<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">BkkGmNc3g7FkqcbYXnHryFq</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00006</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000300006</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600306</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000166</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Riscos cardiovasculares em adolescentes com diferentes graus de obesidade</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Lavrador</surname>
            <given-names>Maria Silvia Ferrari</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Abbes</surname>
            <given-names>Priscila Trapp</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff02"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Escriv&#227;o</surname>
            <given-names>Maria Arlete Meil Schimith</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Taddei</surname>
            <given-names>Jos&#233; Augusto de Aguiar Carrazedo</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff02">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Manaus</named-content>
          <named-content content-type="state">Amazonas</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Amazonas</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de S&#227;o Paulo</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>205</fpage>
      <lpage>211</lpage>
      <history>
        <date date-type="received">
          <day>24</day>
          <month>02</month>
          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>25</day>
          <month>05</month>
          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>06</day>
          <month>07</month>
          <year>2010</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: H&#225; poucos estudos sobre riscos cardiovasculares em adolescentes com diferentes graus de obesidade. OBJETIVO: Avaliar repercuss&#245;es metab&#243;licas associadas a diferentes graus de obesidade em adolescentes e seu impacto nos riscos cardiovasculares. M&#201;TODOS: Estudo transversal com 80 adolescentes obesos, divididos em dois grupos: 2&lt;z-IMC&lt;2,5 e z-IMC&gt;2,5, denominados obesos com menor e maior grau de obesidade, respectivamente. Foram realizados exame f&#237;sico e avalia&#231;&#227;o bioqu&#237;mica e de composi&#231;&#227;o corporal. Para a an&#225;lise estat&#237;stica, foram aplicados os testes t-Student e qui-quadrado, com a finalidade de comparar os dois grupos. Modelo log&#237;stico m&#250;ltiplo foi utilizado para verificar as associa&#231;&#245;es entre vari&#225;veis bioqu&#237;micas e grau de obesidade. Foram desenvolvidos escores de risco para doen&#231;a cardiovascular, de acordo com o n&#250;mero de altera&#231;&#245;es encontradas nas seguintes vari&#225;veis: glicemia de jejum, triglic&#233;rides, HDL e PA. Foram verificadas associa&#231;&#245;es entre esses escores e o grau de obesidade. RESULTADOS: Os dois grupos diferiram em valores de peso, circunfer&#234;ncia da cintura, glicemia e insulina de jejum, HOMA-IR, triglic&#233;rides, HDL, PA e medidas de composi&#231;&#227;o corporal (p&lt;0,05). Os adolescentes com maior grau de obesidade apresentaram maiores frequ&#234;ncias de altera&#231;&#245;es para glicemia, HOMA-IR, triglic&#233;rides, HDL e press&#227;o arterial (p&lt;0,05). O modelo log&#237;stico mostrou associa&#231;&#245;es entre o grau de obesidade e as vari&#225;veis: HDL (OR=5,43), PA (OR=4,29), TG (OR=3,12). O escore de risco demonstrou que 57,7% dos adolescentes com maiores graus de obesidade tinham duas ou mais altera&#231;&#245;es metab&#243;licas para 16,7% do outro grupo (p&lt;0,001). CONCLUS&#195;O: O grau da obesidade influenciou no aparecimento de altera&#231;&#245;es que comp&#245;em a s&#237;ndrome metab&#243;lica, aumentando o risco cardiovascular.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Obesidade</kwd>
        <kwd>adolescente</kwd>
        <kwd>fatores de risco</kwd>
        <kwd>s&#237;ndrome metab&#243;lica</kwd>
        <kwd>&#237;ndice de massa corporal</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>22</day>
        <month>12</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>Riscos cardiovasculares em adolescentes com diferentes graus de obesidade</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Maria Silvia Ferrari Lavrador<sup>I</sup>; Priscila Trapp Abbes<sup>II</sup>; Maria Arlete Meil Schimith Escriv&#227;o<sup>I</sup>; Jos&#233; Augusto de Aguiar Carrazedo Taddei<sup>I</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Universidade Federal de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP </p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Federal do Amazonas, Manaus, AM - Brasil</p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> H&#225; poucos estudos sobre riscos cardiovasculares em adolescentes com diferentes graus de obesidade. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Avaliar repercuss&#245;es metab&#243;licas associadas a diferentes graus de obesidade em adolescentes e seu impacto nos riscos cardiovasculares. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Estudo transversal com 80 adolescentes obesos, divididos em dois grupos: 2&lt;z-IMC&lt;2,5 e z-IMC<underline>&gt;</underline>2,5, denominados obesos com menor e maior grau de obesidade, respectivamente. Foram realizados exame f&#237;sico e avalia&#231;&#227;o bioqu&#237;mica e de composi&#231;&#227;o corporal. Para a an&#225;lise estat&#237;stica, foram aplicados os testes t-Student e qui-quadrado, com a finalidade de comparar os dois grupos. Modelo log&#237;stico m&#250;ltiplo foi utilizado para verificar as associa&#231;&#245;es entre vari&#225;veis bioqu&#237;micas e grau de obesidade. Foram desenvolvidos escores de risco para doen&#231;a cardiovascular, de acordo com o n&#250;mero de altera&#231;&#245;es encontradas nas seguintes vari&#225;veis: glicemia de jejum, triglic&#233;rides, HDL e PA. Foram verificadas associa&#231;&#245;es entre esses escores e o grau de obesidade. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> Os dois grupos diferiram em valores de peso, circunfer&#234;ncia da cintura, glicemia e insulina de jejum, HOMA-IR, triglic&#233;rides, HDL, PA e medidas de composi&#231;&#227;o corporal (p&lt;0,05). Os adolescentes com maior grau de obesidade apresentaram maiores frequ&#234;ncias de altera&#231;&#245;es para glicemia, HOMA-IR, triglic&#233;rides, HDL e press&#227;o arterial (p&lt;0,05). O modelo log&#237;stico mostrou associa&#231;&#245;es entre o grau de obesidade e as vari&#225;veis: HDL (OR=5,43), PA (OR=4,29), TG (OR=3,12). O escore de risco demonstrou que 57,7% dos adolescentes com maiores graus de obesidade tinham duas ou mais altera&#231;&#245;es metab&#243;licas para 16,7% do outro grupo (p&lt;0,001). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> O grau da obesidade influenciou no aparecimento de altera&#231;&#245;es que comp&#245;em a s&#237;ndrome metab&#243;lica, aumentando o risco cardiovascular.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Obesidade, adolescente, fatores de risco, s&#237;ndrome metab&#243;lica, &#237;ndice de massa corporal.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A adolesc&#234;ncia &#233; um dos per&#237;odos cr&#237;ticos para o in&#237;cio ou a persist&#234;ncia da obesidade e para o desenvolvimento de suas complica&#231;&#245;es<sup>1</sup>. Embora fatores gen&#233;ticos predisponham ao desenvolvimento da obesidade, estudos destacam fatores ambientais e comportamentais - como a diminui&#231;&#227;o da atividade f&#237;sica com aumento de atividades sedent&#225;rias<sup>2</sup> -, associados ao maior consumo de alimentos como principais causas do aumento da preval&#234;ncia da obesidade.</p>
    <p>A predomin&#226;ncia de obesidade na inf&#226;ncia e na adolesc&#234;ncia cresce drasticamente e representa problema de sa&#250;de p&#250;blica relevante nos pa&#237;ses desenvolvidos e em muitos pa&#237;ses em desenvolvimento. Nos EUA, durante as &#250;ltimas tr&#234;s d&#233;cadas, a preval&#234;ncia de obesidade em crian&#231;as e adolescentes alcan&#231;ou mais do que dobro, com preval&#234;ncias de 31,9% e 16,3% de sobrepeso e obesidade, respectivamente, entre os anos de 2003 e 2006<sup>3</sup>. No Brasil, as taxas de adolescentes com excesso de peso seguiram a mesma tend&#234;ncia nos &#250;ltimos 20 anos, com preval&#234;ncia de 7,7% na d&#233;cada de 80<sup>4</sup> para ambos os sexos. Essa taxa atingiu 17,9% para meninos e 15,4% para meninas na &#250;ltima pesquisa nacional em 2002-2003<sup>5</sup>.</p>
    <p>A obesidade est&#225; associada a problemas relevantes de sa&#250;de na popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica<sup>6,7</sup> e constituiu-se fator de risco para muitas morbidades e mortalidade na vida adulta<sup>8</sup>. O estudo de Freedman e cols.<sup>9</sup>, com o uso de dados do <italic>Bogalusa Heart Study</italic>, correlacionou o &#205;ndice de Massa Corporal (IMC) da inf&#226;ncia com o da fase adulta e obteve valor 0,58. Esse estudo demonstrou que 77% das crian&#231;as com excesso de peso tornaram-se obesas na vida adulta. Estudo de coorte realizado no Brasil, com tr&#234;s avalia&#231;&#245;es ao longo de 17 anos, que compreendia a inf&#226;ncia at&#233; o in&#237;cio da fase adulta, constatou que as crian&#231;as com IMC elevado em todas as fases do estudo, ou seja, permanentemente obesos, apresentaram na fase adulta maiores preval&#234;ncias nas altera&#231;&#245;es de glicose, press&#227;o arterial e HDL comparados ao grupo com IMC normal (p&lt;0,05)<sup>10</sup>.</p>
    <p>Comorbidades, como hipertens&#227;o arterial, dislipidemia, <italic>diabetes mellitus</italic> (DM) tipo 2 - cada vez mais evidentes na popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica<sup>11</sup> - acometem cerca de 40% dos adolescentes norte-americanos<sup>12</sup>, e a coexist&#234;ncia dessas altera&#231;&#245;es metab&#243;licas chega a ser sete vezes maior no obeso<sup>12,13</sup>.</p>
    <p>A concomit&#226;ncia de altera&#231;&#245;es metab&#243;licas vinculadas &#224; obesidade e &#224;s doen&#231;as cr&#244;nicas recebeu a denomina&#231;&#227;o de s&#237;ndrome metab&#243;lica. Estudo comparativo de crit&#233;rios diagn&#243;sticos para s&#237;ndrome metab&#243;lica em crian&#231;as e adolescentes - caucasianos e negros norte-americanos - mostrou varia&#231;&#245;es nas taxas de preval&#234;ncia de 18% a 25%. Esses n&#250;meros foram elevados de modo significativo naqueles com excesso de peso (24% a 51%)<sup>14</sup>. Embora os crit&#233;rios utilizados para caracterizar a s&#237;ndrome metab&#243;lica n&#227;o sejam necessariamente os mesmos entre os estudos, a sua preval&#234;ncia aumenta gradativamente em paralelo ao crescimento da obesidade na popula&#231;&#227;o jovem<sup>15</sup>.</p>
    <p>No entanto, h&#225; pouco estudo sobre riscos metab&#243;licos e suas consequ&#234;ncias em adolescentes com diferentes graus de obesidade<sup>8,15,16</sup>. Neste artigo, estudou-se complica&#231;&#245;es metab&#243;licas e cardiovasculares associadas a graus de obesidade em adolescentes, descrevendo seu impacto nos fatores de risco cardiovasculares e metab&#243;licos precoces, bem como na s&#237;ndrome metab&#243;lica.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um estudo transversal, cujos dados s&#227;o parte da pesquisa "fatores de risco e comorbidades associados &#224; obesidade em adolescentes de escolas p&#250;blicas da cidade de S&#227;o Paulo" que avaliou adolescentes obesos (IMC&gt; P95)<sup>17</sup>, p&#243;s-p&#250;beres<sup>18</sup>, entre 14 a 19 anos, estudantes no per&#237;odo matutino e vespertino, com frequ&#234;ncia escolar regular no per&#237;odo 2006-2007. Os crit&#233;rios para n&#227;o inclus&#227;o no estudo foram: presen&#231;a de doen&#231;as agudas ou outras doen&#231;as cr&#244;nicas, estado de tratamento medicamentoso ou nutricional para perda de peso, gravidez e lacta&#231;&#227;o para as meninas.</p>
    <p>O tamanho da amostra foi calculado para &#945; 0,05 e &#946; 0,20, composto por dois obesos com menor grau. Para cada obeso com maior grau de obesidade e OR estimada de 3,00 para o desvio metab&#243;lico hipertrigliceridemia na compara&#231;&#227;o dos dois grupos. Assumindo-se um teste unicaudal, as amostras de valores dos dois grupos seriam de 48 e 24 respectivamente.</p>
    <p>Na sele&#231;&#227;o da amostra foram avaliados 2.330 adolescentes de quatro escolas p&#250;blicas de Vila Mariana, com 150 alunos (6%) diagnosticados como obesos, entre os quais, 26 (17,33%) apresentavam os crit&#233;rios de n&#227;o inclus&#227;o citados acima. Dos 124 alunos restantes, 42 (33,87%) recusaram-se a participar, e dois (1,61%) abandonaram o projeto no decorrer do estudo de campo. Chegaram ao final do protocolo 80 adolescentes obesos, ou seja, 64,5% da amostra inicial. Quando comparadas as m&#233;dias dos IMCs - estratificados por idade e sexo da amostra analisada - com a m&#233;dia dos IMCs dos 44 que n&#227;o participaram do estudo, n&#227;o foram encontradas diferen&#231;as significativas entre os grupos, evid&#234;ncia de que as amostras perdidas n&#227;o devem ter introduzido vieses de sele&#231;&#227;o.</p>
    <p>Os adolescentes foram classificados em escore-z de IMC (z-IMC), e todos se mantiveram com o diagn&#243;stico de obesidade, acima de + 2,0 escore-z<sup>19</sup>. A partir do z-IMC, os adolescentes foram distribu&#237;dos em dois grupos: 2&lt;z-IMC&lt;2,5 e z-IMC<underline>&gt;</underline>2,5. Esse ponto de corte foi utilizado para diferenciar os adolescentes obesos com maior ou menor grau de obesidade, j&#225; que n&#227;o existem crit&#233;rios estabelecidos para diagnosticar diferentes graus de obesidade na adolesc&#234;ncia.</p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o antropom&#233;trica foi realizada por duas nutricionistas, de acordo com protocolos recomendados<sup>20</sup>. O peso foi obtido em balan&#231;a digital marca Kratos<sup>&#174;</sup>, modelo "Linea", com capacidade m&#237;nima de 1,25kg e m&#225;xima para 150kg, com varia&#231;&#227;o de 50g, em local firme e plano. Para a estatura, utilizou-se o antrop&#244;metro port&#225;til Alturaexata<sup>&#174;</sup>, com escalas em mil&#237;metros, disposto em superf&#237;cie firme e plana. A circunfer&#234;ncia da cintura foi aferida com uso de fita m&#233;trica n&#227;o extens&#237;vel, no ponto m&#233;dio entre a &#250;ltima costela e a crista il&#237;aca<sup>21</sup>.</p>
    <p>A medida da press&#227;o arterial foi realizada por dois m&#233;dicos da equipe devidamente treinados, utilizando esfigmoman&#244;metro de merc&#250;rio (marca Thycos<sup>&#174;</sup>) com manguito apropriado para cada indiv&#237;duo, com a considera&#231;&#227;o do valor m&#233;dio de tr&#234;s aferi&#231;&#245;es<sup>22</sup>. Hipertens&#227;o arterial foi definida como press&#227;o arterial sist&#243;lica ou diast&#243;lica maiores ou iguais ao percentil 95 para idade, sexo e altura<sup>23</sup>. Os adolescentes com idade entre 18 e 19 anos foram classificados como hipertensos quando apresentavam m&#233;dia maior ou igual a 140/90mmHg<sup>24</sup>. As amostras de sangue foram coletadas por meio de pun&#231;&#227;o venosa, ap&#243;s 12 horas de jejum. Para as dosagens, foram utilizadas t&#233;cnicas laboratoriais enzim&#225;ticas e colorim&#233;tricas convencionais, com exce&#231;&#227;o dos n&#237;veis de LDL que foram calculados por meio da equa&#231;&#227;o de Friedewald<sup>25</sup>. Os valores de colesterol total e fra&#231;&#245;es, triglic&#233;rides e glicemia de jejum foram classificados de acordo com a <italic>I Diretriz de Preven&#231;&#227;o de Aterosclerose na Inf&#226;ncia e Adolesc&#234;ncia</italic>, da Sociedade Brasileira de Cardiologia<sup>26</sup>. O valor da insulina de jejum foi considerado alterado quando acima ou igual a 20mg/dl<sup>27</sup>. O &#237;ndice HOMA-IR (<italic>homeostasis model assessment for insulin resistance</italic>), utilizado para a classifica&#231;&#227;o de resist&#234;ncia insul&#237;nica (RI), foi obtido com o c&#225;lculo do produto da insulina plasm&#225;tica de jejum (&#956;U/mL) e da glicemia de jejum (mmol/L) dividido por 22,5. O ponto de corte usado foi maior ou igual a 3,43 para ambos os sexos<sup>27</sup>.</p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o da composi&#231;&#227;o corporal pelo DXA, que consiste em m&#233;todo de dupla emiss&#227;o de feixe de energia por meio do aparelho LUNARTM DPX-L/PED, Winconsin, USA, (vers&#227;o 1.5), foi realizada por uma &#250;nica t&#233;cnica devidamente treinada.</p>
    <p>Na an&#225;lise estat&#237;stica, as diferen&#231;as de m&#233;dias das vari&#225;veis independentes entre os dois grupos de adolescentes obesos foram avaliadas pelo teste <italic>t-Student</italic>. Para verificar associa&#231;&#245;es dos dois grupos com os valores dicotomizados, foi aplicado o teste qui-quadrado. A an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica m&#250;ltipla foi realizada com a considera&#231;&#227;o das vari&#225;veis que apresentaram p&lt;0,20 na an&#225;lise bivariada. Permaneceram no modelo final as vari&#225;veis com p&lt; 0,05. No desenvolvimento do modelo, n&#227;o foram identificadas entre as vari&#225;veis dependentes modificadores de efeito ou fatores de confus&#227;o para associa&#231;&#227;o aos graus de obesidade<sup>28</sup>.</p>
    <p>Foi criado um escore de risco para s&#237;ndrome metab&#243;lica e doen&#231;as cardiovasculares associadas que atribu&#237;a valores de 0 a 4 a cada um dos indiv&#237;duos obesos, de acordo com o n&#250;mero de altera&#231;&#245;es metab&#243;licas: glicemia de jejum, triglic&#233;rides, HDL e press&#227;o arterial. Para a escolha das vari&#225;veis com a finalidade de forma&#231;&#227;o dos escores, foram considerados estudos anteriores com adolescentes<sup>8,12,16,29</sup> e s&#237;ndrome metab&#243;lica, assim como os resultados das an&#225;lises bivariadas. Foi aplicado o teste qui-quadrado para avaliar a associa&#231;&#227;o do n&#250;mero de altera&#231;&#245;es metab&#243;licas nos dois grupos de adolescentes, segundo graus de obesidade.</p>
    <p>O n&#237;vel de signific&#226;ncia usado foi p&lt; 0,05. Os dados foram analisados por meio dos programas Epi info 6.04 (Atlanta, Georgia, USA: CDC; 1996) e Stata vers&#227;o 10.0 (<italic>College</italic> Station, <italic>Texas</italic>, <bold>USA:</bold> <italic>Stata Corporation</italic>; 2007).</p>
    <p>O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da Universidade Federal de S&#227;o Paulo, e os dados foram coletados ap&#243;s o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) de todos os adolescentes e seus respons&#225;veis. Os adolescentes foram acompanhados pela equipe multidisciplinar do Ambulat&#243;rio de Obesidade da Disciplina de Nutrologia do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>O grupo composto pelos indiv&#237;duos com maiores graus de obesidade (<underline>&gt;</underline> 2,5 z-IMC) foi constitu&#237;do por 26 adolescentes - 15 (57,7%) do sexo feminino. O outro grupo foi formado por 54 adolescentes com menores graus de obesidade - 32 (59,3%) do sexo feminino. As m&#233;dias das vari&#225;veis antropom&#233;tricas, metab&#243;licas e de composi&#231;&#227;o corporal para os dois grupos de adolescentes obesos com maiores e menores graus de obesidade est&#227;o representadas na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>. As m&#233;dias de idade, sexo e altura n&#227;o apresentaram diferen&#231;as estat&#237;sticas significantes. Como esperado, as medidas de peso, circunfer&#234;ncia da cintura, bem como as medidas de composi&#231;&#227;o corporal (tecido adiposo total e tecido adiposo do tronco em quilogramas), diferiram de modo significativo. Em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis metab&#243;licas, todas apresentaram diferen&#231;as relevantes entre os graus de obesidade, exceto o colesterol total e a fra&#231;&#227;o LDL (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>).</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0205-00166-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Como demonstrado na <xref ref-type="table" rid="aop16210t02">Tabela 2</xref>, os adolescentes, independentemente do grau da obesidade, apresentaram percentuais elevados de repercuss&#245;es metab&#243;licas que variaram de 37,5%, para resist&#234;ncia insul&#237;nica, a 15%, para hipertens&#227;o arterial. Como n&#227;o houve diferen&#231;as significantes entre os sexos nas frequ&#234;ncias das altera&#231;&#245;es, os dados n&#227;o s&#227;o apresentados segundo sexo.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop16210t02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0205-00166-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Entre os adolescentes do grupo com IMC maior ou igual que 2,5 z-IMC, 30% apresentaram tanto hiperglicemia quanto hiperinsulinemia (OR 3,55 e 2,56), comparados com 11% e 14% do grupo com menor grau obesidade, respectivamente. Metade dos adolescentes com IMC <underline>&gt;</underline> 2,5 z-IMC apresentou resist&#234;ncia insul&#237;nica, enquanto cerca de 30% do outro grupo apresentaram tal desvio metab&#243;lico. Em rela&#231;&#227;o ao perfil lip&#237;dico, o grupo com maiores valores de IMC teve 50% de resultados alterados para triglic&#233;rides e 57% para HDL com OR de 3,5 e 4,3, respectivamente, quando comparado ao grupo com IMC menor do que 2,5 z-IMC. A presen&#231;a de hipertens&#227;o arterial foi de 26,9% no grupo com maior grau da obesidade e 9,2% no outro grupo. Os adolescentes com maiores graus de obesidade apresentaram, portanto, maiores frequ&#234;ncias das altera&#231;&#245;es avaliadas, com diferen&#231;as significantes para glicemia de jejum, resist&#234;ncia insul&#237;nica, triglic&#233;rides, HDL e press&#227;o arterial.</p>
    <p>As vari&#225;veis selecionadas para o modelo log&#237;stico foram: HDL, triglic&#233;rides e glicemia de jejum, press&#227;o arterial. A insulina basal e o &#237;ndice HOMA-IR n&#227;o foram inclu&#237;dos no modelo, porque se optou por apenas um exame relacionado ao perfil glic&#237;dico. A glicemia foi escolhida por apresentar associa&#231;&#227;o mais forte com os graus de obesidade na an&#225;lise bivariada. A <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref> mostra as OR ajustadas para altera&#231;&#245;es metab&#243;licas entre adolescentes com diferentes graus de obesidade, sendo forte a associa&#231;&#227;o com a HDL (OR= 5,43 IC 1,80-16,39), seguida de press&#227;o arterial (4,29 IC 1,06-17,28) e triglic&#233;rides (OR= 3,12 IC 1,04-9,37). A glicemia n&#227;o permaneceu no modelo, pois perdeu signific&#226;ncia estat&#237;stica quando analisada conjuntamente com outras vari&#225;veis independentes.</p>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0205-00166-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>No <xref ref-type="fig" rid="g1">Gr&#225;fico 1</xref>, evidencia-se a presen&#231;a de, pelo menos, um fator de risco para DCV em mais de 60% da amostra e 30% j&#225; apresentavam no m&#237;nimo duas altera&#231;&#245;es. Mais da metade do grupo dos adolescentes com maior grau de obesidade apresentaram dois ou mais exames positivos (57,7%), e somente 1/6 (16,7%) do grupo com menor grau de obesidade apresentou o mesmo resultado, com a diferen&#231;a estatisticamente significante (p&lt; 0,001).</p>
    <fig id="g1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0205-00166-gf01.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A maioria das repercuss&#245;es metab&#243;licas estudadas apresenta associa&#231;&#245;es relevantes com o grau de obesidade entre adolescentes p&#243;s-p&#250;beres. O uso do IMC no diagn&#243;stico da obesidade em adolescentes est&#225; bem estabelecido na literatura, pois tem boa aplicabilidade cl&#237;nica. Al&#233;m disso, seu uso demonstra associa&#231;&#227;o com gordura visceral, melhor correla&#231;&#227;o do que outros par&#226;metros antropom&#233;tricos com press&#227;o arterial e n&#237;veis hematol&#243;gicos de lip&#237;deos<sup>30,31</sup>.</p>
    <p>Trabalhos anteriores j&#225; mostraram a rela&#231;&#227;o da obesidade com anormalidades metab&#243;licas<sup>13,14</sup>, <sup>,</sup> mas poucos relacionam o grau de obesidade &#224; presen&#231;a de tais altera&#231;&#245;es<sup>8,15,16</sup>. Nossos resultados mostram que, quanto maior a gravidade da obesidade, maior o risco de haver altera&#231;&#245;es glic&#237;dicas, lip&#237;dicas e de press&#227;o arterial. Como na an&#225;lise multivariada, nenhuma das vari&#225;veis foi identificada como fator de confus&#227;o ou modificador de efeito. Os riscos identificados podem ser atribu&#237;dos a cada uma das vari&#225;veis, independentemente do efeito das outras vari&#225;veis inclu&#237;das no modelo.</p>
    <p>A resist&#234;ncia insul&#237;nica foi a altera&#231;&#227;o metab&#243;lica mais comum entre adolescentes obesos deste estudo. Lee e cols.<sup>32</sup> analisaram uma subamostra representativa de adolescentes entre 12 e 19 anos que participaram do estudo NHANES 1999-2002 e mostraram que o fator que mais influenciou os n&#237;veis de resist&#234;ncia insul&#237;nica foi a obesidade. Em crian&#231;as e adolescentes, a resist&#234;ncia insul&#237;nica tamb&#233;m tem sido associada &#224; dislipidemia, DM tipo 2 e complica&#231;&#245;es cardiovasculares em longo prazo<sup>33,34</sup>. Nossos resultados apontam, em concord&#226;ncia com estudos anteriores<sup>16</sup>, que a resist&#234;ncia insul&#237;nica est&#225; fortemente associada &#224; gravidade da obesidade, o que sugere gradiente dose-resposta na rela&#231;&#227;o entre resist&#234;ncia insul&#237;nica e adiposidade.</p>
    <p>A gravidade da obesidade, em nossa amostra, tamb&#233;m apresentou associa&#231;&#227;o significante com outros par&#226;metros metab&#243;licos e cl&#237;nicos, como hipertrigliceridemia, HDL alterado, hiperglicemia de jejum e hipertens&#227;o. Caranti e cols.<sup>16</sup> analisaram altera&#231;&#245;es metab&#243;licas em 509 adolescentes obesos brasileiros (n=110) e italianos (n=399) p&#243;s-p&#250;beres e encontraram resultados semelhantes para HDL alterado, resist&#234;ncia insul&#237;nica e hipertens&#227;o. Um estudo de coorte com 115 indiv&#237;duos da cidade do Rio de Janeiro, Brasil, realizado em tr&#234;s avalia&#231;&#245;es - per&#237;odo que compreendeu inf&#226;ncia, adolesc&#234;ncia e in&#237;cio da fase adulta - mostrou que o grupo com IMC elevado apresentou maior preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial (p&lt;0,001) que os demais grupos compostos por adolescentes com IMC normal ou com diagn&#243;stico do IMC diferente durante o estudo<sup>10</sup>.</p>
    <p>Outro estudo constatou que a preval&#234;ncia da intoler&#226;ncia &#224; glicose, hiperinsulinemia, hipertrigliceridemia, hipertens&#227;o arterial e baixo HDL foi significativamente maior em obesos graves (&gt;2,5 z) em rela&#231;&#227;o aos obesos moderados, concordando com os achados deste estudo<sup>8</sup>.</p>
    <p>Bell e cols.<sup>35</sup> estudaram a rela&#231;&#227;o das altera&#231;&#245;es metab&#243;licas em crian&#231;as de 6 a 13 anos, com o aumento do z-IMC. A regress&#227;o com a press&#227;o arterial mostrou aspecto linear; a regress&#227;o com triglic&#233;rides e HDL, forma curvil&#237;nea, o que aponta que o aumento do Z-IMC no extremo superior do espectro (&gt;2 z-IMC) tem maior impacto em perfis lip&#237;dicos desfavor&#225;veis. Com essa abordagem, os autores demonstraram que o risco de comorbidades durante a inf&#226;ncia aumenta continuamente em todo espectro, com o aumento z-IMC e acentuadamente acima de 2,0 z-IMC.</p>
    <p>O modelo de regress&#227;o log&#237;stica mostra significante associa&#231;&#227;o de triglic&#233;rides, HDL e press&#227;o arterial com a gravidade da obesidade. Estudos com popula&#231;&#245;es que testam hip&#243;teses similares &#224;s deste estudo n&#227;o desenvolveram modelos de an&#225;lises m&#250;ltiplas, o que impossibilita a compara&#231;&#227;o de nossos resultados.</p>
    <p>A presen&#231;a da obesidade parece ter papel-chave no desencadeamento dos fatores de risco para desenvolvimento das doen&#231;as cardiovasculares e DM tipo 2. Os par&#226;metros mais utilizados para compor o grupo de fatores de risco para doen&#231;a cardiovascular tem sido: obesidade, hipertrigliceridemia, baixo HDL, hipertens&#227;o arterial e algum par&#226;metro relacionado ao perfil glic&#237;dico, neste estudo, a glicemia de jejum<sup>14</sup>.</p>
    <p>No presente estudo, a gravidade da obesidade teve associa&#231;&#227;o positiva e estatisticamente significante com a frequ&#234;ncia desses fatores de risco. Outros estudos tamb&#233;m avaliaram a presen&#231;a de fatores de risco cardiovasculares em adolescentes obesos e a presen&#231;a de dois ou mais fatores de risco que tamb&#233;m se associam, de modo significativo, ao grau da obesidade<sup>15</sup>.</p>
    <p>A presen&#231;a concomitante de altera&#231;&#245;es metab&#243;licas e obesidade foi denominada s&#237;ndrome metab&#243;lica, devido a suas inter-rela&#231;&#245;es e &#224; import&#226;ncia como fator de risco para doen&#231;a cardiovascular e DM tipo 2<sup>36</sup>. Apesar de at&#233; o momento n&#227;o existir um consenso que defina a s&#237;ndrome metab&#243;lica para crian&#231;as e adolescentes, j&#225; existem estudos reveladores de que as altera&#231;&#245;es metab&#243;licas, quando estabelecidas na inf&#226;ncia, tendem a permanecer na fase adulta, al&#233;m de provocarem precocemente danos cardiovasculares<sup>37</sup>.</p>
    <p>O grupo com s&#237;ndrome metab&#243;lica foi caracterizado no estudo pela presen&#231;a de obesidade e mais dois fatores de risco cardiovascular: altos n&#237;veis de triglic&#233;rides, glicose de jejum, press&#227;o arterial e baixos n&#237;veis de HDL. Dessa forma, 57,7% do grupo dos adolescentes com obesidade grave tinham a s&#237;ndrome metab&#243;lica em compara&#231;&#227;o a 16,7% do outro grupo. Outro estudo, com adolescentes obesos brasileiros e italianos, que adotou crit&#233;rios semelhantes aos nossos, tamb&#233;m constatou preval&#234;ncia maior da s&#237;ndrome metab&#243;lica em adolescentes obesos com maior z-IMC, e a preval&#234;ncia aumentou de 9,5% para 19,7%<sup>16</sup>.</p>
    <p>No estudo de Weiss e cols.<sup>8</sup>, que avaliou 439 crian&#231;as e adolescentes norte-americanos obesos, foram estabelecidos como grupo de fatores de risco cardiovascular os componentes da s&#237;ndrome metab&#243;lica: obesidade, press&#227;o arterial, triglic&#233;rides, glicemia de jejum e HDL. A s&#237;ndrome metab&#243;lica tamb&#233;m foi caracterizada pela presen&#231;a de tr&#234;s ou mais fatores de risco (obesidade mais dois riscos metab&#243;licos ou cl&#237;nico) e apresentava taxas maiores com o aumento da gravidade da obesidade, 38,7% em obesos moderados e 49,7% em obesos graves.</p>
    <p>Em Sen Y e cols.<sup>15</sup> o n&#250;mero de adolescentes obesos com tr&#234;s ou mais fatores de risco aumentou paralelamente com o grau da obesidade. Os adolescentes com IMC acima de 3 z-IMC tinham 2,6 vezes mais risco de desenvolver a s&#237;ndrome metab&#243;lica que aqueles com IMC entre 2 e 3 z-IMC.</p>
    <p>Alguns estudos mostram que, independentemente do crit&#233;rio utilizado, a obesidade foi a caracter&#237;stica mais comum da s&#237;ndrome metab&#243;lica em suas popula&#231;&#245;es<sup>14,15</sup>. Al&#233;m disso, sugerem que a obesidade deveria ser considerada componente essencial no conjunto de fatores de risco cardiovascular, a fim de identificar adolescentes com maior risco em desenvolver comorbidades e doen&#231;a cardiovascular precoce<sup>14</sup>.</p>
    <p>Por ser o IMC indicador de f&#225;cil obten&#231;&#227;o por equipamentos dispon&#237;veis em escolas, a identifica&#231;&#227;o de adolescentes com z-IMC &gt;2,0 ou &gt;2,5 poderiam ser constitu&#237;dos em testes de triagem para identifica&#231;&#227;o de adolescentes para a&#231;&#245;es preventivas e educativas.</p>
    <p>Devido &#224; complexidade da etiologia da obesidade e de suas consequ&#234;ncias ao longo da vida, seu tratamento deve ocorrer de forma multidisciplinar com acompanhamento m&#233;dico, nutricional, psicol&#243;gico e de educador f&#237;sico. Fazem-se necess&#225;rios pol&#237;ticas e programas de promo&#231;&#227;o de estilo de vida saud&#225;vel que difundam entre crian&#231;as, adolescentes e seus familiares h&#225;bitos de escolha alimentar saud&#225;vel e de atividade f&#237;sica.</p>
    <p>Apesar da melhor precis&#227;o das estimativas de risco, permanecem as limita&#231;&#245;es inerentes a todos os estudos transversais no que concerne &#224;s dificuldades para determinar sequ&#234;ncia temporal da linha de causalidade investigada.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de Disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Maria Silvia Ferrari Lavrador pela Universidade Federal de S&#227;o Paulo.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Jos&#233; Augusto de Aguiar Carrazedo Taddei </p>
        <p> Departamento de Pediatria - Disciplina de Nutrologia </p>
        <p> Universidade Federal de S&#227;o Paulo </p>
        <p> Rua Loefgreen, 1647 - 04040-032 </p>
        <p> S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="taddei.dped@epm.br">taddei.dped@epm.br</email> / </p>
        <p>
          <email xlink:href="nutsec@yahoo.com.br">nutsec@yahoo.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 24/02/10; revisado recebido em 25/05/10; aceito em 06/07/10.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Dietz WH. Critical    periods in childhood for the development of obesity. Am J Clin Nutr. 1994; 59    (5): 955-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Critical periods in childhood for the development of obesity</article-title>
          <source>Am J Clin Nutr</source>
          <date>
            <year>1994</year>
          </date>
          <fpage>955</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>59</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Dietz</surname>
              <given-names>WH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Silveira D,    Taddei JA, Escriv&#227;o MA, Oliveira FL, Ancona-Lopez F. Risk factors for    overweight among Brazilian adolescents of low-income families: a case-control    study. Public Health Nutr. 2006; 9 (4): 421-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Risk factors for overweight among Brazilian adolescents of low-income families: a case-control study</article-title>
          <source>Public Health Nutr</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>421</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>9</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Silveira</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Taddei</surname>
              <given-names>JA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Escriv&#227;o</surname>
              <given-names>MA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Oliveira</surname>
              <given-names>FL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ancona-Lopez</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Ogden CL, Carroll    MD, Flegal KM. High body mass index for age among US children and adolescents,    2003-2006. JAMA. 2008; 299 (20): 2401-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>High body mass index for age among US children and adolescents, 2003-2006</article-title>
          <source>JAMA</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>2401</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <issue>20</issue>
          <volume>299</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Ogden</surname>
              <given-names>CL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Carroll</surname>
              <given-names>MD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Flegal</surname>
              <given-names>KM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Neutzling MB,    Taddei JAAC, Rodrigues EM, Sigulem DM. Overweight and obesity in Brazilian adolescents.    Int J Obes. 2000; 24 (7): 869-74.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Overweight and obesity in Brazilian adolescents</article-title>
          <source>Int J Obes</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>869</fpage>
          <lpage>74</lpage>
          <issue>7</issue>
          <volume>24</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Neutzling</surname>
              <given-names>MB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Taddei</surname>
              <given-names>JAAC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rodrigues</surname>
              <given-names>EM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sigulem</surname>
              <given-names>DM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <label>5</label>
        <mixed-citation>5. Minist&#233;rio do Planejamento Or&#231;amento e Gest&#227;o. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE). Pesquisa de or&#231;amento familiares 2002-2003: antropometria e an&#225;lise do estado nutricional de crian&#231;as e adolescentes no Brasil. Rio de Janeiro; 2006.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Pesquisa de or&#231;amento familiares 2002-2003: antropometria e an&#225;lise do estado nutricional de crian&#231;as e adolescentes no Brasil</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Cobayashi F.    Obesidade e fatores de risco para doen&#231;as cardiovasculares em adolescentes    de escolas p&#250;blicas [tese]. S&#227;o Paulo: Escola Paulista    de Medicina: Universidade Federal de S&#227;o Paulo; 2008.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Obesidade e fatores de risco para doen&#231;as cardiovasculares em adolescentes de escolas p&#250;blicas</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Cobayashi</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Brand&#227;o    AP, Brand&#227;o AA, Berenson GS, Fuster V. S&#237;ndrome metab&#243;lica    em crian&#231;as e adolescentes. Arq Bras Cardiol. 2005; 85 (2): 79-81.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>S&#237;ndrome metab&#243;lica em crian&#231;as e adolescentes</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>79</fpage>
          <lpage>81</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>85</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Brand&#227;o</surname>
              <given-names>AP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Brand&#227;o</surname>
              <given-names>AA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Berenson</surname>
              <given-names>GS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fuster</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Weiss R, Dziura    J, Burgert TS, Tamborlane WV, Taksali SE, Yeckel CW, et al. Obesity and the    metabolic syndrome in children and adolescents. N Engl J Med. 2004; 350 (23):    2362-74.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Obesity and the metabolic syndrome in children and adolescents</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>2362</fpage>
          <lpage>74</lpage>
          <issue>23</issue>
          <volume>350</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Weiss</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dziura</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Burgert</surname>
              <given-names>TS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tamborlane</surname>
              <given-names>WV</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Taksali</surname>
              <given-names>SE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Yeckel</surname>
              <given-names>CW</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Freedman DS,    Khan LK, Dietz WH, Srinivasan SR, Bereson GS. Relation of childhood obesity    to coronary heart disease risk factors in adulthood: the Bogalusa Heart Study.    Pediatrics. 2001; 108 (3): 712-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Relation of childhood obesity to coronary heart disease risk factors in adulthood: the Bogalusa Heart Study</article-title>
          <source>Pediatrics</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>712</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>108</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Freedman</surname>
              <given-names>DS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Khan</surname>
              <given-names>LK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dietz</surname>
              <given-names>WH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Srinivasan</surname>
              <given-names>SR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bereson</surname>
              <given-names>GS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Fonseca FL,    Brand&#227;o AA, Pozzan R, Campana EMG, Pizz OL, Magalh&#227;es MEC, et    al. Overweight and cardiovascular risk in youth. Arq Bras Cardiol. 2010; 94    (2): 193-201.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Overweight and cardiovascular risk in youth</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>193</fpage>
          <lpage>201</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>94</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Fonseca</surname>
              <given-names>FL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Brand&#227;o</surname>
              <given-names>AA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pozzan</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Campana</surname>
              <given-names>EMG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pizz</surname>
              <given-names>OL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Magalh&#227;es</surname>
              <given-names>MEC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Moura AA, Silvia    MAM, Ferraz MRMT, Rivera IR. Press&#227;o arterial, preval&#234;ncia, escolares,    adolescentes. J Pediatr (Rio J). 2004; 80 (1): 35-40.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Press&#227;o arterial, preval&#234;ncia, escolares, adolescentes</article-title>
          <source>J Pediatr (Rio J)</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>35</fpage>
          <lpage>40</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>80</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Moura</surname>
              <given-names>AA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Silvia</surname>
              <given-names>MAM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ferraz</surname>
              <given-names>MRMT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rivera</surname>
              <given-names>IR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>12. Cook S, Weitzman    M, Auinger P, Nguyen M, Dietz WH. Prevalence of a metabolic syndrome phenotype    in adolescents: findings from the third National Health and Nutrition Examination    Survey 1988-1994. Arch Pediatr Adolesc Med. 2004; 157:821-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevalence of a metabolic syndrome phenotype in adolescents: findings from the third National Health and Nutrition Examination Survey 1988-1994</article-title>
          <source>Arch Pediatr Adolesc Med</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>821</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <volume>157</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Cook</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Weitzman</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Auinger</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Nguyen</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dietz</surname>
              <given-names>WH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <mixed-citation>13. Cs&#225;bi    G, T&#246;r&#246;k K, Jeges S, Moln&#225;r D. Presence of metabolic cardiovascular    syndrome in obese children. Eur J Pediatr. 2000; 159 (1-2): 91-4.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Presence of metabolic cardiovascular syndrome in obese children</article-title>
          <source>Eur J Pediatr</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>91</fpage>
          <lpage>4</lpage>
          <issue>1-2</issue>
          <volume>159</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Cs&#225;bi</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>T&#246;r&#246;k</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Jeges</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Moln&#225;r</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14. Lee S, Bacha    F, Gungor N, Arslanian S. Comparison of different definitions of pediatric metabolic    syndrome: relation to abdominal adiposity, insulin resistance, adiponectin,    and inflammatory biomarkers. J Pediatr. 2008; 152 (2): 177-84.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Comparison of different definitions of pediatric metabolic syndrome: relation to abdominal adiposity, insulin resistance, adiponectin, and inflammatory biomarkers</article-title>
          <source>J Pediatr</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>177</fpage>
          <lpage>84</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>152</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lee</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bacha</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gungor</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Arslanian</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <mixed-citation>15. Sen Y, Kandemir    N, Alikasifoglu A, Gonc N, Ozon A. Prevalence and risk factors of metabolic    syndrome in obese children and adolescents: the role of the severity of obesity.    Eur J Pediatr. 2008; 167 (10): 1183-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevalence and risk factors of metabolic syndrome in obese children and adolescents: the role of the severity of obesity</article-title>
          <source>Eur J Pediatr</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>1183</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>10</issue>
          <volume>167</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Sen</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kandemir</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Alikasifoglu</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gonc</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ozon</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B16">
        <mixed-citation>16. Caranti DA,    Lazzer S, D&#226;maso AR, Agosti F, Zennaro R, de Mello MT, et al. Prevalence    and risk factors of metabolic syndrome in Brazilian and Italian obese adolescents:    a comparison study. Int J Clin Pract. 2008; 62 (10): 1526-32.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevalence and risk factors of metabolic syndrome in Brazilian and Italian obese adolescents: a comparison study</article-title>
          <source>Int J Clin Pract</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>1526</fpage>
          <lpage>32</lpage>
          <issue>10</issue>
          <volume>62</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Caranti</surname>
              <given-names>DA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lazzer</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>D&#226;maso</surname>
              <given-names>AR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Agosti</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zennaro</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>de Mello</surname>
              <given-names>MT</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B17">
        <mixed-citation>17. Must A, Dallal    GE, Dietz WH. Reference data for obesity: 85th and 95th percentiles of body    mass index (wt/ht2) and triceps skinfold thickness. Am J Clin Nutr. 1991; 53    (4): 839-46. Erratum in: Am J Clin Nutr. 1991; 54 (5): 773.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Reference data for obesity: 85th and 95th percentiles of body mass index (wt/ht2) and triceps skinfold thickness</article-title>
          <source>Am J Clin Nutr</source>
          <date>
            <year>1991</year>
          </date>
          <fpage>839</fpage>
          <lpage>46</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>53</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Must</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dallal</surname>
              <given-names>GE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dietz</surname>
              <given-names>WH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B18">
        <mixed-citation>18. Tanner JM.    Growth at adolescence with a general consideration of the effects of hereditary    and environmental factors upon growth and maturation from birth to maturity.    2nd ed. Oxford: Blackwell;1962.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Growth at adolescence with a general consideration of the effects of hereditary and environmental factors upon growth and maturation from birth to maturity</source>
          <date>
            <year>1962</year>
          </date>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Tanner</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B19">
        <mixed-citation>19. World Health    Organization. The WHO child growth standards. [p&#225;gina na Internet]    Methods and development: BMI-for-age, 2007. [Acessed on 2008 Dec 1].    Available from: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.who.int/growthref/who2007_bmi_for_age/en/index.html">http://www.who.int/growthref/who2007_bmi_for_age/en/index.html</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>The WHO child growth standards</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B20">
        <mixed-citation>20. Lohman TG,    Roche AF, Martorell R. Anthropometric standardization reference manual. Chicago:    Human Kinetics Books; 1988.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Anthropometric standardization reference manual</source>
          <date>
            <year>1988</year>
          </date>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lohman</surname>
              <given-names>TG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Roche</surname>
              <given-names>AF</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Martorell</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B21">
        <mixed-citation>21. Freedman DS,    Serdula MK, Srinivasan SR, Berenson GS. Relation of circumferences and skinfold    thicknesses to lipid and insulin concentrations in children and adolescents:    the Bogalusa Heart Study. Am J Clin Nutr. 1999; 69 (2): 308-17.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Relation of circumferences and skinfold thicknesses to lipid and insulin concentrations in children and adolescents: the Bogalusa Heart Study</article-title>
          <source>Am J Clin Nutr</source>
          <date>
            <year>1999</year>
          </date>
          <fpage>308</fpage>
          <lpage>17</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>69</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Freedman</surname>
              <given-names>DS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Serdula</surname>
              <given-names>MK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Srinivasan</surname>
              <given-names>SR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Berenson</surname>
              <given-names>GS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B22">
        <mixed-citation>22. Beevers G,    Lip GY, O'Brien E. ABC of hypertension: blood pressure measurement. Part I-sphygmomanometry:    factors common to all techniques. BMJ. 2001; 322 (7292): 981-5; comment in BMJ.    323 (7316): 805; author reply 323: 806.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>ABC of hypertension: blood pressure measurement. Part I-sphygmomanometry: factors common to all techniques</article-title>
          <source>BMJ</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>981</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <issue>7292</issue>
          <volume>322</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Beevers</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lip</surname>
              <given-names>GY</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>O'Brien</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B23">
        <mixed-citation>23. National High    Blood Pressure Education Program Working Group on High Blood Pressure in Children    and Adolescents. The fourth report on the diagnosis, evaluation, and treatment    of high blood pressure in children and adolescents: Part 1. Pediatrics. 2004;    114 (2 Suppl 4): 555-76.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>The fourth report on the diagnosis, evaluation, and treatment of high blood pressure in children and adolescents: Part 1</article-title>
          <source>Pediatrics</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>555</fpage>
          <lpage>76</lpage>
          <volume>114</volume>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B24">
        <mixed-citation>24. Mion Jr D,    Kohlmann Jr O, Machado CA, Amodeo, C, Gomes MAM, Praxedes JN, et al / Sociedade    Brasileira de Cardiologia. V Diretrizes brasileiras de hipertens&#227;o arterial.    Arq Bras Cardiol. 2005; 89 (3): e24-e79.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>V Diretrizes brasileiras de hipertens&#227;o arterial</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>e24</fpage>
          <lpage>e79</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>89</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Mion Jr</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kohlmann Jr</surname>
              <given-names>O</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Machado</surname>
              <given-names>CA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Amodeo</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gomes</surname>
              <given-names>MAM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Praxedes</surname>
              <given-names>JN</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B25">
        <mixed-citation>25. Friedewald    WT, Levy RI, Fredrickson DS. Estimation of the concentration of low-density    lipoprotein cholesterol in plasma, without use of the preparative ultracentrifuge.    Clin Chem. 1972; 18 (6): 499-502.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Estimation of the concentration of low-density lipoprotein cholesterol in plasma, without use of the preparative ultracentrifuge</article-title>
          <source>Clin Chem</source>
          <date>
            <year>1972</year>
          </date>
          <fpage>499</fpage>
          <lpage>502</lpage>
          <issue>6</issue>
          <volume>18</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Friedewald</surname>
              <given-names>WT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Levy</surname>
              <given-names>RI</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fredrickson</surname>
              <given-names>DS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B26">
        <mixed-citation>26. Giuliano IC,    Caramelli B, Pellana L, Duncan B, Mattos S, Fonseca FH. / Sociedade Brasileira    de Cardiologia. I Diretriz de preven&#231;&#227;o da aterosclerose na inf&#226;ncia    e adolesc&#234;ncia. Arq Bras Cardiol. 2005; 85 (Supl 6): S3-36.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>/ Sociedade Brasileira de Cardiologia: I Diretriz de preven&#231;&#227;o da aterosclerose na inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>S3</fpage>
          <lpage>36</lpage>
          <volume>85</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Giuliano</surname>
              <given-names>IC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Caramelli</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pellana</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Duncan</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mattos</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fonseca</surname>
              <given-names>FH</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B27">
        <mixed-citation>27. Cuartero BG,    Lacalle CG, Lobo J, Vergaz AG, Rey CC, Villar MJA, et al. &#205;ndice HOMA    y QUICKI, insulina y p&#233;ptido C in ni&#241;os sanos: punto de corte    de riesgo cardiovascular. An Pediatr (Barc). 2007; 66: 481-90.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>&#205;ndice HOMA y QUICKI, insulina y p&#233;ptido C in ni&#241;os sanos: punto de corte de riesgo cardiovascular</article-title>
          <source>An Pediatr (Barc)</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>481</fpage>
          <lpage>90</lpage>
          <volume>66</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Cuartero</surname>
              <given-names>BG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lacalle</surname>
              <given-names>CG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lobo</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Vergaz</surname>
              <given-names>AG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rey</surname>
              <given-names>CC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Villar</surname>
              <given-names>MJA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B28">
        <mixed-citation>28. Kleibaum DG,    Klein M. Statistics for biology and health: logistic regression. A self-learning    text. 2nd ed. Atlanta: Springer Verlag NY; 2002.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Statistics for biology and health: logistic regression</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kleibaum</surname>
              <given-names>DG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Klein</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B29">
        <mixed-citation>29. Rodrigues NA,    Perez AJ, Pires JGP, Carletti L, de Ara&#250;jo MTM, Moyses MR, et al. Fatores    de risco cardiovasculares, suas associa&#231;&#245;es e presen&#231;a    de s&#237;ndrome metab&#243;lica em adolescentes. J Pediatr (Rio J). 2009;    85 (1): 55-60.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Fatores de risco cardiovasculares, suas associa&#231;&#245;es e presen&#231;a de s&#237;ndrome metab&#243;lica em adolescentes</article-title>
          <source>J Pediatr (Rio J)</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>55</fpage>
          <lpage>60</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>85</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Rodrigues</surname>
              <given-names>NA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Perez</surname>
              <given-names>AJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pires</surname>
              <given-names>JGP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Carletti</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>de Ara&#250;jo</surname>
              <given-names>MTM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Moyses</surname>
              <given-names>MR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B30">
        <mixed-citation>30. Katzmarzyk    PT, Srinivasan SR, Chen W, Malina RM, Bouchard C, Berenson GS. Body mass index,    waist circumference, and clustering of cardiovascular disease risk factors in    a biracial sample of children and adolescents. Pediatrics. 2004; 114 (2): e198-205.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Body mass index, waist circumference, and clustering of cardiovascular disease risk factors in a biracial sample of children and adolescents</article-title>
          <source>Pediatrics</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>e198</fpage>
          <lpage>205</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>114</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Katzmarzyk</surname>
              <given-names>PT</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Srinivasan</surname>
              <given-names>SR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chen</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Malina</surname>
              <given-names>RM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bouchard</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Berenson</surname>
              <given-names>GS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B31">
        <mixed-citation>31. Cook S, Auinger    P, Daniels S. What best predicts medical complications of obesity? BMI, waist    circumference or both [abstract]. Obes Res. 2003; 11 (Suppl): A27-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>What best predicts medical complications of obesity?: BMI, waist circumference or both [abstract]</article-title>
          <source>Obes Res</source>
          <date>
            <year>2003</year>
          </date>
          <fpage>A27</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <volume>11</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Cook</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Auinger</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Daniels</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B32">
        <mixed-citation>32. Lee JM, Okumura    MJ, Davis MM, Herman WH, Gurney JG. Prevalence and determinants of insulin resistance    among U.S. adolescents: a population-based study. Diabetes Care. 2006; 29 (11):    2427-32.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevalence and determinants of insulin resistance among U: S. adolescents: a population-based study</article-title>
          <source>Diabetes Care</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>2427</fpage>
          <lpage>32</lpage>
          <issue>11</issue>
          <volume>29</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lee</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Okumura</surname>
              <given-names>MJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Davis</surname>
              <given-names>MM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Herman</surname>
              <given-names>WH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gurney</surname>
              <given-names>JG</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B33">
        <mixed-citation>33. Alvarez MM,    Reiff e Vieira AC, Moura AS, da Veiga GV. Insulin resistance in Brazilian girls:    association with overweight and metabolic disorders. Diabetes Res Clin Pract.    2006; 74 (2): 183-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Insulin resistance in Brazilian girls: association with overweight and metabolic disorders</article-title>
          <source>Diabetes Res Clin Pract</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>183</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>74</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Alvarez</surname>
              <given-names>MM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Reiff e Vieira</surname>
              <given-names>AC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Moura</surname>
              <given-names>AS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>da Veiga</surname>
              <given-names>GV</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B34">
        <mixed-citation>34. Viner RM, Segal    TY, Lichtarowicz-Krynska E, Hindmarsh P. Prevalence of the insulin resistance    syndrome in obesity. Arch Dis Child. 2005; 90 (1): 10-4.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Prevalence of the insulin resistance syndrome in obesity</article-title>
          <source>Arch Dis Child</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>10</fpage>
          <lpage>4</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>90</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Viner</surname>
              <given-names>RM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Segal</surname>
              <given-names>TY</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lichtarowicz-Krynska</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hindmarsh</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B35">
        <mixed-citation>35. Bell LM, Byrne    S, Thompson A, Ratnam N, Blair E, Bulsara M, et al. Increasing body mass index    z-score is continuously associated with complications of overweight in children,    even in the healthy weight range. J Clin Endocrinol Metab. 2007; 92 (2): 517-22.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Increasing body mass index z-score is continuously associated with complications of overweight in children, even in the healthy weight range</article-title>
          <source>J Clin Endocrinol Metab</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>517</fpage>
          <lpage>22</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>92</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bell</surname>
              <given-names>LM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Byrne</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Thompson</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ratnam</surname>
              <given-names>N</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Blair</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bulsara</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B36">
        <mixed-citation>36. Grundy SM,    Cleeman JI, Daniels SR, Donato KA, Eckel RH, Franklin BA, et al. Diagnosis and    management of the metabolic syndrome: an American Heart Association/National    Heart, Lung, and Blood Institute Scientific Statement. Circulation. 2005; 112    (17): 2735-52.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Diagnosis and management of the metabolic syndrome: an American Heart Association/National Heart, Lung, and Blood Institute Scientific Statement</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>2735</fpage>
          <lpage>52</lpage>
          <issue>17</issue>
          <volume>112</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Grundy</surname>
              <given-names>SM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cleeman</surname>
              <given-names>JI</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Daniels</surname>
              <given-names>SR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Donato</surname>
              <given-names>KA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Eckel</surname>
              <given-names>RH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Franklin</surname>
              <given-names>BA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B37">
        <mixed-citation>37. Morrison JA,    Friedman LA, Gray-Mcguire C. Metabolic syndrome in childhood predicts adult    cardiovascular disease 25 years later: the Princeton Lipid Research Clinics    Follow-up Study. Pediatrics. 2007; 120 (2): 340-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Metabolic syndrome in childhood predicts adult cardiovascular disease 25 years later: the Princeton Lipid Research Clinics Follow-up Study</article-title>
          <source>Pediatrics</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>340</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>120</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Morrison</surname>
              <given-names>JA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Friedman</surname>
              <given-names>LA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gray-Mcguire</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Riesgos cardiovasculares en adolescentes con diferentes grados de obesidad</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Existen pocos estudios sobre riesgos cardiovasculares en adolescentes con diferentes grados de obesidad. OBJETIVO: Evaluar repercusiones metab&#243;licas asociadas a diferentes grados de obesidad en adolescentes y su impacto en los riesgos cardiovasculares. M&#201;TODOS: Estudio transversal con 80 adolescentes obesos, divididos en dos grupos: 2&lt;z-IMC&lt;2,5 y z-IMC&gt;2,5, denominados obesos con menor y mayor grado de obesidad, respectivamente. Se llevaron a cabo examen f&#237;sico y evaluaci&#243;n bioqu&#237;mica y de composici&#243;n corporal. Para el an&#225;lisis estad&#237;stica, se aplicaron las pruebas t-Student y chi-cuadrado, con la finalidad de comparar los dos grupos. Modelo log&#237;stico m&#250;ltiple se utiliz&#243; para verificar las asociaciones entre variables bioqu&#237;micas y grado de obesidad. Se desarrollaron scores de riesgo para enfermedad cardiovascular, de acuerdo con el n&#250;mero de alteraciones encontradas en las siguientes variables: glucemia de ayuno, triglic&#233;ridos, HDL y PA. Se verificaron asociaciones entre estos scores y el grado de obesidad. RESULTADOS: Los dos grupos difirieron en valores de peso, circunferencia de la cintura, glucemia e insulina de ayuno, HOMA-IR, triglic&#233;ridos, HDL, PA y mediciones de composici&#243;n corporal (p&lt;0,05). Los adolescentes con mayor grado de obesidad presentaron mayores frecuencias de alteraciones para glucemia, HOMA-IR, triglic&#233;ridos, HDL y presi&#243;n arterial (p&lt;0,05). El modelo log&#237;stico mostr&#243; asociaciones entre el grado de obesidad y las variables: HDL (OR=5,43), PA (OR=4,29), TG (OR=3,12). El score de riesgo revel&#243; que un 57,7% de los adolescentes con mayores grados de obesidad ten&#237;an dos o m&#225;s alteraciones metab&#243;licas para un 16,7% del otro grupo (p&lt;0,001). CONCLUSI&#211;N: El grado de la obesidad influenci&#243; en la aparici&#243;n de alteraciones que componen el s&#237;ndrome metab&#243;lico, aumentando el riesgo cardiovascular.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>&#205;ndice de masa corporal</kwd>
        <kwd>obesidad</kwd>
        <kwd>adolescente</kwd>
        <kwd>cardiovascular</kwd>
        <kwd>factores de riesgo</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Riesgos cardiovasculares en adolescentes con diferentes grados de obesidad</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Maria Silvia Ferrari Lavrador<sup>I</sup>; Priscila Trapp Abbes<sup>II</sup>; Maria Arlete Meil Schimith Escriv&#227;o<sup>I</sup>; Jos&#233; Augusto de Aguiar Carrazedo Taddei<sup>I</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal do Amazonas, Manaus, AM - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Existen pocos estudios sobre riesgos cardiovasculares en adolescentes con diferentes grados de obesidad. </p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar repercusiones metab&#243;licas asociadas a diferentes grados de obesidad en adolescentes y su impacto en los riesgos cardiovasculares. </p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudio transversal con 80 adolescentes obesos, divididos en dos grupos: 2&lt;z-IMC&lt;2,5 y z-IMC<underline>&gt;</underline>2,5, denominados obesos con menor y mayor grado de obesidad, respectivamente. Se llevaron a cabo examen f&#237;sico y evaluaci&#243;n bioqu&#237;mica y de composici&#243;n corporal. Para el an&#225;lisis estad&#237;stica, se aplicaron las pruebas t-Student y chi-cuadrado, con la finalidad de comparar los dos grupos. Modelo log&#237;stico m&#250;ltiple se utiliz&#243; para verificar las asociaciones entre variables bioqu&#237;micas y grado de obesidad. Se desarrollaron scores de riesgo para enfermedad cardiovascular, de acuerdo con el n&#250;mero de alteraciones encontradas en las siguientes variables: glucemia de ayuno, triglic&#233;ridos, HDL y PA. Se verificaron asociaciones entre estos scores y el grado de obesidad. </p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Los dos grupos difirieron en valores de peso, circunferencia de la cintura, glucemia e insulina de ayuno, HOMA-IR, triglic&#233;ridos, HDL, PA y mediciones de composici&#243;n corporal (p&lt;0,05). Los adolescentes con mayor grado de obesidad presentaron mayores frecuencias de alteraciones para glucemia, HOMA-IR, triglic&#233;ridos, HDL y presi&#243;n arterial (p&lt;0,05). El modelo log&#237;stico mostr&#243; asociaciones entre el grado de obesidad y las variables: HDL (OR=5,43), PA (OR=4,29), TG (OR=3,12). El score de riesgo revel&#243; que un 57,7% de los adolescentes con mayores grados de obesidad ten&#237;an dos o m&#225;s alteraciones metab&#243;licas para un 16,7% del otro grupo (p&lt;0,001). </p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold>El grado de la obesidad influenci&#243; en la aparici&#243;n de alteraciones que componen el s&#237;ndrome metab&#243;lico, aumentando el riesgo cardiovascular. </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> &#205;ndice de masa corporal; obesidad; adolescente; cardiovascular; factores de riesgo. </p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La adolescencia es uno de los per&#237;odos cr&#237;ticos para el inicio o la persistencia de la obesidad y para el desarrollo de sus complicaciones<sup>1</sup>. Aunque factores gen&#233;ticos predisponen al desarrollo de la obesidad, estudios destacan factores ambientales y comportamentales -como la disminuci&#243;n de la actividad f&#237;sica con aumento de actividades sedentarias<sup>2</sup>-, asociados al mayor consumo de alimentos como principales causas del aumento de la prevalencia de la obesidad. </p>
      <p>La predominancia de obesidad en la ni&#241;ez y en la adolescencia crece dr&#225;sticamente y representa problema de salud p&#250;blica relevante en los pa&#237;ses desarrollados y en muchos pa&#237;ses en desarrollo. En los EE.UU. , durante las &#250;ltimas tres d&#233;cadas, la prevalencia de obesidad en ni&#241;os y adolescentes alcanz&#243; m&#225;s que el doble, con prevalencias de un 31,9% y un 16,3% de sobrepeso y obesidad, respectivamente, entre los a&#241;os de 2003 y 2006<sup>3</sup>. En Brasil, las tasas de adolescentes con exceso de peso siguieron las misma tendencia en los &#250;ltimos 20 a&#241;os, con prevalencia de un 7,7% en la d&#233;cada de 80<sup>4</sup> para ambos sexos. Esa tasa alcanz&#243; un 17,9% para ni&#241;os y un 15,4% para ni&#241;as en la &#250;ltima investigaci&#243;n nacional en 2002-2003<sup>5</sup>. </p>
      <p>La obesidad est&#225; asociada a problemas relevantes de salud en la poblaci&#243;n pedi&#225;trica<sup>6,7</sup> y se constituy&#243; como factor de riesgo para muchas morbilidades y mortalidad en la vida adulta<sup>8</sup>. El estudio de Freedman et al<sup>9</sup> con la utilizaci&#243;n de datos del <italic>Bogalusa Heart Study</italic>, correlacion&#243; el &#237;ndice de masa corporal (IMC) de la ni&#241;ez con el de la fase adulta y obtuvo el valor 0,58. Este estudio demostr&#243; que el 77% de los ni&#241;os con exceso de peso se convirtieron en obesas en la vida adulta. Estudio de cohorte realizado en Brasil, con tres evaluaciones a lo largo de 17 a&#241;os, que comprend&#237;a la ni&#241;ez hasta el inicio de la fase adulta, constat&#243; que los ni&#241;os con IMC elevado en todas las fases del estudio, o sea, permanentemente obesos, presentaron en la fase adulta mayores prevalencias en las alteraciones de glucosa, presi&#243;n arterial y HDL comparados al grupo con IMC normal (p&lt;0,05)<sup>10</sup>. </p>
      <p>Comorbidades, como hipertensi&#243;n arterial, dislipidemia, <italic>diabetes mellitus</italic> (DM) tipo 2 - cada vez m&#225;s evidentes en la poblaci&#243;n pedi&#225;trica<sup>11</sup> -acometen cerca del 40% de los adolescentes estadounidense<sup>12</sup>, y la coexistencia de estas alteraciones metab&#243;licas llega a ser siete veces mayor en el obeso<sup>12,13</sup>. </p>
      <p>La concomitancia de alteraciones metab&#243;licas vinculadas a la obesidad y a las enfermedades cr&#243;nicas recibi&#243; la denominaci&#243;n de s&#237;ndrome metab&#243;lico. Estudio comparativo de criterios diagn&#243;sticos para s&#237;ndrome metab&#243;lico en ni&#241;os y adolescentes - caucasianos y negros estadounidenses - evidenci&#243; variaciones en las tasas de prevalencia del 18% al 25%. Estos n&#250;meros se elevaron de modo significativo en aquellos con exceso de peso (24% al 51%)<sup>14</sup>. Aunque los criterios utilizados para caracterizar el s&#237;ndrome metab&#243;lico no sean necesariamente los mismos entre los estudios, su prevalencia aumenta gradualmente en paralelo al crecimiento de la obesidad en la poblaci&#243;n joven<sup>15</sup>. </p>
      <p>Sin embargo, hay pocos estudios sobre riesgos metab&#243;licos y sus consecuencias en adolescentes con diferentes grados de obesidad<sup>8,15,16</sup>. En este art&#237;culo, se estudi&#243; complicaciones metab&#243;licas y cardiovasculares asociadas a grados de obesidad en adolescentes, describiendo su impacto en los factores de riesgo cardiovasculares y metab&#243;licos precoces, as&#237; como en el s&#237;ndrome metab&#243;lico. </p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se trata de un estudio transversal, cuyos datos son parte de la investigaci&#243;n "Factores de riesgo y comorbidades asociados a la obesidad en adolescentes de escuelas p&#250;blicas de la ciudad de S&#227;o Paulo" que evalu&#243; a adolescentes obesos (IMC&gt; P95)<sup>17</sup>, posp&#250;beres<sup>18</sup>, entre 14 y 19 a&#241;os, estudiantes en el per&#237;odo matutino y vespertino, con frecuencia escolar regular en el per&#237;odo 2006-2007. Los criterios para la no inclusi&#243;n en el estudio fueron: la presencia de enfermedades agudas u otras enfermedades cr&#243;nicas, estado de tratamiento medicamentoso o nutricional para la p&#233;rdida de peso, embarazo y lactaci&#243;n para las ni&#241;as. </p>
      <p>El tama&#241;o de la muestra se calcul&#243; para &#945; 0,05 y &#946; 0,20, conformado por dos obesos con menor grado. Para cada obeso con mayor grado de obesidad y OR estimada de 3,00 para la desviaci&#243;n metab&#243;lica hipertrigliceridemia en la comparaci&#243;n de los dos grupos. Se asume una prueba unicaudal, las muestras de valores de los dos grupos serian de 48 y 24 respectivamente. </p>
      <p>En la selecci&#243;n de la muestra se evaluaron a 2.330 adolescentes de cuatro escuelas p&#250;blicas de Vila Mariana, con 150 alumnos (6%) diagnosticados como obesos, entre los cuales, 26 (17,33%) presentaban los criterios de no inclusi&#243;n citados anteriormente. De los 124 alumnos restantes, 42 (33,87%) se negaron a participar, y dos (1,61%) abandonaron el proyecto en el desarrollo del estudio de campo. Llegaron al final del protocolo 80 adolescentes obesos, es decir, el 64,5% de la muestra inicial. Cuando comparados los promedios de los IMCs -estratificados por edad y sexo de la muestra analizada- con la media de los IMCs de los 44 que no participaron en el estudio, no se encontraron diferencias significativas entre los grupos, evidencia de que las muestras perdidas no deben haber introducido sesgos de selecci&#243;n. </p>
      <p>Los adolescentes se clasificaron en score-z de IMC (z-IMC), y todos se mantuvieron con el diagn&#243;stico de obesidad, superior a + 2,0 escore-z<sup>19</sup>. A partir del z-IMC, los adolescentes fueron distribuidos en dos grupos: 2&lt;z-IMC&lt;2,5 y z-IMC<underline>&gt;</underline>2,5. Este punto de corte se utiliz&#243; para diferenciar los adolescentes obesos con mayor o menor grado de obesidad, ya que no hay criterios establecidos para diagnosticar diferentes grados de obesidad en la adolescencia. </p>
      <p>La evaluaci&#243;n antropom&#233;trica se realiz&#243; por dos nutricionistas, de acuerdo con protocolos recomendados<sup>20</sup>. El peso se obtuvo en balanza digital marca Kratos&#174;, modelo "Linea", con capacidad m&#237;nima de 1,25kg y m&#225;xima para 150kg, con variaci&#243;n de 50g, en local firme y plano. Para la estatura, se utiliz&#243; el antrop&#243;metro port&#225;til Alturaexata&#174;, con escalas en mil&#237;metros, dispuesto en superficie firme y plana. La circunferencia de la cintura se medi&#243; con el uso de cinta m&#233;trica no extensible, en el punto medio entre la &#250;ltima costilla y la cresta il&#237;aca<sup>21</sup>. </p>
      <p>La medici&#243;n de la presi&#243;n arterial se llev&#243; a cabo por dos m&#233;dicos del equipo debidamente entrenados, utilizando esfigmoman&#243;metro de mercurio (marca Thycos&#174;) con manguito apropiado para cada individuo, con la consideraci&#243;n del valor medio de tres mediciones<sup>22</sup>. Hipertensi&#243;n arterial se defini&#243; como presi&#243;n arterial sist&#243;lica o diast&#243;lica mayores o iguales al percentil 95 para edad, sexo y altura<sup>23</sup>. Los adolescentes con edad entre 18 y 19 a&#241;os se clasificaron como hipertensos cuando presentaban media mayor o igual a 140/90mmHg<sup>24</sup>. Las muestras de sangre se recolectaron por medio de punci&#243;n venosa, tras 12 horas de ayuno. Para las dosificaciones, se utilizaron t&#233;cnicas laboratoriales enzim&#225;ticas y colorim&#233;tricas convencionales, a excepci&#243;n de los niveles de LDL que se calcularon por medio de la ecuaci&#243;n de Friedewald<sup>25</sup>. Los valores de colesterol total y fracciones, triglic&#233;ridos y glucemia de ayuno se clasificaron de acuerdo con la <italic>I Directriz de Prevenci&#243;n de Aterosclerosis en la Ni&#241;ez y Adolescencia</italic>, de la Sociedad Brasile&#241;a de Cardiolog&#237;a<sup>26</sup>. El valor de la insulina de ayuno se consider&#243; alterado cuando estaba superior o igual a 20mg/dl. <sup>27 </sup>El &#237;ndice HOMA-IR(<italic>homeostasis model assessment for insulin resistance</italic>), utilizado para la clasificaci&#243;n de resistencia insul&#237;nica (RI), se obtuvo con el c&#225;lculo del producto de la insulina plasm&#225;tica de ayuno (&#181;U/mL) y de la glucemia de ayuno (mmol/L) dividido por 22,5. El punto de corte utilizado fue mayor o igual a 3,43 para ambos sexos<sup>27</sup>. </p>
      <p>La evaluaci&#243;n de la composici&#243;n corporal por el DXA, que consiste en m&#233;todo de doble emisi&#243;n de haz de energ&#237;a por medio del aparato LUNARTM DPX-L/PED, Winconsin, USA, (versi&#243;n 1.5), se llev&#243; a cabo por una &#250;nica t&#233;cnica debidamente entrenada. </p>
      <p>En el an&#225;lisis estad&#237;stico, las diferencias de promedios de las variables independientes entre los dos grupos de adolescentes obesos se evaluaron por la prueba <italic>t-Student</italic>. Para verificarse las asociaciones de los dos grupos con los valores dicotomizados, se aplic&#243; la prueba chi-cuadrado. El an&#225;lisis de regresi&#243;n log&#237;stica m&#250;ltiple se llev&#243; a cabo con la consideraci&#243;n de las variables que presentaron p&lt;0,20 en el an&#225;lisis bivariado. Permanecieron en el modelo final las variables con p&lt; 0,05. En el desarrollo del modelo, no se identificaron entre las variables dependientes modificadores de efecto o factores de confusi&#243;n para la asociaci&#243;n a los grados de obesidad<sup>28</sup>. </p>
      <p>Se cre&#243; un score de riesgo para s&#237;ndrome metab&#243;lico y enfermedades cardiovasculares asociadas que atribu&#237;a valores de 0 a 4 a cada uno de los individuos obesos, de acuerdo con el n&#250;mero de alteraciones metab&#243;licas: glucemia de ayuno, triglic&#233;ridos, HDL y presi&#243;n arterial. Para la escoja de las variables con la finalidad de formaci&#243;n de los scores, se consideraron los estudios anteriores con adolescentes<sup>8,12,16,29</sup> y s&#237;ndrome metab&#243;lico, as&#237; como los resultados de los an&#225;lisis bivariados. Se aplic&#243; la prueba chi-cuadrado para evaluar la asociaci&#243;n del n&#250;mero de alteraciones metab&#243;licas en los dos grupos de adolescentes, segundo grados de obesidad. </p>
      <p>El nivel de significancia usado fue p&lt; 0,05. Los datos se analizaron por medio de los programas Epi info 6.04 (Atlanta, Georgia, USA: CDC; 1996) y Stata versi&#243;n 10.0 (<italic>College</italic> Station, <italic>Texas</italic>, USA: <italic>Stata Corporation</italic>; 2007). </p>
      <p>El estudio fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n de la Universidad Federal de S&#227;o Paulo, y los datos se recolectaron despu&#233;s del formulario de consentimiento informado (FCI) de todos los adolescentes y sus responsables. Los adolescentes fueron seguidos por el equipo multidisciplinar del Ambulatorio de Obesidad de la Asignatura de Nutrolog&#237;a del Departamento de Pediatr&#237;a de la Universidad Federal de S&#227;o Paulo. </p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>El grupo conformado por los individuos con mayores grados de obesidad (<underline>&gt;</underline> 2,5 z-IMC) se constituy&#243; por 26 adolescentes - 15 (57,7%) del sexo femenino. El otro grupo fue conformado por 54 adolescentes con menores grados de obesidad -32 (59,3%) del sexo femenino. Los promedios de las variables antropom&#233;tricas, metab&#243;licas y de composici&#243;n corporal para los dos grupos de adolescentes obesos con mayores y menores grados de obesidad est&#225;n representados en la <xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Tabla 1</xref>. Los promedios de edad, sexo y altura no presentaron diferencias estad&#237;sticas significantes. Tal como se esperaba, las mediciones de peso, circunferencia de la cintura, as&#237; como las mediciones de composici&#243;n corporal (tejido adiposo total y tejido adiposo del tronco en kilogramos), difirieron de modo significativo. Con relaci&#243;n a las variables metab&#243;licas, todas presentaron diferencias relevantes entre los grados de obesidad, a excepci&#243;n del colesterol total y la fracci&#243;n LDL (<xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Tabla 1</xref>). </p>
      <table-wrap id="tab1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0205-00166-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Como demostrado en la <xref ref-type="table" rid="es_a06tab02m-body2">Tabla 2</xref>, los adolescentes, independientemente del grado de la obesidad, presentaron porcentuales elevados de repercusiones metab&#243;licas que variaron de un 37,5%, para la resistencia insul&#237;nica, al 15%, para la hipertensi&#243;n arterial. Como no hubo diferencias significantes entre los sexos en las frecuencias de las alteraciones, los datos no se presentan seg&#250;n el sexo. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a06tab02m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0205-00166-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Entre los adolescentes del grupo con IMC mayor o igual que 2,5 z-IMC, el 30% present&#243; tanto hiperglicemia como hiperinsulinemia (OR 3,55 y 2,56), comparados con el 11% y el 14% del grupo con menor grado obesidad, respectivamente. La mitad de los adolescentes con IMC <underline>&gt;</underline> 2,5 z-IMC present&#243; resistencia insul&#237;nica, mientras que cerca del 30% del otro grupo presentaron dicha desviaci&#243;n metab&#243;lica. Con relaci&#243;n al perfil lip&#237;dico, el grupo con mayores valores de IMC tuvo el 50% de resultados alterados para triglic&#233;ridos y el 57% para HDL con OR de 3,5 y 4,3, respectivamente, cuando comparado al grupo con IMC menor que 2,5 z-IMC. La presencia de hipertensi&#243;n arterial fue de un 26,9% en el grupo con mayor grado de la obesidad y un 9,2% en el otro grupo. Los adolescentes con mayores grados de obesidad presentaron, por tanto, mayores frecuencias de las alteraciones evaluadas, con diferencias significantes para glucemia de ayuno, resistencia insul&#237;nica, triglic&#233;ridos, HDL y presi&#243;n arterial. </p>
      <p>Las variables seleccionadas para el modelo log&#237;stico fueron: HDL, triglic&#233;ridos y glucemia de ayuno, presi&#243;n arterial. La insulina basal y el &#237;ndice HOMA-IR no fueron incluidos en el modelo, porque se opt&#243; por solamente un examen relacionado al perfil gluc&#237;dico. La glucemia se escogi&#243; por presentar asociaci&#243;n m&#225;s fuerte con los grados de obesidad en el an&#225;lisis bivariado. La <xref ref-type="table" rid="tab3-body2">Tabla 3</xref> muestra las OR ajustadas para alteraciones metab&#243;licas entre adolescentes con diferentes grados de obesidad, siendo fuerte la asociaci&#243;n con la HDL (OR= 5,43 IC 1,80-16,39), seguida de presi&#243;n arterial (4,29 IC 1,06-17,28) y triglic&#233;ridos (OR= 3,12 IC 1,04-9,37). La glucemia no permaneci&#243; en el modelo, ya que perdi&#243; significancia estad&#237;stica cuando analizada conjuntamente con otras variables independientes. </p>
      <table-wrap id="tab3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0205-00166-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En el <xref ref-type="fig" rid="es_a06graf01m-body2">Gr&#225;fico 1</xref>, se evidencia la presencia de un factor de riesgo como m&#237;nimo para ECV en m&#225;s del 60% de la muestra y un 30% ya presentaban al menos dos alteraciones. M&#225;s de la mitad del grupo de los adolescentes con mayor grado de obesidad presentaron dos o m&#225;s ex&#225;menes positivos (57,7%), y solamente 1/6 (16,7%) del grupo con menor grado de obesidad present&#243; el mismo resultado, con la diferencia estad&#237;sticamente significativa (p&lt; 0,001). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a06graf01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0205-00166-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La mayor&#237;a de las repercusiones metab&#243;licas estudiadas presenta asociaciones relevantes con el grado de obesidad entre adolescentes posp&#250;beres. El uso del IMC en el diagn&#243;stico de la obesidad en adolescentes est&#225; bien establecido en la literatura, ya que tiene una buena aplicabilidad cl&#237;nica. Adem&#225;s de ello, su uso demuestra una asociaci&#243;n con grasa visceral, mejor correlaci&#243;n que otros par&#225;metros antropom&#233;tricos con presi&#243;n arterial y niveles hematol&#243;gicos de l&#237;pidos<sup>30,31</sup>. </p>
      <p>Trabajos anteriores ya han evidenciados la relaci&#243;n de la obesidad con anormalidades metab&#243;licas<sup>13,14</sup>, sin embargo pocos relacionan el grado de obesidad a la presencia de dichas alteraciones<sup>8,15,16</sup>. Nuestros resultados muestran que, cuanto mayor la severidad de la obesidad, mayor el riesgo de haber alteraciones gluc&#237;dicas, lip&#237;dicas y de presi&#243;n arterial. Como en el an&#225;lisis multivariado, ninguna de las variables se identific&#243; como factor de confusi&#243;n o modificador de efecto. Los riesgos identificados pueden atribuirse a cada una de las variables, independientemente del efecto de las otras variables incluidas en el modelo. </p>
      <p>La resistencia insul&#237;nica fue la alteraci&#243;n metab&#243;lica m&#225;s com&#250;n entre adolescentes obesos de este estudio. Lee et al<sup>32 </sup>analizaron una submuestra representativa de adolescentes entre 12 y 19 a&#241;os que participaron en el estudio NHANES 1999-2002 y mostraron que el factor que m&#225;s influenci&#243; los niveles de resistencia insul&#237;nica fue la obesidad. En ni&#241;os y adolescentes, la resistencia insul&#237;nica tambi&#233;n ha sido asociada a la dislipidemia, DM tipo 2 y complicaciones cardiovasculares en largo plazo<sup>33,34</sup>. Nuestros resultados se&#241;alan, en concordancia con estudios anteriores<sup>16</sup>, que la resistencia insul&#237;nica est&#225; fuertemente asociada a la severidad de la obesidad, lo que sugiere gradiente dosis-respuesta en la relaci&#243;n entre resistencia insul&#237;nica y adiposidad. </p>
      <p>La severidad de la obesidad, en nuestra muestra, tambi&#233;n present&#243; asociaci&#243;n significante con otros par&#225;metros metab&#243;licos y cl&#237;nicos, como hipertrigliceridemia, HDL alterado, hiperglucemia de ayuno e hipertensi&#243;n. Caranti et al<sup>16</sup> analizaron alteraciones metab&#243;licas en 509 adolescentes obesos brasile&#241;os (n=110) e italianos (n=399) posp&#250;beres y encontraron resultados semejantes para HDL alterado, resistencia insul&#237;nica e hipertensi&#243;n. Un estudio de cohorte con 115 individuos de la ciudad de Rio de Janeiro, Brasil, realizado en tres evaluaciones -per&#237;odo que comprendi&#243; ni&#241;ez, adolescencia e inicio de la fase adulta- revel&#243; que el grupo con IMC elevado present&#243; mayor prevalencia de hipertensi&#243;n arterial (p&lt;0,001) que los dem&#225;s grupos compuestos por adolescentes con IMC normal o con diagn&#243;stico del IMC diferente durante el estudio<sup>10</sup>. </p>
      <p>Otro estudio constat&#243; que la prevalencia de la intolerancia a la glucosa, hiperinsulinemia, hipertrigliceridemia, hipertensi&#243;n arterial y bajo HDL fue significativamente mayor en obesos severos (&gt;2,5 z) con relaci&#243;n a los obesos moderados, concordando con los hallazgos de este estudio<sup>8</sup>. </p>
      <p>Bell et al<sup>35</sup> estudiaron la relaci&#243;n de las alteraciones metab&#243;licas en ni&#241;os de 6 a 13 a&#241;os, con el aumento del z-IMC. La regresi&#243;n con la presi&#243;n arterial revel&#243; aspecto lineal; la regresi&#243;n con triglic&#233;ridos y HDL, forma curvil&#237;nea, lo que se&#241;ala que el aumento del Z-IMC en el extremo superior del espectro (&gt;2 z-IMC) tiene mayor impacto en perfiles lip&#237;dicos desfavorables. Con este abordaje, los autores demostraron que el riesgo de comorbidades durante la ni&#241;ez aumenta continuamente en todo espectro, con el aumento z-IMC y acentuadamente superior a 2,0 z-IMC. </p>
      <p>El modelo de regresi&#243;n log&#237;stica muestra significante una asociaci&#243;n de triglic&#233;ridos, HDL y presi&#243;n arterial con la severidad de la obesidad. Los estudios con poblaciones que prueban hip&#243;tesis similares a las de este estudio no desarrollaron modelos de an&#225;lisis m&#250;ltiples, lo que imposibilita la comparaci&#243;n de nuestros resultados. </p>
      <p>La presencia de la obesidad parece jugar un papel-clave en el desencadenamiento de los factores de riesgo para el desarrollo de las enfermedades cardiovasculares y DM tipo 2. Los par&#225;metros m&#225;s utilizados para componerse el grupo de factores de riesgo para la enfermedad cardiovascular viene siendo: obesidad, hipertrigliceridemia, bajo HDL, hipertensi&#243;n arterial y alg&#250;n par&#225;metro relacionado al perfil gluc&#237;dico, en este estudio, la glucemia de ayuno<sup>14</sup>. </p>
      <p>En el presente estudio, la severidad de la obesidad tuvo asociaci&#243;n positiva y estad&#237;sticamente significativo con la frecuencia de estos factores de riesgo. Otros estudios tambi&#233;n evaluaron la presencia de factores de riesgo cardiovasculares en adolescentes obesos y la presencia de dos o m&#225;s factores de riesgo que tambi&#233;n se asocian, de modo significativo, al grado de la obesidad<sup>15</sup>. </p>
      <p>La presencia concomitante de alteraciones metab&#243;licas y obesidad se denomin&#243; s&#237;ndrome metab&#243;lico, debido a sus interrelaciones y a la importancia como factor de riesgo para la enfermedad cardiovascular y DM tipo 2<sup>36</sup>. A pesar de hasta el momento no existir un consenso que defina el s&#237;ndrome metab&#243;lico para ni&#241;os y adolescentes, ya existen estudios reveladores de que las alteraciones metab&#243;licas, cuando establecidas en la infancia, tienden a permanecer en la fase adulta, adem&#225;s de provocar precozmente da&#241;os cardiovasculares<sup>37</sup>. </p>
      <p>El grupo con s&#237;ndrome metab&#243;lico se caracteriz&#243; en el estudio por la presencia de obesidad y m&#225;s dos factores de riesgo cardiovascular: altos niveles de triglic&#233;ridos, glucosa de ayuno, presi&#243;n arterial y bajos niveles de HDL. De esta forma, un 57,7% del grupo de los adolescentes con obesidad severa ten&#237;an el s&#237;ndrome metab&#243;lico en comparaci&#243;n a un 16,7% del otro grupo. Otro estudio, con adolescentes obesos brasile&#241;os e italianos, que adopt&#243; criterios semejantes a los nuestros, tambi&#233;n constat&#243; prevalencia mayor del s&#237;ndrome metab&#243;lico en adolescentes obesos con mayor z-IMC, y la prevalencia aument&#243; de un 9,5% para un 19,7%<sup>16</sup>. </p>
      <p>En el estudio de Weiss et al<sup>8</sup> que evalu&#243; a 439 ni&#241;os y adolescentes estadounidenses obesos, se establecieron como grupo de factores de riesgo cardiovascular los componentes del s&#237;ndrome metab&#243;lico: obesidad, presi&#243;n arterial, triglic&#233;ridos, glucemia de ayuno y HDL. El s&#237;ndrome metab&#243;lico tambi&#233;n se caracteriz&#243; por la presencia de tres o m&#225;s factores de riesgo (obesidad m&#225;s dos riesgos metab&#243;licos o cl&#237;nico) y presentaba tasas mayores con el aumento de la severidad de la obesidad, un 38,7% en obesos moderados y un 49,7% en obesos severos. </p>
      <p>En Sen Y et al<sup>15</sup> el n&#250;mero de adolescentes obesos con tres o m&#225;s factores de riesgo aument&#243; paralelamente con el grado de la obesidad. Los adolescentes con IMC superior a 3 z-IMC ten&#237;an 2,6 veces m&#225;s riesgo de desarrollar el s&#237;ndrome metab&#243;lico que aquellos con IMC entre 2 y 3 z-IMC. </p>
      <p>Algunos estudios muestran que, independientemente del criterio utilizado, la obesidad fue la caracter&#237;stica m&#225;s com&#250;n del s&#237;ndrome metab&#243;lico en sus poblaciones<sup>14,15</sup>. Adem&#225;s de esto, sugieren que la obesidad se deber&#237;a considerar componente esencial en el conjunto de factores de riesgo cardiovascular, a fin de identificar adolescentes con mayor riesgo en desarrollar comorbidades y enfermedad cardiovascular precoz<sup>14</sup>. </p>
      <p>Por ser el IMC indicador de f&#225;cil obtenci&#243;n por equipamientos disponibles en escuelas, la identificaci&#243;n de adolescentes con z-IMC &gt;2,0 o &gt;2,5 se podr&#237;an constituir en pruebas de triaje para la identificaci&#243;n de adolescentes para acciones preventivas y educativas. </p>
      <p>Debido a la complejidad de la etiolog&#237;a de la obesidad y de sus consecuencias a lo largo de la vida, su tratamiento debe ocurrir de forma multidisciplinar con seguimiento m&#233;dico, nutricional, psicol&#243;gico y de educador f&#237;sico. Se hacen necesarias pol&#237;ticas y programas de promoci&#243;n de estilo de vida saludables que difundan entre ni&#241;os, adolescentes y sus familiares h&#225;bitos de escoja alimentaria saludable y de actividad f&#237;sica. </p>
      <p>A pesar de la mejor precisi&#243;n de las estimaciones de riesgo, permanecen las limitaciones inherentes a todos los estudios transversales en el que concierne a las dificultades para determinar secuencia temporal de la l&#237;nea de causalidad investigada. </p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue financiado por la <italic>Fundaci&#243;n de Amparo a la Investigaci&#243;n del Estado de S&#227;o Paulo (FAPESP),</italic> Proceso n&#186; 0754490-8. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes. </p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas. </p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de Disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Maria Silvia Ferrari Lavrador, por la <italic>Universidad Federal de S&#227;o Paulo</italic>. </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cardiovascular risks in adolescents with different degrees of obesity</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: There have been few studies on cardiovascular risk factors in adolescents with different degrees of obesity. OBJECTIVE: To evaluate metabolic effects associated with different degrees of obesity in adolescents and their impact on cardiovascular risks. METHODS: Cross-sectional study of 80 obese adolescents, divided in two groups: 2&lt;z-BMI&lt;2.5 and z-BMI &gt;2.5, classified as obese with lower or higher degree of obesity, respectively. Physical examination was carried out, as well as biochemical and body composition assessment. The statistical analysis was performed with t-Student and Chi-square tests, aiming at comparing both groups. A multiple logistic model was used to verify the associations between the biochemical variables and the degree of obesity. Risk scores were developed for cardiovascular disease, according to the number of alterations found in the following variables: fasting glycemia, triglycerides, HDL and blood pressure. Association between these scores and degree of obesity were verified. RESULTS: The two groups differed regarding weight, waist circumference, fasting glycemia and insulin, HOMA-IR, triglycerides, HDL, blood pressure (BP) and body composition measurements (p&lt;0.05). The adolescents with the higher degree of obesity presented higher frequencies of alterations for glycemia, HOMA-IR, triglycerides, HDL and BP (p&lt;0.05). The logistic model showed associations between the degree of obesity and the variables: HDL (OR=5.43), BP (OR=4.29), TG (OR=3.12). The risk score demonstrated that 57.7% of the adolescents with higher degrees of obesity had two or more metabolic alterations versus 16.7% from the other group (p&lt;0.001). CONCLUSION: The degree of obesity influenced the onset of alterations that comprise the metabolic syndrome, increasing the cardiovascular risk.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Obesity</kwd>
        <kwd>adolescent</kwd>
        <kwd>risk factors</kwd>
        <kwd>metabolic syndrome</kwd>
        <kwd>body mass index</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Cardiovascular risks in adolescents with different degrees of obesity</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Maria Silvia Ferrari Lavrador<sup>I</sup>; Priscila Trapp Abbes<sup>II</sup>; Maria Arlete Meil Schimith Escriv&#227;o<sup>I</sup>; Jos&#233; Augusto de Aguiar Carrazedo Taddei<sup>I</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Universidade Federal de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal do Amazonas, Manaus, AM - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> There have been few studies on cardiovascular risk factors in adolescents with different degrees of obesity.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold> To evaluate metabolic effects associated with different degrees of obesity in adolescents and their impact on cardiovascular risks.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold> Cross-sectional study of 80 obese adolescents, divided in two groups: 2&lt;z-BMI&lt;2.5 and z-BMI <underline>&gt;</underline>2.5, classified as obese with lower or higher degree of obesity, respectively. Physical examination was carried out, as well as biochemical and body composition assessment. The statistical analysis was performed with t-Student and Chi-square tests, aiming at comparing both groups. A multiple logistic model was used to verify the associations between the biochemical variables and the degree of obesity. Risk scores were developed for cardiovascular disease, according to the number of alterations found in the following variables: fasting glycemia, triglycerides, HDL and blood pressure. Association between these scores and degree of obesity were verified.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> The two groups differed regarding weight, waist circumference, fasting glycemia and insulin, HOMA-IR, triglycerides, HDL, blood pressure (BP) and body composition measurements (p&lt;0.05). The adolescents with the higher degree of obesity presented higher frequencies of alterations for glycemia, HOMA-IR, triglycerides, HDL and BP (p&lt;0.05). The logistic model showed associations between the degree of obesity and the variables: HDL (OR=5.43), BP (OR=4.29), TG (OR=3.12). The risk score demonstrated that 57.7% of the adolescents with higher degrees of obesity had two or more metabolic alterations versus 16.7% from the other group (p&lt;0.001).</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> The degree of obesity influenced the onset of alterations that comprise the metabolic syndrome, increasing the cardiovascular risk.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Obesity; adolescent; risk factors; metabolic syndrome; body mass index.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Adolescence is one of the critical periods for the onset or persistence of obesity and for the development of its complications<sup>1</sup>. Although genetic factors predispose to the development of obesity, studies have highlighted the importance of environmental and behavioral factors - such as the decrease in physical activity together with the increase in sedentary activities<sup>2</sup> - associated with a higher consumption of food as the main causes of the increased prevalence of obesity.</p>
      <p>The predominance of obesity in childhood and adolescence has increased drastically and represents a relevant public health problem in developed countries and in many developing ones. In the USA, during the last three decades, the prevalence of obesity in children and adolescents has more than doubled, with prevalences of 31.9% and 16.3% of overweight and obesity, respectively, between the years 2003 and 2006<sup>3</sup>. In Brazil, the rates of excess weight among adolescents have followed the same tendency in the last 20 years, with a prevalence of 7.7% in the 80s<sup>4</sup> for both sexes. This rate increased to 17.9% in boys and 15.4% in girls at the last national survey in 2002-2003<sup>5</sup>.</p>
      <p>Obesity is associated with relevant health problems in the pediatric population<sup>6,7</sup> and constitute a risk factor for many morbidities and mortality in adulthood<sup>8</sup>. The study by Freedman et al<sup>9</sup> using data from the Bogalusa Heart Study, correlated the body mass index (BMI) of childhood with that of adulthood and obtained a value of 0.58. This study demonstrated that 77% of the children with excess weight became obese adults. A cohort study carried out in Brazil, using three assessments during a 17-year period, which comprehended from childhood to the start of adulthood, verified that children with high BMI throughout all study phases, that is, permanently obese, presented higher prevalence of alterations in glycemia, blood pressure (BP) and HDL at adulthood, when compared to the group with normal BMI (p&lt;0.05)<sup>10</sup>.</p>
      <p>Comorbidities, such as arterial hypertension, dyslipidemia, type 2 diabetes mellitus (DM2) - increasingly more evident in the pediatric population<sup>11</sup> - affect around 40% of North-American adolescents<sup>12</sup> and the coexistence of these metabolic alterations are up to 7-fold higher in obese individuals<sup>12,13</sup>.</p>
      <p>The concomitance of metabolic alterations related to obesity and chronic diseases has been called metabolic syndrome. A comparative study of diagnostic criteria for metabolic syndrome in children and adolescents - Caucasians and African-Americans - showed variations in the prevalence rates of 18% to 25%. These numbers were significantly high in those individuals with excess weight (24% to 51%)<sup>14</sup>. Although the criteria used to characterize the metabolic syndrome were not necessarily the same among the studies, its prevalence gradually increased in parallel with the increase in obesity among the young population<sup>15</sup>.</p>
      <p>However, there have been few studies on the metabolic risks and their consequences in adolescents with different degrees of obesity<sup>8,15,16</sup>. The present study analyzed the metabolic and cardiovascular complications associated with different degrees of obesity in adolescents, describing their impact on early cardiovascular and metabolic risk factors, as well as on metabolic syndrome.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The present is a cross-sectional study, of which data are part of the study "Risk factors and comorbidities associated with obesity in adolescents from public schools in the city of S&#227;o Paulo, Brazil", which evaluated obese (BMI&gt; 95<sup>th</sup> percentile)<sup>17</sup> postpubertal adolescents<sup>18</sup> aged 14 to 19 years, that regularly attended school in the morning and afternoon periods, from 2006 to 2007. The exclusion criteria were: presence of acute diseases or other chronic diseases, drug or nutritional treatment status for weight loss and pregnant or nursing girls.</p>
      <p>The sample size was calculated for &#945; 0.05 and &#946; 0.20, consisting of two obese individuals with a lower degree of obesity. For each obese individual with a higher degree of obesity and an estimated OR of 3.00 for the metabolic alteration hypertriglyceridemia when comparing both groups and assuming a one-tailed test, the samples of values in the two groups would be 48 and 24, respectively.</p>
      <p>The sample selection included 2,330 adolescents from four public schools in Vila Mariana, of which 150 (6%) were diagnosed as obese and among which 26 (17.33%) met the aforementioned exclusion criteria. Of the 124 remaining students, 42 (33.87%) refused to participate in the study and two individuals (1.61%) abandoned the project during the field study. A total of 80 obese adolescents (64.5% of the initial sample) completed the protocol. When the BMI means were compared - stratified by age and sex of the analyzed sample - with the BMI means of the 44 individuals who did not participate in the study, no significant differences were observed between the groups, evidence that the lost samples must not have introduced selection biases.</p>
      <p>The adolescents were classified in z-scores of BMI (z-BMI) and all those &gt; + 2.0 z-score remained with a diagnosis of obesity<sup>19</sup>. Based on the z-BMI, the adolescents were distributed in two groups: 2&lt;z-BMI&lt;2.5 and z-BMI<underline>&gt;</underline>2.5. This cutoff was used to differentiate obese adolescents with a higher or lower degree of obesity, as there are no established criteria to diagnose different degrees of obesity in adolescence.</p>
      <p>The anthropometric assessment was carried out by two nutritionists, according to the recommended protocols<sup>20</sup>. Weight was measured in a Kratos&#153; digital scale, model "Linea", with minimum and maximum capacities of 1.25 kg and 150 kg, with a 50-g variation, placed on a solid and level surface. Height was measured with an Alturaexata&#153; portable anthropometer of which scales were in millimeters, placed on a solid and level surface. The waist circumference (WC) was measured using an inextensible measuring tape, at the midpoint between the last rib and the iliac crest<sup>21</sup>.</p>
      <p>Blood pressure (BP) was measured by two appropriately trained physicians that belonged to the team, using a mercury sphygmomanometer (Thycos&#153;) using an appropriate cuff for each individual. The mean value of three measurements was considered for the study<sup>22</sup>. Arterial hypertension (AH) was defined as systolic or diastolic BP <underline>&gt;</underline> 95<sup>th</sup> percentile for age, sex and height<sup>23</sup>. The adolescents aged 18 to 19 years were classified as hypertensive when they presented a mean BP <underline>&gt;</underline> 140/90 mmHg<sup>24</sup>. The blood samples were collected by venipuncture after a 12-hour fast. Conventional enzymatic and colorimetric laboratory techniques were used for the laboratory assessment, except for the LDL levels, which were calculated by Friedewald's equation<sup>25</sup>. Levels of total cholesterol (TC) and fractions, triglycerides (TG) and fasting glycemia were classified according to the I Guideline for the Prevention of Atherosclerosis in Childhood and Adolescence of the Brazilian Society of Cardiology<sup>26</sup>. Fasting insulin levels were considered altered when <underline>&gt;</underline> 20 mg/dl<sup>27</sup>. The HOMA-IR (homeostasis model assessment for insulin resistance) index, used for the classification of insulin resistance (IR), was obtained by calculating the product of fasting plasma insulin (&#956;U/mL) and fasting glycemia (mmol/l) divided by 22.5. The cutoff used was <underline>&gt;</underline> 3.43 for both sexes<sup>27</sup>.</p>
      <p>The evaluation of body composition by DXA (Dual X-ray Absorptiometry) in a LUNARTM DPX-L/PED equipment, Wisconsin, USA, (version 1.5), was performed by a single technician, who had been appropriately trained.</p>
      <p>At the statistical analysis, the differences of the means of the independent variables between the two groups of obese adolescents were evaluated by the Student's <italic>t</italic> test. The Chi-square test was used to verify associations of the two groups with the dichotomized values. The multiple logistic regression analysis was performed, considering the variables that presented p&lt;0.20 at the bivariate analysis. The final model included the variables that presented p&lt;0.05. During the development of the model, no effect modifiers or confounding factors were identified among the dependent variables for the association with the degrees of obesity<sup>28</sup>.</p>
      <p>A risk score was created for metabolic syndrome and associated cardiovascular diseases, which attributed values of 0 to 4 to each one of the obese individuals, according to the number of metabolic alterations observed: fasting glycemia, triglycerides, HDL and BP. Previous studies with adolescents<sup>8,12,16,29</sup> and metabolic syndrome were considered when choosing the variables used to create the scores, as well as the results of the bivariate analyses. The Chi-square test was used to evaluate the association of the number of metabolic alterations in the two groups of adolescents, according to the degree of obesity.</p>
      <p>The level of significance was set at p&lt; 0.05. The data were analyzed using the software Epi info release 6.04 (Atlanta, Georgia, USA: CDC; 1996) and Stata release 10.0 (<bold><italic>College</italic></bold> Station, <bold><italic>Texas</italic></bold>, USA: <bold><italic>Stata Corporation</italic></bold>; 2007).</p>
      <p>The study was approved by the Ethics Committee in Research of <italic>Universidade Federal de S&#227;o Paulo</italic> and the data were collected after the free and informed consent form had been signed by all adolescents and their parents/tutors. The adolescents were followed by the multidisciplinary team of the Ambulatory of Obesity of the Discipline of Nutrology of the Department of Pediatrics of <italic>Universidade Federal de S&#227;o Paulo</italic>.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The group that comprehended individuals with a higher degree of obesity (<underline>&gt;</underline> 2.5 z-BMI) consisted of 26 adolescents - 15 (57.7%) of which were females. The other group consisted of 54 adolescents with lower degrees of obesity - 32 (59.3%) of which were females. The means of the anthropometric, metabolic and body composition variables for the two groups of obese adolescents with higher or lower degrees of obesity are shown in <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Table 1</xref>. The means of age, sex and height did not show any statistically significant difference. As expected, the weight, WC and body composition measurements (total body fat and truncal body fat in Kg) presented significant difference. Regarding the metabolic variables, all of them presented significant differences between the degrees of obesity, except TC and LDL-cholesterol (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Table 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0205-00166-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>As shown in <xref ref-type="table" rid="en_aop16210t02-body3">Table 2</xref>, the adolescents, regardless of the degree of obesity, presented high percentages of metabolic effects that varied from 37.5% for insulin resistance to 15% for AH. As there were no significant differences between sexes in the frequencies of alterations, the data are not presented according to sex.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop16210t02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0205-00166-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Among the adolescents from the group with BMI <underline>&gt;</underline> 2.5 z-BMI, 30% presented both hyperglycemia and hyperinsulinemia (OR 3.55 and 2.56), compared with 11% and 14% of the group with a lower degree of obesity, respectively. Half of the adolescents with BMI <underline>&gt;</underline> 2.5 z-BMI presented insulin resistance, whereas 30% of the adolescents from the other group presented this metabolic alteration. Regarding the lipid profile, the group with higher BMI values had 50% of altered results for triglycerides and 57% for HDL with OR of 3.5 and 4.3, respectively, when compared with the group with BMI &lt; 2.5 z-BMI. The presence of AH was 26.9% in the group with the higher degree of obesity and 9.2% in the other group. Thus, the adolescents with higher degrees of obesity presented higher frequencies of the assessed alterations, with significant differences for fasting glycemia, insulin resistance, TG, HDL and BP.</p>
      <p>The variables selected for the logistic model were: HDL, triglycerides and fasting glycemia, BP. Basal insulin and the HOMA-IR index were not included in the model, as it was decided to choose only one test related to the glycidic profile. Glycemia was chosen as it presented a stronger association with the degrees of obesity at the bivariate analysis. <xref ref-type="table" rid="t3-body3">Table 3</xref> shows the OR adjusted for metabolic alterations in adolescents with different degrees of obesity, disclosing a strong association with HDL (OR= 5.43; CI: 1.80-16.39), followed by BP (4.29; CI: 1.06-17.28) and triglycerides (OR= 3.12 CI: 1.04-9.37). Glycemia did not remain the model, as it lost statistical significance when analyzed together with other independent variables.</p>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0205-00166-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="fig" rid="c1-body3">Chart 1</xref> shows the presence of at least one risk factor for cardiovascular disease (CVD) in more than 60% of the sample and 30% presented at least two alterations. More than 50% of the group of adolescents with higher degrees of obesity presented two or more positive tests (57.7%), whereas only 1/6 (16.7%) of the group with lower degrees of obesity presented the same result, with a statistically significant difference (p&lt;0.001).</p>
      <fig id="c1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0205-00166-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Most of the studied metabolic effects present significant associations with the degree of obesity among postpubertal adolescents. The use of the BMI for the diagnosis of obesity in adolescents has been well-established in the literature, as it has good clinical applicability. Additionally, its use demonstrates an association with visceral fat, a better correlation than other anthropometric parameters with BP and blood levels of lipids<sup>30,31</sup>.</p>
      <p>Previous studies have demonstrated the association between obesity and metabolic alterations<sup>13,14</sup>, but few have correlated the degree of obesity with the presence of such alterations<sup>8,15,16</sup>. Our results showed that, the higher the degree of obesity, the higher the risk of glycidic, lipidic and BP alterations. As in the multivariate analysis, none of the variables were identified as a confounding factor or effect modifier. The identified risks can be attributed to each one of the variables, regardless of the effects of the other variables included in the model.</p>
      <p>Insulin resistance was the most common alteration among the obese adolescents of this study. Lee et al<sup>32</sup> analyzed a representative subsample of adolescents aged 12 to 19 years that participated in the 1999-2002 NHANES study and showed that obesity was the factor that most influenced the levels of insulin resistance (IR). In children and adolescents, IR has also been associated with dyslipidemia, DM2 and long-term cardiovascular complications<sup>33,34</sup>. Our results indicate, in concordance with previous studies<sup>16</sup>, that IR is strongly associated with the severity of obesity, which suggests a dose-response gradient in the association between IR and adiposity.</p>
      <p>The severity of obesity in our sample also presented a significant association with other metabolic and clinical parameters, such as hypertriglyceridemia, altered HDL, fasting hyperglycemia and hypertension. Caranti et al<sup>16</sup> analyzed metabolic alterations in 509 Brazilian (n=110) and Italian (n=399) postpubertal obese adolescents and found similar results for altered HDL, IR and hypertension. A cohort study with 115 individuals from the city of Rio de Janeiro, Brazil, carried out in three assessments - a period that comprehended childhood, adolescence and start of adulthood - showed that the group with high BMI presented a higher prevalence of arterial hypertension (p&lt;0.001) than the other groups consisting of adolescents with normal BMI or with a different BMI diagnosis during the study<sup>10</sup>.</p>
      <p>Another study verified that the prevalence of glucose intolerance, hyperinsulinemia, hypertriglyceridemia, arterial hypertension and low HDL levels was significantly higher in severely obese individuals (&gt;2.5-z), when compared to the individuals with moderate obesity, in agreement with the findings of the present study<sup>8</sup>.</p>
      <p>Bell et al<sup>35</sup> studied the association between metabolic alterations and z-BMI increase in children aged 6 to 13 years. The regression with BP showed a linear aspect; the regression with TG and HDL showed a curve-shaped aspect, which indicates that the increase in the z-BMI in the upper extremity of the spectrum (&gt;2 z-BMI) has a higher impact on unfavorable lipid profiles. With this approach, the authors demonstrated that the risk of comorbidities during childhood increases continuously throughout the spectrum, with the increase of z-BMI and markedly so with &gt; 2.0 z-BMI.</p>
      <p>The logistic regression model shows a significant association of triglycerides, HDL and BP with the severity of obesity. Studies with populations that tested hypotheses that were similar to the ones in the present study did not develop multiple analysis models, which prevents the comparison of our results.</p>
      <p>The presence of obesity seems to have a key-role in triggering of risk factors for the development of CVD and DM2. The parameters most often used to create the group of risk factors for CVD have been: obesity, hypertriglyceridemia, low HDL levels, arterial hypertension and some parameter related to the glycidic profile, in this study, fasting glycemia<sup>14</sup>.</p>
      <p>In the present study, the severity of obesity had a positive and statistically significant association with the frequency of these risk factors. Other studies also evaluated the presence of cardiovascular risk factors in obese adolescents and the presence of two or more risk factors that also significantly associate to the degree of obesity<sup>15</sup>.</p>
      <p>The concomitant presence of metabolic alterations and obesity was called metabolic syndrome, due to its interrelations and its importance as a risk factor for cardiovascular disease and DM2<sup>36</sup>. Although there has been no consensus to date that defined metabolic syndrome for children and adolescents, studies have demonstrated that the metabolic alterations, when established in childhood, tend to persist at adulthood, in addition to causing early cardiovascular injury<sup>37</sup>.</p>
      <p>The group with metabolic syndrome was characterized by the presence of obesity and two more cardiovascular risk factors: high levels of TG, fasting glycemia, BP and low HDL levels. Therefore, 57.7% of the group of adolescents with severe obesity had metabolic syndrome (MS), in comparison with 16.7% of the other group. Another study with Brazilian and Italian obese adolescents, which adopted criteria that were similar to ours, also verified a higher prevalence of MS in obese adolescents with higher z-BMI and the prevalence increased from 9.5% to 19.7%<sup>16</sup>.</p>
      <p>In the study by Weiss et al<sup>8</sup>, which evaluated 439 obese children and adolescents from the USA, the MS components: obesity, BP, TG, fasting glycemia and HDL were established as the group of cardiovascular risk factors. The MS was also characterized by the presence of three or more risk factors (obesity plus two metabolic or clinical risks) and presented higher rates with the increase in the severity of obesity: 38.7% in individuals with moderate obesity and 49.7% in those with severe obesity.</p>
      <p>In the study by Sen Y et al<sup>15</sup>, the number of obese adolescents with three or more risk factors increased in parallel with the degree of obesity. The adolescents with BMI &gt; 3 z-BMI had a 2.6-fold higher risk of developing metabolic syndrome than those with BMI between 2 and 3 z-BMI.</p>
      <p>Some studies have shown that, regardless of the used criteria, obesity was the most common characteristic of the MS in their populations<sup>14,15</sup> Additionally, they have suggested that obesity should be considered an essential component of the set of cardiovascular risk factors, in order to identify adolescents with a higher risk of developing comorbidities and early cardiovascular disease<sup>14</sup>.</p>
      <p>As the BMI is an easy-to-obtain indicator using available equipment in schools, the identification of adolescents with z-BMI &gt;2.0 or &gt;2.5 could be used in screening tests to identify adolescents, aimed at establishing preventive and educational measures.</p>
      <p>Due to the complexity of the etiology of obesity and its consequences throughout life, its treatment must occur with the help of a multidisciplinary team, including a physician, nutritionist/dietitian, psychologist and physical educator. Policies and programs promoting a healthy life style are necessary to disseminate the need for healthy diet choices and the practice of physical activity among the children, adolescents and their family members.</p>
      <p>In spite of the improvement in the risk estimation precision, the limitations inherent to all cross-sectional studies remain, regarding the difficulties to determine the temporal sequence of the line of causality that was investigated.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Maria Silvia Ferrari Lavrador, from <italic>Universidade Federal de S&#227;o Paulo</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
