<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">LbpxVBnxjg5ssjqnFjftsvh</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000400010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600410</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000035</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea no Brasil: resultados do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Piegas</surname>
            <given-names>Leopoldo Soares</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Haddad</surname>
            <given-names>Nagib</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>317</fpage>
      <lpage>324</lpage>
      <history>
        <date date-type="accepted">
          <day>17</day>
          <month>11</month>
          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>04</day>
          <month>11</month>
          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>08</day>
          <month>09</month>
          <year>2010</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) realiza aproximadamente 80% das interven&#231;&#245;es coronarianas percut&#226;neas (ICP) no Brasil. O conhecimento desses dados permitir&#225; planejar adequadamente o tratamento da doen&#231;a arterial coronariana (DAC). OBJETIVO: Analisar e discutir os resultados das ICP realizadas pelo SUS. M&#201;TODOS: Foram avaliados os dados do SIH/DATASUS disponibilizados para consulta p&#250;blica. RESULTADOS: Entre os anos de 2005 a 2008 foram realizados 166.514 procedimentos em 180 hospitais. A mortalidade hospitalar m&#233;dia foi de 2,33%, variando de 0% a 11,35%, sendo mais baixa no Sudeste, 2,03% e mais alta na regi&#227;o Norte, 3,64% (p &lt; 0,001). A mortalidade foi de 2,33% nos 45 (25%) hospitais de maior volume, respons&#225;veis por 101.218 (60,8%) das ICP, 2,29% nos 90 (50%) de m&#233;dio volume com 50.067 (34,9%) ICP e 2,52% nos 45 (25%) de pequeno volume com 7.229 (4,3%) ICP (p &gt; 0,05). A mortalidade foi maior no g&#234;nero feminino (p &lt; 0,0001), e nas idades &gt; 65 a (p &lt; 0,001). No diagn&#243;stico de angina (79.324, 47,64%) a mortalidade foi de 1,03% e no de IAM (33.286, 32,30%) 6,35% (p &lt; 0,0000001). No implante &#250;nico de stent, o mais frequente (102.165, 61,36%), a mortalidade foi de 1,20%, e na ICP prim&#225;ria (27.125, 16,29%), 6,96%. CONCLUS&#195;O: Embora crescente, ainda &#233; baixo o n&#250;mero de ICP no pa&#237;s. Os hospitais de grande volume, em menor n&#250;mero, foram respons&#225;veis pela maior parte dos procedimentos. O implante &#250;nico de stent por interna&#231;&#227;o foi o procedimento reportado mais empregado. As mortalidades tiveram grande variabilidade entre os hospitais. A ICP prim&#225;ria foi a respons&#225;vel pela maior taxa de mortalidade.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Angioplastia transluminal percut&#226;nea coronariana</kwd>
        <kwd>Sistema &#218;nico de Sa&#250;de</kwd>
        <kwd>infarto agudo do mioc&#225;rdio</kwd>
        <kwd>angina pectoris</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>01</day>
        <month>04</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>Interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea no Brasil. Resultados do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Leopoldo Soares Piegas; Nagib Haddad</bold>
    </p>
    <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> O Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) realiza aproximadamente 80% das interven&#231;&#245;es coronarianas percut&#226;neas (ICP) no Brasil. O conhecimento desses dados permitir&#225; planejar adequadamente o tratamento da doen&#231;a arterial coronariana (DAC). </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Analisar e discutir os resultados das ICP realizadas pelo SUS. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Foram avaliados os dados do SIH/DATASUS disponibilizados para consulta p&#250;blica. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> Entre os anos de 2005 a 2008 foram realizados 166.514 procedimentos em 180 hospitais. A mortalidade hospitalar m&#233;dia foi de 2,33%, variando de 0% a 11,35%, sendo mais baixa no Sudeste, 2,03% e mais alta na regi&#227;o Norte, 3,64% (p &lt; 0,001). A mortalidade foi de 2,33% nos 45 (25%) hospitais de maior volume, respons&#225;veis por 101.218 (60,8%) das ICP, 2,29% nos 90 (50%) de m&#233;dio volume com 50.067 (34,9%) ICP e 2,52% nos 45 (25%) de pequeno volume com 7.229 (4,3%) ICP (p &gt; 0,05). A mortalidade foi maior no g&#234;nero feminino (p &lt; 0,0001), e nas idades <underline>&gt;</underline> 65 a (p <underline>&lt;</underline> 0,001). No diagn&#243;stico de angina (79.324, 47,64%) a mortalidade foi de 1,03% e no de IAM (33.286, 32,30%) 6,35% (p &lt; 0,0000001). No implante &#250;nico de <italic>stent</italic>, o mais frequente (102.165, 61,36%), a mortalidade foi de 1,20%, e na ICP prim&#225;ria (27.125, 16,29%), 6,96%. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Embora crescente, ainda &#233; baixo o n&#250;mero de ICP no pa&#237;s. Os hospitais de grande volume, em menor n&#250;mero, foram respons&#225;veis pela maior parte dos procedimentos. O implante &#250;nico de <italic>stent</italic> por interna&#231;&#227;o foi o procedimento reportado mais empregado. As mortalidades tiveram grande variabilidade entre os hospitais. A ICP prim&#225;ria foi a respons&#225;vel pela maior taxa de mortalidade.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Angioplastia transluminal percut&#226;nea coronariana, Sistema &#218;nico de Sa&#250;de, infarto agudo do mioc&#225;rdio, angina <italic>pectoris</italic>.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A introdu&#231;&#227;o da interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea (ICP), utilizando um cateter bal&#227;o, por Andreas Gruentzig<sup>1</sup>, em 1977, revolucionou o tratamento da doen&#231;a arterial coronariana (DAC). Les&#245;es coronarianas at&#233; ent&#227;o s&#243; abordadas por procedimento cir&#250;rgico, envolvendo uma toracotomia, passaram a ser tratadas com um cateter bal&#227;o levado at&#233; o sistema coronariano por simples pun&#231;&#227;o arterial perif&#233;rica. A reestenose coronariana, complica&#231;&#227;o comum nos anos iniciais, foi reduzida com o implante dos <italic>stents</italic> coronarianos utilizados a partir de 1986<sup>2</sup>, procedimento que veio a se tornar padr&#227;o. Os <italic>stents</italic> n&#227;o recobertos, inicialmente empregados, foram substitu&#237;dos, a partir de 2001, por <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos, elu&#237;dos primeiro com sirolimus<sup>3</sup>, seguido pelo paclitaxel<sup>4</sup>, e posteriormente por outros diferentes f&#225;rmacos<sup>5,6</sup> que, se n&#227;o aboliram a reestenose e a necessidade de reinterven&#231;&#227;o, tornaram-na menos frequente.</p>
    <p>Estima-se que atualmente sejam implantados anualmente 2 a 3 milh&#245;es de <italic>stents</italic> no mundo, sendo que aproximadamente 70% s&#227;o elu&#237;dos com f&#225;rmacos. A limita&#231;&#227;o para seu emprego &#233; o custo, principalmente nos pa&#237;ses com dificuldades econ&#244;micas para manter seus sistemas de sa&#250;de. No Brasil, at&#233; o momento, esse tipo de <italic>stent</italic> n&#227;o &#233; reembols&#225;vel pelo Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS). Os <italic>stents</italic> n&#227;o farmacol&#243;gicos s&#227;o reembols&#225;veis, entretanto seu n&#250;mero por paciente &#233; controlado, sendo permitido o implante de at&#233; dois <italic>stents</italic> em 20% do total de procedimentos por servi&#231;o.</p>
    <p>S&#227;o in&#250;meros os resultados relacionados ao implante de <italic>stents</italic> publicados no exterior e no Brasil, por&#233;m em nosso pa&#237;s tem se publicado estat&#237;sticas isoladas de algumas institui&#231;&#245;es, pouco abrangentes e geralmente provenientes dos servi&#231;os de lideran&#231;a e maior experi&#234;ncia.</p>
    <p>Os <italic>stents</italic> convencionais foram incorporados aos tratamentos fornecidos pelo SUS em dezembro de 1999. At&#233; ent&#227;o, o principal procedimento dispon&#237;vel, era a revasculariza&#231;&#227;o cir&#250;rgica.</p>
    <p>Uma oportunidade &#250;nica de se conhecerem os n&#250;meros nacionais &#233; analisar o DATASUS<sup>7</sup>, acess&#237;vel pela internet e de dom&#237;nio p&#250;blico. DATASUS &#233; o departamento de inform&#225;tica do SUS. &#201; um &#243;rg&#227;o da Secretaria Executiva do Minist&#233;rio da Sa&#250;de com a responsabilidade de coletar, processar e disseminar informa&#231;&#245;es sobre sa&#250;de. Esse banco de dados &#233; alimentado pelo sistema de informa&#231;&#245;es hospitalares (SIH). Apesar das limita&#231;&#245;es inerentes &#224;s caracter&#237;sticas administrativas, e ao fato de n&#227;o ser universal, pois abrange somente as interna&#231;&#245;es pagas pelo SUS, o SIH/SUS apresenta v&#225;rias vantagens: tem coleta rotineira em um grande n&#250;mero de unidades hospitalares, &#233; disponibilizado ao p&#250;blico interessado em pouco tempo, abrange aproximadamente 80% das interna&#231;&#245;es brasileiras e conta com informa&#231;&#245;es epidemiol&#243;gicas importantes, as quais permitem in&#250;meras an&#225;lises da situa&#231;&#227;o de morbidade hospitalar e de avalia&#231;&#227;o de servi&#231;os. Esse banco de dados funciona como um registro, com uma caracter&#237;stica muito especial, todos os procedimentos realizados dentro do SUS s&#227;o obrigatoriamente anotados, caso contr&#225;rio n&#227;o haver&#225; ressarcimento dos custos do tratamento executado.</p>
    <p>Estima-se que o SUS seja respons&#225;vel por 80% das ICP realizadas no pa&#237;s, sendo as mesmas cadastradas para fins de ressarcimento dos custos pelos hospitais, p&#250;blicos, privados ou filantr&#243;picos, prestadores desse servi&#231;o. As contas s&#227;o auditadas e os valores da Autoriza&#231;&#227;o de Interna&#231;&#227;o Hospitalar (AIH), perman&#234;ncia hospitalar e mortalidade, entre outras informa&#231;&#245;es, s&#227;o integradas ao SIH, estando dispon&#237;veis para consulta p&#250;blica no DATASUS. S&#227;o escassos, sen&#227;o inexistentes, os dados relativos &#224;s ICP realizadas pelos planos de sa&#250;de privados. Segundo as informa&#231;&#245;es da Ag&#234;ncia Nacional de Sa&#250;de Suplementar, &#243;rg&#227;o governamental que regula os planos de sa&#250;de, no ano de 2009, apenas 42.310.415 brasileiros possu&#237;am algum tipo de plano de sa&#250;de privado. Isso traduz uma taxa de cobertura de planos de sa&#250;de de 21,3% (raz&#227;o expressa em porcentagem, entre o n&#250;mero de benefici&#225;rios e a popula&#231;&#227;o do pa&#237;s)<sup>8</sup>. Assim, a an&#225;lise dessas informa&#231;&#245;es nos d&#225; uma vis&#227;o, se n&#227;o da totalidade dos procedimentos, mas do total da popula&#231;&#227;o atendida pelo sistema, mais de tr&#234;s quartos da existente no pa&#237;s.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Os dados analisados de ICP foram obtidos por interm&#233;dio do SIH/DATASUS<sup>7</sup>. Foram considerados os dados relativos aos anos de 2005, 2006, 2007 e 2008, por serem os mais recentes dispon&#237;veis e expressarem as indica&#231;&#245;es e t&#233;cnicas praticadas atualmente no pa&#237;s.</p>
    <p>Os procedimentos foram classificados utilizando-se os c&#243;digos da tabela SUS, mantendo-se a nomenclatura original dos procedimentos: 48030066 - angioplastia coronariana; 48030074 - angioplastia coronariana com implante de pr&#243;tese intraluminal; 48030082 - angioplastia coronariana com implante de dupla pr&#243;tese intraluminal; 48030090 - angioplastia em enxerto coronariano; 48030104 - angioplastia coronariana em enxertos coronarianos com implante de pr&#243;tese; 48030112 - angioplastia coronariana prim&#225;ria (incluso cateterismo). A partir do ano de 2008 foram mudados os c&#243;digos que passaram a ter nova numera&#231;&#227;o: 0406030014 - angioplastia coronariana; 0406030022 - angioplastia coronariana com implante de dupla pr&#243;tese intraluminal arterial; 0406030030 - angioplastia coronariana com implante de pr&#243;tese intraluminal arterial; 0406030049 - angioplastia coronariana prim&#225;ria (inclui cateterismo); 0406030065 - angioplastia em enxerto coronariano; 0406030073 - angioplastia em enxerto coronariano (com implante de pr&#243;teses).</p>
    <p>Utilizaram-se os c&#243;digos referentes ao quadro cl&#237;nico de apresenta&#231;&#227;o, agrupando-os como angina, IAM e outras anginas (em alguns poucos casos com dados incompletos, n&#227;o foi poss&#237;vel estabelecer o diagn&#243;stico, sendo classificados como Ignorado):</p>
    <p><italic>Angina -</italic> angina inst&#225;vel, angina <italic>pectoris</italic> com espasmo documentado, outras formas de doen&#231;a isqu&#234;mica aguda do cora&#231;&#227;o; doen&#231;a isqu&#234;mica aguda do cora&#231;&#227;o n&#227;o especificada.</p>
    <p><italic>IAM -</italic> infarto agudo transmural da parede anterior do mioc&#225;rdio; Infarto agudo transmural da parede inferior do mioc&#225;rdio; infarto agudo transmural do mioc&#225;rdio outras localiza&#231;&#245;es; infarto agudo transmural do mioc&#225;rdio com localiza&#231;&#227;o n&#227;o especificada; infarto agudo subendoc&#225;rdico do mioc&#225;rdio; infarto agudo do mioc&#225;rdio n&#227;o especificado; infarto do mioc&#225;rdio recorrente de parede anterior; infarto do mioc&#225;rdio recorrente de parede inferior; infarto do mioc&#225;rdio recorrente de outras localiza&#231;&#245;es; infarto do mioc&#225;rdio recorrente localiza&#231;&#227;o n&#227;o especificada.</p>
    <p><italic>Outras anginas <bold>-</bold></italic> outras formas de angina <italic>pectoris</italic>; angina <italic>pectoris</italic> n&#227;o especificada; trombose coronariana que n&#227;o resulta em infarto do mioc&#225;rdio; doen&#231;a cardiovascular ateroscler&#243;tica, descrita desta maneira; doen&#231;a ateroscler&#243;tica do cora&#231;&#227;o; infarto antigo do mioc&#225;rdio; aneurisma card&#237;aco; aneurisma de art&#233;ria coron&#225;ria; miocardiopatia isqu&#234;mica; isquemia mioc&#225;rdica silenciosa; outras formas de doen&#231;a isqu&#234;mica cr&#244;nica do cora&#231;&#227;o; doen&#231;a isqu&#234;mica cr&#244;nica do cora&#231;&#227;o n&#227;o especificada.</p>
    <p>A indica&#231;&#227;o do procedimento foi classificada como eletiva, urg&#234;ncia/emerg&#234;ncia e outras, conforme a classifica&#231;&#227;o utilizada para preenchimento da AIH formul&#225;rio fonte, de onde as informa&#231;&#245;es s&#227;o extra&#237;das para abastecer o banco de dados.</p>
    <p>A tabela SUS classifica os diferentes procedimentos como: ICP isolada, ICP + duplo <italic>stent</italic>, ICP + um <italic>stent</italic>, ICP prim&#225;ria, ICP em enxerto coronariano, ICP + <italic>stent</italic> em enxerto coronariano.</p>
    <p>Foram exclu&#237;dos os hospitais que realizaram 48 ou menos angioplastias no per&#237;odo de 4 anos, ou seja que n&#227;o realizaram mais de um procedimento mensal.</p>
    <p>Para analisar os dados, de acordo com o volume de ICP, foram calculados os percentis 25 e 75, da distribui&#231;&#227;o do n&#250;mero de procedimentos realizados por esses hospitais, entre 2005 a 2008, encontrando-se os valores P<sub>25</sub> = 331 e P<sub>75</sub> = 1.064. Foram, ent&#227;o, classificados como hospitais de pequeno volume de atendimento, aqueles que atenderam 331 pacientes ou menos para ICP; como hospitais de m&#233;dio volume, aqueles que atenderam entre 332 e 1.063 pacientes; e de grande volume, aqueles que atenderam 1.064 pacientes ou mais.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>As vari&#225;veis qualitativas s&#227;o apresentadas em porcentagens e as compara&#231;&#245;es foram realizadas pelo teste de &#967;<sup>2</sup> (qui-quadrado). As vari&#225;veis quantitativas s&#227;o apresentadas com m&#233;dias, desvios-padr&#227;o, m&#237;nimos e m&#225;ximos e as compara&#231;&#245;es de m&#233;dias pelo teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> e an&#225;lise de vari&#226;ncia. Foi estipulado o n&#237;vel de signific&#226;ncia p &lt; 0,05.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Entre 2005 e 2008 foram realizadas 166.514 ICP nos 180 hospitais que realizaram mais de um procedimento mensal m&#233;dio. Foram assim exclu&#237;dos 23 hospitais de muito pequeno volume que realizaram um total de 437 interven&#231;&#245;es. Em 2005 foram 35.717 (21,4%) procedimentos, em 2006, 41.693 (25,0%), em 2007, 43.124 (25,9%) e em 2008, 45.980 (27,6%). Tomando-se por base o ano de 2007, em que o sistema internou 1.157.509 pacientes por causa circulat&#243;ria, a ICP seria respons&#225;vel por 3,73% das interna&#231;&#245;es.</p>
    <p>A mortalidade hospitalar global foi de 2,33% e permaneceu est&#225;vel no per&#237;odo [(2,22% no ano de 2005, 2,29% em 2006, 2,46% em 2007 e 2,32% em 2008 (p &gt; 0,05)]. A menor encontrada foi na regi&#227;o Sudeste, 2,03%, e a maior na regi&#227;o Norte, 3,64%, havendo diferen&#231;a significativa entre as 5 regi&#245;es fisiogr&#225;ficas do pa&#237;s (p &lt; 0,001) (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>).</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A mortalidade hospitalar conforme o volume de produ&#231;&#227;o hospitalar pode ser observada na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>. Os 45 hospitais (25%) considerados de pequeno volume foram respons&#225;veis por 7.229 (4,3%) das ICP; os 90 (50%) de m&#233;dio volume, respons&#225;veis por 58.067 (34,9%) e os 45 (25%) de grande volume, respons&#225;veis por 101.218 (60,8%). As mortalidades foram respectivamente de 2,52%, 2,29% e 2,33% (p &gt; 0,05).</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>A mortalidade conforme o g&#234;nero e idade &#233; mostrada na <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>. Foi menor no g&#234;nero masculino e na faixa et&#225;ria 0 a 64 anos.</p>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>A mortalidade nos 180 hospitais analisados variou de 0% a 11,35%, com m&#233;dia de 2,33% e mediana de 2,15% (<xref ref-type="fig" rid="aop02511f01">Figura 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop02511f01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A mortalidade nos 22 hospitais, com produ&#231;&#227;o superior a 400 procedimentos anuais, ou 1.600 no per&#237;odo analisado, variou entre 0,37% e 7,83% (<xref ref-type="fig" rid="aop02511f02">Figura 2</xref>). Esses hospitais em conjunto realizaram 71.412 (43%) dos procedimentos, com produ&#231;&#227;o individual variando entre 1.605 e 8.638 procedimentos.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop02511f02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A mortalidade conforme o quadro cl&#237;nico de apresenta&#231;&#227;o foi de 1,03% na angina, de 6,35% no IAM e de 1,75% em outras anginas (p &lt; 0,0000001) (<xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>). A mortalidade tamb&#233;m variou conforme a indica&#231;&#227;o, eletiva, 0,86%, emerg&#234;ncia, 3,25% e outras (casos n&#227;o caracterizados), 0,79% (p &lt; 0,0000001) (<xref ref-type="table" rid="t5">Tabela 5</xref>). Os procedimentos empregados influ&#237;ram na mortalidade conforme observado na <xref ref-type="table" rid="t6">Tabela 6</xref>, sendo as maiores mortalidades na ICP prim&#225;ria, 6,97% e na ICP isolada em enxerto coronariano, 17,65% (p &lt; 0,0000001).</p>
    <table-wrap id="t4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="t5">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="t6">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt06.jpg"/></table-wrap>
    <p>Embora neste estudo o volume total de procedimentos n&#227;o tenha influenciado a mortalidade, observaram-se nos procedimentos eletivos nos hospitais de pequeno, m&#233;dio e grande volume, diferen&#231;as resultando em mortalidades de 1,51%, 0,84% e 0,82% respectivamente (p &lt; 0,001).</p>
    <p>A m&#233;dia de perman&#234;ncia hospitalar, de acordo com o volume de ICP, n&#227;o variou e foi de 4,15 dias nos de pequeno, 3,84 dias nos de m&#233;dio e de 4,01 nos de grande volume.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A ICP tornou-se um dos tratamentos mais utilizados na DAC, aliviando a angina, melhorando a qualidade de vida e, mesmo, reduzindo a mortalidade nos casos agudos. Nos &#250;ltimos anos foi o m&#233;todo mais comumente empregado para revasculariza&#231;&#227;o coronariana, superando a cirurgia<sup>9-11</sup>.</p>
    <p>Como acontece com todo procedimento que se inicia, o n&#250;mero de complica&#231;&#245;es e &#243;bitos se reduz &#224; medida que as experi&#234;ncias se acumulam. A tomada de decis&#227;o para um tratamento, tanto pelos pacientes como pelos m&#233;dicos leva em considera&#231;&#227;o a experi&#234;ncia e os resultados obtidos, de prefer&#234;ncia locais. Apesar do tremendo desenvolvimento alcan&#231;ado por essa t&#233;cnica nos &#250;ltimos anos, a gravidade dos pacientes &#224; ela habitualmente submetidos ainda &#233; preocupa&#231;&#227;o pelo risco sempre presente associado de mortalidade. Do ponto de vista de sa&#250;de p&#250;blica &#233; importante o conhecimento de informa&#231;&#245;es sobre a perman&#234;ncia hospitalar, custos envolvidos e dos resultados em diferentes regi&#245;es, hospitais e mesmo equipes, se poss&#237;vel. Em nosso pa&#237;s &#233; necess&#225;rio conhecer a efici&#234;ncia e efetividade dos procedimentos realizados para que a tomada de decis&#245;es, tanto individual quanto coletiva, seja sempre a mais correta poss&#237;vel. Em nosso meio, muito desses dados, embora dispon&#237;veis, ainda n&#227;o tinham sido avaliados.</p>
    <p>Os dados analisados de ICP foram obtidos por interm&#233;dio do SIH/DATASUS. No mundo, o SUS &#233; um dos maiores sistemas p&#250;blicos de assist&#234;ncia &#224; sa&#250;de, tendo sido respons&#225;vel por 11.107.155 interna&#231;&#245;es no ano de 2008<sup>12</sup> para uma popula&#231;&#227;o de 189.335.191 de indiv&#237;duos, resultando um percentual anual de interna&#231;&#245;es de 6% da popula&#231;&#227;o n&#227;o coberta por planos privados de sa&#250;de. Estima-se ser respons&#225;vel por 80% das interven&#231;&#245;es realizadas anualmente, considerando-se que na popula&#231;&#227;o brasileira os planos privados foram respons&#225;veis por 20,61% da cobertura em sa&#250;de no ano de 2008<sup>13</sup> e em 2009 por 21,3<sup>8</sup>.</p>
    <p>No per&#237;odo analisado, foram realizadas 166.514 ICP, resultando numa m&#233;dia anual de 41.628 procedimentos ou 22/100.000 habitantes. Um crescimento de 29% quando comparado com o ano de 2005. &#201; de se destacar que 25% dos hospitais (grande volume) realizaram 61% dos procedimentos e 25% (pequeno volume) apenas 4%. &#201; dif&#237;cil estimar-se o n&#250;mero de reinterna&#231;&#245;es programadas para colocar-se um novo <italic>stent</italic>, n&#227;o liberado pelo SUS na primeira interna&#231;&#227;o, visto o sistema limitar em 20% por hospital o implante de dois <italic>stents</italic>. Na Esc&#243;cia<sup>14</sup>, em 2009, foram feitos 99,4 procedimentos para cada grupo de 100.000 habitantes, enquanto no Reino Unido, segundo a <italic>British Cardiovascular Intervention Society</italic><sup>15</sup>, em 2007, foram 73.692 interven&#231;&#245;es ou 121,6/100.000 habitantes. J&#225; no Canad&#225;, a recomenda&#231;&#227;o do <italic>Cardiac Care Network of Ont&#225;rio</italic><sup>16</sup> era de atingir na prov&#237;ncia um m&#237;nimo de 221 interven&#231;&#245;es no per&#237;odo 2005/6, crescendo a 260/100.000 habitantes em 2008/9. A &#250;ltima estat&#237;stica dispon&#237;vel, referente ao ano de 2008 no Canad&#225;, registra 168/100.000 habitantes<sup>17</sup>. Nos Estados Unidos, a <italic>American Heart Associatio</italic>n<sup>18</sup> estimou que em 2006 foram realizadas 1.313.000 ICP, ou seja 440/100.000 habitantes. Comparando nossos n&#250;meros com os do exterior conclui-se que aqui se realizam menos interven&#231;&#245;es, mesmo sabendo-se que os n&#250;meros do SUS n&#227;o incluem 20% das interven&#231;&#245;es que se estima sejam realizadas fora do SUS.</p>
    <p>A mortalidade m&#233;dia de 2,33% variou nas diferentes regi&#245;es do pa&#237;s. Foi maior na regi&#227;o Norte, respons&#225;vel por menos de 4% dos procedimentos, e menor na regi&#227;o Sudeste, respons&#225;vel por quase metade dos procedimentos realizados. &#201; de se supor que essas diferen&#231;as sejam explicadas pela maior experi&#234;ncia das regi&#245;es com maior volume de interven&#231;&#245;es. Esses dados est&#227;o de acordo com o que a literatura registra, quanto maior a experi&#234;ncia, melhores os resultados<sup>19</sup>. Em 8.735 angioplastias coronarianas (7,5 a 15,5/100.000 h no per&#237;odo) realizadas pelo SUS no Estado do Rio de Janeiro, entre 1999 e 2003, a mortalidade encontrada foi de 1,9%, observando-se varia&#231;&#227;o entre 0 e 6,5% nos 14 hospitais (12 com mais de 200 procedimentos no per&#237;odo) que realizaram essa interven&#231;&#227;o<sup>20</sup>.</p>
    <p>O <italic>National Cardiovascular Data Registry</italic> nos Estados Unidos, registro patrocinado pelo <italic>American College of Cardiology</italic> e a <italic>Society for Cardiovascular Angiography and Interventions</italic>, buscando um modelo de risco contempor&#226;neo analisou os dados de 588.398 procedimentos de ICP realizados entre 2004 e 2007, relatando uma mortalidade hospitalar total de 1,27%, variando de 0,65% para os casos eletivos a 4,81% para os casos de IAM com supradesnivelamento do segmento ST<sup>21</sup>.</p>
    <p>Diferente do observado em rela&#231;&#227;o &#224;s regi&#245;es fisiogr&#225;ficas, n&#227;o se observou diferen&#231;as nas mortalidades nos hospitais de grande, m&#233;dio e pequeno volume, embora, em n&#250;meros absolutos, esses &#250;ltimos tiveram o maior percentual de &#243;bitos. H&#225; muito a literatura mostra uma rela&#231;&#227;o inversa entre o volume e a evolu&#231;&#227;o nas diferentes formas de tratamento que empregam procedimentos e a ICP se insere nesse paradigma<sup>22</sup>. A explica&#231;&#227;o mais plaus&#237;vel seria a experi&#234;ncia. Grupos mais experientes, que provavelmente tamb&#233;m passaram por uma curva de aprendizado, possuem uma equipe mais capacitada a ter sucesso, menores taxas de complica&#231;&#227;o e menor mortalidade. &#201; certo que a sele&#231;&#227;o dos pacientes e a gravidade dos mesmos tamb&#233;m pode influir nos resultados.</p>
    <p>As mortalidades foram maiores nos idosos<sup>21,23</sup> e nas mulheres<sup>21,24</sup>. Assim como na DAC, as mortalidades na ICP relacionam-se &#224; idade, com incremento conforme a faixa et&#225;ria<sup>25</sup>, e ao g&#234;nero. Recente revis&#227;o de 588.398 procedimentos do <italic>National Cardiovascular Data Registry</italic>, banco de dados organizado pelas sociedades americanas, <italic>American College of Cardiology</italic> e <italic>Society for Cardiovascular Angiography and Intervention</italic> confirmam esses achados. Idosos <italic>versus</italic> n&#227;o idosos, 2,25% <italic>versus</italic> 0,76%, g&#234;nero feminino versus masculino, 1,63% versus 1,04%<sup>21</sup>. A literatura registra que de 1,3 milh&#245;es de procedimentos realizados nos Estados Unidos em 2006 apenas 35% foram em mulheres a despeito dos conhecidos benef&#237;cios desse tratamento, particularmente em s&#237;ndromes coronarianas agudas com ou sem supradesnivelamento do segmento ST<sup>26</sup>.</p>
    <p>Observou-se grande disparidade nas mortalidades entre os hospitais. Mesmo quando analisados aqueles com mais de 400 ICP por ano, experi&#234;ncia m&#237;nima necess&#225;ria por centro, preconizada pelas diretrizes, ainda se observa, em alguns hospitais, mortalidades mais elevadas do que as esperadas, quando comparadas com outros hospitais nacionais. A literatura situa a mortalidade em ICP em torno de 2%. No Canad&#225;, em 23 hospitais, a mortalidade n&#227;o ajustada em 127.103 ICP foi de 1,4%<sup>27</sup>. Em um registro canadense, coletado na prov&#237;ncia canadense de <italic>British Columbia</italic>, que comparou a evolu&#231;&#227;o de 32.899 ICP, sendo 26.350 nos anos 2000 a 2004 e 6.549 no ano de 2005, a mortalidade global em 30 dias foi de 1,5%, sendo 1,5% no primeiro per&#237;odo analisado e 1,4% (confirmar o valor das porcentagens) no segundo<sup>28</sup>. Dados do <italic>New York's Percutaneous Coronary Interventions Reporting System</italic> referentes ao per&#237;odo 1998 a 2000 com 107.713 casos, relatam uma mortalidade hospitalar de 0,79%, sendo de 1,23% em 2.435 pacientes tratados nos hospitais que tinham um volume inferior a 400 procedimentos/ano e 0,78% (confirmar o valor das porcentagens) em 105.278 pacientes nos hospitais com volume superior a 400 casos/ano<sup>19</sup>.</p>
    <p>Embora as informa&#231;&#245;es dispon&#237;veis para an&#225;lise no DATASUS n&#227;o contemplem vari&#225;veis cl&#237;nicas, disp&#245;e-se dos dados relativos ao quadro cl&#237;nico de apresenta&#231;&#227;o e indica&#231;&#227;o para o tratamento, essa &#250;ltima se eletiva ou de emerg&#234;ncia. A mortalidade &#233; baixa quando a indica&#231;&#227;o &#233; por angina, enquanto nos casos catalogados como infarto (angioplastia prim&#225;ria) &#233; cerca de seis vezes maior. O Registro SOLACI, registro espont&#226;neo e n&#227;o obrigat&#243;rio da Sociedade Latino Americana de Cardiologia Intervencionista, relatou no per&#237;odo de 2007 a 2008, 13.925 interven&#231;&#245;es de angioplastia prim&#225;ria com uma mortalidade hospitalar de 4,5%<sup>29</sup>. Dados do <italic>New York State PCI Registry</italic>, registro mandat&#243;rio e controlado desse estado americano, mostram uma intera&#231;&#227;o entre volume hospitalar e experi&#234;ncia do m&#233;dico. Nesse estudo foram comparadas as mortalidades hospitalares de 7.321 pacientes submetidos &#224; angioplastias prim&#225;rias, realizadas em hospitais de grande volume para esse tipo de procedimento (&gt; 50 casos/ano) e pequeno volume, e m&#233;dicos com grande volume (&gt; 10 casos/ano) e pequeno volume, mostrando que no grupo de maior volume (hospitais e m&#233;dicos) os resultados s&#227;o melhores do que nos de pequeno volume (3,2% <italic>versus</italic> 6,7%, p = 0,03, n&#227;o-ajustado; 3,8% <italic>versus</italic> 8,4%, p=0,09, ajustado)<sup>30</sup>. O <italic>National Cardiovascular Data Registry CathPCI,</italic> programa nacional americano, volunt&#225;rio de melhoria de qualidade, patrocinado pelo <italic>American College of Cardiology,</italic> reporta no primeiro semestre de 2009 uma mortalidade hospitalar ajustada de 2% para s&#237;ndrome coronariana aguda e de 0,5% para n&#227;o s&#237;ndrome coronariana aguda<sup>31</sup>.</p>
    <p>A realiza&#231;&#227;o do procedimento em situa&#231;&#245;es de emerg&#234;ncia traz maior mortalidade do que na eletiva, o que &#233; esperado pela gravidade dos pacientes atendidos de emerg&#234;ncia, geralmente internados com quadro cl&#237;nico de s&#237;ndrome coronariana aguda.</p>
    <p>A ICP mais usada foi o implante de um <italic>stent</italic>, 60% dos pacientes foram dessa forma tratados. N&#227;o surpreende que a utiliza&#231;&#227;o de <italic>stent</italic> &#250;nico tenha sido o procedimento mais empregado pois o sistema n&#227;o permite o uso de <italic>stents</italic> m&#250;ltiplos em mais do que 20% dos casos que realizam esse tipo de tratamento. Nesse grupo que recebeu <italic>stent</italic> &#250;nico observou-se menor mortalidade. Nesse banco de dados n&#227;o &#233; poss&#237;vel identificar pacientes que eletivamente reinternaram para receber um segundo <italic>stent</italic>, n&#227;o liberado na primeira interna&#231;&#227;o.</p>
    <p>A angioplastia isolada, sem emprego de <italic>stents</italic> foi utilizada numa minoria de casos, assim como as interven&#231;&#245;es em enxertos coronarianos, com ou sem implante de <italic>stents</italic>.</p>
    <p>De acordo com esse banco de dados, a interven&#231;&#227;o catalogada como ICP prim&#225;ria, que por defini&#231;&#227;o caracteriza ICP no tratamento do infarto agudo, foi frequente e a mortalidade alta, cerca de seis vezes a encontrada nos implantes de <italic>stents</italic> em pacientes sem infarto. Embora poss&#237;vel o relato nesse diagn&#243;stico de outras formas de SCA que n&#227;o o infarto com supradesnivelamento do segmento ST, casos de resgate p&#243;s trombol&#237;ticos, erroneamente informados como ICP prim&#225;ria, retardos prolongados ou casos complicados com choque cardiog&#234;nico, ainda assim a mortalidade foi alta.</p>
    <p>A perman&#234;ncia hospitalar m&#233;dia por procedimento situou-se em torno de 4 dias, um pouco abaixo da m&#233;dia geral de perman&#234;ncia hospitalar no SUS que &#233; de 5,9 dias<sup>7</sup>.</p>
    <p>O custo m&#233;dio por interna&#231;&#227;o de R$ 5.135,15 foi muito superior aos valores pagos por AIH no sistema que &#233; de R$ 672,35<sup>7</sup>. Deve ser considerado que nesse valor est&#225; inclu&#237;do o custo da pr&#243;tese, respons&#225;vel por mais da metade do valor final.</p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>A principal limita&#231;&#227;o desse estudo est&#225; no fato do SIH/DATASUS n&#227;o disponibilizar informa&#231;&#245;es cl&#237;nicas dos pacientes submetidos a ICP. N&#227;o apenas a idade, o g&#234;nero, o diagn&#243;stico de interna&#231;&#227;o e a condi&#231;&#227;o de realiza&#231;&#227;o do procedimento s&#227;o respons&#225;veis pelo resultado hospitalar. A falta dessas informa&#231;&#245;es impede um ajuste de mortalidade pela gravidade dos pacientes entre os diferentes hospitais, embora seja de se esperar que, pelo menos nos hospitais de grande volume, eventuais diferen&#231;as que possam existir estejam uniformizadas pelo grande volume atendido e n&#227;o tenham impacto cl&#237;nico significativo. Tamb&#233;m a atua&#231;&#227;o de v&#225;rias equipes em alguns hospitais, nem sempre com resultados semelhante, &#233; outro fator que pode influenciar resultados locais.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Comparado com os pa&#237;ses mais industrializados e com mais recursos dispon&#237;veis para sa&#250;de, ainda &#233; baixo o n&#250;mero de procedimentos de ICP realizados no pa&#237;s. Hospitais de grande volume, em menor n&#250;mero, s&#227;o os respons&#225;veis pela maior parte da produ&#231;&#227;o, o que faz pensar que uma melhor gest&#227;o dos recursos p&#250;blicos despendidos, priorizando esses hospitais e a regionaliza&#231;&#227;o poderia tornar o sistema mais eficiente. As mortalidades tem grande variabilidade e na m&#233;dia s&#227;o mais elevadas do que as encontradas em outros pa&#237;ses, embora em muitos centros os resultados alcan&#231;ados estejam equiparados aos melhores resultados publicados na literatura internacional. A despeito dos hospitais com maior volume terem uma menor mortalidade m&#233;dia, n&#227;o se conseguiu encontrar diferen&#231;a quando comparada aos de menor volume, talvez por n&#227;o haver ajuste das vari&#225;veis cl&#237;nicas. Essas diferen&#231;as aparecem quando se analisa o grupo de indica&#231;&#227;o eletiva. Os procedimentos realizados de emerg&#234;ncia, grupo mais frequente, e a ICP prim&#225;ria tiveram as maiores mortalidades. O procedimento respons&#225;vel pelo maior n&#250;mero de casos foi o implante &#250;nico de <italic>stent</italic>, embora como mencionado, o SUS limite em 20% o n&#250;mero de dois <italic>stents</italic> por interven&#231;&#227;o.</p>
    <p>A ICP &#233; um procedimento de excelentes resultados e a cada ano mais empregado, embora em n&#250;mero inferior ao empregado em outros pa&#237;ses. Em nosso pa&#237;s, os resultados ainda diferem bastante entre os hospitais, mesmo entre os de grande volume, impondo-se um melhor controle de qualidade, na tentativa de uniformizar resultados futuros. Ser&#225; necess&#225;rio discutir a situa&#231;&#227;o dos hospitais com pequeno volume, visto que este &#233; um procedimento de custo alto e que necessita de melhores equipamentos e pessoal especializado que, no caso, s&#227;o subutilizados.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Leopoldo Soares Piegas </p>
        <p>Av. Dr. Dante Pazzanese, 500 12&#186; andar </p>
        <p> 04012-909 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="lpiegas@uol.com.br">lpiegas@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 08/09/10; revisado recebido em 04/11/10; aceito em 17/11/10.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Gruentzig AR,    Myler RK, Hanna ES, Turina MI. Coronary transluminal angioplasty. [Abstract].    Circulation. 1977;56(Suppl. 3):III-84.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Coronary transluminal angioplasty</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>1977</year>
          </date>
          <fpage>III</fpage>
          <lpage>84</lpage>
          <volume>56</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Gruentzig</surname>
              <given-names>AR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Myler</surname>
              <given-names>RK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hanna</surname>
              <given-names>ES</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Turina</surname>
              <given-names>MI</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Sigwart U, Puel    J, Mircovitcht V, Joffre F, Kappenberger L. Intravascular stents to prevent    occlusion and restenosis after transluminal angioplasty. N Engl J Med. 1987;316(12):701-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Intravascular stents to prevent occlusion and restenosis after transluminal angioplasty</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>1987</year>
          </date>
          <fpage>701</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>12</issue>
          <volume>316</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Sigwart</surname>
              <given-names>U</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Puel</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mircovitcht</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Joffre</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kappenberger</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Morice MC, Serruys    PW, Sousa JE, Fajadet J, Ban Hayashi E, Perin M, et al. RAVEL Study Group. Randomized    Study with the Sirolimus-Coated Bx Velocity Balloon-Expandable Stent in the    Treatment of Patients with de Novo Native Coronary Artery Lesions. A randomized    comparison of a sirolimus-eluting stent with a standard stent for coronary revascularization.    Surg Neurol. 2003;59(3):146-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>RAVEL Study Group: Randomized Study with the Sirolimus-Coated Bx Velocity Balloon-Expandable Stent in the Treatment of Patients with de Novo Native Coronary Artery Lesions. A randomized comparison of a sirolimus-eluting stent with a standard stent for coronary revascularization</article-title>
          <source>Surg Neurol</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>146</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>59</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Morice</surname>
              <given-names>MC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Serruys</surname>
              <given-names>PW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sousa</surname>
              <given-names>JE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fajadet</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ban Hayashi</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Perin</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Grube E, Silber    S, Hauptmann KE, Mueller R, Buellesfeld L, Gerckens U, et al. TAXUS I: six-and    twelve-month results from a randomized, double-blind trial on a slow-release    paclitaxel-eluting stent for de novo coronary lesions. N Engl J Med. 2008;358(4):405-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>TAXUS I: six-and twelve-month results from a randomized, double-blind trial on a slow-release paclitaxel-eluting stent for de novo coronary lesions</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>405</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>358</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Grube</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Silber</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hauptmann</surname>
              <given-names>KE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mueller</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Buellesfeld</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gerckens</surname>
              <given-names>U</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Kedhi E, Joesoef    KS, McFadden E, Wassing J, Van Mieghem C, Goedhart D, et al. Second-generation    everolimus-eluting and paclitaxel-eluting stents in real-life practice (COMPARE):    a randomized trial. Lancet. 2010;375(9710):201-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Second-generation everolimus-eluting and paclitaxel-eluting stents in real-life practice (COMPARE): a randomized trial</article-title>
          <source>Lancet</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>201</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>9710</issue>
          <volume>375</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kedhi</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Joesoef</surname>
              <given-names>KS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McFadden</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wassing</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Van Mieghem</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Goedhart</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Semiys PW, Silber    S, Garg S, Van Geuns RJ, Richardt G, Buszman PA, et al. Comparison of zotarolimus-eluting    and everolimus-eluting coronary stents. N Engl J Med. 2010;363(2):136-46.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Comparison of zotarolimus-eluting and everolimus-eluting coronary stents</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>136</fpage>
          <lpage>46</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>363</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Semiys</surname>
              <given-names>PW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Silber</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Garg</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Van Geuns</surname>
              <given-names>RJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Richardt</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Buszman</surname>
              <given-names>PA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <label>7</label>
        <mixed-citation>7. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. DATASUS. (Departamento de Inform&#225;tica do SUS). [Acesso em 2010 abr 10]. Dispon&#237;vel em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php">http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="webpage">
          <comment>Available at:<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php">link</ext-link></comment>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <label>8</label>
        <mixed-citation>8. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Agencia Nacional de Sa&#250;de Suplementar. Informa&#231;&#227;o em sa&#250;de suplementar. [Acesso em 2010 abr 10]. Dispon&#237;vel em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.ans.gov.br">http://www.ans.gov.br</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Informa&#231;&#227;o em sa&#250;de suplementar</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Movahed MR,    Ramaraj R, Jamal MM, Hashemzadeh M. Nationwide trends in the utilization of    multivessel percutaneous coronary intervention (MVPCI) in the United States    across different gender and ethniticities. J Interv Cardiol. 2009;22(3):247-51.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Nationwide trends in the utilization of multivessel percutaneous coronary intervention (MVPCI) in the United States across different gender and ethniticities</article-title>
          <source>J Interv Cardiol</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>247</fpage>
          <lpage>51</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>22</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Movahed</surname>
              <given-names>MR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ramaraj</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Jamal</surname>
              <given-names>MM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hashemzadeh</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Movahed MR,    Hashemzadeh M, Jammal MM, Ramaraj R. Decreasing in-hospital mortality of patients    undergoing percutaneous coronary intervention with persistent higher mortality    rates in women and minorities in the United States. J Invasive Cardiol. 2010;22(2):58-60.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Decreasing in-hospital mortality of patients undergoing percutaneous coronary intervention with persistent higher mortality rates in women and minorities in the United States</article-title>
          <source>J Invasive Cardiol</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>58</fpage>
          <lpage>60</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>22</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Movahed</surname>
              <given-names>MR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hashemzadeh</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Jammal</surname>
              <given-names>MM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ramaraj</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Piegas LS,    Bittar OJNV, Haddad N. Cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica:    resultados do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. Arq Bras Cardiol. 2009;93(5):555-60.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica: resultados do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>555</fpage>
          <lpage>60</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>93</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Piegas</surname>
              <given-names>LS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bittar</surname>
              <given-names>OJNV</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Haddad</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <label>12</label>
        <mixed-citation>12. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Indicadores e dados b&#225;sicos - Brasil - 2008. Rede interagencial de informa&#231;&#245;es para a sa&#250;de. [Acesso em 2010 abr 10]. Dispon&#237;vel em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://tabnet.datasus.gov.br">http://tabnet.datasus.gov.br</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Indicadores e dados b&#225;sicos - Brasil - 2008: Rede interagencial de informa&#231;&#245;es para a sa&#250;de</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <label>13</label>
        <mixed-citation>13. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Agencia Nacional de Sa&#250;de Suplementar. ANS lan&#231;a norma de fiscaliza&#231;&#227;o pr&#243;-ativa: dados gerais. [Acesso em 2010 mar 15]. Dispon&#237;vel em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.ans.gov.br">http://www.ans.gov.br</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>ANS lan&#231;a norma de fiscaliza&#231;&#227;o pr&#243;-ativa: dados gerais</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <label>14</label>
        <mixed-citation>14. National Services Scotland. Public Health Information for Scotland. Coronary heart disease statistics. [Access on 2010 Mar 15]. Available from <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.isdscotland.org/isd/6060.html">http://www.isdscotland.org/isd/6060.html</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Public Health Information for Scotland: Coronary heart disease statistics</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <label>15</label>
        <mixed-citation>15. British Cardiovascular Intervention Society. [Access on 2010 May 8]. Available from <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.bcis.org.uk/pages/default.asp">http://www.bcis.org.uk/pages/default.asp</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="webpage">
          <comment>Available at:<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://http://www.bcis.org.uk/pages/default.asp">link</ext-link></comment>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B16">
        <label>16</label>
        <mixed-citation>16. Canadian Institute for Health Information. Health System Characteristics. Percutaneous Coronary Intervention Rate. [Access on 2010 Feb 20]. Available from <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://secure.cihi.ca/cihiweb/">http://secure.cihi.ca/cihiweb/</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Health System Characteristics: Percutaneous Coronary Intervention Rate</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B17">
        <mixed-citation>17. Canadian Institute    for Health Information. Indicator Reports 2008. [Access on 2010 Mar 15].    Available from <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://secure.cihi.ca/hireports/">http://secure.cihi.ca/hireports/</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Indicator Reports 2008</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B18">
        <label>18</label>
        <mixed-citation>18. American Heart Association. Heart disease &amp; stroke statistics. 2010 Update. (At-A-Glance Version). [Access on 2010 Mar 15]. Available from <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.americanheart.org/presenter.jhtm?identifier=120026">http://www.americanheart.org/presenter.jhtm?identifier=120026</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Heart disease &amp; stroke statistics: 2010 Update</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B19">
        <mixed-citation>19. Hannan EL,    Wu C, Walford G, King SB 3rd, Holmes DR Jr, Ambrose JA, et al. Volume-outcome    relationships for percutaneous coronary interventions in the stent era. Circulation.    2005;112(8):1171-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Volume-outcome relationships for percutaneous coronary interventions in the stent era</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>1171</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>8</issue>
          <volume>112</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Hannan</surname>
              <given-names>EL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wu</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Walford</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>King SB</surname>
              <given-names>3rd</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Holmes DR</surname>
              <given-names>Jr</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ambrose</surname>
              <given-names>JA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B20">
        <mixed-citation>20. Godoy PH, Klein    CH, Souza-e-Silva N, Oliveira GM. Hospital case fatality associated with coronary    angioplasty in Rio de Janeiro State, Brazil, 1999-2003. Cad Sa&#250;de P&#250;blica.    2007;23(4):845-51.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Hospital case fatality associated with coronary angioplasty in Rio de Janeiro State, Brazil, 1999-2003</article-title>
          <source>Cad Sa&#250;de P&#250;blica</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>845</fpage>
          <lpage>51</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>23</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Godoy</surname>
              <given-names>PH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Klein</surname>
              <given-names>CH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Souza-e-Silva</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Oliveira</surname>
              <given-names>GM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B21">
        <mixed-citation>21. Peterson ED,    Dai D, DeLong ER, Brennan JM, Singh M, Rao SV, et al. NCDR Registry Participants.    Contemporary mortality risk prediction for percutaneous coronary intervention:    results from 588,398 procedures in the National Cardiovascular Data Registry.    J Am Coll Cardiol. 2010;55(18):1923-32.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>NCDR Registry Participants: Contemporary mortality risk prediction for percutaneous coronary intervention: results from 588,398 procedures in the National Cardiovascular Data Registry</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>1923</fpage>
          <lpage>32</lpage>
          <issue>18</issue>
          <volume>55</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Peterson</surname>
              <given-names>ED</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dai</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>DeLong</surname>
              <given-names>ER</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Brennan</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Singh</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rao</surname>
              <given-names>SV</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B22">
        <mixed-citation>22. Luft HS, Bunker    JP, Enthoven AC. Should operations be regionalized? The empirical relation between    surgical volume and mortality. N Engl J Med. 1979;301(25):1364-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Should operations be regionalized?: The empirical relation between surgical volume and mortality</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>1979</year>
          </date>
          <fpage>1364</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>25</issue>
          <volume>301</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Luft</surname>
              <given-names>HS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bunker</surname>
              <given-names>JP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Enthoven</surname>
              <given-names>AC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B23">
        <mixed-citation>23. Singh M, Rihal    CS, Gersh BJ, Roger VL, Bell MR, Lennon RJ, et al. Mortality differences between    men and women after percutaneous coronary interventions: a 25-year, single-center    experience. J Am Coll Cardiol. 2008;51(24):2313-20.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Mortality differences between men and women after percutaneous coronary interventions: a 25-year, single-center experience</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>2313</fpage>
          <lpage>20</lpage>
          <issue>24</issue>
          <volume>51</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Singh</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rihal</surname>
              <given-names>CS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gersh</surname>
              <given-names>BJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Roger</surname>
              <given-names>VL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bell</surname>
              <given-names>MR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lennon</surname>
              <given-names>RJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B24">
        <mixed-citation>24. Lansky AJ.    Outcomes of percutaneous and surgical revascularization in women. Prog Cardiovasc    Dis. 2004;46(4):305-19.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Outcomes of percutaneous and surgical revascularization in women</article-title>
          <source>Prog Cardiovasc Dis</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>305</fpage>
          <lpage>19</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>46</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lansky</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B25">
        <mixed-citation>25. Feldman DN,    Gade CL, Slotwiner AJ, Parikh M, Bergman G, Wong SC, et al. Comparison of outcomes    of percutaneous coronary interventions in patients of three age groups (&lt;60,    60 to 80, and &gt; 80 years) (from the New York State Angioplasty Registry).    Am J Cardiol. 2006;98(10):1334-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Comparison of outcomes of percutaneous coronary interventions in patients of three age groups (&lt;60, 60 to 80, and &gt; 80 years) (from the New York State Angioplasty Registry)</article-title>
          <source>Am J Cardiol</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>1334</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>10</issue>
          <volume>98</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Feldman</surname>
              <given-names>DN</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gade</surname>
              <given-names>CL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Slotwiner</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Parikh</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bergman</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wong</surname>
              <given-names>SC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B26">
        <mixed-citation>26. Jacobs AK.    Coronary intervention in 2009: are women no different than men? Circ Cardiovasc    Interv. 2009;2(1):69-78.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Coronary intervention in 2009: are women no different than men?</article-title>
          <source>Circ Cardiovasc Interv</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>69</fpage>
          <lpage>78</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>2</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Jacobs</surname>
              <given-names>AK</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B27">
        <mixed-citation>27. Jamal SM, Shrive    FM, Ghali WA, Knudtson ML, Eisenberg MJ. In-hospital outcomes after percutaneous    coronary intervention in Canada:1992/93 to 2000/01. Can J Cardiol. 2003;19(7):782-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>In-hospital outcomes after percutaneous coronary intervention in Canada: 1992/93 to 2000/01</article-title>
          <source>Can J Cardiol</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>782</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>7</issue>
          <volume>19</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Jamal</surname>
              <given-names>SM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Shrive</surname>
              <given-names>FM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ghali</surname>
              <given-names>WA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Knudtson</surname>
              <given-names>ML</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Eisenberg</surname>
              <given-names>MJ</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B28">
        <mixed-citation>28. Hamburger JN,    Walsh SJ, Khurana R, Ding L, Gao M, Humphries KH, et al. Percutaneous coronary    intervention and 30-day mortality. The British Columbia PCI Risk Score. Cathet    Cardiovasc Intervent. 2009;74(3):377-85.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Percutaneous coronary intervention and 30-day mortality: The British Columbia PCI Risk Score</article-title>
          <source>Cathet Cardiovasc Intervent</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>377</fpage>
          <lpage>85</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>74</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Hamburger</surname>
              <given-names>JN</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Walsh</surname>
              <given-names>SJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Khurana</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ding</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gao</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Humphries</surname>
              <given-names>KH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B29">
        <mixed-citation>29. Sousa AGMR,    Sousa JEMR, Costa Junior JR, Abizaid AAC, Buitr&#243;n F, Marchant E, et al.    Perfil demogr&#225;fico e resultados imediatos dos pacientes submetidos a    angioplastia prim&#225;ria no Registro SOLACI. Rev Bras Cardiol Invas. 2009;17:335-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Perfil demogr&#225;fico e resultados imediatos dos pacientes submetidos a angioplastia prim&#225;ria no Registro SOLACI</article-title>
          <source>Rev Bras Cardiol Invas</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>335</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <volume>17</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Sousa</surname>
              <given-names>AGMR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sousa</surname>
              <given-names>JEMR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Costa Junior</surname>
              <given-names>JR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Abizaid</surname>
              <given-names>AAC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Buitr&#243;n</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Marchant</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B30">
        <mixed-citation>30. Srinivas VS,    Hailpern SM, Koss E, Monrad ES, Alderman MH. Effect of physician volume on the    relationship between hospital volume and mortality during primary angioplasty.    J Am Coll Cardiol. 2009;53(7):574-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Effect of physician volume on the relationship between hospital volume and mortality during primary angioplasty</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>574</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>7</issue>
          <volume>53</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Srinivas</surname>
              <given-names>VS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hailpern</surname>
              <given-names>SM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Koss</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Monrad</surname>
              <given-names>ES</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Alderman</surname>
              <given-names>MH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B31">
        <mixed-citation>31. Roe MT, Messenger    JC, Weintraub WS, Cannon CP, Fonarow GC, Dai D, et al. Treatments, trends, and    outcomes of acute myocardial infarction and percutaneous coronary intervention.    J Am Coll Cardiol. 2010;56(4):254-63.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Treatments, trends, and outcomes of acute myocardial infarction and percutaneous coronary intervention</article-title>
          <source>J Am Coll Cardiol</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>254</fpage>
          <lpage>63</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>56</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Roe</surname>
              <given-names>MT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Messenger</surname>
              <given-names>JC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Weintraub</surname>
              <given-names>WS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cannon</surname>
              <given-names>CP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fonarow</surname>
              <given-names>GC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dai</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Percutaneous coronary intervention in Brazil: results from the Brazilian Public Health System</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The Brazilian Public Health System (SUS) holds approximately 80% of percutaneous coronary interventions (PCI) in Brazil. Being aware of these data will enable to design a proper plan for the treatment of coronary artery disease (CAD). OBJECTIVE: To review and discuss the results of PCIs performed by the SUS. METHODS: We reviewed data from SIH/DATASUS available for public consultation. RESULTS: From 2005 to 2008, 166,514 procedures were performed in 180 hospitals. Average hospital mortality was 2.33%, ranging from 0% to 11.35%, being lower in the Southeast, 2.03% and higher in the northern region, 3.64% (p &lt; 0.001). The mortality rate was 2.33% in 45 (25%) higher-volume hospitals, accounting for 101,218 (60.8%) of the PCIs, 2.29% in 90 (50%) medium-volume hospitals with 50,067 (34.9%) PCIs and 2.52% in 45 (25%) small-volume hospitals with 7,229 (4.3%) PCIs (p &gt; 0.05). Mortality was higher in females (p &lt; 0.0001) and at ages &gt; 65 to = (p &lt; 0.001). In the diagnosis of angina (79,324, 47.64%) mortality was 1.03%, and AMI (33,286, 32.30%) 6.35% (p &lt; 0.0000001). In the single stent implantation, the most common (102,165, 61.36%), mortality was 1.20%, and primary PCI (27,125, 16.29%), 6.96%. CONCLUSION: Although it is growing, the number of PCIs in Brazil is still low. High-volume hospitals, in smaller numbers, accounted for most procedures. Single stent implantation through hospital admission was reported to be most commonly used procedure. Mortality rates were highly variable among the hospitals. Primary PCI was responsible for the highest mortality rate.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Angioplasty transluminal percutaneous coronary</kwd>
        <kwd>Single Health System</kwd>
        <kwd>angina pectoris</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Percutaneous coronary intervention in Brazil. Results from the Brazilian Public Health System</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Leopoldo Soares Piegas; Nagib Haddad</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> The Brazilian Public Health System (SUS) holds approximately 80% of percutaneous coronary interventions (PCI) in Brazil. Being aware of these data will enable to design a proper plan for the treatment of coronary artery disease (CAD).</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold> To review and discuss the results of PCIs performed by the SUS.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> We reviewed data from SIH/DATASUS available for public consultation.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> From 2005 to 2008, 166,514 procedures were performed in 180 hospitals. Average hospital mortality was 2.33%, ranging from 0% to 11.35%, being lower in the Southeast, 2.03% and higher in the northern region, 3.64% (p &lt; 0.001). The mortality rate was 2.33% in 45 (25%) higher-volume hospitals, accounting for 101,218 (60.8%) of the PCIs, 2.29% in 90 (50%) medium-volume hospitals with 50,067 (34.9%) PCIs and 2.52% in 45 (25%) small-volume hospitals with 7,229 (4.3%) PCIs (p &gt; 0.05). Mortality was higher in females (p &lt; 0.0001) and at ages <underline>&gt;</underline> 65 to = (p <italic><underline>&lt;</underline></italic> 0.001). In the diagnosis of angina (79,324, 47.64%) mortality was 1.03%, and AMI (33,286, 32.30%) 6.35% (p &lt; 0.0000001). In the single stent implantation, the most common (102,165, 61.36%), mortality was 1.20%, and Primary PCI (27,125, 16.29%), 6.96%.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Although it is growing, the number of PCIs in Brazil is still low. High-volume hospitals, in smaller numbers, accounted for most procedures. Single stent implantation through hospital admission was reported to be most commonly used procedure. Mortality rates were highly variable among the hospitals. Primary PCI was responsible for the highest mortality rate.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Angioplasty transluminal percutaneous coronary; Single Health System; angina pectoris.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The introduction of percutaneous coronary intervention (PCI) using a balloon catheter, by Andreas Gruentzig<sup>1</sup> in 1977 revolutionized the treatment of coronary artery disease (CAD). Coronary lesions hitherto only covered by a surgical procedure involving thoracotomy began to be treated with a balloon catheter taken to the coronary system by a simple peripheral arterial puncture. Coronary restenosis, a common complication in the early years, was reduced with the implantation of coronary stents used from 1986<sup>2</sup>, a procedure that became standard. In 2001, uncoated stents, initially employed, were replaced with drug-eluting stents, first eluted with sirolimus<sup>3</sup>, followed by paclitaxel<sup>4</sup>, and subsequently by other different drugs<sup>5,6</sup> which, if have failed to abolish restenosis and the need for reintervention, have made it less frequent.</p>
      <p>It is currently estimated that each year 2 to 3 stents are implanted around the world. Out of these, around 70% are drug eluting stents. The limitation for its use is the cost, especially in countries with economic difficulties to maintain their health systems. In Brazil, until now, this type of stent is not reimbursed by the Brazilian Public Health System (SUS). Non-pharmacological stents are reimbursable, however distribution is controlled according to the number of stents assigned to each patient. It is allowed to implant two stents in 20% of all procedures.</p>
      <p>Many studies related to the implantation of stents are published abroad and in Brazil, but in our country isolated statistics from some institutions are little comprehensive and generally come from leading services with higher experience.</p>
      <p>Conventional stents were added to the treatments provided by the SUS in December 1999. Until then, the main procedure available was coronary artery bypass grafting.</p>
      <p>A unique opportunity to get acquainted with the national numbers is analyzing the DATASUS<sup>7</sup>, accessible through the Internet and under public domain. DATASUS is the information technology department of the SUS. It reports to the Executive Office of the Ministry of Health. It is responsible for collecting, processing and disseminating health information. This database is fed by the hospital information system (SIH). Despite the limitations inherent in administrative characteristics, and the fact that it is not universal, because it includes only the admissions paid by SUS, the SIH/SUS has several advantages: routine collections in a large number of hospitals, it is available to those interested in a short time, it covers approximately 80% of hospital admissions in Brazil and has important epidemiological information, which allow analyzing the situation of hospital morbidity and assessment of services. This database serves as a record, with a very special feature: all procedures performed within the SUS are necessarily written down, otherwise there would be no reimbursement for the costs of the treatment.</p>
      <p>It is estimated that the SUS accounts for 80% of the PCIs performed in Brazil, which are registered for the purposes of reimbursement of costs by hospitals, either state, private or philanthropic, which provide this service. The accounts are audited and the values of the Authorization for Hospitalization (AIH), hospital stay and mortality, among other information, are integrated into the SIH, and are available for public consultation in the DATASUS. Data on PCIs performed by private health insurance are very few, or none. According to information from the <italic>Ag&#234;ncia Nacional de Sa&#250;de Suplementar</italic> (Brazilian Supplementary Health Office), the government agency that regulates private health insurance, in 2009, only 42,310,415 Brazilians had some kind of private health care. This translates into a coverage rate of health insurance of 21.3% (expressed as percentage ratio between the number of beneficiaries and the Brazilian population)<sup>8</sup>. Rather than providing an overview of all the procedures performed, this information gives us an overview of the total population served by the system, which is over three quarters of the Brazilian population.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The PCI data analyzed were obtained through the SIH/DATASUS<sup>7</sup>. We considered the data for the years 2005, 2006, 2007 and 2008, since these are the most recent data available and express the indications and techniques currently practiced in Brazil.</p>
      <p>The procedures were classified using codes from the SUS table, maintaining the original nomenclature of the following procedures: 48030066 - coronary angioplasty; 48030074 - coronary angioplasty with intraluminal prosthesis; 48030082 - coronary angioplasty with dual intraluminal prosthesis; 48030090 - angioplasty in coronary graft; 48030104 - coronary angioplasty in coronary grafts with prosthesis; 48030112 - primary coronary angioplasty (including catheterization). In 2008, these codes have been given new numbers: 0406030014 - coronary angioplasty; 0406030022 - coronary angioplasty with dual intraluminal prosthesis; 0406030030 - coronary angioplasty with intraluminal arterial prosthesis; 0406030049 - primary coronary angioplasty (includes catheterization); 0406030065 - angioplasty in coronary graft; 0406030073 - angioplasty in coronary graft (with prosthesis).</p>
      <p>We used the codes for the clinical picture, by grouping them as Angina, Acute Myocardial Infarction and Other Angina (in a few cases with incomplete data, it was not possible to establish the diagnosis, so the classification was Unknown):</p>
      <p><italic>Angina <bold>-</bold></italic> unstable angina, angina pectoris with documented spasm, other forms of acute ischemic heart disease; unspecified acute ischemic heart disease.</p>
      <p><italic>AMI -</italic> acute transmural anterior wall myocardial infarction; acute transmural inferior wall myocardial infarction; acute transmural myocardial infarction at other locations; acute transmural myocardial infarction with unspecified location; acute subendocardial myocardial infarction; unspecified acute myocardial infarction; recurrent anterior wall myocardial infarction; recurrent inferior wall myocardial infarction; recurrent myocardial infarction at other locations; recurrent myocardial infarction at an unspecified location</p>
      <p><italic>Other anginas -</italic> other forms of angina pectoris; unspecified angina pectoris; coronary thrombosis not resulting in myocardial infarction; atherosclerotic cardiovascular disease, so described; atherosclerotic heart disease; old myocardial infarction; cardiac aneurysm; coronary artery aneurysm; ischemic cardiomyopathy; silent myocardial ischemia; other forms of ischemic heart disease; unspecific chronic ischemic heart disease.</p>
      <p>Indication for the procedure was classified as elective, urgency/emergency and others, according to the classification used for filling the AIH source form from which the information is extracted to supply the database.</p>
      <p>The SUS table classifies the various procedures as: isolated PCI, PCI + double stent, PCI + one stent, primary PCI, PCI in coronary grafts, PCI + coronary graft stent.</p>
      <p>This study excluded those hospitals that performed 48 or fewer angioplasties in the period of 4 years, that is, those which did not perform at least one procedure per month.</p>
      <p>To analyze the data, according to the volume of PCIs, we calculated the 25<sup>th</sup> and 75<sup>th</sup> percentiles of the distribution of the number of procedures performed by these hospitals from 2005 to 2008, finding the values P<sub>25</sub> = 331 and P<sub>75</sub> = 1,064. Those hospitals that served 331 patients or fewer patients for PCIs were then classified as low-volume hospitals; medium-volume hospitals were those serving 332 to 1,063 patients; high-volume hospitals were those serving 1,064 patients or more.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>The qualitative variables are presented in percentages and the comparisons were performed by the c<sup>2</sup> test (chi-square). The quantitative variables are presented as means, standard deviations, minimum and maximum and mean comparisons by Student t test and analysis of variance. The level of significance was p &lt; 0.05.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>From 2005 to 2008, 166,514 PCIs were performed in the 180 hospitals that performed more than one procedure per month in average. Hence, 23 small-volume hospitals, which held a total of 437 interventions, were excluded. In 2005, there were 35,717 (21.4%) procedures; in 2006, 41,693 (25.0%); in 2007, 43,124 (25.9%); and in 2008, 45,980 (27.6%). Based on 2007, when the system admitted 1,157,509 patients due to circulatory diseases, the PCI accounted for 3.73% of admissions.</p>
      <p>Overall hospital mortality was 2.33% and remained stable over the period [(2.22% in 2005, 2.29% in 2006, 2.46% in 2007 and 2.32% in 2008 (p &gt; 0.05)]. The lowest mortality rate was found in the Southeast, 2.03%, and the highest in the North, 3.64%, and there was a significant difference among the five physiographic regions of Brazil (p &lt; 0.001) (<xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Hospital mortality according to hospital production volume is shown in <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref>. All of the 45 hospitals (25%) considered of small volume accounted for 7,229 (4.3%) of the PCIs; 90 (50%) medium-volume hospitals accounted for 58,067 (34.9%) and 45 (25%) large-volume hospitals accounted for 101,218 (60.8%). The mortality rates were respectively 2.52%, 2.29% and 2.33% (p &gt; 0.05).</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Mortality by gender and age is shown in <xref ref-type="table" rid="t3-body2">Table 3</xref>. It was lower among males and patients aged 0-64 years.</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Mortality in the 180 hospitals studied ranged from 0% to 11.35% with an average of 2.33% and a median of 2.15% (<xref ref-type="fig" rid="en_aop02511f01-body2">Figure 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop02511f01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Mortality in 22 hospitals, producing more than 400 procedures per year, or 1,600 over this period, ranged from 0.37% to 7.83% (<xref ref-type="fig" rid="en_aop02511f02-body2">Figure 2</xref>). Altogether, these hospitals held 71,412 (43%) procedures, with an individual production ranging from 1,605 to 8,638 procedures.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop02511f02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Mortality according to the clinical picture was 1.03% for angina, 6.35% for AMI and 1.75% for other angina (p &lt; 0.0000001) (<xref ref-type="table" rid="t4-body2">Table 4</xref>). Mortality also varied according to the indication, elective, 0.86%, emergency, 3.25% and others (cases not characterized), 0.79% (p &lt; 0.0000001) (<xref ref-type="table" rid="t5-body2">Table 5</xref>). The procedures employed have influenced the mortality as shown in <xref ref-type="table" rid="t6-body2">Table 6</xref>, with the highest mortality rates in primary PCI, 6.97% and in the Isolated PCI in coronary graft, 17.65% (p &lt; 0.0000001).</p>
      <table-wrap id="t4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t5-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t6-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Although in this study the total volume of procedures did not influence mortality, in elective procedures in small, medium and large-volume hospitals, we have found differences resulting in mortality rates of 1.51%, 0.84% and 0.82%, respectively (p &lt; 0.001).</p>
      <p>Average hospital stay, according to the PCI volume, did not vary, and was 4.15 days in small-volume hospitals, 3.84 days in medium-volume hospitals, and 4.01 in high-volume hospitals.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The PCI has become a treatment commonly used in CAD, relieving angina, improving quality of life, and even reducing mortality in acute cases. In recent years, it has been the method most commonly used for coronary grafting, outnumbering surgeries<sup>9-11</sup>.</p>
      <p>As with any procedure that begins, the number of complications and deaths is reduced as experiences accumulate. The decision for treatment by both patients and the doctors take into account the experience and results obtained, preferably local. Despite the tremendous development achieved by this technique in recent years, the severity of patients usually submitted to it is still a concern due to the ever-present risk of mortality associated. From the standpoint of public health, it is important to know information about hospital stay, costs involved and the outcomes in different regions, hospitals and even teams, if possible. In Brazil, it is necessary to be aware of the efficiency and effectiveness of the procedures performed in order to make the most accurate possible decisions, both individually and collectively. In our country, much of these data, though available, had not yet been evaluated.</p>
      <p>The PCI data analyzed were obtained through the SIH/DATASUS. Worldwide, the SUS is one of the largest public health care systems, accounting for 11,107,155 admissions in 2008<sup>12</sup> for a population of 189,335,191 individuals, resulting in an annual percentage of admissions of 6% of the population not covered by private health insurance. It is estimated to be responsible for 80% of the interventions performed annually, considering that in Brazil, private health insurance accounted for 20.61% of health coverage in 2008<sup>13</sup> and in 2009 for 21.38<sup>8</sup>.</p>
      <p>During the period analyzed, there were 166,514 PCIs, resulting in an annual average of 41,628 procedures or 22/100,000 inhabitants. An increase of 29% compared to 2005. It should be noted that 25% of the hospitals (large volume) performed 61% of the procedures and 25% (small volume), only 4%. It is difficult to estimate the number of scheduled readmissions to have a new stent implanted, as it was not authorized by the SUS on the first admission, because the system sets the limit of 20% per hospital implantation of two stents. In Scotland<sup>14</sup>, in 2009, 99.4 procedures were done for each group of 100,000 inhabitants, while in the UK, according to the British Cardiovascular Intervention Society<sup>15</sup>, in 2007 there were 73,692 interventions or 121.6 per 100,000 inhabitants. In Canada, the recommendation of the Cardiac Care Network of Ontario<sup>16</sup> was reaching a minimum of 221 interventions in 2005/6, increasing to 260/100,000 inhabitants in 2008/9. The latest statistics available, covering the year 2008 in Canada, records 168/100,000 inhabitants<sup>17</sup>. In the United States, the American Heart Association<sup>18</sup> estimated that in 2006 there were 1,313,000 PCIs, i.e. 440/100,000 inhabitants. Comparing our figures with those from other countries, it appears that fewer interventions are carried out here, knowing that the SUS figures do not include SUS 20% of those interventions estimated to be performed out of the SUS.</p>
      <p>Average mortality rate of 2.33% varied in different regions of the country. It was higher in the northern region, accounting for less than 4% of the procedures, and lower in the Southeast, accounting for nearly half of the procedures performed. It is assumed that these differences are explained by the greater experience of the regions with a higher volume of interventions. These data are consistent with those provided by the medical literature. The greater the experience the better the results<sup>19</sup>. In 8,735 coronary angioplasties (7.5-15.5/100,000 inhabitants in the period) performed by the SUS in the state of Rio de Janeiro, from 1999 to 2003, mortality was 1.9%, noting variations from 0 to 6.5% in 14 hospitals (12 with more than 200 procedures in the period) that performed this intervention<sup>20</sup>.</p>
      <p>The National Cardiovascular Data Registry in the United States, a registry sponsored by the American College of Cardiology and the Society for Cardiovascular Angiography and Interventions, seeking a model of contemporary risk, analyzed data on 588,398 PCI procedures performed from 2004 to 2007 and reported a hospital mortality rate of 1.27%, ranging from 0.65% for elective cases to 4.81% for the cases of AMI with ST-segment elevation<sup>21</sup>.</p>
      <p>As opposed to the findings related to physiographic regions, there was no difference in the mortality rate in large, medium and small-volume hospitals, although in absolute numbers, the latter had the highest percentage of deaths. For a long time, the literature has shown an inverse relationship between the volume and the development of different forms of treatments employing procedures and the PCI is within this paradigm<sup>22</sup>. The most plausible explanation is supposedly the experience. More experienced groups, who probably went through a learning curve, have a team that is more capable of succeeding, lower complication rates and lower mortality rates. Admittedly, the selection of patients and the severity of these cases may also affect the results.</p>
      <p>Mortality rates were higher in the elderly<sup>21,23</sup>, and in women<sup>21,24</sup>. As with the CAD, mortalities in PCI relate to age, increasing according to the age<sup>25</sup> and gender. A recent review of 588,398 procedures from the National Cardiovascular Data Registry, a database organized by the American societies, the American College of Cardiology and the Society for Cardiovascular Angiography and Intervention, confirm these findings. Elderly <italic>versus</italic> nonelderly, 2.25% <italic>versus</italic> 0.76%, female <italic>versus</italic> male, 1.63% <italic>versus</italic> 1.04%<sup>21</sup>. The literature reports that out of 1.3 million procedures performed in the United States in 2006, only 35% were in women despite the known benefits of this treatment, particularly in acute coronary syndromes with or without ST-segment elevation<sup>26</sup>.</p>
      <p>We observed a large disparity in mortality rates between hospitals. Even those with more than 400 PCIs per year, a minimum experience required by each center, as recommended by the guidelines, there is still, in some hospitals, mortality rates higher than expected when compared with other hospitals in Brazil. The literature ranks mortality in PCI at around 2%. In Canada, in 23 hospitals, the unadjusted mortality rate in 127,103 PCIs was 1.4%<sup>27</sup>. In a Canadian registry, collected in the Canadian province of British Columbia, which compared the outcomes of 32,899 PCIs, of which 26,350 were performed in 2000 to 2004 and 6,549 in 2005, overall mortality in 30 days was 1.5%, 1.5% in the first period analyzed, and 1.4% in the second period<sup>28</sup>. Data from the New York's Percutaneous Coronary Interventions Reporting System for the period 1998 to 2000 with 107,713 cases, reported a mortality rate of 0.79%, of which 1.23% were from 2,435 patients treated in hospitals that had a volume smaller than 400 procedures per year and 0.78% in 105,278 patients in hospitals with volumes exceeding 400 cases/year<sup>19</sup>.</p>
      <p>Although the information available for analysis in the DATASUS does not include clinical variables, we have data relating to the clinical picture and indication for treatment, which can be elective or emergency treatment. Mortality is low when the indication is for angina, whereas in cases categorized as infarction (primary angioplasty) is about six times larger. The SOLACI Registry, a spontaneous and non-mandatory registry of the Latin American Society of Interventional Cardiology, reported in 2007 to 2008, 13,925 interventions of primary angioplasty with a hospital mortality of 4.5%<sup>29</sup>. Data from the New York State PCI Registry, a mandatory controlled registry of this American state, show an interaction between hospital volume and physician experience. In this study, we compared the mortality rates of 7,321 patients undergoing primary angioplasty in high-volume hospitals for this procedure (&gt; 50 cases/year) and small-volume hospitals, and large-volume physicians (&gt; 10 cases/year) and small-volume physicians, showing that the group of larger volume (hospitals and physicians) the results are better than in a small volume (3.2% <italic>versus</italic> 6.7%, p = 0.03, unadjusted; 3.8% <italic>versus</italic> 8.4%, p = 0.09, adjusted) <sup>30</sup>. The National Cardiovascular Data Registry CathPCI, a U.S. voluntary program concerned with quality improvement sponsored by the American College of Cardiology, reports in the first half of 2009 an adjusted hospital mortality rate of 2% for acute coronary syndrome and 0.5% for non acute coronary syndrome<sup>31</sup>.</p>
      <p>The performance of the procedure in emergency situations brings higher mortality rates than in elective situations, which is expected due to the severity of patients seen in emergency situations, usually admitted with a clinical picture of acute coronary syndrome.</p>
      <p>The most commonly used PCI was stent implantation, and 60% of patients were treated that way. Not surprisingly, the use of a single stent has been the procedure most frequently used because the system does not allow multiple stents in more than 20% of the cases that perform this kind of treatment. In the group that received a single stent, a lower mortality was observed. In this database, it is not possible to identify patients who were electively readmitted to receive a second stent which was not authorized at the first admission.</p>
      <p>Isolated angioplasty without stenting was used in a minority of cases, as well as interventions in coronary grafts with or without stenting.</p>
      <p>According to this database, the intervention cataloged as primary PCI, which by definition is characterized by PCI in treating acute infarction, was frequent and mortality rate was high, about six times the one found stenting in patients without infarction. Although it is possible to report other forms of ACS in this diagnosis than infarction with ST-segment elevation, post thrombolytic rescue cases, erroneously reported as primary PCI, lengthy delays or cases complicated with cardiogenic shock, mortality was still high.</p>
      <p>Average hospital stay per procedure was around 4 days, slightly below the overall average hospital stay in SUS, which is 5.9 days<sup>7</sup>.</p>
      <p>The average cost per admission was R$ 5,135.15, which was much higher than the amounts paid by AIH in the system, which is R$ 672.35<sup>7</sup>. It should be noted that this amount includes the cost of the prosthesis, which accounts for more than half of the final amount.</p>
      <p>
        <bold>Limitations</bold>
      </p>
      <p>The main limitation of this study is the fact that the SIH/DATASUS does not provide clinical information on patients undergoing PCI. Not only age, gender, admission diagnosis and the ability to perform the procedure are responsible for the hospital outcome. The lack of such information prevents an adjustment of mortality according to the severity of patients among different hospitals, although it is expected that, at least in high-volume hospitals, any differences that may exist are standardized according to the large volume of patients served and do not have any substantial clinical impact. Also, the performance of various teams in some hospitals, not always with similar results, is another factor that may influence local outcomes.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>Compared with more industrialized countries and those with more resources available for health, the number of PCIs performed in Brazil is still low. High-volume hospitals, in smaller numbers, are responsible for most of the production, what makes we think that better management of public funds, prioritizing these hospitals, and a regionalization system, could make the system more efficient. Mortality rates are highly variable and in average are higher than those found in other countries, although in many centers, the results delivered are comparable to the best results published in the international literature. Although higher-volume hospitals have a lower average mortality rate, we could not find any difference comparing to lower-volume hospitals, perhaps because there is no adjustment of clinical variables. These differences appear when we consider the group of elective indication. The procedures performed in emergency situations, which are more frequent, and primary PCI, had the highest mortality rates. The procedure accounts for the greatest number of cases was the single stent implantation, although, as said before, the SUS sets a 20% limit on the number of two stents per intervention.</p>
      <p>The PCI is a procedure that delivers excellent results, and in each year is more and more employed, although it is less often employed than in other countries. In our country, the results still differ widely among hospitals, even among high-volume hospitals, calling for a better quality control in order to standardize future results. It is necessary to discuss the situation of small-volume hospitals, since this is a costly procedure which requires better equipment and specialized personnel which are often underused.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea en el Brasil: Resultados del Sistema &#218;nico de Salud</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El Sistema &#218;nico de Salud (SUS) realiza aproximadamente 80% de las intervenciones coronarias percut&#225;neas (ICP) en el Brasil. El conocimiento de esos datos permitir&#225; planear adecuadamente el tratamiento de la enfermedad arterial coronaria (EAC). OBJETIVO: Analizar y discutir los resultados de las ICP realizadas por el SUS. M&#201;TODOS:Fueron evaluados los datos del SIH/DATASUS disponibles para la consulta p&#250;blica. RESULTADOS: Entre los a&#241;os 2005 a 2008 fueron realizados 166.514 procedimientos en 180 hospitales. La mortalidad hospitalaria media fue de 2,33%, variando de 0% a 11,35%, siendo m&#225;s baja en el Sudeste, 2,03% y m&#225;s alta en la regi&#243;n Norte, 3,64% (p &lt; 0,001). La mortalidad fue de 2,33% en los 45 (25%) hospitales de mayor volumen, responsables por 101.218 (60,8%) de las ICP, 2,29% en los 90 (50%) de medio volumen con 50.067 (34,9%) ICP y 2,52% en los 45 (25%) de peque&#241;o volumen con 7.229 (4,3%) ICP (p &gt; 0,05). La mortalidad fue mayor en el g&#233;nero femenino (p &lt; 0,0001), y en las edades &gt; 65 a (p &lt; 0,001). En el diagn&#243;stico de angina (79.324, 47,64%) la mortalidad fue de 1,03% y en el de IAM (33.286, 32,30%) 6,35% (p &lt; 0,0000001). En el implante &#250;nico de stent, el m&#225;s frecuente (102.165, 61,36%), la mortalidad fue de 1,20%, y en la ICP primaria (27.125, 16,29%), 6,96%. CONCLUSI&#211;N:Aunque creciente, aun es bajo el n&#250;mero de ICP en el pa&#237;s. Los hospitales de gran volumen, en menor n&#250;mero, fueron responsables por la mayor parte de los procedimientos. El implante &#250;nico de stent por internaci&#243;n fue el procedimiento reportado como m&#225;s empleado. Las mortalidades tuvieron gran variabilidad entre los hospitales. La ICP primaria fue la responsable por la mayor tasa de mortalidad.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Angioplastia transluminal percut&#225;nea coronaria</kwd>
        <kwd>Sistema &#218;nico de Salud</kwd>
        <kwd>infarto agudo de miocardio</kwd>
        <kwd>angina pectoris</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea en el Brasil. Resultados del Sistema &#218;nico de Salud</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Leopoldo Soares Piegas; Nagib Haddad</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>El Sistema &#218;nico de Salud (SUS) realiza aproximadamente 80% de las intervenciones coronarias percut&#225;neas (ICP) en el Brasil. El conocimiento de esos datos permitir&#225; planear adecuadamente el tratamiento de la enfermedad arterial coronaria (EAC).</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analizar y discutir los resultados de las ICP realizadas por el SUS.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold>Fueron evaluados los datos del SIH/DATASUS disponibles para la consulta p&#250;blica.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Entre los a&#241;os 2005 a 2008 fueron realizados 166.514 procedimientos en 180 hospitales. La mortalidad hospitalaria media fue de 2,33%, variando de 0% a 11,35%, siendo m&#225;s baja en el Sudeste, 2,03% y m&#225;s alta en la regi&#243;n Norte, 3,64% (p &lt; 0,001). La mortalidad fue de 2,33% en los 45 (25%) hospitales de mayor volumen, responsables por 101.218 (60,8%) de las ICP, 2,29% en los 90 (50%) de medio volumen con 50.067 (34,9%) ICP y 2,52% en los 45 (25%) de peque&#241;o volumen con 7.229 (4,3%) ICP (p &gt; 0,05). La mortalidad fue mayor en el g&#233;nero femenino (p &lt; 0,0001), y en las edades <underline>&gt;</underline> 65 a (p <underline>&lt; </underline>0,001). En el diagn&#243;stico de angina (79.324, 47,64%) la mortalidad fue de 1,03% y en el de IAM (33.286, 32,30%) 6,35% (p &lt; 0,0000001). En el implante &#250;nico de <italic>stent</italic>, el m&#225;s frecuente (102.165, 61,36%), la mortalidad fue de 1,20%, y en la ICP primaria (27.125, 16,29%), 6,96%.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold>Aunque creciente, aun es bajo el n&#250;mero de ICP en el pa&#237;s. Los hospitales de gran volumen, en menor n&#250;mero, fueron responsables por la mayor parte de los procedimientos. El implante &#250;nico de <italic>stent</italic> por internaci&#243;n fue el procedimiento reportado como m&#225;s empleado. Las mortalidades tuvieron gran variabilidad entre los hospitales. La ICP primaria fue la responsable por la mayor tasa de mortalidad.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>Angioplastia transluminal percut&#225;nea coronaria, Sistema &#218;nico de Salud, infarto agudo de miocardio, angina <italic>pectoris</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La introducci&#243;n de la intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea (ICP), utilizando un cat&#233;ter bal&#243;n, por Andreas Gruentzig<sup>1</sup>, en 1977, revolucion&#243; el tratamiento de la enfermedad arterial coronaria (EAC). Lesiones coronarias hasta entonces s&#243;lo abordadas por procedimiento quir&#250;rgico, envolviendo una toracotom&#237;a, comenzaron a ser tratadas con un cat&#233;ter bal&#243;n llevado hasta el sistema coronario por simple punci&#243;n arterial perif&#233;rica. La reestenosis coronaria, complicaci&#243;n com&#250;n en los a&#241;os iniciales, fue reducida con el implante de los <italic>stents</italic> coronarios utilizados a partir de 1986<sup>2</sup>, procedimiento que se volvi&#243; est&#225;ndar. Los <italic>stents</italic> no recubiertos, inicialmente empleados, fueron sustituidos, a partir de 2001, por <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos, eluidos primero con sirolimus<sup>3</sup>, seguido por el paclitaxel<sup>4</sup>, y posteriormente por otros diferentes f&#225;rmacos<sup>5,6</sup> que, si no abolieron la reestenosis y la necesidad de reintervenci&#243;n, la volvieron menos frecuente.</p>
      <p>Se estima que actualmente sean implantados anualmente de 2 a 3 millones de <italic>stents</italic> en el mundo, siendo que aproximadamente 70% son eluidos con f&#225;rmacos. La limitaci&#243;n para su empleo es el costo, principalmente en los pa&#237;ses con dificultades econ&#243;micas para mantener sus sistemas de salud. En el Brasil, hasta el momento, ese tipo de <italic>stent</italic> no es reembolsable por el Sistema &#218;nico de Salud (SUS). Los <italic>stents</italic> no farmacol&#243;gicos son reembolsables, entre tanto su n&#250;mero por paciente es controlado, siendo permitido el implante de hasta dos <italic>stents</italic> en 20% del total de procedimientos por servicio.</p>
      <p>Son inn&#250;meros los resultados relacionados al implante de <italic>stents</italic> publicados en el exterior y en el Brasil, sin embargo en nuestro pa&#237;s se han publicado estad&#237;sticas aisladas de algunas instituciones, poco abarcativas y generalmente provenientes de los servicios de liderazgo y mayor experiencia.</p>
      <p>Los <italic>stents</italic> convencionales fueron incorporados a los tratamientos provistos por el SUS en diciembre de 1999. Hasta entonces, el principal procedimiento disponible, era la revascularizaci&#243;n quir&#250;rgica.</p>
      <p>Una oportunidad &#250;nica de conocer los n&#250;meros nacionales es analizar el DATASUS<sup>7</sup>, accesible por Internet y de dominio p&#250;blico. DATASUS es el departamento de inform&#225;tica del SUS. Es un &#243;rgano de la Secretar&#237;a Ejecutiva del Ministerio de Salud con la responsabilidad de reunir, procesar y difundir informaciones sobre salud. Ese banco de datos es alimentado por el sistema de informaciones hospitalarias (SIH). A pesar de las limitaciones inherentes a las caracter&#237;sticas administrativas, y al hecho de no ser universal, pues abarca solamente las internaciones pagadas por el SUS, el SIH/SUS presenta varias ventajas: tiene recolecci&#243;n de rutina en un gran n&#250;mero de unidades hospitalarias, es disponibilizado al p&#250;blico interesado en poco tiempo, abarca aproximadamente 80% de las internaciones brasile&#241;as y cuenta con informaciones epidemiol&#243;gicas importantes, las cuales permiten inn&#250;meros an&#225;lisis de la situaci&#243;n de morbilidad hospitalaria y de evaluaci&#243;n de servicios. Ese banco de datos funciona como un registro, con una caracter&#237;stica muy especial, todos los procedimientos realizados dentro del SUS son obligatoriamente anotados, en caso contrario no habr&#225; resarcimiento de los costos del tratamiento ejecutado.</p>
      <p>Se estima que el SUS sea responsable por 80% de las ICP realizadas en el pa&#237;s, siendo las mismas registradas para fines de resarcimiento de los costos por los hospitales, p&#250;blicos, privados o filantr&#243;picos, prestadores de ese servicio. Las cuentas son auditadas y los valores de la Autorizaci&#243;n de Internaci&#243;n Hospitalaria (AIH), permanencia hospitalaria y mortalidad, entre otras informaciones, son integradas al SIH, estando disponibles para consulta p&#250;blica en el DATASUS. Son escasos, sino inexistentes, los datos relativos a las ICP realizadas por los planos de salud privados. Seg&#250;n las informaciones de la <italic>Ag&#234;ncia Nacional de Sa&#250;de Suplementar</italic>, &#243;rgano gubernamental que regula los planes de salud, en el a&#241;o 2009, apenas 42.310.415 brasile&#241;os pose&#237;an alg&#250;n tipo de plan de salud privado. Eso traduce una tasa de cobertura de planes de salud de 21,3% (raz&#243;n expresada en porcentaje, entre el n&#250;mero de beneficiarios y la poblaci&#243;n del pa&#237;s)<sup>8</sup>. As&#237;, el an&#225;lisis de esas informaciones nos da una visi&#243;n, si no de la totalidad de los procedimientos, por lo menos del total de la poblaci&#243;n atendida por el sistema, m&#225;s de tres cuartos de la existente en el pa&#237;s.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Los datos analizados de ICP fueron obtenidos por intermedio del SIH/DATASUS<sup>7</sup>. Fueron considerados los datos relativos a los a&#241;os 2005, 2006, 2007 y 2008, por ser los m&#225;s recientes disponibles y expresar las indicaciones y t&#233;cnicas practicadas actualmente en el pa&#237;s.</p>
      <p>Los procedimientos fueron clasificados utilizando los c&#243;digos de la tabla SUS, manteni&#233;ndose la nomenclatura original de los procedimientos: 48030066 - angioplastia coronaria; 48030074 - angioplastia coronaria con implante de pr&#243;tesis intraluminal; 48030082 - angioplastia coronaria con implante de doble pr&#243;tesis intraluminal; 48030090 - angioplastia en injerto coronario; 48030104 - angioplastia coronaria en injertos coronarios con implante de pr&#243;tesis; 48030112 - angioplastia coronaria primaria (incluso cateterismo). A partir del a&#241;o 2008 fueron cambiados los c&#243;digos que pasaron a tener nueva numeraci&#243;n: 0406030014 - angioplastia coronaria; 0406030022 - angioplastia coronaria con implante de doble pr&#243;tesis intraluminal arterial; 0406030030 - angioplastia coronaria con implante de pr&#243;tesis intraluminal arterial; 0406030049 - angioplastia coronaria primaria (incluye cateterismo); 0406030065 - angioplastia en injerto coronario; 0406030073 - angioplastia en injerto coronario (con implante de pr&#243;tesis).</p>
      <p>Se utilizaron los c&#243;digos referentes al cuadro cl&#237;nico de presentaci&#243;n, agrup&#225;ndolos como angina, IAM y Otras Anginas (en algunos pocos casos con datos incompletos, no fue posible establecer el diagn&#243;stico, siendo clasificados como Ignorado):</p>
      <p><italic>Angina -</italic> angina inestable, angina <italic>pectoris</italic> con espasmo documentado, otras formas de enfermedad isqu&#233;mica aguda del coraz&#243;n; enfermedad isqu&#233;mica aguda del coraz&#243;n no especificada.</p>
      <p><italic>IAM -</italic> infarto agudo transmural de la pared anterior del miocardio; Infarto agudo transmural de la pared inferior del miocardio; infarto agudo transmural de miocardio otras localizaciones; infarto agudo transmural del miocardio con localizaci&#243;n no especificada; infarto agudo subendoc&#225;rdico de miocardio; infarto agudo de miocardio no especificado; infarto de miocardio recurrente de pared anterior; infarto de miocardio recurrente de pared inferior; infarto de miocardio recurrente otras localizaciones; infarto de miocardio recurrente localizaci&#243;n no especificada.</p>
      <p><italic>Otras Anginas -</italic> otras formas de angina <italic>pectoris</italic>; angina <italic>pectoris</italic> no especificada; trombosis coronaria que no resulta en infarto de miocardio; enfermedad cardiovascular ateroscler&#243;tica, descripta de esta manera; enfermedad ateroscler&#243;tica del coraz&#243;n; infarto antiguo de miocardio; aneurisma card&#237;aco; aneurisma de arteria coronaria; miocardiopat&#237;a isqu&#233;mica; isquemia mioc&#225;rdica silenciosa; otras formas de enfermedad isqu&#233;mica cr&#243;nica del coraz&#243;n; enfermedad isqu&#233;mica cr&#243;nica del coraz&#243;n no especificada.</p>
      <p>La indicaci&#243;n del procedimiento fue clasificada como electiva, urgencia/emergencia y otras, seg&#250;n la clasificaci&#243;n utilizada para llenado de la AIH formulario fuente, de donde las informaciones son extra&#237;das para abastecer el banco de datos.</p>
      <p>La tabla SUS clasifica los diferentes procedimientos como: ICP aislada, ICP + doble <italic>stent</italic>, ICP + un <italic>stent</italic>, ICP primaria, ICP en injerto coronario, ICP + <italic>stent</italic> en injerto coronario.</p>
      <p>Fueron excluidos los hospitales que realizaron 48 o menos angioplastias en el per&#237;odo de 4 a&#241;os, o sea que no realizaron m&#225;s de un procedimiento mensual.</p>
      <p>Para analizar los datos, de acuerdo con el volumen de ICP, fueron calculados los percentiles 25 y 75, de la distribuci&#243;n del n&#250;mero de procedimientos realizados por esos hospitales, entre 2005 y 2008, encontr&#225;ndose los valores P<sub>25</sub> = 331 y P<sub>75</sub> = 1.064. Fueron, entonces, clasificados como hospitales de peque&#241;o volumen de atenci&#243;n, aquellos que atendieron 331 pacientes o menos para ICP; como hospitales de medio volumen, aquellos que atendieron entre 332 y 1.063 pacientes; y de gran volumen, aquellos que atendieron 1.064 pacientes o m&#225;s.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Las variables cualitativas son presentadas en porcentajes y las comparaciones fueron realizadas por el test de c<sup>2</sup> (chi-cuadrado). Las variables cuantitativas son presentadas con medias, desv&#237;os est&#225;ndar, m&#237;nimos y m&#225;ximos y las comparaciones de medias por el test <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> y an&#225;lisis de varianza. Fue estipulado el nivel de significaci&#243;n p &lt; 0,05.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Entre 2005 y 2008 fueron realizadas 166.514 ICP en los 180 hospitales que realizaron m&#225;s de un procedimiento mensual medio. Fueron as&#237; excluidos 23 hospitales de muy peque&#241;o volumen que realizaron un total de 437 intervenciones. En 2005 fueron 35.717 (21,4%) procedimientos, en 2006, 41.693 (25,0%), en 2007, 43.124 (25,9%) y en 2008, 45.980 (27,6%). Tom&#225;ndose por base el a&#241;o 2007, en que el sistema intern&#243; 1.157.509 pacientes por causa circulatoria, la ICP ser&#237;a responsable por 3,73% de las internaciones.</p>
      <p>La mortalidad hospitalaria global fue de 2,33% y permaneci&#243; estable en el per&#237;odo [(2,22% en el a&#241;o 2005, 2,29% en 2006, 2,46% en 2007 y 2,32% en 2008 (p &gt; 0,05)]. La menor encontrada fue en la regi&#243;n Sudeste, 2,03%, y la mayor en la regi&#243;n Norte, 3,64%, habiendo diferencia significativa entre las 5 regiones fisiogr&#225;ficas del pa&#237;s (p &lt; 0,001) (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La mortalidad hospitalaria seg&#250;n el volumen de producci&#243;n hospitalaria puede ser observada en la <xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tabla 2</xref>. Los 45 hospitales (25%) considerados de peque&#241;o volumen fueron responsables por 7.229 (4,3%) de las ICP; los 90 (50%) de medio volumen, responsables por 58.067 (34,9%) y los 45 (25%) de gran volumen, responsables por 101.218 (60,8%). Las mortalidades fueron respectivamente de 2,52%, 2,29% y 2,33% (p &gt; 0,05).</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La mortalidad seg&#250;n el g&#233;nero y edad es mostrada en la <xref ref-type="table" rid="t3-body3">Tabla 3</xref>. Fue menor en el g&#233;nero masculino y en la franja et&#225;rea 0 a 64 a&#241;os.</p>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La mortalidad en los 180 hospitales analizados vari&#243; de 0% a 11,35%, con media de 2,33% y mediana de 2,15% (<xref ref-type="fig" rid="es_aop02511f01-body3">Figura 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_aop02511f01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>La mortalidad en los 22 hospitales, con producci&#243;n superior a 400 procedimientos anuales, o 1.600 en el per&#237;odo analizado, vari&#243; entre 0,37% y 7,83% (<xref ref-type="fig" rid="es_aop02511f02-body3">Figura 2</xref>). Esos hospitales en conjunto realizaron 71.412 (43%) de los procedimientos, con producci&#243;n individual variando entre 1.605 y 8.638 procedimientos.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_aop02511f02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>La mortalidad seg&#250;n el cuadro cl&#237;nico de presentaci&#243;n fue de 1,03% en la angina, de 6,35% en el IAM y de 1,75% en otras anginas (p &lt; 0,0000001) (<xref ref-type="table" rid="t4-body3">Tabla 4</xref>). La mortalidad tambi&#233;n vari&#243; seg&#250;n la indicaci&#243;n, electiva, 0,86%, emergencia, 3,25% y otras (casos no caracterizados), 0,79% (p &lt; 0,0000001) (<xref ref-type="table" rid="t5-body3">Tabla 5</xref>). Los procedimientos empleados influyeron en la mortalidad seg&#250;n observado en la <xref ref-type="table" rid="t6-body3">Tabla 6</xref>, siendo las mayores mortalidades en la ICP primaria, 6,97% y en la ICP aislada en injerto coronario, 17,65% (p &lt; 0,0000001).</p>
      <table-wrap id="t4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t5-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t6-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0317-00035-gt06-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Aunque en este estudio el volumen total de procedimientos no haya influenciado la mortalidad, se observaron en los procedimientos electivos en los hospitales de peque&#241;o, medio y grande volumen, diferencias resultando en mortalidades de 1,51%, 0,84% y 0,82% respectivamente (p &lt; 0,001).</p>
      <p>La media de permanencia hospitalaria, de acuerdo con el volumen de ICP, no vari&#243; y fue de 4,15 d&#237;as en los de peque&#241;o, 3,84 d&#237;as en los de medio y de 4,01 en los de grande volumen.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La ICP se volvi&#243; uno de los tratamientos m&#225;s utilizados en la EAC, aliviando la angina, mejorando la calidad de vida y, aun, reduciendo la mortalidad en los casos agudos. En los &#250;ltimos a&#241;os fue el m&#233;todo m&#225;s com&#250;nmente empleado para revascularizaci&#243;n coronaria, superando a la cirug&#237;a<sup>9-11</sup>.</p>
      <p>Como acontece con todo procedimiento que se inicia, el n&#250;mero de complicaciones y &#243;bitos se reduce a medida que las experiencias se acumulan. La toma de decisi&#243;n para un tratamiento, tanto por los pacientes como por los m&#233;dicos lleva en consideraci&#243;n la experiencia y los resultados obtenidos, de preferencia locales. A pesar del tremendo desarrollo alcanzado por esa t&#233;cnica en los &#250;ltimos a&#241;os, la habitual gravedad de los pacientes que son sometidos a ella aun es preocupaci&#243;n por el riesgo siempre presente asociado de mortalidad. Del punto de vista de la salud p&#250;blica es importante el conocimiento de informaciones sobre la permanencia hospitalaria, costos envueltos y de los resultados en diferentes regiones, hospitales y aun equipos, si es posible. En nuestro pa&#237;s es necesario conocer la eficiencia y efectividad de los procedimientos realizados para que la toma de decisiones, tanto individual como colectiva, sea siempre la m&#225;s correcta posible. En nuestro medio, muchos de esos datos, aunque disponibles, aun no hab&#237;an sido evaluados.</p>
      <p>Los datos analizados de ICP fueron obtenidos por intermedio del SIH/DATASUS. En el mundo, el SUS es uno de los mayores sistemas p&#250;blicos de asistencia a la salud, habiendo sido responsable por 11.107.155 internaciones en el a&#241;o 2008<sup>12</sup> para una poblaci&#243;n de 189.335.191 de individuos, resultando un porcentual anual de internaciones de 6% de la poblaci&#243;n no cubierta por planes privados de salud. Se estima que sea responsable por 80% de las intervenciones realizadas anualmente, consider&#225;ndose que en la poblaci&#243;n brasile&#241;a los planes privados fueron responsables por 20,61% de la cobertura en salud en el a&#241;o 2008<sup>13</sup> y en 2009 por 21,3<sup>8</sup>.</p>
      <p>En el per&#237;odo analizado, fueron realizadas 166.514 ICP, resultando en una media anual de 41.628 procedimientos o 22/100.000 habitantes. Un crecimiento de 29% cuando es comparado con el a&#241;o 2005. Es de destacar que 25% de los hospitales (gran volumen) realizaron 61% de los procedimientos y 25% (peque&#241;o volumen) apenas 4%. Es dif&#237;cil estimar el n&#250;mero de reinternaciones programadas para colocarse un nuevo <italic>stent</italic>, no liberado por el SUS en la primera internaci&#243;n, visto que el sistema limita a 20% por hospital el implante de dos <italic>stents</italic>. En Escocia<sup>14</sup>, en 2009, fueron hechos 99,4 procedimientos para cada grupo de 100.000 habitantes, mientras que en el Reino Unido, seg&#250;n la <italic>British Cardiovascular Intervention Society</italic><sup>15</sup>, en 2007, fueron 73.692 intervenciones o 121,6/100.000 habitantes. En el Canad&#225; la recomendaci&#243;n del <italic>Cardiac Care Network of Ontario</italic><sup>16</sup> era alcanzar en la provincia un m&#237;nimo de 221 intervenciones en el per&#237;odo 2005/6, creciendo a 260/100.000 habitantes en 2008/9. La &#250;ltima estad&#237;stica disponible, referente al a&#241;o de 2008 en el Canad&#225;, registra 168/100.000 habitantes<sup>17</sup>. En los Estados Unidos, la <italic>American Heart Associatio</italic>n<sup>18</sup> estim&#243; que en 2006 fueron realizadas 1.313.000 ICP, o sea 440/100.000 habitantes. Comparando nuestros n&#250;meros con los del exterior se concluye que aqu&#237; se realizan menos intervenciones, aun sabi&#233;ndose que los n&#250;meros del SUS no incluyen 20% de las intervenciones que se estima sean realizadas fuera del SUS.</p>
      <p>La mortalidad media de 2,33% vari&#243; en las diferentes regiones del pa&#237;s. Fue mayor en la regi&#243;n Norte, responsable por menos de 4% de los procedimientos, y menor en la regi&#243;n Sudeste, responsable por casi la mitad de los procedimientos realizados. Es de suponer que esas diferencias sean explicadas por la mayor experiencia de las regiones con mayor volumen de intervenciones. Esos datos est&#225;n de acuerdo con lo que registra la literatura, cuanto mayor es la experiencia, mejores son los resultados<sup>19</sup>. En 8.735 angioplastias coronarias (7,5 a 15,5/100.000 h en el per&#237;odo) realizadas por el SUS en el Estado de R&#237;o de Janeiro, entre 1999 y 2003, la mortalidad encontrada fue de 1,9%, observ&#225;ndose variaci&#243;n entre 0 y 6,5% en los 14 hospitales (12 con m&#225;s de 200 procedimientos en el per&#237;odo) que realizaron esa intervenci&#243;n<sup>20</sup>.</p>
      <p>El <italic>National Cardiovascular Data Registry</italic> en los Estados Unidos, registro patrocinado por el <italic>American College of Cardiology</italic> y la <italic>Society for Cardiovascular Angiography and Interventions</italic>, buscando un modelo de riesgo contempor&#225;neo analiz&#243; los datos de 588.398 procedimientos de ICP realizados entre 2004 y 2007, relatando una mortalidad hospitalaria total de 1,27%, variando de 0,65% para los casos electivos a 4,81% para los casos de IAM con supradesnivel del segmento ST<sup>21</sup>.</p>
      <p>A diferencia de lo observado en relaci&#243;n a las regiones fisiogr&#225;ficas, no se observaron diferencias en las mortalidades en los hospitales de grande, medio y peque&#241;o volumen, aunque, en n&#250;meros absolutos, esos &#250;ltimos tuvieron el mayor porcentual de &#243;bitos. Hace mucho la literatura muestra una relaci&#243;n inversa entre el volumen y la evoluci&#243;n en las diferentes formas de tratamiento que emplean procedimientos y la ICP se inserta en ese paradigma<sup>22</sup>. La explicaci&#243;n m&#225;s plausible ser&#237;a la experiencia. Grupos m&#225;s experimentados, que probablemente tambi&#233;n pasaron por una curva de aprendizaje, poseen un equipo m&#225;s capacitado para tener &#233;xito, menores tasas de complicaci&#243;n y menor mortalidad. Es cierto que la selecci&#243;n de los pacientes y la gravedad de los mismos tambi&#233;n pueden influir en los resultados.</p>
      <p>Las mortalidades fueron mayores en los a&#241;osos<sup>21,23</sup> y en las mujeres<sup>21,24</sup>. As&#237; como en la EAC, las mortalidades en la ICP se relacionan a la edad, con incremento seg&#250;n la franja et&#225;rea<sup>25</sup>, y al g&#233;nero. Reciente revisi&#243;n de 588.398 procedimientos del <italic>National Cardiovascular Data Registry</italic>, banco de datos organizado por las sociedades americanas, <italic>American College of Cardiology</italic> y <italic>Society for Cardiovascular Angiography and Intervention</italic> confirman esos hallazgos. A&#241;osos <italic>versus</italic> no a&#241;osos, 2,25% <italic>versus</italic> 0,76%, g&#233;nero femenino <italic>versus</italic> masculino, 1,63% <italic>versus</italic> 1,04%<sup>21</sup>. La literatura registra que de 1,3 millones de procedimientos realizados en los Estados Unidos en 2006 apenas 35% fueron en mujeres a despecho de los conocidos beneficios de ese tratamiento, particularmente en S&#237;ndromes Coronarios Agudos con o sin supradesnivel del segmento ST<sup>26</sup>.</p>
      <p>Se observ&#243; gran disparidad en las mortalidades entre los hospitales. Aun cuando fueron analizados aquellos con m&#225;s de 400 ICP por a&#241;o, experiencia m&#237;nima necesaria por centro, preconizada por las directrices, aun se observa, en algunos hospitales, mortalidades m&#225;s elevadas que las esperadas, cuando son comparadas con otros hospitales nacionales. La literatura sit&#250;a la mortalidad en ICP alrededor del 2%. En el Canad&#225;, en 23 hospitales, la mortalidad no ajustada en 127.103 ICP fue de 1,4%<sup>27</sup>. En un registro canadiense, colectado en la provincia de <italic>British Columbia</italic>, que compar&#243; la evoluci&#243;n de 32.899 ICP, siendo 26.350 en los a&#241;os 2000 a 2004 y 6.549 en el a&#241;o 2005, la mortalidad global en 30 d&#237;as fue de 1,5%, siendo 1,5% en el primer per&#237;odo analizado y 1,4% en el segundo<sup>28</sup>. Datos del <italic>New York's Percutaneous Coronary Interventions Reporting System</italic> referentes al per&#237;odo 1998 a 2000 con 107.713 casos, relatan una mortalidad hospitalaria de 0,79%, siendo de 1,23% en 2.435 pacientes tratados en los hospitales que ten&#237;an un volumen inferior a 400 procedimientos/a&#241;o y 0,78% en 105.278 pacientes en los hospitales con volumen superior a 400 casos/a&#241;o<sup>19</sup>.</p>
      <p>Aunque las informaciones disponibles para an&#225;lisis en el DATASUS no contemplen variables cl&#237;nicas, se dispone de los datos relativos al cuadro cl&#237;nico de presentaci&#243;n e indicaci&#243;n para el tratamiento, sobre esta &#250;ltima si es electiva o de emergencia. La mortalidad es baja cuando la indicaci&#243;n es por angina, mientras que en los casos catalogados como infarto (angioplastia primaria) es cerca de seis veces mayor. El Registro SOLACI, registro espont&#225;neo y no obligatorio de la Sociedad Latino Americana de Cardiolog&#237;a Intervencionista, relat&#243; en el per&#237;odo 2007 a 2008, 13.925 intervenciones de angioplastia primaria con una mortalidad hospitalaria de 4,5%<sup>29</sup>. Datos del <italic>New York State PCI Registry</italic>, registro obligatorio y controlado de ese estado americano, muestran una interacci&#243;n entre volumen hospitalario y experiencia del m&#233;dico. En ese estudio fueron comparadas las mortalidades hospitalarias de 7.321 pacientes sometidos a angioplastias primarias, realizadas en hospitales de gran volumen para ese tipo de procedimiento (&gt; 50 casos/a&#241;o) y peque&#241;o volumen, y m&#233;dicos con gran volumen (&gt; 10 casos/a&#241;o) y peque&#241;o volumen, mostrando que en el grupo de mayor volumen (hospitales y m&#233;dicos) los resultados son mejores que en los de peque&#241;o volumen (3,2% <italic>versus</italic> 6,7%, p = 0,03, no ajustado; 3,8% <italic>versus</italic> 8,4%, p = 0,09, ajustado)<sup>30</sup>. El <italic>National Cardiovascular Data Registry CathPCI,</italic> programa nacional Americano, voluntario de mejor&#237;a de calidad, patrocinado por el <italic>American College of Cardiology,</italic> reporta en el primer semestre de 2009 una mortalidad hospitalaria ajustada de 2% para s&#237;ndrome coronario agudo y de 0,5% para no s&#237;ndrome coronario agudo<sup>31</sup>.</p>
      <p>La realizaci&#243;n del procedimiento en situaciones de emergencia trae mayor mortalidad que en la electiva, lo que es esperado por la gravedad de los pacientes atendidos de emergencia, generalmente internados con cuadro cl&#237;nico de s&#237;ndrome coronario agudo.</p>
      <p>La ICP m&#225;s usada fue el implante de un <italic>stent</italic>, 60% de los pacientes fueron tratados de esa forma. No sorprende que la utilizaci&#243;n de <italic>stent</italic> &#250;nico haya sido el procedimiento m&#225;s empleado pues el sistema no permite el uso de <italic>stents</italic> m&#250;ltiples en m&#225;s de 20% de los casos que realizan ese tipo de tratamiento. En ese grupo que recibi&#243; <italic>stent</italic> &#250;nico se observ&#243; menor mortalidad. En ese banco de datos no es posible identificar pacientes que electivamente se reinternaron para recibir un segundo <italic>stent</italic>, no liberado en la primera internaci&#243;n.</p>
      <p>La angioplastia aislada, sin empleo de <italic>stents</italic> fue utilizada en una minor&#237;a de casos, as&#237; como las intervenciones en injertos coronarios, con o sin implante de <italic>stents</italic>.</p>
      <p>De acuerdo con ese banco de datos, la intervenci&#243;n catalogada como ICP Primaria, que por definici&#243;n caracteriza ICP en el tratamiento del infarto agudo, fue frecuente y la mortalidad alta, cerca de seis veces la encontrada en los implantes de <italic>stents</italic> en pacientes sin infarto. Aunque es posible el relato en ese diagn&#243;stico de otras formas de SCA que no sean el infarto con supradesnivel del segmento ST, casos de rescate post trombol&#237;ticos, err&#243;neamente informados como ICP Primaria, retardos prolongados o casos complicados con shock cardiog&#233;nico, aun as&#237; la mortalidad fue alta.</p>
      <p>La permanencia hospitalaria media por procedimiento se situ&#243; alrededor de 4 d&#237;as, un poco abajo de la media general de permanencia hospitalaria en el SUS que es de 5,9 dias<sup>7</sup>.</p>
      <p>El costo medio por internaci&#243;n de R$ 5.135,15 fue muy superior a los valores pagados por AIH en el sistema que es de R$ 672,35<sup>7</sup>. Debe ser considerado que en ese valor est&#225; incluido el costo de la pr&#243;tesis, responsable por m&#225;s de la mitad del valor final.</p>
      <p>
        <bold>Limitaciones</bold>
      </p>
      <p>La principal limitaci&#243;n de ese estudio est&#225; en el hecho de que el SIH/DATASUS no disponibiliza informaciones cl&#237;nicas de los pacientes sometidos a ICP. No s&#243;lo la edad, el g&#233;nero, el diagn&#243;stico de internaci&#243;n y la condici&#243;n de realizaci&#243;n del procedimiento son responsables por el resultado hospitalario. La falta de esas informaciones impide un ajuste de mortalidad por la gravedad de los pacientes entre los diferentes hospitales, aunque sea de esperar que, por lo menos en los hospitales de gran volumen, eventuales diferencias que puedan existir est&#233;n uniformadas por el gran volumen atendido y no tengan impacto cl&#237;nico significativo. Tambi&#233;n la actuaci&#243;n de varios equipos en algunos hospitales, no siempre con resultados semejantes, es otro factor que puede influenciar resultados locales.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>Comparado con los pa&#237;ses m&#225;s industrializados y con m&#225;s recursos disponibles para salud, aun es bajo el n&#250;mero de procedimientos de ICP realizados en el pa&#237;s. Hospitales de gran volumen, en menor n&#250;mero, son los responsables por la mayor parte de la producci&#243;n, lo que hace pensar que una mejor gesti&#243;n de los recursos p&#250;blicos utilizados, priorizando esos hospitales y la regionalizaci&#243;n podr&#237;a volver el sistema m&#225;s eficiente. Las mortalidades tienen gran variabilidad y en la media son m&#225;s elevadas que las encontradas en otros pa&#237;ses, aunque en muchos centros los resultados alcanzados est&#233;n equiparados a los mejores resultados publicados en la literatura internacional. A despecho de que los hospitales con mayor volumen tengan una menor mortalidad media, no se consigui&#243; encontrar diferencia cuando fue comparada a los de menor volumen, tal vez por no haber ajuste de las variables cl&#237;nicas. Esas diferencias aparecen cuando se analiza el grupo de indicaci&#243;n electiva. Los procedimientos realizados de emergencia, grupo m&#225;s frecuente, y la ICP Primaria tuvieron las mayores mortalidades. El procedimiento responsable por el mayor n&#250;mero de casos fue el implante &#250;nico de <italic>stent</italic>, aunque como fue mencionado, el SUS limite en 20% el n&#250;mero de dos <italic>stents</italic> por intervenci&#243;n.</p>
      <p>La ICP es un procedimiento de excelentes resultados y cada a&#241;o m&#225;s empleado, aunque en n&#250;mero inferior al empleado en otros pa&#237;ses. En nuestro pa&#237;s, los resultados aun difieren bastante entre los hospitales, aun entre los de gran volumen, imponi&#233;ndose un mejor control de calidad, en la tentativa de uniformar resultados futuros. Ser&#225; necesario discutir la situaci&#243;n de los hospitales con peque&#241;o volumen, visto que este es un procedimiento de costo alto y que necesita mejorar equipamientos y personal especializado que, en el caso, son subutilizados.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
