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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000500003</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000042</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Quantifica&#231;&#227;o da dilata&#231;&#227;o ventricular esquerda na cintilografia mioc&#225;rdica perfusional</article-title>
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            <surname>Bodanese</surname>
            <given-names>Luiz Carlos</given-names>
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        <institution content-type="orgname">PUCRS</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Hospital S&#227;o Lucas </institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>05</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>363</fpage>
      <lpage>369</lpage>
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          <year>2010</year>
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          <day>11</day>
          <month>01</month>
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          <day>24</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria pode ser determinado atrav&#233;s de teste ergom&#233;trico ou estresse farmacol&#243;gico. Desconhece-se se o tipo de estresse tem impacto sobre os valores m&#233;dios do &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria. OBJETIVO: Comparar os valores m&#233;dios do &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria na cintilografia com 99mTc-sestamibi, em pacientes submetidos a teste ergom&#233;trico em esteira, versus estresse com dipiridamol. O objetivo secund&#225;rio foi avaliar o impacto sobre o valor m&#233;dio do &#237;ndice exercido pelas caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, pelos fatores de risco para doen&#231;a arterial coronariana e a gravidade da isquemia. M&#201;TODOS: O estudo transversal incluiu 200 pacientes, entre 40 e 70 anos, portadores ou n&#227;o de fatores de risco para cardiopatia isqu&#234;mica, com ou sem diagn&#243;stico pr&#233;vio de cardiopatia isqu&#234;mica. A separa&#231;&#227;o entre grupos foi sequencial. O software 4D-MSPECT calculou o &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria e forneceu um sistema de escores para an&#225;lise da perfus&#227;o. RESULTADOS: O valor do &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria m&#233;dio do grupo submetido a teste ergom&#233;trico foi de 1,06 (&#177;0,23). O do grupo submetido ao estresse com dipiridamol foi de 1,10 (&#177;0,22);(p = 0,200). N&#227;o houve associa&#231;&#227;o entre o tipo de estresse e os valores m&#233;dios do &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria. Encontrou-se associa&#231;&#227;o entre os valores m&#233;dios do &#237;ndice e a faixa et&#225;ria somente para os pacientes do grupo do teste ergom&#233;trico (p = 0,009). CONCLUS&#195;O: Os resultados do nosso estudo demonstram que o &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria n&#227;o difere quando os pacientes s&#227;o submetidos a estresse pelo teste ergom&#233;trico em esteira ou estresse farmacol&#243;gico pelo dipiridamol.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Dilata&#231;&#227;o</kwd>
        <kwd>fun&#231;&#227;o ventricular esquerda</kwd>
        <kwd>teste de esfor&#231;o</kwd>
        <kwd>cintilografia</kwd>
        <kwd>dipiridamol</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>15</day>
        <month>04</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>Quantifica&#231;&#227;o da dilata&#231;&#227;o ventricular esquerda na cintilografia mioc&#225;rdica perfusional</p>
    <p>
      <bold>Mauren B. Azambuja Gonzalez; Roberto Alves Azambuja; Luiz Carlos Bodanese</bold>
    </p>
    <p> Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital S&#227;o Lucas da PUCRS; Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Medicina e Ci&#234;ncias da Sa&#250;de - Cl&#237;nica M&#233;dica da Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS; Hospital S&#227;o Vicente de Paulo, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> O &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria pode ser determinado atrav&#233;s de teste ergom&#233;trico ou estresse farmacol&#243;gico. Desconhece-se se o tipo de estresse tem impacto sobre os valores m&#233;dios do &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Comparar os valores m&#233;dios do &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria na cintilografia com 99mTc-sestamibi, em pacientes submetidos a teste ergom&#233;trico em esteira, <italic>versus</italic> estresse com dipiridamol. O objetivo secund&#225;rio foi avaliar o impacto sobre o valor m&#233;dio do &#237;ndice exercido pelas caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, pelos fatores de risco para doen&#231;a arterial coronariana e a gravidade da isquemia. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> O estudo transversal incluiu 200 pacientes, entre 40 e 70 anos, portadores ou n&#227;o de fatores de risco para cardiopatia isqu&#234;mica, com ou sem diagn&#243;stico pr&#233;vio de cardiopatia isqu&#234;mica. A separa&#231;&#227;o entre grupos foi sequencial. O <italic>software</italic> 4D-MSPECT calculou o &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria e forneceu um sistema de escores para an&#225;lise da perfus&#227;o. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> O valor do &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria m&#233;dio do grupo submetido a teste ergom&#233;trico foi de 1,06 (&#177;0,23). O do grupo submetido ao estresse com dipiridamol foi de 1,10 (&#177;0,22);(p = 0,200). N&#227;o houve associa&#231;&#227;o entre o tipo de estresse e os valores m&#233;dios do &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria. Encontrou-se associa&#231;&#227;o entre os valores m&#233;dios do &#237;ndice e a faixa et&#225;ria somente para os pacientes do grupo do teste ergom&#233;trico (p = 0,009). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Os resultados do nosso estudo demonstram que o &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria n&#227;o difere quando os pacientes s&#227;o submetidos a estresse pelo teste ergom&#233;trico em esteira ou estresse farmacol&#243;gico pelo dipiridamol.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Dilata&#231;&#227;o, fun&#231;&#227;o ventricular esquerda, teste de esfor&#231;o, cintilografia, dipiridamol.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A cintilografia mioc&#225;rdica perfusional (CMP) &#233; executada associada ao teste ergom&#233;trico em esteira, ou ao estresse farmacol&#243;gico com dipiridamol, adenosina, ou dobutamina<sup>1</sup>.</p>
    <p>A CMP fornece uma avalia&#231;&#227;o relativa da perfus&#227;o na an&#225;lise do grau da capta&#231;&#227;o do radiof&#225;rmaco pelas paredes ventriculares. Na estenose triarterial balanceada, os defeitos perfusionais induzidos pelo exerc&#237;cio podem distribuir-se homogeneamente pelo mioc&#225;rdio, podendo causar um falso negativo<sup>2,3</sup>.</p>
    <p>A CMP avalia a dilata&#231;&#227;o da cavidade ventricular esquerda, induzida pelo estresse, quantificada pelo &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria (IDT). Considera-se a dilata&#231;&#227;o presente quando a cavidade ventricular esquerda &#233; maior ap&#243;s o estresse, em rela&#231;&#227;o &#224; imagem do repouso<sup>4</sup>.</p>
    <p>A dilata&#231;&#227;o foi inicialmente descrita na cintilografia de repouso com t&#225;lio-201 e estresse ergom&#233;trico com 99mTc-sestamibi, quando o IDT maior que 1,22 teve 71,0% de sensibilidade e 95,0% de especificidade no diagn&#243;stico de estenoses coronarianas a partir de 90,0% do l&#250;men vascular<sup>5</sup>. Foi ainda descrita com os protocolos 99mTc-sestamibi stresse/repouso<sup>6</sup> e 99mTc-tetrofosmin estresse/repouso<sup>7</sup>. No exame associado ao estresse ergom&#233;trico, as imagens s&#227;o realizadas entre 30 a 60 minutos ap&#243;s o estresse, dando ao mioc&#225;rdio tempo de recupera&#231;&#227;o da disfun&#231;&#227;o mec&#226;nica causada por ele. Mas, no exame associado ao dipiridamol, quando o mioc&#225;rdio n&#227;o &#233; submetido a um estresse real, o IDT tamb&#233;m foi descrito<sup>8</sup>.</p>
    <p>Embora o IDT venha sido descrito h&#225; anos, ainda n&#227;o foi avaliado se o tipo de estresse, ergom&#233;trico ou farmacol&#243;gico, afeta o seu valor m&#233;dio em grupos homog&#234;neos. </p>
    <p>Na pr&#225;tica cl&#237;nica, a compara&#231;&#227;o entre os m&#233;todos pode direcionar os pacientes ao tipo de estresse que mais afeta o valor m&#233;dio do IDT, podendo minimizar as limita&#231;&#245;es da CMP, como em casos de pacientes portadores de coronariopatia triarterial balanceada e de estenose do tronco da art&#233;ria coron&#225;ria esquerda. &#192; an&#225;lise visual da perfus&#227;o, essas duas situa&#231;&#245;es s&#227;o causas j&#225; estabelecidas de falso negativo na cintilografia<sup>2,3</sup>.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>A pesquisa foi submetida ao Comit&#234; de &#201;tica da Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica de Porto Alegre (registro 08/04461) e os participantes assinaram o Termo de Consentimento.</p>
    <p>A hip&#243;tese operacional afirma que mecanismos de esfor&#231;os diferentes induzem respostas diferentes do ventr&#237;culo esquerdo ao estresse.</p>
    <p>O objetivo principal do estudo foi comparar os valores m&#233;dios do IDT na CMP em pacientes submetidos a estresse ergom&#233;trico, em esteira com o protocolo <italic>Ellestad</italic>, e os valores m&#233;dios do IDT em pacientes submetidos a estresse farmacol&#243;gico com dipiridamol.</p>
    <p>O objetivo secund&#225;rio foi avaliar o impacto sobre o valor m&#233;dio do IDT exercido pela cintilografia normal ou n&#227;o, segundo o <italic>summed stress score </italic>(<italic>SSS</italic>). A an&#225;lise incluiu o impacto dos fatores: sexo, idade, &#237;ndice de massa corporal, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, diabete melito, dislipidemia e fumo sobre o IDT m&#233;dio de cada um destes par&#226;metros nos grupos.</p>
    <p>A amostra foi recrutada a partir dos pacientes encaminhados pelos seus m&#233;dicos assistentes para realizar cintilografia na rotina do servi&#231;o.</p>
    <p>Para comparar o efeito do estresse farmacol&#243;gico <italic>versus</italic> o estresse ergom&#233;trico, tomando como base uma diferen&#231;a m&#237;nima significativa de 0,5 desvio-padr&#227;o, foi estimada uma amostra de 86 pacientes por grupo, mantendo-se &#945; = 0,05 e poder estat&#237;stico de 90,0% (&#946; = 0,10). Para possibilitar o ajuste estat&#237;stico e estimar o impacto de fatores de confus&#227;o, o tamanho da amostra foi aumentado em aproximadamente 15,0%, totalizando 100 pacientes por grupo.</p>
    <p>A cintilografia foi realizada nos pacientes com diagn&#243;stico pr&#233;vio de cardiopatia isqu&#234;mica coronariana, ou n&#227;o. Foram inclu&#237;dos pacientes de ambos os sexos, com idade entre 40 a 70 anos, portadores ou n&#227;o de diabete melito, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica e dislipidemia, fumantes ou n&#227;o. Foram considerados diab&#233;ticos todos os pacientes que relataram usar hipoglicemiantes orais ou insulina. Foram considerados hipertensos todos pacientes que relataram usar medica&#231;&#245;es hipotensoras, e dislip&#234;micos todos pacientes em uso de f&#225;rmacos hipolipemiantes. Foram considerados fumantes todos os que afirmaram j&#225; ter fumado mais de 100 unidades de cigarro em toda a sua vida.</p>
    <p>Os pacientes foram separados em um grupo submetido &#224; cintilografia associada a estresse ergom&#233;trico em esteira <italic>versus</italic> o segundo grupo, submetido &#224; cintilografia associada a estresse com dipiridamol. A separa&#231;&#227;o entre os grupos foi sequencial. A randomiza&#231;&#227;o n&#227;o foi poss&#237;vel, pois analisamos os pacientes que realizaram a cintilografia na rotina do servi&#231;o. Realizamos 100 cintilografias seguidas em cada grupo.</p>
    <p>A cintilografia foi executada conforme a primeira diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Cardiologia Nuclear<sup>1</sup>.</p>
    <p>Os pacientes foram orientados a suspender: aminofilina e medica&#231;&#245;es com xantinas, 36 horas antes da cintilografia; betabloqueadores e antagonistas dos canais do c&#225;lcio, 72 horas antes; nitratos, 24 horas antes; e medica&#231;&#245;es com cafe&#237;na, 24 horas antes. Os pacientes foram orientados a n&#227;o consumir cafe&#237;na e seguir dieta pobre em xantinas 24 horas antes<sup>1</sup>.</p>
    <p>Nos dois grupos, a cintilografia foi feita utilizando o protocolo de um dia com 99mTc-sestamibi, administrado por via endovenosa, em atividade de 296 a 370 MBq em repouso e em atividade de 925 a 1110 MBq na fase do estresse, para os pacientes dos dois grupos<sup>1</sup>.</p>
    <p>Aproximadamente duas horas ap&#243;s o estudo de repouso, os pacientes do primeiro grupo foram submetidos a estresse ergom&#233;trico em esteira pelo protocolo de <italic>Ellestad</italic>. Administramos o radiof&#225;rmaco quando o paciente atingiu pelo menos 85,0% da frequ&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima para a idade, determinada pela f&#243;rmula (220-idade)<sup>1</sup>.</p>
    <p>Aproximadamente duas horas ap&#243;s o estudo de repouso, os pacientes do segundo grupo receberam por via endovenosa 0,14 mg/kg/minuto de dipiridamol, durante 04 minutos. Administramos o radiof&#225;rmaco entre o 7&#186; e o 9&#186; minutos ap&#243;s o in&#237;cio da infus&#227;o do dipiridamol<sup>1</sup>.</p>
    <p>A aquisi&#231;&#227;o da imagem ocorreu entre 15 a 30 minutos ap&#243;s estresse ergom&#233;trico, 45 a 60 minutos ap&#243;s o estresse farmacol&#243;gico e entre 45 a 60 minutos ap&#243;s a inje&#231;&#227;o do tra&#231;ador em repouso<sup>1</sup>.</p>
    <p>A cintilografia foi realizada na gama-c&#226;mara E-Cam SIEMENS<sup>&#174;</sup>, com colimador LEHR e janela de energia centrada em 140 keV (&#177;15%), matriz de 64 por 64 pixels e rota&#231;&#227;o pelo m&#233;todo passo a passo. Os pacientes foram posicionados em dec&#250;bito dorsal horizontal, com os bra&#231;os elevados. Foi feita uma imagem tomogr&#225;fica com arco de rota&#231;&#227;o de 180&#176;, em &#243;rbita el&#237;ptica e em sentido anti-hor&#225;rio, com aquisi&#231;&#227;o de 64 proje&#231;&#245;es de 20 segundos de dura&#231;&#227;o cada, em repouso, e de 64 proje&#231;&#245;es de 25 segundos de dura&#231;&#227;o cada, ap&#243;s cada estresse. As imagens das duas fases foram sincronizadas ao eletrocardiograma (ECG). Cada ciclo card&#237;aco foi dividido em 16 por&#231;&#245;es. O ECG determinou o intervalo R-R de cada paciente no momento do exame. A partir da m&#233;dia do intervalo R-R, criou-se uma janela de aceita&#231;&#227;o de 15,0%, excluindo os batimentos fora desta janela. O processamento das imagens usou o filtro <italic>Butterworth</italic>, seguido da reconstru&#231;&#227;o das imagens atrav&#233;s da t&#233;cnica da retroproje&#231;&#227;o filtrada<sup>1</sup>. </p>
    <p>Usamos o <italic>software</italic> 4D-MSPECT<sup>&#174;</sup> no processamento da cintilografia por um operador cego para o c&#225;lculo autom&#225;tico do IDT, atrav&#233;s da divis&#227;o do volume da superf&#237;cie endoc&#225;rdica da cavidade ventricular esquerda ap&#243;s o estresse, sobre o volume da superf&#237;cie endoc&#225;rdica da cavidade em repouso. O <italic>software</italic> estimou o volume do ventr&#237;culo esquerdo a partir das imagens tridimensionais fornecidas pela cintilografia. O algoritmo segmenta o ventr&#237;culo esquerdo e determina os limites da superf&#237;cies endoc&#225;rdica e epic&#225;rdica e do plano valvar para as imagens do estresse e do repouso. Ent&#227;o, calcula-se o IDT pela raz&#227;o (volume da cavidade ventricular p&#243;s-estresse/volume da cavidade ventricular em repouso)<sup>5,9</sup>.</p>
    <p>A an&#225;lise da perfus&#227;o usou sistema de escores que divide o mioc&#225;rdio em 17 segmentos e considera uma escala num&#233;rica com os seguintes valores: zero = normal; um = t&#234;nue hipocapta&#231;&#227;o do radiof&#225;rmaco; dois = moderada hipocapta&#231;&#227;o; tr&#234;s = acentuada hipocapta&#231;&#227;o; 04 = aus&#234;ncia de capta&#231;&#227;o do radiof&#225;rmaco. Os escores tr&#234;s e 04 associam-se a estenoses coronarianas superiores a 90,0%. Cada um dos 17 segmentos recebe um valor entre zero e 04. Calcula-se o somat&#243;rio dos valores atribu&#237;dos a cada segmento, representativo da fase de estresse e denominada <italic>SSS</italic> (<italic>summed stress score</italic>). Valores num&#233;ricos de <italic>SSS</italic> menores ou iguais a tr&#234;s s&#227;o considerados normais, entre 04 e 08 discretamente anormais, entre 09 e 13 moderadamente anormais e a partir de 14 francamente anormais<sup>1</sup>.</p>
    <p>Foram exclu&#237;dos indiv&#237;duos com: ritmo card&#237;aco n&#227;o sinusal; diagn&#243;stico pr&#233;vio de quaisquer outras doen&#231;as card&#237;acas (miocardiopatias ou valvulopatias); volume sist&#243;lico final menor que 15 mililitros e com amputa&#231;&#227;o de extremidades. </p>
    <p>A cintilografia n&#227;o foi realizada quando o cardiologista julgou o paciente inapto a realizar esfor&#231;os. A &#250;nica contraindica&#231;&#227;o absoluta foi a gesta&#231;&#227;o. </p>
    <p>Os pacientes n&#227;o foram expostos &#224; radia&#231;&#227;o para fins acad&#234;micos. Analisamos pacientes que realizaram a cintilografia por solicita&#231;&#227;o do seu m&#233;dico assistente, sem financiamento.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>O grau de obesidade dos pacientes foi avaliado pelo c&#225;lculo do &#237;ndice de massa corporal (IMC), obtido pela raz&#227;o entre o peso do paciente, em quilogramas, sobre a altura em metros ao quadrado. Os pacientes com IMC entre 18,5 e 24,9 foram considerados normopesos; entre 25,0 e 29,9 foram considerados sobrepesos; indiv&#237;duos com IMC maior ou igual a 30,0 foram considerados obesos. Dos pacientes, 64,0% apresentaram perfus&#227;o normal &#224; cintilografia, segundo o <italic>SSS</italic>. A <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref> mostra que os grupos foram homog&#234;neos (p &gt; 0,05).</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0363-00042-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Para descrever dados quantitativos, usamos a m&#233;dia &#177; desvio-padr&#227;o. Dados categ&#243;ricos foram expressos por contagens e percentuais. A compara&#231;&#227;o do IDT entre grupos foi por regress&#227;o linear m&#250;ltipla. Dados categ&#243;ricos foram comparados pelo procedimento do qui-quadrado. O n&#237;vel de signific&#226;ncia adotado foi de &#945; = 0,05. Os dados foram analisados e processados com o aux&#237;lio do programa <italic>SPSS,</italic> vers&#227;o 17. </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref> mostra que o estudo n&#227;o encontrou associa&#231;&#227;o entre o tipo de estresse e os valores m&#233;dios do IDT. Encontrou-se associa&#231;&#227;o entre os valores m&#233;dios do IDT e as faixas et&#225;rias dos pacientes do grupo do teste ergom&#233;trico (p = 0,009). Houve ainda associa&#231;&#227;o significativa entre os valores m&#233;dios do IDT para os pacientes do tercil mais jovem, cujo IDT do grupo do dipiridamol teve valor m&#233;dio maior (p = 0,010).</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0363-00042-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A CMP &#233; associada ao teste ergom&#233;trico em esteira, ou ao estresse com dipiridamol, adenosina, ou dobutamina<sup>1</sup>. A presen&#231;a de defeitos perfusionais extensos e severos, a redu&#231;&#227;o da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o ventricular esquerda ap&#243;s o estresse e a dilata&#231;&#227;o ventricular esquerda induzida pelo estresse s&#227;o indicadores de mau progn&#243;stico &#224; cintilografia<sup>10</sup>.</p>
    <p>O exerc&#237;cio f&#237;sico tem efeitos inotr&#243;picos e cronotr&#243;picos positivos sobre o cora&#231;&#227;o e aumenta a press&#227;o sangu&#237;nea arterial. Em art&#233;rias coron&#225;rias saud&#225;veis, o aumento da necessidade de oxig&#234;nio &#233; compensado pela vasodilata&#231;&#227;o fisiol&#243;gica arterial, que aumenta o fluxo sangu&#237;neo arterial duas a tr&#234;s vezes acima do basal. Assim, o estresse card&#237;aco causa isquemia em art&#233;rias coron&#225;rias estenosadas ou incapazes de dilatar-se (com comprometimento da reserva coronariana), resultando em dist&#250;rbios da cinesia e da perfus&#227;o das paredes ventriculares e do tra&#231;ado do eletrocardiograma, bem como em sintomas como a dor tor&#225;cica<sup>11</sup>. </p>
    <p>O dipiridamol possui efeito vasodilatador indireto por bloquear a recapta&#231;&#227;o da adenosina para o meio intracelular. Nas coron&#225;rias com obstru&#231;&#227;o a partir de 50,0% do l&#250;men vascular, para manuten&#231;&#227;o do fluxo, h&#225; intensa dilata&#231;&#227;o arteriolar distal &#224; obstru&#231;&#227;o em repouso. Nas coron&#225;rias obstru&#237;das, o dipiridamol causar&#225; pouca dilata&#231;&#227;o. As arter&#237;olas das coron&#225;rias normais ter&#227;o dilata&#231;&#227;o m&#225;xima. A reserva coronariana come&#231;a a diminuir devido a estenoses de 45,0% a 50,0% do l&#250;men vascular. O fluxo coronariano basal mant&#233;m-se normal at&#233; o di&#226;metro do vaso alcan&#231;ar estreitamentos maiores que 70,0%. Portanto, a causa dos defeitos de perfus&#227;o ap&#243;s a administra&#231;&#227;o de dipiridamol &#233; a heterogeneidade do fluxo mioc&#225;rdico regional, com importante aumento do fluxo nas art&#233;rias normais e pequeno ou inexistente aumento nas art&#233;rias com estenose. O fen&#244;meno do "roubo" coronariano ap&#243;s inje&#231;&#227;o de dipiridamol ocorre somente quando o fluxo distal &#224; estenose &#233; reduzido, por desvio de parte do fluxo sangu&#237;neo para outro territ&#243;rio coronariano (competi&#231;&#227;o induzida pela vasodilata&#231;&#227;o m&#225;xima), habitualmente do subendoc&#225;rdio para o subepic&#225;rdio: as arter&#237;olas subepic&#225;rdicas mant&#234;m ainda reserva residual de vasodilata&#231;&#227;o, enquanto a reserva subendoc&#225;rdica j&#225; foi esgotada<sup>1</sup>.</p>
    <p>A dilata&#231;&#227;o ventricular induzida pelo estresse foi descrita em protocolos cintilogr&#225;ficos, como repouso/estresse com 99mTc-sestamibi, repouso/estresse com 99mTc-tetrofosmin, ou repouso com t&#225;lio-201 e estresse com 99mTc-sestamibi. A dilata&#231;&#227;o tamb&#233;m j&#225; foi descrita em situa&#231;&#245;es de est&#237;mulo com o dipiridamol<sup>4</sup>. Como nenhum estudo ainda havia avaliado o impacto do tipo de estresse sobre os valores m&#233;dios do IDT, este foi o objetivo principal de nosso estudo. </p>
    <p>A CMP avalia a dilata&#231;&#227;o da cavidade ventricular esquerda induzida pelo estresse, quantificada pelo IDT. Considera-se a dilata&#231;&#227;o presente quando a cavidade ventricular &#233; maior ap&#243;s o estresse, em rela&#231;&#227;o &#224; imagem basal<sup>4</sup>.</p>
    <p>V&#225;rios mecanismos fisiopatol&#243;gicos podem estar associados ao aumento do IDT. O IDT pode estar associado &#224; hipoperfus&#227;o subendoc&#225;rdica e &#224; disfun&#231;&#227;o ventricular sist&#243;lica. A coronariopatia multivascular associa-se &#224; isquemia subendoc&#225;rdica difusa, que compromete a perfus&#227;o do endoc&#225;rdio, resultando na menor concentra&#231;&#227;o endoc&#225;rdica do tra&#231;ador. Outra explica&#231;&#227;o seria a isquemia causar uma disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica que resultaria no aumento da cavidade ventricular, devido ao aumento do volume sist&#243;lico final do ventr&#237;culo esquerdo. A disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica tamb&#233;m causa a impress&#227;o de dilata&#231;&#227;o da cavidade ventricular<sup>4</sup>.</p>
    <p>Outros estudos sugerem que a doen&#231;a card&#237;aca hipertensiva severa seja outra causa de isquemia subendoc&#225;rdica difusa na aus&#234;ncia de estenoses coronarianas, pois se associa ao retardo no relaxamento diast&#243;lico, &#224; disfun&#231;&#227;o endotelial das art&#233;rias coron&#225;rias, &#224; redu&#231;&#227;o da densidade capilar no mioc&#225;rdio hipertrofiado e ao aumento da press&#227;o diast&#243;lica final ventricular esquerda. Embora em casos de hipertrofia ventricular severa possa haver dilata&#231;&#227;o compensat&#243;ria das art&#233;rias coron&#225;rias epic&#225;rdicas, o mioc&#225;rdio parece sofrer isquemia transmural, sem rela&#231;&#227;o com qualquer estenose coronariana<sup>12</sup>. </p>
    <p>Robinson e cols.<sup>13</sup> avaliaram 237 cintilografias consecutivas e constataram dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria ventricular em 23 delas. Nove entre 23 pacientes apresentaram dilata&#231;&#227;o na aus&#234;ncia de defeitos segmentares perfusionais &#224; imagem e na aus&#234;ncia de estenoses coronarianas. Em 07 desses 09 pacientes, atribui-se a dilata&#231;&#227;o exclusivamente &#224; hipertrofia ventricular esquerda. Assim, a dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria n&#227;o &#233; um marcador espec&#237;fico para DAC em popula&#231;&#245;es com alta preval&#234;ncia de cardiopatia hipertensiva, associada &#224; hipertrofia ventricular<sup>13</sup>. Nossa pesquisa n&#227;o avaliou a preval&#234;ncia de hipertrofia ventricular no subgrupo portador de hipertens&#227;o desta amostra. Por&#233;m, como a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o foi similar nos dois grupos, acreditamos que esse fator n&#227;o tenha comprometido os resultados. </p>
    <p>Emmet e cols.<sup>10</sup> avaliaram o impacto da hipertrofia ventricular esquerda e do diabete melito na preval&#234;ncia do IDT. A amostra (n = 103) foi submetida &#224; cintilografia, ao ecocardiograma transtor&#225;cico e ao cateterismo. Foram considerados anormais IDT <underline>&gt;</underline> 1,22 e parede ventricular com espessura <underline>&gt;</underline> 11 mm. Os fatores <italic>SSS</italic> <underline>&gt;</underline> 14, hipertrofia e diabete foram preditores independentes do IDT anormal. Em pacientes com estenoses <underline>&gt;</underline> 90,0% do l&#250;men vascular, a presen&#231;a da hipertrofia ou do diabete aumentou significativamente a preval&#234;ncia do IDT anormal (p &lt; 0,005). </p>
    <p>Assim, o aumento do IDT associa-se &#224; DAC severa e a associa&#231;&#227;o &#233; magnificada na presen&#231;a de hipertrofia ventricular esquerda ou de diabete. A hipertrofia estaria associada &#224; isquemia subendoc&#225;rdica difusa. O diabete estaria associado ao comprometimento da reserva coronariana secund&#225;rio &#224; doen&#231;a microvascular<sup>10</sup>. Nosso estudo n&#227;o encontrou essa associa&#231;&#227;o no subgrupo dos diab&#233;ticos, talvez devido ao pequeno n&#250;mero de pacientes diab&#233;ticos dessa amostra (n = 36). </p>
    <p>Na aus&#234;ncia de estenoses coronarianas epic&#225;rdicas, a dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria foi descrita em pacientes com miocardiopatia dilatada. Sugere-se que a limita&#231;&#227;o da reserva coronariana desses pacientes seja a explica&#231;&#227;o<sup>14</sup>. Nossa pesquisa excluiu pacientes com diagn&#243;stico pr&#233;vio de qualquer miocardiopatia.</p>
    <p>A dilata&#231;&#227;o da cavidade ventricular induzida pelo estresse foi inicialmente descrita na cintilografia de repouso com t&#225;lio-201 e estresse ergom&#233;trico (protocolo de Bruce) com 99mTc-sestamibi. Este estudo analisou a associa&#231;&#227;o entre o aumento do IDT e a presen&#231;a de estenoses coronarianas ao cateterismo. O valor da positividade do IDT correspondeu a 1,22 (&#177;2). No diagn&#243;stico de estenoses coronarianas a partir de 70,0% do l&#250;men vascular, o IDT maior ou igual a 1,22 teve 40,0% de sensibilidade e especificidade superior a 90,0%. O IDT maior que 1,22 teve 71,0% de sensibilidade e 95,0% de especificidade no diagn&#243;stico de estenoses coronarianas maiores ou iguais a 90,0% do l&#250;men. </p>
    <p>Trinta e tr&#234;s por cento dos pacientes com <italic>SSS</italic> entre 04 e 08 apresentaram IDT elevado, 38% com <italic>SSS</italic> entre 09 e 13 e 48% dos pacientes estavam com SSS maior ou igual a 14. Entre os pacientes portadores de estenoses maiores ou iguais a 90,0% em duas art&#233;rias coron&#225;rias, 34,0% apresentaram <italic>SSS</italic> acima de 8,0 e 76,0% apresentaram aumento do IDT. Portanto, o IDT permitiu a identifica&#231;&#227;o de pacientes com estenoses coronarianas extensas e severas, que teriam sido subestimadas na an&#225;lise isolada do <italic>SSS<sup>5</sup></italic>. </p>
    <p>Nosso estudo encontrou valores m&#233;dios do IDT menores que os relatados por este estudo com duplo is&#243;topo, mesmo nos pacientes com perfus&#227;o anormal segundo o <italic>SSS</italic>, o que pode ser atribu&#237;do ao fato dos dois estudos terem sido realizados com radiof&#225;rmacos diferentes<sup>3</sup>. Por&#233;m, como nossa pesquisa n&#227;o realizou cateterismo card&#237;aco para comprovar a presen&#231;a de estenose coronariana nos pacientes desta amostra, a presen&#231;a e o grau das eventuais estenoses n&#227;o puderam ser avaliados. Nossa pesquisa n&#227;o encontrou diferen&#231;a significativa entre os valores m&#233;dios do IDT nos pacientes com <italic>SSS</italic> anormal, nos diferentes m&#233;todos de esfor&#231;o. Talvez isso se deva ao n&#250;mero pequeno de pacientes nesses subgrupos, uma vez que 64,0% da amostra apresentou perfus&#227;o normal (<italic>SSS</italic> <underline>&lt;</underline> 3,0).</p>
    <p>Um estudo avaliou o valor m&#233;dio do IDT em 356 pacientes submetidos &#224; CMP com adenosina, no protocolo de estresse com 99mTc-sestamibi e repouso com t&#225;lio-201. O IDT de 1,36 (&#177; 2) teve 71,0% de sensibilidade e 86,0% de especificidade no diagn&#243;stico de estenoses coronarianas maiores ou iguais a 70,0% do l&#250;men vascular. J&#225; a an&#225;lise visual da perfus&#227;o teve sensibilidade e especificidade de 87,0% e 49,0%, respectivamente. A an&#225;lise da perfus&#227;o foi atrav&#233;s da associa&#231;&#227;o do <italic>SSS</italic> e da extens&#227;o percentual do mioc&#225;rdio hipoperfundido. O IDT foi anormal em: 12,2% dos pacientes com perfus&#227;o normal; em 28,2% dos pacientes com hipoperfus&#227;o discreta; em 29,4% dos pacientes com hipoperfus&#227;o moderada; e em 40,3% dos pacientes com hipoperfus&#227;o acentuada<sup>15</sup>. Assim, o IDT associado &#224; presen&#231;a de DAC teve valor num&#233;rico superior ao descrito no protocolo com teste ergom&#233;trico em esteira (1,22)<sup>5</sup>. Na nossa pesquisa, os valores globais m&#233;dios do IDT foram numericamente superiores no grupo do dipiridamol, confirmando os achados de estudos pr&#233;vios.</p>
    <p>Nossa pesquisa encontrou associa&#231;&#227;o entre os valores m&#233;dios do IDT e as faixas et&#225;rias dos pacientes do grupo do teste ergom&#233;trico (p = 0,009). Houve ainda associa&#231;&#227;o significativa entre os valores m&#233;dios do IDT para os pacientes do tercil mais jovem, cujo IDT do grupo do dipiridamol teve valor m&#233;dio maior (p = 0,010). Esses achados ainda n&#227;o haviam sido referidos na literatura e n&#227;o encontramos teorias que pudessem explic&#225;-los. Talvez estudos com resson&#226;ncia magn&#233;tica card&#237;aca possam elucidar a preval&#234;ncia e a import&#226;ncia relativa dos mecanismos associados ao aumento do IDT no estresse farmacol&#243;gico<sup>16</sup>.</p>
    <p>A perfus&#227;o ventricular pode ser avaliada pela tomografia por emiss&#227;o de p&#243;sitrons com rub&#237;dio-82, associada ao dipiridamol. Nesse protocolo, a administra&#231;&#227;o do estressor farmacol&#243;gico antecede a administra&#231;&#227;o do rub&#237;dio-82 e as imagens podem ser adquiridas durante o pico do estresse<sup>17</sup>. Um estudo aferiu o IDT em pacientes submetidos a estresse farmacol&#243;gico no exame com rub&#237;dio-82 e, posteriormente, submetidos &#224; cineangiocoronariografia em at&#233; 15 dias. O limite superior da normalidade do IDT foi de 1,15(&#177;2), com alta especificidade no diagn&#243;stico da estenose de vaso &#250;nico e multivascular (100,0% e 93,0%, respectivamente). Assim, mostrou-se que a dilata&#231;&#227;o associada ao estresse farmacol&#243;gico &#233; evidente antes do tempo habitual da aquisi&#231;&#227;o da imagem da CPM convencional<sup>18</sup>.</p>
    <p>Deve haver cautela na an&#225;lise da cintilografia associada &#224; dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria do ventr&#237;culo esquerdo, pois o IDT pode estar associado a doen&#231;as n&#227;o coronarianas, como miocardiopatia hipertr&#243;fica ou dilatada. O IDT pode ser potencializado pelo diabete melito. Al&#233;m disso, o IDT pode estar falsamente aumentado em cora&#231;&#245;es pequenos, devido a limita&#231;&#245;es t&#233;cnicas inerentes &#224; cintilografia<sup>19</sup>.</p>
    <p>O nosso estudo apresentou algumas limita&#231;&#245;es, como a n&#227;o randomiza&#231;&#227;o, pois alguns pacientes n&#227;o conseguiriam desenvolver o esfor&#231;o por limita&#231;&#227;o f&#237;sica. Os pacientes n&#227;o foram submetidos &#224; cineangiocoronariografia de rotina, pois estavam fazendo exames avaliativos de isquemia mioc&#225;rdica e devido tamb&#233;m &#224; aus&#234;ncia de recursos. Deste modo, n&#227;o relacionamos os achados com a presen&#231;a e grau de comprometimento coronariano.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O &#237;ndice de dilata&#231;&#227;o transit&#243;ria n&#227;o difere quando os pacientes s&#227;o submetidos a estresse pelo teste ergom&#233;trico em esteira quando comparado ao estresse farmacol&#243;gico pelo dipiridamol, demonstrando a mesma capacidade avaliativa.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Mauren B. Azambuja Gonzalez </p>
        <p> Departamento de Medicina Nuclear do Hospital S&#227;o Vicente de Paulo </p>
        <p> Rua Teixeira Soares 808 </p>
        <p> 99010-080 - Passo Fundo, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail:</p>
        <p><email xlink:href="medicinanuclear@hsvp.br">medicinanuclear@hsvp.br</email> ou </p>
        <p>
          <email xlink:href="mauren.gonzalez@gmail.com">mauren.gonzalez@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 23/06/10; revisado recebido em 24/10/10; aceito em 11/01/11</p>
    <p>Full texts in English - <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.arquivosonline.com.br">http://www.arquivosonline.com.br</ext-link></p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
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        <article-title xml:lang="es">Cuantificaci&#243;n de la dilataci&#243;n ventricular izquierda en la centellograf&#237;a mioc&#225;rdica de perfusi&#243;n</article-title>
      </title-group>
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        <p>FUNDAMENTO: La tasa de dilataci&#243;n transitoria puede ser determinada por la prueba ergom&#233;trica o estr&#233;s farmacol&#243;gico. Se desconoce si el tipo de estr&#233;s tiene un impacto sobre los valores del &#237;ndice de dilataci&#243;n transitoria. OBJETIVO: Comparando los valores promedios del &#237;ndice de dilataci&#243;n transitoria en la centellograf&#237;a con 99mTc-sestamibi, en pacientes sometidos a prueba ergom&#233;trica en cinta rodante, versus estr&#233;s con dipiridamol. El objetivo secundario fue evaluar el impacto sobre el valor promedio del &#237;ndice ejercido por las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, por los factores de riesgo para enfermedad arterial coronaria y por la gravedad de la isquemia. M&#201;TODOS: El estudio transversal incluy&#243; a 200 pacientes, entre 40 y 70 a&#241;os, con o sin factores de riesgo para la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica, con o sin diagn&#243;stico previo de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica. La separaci&#243;n entre los grupos fue secuencial. El software 4D-MSPECT calcul&#243; el &#237;ndice de dilataci&#243;n transitoria y suministr&#243; un sistema de score para el an&#225;lisis de la perfusi&#243;n. RESULTADOS: El valor del &#237;ndice de la dilataci&#243;n transitoria media del grupo sometido a la prueba ergom&#233;trica fue de 1,06 (&#177; 0,23). El del grupo sometido al estr&#233;s con dipiridamol fue de 1,10 (&#177;0,22);(p = 0,200). No hubo asociaci&#243;n entre el tipo de estr&#233;s y los valores promedios del &#237;ndice de dilataci&#243;n transitoria. Se encontr&#243; una asociaci&#243;n entre los valores medios del &#237;ndice y la edad s&#243;lo para los pacientes del grupo de la prueba ergom&#233;trica (p = 0,009). CONCLUSI&#211;N: Los resultados de nuestro estudio demuestran que el &#237;ndice de dilataci&#243;n transitoria no difieren cuando los pacientes son sometidos a estr&#233;s por la prueba ergom&#233;trica en cinta rodante farmacol&#243;gica por el dipiridamol. (Arq Bras Cardiol 2011;96(5):363-369)</p>
      </abstract>
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        <kwd>dipiridamol</kwd>
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      <p><sup>I</sup>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital S&#227;o Lucas da PUC-RS</p>
      <p> IIPrograma de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Medicina e Ci&#234;ncias da Sa&#250;de/Cl&#237;nica M&#233;dica da PUC-RS, Porto Alegre, RS</p>
      <p><sup>III</sup>Hospital S&#227;o Vicente de Paulo, Passo Fundo, RS - Brasil</p>
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        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La tasa de dilataci&#243;n transitoria puede ser determinada por la prueba ergom&#233;trica o estr&#233;s farmacol&#243;gico. Se desconoce si el tipo de estr&#233;s tiene un impacto sobre los valores del &#237;ndice de dilataci&#243;n transitoria.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Comparando los valores promedios del &#237;ndice de dilataci&#243;n transitoria en la centellograf&#237;a con 99mTc-sestamibi, en pacientes sometidos a prueba ergom&#233;trica en cinta rodante, <italic>versus</italic> estr&#233;s con dipiridamol. El objetivo secundario fue evaluar el impacto sobre el valor promedio del &#237;ndice ejercido por las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, por los factores de riesgo para enfermedad arterial coronaria y por la gravedad de la isquemia.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> El estudio transversal incluy&#243; a 200 pacientes, entre 40 y 70 a&#241;os, con o sin factores de riesgo para la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica, con o sin diagn&#243;stico previo de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica. La separaci&#243;n entre los grupos fue secuencial. El <italic>software</italic> 4D-MSPECT calcul&#243; el &#237;ndice de dilataci&#243;n transitoria y suministr&#243; un sistema de score para el an&#225;lisis de la perfusi&#243;n.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> El valor del &#237;ndice de la dilataci&#243;n transitoria media del grupo sometido a la prueba ergom&#233;trica fue de 1,06 (&#177; 0,23). El del grupo sometido al estr&#233;s con dipiridamol fue de 1,10 (&#177;0,22);(p = 0,200). No hubo asociaci&#243;n entre el tipo de estr&#233;s y los valores promedios del &#237;ndice de dilataci&#243;n transitoria. Se encontr&#243; una asociaci&#243;n entre los valores medios del &#237;ndice y la edad s&#243;lo para los pacientes del grupo de la prueba ergom&#233;trica (p = 0,009).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Los resultados de nuestro estudio demuestran que el &#237;ndice de dilataci&#243;n transitoria no difieren cuando los pacientes son sometidos a estr&#233;s por la prueba ergom&#233;trica en cinta rodante farmacol&#243;gica por el dipiridamol. (Arq Bras Cardiol 2011;96(5):363-369)</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Dilataci&#243;n, funci&#243;n ventricular izquierda, prueba de esfuerzo, centellograf&#237;a, dipiridamol.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La centellograf&#237;a de perfusi&#243;n mioc&#225;rdica (CMP) se asocia con a la prueba ergom&#233;trica en cinta mec&#225;nica, o al estr&#233;s farmacol&#243;gico con dipiridamol, adenosina o dobutamina<sup>1</sup>.</p>
      <p>El CMP suministra una evaluaci&#243;n relativa a la perfusi&#243;n en el an&#225;lisis del grado de la capacitaci&#243;n del radiof&#225;rmaco por las paredes ventriculares. En la estenosis triarterial balanceada, los defectos de perfusi&#243;n inducidos por el ejercicio pueden distribuirse homog&#233;neamente por el miocardio, lo que puede ocasionar un falso negativo<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>La CMP eval&#250;a la dilataci&#243;n de la cavidad ventricular izquierda, inducida por el estr&#233;s, cuantificada por el &#237;ndice de dilataci&#243;n transitoria (IDT). Consideramos la dilataci&#243;n como presente cuando la cavidad ventricular izquierda es mayor tras el estr&#233;s, con relaci&#243;n a la imagen del reposo<sup>4</sup>.</p>
      <p>La dilataci&#243;n fue descrita inicialmente en la centellograf&#237;a de reposo con talio-201 y estr&#233;s ergom&#233;trico con 99mTC-sestamibi, cuando el IDT mayor de 1,22 tuvo el 71% de sensibilidad y el 95% de especificidad en el diagn&#243;stico de la estenosis coronaria a partir del 90% del lumen vascular<sup>5</sup>. Se la describi&#243; a&#250;n con los protocolos 99mTc-sestamibi estr&#233;s/reposo<sup>6</sup> y 99mTc-tetrofosmin estr&#233;s/reposo<sup>7</sup>. En el examen asociado con el estr&#233;s ergom&#233;trico, las im&#225;genes se llevan a cabo entre 30 y 60 minutos despu&#233;s del estr&#233;s, dando tiempo a la recuperaci&#243;n de la disfunci&#243;n mec&#225;nica del miocardio ocasionada por el mismo. Sin embargo, en el examen asociado con dipiridamol, cuando el miocardio no se somete a un estr&#233;s real, el IDT tambi&#233;n fue descripto<sup>8</sup>.</p>
      <p>Aunque el IDT se tiene describiendo desde hace a&#241;os, a&#250;n no se evalu&#243; si el tipo de estr&#233;s, ergom&#233;trico o farmacol&#243;gico, afecta a su valor medio en grupos homog&#233;neos. </p>
      <p>En la pr&#225;ctica cl&#237;nica, la comparaci&#243;n entre los m&#233;todos puede dirigir a los pacientes con el tipo de estr&#233;s que m&#225;s afecta el valor medio del IDT, que puede reducir al m&#237;nimo las limitaciones de la CMP, como en los casos de pacientes con enfermedad coronaria triartrial, equilibrada y de estenosis del tronco de la arteria coronaria izquierda. Con el an&#225;lisis visual de la perfusi&#243;n, estas dos situaciones se establecen como las causas de falso negativo en la centellograf&#237;a<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>El estudio fue presentado al Comit&#233; de &#201;tica de la Pontificia Universidad Cat&#243;lica de Porto Alegre (expediente 08/04461) y los participantes firmaron un Formulario de Consentimiento.</p>
      <p>La hip&#243;tesis operacional afirma que los mecanismos de esfuerzos diferentes inducen respuestas diferentes del ventr&#237;culo izquierdo al estr&#233;s.</p>
      <p>El principal objetivo del estudio fue comparar los valores medios de la IDT en la CMP en pacientes sometidos a estr&#233;s ergom&#233;trico, en cinta con protocolo <italic>Ellestad</italic>, y los valores medios del IDT en pacientes sometidos a estr&#233;s farmacol&#243;gico con dipiridamol.</p>
      <p>El objetivo secundario fue evaluar el impacto en el promedio de IDT ejercido por centellograf&#237;a normal o no, de acuerdo al <italic>summed stress score</italic> (SSS). El an&#225;lisis incluye el impacto de factores: sexo, edad, &#237;ndice de masa corporal, hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, diabetes mellitus, dislipidemia y uso de tabaco sobre el IDT medio de cada uno de estos par&#225;metros en grupos.</p>
      <p>La muestra fue reclutada a partir de los pacientes referidos por sus m&#233;dicos para realizar la centellograf&#237;a en la rutina del servicio.</p>
      <p>Para comparar el efecto del estr&#233;s farmacol&#243;gico <italic>versus</italic> el estr&#233;s ergom&#233;trico, basado en una m&#237;nima diferencia significativa de 0,5 desviaci&#243;n est&#225;ndar, se estim&#243; una muestra de 86 pacientes por grupo, manteni&#233;ndose &#945; = 0,05 y la potencia estad&#237;stica de 90% (&#946; = 0,10). Para posibilitar el ajuste estad&#237;stico y estimar el impacto de factores de confusi&#243;n, el tama&#241;o de la muestra tuvo un incremento de aproximadamente el 15%, totalizando 100 pacientes por grupo.</p>
      <p>La centellograf&#237;a se realiz&#243; en pacientes previamente diagnosticados con enfermedad coronaria isqu&#233;mica o no. Se incluyeron a pacientes de ambos sexos, con edades comprendidas entre 40 y 70 a&#241;os, portadores o no de diabetes mellitus, la hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica y la dislipidemia, el tabaquismo o no. Se consideraron como diab&#233;ticos a todos los pacientes que refirieron el uso de hipoglucemiantes orales o insulina. Se consideraron hipertensos a los pacientes que relataron usar medicaciones hipotensoras, y dislip&#233;micos a aquellos que estaban en uso de f&#225;rmacos hipolipemiantes. Se consideraron como fumadores a todos los que afirmaron ya haber fumado m&#225;s de 100 unidades de cigarrillos en toda su vida.</p>
      <p>Los pacientes fueron separados en un grupo sometido a la centellograf&#237;a asociada con estr&#233;s ergom&#233;trico en cinta versus el segundo grupo, sometido a la centellograf&#237;a asociada con estr&#233;s con dipiridamol. La separaci&#243;n entre los grupos fue secuencial. La randomizaci&#243;n no fue posible, porque se analizaron los pacientes que se sometieron a la centellograf&#237;a de la rutina. Realizamos 100 centellograf&#237;as seguidas en cada grupo.</p>
      <p>La centellograf&#237;a se realiz&#243; como la primera directriz de la Sociedad Brasile&#241;a de Cardiolog&#237;a sobre la Cardiolog&#237;a Nuclear<sup>1</sup>.</p>
      <p>Los pacientes fueron instruidos para suspender: aminofilina y medicamentos con xantinas, 36 horas antes de la centellograf&#237;a; bloqueantes y los antagonistas de los canales de calcio, 72 horas antes; nitratos, 24 horas antes; y medicamentos con cafe&#237;na, 24 horas antes. Los pacientes fueron instruidos para no consumir cafe&#237;na y seguir una dieta baja en xantina 24 horas antes<sup>1</sup>.</p>
      <p>En ambos grupos, la centellograf&#237;a se realiz&#243; con el protocolo de un d&#237;a con 99mTc-sestamibi, administrado por v&#237;a intravenosa, en la actividad de 296 a 370 MBq en reposo y en actividad de 925 a 1.110 MBq durante la fase del estr&#233;s, para los pacientes de dos grupos<sup>1</sup>.</p>
      <p> Aproximadamente dos horas despu&#233;s del estudio de reposo, los pacientes del primer grupo fueron sometidos a estr&#233;s ergom&#233;trico en cinta por el protocolo de <italic>Ellestad.</italic> Administrar el radiof&#225;rmaco cuando el paciente alcanz&#243; por lo menos el 85% de la frecuencia card&#237;aca m&#225;xima para su edad, determinada por la f&#243;rmula (220 - edad)<sup>1</sup>.</p>
      <p>Aproximadamente dos horas despu&#233;s de que el estudio en el hogar, los pacientes del segundo grupo recibieron por v&#237;a intravenosa de 0,14 mg/kg/minuto de dipiridamol, durante 04 minutos. Administramos el radiof&#225;rmaco entre el 7&#186; y el 9&#186; minutos despu&#233;s del inicio de la infusi&#243;n del dipiridamol<sup>1</sup>.</p>
      <p>La adquisici&#243;n de la imagen se produjo dentro de los 15 a 30 minutos despu&#233;s del esfuerzo ergom&#233;trico, 45 a 60 minutos tras el estr&#233;s farmacol&#243;gico y entre 45 y 60 minutos despu&#233;s de la inyecci&#243;n del trazador en reposo<sup>1</sup>.</p>
      <p>La centellograf&#237;a se realiz&#243; en la c&#225;mara gamma E-Cam SIEMENS<sup>&#174;</sup> con LEHR colimador y la ventana de energ&#237;a centrada en 140 keV (&#177;15%), matriz de 64 por 64 p&#237;xeles y rotaci&#243;n por el m&#233;todo de paso a paso. Se colocaron a los pacientes en dec&#250;bito dorsal horizontal, con los brazos levantados. Im&#225;genes tomogr&#225;ficas se llevaron a cabo con un arco de rotaci&#243;n de 180&#186; en una &#243;rbita el&#237;ptica y en sentido contrario, con la adquisici&#243;n de 64 proyecciones de 20 segundos de duraci&#243;n cada uno, en reposo, y de 64 proyecciones de 25 segundos de duraci&#243;n cada uno, despu&#233;s de cada estr&#233;s. Las im&#225;genes de las dos fases se sincronizaron con el electrocardiograma (ECG). Cada ciclo card&#237;aco se divide en 16 porciones. El ECG determin&#243; el intervalo R-R de cada paciente en el momento del examen. A partir de la media del intervalo R-R, se cre&#243; una ventana de aceptaci&#243;n del 15%, excluyendo los latidos fuera de esta ventana. El procesamiento de im&#225;genes que utiliz&#243; el filtro de <italic>Butterworth</italic>, seguido de reconstrucci&#243;n de las im&#225;genes a trav&#233;s de la t&#233;cnica de la retroproyecci&#243;n filtrada<sup>1</sup>.</p>
      <p>Utilizamos el <italic>software</italic> 4D-MSPECT en el procesamiento de la centellograf&#237;a por un operador ciego para el c&#225;lculo autom&#225;tico del IDT, a trav&#233;s de la divisi&#243;n del volumen de la superficie del endocardio del ventr&#237;culo izquierdo despu&#233;s del estr&#233;s, sobre el volumen de la superficie endoc&#225;rdica de la cavidad en reposo. El <italic>software</italic> calcul&#243; el volumen del ventr&#237;culo izquierdo a partir de las im&#225;genes en tres dimensiones proporcionadas por la centellograf&#237;a. El algoritmo segmenta del ventr&#237;culo izquierdo y determina los l&#237;mites de la superficie endoc&#225;rdica y epic&#225;rdica y del plan valvular para las im&#225;genes del estr&#233;s y del reposo. As&#237; que se calculaba el IDT por la raz&#243;n (volumen de la cavidad ventricular pos estr&#233;s/ volumen de la cavidad ventricular en reposo)<sup>5,9</sup>.</p>
      <p>El an&#225;lisis de la perfusi&#243;n utiliz&#243; sistema de puntuaci&#243;n que divide el miocardio en 17 segmentos y considera una escala num&#233;rica con los siguientes valores: cero = normal; = un = tenue hipocaptaci&#243;n del radiof&#225;rmaco; dos = moderada hipocaptaci&#243;n; tres = acentuada hipocaptaci&#243;n; 04 = ausencia de captaci&#243;n del radiof&#225;rmaco. Los scores 03 y 04 se asociaron a estenosis coronarias superiores a 90%. Cada uno de los 17 segmentos recibe un valor entre cero y 04. Se calcula la sumatoria de los valores asignados a cada segmento, representativo de la fase de estr&#233;s y denominada <italic>SSS</italic> (<italic>summed stress score</italic>). Los valores num&#233;ricos de <italic>SSS</italic> inferiores o iguales a tres se consideran normales, entre 04 y 08 discretamente anormales, entre 09 y 13 como moderadamente anormales y a partir de 14 francamente anormales<sup>1</sup>.</p>
      <p>Los individuos fueron excluidos con: ritmo card&#237;aco no sinusal; diagn&#243;stico previo de cualquier otras enfermedades card&#237;acas (cardiomiopat&#237;as o valvulopatias); volumen sist&#243;lico final inferior que 15 mililitros y con amputaci&#243;n de las extremidades. </p>
      <p>La centellograf&#237;a no se llev&#243; a cabo cuando el cardi&#243;logo consider&#243; el paciente inapto a no hacer esfuerzos. La &#250;nica contraindicaci&#243;n absoluta fue el embarazo. </p>
      <p>Los pacientes no fueron expuestos a la radiaci&#243;n para fines acad&#233;micos. Analizamos a los pacientes que se sometieron a una centellograf&#237;a por solicitaci&#243;n de su m&#233;dico, sin financiaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>El grado de obesidad de los pacientes se evalu&#243; mediante el c&#225;lculo de &#237;ndice de masa corporal (IMC), obtenido por la raz&#243;n entre el peso del paciente, en kilogramos, sobre la altura en metros al cuadrado. A los pacientes con IMC entre 18,5 y 24,9 se consideraron con peso normal; entre 25,0 y 29,9 considerados aquellos con sobrepeso, a los individuos con un IMC mayor o igual a 30,0 se consideraron con obesidad. De los pacientes, el 64% presentaron perfusi&#243;n normal a la centellograf&#237;a, de acuerdo a la <italic>SSS</italic>. La <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Tabla 1</xref> muestra que los grupos eran homog&#233;neos (p &gt; 0,05).</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0363-00042-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Para describir los datos cuantitativos, se utiliza la media &#177; desviaci&#243;n est&#225;ndar. Los datos categ&#243;ricos se expresaron como frecuencias y porcentajes. La comparaci&#243;n del IDT entre grupos fue por regresi&#243;n lineal m&#250;ltiple. Los datos categ&#243;ricos se compararon mediante el procedimiento de chi-cuadrado. El nivel de significaci&#243;n fue adoptado &#945; = 0,05. Los datos fueron analizados y procesados con ayuda del programa <italic>SPSS,</italic> versi&#243;n 17. </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Tabla 2</xref> muestra que el estudio no encontr&#243; ninguna asociaci&#243;n entre el tipo de estr&#233;s y los valores medios de la IDT. Se encontr&#243; una asociaci&#243;n entre los valores medios de IDT y los grupos de edad de los pacientes del grupo de la prueba ergom&#233;trica (p = 0,009). Hubo todav&#237;a una asociaci&#243;n significativa entre los valores medios del IDT para los pacientes del tercil m&#225;s joven, cuyo IDT del grupo del dipiridamol tuvo valor medio mayor (p = 0,010).</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0363-00042-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La CMP est&#225; asociada con la prueba ergom&#233;trica en estera, o al estr&#233;s con dipiridamol, adenosina o dobutamina<sup>1</sup>. La presencia de defectos perfusionales extensos y severos, la reducci&#243;n de la fracci&#243;n de eyecci&#243;n ventr&#237;culo izquierda despu&#233;s del estr&#233;s y la dilataci&#243;n ventricular izquierda inducida por el estr&#233;s son indicadores de mal pron&#243;stico a centellograf&#237;a<sup>10</sup>.</p>
      <p>El ejercicio f&#237;sico tiene efectos inotr&#243;picos y cronotr&#243;picos positivos sobre el coraz&#243;n y aumenta la presi&#243;n sangu&#237;nea arterial. En arterias coronarias sanas, el aumento de la necesidad de ox&#237;geno se compensa por la vasodilataci&#243;n fisiol&#243;gica arterial, que aumenta el flujo de sangre arterial dos a tres veces por encima del basal. As&#237;, el estr&#233;s card&#237;aco provoca isquemia en las arterias coronarias estenosadas o incapaces de dilatarse (con afectaci&#243;n de la reserva coronaria), dando lugar a trastornos de la cinesia y de la perfusi&#243;n de las paredes ventriculares y del trazado del electrocardiograma, as&#237; como en s&#237;ntomas como el dolor tor&#225;cico<sup>11</sup>. </p>
      <p>El dipiridamol tiene un efecto vasodilatador indirecto por el bloqueo de la recaptaci&#243;n de la adenosina en el medio intracelular. En las coronarias con obstrucci&#243;n a partir del 50% del lumen vascular, para mantener el flujo, hay una intensa dilataci&#243;n arteriolar distal a la obstrucci&#243;n en reposo. En las coronarias obstruidas, el dipiridamol causar&#225; poca dilataci&#243;n. Las arteriolas de las coronarias normales tendr&#225;n dilataci&#243;n m&#225;xima. La reserva coronaria empieza a disminuir debido a la estenosis de 45% a 50.0% del lumen vascular. El flujo coronario basal sigue normal hasta que el di&#225;metro del vaso alcance estrechamientos mayores de 70%. Por lo tanto, la causa de los defectos de perfusi&#243;n despu&#233;s de la administraci&#243;n de dipiridamol es la heterogeneidad del flujo mioc&#225;rdico regional, con un aumento significativo en el flujo en las arterias normales y peque&#241;as o inexistente aumento en las arterias con estenosis. El fen&#243;meno del "robo" coronario tras inyecci&#243;n de dipiridamol se produce s&#243;lo cuando el flujo distal a la estenosis se reduce, al desviar parte del flujo de sangre a otros territorios coronarios (la competencia inducida por la vasodilataci&#243;n m&#225;xima), por lo general el subendocardio al subepic&#225;rdio: las arteriolas subepic&#225;rdicas mantienen todav&#237;a una reserva residual de la vasodilataci&#243;n, mientras que la reserva subendoc&#225;rdica ya se agot&#243;<sup>1</sup>.</p>
      <p>La dilataci&#243;n ventricular inducida por el estr&#233;s se describi&#243; en los protocolos de centellograf&#237;a, como reposo/estr&#233;s con 99mTc-sestamibi, reposo/estr&#233;s con 99mTc-tetrofosmin, o reposo con t&#225;lio-201 y el estr&#233;s con 99mTc-sestamibi. La expansi&#243;n tambi&#233;n se ha descrito en las situaciones de est&#237;mulo con dipiridamol<sup>4</sup>. Como hasta ahora ning&#250;n estudio hab&#237;a evaluado el impacto del tipo de estr&#233;s sobre los valores promedios de la IDT, este fue el objetivo principal de nuestro estudio. </p>
      <p>La CMP eval&#250;a la dilataci&#243;n de la cavidad ventricular izquierda inducida por el estr&#233;s, cuantificada por el IDT. Consideramos la dilataci&#243;n presente cuando la cavidad ventricular es mayor tras el estr&#233;s, con relaci&#243;n a la imagen basal<sup>4</sup>.</p>
      <p>Varios mecanismos fisiopatol&#243;gicos pueden estar asociados con un aumento del IDT. El IDT puede estar asociado con la hipoperfusi&#243;n subendoc&#225;rdica y a la disfunci&#243;n ventricular sist&#243;lica. La coronariopat&#237;a multivascular se asocia con a la isquemia subendoc&#225;rdica difusa, que compromete la perfusi&#243;n del endocardio, lo que resulta en una menor concentraci&#243;n endoc&#225;rdica del trazador. Otra explicaci&#243;n podr&#237;a ser la isquemia causar una disfunci&#243;n sist&#243;lica lo que resultar&#237;a en el aumento de la cavidad ventricular, debido al aumento del volumen sist&#243;lico final del ventr&#237;culo izquierdo. La disfunci&#243;n sist&#243;lica tambi&#233;n causa la impresi&#243;n de dilataci&#243;n de la cavidad ventricular<sup>4</sup>.</p>
      <p>Otros estudios sugieren que la enfermedad card&#237;aca hipertensiva severa es otra causa de isquemia subendoc&#225;rdica difusa en ausencia de estenosis coronaria, ya que se asocia con retraso en la relajaci&#243;n diast&#243;lica, la disfunci&#243;n endotelial de las arterias coronarias, la reducci&#243;n de la densidad capilar en el miocardio hipertrofiado y al aumento de la presi&#243;n diast&#243;lica final ventricular izquierda. Aunque en los casos de hipertrofia ventricular severa puede haber la dilataci&#243;n compensatoria de las arterias coronarias epic&#225;rdicas, el miocardio parece sufrir isquemia transmural, sin relaci&#243;n con cualquier estenosis coronaria<sup>12</sup>. </p>
      <p>Robinson et al<sup>13</sup> evaluaron 237 centellograf&#237;as consecutivas y constataron dilataci&#243;n transitoria ventricular en 23 de ellas. Nueve de 23 pacientes ten&#237;an dilataci&#243;n en la ausencia de defectos segmentares de perfusi&#243;n a la imagen y en ausencia de estenosis coronaria. En 07 de estos 09 pacientes, la dilataci&#243;n se asign&#243; exclusivamente a hipertrofia ventricular izquierda. Por lo tanto, la dilataci&#243;n transitoria no es un marcador espec&#237;fico de EAC en poblaciones con alta prevalencia de la cardiopat&#237;a hipertensiva, asociada con hipertrofia ventricular<sup>13</sup>. Nuestro estudio no evalu&#243; la prevalencia de hipertrofia ventricular en el subgrupo portador de hipertensi&#243;n de esta muestra. Sin embargo, como la prevalencia de hipertensi&#243;n fue similar en ambos grupos, creemos que este factor no ha afectado los resultados. </p>
      <p>Emmet et al<sup>10</sup> evaluaron el impacto de la hipertrofia ventricular izquierda y del diabetes mellitus en la prevalencia del IDT. La muestra (n = 103) fue sometido a una centellograf&#237;a, al ecocardiograma transtor&#225;cico y al cateterismo. Se consideraron anormales IDT <underline>&gt;</underline> 1,22 y pared ventricular con espesor <underline>&gt;</underline> 11 mm. Los factores <italic>SSS</italic> <underline>&gt;</underline> 14, la hipertrofia y la diabetes fueron predictores independientes de IDT anormal. En los pacientes con estenosis <underline>&gt;</underline> 90% del lumen vascular, la presencia de hipertrofia o del diabetes aument&#243; significativamente la prevalencia de la IDT anormal (p &lt; 0,005). </p>
      <p>Por lo tanto, el aumento del IDT se asoci&#243; con graves EAC y la asociaci&#243;n se magnifica en presencia de hipertrofia ventricular izquierda o de la diabetes. La hipertrofia se asoci&#243; con la isquemia subendoc&#225;rdica difusa. La diabetes se asoci&#243; con el compromiso de la reserva coronaria secundario a la enfermedad microvascular<sup>10</sup>. Nuestro estudio no encontr&#243; tal asociaci&#243;n en el subgrupo de diab&#233;ticos, tal vez debido al escaso n&#250;mero de pacientes diab&#233;ticos en esta muestra (n = 36). </p>
      <p>En ausencia de estenosis coronarias epic&#225;rdicas, la dilataci&#243;n transitoria fue descrita en pacientes con miocardiopat&#237;a dilatada. Se sugiere que la limitaci&#243;n de la reserva coronaria en estos pacientes sea la explicaci&#243;n<sup>14</sup>. Nuestra investigaci&#243;n excluy&#243; a pacientes con diagn&#243;stico previo de cualquier miocardiopat&#237;a.</p>
      <p>La dilataci&#243;n de la cavidad ventricular inducida por el estr&#233;s fue inicialmente descrita en la centellograf&#237;a de reposo con t&#225;lio-201 y estr&#233;s ergom&#233;trico (protocolo de Bruce) con 99m Tc-sestamibi. Este estudio analiz&#243; la asociaci&#243;n entre el aumento del IDT y la presencia de estenosis coronaria en el cateterismo. El valor de la positividad del IDT correspondi&#243; a 1,22 (&#177;2). En el diagn&#243;stico de estenosis coronarias a partir de 70% del lumen vascular, el IDT mayor o igual a 1,22 tuvo 40% de sensibilidad y especificidad superior a 90%. El IDT mayor de 1,22 tuvo 71% de sensibilidad y 95% de especificidad en el diagn&#243;stico de estenosis coronaria mayor o igual a 90% de lumen. </p>
      <p>Treinta y tres por ciento de los pacientes con SSS entre 04 y 08 presentaron IDT elevado, 38% con SSS entre 9 y 13 y 48% de los pacientes estaban con SSS mayor o igual a 14. Entre los pacientes portadores de estenosis mayores o iguales a 90% en dos arterias coronarias, el 34% presentaron <italic>SSS</italic> arriba del 8% y el 76% presentaron aumento del IDT. Por lo tanto, el IDT permiti&#243; la identificaci&#243;n de los pacientes con estenosis coronaria extensas y severas, que ya se hab&#237;an subestimado en el an&#225;lisis aislado del <italic>SSS</italic><sup><italic>5</italic></sup>. </p>
      <p>Nuestro estudio encontr&#243; valores promedios de IDT menores que los reportados en este estudio con el doble is&#243;topo, aun en los pacientes con perfusi&#243;n anormal de acuerdo con el <italic>SSS</italic>, lo que se puede atribuir al hecho de que los dos estudios haberse realizado con diferentes radiof&#225;rmacos<sup>3</sup>. Sin embargo, como nuestra investigaci&#243;n no realiz&#243; un cateterismo cardiaco para confirmar la presencia de estenosis coronaria en los pacientes de esta muestra, la presencia y el grado de las eventuales estenosis no pudieron evaluarse. Nuestra investigaci&#243;n no encontr&#243; diferencias significativas entre los valores medios del IDT en los pacientes con <italic>SSS</italic> anormal, en los diferentes m&#233;todos de esfuerzo. Tal vez esto se deba al n&#250;mero peque&#241;o de pacientes en estos subgrupos, una vez que 64% de la muestra present&#243; difusi&#243;n normal (<italic>SSS</italic> <underline>&lt;</underline> 3,0)</p>
      <p>Un estudio evalu&#243; el valor medio del IDT en 356 pacientes sometidos a CMP con adenosina, en el protocolo de estr&#233;s con 99mTc-sestamibi y el reposo con talio-201. El IDT de 1,36 (&#177; 2) tuvo 71% de sensibilidad y un 86% de especificidad en el diagn&#243;stico de estenosis coronarias mayores o iguales a 70% del lumen vascular. Sin embargo en el an&#225;lisis de la perfusi&#243;n tuvo sensibilidad y especificidad del 87% y el 49%, respectivamente. El an&#225;lisis de la perfusi&#243;n fue a trav&#233;s de la asociaci&#243;n del<italic> SSS</italic> y de la extensi&#243;n porcentual del miocardio hipoperfundidos. El IDT fue anormal en: el 12,2% de los pacientes con perfusi&#243;n normal; en un 28,2% de los pacientes con hipoperfusi&#243;n leve; en el 29,4% de los pacientes con hipoperfusi&#243;n moderada; y en el 40,3% de los pacientes con hipoperfusi&#243;n severa<sup>15</sup>. As&#237;, el IDT asociado con la presencia de EAC tuvo un valor num&#233;rico superior al descripto en el protocolo con prueba ergom&#233;trica en cinta (1,22)<sup>5</sup>. En nuestro estudio, los valores globales promedios del IDT fueron num&#233;ricamente mayores en el grupo del dipiridamol, lo que confirma los hallazgos de estudios anteriores.</p>
      <p>Nuestra investigaci&#243;n encontr&#243; una asociaci&#243;n entre los valores medios de IDT y los grupos de edad de los pacientes de la prueba ergom&#233;trica (p = 0,009). Hubo todav&#237;a una asociaci&#243;n significativa entre los valores medios del IDT, para los pacientes del tercil m&#225;s joven, cuyo IDT del grupo del dipiridamol tuvo valor medio mayor (p = 0,010). Estos hallazgos no se hab&#237;an referido en la literatura y no encontramos teor&#237;as que pudieran explicarlos. Tal vez con estudios de resonancia magn&#233;tica cardiaca puedan dilucidar la prevalencia y la importancia relativa de los mecanismos asociados con el aumento de IDT en el estr&#233;s farmacol&#243;gico<sup>16</sup>.</p>
      <p>La perfusi&#243;n ventricular se puede evaluar mediante tomograf&#237;a por emisi&#243;n de positrones con rubidio-82, combinada con dipiridamol. En este protocolo, la administraci&#243;n del estresor farmacol&#243;gico precede a la administraci&#243;n de rubidio-82 y las im&#225;genes pueden ser adquiridas durante el pico m&#225;ximo<sup>17</sup>. Un estudio ha medido el IDT en pacientes sometidos a estr&#233;s farmacol&#243;gico en el examen con rubidio-82 y, posteriormente, se sometieron a una cineangiocoronariograf&#237;a en hasta 15 d&#237;as. El l&#237;mite superior de la normalidad del IDT fue de 1,15 (&#177;2), con alta especificidad en el diagn&#243;stico de estenosis de vaso &#250;nico y multivascular (100% y 93%, respectivamente). As&#237;, se demostr&#243; que la dilataci&#243;n asociada con el estr&#233;s farmacol&#243;gico es evidente antes de la hora habitual de adquisici&#243;n de im&#225;genes convencionales<sup>18</sup>.</p>
      <p>Se debe tener precauci&#243;n en el an&#225;lisis de la centellograf&#237;a asociadas con la dilataci&#243;n transitoria del ventr&#237;culo izquierdo, ya que el IDT puede estar asociado con enfermedades coronarias, tales como miocardiopat&#237;a hipertr&#243;ficas o dilatada. El IDT puede ser potenciado por la diabetes mellitus. Adem&#225;s, el IDT puede estar falsamente aumentado en corazones peque&#241;os, debido a las limitaciones t&#233;cnicas inherentes a la centellograf&#237;a<sup>19</sup>.</p>
      <p>Nuestro estudio tuvo algunas limitaciones como la no randomizaci&#243;n, ya que algunos pacientes no lograron desarrollar el esfuerzo por limitaci&#243;n f&#237;sica. Los pacientes no se sometieron a una cineangiocoronariografia de rutina, ya que hac&#237;an pruebas que evaluaban la isquemia mioc&#225;rdica y tambi&#233;n debido a la falta de recursos. Por lo tanto, no relacionamos los hallazgos con la presencia y el grado de compromiso coronario.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El &#237;ndice de dilataci&#243;n transitoria no se distingue cuando los pacientes son sometidos a estr&#233;s por la prueba ergom&#233;trica en cinta rodante cuando comparado al estr&#233;s farmacol&#243;gico por el dipiridamol, demostrando la misma capacidad de evaluaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de Disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Mauren B. Azambuja Gonzalez , por la PUC-RS.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Quantification of left ventricular dilatation in myocardial perfusion scintigraphy</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The rate of transient dilatation can be determined by exercise testing or pharmacological stress test. It is unknown whether the type of stress has an impact on average transient dilatation index values. OBJECTIVE: To compare average transient dilation index values in 99mTc-sestamibi scintigraphy in patients undergoing treadmill stress test, versus dipyridamole stress test. The secondary purpose was to evaluate the impact on the average index value by demographic characteristics, risk factors for coronary artery disease and severity of ischemia. METHODS: The cross-sectional study included 200 patients between 40 and 70 years old, with or without risk factors for ischemic heart disease, with or without a previous diagnosis of ischemic heart disease. The separation between groups was sequential. The software 4D-MSPECT calculated the transient dilatation index and provided a scoring system for perfusion analysis. RESULTS: The average transient dilation index value of the group undergoing exercise stress test was 1.06 (&#177;0.23). For the group undergoing the dipyridamole stress test, it was 1.10 (&#177;0.22); (p = 0.200). There was no association between the type of stress and the average transient dilatation index values. An association was found between the average index values and age only for those patients from the exercise test group (p = 0.009). CONCLUSION: The results of our study demonstrate that the transient dilation index does not differ when patients undergo exercise stress test on a treadmill or pharmacological stress by dipyridamole.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Dilatation</kwd>
        <kwd>ventricular function, left</kwd>
        <kwd>exercise test</kwd>
        <kwd>radionuclide imaging</kwd>
        <kwd>dipyridamole</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <fig id="title-body3"/>
      <p>Quantification of left ventricular dilatation in myocardial perfusion scintigraphy</p>
      <p>
        <bold>Mauren B. Azambuja Gonzalez; Roberto Alves Azambuja; Luiz Carlos Bodanese</bold>
      </p>
      <p> Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital S&#227;o Lucas da PUCRS; Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Medicina e Ci&#234;ncias da Sa&#250;de - Cl&#237;nica M&#233;dica da Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS; Hospital S&#227;o Vicente de Paulo, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> The rate of transient dilatation can be determined by exercise testing or pharmacological stress test. It is unknown whether the type of stress has an impact on average transient dilatation index values.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>To compare average transient dilation index values in 99mTc-sestamibi scintigraphy in patients undergoing treadmill stress test, <italic>versus</italic> dipyridamole stress test. The secondary purpose was to evaluate the impact on the average index value by demographic characteristics, risk factors for coronary artery disease and severity of ischemia.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> The cross-sectional study included 200 patients between 40 and 70 years old, with or without risk factors for ischemic heart disease, with or without a previous diagnosis of ischemic heart disease. The separation between groups was sequential. The software 4D-MSPECT calculated the transient dilatation index and provided a scoring system for perfusion analysis.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>The average transient dilation index value of the group undergoing exercise stress test was 1.06 (/-0.23). For the group undergoing the dipyridamole stress test, it was 1.10 (&#177;0.22); (p = 0.200). There was no association between the type of stress and the average transient dilatation index values. An association was found between the average index values and age only for those patients from the exercise test group (p = 0.009).</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>The results of our study demonstrate that the transient dilation index does not differ when patients undergo exercise stress test on a treadmill or pharmacological stress by dipyridamole.</p>
      <p><bold>Keywords: </bold>Dilatation; ventricular function, left; exercise test; radionuclide imaging; dipyridamole.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Myocardial perfusion scintigraphy (MPS) is associated with stress testing performed on a treadmill or pharmacological stress with dipyridamole, adenosine, or dobutamine<sup>1</sup>.</p>
      <p>The MPS provides a relative evaluation of perfusion in the degree of radiopharmaceutical uptake by ventricular walls. In balanced triple vessel stenosis, perfusion defects induced by exercise may be distributed evenly through the myocardium, and may cause a false negative<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>MPS evaluates the dilation of the left ventricular cavity, induced by stress, measured by the transient dilatation index (TDI). We consider that dilation is present when the left ventricular cavity is increased after stress, compared to the image at rest<sup>4</sup>.</p>
      <p>The dilation was initially described in resting scintigraphy with thallium-201 and exercise stress test with 99mTc-sestamibi, when the TDI greater than 1.22 had 71.0% of sensitivity and 95.0% of specificity in the diagnosis of coronary stenosis from 90.0% of the vascular lumen<sup>5</sup>. It was also reported with the protocols 99mTc-sestamibi stress/rest<sup>6</sup> and 99mTc-tetrofosmin stress/rest<sup>7</sup>. In the exam associated with exercise stress, the images are performed between 30 to 60 minutes after the stress to allow the myocardium some time to recover from the mechanical dysfunction caused by it. But in the exam associated with dipyridamole, when the myocardium is subjected to a real stress, the TDI was also described<sup>8</sup>.</p>
      <p>Although the TDI been described for years, it has not yet been assessed whether the type of stress, exercise or pharmacological, affects its average value in homogeneous groups. </p>
      <p>In clinical practice, comparison between the methods may direct patients to the type of stress that most affects the average TDI value, which may minimize the constraints of PMS, such as in cases of patients with three-vessel balanced coronary artery disease and stenosis of left coronary artery trunk. In the visual analysis of perfusion, these two situations are established causes of false negative in scintigraphy<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The study was submitted to the Ethics Committee of the <italic>Pontif&#237;cia Universidade Cat&#243;lica de Porto Alegre</italic> (record 08/04461) and the participants signed an informed consent.</p>
      <p>The operating assumption says that effort mechanisms induce different left ventricular responses upon stress.</p>
      <p>The main purpose of the study was to compare the mean values of TDI upon PMS in patients undergoing exercise stress test on a treadmill with the protocol <italic>Ellestad</italic>, and the average TDI values in patients undergoing dipyridamole stress test.</p>
      <p>The secondary purpose was to assess the impact on the average TDI value upon standard scintigraphy or not, according to the summed stress score (SSS). The analysis included the impact of the following factors: sex, age, body mass index, hypertension, diabetes mellitus, dyslipidemia and smoking on the average TDI of each of these parameters in the groups.</p>
      <p>The sample was recruited from the patients referred by their assistant physicians to perform scintigraphy in the service routine.</p>
      <p>To compare the effect of the pharmacological stress versus exercise stress test, based on a minimum significant difference of 0.5 standard deviation, we estimated a sample of 86 patients per group, keeping &#945; = 0.05 and statistical power of 90.0% (&#946; = 0.10). To allow statistical adjustment and estimate the impact of confounding factors, the sample size was increased by approximately 15.0%, totaling 100 patients per group.</p>
      <p>Scintigraphy was performed in patients with previous diagnosis of coronary ischemic heart disease, or not. We included patients of both sexes, aged between 40 and 70 years, with or without diabetes mellitus, hypertension and dyslipidemia, smokers or not. All patients who reported the use of oral hypoglycemic agents or insulin were considered to have diabetes. All patients who reported using hypotensive medications were considered hypertensive, and patients using lipid-lowering drugs were considered dyslipidemic. Smokers were those who said they had smoked more than 100 cigarettes in their entire life.</p>
      <p>Patients were separated into two groups undergoing scintigraphy associated with exercise stress test on a treadmill versus the second group, undergoing scintigraphy associated with dipyridamole stress test. The separation between groups was sequential. Randomization was not possible, because we analyzed the patients who underwent scintigraphy in the service routine. We performed 100 scintigraphy sessions in a row for each group.</p>
      <p>Scintigraphy was performed according to the first guideline of the Brazilian Society of Cardiology on Nuclear Cardiology<sup>1</sup>.</p>
      <p>Patients were instructed to suspend: aminophylline and drugs with xanthine 36 hours before scintigraphy; beta-blockers and calcium channel antagonists 72 hours before; nitrates 24 hours before; and drugs with caffeine 24 hours before. Patients were instructed not to consume caffeine and follow a diet low in xanthine 24 hours before<sup>1</sup>.</p>
      <p>In both groups, scintigraphy was performed using the one-day protocol with 99mTc-sestamibi, administered intravenously in activity from 296 to 370 MBq at rest and in activity from 925 to 1110 MBq during stress, for patients of both groups<sup>1</sup>.</p>
      <p> Approximately two hours after the resting study, patients in the first group underwent exercise stress test on a treadmill according to the protocol by <italic>Ellestad</italic>. We administered the radiopharmaceutical drug when the patient reached at least 85.0% of maximum heart rate for the age, determined by the formula (220-age)<sup>1</sup>.</p>
      <p>Approximately two hours after the resting study, patients in the second group received 0.14 mg/kg/min dipyridamole intravenously for 04 minutes. We administered the radiopharmaceutical drug between the 7<sup>th</sup> and 9<sup>th</sup> minute after the infusion of dipyridamole<sup>1</sup>.</p>
      <p>The image acquisition occurred within 15 to 30 minutes after exercise stress, 45 to 60 minutes after the pharmacological stress and from 45 to 60 minutes after injection of tracer at rest<sup>1</sup>.</p>
      <p>The scintigraphy was performed on gamma camera E-Cam Siemens<sup>TM</sup> with LEHR collimator and energy window centered at 140 keV (/-15%), matrix of 64 by 64 pixels and rotation by the step-by-step method. Patients were positioned in the supine position, with arms raised. Tomographic imaging was performed with a 180&#176;rotation arch in an elliptical orbit and counterclockwise, with the acquisition of 64 projections of 20 seconds of duration each, at rest, and 64 projections of 25 seconds each, after each stress. The images of the two phases were synchronized to the electrocardiogram (ECG). Each cardiac cycle was divided into 16 portions. ECG determined the RR interval of each patient during the examination. Based on the mean RR interval, it created a window of acceptance of 15.0%, excluding the heart beats out of this window. The image processing used the Butterworth filter, followed by image reconstruction by filtered back projection technique<sup>1</sup>. </p>
      <p>We used the software 4D-MSPECT<sup>TM</sup> in scintigraphy processing by a blind operator for the automatic calculation of the TDI, by dividing the volume of the endocardial surface of the left ventricular cavity after the stress by the volume of the endocardial surface of the cavity at rest. The software estimated the left ventricular volume from three-dimensional images provided by the scintigraphy. The algorithm segments the left ventricle and determines the limits of the endocardial and epicardial surfaces and valve plane for the images of stress and rest. Then, the TDI is calculated according to the ratio (ventricular cavity volume after stress/ventricular cavity volume at rest)<sup>5,9</sup>.</p>
      <p>Perfusion analysis used a scoring system that divides the myocardium into 17 segments and considers a numerical scale with the following values: zero = normal; a = lightly low uptake of the radiopharmaceutical drug; two = moderately low uptake; three = severely low uptake; 04 = lack of radiopharmaceutical drug uptake. The scores three and 04 are associated with coronary stenosis greater than 90.0%. Each of the 17 segments is assigned a value between zero and 04. Then, thesum of the values assigned to each segment are calculated to represent the stress phase called SSS (summed stress score). Numerical values of SSS smaller than or equal to three are considered normal, between 4 and 08, discreetly abnormal, between 09 and 13, moderately abnormal, and from 14, frankly abnormal<sup>1</sup>.</p>
      <p>The following individuals were excluded: no sinus rhythm; previous diagnosis of any other cardiac disease (cardiomyopathy or valvular heart disease); end-systolic volume smaller than 15 milliliters and amputation of limbs. </p>
      <p>Scintigraphy was not performed when the cardiologist judged the patient unable to undergo stress. The only absolute contraindication was pregnancy. </p>
      <p>Patients were not exposed to radiation for academic purposes. We analyzed patients who underwent scintigraphy at the request of their doctor, without funding.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The degree of obesity of the patients was assessed by calculating body mass index (BMI) obtained by the ratio of the patient's weight in kilograms over height in square meters. Patients with BMI between 18.5 and 24.9 were considered normal weight; between 25.0 and 29.9 were considered overweight; individuals with BMI greater than or equal to 30.0 were considered obese. Out of these patients, 64.0% had normal perfusion scintigraphy, according to the SSS. <xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref> shows that the groups were homogeneous (p &gt; 0.05).</p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0363-00042-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>To describe the quantitative data, we used mean &#177; standard deviation. Categorical data were expressed as counts and percentages. The TDI between groups was compared using multiple linear regression. Categorical data were compared by the chi-square procedure. The level of significance adopted was &#945; = 0.05. The data were analyzed and processed with the aid of the program SPSS, version 17. </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Table 2</xref> shows that the study found no association between type of stress and the average TDI values. An association was found between the average TDI values and age only for those patients from the exercise test group (p = 0.009). There was also a significant association between the mean TDI values for those patients in the youngest tertile, whose TDI of the dipyridamole had a higher average value (p = 0.010).</p>
      <table-wrap id="tab02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-05-0363-00042-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>PMS is associated with treadmill stress test, or stress with dipyridamole, adenosine, or dobutamine<sup>1</sup>. The presence of extensive and severe perfusion defects, reduced left ventricular ejection fraction after stress and left ventricular dilation induced by stress are indicators of poor prognosis on scintigraphy<sup>10</sup>.</p>
      <p>Exercise has positive inotropic and chronotropic effects on the heart and increases arterial blood pressure. In healthy coronary arteries, the increased need for oxygen is compensated by arterial physiological vasodilation, which increases blood flow to blood two to three times above the baseline. Thus, the cardiac stress causes ischemia in stenosed coronary arteries or those arteries unable to dilate (with impairment of coronary flow reserve), resulting in disturbances of kinesis, and perfusion of the ventricular walls and electrocardiogram tracing, as well as symptoms like chest pain<sup>11</sup>. </p>
      <p>Dipyridamole has an indirect vasodilatory for blocking the reuptake of adenosine into the intracellular medium. In coronary arteries with obstruction from 50.0% of the vascular lumen, to maintain the flow, there is intense arteriolar dilatation distal to the obstruction at rest. In obstructed coronary arteries, dipyridamole causes a little dilation. The arterioles of the normal coronary arteries will have maximum dilation. The coronary reserve starts to decrease due to stenosis of 45.0% to 50.0% of the vascular lumen. The basal coronary flow remains normal until the vessel diameter achieve narrowing degrees greater than 70.0%. Therefore, the cause of perfusion defects after administration of dipyridamole is the heterogeneity of regional myocardial blood flow, a significant increase in the flow of normal arteries and little or no increase in arteries with stenosis. The phenomenon of coronary "stealing" after dipyridamole injection occurs only when the flow distal to the stenosis is reduced by diverting part of the blood flow to another coronary territory (competition induced by maximum vasodilation), usually the subendocardium to the subepicardium: subepicardial arterioles also retain a residual reserve of vasodilation, while the subendocardial reserve has been depleted<sup>1</sup>.</p>
      <p>The stress-induced ventricular dilatation was described in scintigraphic protocols, such as stress/rest with 99mTc-sestamibi, stress/rest with 99mTc-tetrofosmin, or rest with thallium-201 and stress with 99mTc-sestamibi. The dilation has also been described in stimulus situations with dipyridamole<sup>4</sup>. As no study had evaluated the impact of the type of stress on the average values of TDI, this was the main goal of our study. </p>
      <p>MPS evaluates the dilation of the left ventricular cavity, induced by stress, measured by the transient dilatation index (TDI). We consider that dilation is present when the left ventricular cavity is increased after stress, compared to the image at rest<sup>4</sup>.</p>
      <p>Several pathophysiological mechanisms may be associated with increased TDI. The TDI may be associated with subendocardial hypoperfusion and systolic ventricular dysfunction. Multivessel coronary artery disease is associated with diffuse subendocardial ischemia, which compromises the perfusion of the endocardium, resulting in a lower endocardial concentration of the tracer. Another explanation could be that the ischemia causes a systolic dysfunction would result in increased ventricular cavity due to increased end-systolic volume of left ventricle. Systolic dysfunction also gives the impression of ventricular cavity dilation<sup>4</sup>.</p>
      <p>Other studies suggest that severe hypertensive heart disease is another cause of diffuse subendocardial ischemia in the absence of coronary stenosis, since it is associated to delayed diastolic relaxation, endothelial dysfunction of coronary arteries, reduction of capillary density in myocardial hypertrophy and increased final left ventricular diastolic pressure. Although in cases of severe ventricular hypertrophy there can be a compensatory dilation of epicardial coronary arteries, the myocardium seems to suffer transmural ischemia unrelated to any coronary stenosis<sup>12</sup>. </p>
      <p>Robinson et al<sup>13</sup> evaluated 237 consecutive scintigraphies and found a transient ventricular dilation in 23 of them. Nine out of 23 patients had dilatation in the absence of segmental perfusion defects upon image and in the absence of coronary stenoses. In 07 of these 09 patients, dilation is solely attributed to left ventricular hypertrophy. Thus, the transient dilatation is not a specific marker for CAD in populations with high prevalence of hypertensive heart disease, associated with ventricular hypertrophy<sup>13</sup>. Our study did not assess the prevalence of ventricular hypertrophy in the subgroup of patients with hypertension of this sample. However, as the prevalence of hypertension was similar in both groups, we believe that this factor has not affected the results. </p>
      <p>Emmet et al<sup>10</sup> have assessed the impact of left ventricular hypertrophy and diabetes mellitus in the prevalence of TDI. The sample (n = 103) underwent scintigraphy, transthoracic echocardiography and catheterization. TDI <underline>&gt;</underline> 1.22 and ventricular wall thickness <underline>&gt;</underline> 11 mm were considered abnormal. Factors SSS <underline>&gt;</underline> 14, hypertrophy and diabetes were independent predictors of abnormal TDI. In patients with stenosis <underline>&gt;</underline> 90.0% of the vascular lumen, the presence of hypertrophy or diabetes increased significantly the prevalence of abnormal TDI (p &lt; 0.005). </p>
      <p>Thus, increased TDI is associated with severe CAD and the association is magnified in the presence of left ventricular hypertrophy or diabetes. Hypertrophy could be associated with diffuse subendocardial ischemia. Diabetes was associated with impairment of coronary reserve secondary to microvascular disease<sup>10</sup>. Our study found no such association in the subgroup of diabetics, perhaps due to the small number of diabetic patients in this sample (n = 36). </p>
      <p>In the absence of epicardial coronary stenoses, the transient dilation was described in patients with dilated cardiomyopathy. It is suggested that the limitation of coronary reserve in these patients is the explanation<sup>14</sup>. Our study excluded patients with prior diagnosis of any cardiomyopathy.</p>
      <p>Dilation of the stress-induced ventricular cavity was first described in scintigraphy at rest with thallium-201 and exercise stress test (Bruce protocol) with 99mTc-sestamibi. This study examined the association between the increase in the TDI and the presence of coronary stenoses on catheterization. The value of positive TDI corresponded to 1.22 (&#177;2). In the diagnosis of coronary stenosis from 70.0% of the vascular lumen, the TDI equal or greater than 1.22 had 40.0% sensitivity and specificity exceeding 90.0%. The TDI greater than 1.22 had 71.0% sensitivity and 95.0% specificity in the diagnosis of coronary stenosis greater than or equal to 90.0% of the lumen. </p>
      <p>Thirty-three percent of patients with SSS between 04 and 08 showed high TDI, 38% with SSS between 9 and 13 and 48% of patients with SSS higher or equal to 14. Among those patients with stenoses greater than or equal to 90.0% in two coronary arteries, 34.0% had SSS above 8.0 and 76.0% presented an increased TDI. Therefore, the TDI allowed the identification of patients with extensive and severe coronary stenoses, which would have been underestimated in the isolated analysis of SSS<sup>5</sup>. </p>
      <p>Our study found average TDI values lower than those reported in this study with double isotope, even in patients with abnormal perfusion according to SSS, which can be attributed to the fact that two studies have been conducted with different radiopharmaceutical drugs<sup>3</sup>. Nevertheless, as our research has made no cardiac catheterization to confirm the presence of coronary stenosis in patients in this sample, the presence and extent of any stenoses could not be evaluated. Our research found no significant difference between the average TDI values in patients with abnormal SSS, in the different stress methods. Perhaps this is due to the small number of patients in these subgroups, since 64.0% of patients showed normal perfusion (SSS <underline>&lt;</underline> 3.0).</p>
      <p>One study evaluated the average TDI value in 356 patients undergoing MPS with adenosine, the stress protocol with 99mTc-sestamibi and rest with thallium-201. TDI of 1.36 (&#177; had 71.0% sensitivity and 86.0% specificity in the diagnosis of coronary stenosis greater than or equal to 70.0% of the lumen. The visual analysis of perfusion had a sensitivity and specificity of 87.0% and 49.0%, respectively. Perfusion analysis was through the association of SSS and percentage extension of hypoperfused myocardium. TDI was abnormal in: 12.2% of patients with normal perfusion; in 28.2% of patients with discreet hypoperfusion; in 29.4% of patients with discreet hypoperfusion; and in 40.3% of patients with severe hypoperfusion<sup>15</sup>. Thus, the TDI associated with the presence of CAD was higher than the numerical value described in the protocol with the treadmill stress test (1.22)<sup>5</sup>. In our study, the overall average values of TDI were numerically higher in the dipyridamole group, confirming the findings of previous studies.</p>
      <p>An association was found between the average TDI values and age for those patients from the exercise test group (p = 0.009). There was also a significant association between the mean TDI values for those patients in the youngest tertile, whose TDI of the dipyridamole had a higher average value (p = 0.010). These findings had not yet been reported in the literature and we found no theories that could explain them. Perhaps studies with cardiac magnetic resonance imaging may elucidate the prevalence and the relative importance of the mechanisms associated with increased TDI in pharmacological stress<sup>16</sup>.</p>
      <p>Ventricular perfusion can be assessed by positron emission tomography with rubidium-82, combined with dipyridamole. In this protocol, the administration of pharmacological stressor precedes the administration of rubidium-82 and the images can be acquired during peak stress<sup>17</sup>. A study has measured the TDI in patients undergoing pharmacological stress examination with rubidium-82, subsequently undergoing coronary angiography within 15 days. The TDI upper limit of normality was 1.15 (&#177;2) with high specificity in the diagnosis of single vessel stenosis and multivessel stenosis (100.0% and 93.0%, respectively). Therefore, it was reported that the dilation associated with pharmacological stress is evident before the usual time of image acquisition of conventional PMS<sup>18</sup>.</p>
      <p>There should be caution in the analysis of scintigraphy associated with transient left ventricular dilation, since the TDI cannot be associated with coronary diseases such as dilated or hypertrophic cardiomyopathy. The TDI can be potentiated by diabetes mellitus. In addition, the TDI may be falsely increased in small hearts, due to technical limitations inherent in scintigraphy<sup>19</sup>.</p>
      <p>Our study had some limitations such as non-randomization, because some patients could not develop any stress due to physical limitations. The patients did not undergo routine coronary angiography because they were doing tests to evaluate myocardial ischemia and also due to lack of resources. Thus, the findings do not relate to the presence and degree of coronary involvement.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The transient dilatation index does not differ when patients undergo exercise stress test on a treadmill compared to pharmacological stress by dipyridamole, demonstrating the same evaluative capacity.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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