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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Atualiza&#231;&#227;o Cl&#237;nica</subject>
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        <article-title>Contracep&#231;&#227;o hormonal e sistema cardiovascular</article-title>
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        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto </institution>
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      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>4</issue>
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          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
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          <day>27</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>A contracep&#231;&#227;o hormonal &#233; o m&#233;todo mais utilizado para preven&#231;&#227;o de gesta&#231;&#245;es n&#227;o planejadas. A literatura tem demonstrado associa&#231;&#227;o entre risco cardiovascular e uso de hormonioterapia. A fim de melhorar a orienta&#231;&#227;o contraceptiva para mulheres com fatores de risco para doen&#231;a cardiovascular, realizamos uma revis&#227;o da literatura em rela&#231;&#227;o ao assunto. Esta revis&#227;o descreve os dados mais recentes da literatura cient&#237;fica acerca da influ&#234;ncia dos contraceptivos hormonais em rela&#231;&#227;o a trombose venosa, arterial e hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, doen&#231;as cada dia mais prevalentes na popula&#231;&#227;o feminina jovem.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Anticoncep&#231;&#227;o</kwd>
        <kwd>anticoncepcionais</kwd>
        <kwd>trombose venosa</kwd>
        <kwd>doen&#231;as cardiovasculares</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>25</day>
        <month>02</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>Contracep&#231;&#227;o hormonal e sistema cardiovascular</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Milena Bastos Brito; Fernando Nobre; Carolina Sales Vieira</bold>
    </p>
    <p>Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto - Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>A contracep&#231;&#227;o hormonal &#233; o m&#233;todo mais utilizado para preven&#231;&#227;o de gesta&#231;&#245;es n&#227;o planejadas. A literatura tem demonstrado associa&#231;&#227;o entre risco cardiovascular e uso de hormonioterapia. A fim de melhorar a orienta&#231;&#227;o contraceptiva para mulheres com fatores de risco para doen&#231;a cardiovascular, realizamos uma revis&#227;o da literatura em rela&#231;&#227;o ao assunto. Esta revis&#227;o descreve os dados mais recentes da literatura cient&#237;fica acerca da influ&#234;ncia dos contraceptivos hormonais em rela&#231;&#227;o a trombose venosa, arterial e hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica, doen&#231;as cada dia mais prevalentes na popula&#231;&#227;o feminina jovem.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Anticoncep&#231;&#227;o, anticoncepcionais / contraindica&#231;&#245;es, planejamento familiar, trombose venosa, doen&#231;as cardiovasculares.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os contraceptivos hormonais s&#227;o o m&#233;todo revers&#237;vel mais utilizado pela popula&#231;&#227;o feminina brasileira (&#177; 25%) para planejamento familiar<sup>1</sup> e consiste da associa&#231;&#227;o entre um estrog&#234;nio (em geral, etinilestradiol) e um progestag&#234;nio; ou em apresenta&#231;&#245;es de progestag&#234;nio isolado sem o componente estrog&#234;nico. Est&#227;o dispon&#237;veis em diversas formula&#231;&#245;es e vias de administra&#231;&#227;o (oral, intramuscular, implantes subd&#233;rmicos, transd&#233;rmica, vaginal e associado a sistema intrauterino). Agem com a finalidade de bloquear a ovula&#231;&#227;o, ao inibir a secre&#231;&#227;o dos horm&#244;nios fol&#237;culo-estimulante e luteinizante; espessam o muco cervical dificultando a passagem dos espermatoz&#243;ides; tornam o endom&#233;trio n&#227;o receptivo &#224; implanta&#231;&#227;o e; alteram a secre&#231;&#227;o e peristalse das trompas de fal&#243;pio<sup>2.</sup></p>
    <p>Os efeitos dos horm&#244;nios sexuais femininos sobre o sistema cardiovascular t&#234;m sido tema de bastante interesse cient&#237;fico, porque os vasos sangu&#237;neos s&#227;o alvo dos efeitos desses horm&#244;nios, uma vez que existem receptores de estrog&#234;nio e progesterona em todas as camadas constituintes dos vasos sangu&#237;neos.</p>
    <p>V&#225;rios estudos epidemiol&#243;gicos t&#234;m demonstrado uma associa&#231;&#227;o clara entre o uso de contraceptivos orais combinados (COC) e o aumento de risco para trombose venosa e arterial<sup>3-5</sup>. Apesar de as tromboses venosas e arteriais possu&#237;rem alguns fatores de riscos em comum para sua ocorr&#234;ncia, sabe-se que a estase sangu&#237;nea e a hipercoagulabilidade representam os principais fatores etiopatog&#234;nicos para o desencadeamento do tromboembolismo venoso (TEV), enquanto a les&#227;o do endot&#233;lio representa a principal determinante da trombose arterial (TA). Vale ressaltar que a TA &#233; menos frequente na idade reprodutiva que o TEV (1 caso de TA para cada 5-10 casos de TEV)<sup>6</sup>.</p>
    <p>O objetivo desta revis&#227;o &#233; a discuss&#227;o dos principais efeitos dos esteroides sexuais sobre os fatores de risco para doen&#231;a cardiovascular e expor as evid&#234;ncias cient&#237;ficas dispon&#237;veis para prescri&#231;&#227;o dos m&#233;todos contraceptivos hormonais em portadoras de trombose venosa e arterial e hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica. A maioria dos artigos publicados sobre contracep&#231;&#227;o e doen&#231;as cardiovasculares &#233; de estudos observacionais ou ensaios cl&#237;nicos de desfechos intermedi&#225;rios, o que diminui a for&#231;a de evid&#234;ncia das recomenda&#231;&#245;es; por&#233;m, atualmente, s&#227;o as melhores evid&#234;ncias dispon&#237;veis para guiar a pr&#225;tica cl&#237;nica. O conhecimento dessas informa&#231;&#245;es pelos cardiologistas &#233; imperativo, j&#225; que muitas vezes s&#227;o eles que indicam ou contraindicam os m&#233;todos hormonais para pacientes com risco cardiovascular a pedido dos ginecologistas. A abordagem ser&#225; feita de acordo com os crit&#233;rios de elegibilidade da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS)<sup>7</sup> (<xref ref-type="table" rid="t1">tab. 1</xref>).</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0e81-00022-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Contracep&#231;&#227;o hormonal e trombose venosa</bold>
    </p>
    <p>O etinilestradiol (EE) induz altera&#231;&#245;es significativas no sistema de coagula&#231;&#227;o, culminando com aumento da gera&#231;&#227;o de trombina. Ocorre tamb&#233;m aumento dos fatores de coagula&#231;&#227;o (fibrinog&#234;nio, VII, VIII, IX, X, XII e XIII) e redu&#231;&#227;o dos inibidores naturais da coagula&#231;&#227;o (prote&#237;na S e antitrombina), produzindo um efeito pr&#243;-coagulante leve<sup>8,9</sup>. Esses efeitos s&#227;o mais claramente observados em testes que avaliam globalmente a hemostasia, que mostram resist&#234;ncia adquirida &#224; prote&#237;na C e aumento de gera&#231;&#227;o de trombina<sup>10</sup>.</p>
    <p>O risco de TEV &#233; dependente da dosagem de EE. A alta dosagem de EE (<underline>&gt;</underline>50 mcg) est&#225; associada a um aumento de duas vezes no risco de TEV quando comparada &#224; baixa dosagem desse horm&#244;nio (&lt;50 mcg)<sup>9,11,12</sup>. Recentemente, publicou-se que as formula&#231;&#245;es contendo 20 mcg de EE foram associadas menor risco tromb&#243;tico (OR: 0,8; IC95%: 0,5-1,2) quando comparadas &#224;s prepara&#231;&#245;es com 30 mcg de EE, por&#233;m sem diferen&#231;a significativa<sup>11</sup>.</p>
    <p>Inicialmente, achava-se que a trombose era resultado apenas da dose de estrog&#234;nio utilizado, o que culminou na redu&#231;&#227;o da dose de EE dos contraceptivos (de 150 mcg para 15-20 mcg). Por&#233;m, em 1995, demonstrou-se que COC contendo progestag&#234;nios de terceira gera&#231;&#227;o (gestodeno, desogestrel) associavam-se a um risco duas vezes maior de trombose do que os que continham progestag&#234;nios de segunda gera&#231;&#227;o (levonorgestrel)<sup>4,13</sup>. Dessa forma, o tipo de progestag&#234;nio associado ao estrog&#234;nio, e n&#227;o s&#243; a dose deste &#250;ltimo, tornou-se motivo de estudos sobre o papel dos progestag&#234;nios na hemostasia e na determina&#231;&#227;o da trombose.</p>
    <p>Os progestag&#234;nios formam um grupo de esteroides que, apesar de possu&#237;rem a caracter&#237;stica comum de se ligarem aos receptores de progesterona, t&#234;m efeitos sist&#234;micos diferentes e que s&#227;o mediados n&#227;o s&#243; pela afinidade aos pr&#243;prios receptores de progesterona, mas principalmente pela capacidade de liga&#231;&#227;o com os receptores de outros esteroides, como os estrog&#234;nios, androg&#234;nios, glicocorticoides e mineralocorticoides<sup>14</sup>. Essa capacidade de ligar-se a outros receptores de esteroides, bem como o perfil de afinidade por cada um desses receptores podem resultar em riscos diferentes para a trombose, a depender do progestag&#234;nio associado ao estrog&#234;nio.</p>
    <p>Contraceptivos orais combinados com progestag&#234;nios de terceira gera&#231;&#227;o est&#227;o associados ao desenvolvimento de resist&#234;ncia adquirida &#224; prote&#237;na C ativada mais pronunciada<sup>15</sup> e a uma tend&#234;ncia de produzir n&#237;veis mais altos de fatores de coagula&#231;&#227;o e n&#237;veis mais baixos de anticoagulantes naturais, quando comparados a COC contendo progestag&#234;nio de segunda gera&#231;&#227;o<sup>10,16,17</sup>. Esses achados poderiam explicar as observa&#231;&#245;es epidemiol&#243;gicas de risco aumentado para TEV em usu&#225;rias de COC que cont&#234;m progestag&#234;nios de terceira gera&#231;&#227;o, j&#225; que a resist&#234;ncia &#224; a&#231;&#227;o da prote&#237;na C (adquirida ou herdada) &#233; um marcador importante para risco aumentado de TEV<sup>18</sup>. Outro achado &#233; que a hiperfibrin&#243;lise &#233; menos acentuada em usu&#225;rias de COC com progestag&#234;nios de terceira gera&#231;&#227;o do que aqueles com os de segunda gera&#231;&#227;o<sup>16</sup>. Outros progestag&#234;nios tamb&#233;m foram estudados em rela&#231;&#227;o ao risco de trombose quando associados ao EE. O estudo mais recente, coordenado pela Universidade de Leiden, Holanda, conduzido para avaliar os diferentes progestag&#234;nios e risco para trombose venosa [<italic>Multiple Environmental and Genetics Assessment of Risk Factors for Venous Thrombosis</italic> (MEGA)]<sup>11</sup> confirmou associa&#231;&#227;o entre o tipo de progestag&#234;nio e risco para trombose, por&#233;m evidenciou uma diferen&#231;a menos pronunciada que previamente descrita entre os diferentes progestag&#234;nios. Algumas formula&#231;&#245;es, contudo, apresentaram uma amostra pequena para uma conclus&#227;o definitiva. comparado a n&#227;o usu&#225;rias de contraceptivos hormonais, o COC contendo levonorgestrel foi associado a um risco para trombose venosa quatro vezes maior (OR:3,6; 95%IC: 2,9-4,6). O levonorgestrel foi o progestag&#234;nio associado ao menor risco para trombose, seguido do gestodeno (OR:5,6; 95%IC:3,7-8,4); drospirenona (OR: 6,3; 95%IC: 2,9-13,7); acetato de ciproterona (OR: 6,8; 95%IC: 4,7-10); desogestrel (OR: 7,3; 95%IC: 5,3-10). Assim, considerando o risco de TEV, o levonorgestrel oferece menor risco, enquanto os demais progestag&#234;nios parecem ter riscos semelhantes, superior a associa&#231;&#227;o com levonorgestrel, provavelmente porque este &#250;ltimo &#233; mais androg&#234;nico que os demais, uma vez que progestag&#234;nios androg&#234;nicos (levonorgestrel) est&#227;o associados a menor resist&#234;ncia &#224; prote&#237;na C do que os com menor pot&#234;ncia androg&#234;nica (gestodeno e desogestrel) e os antiandrog&#234;nicos (acetato de ciproterona e drosperinona)<sup>19</sup>.</p>
    <p>Apesar dos dados apresentados, isso n&#227;o quer dizer que se deva sempre orientar o uso de COC contendo levonorgestrel, mas que se conhe&#231;am os riscos de TEV, bem como os benef&#237;cios adicionais de cada progestag&#234;nio, para uma prescri&#231;&#227;o adequada aos anseios e caracter&#237;sticas cl&#237;nicas da paciente<sup>20</sup>. Al&#233;m disso, o ciclo grav&#237;dico-puerperal apresenta maior risco de TEV do que qualquer formula&#231;&#227;o contraceptiva apresentada<sup>21</sup>. Entretanto, quando se estima que h&#225; no mundo cerca de 100 milh&#245;es de mulheres em uso de contracep&#231;&#227;o hormonal<sup>22</sup>, o conhecimento de op&#231;&#245;es menos trombog&#234;nicas torna-se de grande import&#226;ncia, especialmente em mulheres com outros fatores de risco associados para desenvolvimento de TEV.</p>
    <p>Quando administrados isoladamente, os progestag&#234;nios afetam de forma m&#237;nima o sistema de coagula&#231;&#227;o. Um aumento modesto e n&#227;o significativo no risco para TEV tem sido relatado em usu&#225;rias de p&#237;lulas contraceptivas somente de progestag&#234;nio (PP)<sup>23,24</sup>. Os progestag&#234;nios isolados n&#227;o s&#227;o associados a altera&#231;&#245;es marcantes nos par&#226;metros de coagula&#231;&#227;o ou fibrin&#243;lise, podendo, por isso, ser indicados para pacientes com risco para TEV<sup>7</sup>.</p>
    <p>Um estudo randomizado, duplo-cego, comparou os efeitos no sistema hemost&#225;tico de duas PP (desogestrel <italic>versus</italic> levonorgestrel) e mostrou que ambas apresentaram efeito favor&#225;vel sobre este sistema<sup>25</sup>. Outro estudo recente tamb&#233;m mostrou resultados favor&#225;veis na hemostasia em usu&#225;rias das PP (desogestrel <italic>vs</italic> levonorgestrel), com redu&#231;&#227;o da resist&#234;ncia &#224; prote&#237;na C ativada e aumento da prote&#237;na S15. Dessa forma, os efeitos negativos dependentes do tipo de progestag&#234;nio provocados pelos COC sobre os par&#226;metros de coagula&#231;&#227;o e anticoagula&#231;&#227;o n&#227;o foram observados com o uso de PP, seja de levonorgestrel ou de desogestrel.</p>
    <p>Nos &#250;ltimos 20 anos, t&#234;m sido desenvolvidos implantes subd&#233;rmicos que mant&#234;m libera&#231;&#227;o de baixas doses de progestag&#234;nios. No Brasil, dispomos do implante liberador de etonogestrel (Implanon<sup>&#174;</sup>, NV Organon, Oss, <italic>The Netherlands</italic>). As vari&#225;veis hemost&#225;ticas analisadas ou n&#227;o se modificaram, ou sofreram altera&#231;&#245;es discretas, sempre dentro dos valores de normalidade para os ensaios realizados<sup>26-29</sup>.</p>
    <p>com rela&#231;&#227;o &#224; via de administra&#231;&#227;o, apesar da via transd&#233;rmica em usu&#225;rias de terapia de reposi&#231;&#227;o hormonal (TH), durante a menopausa, parecer n&#227;o aumentar o risco de TEV<sup>30</sup>, esses dados n&#227;o podem ser extrapolados para contracep&#231;&#227;o, especialmente porque em contracep&#231;&#227;o &#233; utilizado o EE, que tem uma pot&#234;ncia superior aos estrog&#234;nios utilizados em TH. Em novembro de 2005, o <italic>US Food and Drug Administration (FDA)</italic> divulgou um comunicado de que o adesivo contendo 0,75 mg + 6 mg de norelgestromin (Ortho-Evra<sup>&#174;</sup> 20 mcg de EE + 150 mg de norelgestrolmin/dia) liberava 60% a mais do que a quantidade total de EE dispon&#237;vel em um COC de 35 mcg de EE<sup>31</sup> , o que poderia alterar a frequ&#234;ncia de eventos adversos s&#233;rios, como o TEV. Posteriormente, foi realizado um estudo que demonstrou que o adesivo com libera&#231;&#227;o di&#225;ria de 20 mcg de EE tem incid&#234;ncia de TEV similar a de um COC com 35 mcg de EE, o que significa que n&#227;o devemos usar esse m&#233;todo para pacientes de alto risco para TEV, ao contr&#225;rio de TH transd&#233;rmica<sup>32</sup>. Outros m&#233;todos de contracep&#231;&#227;o hormonal combinada n&#227;o oral, como o anel vaginal e os injet&#225;veis mensais, foram testados quanto aos seus efeitos na hemostasia. O anel (15 mcg de EE + 120 mcg de etonogestrel/dia) foi comparado ao COC contendo 30 mcg de EE + 150 mcg de levonorgestrel, mostrando altera&#231;&#245;es similares na hemostasia<sup>33</sup>. Recentemente, um estudo comparou o efeito das contracep&#231;&#245;es combinadas oral e vaginal sobre as vari&#225;veis hemost&#225;ticas e observou um efeito pr&#243;-coagulante devido ao EE, independentemente da via de administra&#231;&#227;o<sup>34</sup>. Entretanto, ainda s&#227;o necess&#225;rios estudos para avaliar o risco de TEV com esse contraceptivo vaginal. Os injet&#225;veis combinados provocaram menor impacto na hemostasia que as prepara&#231;&#245;es orais<sup>35</sup>, diferentemente de outras formula&#231;&#245;es n&#227;o orais (adesivo e anel), provavelmente porque possuem estrog&#234;nios naturais (valerato de estradiol ou cipionato de estradiol) em sua composi&#231;&#227;o, em vez do EE. Em termos de risco para trombose, um trabalho com amostra pequena para esse desfecho mostrou risco pequeno ou ausente de TEV, IAM e AVE<sup>36</sup>, por&#233;m ainda n&#227;o temos uma resposta definitiva se os combinados injet&#225;veis apresentam, de fato, aus&#234;ncia de risco para TEV.</p>
    <p>Normalmente, os eventos tromboemb&#243;licos ocorrem dentro do primeiro ano de uso do contraceptivo hormonal, especialmente ap&#243;s o quarto m&#234;s do in&#237;cio do uso<sup>3,9,11</sup>. Por&#233;m, ap&#243;s um ano, o tempo de uso de COC n&#227;o altera o risco para TEV<sup>3,9</sup>.</p>
    <p>Em resumo, para paciente com trombose pr&#233;via ou trombofilia (herdada ou adquirida) &#233; proscrito o uso de contracep&#231;&#227;o hormonal combinada, independente da via administrada. Por outro lado, os progestag&#234;nios isolados (em qualquer via de administra&#231;&#227;o) e os m&#233;todos n&#227;o hormonais (condom e dispositivo intrauterino com cobre) s&#227;o permitidos segundos crit&#233;rios da OMS (<xref ref-type="table" rid="aop01211t02">tab. 2</xref>). Em pacientes de risco para trombose venosa (obesas, presen&#231;a de s&#237;ndrome metab&#243;lica, tabagistas, idade superior a 40 anos e antecedente familiar de trombose) &#233; prefer&#237;vel o uso de contracep&#231;&#227;o com progestag&#234;nios isolados, apesar de o uso de EE ser permitido (com exce&#231;&#227;o de tabagistas com idade <underline>&gt;</underline> 35 anos). Nessas pacientes de risco &#233; prefer&#237;vel o uso de contracep&#231;&#227;o combinada com levonorgestrel, uma vez que esse progestag&#234;nio &#233; o que apresenta menor risco de TEV quando associado ao EE.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop01211t02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0e81-00022-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Contracep&#231;&#227;o hormonal e trombose arterial</bold>
    </p>
    <p>Apesar de a ocorr&#234;ncia de TA ser infrequente em mulheres jovens, as mudan&#231;as comportamentais - baixa frequ&#234;ncia de alimentos ricos em fibras, aumento da propor&#231;&#227;o de gorduras saturadas e a&#231;&#250;cares da dieta, associadas a um estilo de vida sedent&#225;rio - t&#234;m aumentado os riscos para o seu aparecimento durante a vida reprodutiva<sup>37</sup>. Dessa forma, em mulheres com fatores de risco para doen&#231;a cardiovascular (DCV) (como fumantes, hipertensas, obesas, portadoras de hipercolesterolemia ou diabete melito) os contraceptivos hormonais devem ser prescritos com cautela.</p>
    <p>Assim como para TEV, o uso de COC tamb&#233;m est&#225; associado &#224; eleva&#231;&#227;o do risco para TA<sup>38-40</sup>. Esse risco est&#225; diretamente relacionado &#224; dose do componente estrog&#234;nico, por&#233;m mesmo em usu&#225;rias das p&#237;lulas de baixa dosagem (EE&lt;50 mcg) observou-se aumento desse risco<sup>41</sup>.</p>
    <p>O uso de COC de baixa dosagem (EE&lt;50 mcg) aumenta o risco de trombose arterial em aproximadamente duas vezes entre usu&#225;rias do m&#233;todo, mesmo ap&#243;s a corre&#231;&#227;o das vari&#225;veis confundidoras para fatores de risco de doen&#231;a cardiovascular<sup>42</sup>. Ao contr&#225;rio da TEV, o tipo de progestag&#234;nio associado ao EE n&#227;o modifica de forma significativa o risco de TA<sup>38,40,41</sup>.</p>
    <p>O risco de IAM entre usu&#225;rias de COC aumenta com a coexist&#234;ncia de fatores de risco para DCV, como tabagismo, e esse efeito &#233; mais pronunciado em mulheres acima dos 35 anos de idade. Em mulheres abaixo dos 35 anos e usu&#225;rias de COC, a incid&#234;ncia de IAM em tabagistas (<underline>&gt;</underline> 20 cigarros/dia) &#233; 10 vezes maior que em n&#227;o fumantes (3,5 por 100.000 <italic>vs.</italic> 0,3 por 100.000, respectivamente)<sup>38</sup>. Em mulheres acima dos 35 anos de idade em uso de COC, o risco para IAM &#233; significativamente maior tanto em fumantes (40 por 100.000) quanto em n&#227;o fumantes (3 por 100.000)<sup>38</sup>. Assim, idade superior a 35 anos e tabagismo merecem sempre cuidado especial para escolha do contraceptivo. Da mesma forma que a idade e o tabagismo, outras doen&#231;as que aumentam risco para DCV (como diabetes, hipertens&#227;o) tamb&#233;m potencializam o risco de IAM em usu&#225;rias de contracep&#231;&#227;o hormonal combinada.</p>
    <p>Dessa forma, pensando em n&#227;o aumentar de forma significativa o risco para IAM, at&#233; o presente momento, o que importa &#233; a dosagem do EE ser menor que 50 mcg e identificar fatores de risco para DCV previamente &#224; prescri&#231;&#227;o do m&#233;todo contraceptivo<sup>7,38-41</sup>.</p>
    <p>Acidente vascular encef&#225;lico (AVE) &#233; outra doen&#231;a arterial bastante rara em mulheres na idade reprodutiva<sup>43</sup>; entretanto, observa-se maior incid&#234;ncia de casos entre usu&#225;rias de COC comparadas a n&#227;o usu&#225;rias<sup>44,45</sup>. Ao analisar os artigos epidemiol&#243;gicos publicados, Heinemann<sup>46</sup> concluiu que altas doses de EE (<underline>&gt;</underline>50 mcg) eram associadas a maior risco de AVE comparadas &#224;s formula&#231;&#245;es com 50 mcg de EE (OR:5,3; IC95%: 2,6-11 <italic>vs</italic> OR: 1,53; IC95%: 0,71-3,31)<sup>47</sup>. Entretanto, os estudos n&#227;o demonstraram diferen&#231;a entre as formula&#231;&#245;es dos progestag&#234;nios de segunda e terceira gera&#231;&#245;es<sup>47,48</sup>, assim como para IAM.</p>
    <p>Mais recentemente, foi publicado um estudo multic&#234;ntrico, caso-controle envolvendo 1.182 mulheres saud&#225;veis entre 18 e 49 anos de idade, que estimou o risco para AVE 2,3 vezes maior entre usu&#225;rias de COC contendo &lt; 50 mcg de EE (OR: 2,3; IC95%: 1,6-3,3) comparadas a usu&#225;rias de m&#233;todos n&#227;o hormonais<sup>40</sup>. O risco para AVE, assim como nos estudos anteriores, n&#227;o foi relacionado ao progestag&#234;nio associado<sup>40,45</sup>.</p>
    <p>Estudos revelam que a migr&#226;nea com aura duplica o risco para AVE comparada &#224; sem aura<sup>49</sup>. Por ser comum em mulheres no per&#237;odo reprodutivo<sup>50</sup>, deve-se estar atento &#224; presen&#231;a dessa doen&#231;a (<xref ref-type="table" rid="aop01211t02">tab. 2</xref>). Ap&#243;s a defini&#231;&#227;o pelo neurologista das manifesta&#231;&#245;es neurol&#243;gicas que caracterizam a migr&#226;nea, se houver quadro cl&#237;nico de aura, os contraceptivos contendo EE s&#227;o contraindicados em qualquer idade da vida reprodutiva feminina. Em rela&#231;&#227;o aos progestag&#234;nios isolados e migr&#226;nea, os estudos s&#227;o muito escassos e a maioria n&#227;o distingue as formula&#231;&#245;es orais, se combinada ou de progestag&#234;nio isolado<sup>51</sup>. Mas, na aus&#234;ncia de outros fatores de risco para AVE, a OMS libera seu uso em mulheres com migr&#226;nea, com exce&#231;&#227;o &#224;quelas que apresentarem a doen&#231;a durante o uso desse contraceptivo, quando esse deve ser suspenso<sup>7</sup> (<xref ref-type="table" rid="aop01211t02">tab. 2</xref>).</p>
    <p>Apesar da baixa incid&#234;ncia de TA durante a vida reprodutiva, o que dificulta conclus&#245;es fidedignas acerca dos estudos dispon&#237;veis, n&#227;o h&#225; dados que indiquem a via mais segura<sup>52</sup>.</p>
    <p>J&#225; no caso dos progestag&#234;nios isolados, a OMS &#233; cautelosa na prescri&#231;&#227;o desses na via injet&#225;vel para mulheres com TA pr&#233;via (<xref ref-type="table" rid="aop01211t02">tab. 2</xref>). O acetato de medroxiprogesterona de dep&#243;sito (AMPD) inibe a ovula&#231;&#227;o e ocasiona um decl&#237;nio nos n&#237;veis de estradiol, induzindo hipoestrogenismo<sup>53</sup>; dessa forma, quando administrado de forma prolongada, pode alterar a fun&#231;&#227;o vascular<sup>54,55</sup>. Al&#233;m disso, foram observadas em estudos longitudinais e transversais eleva&#231;&#227;o nos n&#237;veis de LDL e redu&#231;&#227;o do HDL colesterol em usu&#225;rias de AMPD, altera&#231;&#245;es epidemiologicamente associadas a DCV. Entretanto, essas altera&#231;&#245;es no lipidograma n&#227;o foram relacionadas a eventos cl&#237;nicos adversos<sup>56</sup>. J&#225; o implante, o sistema intrauterino liberador de levonorgestrel e PP n&#227;o foram associados a efeitos adversos sobre o perfil lip&#237;dico<sup>7,57-59</sup>.</p>
    <p>Outra complica&#231;&#227;o vascular arterial rara durante a vida reprodutiva, por&#233;m com progn&#243;stico ruim, &#233; a doen&#231;a perif&#233;rica arterial (DPA), com elevada incid&#234;ncia de oclus&#227;o vascular, amputa&#231;&#227;o e morte. Observou-se um risco tr&#234;s vezes maior para DPA entre usu&#225;rias de COC comparadas a n&#227;o usu&#225;rias (OR:3,8; IC95%: 2,4-5,8)<sup>60</sup>; e esse risco foi maior, assim como nas demais doen&#231;as arteriais, na presen&#231;a de outros fatores de risco para DCV. Quando comparadas as tr&#234;s gera&#231;&#245;es das p&#237;lulas contraceptivas separadamente <italic>vs</italic> n&#227;o usu&#225;rias de contracep&#231;&#227;o hormonal, encontrou-se um risco muito elevado nas formula&#231;&#245;es com progestag&#234;nios de primeira gera&#231;&#227;o (linestrenol e noretisterona) (OR:8,7, IC95%:3,6-21,3) e uma eleva&#231;&#227;o em torno de tr&#234;s vezes para os progestag&#234;nios de segunda (OR: 2,6; IC95%: 1,4-4,9) e terceira gera&#231;&#245;es (OR:3,0, IC95%: 1,4-6,6)<sup>60</sup>.</p>
    <p>As PP parecem n&#227;o aumentar o risco para DCV<sup>61,62</sup>. Uma meta-an&#225;lise publicada recentemente n&#227;o encontrou associa&#231;&#227;o significativa entre contraceptivos contendo apenas progestag&#234;nios e AVE (OR: 0,96; IC95%: 0,70-1,31), apesar da baixa qualidade dos artigos selecionados<sup>62</sup>.</p>
    <p>Dessa forma, em mulheres portadoras de cardiopatia isqu&#234;mica, AVE, migr&#226;nea com &#225;urea ou com m&#250;ltiplos fatores de risco para DCV (&gt; 35 anos de idade, diab&#233;ticas, tabagistas e hipertensas), deve-se optar por m&#233;todos contraceptivos n&#227;o hormonais ou contraceptivos apenas de progestag&#234;nio (<xref ref-type="table" rid="aop01211t02">tab. 2</xref>). Dentre estes &#250;ltimos, os mais indicados s&#227;o as PP, o implante liberador de etonogestrel e o sistema intrauterino liberador de levonorgestrel.</p>
    <p>
      <bold>Contracep&#231;&#227;o hormonal e hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS)</bold>
    </p>
    <p>As subst&#226;ncias presentes nos COC tentam reproduzir as propriedades dos esteroides end&#243;genos. Entretanto, o EE, pela sua elevada pot&#234;ncia biol&#243;gica comparado ao estradiol (mil vezes mais potente), exacerba a produ&#231;&#227;o de angiotensinog&#234;nio hep&#225;tico, que, por sua vez, causa eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial pelo sistema renina-angiotensina-aldosterona<sup>63</sup>. Al&#233;m disso, o progestag&#234;nio associado ao EE presente nos COC &#233; similar, por&#233;m n&#227;o reproduz todas as caracter&#237;sticas da progesterona natural<sup>64</sup>.</p>
    <p>Apesar do desenvolvimento de novos progestag&#234;nios somente a drospirenona mant&#233;m o efeito antimineralocorticoide<sup>65</sup> da progesterona natural; mesmo assim, ainda n&#227;o &#233; poss&#237;vel determinar efeitos ben&#233;ficos na PA em usu&#225;rias hipertensas dessa formula&#231;&#227;o anticonceptiva<sup>66</sup>. Essa conclus&#227;o difere da observada para TH na p&#243;s-menopausa, em que o composto (drospirenona e estradiol) foi associado &#224; redu&#231;&#227;o nos n&#237;veis press&#243;ricos em hipertensas<sup>67</sup>, o que n&#227;o se aplica para associa&#231;&#227;o da drospirenona com EE na anticoncep&#231;&#227;o. Em contracep&#231;&#227;o, um artigo em normotensas mostrou que a PA reduziu 4 mmHg nas usu&#225;rias de EE+drospirenona em avalia&#231;&#227;o pontual ap&#243;s seis meses de uso da medica&#231;&#227;o<sup>68</sup>. Outro artigo tamb&#233;m em avalia&#231;&#227;o pontual de 160 mulheres normotensas comparou os COC contendo drospirenona <italic>versus</italic> gestodeno mostrou redu&#231;&#227;o da PA no grupo drospirenona ao longo do trabalho, por&#233;m sem diferen&#231;a entre os grupos na avalia&#231;&#227;o final, ap&#243;s 12 meses<sup>69</sup>. N&#227;o h&#225;, contudo, dados de seguran&#231;a desse contraceptivo em hipertensas. Dessa forma, a drospirenona &#233; melhor para PA, por&#233;m seu uso com EE carece de dados de seguran&#231;a em portadoras de HAS. Podemos concluir que, at&#233; o presente momento, n&#227;o h&#225; diferen&#231;a de seguran&#231;a entre os progestag&#234;nios em rela&#231;&#227;o &#224; PA em contracep&#231;&#227;o.</p>
    <p>Lubianca e cols<sup>70</sup>. avaliaram, em estudo transversal, 171 mulheres com diagn&#243;stico de HAS e observaram eleva&#231;&#227;o de na press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD), mesmo ap&#243;s corre&#231;&#245;es das vari&#225;veis confundidoras<sup>70</sup>. Os mesmos autores supracitados conduziram uma coorte com o objetivo de avaliar se a interrup&#231;&#227;o dos COC interferia nos n&#237;veis de PA. Encontraram um decl&#237;nio na PAS (- 15,1 &#177; 2,6 mmHg) e na PAD (- 10,4 &#177; 1,8 mmHg) ap&#243;s seis meses de suspens&#227;o do COC significativamente maior quando comparado a mulheres que continuaram em uso do contraceptivo combinado<sup>71</sup>.</p>
    <p>A via de administra&#231;&#227;o na contracep&#231;&#227;o hormonal n&#227;o interfere na press&#227;o arterial<sup>7</sup>. Ao contr&#225;rio do observado para TH na p&#243;s-menopausa, em que n&#227;o h&#225; altera&#231;&#227;o negativa dos n&#237;veis press&#243;ricos em mulheres climat&#233;ricas hipertensas usu&#225;rias de TH transd&#233;rmica comparadas ao placebo<sup>72</sup>.</p>
    <p>Apesar de os COC induzirem uma eleva&#231;&#227;o m&#233;dia nos n&#237;veis da PA entre 2 a 3 mmHg em mulheres saud&#225;veis, na maioria dos casos n&#227;o se faz necess&#225;ria terapia anti-hipertensiva<sup>73</sup>. Entretanto, em mulheres com diagn&#243;stico pr&#233;vio de HAS, deve-se evitar a prescri&#231;&#227;o de contraceptivo contendo EE, pelo risco de piora de progn&#243;stico dessa doen&#231;a e aumento de risco de TA.</p>
    <p>Os estudos desenhados para avaliar altera&#231;&#245;es na PA e progestag&#234;nios isolados s&#227;o poucos, por&#233;m consistentes de que n&#227;o h&#225; associa&#231;&#227;o entre seu uso e hipertens&#227;o em mulheres saud&#225;veis durante seguimento por dois anos<sup>7,74</sup>.</p>
    <p>Em resumo, em mulheres hipertensas devemos orientar o uso de m&#233;todos contraceptivos n&#227;o hormonais, ou hormonais que contenham somente progestag&#234;nio (<xref ref-type="table" rid="aop01211t02">tab. 2</xref>). Os contraceptivos combinados, por qualquer via, al&#233;m de interferirem na PA, potencializam o risco de TA em pacientes j&#225; predispostas. Em pacientes hipertensas bem controladas, com menos de 35 anos, pode-se usar o contraceptivo combinado, por&#233;m observando os crit&#233;rios da OMS, as op&#231;&#245;es anteriores t&#234;m mais respaldo cient&#237;fico e s&#227;o mais seguras<sup>75</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Resumo das recomenda&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Os benef&#237;cios do uso dos contraceptivos hormonais ultrapassam os riscos associados a esses medicamentos. Um bom aconselhamento contraceptivo &#224;s mulheres deve incluir todos os aspectos ben&#233;ficos e poss&#237;veis eventos adversos para, nesse contexto, proporcionar uma escolha informada mais apropriada para cada caso. A seguir, o resumo de algumas recomenda&#231;&#245;es que devemos sempre levar em considera&#231;&#227;o na escolha contraceptiva de mulheres com fatores de risco para DCV:</p>
    <p>Os COC aumentam risco de trombose venosa e arterial mesmo em mulheres sadias, por&#233;m esse risco &#233; baixo;</p>
    <p>As prepara&#231;&#245;es dispon&#237;veis atualmente (EE&lt;50 mg) s&#227;o consideradas de baixo risco para trombose venosa e arterial em pacientes sem risco;</p>
    <p>O componente progestag&#234;nico associado altera o risco de TEV de um COC, as evid&#234;ncias atuais sugerem que aqueles que cont&#234;m o levonorgestrel possuem o menor risco de TEV. Para trombose arterial, o tipo de progestag&#234;nio n&#227;o altera o risco de trombose; assim, em mulheres saud&#225;veis n&#227;o h&#225; uma op&#231;&#227;o que produza menores riscos;</p>
    <p>Os contraceptivos somente de progestag&#234;nio e os n&#227;o hormonais n&#227;o est&#227;o associados a aumento de risco para TEV, sendo dessa forma indicados para pacientes de risco para TEV ou hist&#243;ria pessoal pr&#233;via de TEV;</p>
    <p>Em pacientes com hist&#243;ria pr&#233;via ou m&#250;ltiplos fatores de risco para TA opta-se pelos contraceptivos n&#227;o hormonais ou somente com progestag&#234;nio (excetuando-se o injet&#225;vel trimestral);</p>
    <p>O risco para TEV ou TA independe da via de administra&#231;&#227;o do contraceptivo hormonal combinado;</p>
    <p>Os contraceptivos hormonais combinados, por conterem o etinilestradiol, sempre alteram a PA, mesmo em baixas doses. Em mulheres saud&#225;veis, essa altera&#231;&#227;o n&#227;o traz repercuss&#245;es cl&#237;nicas, por&#233;m deve-se evitar o seu uso em hipertensas. Assim, em mulheres com HAS, preferir os n&#227;o hormonais ou somente com progestag&#234;nio, pois o EE potencializa o risco para trombose arterial e altera o controle da PA nessas pacientes.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Milena Bastos Brito </p>
        <p> Av. dos Bandeirantes, 3900 - Campus Universit&#225;rio - Monte Alegre </p>
        <p> 14049-900 - Ribeir&#227;o Preto, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail:</p>
        <p><email xlink:href="milenabastos@usp.br">milenabastos@usp.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="milenabastos22@yahoo.com.br">milenabastos22@yahoo.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 30/10/09; revisado recebido em 27/01/10; aceito em 23/03/10.</p>
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        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto - Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>La contracepci&#243;n hormonal es el m&#233;todo m&#225;s utilizado para la prevenci&#243;n de los embarazos no planificados. La literatura ha venido demostrando la asociaci&#243;n que existe entre el riesgo cardiovascular y el uso de la hormonoterapia. Con el objetivo de mejorar la orientaci&#243;n en la contracepci&#243;n en mujeres con factores de riesgo para el desarrollo de enfermedad cardiovascular, realizamos una revisi&#243;n de la literatura con relaci&#243;n a ese asunto. Esa revisi&#243;n describe los datos m&#225;s recientes de la literatura cient&#237;fica acerca de la influencia de los anticonceptivos hormonales con relaci&#243;n a la trombosis venosa, arterial e hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica, enfermedades cada d&#237;a m&#225;s prevalentes en la poblaci&#243;n femenina joven.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>Anticoncepci&#243;n, anticonceptivos, contraindicaciones, planificaci&#243;n familiar, trombosis venosa, enfermedades cardiovasculares.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los anticonceptivos hormonales son el m&#233;todo reversible m&#225;s utilizado en la poblaci&#243;n femenina brasile&#241;a (&#177; 25%), para la planificaci&#243;n familiar1, y consiste en la asociaci&#243;n entre un estr&#243;geno (en general, etinilestradiol), y un progest&#225;geno; o en presentaciones de progesterona aislada sin el componente estrog&#233;nico. Est&#225;n disponibles en diversas presentaciones y v&#237;as de administraci&#243;n (oral, intramuscular, implantes subd&#233;rmicos, transd&#233;rmicos, vaginal y asociado al sistema intrauterino). Act&#250;an con la finalidad de bloquear la ovulaci&#243;n al inhibir la secreci&#243;n de las hormonas fol&#237;culo-estimulante y luteinizante; espesan el moco cervical dificultando el paso de los espermatozoides, haciendo con que el endometrio no quede receptivo a la implantaci&#243;n, y alteran la secreci&#243;n y la peristalsis de las trompas de Falopio<sup>2</sup>.</p>
      <p>Los efectos de las hormonas sexuales femeninas sobre el sistema cardiovascular ya han sido tema de bastante inter&#233;s cient&#237;fico, porque los vasos sangu&#237;neos son un blanco de los efectos de esas hormonas, al existir receptores de estr&#243;geno y progesterona en todas las capas que los recubren.</p>
      <p>Varios estudios epidemiol&#243;gicos han demostrado una asociaci&#243;n clara entre el uso de los anticonceptivos orales combinados (AOCs), y el aumento de un riesgo para la Trombosis venosa y arterial<sup>3-5</sup>. Pese a que las trombosis venosas y arteriales poseen algunos factores de riesgos en com&#250;n para que coexistan, se conoce que la estasis sangu&#237;nea y la hipercoagulabilidad representan los principales factores etiopatog&#233;nicos para el desencadenamiento del tromboembolismo venoso (TEV), mientras que la lesi&#243;n del endotelio representa el principal determinante de la trombosis arterial (TA). Vale destacar que la TA es menos com&#250;n en la edad de reproducci&#243;n que el TEV (1 caso de TA para cada 5-10 casos de TEV)<sup>6</sup>.</p>
      <p>El objetivo de esta revisi&#243;n es discutir los principales efectos de los esteroides sexuales sobre los factores de riesgo para la enfermedad cardiovascular y exponer las evidencias cient&#237;ficas disponibles para la prescripci&#243;n de los m&#233;todos anticonceptivos hormonales en portadoras de trombosis venosa y arterial, e hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica. La mayor&#237;a de los art&#237;culos publicados sobre contracepci&#243;n y enfermedades cardiovasculares, toman como base estudios observacionales o ensayos cl&#237;nicos con desenlaces intermediarios, lo que reduce la fuerza de la evidencia en las recomendaciones. Sin embargo, hoy por hoy, son las mejores evidencias de que disponemos para conducir la pr&#225;ctica cl&#237;nica. Es un imperativo el conocimiento de esas informaciones por parte de los cardi&#243;logos, pues muchas veces son ellos mismos los que indican o contraindican los m&#233;todos hormonales para pacientes con riesgo cardiovascular, secundando la solicitud de los ginec&#243;logos. El abordaje se har&#225; a tono con los criterios de elecci&#243;n de la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud (OMS)<sup>7</sup> (<xref ref-type="table" rid="t1-body2">tab. 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0e81-00022-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Contracepci&#243;n hormonal y trombosis venosa</bold>
      </p>
      <p>El etinilestradiol (EE), induce a significativas alteraciones en el sistema de coagulaci&#243;n, culminando con el aumento de la generaci&#243;n de la trombina. Sobreviene tambi&#233;n un aumento en los factores de coagulaci&#243;n (fibrin&#243;geno, VII, VIII, IX, X, XII y XIII), y una reducci&#243;n de los inhibidores naturales de la coagulaci&#243;n (prote&#237;na S y antitrombina), produciendo un ligero efecto procoagulante<sup>8,9</sup>. Esos efectos se observan con m&#225;s claridad en los tests que eval&#250;an globalmente la hemostasis, revelando una resistencia adquirida a la prote&#237;na C y un aumento en la generaci&#243;n de trombina<sup>10</sup>.</p>
      <p>El riesgo de TEV depende de la dosificaci&#243;n de EE. La alta dosificaci&#243;n de EE (<underline>&gt;</underline> 50 mcg), est&#225; asociada a un aumento de dos veces el riesgo de TEV cuando se le compara a la baja dosificaci&#243;n de esa hormona (&lt; 50 mcg)<sup>9,11,12</sup>. Recientemente fue publicado que las formulaciones que contienen 20 mcg de EE se asociaron a un menor riesgo tromb&#243;tico (OR: 0,8; IC95%: 0,5-1,2), cuando se les compar&#243; a las preparaciones de 30 mcg de EE, sin embargo sin diferencia significativa<sup>11</sup>.</p>
      <p>Inicialmente se cre&#237;a que la trombosis era el resultado s&#243;lo de la dosis de estr&#243;geno utilizado, lo que culmin&#243; en la reducci&#243;n de la dosis de EE de los anticonceptivos (de 150 mcg para 15-20 mcg). Sin embargo, en 1995, qued&#243; demostrado que AOCs conteniendo progest&#225;genos de tercera generaci&#243;n (gestodeno, desogestrel), se asociaban a un riesgo dos veces mayor de trombosis que los que conten&#237;an progest&#225;genos de segunda generaci&#243;n (levonorgestrel)<sup>4,13</sup>. As&#237;, el tipo de progest&#225;geno asociado al estr&#243;geno, y no solo la dosis de ese &#250;ltimo, fue lo que gener&#243; los estudios sobre el rol de los progest&#225;genos en la hemostasia y en la determinaci&#243;n de la trombosis.</p>
      <p>Los progest&#225;genos forman un grupo de esteroides que, a pesar de poseer la caracter&#237;stica com&#250;n de conectarse a los receptores de la progesterona, tambi&#233;n poseen efectos sist&#233;micos diferentes y est&#225;n mediados, no solamente por la afinidad a los propios receptores de progesterona, sino principalmente por poseer la capacidad de conexi&#243;n con los receptores de otros esteroides, como los estr&#243;genos, andr&#243;genos, glucocorticoides y mineralocorticoides<sup>14</sup>. Esa capacidad de conectarse a otros receptores de esteroides, como tambi&#233;n el perfil de afinidad que poseen en cada uno de esos receptores, pueden resultar en algunos riesgos diferentes para la trombosis, dependiendo del progest&#225;geno asociado al estr&#243;geno.</p>
      <p>Los anticonceptivos orales combinados con los progest&#225;genos de tercera generaci&#243;n, est&#225;n asociados al desarrollo de la resistencia adquirida a la prote&#237;na C activada y m&#225;s elevada<sup>15</sup>, y a una tendencia de producir niveles m&#225;s altos de factores de coagulaci&#243;n y de niveles m&#225;s bajos de anticoagulantes naturales, cuando se les compara con la AOCs que contiene progest&#225;geno de segunda generaci&#243;n<sup>10,16,17</sup>. Esos hallazgos podr&#237;an explicar las observaciones epidemiol&#243;gicas de riesgo aumentado para TEV en usuarias de AOCs que contienen progest&#225;genos de tercera generaci&#243;n, porque la resistencia a la acci&#243;n de la prote&#237;na C (adquirida o heredada), es un determinante importante para el riesgo aumentado de TEV<sup>18</sup>. Otro hallazgo es que la hiperfibrin&#243;lisis queda menos acentuada en las usuarias de AOCs con progest&#225;genos de tercera generaci&#243;n que en las de segunda generaci&#243;n<sup>16</sup>. Otros progest&#225;genos tambi&#233;n se estudiaron con relaci&#243;n al riesgo de trombosis cuando est&#225;n asociados al EE. El estudio m&#225;s reciente, que cont&#243; con el apoyo de la Universidad de Leiden, Holanda, y que fue hecho para evaluar los diferentes progest&#225;genos y el riesgo para la trombosis venosa [<italic>Multiple Environmental and Genetics Assessment of Risk Factors for Venous Thrombosis</italic> (MEGA)]<sup>11</sup>, (Evaluaci&#243;n Gen&#233;tica y Medioambiental M&#250;ltiple de los Factores de Riesgo para la Trombosis Venosa), confirm&#243; la asociaci&#243;n entre el tipo de progest&#225;geno y el riesgo para la trombosis. Sin embargo, reflej&#243; una diferencia menos acentuada que estuvo previamente descrita entre los diferentes progest&#225;genos. No obstante, algunas formulaciones presentaron una peque&#241;a muestra que nos condujo a una conclusi&#243;n definitiva. Comparando a las no usuarias de anticonceptivos hormonales, el AOCs que contiene levonorgestrel, se asoci&#243; con un riesgo de trombosis venosa cuatro veces mayor (OR:3,6; 95%IC: 2,9-4,6). El levonorgestrel fue el progest&#225;geno asociado al menor riesgo para la trombosis, seguido del gestodeno (OR:5,6; 95% IC:3,7-8,4); drospirenona (OR: 6,3; 95%IC: 2,9-13,7); acetato de ciproterona (OR: 6,8; 95%IC: 4,7-10); y desogestrel (OR: 7,3; 95%IC: 5,3-10). Si consideramos el riesgo de TEV, el levonorgestrel ofrece un menor riesgo, mientras que los dem&#225;s progest&#225;genos parecen tener riesgos similares, superiores a la asociaci&#243;n con el levonorgestrel, tal vez porque ese &#250;ltimo es m&#225;s andr&#243;geno que los dem&#225;s, una vez que los progest&#225;genos andr&#243;genos como el levonorgestrel, est&#225;n asociados a una menor resistencia a la prote&#237;na C que los que poseen una menor potencia andr&#243;gena (gestodeno y desogestrel), y los antiandr&#243;genos (acetato de ciproterona y drosperinona)<sup>19</sup>.</p>
      <p>Pese a los datos presentados, eso no significa que debamos siempre aconsejar el uso de AOCs conteniendo el levonorgestrel, sino que se conozcan los riesgos de TEV, como tambi&#233;n los beneficios adicionales de cada progest&#225;geno, para una prescripci&#243;n adecuada a tono con los deseos y las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas de la paciente<sup>20</sup>. Adem&#225;s, el ciclo grav&#237;dico-puerperal presenta un mayor riesgo de TEV que cualquier formulaci&#243;n contraceptiva ya presentada<sup>21</sup>. Sin embargo, si estimamos que en el mundo existen cerca de 100 millones de mujeres que usan la contracepci&#243;n hormonal<sup>22</sup>, el conocer opciones menos trombog&#233;nicas adquiere una gran importancia, especialmente en mujeres con otros factores de riesgo asociados con el desarrollo de TEV.</p>
      <p>Cuando se administran aisladamente, los progest&#225;genos afectan m&#237;nimamente el sistema de coagulaci&#243;n. Ya ha sido relatado un aumento modesto y no significativo en el riesgo para TEV en usuarias de p&#237;ldoras anticonceptivas solamente de progest&#225;geno (PP)<sup>23,24</sup>. Los progest&#225;genos aislados no se asocian a las alteraciones relevantes en los par&#225;metros de coagulaci&#243;n o fibrin&#243;lisis, y por ese motivo pueden ser indicados para pacientes con riesgo para TEV<sup>7</sup>.</p>
      <p>Un estudio randomizado y doble ciego, compar&#243; los efectos en el sistema hemost&#225;tico de dos PP (desogestrel <italic>versus</italic> levonorgestrel), demostrando que dos presentaron un efecto favorable sobre ese sistema<sup>25</sup>. Otro reciente estudio tambi&#233;n arroj&#243; resultados favorables en la hemostasia en usuarias de PP (desogestrel <italic>versus</italic> levonorgestrel), con una reducci&#243;n de la resistencia a la prote&#237;na C activada y el aumento de la prote&#237;na S<sup>15</sup>. Por eso, los efectos negativos dependientes del tipo de progest&#225;geno provocados por los AOCs sobre los par&#225;metros de coagulaci&#243;n y anticoagulaci&#243;n, no fueron observados con el uso de PP, ya sea del levonorgestrel o del desogestrel.</p>
      <p>En los &#250;ltimos 20 a&#241;os, se han venido desarrollando implantes subd&#233;rmicos que mantienen una liberaci&#243;n de bajas dosis de progest&#225;genos. En Brasil disponemos del implante liberador de etonogestrel (Implanon<sup>&#174;</sup>, NV Organon, Oss, The Netherlands). Las variables hemost&#225;ticas analizadas o no se modificaron, o tuvieron alteraciones discretas, siempre dentro de los valores de la normalidad para los ensayos realizados<sup>26-29</sup>.</p>
      <p>Con relaci&#243;n a la v&#237;a de administraci&#243;n, y a pesar de que la v&#237;a transd&#233;rmica en usuarias de terapia hormonal sustitutiva (THS) durante la menopausia, parezca no aumentar el riesgo de TEV<sup>30</sup>, esos datos no pueden ser extrapolados para la contracepci&#243;n, especialmente porque en la contracepci&#243;n se usa el EE, que posee una potencia superior a los estr&#243;genos utilizados en THS. En noviembre de 2005, el US <italic>Food and Drug Administration</italic> (FDA), divulg&#243; un comunicado diciendo que el adhesivo conteniendo 0,75 mg + 6 mg de norelgestromin (Ortho-Evra<sup>&#174;</sup> 20 mcg de EE + 150 mg de norelgestrol/min/d&#237;a), liberaba un 60% m&#225;s que la cantidad total de EE disponible en un AOCs de 35 mcg de EE<sup>31</sup>, lo que podr&#237;a alterar la frecuencia de los eventos adversos serios, como el TEV. Posteriormente, fue realizado un estudio que demostr&#243; que el adhesivo con liberaci&#243;n diaria de 20 mcg de EE pose&#237;a una incidencia de TEV similar a la de un AOCs con 35 mcg de EE, lo que significa que no debemos usar ese m&#233;todo para pacientes de alto riesgo con TEV, al contrario de THS transd&#233;rmica<sup>32</sup>. Otros m&#233;todos de contracepci&#243;n hormonal combinada no oral, como el anillo vaginal y los inyectables mensuales, fueron testados en lo referente a sus efectos en la hemostasia. El anillo (15 mcg de EE + 120 mcg de etonogestrel/d&#237;a), fue comparado con el AOCs que contiene 30 mcg de EE + 150 mcg de levonorgestrel, mostrando alteraciones similares en la hemostasia<sup>33</sup>. Recientemente, un estudio compar&#243; el efecto de las contracepciones combinadas oral y vaginal sobre las variables hemost&#225;ticas y observ&#243; un efecto procoagulante debido al EE, independientemente de la v&#237;a de administraci&#243;n<sup>34</sup>. Sin embargo, todav&#237;a se hacen necesarios estudios para evaluar el riesgo de TEV con ese anticonceptivo vaginal. Los inyectables combinados provocaron un menor impacto en la hemostasia que las preparaciones orales<sup>35</sup>, a diferencia de otras formulaciones no orales (adhesivo y anillo), probablemente porque poseen estr&#243;genos naturales (valerato de estradiol o cipionato de estradiol) en su composici&#243;n, en vez del EE. En lo que se refiere a los riesgos para la trombosis, un trabajo con una peque&#241;a muestra para ese desenlace arroj&#243; un riesgo peque&#241;o o ausente de TEV, IAM y ACV<sup>36</sup>, aunque todav&#237;a no tenemos una respuesta definitiva sobre si los combinados inyectables presentan, de hecho, ausencia de riesgo para TEV.</p>
      <p>Normalmente, los eventos tromboemb&#243;licos se dan dentro del primer a&#241;o de uso del anticonceptivo hormonal, especialmente despu&#233;s del cuarto mes de iniciado su uso<sup>3,9,11</sup>. Sin embargo, despu&#233;s de un a&#241;o, el tiempo de uso de AOCs no altera el riesgo para TEV<sup>3,9</sup>.</p>
      <p>Como colof&#243;n, podemos decir que al paciente con trombosis previa o trombofilia (heredada o adquirida), se le proh&#237;be el uso de la contracepci&#243;n hormonal combinada, independientemente de la v&#237;a administrada. Por otra parte, los progest&#225;genos aislados (en cualquier v&#237;a de administraci&#243;n), y los m&#233;todos no hormonales (preservativos y dispositivo intrauterino con cobre), s&#237; que se permiten secundando los criterios de la OMS (<xref ref-type="table" rid="es_aop01211t02-body2">tab. 2</xref>). En los pacientes con riesgo de trombosis venosa (obesas, con presencia del s&#237;ndrome metab&#243;lico, fumadoras, con edad que supere los 40 a&#241;os y con antecedente familiar de trombosis), se prefiere el uso de la contracepci&#243;n con progest&#225;genos aislados, a pesar de que se permita el uso de EE (con excepci&#243;n de fumadoras con edad <underline>&gt;</underline> 35 a&#241;os). En esas pacientes de riesgo se prefiere el uso de la contracepci&#243;n combinada con el levonorgestrel, una vez que ese progest&#225;geno es el que presenta un menor riesgo de TEV cuando se asocia al EE.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_aop01211t02-body2">
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      </p>
      <p>
        <bold>Contracepci&#243;n hormonal y trombosis arterial</bold>
      </p>
      <p>A pesar de que la existencia de TA sea algo poco frecuente en las mujeres j&#243;venes, los cambios comportamentales como la baja frecuencia de alimentos ricos en fibras, aumento de la proporci&#243;n de grasas saturadas y az&#250;cares de la dieta, asociadas a un estilo de vida sedentario, han aumentado los riesgos para la aparici&#243;n durante la vida reproductiva<sup>37</sup>. Por eso, en las mujeres con factores de riesgo para desarrollar la enfermedad cardiovascular (ECV), (como fumadoras, hipertensas, obesas, portadoras de hipercolesterolemia o diabetes mellitus), los anticonceptivos hormonales deben ser prescritos con cautela.</p>
      <p>Igual que para la TEV, el uso del AOCs tambi&#233;n est&#225; asociado a la elevaci&#243;n del riesgo para la TA<sup>38-40</sup>. Ese riesgo est&#225; directamente relacionado con la dosis del componente estrog&#233;nico, sin embargo, incluso en las usuarias de las p&#237;ldoras de baja dosificaci&#243;n (EE &lt; 50 mcg), se observ&#243; un aumento de ese riesgo<sup>41</sup>.</p>
      <p>El uso de AOCs de baja dosificaci&#243;n (EE &lt; 50 mcg), aumenta el riesgo de una trombosis arterial en aproximadamente dos veces entre las usuarias del m&#233;todo, incluso despu&#233;s de la correcci&#243;n de las variables de confusi&#243;n para factores de riesgo de enfermedad cardiovascular<sup>42</sup>. Al contrario de la TEV, el tipo de progest&#225;geno asociado al EE no modifica de forma significativa el riesgo de TA<sup>38,40,41</sup>.</p>
      <p>El riesgo de IAM entre usuarias de AOCs aumenta con la coexistencia de los factores de riesgo para ECV, como el tabaquismo, y ese efecto es m&#225;s fuerte en las mujeres que superan los 35 a&#241;os de edad. En las mujeres que est&#225;n por debajo de los 35 a&#241;os y usuarias de AOCs, la incidencia de IAM en fumadoras (<underline>&gt;</underline> 20 cigarrillos/d&#237;a) es 10 veces m&#225;s que en las no fumadoras (3,5 por 100.000 <italic>vs</italic> 0,3 por 100.000, respectivamente)<sup>38</sup>. En las mujeres por encima de los 35 a&#241;os de edad que usan AOCs, el riesgo para IAM es significativamente mayor tanto en las fumadoras (40 por 100.000), como en las no fumadoras (3 por 100.000)<sup>38</sup>. Por lo tanto, con una edad superior a los 35 a&#241;os y tabaquismo, necesitan siempre un cuidado especial a la hora de elegir el anticonceptivo. De la misma forma que la edad y el tabaquismo, otras enfermedades que aumentan el riesgo para ECV (como diabetes, hipertensi&#243;n), tambi&#233;n potencian el riesgo de IAM en usuarias de la contracepci&#243;n hormonal combinada.</p>
      <p>Pensando pues en no aumentar de forma significativa el riesgo para IAM, hasta ahora lo que nos importa es que la dosificaci&#243;n del EE sea menor que 50 mcg e identificar los factores de riesgo para ECV antes de la prescripci&#243;n del m&#233;todo anticonceptivo<sup>7,38-41</sup>.</p>
      <p>El accidente cerebrovascular (ACV), es otra enfermedad arterial bastante rara en mujeres con edad reproductiva<sup>43</sup>; pero se observa una mayor incidencia de casos entre las usuarias de AOCs comparadas con las no usuarias<sup>44,45</sup>. Al analizar los art&#237;culos epidemiol&#243;gicos publicados, Heinemann<sup>46</sup> lleg&#243; a la conclusi&#243;n de que altas dosis de EE (<underline>&gt;</underline> 50 mcg), se asociaban a un mayor riesgo de ACV comparadas con las formulaciones que conten&#237;an 50 mcg de EE (OR:5,3; IC95%: 2,6-11 <italic>vs</italic> OR: 1,53; IC95%: 0,71-3,31)<sup>47</sup>. Pero los estudios no demostraron una diferencia entre las formulaciones de los progest&#225;genos de segunda y tercera generaciones<sup>47,48</sup>, como tambi&#233;n para la IAM.</p>
      <p>Recientemente se public&#243; un estudio multic&#233;ntrico, de caso control, que involucraba a 1.182 mujeres sanas entre los 18 y los 49 a&#241;os de edad, y que estim&#243; el riesgo para ACV 2,3 veces mayor entre las usuarias de AOCs conteniendo &lt; 50 mcg de EE (OR: 2,3; IC95%: 1,6-3,3), comparadas con las usuarias de m&#233;todos no hormonales<sup>40</sup>. El riesgo para AVE, como tambi&#233;n en estudios anteriores, no fue relacionado al progest&#225;geno asociado<sup>40,45</sup>.</p>
      <p>Hay estudios que demuestran que la migra&#241;a con aura duplica el riesgo para ACV comparada con la que no tiene aura<sup>49</sup>. Por ser com&#250;n en mujeres durante el per&#237;odo reproductivo<sup>50</sup>, debemos estar atentos a la presencia de esa enfermedad (<xref ref-type="table" rid="es_aop01211t02-body2">tab. 2</xref>). Despu&#233;s de la definici&#243;n por parte del neur&#243;logo de las manifestaciones neurol&#243;gicas que caracterizan la migra&#241;a, si se comprueba un cuadro cl&#237;nico de aura, los anticonceptivos con EE est&#225;n contraindicados en cualquier edad de la vida reproductiva femenina. Con relaci&#243;n a los progest&#225;genos aislados y a la migra&#241;a, los estudios son muy escasos y la mayor&#237;a no distingue las formulaciones orales, sean ellas combinadas o de progest&#225;geno aislado<sup>51</sup>. Pero si est&#225;n ausentes otros factores de riesgo para AVE, la OMS autoriza su uso en mujeres con migra&#241;a, con excepci&#243;n de las que presenten la enfermedad durante el uso de ese anticonceptivo, momento en el cual &#233;l deber&#225; ser suspendido<sup>7</sup> (<xref ref-type="table" rid="es_aop01211t02-body2">tab. 2</xref>).</p>
      <p>A pesar de la baja incidencia de TA durante la vida reproductiva, y que dificultan conclusiones fidedignas acerca de los estudios de que disponemos, no existen datos que indiquen una v&#237;a m&#225;s segura<sup>52</sup>.</p>
      <p>Pero en el caso de los progest&#225;genos aislados, la OMS es cautelosa en su prescripci&#243;n por v&#237;a inyectable para mujeres con TA previa (<xref ref-type="table" rid="es_aop01211t02-body2">tab. 2</xref>). El acetato de medroxiprogesterona de dep&#243;sito (AMPD), inhibe la ovulaci&#243;n y ocasiona un descenso en los niveles de estradiol, induciendo al hipoestrogenismo<sup>53</sup> y as&#237;, cuando se administra de forma prolongada, puede alterar la funci&#243;n vascular<sup>54,55</sup>. Adem&#225;s de eso, fueron observadas en los estudios longitudinales y transversales la elevaci&#243;n en los niveles de LDL y la reducci&#243;n del HDL colesterol en las usuarias de AMPD, alteraciones epidemiol&#243;gicamente asociadas al ECV. Sin embargo, esas alteraciones en el lipidograma no estuvieron relacionadas con los eventos cl&#237;nicos adversos<sup>56</sup>. Ya el implante, el sistema intrauterino liberador de levonorgestrel y PP, no estuvieron asociados a los efectos adversos sobre el perfil lip&#237;dico<sup>7,57-59</sup>.</p>
      <p>Otra complicaci&#243;n vascular arterial rara durante la vida reproductiva, pero que tiene un mal pron&#243;stico, es la enfermedad perif&#233;rica arterial (EPA), con una elevada incidencia de oclusi&#243;n vascular, amputaci&#243;n y muerte. Se observ&#243; un riesgo tres veces mayor para EPA entre las usuarias de AOCs comparadas con las no usuarias (OR:3,8; IC95%: 2,4-5,8)<sup>60</sup>; y ese riesgo fue m&#225;s elevado tambi&#233;n en las dem&#225;s enfermedades arteriales, frente a otros factores de riesgo para ECV. Cuando se les compar&#243; con las tres generaciones de las p&#237;ldoras anticonceptivas por separado <italic>versus</italic> no usuarias de contracepci&#243;n hormonal, encontramos un riesgo muy alto en las formulaciones con progest&#225;genos de primera generaci&#243;n (linestrenol y noretisterona) (OR:8,7, IC95%:3,6-21,3), y una elevaci&#243;n de cerca de tres veces para los progest&#225;genos de segunda (OR: 2,6; IC95%: 1,4-4,9) y tercera generaciones (OR:3,0, IC95%: 1,4-6,6)<sup>60</sup>.</p>
      <p>Los PP parecen no aumentar el riesgo para ECV<sup>61,62</sup>. Un meta-an&#225;lisis publicado recientemente no encontr&#243; una asociaci&#243;n significativa entre los anticonceptivos que contienen apenas progest&#225;genos y ACV (OR: 0,96; IC95%: 0,70-1,31), a pesar de la baja calidad de los art&#237;culos seleccionados<sup>62</sup>.</p>
      <p>Por lo tanto, en las mujeres portadoras de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica, ACV, migra&#241;a con aura o con m&#250;ltiples factores de riesgo para ECV (&gt; 35 a&#241;os de edad, diab&#233;ticas, fumadoras e hipertensas), debemos optar por m&#233;todos anticonceptivos no hormonales o anticonceptivos apenas de progest&#225;geno (<xref ref-type="table" rid="es_aop01211t02-body2">tab. 2</xref>). Entre esos &#250;ltimos, los m&#225;s indicados son los PP, el implante liberador de etonogestrel y el sistema intrauterino liberador de levonorgestrel.</p>
      <p>
        <bold>Contracepci&#243;n hormonal e hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS)</bold>
      </p>
      <p>Las sustancias presentes en el AOCs tratan de reproducir las propiedades de los esteroides end&#243;genos. Sin embargo, el EE por su elevada potencia biol&#243;gica comparado con el estradiol (mil veces m&#225;s potente), exacerba la producci&#243;n de angiotensin&#243;geno hep&#225;tico que, a su vez, causa la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial por el sistema renina angiotensina aldosterona<sup>63</sup>. Adem&#225;s, el progest&#225;geno asociado al EE presente en los AOCs es similar, pero no reproduce todas las caracter&#237;sticas de la progesterona natural<sup>64</sup>.</p>
      <p>A pesar del desarrollo de nuevos progest&#225;genos, solamente la drospirenona mantiene el efecto antimineralocorticoide<sup>65</sup> de la progesterona natural. Incluso as&#237;, todav&#237;a no se pueden determinar los efectos ben&#233;ficos en la PA en usuarias hipertensas de esa formulaci&#243;n anticonceptiva<sup>66</sup>. Esa conclusi&#243;n es diferente de la observada para THS en la posmenopausia, en que el compuesto (drospirenona y estradiol), estuvo asociado a la reducci&#243;n de los niveles de presi&#243;n en hipertensas<sup>67</sup>, lo que no es aplicable a la asociaci&#243;n de la drospirenona con EE en la anticoncepci&#243;n. En la contracepci&#243;n, un art&#237;culo en normotensas mostr&#243; que la PA se redujo 4 mmHg en las usuarias de EE+drospirenona en una evaluaci&#243;n puntual despu&#233;s de seis meses de estar usando la medicaci&#243;n<sup>68</sup>. Otro art&#237;culo tambi&#233;n sobre evaluaci&#243;n puntual de 160 mujeres normotensas, compar&#243; los AOCs que conten&#237;an drospirenona <italic>versus</italic> gestodeno y mostr&#243; una reducci&#243;n de la PA en el grupo drospirenona a lo largo del trabajo, pero sin diferencias entre los grupos en la evaluaci&#243;n final despu&#233;s de 12 meses<sup>69</sup>. No existen, sin embargo, datos que atestig&#252;en la seguridad de ese anticonceptivo en hipertensas. Por lo tanto, la drospirenona es la mejor opci&#243;n para PA, aunque su uso con EE no tenga los datos de seguridad en las portadoras de HAS. Podemos concluir entonces que, hasta el presente momento, no existe diferencia de seguridad entre los progest&#225;genos con relaci&#243;n a la PA en la contracepci&#243;n.</p>
      <p>Lubianca et al<sup>70</sup>, evaluaron un estudio transversal en 171 mujeres con diagn&#243;stico de HAS, y observaron una elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial diast&#243;lica (PAD), incluso despu&#233;s de las correcciones de las variables de confusi&#243;n<sup>70</sup>. Los mismos autores antes mencionados, realizaron una cohorte para evaluar si la interrupci&#243;n de los AOCs interfer&#237;a en los niveles de PA. Encontraron un descenso en la PAS (-15,1 &#177; 2,6 mmHg) y en la PAD (-10,4 &#177; 1,8 mmHg), despu&#233;s de seis meses de suspensi&#243;n del AOCs significativamente mayor cuando se compar&#243; con las mujeres que continuaron usando el anticonceptivo combinado<sup>71</sup>.</p>
      <p>La v&#237;a de administraci&#243;n en la contracepci&#243;n hormonal no interfiere en la presi&#243;n arterial<sup>7</sup>, al contrario de lo que observamos en la TH en la posmenopausia, donde no ocurre ninguna alteraci&#243;n negativa de los niveles pres&#243;ricos en mujeres climat&#233;ricas hipertensas, usuarias de THS transd&#233;rmica comparadas con el placebo<sup>72</sup>.</p>
      <p>Pese a que los AOCs indiquen una elevaci&#243;n promedio de los niveles de la PA entre 2 a 3 mmHg en mujeres sanas, en la mayor&#237;a de los casos no es necesaria la terapia antihipertensiva<sup>73</sup>. Pero en las mujeres con un diagn&#243;stico previo de HAS, se debe evitar la prescripci&#243;n del anticonceptivo conteniendo EE, en raz&#243;n del riesgo del empeoramiento del pron&#243;stico de esa enfermedad y del aumento del riesgo de TA.</p>
      <p>De hecho son pocos los estudios proyectados con el fin de evaluar las alteraciones en la PA y progest&#225;genos aislados, sin embargo, son consistentes en el sentido de que demuestran no existir una asociaci&#243;n entre su uso y la hipertensi&#243;n en mujeres sanas que han tenido seguimiento durante dos a&#241;os<sup>7,74</sup>.</p>
      <p>Resumiendo, en las mujeres hipertensas, debemos orientar el uso de los m&#233;todos anticonceptivos no hormonales u hormonales, que contengan solamente el progest&#225;geno (<xref ref-type="table" rid="es_aop01211t02-body2">tab. 2</xref>). Los anticonceptivos combinados por cualquier v&#237;a, adem&#225;s de interferir en la PA, potencian el riesgo de TA en pacientes ya predispuestas. En las pacientes hipertensas bien controladas y con menos de 35 a&#241;os, podemos usar el anticonceptivo combinado. Pero siempre que se respeten los criterios de la OMS, las opciones anteriores tendr&#225;n m&#225;s respaldo cient&#237;fico y ser&#225;n m&#225;s seguras<sup>75</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Resumen de las recomendaciones</bold>
      </p>
      <p>Los beneficios que redundan del uso de los anticonceptivos hormonales son m&#225;s que los riesgos que est&#225;n asociados a esos medicamentos. Un buen consejo anticonceptivo para las mujeres debe incluir todos los aspectos ben&#233;ficos y los posibles eventos adversos para, dentro de ese contexto, proporcionarles una elecci&#243;n de peso m&#225;s acorde a cada caso. A continuaci&#243;n, exponemos el resumen de algunas recomendaciones que debemos tener siempre en cuenta a la hora de escoger el anticonceptivo de mujeres con factores de riesgo para ECV:</p>
      <list list-type="bullet">
        <list-item>
          <p>Los AOCs aumentan el riesgo de Trombosis venosa y arterial incluso en mujeres sanas, aunque ese riesgo sea bajo;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Las preparaciones disponibles en la actualidad (EE &lt; 50 mg), se consideran de bajo riesgo para la trombosis venosa y arterial en pacientes sin riesgo;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>El componente progest&#225;geno asociado altera el riesgo de TEV de un AOCs, y las evidencias actuales nos sugieren que aquellos que contengan el levonorgestrel poseen un menor riesgo de TEV. Para la trombosis arterial, el tipo de progest&#225;geno no altera el riesgo de trombosis, por lo tanto, para las mujeres sanas, no hay una opci&#243;n que disminuya los riesgos;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Los anticonceptivos solamente de progest&#225;geno y los no hormonales, no est&#225;n asociados al aumento del riesgo para la TEV, siendo, por lo tanto, indicados en pacientes de riesgo para TEV o con historial personal previo de TEV;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>En los pacientes con historial previo o con m&#250;ltiples factores de riesgo para TA optamos por los anticonceptivos no hormonales, o solamente con el progest&#225;geno (con excepci&#243;n del que se inyecta trimestralmente);</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>El riesgo para TEV o TA no depende de la v&#237;a de administraci&#243;n del anticonceptivo hormonal combinado;</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>Los anticonceptivos hormonales combinados, al contener el etinilestradiol, siempre alteran la PA, incluso en dosis bajas. En mujeres sanas, esa alteraci&#243;n no trae repercusiones cl&#237;nicas, pero debemos evitar su uso en hipertensas. Por lo tanto, en mujeres con HAS, se prefieren los anticonceptivos no hormonales o solamente los de progest&#225;geno, porque el EE potencia el riesgo de la trombosis arterial y altera el control de la PA en esas pacientes.</p>
        </list-item>
      </list>
      <p>
        <bold>Potencial de Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro que no existen conflictos de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no cont&#243; con fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No existe ninguna vinculaci&#243;n de este estudio con programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Clinical Update</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Hormonal contraception and cardiovascular system</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>Hormonal contraception is the most widely used method to prevent unplanned pregnancies. The literature has shown an association between cardiovascular risk and use of hormone therapy. With the purpose of providing better guidelines on contraception methods for women with risk factors for cardiovascular disease, we have reviewed the literature on the subject. This review describes the latest data from the scientific literature concerning the influence of hormonal contraceptives on arterial thrombosis, venous thrombosis and systemic high blood pressure, which are diseases that have become increasingly prevalent among young females.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Contraception</kwd>
        <kwd>contraceptive agents</kwd>
        <kwd>cardiovascular diseases</kwd>
        <kwd>venous thrombosis</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Hormonal contraception and cardiovascular system</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Milena Bastos Brito; Fernando Nobre; Carolina Sales Vieira</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina de Ribeir&#227;o Preto - Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>Hormonal contraception is the most widely used method to prevent unplanned pregnancies. The literature has shown an association between cardiovascular risk and use of hormone therapy. With the purpose of providing better guidelines on contraception methods for women with risk factors for cardiovascular disease, we have reviewed the literature on the subject. This review describes the latest data from the scientific literature concerning the influence of hormonal contraceptives on arterial thrombosis, venous thrombosis and systemic high blood pressure, which are diseases that have become increasingly prevalent among young females.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Contraception; contraceptive agents / contraindications familyplanning (public health); cardiovascular diseases; venous thrombosis.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Hormonal contraception is the reversible method most widely used by the Brazilian female population (&#177; 25%) for family planning<sup>1</sup>. The method comprises a combination of estrogen (usually ethinylestradiol) and progestogen; or the progestogen-only contraceptive, without the estrogen component. Hormonal contraceptives are available in various dosage forms and for different routes of administration (oral, intramuscular, vaginal, transdermal, subdermal implants and associated with the intrauterine system). Their purpose is to block ovulation by inhibiting the secretion of follicle-stimulating hormone and luteinizing hormone; they thicken the cervical mucus, which makes it difficult for the sperm to pass; they cause the endometrium to be unreceptive to implantation; they alter the secretion and peristalsis of the fallopian tubes<sup>2</sup>.</p>
      <p>Scientists have been very interested in the effects of female sex hormones on the cardiovascular system, because such effects target blood vessels, since there are estrogen receptors and progesterone receptors in all layers that make up blood vessels.</p>
      <p>Several epidemiological studies have shown a clear association between the use of combined oral contraceptives (COC) and an increased risk of venous and arterial thrombosis<sup>3-5</sup>. Even though there are some common risk factors for arterial thrombosis and venous thrombosis, blood stasis and hypercoagulability are known to be the main etiopathogenic factors for the onset of venous thromboembolism (VTE), while endothelial injury is the main determinant of arterial thrombosis (AT). It is worth highlighting that, during the reproductive life span, AT is less common than VTE (one case of AT for each 5-10 cases of VTE)<sup>6</sup>.</p>
      <p>The purpose of this review is to discuss the main effects of sex steroids on risk factors for cardiovascular disease and expose available scientific evidence for prescribing hormonal contraceptives to women with arterial and venous thrombosis and systemic high blood pressure. Most of the published articles on contraception and cardiovascular diseases refer to observational studies or clinical trials on intermediate outcomes. This makes the evidence of recommendations less strong, but, currently, this is the best evidence available to guide the clinical practice. It is imperative that cardiologists be aware of such information, because they are often the ones who say, at the request of gynecologists, whether or not patients that are likely to develop cardiovascular diseases should use hormonal methods. This matter will be addressed according to the eligibility criteria established by the World Health Organization (WHO)<sup>7</sup> in July (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">table 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0e81-00022-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Hormonal contraception and venous thrombosis</bold>
      </p>
      <p>Ethinylestradiol (EE) induces significant changes in the coagulation system, leading to increased generation of thrombin. There is also an increase in coagulation factors (fibrinogen, VII, VIII, IX, X, XII and XIII) and a reduction in natural coagulation inhibitors (protein S and antithrombin), which produces a mild procoagulant effect<sup>8,9</sup>. These effects can be seen more clearly in tests that assess the overall hemostasis. In addition, the effects show the acquired resistance to protein C and increased generation of thrombin<sup>10</sup>.</p>
      <p>The risk of VTE is dependent on the EE dosage. The high dose of EE (<underline>&gt;</underline> 50 mcg) is associated with a twofold increase in risk of VTE when compared to a low dose of this hormone (&lt;50 mcg)<sup>9,11,12</sup>. Recently, it was said that formulations containing 20 mcg of EE were associated with lower risk of thrombosis (OR: 0.8; 95% CI: 0.5-1.2) when compared to preparations with 30 mcg of EE, but without any significant difference<sup>11</sup>.</p>
      <p>Initially, it was thought that thrombosis was the result only of the estrogen dose used, which led to the reduction in the EE dose of contraceptives (150 mcg for 15-20 mcg). However, in 1995, it was demonstrated that COCs containing third generation progestogens (gestodene, desogestrel) were associated with risk of thrombosis two times higher than those containing second generation progestogens (levonorgestrel)<sup>4,13</sup>. Thus, the type of progestagen associated with estrogen, and not just the dose of the latter, became the subject of studies on the role of progesterone in hemostasis and in the determination of thrombosis.</p>
      <p>Despite having the common characteristic of binding with progesterone receptors, progestogens are a group of steroids that have different systemic effects and which are mediated not only by the affinity with progesterone receptors, but mainly by the ability to bond with receptors of other steroids such as estrogens, androgens, glucocorticoids and mineralocorticoids<sup>14</sup>. This ability to bond with other steroid receptors and the affinity for each one of these receptors can result in different risks levels for thrombosis, depending on the progestogen associated with estrogen.</p>
      <p>Oral contraceptives combined with third-generation progestogens are associated with the development of more accentuated "acquired activated-protein-C resistance"<sup>15</sup>, as well as with a tendency to produce higher levels of coagulation factors and lower levels of natural anticoagulants, when compared to COC containing second generation progestogen<sup>10,16,17</sup>. These findings could explain the epidemiological observations of increased VTE risk in users of COCs containing third generation progestogens, because (acquired or hereditary) resistance to the action of protein C is an important marker for increased risk of VTE<sup>18</sup>. Another finding is that hyperfibrinolysis is less marked in users of COCs with third generation progestogens than in users of COCs with second generation progestogens<sup>16</sup>. Other progestogens have also been studied in relation to the risk of thrombosis when combined with EE. The most recent study, coordinated by the University of Leiden, in the Netherlands, conducted to evaluate the different progestogens and risk factors for venous thrombosis (Multiple Environmental and Genetics Assessment of Risk Factors for Venous Thrombosis [MEGA])<sup>11</sup>, confirmed the association between the type of progestagen and the risk factor for thrombosis, but it showed a difference less marked than previously described between different progestogens. However, some formulations included a small sample for a definitive conclusion. compared to non-users of hormonal contraceptives, COC containing levonorgestrel was associated with four-times higher risk factor for venous thrombosis (OR: 3.6; 95% CI: 2.9-4.6). Levonorgestrel was the progestogen associated with the lowest risk factor for thrombosis, followed by gestodene (OR: 5.6; 95% CI:3.7-8.4), drospirenone (OR: 6.3; 95% CI: 2.9-13.7); cyproterone acetate (OR: 6.8; 95% CI: 4.7-10); desogestrel (OR: 7.3; 95% CI: 5.3-10). Thus, considering the VTE risk, levonorgestrel offers the lowest risk, while the other progestogens seem to show similar risk levels, higher than the association with levonorgestrel. This happens probably because the latter is more androgenic than the others, as androgenic progestogens (levonorgestrel) are associated with lower protein C resistance than those with less androgenic potency (gestodene and desogestrel) and antiandrogens (cyproterone acetate and drospirenone)<sup>19</sup>.</p>
      <p>The data presented do not mean that you should not always recommend the use of COC containing levonorgestrel. It is important to know the VTE risks, as well as the added benefits of each progestogen, for a proper prescription, according to the expectations and clinical characteristics of patients<sup>20</sup>. Moreover, there is a higher risk of VTE in pregnancy-childbirth cycle than in any contraceptive formulation presented<sup>21</sup>. However, when it is estimated that approximately 100 million women worldwide use hormonal contraception<sup>22</sup>, the awareness of less thrombogenic options becomes very important, especially among women with other associated risk factors for the development of VTE.</p>
      <p>When administered separately (progestogen-only contraceptives), progestogens have a very little impact on the coagulation system. A small and insignificant increase in the risk of VTE has been reported in users of contraceptive pills containing only progestogen (PP)<sup>23,24</sup>. Progestogen-only contraceptives are not associated with marked changes in parameters of coagulation or fibrinolysis. Therefore, progestogens may be prescribed for patients at risk of VTE<sup>7</sup>.</p>
      <p>A randomized, double-blind study compared the effects on the hemostasis of two PP (desogestrel versus levonorgestrel) and showed that both had a favorable effect on it<sup>25</sup>. Another recent study also showed favorable results in the hemostasis in users of PPs (desogestrel versus levonorgestrel), with reduction in activated protein C resistance and increase in protein S<sup>15</sup>. Thus, the negative effects dependent on the type of progestogen, caused by the COCs on coagulation and anticoagulation parameters, were not evident with the use of PPs (levonorgestrel or desogestrel).</p>
      <p>Over the past 20 years, subdermal implants that keep releasing low doses of progestogens have been developed. In Brazil, there is the etonogestrel-releasing implant (Implanon&#174;, NV Organon, Oss, The Netherlands). In the haemostatic variables examined, there was either no change or very small changes, always within normal values for the tests done<sup>26-29</sup>.</p>
      <p>With respect to the route of administration, even though the transdermal route in users of hormone replacement therapy (HT) during menopause does not seem to increase the risk of VTE<sup>30</sup>, these data cannot be extrapolated to contraception, especially because EE is used in contraception, and the potency of EE is greater than the potency of estrogens used in HT. In November 2005, the U.S. Food and Drug Administration (FDA) issued a statement that the patch containing 0.75 mg + 6 mg norelgestromin (Ortho-Evra&#174;, 20 mcg of EE + 150 mg norelgestrolmin/day) released 60% more than the total amount of EE available in a "35 mcg EE" COC<sup>31</sup>, which could change the frequency of serious adverse events such as VTE. Subsequently, a study showed that the patch that released 20 mcg of EE on a daily basis has incidence of VTE that is similar to that of a COC with 35 mcg of EE. This means that we should not use this method for patients at high risk of VTE, unlike the transdermal HT<sup>32</sup>. Other combined non-oral hormonal contraception methods, such as the vaginal ring and monthly injectable contraceptives, were tested for their effects on hemostasis. The ring (15 mcg of EE + 120 mcg of etonogestrel/day) was compared to COC containing 30 mcg EE + 150 mcg levonorgestrel. The result showed similar changes in hemostasis<sup>33</sup>. A recent study compared the effect of combined oral and vaginal contraception on hemostatic variables, and it showed a procoagulant effect due to EE, regardless of the route of administration<sup>34</sup>. However, further studies are needed to assess the risk of VTE with this vaginal contraceptive. combined injectables had a smaller impact on hemostasis than oral preparations<sup>35</sup>, unlike other non-oral formulations (patch and ring), probably because they contain natural estrogens (estradiol valerate or estradiol cypionate) in their composition, instead of EE. In terms of risk of thrombosis, a study with a small sample for this outcome showed little or no risk of VTE, AMI (acute myocardial infarction) and CVA (cerebral vascular accident)<sup>36</sup>, but there is no definite answer to whether or not combined injectables do not pose any risk of VTE.</p>
      <p>Typically, thromboembolic events occur within the first year of use of hormonal contraceptives, especially four months after the beginning of use<sup>3,9,11</sup>. But after a year, the time of COC use does not alter the risk of VTE<sup>3,9</sup>.</p>
      <p>In short, for patients with prior thrombosis or thrombophilia (inherited or acquired) the use of combined hormonal contraception is proscribed, regardless of the route of administration. On the other hand, progestogen-only contraceptives (in any route of administration) and non-hormonal methods (condoms and intrauterine device with copper) are allowed, according to the WHO's criteria (<xref ref-type="table" rid="en_aop01211t02-body3">table 2</xref>). In patients at risk of venous thrombosis (obese patients, patients with metabolic syndrome, smokers, patients over 40 years-old and family history of thrombosis), the use of progestogen-only contraception is preferable, although the use of EE is allowed (except for smokers aged <underline>&gt;</underline> 35 years). In such patients at risk, it is better to use combined contraception with levonorgestrel, as this progestogen is the one with the lowest risk of VTE when it is associated with EE.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop01211t02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0e81-00022-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Hormonal contraception and arterial thrombosis</bold>
      </p>
      <p>Even though the occurrence of AT is infrequent among young women, the behavioral changes - low frequency of high-fiber foods, increase in the proportion of saturated fat and sugar in the diet - together with a sedentary lifestyle, have increased the risks of AT during the reproductive life span<sup>37</sup>. Thus, in women with risk factors for cardiovascular disease (CVD) (such as smokers, obese women, women suffering from high blood pressure, hypercholesterolemia or diabetes mellitus), hormonal contraceptives should be prescribed with caution.</p>
      <p>Just like for VTE, the use of COC is also associated with increased risk of AT<sup>38-40</sup>. This risk is directly related to the dose of the estrogen component, but even in users of low-dose pills (EE&lt;50 mcg), there was an increase in this risk<sup>41</sup>.</p>
      <p>With the use of low-dose COC (EE &lt;50 mcg), the risk of arterial thrombosis is approximately two times higher among users of the method, even after the correction of confounding variables for risk factors for cardiovascular disease<sup>42</sup>. Unlike VTE, the type of progestagen associated with EE does not significantly change the risk of AT<sup>38,40,41</sup>.</p>
      <p>The risk of AMI among users of COC increases with the coexistence of risk factors for CVD such as smoking, and this effect is more evident among women that are more than 35 years-old. For women under 35 and users of COC, the incidence of AMI among smokers (<underline>&gt;</underline> 20 cigarettes / day) is 10 times higher than among nonsmokers (3.5 per 100,000 versus 0.3 per 100,000, respectively)<sup>38</sup>. For women that are more than 35 years-old and use COC, the risk of AMI is significantly higher both among smokers (40 per 100,000) and nonsmokers (3 per 100,000)<sup>38</sup>. Thus, age over 35 years and smoking always deserve special attention when one has to choose the contraceptive. Like age and smoking, other diseases that increase the risk of CVD (such as diabetes, high blood pressure) also increase the risk of AMI among users of combined hormonal contraception.</p>
      <p>Thus, at the moment, when one thinks about not causing any significant increase in the risk of AMI, the dose of EE has to be smaller than 50 mcg and it is important to identify risk factors for CVD, before prescribing the contraception method<sup>7,38-41</sup>.</p>
      <p>Cerebrovascular accident (CVA) is another very rare blood disease among women at the reproductive age<sup>43</sup>. However, there is a higher incidence of cases among users of COC compared to non-users<sup>44,45</sup>. When Heinemann<sup>46</sup> examined epidemiological articles published, it was possible to conclude that high doses of EE (<underline>&gt;</underline> 50 mcg) were associated with increased risk of stroke compared to formulations with 50 mcg of EE (OR:5.3; 95% CI: 2.6-11 versus OR: 1.53; 95% CI: 0.71-3.31)<sup>47</sup>. However, the studies showed no difference between the formulations of second generation progestagen and third generation progestagen<sup>47,48</sup>, as for AMI.</p>
      <p>More recently, a multicenter, case-control study was published. It involved 1,182 healthy women aged 18 to 49 years old. The study estimated that the risk of stroke was 2.3 times higher among users of COCs containing &lt;50 mcg of EE (OR: 2.3; CI 95%: 1.6-3.3) compared to users of non-hormonal methods<sup>40</sup>. The risk of stroke, as in previous studies, was not related to the associated progestagen<sup>40,45</sup>.</p>
      <p>Studies show that migraine with aura doubles the risk of stroke compared to migraine without aura<sup>49</sup>. As it is common among women during the reproductive period<sup>50</sup>, it is important to be alert to the presence of this disease (<xref ref-type="table" rid="en_aop01211t02-body3">table 2</xref>). After the neurologist defines the neurological manifestations that characterize migraine, if there is an aura, EE-containing contraceptives are contraindicated at any age of the woman's reproductive life. With respect to progestogen-only contraceptives and migraine, there are very few studies and most of them do not distinguish between the oral formulations, that is, they do not say whether the contraceptives are combined or progestogen-only pills<sup>51</sup>. However, in the absence of other risk factors for stroke, WHO allows it to be used by women with migraine, except for those that have the disease during the use of this contraceptive. In such case, the use should be discontinued<sup>7</sup> (<xref ref-type="table" rid="en_aop01211t02-body3">table 2</xref>).</p>
      <p>Despite the low incidence of AT during the reproductive life, which makes it difficult to reach reliable conclusions on the studies available, there are no data that indicate the safest route<sup>52</sup>.</p>
      <p>In the case of progestogen-only contraceptives, WHO is cautious in prescribing their injectable version to women with previous AT (<xref ref-type="table" rid="en_aop01211t02-body3">table 2</xref>). The depot medroxyprogesterone acetate (DMPA) inhibits ovulation and causes a decline in estradiol levels, thereby inducing hypoestrogenism<sup>53</sup>. So, when it is administered for a long time, it can alter the vascular function<sup>54,55</sup>. In addition, longitudinal and cross-sectional studies noted the increase in LDL levels and reduction in HDL cholesterol among DMPA users, which are changes that are epidemiologically linked to CVD. However, these changes in lipid profile were not related to adverse clinical events<sup>56</sup>. As for implants, the levonorgestrel-releasing intrauterine system and PP were not associated with adverse effects on the lipid profile<sup>7,57-59</sup>.</p>
      <p>Another rare vascular/arterial complication during the reproductive life span, but with a bad prognosis, is the peripheral arterial disease (PAD), with high incidence of vascular occlusion, amputation and death. There was a risk three times higher of DPA among COC users compared to non-users (OR:3.8; CI 95%: 2.4-5.8)<sup>60</sup>; and this risk was greater, as in other arterial diseases, in the presence of other risk factors for CVD. When each one of the three generations of contraceptive pills was compared to non-users of hormonal contraceptives, we found a very high risk in formulations with first-generation progestogens (norethisterone and lynestrenol) (OR:8.7, CI 95%:3.6-21.3) and three times more risk for second-generation progestogens (OR: 2.6; CI 95%: 1.4-4.9) and third-generation progestogens (OR:3.0, CI 95%: 1,4-6,6)<sup>60</sup>.</p>
      <p>It seems that the PP does not increase the risk of CVD<sup>61,62</sup>. A recently published meta-analysis found no significant association between contraceptives containing only progestogens and EVA (Encephalic Vascular Accident) (OR: 0.96; CI 95%: 0.70-1.31), despite the low quality of the articles selected<sup>62</sup>.</p>
      <p>Thus, for women with ischemic heart disease, EVA, migraine with aura or with multiple risk factors for CVD (&gt;35 years of age, suffering from diabetes, high blood pressure and smokers), one should opt for non-hormonal contraceptive methods or progestogen-only contraceptives (<xref ref-type="table" rid="en_aop01211t02-body3">table 2</xref>). Among the latter, the best ones are the PPs, etonogestrel-releasing implant and levonorgestrel-releasing intrauterine system.</p>
      <p>
        <bold>Hormonal contraception and systemic high blood pressure (SHBP)</bold>
      </p>
      <p>The substances contained the COCs try to reproduce the properties of endogenous steroids. However, the EE, due to its high biological potency, compared to estradiol (a thousand times more potent), exacerbates the production of hepatic angiotensinogen, which in turn causes the renin-angiotensin-aldosterone system to increase blood pressure<sup>63</sup>. Moreover, the progestagen associated with the EE contained in the COC is similar, but it does not reproduce all the characteristics of the natural progesterone<sup>64</sup>.</p>
      <p>Despite the development of new progestogens, only drospirenone keeps the antimineralocorticoid effect<sup>65</sup> of the natural progesterone. Even so, it is still not possible to determine the beneficial effects of this contraceptive formulation on the blood pressure of users with high blood pressure<sup>66</sup>. This conclusion differs from that reached for HT in postmenopausal women, in which the compound (drospirenone and estradiol) was associated with decreased blood pressure in women that suffer from high blood pressure<sup>67</sup>. This does not apply to the association of drospirenone with EE in contraception. In contraception, an article on people with normal blood pressure showed that the blood pressure decreased 4 mm Hg, in users of EE+drospirenone in a specific evaluation after six months of medication use<sup>68</sup>. Another article also on a specific evaluation of 160 women with normal blood pressure compared COCs containing drospirenone to COCs containing gestodene. It showed a drop in blood pressure in the drospirenone group throughout the study, but without any difference between the groups in the final evaluation, after 12 months<sup>69</sup>. However, there are no safety data on the use of this contraceptive by women with high blood pressure. Thus, drospirenone is best for PA, but its use with EE lacks safety data for women suffering from high blood pressure. We can conclude that, to date, there is no difference in terms of safety between the progestogens with respect to blood pressure in contraception.</p>
      <p>In a cross-sectional study, Lubianca et al<sup>70</sup> evaluated 171 women diagnosed as having high blood pressure and noted an increase in diastolic blood pressure (DBP), even after correction of confounding variables<sup>70</sup>. The same authors mentioned above conducted a study in which they followed up a cohort, so as to evaluate whether discontinuation of COC use interfered in blood pressure levels. They found a decline in SBP (- 15.1 &#177; 2.6 mmHg) and DBP (- 10.4 &#177; 1.8 mmHg), after six months of suspension of COC, that was significantly higher when compared to women who continued to use the combined contraceptive<sup>71</sup>.</p>
      <p>The route of administration in hormonal contraception does not interfere with blood pressure<sup>7</sup>. Unlike what was noted for hormone therapy in postmenopausal women, where there is no negative change in blood pressure levels of hypertensive menopausal women that use transdermal HT, compared to placebo<sup>72</sup>.</p>
      <p>Even though COCs cause an increase in BP levels that ranges from 2 to 3 mmHg, on average, in healthy women, the antihypertensive therapy is unnecessary in most cases<sup>73</sup>. However, in women previously diagnosed with high blood pressure, the prescription of contraceptive containing EE must be avoided, since the prognosis of the disease may worsen and there may be an increase in the risk of AT.</p>
      <p>There are few studies designed to evaluate changes in blood pressure and progestogen-only contraceptives, but there is consistent evidence that there is no association between their use and high blood pressure in healthy women during a two-year follow-up<sup>7,74</sup>.</p>
      <p>In short, for women suffering from high blood pressure, we should recommend the use of non-hormonal contraceptive methods, or hormonal contraceptives containing only progestogen (<xref ref-type="table" rid="en_aop01211t02-body3">table 2</xref>). combined contraceptives, by any route, interfere with blood pressure and increase the risk of AT in patients that are already predisposed to such disease. In well-controlled patients with high blood pressure, under the age of 35, one can use the combined contraceptive, but according to WHO criteria, there is more scientific evidence that backs the previous options and they are safer<sup>75</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Summary of recommendations</bold>
      </p>
      <p>The benefits of using hormonal contraceptives outweigh the risks associated with these drugs. Good guidance on what contraceptive women should use must include all the beneficial aspects and possible adverse events, so as to allow, in this context, an informed choice that is more appropriate for each case. The following is the summary of recommendations that we should always take into consideration when we choose the contraception method for women with risk factors for CVD:</p>
      <p>COCs increase the risk of venous and arterial thrombosis, even in healthy women, but this risk is low;</p>
      <p>The preparations currently available (EE&lt;50 mg) are considered to pose a low risk of venous and arterial thrombosis to patients that are not at risk;</p>
      <p>The combined progestin component changes the risk of VTE for a COC. Current evidence suggests that those containing levonorgestrel pose the lowest risk of VTE. For arterial thrombosis, the type of progestogen does not alter the risk of thrombosis, so in healthy women, there is not an option that poses less risk;</p>
      <p>Progestogen-only and non-hormonal contraceptives are not associated with increased risk of VTE. Therefore, they are suitable for patients at risk of VTE or with previous history of VTE;</p>
      <p>In patients with previous history of AT or multiple risk factors for AT, one should opt for non-hormonal contraceptives or progestogen-only contraceptives (except for quarterly injections);</p>
      <p>The AT or VTE risk does not depend on the route of administration of the combined hormonal contraceptive;</p>
      <p>Since combined hormonal contraceptives contain ethinyl estradiol, they always change the blood pressure, even at low doses. This change has no clinical repercussions for healthy women, but its use in women with high blood pressure shall be avoided. Thus, in women with high blood pressure, it is better to use non-hormonal contraceptives or progestogen-only contraceptives, because EE enhances the risk of arterial thrombosis and changes the control of blood pressure in these patients.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
