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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">sJtXttZJPqQWVJm99nt7Rxx</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000300010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600310</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000014</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Educa&#231;&#227;o e monitoriza&#231;&#227;o por telefone de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca: ensaio cl&#237;nico randomizado</article-title>
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          <named-content content-type="city">Porto Alegre</named-content>
          <named-content content-type="state">Rio Grande do Sul</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>233</fpage>
      <lpage>239</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>25</day>
          <month>06</month>
          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>28</day>
          <month>12</month>
          <year>2009</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>21</day>
          <month>07</month>
          <year>2010</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Diferentes abordagens de enfermagem no manejo de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) tem demonstrado benef&#237;cios na redu&#231;&#227;o da morbidade e mortalidade. Entretanto, a combina&#231;&#227;o de educa&#231;&#227;o intra-hospitalar com contato telef&#244;nico ap&#243;s a alta hospitalar tem sido pouco explorada. OBJETIVO: Comparar dois grupos de interven&#231;&#227;o de enfermagem entre pacientes hospitalizados devido &#224; IC descompensada: o grupo interven&#231;&#227;o (GI) recebeu interven&#231;&#227;o educativa de enfermagem durante a hospitaliza&#231;&#227;o, seguida de monitoriza&#231;&#227;o por telefone ap&#243;s a alta hospitalar e o grupo controle (GC) recebeu apenas a interven&#231;&#227;o hospitalar. Os desfechos foram conhecimento da IC e autocuidado, n&#250;mero de visitas &#224; emerg&#234;ncia, re-hospitaliza&#231;&#245;es e morte em um per&#237;odo de tr&#234;s meses. M&#201;TODOS: Ensaio cl&#237;nico randomizado. Pacientes adultos com IC e fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) &lt; 45% que podiam ser contatados por telefone ap&#243;s a alta foram estudados. O conhecimento da IC foi avaliado por meio de um question&#225;rio padronizado que tamb&#233;m inclu&#237;a quest&#245;es referentes ao conhecimento do autocuidado, o qual foi respondido durante o per&#237;odo de hospitaliza&#231;&#227;o e tr&#234;s meses depois. Para os pacientes do grupo GI, os contatos foram realizados por meio de telefonemas e as entrevistas finais foram conduzidas em ambos os grupos ao final do estudo. RESULTADOS: Quarenta e oito pacientes foram alocados no GI e 63 no grupo GC. A idade m&#233;dia (63 &#177; 13 anos) e FEVE (aproximadamente 29%) eram similares nos dois grupos. Os escores para conhecimento da IC e autocuidado foram similares na avalia&#231;&#227;o basal. Tr&#234;s meses depois, ambos os grupos demonstraram melhora significativa dos escores de conhecimento da IC e autocuidado (P &lt; 0,001). Outros desfechos foram similares. CONCLUS&#195;O: A interven&#231;&#227;o educativa de enfermagem intra-hospitalar beneficiou todos os pacientes com IC em rela&#231;&#227;o ao conhecimento da doen&#231;a e autocuidado, independente do contato telef&#244;nico ap&#243;s a alta hospitalar.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>insufici&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>educa&#231;&#227;o</kwd>
        <kwd>enfermagem</kwd>
        <kwd>pessoal de sa&#250;de</kwd>
        <kwd>ensaio cl&#237;nico</kwd>
        <kwd>telefone</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>04</day>
        <month>02</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>Educa&#231;&#227;o e monitoriza&#231;&#227;o por telefone de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca: ensaio cl&#237;nico randomizado</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Fernanda B Domingues; Nadine Clausell; Graziella B Aliti; Daniela R Dominguez; Eneida R Rabelo</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Diferentes abordagens de enfermagem no manejo de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) tem demonstrado benef&#237;cios na redu&#231;&#227;o da morbidade e mortalidade. Entretanto, a combina&#231;&#227;o de educa&#231;&#227;o intra-hospitalar com contato telef&#244;nico ap&#243;s a alta hospitalar tem sido pouco explorada. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Comparar dois grupos de interven&#231;&#227;o de enfermagem entre pacientes hospitalizados devido &#224; IC descompensada: o grupo interven&#231;&#227;o (GI) recebeu interven&#231;&#227;o educativa de enfermagem durante a hospitaliza&#231;&#227;o, seguida de monitoriza&#231;&#227;o por telefone ap&#243;s a alta hospitalar e o grupo controle (GC) recebeu apenas a interven&#231;&#227;o hospitalar. Os desfechos foram conhecimento da IC e autocuidado, n&#250;mero de visitas &#224; emerg&#234;ncia, re-hospitaliza&#231;&#245;es e morte em um per&#237;odo de tr&#234;s meses. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Ensaio cl&#237;nico randomizado. Pacientes adultos com IC e fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) <underline>&lt;</underline> 45% que podiam ser contatados por telefone ap&#243;s a alta foram estudados. O conhecimento da IC foi avaliado por meio de um question&#225;rio padronizado que tamb&#233;m inclu&#237;a quest&#245;es referentes ao conhecimento do autocuidado, o qual foi respondido durante o per&#237;odo de hospitaliza&#231;&#227;o e tr&#234;s meses depois. Para os pacientes do grupo GI, os contatos foram realizados por meio de telefonemas e as entrevistas finais foram conduzidas em ambos os grupos ao final do estudo. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Quarenta e oito pacientes foram alocados no GI e 63 no grupo GC. A idade m&#233;dia (63 &#177; 13 anos) e FEVE (aproximadamente 29%) eram similares nos dois grupos. Os escores para conhecimento da IC e autocuidado foram similares na avalia&#231;&#227;o basal. Tr&#234;s meses depois, ambos os grupos demonstraram melhora significativa dos escores de conhecimento da IC e autocuidado (P &lt; 0,001). Outros desfechos foram similares. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A interven&#231;&#227;o educativa de enfermagem intra-hospitalar beneficiou todos os pacientes com IC em rela&#231;&#227;o ao conhecimento da doen&#231;a e autocuidado, independente do contato telef&#244;nico ap&#243;s a alta hospitalar. (Arq Bras Cardiol. 2011; [online].ahead print, PP.0-0)</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> insufici&#234;ncia card&#237;aca, educa&#231;&#227;o, enfermagem, pessoal de sa&#250;de, ensaio cl&#237;nico, telefone/utiliza&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Embora tenha havido progresso no tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC), a doen&#231;a permanece como uma das principais causas de hospitaliza&#231;&#227;o em v&#225;rios pa&#237;ses e est&#225; associada com elevadas taxas de morbidade e mortalidade, custos para a sa&#250;de e, particularmente, piora na qualidade de vida<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>As v&#225;rias abordagens ao cuidado da IC que tem sido investigadas em estudos cl&#237;nicos tem aumentado a complexidade do tratamento<sup>3</sup>. Meta-an&#225;lises recentes tem demonstrado que, al&#233;m do tratamento farmacol&#243;gico otimizado, o cuidado de pacientes com IC por uma equipe multidisciplinar reduz as taxas de mortalidade e re-hospitaliza&#231;&#227;o e melhora a qualidade de vida dos pacientes<sup>4-6</sup>.</p>
    <p>Diferentes estrat&#233;gias de enfermagem baseadas na educa&#231;&#227;o e no seguimento intensivo de pacientes com IC t&#234;m sido empregadas. Estudos randomizados de interven&#231;&#245;es de enfermagem que incluem visitas domiciliares e contato telef&#244;nico sistem&#225;tico tem demonstrado que essas interven&#231;&#245;es foram eficazes na preven&#231;&#227;o de re-hospitaliza&#231;&#245;es e na redu&#231;&#227;o de custos relacionados ao tratamento da IC<sup>7-10</sup>.</p>
    <p>Um estudo norte-americano de interven&#231;&#227;o que incorporou contato telef&#244;nico e visitas domiciliares realizada por enfermeira especializada em IC ap&#243;s a alta hospitalar demonstrou que a interven&#231;&#227;o efetivamente reduziu as taxas de morbidade e mortalidade<sup>8</sup>. Outro estudo conduzido na Am&#233;rica Latina (GESICA Investigators)<sup>9</sup>, de uma interven&#231;&#227;o que incluiu contato telef&#244;nico por enfermeiros especialistas mostrou resultados similares.</p>
    <p>Entretanto, a evid&#234;ncia para um potencial efeito sin&#233;rgico da combina&#231;&#227;o de diferentes estrat&#233;gias ainda n&#227;o foi explorada. Em particular, a combina&#231;&#227;o de um programa educacional intra-hospitalar seguido por contato telef&#244;nico realizado por enfermeiros ap&#243;s a alta hospitalar &#233; pouco explorado. De fato, a maioria dos dados relacionados a estrat&#233;gias educacionais dirigidos por enfermeiros na IC tem sido derivados de estudos conduzidos em ambientes ambulatoriais<sup>9,10</sup>.</p>
    <p>Dessa forma, conduzimos um ensaio cl&#237;nico randomizado comparando uma interven&#231;&#227;o educativa de enfermagem durante o per&#237;odo de hospitaliza&#231;&#227;o, seguido por contato telef&#244;nico ap&#243;s a alta hospitalar com a interven&#231;&#227;o educativa sem a monitoriza&#231;&#227;o por telefone. Os desfechos avaliados foram de conhecimento da IC e autocuidado, bem como o efeito dessas estrat&#233;gias sobre o n&#250;mero das visitas a emerg&#234;ncia, re-hospitaliza&#231;&#245;es e mortes em um per&#237;odo de tr&#234;s meses.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Popula&#231;&#227;o do estudo</bold>
    </p>
    <p>Pacientes consecutivamente admitidos com IC de janeiro de 2005 a Julho de 2008 foram selecionados em um hospital universit&#225;rio terci&#225;rio na cidade de Porto Alegre, Brasil. O diagn&#243;stico de IC foi feito pela equipe de atendimento usando os crit&#233;rios de Boston para diagn&#243;stico de IC. Os crit&#233;rios de inclus&#227;o foram pacientes com idade <underline>&gt;</underline> 18 anos, com IC independente da etiologia e fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) <underline>&lt;</underline> 45%. Apenas pacientes que tinham um n&#250;mero de telefone dispon&#237;vel para contato p&#243;s-alta foram inclu&#237;dos. Foram exclu&#237;dos pacientes com IC que haviam tido infarto do mioc&#225;rdio tr&#234;s meses antes da hospitaliza&#231;&#227;o, aqueles que tinham sido submetidos a cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio no m&#234;s anterior, aqueles com IC secund&#225;ria &#224; sepse e pacientes com sequelas neurol&#243;gicas cognitivas. O protocolo do estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica da institui&#231;&#227;o. Todos os indiv&#237;duos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Informado antes da inclus&#227;o no estudo.</p>
    <p>
      <bold>Protocolo do estudo</bold>
    </p>
    <p>Um dos autores localizou potenciais participantes do estudo atrav&#233;s de uma busca ativa di&#225;ria nas alas do hospital. Os pacientes considerados eleg&#237;veis foram inclu&#237;dos no estudo e receberam a interven&#231;&#227;o educativa de enfermagem durante a hospitaliza&#231;&#227;o. Os pacientes receberam pelo menos tr&#234;s, mas n&#227;o mais do que cinco visitas. A frequ&#234;ncia das visitas foi determinada com base no contexto de informa&#231;&#227;o transmitida e o tempo necess&#225;rio para o paciente assimilar as informa&#231;&#245;es recebidas. Isso foi feito at&#233; o paciente receber a alta hospitalar. Na primeira visita, os Question&#225;rios de Conhecimento da IC e Autocuidado foram aplicados, seguidos por uma sess&#227;o educacional fornecendo informa&#231;&#245;es abrangentes sobre a IC, tratamento farmacol&#243;gico e principalmente, cuidados n&#227;o-farmacol&#243;gicos. Ao final da primeira visita, os pacientes receberam o Manual do Paciente com IC, que foi desenvolvido pelo Grupo de IC da institui&#231;&#227;o. Essa visita durou 45 a 50 minutos, em m&#233;dia. Uma tabela foi anexada &#224; cada cama para auto-monitoriza&#231;&#227;o do peso durante o per&#237;odo de hospitaliza&#231;&#227;o e para uso ap&#243;s a alta hospitalar. Os pacientes foram encorajados a preencher a tabela diariamente. Da segunda para a quinta visita, o Manual da IC foi lido em voz alta com os pacientes por um dos autores, refor&#231;ando as instru&#231;&#245;es e as quest&#245;es relacionadas ao tratamento e autocuidado foram respondidas. Al&#233;m disso, o peso anotado na tabela foi revisado pelo paciente e este foi preparado para a alta hospitalar. Essas visitas duraram 30 a 40 minutos, em m&#233;dia. Durante todas as visitas, os cuidadores (parentes, amigos) dos pacientes foram convidados a ouvir as informa&#231;&#245;es. Ap&#243;s a alta hospitalar, os pacientes foram randomizados para receber contatos telef&#244;nicos sistem&#225;ticos por um per&#237;odo de investiga&#231;&#227;o de tr&#234;s meses (grupo interven&#231;&#227;o - IG) ou para receber o cuidado usual que consistia no seguimento do paciente na visita de retorno &#224; cl&#237;nica ambulatorial (grupo controle - GC) sem qualquer contato telef&#244;nico.</p>
    <p><italic>Grupo interven&#231;&#227;o</italic> - pacientes no GI receberam contatos telef&#244;nicos realizados pela enfermeira do estudo durante um per&#237;odo de tr&#234;s meses. Um contato telef&#244;nico por semana foi realizado no primeiro m&#234;s, seguido por um contato a cada 15 dias no segundo m&#234;s e um contato a cada 15 dias no terceiro m&#234;s, totalizando oito contatos telef&#244;nicos por paciente. Os contatos telef&#244;nicos foram iniciados sete dias ap&#243;s a alta hospitalar, com o objetivo de esclarecer e refor&#231;ar informa&#231;&#245;es recebidas durante a hospitaliza&#231;&#227;o e a monitoriza&#231;&#227;o de sinais e sintomas de IC descompensada e investigar poss&#237;veis visitas &#224; emerg&#234;ncia e re-hospitaliza&#231;&#245;es. O contato telef&#244;nico foi padronizado e seguiu o protocolo do estudo. O enfermeiro n&#227;o interferiu ou alterou o tratamento farmacol&#243;gico do paciente, mas recomendou visitas ao m&#233;dico ou a emerg&#234;ncia em caso de sinais de IC descompensada.</p>
    <p><italic>Grupo controle</italic> - pacientes no GC receberam os cuidados usuais ap&#243;s a alta hospitalar, que consistiu no seguimento do paciente na visita de retorno &#224; cl&#237;nica ambulatorial, sem qualquer contato telef&#244;nico no per&#237;odo de tr&#234;s meses. Exatamente como no GI, foi pedido aos pacientes que viessem ao hospital no final do per&#237;odo de tr&#234;s meses para completar o mesmo question&#225;rio que eles responderam na avalia&#231;&#227;o basal.</p>
    <p>
      <bold>Instrumentos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Question&#225;rio sobre a IC e autocuidado</bold>
    </p>
    <p>Esse question&#225;rio foi baseado em instrumentos encontrados na literatura e validados por nosso grupo e tamb&#233;m baseado em recomenda&#231;&#245;es para instruir e avaliar pacientes, fornecidas pelo Conselho de Enfermagem Cardiovascular da Associa&#231;&#227;o Americana de Cardiologia. Esses instrumentos resultaram em escores (variando de 0-10 pontos) para os dois desfechos, que foram comparados entre os dois grupos<sup>11-14</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Desfechos do estudo</bold>
    </p>
    <p>O escore de conhecimento da IC e autocuidado foram considerados desfechos prim&#225;rios. O n&#250;mero de visitas a emerg&#234;ncia, re-hospitaliza&#231;&#245;es e morte no final do per&#237;odo de tr&#234;s meses foram considerados os desfechos secund&#225;rios.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Vari&#225;veis cont&#237;nuas foram expressas como m&#233;dia &#177; desvio-padr&#227;o, quartis e intervalos interquartis. As vari&#225;veis categ&#243;ricas foram expressas como frequ&#234;ncias e percentuais. Para vari&#225;veis quantitativas, o teste <italic>t</italic> de Student e o teste U de Mann-Whitney foram usados para analisar diferen&#231;as entre os grupos. Para vari&#225;veis categ&#243;ricas, a compara&#231;&#227;o entre grupos foi realizada usando o teste Qui-quadrado de Pearson. O Risco relativo (RR) e o Intervalo de Confian&#231;a de 95% (IC95%) tamb&#233;m foram calculados. A an&#225;lise de vari&#226;ncia (ANOVA) foi realizada para medidas repetidas para comparar a mudan&#231;a no conhecimento da IC entre os grupos. A compara&#231;&#227;o das curvas de Kaplan-Meier, mostrando o tempo decorrido at&#233; o primeiro evento, foi realizada usando o teste Log-rank. Um valor de <italic>p</italic> bivariado &lt; 0,05 foi considerado estatisticamente significante para todas as an&#225;lises. Todos os dados foram analisados utilizando o programa <italic>Statistical Package for Social Sciences</italic>, vers&#227;o 15.0.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Popula&#231;&#227;o do estudo</bold>
    </p>
    <p>Entre Janeiro de 2006 e Julho de 2008, 334 pacientes potencialmente eleg&#237;veis foram admitidos com IC descompensada. Entre eles, 214 foram exclu&#237;dos devido &#224; presen&#231;a de pelo menos um crit&#233;rio de exclus&#227;o. Inicialmente, 120 pacientes foram randomizados para o estudo, com 57 no GI (com contato telef&#244;nico) e 63 no GC (sem contato telef&#244;nico). Ap&#243;s a randomiza&#231;&#227;o, 9 pacientes foram exclu&#237;dos do GI por raz&#245;es expressas na <xref ref-type="fig" rid="aop00611_fig01">Figura 1</xref>. No total, 48 pacientes receberam a interven&#231;&#227;o. Durante o per&#237;odo do estudo, houve seis mortes no GI e 13 mortes no GC. Ao final do estudo, 87 pacientes haviam completado o protocolo do estudo, sendo 40 do GI e 47 do GC.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop00611_fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Caracter&#237;sticas da popula&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O estudo incluiu 48 pacientes com IC descompensada no GI e 63 pacientes no GC. A FEVE foi similar em ambos os grupos, bem como a distribui&#231;&#227;o das etiologias da IC. Outras caracter&#237;sticas cl&#237;nicas dos pacientes est&#227;o demonstradas na <xref ref-type="table" rid="aop00611_tab01">Tabela 1</xref>.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop00611_tab01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Desfechos prim&#225;rios</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Conhecimento da IC e autocuidado</bold>
    </p>
    <p>Ao final do per&#237;odo de estudo, foi observada melhora no conhecimento da IC e autocuidado, quando comparados ao n&#237;vel basal (<xref ref-type="fig" rid="aop00611_fig02">Figura 2</xref>). Dos 111 pacientes inclu&#237;dos no estudo, o escore m&#233;dio (pontos) no per&#237;odo basal foi de 4,6 &#177; 1,9 para o GI e 4,5 &#177; 1,9 para o GC. Tr&#234;s meses depois, ambos os grupos haviam melhorado de forma significativa o escore de conhecimento da IC, quando comparado ao n&#237;vel basal (P &lt; 0,001). N&#227;o houve diferen&#231;as estatisticamente significativas entre os dois grupos (6,1 &#177; 2,1 <italic>versus</italic> 5,8 &#177; 1,9, P = 0,41).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop00611_fig02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Desfechos secund&#225;rios</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Visitas &#224; emerg&#234;ncia, re-hospitaliza&#231;&#245;es e mortes</bold>
    </p>
    <p>Embora n&#227;o estatisticamente significativo, houve diferen&#231;a na ocorr&#234;ncia de eventos cl&#237;nicos (visitas &#224; emerg&#234;ncia, re-hospitaliza&#231;&#245;es e morte) entre os dois grupos, como demonstrado na <xref ref-type="table" rid="aop00611_tab02">Tabela 2</xref>. O GI apresentou 34% menos risco de visita &#224; emerg&#234;ncia do que o GC. Da mesma forma, observamos que o GI apresentou 39% menos chance de morrer. Todos esses dados foram coletados de prontu&#225;rios m&#233;dicos eletr&#244;nicos e quando a informa&#231;&#227;o n&#227;o estava dispon&#237;vel, os pacientes eram contatados diretamente.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop00611_tab02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; re-hospitaliza&#231;&#227;o ou morte no per&#237;odo de tr&#234;s meses, o GI apresentou 10% menos risco de re-interna&#231;&#227;o ou morte por todas as causas (desfecho combinado), quando comparado ao GC (P = 0,74). De forma similar, o GI apresentou redu&#231;&#227;o de 4% de re-hospitaliza&#231;&#227;o ou morte causada por IC ou outras doen&#231;as cardiovasculares (P = 0,99) (desfechos combinados).</p>
    <p>O tempo para a ocorr&#234;ncia do primeiro evento (visita &#224; emerg&#234;ncia, re-hospitaliza&#231;&#227;o ou morte) foi de 21 (9,5 - 55) dias para todos os pacientes. Para os pacientes no GI, o tempo para a ocorr&#234;ncia do primeiro evento foi maior, quando comparado aos pacientes do GC [26 (10,75 - 43,75) <italic>versus</italic> 19 (6.25 - 60.50) dias, respectivamente], embora essa diferen&#231;a n&#227;o tenha sido estatisticamente significativa (P = 0,56) (<xref ref-type="fig" rid="aop00611_fig03">Figura 3</xref>). A probabilidade da ocorr&#234;ncia de um evento cl&#237;nico dentro de 90 dias ap&#243;s a alta foi de aproximadamente 50% para ambos os grupos.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop00611_fig03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os resultados desse estudo demonstraram que n&#227;o h&#225; diferen&#231;a significativa no escore de conhecimento da IC e autocuidado entre os pacientes do GI, que receberam interven&#231;&#227;o educativa de enfermagem durante o per&#237;odo de hospitaliza&#231;&#227;o, seguida por contato telef&#244;nico ap&#243;s a alta hospitalar e os pacientes do GC, que receberam apenas a interven&#231;&#227;o intra-hospitalar sem a monitoriza&#231;&#227;o telef&#244;nica ap&#243;s a alta. Al&#233;m disso, n&#227;o houve diferen&#231;a significativa no n&#250;mero de visitas &#224; emerg&#234;ncia , re-hospitaliza&#231;&#227;o e mortes no per&#237;odo de tr&#234;s meses entre os grupos.</p>
    <p>O presente estudo demonstrou que ambos os grupos apresentaram melhora em compara&#231;&#227;o com o per&#237;odo basal no escore de conhecimento da IC e autocuidado ap&#243;s o per&#237;odo de tr&#234;s meses do estudo, independente dos contatos telef&#244;nicos ap&#243;s a alta hospitalar. Contudo, nossos dados sugerem que o per&#237;odo de hospitaliza&#231;&#227;o pode ser o cen&#225;rio ideal para o in&#237;cio de um processo educativo em sa&#250;de, conforme estudos pr&#233;vios envolvendo pacientes com IC <sup>15</sup>. Nesse contexto, o enfermeiro tem um papel fundamental na educa&#231;&#227;o dos pacientes sobre aspectos importantes do autocuidado, como medica&#231;&#227;o e dedicando um tempo maior para explana&#231;&#227;o e esclarecimento de d&#250;vidas comuns de pacientes e cuidadores<sup>16</sup>.</p>
    <p>Um estudo norte-americano em 2002, realizado por Artinian e cols.<sup>12</sup>, avaliou vari&#225;veis semelhantes e tamb&#233;m demonstrou que os pacientes com IC tinham limitado conhecimento sobre a doen&#231;a. Nessa amostra, aqueles que haviam recebido anteriormente instru&#231;&#245;es sobre a IC, apresentaram escores mais altos no conhecimento sobre a IC, mas compunham apenas 12% dos pacientes<sup>12</sup>. Outro estudo europeu publicado em 2005 e realizado por Lainscak e cols.<sup>14</sup>, tamb&#233;m avaliou o conhecimento dos pacientes sobre a IC por meio de um question&#225;rio, e demonstrou que os pacientes que receberam o tratamento usual, sem acompanhamento na Cl&#237;nica de IC, apresentavam escores m&#233;dio de conhecimento reduzidos<sup>14</sup>. Em nosso estudo, ap&#243;s o per&#237;odo de tr&#234;s meses, ambos os grupos de pacientes melhoraram seu escore de conhecimento. Embora estudos anteriores tenham utilizado diferentes instrumentos de avalia&#231;&#227;o, eles sugerem uma mensagem similar: educa&#231;&#227;o sobre a IC e orienta&#231;&#245;es para o autocuidado parecem ser aliados importantes no tratamento dos pacientes.</p>
    <p>A monitoriza&#231;&#227;o por telefone &#233; uma das estrat&#233;gias empregadas para promover a continuidade do cuidado prestado durante o per&#237;odo de hospitaliza&#231;&#227;o<sup>17</sup>. Entretanto, no presente estudo, a combina&#231;&#227;o de monitoriza&#231;&#227;o por telefone p&#243;s-alta hospitalar e educa&#231;&#227;o intra-hospitalar n&#227;o foi mais eficaz do que a educa&#231;&#227;o intra-hospitalar isolada, o que foi diferente de outros resultados positivos publicados na literatura<sup>7-9,17</sup>. No nosso estudo os pacientes apresentavam doen&#231;a mais grave (fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o m&#233;dia de 29 &#177; 8%) e o tempo de seguimento foi mais curto, o que pode ter limitado a capacidade de entendimento dos aspectos relativos &#224; doen&#231;a, com subsequente mudan&#231;a de estilo de vida por parte dos pacientes.</p>
    <p>Finalmente, o n&#250;mero de visita &#224; emerg&#234;ncia, re-hospitaliza&#231;&#245;es e morte no per&#237;odo de tr&#234;s meses foram semelhantes em ambos os grupos. Os resultados encontrados nesse ensaio cl&#237;nico randomizado s&#227;o compar&#225;veis &#224;queles recentemente publicados por nosso grupo em um estudo de coorte<sup>18</sup>. A fim de descrever o tratamento n&#227;o-farmacol&#243;gico de pacientes com IC hospitalizados em nossa institui&#231;&#227;o, 283 hospitaliza&#231;&#245;es de 239 pacientes foram avaliadas. Nesse estudo, demonsttramos que, embora a educa&#231;&#227;o tenha melhorado o conhecimento dos pacientes em rela&#231;&#227;o &#224; IC e autocuidado, essas mudan&#231;as n&#227;o foram suficientes para reduzir as re-hospitaliza&#231;&#245;es e que provavelmente n&#227;o se traduziram em mais ades&#227;o ao tratamento<sup>18</sup>. Resultados similares tamb&#233;m foram relatados em um estudo norte-americano recente<sup>19</sup>. O tempo de seguimento de tr&#234;s meses, por outro lado, pode ser considerado um per&#237;odo relativamente curto para que os pacientes pudessem realizar altera&#231;&#245;es necess&#225;rias no estilo de vida, com o objetivo de promover a manuten&#231;&#227;o da estabilidade cl&#237;nica. Novos h&#225;bitos s&#227;o dif&#237;ceis de incorporar &#224; rotina di&#225;ria, o que tamb&#233;m pode ter contribu&#237;do para esses resultados. Dados recentes de um estudo realizado no Brasil de pacientes ambulatoriais submetidos a um programa sistem&#225;tico de monitoriza&#231;&#227;o por telefone mostrou uma melhora de 54% na ades&#227;o ao programa e redu&#231;&#245;es gerais nas taxas de morte e hospitaliza&#231;&#245;es n&#227;o-planejadas.</p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es do estudo</bold>
    </p>
    <p>Algumas limita&#231;&#245;es do estudo devem ser consideradas. Primeiro, alguns pacientes n&#227;o puderam ser localizados no in&#237;cio da interven&#231;&#227;o e ap&#243;s o per&#237;odo de tr&#234;s meses devido a n&#250;meros de telefone incorretos, altera&#231;&#227;o de n&#250;mero ou linha bloqueada. A segunda limita&#231;&#227;o se refere ao n&#237;vel s&#243;cio-econ&#244;mico-cultural dos nossos pacientes. Diferente de outros estudos internacionais, nossa popula&#231;&#227;o pode n&#227;o estar preparada para esse tipo de abordagem em monitoriza&#231;&#227;o por contato telef&#244;nico. Finalmente, o per&#237;odo de estudo de tr&#234;s meses, pode ser considerado curto para que houvesse mudan&#231;as de h&#225;bitos de sa&#250;de e de comportamento, e que estes, pudessem refletir em redu&#231;&#227;o do n&#250;mero de visitas &#224; emerg&#234;ncia, re-interna&#231;&#245;es e &#243;bitos.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Nossos resultados demonstram que a interven&#231;&#227;o educativa de enfermagem realizada durante o per&#237;odo de hospitaliza&#231;&#227;o trouxe melhora no conhecimento sobre a IC e autocuidado dos pacientes, independente do contato telef&#244;nico ap&#243;s a alta hospitalar. N&#227;o houve diferen&#231;a no n&#250;mero de visitas &#224; emerg&#234;ncia, taxas de re-hospitaliza&#231;&#227;o e mortes no per&#237;odo de tr&#234;s meses entre os grupos interven&#231;&#227;o e controle.</p>
    <p>Nossos dados indicam que estrat&#233;gias de educa&#231;&#227;o e planejamento precoce de alta trazem benef&#237;cios quando iniciadas durante a interna&#231;&#227;o hospitalar. Considerando que a combina&#231;&#227;o dessas estrat&#233;gias de educa&#231;&#227;o foram testadas pela primeira vez nesse estudo, sugerimos que estudos futuros deveriam ser conduzidos a fim de avaliar e testar diferentes formas de monitoriza&#231;&#227;o e seguimento de pacientes com IC ap&#243;s a alta hospitalar.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pela FIPE e CNPq.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Fernanda B. Domingues pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>
    <p>
      <bold>Refer&#234;ncias</bold>
    </p>
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        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Eneida Rejane Rabelo </p>
        <p> Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul </p>
        <p> Rua S&#227;o Manoel, 963 - Campus Sa&#250;de - Rio Branco </p>
        <p> 90620-110 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="eneidarabelo@gmail.com">eneidarabelo@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 28/12/09; revisado recebido em 25/06/10; aceito em 21/07/10.</p>
    <p>Full texts in English - <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.arquivosonline.com.br"><bold><italic>http://www.arquivosonline.com.br</italic></bold></ext-link></p>
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          <article-title>Validation of self assessment patient knowledge questionnaire for heart failure patients</article-title>
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          <article-title>Non-compliance in patients with Heart failure: how can we manage it?</article-title>
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          <article-title>Effect of a standardized nurse case-management telephone intervention on resource use in patients with heart failure</article-title>
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          <article-title>Manejo n&#227;o-farmacol&#243;gico de pacientes hospitalizados com insufici&#234;ncia card&#237;aca em hospital universit&#225;rio</article-title>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Education and telephone monitoring by nurses of patients with heart failure: randomized clinical trial</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Nursing approaches to manage patients with heart failure (HF) showed benefits in reducing the morbidity and mortality. However, combining intra-hospital education with telephone contact after hospital discharge has been little explored. OBJECTIVE: To compare two nursing intervention groups among patients hospitalized due to decompensated HF: the intervention group (IG) received educational nursing intervention during hospitalization followed by telephone monitoring after discharge and the control group (CG) received in-hospital intervention only. Outcomes were levels of HF and self-care knowledge, the frequency of visits to the emergency room, rehospitalizations and deaths in a three-month period. METHODS: Randomized clinical trial. We studied adult HF patients with left ventricle ejection fraction (LVEF) &lt; 45% who could be contacted by telephone after discharge. HF awareness was evaluated through a standardized questionnaire that also included questions regarding self-care knowledge, which was answered during the hospitalization period and three months later. For patients in the IG group contacts were made using phone calls and final interviews were conducted in both groups at end of the study. RESULTS: Forty-eight patients were assigned to the IG and 63 to the CG. Mean age (63 &#177; 13 years) and L (around 29%) were similar in the two groups. Scores for HF and self-care knowledge were similar at baseline. Three months later, both groups showed significantly improved HF awareness and self-care knowledge scores (P &lt; 0.001). Other outcomes were similar. CONCLUSION: An in-hospital educational nursing intervention benefitted all HF patients in understanding their disease, regardless of telephone contact after discharge.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Heart failure</kwd>
        <kwd>education</kwd>
        <kwd>nursing</kwd>
        <kwd>health personnel</kwd>
        <kwd>clinical trial</kwd>
        <kwd>telephone</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>Education and telephone monitoring by nurses of patients with heart failure: randomized clinical trial</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Fernanda B Domingues; Nadine Clausell; Graziella B Aliti; Daniela R Dominguez; Eneida R Rabelo</bold>
      </p>
      <p>Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brazil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="end-body2">Mailing address</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Nursing approaches to manage patients with heart failure (HF) showed benefits in reducing the morbidity and mortality. However, combining intra-hospital education with telephone contact after hospital discharge has been little explored.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To compare two nursing intervention groups among patients hospitalized due to decompensated HF: the intervention group (IG) received educational nursing intervention during hospitalization followed by telephone monitoring after discharge and the control group (CG) received in-hospital intervention only. Outcomes were levels of HF and self-care knowledge, the frequency of visits to the emergency room, rehospitalizations and deaths in a three-month period.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Randomized clinical trial. We studied adult HF patients with left ventricle ejection fraction (LVEF) <underline>&lt;</underline> 45% who could be contacted by telephone after discharge. HF awareness was evaluated through a standardized questionnaire that also included questions regarding self-care knowledge, which was answered during the hospitalization period and three months later. For patients in the IG group contacts were made using phone calls and final interviews were conducted in both groups at end of the study.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Forty-eight patients were assigned to the IG and 63 to the CG. Mean age (63 &#177; 13 years) and L (around 29%) were similar in the two groups. Scores for HF and self-care knowledge were similar at baseline. Three months later, both groups showed significantly improved HF awareness and self-care knowledge scores (P&lt;0.001). Other outcomes were similar.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> An in-hospital educational nursing intervention benefitted all HF patients in understanding their disease, regardless of telephone contact after discharge. (Arq Bras Cardiol. 2011; [online].ahead print, PP.0-0)</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart failure; education, nursing; health personnel; clinical trial; telephone/utilization.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Although there has been much progress in the treatment of heart failure (HF), it remains a main cause of hospitalizations in several countries and is associated with high morbidity and mortality, high medical care costs, and in particular, an impaired quality of life<sup>1,2</sup>. The various new approaches to HF care that have been investigated in clinical trials have increased the complexity of the treatment<sup>3</sup>. Recent meta-analyses have shown that, in addition to optimal pharmacological treatment, the care of HF patients by a multidisciplinary team reduces mortality and rehospitalization rates and improves the quality of life of patients<sup>4-6</sup>.</p>
      <p>Different educational strategies and intensive follow-up care of HF patients provided by nurses have been employed. Randomized studies of nursing interventions that include home visits and systematic telephone contact have shown that these interventions were effective in preventing rehospitalizations and in reducing costs related to the HF treatment<sup>7-10</sup>.</p>
      <p>A North-American study of an intervention that incorporated telephone contact and home visits by an HF-specialized nurse after hospital discharge found that the intervention effectively reduced morbidity and mortality rates<sup>8</sup>. Another study conducted in Latin America by GESICA Investigators<sup>9</sup>, of a telephone intervention performed by trained nurses showed similar results.</p>
      <p>However, the evidence for the potential synergistic effect of combining different strategies has not been explored. In particular, combining an intra-hospital educational program followed by telephone contact by nurses after hospital discharge is virtually non-existent. In fact, most of the data related to nurse-provided educational strategies in HF have been derived from studies conducted at outpatient settings<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>Thus, we conducted a randomized clinical trial comparing an educational nursing intervention during the hospitalization period followed by telephone contact after hospital discharge to the educational intervention without the telephone monitoring. The outcomes assessed were the level of HF awareness and self-care knowledge, as well as the effect of these strategies on the frequency of visits to the emergency room, rehospitalizations and deaths in a three-month period.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Study population</bold>
      </p>
      <p>Patients consecutively admitted with HF from January 2005 to July 2008 were selected at a tertiary university hospital in Porto Alegre, Brazil. A diagnosis of HF was made by the attending team using the Boston diagnosis criteria. The inclusion criteria were patients <underline>&gt;</underline> 18 years old with HF regardless of the etiology and left ventricle ejection fraction <underline>&lt;</underline> 45%. Only patients who had a telephone number available for after-discharge contact were included. We excluded HF patients who had had an acute myocardial infarction three months prior to hospitalization, those who had undergone myocardial revascularization surgery in the previous month, those with HF secondary to sepsis and patients with cognitive neurological sequelae. The study protocol was approved by the institution's research ethics committee. All individuals signed the Free and Informed Consent prior to enrollment.</p>
      <p>
        <bold>Study protocol</bold>
      </p>
      <p>One of the authors of this study located potential participants in the study through an active daily search in the hospital wards. Patients considered eligible were included in the study and received the educational nursing intervention during their hospitalization. Patients received at least three, but no more than five visits. The frequency of visits was determined based on the content of the information conveyed and the time needed for the patient to assimilate the advice received. This was done until the patients were discharged from the hospital. At the first visit, the HF and Self-Care Information Questionnaire were administered, followed by an educational session providing comprehensive information on HF, pharmacological treatment and mainly non-pharmacological care. At the end of the first visit, the patients received the HF Patient Manual, which was developed by the institution's HF Group. This visit lasted 45 to 60 minutes on average. A chart was attached to each bed for self-monitoring of weight during the hospitalization period and for use after discharge from hospital. Patients were encouraged to fill out the chart on a daily basis. From the second to the fifth visit, the HF Manual was read aloud with the patients by one of the authors, reinforcing the instructions and questions related to the treatment and self-care were answered. Also, the weight entered in the chart was reviewed with the patient, and the patient was prepared for discharge. Such visits lasted 30 to 40 minutes on average. During all visits, caregivers (relatives, friends) of the patients were invited to listen to the instructions. After discharge from the hospital, patients were randomized to receive systematic telephone contacts for a three-month investigational period (intervention group - IG) or to receive the usual care that consisted of the follow-up of the patient at the return appointment at the outpatient clinic (control group - CG) without any telephone contact.</p>
      <p><italic>Intervention group</italic> - patients in the IG received telephone calls from the study nurse during a three-month period. One telephone contact <italic>per</italic> week was performed in the first month, followed by one every 15 days in the second month and one every 15 days in the third month, totaling eight calls <italic>per</italic> patient. Telephone calls started seven days after the discharge from the hospital, aiming at clarifying and reinforcing instructions received during hospitalization and monitoring signs and symptoms of decompensation and investigating possible visits to the emergency care unit and rehospitalizations. The telephone call was standardized and followed the study protocol. The nurse did not interfere with or change the patients' pharmacological treatment, but recommended seeing the doctor or going to the emergency care unit when there were signs of HF decompensation.</p>
      <p><italic>Control group</italic> - patients in the CG received the usual care after discharge that consisted of the patient being followed at the return appointment to the outpatient clinic without any phone calls within the three-month period. Similarly to the IG, the patients were asked to come to the hospital at the end of the three-month period to complete the same questionnaires that they responded to at the baseline assessment.</p>
      <p>
        <bold>Instruments</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>HF and self-care information questionnaire</bold>
      </p>
      <p>This questionnaire was based on instruments found in the literature and validated by our group and also based on recommendations for instructing and assessing patients, provided by the Council on Cardiovascular Nursing Department of the American Heart Association. These instruments resulted in scores (range 0-10 points) for the two outcomes, which were compared between the two groups<sup>11-14</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Studied outcomes</bold>
      </p>
      <p>The scores for the levels of HF awareness and knowledge of self-care were considered as primary outcomes. The frequency of visits to the emergency care unit, rehospitalizations and deaths at the end of the three-month period were considered as the secondary outcomes.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>Continuous variables are expressed as mean &#177; standard deviation, quartiles and interquartile intervals. Categorical variables are expressed in frequencies and percentages. For quantitative variables, the Student's <italic>t</italic>-test and Mann-Whitney U were used to analyze differences between groups. For categorical variables, the comparison between groups was performed using the Pearson's chi-square test. The Relative Risk and the Confidence Interval (95%CI) were also calculated. An analysis of variance (ANOVA) was performed for repeated measurements to compare the change in HF awareness score between the groups. The comparison of the Kaplan-Meier curves depicting the time to the first event was performed using the Log-rank test. A bivariate <italic>P-</italic>value &lt; 0.05 was considered statistically significant for all analyses. All data were analyzed with the Statistical Package for the Social Sciences 15.0.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Studied population</bold>
      </p>
      <p>Between January 2006 and July 2008, 334 potentially eligible patients were admitted with decompensated HF. Among them, 214 were excluded because of the presence of at least one exclusion criterion. Initially, 120 patients were randomized for the study, with 57 in the IG (with telephone contact) and 63 in the CG (no telephone contact). After randomization, 9 patients were excluded from the IG for the reasons shown in <xref ref-type="fig" rid="en_aop00611_fig01-body2">Figure 1</xref>. In total, 48 patients received the intervention. During the study period, there were 6 deaths in the IG and 13 deaths in the CG. At the end of the study, 87 patients completed the study protocol, of which 40 were from the IG and 47 from the CG.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop00611_fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Characteristics of the population</bold>
      </p>
      <p>The study included 48 patients with decompensated HF in the IG and 63 patients in the CG. The left ventricle ejection fraction was similar in both groups, as well as the distribution of HF etiologies. Other clinical characteristics of the patients are presented in <xref ref-type="table" rid="en_aop00611_tab01-body2">Table 1</xref>.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop00611_tab01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Primary outcomes</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Level of HF awareness and self-care knowledge</bold>
      </p>
      <p>At the end of the study, improvement was observed in the level of HF awareness and self-care knowledge from baseline (<xref ref-type="fig" rid="en_aop00611_fig02-body2">Figure 2</xref>). Based on the 111 included patients, the mean score (points) in the baseline period was 4.6 &#177; 1.9 for the IG and 4.5 &#177; 1.9 for the CG. Three months later, both groups had significantly improved from baseline regarding the HF awareness score (P &lt; 0.001). There were no statistically significant differences between the two groups (6.1 &#177; 2.1 <italic>versus</italic> 5.8 &#177; 1.9, P=0.41).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop00611_fig02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Secondary outcomes</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Visits to the emergency room, re-hospitalizations and deaths</bold>
      </p>
      <p>Although not statistically significant, there was a difference in the occurrence of clinical events (visits to the emergency room, rehospitalizations and deaths) between the two groups, as shown in <xref ref-type="table" rid="en_aop00611_tab02-body2">Table 2</xref>. The IG had 34% less visits to the emergency care unit than the CG. Similarly, we observed that patients from the IG were 39% less likely to die. All these data were collected from electronic medical records, and where information was not available, patients were directly contacted.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop00611_tab02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Concerning rehospitalization or death within the three-month period, the IG had a non-significant 10% less frequent rate of rehospitalization or death due to all causes (combined outcomes) when compared to the CG (P=0.74). Similarly, the IG had a 4% reduction in rehospitalization or death caused by HF or other cardiovascular diseases (P = 0.99) (combined outcomes).</p>
      <p>The time to the occurrence of the first event (visit to the emergency room, rehospitalization or death) was 21 (9.5 - 55) days for all patients. For patients in the IG, it took longer for the occurrence of the first event, when compared to the patients in the CG (26 (10.75 - 43.75) <italic>versus</italic> 19 (6.25 - 60.50) days, respectively), although this difference was not statistically significant (P = 0.56) (<xref ref-type="fig" rid="en_aop00611_fig03-body2">Figure 3</xref>). The probability of a clinical event occurring within 90 days after discharge was around 50% for both groups.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop00611_fig03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The results of this study showed that there was no significant difference in the level of HF awareness and self-care knowledge between patients in the IG who received an educational nursing intervention during the hospitalization period followed by telephone contact after the hospital discharge and control patients who only received the in-hospital intervention without the telephone monitoring post-discharge. In addition, there were no significant differences in the frequency of visits to the emergency room, rehospitalization and death in the three-month period between the groups.</p>
      <p>Our study showed that both groups improved from baseline in their level of HF awareness and self-care knowledge after the three-month period of the study regardless of telephone contacts after discharge. Overall, our data suggested that the period of hospitalization may be the best time to begin a health education program and this has also been suggested by previous studies of patients with HF<sup>15</sup>. In this context, the nurse plays an essential role in educating patients about important aspects of their self-care such as medications and in taking the time to provide explanations and answer common questions of patients and caregivers<sup>16</sup>.</p>
      <p>A North-American study, which was published in 2002 and conducted by Artinian et al<sup>12</sup>, evaluated similar variables and it also found that overall, the HF patients had limited HF knowledge. In this sample, those who had previously received instructions on HF had higher scores on HF knowledge, but they made up only 12% of the patients<sup>12</sup>. Another European study, which was published in 2005 and conducted by Lainscak et al<sup>14</sup>, also evaluated patients' HF knowledge through a questionnaire and found that the patients who received the usual treatment without any follow-up at the HF clinic had reduced mean knowledge scores<sup>14</sup>. In our study, after the three-month period, both groups of patients improved their knowledge score. Although previous studies have used different evaluation instruments, they suggest a similar message: HF education and self-care instructions seem to be important allies in patients' treatments.</p>
      <p>Telephone monitoring is one of the strategies employed to promote the continuity of the treatment provided during the hospitalization period<sup>17</sup>. However, in the present study, the combination of post-discharge telephone monitoring and the intra-hospital education failed to be more effective than the intra-hospital education alone, which was different from other positive results published in the literature<sup>7-9,17</sup>. Our study was different in that our patients had more severe disease (mean ejection fraction of 29 &#177; 8%) and a shorter period of follow-up, which might have limited the ability to assess changes in the subjects' understanding of disease-related aspects and their lifestyle.</p>
      <p>Finally, the frequencies of visits to the emergency room, re-hospitalizations and death in the three-month period were similar in both groups. The results from this randomized clinical trial are comparable to those recently published by our group in a cohort study<sup>18</sup>. In order to describe the non-pharmacological treatment of HF patients hospitalized in our institution, 283 hospitalizations of 239 patients were evaluated. In this study, we showed that although education improved patients' knowledge of HF and self-care, these changes were not sufficient to reduce rehospitalizations and probably did not lead to greater treatment adherence<sup>18</sup>. Similar results were also reported in a recent North-American study<sup>19</sup>. However, the three-month period of the study may have been relatively short for patients to make the necessary changes in their lifestyle to help stabilize their clinical conditions. New habits are difficult to incorporate into the daily routine, which also may have contributed to these results. Recent data from a study conducted in Brazil of outpatients submitted to a systematic/repeated program and monitoring by telephone showed a 54% improvement in compliance with the program and overall reductions in death or unplanned hospitalizations.</p>
      <p>
        <bold>Study limitations</bold>
      </p>
      <p>Some study limitations should be addressed. First, some patients could not be located at the beginning of the intervention and after the three-month period due to wrong telephone numbers, changed numbers or blocked telephone calls. The second limitation is related to our patients' specific social and economic statuses and cultural norms. Unlike some other international studies, our population may not have been prepared for this type of telephone contact monitoring approach. Finally, the three-month period of the study is perhaps too short for the patients to change their health habits and behaviors to the extent that could reduce the frequency of visits to the emergency care unit, rehospitalizations and deaths.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>Our results show that the educational nursing intervention performed during the hospitalization period brought about improved knowledge of HF and self-care in all patients, regardless of any telephone contact after their discharge from the hospital. There was no difference in the frequency of visits to the emergency room, rehospitalizations and deaths in the three-month period between the intervention and control groups.</p>
      <p>Our data indicate that it is useful to implement education strategies and early hospital discharge planning during the hospitalization period. Given that the combination of these educational strategies were tested for the first time in this study, we suggest that further studies should be conducted in order to evaluate and test different methods of monitoring and following patients with HF after discharge from hospital.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by FIPE and CNPq.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Fernanda B. Domingues, from <italic>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
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      <p content-type="ref-to-delete">2. Jessup M, Abraham WT, Casey DE, Feldman AM, Francis GS, Ganiats TG , et al. 2009 focused update: ACCF/AHA Guidelines for the Diagnosis and Management of Heart Failure in Adults: a report of the American College of Cardiology Foundation/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines: developed in collaboration with the International Society for Heart and Lung Transplantation. Circulation. 2009; 119 (14): 1977-2016. </p>
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      <p>
        <fn id="end-body2" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Mailing address:</bold>
          </label>
          <p> Eneida Rejane Rabelo</p>
          <p> Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul</p>
          <p> Rua S&#227;o Manoel, 963 - Campus Sa&#250;de - Rio Branco</p>
          <p> 90620-110 - Porto Alegre, RS - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="eneidarabelo@gmail.com">eneidarabelo@gmail.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received December 28, 2009; revised manuscript received June 25, 2010; accepted July 21, 2010.</p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Educaci&#243;n y monitoreo por tel&#233;fono de pacientes con insuficiencia card&#237;aca: ensayo cl&#237;nico randomizado</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Diferentes abordajes de enfermer&#237;a en el manejo de pacientes con insuficiencia card&#237;aca (IC) han demostrado beneficios en la reducci&#243;n de la morbilidad y mortalidad. Entre tanto, la combinaci&#243;n de educaci&#243;n intrahospitalaria con contacto telef&#243;nico despu&#233;s del alta hospitalaria ha sido poco explorada. OBJETIVO: Comparar dos grupos de intervenci&#243;n de enfermer&#237;a entre pacientes hospitalizados debido a IC descompensada: el grupo intervenci&#243;n (GI) recibi&#243; intervenci&#243;n educativa de enfermer&#237;a durante la hospitalizaci&#243;n, seguida de monitoreo por tel&#233;fono despu&#233;s del alta hospitalaria y el grupo control (GC) recibi&#243; apenas la intervenci&#243;n hospitalaria. Los desenlaces fueron conocimiento de IC y autocuidado, n&#250;mero de visitas a la emergencia, rehospitalizaciones y muerte en un per&#237;odo de tres meses. M&#201;TODOS: Ensayo cl&#237;nico randomizado. Pacientes adultos con IC y fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo (FEVI) &lt; 45% que pod&#237;an ser contactados por tel&#233;fono despu&#233;s del alta fueron estudiados. EL conocimiento de la IC fue evaluado por medio de un cuestionario estandarizado que tambi&#233;n inclu&#237;a preguntas referentes al conocimiento del autocuidado, el cual fue respondido durante el per&#237;odo de hospitalizaci&#243;n y tres meses despu&#233;s. Para los pacientes del grupo GI, los contactos fueron realizados por medio de telefonemas y las entrevistas finales fueron conducidas en ambos grupos al final del estudio. RESULTADOS: Cuarenta y ocho pacientes fueron ubicados en el GI y 63 en el grupo GC. La edad media (63 &#177; 13 a&#241;os) y FEVI (aproximadamente 29%) eran similares en los dos grupos. Los escores para conocimiento de la IC y autocuidado fueron similares en la evaluaci&#243;n basal. Tres meses despu&#233;s, ambos grupos demostraron mejora significativa de los escores de conocimiento de la IC y autocuidado (P&lt;0,001). Otros desenlaces fueron similares. CONCLUSI&#211;N: La intervenci&#243;n educativa de enfermer&#237;a intrahospitalaria benefici&#243; a todos los pacientes con IC en relaci&#243;n al conocimiento de la enfermedad y autocuidado, independiente del contacto telef&#243;nico despu&#233;s del alta hospitalaria.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>insuficiencia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>educaci&#243;n</kwd>
        <kwd>enfermer&#237;a</kwd>
        <kwd>personal de salud</kwd>
        <kwd>ensayo cl&#237;nico</kwd>
        <kwd>tel&#233;fono</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Educaci&#243;n y monitoreo por tel&#233;fono de pacientes con insuficiencia card&#237;aca: ensayo cl&#237;nico randomizado</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Fernanda B. Domingues; Nadine Clausell; Graziella B. Aliti; Daniela R. Dominguez; Eneida R. Rabelo</bold>
      </p>
      <p>Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="endb-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Diferentes abordajes de enfermer&#237;a en el manejo de pacientes con insuficiencia card&#237;aca (IC) han demostrado beneficios en la reducci&#243;n de la morbilidad y mortalidad. Entre tanto, la combinaci&#243;n de educaci&#243;n intrahospitalaria con contacto telef&#243;nico despu&#233;s del alta hospitalaria ha sido poco explorada. </p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Comparar dos grupos de intervenci&#243;n de enfermer&#237;a entre pacientes hospitalizados debido a IC descompensada: el grupo intervenci&#243;n (GI) recibi&#243; intervenci&#243;n educativa de enfermer&#237;a durante la hospitalizaci&#243;n, seguida de monitoreo por tel&#233;fono despu&#233;s del alta hospitalaria y el grupo control (GC) recibi&#243; apenas la intervenci&#243;n hospitalaria. Los desenlaces fueron conocimiento de IC y autocuidado, n&#250;mero de visitas a la emergencia, rehospitalizaciones y muerte en un per&#237;odo de tres meses. </p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Ensayo cl&#237;nico randomizado. Pacientes adultos con IC y fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo (FEVI) <underline>&lt;</underline> 45% que pod&#237;an ser contactados por tel&#233;fono despu&#233;s del alta fueron estudiados. EL conocimiento de la IC fue evaluado por medio de un cuestionario estandarizado que tambi&#233;n inclu&#237;a preguntas referentes al conocimiento del autocuidado, el cual fue respondido durante el per&#237;odo de hospitalizaci&#243;n y tres meses despu&#233;s. Para los pacientes del grupo GI, los contactos fueron realizados por medio de telefonemas y las entrevistas finales fueron conducidas en ambos grupos al final del estudio. </p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Cuarenta y ocho pacientes fueron ubicados en el GI y 63 en el grupo GC. La edad media (63 &#177; 13 a&#241;os) y FEVI (aproximadamente 29%) eran similares en los dos grupos. Los escores para conocimiento de la IC y autocuidado fueron similares en la evaluaci&#243;n basal. Tres meses despu&#233;s, ambos grupos demostraron mejora significativa de los escores de conocimiento de la IC y autocuidado (P&lt;0,001). Otros desenlaces fueron similares. </p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold>La intervenci&#243;n educativa de enfermer&#237;a intrahospitalaria benefici&#243; a todos los pacientes con IC en relaci&#243;n al conocimiento de la enfermedad y autocuidado, independiente del contacto telef&#243;nico despu&#233;s del alta hospitalaria. </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> insuficiencia card&#237;aca, educaci&#243;n, enfermer&#237;a, personal de salud, ensayo cl&#237;nico, tel&#233;fono / utilizaci&#243;n. </p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Aunque haya habido progreso en el tratamiento de la insuficiencia card&#237;aca (IC), la enfermedad permanece como una de las principales causas de hospitalizaci&#243;n en varios pa&#237;ses y est&#225; asociada con elevadas tasas de morbilidad y mortalidad, costos para la salud y, particularmente, empeoramiento en la calidad de vida<sup>1,2</sup>. </p>
      <p>Los varios abordajes al cuidado de la IC que han sido investigados en estudios cl&#237;nicos han aumentado la complejidad del tratamiento<sup>3</sup>. Metan&#225;lisis recientes han demostrado que, adem&#225;s del tratamiento farmacol&#243;gico optimizado, el cuidado de pacientes con IC por un equipo multidisciplinario reduce las tasas de mortalidad y rehospitalizaci&#243;n y mejora la calidad de vida de los pacientes<sup>4-6</sup>. </p>
      <p>Diferentes estrategias de enfermer&#237;a basadas en la educaci&#243;n y en el seguimiento intensivo de pacientes con IC han sido empleadas. Estudios randomizados de intervenciones de enfermer&#237;a que incluyen visitas domiciliarias y contacto telef&#243;nico sistem&#225;tico han demostrado que esas intervenciones fueron eficaces en la prevenci&#243;n de rehospitalizaciones y en la reducci&#243;n de costos relacionados al tratamiento de la IC<sup>7-10</sup>. </p>
      <p>Un estudio norteamericano de intervenci&#243;n que incorpor&#243; contacto telef&#243;nico y visitas domiciliarias realizadas por enfermera especializada en IC despu&#233;s del alta hospitalaria demostr&#243; que la intervenci&#243;n efectivamente redujo las tasas de morbilidad y mortalidad<sup>8</sup>. Otro estudio conducido en Am&#233;rica Latina (GESICA Investigators)<sup>9</sup>, de una intervenci&#243;n que incluy&#243; contacto telef&#243;nico por enfermeros especialistas mostr&#243; resultados similares. </p>
      <p>Entre tanto, la evidencia para un potencial efecto sin&#233;rgico de la combinaci&#243;n de diferentes estrategias aun no fue explorada. En particular, la combinaci&#243;n de un programa educacional intrahospitalaria seguido por contacto telef&#243;nico realizado por enfermeros despu&#233;s del alta hospitalaria es poco explorado. De hecho, la mayor&#237;a de los datos relacionados a estrategias educativas dirigidos por enfermeros en la IC han sido derivados de estudios conducidos en ambientes ambulatorios<sup>9,10</sup>. </p>
      <p>De esa forma, condujimos un ensayo cl&#237;nico randomizado comparando una intervenci&#243;n educativa de enfermer&#237;a durante el per&#237;odo de hospitalizaci&#243;n, seguido por contacto telef&#243;nico despu&#233;s del alta hospitalaria con la intervenci&#243;n educativa sin el monitoreo por tel&#233;fono. Los desenlaces evaluados fueron de conocimiento de la IC y autocuidado, as&#237; como el efecto de esas estrategias sobre el n&#250;mero de las visitas a emergencia, rehospitalizaciones y muertes en un per&#237;odo de tres meses. </p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Poblaci&#243;n del estudio</bold>
      </p>
      <p>Pacientes consecutivamente admitidos con IC de enero de 2005 a Julio de 2008 fueron seleccionados en un hospital universitario terciario en la ciudad de Porto Alegre, Brasil. El diagn&#243;stico de IC fue hecho por el equipo de atenci&#243;n usando los criterios de Boston para diagn&#243;stico de IC. Los criterios de inclusi&#243;n fueron pacientes con edad <underline>&gt;</underline> 18 a&#241;os, con IC independiente de la etiolog&#237;a y fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo (FEVI) <underline>&lt;</underline> 45%. Apenas pacientes que ten&#237;an un n&#250;mero de tel&#233;fono disponible para contacto post alta fueron incluidos. Fueron excluidos pacientes con IC que hab&#237;an tenido infarto de miocardio tres meses antes de la hospitalizaci&#243;n, aquellos que hab&#237;an sido sometidos a cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n del miocardio el mes anterior, aquellos con IC secundaria a la sepsis y pacientes con secuelas neurol&#243;gicas cognitivas. El protocolo del estudio fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica de la instituci&#243;n. Todos los individuos firmaron T&#233;rmino de Consentimiento Libre e Informado antes de la inclusi&#243;n en el estudio. </p>
      <p>
        <bold>Protocolo del estudio</bold>
      </p>
      <p>Un de los autores ubic&#243; potenciales participantes del estudio a trav&#233;s de una b&#250;squeda diaria en las alas del hospital. Los pacientes considerados elegibles fueron incluidos en el estudio y recibieron la intervenci&#243;n educativa de enfermer&#237;a durante la hospitalizaci&#243;n. Los pacientes recibieron por lo menos tres, pero no m&#225;s de cinco visitas. La frecuencia de las visitas fue determinada con base en el contexto de informaci&#243;n transmitida y el tiempo necesario para que el paciente asimilara las informaciones recibidas. Eso fue hecho hasta que el paciente recibi&#243; el alta hospitalaria. En la primera visita, los Cuestionarios de Conocimiento de la IC y Autocuidado fueron aplicados, seguidos por una sesi&#243;n educativa proveyendo informaciones amplias sobre la IC, tratamiento farmacol&#243;gico y principalmente, cuidados no farmacol&#243;gicos. Al final de la primera visita, los pacientes recibieron el Manual del Paciente con IC, que fue desarrollado por el Grupo de IC de la instituci&#243;n. Esa visita dur&#243; 45 a 50 minutos, en media. Una tabla fue anexada a cada cama para auto monitoreo del peso durante el per&#237;odo de hospitalizaci&#243;n y para uso despu&#233;s del alta hospitalaria. Los pacientes fueron estimulados a llenar la tabla diariamente. De la segunda a la quinta visita, el Manual de la IC fue le&#237;do en voz alta con los pacientes por uno de los autores, reforzando las instrucciones y las preguntas relacionadas al tratamiento y autocuidado fueron respondidas. Adem&#225;s de eso, el peso anotado en la tabla fue revisado por el paciente y este fue preparado para el alta hospitalaria. Esas visitas duraron 30 a 40 minutos, en media. Durante todas las visitas, los cuidadores (parientes, amigos) de los pacientes fueron invitados a o&#237;r las informaciones. Despu&#233;s del alta hospitalaria, los pacientes fueron randomizados para recibir contactos telef&#243;nicos sistem&#225;ticos por un per&#237;odo de investigaci&#243;n de tres meses (grupo intervenci&#243;n - IG) o para recibir el cuidado usual que consist&#237;a en el seguimiento del paciente en la visita de retorno a la cl&#237;nica ambulatoria (grupo control - GC) sin ning&#250;n contacto telef&#243;nico. </p>
      <p><italic>Grupo Intervenci&#243;n </italic>- Pacientes en el GI recibieron contactos telef&#243;nicos realizados por la enfermera del estudio durante un per&#237;odo de tres meses. Un contacto telef&#243;nico por semana fue realizado en el primero mes, seguido por un contacto cada 15 d&#237;as en el segundo mes y un contacto cada 15 d&#237;as en el tercer mes, totalizando ocho contactos telef&#243;nicos por paciente. Los contactos telef&#243;nicos fueron iniciados siete d&#237;as despu&#233;s del alta hospitalaria, con el objetivo de esclarecer y reforzar informaciones recibidas durante la hospitalizaci&#243;n y el monitoreo de se&#241;ales y s&#237;ntomas de IC descompensada e investigar posibles visitas a la emergencia y rehospitalizaciones. El contacto telef&#243;nico fue estandarizado y sigui&#243; el protocolo del estudio. El enfermero no interfiri&#243; o alter&#243; el tratamiento farmacol&#243;gico del paciente, pero recomend&#243; visitas al m&#233;dico o a la emergencia en caso de se&#241;ales de IC descompensada. </p>
      <p><italic>Grupo Control </italic>- Pacientes en el GC recibieron los cuidados usuales despu&#233;s del alta hospitalaria, que consisti&#243; en el seguimiento del paciente en la visita de retorno a la cl&#237;nica ambulatoria, sin ning&#250;n contacto telef&#243;nico en el per&#237;odo de tres meses. Exactamente como en el GI, fue pedido a los pacientes que viniesen al hospital al final del per&#237;odo de tres meses para completar el mismo cuestionario que respondieron en la evaluaci&#243;n basal. </p>
      <p>
        <bold>Instrumentos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Cuestionario sobre la IC y Autocuidado</bold>
      </p>
      <p>Ese cuestionario fue basado en instrumentos encontrados en la literatura y validados por nuestro grupo y tambi&#233;n basado en recomendaciones para instruir y evaluar pacientes, provistas por el Consejo de Enfermer&#237;a Cardiovascular de la Asociaci&#243;n Americana de Cardiolog&#237;a. Esos instrumentos resultaron en escores (variando de 0-10 puntos) para los dos desenlaces, que fueron comparados entre los dos grupos<sup>11-14</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Desenlaces del estudio</bold>
      </p>
      <p>El escore de conocimiento de la IC y autocuidado fueron considerados desenlaces primarios. El n&#250;mero de visitas a emergencia, rehospitalizaciones y muerte al final del per&#237;odo de tres meses fueron consideradas los desenlaces secundarios. </p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico </bold>
      </p>
      <p>Variables continuas fueron expresadas como media &#177; desviaci&#243;n-<italic>gold standard</italic>, cuartiles e intervalos intercuartiles. Las variables categ&#243;ricas fueron expresadas como frecuencias y porcentuales. Para variables cuantitativas, el test <italic>t</italic> de Student y el test U de Mann-Whitney fueron usados para analizar diferencias entre los grupos. Para variables categ&#243;ricas, la comparaci&#243;n entre grupos fue realizada usando el test Chi-cuadrado de Pearson. El Riesgo relativo (RR) y el Intervalo de Confianza de 95% (IC95%) tambi&#233;n fueron calculados. El an&#225;lisis de variancilla (ANOVA) fue realizado para medidas repetidas para comparar el cambio en el conocimiento de la IC entre los grupos. La comparaci&#243;n de las curvas de Kaplan-Meier, mostrando el tiempo transcurrido hasta el primero evento, fue realizada usando el test Log-rank. Un valor de <italic>p</italic> bivariado &lt; 0,05 fue considerado estad&#237;sticamente significativo para todos los an&#225;lisis. Todos los datos fueron analizados utilizando el programa <italic>Statistical Package fuese Social Sciences</italic>, versi&#243;n 15.0. </p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Poblaci&#243;n del Estudio </bold>
      </p>
      <p>Entre Enero de 2006 y Julio de 2008, 334 pacientes potencialmente elegibles fueron admitidos con IC descompensada. Entre ellos, 214 fueron excluidos debido a la presencia de por lo menos un criterio de exclusi&#243;n. Inicialmente, 120 pacientes fueron randomizados para el estudio, con 57 en el GI (con contacto telef&#243;nico) y 63 en el GC (sin contacto telef&#243;nico). Despu&#233;s de la randomizaci&#243;n, 9 pacientes fueron excluidos del GI por razones expresadas en la <xref ref-type="fig" rid="es_a10fig01m-body3">Figura 1</xref>. En el total, 48 pacientes recibieron la intervenci&#243;n. Durante el per&#237;odo del estudio, hubo seis muertes en el GI y 13 muertes en el GC. Al final del estudio, 87 pacientes hab&#237;an completado el protocolo del estudio, siendo 40 del GI y 47 del GC. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a10fig01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Caracter&#237;sticas de la poblaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El estudio incluy&#243; 48 pacientes con IC descompensada en el GI y 63 pacientes en el GC. La FEVI fue similar en ambos grupos, as&#237; como la distribuci&#243;n de las etiolog&#237;as de la IC. Otras caracter&#237;sticas cl&#237;nicas de los pacientes est&#225;n demostradas en la <xref ref-type="table" rid="es_a10tab01m-body3">Tabla 1</xref>. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Desenlaces primarios</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Conocimiento de la IC y Autocuidado</bold>
      </p>
      <p>Al final del per&#237;odo de estudio, fue observada mejora en el conocimiento de la IC y autocuidado, cuando fueron comparados al nivel basal (<xref ref-type="fig" rid="es_a10fig02m-body3">Figura 2</xref>). De los 111 pacientes incluidos en el estudio, el escore medio (puntos) en el per&#237;odo basal fue de 4,6 &#177; 1,9 para el GI y 4,5 &#177; 1,9 para el GC. Tres meses despu&#233;s, ambos grupos hab&#237;an mejorado de forma significativa el escore de conocimiento de la IC, cuando fue comparado al nivel basal (P&lt;0,001). No hubo diferencias estad&#237;sticamente significativas entre los dos grupos (6,1 &#177; 2,1 <italic>versus</italic> 5,8 &#177; 1,9, P=0,41). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a10fig02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Desenlaces secundarios</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Visitas a la emergencia, rehospitalizaciones y muertes</bold>
      </p>
      <p>Aunque no estad&#237;sticamente significativo, hubo diferencia en la ocurrencia de eventos cl&#237;nicos (visitas a la emergencia, rehospitalizaciones y muerte) entre los dos grupos, como es demostrado en la <xref ref-type="table" rid="es_a10tab02m-body3">Tabla 2</xref>. El GI present&#243; 34% menos riesgo de visita a la emergencia que el GC. De la misma forma, observamos que el GI present&#243; 39% menos posibilidad de morir. Todos esos datos fueron colectados de historias m&#233;dicas electr&#243;nicas y cuando la informaci&#243;n no estaba disponible, los pacientes eran contactados directamente. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En relaci&#243;n a la rehospitalizaci&#243;n o muerte en el per&#237;odo de tres meses, el GI present&#243; 10% menos riesgo de reinternaci&#243;n o muerte por todas las causas (desenlace combinado), cuando fue comparado al GC (P=0,74). De forma similar, el GI present&#243; reducci&#243;n de 4% de rehospitalizaci&#243;n o muerte causada por IC o otras enfermedades cardiovasculares (P=0,99) (desenlaces combinados). </p>
      <p>El tiempo para la ocurrencia del primero evento (visita a la emergencia, rehospitalizaci&#243;n o muerte) fue de 21 (9,5 -55) d&#237;as para todos los pacientes. Para los pacientes en el GI, el tiempo para la ocurrencia del primero evento fue mayor, cuando fue comparado a los pacientes del GC [26 (10,75 - 43,75) <italic>versus </italic>19 (6.25 - 60.50) d&#237;as, respectivamente], aunque esa diferencia no haya sido estad&#237;sticamente significativa (P=0,56) (<xref ref-type="fig" rid="es_a10fig03m-body3">Figura 3</xref>). La probabilidad de la ocurrencia de un evento cl&#237;nico dentro de 90 d&#237;as despu&#233;s del alta fue de aproximadamente 50% para ambos grupos. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a10fig03m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0233-00014-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los resultados de ese estudio demostraron que no hay diferencia significativa en el escore de conocimiento de la IC y autocuidado entre los pacientes del GI, que recibieron intervenci&#243;n educativa de enfermer&#237;a durante el per&#237;odo de hospitalizaci&#243;n, seguida por contacto telef&#243;nico despu&#233;s del alta hospitalaria y los pacientes del GC, que recibieron apenas la intervenci&#243;n intrahospitalaria sin el monitoreo telef&#243;nico despu&#233;s del alta. Adem&#225;s de eso, no hubo diferencia significativa en el n&#250;mero de visitas a la emergencia, rehospitalizaci&#243;n y muertes en el per&#237;odo de tres meses entre los grupos. </p>
      <p>El presente estudio demostr&#243; que ambos grupos presentaron mejora en comparaci&#243;n con el per&#237;odo basal en el escore de conocimiento de la IC y autocuidado despu&#233;s del per&#237;odo de tres meses del estudio, independiente de los contactos telef&#243;nicos despu&#233;s del alta hospitalaria. Con todo, nuestros datos sugieren que el per&#237;odo de hospitalizaci&#243;n puede ser el escenario ideal para el comienzo de un proceso educativo en salud, seg&#250;n estudios previos envolviendo pacientes con IC <sup>15</sup>. En ese contexto, el enfermero tiene un papel fundamental en la educaci&#243;n de los pacientes sobre aspectos importantes del autocuidado, como medicaci&#243;n y dedicando un tiempo mayor para explicaci&#243;n y aclaraci&#243;n de dudas comunes de pacientes y cuidadores<sup>16</sup>. </p>
      <p>Un estudio norteamericano en 2002, realizado por Artinian et al. <sup>12</sup>, evalu&#243; variables semejantes y tambi&#233;n demostr&#243; que los pacientes con IC hayan limitado conocimiento sobre la enfermedad. En esa muestra, aquellos que hab&#237;an recibido anteriormente instrucciones sobre la IC, presentaron escores m&#225;s altos en el conocimiento sobre la IC, pero compon&#237;an apenas 12% de los pacientes<sup>12</sup>. Otro estudio europeo publicado en 2005 y realizado por Lainscak et al. <sup>14</sup>, tambi&#233;n evalu&#243; el conocimiento de los pacientes sobre la IC por medio de un cuestionario, y demostr&#243; que los pacientes que recibieron el tratamiento usual, sin control en la Cl&#237;nica de IC, presentaban escores medio de conocimiento reducidos<sup>14</sup>. En nuestro estudio, despu&#233;s del per&#237;odo de tres meses, ambos grupos de pacientes mejoraron su escore de conocimiento. Aunque estudios anteriores hayan utilizado diferentes instrumentos de evaluaci&#243;n, sugieren un mensaje similar: educaci&#243;n sobre la IC y orientaciones para el autocuidado parecen ser aliados importantes en el tratamiento de los pacientes. </p>
      <p>El monitoreo por tel&#233;fono es una de las estrategias empleadas para promover la continuidad del cuidado prestado durante el per&#237;odo de hospitalizaci&#243;n<sup>17</sup>. Entre tanto, en el presente estudio, la combinaci&#243;n de monitoreo por tel&#233;fono post alta hospitalaria y educaci&#243;n intrahospitalaria no fue m&#225;s eficaz que la educaci&#243;n intrahospitalaria aislada, lo que fue diferente de otros resultados positivos publicados en la literatura<sup>7-9,17</sup>. En nuestro estudio los pacientes presentaban enfermedad m&#225;s grave (fracci&#243;n de eyecci&#243;n media de 29 &#177; 8%) y el tiempo de seguimiento fue m&#225;s corto, lo que puede haber limitado la capacidad de comprensi&#243;n de los aspectos relativos a la enfermedad, con subsecuente cambio de estilo de vida por parte de los pacientes. </p>
      <p>Finalmente, el n&#250;mero de visita a la emergencia, rehospitalizaciones y muerte en el per&#237;odo de tres meses fueron semejantes en ambos grupos. Los resultados encontrados en ese ensayo cl&#237;nico randomizado son comparables a aquellos recientemente publicados por nuestro grupo en un estudio de cohorte<sup>18</sup>. A fin de describir el tratamiento no farmacol&#243;gico de pacientes con IC hospitalizados en nuestra instituci&#243;n, 283 hospitalizaciones de 239 pacientes fueron evaluadas. En ese estudio, demostramos que, aunque la educaci&#243;n haya mejorado el conocimiento de los pacientes en relaci&#243;n a la IC y autocuidado, esos cambios no fueron suficientes para reducir las rehospitalizaciones y que probablemente no se tradujeron en m&#225;s adhesi&#243;n al tratamiento<sup>18</sup>. Resultados similares tambi&#233;n fueron relatados en un estudio norteamericano reciente<sup>19</sup>. El tiempo de seguimiento de tres meses, por otro lado, puede ser considerado un per&#237;odo relativamente corto para que los pacientes pudiesen realizar alteraciones necesarias en el estilo de vida, con el objetivo de promover la manutenci&#243;n de la estabilidad cl&#237;nica. Nuevos h&#225;bitos son dif&#237;ciles de incorporar a la rutina diaria, lo que tambi&#233;n puede haber contribuido para esos resultados. Datos recientes de un estudio realizado en el Brasil de pacientes ambulatorios sometidos a un programa sistem&#225;tico de monitoreo por tel&#233;fono mostr&#243; una mejora de 54% en la adhesi&#243;n al programa y reducciones generales en las tasas de muerte y hospitalizaciones no planeadas. </p>
      <p>
        <bold>Limitaciones del estudio</bold>
      </p>
      <p>Algunas limitaciones del estudio deben ser consideradas. Primero, algunos pacientes no pudieron ser ubicados al comienzo de la intervenci&#243;n y despu&#233;s del per&#237;odo de tres meses debido a n&#250;meros de tel&#233;fono incorrectos, alteraci&#243;n de n&#250;mero o l&#237;nea bloqueada. La segunda limitaci&#243;n se refiere al nivel socioecon&#243;mico cultural de nuestros pacientes. A diferencia de otros estudios internacionales, nuestra poblaci&#243;n puede no estar preparada para ese tipo de abordaje en monitoreo por contacto telef&#243;nico. Finalmente, el per&#237;odo de estudio de tres meses, puede ser considerado corto para que hubiese cambios de h&#225;bitos de salud y de comportamiento, y que estos, pudiesen reflejar en reducci&#243;n del n&#250;mero de visitas a la emergencia, reinternaciones y &#243;bitos. </p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>Nuestros resultados demuestran que la intervenci&#243;n educativa de enfermer&#237;a realizada durante el per&#237;odo de hospitalizaci&#243;n trajo mejora en el conocimiento sobre la IC y autocuidado de los pacientes, independiente del contacto telef&#243;nico despu&#233;s del alta hospitalaria. No hubo diferencia en el n&#250;mero de visitas a la emergencia, tasas de rehospitalizaci&#243;n y muertes en el per&#237;odo de tres meses entre los grupos intervenci&#243;n y control. </p>
      <p>Nuestros datos indican que estrategias de educaci&#243;n y planeamiento precoz de alta traen beneficios cuando son iniciadas durante la internaci&#243;n hospitalaria. Considerando que la combinaci&#243;n de esas estrategias de educaci&#243;n fueron testeadas por primera vez en ese estudio, sugerimos que estudios futuros deber&#237;an ser conducidos a fin de evaluar y testear diferentes formas de monitoreo y seguimiento de pacientes con IC despu&#233;s del alta hospitalaria. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes. </p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue financiado por la FIPE y CNPq. </p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Fernanda B. Domingues por la <italic>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</italic>. </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p content-type="ref-to-delete">1. Barretto ACP, Del Carlo CH, Cardoso JN, Morgado PC, Munhoz RT, Eid MO, et al. Re-hospitaliza&#231;&#245;es e morte por insufici&#234;ncia card&#237;aca: &#237;ndices ainda alarmantes. Arq Bras Cardiol. 2008; 91 (5): 335-41. </p>
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        <fn id="endb-body3" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondencia: </bold>
          </label>
          <p> Eneida Rejane Rabelo </p>
          <p> Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul </p>
          <p> Rua S&#227;o Manoel, 963 - Campus Sa&#250;de - Rio Branco </p>
          <p> 90620-110 - Porto Alegre, RS - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="eneidarabelo@gmail.com">eneidarabelo@gmail.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido en 28/12/09; revisado recibido en 25/06/10; aceptado en 21/07/10. </p>
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