist&#243;lica. </p>
      <p>De acuerdo con nuestros resultados, al utilizar el Omron HEM-705 CP, se puede identificar correctamente 88% de todos los individuos con hipertensi&#243;n y 99% de aquellos sin hipertensi&#243;n. En la mayor parte de las poblaciones occidentales, la prevalencia de la hipertensi&#243;n var&#237;a de 20% a 30%. La utilizaci&#243;n del Omron HEM-705 CP en este contexto resultar&#225; en una ligera subestimaci&#243;n de la prevalencia de hipertensi&#243;n (18,4% si la prevalencia real fuese 20% y 27,1% si la prevalencia real fuese 30%). M&#225;s importante, la utilizaci&#243;n del Omron HEM-705 CP resultar&#225; en un sesgo peque&#241;o en las estimativas de los efectos de los factores de riesgo relacionados a la presi&#243;n arterial y hipertensi&#243;n. Particularmente, el grado de sesgo en las estimativas de los o<italic>dd ratios</italic> para factores de riesgo conocidos probablemente ser&#237;a menor que la variaci&#243;n tradicional de 10% en las estimativas usadas para identificar importantes confundidores<sup>19</sup>.</p>
      <p>En conclusi&#243;n, nuestros resultados muestran que el aparato Omron HEM-705 CP puede ser usado para medir la presi&#243;n arterial y detectar la hipertensi&#243;n en grandes estudios epidemiol&#243;gicos sin comprometer la validez o precisi&#243;n del estudio.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>A COLCIENCIAS y Universidad Industrial de Santander por el apoyo financiero para conducir el estudio INEFAC.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>COLCIENCIAS y UIS financi&#243; el presente estudio.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de post grado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Accuracy of the Omron HEM-705 CP for blood pressure measurement in large epidemiologic studies</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Accurate measurement of blood pressure is of utmost importance in hypertension research. In the context of epidemiologic and clinical studies, oscillometric devices offer important advantages to overcome some of the limitations of the auscultatory method. Even though their accuracy has been evaluated in multiple studies in the clinical setting, there is little evidence of their performance in large epidemiologic studies. OBJECTIVE: We evaluated the accuracy of the Omron HEM-705-CP, an automatic device for blood pressure (BP) measurement, as compared to the standard auscultatory method with a mercury sphygmomanometer in a large cohort study. METHODS: We made three auscultatory measurements, followed by two measurements with the Omron device in 1,084 subjects. Bias was estimated as the average of the two Omron minus the average of the last two auscultatory measurements, with its corresponding 95% limits of agreement (LA). RESULTS: The Omron overestimated systolic blood pressure (SBP) by 1.8 mmHg (LA:-10.1, 13.7) and underestimated diastolic blood pressure (DBP) by 1.6 mmHg (LA:-12.3, 9.2). Bias was significantly larger in men. Bias in SBP increased with age and decreased with BP level, while bias in DBP decreased with age and increased with BP level. The sensitivity and specificity of the Omron to detect hypertension were 88.2% and 98.6%, respectively. Minimum bias in the estimates of the effects of several factors resulted from the use of Omron measurements. CONCLUSION: Our results showed that the Omron HEM-705-CP could be used for measuring BP in large epidemiology studies without compromising study validity or precision.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Blood pressure</kwd>
        <kwd>measurement equipment</kwd>
        <kwd>clinical trials</kwd>
        <kwd>epidemiologic studies</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Accuracy of the Omron HEM-705 CP for blood pressure measurement in large epidemiologic studies</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Lina M. Vera-Cala<sup>I</sup>; Myriam Orostegui<sup>I</sup>; Laura I. Valencia-Angel<sup>I</sup>; Nahyr L&#243;pez<sup>I</sup>; Leonelo E. Bautista<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Departamento de Salud P&#250;blica, Universidad Industrial de Santander, Bucaramanga, Colombia</p>
      <p><sup>II</sup>Department of Population Health Sciences, University of Wisconsin, Medical School, Madison - USA</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Accurate measurement of blood pressure is of utmost importance in hypertension research. In the context of epidemiologic and clinical studies, oscillometric devices offer important advantages to overcome some of the limitations of the auscultatory method. Even though their accuracy has been evaluated in multiple studies in the clinical setting, there is little evidence of their performance in large epidemiologic studies. </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> We evaluated the accuracy of the Omron HEM-705-CP, an automatic device for blood pressure (BP) measurement, as compared to the standard auscultatory method with a mercury sphygmomanometer in a large cohort study. </p>
      <p><bold>METHODS:</bold> We made three auscultatory measurements, followed by two measurements with the Omron device in 1,084 subjects. Bias was estimated as the average of the two Omron minus the average of the last two auscultatory measurements, with its corresponding 95% limits of agreement (LA). </p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The Omron overestimated systolic blood pressure (SBP) by 1.8 mmHg (LA:-10.1, 13.7) and underestimated diastolic blood pressure (DBP) by 1.6 mmHg (LA:-12.3, 9.2). Bias was significantly larger in men. Bias in SBP increased with age and decreased with BP level, while bias in DBP decreased with age and increased with BP level. The sensitivity and specificity of the Omron to detect hypertension were 88.2% and 98.6%, respectively. Minimum bias in the estimates of the effects of several factors resulted from the use of Omron measurements.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Our results showed that the Omron HEM-705-CP could be used for measuring BP in large epidemiology studies without compromising study validity or precision.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Blood pressure; measurement equipment; clinical trials; epidemiologic studies.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Accurate measurement of blood pressure is of utmost importance in hypertension research. Although the auscultatory method with a mercury sphygmomanometer has been the gold standard for blood pressure measurement for more than a century, the technique has important limitations in the context of epidemiologic and clinical studies<sup>1-3</sup>. First, training and certifying observers in blood pressure measurement are complex, time consuming tasks. Second, the accuracy of the method could be compromised by observer bias, particularly terminal digit preference. Third, there is a potential for environmental contamination due to mercury spills. Automatic devices for blood pressure measurements have been developed as a way to overcome some of the limitations of the auscultatory method. In particular, oscillometric devices offer important advantages in large studies because they are inexpensive, its use requires little training, they do not use mercury and they limit the potential for observer bias. However, the performance of oscillometric devices has been variable and it is recognized that each device should be evaluated in the context and population in which it is to be used<sup>1-5</sup>. The accuracy of oscillometric devices has been evaluated in multiple studies in the clinical setting, but there is little evidence of their performance in large epidemiologic studies. </p>
      <p>The objective of this study was to evaluate the accuracy of the Omron HEM-705 CP oscillometric device as compared to the standard auscultatory method with a mercury sphygmomanometer in the context of a large epidemiologic study. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This study was nested within the Incidence of Cardiovascular Diseases and their Risk Factors (INEFAC) Study, a cohort study of a random sample of 15-64-year-old individuals from Bucaramanga, Colombia (n = 1,634). We used data from 1,084 subjects with an arm circumference between 25 and 32 cm who completed a first follow-up evaluation (&#8776; 6 years) and had both auscultatory and oscillometric measurements of blood pressure. </p>
      <p>The blood pressure measurements were conducted between 6:00 and 9:00 AM and participants refrained from smoking and exercising for the 12 hours prior to the exam. Following the guidelines from the American Hearth Association<sup>6</sup>, all measurements were conducted after five minutes of rest, with the participant comfortably seated, with his/her feet straight upon the ground and the back and arm supported, and with the antecubital fossa at the level of the heart. The maximum cuff inflation was calculated by adding 30 mmHg to the pulse obliteration pressure, and the cuff was deflated at a constant rate of 2 to 4 mm per second. All observers received 40 hours of training at the beginning of the study and then they were certified every 3-4 months. They were closely supervised by a trained physician in order to assure adherence to the study protocol. Blood pressure data were periodically analyzed for quality control purposes and to detect and correct potential deviations from the protocol. Two independent observers made three auscultatory blood pressure measurements in each participant, followed by two additional measurements with the Omron HEM-705 CP taken by a third observer. The average of the last two auscultatory and the two oscillometric measurements were used in the analysis. </p>
      <p>The accuracy of the oscillometric device was evaluated using the protocol criteria defined by the British Hypertension Society (BHS)<sup>2,4</sup> and the American Association for the Advancement of Medical Instrumentation (AAMI)<sup>2,7</sup> for validating blood pressure measuring devices. Bias was estimated as the mean of the two Omron HEM-705 CP measurements minus the mean of the last two auscultatory measurements, with its corresponding 95% limits of agreement (LA), as defined by Bland and Altman<sup>8</sup>. We also calculated the size of the bias in groups of participants defined by characteristics known to be associated with blood pressure (gender, age, body mass index) and used receiver operator curves to estimate the validity of Omron HEM-705 CP in identifying participants with hypertension (systolic blood pressure <underline>&gt;</underline> 140 mmHg or diastolic blood pressure <underline>&gt;</underline> 90 mmHg). Finally, we used linear and logistic regression to estimate and compare the magnitude of the effects of age, gender, and body mass index on blood pressure and hypertension when using oscillometric and auscultatory measures. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Overall, slightly above a third of the sample were men (n = 372; <xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Table 1</xref>) and the average age was 42.5 years (95% confidence interval - 95%CI: 41.7, 43.3). The average systolic and diastolic blood pressure measured with the auscultatory method were 117.4 (95% CI: 116.2, 118.5) and 75.2 (95% CI: 74.6, 75.8) mmHg, respectively. A total of 199 individuals (18.4%; 95% CI: 16.0, 20.7) were hypertensive (systolic <underline>&gt;</underline> 140 and/or diastolic <underline>&gt;</underline> 90 mmHg or taking antihypertensive medication); 114 (10.5%) were receiving antihypertensive medication; and 149 (13.7%) had blood pressure values within the hypertensive range. Mean body mass index, waist circumference, hip circumference were 24.8 kg/m<sup>2</sup>, 77.0 cm, and 95.5 cm, respectively. </p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The difference between the oscillometric and auscultatory blood pressure values were <underline>&lt;</underline> 15 mmHg in 97.5% of the times for systolic and in 99.5% of the times for diastolic blood pressure; <underline>&lt;</underline> 10 mmHg in 90.6% of the times for systolic and in 93.5% of the times for diastolic blood pressure; and <underline>&lt;</underline> 5 mmHg in 64.0% of the times for systolic and 63.7% of the times for diastolic blood pressure. The average of the oscillometric systolic blood pressure measures (119.2 mmHg) was 1.8 mmHg higher than the average of auscultatory measures (117.4 mmHg; p &lt; 0.001; <xref ref-type="table" rid="tab2-body3">Table 2</xref>). In contrast, the average of the oscillometric diastolic blood pressure measures (73.7 mmHg) was 1.6 mmHg lower than the average of the auscultatory measures (75.2 mmHg; p &lt; 0.001). The difference between the systolic blood pressure measurements by the two methods for each subject has been plotted against their mean in <xref ref-type="fig" rid="en_aop03111fig01m-body3">Figure 1A</xref><sup>9</sup>. This figure shows that both the variability and the size of the bias were unrelated to the mean systolic blood pressure. Moreover, according to the estimated limits of agreement in 95% of the times the differences between future measures with the two methods in a new individual will lie within -10.1 to 13.7 mmHg. Similarly, <xref ref-type="fig" rid="en_aop03111fig01b-body3">Figure 1B</xref> shows no pattern in the size and variability of the bias in diastolic blood pressure values as related to the average of both methods. Moreover, 95% of the differences between future pairs of diastolic blood pressure measurement using these two methods are expected to lie within -12.3 to 9.6 mmHg. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop03111fig01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop03111fig01b-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <table-wrap id="tab2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The bias in the oscillometric measurements was about 1 mmHg larger in men than in women for both systolic and diastolic blood pressures (<xref ref-type="table" rid="en_aop03111tab03m-body3">Table 3</xref>). The bias in systolic blood pressure also seemed to increase with age, but there was no clear age-related pattern for the bias in diastolic blood pressure. Similarly, the bias increased significantly with body mass index for systolic, but not for diastolic blood pressure. Finally, the bias in systolic blood pressure decreased, while the bias in diastolic blood pressure decreased (verificar com o autor se a frase tem erro) with quintiles of corresponding blood pressure values. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop03111tab03m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>As compared to the auscultatory method, the Omron HEM-705 CP had a sensitivity of 81.9% (95% CI: 74.7, 87.8) and a specificity of 97.6% (95% CI: 96.4, 98.4) to detect individuals with blood pressure values in the hypertensive range (systolic blood pressure <underline>&gt;</underline> 140 mmHg and/or diastolic blood pressure<underline>&gt;</underline> 90 mmHg). Sensitivity and specificity to detect individuals with hypertension (blood pressure values within the hypertensive range and/or receiving pharmacologic treatment) were 88.2% (95% CI: 82.8, 92.4) and 98.6% (95% CI: 97.6, 99.30), respectively. Moreover, the proportion of individuals correctly classified according to their hypertensive status based only on blood pressure values was 95.2% and the area under the receiver operator characteristics curve was 0.89 (95% CI, 0.86 to 0.92). </p>
      <p>Using measurements obtained with the Omron HEM 705 CP device, as compared to the auscultatory method, resulted in slightly biased, but similarly precise estimates of the effect of age, gender, and body mass index on blood pressure (<xref ref-type="table" rid="tab4-body3">Table 4</xref>). When diastolic and systolic blood pressure were used as continuous variable in a linear regression model, the bias in the effect of the above mentioned variables was always less than 2 mmHg. Similarly, a logistic regression model with hypertension as the outcome showed that the bias in the estimates of the odds ratios for these variables was <underline>&lt;</underline> 6%. Moreover, the confidence intervals for the estimates of the effects of these variables were of similar width for the auscultatory and oscillometric measurements. </p>
      <table-wrap id="tab4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0393-00038-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Our results showed that the Omron HEM 705 CP overestimated systolic blood pressure by 1.8 mmHg and underestimated diastolic blood pressure by 1.6 mmHg, when compared with the auscultatory method using a mercury sphygmomanometer. Although statistically significant, these differences are very small and should have little impact in the clinical setting or in epidemiologic studies. Our results are consistent with those of some<sup>10,11</sup>, but not all studies on other Omron devices<sup>12-15</sup>. We also found that the Omron HEM-705 CP qualifies as a grade A device for measuring blood pressure, according to the BHS protocol criteria<sup>1,2</sup>. This finding is consistent with those from most previous studies on this device conducted in clinical settings with selected groups of patients<sup>16-18</sup>. </p>
      <p>Previous studies on the Omron HEM-705 CP device have not reported how the bias in blood pressure measurements is related to patient's characteristics. In this study, we found that the bias in systolic blood pressure measurements was larger in men than in women, increased with age and with body mass index, but decreased with higher levels of systolic blood pressure. In contrast, the bias in diastolic blood pressure measurements was larger in men, was not associated with age or body mass index, and decreased with higher levels of diastolic blood pressure. In spite of the systematic pattern in the Omron HEM-705 CP errors, the magnitude of the bias was small, less than 3 mmHg in almost all patient groups. Although other devices have shown an increment in the size of the bias in obese people for both systolic and diastolic blood pressure<sup>10</sup>, our results only support this increment for systolic blood pressure. </p>
      <p>According to our results, when using the Omron HEM-705 CP, one would be able to correctly identify 88% of all individuals with hypertension and 99% of those without hypertension. In most western populations, the prevalence of hypertension ranges from 20% to 30%. Using the Omron HEM-705 CP in this context would result in a slight underestimate of the prevalence of hypertension (18.4% if the actual prevalence is 20% and 27.1% if the actual prevalence is 30%). More important, using the Omron HEM-705 CP will result in little bias in the estimates of the effect of risk factors related to blood pressure and hypertension. Particularly, the degree of bias in the estimates of the odds ratios for known risk factors would likely be lower than the traditional 10% change in estimates used to identify important confounders<sup>19</sup>. </p>
      <p>In conclusion, our results showed that the Omron HEM-705 CP device could be used for measuring blood pressure and detecting hypertension in large epidemiologic studies without compromising study validity or precision. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgments</bold>
      </p>
      <p>To COLCIENCIAS and Universidad Industrial de Santander for the grant to conduct the INEFAC study. </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
