<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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          <subject>Ponto de Vista</subject>
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        <article-title>Triagem pr&#233;-participa&#231;&#227;o do atleta jovem: &#233; essa a hora para um consenso?</article-title>
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        <kwd>Exercicio</kwd>
        <kwd>esportes</kwd>
        <kwd>exames medicos</kwd>
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        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Triagem pr&#233;-participa&#231;&#227;o do atleta jovem: &#233; essa a hora para um consenso?</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Roberto Peidro<sup>I</sup>; Victor Froelicher<sup>II</sup>; Ricardo Stein<sup>III</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires - Argentina </p>
    <p><sup>II</sup>Stanford University School of Medicine, VA Palo Alto Health Care System, Palo Alto - Estados Unidos </p>
    <p><sup>III</sup>Laborat&#243;rio de Fisiopatologia do Exerc&#237;cio, Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="endb">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Exerc&#237;cio, esportes, exames m&#233;dicos.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Em cada nova temporada, os m&#233;dicos s&#227;o indagados sobre a necessidade de triagem pr&#233;-participa&#231;&#227;o (TPP) para atletas jovens. No in&#237;cio de um novo semestre escolar, com a maior demanda de esportes recreacionais em academias e parques, h&#225; um aumento nos pedidos de autoriza&#231;&#227;o m&#233;dica para sua pr&#225;tica. A raz&#227;o para que a avalia&#231;&#227;o m&#233;dica seja feita antes do in&#237;cio da pr&#225;tica de exerc&#237;cios/esportes &#233; a detec&#231;&#227;o de problemas cardiovasculares, que poderiam ter s&#233;rias consequ&#234;ncias com a atividade f&#237;sica intensa. Essas consequ&#234;ncias incluem morte s&#250;bita, que tem ocorrido at&#233; mesmo nos campos de esportes. </p>
    <p>Morte s&#250;bita em atletas jovens (13 a 35 anos) &#233; uma ocorr&#234;ncia rara (0,5 a 2,0/100.000 atletas/ano), mas parece ocorrer em atletas, duas vezes mais frequentemente do que em n&#227;o-atletas da mesma idade<sup>1</sup>. Os esportes competitivos por si s&#243; n&#227;o s&#227;o respons&#225;veis pelo evento cardiovascular quando o mesmo ocorre, sendo apenas o fator desencadeante em algu&#233;m com doen&#231;a cardiovascular oculta<sup>2</sup>. </p>
    <p>Quando a TPP &#233; planejada, passos importantes devem ser tomados: 1) o teste deve ser validado e geralmente aceito; 2) muito embora a doen&#231;a esteja em sua fase assintom&#225;tica, os exames devem ser vistos como necess&#225;rios; 3) n&#227;o devem causar nenhum dano ao paciente; 4) devem ser custo-efetivos e 5) as caracter&#237;sticas do teste devem ser aceit&#225;veis. &#201; digno de nota o fato de que os itens 4 e 5 s&#227;o os mais frequentemente discutidos quando a TPP atl&#233;tica &#233; a quest&#227;o. </p>
    <p>Os avan&#231;os tecnol&#243;gicos nos oferecem uma variedade de exames complementares, os quais tornam poss&#237;veis maior n&#250;mero de diagn&#243;sticos. Assim, a implementa&#231;&#227;o dessas pr&#225;ticas deve seguir crit&#233;rios rigorosos, sempre assegurando-se que o resultado final seja para ajudar o atleta. </p>
    <p>Sabe-se que h&#225; controv&#233;rsias acerca de qual deveria ser o modelo mais adequado para a TPP. Al&#233;m disso, n&#227;o est&#225; totalmente claro se h&#225; uma real necessidade de estender a TPP para indiv&#237;duos que praticam esportes por recrea&#231;&#227;o, se crian&#231;as devem ser rotineiramente avaliadas e qual seria o melhor intervalo entre as TPP. Na It&#225;lia, uma Lei Federal de 1982 tornou mandat&#243;rio que a TPP seja estendida a todos os cidad&#227;os que pratiquem esportes organizados e competitivos. Os italianos tem um modelo que inclui hist&#243;rico cl&#237;nico, exame f&#237;sico e eletrocardiograma (ECG) de 12 deriva&#231;&#245;es em repouso. </p>
    <p>Pelliccia e cols. <sup>3</sup> demonstraram que a inclus&#227;o do ECG &#224; TPP foi efetiva na detec&#231;&#227;o das doen&#231;as estruturais mais comuns, principalmente displasia arritmog&#234;nica do ventr&#237;culo direito (DAVD) e cardiomiopatia hipertr&#243;fica (CMH). Entretanto, atletas de todas as equipes nacionais italianas s&#227;o submetidos a um ecocardiograma como o primeiro passo durante a TPP. Corrado e cols. <sup>4</sup>, em um estudo n&#227;o-randomizado, mostraram uma redu&#231;&#227;o de 89% na morte s&#250;bita em atletas italianos na regi&#227;o do V&#234;neto de 1981 a 2004. </p>
    <p>Por outro lado, nos Estados Unidos da Am&#233;rica (EUA), o modelo de TPP italiano, o qual &#233; aceito pela FIFA e pelo Comit&#234; de Esportes Ol&#237;mpicos, entre outros, n&#227;o foi implementado pela Sociedade Americana de Cardiologia e Sociedade Americana de Medicina Esportiva. Sua principal obje&#231;&#227;o &#224; ele reside no fato de que eles consideram que a inclus&#227;o do ECG em todas as TPP atl&#233;ticas (para mais de 10 milh&#245;es de atletas) n&#227;o seria custo-efetiva, devido &#224; sua alta taxa de resultados falso-positivos. Entretanto, considerando-se os dados europeus, Wheeler e cols. <sup>5</sup> avaliaram a custo/efetividade da incorpora&#231;&#227;o do ECG de 12 deriva&#231;&#245;es em repouso &#224; TPP em atletas americanos. Eles evidenciaram que a TPP com a adi&#231;&#227;o do ECG foi capaz de salvar 2,06 vidas/ano por 1.000 atletas avaliados, a um custo adicional de U$ 89,00 por atleta e a uma taxa de custo/efetividade de U$ 42.900 por ano de vida salva. </p>
    <p>Maron e cols. <sup>6</sup> descreveram a morte s&#250;bita de 1.866 jovens atletas entre 1980 e 2006, o que levou a um aumento anual de 6%, considerando a preval&#234;ncia antes e depois de 1993. Essa porcentagem mais alta de morte s&#250;bita pode estar relacionada a um aumento no n&#250;mero de notifica&#231;&#245;es devido aos avan&#231;os tecnol&#243;gicos (por ex. , a Internet). Os autores acima consideraram que a taxa de morte s&#250;bita entre atletas norte-americanos n&#227;o &#233; mais alta do que aquela encontrada na regi&#227;o do V&#234;neto (It&#225;lia) nos &#250;ltimos anos, mesmo que o ECG n&#227;o seja mandat&#243;rio nos EUA<sup>7</sup>. Al&#233;m disso, a incid&#234;ncia de morte s&#250;bita no V&#234;neto foi mais alta do que aquela observada nos EUA no per&#237;odo anterior &#224;quele que precedeu a TPP mandat&#243;ria na It&#225;lia. Entretanto, a preval&#234;ncia de morte s&#250;bita foi similar nesses &#250;ltimos anos em ambos os pa&#237;ses. Alguns aspectos relevantes devem ser considerados: 1) a incid&#234;ncia real de morte s&#250;bita nos EUA poderia ter sido subestimada devido &#224; falta de registro compuls&#243;rio; 2) n&#227;o &#233; poss&#237;vel saber se a implementa&#231;&#227;o da TPP italiana nos EUA iria ou n&#227;o diminuir a j&#225; baixa incid&#234;ncia de morte s&#250;bita<sup>7</sup>. </p>
    <p>Como mencionado anteriormente, um dos maiores obst&#225;culos frequentemente citados a fim de n&#227;o adicionar o ECG de 12 deriva&#231;&#245;es &#224; TPP americana est&#225; relacionado &#224; sua especificidade sub-&#243;tima<sup>8</sup>. Seu uso poderia gerar um alto n&#250;mero de exames falso-positivos, o que resultaria em demanda por testes adicionais, fato este que poderia causar danos psicol&#243;gicos aos atletas e um incremento nos custos. </p>
    <p>No entanto, um documento recente da Sociedade Europeia de Cardiologia<sup>9</sup> estabeleceu novos crit&#233;rios para reduzir a taxa de eletrocardiogramas falso-positivos. Nessa linha, ao serem utilizados tais crit&#233;rios, a especificidade do ECG aumentou de 90% para 96% em atletas da Universidade de Stanford<sup>10</sup>. </p>
    <p>H&#225; algumas particularidades nos EUA: a) o ECG &#233; muito caro; b) h&#225; um grande n&#250;mero de atletas recreacionais; c) o n&#250;mero de m&#233;dicos especializados em cardiologia esportiva e/ou medicina esportiva &#233; pequeno em rela&#231;&#227;o &#224; popula&#231;&#227;o de atletas. Sendo assim, o modelo da TPP italiana seria dif&#237;cil de implementar no pa&#237;s todo. </p>
    <p>Da mesma forma, em pa&#237;ses como Argentina e Brasil, o n&#250;mero de m&#233;dicos com profici&#234;ncia na interpreta&#231;&#227;o do eletrocardiograma do atleta tamb&#233;m &#233; menor do que o desej&#225;vel. Ainda assim, se somente os dados de Wheeler e cols. <sup>5</sup> forem considerados, o fardo econ&#244;mico do uso do ECG em pa&#237;ses em desenvolvimento seria muito mais baixo do que aquele nos EUA e Europa. </p>
    <p>Entretanto, como a triagem pr&#233;-participa&#231;&#227;o &#233; vista em pa&#237;ses como Argentina e Brasil? Na verdade, as associa&#231;&#245;es desportivas e clubes tem diferentes estrat&#233;gias em rela&#231;&#227;o a essa quest&#227;o. Algumas associa&#231;&#245;es n&#227;o pedem nada e outras exigem apenas um atestado m&#233;dico no qual a palavra "apto" est&#225; escrita. Por outro lado, h&#225; algumas que exigem uma variedade de testes, que variam de ECG e exames laboratoriais e de imagem a teste ergom&#233;trico e/ou ecocardiograma. </p>
    <p>Sabendo com anteced&#234;ncia que n&#227;o ser&#225; uma tarefa f&#225;cil, sugerimos que o governo trabalhe e d&#234; forte apoio a: associa&#231;&#245;es m&#233;dicas, respons&#225;veis por institui&#231;&#245;es esportivas, pol&#237;ticos, agentes de sa&#250;de p&#250;blica, epidemiologistas e parceiros da iniciativa privada, entre outros. Isso significa unir esfor&#231;os para produzir um modelo uniforme de TPP, como a It&#225;lia j&#225; fez, de forma bem sucedida. </p>
    <p>Um primeiro passo pode ser a ado&#231;&#227;o do padr&#227;o de exame/triagem cardiovascular de 12 pontos da AHA (<xref ref-type="table" rid="tab1">Tabela 1</xref>) ou algo similar e, onde poss&#237;vel, tornar o ECG dispon&#237;vel. </p>
    <table-wrap id="tab1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0e50-00019-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes. </p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas. </p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o. </p>
    <p>
      <fn id="endb" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia: </bold>
        </label>
        <p> Ricardo Stein </p>
        <p> Rua Jo&#227;o Caetano 20/402 - Petr&#243;polis </p>
        <p> 90470-260 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="rstein@cardiol.br">rstein@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="ristein@pq.cnpq.br">ristein@pq.cnpq.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 05/06/10; revisado recebido em 10/06/10; aceito em 14/09/10. </p>
  </body>
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        <bold>POINT OF VIEW</bold>
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            <bold>Roberto Peidro<sup>I</sup>; Victor Froelicher<sup>II</sup>; Ricardo Stein<sup>III</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires - Argentina</p>
      <p><sup>II</sup>Stanford University School of Medicine, VA Palo Alto Health Care System, Palo Alto - Estados Unidos</p>
      <p><sup>III</sup>Laborat&#243;rio de Fisiopatologia do Exerc&#237;cio, Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Exercise; sports; medical examination.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>At each new season, physicians are asked about the need for pre-participation screening (PPS). At the beginning of a new school semester, with the higher demand for recreational sports at gyms and parks, there is an increase in medical clearance for practice. The reason for the medical evaluation to be carried out before engaging in exercise/sports is to detect cardiovascular problems, which could have serious consequences with intense physical activity. These consequences include sudden death, which has occurred even on the playing field. </p>
      <p>Sudden death among young athletes (13 to 35 years old) is a rare occurrence (0.5 to 2.0/100,000 athletes/year), but it is apparently twice as common in athletes when compared to non-athletes of the same age<sup>1</sup>. Competitive sports alone are not responsible for the cardiovascular event when it occurs, being a trigger in someone with an occult cardiovascular disease<sup>2</sup>. </p>
      <p>When PPS is planned, important steps should be taken: 1) the testing should be validated and generally accepted; 2) even though the disease is in its asymptomatic phase, the exams should be seen as necessary; 3) it should not cause any harm to the patient; 4) it should be cost-effective; and, 5) test characteristics should be acceptable. It is worth pointing out that items 4 and 5 are the ones more often discussed when athletic PPS is the issue. </p>
      <p>Technological advances offer us a large variety of complementary exams, which can make more diagnoses possible. Thus, the implementation of these practices must follow rigorous criteria, always making sure that the end result is to help the athlete. </p>
      <p>It is known that there are controversies about which should be the most adequate model for the PPS. Moreover, it is not totally clear whether there is a real need to extend the PPS to individuals practicing sports for recreation, if children should be routinely evaluated and which would be the best interval between PPS. In Italy, according to a federal law since 1982, mandatory PPS covers all citizens practicing organized and competitive sports. The Italians have a model that includes clinical history, physical examination and a resting 12-lead electrocardiogram. </p>
      <p>Pelliccia et al<sup>3</sup> demonstrated that the inclusion of the electrocardiogram in the PPS was effective in detecting the most common structural diseases, mainly arrhythmogenic right ventricle dysplasia (ARVD) and hypertrophic cardiomyopathy (HCM). Nevertheless, athletes of all Italian national teams undergo an echocardiogram, as a first step during their PPS. Corrado et al<sup>4</sup>, in a non-randomized temporally sequential comparison, showed an 89% reduction in sudden death in Italian athletes in the Veneto region from 1981 to 2004. </p>
      <p>On the other hand, in United States of America (USA), the Italian PPS model, which is accepted both by FIFA and the International Olympic Committee, among others, has not been implemented by the American Societies of Cardiology and of Sports Medicine. Their main objection to it lies in the fact that they consider that the incorporation of the ECG in all athletic PPS (for more than 10 million athletes) will not be cost-effective, due to its high false-positive rate. However, when considering European data, Wheeler et al<sup>5</sup> analyzed the cost/effectiveness of incorporating the resting 12-lead ECG to the PPS in American athletes. They agreed on the fact that the PPS with the ECG saves 2.06 lives per year per 1,000 athletes, evaluated at an additional cost of U$ 89.00 per athlete and at a cost/effectiveness rate of U$ 42,900 per year of life saved. </p>
      <p>Maron et al<sup>6</sup> described 1,866 sudden deaths in young athletes between 1980 and 2006, which led to a 6% annual increase, considering the prevalence before and after 1993<sup>6</sup>. This higher percentage of sudden death could be related to an increase in the number of notifications due to technological advances (<italic>eg</italic>. the Internet). The above authors considered that the sudden death rate among American athletes was not higher than the ones observed in the Veneto region (Italy) in the last years, even though in the USA, the ECG is not mandatory<sup>7</sup>. Furthermore, the sudden death incidence in Veneto was higher than that observed in the USA in the period preceding the mandatory PPS in Italy. However, the prevalence of sudden death was similar to those seen these last years in both countries. Some relevant aspects should be considered: 1) the actual incidence of sudden death in the USA could be underestimated due to the lack of a compulsory registry. 2) It is not possible to know whether or not the Italian PPS implementation in the USA would lower the already low incidence of sudden death<sup>7</sup>. </p>
      <p>As previously mentioned, one of the major obstacles frequently cited in order not to add the 12-lead ECG to the USA PPS is related to its sub-optimal specificity<sup>8</sup>. It could generate a high number of false-positive results, demanding additional tests, thus potentially causing psychological and economic harm. A European Society of Cardiology document<sup>9</sup> included new criteria to reduce the false-positive rate. When these new criteria were employed, the specificity of the ECG increased from 90% to 96% in college athletes at Stanford University<sup>10</sup>. </p>
      <p>There are some particularities in the USA: a) the cost of the ECG is very high, b) there is a high number of recreational athletes, c) the number of doctors specialized in exercise cardiology and/or sports medicine is small in relation to the number of athletes. Therefore, the Italian PPS model would be difficult to be implemented nationwide. Countries such as Argentina and Brazil do not have a large number of well-trained doctors. Nevertheless, if only the Wheeler et al<sup>5</sup> data were considered, the economic burden for the ECG use in developing countries would be much lower than that in the USA and Europe. </p>
      <p>Thus, how is the PPS dealt with in countries such as Argentina and Brazil? In truth, the sports and club associations have very different strategies regarding this subject. Some do not ask for anything and others require only a medical certificate in which the words "able to" are to be written on. On the other hand, there are some that ask for a variety of tests, ranging from ECG and laboratory and image exams to exercise testing and/or echocardiogram. </p>
      <p>Knowing in advance that it will not be an easy task, we suggest that the government work with and give strong support to: medical associations, heads of sports institutions, politicians, public health agents, epidemiologists and private partners, among others. This means joining efforts to produce a uniform PPS model, as Italy once successfully did. A first step may be to adopt the standard 12 points of the AHA cardiovascular screening exam/questions (<xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Table 1</xref>) or something similar and whenever possible, make the ECG available. </p>
      <table-wrap id="tab1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0e50-00019-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported. </p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study. </p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program. </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Selecci&#243;n pre participaci&#243;n del atleta joven: &#191; es esta la hora para un consenso?</article-title>
      </title-group>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Ejercicio</kwd>
        <kwd>deportes</kwd>
        <kwd>ex&#225;menes m&#233;dicos</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>PUNTO DE VISTA</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Selecci&#243;n pre participaci&#243;n del atleta joven: &#191; es esta la hora para un consenso?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Roberto Peidro<sup>I</sup>; Victor Froelicher<sup>II</sup>; Ricardo Stein<sup>III</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires - Argentina</p>
      <p><sup>II</sup>Stanford University School of Medicine, VA Palo Alto Health Care System, Palo Alto - Estados Unidos</p>
      <p><sup>III</sup>Laborat&#243;rio de Fisiopatologia do Exerc&#237;cio, Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold>Ejercicio, deportes, ex&#225;menes m&#233;dicos.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En cada nueva temporada deportiva, los m&#233;dicos son indagados sobre la necesidad, de selecci&#243;n pre participaci&#243;n (SPP) para los atletas j&#243;venes. En el inicio de un nuevo semestre escolar, con la mayor demanda de deportes recreativos en gimnasios y clubes, hay un aumento en los pedidos de autorizaci&#243;n m&#233;dica para su pr&#225;ctica. La raz&#243;n para que la evaluaci&#243;n m&#233;dica sea hecha antes del inicio de la pr&#225;ctica de ejercicios/deportes es la detecci&#243;n de problemas cardiovasculares, que podr&#237;an tener serias consecuencias con actividad f&#237;sica intensa. Esas consecuencias incluyen muerte s&#250;bita, que ha ocurrido aun en los campos de deportes. </p>
      <p>La muerte s&#250;bita en atletas j&#243;venes (13 a 35 a&#241;os) es una ocurrencia rara (0,5 a 2,0/100.000 atletas/a&#241;o), pero parece ocurrir en atletas dos veces m&#225;s frecuentemente que en no atletas de la misma edad<sup>1</sup>. Los deportes competitivos solos no son responsables por el evento cardiovascular cuando el mismo ocurre, siendo apenas el factor desencadenante en alguien con enfermedad cardiovascular oculta<sup>2</sup>. </p>
      <p>Cuando la SPP es planeada, pasos importantes deben ser tomados: 1) El test debe ser validado y generalmente aceptado; 2) Aunque la enfermedad est&#233; en su fase asintom&#225;tica, los ex&#225;menes deben ser vistos como necesarios; 3) No deben causar ning&#250;n da&#241;o al paciente; 4) Deben ser costo-efectivos y 5) Las caracter&#237;sticas del test deben ser aceptables. Es digno de nota el hecho de que los &#237;tems 4 y 5 son los m&#225;s frecuentemente discutidos cuando la SPP atl&#233;tica es la cuesti&#243;n. </p>
      <p>Los avances tecnol&#243;gicos nos ofrecen una variedad de ex&#225;menes complementarios, los cuales posibilitan mayor n&#250;mero de diagn&#243;sticos. As&#237;, la implementaci&#243;n de esas pr&#225;cticas debe seguir criterios rigurosos, siempre asegur&#225;ndose de que el resultado final sea para ayudar al atleta. </p>
      <p>Se sabe que hay controversias acerca de cual deber&#237;a ser el modelo m&#225;s adecuado para la SPP. Adem&#225;s de eso, no est&#225; totalmente claro si hay una real necesidad de extender la SPP a individuos que practican deportes por recreaci&#243;n, si los ni&#241;os deben ser rutinariamente evaluados y cual ser&#237;a el mejor intervalo entre las SPP. En Italia, una Ley Federal de 1982 volvi&#243; obligatorio que la SPP sea extendida a todos los ciudadanos que practiquen deportes organizados y competitivos. Los italianos tienen un modelo que incluye historia cl&#237;nica, examen f&#237;sico y electrocardiograma (ECG) de 12 derivaciones en reposo. </p>
      <p>Pelliccia et al<sup>3</sup> demostraron que la inclusi&#243;n del ECG en la SPP fue efectiva en la detecci&#243;n de las enfermedades estructurales m&#225;s comunes, principalmente displasia arritmog&#233;nica del ventr&#237;culo derecho (DAVD) y cardiomiopat&#237;a hipertr&#243;fica (CMH). Entre tanto, atletas de todos los equipos nacionales italianos son sometidos a un ecocardiograma como el primer paso durante la SPP. Corrado et al<sup>4</sup>, en una comparaci&#243;n temporalmente secuencial no randomizada, mostraron una reducci&#243;n de 89% en muerte s&#250;bita en atletas italianos en la regi&#243;n del V&#233;neto de 1981 a 2004. </p>
      <p>Por otro lado, en los Estados Unidos de Am&#233;rica (EUA), el modelo de SPP italiano, el cual es aceptado por la FIFA y por el Comit&#233; de Deportes Ol&#237;mpicos, entre otros, no fue implementado por la Sociedad Americana de Cardiolog&#237;a y Sociedad Americana de Medicina Deportiva. Su principal objeci&#243;n reside en el hecho de que consideran que la inclusi&#243;n del ECG en todas las SPP atl&#233;ticas (para m&#225;s de 10 millones de atletas) no ser&#237;a costo-efectiva, debido a su alta tasa de resultados falsopositivos. Entre tanto, consider&#225;ndose los datos europeos, Wheeler et al<sup>5</sup> analizaron el costo/efectividad de la incorporaci&#243;n del ECG de 12 derivaciones en reposo a la SPP en atletas americanos. Concordaron con el hecho de que la SPP con el ECG salva 2,06 vidas por a&#241;o por 1.000 atletas, evaluado a un costo adicional de U$ 89,00 por atleta y a una tasa de costo/efectividad de U$ 42.900 por a&#241;o de vida salvada. </p>
      <p>Maron et al<sup>6</sup> describieron la muerte s&#250;bita de 1.866 j&#243;venes atletas entre 1980 y 2006, lo que llev&#243; a un aumento anual de 6%, considerando la prevalencia antes y despu&#233;s de 1993. Ese porcentaje m&#225;s alto de muerte s&#250;bita puede estar relacionado a un aumento en el n&#250;mero de notificaciones debido a los avances tecnol&#243;gicos (por ex. , Internet). Los autores encima consideraron que la tasa de muerte s&#250;bita entre atletas norteamericanos no es m&#225;s alta que aquella encontrada en la regi&#243;n del V&#233;neto (Italia) en los &#250;ltimos a&#241;os, aunque el ECG no sea obligatorio en los EUA<sup>7</sup>. Adem&#225;s de eso, la incidencia de muerte s&#250;bita en el V&#233;neto fue m&#225;s alta que aquella observada en los EUA en el per&#237;odo anterior a aquel que precedi&#243; la SPP obligatoria en Italia. Entre tanto, la prevalencia de muerte s&#250;bita fue similar en esos &#250;ltimos a&#241;os en ambos pa&#237;ses. Algunos aspectos relevantes deben ser considerados: 1) la incidencia real de muerte s&#250;bita en los EUA podr&#237;a haber sido subestimada debido a la falta de registro compulsivo; 2) no es posible saber si la implementaci&#243;n de la SPP italiana en los EUA ir&#237;a o no a disminuir la ya baja incidencia de muerte s&#250;bita<sup>7</sup>. </p>
      <p>Como fue mencionado anteriormente, uno de los mayores obst&#225;culos frecuentemente citados a fin de no agregar el ECG de 12 derivaciones a la SPP americana est&#225; relacionado a su especificidad sub&#243;ptima<sup>8</sup>. Su uso podr&#237;a generar un alto n&#250;mero de ex&#225;menes falsopositivos, lo que resultar&#237;a en demanda por tests adicionales, as&#237; potencialmente causando da&#241;o psicol&#243;gico y econ&#243;mico. Un documento de la Sociedad Europea de Cardiolog&#237;a<sup>9</sup> incluy&#243; nuevos criterios para reducir la tasa de falsopositivos. Al utilizar esos nuevos criterios, la especificidad del ECG aument&#243; de 90% a 96% en atletas universitarios en la Universidad de Stanford<sup>10</sup>. </p>
      <p>Hay algunas particularidades en los EUA: a) el ECG es muy caro; b) hay un gran n&#250;mero de atletas recreativos; c) el n&#250;mero de m&#233;dicos especializados en cardiolog&#237;a deportiva y/o medicina deportiva es peque&#241;o en relaci&#243;n a la poblaci&#243;n de atletas. Siendo as&#237;, el modelo de la SPP italiana ser&#237;a dif&#237;cil de implementar en todo el pa&#237;s. </p>
      <p>Pa&#237;ses como la Argentina y el Brasil no tienen un gran n&#250;mero de m&#233;dicos bien entrenados. Aun as&#237;, si solamente los datos de Wheeler et al<sup>5</sup> fuesen considerados, el peso econ&#243;mico del uso del ECG en pa&#237;ses en desarrollo ser&#237;a mucho m&#225;s bajo que aquel en los EUA y Europa. </p>
      <p>Entre tanto, &#191;C&#243;mo es vista la selecci&#243;n pre participaci&#243;n en pa&#237;ses como Argentina y Brasil? En verdad, las asociaciones de deportes y clubes tienen diferentes estrategias en relaci&#243;n a esa cuesti&#243;n. Algunas asociaciones no piden nada y otras exigen apenas un certificado m&#233;dico en el cual las palabras "apto a" est&#233;n escritas. Por otro lado, hay algunas que exigen un variedad de tests, que var&#237;an de ECG y ex&#225;menes de laboratorio y de imagen a test ergom&#233;trico y/o ecocardiograma. </p>
      <p>Sabiendo con antecedencia que no ser&#225; una tarea f&#225;cil, sugerimos que el gobierno trabaje y de fuerte apoyo a: asociaciones m&#233;dicas, responsables de instituciones deportivas, pol&#237;ticos, agentes de salud p&#250;blica, epidemi&#243;logos y asociados de la iniciativa privada, entre otros. Eso significa unir esfuerzos para producir un modelo uniforme de SPP, como hizo Italia, de forma exitosa. </p>
      <p>Un primer paso puede ser la adopci&#243;n del est&#225;ndar de examen/selecci&#243;n cardiovascular de 12 puntos de la AHA (<xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Tabla 1</xref>) o algo similar y, donde sea posible, volver disponible el ECG. </p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0e50-00019-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes. </p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas. </p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado. </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
