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        <article-title>Teste cardiorrespirat&#243;rio em crian&#231;as saud&#225;veis e cardiopatas</article-title>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>02</day>
        <month>05</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Teste cardiorrespirat&#243;rio em crian&#231;as saud&#225;veis e cardiopatas</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Guilherme Veiga Guimar&#227;es; Vitor Oliveira Carvalho</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor/HCFMUSP, Laborat&#243;rio de Atividade F&#237;sica e Sa&#250;de - LAtiS/CEPEUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Testes de fun&#231;&#227;o respirat&#243;ria, teste de esfor&#231;o, crian&#231;a.</p>
    <p>O teste de esfor&#231;o m&#225;ximo cardiorrespirat&#243;rio em esteira ou em cicloerg&#244;metro &#233; utilizado para avaliar o desempenho card&#237;aco, vascular, respirat&#243;rio e metab&#243;lico na sa&#250;de e na doen&#231;a, al&#233;m de determinar as causas fisiopatol&#243;gicas que o limitam<sup>1</sup>. Os protocolos s&#227;o selecionados de acordo com os objetivos e as experi&#234;ncias dos laborat&#243;rios que o realizam, podendo ser escalonado em rampa independente do erg&#244;metro.</p>
    <p>Sendo assim, Prado e cols.<sup>2</sup> estudaram as respostas cardiorrespirat&#243;rias e metab&#243;licas durante o teste de esfor&#231;o progressivo em crian&#231;as, comparando com os adultos. Os resultados de tal estudo demonstraram que as crian&#231;as possuem menor efici&#234;ncia cardiovascular e respirat&#243;ria, bem como maior efici&#234;ncia metab&#243;lica durante o teste, por&#233;m, ainda quando comparadas aos adultos, apresentam n&#237;veis semelhantes de capacidade de esfor&#231;o.</p>
    <p>A utiliza&#231;&#227;o do teste de esfor&#231;o cardiorrespirat&#243;rio em crian&#231;as n&#227;o &#233; recente, Guimar&#227;es e cols.<sup>3</sup> estudaram suas respostas durante o esfor&#231;o em crian&#231;as saud&#225;veis e com insufici&#234;ncia card&#237;aca secund&#225;ria &#224; cardiomiopatia idiop&#225;tica dilatada. Esse estudo demonstrou que as altera&#231;&#245;es metab&#243;licas, respirat&#243;rias e cardiovasculares observadas nas crian&#231;as com insufici&#234;ncia card&#237;aca, durante o repouso, no limiar e no exerc&#237;cio m&#225;ximo, s&#227;o semelhantes &#224;s observadas em adultos com insufici&#234;ncia card&#237;aca. Assim como a fun&#231;&#227;o card&#237;aca de repouso n&#227;o se correlacionou com o VO<sub>2</sub> pico, o teste tamb&#233;m mostrou diferenciar crian&#231;as cardiopatas de saud&#225;veis, no limiar e no exerc&#237;cio m&#225;ximo.</p>
    <p>Outro estudo publicado pelo mesmo autor avaliou o progn&#243;stico do teste cardiorrespirat&#243;rio em crian&#231;as com insufici&#234;ncia card&#237;aca<sup>4</sup>. O resultado demonstrou que o VO<sub>2</sub> pico e o Slope VE/VCO<sub>2</sub>, padr&#245;es considerados ouro no progn&#243;stico em adultos com insufici&#234;ncia card&#237;aca<sup>5</sup>, n&#227;o apresentaram a mesma rela&#231;&#227;o em crian&#231;as com a mesma cardiopatia. Por outro lado, ficou demonstrado que a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo e a toler&#226;ncia ao exerc&#237;cio tiveram rela&#231;&#227;o positiva com o progn&#243;stico nessas crian&#231;as.</p>
    <p>A utiliza&#231;&#227;o do teste de esfor&#231;o cardiorrespirat&#243;rio em crian&#231;as saud&#225;veis e cardiopatas, como demonstrado por esses estudos, &#233; segura e avalia as respostas metab&#243;licas, respirat&#243;rias e circulat&#243;rias a que se prop&#245;em. Assim, dever&#225; ser mais indicado para diagnosticar causas de dispneia e/ou fadiga ao esfor&#231;o e avaliar a limita&#231;&#227;o ao desempenho f&#237;sico nesse grupo. A disponibilidade dessas informa&#231;&#245;es poder&#225; ajudar na escolha terap&#234;utica, cl&#237;nica ou cir&#250;rgica mais adequada.</p>
    <p>Estudos cl&#237;nicos com maior n&#250;mero de crian&#231;as dever&#227;o ser realizados para determinar a import&#226;ncia de tal t&#233;cnica nessa faixa et&#225;ria.</p>
    <p>
      <bold>Carta-resposta</bold>
    </p>
    <p>N&#243;s apreciamos o interesse expresso pelo autor da presente carta por nosso artigo, onde descreve a import&#226;ncia da aplica&#231;&#227;o do teste de esfor&#231;o cardiopulmonar na estratifica&#231;&#227;o de anormalidades no sistema de transporte de oxig&#234;nio na popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica.</p>
    <p>De fato, a aplica&#231;&#227;o do teste de esfor&#231;o cardiopulmonar permite investigar a rela&#231;&#227;o entre a respira&#231;&#227;o interna (metabolismo muscular) e externa (sistema cardiorrespirat&#243;rio) durante o esfor&#231;o f&#237;sico, de modo n&#227;o invasivo, o que refor&#231;a a aplica&#231;&#227;o do exame em crian&#231;as.</p>
    <p>Dentro de um contexto fisiopatol&#243;gico, estudos anteriores v&#234;m demonstrando a aplica&#231;&#227;o do teste de esfor&#231;o cardiopulmonar na popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica com o objetivo de identificar anormalidades no sistema cardiorrespirat&#243;rio frente ao esfor&#231;o f&#237;sico. Por exemplo, Guimar&#227;es e cols.<sup>1</sup> observaram altera&#231;&#245;es metab&#243;licas, ventilat&#243;rias e cardiovasculares em crian&#231;as com insufici&#234;ncia card&#237;aca tanto no limiar anaer&#243;bico ventilat&#243;rio quanto no exerc&#237;cio m&#225;ximo. Al&#233;m disso, em estudo pr&#233;vio do nosso grupo<sup>2</sup>, observamos que o excesso de adiposidade na crian&#231;a obesa, em compara&#231;&#227;o a crian&#231;as saud&#225;veis, produz altera&#231;&#245;es delet&#233;rias na efici&#234;ncia ventilat&#243;ria, refletida por valores significantemente elevados do equivalente ventilat&#243;rio de di&#243;xido de carbono (VE/VCO<sub>2</sub>) no limiar anaer&#243;bico ventilat&#243;rio. Este resultado sugere que a obesidade na inf&#226;ncia produz, durante a realiza&#231;&#227;o do esfor&#231;o f&#237;sico, um preju&#237;zo na troca gasosa pulmonar.</p>
    <p>Um outro ponto a ser enfatizado &#233; a utiliza&#231;&#227;o da metodologia na avalia&#231;&#227;o longitudinal de terapias medicamentosas e n&#227;o medicamentosas. Por exemplo, no mesmo estudo citado anteriormente<sup>2</sup>, demonstramos que a perda de peso associada &#224; melhora da capacidade f&#237;sica aer&#243;bica promove um aumento significativo na efici&#234;ncia ventilat&#243;ria em crian&#231;as obesas, observada por valores significantemente menores para o VE/VCO<sub>2</sub> no limiar anaer&#243;bico ventilat&#243;rio, ap&#243;s interven&#231;&#245;es por dieta hipocal&#243;rica e treinamento f&#237;sico aer&#243;bico.</p>
    <p>Portanto, a utiliza&#231;&#227;o do teste de esfor&#231;o cardiopulmonar pode ser um instrumento para o diagn&#243;stico de dispneia ou intoler&#226;ncia ao esfor&#231;o f&#237;sico pela caracteriza&#231;&#227;o das respostas, tanto cardiorrespirat&#243;rias como metab&#243;licas, na popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica frente ao exerc&#237;cio progressivo m&#225;ximo<sup>1,3</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias (Resposta)</bold>
    </p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p>Guilherme Veiga Guimar&#227;es </p>
        <p> Rua Dr. Baeta Neves, 98 - Pinheiros </p>
        <p> 05444-050 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="gvguima@usp.br">gvguima@usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 29/03/10; revisado recebido em 08/04/10; aceito em 26/04/10.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Peak VO2 and VE/VCO2 slope in betablockers era in patients with heart failure: a Brazilian experience</article-title>
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          <article-title>Cardiopulmonary exercise testing in children with heart failure secondary to idiopathic dilated cardiomyopathy</article-title>
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          <article-title>Weight loss associated with exercise training restores ventilatory efficiency in obese children</article-title>
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          <article-title>Cardiorespiratory responses during progressive maximal exercise test in healthy children</article-title>
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Letter to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cardiorespiratory test in healthy and cardiopathic children</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Cardiorespiratory test in healthy and cardiopathic children</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Guilherme Veiga Guimar&#227;es; Vitor Oliveira Carvalho</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor/HCFMUSP, Laborat&#243;rio de Atividade F&#237;sica e Sa&#250;de - LAtiS/CEPEUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold>Respiratory function tests; exercise test; child.</p>
      <p>The maximal cardiorespiratory test on treadmill or bicycle ergometer is used to evaluate the cardiac, vascular, respiratory and metabolic performance in both healthy and sick individuals, in addition to determine the physiopathological causes that limit it<sup>1</sup>. The protocols are selected according to the objectives and the experiences of the laboratories that perform them and can be treadmill ramp protocols independent from the ergometer.</p>
      <p>Thus, Prado et al<sup>2</sup> studied the cardiorespiratory and metabolic responses during the progressive exercise test in children, comparing the results with those obtained in adults. The study results demonstrated that the children present lower cardiovascular and respiratory efficiency, as well as higher metabolic efficiency during the test; however, when compared to the adults, the children presented similar levels of exercise capacity.</p>
      <p>The use of the cardiorespiratory test in children is not a recent one; Guimaraes et al<sup>3</sup> studied their responses during exercise in healthy children and in children with heart failure (HF) secondary to idiopathic dilated cardiomyopathy. The study demonstrated that the metabolic, respiratory and cardiovascular alterations observed in children with HF at rest, at the threshold and at maximal exercise capacity are similar to those observed in adults with HF. As the heart function at rest did not correlate with the VO<sub>2</sub> peak, the test also showed to be able to differentiate healthy children from those with cardiopathies, at the threshold and at maximal exercise capacity.</p>
      <p>Another study published by the same author evaluated the prognosis of the cardiorespiratory test in children with HF<sup>4</sup>. The results demonstrated that the VO<sub>2</sub> peak and the Slope VE/VCO<sub>2</sub>, considered to be the gold standard for prognosis in adults with HF<sup>5</sup>, did not present the same correlation in children with the same cardiopathy.</p>
      <p>On the other hand, it was demonstrated that the left ventricular ejection fraction and exercise tolerance had a positive association with prognosis in these children.</p>
      <p>The use of the cardiorespiratory test in healthy children and in those with cardiopathies, as demonstrated by these studies, is a safe technique that evaluates the metabolic, respiratory and circulatory responses proposed by them. Therefore, it should be more often indicated to diagnose causes of exercise-induced dyspnea and/or fatigue and evaluate physical performance limitations in this group. The availability of this information can help in the decision-making regarding the most adequate therapeutic, clinical or surgical choice.</p>
      <p>Clinical studies with a larger number of children must be carried out to determine the importance of such technique at this age range.</p>
      <p>
        <bold>Reply</bold>
      </p>
      <p>We appreciated the interest expressed by the author of this letter in our article, which describes the importance of applying cardiopulmonary stress test to stratify abnormalities in the oxygen transport system in children.</p>
      <p>In fact, the application of cardiopulmonary exercise test allows investigating the relationship between internal breathing (muscle metabolism) and external breathing (cardiorespiratory system) during exercise, in an non-invasive manner, which strengthens the application of the test in children.</p>
      <p>Within a pathophysiological context, previous studies have demonstrated the application of cardiopulmonary stress test in children for the purposes of identifying abnormalities in the cardiorespiratory system in physical stress. For example, Guimar&#227;es et al<sup>1</sup> observed metabolic, ventilatory and cardiovascular abnormalities in children with heart failure both in ventilatory anaerobic threshold and in maximal exercise. Furthermore, in our previous study<sup>2</sup>, we found that excess body fat in obese children compared compared to healthy children produces deleterious changes in ventilatory efficiency, reflected by significantly higher values of ventilatory equivalent for carbon dioxide (VE/VCO<sub>2</sub>) in the ventilatory anaerobic threshold. This result suggests that obesity in childhood produces, during exertion, an impairment in pulmonary gas exchange.</p>
      <p>Another point to be emphasized is the use of longitudinal methodology in the evaluation of drug and non-drug therapies. For example, in the same study previously cited<sup>2</sup>, we have demonstrated that weight loss associated with improvement in aerobic capacity promotes a significant increase in ventilatory efficiency in obese children, which is observed by significantly lower values for VE/VCO<sub>2</sub> in the ventilatory anaerobic threshold after interventions by hypocaloric diet and aerobic exercise training.</p>
      <p>Therefore, the use of cardiopulmonary stress test can be a tool for the diagnosis of dyspnea or exercise intolerance through physical characterization of both cardiorespiratory and metabolic responses in children in maximal progressive exercise<sup>1,3</sup>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias (Resposta)</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Test cardiorrespiratorio en ni&#241;os sanos y card&#237;acos</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Test cardiorrespiratorio en ni&#241;os sanos y card&#237;acos</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Guilherme Veiga Guimar&#227;es; Vitor Oliveira Carvalho</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o - InCor/HCFMUSP, Laborat&#243;rio de Atividade F&#237;sica e Sa&#250;de - LAtiS/CEPEUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>Test de funci&#243;n respiratoria, test de esfuerzo, ni&#241;o.</p>
      <p>El test de esfuerzo m&#225;ximo cardiorrespiratorio en cinta o en cicloerg&#243;metro es utilizado para evaluar el desempe&#241;o card&#237;aco, vascular, respiratorio y metab&#243;lico en la salud y en la enfermedad, adem&#225;s de determinar las causas fisiopatol&#243;gicas que lo limitan<sup>1</sup>. Los protocolos son seleccionados de acuerdo con los objetivos y las experiencias de los laboratorios que lo realizan, pudiendo ser escalonado en rampa independiente del erg&#243;metro.</p>
      <p>Siendo as&#237;, Prado et al<sup>2</sup> estudiaron las respuestas cardiorrespiratorias y metab&#243;licas durante el test de esfuerzo progresivo en ni&#241;os, comparando con los adultos. Los resultados de tal estudio demostraron que los ni&#241;os poseen menor eficiencia cardiovascular y respiratoria, as&#237; como mayor eficiencia metab&#243;lica durante el test, sin embargo, aun cuando son comparados a los adultos, presentan niveles semejantes de capacidad de esfuerzo.</p>
      <p>La utilizaci&#243;n del test de esfuerzo cardiorrespiratorio en ni&#241;os no es reciente, Guimar&#227;es et al<sup>3</sup> estudiaron sus respuestas durante el esfuerzo en ni&#241;os sanos y con insuficiencia card&#237;aca secundaria a cardiomiopat&#237;a idiop&#225;tica dilatada. Ese estudio demostr&#243; que las alteraciones metab&#243;licas, respiratorias y cardiovasculares observadas en los ni&#241;os con insuficiencia card&#237;aca, durante el reposo, en el umbral y en el ejercicio m&#225;ximo, son semejantes a las observadas en adultos con insuficiencia card&#237;aca. As&#237; como la funci&#243;n card&#237;aca de reposo no se correlacion&#243; con el VO<sub>2</sub> pico, el test tambi&#233;n mostr&#243; diferenciar ni&#241;os card&#237;acos de sanos, en el umbral y en el ejercicio m&#225;ximo.</p>
      <p>Otro estudio publicado por el mismo autor evalu&#243; el pron&#243;stico del test cardiorrespiratorio en ni&#241;os con insuficiencia card&#237;aca<sup>4</sup>. El resultado demostr&#243; que el VO<sub>2</sub> pico y el Slope VE/VCO<sub>2</sub>, est&#225;ndares considerados oro en el pron&#243;stico en adultos con insuficiencia card&#237;aca<sup>5</sup>, no presentaron la misma relaci&#243;n en ni&#241;os con la misma cardiopat&#237;a. Por otro lado, qued&#243; demostrado que la fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo y la tolerancia al ejercicio tuvieron relaci&#243;n positiva con el pron&#243;stico en esos ni&#241;os.</p>
      <p>La utilizaci&#243;n del test de esfuerzo cardiorrespiratorio en ni&#241;os sanos y card&#237;acos, como es demostrado por esos estudios, es seguro y eval&#250;a las respuestas metab&#243;licas, respiratorias y circulatorias a que se proponen. As&#237;, deber&#225; ser m&#225;s indicado para diagnosticar causas de disnea y/o fatiga al esfuerzo y evaluar la limitaci&#243;n al desempe&#241;o f&#237;sico en ese grupo. La disponibilidad de esas informaciones podr&#225; ayudar en la elecci&#243;n terap&#233;utica, cl&#237;nica o quir&#250;rgica m&#225;s adecuada.</p>
      <p>Estudios cl&#237;nicos con mayor n&#250;mero de ni&#241;os deber&#225;n ser realizados para determinar la importancia de tal t&#233;cnica en esa franja et&#225;rea.</p>
      <p>
        <bold>Carta respuesta</bold>
      </p>
      <p>Apreciamos el inter&#233;s expresado por el autor de la presente carta en nuestro art&#237;culo, donde describe la importancia de la aplicaci&#243;n del test de esfuerzo cardiopulmonar en la estratificaci&#243;n de anormalidades en el sistema de transporte de ox&#237;geno en la poblaci&#243;n pedi&#225;trica.</p>
      <p>De hecho, la aplicaci&#243;n del test de esfuerzo cardiopulmonar permite investigar a relaci&#243;n entre a respiraci&#243;n interna (metabolismo muscular) y externa (sistema cardiorrespiratorio) durante el esfuerzo f&#237;sico, de modo no invasivo, lo que refuerza la aplicaci&#243;n del examen en ni&#241;os.</p>
      <p>Dentro de un contexto fisiopatol&#243;gico, estudios anteriores vienen demostrando la aplicaci&#243;n del test de esfuerzo cardiopulmonar en la poblaci&#243;n pedi&#225;trica con el objetivo de identificar anormalidades en el sistema cardiorrespiratorio frente al esfuerzo f&#237;sico. Por ejemplo, Guimar&#227;es et al<sup>1</sup> observaron alteraciones metab&#243;licas, ventilatorias y cardiovasculares en ni&#241;os con insuficiencia card&#237;aca tanto en el umbral anaer&#243;bico ventilatorio como en el ejercicio m&#225;ximo. Adem&#225;s de eso, en estudio previo de nuestro grupo<sup>2</sup>, observamos que el exceso de adiposidad en el ni&#241;o obeso, en comparaci&#243;n a ni&#241;os sanos, produce alteraciones delet&#233;reas en la eficiencia ventilatoria, reflejada por valores significativamente elevados del equivalente ventilatorio de di&#243;xido de carbono (VE/VCO<sub>2</sub>) en el umbral anaer&#243;bico ventilatorio. Este resultado sugiere que la obesidad en la infancia produce, durante a realizaci&#243;n del esfuerzo f&#237;sico, un perjuicio en el intercambio gaseoso pulmonar.</p>
      <p>Otro punto a ser enfatizado es la utilizaci&#243;n de la metodolog&#237;a en la evaluaci&#243;n longitudinal de terapias medicamentosas y no medicamentosas. Por ejemplo, en el mismo estudio citado anteriormente<sup>2</sup>, demostramos que a p&#233;rdida de peso asociada a la mejora de la capacidad f&#237;sica aer&#243;bica promueve un aumento significativo en la eficiencia ventilatoria en ni&#241;os obesos, observada por valores significativamente menores para el VE/VCO<sub>2</sub> en el umbral anaer&#243;bico ventilatorio, despu&#233;s de intervenciones por dieta hipocal&#243;rica y entrenamiento f&#237;sico aer&#243;bico.</p>
      <p>Por lo tanto, la utilizaci&#243;n del test de esfuerzo cardiopulmonar puede ser un instrumento para el diagn&#243;stico de disnea o intolerancia al esfuerzo f&#237;sico por la caracterizaci&#243;n de las respuestas, tanto cardiorrespiratorias como metab&#243;licas, en la poblaci&#243;n pedi&#225;trica frente al ejercicio progresivo m&#225;ximo<sup>1,3</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Refer&#234;ncias (Resposta)</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
