<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">Z3qZDzbhTTjtgHSVSCKsRnJ</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000400004</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600404</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000020</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Efeito do vinho tinto associado ao exerc&#237;cio f&#237;sico no sistema cardiovascular de ratos espontaneamente hipertensos</article-title>
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          <named-content content-type="city">Porto Alegre</named-content>
          <named-content content-type="state">Rio Grande do Sul</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>04</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>277</fpage>
      <lpage>283</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>09</day>
          <month>08</month>
          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>25</day>
          <month>03</month>
          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>18</day>
          <month>08</month>
          <year>2010</year>
        </date>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Pr&#225;tica de exerc&#237;cio f&#237;sico (EF) &#233; eficiente no tratamento e na preven&#231;&#227;o da hipertens&#227;o, associada &#224; melhora do perfil lip&#237;dico e da fun&#231;&#227;o contr&#225;til card&#237;aca. Consumo moderado e regular de bebidas alco&#243;licas, como vinho tinto, desempenha efeito cardiovascular protetor. Polifen&#243;is da bebida apresentam propriedades antioxidantes, beneficiando vasos sangu&#237;neos. H&#225; poucas evid&#234;ncias sobre o consumo de vinho tinto associado ao EF e as influ&#234;ncias no sistema cardiovascular. OBJETIVO: Investigar o efeito da intera&#231;&#227;o entre o EF e o consumo moderado de vinho tinto na press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS), lipoprote&#237;na de alta densidade (HDL), desempenho f&#237;sico e fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) de ratos espontaneamente hipertensos (SHR). M&#201;TODOS: Amostra de 32 SHR distribu&#237;dos em quatro grupos: grupo vinho e exerc&#237;cio (GVE), grupo vinho (GV), grupo exerc&#237;cio (GE) e grupo controle (GC). Doses de vinho tinto, equivalentes ao consumo moderado em humanos, foram administradas por gavagem, durante dez semanas, simult&#226;neas ao per&#237;odo de EF, realizado em esteira. Os SHR receberam 3,715 ml/kg/dia de vinho. O desempenho f&#237;sico foi analisado por teste de esfor&#231;o (TE), e a FEVE foi obtida por medidas ecocardiogr&#225;ficas. A aferi&#231;&#227;o da PAS ocorreu antes e ap&#243;s o protocolo do EF. RESULTADOS: Demonstrou-se redu&#231;&#227;o significativa da PAS nos grupos de interven&#231;&#227;o, comparados ao GC. Ao final do protocolo, o GVE apresentou a maior redu&#231;&#227;o. Assim como na PAS, o GVE apresentou melhor resultado nos n&#237;veis de HDL. N&#227;o houve diferen&#231;a significativa no desempenho f&#237;sico e na FEVE entre os grupos. CONCLUS&#195;O: O EF associado &#224; ingesta moderada de vinho tinto exerce efeito cardioprotetor na PAS e na HDL de SHR. O desempenho f&#237;sico e a FEVE n&#227;o s&#227;o alterados.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Vinho</kwd>
        <kwd>exerc&#237;cio</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>colesterol HDL</kwd>
        <kwd>sistema cardiovascular</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>25</day>
        <month>02</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>Efeito do vinho tinto associado ao exerc&#237;cio f&#237;sico no sistema cardiovascular de ratos espontaneamente hipertensos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Paulo Roberto Soares Filho; Iran Castro; Adriene Stahlschmidt</bold>
    </p>
    <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul - Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Pr&#225;tica de exerc&#237;cio f&#237;sico (EF) &#233; eficiente no tratamento e na preven&#231;&#227;o da hipertens&#227;o, associada &#224; melhora do perfil lip&#237;dico e da fun&#231;&#227;o contr&#225;til card&#237;aca. Consumo moderado e regular de bebidas alco&#243;licas, como vinho tinto, desempenha efeito cardiovascular protetor. Polifen&#243;is da bebida apresentam propriedades antioxidantes, beneficiando vasos sangu&#237;neos. H&#225; poucas evid&#234;ncias sobre o consumo de vinho tinto associado ao EF e as influ&#234;ncias no sistema cardiovascular. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Investigar o efeito da intera&#231;&#227;o entre o EF e o consumo moderado de vinho tinto na press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS), lipoprote&#237;na de alta densidade (HDL), desempenho f&#237;sico e fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) de ratos espontaneamente hipertensos (SHR). </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Amostra de 32 SHR distribu&#237;dos em quatro grupos: grupo vinho e exerc&#237;cio (GVE), grupo vinho (GV), grupo exerc&#237;cio (GE) e grupo controle (GC). Doses de vinho tinto, equivalentes ao consumo moderado em humanos, foram administradas por gavagem, durante dez semanas, simult&#226;neas ao per&#237;odo de EF, realizado em esteira. Os SHR receberam 3,715 ml/kg/dia de vinho. O desempenho f&#237;sico foi analisado por teste de esfor&#231;o (TE), e a FEVE foi obtida por medidas ecocardiogr&#225;ficas. A aferi&#231;&#227;o da PAS ocorreu antes e ap&#243;s o protocolo do EF. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> Demonstrou-se redu&#231;&#227;o significativa da PAS nos grupos de interven&#231;&#227;o, comparados ao GC. Ao final do protocolo, o GVE apresentou a maior redu&#231;&#227;o. Assim como na PAS, o GVE apresentou melhor resultado nos n&#237;veis de HDL. N&#227;o houve diferen&#231;a significativa no desempenho f&#237;sico e na FEVE entre os grupos. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> O EF associado &#224; ingesta moderada de vinho tinto exerce efeito cardioprotetor na PAS e na HDL de SHR. O desempenho f&#237;sico e a FEVE n&#227;o s&#227;o alterados. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Vinho/utiliza&#231;&#227;o, exerc&#237;cio, hipertens&#227;o/preven&#231;&#227;o e controle, colesterol HDL, sistema cardiovascular.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial (PA) representa fator de risco independente, linear e cont&#237;nuo para a doen&#231;a cardiovascular<sup>1</sup>. Uma das principais limita&#231;&#245;es no controle da hipertens&#227;o est&#225; alicer&#231;ada no conceito de que essa doen&#231;a &#233; complexa e polig&#234;nica e sofre influ&#234;ncia de fatores ambientais como dieta, ingesta de sal e obesidade, entre outros<sup>2</sup>.</p>
    <p>Pela facilidade na obten&#231;&#227;o dos n&#237;veis press&#243;ricos elevados, o rato espontaneamente hipertenso (SHR - <italic>spontaneously hypertensive rats</italic>) &#233; o modelo animal de hipertens&#227;o mais utilizado<sup>3</sup>. Os SHR s&#227;o pr&#233;-hipertensos nas primeiras seis a oito semanas de vida. A hipertens&#227;o estabelece-se entre 12 e 14 semanas. O desenvolvimento da hipertens&#227;o caracteriza-se por aumento da resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica, hiperatividade simp&#225;tica e aumento da frequ&#234;ncia card&#237;aca<sup>3</sup>.</p>
    <p>O exerc&#237;cio f&#237;sico (EF) proporciona benef&#237;cios ao sistema cardiovascular, utilizado e comprovado por alguns experimentos<sup>4-7</sup> como medida n&#227;o farmacol&#243;gica eficiente no tratamento e na preven&#231;&#227;o da hipertens&#227;o. Esse efeito hipotensor &#233; causado principalmente pela redu&#231;&#227;o do d&#233;bito card&#237;aco associada &#224; queda da frequ&#234;ncia card&#237;aca<sup>7</sup> e &#224; redu&#231;&#227;o da resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica<sup>6</sup>. A pr&#225;tica de EF tamb&#233;m confere melhora ao perfil lip&#237;dico<sup>8</sup> e &#224; fun&#231;&#227;o contr&#225;til card&#237;aca<sup>9</sup>.</p>
    <p>O consumo moderado de alguns tipos de bebidas alco&#243;licas, entre as quais o vinho tinto (uma a duas doses di&#225;rias), apresenta associa&#231;&#227;o inversa com o desenvolvimento de doen&#231;a arterial coronariana (DAC)<sup>10,11</sup>. Em meta-an&#225;lise<sup>12</sup> que envolveu 13 estudos, os benef&#237;cios do vinho tinto incorporaram mais sustenta&#231;&#227;o, pois demonstrou-se redu&#231;&#227;o de 32% no desenvolvimento de doen&#231;a arteroscler&#243;tica nos consumidores da bebida. Os polifen&#243;is presentes no vinho tinto podem ajudar na manuten&#231;&#227;o da sa&#250;de dos vasos sangu&#237;neos<sup>11</sup>.</p>
    <p>Poucas evid&#234;ncias existem sobre o consumo de vinho tinto associado ao EF e sobre suas influ&#234;ncias no sistema cardiovascular<sup>13</sup>. Est&#225; estabelecido que o &#225;lcool, em doses moderadas, desempenha efeito protetor no sistema cardiovascular. Os polifen&#243;is presentes no vinho tinto s&#227;o dotados de propriedades antioxidantes que atuam beneficamente nos vasos sangu&#237;neos<sup>14-16</sup>. O EF regular est&#225; demonstrado como um agente controlador e regulador da press&#227;o arterial (PA)<sup>17,18</sup>. Dessa forma, o experimento buscou investigar o efeito da intera&#231;&#227;o entre o EF e o consumo moderado de vinho tinto na press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS), HDL-colesterol, desempenho f&#237;sico (DF) e fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) de ratos hipertensos.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Amostra</bold>
    </p>
    <p>Foram utilizados 32 ratos SHR machos, com idade de tr&#234;s meses (338,84 &#177; 21,25 g), obtidos no biot&#233;rio da Universidade Federal de S&#227;o Paulo (UNIFESP). Os animais permaneceram em ambiente com temperatura controlada (20&#186; C a 25&#186; C), com ciclo claro/escuro (12/12 horas), alimentados com ra&#231;&#227;o balanceada para roedores e &#225;gua (<italic>Ad libitum</italic>). Os ratos foram distribu&#237;dos em quatro grupos experimentais: grupo vinho e exerc&#237;cio (GVE), grupo vinho (GV), grupo exerc&#237;cio (GE) e grupo controle (GC). Doses de vinho de 3,715 ml/kg/dia (mantidas as propor&#231;&#245;es entre o consumo di&#225;rio considerado moderado para um humano de 70 kg e escalonadas para um rato de aproximadamente 0,333 kg)<sup>19,20</sup>. Foram administradas por meio de gavagem, durante dez semanas, cinco vezes por semana, no in&#237;cio da manh&#227;.</p>
    <p>
      <bold>Protocolos experimentais</bold>
    </p>
    <p>Doses de vinho de 3,715 ml/kg/dia foram administradas por meio de gavagem, durante dez semanas (cinco vezes por semana, no in&#237;cio da manh&#227;). O vinho utilizado foi o Dal Pizzol Cabernet Sauvignon (Rio Grande do Sul, Brasil), com 12% de &#225;lcool na composi&#231;&#227;o. O protocolo de treinamento f&#237;sico, que teve mesma dura&#231;&#227;o, foi realizado cinco vezes por semana no in&#237;cio da noite e baseou-se no m&#233;todo de varia&#231;&#227;o de intensidade, sempre respeitando os limites entre 40 e 70% da capacidade m&#225;xima. Os ratos que se exercitaram foram adaptados &#224; esteira (espec&#237;fica para ratos, marca Inbramed, Brasil) antes do primeiro teste de esfor&#231;o e do come&#231;o do protocolo de treinamento, que iniciou com dura&#231;&#227;o di&#225;ria de 20 minutos e teve um aumento gradativo at&#233; chegar a 60 minutos. O estudo segue as normas estabelecidas no <italic>Guide for the Care and Use of Laboratory Animals</italic> (<italic>Institute of Laboratory Animal Resources, National Academy of Sciences</italic>, Washington, D.C., 1996) e nos <italic>Princ&#237;pios &#201;ticos na Experimenta&#231;&#227;o Animal do Col&#233;gio Brasileiro de Experimenta&#231;&#227;o Animal</italic> (COBEA).</p>
    <p>
      <bold>Teste de esfor&#231;o (TE)</bold>
    </p>
    <p>Foi realizado em tr&#234;s momentos do estudo (in&#237;cio, meio e final do protocolo de treinamento) e consistia em iniciar com a velocidade de 0,3 km/h e aument&#225;-la (0,3 km/h) a cada tr&#234;s minutos at&#233; a intensidade para cada rato fadigar<sup>21</sup>. Os TE foram aplicados somente aos grupos que realizaram treinamento f&#237;sico (GVE e GE).</p>
    <p>
      <bold>Aferi&#231;&#227;o da PAS e an&#225;lise do plasma</bold>
    </p>
    <p>A aferi&#231;&#227;o da PAS foi realizada pela cauda dos ratos, em dois momentos: entre o d&#233;cimo e o quinto dia antes do in&#237;cio do protocolo e entre o quinto e o d&#233;cimo dia ap&#243;s o final do protocolo (in&#237;cio e final do protocolo de treinamento f&#237;sico). O equipamento utilizado foi o MP100 WSW, Biopac Systems (Santa Barbara, CA, USA). Ao final do experimento, os ratos foram sedados com quetamina (50 mg/kg) e xilazina (20 mg/kg) e sacrificados pelo m&#233;todo de deslocamento cervical, sendo realizado, neste momento, a coleta do sangue por meio de pun&#231;&#227;o card&#237;aca. Os n&#237;veis s&#233;ricos de HDL foram mensurados por meio do m&#233;todo colorim&#233;trico enzim&#225;tico homog&#234;neo.</p>
    <p>
      <bold>Ecocardiografia</bold>
    </p>
    <p>Os animais foram sedados com quetamina (1 mcl/g) e xilazina (0,5 mcl/g), e, logo ap&#243;s, como prepara&#231;&#227;o para o exame, o pelo da regi&#227;o peitoral foi removido. A ecocardiografia foi realizada por meio do equipamento Philips, com transdutor de 7,5 MHz. As imagens foram salvas, e as aferi&#231;&#245;es foram realizadas separadamente por dois observadores independentes. A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo foi a medida escolhida para an&#225;lise subsequente. N&#227;o houve varia&#231;&#227;o entre as an&#225;lises realizadas pelos diferentes observadores.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Os dados est&#227;o apresentados em m&#233;dia e desvio padr&#227;o. Os resultados foram verificados estatisticamente por meio de teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>, pareado para a compara&#231;&#227;o da medida inicial com a final. Para comparar os resultados entre os grupos, foi utilizado o teste de an&#225;lise de vari&#226;ncia (ANOVA). As compara&#231;&#245;es m&#250;ltiplas, entre os grupos, do resultado da diferen&#231;a da PAS inicial para a PAS final foram feitas pelo teste Tukey. O <italic>software</italic> utilizado foi o SPSS, vers&#227;o 13.0.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Press&#227;o arterial sist&#243;lica</bold>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref> demonstra os resultados relativos &#224; PAS, sendo o <italic>valor p</italic> apresentado em rela&#231;&#227;o ao n&#237;vel de signific&#226;ncia entre a diferen&#231;a da PAS inicial e a da PAS final dentro do pr&#243;prio grupo. Quando essa diferen&#231;a foi comparada entre os grupos, todos apresentaram signific&#226;ncia (p&lt;0,001) em rela&#231;&#227;o ao GC. O GVE mostrou uma redu&#231;&#227;o significativa entre a primeira e a segunda aferi&#231;&#227;o, sendo esse grupo o que demonstrou maior redu&#231;&#227;o na PAS. Quando comparado aos outros grupos, essa diferen&#231;a entre o in&#237;cio e o final do protocolo foi significativa em rela&#231;&#227;o ao GV e ao GC (p&lt;0,001). Por outro lado, comparado ao grupo que praticou somente atividade f&#237;sica (GE), a diferen&#231;a da PAS inicial para a PAS final, apesar de maior, n&#227;o apresentou signific&#226;ncia (p=0,83). O exerc&#237;cio f&#237;sico de forma isolada demonstrou ser eficiente no controle da hipertens&#227;o em SHR, pois, em nosso experimento, o GE obteve uma redu&#231;&#227;o significativa entre a primeira e segunda aferi&#231;&#227;o. Quando comparado aos outros grupos, essa diferen&#231;a da PAS inicial para a PAS final foi significativa em rela&#231;&#227;o ao GV e ao GC (p&lt;0,001). Entre nossos grupos experimentais, o GV apresentou uma pequena redu&#231;&#227;o na m&#233;dia da PAS. Por&#233;m, quando comparado ao GC, a diferen&#231;a entre a PAS inicial e a final foi significante (p&lt;0,001).</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Desempenho f&#237;sico (DF)</bold>
    </p>
    <p>O DF dos ratos foi mensurado por meio de teste de esfor&#231;o (TE) no in&#237;cio, meio e final das dez semanas de protocolo de treinamento f&#237;sico. O TE foi aplicado somente nos dois grupos que realizaram exerc&#237;cio (GE e GVE). A m&#233;dia da dist&#226;ncia percorrida no &#250;ltimo TE pelo GVE mostrou uma diferen&#231;a n&#227;o significativa (p=0,385) com rela&#231;&#227;o ao GE. Na compara&#231;&#227;o entre o primeiro e o &#250;ltimo TE, o GVE mostrou um aumento em 62,6% na dist&#226;ncia percorrida, enquanto o GE aumentou 60,5% a dist&#226;ncia percorrida no primeiro TE (<xref ref-type="fig" rid="aop01111g01">Gr&#225;fico 1</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop01111g01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Lipoprote&#237;na de alta densidade</bold>
    </p>
    <p>Os n&#237;veis s&#233;ricos da lipoprote&#237;na de alta densidade (HDL) foram analisados ao final do protocolo de treinamento e consumo de vinho (<xref ref-type="fig" rid="g2">Gr&#225;fico 2</xref>), demonstrando-se n&#237;veis mais elevados de HDL no GVE, com signific&#226;ncia estat&#237;stica, quando comparado ao GC (p=0,019) e ao GE (p=0,042). Na compara&#231;&#227;o com o GV, o GVE apresentou maiores n&#237;veis HDL, por&#233;m, n&#227;o significativos (p&gt;0,05). No GE, o n&#237;vel de HDL sangu&#237;neo n&#227;o se diferenciou significativamente do GC (p=0,946) - <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>.</p>
    <fig id="g2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gf02.jpg"/></fig>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo</bold>
    </p>
    <p>O exame ecocardiogr&#225;fico foi realizado antes e ap&#243;s o protocolo das interven&#231;&#245;es do estudo. Apesar de n&#227;o haver diferen&#231;a significativa entre os grupos (p = 0,579), os resultados mostram, no GVE, um aumento n&#227;o significativo (p = 0,077) entre a primeira e a segunda aferi&#231;&#227;o da FEVE, sendo esse grupo o que mais aumentou a FEVE. Assim como o GVE, os outros grupos do experimento apresentaram, em menor propor&#231;&#227;o, um aumento na FEVE, estando os resultados dispostos na <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>. Apesar do crescimento da FEVE em todos os grupos, nenhum apresentou signific&#226;ncia para um valor p &lt; 0,05.</p>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O exerc&#237;cio f&#237;sico regular parece ser uma das principais terapias utilizadas na preven&#231;&#227;o do desenvolvimento da doen&#231;a cardiovascular, pois provoca uma s&#233;rie de respostas fisiol&#243;gicas, resultantes de adapta&#231;&#245;es auton&#244;micas e hemodin&#226;micas que v&#227;o influenciar o sistema cardiovascular<sup>6,22</sup> e, quando associadas &#224;s altera&#231;&#245;es na dieta, influenciam positivamente quase todos os fatores de risco<sup>6</sup>. com rela&#231;&#227;o &#224; dieta, o consumo moderado de vinho tinto est&#225; associado com uma significante redu&#231;&#227;o de risco cardiovascular<sup>12</sup>, mesmo para indiv&#237;duos que utilizam uma dieta rica em gordura saturada, situa&#231;&#227;o paradoxal encontrada em alguns pa&#237;ses, como a Fran&#231;a. Nossos resultados confirmam e seguem esses conceitos, pois encontramos, em nossos dados, uma significante redu&#231;&#227;o em marcadores de risco card&#237;aco. Ambos os grupos de ratos hipertensos que receberam as interven&#231;&#245;es de forma isolada, exerc&#237;cio ou vinho, demonstraram redu&#231;&#227;o da PAS. Por&#233;m, o principal resultado desse experimento foi ter encontrado, no grupo que associou o programa de treinamento f&#237;sico e o consumo em doses moderadas de vinho tinto, a maior redu&#231;&#227;o na PAS entre os grupos do estudo.</p>
    <p>Sendo o exerc&#237;cio f&#237;sico um reconhecido agente hipotensor tanto em humanos como em animais<sup>4,5,17</sup>, entender os mecanismos desse efeito, que podem diferir de acordo com o tipo de exerc&#237;cio empregado e a popula&#231;&#227;o estudada, &#233; importante para sua utiliza&#231;&#227;o terap&#234;utica. O efeito de um programa de exerc&#237;cio f&#237;sico com intensidade de 60% do VO<sub>2</sub> m&#225;ximo e dura&#231;&#227;o de quatro meses em indiv&#237;duos hipertensos controlados foi analisado por Monteiro e cols.<sup>23</sup>, mostrando, nos resultados, uma queda de 6% na PAS, associada a uma melhora no condicionamento cardiorrespirat&#243;rio e aumento nos n&#237;veis de HDL. O principal mecanismo atribu&#237;do a esse resultado &#233; a redu&#231;&#227;o do d&#233;bito card&#237;aco associado &#224; queda da frequ&#234;ncia card&#237;aca<sup>7</sup>. A redu&#231;&#227;o da resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica contribui para o efeito hipotensor causado pelo treinamento f&#237;sico<sup>6</sup>.</p>
    <p>Melo e cols.<sup>21</sup> investigaram e compararam, em ratos SHR e Wistar-Kyoto, os efeitos de um programa de exerc&#237;cio f&#237;sico com dura&#231;&#227;o de 13 semanas e intensidade entre 50% e 60% da capacidade m&#225;xima. Os resultados mostraram que somente os ratos SHR treinados reduziram a PA significantemente (em m&#233;dia, 15 mmHg) em rela&#231;&#227;o aos ratos do grupo controle, confirmando o efeito hipotensor mais pronunciado do condicionamento f&#237;sico em hipertensos. O crescimento e a prolifera&#231;&#227;o de pequenas v&#234;nulas assim como a regress&#227;o da hipertrofia das paredes das arter&#237;olas s&#227;o ajustes compensat&#243;rios causados pelo treinamento f&#237;sico e foram indicados como contribuintes para o efeito hipotensor.</p>
    <p>Outro mecanismo causado pelo exerc&#237;cio f&#237;sico &#233; a diminui&#231;&#227;o da atividade do sistema nervoso simp&#225;tico, que est&#225; associada &#224; redu&#231;&#227;o da PA. Bertagnolli e cols.<sup>24</sup> mensuraram a PA e a concentra&#231;&#227;o de norepinefrina no tecido card&#237;aco de ratos SHR que participaram de um programa de exerc&#237;cio f&#237;sico, com dura&#231;&#227;o de dez semanas. Os resultados mostraram, no grupo treinado, uma redu&#231;&#227;o da concentra&#231;&#227;o de norepinefrina no tecido card&#237;aco, justificando a queda da PA dos animais, sendo esse fato associado &#224; diminui&#231;&#227;o da atividade do sistema simp&#225;tico. Anteriores a esses achados, mecanismos hemodin&#226;micos, como a redu&#231;&#227;o do d&#233;bito card&#237;aco associada &#224; bradicardia de repouso, foram descritos como respons&#225;veis pela atenua&#231;&#227;o da hipertens&#227;o arterial em ratos SHR que participaram de um programa de exerc&#237;cios com intensidade leve &#224; moderada, correspondendo a 55% do VO<sub>2</sub> m&#225;ximo<sup>25</sup>.</p>
    <p>O consumo de &#225;lcool tamb&#233;m pode influenciar a PA. Estudos experimentais, com a linhagem SHR, demonstraram que a administra&#231;&#227;o cr&#244;nica de doses moderadas de etanol previne a eleva&#231;&#227;o da PA decorrente da idade<sup>26</sup>. Quando o efeito do consumo dessa subst&#226;ncia &#233; analisado de maneira aguda, doses moderadas proporcionam queda da PA em SHR<sup>27</sup>. Quando a bebida consumida &#233; o vinho tinto, os polifen&#243;is, independentemente da presen&#231;a ou n&#227;o do &#225;lcool, desempenham papel cardioprotetor, por meio da a&#231;&#227;o antioxidante do LDL-colesterol<sup>11,14,15</sup> e inibidora da express&#227;o de prote&#237;nas pr&#243;-inflamat&#243;rias<sup>16</sup>. Estudos que utilizaram suplementa&#231;&#227;o de composto com os mesmos componentes do vinho tinto, por&#233;m livre de &#225;lcool, demonstraram que, tanto em coelhos<sup>28</sup> como em ratos<sup>29</sup> hipercolester&#234;micos, o composto fen&#243;lico teve um papel antitromb&#243;tico devido &#224; inibi&#231;&#227;o da agrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria.</p>
    <p>Os polifen&#243;is s&#227;o normalmente divididos em dois grupos, os flavonoides e os n&#227;o flavonoides. Os flavonoides mais presentes no vinho tinto s&#227;o: quercetina, flavon&#243;is, tanino e catequinas. Entre os n&#227;o flavonoides, destaca-se o resveratrol (3,4,5-trihidro-stilbeno)<sup>30</sup>. Subst&#226;ncia capaz de melhorar a express&#227;o endotelial da NO sintase, liberando mais &#243;xido n&#237;trico (NO) para as c&#233;lulas endoteliais<sup>31</sup>, bem como inibir a s&#237;ntese da endotelina-1, o mais potente vasoconstritor derivado do endot&#233;lio<sup>32</sup>. O resveratrol e outros polifen&#243;is est&#227;o ausentes na maioria das frutas e dos vegetais normalmente utilizados. Assim, o consumo de vinho tinto poderia constituir-se a &#250;nica fonte na dieta, ainda mais que a fermenta&#231;&#227;o da bebida leva ao enriquecimento do conte&#250;do total de polifen&#243;is, e, melhor ainda, a solubiliza&#231;&#227;o dos polifen&#243;is resulta em sua maior biodisponibilidade<sup>33</sup>.</p>
    <p>A lipoprote&#237;na de alta densidade foi outro marcador de risco analisado em nosso experimento. O consumo moderado de &#225;lcool causa um aumento nos n&#237;veis de HDL-colesterol, podendo chegar a 12% em humanos<sup>34</sup>, sendo esse aumento resultado da eleva&#231;&#227;o nas subfra&#231;&#245;es HDL2 e HDL3, e apoA-1 e apoA-2, o que proporciona um eficiente transporte reverso das mol&#233;culas de LDL. O condicionamento f&#237;sico tamb&#233;m impulsiona os n&#237;veis de HDL, sendo esse um tratamento n&#227;o medicamentoso que comprovadamente melhora o perfil lip&#237;dico<sup>8,35</sup>.</p>
    <p>Assim como nos resultados da PA, o grupo que associou treinamento f&#237;sico com doses moderadas de vinho tinto mostrou o melhor resultado nos n&#237;veis s&#233;ricos de HDL. Outro dado interessante foi o GV ter apresentado &#237;ndice de HDL mais alto do que o GE, que, por sua vez, ainda demonstrou melhor resultado que o GC. O fato de n&#227;o ser poss&#237;vel verificar o n&#237;vel de HDL inicial dos ratos participantes do estudo enfraqueceu o poder dos resultados relativos aos n&#237;veis dessa lipoprote&#237;na, mesmo sabendo que os SHR possuem caracter&#237;stica isog&#234;nica. Em ratos hipertensos que praticaram atividade f&#237;sica durante seis semanas, com intensidades entre 30 e 60%, houve um aumento significativo (p &lt; 0,001) nos n&#237;veis de HDL em rela&#231;&#227;o aos SHR sedent&#225;rios<sup>28</sup>.</p>
    <p>Um indicador de adapta&#231;&#227;o ao treinamento f&#237;sico encontrado em nosso estudo foi a evolu&#231;&#227;o do desempenho dos ratos nos TE realizados. O programa de condicionamento realizado nesse experimento proporcionou um aumento de cerca de 60% na dist&#226;ncia percorrida pelos ratos no &#250;ltimo TE. &#201; importante ressaltar que o desempenho do grupo que recebeu vinho durante o protocolo de exerc&#237;cios n&#227;o se diferenciou do grupo que realizou somente exerc&#237;cio.</p>
    <p>A sobrecarga press&#243;rica na hipertens&#227;o resulta em hipertrofia card&#237;aca patol&#243;gica, tendo como consequ&#234;ncia a redu&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o card&#237;aca e podendo levar ao quadro de insufici&#234;ncia card&#237;aca<sup>36</sup>. O exerc&#237;cio tamb&#233;m est&#225; relacionado com altera&#231;&#245;es estruturais card&#237;acas em SHR, por&#233;m, a hipertrofia desencadeada pelo treinamento f&#237;sico &#233; ben&#233;fica ao sistema cardiovascular e definida como fisiol&#243;gica<sup>9</sup>. A reprodutibilidade da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) tem sido demonstrada universalmente, sendo a medida preferida para expressar a integralidade da contra&#231;&#227;o card&#237;aca. Dessa forma, a FEVE &#233; utilizada como uma &#243;tima express&#227;o do desempenho mec&#226;nico do ventr&#237;culo esquerdo<sup>37</sup>.</p>
    <p>O modelo SHR &#233; um considerado muito similar ao modelo de hipertens&#227;o humana e conduz a insufici&#234;ncia card&#237;aca<sup>3</sup>. Exame ecocardiogr&#225;fico foi utilizado para demonstrar aumento do volume diast&#243;lico e sist&#243;lico, assim como redu&#231;&#227;o da FEVE em SHR ap&#243;s os 18 meses de vida<sup>38</sup>. Dentro de nossa amostra, as interven&#231;&#245;es n&#227;o causaram diferen&#231;a significativa da FEVE, apesar de o grupo GVE ter apresentado o melhor resultado na compara&#231;&#227;o da FEVE entre o primeiro e o segundo exame ecocardiogr&#225;fico. O efeito do EF no tratamento de ratos hipertensos com insufici&#234;ncia card&#237;aca (SHHF) parece diferir de acordo com a intensidade do treinamento f&#237;sico. Emter e cols.<sup>39</sup> aplicaram um protocolo de EF de baixa intensidade em SHHF e obtiveram como resultado um retardamento na chegada da insufici&#234;ncia card&#237;aca. Por outro lado, Schultz e cols.<sup>40</sup> demonstraram que o EF em excesso desencadeia efeitos delet&#233;rios no remodelamento card&#237;aco e pode acelerar a progress&#227;o da insufici&#234;ncia card&#237;aca de SHHF.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Em modelo animal SHR, a associa&#231;&#227;o do vinho tinto ao exerc&#237;cio f&#237;sico mostrou efeitos ben&#233;ficos, diminuindo significativamente a press&#227;o arterial sist&#243;lica. Por&#233;m, n&#227;o houve diferen&#231;a em rela&#231;&#227;o ao grupo com interven&#231;&#227;o de somente exerc&#237;cio, mas significativamente maior do que no grupo com somente ingesta de vinho. Este, por sua vez, apresentou redu&#231;&#227;o da press&#227;o arterial em compara&#231;&#227;o com o grupo controle. Essa associa&#231;&#227;o mostrou tamb&#233;m eleva&#231;&#227;o significativa dos n&#237;veis de HDL em compara&#231;&#227;o com os ratos que sofreram interven&#231;&#245;es isoladas. Ressaltemos, ainda, que, nesse modelo, a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo n&#227;o sofreu influ&#234;ncia pelas interven&#231;&#245;es aplicadas e que o desempenho f&#237;sico n&#227;o foi prejudicado pelo consumo moderado de vinho.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Este estudo foi apoiado pela ABE (Associa&#231;&#227;o Brasileira dos En&#243;logos). Os autores agradecem &#224; equipe do laborat&#243;rio de pesquisa experimental do IC/FUC (Porto Alegre, RS - Brasil).</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi parcialmente financiado pela Associa&#231;&#227;o Brasileira dos En&#243;logos.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte da tese de mestrado de Paulo Roberto Soares Filho pelo Instituto de Cardiologia de Porto Alegre.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Paulo Roberto Soares Filho </p>
        <p> Av. Cinco de Novembro, 31/302 - Teres&#243;polis </p>
        <p> 90870-160 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="paulosoares75@pop.com.br">paulosoares75@pop.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 25/03/10; revisado recebido em 09/08/10; aceito em 18/08/10.</p>
  </body>
  <back>
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        <mixed-citation>40. Schultz RL,    Swallow, JG, Waters RP, Kuzman JA, Redetzke RA, Said S, et al. Effects of excessive    long-term exercise on cardiac function and myocyte remodeling in hypertensive    heart failure rats. Hypertension. 2007;50(2):410-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Effects of excessive long-term exercise on cardiac function and myocyte remodeling in hypertensive heart failure rats</article-title>
          <source>Hypertension</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>410</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>50</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Schultz</surname>
              <given-names>RL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Swallow</surname>
              <given-names>JG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Waters</surname>
              <given-names>RP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kuzman</surname>
              <given-names>JA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Redetzke</surname>
              <given-names>RA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Said</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Effect of red wine associated with physical exercise in the cardiovascular system of spontaneously hipertensive rats</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Physical exercise (PE) is effective in the treatment and prevention of hypertension associated with improved lipid profile and cardiac contractile function. Regular and moderate consumption of alcoholic beverages such as red wine brings a cardiovascular protective effect. Beverage-derived polyphenols have antioxidant properties benefiting blood vessels. There is little evidence on the consumption of red wine associated with PE and the influences on the cardiovascular system. OBJECTIVE: To investigate the effect of physical exercise (PE) and moderate red wine intake interaction on systolic blood pressure (SBP), high density lipoprotein (HDL) levels, physical performance (PP) and left ventricular ejection fraction (LVEF) in spontaneously hypertensive rats (SHR). METHODS: Sample of 32 SHRs divided into four groups: wine and exercise group (WEG), wine group (WG), exercise group (EG) and control group (CG). Red wine doses were given by intra-gastric gavage, during ten weeks, coincident with PE period, performed on treadmills. The SHRs received red wine doses of 3.715 ml/kg/day. Physical performance was analyzed by maximal exercise test (MET) and LVEF by echocardiographic measures. SBP measurement was made before and after the PE protocol. RESULTS: Demonstrated that the three groups which suffered intervention presented significant SBP reduction compared to CG. At the end of the protocol, WEG showed the largest reduction. Like in SBP results, WEG showed the best outcome on HDL levels at the experiment end. There was no significant difference of physical performance and LVEF between groups. CONCLUSION: PE associated with moderate red wine intake has cardioprotective effects on SBP and HDL levels in SHR. Their physical performance and LVEF are not modified.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Wine</kwd>
        <kwd>exercise</kwd>
        <kwd>hypertension</kwd>
        <kwd>HDL cholesterol</kwd>
        <kwd>cardiovascular system</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Effect of red wine associated with physical exercise in the cardiovascular system of spontaneously hipertensive rats</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Paulo Roberto Soares Filho; Iran Castro; Adriene Stahlschmidt</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul - Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, Porto Alegre, RS - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Physical exercise (PE) is effective in the treatment and prevention of hypertension associated with improved lipid profile and cardiac contractile function. Regular and moderate consumption of alcoholic beverages such as red wine brings a cardiovascular protective effect. Beverage-derived polyphenols have antioxidant properties benefiting blood vessels. There is little evidence on the consumption of red wine associated with PE and the influences on the cardiovascular system.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold> To investigate the effect of physical exercise (PE) and moderate red wine intake interaction on systolic blood pressure (SBP), high density lipoprotein (HDL) levels, physical performance (PP) and left ventricular ejection fraction (LVEF) in spontaneously hypertensive rats (SHR).</p>
      <p><bold>METHODS: </bold> Sample of 32 SHRs divided into four groups: wine and exercise group (WEG), wine group (WG), exercise group (EG) and control group (CG). Red wine doses were given by intra-gastric gavage, during ten weeks, coincident with PE period, performed on treadmills. The SHRs received red wine doses of 3.715 ml/kg/day. Physical performance was analyzed by maximal exercise test (MET) and LVEF by echocardiographic measures. SBP measurement was made before and after the PE protocol.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Demonstrated that the three groups which suffered intervention presented significant SBP reduction compared to CG. At the end of the protocol, WEG showed the largest reduction. Like in SBP results, WEG showed the best outcome on HDL levels at the experiment end. There was no significant difference of physical performance and LVEF between groups.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> PE associated with moderate red wine intake has cardioprotective effects on SBP and HDL levels in SHR. Their physical performance and LVEF are not modified. </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Wine/use, exercise, hypertension/prevention and control, HDL cholesterol, cardiovascular system.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>High blood pressure (BP) is an independent, linear and continuous risk factor for cardiovascular disease<sup>1</sup>. A major limitation in the control of hypertension is based on the concept that this disease is complex and polygenic and is influenced by environmental factors such as diet, salt intake and obesity among others<sup>2</sup>.</p>
      <p>For the ease of obtaining of high blood pressure, spontaneously hypertensive rats are the animal model of hypertension most commonly used<sup>3</sup>. SHR are pre-hypertensive in the six to eight weeks of life. Hypertension develops between twelve and fourteen weeks. The development of hypertension is characterized by increased peripheral vascular resistance, sympathetic overactivity and increased heart frequency<sup>3</sup>.</p>
      <p>Physical exercise (PE) benefits the cardiovascular system, as used and proven by some experiments<sup>4-7</sup> as an efficient non-pharmachological measure in the treatment and prevention of hypertension. Major causes of this hypotensive effect are cardiac output reduction associated with heart rate<sup>7</sup> and peripheral vascular resistance decrease<sup>6</sup>. Physical exercise also improves lipid profile<sup>8</sup> and heart contractile function<sup>9</sup>.</p>
      <p>Moderate consumption of some types of alcoholic beverages, including red wine (one to two daily doses), shows an inverse association with the development of coronary artery disease (CAD)<sup>10,11</sup>. In a meta-analysis<sup>12</sup> which involved 13 studies, the benefits of red wine have incorporated more support because it was shown 32% reduction in the development of atherosclerotic disease in wine consumers. Poliphenols found in red wine may help maintaining the health of blood vessels<sup>11</sup>.</p>
      <p>There is little evidence on the consumption of red wine associated with PE and the influences on the cardiovascular system<sup>13</sup>. It is established that regular and moderate alcoholic consumption benefits the cardiovascular system. Polyphenols found in red wine have antioxidant properties that act beneficially in blood vessels<sup>14-16</sup>. Regular PE is proven to control and regulate BP<sup>17,18</sup>. This study sought to investigate the effect of physical exercise (PE) and moderate red wine intake interaction on systolic blood pressure (SBP), high density lipoprotein (HDL) levels, physical performance (PP) and left ventricular ejection fraction (LVEF) in spontaneously hypertensive rats (SHR).</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Sample</bold>
      </p>
      <p>This experiment was performed using 3-month-old (338.84 &#177; 21.25 g) male SHRs (n = 32) obtained from the Federal University of S&#227;o Paulo (UNIFESP, S&#227;o Paulo, Brazil). The animals were housed at a controlled air temperature (20&#176; C-25&#176; C) in a 12:12-hr reverse light dark cycle facility. The rats were fed with standard laboratory chow and water (<italic>Ad libitum</italic>). The rats were distributed into four experimental groups: wine and exercise group (WEG), wine group (WG), exercise group (EG) and control group (CG). Red wine in doses of 3.715 ml/kg/day (commensurate with daily consumption considered moderate for a 70 kg human scaling down to an approximately 0.333 kg rat)<sup>19,20</sup>. These were given by intra-gastric gavage, for ten weeks, five times a week, early in the morning.</p>
      <p>
        <bold>Experimental protocols</bold>
      </p>
      <p>Wine doses of 3.715ml/kg/day were given by gavage, for ten weeks, five times a week, early in the morning. The red wine selected was Dal Pizzol Cabernet Sauvignon (Rio Grande do Sul, Brazil), with 12% of alcohol. Exercise training protocol was performed early in the evening 5 times a week. It was based on the intensity variation method, always respecting limits from 40% to 70% of maximal exercise capacity. All rats were adapted to the treadmill (specific for rats, Inbramed, Brazil) before the first maximal exercise test and before the training protocol, which started with a daily duration of 20 minutes and was gradually increased until it reached 60 minutes. This study follows the standards established in the <italic>Guide for the Care and Use of Laboratory Animals</italic> (<italic>Institute of Laboratory Animal Resources, National Academy of Sciences</italic>, Washington, D.C., 1996) and in the Ethical Principles in Animal Experiments of the Brazilian College of Animal Experimentation (COBEA).</p>
      <p>
        <bold>Maximal exercise test (MET)</bold>
      </p>
      <p>It was performed at three moments during the study (beginning, middle, and final of the training protocol) and consisted of starting at a 0.3 km/h speed and increasing it (0.3 km/h) at each three minutes up to the maximal intensity supported by each rat<sup>21</sup>. The tests were taken only by the groups that performed exercise training (WEG and EG).</p>
      <p>
        <bold>SBP measurement and plasma analyses</bold>
      </p>
      <p>Systolic blood pressure (SBP) was measured using the pneumatic tailcuff method, in two instances: between the tenth and fifth day before the protocol and between the fifth and the tenth day after the end of the protocol (beginning and end of the exercise training protocol). Equipment used was MP100 WSW Biopac Systems (Santa Barbara, CA, USA). By the end of the experiment, the SHRs were anaesthetized with ketamine (50 mg/kg) and xylazine (20 mg/kg) and killed by cervical dislocation. At this time, a blood sample was collected by means of cardiac puncture. HDL plasmatic levels were measured using homogeneous enzymatic colorimetric method.</p>
      <p>
        <bold>Echocardiography</bold>
      </p>
      <p>Rats were anaesthetized with ketamine (1 mcl/g) and xylazine (0.5 mcl/g) and had their chest fur shaved in order to perform the exam. Echocardiography was used with Philips echo machine with a 7.5 MHz transducer. Images were recorded and measurements made separately by two independent examiners. Left ventricular ejection fraction (LVEF) was the measure chosen for further analysis. No difference was found in these analyses by different observers.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>Results are expressed as mean &#177; standard deviation. comparisons between initial and final measures were statistically verified using paired Student's t-tests. One-way ANOVA was used to compare data between groups. The multiple comparisons between groups as for the result of final BP to initial SBP difference were done using Tukey test. The software used was SPSS, Version 13.0.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Systolic blood pressure</bold>
      </p>
      <p>All SBP results are presented in <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>, where the <bold><italic>p</italic></bold> value is presented as for the significance level between the initial SBP and final SBP difference within the same group. comparing this difference between groups, all of the groups presented significance (p&lt;0.001) for CG. WEG showed significant reduction between the first and the second measurement, and this group showed the greatest SBP reduction. When compared to other groups, this difference between the beginning and end of the protocol was significant in relation to the WG and CG (p&lt;0.001). On the other hand, compared to the group that only practiced physical activity (EG), the difference in initial SBP for final SBP, although greater, did not show significance (p=0.83). Physical exercise in isolation has proved effective in controlling hypertension in SHR, because in our experiment, the EG obtained a significant reduction between the first and second measurement. When compared to other groups, this initial difference in SBP for final SBP was significant in the WG and CG (p&lt;0.001). Between our experimental groups, the WG had a small reduction in mean SBP. However, when compared to the CG, the difference between the initial and final SBP was significant (p&lt;0.001).</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Physical performance</bold>
      </p>
      <p>The physical performance of rats was measured through maximal exercise test (MET) at the beginning, in the middle and by the end of the ten weeks of physical training protocol. The MET was applied only in the two groups who performed exercise (EG and WEG). The average distance traveled in the last MET by the WEG showed a nonsignificant difference (p=0.385) with respect to the EG. comparing the first and last MET, the WEG showed a 62.6% increase in the distance traveled, while EG increased 60.5% the distance on the first MET (<xref ref-type="fig" rid="en_aop01111c01-body2">Chart 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop01111c01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>High-density lipoprotein</bold>
      </p>
      <p>Serum levels of high density lipoprotein (HDL) were analyzed by the end of the training protocol and wine consumption (<xref ref-type="fig" rid="c2-body2">Chart 2</xref>), showing higher levels of HDL in the WEG, with a statistical significance comparing to the CG (p=0.019) and EG (p=0.042). comparing with the WG, WEG had higher HDL levels, but not significant (p&gt;0.05). In the EG, blood level of HDL did not differ significantly from the CG (p=0.946) - <xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref>.</p>
      <fig id="c2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gf02-en.jpg"/></fig>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Left ventricular ejection fraction</bold>
      </p>
      <p>Echocardiography was performed before and after experimental protocols. Although no significant difference between groups (p=0.579) was found, the results show, in the WEG, a significant increase (p=0.077) between the first and the second measurement of LVEF, and this group presented the highest increase in LVEF. Just like the WEG, the other groups in the study had, to a lesser extent, an increase in LVEF, and the results are shown in <xref ref-type="table" rid="en_aop01111t03-body2">Table 3</xref>. Despite the increase in LVEF in all groups, none showed significance for a p value&lt;0.05.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop01111t03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Regular exercise seems to be one of the main therapies used to prevent the development of cardiovascular disease because it causes a series of physiological responses resulting from autonomic and hemodynamic changes that will influence the cardiovascular system<sup>6,22</sup> and, when associated with changes in diet, influence positively almost all risk factors<sup>6</sup>. Regarding diet, moderate consumption of red wine is associated with a significant reduction of cardiovascular risk<sup>12</sup>, even for individuals who consume a diet high in saturated fat, which is a paradoxical situation found in some countries, like France. The outcomes of our study confirm and follow these concepts, because we have found in our data, a significant reduction in cardiac risk markers. Both groups of hypertensive rats that received the interventions in isolation, either exercise or wine, showed reductions in SBP. However, the main outcome of this experiment was to have found in the group that combined physical training program with moderate consumption of red wine, a greater reduction in SBP between the study groups.</p>
      <p>As physical exercise is a known hypotensive agent in both humans and animals<sup>4,5,17</sup>, understanding the mechanisms of this effect, which may differ according to the type of exercise employed and the population studied, it is important for its therapeutic use. The effect of an exercise program with an intensity of 60% of VO<sub>2</sub> max and duration of four months in controlled hypertensive individuals was examined by Monteiro et al<sup>23</sup>, showing in the results, a 6% fall in SBP associated with an improvement in cardiorespiratory fitness and HDL levels increase. The main mechanism attributed to this result is the reduction in cardiac output associated with a drop in heart rate<sup>7</sup>. The reduction in peripheral vascular resistance contributes to the hypotensive effect caused by physical training<sup>6</sup>.</p>
      <p>Melo et al<sup>21</sup> investigated and compared in SHR and Wistar-Kyoto, the effects of an exercise program lasting 13 weeks and intensity between 50% and 60% of maximum capacity. Findings showed that only trained SHR rats significantly reduced BP (15 mmHg in average) compared with control rats, confirming a greater hypotensive effect of physical training in hypertensive rats. The growth and proliferation of small venules and regression of arteriole wall hypertrophy are compensatory adjustments caused by physical training and were indicated as contributors for the hypotensive effect.</p>
      <p>Another mechanism caused by physical exercise is decreased sympathetic nervous system activity, which is associated with BP reduction. Bertagnolli et al<sup>24</sup> measured BP and norepinephrine concentration in the heart tissue of SHR rats that participated in a 10-week exercise program. Findings have shown, in the trained group, a reduced norepinephrine concentration in the heart tissue, justifying the animals decreased BP, and this fact is associated with reduced activity of the sympathetic system. Prior to these findings, hemodynamic mechanisms, such as reduced cardiac output associated with rest bradycardia, were described as responsible for attenuating hypertension in SHRs that participated in an exercise program with light to moderate intensity, accounting for 55% of VO<sub>2</sub> max<sup>25</sup>.</p>
      <p>Alcohol intake may also influence SBP. Experimental studies with SHR demonstrated that chronic administration of moderate doses of ethanol prevents age-dependant blood pressure increase<sup>26</sup>. When the effect of consumption of this substance is analyzed in an acute manner, moderate doses provide BP decrease in SHR<sup>27</sup>. When red wine is consumed, regardless of the presence or absence of alcohol, poliphenols play a cardioprotective role, since they have an antioxidant action on LDL-cholesterol<sup>11,14,15</sup> and inhibit proinflammatory proteins<sup>16</sup>. Studies using alcohol-free red wine compounds showed that in hypercholesterolemic rabbits<sup>28</sup> and rats<sup>29</sup>, the phenolic compound had an antithrombotic role as a result of platelet aggregation inhibition.</p>
      <p>Polyphenols are generally divided into two groups, flavonoids and non-flavonoids. Those flavonoids most commonly found in red wine are: quercetin, flavonols, tannin, and catechins. This substance if capable of improving endothelial NO synthase expression, releasing more nitric oxide (NO) to endothelial cells<sup>31</sup>, as well as inhibiting the synthesis of endothelin-1, the most powerful vasoconstrictor derived from endothelium<sup>32</sup>. Resveratrol and other polyphenols are absent in most fruits and vegetables normally used. Hence, red wine intake could be its single nutritional source, mainly because fermentation leads to total polyphenol content enrichment and polyphenol solubilizing results in its larger bioavailability<sup>33</sup>.</p>
      <p>The high-density lipoprotein was another risk marker analyzed in our experiment. Moderate alcohol intake causes an increase in HDL-cholesterol levels, reaching 12% in humans<sup>34</sup>, and this increase results from the rise in subfractions HDL2 and HDL3, and apoA-1 and apoA-2, which provides an efficient reverse transport of LDL molecules. Physical fitness also boosts HDL levels. It is a nonpharmacological treatment that reportedly improves the lipid profile<sup>8,35</sup>.</p>
      <p>Just as in the results of SBP, the group that combined physical training with moderate doses of red wine showed the best result in serum levels of HDL. Another interesting finding was that the WG have shown higher levels of HDL than the EG, which, in turn, also showed better results than the CG. The fact that it is not possible to check the initial level of HDL of rats in the study undermined the power of the results concerning the levels of this lipoprotein, despite knowing that SHRs have an isogenic characteristic. In hypertensive rats that practiced physical activity for six weeks, with intensities between 30 and 60%, a significant increase (p &lt; 0.001) in HDL levels compared to sedentary SHR was found<sup>28</sup>.</p>
      <p>An indicator of adaptation to physical training found in our study was the development of rats performance in the MET performed. The fitness program conducted in this experiment resulted in an increase of 60% in the distance traveled by the rats in the last MET. Worthy of note is that the performance of the group that received wine during the exercise protocol did not differ from the group that performed exercise alone.</p>
      <p>Pressure overload in hypertension results in pathological cardiac hypertrophy, resulting in the reduction of cardiac function and can lead to heart failure<sup>36</sup>. The exercise is also related to cardiac structural changes in SHR, however, hypertrophy triggered by physical training is beneficial to the cardiovascular system and defined as physiological<sup>9</sup>. Reproducibility of left ventricular ejection fraction (LVEF) has been universally demonstrated as the preferred measure to express the entirety of cardiac contraction. Thus, LVEF is used as an optimal expression of left ventricular mechanical performance<sup>37</sup>.</p>
      <p>The SHR model is considered to be very similar to the human hypertension model and leads to heart failure<sup>3</sup>. Echocardiographic examination was used to demonstrate increased diastolic and systolic volume, as well as reduced LVEF in SHRs after 18 months of life<sup>38</sup>. Within our sample, the interventions did not cause any significant difference in LVEF, although the WEG group has presented the best result in the comparison of LVEF between the first and second echocardiography. The effect of PE in the treatment of hypertensive rats with heart failure (SHHF) seems to differ according to the intensity of physical training. Emter et al<sup>39</sup> have applied a low intensity protocol in SHHF and obtained as a result a delay on heart failure progress. On the other hand, Schultz et al<sup>40</sup> demonstrated that excessive PE triggers deleterious effects on cardiac remodeling and may accelerate the progression of heart failure in SHHF.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>In SHR animal model, the combination of red wine to physical exercise showed beneficial effects, significantly decreasing systolic blood pressure. However, there was no difference in relation to the intervention group with exercise alone, but it was significantly higher than in the group with wine intake alone. This, in turn, decreased blood pressure compared with the control group. This association also showed a significant increase in HDL levels compared to the rats that underwent isolated interventions. It is important to emphasize that in this model, left ventricular ejection fraction was not influenced by the interventions implemented and the physical performance was not impaired by moderate wine intake.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgments</bold>
      </p>
      <p>This study was supported by <italic>Associa&#231;&#227;o Brasileira dos En&#243;logos</italic> (Brazilian Association of Winemakers - ABE). The authors thank the staff of the technical group of the IC//FUC experimental research laboratory (Porto Alegre, RS, Brazil).</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was partially funded by the Brazilian Association of Winemakers.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Paulo Roberto Soares Filho, from <italic>Instituto de Cardiologia de Porto Alegre</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Efecto del vino tinto asociado al ejercicio f&#237;sico en el sistema cardiovascular de ratones espont&#225;neamente hipertensos</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Pr&#225;ctica de ejercicio f&#237;sico (EF) es eficiente en el tratamiento y en la prevenci&#243;n de la hipertensi&#243;n, asociada a la mejora del perfil lip&#237;dico y de la funci&#243;n contr&#225;ctil card&#237;aca. Consumo moderado y regular de bebidas alcoh&#243;licas, como vino tinto, desempe&#241;a efecto cardiovascular protector. Polifenoles de la bebida presentan propiedades antioxidantes, beneficiando vasos sangu&#237;neos. Hay pocas evidencias sobre el consumo de vino tinto asociado al EF y las influencias en el sistema cardiovascular. OBJETIVO: Investigar el efecto de la interacci&#243;n entre el EF y el consumo moderado de vino tinto en la presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS), lipoprote&#237;na de alta densidad (HDL), desempe&#241;o f&#237;sico y fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo (FEVI) de ratones espont&#225;neamente hipertensos (SHR). M&#201;TODOS: Muestra de 32 SHR distribuidos en cuatro grupos: grupo vino y ejercicio (GVE), grupo vino (GV), grupo ejercicio (GE) y grupo control (GC). Dosis de vino tinto, equivalentes al consumo moderado en humanos, fueron administradas por gavaje, durante diez semanas, simult&#225;neas al per&#237;odo de EF, realizado en cinta. Los SHR recibieron 3,715 ml/kg/d&#237;a de vino. El desempe&#241;o f&#237;sico fue analizado por test de esfuerzo (TE), y la FEVI fue obtenida por medidas ecocardiogr&#225;ficas. La medici&#243;n de la PAS ocurri&#243; antes y despu&#233;s del protocolo del EF. RESULTADOS: Se demostr&#243; reducci&#243;n significativa de la PAS en los grupos de intervenci&#243;n, comparados al GC. Al final del protocolo, el GVE present&#243; la mayor reducci&#243;n. As&#237; como en la PAS, el GVE present&#243; mejor resultado en los niveles de HDL. No hubo diferencia significativa en el desempe&#241;o f&#237;sico y en la FEVI entre los grupos. CONCLUSI&#211;N: El EF asociado a la ingesta moderada de vino tinto ejerce efecto cardioprotector en la PAS y en la HDL de SHR. El desempe&#241;o f&#237;sico y la FEVI no son alterados.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Vino</kwd>
        <kwd>ejercicio</kwd>
        <kwd>hipertensi&#243;n</kwd>
        <kwd>colesterol HDL</kwd>
        <kwd>sistema cardiovascular</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Efecto del vino tinto asociado al ejercicio f&#237;sico en el sistema cardiovascular de ratones espont&#225;neamente hipertensos</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Paulo Roberto Soares Filho; Iran Castro; Adriene Stahlschmidt</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul - Funda&#231;&#227;o Universit&#225;ria de Cardiologia, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>Pr&#225;ctica de ejercicio f&#237;sico (EF) es eficiente en el tratamiento y en la prevenci&#243;n de la hipertensi&#243;n, asociada a la mejora del perfil lip&#237;dico y de la funci&#243;n contr&#225;ctil card&#237;aca. Consumo moderado y regular de bebidas alcoh&#243;licas, como vino tinto, desempe&#241;a efecto cardiovascular protector. Polifenoles de la bebida presentan propiedades antioxidantes, beneficiando vasos sangu&#237;neos. Hay pocas evidencias sobre el consumo de vino tinto asociado al EF y las influencias en el sistema cardiovascular.</p>
      <p><bold>OBJETIVO: </bold>Investigar el efecto de la interacci&#243;n entre el EF y el consumo moderado de vino tinto en la presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS), lipoprote&#237;na de alta densidad (HDL), desempe&#241;o f&#237;sico y fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo (FEVI) de ratones espont&#225;neamente hipertensos (SHR).</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Muestra de 32 SHR distribuidos en cuatro grupos: grupo vino y ejercicio (GVE), grupo vino (GV), grupo ejercicio (GE) y grupo control (GC). Dosis de vino tinto, equivalentes al consumo moderado en humanos, fueron administradas por gavaje, durante diez semanas, simult&#225;neas al per&#237;odo de EF, realizado en cinta. Los SHR recibieron 3,715 ml/kg/d&#237;a de vino. El desempe&#241;o f&#237;sico fue analizado por test de esfuerzo (TE), y la FEVI fue obtenida por medidas ecocardiogr&#225;ficas. La medici&#243;n de la PAS ocurri&#243; antes y despu&#233;s del protocolo del EF.</p>
      <p><bold>RESULTADOS: </bold>Se demostr&#243; reducci&#243;n significativa de la PAS en los grupos de intervenci&#243;n, comparados al GC. Al final del protocolo, el GVE present&#243; la mayor reducci&#243;n. As&#237; como en la PAS, el GVE present&#243; mejor resultado en los niveles de HDL. No hubo diferencia significativa en el desempe&#241;o f&#237;sico y en la FEVI entre los grupos.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold>El EF asociado a la ingesta moderada de vino tinto ejerce efecto cardioprotector en la PAS y en la HDL de SHR. El desempe&#241;o f&#237;sico y la FEVI no son alterados.</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>Vino/utilizaci&#243;n, ejercicio, hipertensi&#243;n/prevenci&#243;n y control, colesterol HDL, sistema cardiovascular.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial (PA) representa factor de riesgo independiente, lineal y continuo para la enfermedad cardiovascular<sup>1</sup>. Una de las principales limitaciones en el control de la hipertensi&#243;n est&#225; fundada en el concepto de que esa enfermedad es compleja y polig&#233;nica y sufre influencia de factores ambientales como dieta, ingesta de sal y obesidad, entre otros<sup>2</sup>.</p>
      <p>Por la facilidad en la obtenci&#243;n de los niveles pres&#243;ricos elevados, el rat&#243;n espont&#225;neamente hipertenso (SHR - <italic>spontaneously hypertensive rats</italic>) es el modelo animal de hipertensi&#243;n m&#225;s utilizado<sup>3</sup>. Los SHR son prehipertensos en las primeras seis a ocho semanas de vida. La hipertensi&#243;n se establece entre 12 y 14 semanas. El desarrollo de la hipertensi&#243;n se caracteriza por aumento de la resistencia vascular perif&#233;rica, hiperactividad simp&#225;tica y aumento de la frecuencia card&#237;aca<sup>3</sup>.</p>
      <p>El ejercicio f&#237;sico (EF) proporciona beneficios al sistema cardiovascular, utilizado y comprobado por algunos experimentos<sup>4-7</sup> como medida no farmacol&#243;gica eficiente en el tratamiento y en la prevenci&#243;n de la hipertensi&#243;n. Ese efecto hipotensor es causado principalmente por la reducci&#243;n del d&#233;bito card&#237;aco asociada a la ca&#237;da de la frecuencia card&#237;aca<sup>7</sup> y a la reducci&#243;n de la resistencia vascular perif&#233;rica<sup>6</sup>. La pr&#225;ctica de EF tambi&#233;n confiere mejora al perfil lip&#237;dico<sup>8</sup> y a la funci&#243;n contr&#225;ctil card&#237;aca<sup>9</sup>.</p>
      <p>El consumo moderado de algunos tipos de bebidas alcoh&#243;licas, entre las cuales el vino tinto (una a dos dosis diarias), presenta asociaci&#243;n inversa con el desarrollo de enfermedad arterial coronaria (EAC)<sup>10,11</sup>. En metan&#225;lisis<sup>12</sup> que envolvi&#243; 13 estudios, los beneficios del vino tinto incorporaron m&#225;s sustentaci&#243;n, pues se demostr&#243; reducci&#243;n de 32% en el desarrollo de enfermedad arteroscler&#243;tica en los consumidores de la bebida. Los polifenoles presentes en el vino tinto pueden ayudar a la manutenci&#243;n de la salud de los vasos sangu&#237;neos<sup>11</sup>.</p>
      <p>Pocas evidencias existen sobre el consumo de vino tinto asociado al EF y sobre sus influencias en el sistema cardiovascular<sup>13</sup>. Est&#225; establecido que el alcohol, en dosis moderadas, desempe&#241;a efecto protector en el sistema cardiovascular. Los polifenoles presentes en el vino tinto son dotados de propiedades antioxidantes que act&#250;an ben&#233;ficamente en los vasos sangu&#237;neos<sup>14-16</sup>. El EF regular est&#225; demostrado como un agente controlador y regulador de la presi&#243;n arterial (PA)<sup>17,18</sup>. De esa forma, el experimento busc&#243; investigar el efecto de la interacci&#243;n entre el EF y el consumo moderado de vino tinto en la presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS), HDL-colesterol, desempe&#241;o f&#237;sico (DF) y fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo (FEVI) de ratones hipertensos.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Muestra</bold>
      </p>
      <p>Fueron utilizados 32 ratones SHR machos, con edad de tres meses (338,84 &#177; 21,25 g), obtenidos en el bioterio de la Universidad Federal de S&#227;o Paulo (UNIFESP). Los animales permanecieron en ambiente con temperatura controlada (20&#186; C a 25&#186; C), con ciclo claro/oscuro (12/12 horas), alimentados con raci&#243;n balanceada para roedores y agua (<italic>Ad libitum</italic>). Los ratones fueron distribuidos en cuatro grupos experimentales: grupo vino y ejercicio (GVE), grupo vino (GV), grupo ejercicio (GE) y grupo control (GC). Dosis de vino de 3,715 ml/kg/d&#237;a (mantenidas las proporciones entre el consumo diario considerado moderado para un humano de 70 kg y escalonadas para un rat&#243;n de aproximadamente 0,333 kg)<sup>19,20</sup>. Fueron administradas por medio de gavaje, durante diez semanas, cinco veces por semana, al comienzo de la ma&#241;ana.</p>
      <p>
        <bold>Protocolos experimentales</bold>
      </p>
      <p>Dosis de vino de 3,715 ml/kg/d&#237;a fueron administradas por medio de gavaje, durante diez semanas (cinco veces por semana, al comienzo de la ma&#241;ana). El vino utilizado fue el Dal Pizzol Cabernet Sauvignon (Rio Grande do Sul, Brasil), con 12% de alcohol en la composici&#243;n. El protocolo de entrenamiento f&#237;sico, que tuvo la misma duraci&#243;n, fue realizado cinco veces por semana al comienzo de la noche y se bas&#243; en el m&#233;todo de variaci&#243;n de intensidad, siempre respetando los l&#237;mites entre 40 y 70% de la capacidad m&#225;xima. Los ratones que se ejercitaron fueron adaptados a la cinta (espec&#237;fica para ratones, marca Inbramed, Brasil) antes del primer test de esfuerzo y del comienzo del protocolo de entrenamiento, que inici&#243; con duraci&#243;n diaria de 20 minutos y tuvo un aumento gradual hasta llegar a 60 minutos. El estudio sigue las normas establecidas en el <italic>Guide for the Care and Use of Laboratory Animals</italic> (<italic>Institute of Laboratory Animal Resources, National Academy of Sciences</italic>, Washington, D.C., 1996) y en los <italic>Princ&#237;pios &#201;ticos na Experimenta&#231;&#227;o Animal do Col&#233;gio Brasileiro de Experimenta&#231;&#227;o Animal</italic> (COBEA).</p>
      <p>
        <bold>Test de esfuerzo (TE)</bold>
      </p>
      <p>Fue realizado en tres momentos del estudio (inicio, medio y final del protocolo de entrenamiento) y consist&#237;a en iniciar con la velocidad de 0,3 km/h y aumentarla (0,3 km/h) cada tres minutos hasta la intensidad para fatigar a cada rat&#243;n <sup>21</sup>. Los TE fueron aplicados solamente a los grupos que realizaron entrenamiento f&#237;sico (GVE y GE).</p>
      <p>
        <bold>Medici&#243;n de la PAS y an&#225;lisis del plasma</bold>
      </p>
      <p>La medici&#243;n de la PAS fue realizada en la cola de los ratones, en dos momentos: entre el d&#233;cimo y el quinto d&#237;a antes del inicio del protocolo y entre el quinto y el d&#233;cimo d&#237;a despu&#233;s del final del protocolo (inicio y final del protocolo de entrenamiento f&#237;sico). El equipamiento utilizado fue el MP100 WSW, Biopac Systems (Santa Barbara, CA, USA). Al final del experimento, los ratones fueron sedados con quetamina (50 mg/kg) y xilazina (20 mg/kg) y sacrificados por el m&#233;todo de desplazamiento cervical, siendo realizada, en este momento, la colecta de sangre por medio de punci&#243;n card&#237;aca. Los niveles s&#233;ricos de HDL fueron medidos por medio del m&#233;todo colorim&#233;trico enzim&#225;tico homog&#233;neo.</p>
      <p>
        <bold>Ecocardiograf&#237;a</bold>
      </p>
      <p>Los animales fueron sedados con quetamina (1 mcl/g) y xilazina (0,5 mcl/g), y, despu&#233;s, como preparaci&#243;n para el examen, el pelo de la regi&#243;n pectoral fue removido. La ecocardiograf&#237;a fue realizada por medio del equipamiento Philips, con transductor de 7,5 MHz. Las im&#225;genes fueron guardadas y las mediciones fueron realizadas separadamente por dos observadores independientes. La fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo fue la medida elegida para an&#225;lisis subsecuente. No hubo variaci&#243;n entre los an&#225;lisis realizados por los diferentes observadores.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Los datos est&#225;n presentados en media y desv&#237;o est&#225;ndar. Los resultados fueron verificados estad&#237;sticamente por medio de test t de Student, pareado para la comparaci&#243;n de la medida inicial con la final. Para comparar los resultados entre los grupos, fue utilizado el test de an&#225;lisis de variancia (ANOVA). Las comparaciones m&#250;ltiples, entre los grupos, del resultado de la diferencia de la PAS inicial a la PAS final fueron hechas por el test Tukey. El <italic>software</italic> utilizado fue el SPSS, versi&#243;n 13.0.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Presi&#243;n arterial sist&#243;lica</bold>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref> demuestra los resultados relativos a la PAS, siendo el <italic>valor p</italic> presentado en relaci&#243;n al nivel de significaci&#243;n entre la diferencia de la PAS inicial y la de la PAS final dentro del propio grupo. Cuando esa diferencia fue comparada entre los grupos, todos presentaron significaci&#243;n (p&lt;0,001) en relaci&#243;n al GC. El GVE mostr&#243; una reducci&#243;n significativa entre la primera y la segunda medici&#243;n, siendo ese grupo el que demostr&#243; mayor reducci&#243;n en la PAS. Cuando fue comparado a los otros grupos, esa diferencia entre el inicio y el final del protocolo fue significativa en relaci&#243;n al GV y al GC (p&lt;0,001). Por otro lado, comparado al grupo que practic&#243; solamente actividad f&#237;sica (GE), la diferencia de la PAS inicial a la PAS final, a pesar de ser mayor, no present&#243; significaci&#243;n (p=0,83). El ejercicio f&#237;sico de forma aislada demostr&#243; ser eficiente en el control de la hipertensi&#243;n en SHR, pues, en nuestro experimento, el GE obtuvo una reducci&#243;n significativa entre la primera y segunda medici&#243;n. Cuando fue comparado a los otros grupos, esa diferencia de la PAS inicial a la PAS final fue significativa en relaci&#243;n al GV y al GC (p&lt;0,001). Entre nuestros grupos experimentales, el GV present&#243; una peque&#241;a reducci&#243;n en la media de la PAS. Sin embargo, cuando fue comparada al GC, la diferencia entre la PAS inicial y la final fue significativa (p&lt;0,001).</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Desempe&#241;o f&#237;sico (DF)</bold>
      </p>
      <p>El DF de los ratones fue medido por medio de test de esfuerzo (TE) en el inicio, medio y final de las diez semanas de protocolo de entrenamiento f&#237;sico. El TE fue aplicado solamente en los dos grupos que realizaron ejercicio (GE y GVE). La media de la distancia recorrida en el &#250;ltimo TE por el GVE mostr&#243; una diferencia no significativa (p=0,385) con relaci&#243;n al GE. En la comparaci&#243;n entre el primero y el &#250;ltimo TE, el GVE mostr&#243; un aumento en 62,6% en la distancia recorrida, mientras que el GE aument&#243; 60,5% la distancia recorrida en el primer TE (<xref ref-type="fig" rid="g1-body3">Gr&#225;fico 1</xref>).</p>
      <fig id="g1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Lipoprote&#237;na de alta densidad</bold>
      </p>
      <p>Los niveles s&#233;ricos de la lipoprote&#237;na de alta densidad (HDL) fueron analizados al final del protocolo de entrenamiento y consumo de vino (<xref ref-type="fig" rid="g2-body3">Gr&#225;fico 2</xref>), demostr&#225;ndose niveles m&#225;s elevados de HDL en el GVE, con significaci&#243;n estad&#237;stica, cuando fue comparado al GC (p=0,019) y al GE (p=0,042). En la comparaci&#243;n con el GV, el GVE present&#243; mayores niveles HDL, sin embargo, no significativos (p&gt;0,05). En el GE, el nivel de HDL sangu&#237;neo no se diferenci&#243; significativamente del GC (p=0,946) - <xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tabla 2</xref>.</p>
      <fig id="g2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gf02-es.jpg"/></fig>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo</bold>
      </p>
      <p>El examen ecocardiogr&#225;fico fue realizado antes y despu&#233;s del protocolo de las intervenciones del estudio. A pesar de no haber diferencia significativa entre los grupos (p=0,579), los resultados muestran, en el GVE, un aumento no significativo (p=0,077) entre la primera y la segunda medici&#243;n de la FEVI, siendo ese grupo el que m&#225;s aument&#243; la FEVI. As&#237; como el GVE, los otros grupos del experimento presentaron, en menor proporci&#243;n, un aumento en la FEVI, estando los resultados dispuestos en la <xref ref-type="table" rid="t3-body3">Tabla 3</xref>. A pesar del crecimiento de la FEVI en todos los grupos, ninguno present&#243; significaci&#243;n para un valor p&lt;0,05.</p>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-04-0277-00020-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El ejercicio f&#237;sico regular parece ser una de las principales terapias utilizadas en la prevenci&#243;n del desarrollo de la enfermedad cardiovascular, pues provoca una serie de respuestas fisiol&#243;gicas, resultantes de adaptaciones auton&#243;micas y hemodin&#225;micas que van a influenciar al sistema cardiovascular<sup>6,22</sup> y, cuando asociadas a las alteraciones en la dieta, influencian positivamente casi todos los factores de riesgo<sup>6</sup>. Con relaci&#243;n a la dieta, el consumo moderado de vino tinto est&#225; asociado a una significativa reducci&#243;n de riesgo cardiovascular<sup>12</sup>, aun para individuos que utilizan una dieta rica en grasa saturada, situaci&#243;n parad&#243;jica encontrada en algunos pa&#237;ses, como Francia. Nuestros resultados confirman y siguen esos conceptos, pues encontramos, en nuestros datos, una significativa reducci&#243;n en marcadores de riesgo card&#237;aco. Ambos grupos de ratones hipertensos que recibieron las intervenciones de forma aislada, ejercicio o vino, demostraron reducci&#243;n de la PAS. Sin embargo, el principal resultado de ese experimento fue haber encontrado, en el grupo que asoci&#243; el programa de entrenamiento f&#237;sico y el consumo en dosis moderadas de vino tinto, a mayor reducci&#243;n en la PAS entre los grupos del estudio.</p>
      <p>Siendo el ejercicio f&#237;sico un reconocido agente hipotensor tanto en humanos como en animales<sup>4,5,17</sup>, entender los mecanismos de ese efecto, que pueden diferir de acordo con el tipo de ejercicio empleado y la poblaci&#243;n estudiada, es importante para su utilizaci&#243;n terap&#233;utica. El efecto de un programa de ejercicio f&#237;sico con intensidad de 60% del VO<sub>2</sub> m&#225;ximo y duraci&#243;n de cuatro meses en individuos hipertensos controlados fue analizado por Monteiro et al<sup>23</sup>, mostrando, en los resultados, una ca&#237;da de 6% en la PAS, asociada a una mejora en el acondicionamiento cardiorrespiratorio y aumento en los niveles de HDL. El principal mecanismo atribuido a ese resultado es la reducci&#243;n del d&#233;bito card&#237;aco asociado a la ca&#237;da de la frecuencia card&#237;aca<sup>7</sup>. La reducci&#243;n de la resistencia vascular perif&#233;rica contribuye al efecto hipotensor causado por el entrenamiento f&#237;sico<sup>6</sup>.</p>
      <p>Melo et al<sup>21</sup> investigaron y compararon, en ratones SHR y Wistar-Kyoto, los efectos de un programa de ejercicio f&#237;sico con duraci&#243;n de 13 semanas e intensidad entre 50% y 60% de la capacidad m&#225;xima. Los resultados mostraron que solamente los ratones SHR entrenados redujeron la PA significativamente (en media, 15 mmHg) en relaci&#243;n a los ratones del grupo control, confirmando el efecto hipotensor m&#225;s pronunciado del acondicionamiento f&#237;sico en hipertensos. El crecimiento y la proliferaci&#243;n de peque&#241;as v&#233;nulas as&#237; como la regresi&#243;n de la hipertrofia de las paredes de las arteriolas son ajustes compensatorios causados por el entrenamiento f&#237;sico y fueron indicados como contribuyentes para el efecto hipotensor.</p>
      <p>Otro mecanismo causado por el ejercicio f&#237;sico es la disminuci&#243;n de la actividad del sistema nervioso simp&#225;tico, que est&#225; asociada a la reducci&#243;n de la PA. Bertagnolli et al<sup>24</sup> midieron la PA y la concentraci&#243;n de norepinefrina en el tejido card&#237;aco de ratones SHR que participaron de un programa de ejercicio f&#237;sico, con duraci&#243;n de diez semanas. Los resultados mostraron, en el grupo entrenado, una reducci&#243;n de la concentraci&#243;n de norepinefrina en el tejido card&#237;aco, justificando la ca&#237;da de la PA de los animales, siendo ese hecho asociado a la disminuci&#243;n de la actividad del sistema simp&#225;tico. Anteriores a esos hallazgos, mecanismos hemodin&#225;micos, como la reducci&#243;n del d&#233;bito card&#237;aco asociada a la bradicardia de reposo, fueron descriptos como responsables por la atenuaci&#243;n de la hipertensi&#243;n arterial en ratones SHR que participaron de un programa de ejercicios con intensidad leve a moderada, correspondiendo a 55% del VO<sub>2</sub> m&#225;ximo<sup>25</sup>.</p>
      <p>El consumo de alcohol tambi&#233;n puede influenciar la PA. Estudios experimentales, con el linaje SHR, demostraron que la administraci&#243;n cr&#243;nica de dosis moderadas de etanol previene la elevaci&#243;n de la PA consecuencia de la edad<sup>26</sup>. Cuando el efecto del consumo de esa sustancia es analizado de manera aguda, dosis moderadas proporcionan ca&#237;da de la PA en SHR<sup>27</sup>. Cuando la bebida consumida es el vino tinto, los polifenoles, independientemente de la presencia o no del alcohol, desempe&#241;an papel cardioprotector, por medio de la acci&#243;n antioxidante del LDL-colesterol<sup>11,14,15</sup> e inhibidora de la expresi&#243;n de prote&#237;nas proinflamatorias<sup>16</sup>. Estudios que utilizaron suplementaci&#243;n de compuesto con los mismos componentes del vino tinto, aunque libre de alcohol, demostraron que, tanto en conejos<sup>28</sup> como en ratones<sup>29</sup> hipercolester&#233;micos, el compuesto fen&#243;lico tuvo un papel antitromb&#243;tico debido a la inhibici&#243;n de la agregaci&#243;n plaquetaria.</p>
      <p>Los polifenoles son normalmente divididos en dos grupos, los flavonoides y los no flavonoides. Los flavonoides m&#225;s presentes en el vino tinto son: quercetina, flavonoles, tanino y catequinas. Entre los no flavonoides, dest&#225;case el resveratrol (3,4,5-trihidro-stilbeno)<sup>30</sup>. Sustancia capaz de mejorar la expresi&#243;n endotelial de la NO sintasa, liberando m&#225;s &#243;xido n&#237;trico (NO) a las c&#233;lulas endoteliales<sup>31</sup>, as&#237; como inhibir la s&#237;ntesis de la endotelina-1, el m&#225;s potente vasoconstrictor derivado del endotelio<sup>32</sup>. El resveratrol y otros polifenoles est&#225;n ausentes en la mayor&#237;a de las frutas y de los vegetales normalmente utilizados. As&#237;, el consumo de vino tinto podr&#237;a constituirse en la &#250;nica fuente en la dieta, aun m&#225;s porque la fermentaci&#243;n de la bebida lleva al enriquecimiento del contenido total de polifenoles, y, mejor aun, la solubilizaci&#243;n de los polifenoles resulta en su mayor biodisponibilidad<sup>33</sup>.</p>
      <p>La lipoprote&#237;na de alta densidad fue otro marcador de riesgo analizado en nuestro experimento. El consumo moderado de alcohol causa un aumento en los niveles de HDL-colesterol, pudiendo llegar a 12% en humanos<sup>34</sup>, siendo ese aumento resultado de la elevaci&#243;n en las subfracciones HDL2 y HDL3, y apoA-1 y apoA-2, lo que proporciona un eficiente transporte reverso de las mol&#233;culas de LDL. El acondicionamiento f&#237;sico tambi&#233;n impulsiona los niveles de HDL, siendo ese un tratamiento no medicamentoso que comprobadamente mejora el perfil lip&#237;dico<sup>8,35</sup>.</p>
      <p>As&#237; como en los resultados de la PA, el grupo que asoci&#243; entrenamiento f&#237;sico con dosis moderadas de vino tinto mostr&#243; el mejor resultado en los niveles s&#233;ricos de HDL. Otro dato interesante fue que el GV present&#243; &#237;ndice de HDL m&#225;s alto que el GE, que, por su vez, aun demostr&#243; mejor resultado que el GC. El hecho de no ser posible verificar el nivel de HDL inicial de los ratones participantes del estudio debilit&#243; el poder de los resultados relativos a los niveles de esa lipoprote&#237;na, aun sabiendo que los SHR poseen caracter&#237;stica isog&#233;nica. En ratones hipertensos que practicaron actividad f&#237;sica durante seis semanas, con intensidades entre 30 y 60%, hubo un aumento significativo (p&lt;0,001) en los niveles de HDL en relaci&#243;n a los SHR sedentarios<sup>28</sup>.</p>
      <p>Un indicador de adaptaci&#243;n al entrenamiento f&#237;sico encontrado en nuestro estudio fue la evoluci&#243;n del desempe&#241;o de los ratones en los TE realizados. El programa de acondicionamiento realizado en ese experimento proporcion&#243; un aumento de cerca de 60% en la distancia recorrida por los ratones en el &#250;ltimo TE. Es importante resaltar que el desempe&#241;o del grupo que recibi&#243; vino durante el protocolo de ejercicios no se diferenci&#243; del grupo que realiz&#243; solamente ejercicio.</p>
      <p>La sobrecarga pres&#243;rica en la hipertensi&#243;n resulta en hipertrofia card&#237;aca patol&#243;gica, teniendo como consecuencia la reducci&#243;n de la funci&#243;n card&#237;aca y pudiendo llevar al cuadro de insuficiencia card&#237;aca<sup>36</sup>. El ejercicio tambi&#233;n est&#225; relacionado con alteraciones estructurales card&#237;acas en SHR, sin embargo, la hipertrofia desencadenada por el entrenamiento f&#237;sico es ben&#233;fica al sistema cardiovascular y definida como fisiol&#243;gica<sup>9</sup>. La reproductibilidad de la fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo (FEVI) ha sido demostrada universalmente, siendo la medida preferida para expresar la integralidad de la contracci&#243;n card&#237;aca. De esa forma, la FEVI es utilizada como una &#243;ptima expresi&#243;n del desempe&#241;o mec&#225;nico del ventr&#237;culo izquierdo<sup>37</sup>.</p>
      <p>El modelo SHR es considerado muy similar al modelo de hipertensi&#243;n humana y conduce a insuficiencia card&#237;aca<sup>3</sup>. Examen ecocardiogr&#225;fico fue utilizado para demostrar aumento del volumen diast&#243;lico y sist&#243;lico, as&#237; como reducci&#243;n de la FEVI en SHR despu&#233;s de los 18 meses de vida<sup>38</sup>. Dentro de nuestra muestra, las intervenciones no causaron diferencia significativa de la FEVI, a pesar de que el grupo GVE present&#243; el mejor resultado en la comparaci&#243;n de la FEVI entre el primer y el segundo examen ecocardiogr&#225;fico. El efecto del EF en el tratamiento de ratones hipertensos con insuficiencia card&#237;aca (SHHF) parece diferir de acuerdo con la intensidad del entrenamiento f&#237;sico. Emter et al<sup>39</sup> aplicaron un protocolo de EF de baja intensidad en SHHF y obtuvieron como resultado un retardo en la llegada de la insuficiencia card&#237;aca. Por otro lado, Schultz et al<sup>40</sup> demostraron que el EF en exceso desencadena efectos delet&#233;reos en el remodelado card&#237;aco y puede acelerar la progresi&#243;n de la insuficiencia card&#237;aca de SHHF.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En modelo animal SHR, la asociaci&#243;n del vino tinto al ejercicio f&#237;sico mostr&#243; efectos ben&#233;ficos, disminuyendo significativamente la presi&#243;n arterial sist&#243;lica. Sin embargo, no hubo diferencia en relaci&#243;n al grupo con intervenci&#243;n de solamente ejercicio, pero significativamente mayor que en el grupo con solamente ingesta de vino. Este, por su vez, present&#243; reducci&#243;n de la presi&#243;n arterial en comparaci&#243;n con el grupo control. Esa asociaci&#243;n mostr&#243; tambi&#233;n elevaci&#243;n significativa de los niveles de HDL en comparaci&#243;n con los ratones que sufrieron intervenciones aisladas. Resaltemos, aun, que, en ese modelo, la fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo no sufri&#243; influencia por las intervenciones aplicadas y que el desempe&#241;o f&#237;sico no fue perjudicado por el consumo moderado de vino.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Este estudio fue apoyado por la ABE (<italic>Associa&#231;&#227;o Brasileira dos En&#243;logos</italic>). Los autores Le agradecen al equipo del laborat&#243;rio de investigaci&#243;n experimental del IC/FUC (Porto Alegre, RS - Brasil).</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>Este estudio fue financiado parcialmente por la Asociaci&#243;n Brasile&#241;a de En&#243;logos.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de tesis de maestr&#237;a de Paulo Roberto Soares Filho por el <italic>Instituto de Cardiologia de Porto Alegre</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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