<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">Pyc7HXsQzBVgmPqP7rfgxwR</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00006</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000400006</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000030</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Perfil cardiovascular em pacientes com apneia obstrutiva do sono</article-title>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de S&#227;o Paulo</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>293</fpage>
      <lpage>299</lpage>
      <permissions>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) &#233; um fator de risco para v&#225;rias condi&#231;&#245;es cardiovasculares incluindo aumento na mortalidade cardiovascular. Sendo assim, &#233; essencial o conhecimento das principais repercuss&#245;es cardiovasculares dos dist&#250;rbios respirat&#243;rios do sono durante uma avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica. OBJETIVO: Analisar as caracter&#237;sticas cardiovasculares de pacientes com AOS. M&#201;TODOS: Pacientes submetidos a polissonografia basal foram consecutivamente selecionados do banco de dados do Instituto do Sono entre mar&#231;o de 2007 e mar&#231;o de 2009. Todos os pacientes foram orientados a comparecer ao ambulat&#243;rio para coleta de sangue, exame f&#237;sico, eletrocardiograma de 12 deriva&#231;&#245;es, espirometria, teste cardiopulmonar em esteira ergom&#233;trica e ecocardiograma transtor&#225;cico. O estudo foi aprovado pelo comit&#234; de &#233;tica e pesquisa e registrado no site http://clinicaltrials.gov/ sob o n&#250;mero: NCT00768625. RESULTADOS: Foram analisados 261 pacientes e 108 controles. As principais caracter&#237;sticas dos pacientes com AOS foram: obesidade, hipertens&#227;o, baixos n&#237;veis plasm&#225;ticos de lipoprote&#237;nas de alta densidade (HDL) e aumento no di&#226;metro do &#225;trio esquerdo quando comparados com controles (3,75 &#177; 0,42; 3,61 &#177; 0,41, p = 0,001), respectivamente. Essas caracter&#237;sticas associadas correspondem a um acr&#233;scimo de 16,6 vezes na probabilidade de ocorr&#234;ncia de AOS independentemente do relato de algum sintoma dessa desordem, como sonol&#234;ncia ou ronco. CONCLUS&#195;O: Na amostra avaliada, o perfil cardiovascular dos pacientes com AOS mais encontrado foi: obesidade, hipertens&#227;o arterial, baixos n&#237;veis plasm&#225;ticos de HDL e &#225;trio esquerdo com di&#226;metro aumentado.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Apneia do sono tipo obstrutiva</kwd>
        <kwd>obesidade</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>dislipidemia</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>18</day>
        <month>03</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>Perfil cardiovascular em pacientes com apneia obstrutiva do sono</p>
    <p>
      <bold>F&#225;tima Cintra<sup>I, II</sup>; Sergio Tufik<sup>I</sup>; Angelo de Paola<sup>II</sup>; Marcia C. Feres<sup>I</sup>; Luciane Mello-Fujita<sup>I</sup>; Wercules Oliveira<sup>II</sup>; Camila Rizzi<sup>I</sup>; Dalva Poyares<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de S&#227;o Paulo, UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Departamento de Medicina da Universidade Federal de S&#227;o Paulo, UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) &#233; um fator de risco para v&#225;rias condi&#231;&#245;es cardiovasculares incluindo aumento na mortalidade cardiovascular. Sendo assim, &#233; essencial o conhecimento das principais repercuss&#245;es cardiovasculares dos dist&#250;rbios respirat&#243;rios do sono durante uma avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Analisar as caracter&#237;sticas cardiovasculares de pacientes com AOS. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Pacientes submetidos a polissonografia basal foram consecutivamente selecionados do banco de dados do Instituto do Sono entre mar&#231;o de 2007 e mar&#231;o de 2009. Todos os pacientes foram orientados a comparecer ao ambulat&#243;rio para coleta de sangue, exame f&#237;sico, eletrocardiograma de 12 deriva&#231;&#245;es, espirometria, teste cardiopulmonar em esteira ergom&#233;trica e ecocardiograma transtor&#225;cico. O estudo foi aprovado pelo comit&#234; de &#233;tica e pesquisa e registrado no site <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://clinicaltrials.gov/">http://clinicaltrials.gov/</ext-link> sob o n&#250;mero: NCT00768625. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Foram analisados 261 pacientes e 108 controles. As principais caracter&#237;sticas dos pacientes com AOS foram: obesidade, hipertens&#227;o, baixos n&#237;veis plasm&#225;ticos de lipoprote&#237;nas de alta densidade (HDL) e aumento no di&#226;metro do &#225;trio esquerdo quando comparados com controles (3,75 &#177; 0,42; 3,61 &#177; 0,41, p = 0,001), respectivamente. Essas caracter&#237;sticas associadas correspondem a um acr&#233;scimo de 16,6 vezes na probabilidade de ocorr&#234;ncia de AOS independentemente do relato de algum sintoma dessa desordem, como sonol&#234;ncia ou ronco. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Na amostra avaliada, o perfil cardiovascular dos pacientes com AOS mais encontrado foi: obesidade, hipertens&#227;o arterial, baixos n&#237;veis plasm&#225;ticos de HDL e &#225;trio esquerdo com di&#226;metro aumentado.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Apneia do sono tipo obstrutiva, obesidade, hipertens&#227;o, dislipidemia</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) &#233; uma condi&#231;&#227;o comum causada por colapso intermitente da via a&#233;rea durante o sono que resulta em hip&#243;xia repetitiva, despertar, piora na qualidade de sono e sonol&#234;ncia excessiva diurna. AOS &#233; um fator de risco para v&#225;rias condi&#231;&#245;es cardiovasculares como hipertens&#227;o arterial<sup>1,2</sup>, insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva<sup>3</sup>, acidente vascular cerebral<sup>4</sup>, doen&#231;a arterial coronariana<sup>5</sup>, s&#237;ndrome metab&#243;lica<sup>6</sup> e arritmias card&#237;acas<sup>7</sup>. Recentemente, a AOS foi associada ao aumento na mortalidade cardiovascular<sup>8-10</sup> em pacientes com a forma grave da doen&#231;a sem tratamento. Al&#233;m disso, tratamento adequado com CPAP (<italic>Continuos Positive Airway Pressure</italic>) pode melhorar a sobrevida<sup>8</sup>. Dessa forma, torna-se essencial o conhecimento das principais repercuss&#245;es cardiovasculares dos dist&#250;rbios respirat&#243;rios do sono durante uma avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica. </p>
    <p>Al&#233;m disso, &#233; relatada baixa taxa de diagn&#243;stico realizada por cardiologistas<sup>11</sup>. Isso pode ser parcialmente explicado pelo fato de invent&#225;rios de investiga&#231;&#227;o de dist&#250;rbios do sono n&#227;o serem inclu&#237;dos nas avalia&#231;&#245;es cardiol&#243;gicas e as caracter&#237;sticas cardiovasculares desses pacientes ainda estarem em investiga&#231;&#227;o. Sendo assim, o objetivo deste estudo &#233; analisar o perfil cardiovascular de pacientes com AOS. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Popula&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Pacientes submetidos a polissonografia basal foram consecutivamente selecionados do banco de dados do Instituto do Sono, S&#227;o Paulo, Brasil, entre mar&#231;o de 2007 e mar&#231;o de 2009. Os crit&#233;rios de inclus&#227;o foram: idade superior a 30 anos, sedent&#225;rios, aus&#234;ncia de hospitaliza&#231;&#245;es recentes ou troca de medica&#231;&#245;es. Foram considerados crit&#233;rios de exclus&#227;o: IMC&gt;40, doen&#231;a pulmonar cr&#244;nica definida como FEV1/FVC abaixo de 0,7<sup>12</sup> durante a espirometria, tabagismo, doen&#231;as sist&#234;micas graves e gravidez. Um &#237;ndice de apneia/hipopneia (IAH) &gt;5 foi considerado diagn&#243;stico para AOS. O grupo controle foi formado por pacientes com IAH &lt;5. Pacientes foram divididos de acordo com o IAH em: leve (5 a 15 eventos/h); moderado (15 a 30 eventos/h) e grave (&gt;30 eventos/h). </p>
    <p>Todos os participantes foram orientados a evitar cafe&#237;na e fumo e a comparecerem ao servi&#231;o com 8 horas de jejum para a coleta de sangue, exame f&#237;sico, preenchimento da escala de sonol&#234;ncia de Epworth (ESE), eletrocardiograma de 12 deriva&#231;&#245;es, espirometria, teste cardiopulmonar em esteira ergom&#233;trica, e ecocardiograma transtor&#225;cico. O estudo foi aprovado pelo comit&#234; de &#233;tica da Universidade Federal de S&#227;o Paulo e registrado no site <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://clinicaltrials.gov/"><underline>http://clinicaltrials.gov/</underline></ext-link> sob o n&#250;mero: NCT00768625. </p>
    <p>
      <bold>Polissonografia</bold>
    </p>
    <p>A polissonografia foi realizada utilizando o sistema digital EMBLA<sup>&#174;</sup> (17 canais, Medicare Medical Devices). As seguintes vari&#225;veis foram monitoradas: eletroencefalograma (4 canais: C3-A2, C4-A1, O1-A2, O2-A1), eletro-oculograma, (2 canais: LOC-A2, ROC-A1), eletromiograma (2 canais: submentoniano e m&#250;sculo tibial anterior), eletrocardiograma (1 canal), ronco e sensor de posi&#231;&#227;o corporal. </p>
    <p>O fluxo a&#233;reo foi monitorado utilizando um termistor e c&#226;nula e o esfor&#231;o respirat&#243;rio, atrav&#233;s de cintas tor&#225;cicas e abdominais. A satura&#231;&#227;o de oxig&#234;nio e o pulso foram registrados por ox&#237;metro de pulso (Nonin&#174;, model 9500, Plymouth, USA). Todas as polissonografias foram executadas e analisadas por t&#233;cnicos segundo as diretrizes para estudos do sono<sup>13</sup>, e foram revisados por um m&#233;dico especialista em fisiologia do sono. Os despertares foram definidos de acordo com diretrizes da Sleep Disorders Atlas Task Force of the American Sleep Disorders Association<sup>14</sup>, e os eventos respirat&#243;rios classificados usando crit&#233;rios da American Academy of Sleep Medicine<sup>15</sup>. </p>
    <p>
      <bold>Testes laboratoriais </bold>
    </p>
    <p>Foram coletados 30 ml de sangue venoso para determina&#231;&#227;o dos seguintes par&#226;metros: <italic>Brain Natriuretc Peptide</italic> (BNP), hemograma, velocidade de hemossedimenta&#231;&#227;o (VHS), glicemia de jejum, colesterol e fra&#231;&#245;es, triglic&#233;rides, ureia, creatinina, s&#243;dio e pot&#225;ssio. </p>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#227;o cardiol&#243;gica</bold>
    </p>
    <p>Pacientes e controles foram submetidos a avalia&#231;&#227;o cardiol&#243;gica, em at&#233; tr&#234;s meses ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o da polissonografia, incluindo: exame f&#237;sico, press&#227;o arterial, eletrocardiograma (ECG) com 12 deriva&#231;&#245;es e &#237;ndice tornozelo-bra&#231;o (ITB). O ECG de 12 deriva&#231;&#245;es foi realizado com avalia&#231;&#245;es de frequ&#234;ncia card&#237;aca basal e intervalo de QT corrigida pela frequ&#234;ncia card&#237;aca (QTc) usando a "f&#243;rmula de <italic>Bazzet</italic>". O ITB foi obtido ap&#243;s 10 min de repouso na posi&#231;&#227;o supina e a press&#227;o sist&#243;lica realizada pelo Doppler no tornozelo, na art&#233;ria tibial e na art&#233;ria braquial. A press&#227;o arterial sist&#243;lica mais elevada em cada perna foi ent&#227;o dividida pela press&#227;o m&#233;dia sist&#243;lica em ambos os bra&#231;os. Em caso de uma diferen&#231;a de <underline>&gt;</underline>10 mmHg entre os dois bra&#231;os, o procedimento foi repetido, considerando-se a m&#233;dia das duas medidas. </p>
    <p>Par&#226;metros antropom&#233;tricos como peso, altura, circunfer&#234;ncia abdominal e &#205;ndice de Massa Corp&#243;rea (IMC) foram tamb&#233;m obtidos.</p>
    <p>
      <bold>Teste cardiopulmonar em esteira ergom&#233;trica</bold>
    </p>
    <p>Uma subgrupo de 70 homens n&#227;o obesos, definidos com um &#205;ndice de Massa Corporal (IMC) &lt;28, foi selecionado e submetido ao teste cardiopulmonar (ErgoPC13, Micromed &#174;, Bras&#237;lia, Brasil), sob monitoriza&#231;&#227;o eletrocardiogr&#225;fica, press&#243;rica e com ox&#237;metro de pulso (Nonin &#174;, modelo 9500, Plymouth, EUA), sendo analisadas as seguintes vari&#225;veis: consumo de oxig&#234;nio (VO<sub>2</sub>), produ&#231;&#227;o de di&#243;xido de carbono (VCO<sub>2</sub>), ventila&#231;&#227;o/ minuto (VE), frequ&#234;ncia respirat&#243;ria (RR), e o volume corrente (VC) atrav&#233;s de uma m&#225;scara (Vista CPX &#174;, Vacumed, Ventura, CA, EUA). </p>
    <p>
      <bold>Ecocardiograma transtor&#225;cico</bold>
    </p>
    <p>Todos os pacientes foram submetidos a ecocardiografia transtor&#225;cica bidimensional (iE33 -Philips Electronics,&#210; Holanda), de acordo com as diretrizes da American Society of Echocardiography<sup>16</sup>. Medidas lineares dos di&#226;metros sist&#243;licos e diast&#243;licos finais do ventr&#237;culo esquerdo foram obtidas, assim como a sua fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o, utilizando-se o m&#233;todo de Teichholz. O di&#226;metro &#226;ntero-posterior do &#225;trio esquerdo foi medido da borda posterior da parede da raiz a&#243;rtica at&#233; a borda posterior do &#225;trio esquerdo no final da s&#237;stole ventricular, num corte paraesternal longitudinal.</p>
    <p>
      <bold>Espirometria </bold>
    </p>
    <p>Foram realizados testes de fun&#231;&#227;o pulmonar com espir&#244;metro computadorizado (Koko, Pulmonary Data Service Instrumentation, Inc., Louisville, KY, EUA), seguindo as recomenda&#231;&#245;es vigentes<sup>12</sup> para excluir a doen&#231;a pulmonar. O volume expirat&#243;rio for&#231;ado no primeiro segundo (VEF1), a capacidade vital for&#231;ada (CVF) e a rela&#231;&#227;o VEF1/CVF foram avaliados para cada individuo e registrados em valores absolutos e percentual do predito.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica </bold>
    </p>
    <p>Os resultados foram apresentados com m&#233;dia e desvio-padr&#227;o. Os grupos foram comparados usando testes de ANOVA e Chi quadrado. Teste Post hoc de Bonferroni foram aplicados quando necess&#225;rios. Valor de p &lt; ou = 0,05 foi considerado significante. </p>
    <p>Foi usada regress&#227;o log&#237;stica para estimar a raz&#227;o de chance (<italic>Odds Ratios</italic>). O modelo final foi aplicado aos pacientes com AOS moderada e severa (IAH &gt;15), incluindo as vari&#225;veis que permaneceram significativas ap&#243;s ajuste para fatores de confus&#227;o, como: IMC, sexo e idade.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Foram selecionados 380 indiv&#237;duos. Onze foram exclu&#237;dos; 2, em raz&#227;o de hist&#243;ria de asma br&#244;nquica; 8, por tabagismo; e 1, por suspeita cl&#237;nica de angina inst&#225;vel. Um total de 261 pacientes (IAH &gt;5) e 108 controles foi analisado. </p>
    <p>As caracter&#237;sticas basais da popula&#231;&#227;o s&#227;o apresentadas na <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>. N&#227;o houve diferen&#231;as quanto a idade, sexo, frequ&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial ou diabetes. Pacientes com AOS apresentaram maior IMC (29,6 &#177; 5,9; 27,1 &#177; 4,3) e circunfer&#234;ncia abdominal (98,7 &#177; 14,2; 91,0 &#177; 11,1) quando comparados com o grupo controle (p &lt; 0,001), respectivamente.</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p> Os par&#226;metros polissonogr&#225;ficos s&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref>. Como esperado, o IAH foi maior em pacientes com AOS quando comparados com controles (28,0 &#177; 22,2 e 2,9 &#177; 1,4, respectivamente, p &lt; 0,001). A porcentagem de sono REM e est&#225;gio 1 do sono NREM diferiu entre os grupos (pacientes: 96,9 &#177; 15,4; controles: 99,9 &#177; 5,9, p = 0,05 e pacientes: 5,3 &#177; 4,8; controles: 4,2 &#177; 3,1, p = 0,02, respectivamente). </p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>A satura&#231;&#227;o m&#237;nima foi menor nos pacientes do que controles (82,9 &#177; 1,4, 89,4 &#177; 3,8, respectivamente, p &lt; 0,001). A lat&#234;ncia do sono REM foi maior em pacientes com AOS do que os controles (121,1 &#177; 73,3, 104,8 &#177; 57,8, p = 0,04). Pacientes com AOS foram caracterizados por n&#237;veis elevados de press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica, quando comparados ao grupo controle. A frequ&#234;ncia card&#237;aca basal, o intervalo QT corrigido e o ITB n&#227;o apresentaram diferen&#231;as (<xref ref-type="table" rid="tab03">tab. 3</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>O di&#226;metro do &#225;trio esquerdo foi maior em pacientes com AOS quando comparados com os controles (3,75 &#177; 0,42 e 3,61 &#177; 0,41, respectivamente, p = 0,001). Outros par&#226;metros ecocardiogr&#225;ficos n&#227;o apresentaram diferen&#231;as significativas. </p>
    <p>As an&#225;lises sangu&#237;neas entre os grupos est&#227;o apresentadas na <xref ref-type="table" rid="tab04">Tabela 4</xref>. Foi observado maior glicemia em pacientes comparados aos controles (110,51 &#177; 30,79 e 103,24 &#177; 22,40, respectivamente, p = 0,002). A <xref ref-type="fig" rid="fig01">fig. 1A</xref> mostra o n&#237;vel de glicemia de jejum de acordo com a gravidade da AOS. Lipoprote&#237;na de alta densidade (HDL) foi menor em pacientes com AOS comparados aos controles (53,25 &#177; 11,43 e 56,80 &#177; 14,23, respectivamente, p = 0,001). An&#225;lises <italic>post hoc </italic>novamente mostraram uma diferen&#231;a significativa entre pacientes com AOS graves e controles (p = 0,001) e AOS moderada e controles (p = 0,002).</p>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gf01.jpg"/></fig>
    <p>A <xref ref-type="fig" rid="fig01">fig. 1B</xref> mostra os n&#237;veis de HDL de acordo com a gravidade da AOS. </p>
    <p>O teste ergoespirom&#233;trico foi realizado em 44 pacientes n&#227;o obesos, com AOS, e 26 controles. N&#227;o foram encontradas diferen&#231;as quanto a idade (51,13 &#177; 8,59, 48,16 &#177; 9,16, p = 0,18), IMC (25,49 &#177; 2,35, 25,27 &#177; 1,85, p = 0,69), press&#227;o arterial sist&#243;lica (123,48 &#177; 14,74, 120,60 &#177; 11,30, p = 0,40), press&#227;o arterial diast&#243;lica (81,27 &#177; 8,93, 82,00 &#177; 8,29, respectivamente, p = 0,74), ou frequ&#234;ncia card&#237;aca (78,41 &#177; 14,42, 79,64 &#177; 10,39, p = 0,71) entre os grupos. Os dados relacionados ao pico de esfor&#231;o s&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="tab05">Tabela 5</xref>. N&#227;o houve diferen&#231;a nas vari&#225;veis analisadas. Casos de isquemia do mioc&#225;rdio ou arritmia card&#237;aca n&#227;o foram observados. Associa&#231;&#245;es univariadas entre as caracter&#237;sticas cardiovasculares e AOS s&#227;o apresentadas na <xref ref-type="table" rid="tab06">Tabela 6</xref>. A <xref ref-type="table" rid="tab07">Tabela 7</xref> mostra a raz&#227;o de chance, ap&#243;s o ajuste para fatores confundidores. </p>
    <table-wrap id="tab05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab06">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt06.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab07">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt07.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o </bold>
    </p>
    <p>A AOS est&#225; relacionada a v&#225;rios mecanismos fisiopatol&#243;gicos deflagrados pela hip&#243;xia<sup>17-19</sup> e fragmenta&#231;&#227;o do sono<sup>9,20,21</sup>; incluindo ativa&#231;&#227;o simp&#225;tica<sup>17,22</sup>, inflama&#231;&#227;o<sup>23,24</sup>, disfun&#231;&#227;o endotelial<sup>25-27</sup>, altera&#231;&#227;o na coagulabilidade<sup>28</sup>, dentre outros. Esses mecanismos podem levar a consequ&#234;ncias cardiovasculares, como hipertens&#227;o arterial<sup>29</sup>, arritmias card&#237;acas<sup>30</sup>, s&#237;ndrome metab&#243;lica<sup>31</sup> e insufici&#234;ncia card&#237;aca<sup>32</sup>. Portanto, &#233; dif&#237;cil determinar uma caracter&#237;stica cardiovascular &#250;nica nos pacientes com AOS. </p>
    <p>Este &#233; o primeiro estudo que avaliou simultaneamente as caracter&#237;sticas cardiovasculares em pacientes com AOS, incluindo a contribui&#231;&#227;o individual de cada par&#226;metro analisado, tais como: dados cl&#237;nicos, antropom&#233;tricos, ecocardiogr&#225;ficos e cardiopulmonares. Como resultado, o perfil cardiovascular dos pacientes com AOS inclui: obesidade, hipertens&#227;o, baixos n&#237;veis plasm&#225;ticos de HDL e aumento do di&#226;metro do &#225;trio esquerdo. Juntas, essas caracter&#237;sticas correspondem a 16,6 vezes mais chance para ocorr&#234;ncia de OSA, independentemente de investiga&#231;&#227;o de qualquer sintoma dessa desordem (por exemplo, sonol&#234;ncia ou ronco). </p>
    <p>Como esperado, as vari&#225;veis de polissonografias diferiram entre indiv&#237;duos AOS e n&#227;o AOS. Indiv&#237;duos AOS apresentaram menor satura&#231;&#227;o de oxig&#234;nio e maiores IAH, est&#225;gio 1 do sono n&#227;o REM e lat&#234;ncia do sono REM. O &#250;ltimo achado &#233; provavelmente associado com a diminui&#231;&#227;o do sono REM nesse grupo. Interessantemente, o grupo AOS n&#227;o foi significativamente mais sonolento do que indiv&#237;duos n&#227;o AOS. Acreditamos que uma poss&#237;vel explica&#231;&#227;o para esse achado &#233; que a escala de sonol&#234;ncia de Epworth n&#227;o est&#225; adequadamente adaptada &#224; nossa popula&#231;&#227;o. No entanto, a pontua&#231;&#227;o m&#233;dia do grupo AOS foi ligeiramente superior ao dos n&#227;o AOS e ficou acima do valor limite para a sonol&#234;ncia. </p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial &#233; a mais comum consequ&#234;ncia de AOS na pr&#225;tica cl&#237;nica. Peppard e cols.<sup>29</sup> encontraram uma rela&#231;&#227;o entre dist&#250;rbios respirat&#243;rios do sono e hipertens&#227;o, ap&#243;s ajuste para h&#225;bitos, idade, sexo, tabagismo e uso de &#225;lcool. Pacientes com sono leve e com grave transtorno respirat&#243;rio tiveram cerca de duas a tr&#234;s vezes maior chance de apresentar hipertens&#227;o arterial quando comparados com indiv&#237;duos sem apneia ou hipopneia. Em um estudo caso-controle<sup>33</sup>, os investigadores estudaram a associa&#231;&#227;o entre hipertens&#227;o resistente e dist&#250;rbios do sono avaliado pelo Question&#225;rio de Berlim e pela ESE, e demonstraram que alto risco para o diagn&#243;stico de AOS foi altamente associado a hipertens&#227;o resistente. </p>
    <p>Quando, por&#233;m, a hipertens&#227;o arterial foi considerada isoladamente, nossos resultados mostraram que o risco de um diagn&#243;stico de AOS aumentou apenas 1,8 vez. Embora a hipertens&#227;o arterial seja a consequ&#234;ncia mais comum da AOS, a obesidade &#233; um achado muito frequente nesses pacientes; assim, a possibilidade de ocorr&#234;ncia de AOS &#233; reduzida quando a amostra &#233; ajustada. Baixos n&#237;veis de HDL isoladamente correspondem a 2,7 vezes mais chances para o diagn&#243;stico de AOS. Quando o c&#225;lculo leva em considera&#231;&#227;o a hipertens&#227;o e os n&#237;veis mais baixos de HDL em conjunto, no entanto, ocorre um aumento na probabilidade de AOS em 4,8 vezes em nosso estudo, para ambos os sexos. </p>
    <p>A rela&#231;&#227;o entre o HDL-colesterol e AOS tem sido estudada. Tan e cols.<sup>34</sup> mostraram altera&#231;&#227;o no HDL em pacientes com AOS, sendo o IAH o principal determinante dessa altera&#231;&#227;o. Em protocolos experimentais, Savransky e cols.<sup>35</sup> investigaram se a hip&#243;xia intermitente cr&#244;nica poderia induzir a aterosclerose em camundongos. Nove em cada dez ratos expostos a hip&#243;xia intermitente e uma dieta rica em colesterol desenvolveram les&#245;es ateroscler&#243;ticas, juntamente com aumentos significativos nos n&#237;veis de colesterol total e LDL-colesterol e uma diminui&#231;&#227;o nos n&#237;veis de HDL-colesterol. Por sua vez, nossos achados n&#227;o foram reproduzidos por outros autores. Kono e cols.<sup>36</sup> n&#227;o encontraram diferen&#231;as nos n&#237;veis de HDL-colesterol em pacientes com AOS comparados aos controles.</p>
    <p>Outro achado interessante &#233; o aumento significativo do di&#226;metro do &#225;trio esquerdo nos indiv&#237;duos AOS, em compara&#231;&#227;o com os n&#227;o AOS. Os mecanismos envolvidos na amplia&#231;&#227;o do &#225;trio esquerdo permanecem sob investiga&#231;&#227;o. Oliveira e cols.<sup>37</sup> relataram um preju&#237;zo na fun&#231;&#227;o ventricular esquerda diast&#243;lica em indiv&#237;duos com AOS n&#227;o hipertensos. O aumento na press&#227;o de enchimento ventricular esquerdo poderia dificultar o esvaziamento atrial esquerdo, o que acabaria por iniciar um processo de remodela&#231;&#227;o estrutural e funcional no &#225;trio esquerdo. Orban e cols.<sup>38</sup> estudaram as altera&#231;&#245;es agudas nos di&#226;metros card&#237;acos esquerdos durante uma simula&#231;&#227;o de AOS utilizando a manobra de Mueller. Imposi&#231;&#227;o repentina da press&#227;o negativa intrator&#225;cica grave levou a uma queda abrupta do volume atrial esquerdo e uma redu&#231;&#227;o no desempenho sist&#243;lico do ventr&#237;culo esquerdo. As mudan&#231;as repetidas da p&#243;s-carga e volumes de c&#226;mara podem ter aumentado o di&#226;metro do &#225;trio esquerdo em nosso grupo de pacientes, uma vez que a dimens&#227;o do &#225;trio esquerdo pode ser contemplada como uma express&#227;o morfol&#243;gica do aumento das press&#245;es de enchimento ventricular, que por sua vez est&#225; diretamente relacionado ao aumento da p&#243;s-carga<sup>39</sup>. Al&#233;m disso, Khan e cols.<sup>40</sup> identificaram retrospectivamente 47 pacientes com AOS recebendo CPAP que tinham ecocardiograma realizado antes e depois da polissonografia. O volume do &#225;trio esquerdo n&#227;o diminuiu significativamente (p = 0,65) com uso de CPAP, ao passo que houve aumento dessa cavidade (p &lt; 0,006) nos pacientes que abandonaram o tratamento. Al&#233;m disso, no grupo n&#227;o tratado, o aumento do volume do &#225;trio esquerdo n&#227;o foi associado a altera&#231;&#245;es significativas na press&#227;o arterial. </p>
    <p>As medidas antropom&#233;tricas mostraram uma diferen&#231;a significativa no IMC, bem como a circunfer&#234;ncia abdominal entre os grupos. H&#225; um crescente debate sobre o papel da obesidade na OSA, com foco espec&#237;fico sobre se a obesidade &#233; parte da s&#237;ndrome OSA. A raz&#227;o de chance da obesidade para a AOS foi de 1,9, semelhante &#224; da hipertens&#227;o. Dessa forma, se a equipe m&#233;dica cardiol&#243;gica analisar o IMC por si s&#243;, pode estar subestimando a suspeita de AOS. &#201; importante salientar que o grupo controle foi formado por indiv&#237;duos sem AOS (AIH &lt; 5), o que &#233; considerado uma limita&#231;&#227;o do estudo, uma vez que poderia incluir algumas formas leves de dist&#250;rbios respirat&#243;rios durante o sono.</p>
    <p>Como conclus&#227;o, um marcador &#250;nico e poderoso &#233; improv&#225;vel que seja encontrado em uma doen&#231;a multifatorial como a AOS. Assim, as associa&#231;&#245;es de caracter&#237;sticas como obesidade, hipertens&#227;o arterial, baixos n&#237;veis plasm&#225;ticos de HDL e aumento do di&#226;metro do AE representam o perfil cardiovascular dos pacientes com AOS. </p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Este estudo foi realizado com suporte da Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa do Estado de S&#227;o Paulo (Fapesp), e da Associa&#231;&#227;o Fundo de Incentivo a Psicofarmacologia (AFIP), S&#227;o Paulo, Brasil</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pela FAPESP / AFIP.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de F&#225;tima Cintra pela Universidade Federal de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Fatima Dumas Cintra </p>
        <p> Av. Marcos Penteado de Ulhoa Rodrigues, 1001 - 91B &#150; Tambor&#233; </p>
        <p> 06543-001 - Santana de Parna&#237;ba, SP &#150; Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="fatimacintra@cardiol.br">fatimacintra@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="fatimacintra@interair.com.br">fatimacintra@interair.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 28/04/10; revisado recebido em 07/12/10; aceito em 13/12/10.</p>
  </body>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The Influence of the left ventricular geometry on the left atrial size and left ventricular filling pressure in hypertensive patients, as assessed by echocardiography</article-title>
          <source>Korean Circ J</source>
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          <lpage>50</lpage>
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          <volume>39</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Effects of obstructive sleep apnea treatment on left atrial volume and left atrial volume index</article-title>
          <source>Sleep Breath</source>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Perfil cardiovascular en pacientes con apnea obstructiva del sue&#241;o</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Apnea obstructiva del sue&#241;o (AOS) es un factor de riesgo para diversas condiciones cardiovasculares, incluido el aumento en la mortalidad cardiovascular. Por tanto, es imprescindible conocer las principales repercusiones cardiovasculares de los trastornos respiratorios del sue&#241;o durante una evaluaci&#243;n cl&#237;nica. OBJETIVO:Analizar las caracter&#237;sticas cardiovasculares de pacientes con AOS. M&#201;TODOS:Los pacientes sometidos a la polisomnograf&#237;a basal fueron seleccionados de forma consecutiva a partir del banco de datos del Instituto del Sue&#241;o entre marzo de 2007 y marzo de 2009. Todos los pacientes fueron orientados a comparecer al ambulatorio para la recolecci&#243;n de sangre, examen f&#237;sico, electrocardiograma de 12 derivaciones espirometria, prueba cardiopulmonar en cinta ergom&#233;trica y ecocardiograma transtor&#225;cico. El estudio fue aprobado por el comit&#233; de &#233;tica e investigaci&#243;n y registrado en la p&#225;gina web http://clinicaltrials.gov/ con el n&#250;mero: NCT00768625. RESULTADOS:Se analizaron a 261 pacientes y 108 controles. Las principales caracter&#237;sticas de los pacientes con AOS fueron: la obesidad, la hipertensi&#243;n, los bajos niveles plasm&#225;ticos de lipoprote&#237;nas de alta densidad (HDL) y el aumento de di&#225;metro de la aur&#237;cula izquierda en comparaci&#243;n con los controles (3,75 1 0,42, 3,61 1 0,41, p = 0,001), respectivamente. Estas caracter&#237;sticas asociadas corresponden a un aumento de 16,6 veces en la probabilidad de ocurrencia de AOS, independientemente de reportar cualquier s&#237;ntoma de este trastorno, como la somnolencia o el ronquido. CONCLUSI&#211;N:En la muestra estudiada, el perfil cardiovascular de los pacientes con AOS m&#225;s encontrado ha sido: obesidad, hipertensi&#243;n arterial, bajos niveles plasm&#225;ticos de HDL y el di&#225;metro de la aur&#237;cula izquierda mayor.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Apnea obstructiva del sue&#241;o</kwd>
        <kwd>obesidad</kwd>
        <kwd>hipertensi&#243;n</kwd>
        <kwd>dislipidemia</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Perfil cardiovascular en pacientes con apnea obstructiva del sue&#241;o</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>F&#225;tima Cintra<sup>I, II</sup>; Sergio Tufik<sup>I</sup>; Angelo de Paola<sup>II</sup>; Marcia C. Feres<sup>I</sup>; Luciane Mello-Fujita<sup>I</sup>; Wercules Oliveira<sup>II</sup>; Camila Rizzi<sup>I</sup>; Dalva Poyares<sup>I</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de S&#227;o Paulo, UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Departamento de Medicina da Universidade Federal de S&#227;o Paulo, UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>Apnea obstructiva del sue&#241;o (AOS) es un factor de riesgo para diversas condiciones cardiovasculares, incluido el aumento en la mortalidad cardiovascular. Por tanto, es imprescindible conocer las principales repercusiones cardiovasculares de los trastornos respiratorios del sue&#241;o durante una evaluaci&#243;n cl&#237;nica.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold>Analizar las caracter&#237;sticas cardiovasculares de pacientes con AOS.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold>Los pacientes sometidos a la polisomnograf&#237;a basal fueron seleccionados de forma consecutiva a partir del banco de datos del Instituto del Sue&#241;o entre marzo de 2007 y marzo de 2009. Todos los pacientes fueron orientados a comparecer al ambulatorio para la recolecci&#243;n de sangre, examen f&#237;sico, electrocardiograma de 12 derivaciones espirometria, prueba cardiopulmonar en cinta ergom&#233;trica y ecocardiograma transtor&#225;cico. El estudio fue aprobado por el comit&#233; de &#233;tica e investigaci&#243;n y registrado en la p&#225;gina web <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://clinicaltrials.gov/">http://clinicaltrials.gov/</ext-link> con el n&#250;mero: NCT00768625.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold>Se analizaron a 261 pacientes y 108 controles. Las principales caracter&#237;sticas de los pacientes con AOS fueron: la obesidad, la hipertensi&#243;n, los bajos niveles plasm&#225;ticos de lipoprote&#237;nas de alta densidad (HDL) y el aumento de di&#225;metro de la aur&#237;cula izquierda en comparaci&#243;n con los controles (3,75 &#177; 0,42, 3,61 &#177; 0,41, p = 0,001), respectivamente. Estas caracter&#237;sticas asociadas corresponden a un aumento de 16,6 veces en la probabilidad de ocurrencia de AOS, independientemente de reportar cualquier s&#237;ntoma de este trastorno, como la somnolencia o el ronquido.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold>En la muestra estudiada, el perfil cardiovascular de los pacientes con AOS m&#225;s encontrado ha sido: obesidad, hipertensi&#243;n arterial, bajos niveles plasm&#225;ticos de HDL y el di&#225;metro de la aur&#237;cula izquierda mayor.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>Apnea obstructiva del sue&#241;o, obesidad, hipertensi&#243;n, dislipidemia.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La apnea obstructiva del sue&#241;o (AOS) es una condici&#243;n com&#250;n ocasionada por colapso intermitente de la v&#237;a a&#233;rea durante el sue&#241;o que produce hipoxia repetitiva, despertar, empeoramiento en la calidad del sue&#241;o y somnolencia excesiva diurna. AOS es un factor de riesgo para varias condiciones cardiovasculares como la hipertensi&#243;n arterial<sup>1,2</sup>, insuficiencia cardiaca congestiva<sup>3</sup>, accidente cerebrovascular cerebral<sup>4</sup>, enfermedad arterial coronaria<sup>5</sup>, s&#237;ndrome metab&#243;lico<sup>6</sup> y arritmias cardiacas<sup>7</sup>. Recientemente, la AOS se asoci&#243; al aumento en la mortalidad cardiovascular<sup>8-10</sup> en pacientes con la forma severa de la enfermedad sin tratamiento. Adem&#225;s, un tratamiento adecuado con CPAP (<italic>Continuos Positive Airway Pressure</italic>) puede mejorar la sobrevida<sup>8</sup>. De esta manera, se vuelve esencial conocer las principales repercusiones cardiovasculares de los trastornos respiratorios del sue&#241;o durante una evaluaci&#243;n cl&#237;nica.</p>
      <p>Por otra parte, se describe la baja tasa de diagn&#243;stico realizada por cardi&#243;logos<sup>11</sup>. Esto puede parcialmente explicarse debido al hecho de inventarios de investigaci&#243;n de trastornos del sue&#241;o no incluirse en las evaluaciones cardiol&#243;gicas y las caracter&#237;sticas cardiovasculares de estos pacientes estar todav&#237;a en investigaci&#243;n. Por lo tanto, el objetivo de este estudio es analizar el perfil cardiovascular de los pacientes con AOS.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Poblaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los pacientes sometidos a polisomnograf&#237;a basal fueron seleccionados de forma consecutiva a partir del banco de datos del Sue&#241;o, S&#227;o Paulo, Brasil, entre marzo de 2007 y marzo de 2009. Los criterios de inclusi&#243;n fueron: edad superior a 30 a&#241;os, sedentarios, sin hospitalizaci&#243;n reciente o cambio de los medicamentos. Los criterios de exclusi&#243;n fueron: IMC &gt; 40, la enfermedad pulmonar cr&#243;nica se define como FAV1/FVC por debajo de 0,712 durante la espirometr&#237;a, tabaquismo, enfermedades sist&#233;micas severas y el embarazo. Un &#237;ndice de apnea/hipopnea (IAH) &gt; 5 fue considerado diagn&#243;stico para AOS. El grupo control estaba conformado por pacientes con IAH &lt; 5. Pacientes se dividieron de acuerdo con el IAH en: leve (5 a 15 eventos/h), moderado (15 a 30 eventos/h) y severa (&gt; 30 eventos/h).</p>
      <p>Todos los participantes fueron instruidos para evitar la cafe&#237;na y el cigarrillo y a asistir a la consulta con ocho horas de ayuno para la extracci&#243;n de sangre, exploraci&#243;n f&#237;sica, el relleno de la escala de somnolencia de Epworth (ESE), el electrocardiograma de 12 derivaciones, la espirometr&#237;a, una prueba cardiopulmonar en cinta ergom&#233;trica, y ecocardiograma transtor&#225;cico. El estudio fue aprobado por el comit&#233; de &#233;tica de la Universidad Federal de S&#227;o Paulo e registrado en la p&#225;gina web <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://clinicaltrials.gov/">http://clinicaltrials.gov/</ext-link> con el n&#250;mero: NCT00768625.</p>
      <p>
        <bold>Polisomnograf&#237;a</bold>
      </p>
      <p>La polisomnograf&#237;a se realiz&#243; mediante el sistema digital EMBALA<sup>&#174;</sup> (17 canales, Medicare Medical Devices). Las siguientes variables fueron monitoreadas: electroencefalograma (4 canales: C3-A2, C4-A1, O1-A2, O2-A1), electro-oculograma, (2 canales: LOC-A2, ROC-A1), electromiograma (2 canales: submentoniano y m&#250;sculo tibial anterior), electrocardiograma (1 canal), los ronquidos y el sensor de posici&#243;n del cuerpo.</p>
      <p>El flujo a&#233;reo se controlar&#225; mediante un termistor y la c&#225;nula y el esfuerzo respiratorio, mediante cintas tor&#225;cica y abdominales. La saturaci&#243;n de ox&#237;geno y el pulso se registraron por oximetr&#237;a de pulso (Nonin<sup>&#174;</sup>, modelo 9500, Plymouth, EE.UU.). Todas las polisomnograf&#237;a fueron realizadas y analizadas por t&#233;cnicos de acuerdo con las directrices para los estudios de sue&#241;o<sup>13</sup>, y fueron revisadas por un m&#233;dico especializado en fisiolog&#237;a del sue&#241;o. Los despertares se definieron de acuerdo a las directrices de <italic>Sleep Disorders Atlas Task Force of the American Sleep Disorders Association</italic><sup>14</sup>, y los eventos respiratorios clasificados seg&#250;n los criterios de la <italic>American Academy of Sleep Medicine</italic><sup>15</sup>.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis laboratoriales</bold>
      </p>
      <p>Se extrajeron 30 ml de sangre venosa para determinar los siguientes par&#225;metros: <italic>Brain Natriuretc Peptide</italic> (BNP), hemograma, velocidad de hemosedimentaci&#243;n (VHS), glucemia en ayunas, colesterol y fracciones, triglic&#233;ridos, urea, creatinina, sodio y potasio.</p>
      <p>
        <bold>Evaluaci&#243;n cardiaca</bold>
      </p>
      <p>A los pacientes y los controles se les realiz&#243; una evaluaci&#243;n cardiol&#243;gica, en el plazo de tres meses despu&#233;s llevarse a cabo la polisomnograf&#237;a, que incluye: examen f&#237;sico, la presi&#243;n arterial, electrocardiograma (ECG) con 12 derivaciones e el &#237;ndice tobillo-brazo (ITB). El ECG de 12 derivaciones se llev&#243; a cabo con evaluaciones de la frecuencia card&#237;aca basal y el intervalo de QT corregido por la frecuencia card&#237;aca (QTc) con la "f&#243;rmula de <italic>Bazzet</italic>". La ITB se obtuvo despu&#233;s de un descanso de 10 minutos en posici&#243;n supina y la presi&#243;n sist&#243;lica del tobillo realizada por Doppler en la arteria tibial y la arteria braquial. La presi&#243;n arterial sist&#243;lica m&#225;s elevada en cada pierna se la dividi&#243; por la presi&#243;n promedio sist&#243;lica en ambos brazos. En el caso de una diferencia de <underline>&gt;</underline> 10 mmHg entre los dos brazos, se repiti&#243; el procedimiento, teniendo en cuenta el promedio de dos mediciones.</p>
      <p>Par&#225;metros antropom&#233;tricos como el peso, talla, circunferencia de abdominal e &#205;ndice de Masa Corporal (IMC) tambi&#233;n se obtuvieron.</p>
      <p>
        <bold>Prueba cardiopulmonar en cinta ergom&#233;trica</bold>
      </p>
      <p>Un subgrupo de 70 hombres no obesos, definidos con un &#205;ndice de Masa Corporal (IMC) &lt; 28, fue seleccionado y sometido a la prueba de esfuerzo cardiopulmonar (ErgoPC13, Micromed<sup>&#174;</sup>, Brasilia, Brasil), con monitorizaci&#243;n electrocardiogr&#225;fica, de presi&#243;n arterial y con ox&#237;metro de pulso (Nonin<sup>&#174;</sup>, modelo 9500, Plymouth, EE.UU.), con an&#225;lisis de las siguientes variables: consumo de ox&#237;geno (VO<sub>2)</sub>, producci&#243;n de di&#243;xido de carbono (VCO<sub>2</sub>), ventilaci&#243;n/minuto (VI), frecuencia respiratoria (FR) y volumen corriente (VC) a trav&#233;s de una m&#225;scara (Vista CPX <sup>&#174;</sup>, Vacumed, Ventura, CA, EE.UU).</p>
      <p>
        <bold>Ecocardiograf&#237;a transtor&#225;cica</bold>
      </p>
      <p>Todos los pacientes fueron sometidos a ecocardiograf&#237;a transtor&#225;cica bidimensional (iE33-Philips Electronics<sup>&#174;</sup>, Holanda), de acuerdo con las directrices de la <italic>American Society of Echocardiography</italic><sup>16</sup>. Mediciones lineales de di&#225;metro sist&#243;lico y diast&#243;licos finales del ventr&#237;culo izquierdo se obtuvieron, as&#237; como su fracci&#243;n de eyecci&#243;n, con la utilizaci&#243;n del m&#233;todo de Teichholz. El di&#225;metro anteroposterior de la aur&#237;cula izquierda se midi&#243; desde el borde de salida de la pared de la ra&#237;z a&#243;rtica hasta el borde posterior de la aur&#237;cula izquierda al final de la s&#237;stole ventricular en un estudio longitudinal paraesternal.</p>
      <p>
        <bold>Espirometr&#237;a</bold>
      </p>
      <p>Se llevaron a cabo pruebas de funci&#243;n pulmonar mediante un espir&#243;metro computarizado (Koko, Pulmonary Data Service Instrumentation, Inc., Louisville, KY, EE.UU.), siguiendo las recomendaciones vigentes<sup>12</sup> para excluir la enfermedad pulmonar. El volumen espiratorio forzado en un primer momento (VEF1), la capacidad vital forzada (CVF) y la relaci&#243;n VEF1/CVF se evaluaron para cada individuo y se registraron en valores absolutos y porcentaje del predicho.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Los resultados se presentaron como media y desviaci&#243;n est&#225;ndar. Los grupos fueron comparados usando ANOVA y Chi cuadrado. La prueba Post hoc de Bonferroni se aplic&#243; cuando se hizo necesario. Un valor de p <underline>&lt; </underline>0,05 fue considerado significativo.</p>
      <p>Se utiliz&#243; la regresi&#243;n log&#237;stica para estimar las razones de posibilidades (<italic>Odds Ratio</italic>). El modelo final se aplic&#243; a los pacientes con AOS moderada y severa (IAH &gt; 15), incluida las variables que permanecieron significativas tras el ajuste para factores de confusi&#243;n, como: IMC, sexo y edad.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Se seleccionaron a los 380 individuos. Once fueron excluidos; 2 debido a antecedentes de asma bronquial; 8 por tabaquismo; y 1 por sospecha cl&#237;nica de angina inestable. Un total de 261 pacientes (IAH &gt; 5) y 108 controles fueron analizados.</p>
      <p>Las caracter&#237;sticas basales de la poblaci&#243;n est&#225;n detalladas en la <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Tabla 1</xref>. No hubo diferencia en cuanto la edad, al sexo, la frecuencia de hipertensi&#243;n o la diabetes. Los pacientes con AOS tuvieron un mayor &#237;ndice de IMC (29,6 &#177; 5,9 27,1 &#177; 4,3) y la circunferencia abdominal (98,7 &#177; 14,2, 91,0 &#177; 11,1) en comparaci&#243;n con el grupo control (p &lt; 0,001), respectivamente.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Los par&#225;metros polisomnogr&#225;ficos se presentan en la <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Tabla 2</xref>. Como se esperaba, el IAH fue mayor en pacientes con AOS cuando comparados con controles (28,0 &#177; 22,2 y 2,9 &#177; 1,4, respectivamente, p &lt; 0,001). El porcentaje de sue&#241;o REM y estadio 1 del sue&#241;o NREM se distingui&#243; entre los grupos (pacientes 96,9 &#177; 15,4, controles: 99,9 &#177; 5,9, p = 0,05 y los pacientes: 5,3 &#177; 4,8, controles: 4,2 &#177; 3,1, p = 0,02, respectivamente).</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La saturaci&#243;n m&#237;nima fue menor en los pacientes que en controles (82,9 &#177; 1,4, 89,4 &#177; 3,8, respectivamente, p &lt; 0,001). La latencia del sue&#241;o REM fue mayor en pacientes con AOS que los controles (121,1 &#177; 73,3, 104,8 &#177; 57,8, p = 0,04). Pacientes con AOS fueron caracterizados por niveles elevados de presi&#243;n arterial sist&#243;lica y diast&#243;lica, cuando comparados al grupo control. La frecuencia card&#237;aca basal, el intervalo QT corregido y la ITB no presentaron diferencias (<xref ref-type="table" rid="t3-body2">tabla 3</xref>).</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>El di&#225;metro de la aur&#237;cula izquierda fue mayor en pacientes con AOS en comparaci&#243;n con los controles (3,75 &#177; 0,42 y 3,61 &#177; 0,41, respectivamente, p = 0,001). Otros par&#225;metros ecocardiogr&#225;ficos no presentaron diferencias significativas.</p>
      <p>Los an&#225;lisis de sangre entre los grupos se muestran en la <xref ref-type="table" rid="t4-body2">Tabla 4</xref>. Se observ&#243; una mayor glucemia en pacientes comparados a los controles (110,51 &#177; 30,79 y 103,24 &#177; 22,40, respectivamente, p = 0,002). La <xref ref-type="fig" rid="f1-body2">fig. 1A</xref> muestra el nivel de glucosa en ayunas de acuerdo con la gravedad de la AOS. Las lipoprote&#237;nas de alta densidad (HDL) fue menor en los pacientes con AOS en comparaci&#243;n con los controles (53,25 &#177; 11,43 y 56,80 &#177; 14,23, respectivamente, p = 0,001). An&#225;lisis <italic>post hoc</italic> mostraron una vez m&#225;s una diferencia significativa entre pacientes con AOS severos y controles (p = 0,001) y AOS moderada adem&#225;s de controles (p = 0,002).</p>
      <table-wrap id="t4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="f1-body2"/>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-e01-es.jpg"/></p>
      <p>
        <fig id="f1b-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="fig" rid="f1b-body2">Fig. 1B</xref> muestra los niveles de HDL de acuerdo con la gravedad de la AOS. La prueba ergoespirom&#233;trica se realiz&#243; en 44 pacientes no obesos, con AOS, y 26 controles. No hubo diferencias de edad (51,13 &#177; 8,59, 48,16 &#177; 9,16, p = 0,18), IMC (p 25,49 &#177; 2,35, 25,27 &#177; 1,85, p = 0,69), presi&#243;n arterial sist&#243;lica (123,48 &#177; 14,74, 120,60 &#177; 11,30, p = 0,40), presi&#243;n arterial diast&#243;lica (81,27 &#177; 8,93, 82,00 &#177; 8,29, respectivamente, p = 0,74), o frecuencia card&#237;aca (78,41 &#177; 14,42, 79,64 &#177; 10,39, p = 0,71) entre los grupos. Los datos relacionados al pico de esfuerzo se presentan en la <xref ref-type="table" rid="t5-body2">Tabla 5</xref>. No hubo diferencia en las variables analizadas. Los casos de isquemia de miocardio o arritmias card&#237;acas no se observaron. Asociaciones univariadas entre las caracter&#237;sticas cardiovasculares y AOS est&#225;n presentadas en la <xref ref-type="table" rid="t6-body2">Tabla 6</xref>.</p>
      <table-wrap id="t5-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t6-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt06-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La AOS est&#225; relacionada con varios mecanismos fisiopatol&#243;gicos desencadenados por hypoxia<sup>17-19</sup> y la fragmentaci&#243;n del sue&#241;o<sup>9,20,21</sup>, incluyendo la activaci&#243;n simp&#225;tica<sup>17,22</sup>, inflamaci&#243;n<sup>23,24</sup>, la alteraci&#243;n en la coagulabilidad<sup>28</sup>, entre otros. Estos mecanismos pueden conducir a consecuencias cardiovasculares, como la hipertensi&#243;n arterial<sup>29</sup>, las arritmias card&#237;acas<sup>30</sup>, y el s&#237;ndrome metab&#243;lico<sup>31</sup> y la insuficiencia card&#237;aca<sup>32</sup>. Por tanto, es dif&#237;cil determinar una caracter&#237;stica cardiovascular &#250;nica en los pacientes con AOS.</p>
      <p>Este es el primer estudio que evalu&#243; simult&#225;neamente las caracter&#237;sticas de los eventos cardiovasculares en pacientes con AOS, incluida la contribuci&#243;n individual de cada par&#225;metro analizado, tales como: datos cl&#237;nicos, antropom&#233;tricos, ecocardiogr&#225;ficos y cardiopulmonares. Como resultado, el perfil cardiovascular de los pacientes con AOS incluye: obesidad, hipertensi&#243;n arterial, bajos niveles plasm&#225;ticos de HDL y aumento del di&#225;metro de la aur&#237;cula izquierda. En conjunto, estas caracter&#237;sticas corresponden a 16,6 veces de m&#225;s probabilidad para la ocurrencia de OSA, independientemente de la investigaci&#243;n de cualquier s&#237;ntoma de este desorden (por ejemplo, la somnolencia o el ronquido).</p>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-e02-es.jpg"/></p>
      <p>Como era de esperar, las variables polisomnograf&#237;a difirieron entre los pacientes con AOS y no AOS. Individuos AOS presentan una menor saturaci&#243;n de ox&#237;geno y mayores IAH, el estadio 1 del sue&#241;o no-REM y la latencia REM. Este &#250;ltimo hallazgo est&#225; probablemente asociado con una disminuci&#243;n del sue&#241;o REM en este grupo. Curiosamente, el grupo AOS no fue significativamente m&#225;s somnoliento que los sujetos no-AOS. Nos parece que una posible explicaci&#243;n para este hallazgo es que la escala de somnolencia Epworth (ESE) no est&#225; adecuadamente adaptada a nuestra poblaci&#243;n. Sin embargo, la puntuaci&#243;n media del grupo fue ligeramente superior a los no AOS y estaba por encima del valor l&#237;mite de somnolencia.</p>
      <p>La hipertensi&#243;n arterial es la consecuencia m&#225;s com&#250;n de la AOS en la pr&#225;ctica cl&#237;nica. Peppard et al<sup>29</sup> encontraron una relaci&#243;n entre los trastornos respiratorios del sue&#241;o y la hipertensi&#243;n, despu&#233;s del ajuste de los h&#225;bitos, la edad, el sexo, el tabaquismo y el consumo de alcohol. Los pacientes con sue&#241;o leve y con trastorno respiratorio severo tuvieron alrededor de dos a tres veces m&#225;s posibilidades de tener hipertensi&#243;n arterial en comparaci&#243;n con los sujetos sin apnea o hipopnea. En un estudio caso-control<sup>33</sup>, los investigadores estudiaron la asociaci&#243;n entre hipertensi&#243;n resistente y trastornos del sue&#241;o evaluado por el Cuestionario de Berl&#237;n y por la ESE, y demostraron que un alto riesgo para el diagn&#243;stico de AOS fue altamente asociados con hipertensi&#243;n resistente.</p>
      <p>Sin embargo, cuando la hipertensi&#243;n se considera de forma aislada, los resultados mostraron que el riesgo de un diagn&#243;stico de AOS aument&#243; s&#243;lo 1,8 veces. Aunque la hipertensi&#243;n arterial es la consecuencia m&#225;s com&#250;n de la AOS, la obesidad es un hallazgo muy frecuente en estos pacientes, por lo que la posibilidad de ocurrencia de AOS se reduce cuando la muestra se ajusta. Niveles bajos de HDL representan aisladamente a 2,7 veces m&#225;s probabilidades de diagnosticar la AOS. Cuando el c&#225;lculo tiene en cuenta la presi&#243;n arterial alta y los niveles m&#225;s bajos de HDL en conjunto, sin embargo, hay una mayor probabilidad de AOS en 4,8 veces en nuestro estudio, para ambos sexos.</p>
      <p>La relaci&#243;n entre el HDL-colesterol y la AOS se viene estudiando. Tan et al<sup>34</sup> mostraron cambios en el HDL en pacientes con AOS, y el IAH fue el principal determinante de este cambio. En los protocolos experimentales, Savransky et al<sup>35</sup> investigaron si la hipoxia intermitente cr&#243;nica podr&#237;a inducir a la aterosclerosis en ratones. Nueve de cada diez ratas expuestas a la hipoxia intermitente y una dieta rica en colesterol desarrollaron lesiones ateroscler&#243;ticas, junto con aumentos significativos en los niveles de colesterol total y colesterol LDL y una disminuci&#243;n en los niveles de HDL-colesterol. A su vez, nuestros hallazgos no fueron reproducidos por otros autores. Kono et al<sup>36</sup> no encontraron diferencias en los niveles de HDL-colesterol en pacientes con AOS en comparaci&#243;n con los controles.</p>
      <p>Otro hallazgo interesante es el aumento significativo del di&#225;metro de la aur&#237;cula izquierda en individuos AOS, en comparaci&#243;n con los no AOS. Los mecanismos implicados en la ampliaci&#243;n de la aur&#237;cula izquierda siguen bajo investigaci&#243;n. Oliveira et al<sup>37</sup> reportaron un deterioro en la funci&#243;n diast&#243;lica ventricular izquierda en pacientes con AOS no hipertensi&#243;n. El aumento en la presi&#243;n de llenado ventricular izquierdo podr&#237;a dificultar el vaciamiento atrial de la aur&#237;cula izquierda, lo que acabar&#237;a por iniciar un proceso de remodelaci&#243;n estructural y funcional en la aur&#237;cula izquierda. Orban et al<sup>38</sup> estudiaron los cambios agudos en di&#225;metros card&#237;acos izquierdos durante una simulaci&#243;n de AOS con la maniobra de Mueller. S&#250;bita imposici&#243;n de una fuerte presi&#243;n negativa intrator&#225;cica llev&#243; a una dr&#225;stica disminuci&#243;n en el volumen de la aur&#237;cula izquierda y la reducci&#243;n en el desempe&#241;o sist&#243;lica ventricular izquierdo. Los cambios repetidos de la post carga y vol&#250;menes de la c&#225;mara pueden haber aumentado el di&#225;metro de la aur&#237;cula izquierda en nuestro grupo de pacientes, ya que el tama&#241;o de la aur&#237;cula izquierda puede considerarse como una expresi&#243;n morfol&#243;gica de un aumento de las presiones de llenado ventricular, que a su vez est&#225; directamente relacionado al aumento de la postcarga<sup>39</sup>. Adem&#225;s de esto, Khan et al<sup>40</sup> identificaron retrospectivamente a 47 pacientes con AOS que recib&#237;an CPAP que ten&#237;an ecocardiograma realizado antes y despu&#233;s de la polisonograf&#237;a. El volumen de la aur&#237;cula izquierda no disminuy&#243; significativamente (p = 0,65) con CPAP, mientras que hubo un aumento de la cavidad (p &lt; 0,006) en los pacientes que abandonaron el tratamiento. Adem&#225;s del volumen, en el grupo sin tratamiento, el aumento del volumen de la aur&#237;cula izquierda no se asoci&#243; con cambios significativos en la presi&#243;n arterial.</p>
      <p>Las mediciones antropom&#233;tricas mostraron una diferencia significativa en el IMC y la circunferencia abdominal entre los grupos. Hay un creciente debate sobre el papel de la obesidad en la AOS con un enfoque espec&#237;fico sobre si la obesidad es parte del s&#237;ndrome AOS. La raz&#243;n de probabilidad de la obesidad para la AOS fue de 1,9, similar a la hipertensi&#243;n. As&#237;, si el equipo m&#233;dico cardiol&#243;gico analizar el IMC por s&#237; mismo, se puede subestimar la sospecha de SAHS. Es importante destacar que el grupo control estuvo formado por personas sin AOS (IAH &lt; 5), que se considera una limitaci&#243;n del estudio, ya que podr&#237;a incluir algunas formas leves de trastornos respiratorios durante el sue&#241;o.</p>
      <p>En conclusi&#243;n, un solo marcador y poderoso es poco probable que sea encontrado en una enfermedad multifactorial como la AOS. Por lo tanto, las asociaciones de caracter&#237;sticas tales como la obesidad, la hipertensi&#243;n arterial, los bajos niveles plasm&#225;ticos de HDL y aumento del di&#225;metro del AE representan el perfil cardiovascular de los pacientes con AOS.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Este estudio fue apoyado por la Fundaci&#243;n de Apoyo a la Investigaci&#243;n de S&#227;o Paulo (FAPESP) y la Asociaci&#243;n de Fondo de Incentivo a la Psicofarmacolog&#237;a (AFIP), S&#227;o Paulo, Brasil</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>FAPESP/AFIP financi&#243; el presente estudio</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de post doctorado de F&#225;tima Cintra, por la <italic>Universidade Federal de S&#227;o Paulo</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cardiovascular profile in patients with obstructive sleep apnea</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Obstructive Sleep Apnea (OSA) is a risk factor for several cardiovascular conditions including increased cardiovascular mortality. It is therefore essential to know the major cardiovascular effects of sleep-disordered breathing during a clinical evaluation. OBJECTIVE: To analyze the cardiovascular characteristics of patients with OSA. METHODS: Patients underwent baseline polysomnography and were consecutively selected from the database of the Sleep Institute between March 2007 and March 2009. All patients were instructed to attend the clinic for blood collection, physical examination, 12-lead electrocardiogram, spirometry, cardiopulmonary exercise testing on a treadmill and transthoracic echocardiography. The study was approved by the Research Ethics Committee and recorded at http://clinicaltrials.gov/ under number: NCT00768625. RESULTS: We analyzed 261 patients and 108 controls. The main characteristics of patients with OSA were: obesity, hypertension, low plasma levels of high density lipoprotein (HDL) and increased left atrial diameter compared with controls (3.75 &#177; 0.42; 3.61 &#177; 0.41, p = 0.001), respectively. These associated characteristics correspond to a 16.6 increase in the likelihood of OSA regardless of reporting any symptoms of this disorder, such as sleepiness or snoring. CONCLUSION: In the sample studied, the mostly found cardiovascular profile of patients with OSA was: obesity, hypertension, low plasma levels of HDL and left atrial diameter increased.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Sleep apnea, obstructive</kwd>
        <kwd>obesity</kwd>
        <kwd>hypertension</kwd>
        <kwd>dyslipidemia</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p><inline-formula id="tx-body3"/>Cardiovascular profile in patients with obstructive sleep apnea     </p>
      <p>
        <bold>F&#225;tima Cintra<sup>I, II</sup>; Sergio Tufik<sup>I</sup>; Angelo de Paola<sup>II</sup>; Marcia C. Feres<sup>I</sup>; Luciane Mello-Fujita<sup>I</sup>; Wercules Oliveira<sup>II</sup>; Camila Rizzi<sup>I</sup>; Dalva Poyares<sup>I</sup></bold>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de S&#227;o Paulo, UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Departamento de Medicina da Universidade Federal de S&#227;o Paulo, UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Mailing Address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Obstructive Sleep Apnea (OSA) is a risk factor for several cardiovascular conditions including increased cardiovascular mortality. It is therefore essential to know the major cardiovascular effects of sleep-disordered breathing during a clinical evaluation.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To analyze the cardiovascular characteristics of patients with OSA.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Patients underwent baseline polysomnography and were consecutively selected from the database of the Sleep Institute between March 2007 and March 2009. All patients were instructed to attend the clinic for blood collection, physical examination, 12-lead electrocardiogram, spirometry, cardiopulmonary exercise testing on a treadmill and transthoracic echocardiography. The study was approved by the Research Ethics Committee and recorded at <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://clinicaltrials.gov/">http://clinicaltrials.gov/</ext-link> under number:NCT00768625.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> We analyzed 261 patients and 108 controls. The main characteristics of patients with OSA were: obesity, hypertension, low plasma levels of high density lipoprotein (HDL) and increased left atrial diameter compared with controls (3.75 &#177; 0.42; 3.61 &#177; 0.41, p = 0.001), respectively. These associated characteristics correspond to a 16.6 increase in the likelihood of OSA regardless of reporting any symptoms of this disorder, such as sleepiness or snoring</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> In the sample studied, the mostly found cardiovascular profile of patients with OSA was: obesity, hypertension, low plasma levels of HDL and left atrial diameter increased.</p>
      <p><bold>Key Words:</bold> Sleep apnea, obstructive; obesity; hypertension; dyslipidemia.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The Obstructive Sleep Apnea (OSA) is a common condition caused by intermittent airway collapse during sleep resulting in repetitive hypoxia, awakening, poor sleep quality and excessive daytime sleepiness. OSA is a risk factor for several cardiovascular conditions including arterial hypertension<sup>1,2</sup>, congestive heart failure<sup>3</sup>, cerebral vascular accident<sup>4</sup>, coronary arterial disease<sup>5</sup>, metabolic syndrome<sup>6</sup> and cardiac arrhythmias<sup>7</sup>. OSA has been recently associated with increased cardiovascular mortality<sup>8-10</sup> in patients with severe disease without treatment. In addition, adequate treatment with CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) may improve survival<sup>8</sup>. It is therefore essential to know the major cardiovascular effects of sleep-disordered breathing during a clinical evaluation. </p>
      <p>Furthermore, a low rate of diagnosis performed by cardiologists is reported<sup>11</sup>. This can be partly explained by the fact that inventories of research on sleep disorders were not included in the cardiac evaluations and cardiovascular characteristics of these patients are still under investigation. Therefore, the purpose of this study is to analyze the cardiovascular profile of patients with OSA. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Population</bold>
      </p>
      <p>Patients underwent baseline polysomnography and were consecutively selected from the database of the Sleep Institute between March 2007 and March 2009. Inclusion criteria were: aged over 30 years, sedentary, no recent hospitalization or changing medications. Exclusion criteria were: BMI&gt;40, chronic lung disease defined as FEV1/FVC below 0.7<sup>12</sup> during spirometry, smoking, serious systemic diseases and pregnancy. An apnea/hypopnea index (AHI)&gt;5 was considered diagnostic for OSA. The control group consisted of patients with AHI &lt;5. Patients were divided according to the AHI in: mild (5-15 events/h); moderate (15 to 30 events/h) and severe (&gt;30 events/h). </p>
      <p>All participants were instructed to avoid caffeine and smoking and attend the service with eight hours of fasting for blood collection, physical examination, filling the Epworth Sleepiness Scale (ESS), 12-lead electrocardiogram, spirometry, cardiopulmonary exercise testing on treadmill and transthoracic echocardiography. The study was approved by the Research Ethics Committee of the Universidade Federal de S&#227;o Paulo and recorded at <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://clinicaltrials.gov/">http://clinicaltrials.gov/</ext-link> under number: NCT00768625. </p>
      <p>
        <bold>Polysomnography </bold>
      </p>
      <p>Polysomnography was performed using the EMBLA&#210; digital system 17 channels, Medicare Medical Devices). The following variables were monitored: electroencephalogram (4 channels: C3-A2, C4-A1, O1-A2, O2-A1), electro-oculogram (2 channels: LOC-A2, ROC-A1), electromyogram (2 channels: chin and anterior tibial muscle), electrocardiogram (1 channel), snoring and body position sensor. </p>
      <p>Airflow was monitored using a thermistor and cannula and the respiratory effort was monitored by thoracic and abdominal strapping. Oxygen saturation and pulse were recorded by pulse oximetry (Nonin&#174;, model 9500, Plymouth, USA). All polysomnography tests were performed and analyzed by technicians according to the guidelines for sleep studies<sup>13</sup> and were reviewed by a doctor specializing in sleep physiology. Awakenings were defined according to the guidelines of the Sleep Disorders Atlas Task Force of the American Sleep Disorders Association<sup>14</sup> and respiratory events were classified using criteria from the American Academy of Sleep Medicine<sup>15</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Laboratory tests </bold>
      </p>
      <p>We collected 30 ml of venous blood to determine the following parameters: Brain Natriuretic Peptide (BNP), blood count, erythrocyte sedimentation rate (ESR), fasting glucose, cholesterol fractions, triglycerides, urea, creatinine, sodium and potassium. </p>
      <p>
        <bold>Cardiac evaluation</bold>
      </p>
      <p>Patients and controls underwent cardiac evaluation, within three months after completion of polysomnography, including: physical examination, blood pressure, 12-lead electrocardiogram (ECG) and ankle-brachial index (ABI). The 12-lead ECG was carried out with baseline heart rate assessments and QT interval corrected for heart rate (QTc) using Bazett's formula. The ABI was obtained after 10 min rest in the supine position and systolic blood pressure was performed by Doppler in the ankle, tibial artery and brachial artery. The highest systolic blood pressure in each leg was then divided by the average systolic pressure in both arms. In case of a difference <underline>&gt;</underline> 10 mmHg between arms, the procedure was repeated, considering the average of the two measures. </p>
      <p>Anthropometric parameters such as weight, height, waist circumference and Body Mass Index (BMI) were also obtained.</p>
      <p>
        <bold>Cardiopulmonary exercise test on a treadmill</bold>
      </p>
      <p>A subgroup of 70 non-obese men defined with a Body Mass Index (BMI) &lt; 28 was selected and subjected to the cardiopulmonary exercise testing (ErgoPC13, Micromed&#174;, Bras&#237;lia, Brazil) with electrocardiographic monitoring, blood pressure and pulse oximetry (Nonin&#174; model 9500, Plymouth, USA) and the following variables were analyzed: oxygen consumption (VO<sub>2</sub>), carbon dioxide production (VCO<sub>2</sub>), ventilation per minute (VE), respiratory rate (RR) and tidal volume (TV) through a mask (Vista CPX &#174;, Vacumed, Ventura, CA, USA). </p>
      <p>
        <bold>Transthoracic echocardiography</bold>
      </p>
      <p>All patients underwent two-dimensional transthoracic echocardiography (iE33-Philips Electronics<sup>&#174;</sup> Netherlands), according to the guidelines of the American Society of Echocardiography<sup>16</sup>. Linear measurements of the end systolic and diastolic diameters of the left ventricle were obtained, as well as their ejection fraction, using the Teichholz method. Left atrial anteroposterior diameter was measured from the posterior edge of the aortic root wall to the posterior edge of the left atrium at the end of the ventricular systole in a parasternal longitudinal section.</p>
      <p>
        <bold>Spirometry </bold>
      </p>
      <p>Lung function tests were performed using a computerized spirometer (Koko, Pulmonary Data Service Instrumentation, Inc., Louisville, KY, USA), following the recommendations in force<sup>12</sup> to exclude pulmonary disease. Forced expiratory volume in one second (FEV1), forced vital capacity (FVC) and FEV1/FVC ratio were evaluated for each individual and recorded as absolute values and predicted percentage.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis </bold>
      </p>
      <p>The results were presented as mean and standard deviation. The groups were compared using ANOVA and Chi square tests. Bonferroni post hoc test was applied when necessary. P value &lt; or = 0.05 was considered significant. </p>
      <p>We used logistic regression to estimate odds ratios. The final model was applied to patients with moderate and severe OSA (AHI&gt;15), including the variables that remained significant after adjustment for confounding factors, such as: BMI, gender and age.</p>
      <p>
        <bold>Results </bold>
      </p>
      <p>The study enrolled 380 individuals. Eleven were excluded; two of them because of history of asthma; eight because of smoking; and one because of clinical suspicion of unstable angina. A total of 261 patients (AHI&gt;5) and 108 controls were analyzed. </p>
      <p>The baseline characteristics of the population are presented in <xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref>. There were no differences in age, sex, frequency of hypertension or diabetes. Patients with OSA had higher BMI (29.6 &#177; 5.9 27.1 &#177; 4.3) and waist circumference (98.7 &#177; 14.2; 91.0 &#177; 11.1) compared with the control group (p &lt;0.001), respectively.</p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p> The polysomnographic parameters are presented in <xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Table 2</xref>. As expected, the AHI was higher in OSA patients compared with controls (28.0 &#177; 22.2 and 2.9 &#177; 1.4, respectively, p &lt;0.001). The percentage of REM sleep and stage 1 of NREM sleep differ between groups (patients: 96.9 &#177; 15.4, controls: 99.9 &#177; 5.9, p = 0.05 and patients: 5.3 &#177; 4.8; controls: 4.2 &#177; 3.1, p = 0.02, respectively). </p>
      <table-wrap id="tab02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Minimum saturation was lower in patients than controls (82.9 &#177; 1.4, 89.4 &#177; 3.8, respectively, p &lt;0.001). The REM latency was longer in patients with OSA than controls (121.1 &#177; 73.3, 104.8 &#177; 57.8, p = 0.04). OSA patients were characterized by high levels of systolic and diastolic blood pressure compared with the control group. The baseline heart rate, corrected QT interval and ABI did not differ (<xref ref-type="table" rid="tab03-body3">Table 3</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Left atrial diameter was higher in OSA patients compared with controls (3.75 &#177; 0.42 and 3.61 &#177; 0.41, respectively, p = 0.001). Other echocardiographic parameters showed no significant differences. </p>
      <p>Blood tests among groups are shown in <xref ref-type="table" rid="tab04-body3">Table 4</xref>. Glucose was higher in patients compared to controls (110.51 &#177; 30.79 and 103.24 &#177; 22.40, respectively, p = 0.002). <xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">Figure 1A</xref> shows the level of fasting glucose according to OSA severity. High-density lipoprotein (HDL) was lower in patients with OSA compared to controls (53.25 &#177; 11.43 and 56.80 &#177; 14.23, respectively, p = 0.001). Post hoc analyses showed again a significant difference between patients with severe OSA and controls (p = 0.001) and moderate OSA and controls (p = 0.002).</p>
      <table-wrap id="tab04-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <fig id="fig01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p><xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">Figure 1B</xref> shows the levels of fasting glucose according to OSA severity. Cardiopulmonary exercise test was performed in 44 non-obese patients with OSA and 26 controls. There were no differences in age (51.13 &#177; 8.59, 48.16 &#177; 9.16, p = 0.18), BMI (25.49 &#177; 2.35, 25.27 &#177; 1.85, p = 0.69), systolic blood pressure (123.48 &#177; 14.74, 120.60 &#177; 11.30, p = 0.40), diastolic blood pressure (81.27 &#177; 8.93, 82.00 &#177; 8, 29, respectively, p = 0.74) or heart rate (78.41 &#177; 14.42, 79.64 &#177; 10.39, p = 0.71) between groups. The data related to peak exercise are presented in <xref ref-type="table" rid="tab05-body3">Table 5</xref>. There was no difference in the variables analyzed. Cases of myocardial ischemia or cardiac arrhythmias were not observed. Univariate associations between OSA and cardiovascular characteristics are presented in <xref ref-type="table" rid="tab06-body3">Table 6</xref>. <xref ref-type="table" rid="tab07-body3">Table 7</xref> shows the odds ratio after adjusting for confounding factors. </p>
      <table-wrap id="tab05-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab06-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab07-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0293-00030-gt07-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion </bold>
      </p>
      <p>OSA is related to several pathophysiological mechanisms triggered by hypoxia<sup>17-19</sup> and sleep fragmentation<sup>9,20,21</sup>; including sympathetic activation<sup>17,22</sup>, inflammation<sup>23,24</sup>, endothelial dysfunction<sup>25-27</sup>, change in coagulability<sup>28</sup>, among others. These mechanisms may lead to cardiovascular outcome, such as hypertension<sup>29</sup>, cardiac arrhythmias<sup>30</sup>, metabolic syndrome<sup>31</sup> and heart failure<sup>32</sup>. Therefore, it is difficult to determine a single cardiovascular characteristic in patients with OSA. </p>
      <p>This is the first study to assess both the cardiovascular characteristics in patients with OSA, including the individual contribution of each parameter analyzed, such as: clinical, anthropometric, echocardiographic and cardiopulmonary data. As a result, the cardiovascular profile of patients with OSA includes: obesity, hypertension, low plasma levels of HDL and increased left atrial diameter. Together, these characteristics correspond to 16.6 times more chances of OSA events, regardless of the investigation of any symptoms of this disorder (e.g., sleepiness or snoring). </p>
      <p>As expected, the polysomnography variables differed between OSA and non-OSA individuals. OSA individuals had lower oxygen saturation and higher AHI, stage 1 of non-REM sleep and REM sleep latency. The latter is probably associated with decreased REM sleep in this group. Interestingly, the OSA group was not significantly sleepier than non-OSA individuals. We believe that a possible explanation for this finding is that the Epworth Sleepiness Scale is not properly adapted to our population. However, the OSA group's average score was slightly above that of the non-OSA and was above the threshold value for sleepiness. </p>
      <p>Hypertension is the most common consequence of OSA in clinical practice. Peppard et al<sup>29</sup> found a relationship between sleep-disordered breathing and hypertension, after adjustment for habits, age, sex, smoking and alcohol use. Patients with light sleep and severe sleep-disordered breathing had about two to three times greater chances of having hypertension compared with individuals without apnea or hypopnea. In a case-control study<sup>33</sup>, researchers studied the association between resistant hypertension and sleep disorders assessed by the Berlin Questionnaire and ESS, and showed that high risk for the diagnosis of OSA was highly associated with resistant hypertension. </p>
      <p>However, when hypertension was considered in isolation, our results showed that the risk of a diagnosis of OSA increased only 1.8 times. Although hypertension is the most common consequence of OSA, obesity is a very common finding in these patients. Therefore, the possibility of OSA is reduced when the sample is adjusted. Low HDL cholesterol levels alone represent 2.7 times more chances for the OSA diagnosis. When the calculation takes into account high blood pressure and lower levels of HDL together, however, there is an increased likelihood of OSA by 4.8 times in our study, for both sexes. </p>
      <p>The relationship between HDL-cholesterol and OSA has been studied. Tan et al<sup>34</sup> showed changes in HDL in patients with OSA, and AHI was the main determinant of this change. In experimental protocols, Savransky et al<sup>35</sup> investigated whether chronic intermittent hypoxia could induce atherosclerosis in mice. Nine out of ten rats exposed to intermittent hypoxia and a diet rich in cholesterol developed atherosclerotic lesions with significant increases in total cholesterol and LDL-cholesterol levels and a decrease in HDL-cholesterol levels. In turn, our findings were not replicated by other authors. Kono et al<sup>36</sup> found no differences in HDL-cholesterol levels in patients with OSA compared with controls.</p>
      <p>Another interesting finding is the significant increase in left atrial diameter in individuals with OSA, compared with non-OSA individuals. The mechanisms involved in left atrial enlargement remain under investigation. Oliveira et al<sup>37</sup> reported an impairment in diastolic left ventricular function in patients with OSA who did not have hypertension. The increase in left ventricular filling pressure could hinder the left atrial emptying, which would eventually trigger a process of structural and functional remodeling in the left atrium. Orban et al<sup>38</sup> studied the acute changes in left cardiac diameters during a simulation of OSA using the Mueller maneuver. Sudden imposition of severe negative pressure led to a sharp decrease in left atrial volume and a reduction in left ventricular systolic performance. Repeated changes in chamber afterload and volumes may have increased the left atrial diameter in our group of patients, since the left atrial size can be regarded as a morphological expression of increased ventricular filling pressures, ventricle, which in turn is directly related to increased afterload<sup>39</sup>. Moreover, Khan et al.<sup>40</sup> retrospectively identified 47 OSA patients receiving CPAP who had echocardiogram performed before and after polysomnography. The left atrial volume did not decrease significantly (p = 0.65) with CPAP, whereas there was an increased cavity (p &lt;0.006) in patients who abandoned the treatment. Moreover, in the untreated group, increased left atrial volume was not associated with significant changes in blood pressure. </p>
      <p>Anthropometric measurements showed a significant difference in BMI and waist circumference between groups. There is a growing debate about the role of obesity in OSA, with specific focus on whether obesity is part of the OSA syndrome. The odds ratio of obesity for OSA was 1.9, similar to hypertension. Thus, if the team of cardiologists examine the BMI alone, they could underestimate the suspicion of OSA. Importantly, the control group included individuals without OSA (AIH &lt;5), which is considered a limitation of this study, once it could include some mild forms of sleep-disordered breathing.</p>
      <p>In conclusion, a powerful single marker is unlikely to be found in a multifactorial disease like OSA. Thus, associations of characteristics such as obesity, hypertension, low plasma levels of HDL and increased LA diameter represent the cardiovascular profile of patients with OSA. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgments</bold>
      </p>
      <p>This study was supported by the <italic>Funda&#231;&#227;o de Amparo &#224; Pesquisa do Estado de S&#227;o Paulo </italic>(Foundation for Research Support of S&#227;o Paulo &#151;Fapesp) and the <italic>Associa&#231;&#227;o Fundo de Incentivo a Psicofarmacologia</italic> (Association for Incentive to Psychopharmacology &#151; AFIP), Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by FAPESP.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by F&#225;tima Cintra, from Universidade Federal de S&#227;o Paulo.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
