<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="research-article">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">gXNBDgwVZ7gNtWVHWtPRYjg</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00005</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000300005</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600305</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000019</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>Avalia&#231;&#227;o inicial do Servi&#231;o de Atendimento M&#243;vel de Urg&#234;ncia na Cidade de Porto Alegre</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Semensato</surname>
            <given-names>Gladis</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Zimerman</surname>
            <given-names>Leandro</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Rohde</surname>
            <given-names>Luis Eduardo</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Porto Alegre</named-content>
          <named-content content-type="state">Rio Grande do Sul</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>03</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>3</issue>
      <fpage>196</fpage>
      <lpage>204</lpage>
      <history>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>11</day>
          <month>05</month>
          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>03</day>
          <month>02</month>
          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>21</day>
          <month>07</month>
          <year>2010</year>
        </date>
      </history>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Os Servi&#231;os de Atendimento M&#243;vel de Urg&#234;ncia (SAMU) no Brasil t&#234;m resultados imediatos pouco conhecidos. OBJETIVO: Avaliar os preditores cl&#237;nicos de sobrevida dos pacientes em parada cardiorrespirat&#243;ria (PCR) no ambiente n&#227;o hospitalar atendidos pelo SAMU de Porto Alegre. M&#201;TODOS: Estudo observacional e prospectivo. Os desfechos avaliados foram sobrevida em 30 dias e at&#233; a alta hospitalar, al&#233;m de escore do Cerebral Performance Category (CPC) I-II. RESULTADOS: De janeiro a outubro de 2008, foram atendidos 593 pacientes em PCR n&#227;o traum&#225;tica e foram realizadas 260 tentativas de ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar (RCP). Houve sucesso inicial em 52 (20,0%) casos, estando 16 pacientes vivos no 30&#186; (6,0%) dia, 10 tendo recebido alta hospitalar (3,9%), sendo que 6 (2,3%) com escore CPC I-II. A PCR no domic&#237;lio associou-se inversamente com a sobrevida no 30&#186; dia (p = 0,001) e na alta hospitalar (p = 0,02). Um ritmo inicial "choc&#225;vel" (p = 0,008) associou-se &#224; sobrevida aos 30 dias. O intervalo tempo-resposta e tempo colapso at&#233; in&#237;cio da RCP foram significativamente menores em sobreviventes aos 30 dias. Em an&#225;lise multivariada, foram preditores independentes de mortalidade aos 30 dias um ritmo inicial choc&#225;vel (raz&#227;o de chance [RC] = 0,28 e intervalo de confian&#231;a [IC] de 95,0% = 0,10 - 0,81; p = 0,02) e PCR no domic&#237;lio (RC = 3,0 e IC 95,0% = 1,04 - 8,7; p = 0,04). CONCLUS&#195;O: O atendimento pr&#233;-hospitalar da PCR em Porto Alegre tem resultados limitados, por&#233;m equipar&#225;veis a outras localidades internacionais. &#201; necess&#225;rio o refor&#231;o de cada elo da corrente da sobreviv&#234;ncia para aperfei&#231;oar o atendimento pr&#233;-hospitalar, visando melhora de resultados clinicamente relevantes.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Ambul&#226;ncias</kwd>
        <kwd>resgate a&#233;reo</kwd>
        <kwd>servi&#231;os m&#233;dicos de emerg&#234;ncia</kwd>
        <kwd>parada card&#237;aca</kwd>
        <kwd>ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>25</day>
        <month>02</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>Avalia&#231;&#227;o inicial do Servi&#231;o de Atendimento M&#243;vel de Urg&#234;ncia na Cidade de Porto Alegre</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Gladis Semensato; Leandro Zimerman; Luis Eduardo Rohde</bold>
    </p>
    <p>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre. Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Epidemiologia da UFRGS, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Os Servi&#231;os de Atendimento M&#243;vel de Urg&#234;ncia (SAMU) no Brasil t&#234;m resultados imediatos pouco conhecidos. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar os preditores cl&#237;nicos de sobrevida dos pacientes em parada cardiorrespirat&#243;ria (PCR) no ambiente n&#227;o hospitalar atendidos pelo SAMU de Porto Alegre. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo observacional e prospectivo. Os desfechos avaliados foram sobrevida em 30 dias e at&#233; a alta hospitalar, al&#233;m de escore do Cerebral Performance Category (CPC) I-II. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> De janeiro a outubro de 2008, foram atendidos 593 pacientes em PCR n&#227;o traum&#225;tica e foram realizadas 260 tentativas de ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar (RCP). Houve sucesso inicial em 52 (20,0%) casos, estando 16 pacientes vivos no 30&#186; (6,0%) dia, 10 tendo recebido alta hospitalar (3,9%), sendo que 6 (2,3%) com escore CPC I-II. A PCR no domic&#237;lio associou-se inversamente com a sobrevida no 30&#186; dia (p = 0,001) e na alta hospitalar (p = 0,02). Um ritmo inicial "choc&#225;vel" (p = 0,008) associou-se &#224; sobrevida aos 30 dias. O intervalo tempo-resposta e tempo colapso at&#233; in&#237;cio da RCP foram significativamente menores em sobreviventes aos 30 dias. Em an&#225;lise multivariada, foram preditores independentes de mortalidade aos 30 dias um ritmo inicial choc&#225;vel (raz&#227;o de chance [RC] = 0,28 e intervalo de confian&#231;a [IC] de 95,0% = 0,10 - 0,81; p = 0,02) e PCR no domic&#237;lio (RC = 3,0 e IC 95,0% = 1,04 - 8,7; p = 0,04). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> O atendimento pr&#233;-hospitalar da PCR em Porto Alegre tem resultados limitados, por&#233;m equipar&#225;veis a outras localidades internacionais. &#201; necess&#225;rio o refor&#231;o de cada elo da corrente da sobreviv&#234;ncia para aperfei&#231;oar o atendimento pr&#233;-hospitalar, visando melhora de resultados clinicamente relevantes.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Ambul&#226;ncias/utiliza&#231;&#227;o, resgate a&#233;reo/utiliza&#231;&#227;o, servi&#231;os m&#233;dicos de emerg&#234;ncia, parada card&#237;aca, ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A parada card&#237;aca &#233; a cessa&#231;&#227;o abrupta da fun&#231;&#227;o mec&#226;nica card&#237;aca, revers&#237;vel se atendida rapidamente, fatal caso n&#227;o haja pronta interven&#231;&#227;o<sup>1</sup>. As doen&#231;as cardiovasculares s&#227;o respons&#225;veis por 30,0% dos &#243;bitos, segundo dados da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de, o que representou 17,5 milh&#245;es de mortes em 2005<sup>2</sup>, sendo estimado que mais da metade ocorram de forma s&#250;bita. Dois ter&#231;os desses eventos s&#250;bitos ocorrem na comunidade<sup>3</sup>, com incid&#234;ncia de 0,55/1.000 habitantes<sup>4</sup>. No Brasil, as doen&#231;as circulat&#243;rias s&#227;o respons&#225;veis por 31,0% da mortalidade total, com 302.817 &#243;bitos em 2006<sup>5</sup>.</p>
    <p>A reanima&#231;&#227;o cardiopulmonar depende de uma sequ&#234;ncia de a&#231;&#245;es conhecida como Corrente da Sobreviv&#234;ncia<sup>6</sup>. Os elos s&#227;o o reconhecimento do colapso com solicita&#231;&#227;o de socorro, in&#237;cio de ressuscita&#231;&#227;o b&#225;sica, desfibrila&#231;&#227;o e suporte avan&#231;ado de vida. Dentre os principais fatores preditores de sobrevida na parada card&#237;aca fora do hospital, destacam-se o tempo at&#233; o inicio de manobras b&#225;sicas<sup>7</sup> e a desfibrila&#231;&#227;o precoce<sup>7,8</sup>. O indiv&#237;duo em parada card&#237;aca tem sua sobrevida diminu&#237;da entre 7 e 10,0% a cada minuto sem atendimento<sup>7</sup>. A sobrevida m&#233;dia na parada card&#237;aca em ambiente n&#227;o hospitalar &#233; de 6,4%, variando de 1,0% quando o ritmo inicial &#233; assistolia, chegando at&#233; a 16,0%, quando o ritmo inicial &#233; fibrila&#231;&#227;o ventricular<sup>9</sup>. Tal &#237;ndice sofre influ&#234;ncia de diversos fatores e se encontram relatos de sobrevida t&#227;o baixos quanto 0,2% na cidade de Detroit (EUA)<sup>10</sup>, ou t&#227;o elevados quanto 74,0% em pacientes com fibrila&#231;&#227;o ventricular desfibrilados em menos de tr&#234;s minutos<sup>11</sup>.</p>
    <p>A organiza&#231;&#227;o do Servi&#231;o de Atendimento M&#243;vel de Urg&#234;ncia (SAMU) na cidade de Porto Alegre (RS, Brasil) iniciou em 1993, atrav&#233;s da coopera&#231;&#227;o t&#233;cnica entre os governos Franc&#234;s e Brasileiro. Em 1995, foram realizados os primeiros atendimentos e, a partir de 2002, o governo brasileiro expandiu o projeto do SAMU para v&#225;rias localidades do pa&#237;s, abrangendo mais de 100 milh&#245;es de habitantes, atrav&#233;s de 135 servi&#231;os habilitados at&#233; 2009<sup>12</sup>. Esse sistema fornece as condi&#231;&#245;es para o tratamento precoce das v&#237;timas de morte s&#250;bita na comunidade, no entanto, os resultados deste atendimento em nosso meio s&#227;o pouco conhecidos.</p>
    <p>Este estudo teve como objetivo avaliar a sobrevida dos pacientes em parada card&#237;aca, no ambiente n&#227;o hospitalar, atendidos pelo SAMU na cidade de Porto Alegre, bem como identificar poss&#237;veis preditores de sucesso dos procedimentos de RCP. O conhecimento dos resultados do atendimento pr&#233;-hospitalar de RCP poder&#225; auxiliar na defini&#231;&#227;o de pol&#237;ticas de sa&#250;de que proponham as mudan&#231;as necess&#225;rias para qualificar este tipo de estrat&#233;gia de tratamento.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Realizamos um estudo observacional prospectivo com pacientes em parada cardiorrespirat&#243;ria n&#227;o traum&#225;tica, atendidos primariamente pelo SAMU, na cidade de Porto Alegre, no per&#237;odo de 26 de janeiro a 21 de outubro de 2008.</p>
    <p>A cidade de Porto Alegre tem &#225;rea de 497 km<sup>2</sup> e possui 1.420.667 habitantes, de acordo com estimativa do IBGE em 2007<sup>13</sup>. A cidade &#233; atendida por um servi&#231;o de atendimento pr&#233;-hospitalar m&#243;vel p&#250;blico - SAMU - e outros de car&#225;ter privado. O SAMU disp&#245;e de 15 unidades de atendimento, sendo tr&#234;s avan&#231;adas, uma de apoio r&#225;pido e as demais unidades de atendimento b&#225;sico.</p>
    <p>A equipe b&#225;sica &#233; composta por condutor e t&#233;cnico de enfermagem com capacidade para suporte b&#225;sico de vida e uso do desfibrilador externo autom&#225;tico (DEA). A equipe avan&#231;ada &#233; constitu&#237;da por condutor, enfermeira e m&#233;dico com capacidade para suporte avan&#231;ado de vida. O ve&#237;culo r&#225;pido &#233; composto por condutor, m&#233;dico e material de suporte avan&#231;ado para apoio a uma unidade b&#225;sica. A escolha da equipe de atendimento &#233; feita de acordo com crit&#233;rios de proximidade e presum&#237;vel gravidade da ocorr&#234;ncia. Havendo retorno de circula&#231;&#227;o espont&#226;nea sustentada, o paciente &#233; removido a uma emerg&#234;ncia hospitalar.</p>
    <p>O atendimento segue um protocolo padronizado, elaborado pelo servi&#231;o de acordo com as diretrizes publicadas pelo <italic>International Liaison Committee on Resuscitation</italic> (<italic>ILCOR</italic>) e pela <italic>American Heart Association</italic> (<italic>AHA</italic>) em 2005<sup>14,15</sup>. O question&#225;rio utilizado na coleta de dados do presente protocolo, a defini&#231;&#227;o das vari&#225;veis explanat&#243;rias e desfechos e o relato dos resultados seguiram o modelo de Utstein<sup>16</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Medidas e desfechos</bold>
    </p>
    <p>O desfecho prim&#225;rio foi a sobrevida dos pacientes at&#233; a alta hospitalar e os desfechos secund&#225;rios foram: 1) a sobrevida em trinta dias; e 2) a sobrevida considerada neurologicamente favor&#225;vel, de acordo com o escore do <italic>Cerebral Performance Category</italic> (CPC) I ou II na alta hospitalar<sup>17</sup>.</p>
    <p>Os potenciais preditores dos desfechos cl&#237;nicos analisados foram:</p>
    <p>1. dados demogr&#225;ficos, como idade e sexo da v&#237;tima;</p>
    <p>2. circunst&#226;ncias do evento, como local (domiciliar, p&#250;blico ou outros), presen&#231;a de testemunha (se o colapso foi visto ou ouvido por algu&#233;m), realiza&#231;&#227;o de manobras de ressuscita&#231;&#227;o por circunstante (realiza&#231;&#227;o de compress&#227;o e/ou ventila&#231;&#227;o por leigo testemunhada pela equipe de atendimento quando da chegada ao local); e</p>
    <p>3. caracter&#237;sticas do atendimento, como tempo-resposta (intervalo de tempo entre a chamada e a chegada da equipe ao local), tempo colapso-in&#237;cio de manobras (intervalo entre a estimativa do colapso quando testemunhado e o in&#237;cio de manobras pela equipe do SAMU), equipe inicial de atendimento (b&#225;sica ou avan&#231;ada) e ritmo inicial da parada card&#237;aca (primeira avalia&#231;&#227;o do ritmo atrav&#233;s do DEA ou do monitor convencional).</p>
    <p>Definimos com "ritmo choc&#225;vel" os diagn&#243;sticos presuntivos de fibrila&#231;&#227;o ventricular e taquicardia ventricular. Esses diagn&#243;sticos presuntivos foram considerados quando, na primeira an&#225;lise do ritmo do DEA, havia indica&#231;&#227;o para "choque" pelo operador ("ritmo choc&#225;vel"), por&#233;m o equipamento de DEA utilizado no presente estudo n&#227;o informa diretamente se o ritmo era fibrila&#231;&#227;o ventricular ou taquicardia ventricular. Quando o ritmo inicial era verificado a partir de cardioversor-desfibrilador convencional, o m&#233;dico intervencionista fazia o diagn&#243;stico no local, anotando-o no formul&#225;rio pertinente.</p>
    <p>A RCP atendida por circunstante foi definida como aquela realizada por pessoa que n&#227;o fa&#231;a parte do sistema de emerg&#234;ncia m&#233;dica pr&#233;-hospitalar organizada para o atendimento da PCR. Profissionais da &#225;rea de sa&#250;de que estivessem realizando as manobras, mas n&#227;o fizessem parte da equipe organizada para aquele momento, foram inclu&#237;dos nessa categoria.</p>
    <p>Embora houvesse discrimina&#231;&#227;o entre FV e TV, para fins de an&#225;lise, optamos por agrup&#225;-los todos como ritmo choc&#225;vel.</p>
    <p>Outras informa&#231;&#245;es obtidas foram os procedimentos de suporte avan&#231;ado realizados e intervalos de tempo entre colapso e chamada telef&#244;nica, de regula&#231;&#227;o at&#233; envio, deslocamento da ambul&#226;ncia ao local e at&#233; o in&#237;cio da RCP.</p>
    <p>O preenchimento do question&#225;rio pelo funcion&#225;rio respons&#225;vel (m&#233;dico, enfermeiro ou t&#233;cnico de enfermagem na depend&#234;ncia do tipo de equipe), a partir de informa&#231;&#245;es fornecidas por testemunhas e/ou respons&#225;veis pelo paciente, dava-se logo ap&#243;s o t&#233;rmino do atendimento. Um pesquisador (G.S.) realizou a avalia&#231;&#227;o dos desfechos de sobrevida aos 30 dias e na alta hospitalar, com verifica&#231;&#227;o do escore neurol&#243;gico funcional atrav&#233;s de entrevista com paciente, e/ou familiares e/ou m&#233;dico respons&#225;vel. Nos &#243;bitos, obtivemos informa&#231;&#245;es da equipe de atendimento hospitalar ou por revis&#227;o de prontu&#225;rio.</p>
    <p>
      <bold>Aprova&#231;&#227;o do comit&#234; de &#233;tica</bold>
    </p>
    <p>O projeto foi aprovado pelo comit&#234; de &#233;tica do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre com a concord&#226;ncia do Servi&#231;o de Atendimento M&#243;vel de Porto Alegre e da comiss&#227;o de &#233;tica da Secretaria Municipal de Porto Alegre. O termo de consentimento livre e esclarecido foi obtido de familiar ou respons&#225;vel pelo paciente.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Para descri&#231;&#227;o de vari&#225;veis cont&#237;nuas, utilizamos mediana e intervalo interquart&#237;lico e as categ&#243;ricas como n&#250;mero total e porcentagens. Nas an&#225;lises bivariadas, utilizamos o teste de Mann-Whitney, o teste qui-quadrado com corre&#231;&#227;o de Yates, ou o teste exato de Fisher quando indicado. A an&#225;lise multivariada foi realizada para sobrevida aos 30 dias, visto n&#227;o haver preditores suficientes com signific&#226;ncia estat&#237;stica na alta hospitalar. Foram colocadas no modelo, a localiza&#231;&#227;o, ritmo inicial em FV e o tempo-resposta. Tempo colapso-in&#237;cio de RCP n&#227;o foi utilizado por ter sido obtido em apenas 53,0% dos atendimentos.</p>
    <p>Calculamos ser necess&#225;rio estudar 240 pacientes submetidos &#224; reanima&#231;&#227;o cardiopulmonar para detec&#231;&#227;o de propor&#231;&#227;o populacional com estimativa da taxa de sobrevida em 6,0% &#177; 3,0%. Foi utilizado o pacote estat&#237;stico <italic>SPSS</italic> vers&#227;o 16 para as an&#225;lises. Consideramos resultados como significativos quando valor p <underline>&lt;</underline> 0,05.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>No per&#237;odo em estudo (janeiro a outubro de 2008), foram realizados 593 atendimentos por parada card&#237;aca n&#227;o traum&#225;tica com 260 pacientes sendo submetidos &#224; ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar. Nos casos n&#227;o tratados com ressuscita&#231;&#227;o cardiopulmonar (RCP), a principal justificativa foi &#224; presen&#231;a de sinais de &#243;bito evidente (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>). Um paciente foi exclu&#237;do do grupo geral por aus&#234;ncia de dados do atendimento e um segundo foi retirado da avalia&#231;&#227;o dos desfechos de sobrevida 30 dias e alta hospitalar por perda de seguimento, ap&#243;s reanima&#231;&#227;o inicial com sucesso, sendo analisados os demais 259 pacientes.</p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Dos pacientes inicialmente submetidos &#224; RCP, em 52 (20,0%) houve sucesso inicial da reanima&#231;&#227;o, com 16 pacientes vivos no 30&#186; dia (6,0%) e 10 tendo alta hospitalar (3,9%). A avalia&#231;&#227;o neurol&#243;gica funcional realizada na alta verificou escore CPC I ou II em 6 pacientes, totalizando 2,3% do grupo que recebeu RCP.</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref> descreve as caracter&#237;sticas basais dos pacientes com diagn&#243;stico de parada card&#237;aca. Observou-se propor&#231;&#227;o maior do sexo masculino, ambiente n&#227;o domiciliar, presen&#231;a de testemunha, origem card&#237;aca e reanima&#231;&#227;o por leigo entre os que receberam RCP. Esse grupo tamb&#233;m apresentou idade m&#233;dia e tempo-resposta significativamente menor do que aqueles que n&#227;o receberam RCP.</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>As <xref ref-type="table" rid="t2">Tabelas 2</xref> e <xref ref-type="table" rid="t3">3</xref> descrevem as caracter&#237;sticas dos grupos que receberam RCP em rela&#231;&#227;o aos desfechos sobrevida aos 30 dias e na alta hospitalar, respectivamente. Os pacientes vivos no 30&#186; dia e na alta hospitalar foram mais jovens do que os que evolu&#237;ram a &#243;bito, no entanto, esta diferen&#231;a n&#227;o atingiu signific&#226;ncia estat&#237;stica.</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Sexo masculino, presen&#231;a de sintomas, testemunha, causa card&#237;aca e equipe inicial n&#227;o se mostraram preditoras de sobrevida no 30&#186; dia p&#243;s-admiss&#227;o, nem na alta hospitalar. A ocorr&#234;ncia da parada card&#237;aca no domic&#237;lio associou-se inversamente com a sobrevida tanto no 30&#186; dia (p = 0,001) quanto na alta hospitalar (p = 0,02). Aproximadamente um ter&#231;o dos pacientes recebeu ressuscita&#231;&#227;o por circunstante, com compress&#227;o tor&#225;cica isolada em 62,0% e compress&#227;o tor&#225;cica associada &#224; ventila&#231;&#227;o boca-a-boca em 38,0% dos casos. Houve propor&#231;&#227;o maior de tentativa de reanima&#231;&#227;o por leigo entre sobreviventes aos 30 dias (p = 0,13) e na alta hospitalar (p = 0,07), por&#233;m sem signific&#226;ncia estat&#237;stica. O ritmo inicial permitia a realiza&#231;&#227;o de choque el&#233;trico externo em 25,0% dos pacientes e mostrou-se associada &#224; sobrevida aos 30 dias (p = 0,008), mas n&#227;o na alta hospitalar. A presen&#231;a de RCP por circunstante n&#227;o se mostrou preditor de sobrevida em quaisquer dos desfechos considerados.</p>
    <p>A via a&#233;rea avan&#231;ada foi estabelecida em 84,0% dos casos, o acesso venoso e o uso de medicamentos intravenosos foram realizados em 90,0% dos pacientes e 46,0% foram desfibrilados pela equipe avan&#231;ada, no decorrer do atendimento. N&#227;o houve associa&#231;&#227;o de tais procedimentos com a sobrevida aos 30 dias e na alta hospitalar.</p>
    <p>Aos 30 dias, tanto o intervalo tempo-resposta quanto tempo do colapso at&#233; o in&#237;cio da RCP foram significativamente menores em sobreviventes. Na alta hospitalar, apenas o tempo do colapso at&#233; o in&#237;cio da RCP esteve associado com sobrevida. Em rela&#231;&#227;o aos 6 pacientes com escore neurol&#243;gico funcional adequado - CPC I ou II - na alta hospitalar (<xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>), os preditores que se associaram com este desfecho foram o tempo colapso at&#233; o in&#237;cio de RCP de 7 minutos comparados com 18 minutos nos outros 134 pacientes (p = 0,01) e a localiza&#231;&#227;o n&#227;o domiciliar da parada card&#237;aca em 67,0% dos pacientes (p = 0,04).</p>
    <table-wrap id="t4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Em an&#225;lise multivariada, apenas a presen&#231;a de ritmo card&#237;aco inicial que permitisse choque el&#233;trico (raz&#227;o de chance [RC] de 0,28 e intervalo de confian&#231;a [IC] de 95,0% de 0,10 a 0,81; p = 0,02) e PCR no domic&#237;lio (RC de 3,0 e IC 95,0% 1,04 a 8,7; p = 0,04) permaneceram como preditores independentes de mortalidade em 30 dias.</p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="t5">Tabela 5</xref> descreve os tempos intermedi&#225;rios entre colapso at&#233; o in&#237;cio da RCP.</p>
    <table-wrap id="t5">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>No presente estudo, avaliamos prospectivamente a taxa de sucesso de uma estrat&#233;gia de reanima&#231;&#227;o cardiopulmonar no ambiente n&#227;o hospitalar de pacientes atendidos de forma consecutiva pelo SAMU, na cidade de Porto Alegre, durante aproximadamente 10 meses. Observamos que cerca de 20,0% dos pacientes submetidos &#224; RCP obtiveram sucesso imediato, chegando vivos ao hospital; 6,0% permaneciam vivos 30 dias ap&#243;s o evento e 3,9% tiveram alta hospitalar, sendo que apenas 2,3% com <italic>status</italic> neurol&#243;gico considerado adequado. Esses dados, embora possam ser considerados pouco expressivos, refletem os resultados encontrados por outros servi&#231;os de atendimento m&#243;vel de urg&#234;ncia no resto do mundo<sup>11,18,19</sup>. Em nossa an&#225;lise, os principais determinantes de sobrevida foram a presen&#231;a de ritmo card&#237;aco inicial que permitisse choque el&#233;trico e a PCR no domic&#237;lio.</p>
    <p>A propor&#231;&#227;o m&#233;dia de pacientes com alta hospitalar ap&#243;s RCP em ambiente n&#227;o hospitalar &#233; pr&#243;ximo a 6,0%, variando de 1,0% quando o ritmo inicial for assistolia, pr&#243;ximo a 16,0% quando fibrila&#231;&#227;o ventricular<sup>10</sup>. Nossos dados mostram uma sobrevida relativamente baixa, embora equipar&#225;vel a diversos outros Servi&#231;os de Atendimento M&#243;vel de Urg&#234;ncia no mundo<sup>20</sup>. Recentemente, por exemplo, ensaio cl&#237;nico randomizado comparou o uso de adrenalina com uso de vasopressina como droga vasopressora inicial nas manobras avan&#231;adas de RCP por SAMUs na Fran&#231;a<sup>21</sup>. Em tal estudo, a taxa de sobrevida na alta hospitalar foi de apenas 2,0%, com apenas 0,9% de casos com recupera&#231;&#227;o neurol&#243;gica adequada.</p>
    <p>Cabe ressaltar, entretanto, que fatores progn&#243;sticos, como sexo, idade, etiologia card&#237;aca, local do evento, presen&#231;a de testemunha, ressuscita&#231;&#227;o por leigo e ritmo inicial foram semelhantes aos de outros locais com resultados superiores<sup>22-24</sup>. &#201; poss&#237;vel que esse fen&#244;meno se explique pela presen&#231;a de outros fatores, como perfil demogr&#225;fico, comorbidades e condi&#231;&#245;es socioecon&#244;micas n&#227;o adequadamente avaliados no presente protocolo. No entanto, &#233; bem estabelecido que a sobrevida na parada card&#237;aca fora do hospital est&#225; ligada &#224; presen&#231;a de ritmo de fibrila&#231;&#227;o ventricular, bem como &#224; rapidez com que se fornece o choque desfibrilat&#243;rio ap&#243;s o colapso.</p>
    <p>Em nosso trabalho, a presen&#231;a de fibrila&#231;&#227;o ventricular como ritmo inicial mostrou-se associada com a possibilidade de estar vivo no 30&#186; dia e ter alta hospitalar. Um ritmo pass&#237;vel de terapia el&#233;trica aumenta em at&#233; 5 vezes as chances de sobrevida<sup>25</sup> e &#233; detectada como ritmo inicial entre 20,0% a 40,0% dos eventos<sup>8,26,27</sup>. Observa-se uma tend&#234;ncia a diminui&#231;&#227;o na incid&#234;ncia desse ritmo nas &#250;ltimas d&#233;cadas, podendo dever-se a redu&#231;&#227;o da mortalidade por cardiopatia isqu&#234;mica<sup>26</sup>. Numa vis&#227;o menos favor&#225;vel, a maior propor&#231;&#227;o de ritmos "n&#227;o choc&#225;veis" pode dever-se a um retardo entre o colapso e o in&#237;cio da ressuscita&#231;&#227;o e &#233; poss&#237;vel que este fator tenha determinado em parte a detec&#231;&#227;o de fibrila&#231;&#227;o ventricular em apenas 26,0% de nossa amostra, achado sugerido pelo prolongado tempo-resposta.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; sobrevida dos pacientes encontrados em fibrila&#231;&#227;o ventricular, o tempo at&#233; o choque desfibrilat&#243;rio &#233; fator fundamental. S&#233;rie de casos realizada em Cassinos nos EUA encontrou sobrevida na alta hospitalar de 74,0%, quando a PCR foi testemunhada, causada por fibrila&#231;&#227;o ventricular e atendida nos primeiros tr&#234;s minutos<sup>12</sup>. Devido &#224; imprecis&#227;o da determina&#231;&#227;o do momento do colapso, utiliza-se o tempo resposta que &#233; mais facilmente obtido, sendo sugerido como dado central pelo Comit&#234; de Utstein<sup>17</sup>. Esse intervalo n&#227;o leva em conta o tempo entre o colapso e a chamada telef&#244;nica e entre a chegada do ve&#237;culo ao local e o in&#237;cio da reanima&#231;&#227;o, o que pode afetar sua associa&#231;&#227;o com a sobrevida. Apesar disso, &#233; o marcador temporal mais frequentemente relatado na reanima&#231;&#227;o fora do hospital e esfor&#231;os devem ser realizados para obt&#234;-lo com precis&#227;o.</p>
    <p>No estudo OPALS II, houve um aumento de 33,0% na propor&#231;&#227;o de pacientes vivos na alta hospitalar com a otimiza&#231;&#227;o do tempo-resposta, uma vez que 92,0% das equipes com DEA apresentaram tempo-resposta menor do que 8 minutos<sup>28</sup>. Herlitz e cols.<sup>25</sup>, em coorte prospectiva de mais de 19 mil pacientes, estimaram um aumento de 3,6 vezes nas chances de sobrevida quando o tempo-resposta fosse menor do que 6 minutos<sup>25</sup>.</p>
    <p>Em nossos dados, a mediana do tempo resposta no grupo geral foi 13 minutos, e nos sobreviventes, foi de 11 minutos, bem acima dos tempos recomendados para o atendimento de PCRs. &#201; prov&#225;vel que o tempo prolongado tenha propiciado deteriora&#231;&#227;o de ritmos pass&#237;veis de terapia el&#233;trica em ritmos "n&#227;o choc&#225;veis", diminuindo as chances de sobrevida e o impacto de outros fatores preditores, como presen&#231;a de testemunha, ressuscita&#231;&#227;o por leigo e causa card&#237;aca.</p>
    <p>A possibilidade de alta com boa fun&#231;&#227;o neurol&#243;gica tamb&#233;m se relaciona com o tempo de retardo para o tratamento, considerando o conceito que "tempo &#233; c&#233;rebro". Observamos que todos os pacientes, com escore neurol&#243;gico CPC I ou II j&#225; nos primeiros dias, tiveram alta hospitalar, contrastando com apenas 4 daqueles com escore CPC III ou IV. Dentre os &#250;ltimos, o &#243;bito aconteceu precocemente por fal&#234;ncia m&#250;ltipla de &#243;rg&#227;os ou, tardiamente, por complica&#231;&#245;es de interna&#231;&#227;o prolongada. Embora o tempo resposta n&#227;o tenha mostrado associa&#231;&#227;o significativa com a sobrevida, a estimativa do intervalo entre o colapso e o in&#237;cio de ressuscita&#231;&#227;o pela equipe do SAMU mostrou forte associa&#231;&#227;o tanto aos 30 dias quanto na alta hospitalar, sendo que, no grupo de sobreviventes com CPC I ou II, este tempo foi de apenas 7 minutos. Com um tempo resposta adequado, os demais fatores relacionados ao paciente, &#224;s circunst&#226;ncias do evento e &#224; organiza&#231;&#227;o do sistema de emerg&#234;ncia assumem import&#226;ncia na possibilidade de sobrevida dos pacientes<sup>29</sup>.</p>
    <p>Outro fator importante a ser ressaltado em nossos resultados &#233; que o tempo estimado entre o colapso e a chamada por socorro foi de 4 minutos. Essa etapa corresponde exatamente &#224; fase el&#233;trica no modelo de Weisfeldt<sup>30</sup> e seria a etapa de melhor resposta &#224; terap&#234;utica. Adiciona-se a isso a realiza&#231;&#227;o de RCP por leigo em apenas 28,0% da popula&#231;&#227;o, que foi posteriormente submetida &#224; RCP pelo SAMU, e que, muito provavelmente, iniciou, na grande maioria dos casos, ap&#243;s o encerramento da chamada telef&#244;nica.</p>
    <p>A maioria dos epis&#243;dios de parada card&#237;aca na comunidade ocorre no domic&#237;lio, no entanto, &#233; o local p&#250;blico que se associa com melhor sobrevida imediata e em 6 meses<sup>31</sup>, duplicando as chances de ter alta hospitalar vivo<sup>25</sup>. Em nossa amostra, a localiza&#231;&#227;o p&#250;blica esteve associada ao melhor desfecho aos 30 dias e na alta hospitalar, confirmando os relatos pr&#233;vios. O tempo-resposta e a realiza&#231;&#227;o de ressuscita&#231;&#227;o por leigo foram semelhantes em ambas localiza&#231;&#245;es.</p>
    <p>&#201; prov&#225;vel que um dos fatores respons&#225;veis por essa rela&#231;&#227;o tenha sido a maior propor&#231;&#227;o de eventos testemunhados nos espa&#231;os p&#250;blicos, o que pode ter determinado um acionamento mais precoce do servi&#231;o de emerg&#234;ncia, e mesmo do in&#237;cio ou da qualidade da ressuscita&#231;&#227;o por circunstante. Outro fator sugerido como associado ao melhor progn&#243;stico em locais p&#250;blicos, e que n&#227;o podemos afastar, seria melhor condi&#231;&#227;o de sa&#250;de pr&#233;via da v&#237;tima<sup>31</sup>. A menor sobrevida dos pacientes com parada cardiorrespirat&#243;ria no domic&#237;lio sugere dificuldades no primeiro elo da corrente da sobreviv&#234;ncia, como o reconhecimento dos sinais de parada card&#237;aca e o acionamento do servi&#231;o de emerg&#234;ncia. Essas s&#227;o etapas sens&#237;veis &#224; modifica&#231;&#227;o atrav&#233;s de campanhas de educa&#231;&#227;o populacional.</p>
    <p>Dentre as limita&#231;&#245;es do presente trabalho, reconhecemos que o n&#250;mero amostral &#233; relativamente pequeno, reduzindo o poder estat&#237;stico para identificar diferen&#231;as de menor magnitude.</p>
    <p>Cabe ressaltar tamb&#233;m que n&#227;o houve padroniza&#231;&#227;o no cuidado p&#243;s-ressuscita&#231;&#227;o nos hospitais para os quais os pacientes foram encaminhados. A maioria dos pacientes permaneceu as primeiras 12 h em salas de emerg&#234;ncia de hospitais de grande porte da cidade, posteriormente sendo transferidos para unidade de tratamento intensivo. &#201; de se mencionar que n&#227;o observamos condutas diferentes da recomenda&#231;&#227;o habitual para suporte aos pacientes cr&#237;ticos, como estabiliza&#231;&#227;o hemodin&#226;mica e ventilat&#243;ria, al&#233;m de investiga&#231;&#227;o etiol&#243;gica. N&#227;o foi realizado hipotermia nas primeiras horas p&#243;s PCR.</p>
    <p>Entre as vari&#225;veis estudadas em nosso protocolo, reconhecemos que pode ter ocorrido imprecis&#227;o na aferi&#231;&#227;o do tempo-resposta, pois a chegada ao local era informada verbalmente por r&#225;dio de uso comum para todas as equipes. A presen&#231;a de ressuscita&#231;&#227;o por leigo foi constatada pela equipe, no entanto, n&#227;o verificamos a qualidade e nem o momento do in&#237;cio deste procedimento, fatores importantes para a efetividade das manobras, mas de raro relato na literatura. A simples presen&#231;a desse fator geralmente se correlaciona com melhora da sobrevida<sup>32,33</sup>.</p>
    <p>Nossos dados permitem concluir que o atendimento pr&#233;-hospitalar dos pacientes v&#237;timas de parada card&#237;aca na comunidade atendidos pelo SAMU de Porto Alegre tem resultados limitados, por&#233;m equipar&#225;veis a muitas outras localidades. A monitora&#231;&#227;o desses resultados &#233; passo inicial fundamental para o aprimoramento de tal sistema de atendimento. Para isto, h&#225; a necessidade de integra&#231;&#227;o entre a comunidade, o servi&#231;o de atendimento m&#243;vel de urg&#234;ncia e o atendimento hospitalar, objetivando a otimiza&#231;&#227;o dos resultados atuais.</p>
    <p>Na comunidade, &#233; fundamental a educa&#231;&#227;o para o reconhecimento dos sinais de gravidade de um colapso, para o acesso e comunica&#231;&#227;o ao servi&#231;o de emerg&#234;ncia e para a t&#233;cnica de realiza&#231;&#227;o de manobras b&#225;sicas de reanima&#231;&#227;o, al&#233;m de programas de coloca&#231;&#227;o de DEAs em locais de grande circula&#231;&#227;o com treinamento de primeiro-respondente. Para que essas medidas forne&#231;am os resultados adequados, torna-se importante a informa&#231;&#227;o dos diversos sistemas sobre os resultados obtidos na pr&#225;tica.</p>
    <p>Muito pode e deve ser feito para que as v&#237;timas de parada card&#237;aca na comunidade possam voltar a ter vidas satisfat&#243;rias e produtivas, e, no Brasil, a introdu&#231;&#227;o do SAMU foi o passo inicial fundamental para que alcancemos tal objetivo.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Gladis Semensato pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Lu&#237;s Eduardo Rohde </p>
        <p> Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre </p>
        <p> Rua Ramiro Barcelos, 2350, Sala 2061, 2&#186; andar </p>
        <p> 90003-035 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="lerohde@terra.com.br">lerohde@terra.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 03/02/10; revisado recebido em 11/05/10; aceito em 21/07/10.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Myerburg RJ,    Castellanos A. Cardiac arrest and sudden cardiac death. In: Zippes DP, editor.    Braunwald's heart disease: a textbook of cardiovascular medicine. 7th ed. Philadelphia:    Elsevier Saunders; 2005. p. 865-907.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Braunwald's heart disease: a textbook of cardiovascular medicine</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>865</fpage>
          <lpage>907</lpage>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Myerburg</surname>
              <given-names>RJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Castellanos</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zippes</surname>
              <given-names>DP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. World Health    Organization. Cardiovascular diseases. [Acessed on 2009 Jan 22]. Available    from: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.who.int/cardiovascular_disease/en/">http://www.who.int/cardiovascular_disease/en/</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Cardiovascular diseases</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Zheng ZJ, Croft    JB, Giles WH, Mensah GA. Sudden cardiac death in the United States, 1989 to    1998. Circulation. 2001;104(18):2158-63.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Sudden cardiac death in the United States, 1989 to 1998</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>2158</fpage>
          <lpage>63</lpage>
          <issue>18</issue>
          <volume>104</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Zheng</surname>
              <given-names>ZJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Croft</surname>
              <given-names>JB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Giles</surname>
              <given-names>WH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mensah</surname>
              <given-names>GA</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Rosamond W,    Flegal K, Friday G, Furie K, Go A, Greenlund K, et al. Heart disease and stroke    statistics2007 update: a report from the American Heart Association Statistics    Committee and Stroke Statistics Subcommittee. Circulation. 2007;115(5):e69-e171.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Heart disease and stroke statistics-2007 update: a report from the American Heart Association Statistics Committee and Stroke Statistics Subcommittee</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>e69</fpage>
          <lpage>e171</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>115</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Rosamond</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Flegal</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Friday</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Furie</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Go</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Greenlund</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <label>5</label>
        <mixed-citation>5. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Datasus. Indicadores e dados b&#225;sicos. [Acessed on 2009 Jan 18]. Available from: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://w3.datasus.gov.br/datasus/datasus.php">http://w3.datasus.gov.br/datasus/datasus.php</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Datasus: Indicadores e dados b&#225;sicos</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <mixed-citation>6. Cummins RO,    Ornato JP, Thies WH, Pepe PE. Improving survival from sudden cardiac arrest:    the "chain of survival" concept. A statement for health professionals from the    Advanced Cardiac Life Support Subcommittee and the Emergency Cardiac Care Committee,    American Heart Association. Circulation. 1991;83(5):1832-47.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Improving survival from sudden cardiac arrest: the "chain of survival" concept. A statement for health professionals from the Advanced Cardiac Life Support Subcommittee and the Emergency Cardiac Care Committee, American Heart Association.</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>1991</year>
          </date>
          <fpage>1832</fpage>
          <lpage>47</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>83</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Cummins</surname>
              <given-names>RO</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ornato</surname>
              <given-names>JP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Thies</surname>
              <given-names>WH</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Pepe</surname>
              <given-names>PE</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Larsen MP, Eisenberg    MS, Cummins RO, Hallstrom AP. Predicting survival from out-of-hospital cardiac    arrest: a graphic model. Ann Emerg Med. 1993;22(11):1652-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Predicting survival from out-of-hospital cardiac arrest: a graphic model</article-title>
          <source>Ann Emerg Med</source>
          <date>
            <year>1993</year>
          </date>
          <fpage>1652</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>11</issue>
          <volume>22</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Larsen</surname>
              <given-names>MP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Eisenberg</surname>
              <given-names>MS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cummins</surname>
              <given-names>RO</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hallstrom</surname>
              <given-names>AP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Holmberg M,    Holmberg S, Herlitz J. Incidence, duration and survival of ventricular fibrillation    in out-of-hospital cardiac arrest patients in sweden. Resuscitation. 2000;44(1):7-17.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Incidence, duration and survival of ventricular fibrillation in out-of-hospital cardiac arrest patients in sweden</article-title>
          <source>Resuscitation</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>7</fpage>
          <lpage>17</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>44</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Holmberg</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Holmberg</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Herlitz</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B9">
        <mixed-citation>9. Cooper JA, Cooper    JD, Cooper JM. Cardiopulmonary resuscitation: history, current practice, and    future direction. Circulation. 2006;114(25):2839-49.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Cardiopulmonary resuscitation: history, current practice, and future direction</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>2839</fpage>
          <lpage>49</lpage>
          <issue>25</issue>
          <volume>114</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Cooper</surname>
              <given-names>JA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cooper</surname>
              <given-names>JD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cooper</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B10">
        <mixed-citation>10. Dunne RB, Compton    S, Zalenski RJ, Swor R, Welch R, Bock BF. Outcomes from out-of-hospital cardiac    arrest in Detroit. Resuscitation. 2007;72(1):59-65.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Outcomes from out-of-hospital cardiac arrest in Detroit</article-title>
          <source>Resuscitation</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>59</fpage>
          <lpage>65</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>72</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Dunne</surname>
              <given-names>RB</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Compton</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zalenski</surname>
              <given-names>RJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Swor</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Welch</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bock</surname>
              <given-names>BF</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B11">
        <mixed-citation>11. Valenzuela    TD, Roe DJ, Nichol G, Clark LL, Spaite DW, Hardman RG. Outcomes of rapid defibrillation    by security officers after cardiac arrest in casinos. N Engl J Med. 2000;343(17):1206-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Outcomes of rapid defibrillation by security officers after cardiac arrest in casinos.</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>2000</year>
          </date>
          <fpage>1206</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>17</issue>
          <volume>343</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Valenzuela</surname>
              <given-names>TD</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Roe</surname>
              <given-names>DJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Nichol</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Clark</surname>
              <given-names>LL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Spaite</surname>
              <given-names>DW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hardman</surname>
              <given-names>RG</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B12">
        <mixed-citation>noticia=49258</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Portal da Sa&#250;de: not&#237;cias</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B13">
        <mixed-citation>13. Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&#237;stica. Cidades. [Acesso em 2009 Jan 26].    Dispon&#237;vel em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.ibge.gov.br/cidadesat/">http://www.ibge.gov.br/cidadesat/</ext-link></mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Cidades</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B14">
        <mixed-citation>14. Proceedings    of the 2005 International Consensus on Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency    Cardiovascular Care Science with Treatment Recommendations. Resuscitation. 2005;67(2-3):157-341.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Proceedings of the 2005 International Consensus on Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care Science with Treatment Recommendations</article-title>
          <source>Resuscitation</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>157</fpage>
          <lpage>341</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>67</volume>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B15">
        <mixed-citation>15. 2005 International    Consensus on Cardiopulmonary Resuscitation and emergency cardiovascular care    science with treatment recommendations. Part 4: advanced life support. Resuscitation.    2005;67(2-3):213-47.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>2005 International Consensus on Cardiopulmonary Resuscitation and emergency cardiovascular care science with treatment recommendations: Part 4: advanced life support</article-title>
          <source>Resuscitation</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>213</fpage>
          <lpage>47</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>67</volume>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B16">
        <mixed-citation>16. Jacobs I, Nadkarni    V, Bahr J, Berg RA, Billi JE, Bossaert L, et al. Cardiac arrest and cardiopulmonary    resuscitation outcome reports: update and simplification of the Utstein templates    for resuscitation registries. A statement for healthcare professionals from    a task force of the international liaison committee on resuscitation (American    Heart Association, European Resuscitation Council, Australian Resuscitation    Council, New Zealand Resuscitation Council, Heart and Stroke Foundation of Canada,    InterAmerican Heart Foundation, Resuscitation Council of Southern Africa). Resuscitation.    2004;63(3):233-49.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Cardiac arrest and cardiopulmonary resuscitation outcome reports: update and simplification of the Utstein templates for resuscitation registries. A statement for healthcare professionals from a task force of the international liaison committee on resuscitation (American Heart Association, European Resuscitation Council, Australian Resuscitation Council, New Zealand Resuscitation Council, Heart and Stroke Foundation of Canada, InterAmerican Heart Foundation, Resuscitation Council of Southern Africa)</article-title>
          <source>Resuscitation</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>233</fpage>
          <lpage>49</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>63</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Jacobs</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Nadkarni</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bahr</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Berg</surname>
              <given-names>RA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Billi</surname>
              <given-names>JE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bossaert</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B17">
        <mixed-citation>17. Cummins RO,    Chamberlain DA, Abramson NS, Allen M, Baskett PJ, Becker L, et al. Recommended    guidelines for uniform reporting of data from out-of-hospital cardiac arrest:    the Utstein Style. A statement for health professionals from a task force of    the American Heart Association, the European Resuscitation Council, the Heart    and Stroke Foundation of Canada, and the Australian Resuscitation Council. Circulation.    1991;84(2):960-75.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Recommended guidelines for uniform reporting of data from out-of-hospital cardiac arrest: the Utstein Style. A statement for health professionals from a task force of the American Heart Association, the European Resuscitation Council, the Heart and Stroke Foundation of Canada, and the Australian Resuscitation Council</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>1991</year>
          </date>
          <fpage>960</fpage>
          <lpage>75</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>84</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Cummins</surname>
              <given-names>RO</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chamberlain</surname>
              <given-names>DA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Abramson</surname>
              <given-names>NS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Allen</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Baskett</surname>
              <given-names>PJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Becker</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B18">
        <mixed-citation>18. Stiell IG,    Wells GA, Spaite DW, Nichol G, O'Brien B, Munkley DP, et al. Advanced cardiac    life support in out-of-hospital cardiac arrest. N Engl J Med 2004 Aug 12;351(7):647-56.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Advanced cardiac life support in out-of-hospital cardiac arrest</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>2004</year>
            <month>08</month>
          </date>
          <fpage>647</fpage>
          <lpage>56</lpage>
          <issue>351</issue>
          <volume>12</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Stiell</surname>
              <given-names>IG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wells</surname>
              <given-names>GA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Spaite</surname>
              <given-names>DW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Nichol</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>O'Brien</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Munkley</surname>
              <given-names>DP</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B19">
        <mixed-citation>19. Citerio G,    Galli D, Cesana GC, Bosio M, Landriscina M, Raimondi M, et al. Emergency system    prospective performance evaluation for cardiac arrest in Lombardia, an Italian    region. Resuscitation. 2002;55(3):247-54.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Emergency system prospective performance evaluation for cardiac arrest in Lombardia, an Italian region</article-title>
          <source>Resuscitation</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>247</fpage>
          <lpage>54</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>55</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Citerio</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Galli</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cesana</surname>
              <given-names>GC</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Bosio</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Landriscina</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Raimondi</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B20">
        <mixed-citation>20. Becker L, Gold    L, Eisenberg M, White LJ, Hearne T, Rea T. Ventricular fibrillation king county,    Washington: a 30-year perspective. Resuscitation. 2008;79(1):22-7.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Ventricular fibrillation king county, Washington: a 30-year perspective</article-title>
          <source>Resuscitation</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>22</fpage>
          <lpage>7</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>79</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Becker</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gold</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Eisenberg</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>White</surname>
              <given-names>LJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hearne</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rea</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B21">
        <mixed-citation>21. Gueugniaud    PY, David JS, Chanzy E, Hubert H, Dubien PY, Mauriaucourt P, et al. Vasopressin    and epinephrine vs. epinephrine alone in cardiopulmonary resuscitation. N Engl    J Med. 2008;359(1):21-30.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Vasopressin and epinephrine vs: epinephrine alone in cardiopulmonary resuscitation</article-title>
          <source>N Engl J Med</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>21</fpage>
          <lpage>30</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>359</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Gueugniaud</surname>
              <given-names>PY</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>David</surname>
              <given-names>JS</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Chanzy</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hubert</surname>
              <given-names>H</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dubien</surname>
              <given-names>PY</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mauriaucourt</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B22">
        <mixed-citation>22. Rudner R, Jalowiecki    P, Karpel E, Dziurdzik P, Alberski B, Kawecki P. Survival after out-of-hospital    cardiac arrests in Katowice (Poland): outcome report according to the "Utstein    style". Resuscitation. 2004;61(3):315-25.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Survival after out-of-hospital cardiac arrests in Katowice (Poland): outcome report according to the "Utstein style"</article-title>
          <source>Resuscitation</source>
          <date>
            <year>2004</year>
          </date>
          <fpage>315</fpage>
          <lpage>25</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>61</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Rudner</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Jalowiecki</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Karpel</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Dziurdzik</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Alberski</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kawecki</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B23">
        <mixed-citation>23. Estner HL,    Gunzel C, Ndrepepa G, William F, Blaumeiser D, Rupprecht B, et al. Outcome after    out-of-hospital cardiac arrest in a physician-staffed emergency medical system    according to the Utstein style. Am Heart J. 2007;153(5):792-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Outcome after out-of-hospital cardiac arrest in a physician-staffed emergency medical system according to the Utstein style.</article-title>
          <source>Am Heart J</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>792</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>153</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Estner</surname>
              <given-names>HL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Gunzel</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ndrepepa</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>William</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Blaumeiser</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rupprecht</surname>
              <given-names>B</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B24">
        <mixed-citation>24. Steinmetz J,    Barnung S, Nielsen SL, Risom M, Rasmussen LS. Improved survival after an out-of-hospital    cardiac arrest using new guidelines. Acta Anaesthesiol Scand. 2008;52(7):908-13.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Improved survival after an out-of-hospital cardiac arrest using new guidelines</article-title>
          <source>Acta Anaesthesiol Scand</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>908</fpage>
          <lpage>13</lpage>
          <issue>7</issue>
          <volume>52</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Steinmetz</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Barnung</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Nielsen</surname>
              <given-names>SL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Risom</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rasmussen</surname>
              <given-names>LS</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B25">
        <mixed-citation>25. Herlitz J,    Engdahl J, Svensson L, Angquist KA, Young M, Holmberg S. Factors associated    with an increased chance of survival among patients suffering from an out-of-hospital    cardiac arrest in a national perspective in Sweden. Am Heart J. 2005;149(1):61-6.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Factors associated with an increased chance of survival among patients suffering from an out-of-hospital cardiac arrest in a national perspective in Sweden.</article-title>
          <source>Am Heart J</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>61</fpage>
          <lpage>6</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>149</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Herlitz</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Engdahl</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Svensson</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Angquist</surname>
              <given-names>KA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Young</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Holmberg</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B26">
        <mixed-citation>26. Cobb LA, Fahrenbruch    CE, Olsufka M, Copass MK. Changing incidence of out-of-Hospital ventricular    fibrillation, 1980-2000. JAMA. 2002;288(23):3008-13.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Changing incidence of out-of-Hospital ventricular fibrillation, 1980-2000</article-title>
          <source>JAMA</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>3008</fpage>
          <lpage>13</lpage>
          <issue>23</issue>
          <volume>288</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Cobb</surname>
              <given-names>LA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Fahrenbruch</surname>
              <given-names>CE</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Olsufka</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Copass</surname>
              <given-names>MK</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B27">
        <mixed-citation>27. Nichol G, Thomas    E, Callaway C, Hedges JR, Powell J, Aufderheide T, et al. Regional variation    in out-of-hospital cardiac arrest incidence and outcome. JAMA. 2008;300(12):1423-31.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Regional variation in out-of-hospital cardiac arrest incidence and outcome</article-title>
          <source>JAMA</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>1423</fpage>
          <lpage>31</lpage>
          <issue>12</issue>
          <volume>300</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Nichol</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Thomas</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Callaway</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hedges</surname>
              <given-names>JR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Powell</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Aufderheide</surname>
              <given-names>T</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B28">
        <mixed-citation>28. Stiell IG,    Wells GA, Field BJ, Spaite DW, De Maio V, Ward R, et al. Improved out-of-hospital    cardiac arrest survival through the inexpensive optimization of an existing    defibrillation program: OPALS study phase II. Ontario Prehospital Advanced Life    Support. JAMA. 1999;281(13):1175-81.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Improved out-of-hospital cardiac arrest survival through the inexpensive optimization of an existing defibrillation program: OPALS study phase II. Ontario Prehospital Advanced Life Support</article-title>
          <source>JAMA</source>
          <date>
            <year>1999</year>
          </date>
          <fpage>1175</fpage>
          <lpage>81</lpage>
          <issue>13</issue>
          <volume>281</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Stiell</surname>
              <given-names>IG</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Wells</surname>
              <given-names>GA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Field</surname>
              <given-names>BJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Spaite</surname>
              <given-names>DW</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>De Maio</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ward</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B29">
        <mixed-citation>29. Pell JP, Sirel    JM, Marsden AK, Ford I, Cobbe SM. Effect of reducing ambulance response times    on deaths from out of hospital cardiac arrests: cohort study. BMJ. 2001; 322(7299):1385-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Effect of reducing ambulance response times on deaths from out of hospital cardiac arrests: cohort study</article-title>
          <source>BMJ</source>
          <date>
            <year>2001</year>
          </date>
          <fpage>1385</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>7299</issue>
          <volume>322</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Pell</surname>
              <given-names>JP</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sirel</surname>
              <given-names>JM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Marsden</surname>
              <given-names>AK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Ford</surname>
              <given-names>I</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Cobbe</surname>
              <given-names>SM</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B30">
        <mixed-citation>30. Weisfeldt ML,    Becker LB. Resuscitation after cardiac arrest: a 3-phase time-sensitive model.    JAMA. 2002;288(23):3035-8.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Resuscitation after cardiac arrest: a 3-phase time-sensitive model</article-title>
          <source>JAMA</source>
          <date>
            <year>2002</year>
          </date>
          <fpage>3035</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>23</issue>
          <volume>288</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Weisfeldt</surname>
              <given-names>ML</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Becker</surname>
              <given-names>LB</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B31">
        <mixed-citation>31. Eisenburger    P, Sterz F, Haugk M, Scheinecker W, Holzer M, Koreny M, et al. Cardiac arrest    in public locationsan independent predictor for better outcome? Resuscitation.    2006;70(3):395-403.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Cardiac arrest in public locations-an independent predictor for better outcome?</article-title>
          <source>Resuscitation</source>
          <date>
            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>395</fpage>
          <lpage>403</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>70</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Eisenburger</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sterz</surname>
              <given-names>F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Haugk</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Scheinecker</surname>
              <given-names>W</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Holzer</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Koreny</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B32">
        <mixed-citation>32. Herlitz J,    Svensson L, Holmberg S, Angquist KA, Young M. Efficacy of bystander CPR: intervention    by lay people and by health care professionals. Resuscitation. 2005;66(3):291-5.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Efficacy of bystander CPR: intervention by lay people and by health care professionals</article-title>
          <source>Resuscitation</source>
          <date>
            <year>2005</year>
          </date>
          <fpage>291</fpage>
          <lpage>5</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>66</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Herlitz</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Svensson</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Holmberg</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Angquist</surname>
              <given-names>KA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Young</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B33">
        <mixed-citation>33. Nordberg P,    Hollenberg J, Herlitz J, Rosenqvist M, Svensson L. Aspects on the increase in    bystander CPR in Sweden and its association with outcome. Resuscitation. 2009;80(3):329-33.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Aspects on the increase in bystander CPR in Sweden and its association with outcome</article-title>
          <source>Resuscitation</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>329</fpage>
          <lpage>33</lpage>
          <issue>3</issue>
          <volume>80</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Nordberg</surname>
              <given-names>P</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hollenberg</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Herlitz</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Rosenqvist</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Svensson</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Initial evaluation of the Mobile Emergency Medical Services in the city of Porto Alegre, Brazil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Little is known about the immediate outcomes of the Mobile Emergency Medical Services (SAMU) in Brazil. OBJECTIVE: To evaluate clinical predictors of survival of patients in cardiorespiratory arrest (CRA) in the nonhospital environment treated by the SAMU in the city of Porto Alegre. METHODS: The present study has a prospective and observational design. The evaluated outcomes were 30-day survival and hospital discharge, in addition to the Cerebral Performance Category (CPC) score I-II. RESULTS: From January to October 2008, a total of 593 patients in nontraumatic CRA were treated and 260 cardiopulmonary resuscitation (CPR) attempts were made. There was an initial successful outcome in 52 (20.0%) cases, with 16 patients (6.0%) alive on the 30th day and 10 being discharged from the hospital (3.9%), of which 6 (2.3%) presented CPC I-II score. The CPR at home was inversely associated with 30-day survival (p = 0.001) and hospital discharge survival (p = 0.02). An initial "shockable" rhythm (p = 0.008) was associated with 30-day survival. The response-time and collapse-time intervals until CPR start were significantly shorter in 30-day survivors. At multivariate analysis, independent 30-day mortality predictors were an initial shockable rhythm (odds ratio [OR] = 0.28 and 95% confidence interval [95%CI] = 0.10 - 0.81; p = 0.02) and CPR at home (OR = 3.0 and 95CI% = 1.04 - 8.7; p = 0.04). CONCLUSION: The pre-hospital care of CRA in the city of Porto Alegre has limited results; however, they are comparable to the results from other international locations. It is necessary to reinforce each link of the survival chain to improve pre-hospital care, aiming at improving clinically relevant outcomes.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Ambulances</kwd>
        <kwd>air ambulance</kwd>
        <kwd>emergency medical services</kwd>
        <kwd>heart arrest</kwd>
        <kwd>cardiopulmonary resuscitation</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Initial evaluation of the Mobile Emergency Medical Services in the city of Porto Alegre, Brazil</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Gladis Semensato, Leandro Zimerman, Luis Eduardo Rohde</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre. Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Epidemiologia da UFRGS, Porto Alegre, RS - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Little is known about the immediate outcomes of the Mobile Emergency Medical Services (SAMU) in Brazil.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate clinical predictors of survival of patients in cardiorespiratory arrest (CRA) in the nonhospital environment treated by the SAMU in the city of Porto Alegre.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> The present study has a prospective and observational design. The evaluated outcomes were 30-day survival and hospital discharge, in addition to the Cerebral Performance Category (CPC) score I-II.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> From January to October 2008, a total of 593 patients in nontraumatic CRA were treated and 260 cardiopulmonary resuscitation (CPR) attempts were made. There was an initial successful outcome in 52 (20.0%) cases, with 16 patients (6.0%) alive on the 30th day and 10 being discharged from the hospital (3.9%), of which 6 (2.3%) presented CPC I-II score. The CPR at home was inversely associated with 30-day survival (p = 0.001) and hospital discharge survival (p = 0.02). An initial "shockable" rhythm (p = 0.008) was associated with 30-day survival. The response-time and collapse-time intervals until CPR start were significantly shorter in 30-day survivors. At multivariate analysis, independent 30-day mortality predictors were an initial shockable rhythm (odds ratio [OR] = 0.28 and 95% confidence interval [95%CI] = 0.10 - 0.81; p = 0.02) and CPR at home (OR = 3.0 and 95CI% = 1.04 - 8.7; p = 0.04).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The pre-hospital care of CRA in the city of Porto Alegre has limited results; however, they are comparable to the results from other international locations. It is necessary to reinforce each link of the survival chain to improve pre-hospital care, aiming at improving clinically relevant outcomes.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Ambulances/utilization; air ambulance/utilization; emergency medical services; heart arrest; cardiopulmonary resuscitation.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Cardiac arrest is the abrupt cessation of the heart mechanical function, which is reversible if treated rapidly, or fatal when there is no prompt intervention<sup>1</sup>. The cardiovascular diseases are responsible for 30% of the deaths, according to data from the World Health Organization, which represented 17.5 million deaths in 2005<sup>2</sup>; it is estimated that more than half of these deaths are sudden. Two-thirds of these sudden events occur in the community<sup>3</sup>, with an incidence of 0.55/1,000 inhabitants<sup>4</sup>. In Brazil, circulatory diseases are responsible for 31% of total mortality, with 302,817 deaths in 2006<sup>5</sup>.</p>
      <p>Cardiopulmonary resuscitation depends on a sequence of actions known as the Chain of Survival<sup>6</sup>. The links in this chain are the recognition of collapse and help request, start of the basic resuscitation procedure, defibrillation and advanced life support. Among the main predictors of survival in cardiac arrest occurring out of the hospital, the most important are the time until the start of basic maneuvers<sup>7</sup> and early defibrillation<sup>7,8</sup>. The individual in cardiac arrest has survival decreased between 7 and 10% with every minute without treatment<sup>7</sup>. The mean survival for cardiac arrest in nonhospital environment is 6.4%, ranging from 1.0% when the initial rhythm is asystole to 16.0% when the initial rhythm is ventricular fibrillation<sup>9</sup>. Such index is influenced by several factors and there have been reports of survival rates as low as 0.2% in the city of Detroit (USA)<sup>10</sup> or as high as 74.0% in patients with ventricular fibrillation defibrillated in less than three minutes<sup>11</sup>.</p>
      <p>The organization of the Mobile Emergency Medical Services (SAMU) in the city of Porto Alegre, state of Rio Grande do Sul, Brazil, started in 1993, through the technical cooperation between the Brazilian and French governments. The first patients were treated in 1995 and after 2002 the Brazilian government expanded the SAMU project to several locations in the country, encompassing more than 100 million inhabitants through 135 qualified services until 2009<sup>12</sup>.</p>
      <p>This system supplies the conditions for the early treatment of sudden death victims in the community; however, the results of this type of service are unknown in our country.</p>
      <p>The aim of the present study was to evaluate the survival of patients in cardiac arrest in a nonhospital environment, treated by the SAMU in the city of Porto Alegre, as well as to identify possible predictors of success in cardiopulmonary resuscitation (CPR) procedures. The knowledge of the outcomes of the pre-hospital CPR care can help to define health policies, proposing necessary changes to qualify this type of treatment strategy.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>A prospective and observational study was carried out with patients in nontraumatic cardiorespiratory arrest (CRA), treated primarily by the SAMU in the city of Porto Alegre, state of Rio Grande do Sul, Brazil, from January 26 to October 21, 2008.</p>
      <p>The city of Porto Alegre occupies an area of 497 Km<sup>2</sup> and has 1,420,667 inhabitants, according to the estimate made by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) in 2007<sup>13</sup>. The city has a public mobile emergency medical service - SAMU - as well as private ones. At the time of study, SAMU had 15 emergency mobile units, of which 3 are advanced ones, one that provides rapid support and the others that provide basic support.</p>
      <p>The basic team consists of a driver and a nurse technician capable of providing basic life support and using an automated external defibrillator (AED). The advanced team consists of a driver, a nurse and a physician trained in advanced life support. The rapid support team consists of a driver, a physician and advanced support equipment to complement the basic unit team.</p>
      <p>The choice of the team is made according to the criteria of proximity and presumable severity of the occurrence. When there is sustained spontaneous circulation return, the patient is taken to a hospital emergency department.</p>
      <p>The treatment follows a standardized protocol, created by the service according to the guidelines published by the International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR) and by the American Heart Association (AHA) in 2005<sup>14,15</sup>. The questionnaire used for the data collection of the present protocol, the definition of the explanatory variables and outcomes and the report of results followed the Utstein model<sup>16</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Measures and outcomes</bold>
      </p>
      <p>The primary outcome was patient survival until hospital discharge and the secondary outcomes were: 1) 30-day survival; and 2) survival considered to be neurologically favorable, according to the score of the Cerebral Performance Category (CPC) I or II at hospital discharge<sup>17</sup>.</p>
      <p>The potential predictors of the analyzed clinical outcomes were:</p>
      <p>1. Demographic data, such as the victim's age and sex;</p>
      <p>2. Circumstances of the event, such as location (home, public or others), presence of witness (whether the collapse was seen or heard by someone), resuscitation maneuvers performed by bystander (performance of compression and/or ventilation by nonmedical individual witnessed by the emergency team upon arrival at the location); and</p>
      <p>3. Characteristics of the emergency care, such as response-time (time interval between the call and the arrival of the team at the location); collapse time-maneuver start (time interval between the estimate collapse when witnessed and the start of resuscitation maneuvers by the SAMU team); initial emergency care team (basic or advanced) and initial cardiac arrest rhythm (first rhythm assessment through the AED or conventional monitor).</p>
      <p>We defined as "shockable" the presumptive diagnoses of ventricular fibrillation and ventricular tachycardia. These presumptive diagnoses were considered when, at the first analysis of the AED rhythm, there was indication for "shock" by the operator ("shockable" rhythm); however, the AED equipment used in the present study did not inform directly whether the rhythm was ventricular fibrillation (VF) or ventricular tachycardia (VT). When the initial rhythm was verified in a conventional cardioverter-defibrillator, the physician made at the diagnosis the scene and wrote it down in the adequate form.</p>
      <p>The CPR performed by a bystander was defined as that performed by someone that did not belong to the pre-hospital medical emergency system organized for CPR treatment. Healthcare professionals that were performing the maneuvers, but who did not belong to the team organized for that moment were included in this category.</p>
      <p>Although there was a differentiation between VF and VT, both were considered as shockable rhythm for the purpose of analysis.</p>
      <p>Other information obtained were the advanced support performed and the time intervals between the collapse and the telephone call, from regulation to the sending off, dispatch of the ambulance to the local of the event and until the start of the CPR.</p>
      <p>The filling out of the questionnaire by the employee in charge of the team (physician, nurse or nurse technician, depending on the type of team), based on information supplied by witnesses and/or those responsible for the patient, was carried out soon after the treatment was finished. One researcher (G.S.) carried out the assessment of all 30-day survival and hospital discharge survival outcomes, verifying the functional neurological score through an interview with the patient and/or family members and/or physician in charge.</p>
      <p>In case of death, the information was obtained from the hospital care team or by reviewing medical files.</p>
      <p>
        <bold>Approval of the ethics committee</bold>
      </p>
      <p>The project was approved by the Ethics Committee of Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, in agreement with the Mobile Medical Emergency Service of Porto Alegre and the Ethics Committee of the City Secretary of Porto Alegre. Informed Consent Form was obtained from a family member or the person responsible for the patient.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>Medians and interquartile intervals were used to describe continuous variables, whereas categorical variables were described using total numbers and percentages. For bivariate analysis, Mann-Whitney's test, Chi-square test with Yates correction or Fisher's exact test were used when indicated. The multivariate analysis was carried out for 30-day survival, as there were not enough predictors with statistical significance at hospital discharge. The model included the location, initial rhythm in VF and the response-time. The collapse time-start of the CPR was not used, as it was obtained in only 53.0% of the cases.</p>
      <p>We calculated it was necessary to study 240 patients submitted to CPR for the detection of the population proportion with estimated survival rate of 6.0% &#177; 3.0%. <italic>SPSS</italic> software package release 16.0 was used for all analyses. Results were considered significant when p value was <underline>&lt;</underline> 0.05.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>During the study period (January to October 2008), a total of 593 patients were treated due to nontraumatic cardiac arrest, of which 260 patients were submitted to cardiopulmonary resuscitation (CPR). In cases that were not treated with CPR, the main reason was the presence of evident signs of death (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Figure 1</xref>). One patient was excluded from the general group due to lack of data on the treatment and a second was excluded from the evaluation of the 30-day survival outcome and hospital discharge survival because there was no follow-up data, after initial successful resuscitation. The remaining 259 patients were included in the analysis.</p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>Of the patients initially submitted to the CPR, 52 (20%) had initial successful resuscitation, of which 16 were alive on the 30<sup>th</sup> day (6%) and 10 were discharged from the hospital (3.9%). The functional neurological assessment at discharge verified CPC score I or II in 6 patients, totaling 2.3% of the group that received CPR.</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref> describes the basal characteristics of patients with a diagnosis of cardiac arrest. A higher proportion of male patients, public environment, presence of witness, cardiac origin and resuscitation by non-medical individual were observed among the cases submitted to CPR. This group also presented a significantly younger mean age and shorter response-time than those that were not submitted to CPR.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="t2-body2">Tables 2</xref> and <xref ref-type="table" rid="t3-body2">3</xref> describe the characteristics of the groups that were submitted to CPR in relation to the outcomes 30-day survival and hospital discharge survival, respectively. Patients that were alive on the 30<sup>th</sup> day and at hospital discharge were younger than those who died; however, this difference was not statistically significant.</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Male sex, presence of symptoms, witnesses, cardiac cause and initial team were not predictors of 30-day survival post-hospital admission or survival at hospital discharge. The occurrence of cardiac arrest at home was inversely associated with survival, both 30-day (p = 0.001) and hospital discharge survival (p = 0.02). Approximately one third of the patients was submitted to CPR by a bystander, through isolated chest compression in 62.0% and chest compression associated with ventilation in 38.0% of the cases. There was a higher proportion of resuscitation attempts by nonmedical individuals among 30-day survivors (p = 0.13) and at hospital discharge (p = 0.07), albeit without statistical significance. The initial rhythm allowed the use of external electric shock in 25.0% of the cases and was associated with 30-day survival (p = 0.008), but not with hospital discharge survival. The CPR by a bystander was not a predictor of survival in any of the outcomes considered in the study.</p>
      <p>Advanced airway was established in 84% of the cases, venous access and use of intravenous medication were used in 90.0% of the patients and 46.0% were defibrillated by the advanced team during the emergency treatment. There was no association between such procedures an 30-day survival or hospital discharge survival.</p>
      <p>On the 30<sup>th</sup> day, both the response-time interval and the collapse time until the start of the CPR were significantly lower in the survivors. At the hospital discharge, only the collapse time until the start of the CPR was associated with survival. Regarding the 6 patients with adequate functional neurological score - CPC I or II - at the hospital discharge (<xref ref-type="table" rid="t4-body2">Table 4</xref>), predictors that were associated with this outcome were the collapse time until the start of the CPR of 7 minutes, compared with 18 minutes in the other 134 patients (p = 0.01) and public location of the cardiac arrest in 67.0% of the patients (p = 0.04).</p>
      <table-wrap id="t4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>At the multivariate analysis, only the presence of a shockable initial heart rhythm (odds ratio [OR] = 0.28 and 95% confidence interval [95%CI] = 0.10 to 0.81; p = 0.02) and CPR at home (OR = 3.0 and 95%CI = 1.04 to 8.7; p = 0.04) remained as independent predictors of 30-day mortality. <xref ref-type="table" rid="t5-body2">Table 5</xref> describes the time intervals between the collapse until the start of the CPR.</p>
      <table-wrap id="t5-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The present study prospectively evaluated the rate of success of a cardiopulmonary resuscitation strategy in a nonhospital environment of patients treated consecutively by the Mobile Emergency Medical Services (SAMU) in the city of Porto Alegre, state of Rio Grande do Sul, Brazil, for approximately 10 months. We observed that around 20.0% of the patients submitted to the CPR were successfully reanimated and were alive at hospital admission; 6.0% remained alive 30 days after the event and 3.9% were discharged from the hospital, of which only 2.3% presented a neurological status considered adequate. Although these findings can be considered inadequate, they reflect the results found by other mobile emergency medical services (MEMS) worldwide<sup>11,18,19</sup>. In our analysis, the main determinant factors of survival were the presence of an initial cardiac rhythm that allowed electrical shocks and CPR at home.</p>
      <p>The mean proportion of patients discharged from the hospital after the CPR in a nonhospital environment is close to 6%, ranging from 1.0% when the initial rhythm is asystole, to close to 16.0% when the rhythm is VF<sup>10</sup>. Our data show a relatively low survival, although it is comparable to several other MEMS worldwide<sup>20</sup>. Recently, for instance, a randomized clinical trial compared the use of adrenalin with vasopressin as the initial vasopressor drug in the advanced CPR maneuvers by MEMS in France<sup>21</sup>. In that study, the rate of survival at hospital discharge was only 2.0% and only 0.9% of the cases adequate neurological recovery.</p>
      <p>It is important to mention, however, that prognostic factors such as sex, age, cardiac etiology, place where the event occurred, presence of witness, resuscitation by nonmedical individual and initial rhythm were similar to those in other locations with better outcomes<sup>22-24</sup>. It is possible that this phenomenon is explained by the presence of other factors, such as demographic profile, comorbidities and socioeconomic level, which were not adequately evaluated by the present protocol. However, it has been well established that survival in cardiac arrest outside a hospital environment is linked to the presence of VF rhythm, as well as how fast the defibrillation shock was applied after the collapse.</p>
      <p>In our study, the presence of VF as the initial rhythm was associated with survival on the 30<sup>th</sup> day and hospital discharge. A shockable rhythm increases 5-fold the chance of survival<sup>25</sup> and is detected as the initial rhythm in 20.0% to 40.0% of the events<sup>8,26,27</sup>. A trend towards a decrease in the incidence of this rhythm has been observed in the last decades and it might be due to the decrease in mortality due to ischemic cardiopathy<sup>26</sup>. From a less favorable persperctive, the higher proportion of "non-shockable" rhythms might be due to a delay between the collapse and the start of resuscitation and it is possible that this factor determined in part the detection of VF in only 26.0% of our sample, a finding suggested by the prolonged response-time.</p>
      <p>Regarding the survival of patients presenting VF, the time until the defibrillation shock is a crucial factor. A series of cases carried out in casinos in the USA showed a survival at hospital discharge of 74.0% when the CPR was witnessed, caused by VF and treated within the first three minutes<sup>12</sup>. Due to the imprecise notation of the moment of collapse, the response-time is used, as it is more easily obtained and it is suggested as being a key information by the Utstein Committee<sup>17</sup>. This interval does not take into account the time between the collapse and the telephone call and between the arrival of the vehicle at the location of the event and the start of the resuscitation, which can affect its association with survival. Nevertheless, it is the most frequently reported temporal marker in resuscitation outside the hospital environment and efforts must be made to obtain it with precision.</p>
      <p>The OPALS II study showed an increase of 33% in the proportion of patients that were alive at hospital discharge after the optimization of the response-time, as 92% of the teams with AED presented a response-time &lt; 8 minutes<sup>28</sup>. Herlitz et al<sup>25</sup>, in a prospective cohort of more than 19,000 patients, estimated a 3.6-fold increase in the chances of survival when the response-time was &lt; 6 minutes<sup>25</sup>.</p>
      <p>According to our data, the median of the response-time was 13 minutes and, among the survivors, it was 11 minutes, much higher than the recommended time for CPR treatment. It is likely that the prolonged time resulted in the deterioration of rhythms that were "shockable" into "non-shockable" ones, thus decreasing the chances of survival and the impact of other predictive factors, such as the presence of witnesses, resuscitation by nonmedical individuals and cardiac cause.</p>
      <p>The possibility of discharge with good neurological status is also associated with the delay in treatment time, considering the concept that "time is brain". We observed that all patients that presented neurological CPC score I or II on the first days were discharged from the hospital, in contrast with only 4 of those with CPC score III or IV. Among the latter, death occurred early due to multiple organ failure, or later, due to complications of prolonged hospital stay. Although the response-time did not show a significant association with survival, the estimate of the interval between the collapse and the start of the resuscitation by the SAMU team showed a strong association with the 30-day survival and survival at the hospital discharge. Moreover, in the group of survivors with CPC score I or II, this time was only 7 minutes. With an adequate response time, the other factors associated with the patient, the circumstances of the event and the organization of the MEMS emerge as significant factors related to the chance of patient survival<sup>29</sup>.</p>
      <p>Another important factor to be emphasized in our results is that the estimated time between the collapse and the telephone call for help was 4 minutes. This phase corresponds exactly to the electrical phase in the model of Weisfeldt<sup>30</sup> and would be the phase with the best response to CPR maneuvers. Furthermore, the performance of CPR by a nonmedical individual was carried out in only 28% of the population, which was subsequently submitted to CPR by the SAMU and which, most probably, was initiated in most cases after the end of the telephone call.</p>
      <p>Most episodes of cardiac arrest in the community occur at home; however, it is the public place that is associated with the best immediate and 6-month survival<sup>31</sup>, doubling the chances of being discharged from the hospital alive<sup>25</sup>. In our sample, the public location was associated with a better 30-day and hospital discharge outcome, confirming previous reports. The response-time and the performance of CPR by a nonmedical individual were similar in both locations.</p>
      <p>It is probable that one of the factors responsible for this association is the higher proportion of events witnessed in public places, which might have determined a faster contact with the emergency service and even the start or the quality of the CPR performed by the bystander. Another factor suggested as being associated with a better prognosis in public places and that cannot be ruled out is the better health status of the victim<sup>31</sup>. The lower rate of survival among patients with CRA at home suggests difficulties in the first link of the Chain of Survival, such as the recognition of signs of cardiac arrest and the contact with emergency service. These are phases that are sensitive to modification though educational campaigns directed at the population.</p>
      <p>Among the limitations of the present study, we recognize the relatively small sample size, thus decreasing the statistical power to identify small differences. It is noteworthy the fact that there was no standardization in the post-resuscitation care in the hospitals which the patients were taken to. Most patients remained, during the first 12 hours, at the emergency unit of large hospitals in the city and were subsequently transferred to Intensive Care Units. It is worth mentioning that we did not observe conducts that were different from those usually recommended for the support of critically-ill patients, such as hemodynamic and ventilatory stabilization, in addition to the etiological investigation. No hypothermia was carried out in the first 24 hours post-CPR.</p>
      <p>Among the variable studied by the present protocol, we acknowledge that the measurement of the response-time might have been imprecise, as the arrival at the location of the event was informed by radio, which was of common use for all teams. The presence of CPR by a nonmedical individual was verified by the team; however, we did not verify either the quality or the moment when the procedure was started, which are important factors for the effectiveness of the maneuvers, albeit rarely reported in the literature. The simple presence of this factor is generally correlated with improved survival<sup>32,33</sup>.</p>
      <p>Our data allow us to conclude that the pre-hospital care of patients that are victims of cardiac arrest in the community treated by the SAMU of Porto Alegre has limited results, albeit comparable to the results found in many other locations. The monitoring of these results is the crucial initial step to improve this healthcare system. For that purpose, it is necessary to integrate the community, the MEMS and the hospital care, aiming at optimizing the current outcomes.</p>
      <p>Within the community, it is fundamental to educate the individuals to recognize the signs of the severity of a collapse, in order to establish contact the with emergency services and for the performance of basic reanimation maneuvers, in addition to establishing AED programs in areas where large numbers of people circulate, along with the training of first-responder teams.</p>
      <p>For these measures to result in adequate outcomes, it is important to inform several systems on the results obtained in practice.</p>
      <p>Much can and must be done so that cardiac arrest victims in the community can go back having a satisfactory and productive life and, in Brazil, the introduction of MEMS was the initial fundamental step to attain this objective.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Gladis Semensato, from <italic>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Evaluaci&#243;n inicial del servicio de atenci&#243;n m&#243;vil de urgencia en la ciudad de Porto Alegre</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Los Servicios de Atenci&#243;n M&#243;vil de Urgencia (SAMU) en el Brasil han resultados inmediatos poco conocidos. OBJETIVO: Evaluar los predictores cl&#237;nicos de sobrevida de los pacientes en parada cardiorrespiratoria (PCR) en el ambiente no hospitalario atendidos por el SAMU de Porto Alegre. M&#201;TODOS: Estudio observacional y prospectivo. Los desenlaces evaluados fueron sobrevida en 30 d&#237;as y hasta el alta hospitalaria, adem&#225;s de escore del Cerebral Performance Category (CPC) I-II. RESULTADOS: De enero a octubre de 2008, fueron atendidos 593 pacientes en PCR no traum&#225;tica y fueron realizadas 260 tentativas de resucitaci&#243;n cardiopulmonar (RCP). Hubo &#233;xito inicial en 52 (20,0%) casos, estando 16 pacientes vivos en el 30&#186; (6,0%) d&#237;a, 10 teniendo recibido alta hospitalaria (3,9%), siendo que 6 (2,3%) con escore CPC I-II. La PCR en el domicilio se asoci&#243; inversamente con la sobrevida en el 30&#186; d&#237;a (p = 0,001) y en el alta hospitalaria (p = 0,02). Un ritmo inicial pasible de "shockeable" (p = 0,008) se asoci&#243; a la sobrevida a los 30 d&#237;as. El intervalo tiempo-respuesta y tiempo colapso hasta comienzo de la RCP fueron significativamente menores en supervivientes a los 30 d&#237;as. En an&#225;lisis multivariado, fueron predictores independientes de mortalidad a los 30 d&#237;as un ritmo inicial "shockeable" (raz&#243;n de posibilidad [RC] = 0,28 y intervalo de confianza [IC] de 95,0% = 0,10 - 0,81; p = 0,02) y PCR en el domicilio (RC = 3,0 y IC 95,0% = 1,04 - 8,7; p = 0,04). CONCLUSI&#211;N: La atenci&#243;n prehospitalaria de la PCR en Porto Alegre tiene resultados limitados, sin embargo equiparables a otras localidades internacionales. Es necesario el refuerzo de cada eslab&#243;n de la cadena de supervivencia para perfeccionar la atenci&#243;n prehospitalaria, buscando mejora de resultados cl&#237;nicamente relevantes.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Ambulancias</kwd>
        <kwd>rescate a&#233;reo</kwd>
        <kwd>servicios m&#233;dicos de emergencia</kwd>
        <kwd>parada card&#237;aca</kwd>
        <kwd>resucitaci&#243;n cardiopulmonar</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Evaluaci&#243;n inicial del servicio de atenci&#243;n m&#243;vil de urgencia en la ciudad de Porto Alegre</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Gladis Semensato; Leandro Zimerman; Luis Eduardo Rohde</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Servi&#231;o de Cardiologia do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre; Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Epidemiologia da UFRGS, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Los Servicios de Atenci&#243;n M&#243;vil de Urgencia (SAMU) en el Brasil han resultados inmediatos poco conocidos. </p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar los predictores cl&#237;nicos de sobrevida de los pacientes en parada cardiorrespiratoria (PCR) en el ambiente no hospitalario atendidos por el SAMU de Porto Alegre. </p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudio observacional y prospectivo. Los desenlaces evaluados fueron sobrevida en 30 d&#237;as y hasta el alta hospitalaria, adem&#225;s de escore del <italic>Cerebral Performance Category </italic>(CPC) I-II. </p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> De enero a octubre de 2008, fueron atendidos 593 pacientes en PCR no traum&#225;tica y fueron realizadas 260 tentativas de resucitaci&#243;n cardiopulmonar (RCP). Hubo &#233;xito inicial en 52 (20,0%) casos, estando 16 pacientes vivos en el 30&#186; (6,0%) d&#237;a, 10 teniendo recibido alta hospitalaria (3,9%), siendo que 6 (2,3%) con escore CPC I-II. La PCR en el domicilio se asoci&#243; inversamente con la sobrevida en el 30&#186; d&#237;a (p = 0,001) y en el alta hospitalaria (p = 0,02). Un ritmo inicial pasible de "shockeable" (p = 0,008) se asoci&#243; a la sobrevida a los 30 d&#237;as. El intervalo tiempo-respuesta y tiempo colapso hasta comienzo de la RCP fueron significativamente menores en supervivientes a los 30 d&#237;as. En an&#225;lisis multivariado, fueron predictores independientes de mortalidad a los 30 d&#237;as un ritmo inicial "shockeable" (raz&#243;n de posibilidad [RC] = 0,28 y intervalo de confianza [IC] de 95,0% = 0,10 - 0,81; p = 0,02) y PCR en el domicilio (RC = 3,0 y IC 95,0% = 1,04 - 8,7; p = 0,04). </p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold>La atenci&#243;n prehospitalaria de la PCR en Porto Alegre tiene resultados limitados, sin embargo equiparables a otras localidades internacionales. Es necesario el refuerzo de cada eslab&#243;n de la cadena de supervivencia para perfeccionar la atenci&#243;n prehospitalaria, buscando mejora de resultados cl&#237;nicamente relevantes. </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Ambulancias / utilizaci&#243;n, rescate a&#233;reo / utilizaci&#243;n, servicios m&#233;dicos de emergencia, parada card&#237;aca, resucitaci&#243;n cardiopulmonar. </p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La parada card&#237;aca es la cesaci&#243;n abrupta de la funci&#243;n mec&#225;nica card&#237;aca, reversible si es atendida r&#225;pidamente, fatal en caso de que no haya pronta intervenci&#243;n<sup>1</sup>. Las enfermedades cardiovasculares son responsables por 30,0% de los &#243;bitos, seg&#250;n datos de la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud, lo que represent&#243; 17,5 millones de muertes en 2005<sup>2</sup>, siendo estimado que m&#225;s de la mitad ocurran de forma s&#250;bita. Dos tercios de esos eventos s&#250;bitos ocurren en la comunidad<sup>3</sup>, con incidencia de 0,55/1.000 habitantes<sup>4</sup>. En el Brasil, las enfermedades circulatorias son responsables por 31,0% de la mortalidad total, con 302.817 &#243;bitos en 2006<sup>5</sup>. </p>
      <p>La reanimaci&#243;n cardiopulmonar depende de una secuencia de acciones conocida como Cadena de la Supervivencia<sup>6</sup>. Los eslabones son el reconocimiento del colapso con solicitaci&#243;n de socorro, comienzo de resucitaci&#243;n b&#225;sica, desfibrilaci&#243;n y soporte avanzado de vida. Entre los principales factores predictores de sobrevida en la parada card&#237;aca fuera del hospital, se destacan el tiempo hasta el inicio de maniobras b&#225;sicas<sup>7</sup> y la desfibrilaci&#243;n precoz<sup>7,8</sup>. El individuo en parada card&#237;aca tiene su sobrevida disminuida entre 7 y 10,0% cada minuto sin atenci&#243;n<sup>7</sup>. La sobrevida media en la parada card&#237;aca en ambiente no hospitalario es de 6,4%, variando de 1,0% cuando el ritmo inicial es asistolia, llegando hasta 16,0%, cuando el ritmo inicial es fibrilaci&#243;n ventricular<sup>9</sup>. Tal &#237;ndice sufre influencia de diversos factores y se encuentran relatos de sobrevida tan bajos como 0,2% en la ciudad de Detroit (EUA)<sup>10</sup>, o tan elevados como 74,0% en pacientes con fibrilaci&#243;n ventricular desfibrilados en menos de tres minutos<sup>11</sup>. </p>
      <p>La organizaci&#243;n del Servicio de Atenci&#243;n M&#243;vil de Urgencia (SAMU) en la ciudad de Porto Alegre (RS, Brasil) se inici&#243; en 1993, a trav&#233;s de la cooperaci&#243;n t&#233;cnica entre los gobiernos franc&#233;s y brasile&#241;o. En 1995, fueron realizadas las primeras atenciones y, a partir de 2002, el gobierno brasile&#241;o expandi&#243; el proyecto del SAMU para varias localidades del pa&#237;s, abarcando m&#225;s de 100 millones de habitantes, a trav&#233;s de 135 servicios habilitados hasta 2009<sup>12</sup>. Ese sistema provee las condiciones para el tratamiento precoz de las v&#237;ctimas de muerte s&#250;bita en la comunidad, mientras tanto, los resultados de esta atenci&#243;n en nuestro medio son poco conocidos. </p>
      <p>Este estudio tuvo como objetivo evaluar la sobrevida de los pacientes en parada card&#237;aca, en ambiente no hospitalario, atendidos por el SAMU en la ciudad de Porto Alegre, as&#237; como identificar posibles predictores de &#233;xito de los procedimientos de RCP. El conocimiento de los resultados de la atenci&#243;n prehospitalaria de RCP podr&#225; auxiliar en la definici&#243;n de pol&#237;ticas de salud que propongan los cambios necesarios para calificar este tipo de estrategia de tratamiento. </p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Realizamos un estudio observacional prospectivo con pacientes en parada cardiorrespiratoria no traum&#225;tica, atendidos primariamente por el SAMU, en la ciudad de Porto Alegre, en el per&#237;odo de 26 de enero a 21 de octubre de 2008. </p>
      <p>La ciudad de Porto Alegre tiene un &#225;rea de 497 Km<sup>2 </sup>y posee 1.420.667 habitantes, de acuerdo con estimativa del IBGE en 2007<sup>13</sup>. La ciudad es atendida por un servicio de atenci&#243;n prehospitalaria m&#243;vil p&#250;blico - SAMU - y otros de car&#225;cter privado. El SAMU dispone de 15 unidades de atenci&#243;n, siendo tres avanzadas, una de apoyo r&#225;pido y las dem&#225;s unidades de atenci&#243;n b&#225;sico. </p>
      <p>El equipo b&#225;sico est&#225; compuesto por conductor y t&#233;cnico de enfermer&#237;a con capacidad para soporte b&#225;sico de vida y uso del desfibrilador externo autom&#225;tico (DEA). El equipo avanzado es constituido por conductor, enfermera y m&#233;dico con capacidad para soporte avanzado de vida. El veh&#237;culo r&#225;pido es compuesto por conductor, m&#233;dico y material de soporte avanzado para apoyo a una unidad b&#225;sica. La elecci&#243;n del equipo de atenci&#243;n es hecha de acuerdo con criterios de proximidad y presumible gravedad de la ocurrencia. Habiendo retorno de circulaci&#243;n espont&#225;nea sostenida, el paciente es removido a una emergencia hospitalaria. </p>
      <p>La atenci&#243;n sigue un protocolo estandarizado, elaborado por el servicio de acuerdo con las directrices publicadas por el <italic>International Liaison Committee on Resuscitation</italic> (<italic>ILCOR</italic>) y por la <italic>American Heart Association</italic> (<italic>AHA</italic>) en 2005<sup>14,15</sup>. El cuestionario utilizado en la colecta de datos del presente protocolo, la definici&#243;n de las variables explicativas y desenlaces y el relato de los resultados siguieron el modelo de Utstein<sup>16</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Medidas y desenlaces </bold>
      </p>
      <p>El desenlace primario fue la sobrevida de los pacientes hasta el alta hospitalaria y los desenlaces secundarios fueron: (1) la sobrevida en treinta d&#237;as; y (2) la sobrevida considerada neurol&#243;gicamente favorable, de acuerdo con el escore del <italic>Cerebral Performance Category</italic> (CPC) I o II en el alta hospitalaria<sup>17</sup>. </p>
      <p>Los potenciales predictores de los desenlaces cl&#237;nicos analizados fueron: </p>
      <p>1 - datos demogr&#225;ficos, como edad y sexo de la v&#237;ctima; </p>
      <p>2 - circunstancias del evento, como lugar (domiciliario, p&#250;blico u otros), presencia de testigo (si el colapso fue visto u o&#237;do por alguien), realizaci&#243;n de maniobras de resucitaci&#243;n por circunstante (realizaci&#243;n de compresi&#243;n y/o ventilaci&#243;n por lego testimoniada por el equipo de atenci&#243;n al momento de la llegada al lugar); y </p>
      <p>3 - caracter&#237;sticas del atenci&#243;n, como tiempo-respuesta (intervalo de tiempo entre la llamada y la llegada del equipo al lugar), tiempo colapso-comienzo de maniobras (intervalo entre la estimativa del colapso cuando es testimoniado y el comienzo de maniobras por la equipo del SAMU), equipo inicial de atenci&#243;n (b&#225;sica o avanzada) y ritmo inicial de la parada card&#237;aca (primera evaluaci&#243;n del ritmo a trav&#233;s del DEA o del monitor convencional). </p>
      <p>Definimos con "ritmo "shockeable"" los diagn&#243;sticos presuntivos de fibrilaci&#243;n ventricular y taquicardia ventricular. Esos diagn&#243;sticos presuntivos fueron considerados cuando, en el primer an&#225;lisis del ritmo del DEA, hab&#237;a indicaci&#243;n para "shock" por el operador ("ritmo "shockeable""), sin embargo el equipamiento de DEA utilizado en el presente estudio no informa directamente si el ritmo era fibrilaci&#243;n ventricular o taquicardia ventricular. Cuando el ritmo inicial era verificado a partir de cardioversor desfibrilador convencional, el m&#233;dico intervencionista hac&#237;a el diagn&#243;stico en el lugar, anot&#225;ndolo en el formulario pertinente. </p>
      <p>La RCP atendida por circunstante fue definida como aquella realizada por persona que no haga parte del sistema de emergencia m&#233;dica prehospitalaria organizada para la atenci&#243;n de la PCR. Profesionales del &#225;rea de salud que estuviesen realizando las maniobras, pero no hiciesen parte del equipo organizado para aquel momento, fueron incluidos en esa categor&#237;a. </p>
      <p>Aunque hubiese discriminaci&#243;n entre FV y TV, para fines de an&#225;lisis, optamos por agruparlos todos como ritmo "shockeable". </p>
      <p>Otras informaciones obtenidas fueron los procedimientos de soporte avanzado realizados e intervalos de tiempo entre colapso y llamada telef&#243;nica, de regulaci&#243;n hasta env&#237;o, desplazamiento de la ambulancia al lugar y hasta el comienzo de la RCP. </p>
      <p>El llenado del cuestionario por el funcionario responsable (m&#233;dico, enfermero o t&#233;cnico de enfermer&#237;a dependiendo del tipo de equipo), a partir de informaciones provistas por testigos y/o responsables por el paciente, se hac&#237;a enseguida despu&#233;s del t&#233;rmino de la atenci&#243;n. Un investigador (G.S. ) realiz&#243; la evaluaci&#243;n de los desenlaces de sobrevida a los 30 d&#237;as y en el alta hospitalaria, con verificaci&#243;n del escore neurol&#243;gico funcional a trav&#233;s de entrevista con paciente, y/o familiares y/o m&#233;dico responsable. En los &#243;bitos, obtuvimos informaciones del equipo de atenci&#243;n hospitalaria o por revisi&#243;n de historia cl&#237;nica. </p>
      <p>
        <bold>Aprobaci&#243;n del comit&#233; de &#233;tica </bold>
      </p>
      <p>El proyecto fue aprobado por el comit&#233; de &#233;tica del Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre con la concordancia del Servicio de Atenci&#243;n M&#243;vil de Porto Alegre y de la comisi&#243;n de &#233;tica de la Secretar&#237;a Municipal de Porto Alegre. El t&#233;rmino de consentimiento libre y aclarado fue obtenido de familiar o responsable por el paciente. </p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Para descripci&#243;n de variables continuas, utilizamos mediana e intervalo intercuart&#237;lico y las categ&#243;ricas como n&#250;mero total y porcentajes. En los an&#225;lisis bivariados, utilizamos el test de Mann-Whitney, el test chi-cuadrado con correcci&#243;n de Yates, o el test exacto de Fisher cuando sea indicado. El an&#225;lisis multivariado fue realizado para sobrevida a los 30 d&#237;as, al no haber predictores suficientes con significaci&#243;n estad&#237;stica en el alta hospitalaria. Fueron colocadas en el modelo, la ubicaci&#243;n, ritmo inicial en FV y el tiempo-respuesta. Tiempo colapso-comienzo de RCP no fue utilizado por haber sido obtenido en apenas 53,0% de los atenciones. </p>
      <p>Calculamos ser necesario estudiar 240 pacientes sometidos a reanimaci&#243;n cardiopulmonar para detecci&#243;n de proporci&#243;n poblacional con estimativa de la tasa de sobrevida en 6,0% &#177; 3,0%. Fue utilizado el paquete estad&#237;stico <italic>SPSS</italic> versi&#243;n 16 para los an&#225;lisis. Consideramos resultados como significativos cuando su valor sea p <underline>&lt;</underline> 0,05. </p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>En el per&#237;odo en estudio (enero a octubre de 2008), fueron realizados 593 atenciones por parada card&#237;aca no traum&#225;tica con 260 pacientes siendo sometidos a resucitaci&#243;n cardiopulmonar. En los casos no tratados con resucitaci&#243;n cardiopulmonar (RCP), la principal justificativa fue la presencia de se&#241;ales de &#243;bito evidente (<xref ref-type="fig" rid="es_a05fig01m-body3">Figura 1</xref>). Un paciente fue excluido del grupo general por ausencia de datos de la atenci&#243;n y un segundo fue retirado de la evaluaci&#243;n de los desenlaces de sobrevida 30 d&#237;as y alta hospitalaria por p&#233;rdida de seguimiento, despu&#233;s de reanimaci&#243;n inicial con &#233;xito, siendo analizados los dem&#225;s 259 pacientes. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a05fig01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>De los pacientes inicialmente sometidos a RCP, en 52 (20,0%) hubo &#233;xito inicial de la reanimaci&#243;n, con 16 pacientes vivos en el 30&#186; d&#237;a (6,0%) y 10 teniendo alta hospitalaria (3,9%). La evaluaci&#243;n neurol&#243;gica funcional realizada en el alta verific&#243; escore CPC I o II en 6 pacientes, totalizando 2,3% del grupo que recibi&#243; RCP. </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_a05tab01m-body3">Tabla 1</xref> describe las caracter&#237;sticas basales de los pacientes con diagn&#243;stico de parada card&#237;aca. Se observ&#243; proporci&#243;n mayor del sexo masculino, ambiente no domiciliario, presencia de testigo, origen card&#237;aco y reanimaci&#243;n por lego entre los que recibieron RCP. Ese grupo tambi&#233;n present&#243; edad media y tiempo-respuesta significativamente menor que aquellos que no recibieron RCP. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a05tab01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Las <xref ref-type="table" rid="es_a05tab02m-body3">Tablas 2</xref> y <xref ref-type="table" rid="es_a05tab03m-body3">3</xref> describen las caracter&#237;sticas de los grupos que recibieron RCP en relaci&#243;n a los desenlaces sobrevida a los 30 d&#237;as y en el alta hospitalaria, respectivamente. Los pacientes vivos en el 30&#186; d&#237;a y en el alta hospitalaria fueron m&#225;s j&#243;venes que los que evolucionaron a &#243;bito, mientras tanto, esta diferencia no alcanz&#243; significaci&#243;n estad&#237;stica. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a05tab02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a05tab03m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Sexo masculino, presencia de s&#237;ntomas, testigo, causa card&#237;aca y equipo inicial no se mostraron predictoras de sobrevida en el 30&#186; d&#237;a postadmisi&#243;n, ni en el alta hospitalaria. La ocurrencia de la parada card&#237;aca en el domicilio se asoci&#243; inversamente con la sobrevida tanto en el 30&#186; d&#237;a (p = 0,001) como en el alta hospitalaria (p = 0,02). Aproximadamente un tercio de los pacientes recibi&#243; resucitaci&#243;n por circunstante, con compresi&#243;n tor&#225;cica aislada en 62,0% y compresi&#243;n tor&#225;cica asociada a ventilaci&#243;n boca a boca en 38,0% de los casos. Hubo proporci&#243;n mayor de tentativa de reanimaci&#243;n por lego entre supervivientes a los 30 d&#237;as (p = 0,13) y en el alta hospitalaria (p = 0,07), sin embargo sin significaci&#243;n estad&#237;stica. El ritmo inicial permit&#237;a la realizaci&#243;n de shock el&#233;ctrico externo en 25,0% de los pacientes y se mostr&#243; asociado a sobrevida a los 30 d&#237;as (p = 0,008), pero no en el alta hospitalaria. La presencia de RCP por circunstante no se mostr&#243; predictor de sobrevida en cualquiera de los desenlaces considerados. </p>
      <p>La v&#237;a a&#233;rea avanzada fue establecida en 84,0% de los casos, el acceso venoso y el uso de medicamentos intravenosos fueron realizados en 90,0% de los pacientes y 46,0% fueron desfibrilados por el equipo avanzado, en el transcurso de la atenci&#243;n. No hubo asociaci&#243;n de tales procedimientos con la sobrevida a los 30 d&#237;as y en el alta hospitalaria. </p>
      <p>A los 30 d&#237;as, tanto el intervalo tiempo-respuesta como tiempo del colapso hasta el comienzo de la RCP fueron significativamente menores en supervivientes. En el alta hospitalaria, apenas el tiempo del colapso hasta el comienzo de la RCP estuvo asociado con sobrevida. En relaci&#243;n a los 6 pacientes con escore neurol&#243;gico funcional adecuado - CPC I o II - en el alta hospitalaria (<xref ref-type="table" rid="es_a05tab04m-body3">Tabla 4</xref>), los predictores que se asociaron con este desenlace fueron el tiempo colapso hasta el comienzo de RCP de 7 minutos comparados con 18 minutos en los otros 134 pacientes (p = 0,01) y la ubicaci&#243;n no domiciliaria de la parada card&#237;aca en 67,0% de los pacientes (p = 0,04). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a05tab04m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En an&#225;lisis multivariado, apenas la presencia de ritmo card&#237;aco inicial que permitiese shock el&#233;ctrico (raz&#243;n de posibilidad [RC] de 0,28 y intervalo de confianza [IC] de 95,0% de 0,10 la 0,81; p = 0,02) y PCR en el domicilio (RC de 3,0 y IC 95,0% 1,04 a 8,7; p = 0,04) permanecieron como predictores independientes de mortalidad en 30 d&#237;as. </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="tab5-body3">Tabla 5</xref> describe los tiempos intermedios entre colapso hasta el comienzo de la RCP. </p>
      <table-wrap id="tab5-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-03-0196-00019-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En el presente estudio, evaluamos prospectivamente la tasa de &#233;xito de una estrategia de reanimaci&#243;n cardiopulmonar en ambiente no hospitalario de pacientes atendidos de forma consecutiva por el SAMU, en la ciudad de Porto Alegre, durante aproximadamente 10 meses. Observamos que cerca de 20,0% de los pacientes sometidos a la RCP obtuvieron &#233;xito inmediato, llegando vivos al hospital; 6,0% permanec&#237;an vivos 30 d&#237;as despu&#233;s del evento y 3,9% tuvieron alta hospitalaria, siendo que apenas 2,3% con <italic>status</italic> neurol&#243;gico considerado adecuado. Esos datos, aunque puedan ser considerados poco expresivos, reflejan los resultados encontrados por otros servicios de atenci&#243;n m&#243;vil de urgencia en el resto del mundo<sup>11,18,19</sup>. En nuestro an&#225;lisis, los principales determinantes de sobrevida fueron la presencia de ritmo card&#237;aco inicial que permitiese shock el&#233;ctrico y la PCR en el domicilio. </p>
      <p>La proporci&#243;n media de pacientes con alta hospitalaria despu&#233;s de RCP en ambiente no hospitalario es pr&#243;xima a 6,0%, variando de 1,0% cuando el ritmo inicial fuese asistolia e pr&#243;xima a 16,0% cuando fue fibrilaci&#243;n ventricular<sup>10</sup>. Nuestros datos muestran una sobrevida relativamente baja, aunque equiparable a diversos otros Servicios de Atenci&#243;n M&#243;vil de Urgencia en el mundo<sup>20</sup>. Recientemente, por ejemplo, ensayo cl&#237;nico randomizado compar&#243; el uso de adrenalina con uso de vasopresina como droga vasopresora inicial en las maniobras avanzadas de RCP por SAMUs en Francia<sup>21</sup>. En tal estudio, la tasa de sobrevida en el alta hospitalaria fue de apenas 2,0%, con apenas 0,9% de casos con recuperaci&#243;n neurol&#243;gica adecuada. </p>
      <p>Cabe resaltar, entre tanto, que factores pron&#243;sticos, como sexo, edad, etiolog&#237;a card&#237;aca, lugar del evento, presencia de testigo, resucitaci&#243;n por lego y ritmo inicial fueron semejantes a los de otros lugares con resultados superiores<sup>22-24</sup>. Es posible que ese fen&#243;meno se explique por la presencia de otros factores, como perfil demogr&#225;fico, comorbilidades y condiciones socioecon&#243;micas no adecuadamente evaluados en el presente protocolo. Mientras tanto, est&#225; bien establecido que la sobrevida en la parada card&#237;aca fuera del hospital est&#225; ligada a la presencia de ritmo de fibrilaci&#243;n ventricular, as&#237; como a la rapidez con que se provee el shock desfibrilatorio despu&#233;s del colapso. </p>
      <p>En nuestro trabajo, la presencia de fibrilaci&#243;n ventricular como ritmo inicial se mostr&#243; asociada con la posibilidad de estar vivo en el 30&#186; d&#237;a y haber alta hospitalaria. Un ritmo pasible de terapia el&#233;ctrica aumenta en hasta 5 veces las posibilidades de sobrevida<sup>25</sup> y es detectado como ritmo inicial entre 20,0% a 40,0% de los eventos<sup>8,26,27</sup>. Se observa una tendencia a disminuci&#243;n en la incidencia de ese ritmo en las &#250;ltimas d&#233;cadas, pudiendo deberse a reducci&#243;n de la mortalidad por cardiopat&#237;a isqu&#233;mica<sup>26</sup>. En una visi&#243;n menos favorable, la mayor proporci&#243;n de ritmos "no shockeables" puede deberse a un retardo entre el colapso y el comienzo de la resucitaci&#243;n y es posible que este factor haya determinado en parte la detecci&#243;n de fibrilaci&#243;n ventricular en apenas 26,0% de nuestra muestra, hallazgo sugerido por el prolongado tiempo-respuesta. </p>
      <p>En relaci&#243;n a la sobrevida de los pacientes encontrados en fibrilaci&#243;n ventricular, el tiempo hasta el shock desfibrilatorio es factor fundamental. Serie de casos realizada en Casinos en los EUA encontr&#243; sobrevida en el alta hospitalaria de 74,0%, cuando la PCR fue testimoniada, causada por fibrilaci&#243;n ventricular y atendida en los primeros tres minutos<sup>12</sup>. Debido a la imprecisi&#243;n de la determinaci&#243;n del momento del colapso, se utiliza el tiempo respuesta que es m&#225;s f&#225;cilmente obtenido, siendo sugerido como dado central por el Comit&#233; de Utstein<sup>17</sup>. Ese intervalo no tiene en cuenta el tiempo entre el colapso y la llamada telef&#243;nica y entre la llegada del veh&#237;culo al lugar y el comienzo de la reanimaci&#243;n, lo que puede afectar su asociaci&#243;n con la sobrevida. A pesar de eso, es el marcador temporal m&#225;s frecuentemente relatado en la reanimaci&#243;n fuera del hospital y esfuerzos deben ser realizados para obtenerlo con precisi&#243;n. </p>
      <p>En el estudio OPALS II, hubo un aumento de 33,0% en la proporci&#243;n de pacientes vivos en el alta hospitalaria con la optimizaci&#243;n del tiempo-respuesta, una vez que 92,0% de las equipos con DEA presentaron tiempo-respuesta menor de 8 minutos<sup>28</sup>. Herlitz et al. <sup>25</sup>, en cohorte prospectiva de m&#225;s de 19 mil pacientes, estimaron un aumento de 3,6 veces en las posibilidades de sobrevida cuando el tiempo-respuesta fuese menor de 6 minutos<sup>25</sup>. </p>
      <p>En nuestros datos, la mediana del tiempo respuesta en el grupo general fue 13 minutos, y en los supervivientes, fue de 11 minutos, bien encima de los tiempos recomendados para la atenci&#243;n de PCRs. Es probable que el tiempo prolongado haya propiciado deterioro de ritmos pasibles de terapia el&#233;ctrica en ritmos "no shockeables", disminuyendo las posibilidades de sobrevida y el impacto de otros factores predictores, como presencia de testigo, resucitaci&#243;n por lego y causa card&#237;aca. </p>
      <p>La posibilidad de alta con buena funci&#243;n neurol&#243;gica tambi&#233;n se relaciona con el tiempo de retardo para el tratamiento, considerando el concepto que "tiempo es cerebro". Observamos que todos los pacientes, con escore neurol&#243;gico CPC I o II ya en los primeros d&#237;as, tuvieron alta hospitalaria, contrastando con apenas 4 de aquellos con escore CPC III o IV. Entre los &#250;ltimos, el &#243;bito sucedi&#243; precozmente por insuficiencia m&#250;ltipla de &#243;rganos o, tard&#237;amente, por complicaciones de internaci&#243;n prolongada. Aunque el tiempo respuesta no haya mostrado asociaci&#243;n significativa con la sobrevida, la estimativa del intervalo entre el colapso y el comienzo de resucitaci&#243;n por el equipo del SAMU mostr&#243; fuerte asociaci&#243;n tanto a los 30 d&#237;as como en el alta hospitalaria, siendo que, en el grupo de supervivientes con CPC I o II, este tiempo fue de apenas 7 minutos. Con un tiempo respuesta adecuado, los dem&#225;s factores relacionados al paciente, a las circunstancias del evento y a la organizaci&#243;n del sistema de emergencia asumen importancia en la posibilidad de sobrevida de los pacientes<sup>29</sup>. </p>
      <p>Otro factor importante a ser resaltado en nuestros resultados es que el tiempo estimado entre el colapso y la llamada por socorro fue de 4 minutos. Esa etapa corresponde exactamente a la fase el&#233;ctrica en el modelo de Weisfeldt<sup>30</sup> y ser&#237;a la etapa de mejor respuesta a la terap&#233;utica. Se adiciona a eso la realizaci&#243;n de RCP por lego en apenas 28,0% de la poblaci&#243;n, que fue posteriormente sometida a la RCP por el SAMU, y que, muy probablemente, se inici&#243;, en la gran mayor&#237;a de los casos, despu&#233;s de la llamada telef&#243;nica. </p>
      <p>La mayor&#237;a de los episodios de parada card&#237;aca en la comunidad ocurre en el domicilio, mientras tanto, es el lugar p&#250;blico que se asocia con mejor sobrevida inmediata y en 6 meses<sup>31</sup>, duplicando las posibilidades de tener alta hospitalaria vivo<sup>25</sup>. En nuestra muestra, la ubicaci&#243;n p&#250;blica estuvo asociada al mejor desenlace a los 30 d&#237;as y en el alta hospitalaria, confirmando los relatos previos. El tiempo-respuesta y la realizaci&#243;n de resucitaci&#243;n por lego fueron semejantes en ambas localizaciones. </p>
      <p>Es probable que uno de los factores responsables por esa relaci&#243;n haya sido la mayor proporci&#243;n de eventos testimoniados en los espacios p&#250;blicos, lo que puede haber determinado un accionamiento m&#225;s precoz del servicio de emergencia, y aun del comienzo o de la calidad de la resucitaci&#243;n por circunstante. Otro factor sugerido como asociado al mejor pron&#243;stico en lugares p&#250;blicos, y que no podemos apartar, ser&#237;a mejor condici&#243;n de salud previa de la v&#237;ctima<sup>31</sup>. La menor sobrevida de los pacientes con parada cardiorrespiratoria en el domicilio sugiere dificultades en el primer eslab&#243;n de la cadena de la supervivencia, como el reconocimiento de las se&#241;ales de parada card&#237;aca y el accionamiento del servicio de emergencia. Esas son etapas sensibles a la modificaci&#243;n a trav&#233;s de campa&#241;as de educaci&#243;n poblacional. </p>
      <p>Entre las limitaciones del presente trabajo, reconocemos que el n&#250;mero de la muestra es relativamente peque&#241;o, reduciendo el poder estad&#237;stico para identificar diferencias de menor magnitud. </p>
      <p>Cabe resaltar tambi&#233;n que no hubo estandarizaci&#243;n en el cuidado post resucitaci&#243;n en los hospitales a los cuales los pacientes fueron encaminados. La mayor&#237;a de los pacientes permaneci&#243; las primeras 12 h en salas de emergencia de hospitales de gran tama&#241;o de la ciudad, posteriormente siendo transferidos a unidad de tratamiento intensivo. Es de mencionar que no observamos conductas diferentes de la recomendaci&#243;n habitual para soporte a los pacientes cr&#237;ticos, como estabilizaci&#243;n hemodin&#225;mica y ventilatoria, adem&#225;s de investigaci&#243;n etiol&#243;gica. No fue realizado hipotermia en las primeras horas post PCR. </p>
      <p>Entre las variables estudiadas en nuestro protocolo, reconocemos que puede haber ocurrido imprecisi&#243;n en la medici&#243;n del tiempo-respuesta, pues la llegada al lugar era informada verbalmente por radio de uso com&#250;n para todos los equipos. La presencia de resucitaci&#243;n por lego fue constatada por el equipo, mientras tanto, no verificamos la calidad y ni el momento del comienzo de este procedimiento, factores importantes para la efectividad de las maniobras, pero de raro relato en la literatura. La simple presencia de ese factor generalmente se correlaciona con mejora de la sobrevida<sup>32,33</sup>. </p>
      <p>Nuestros datos permiten concluir que la atenci&#243;n prehospitalaria de los pacientes v&#237;ctimas de parada card&#237;aca en la comunidad atendidos por el SAMU de Porto Alegre tienen resultados limitados, sin embargo equiparables a muchas otras localidades. El monitoreo de esos resultados es paso inicial fundamental para el mejoramiento de tal sistema de atenci&#243;n. Para esto, existe la necesidad de integraci&#243;n entre la comunidad, el servicio de atenci&#243;n m&#243;vil de urgencia y la atenci&#243;n hospitalaria, objetivando la optimizaci&#243;n de los resultados actuales. </p>
      <p>En la comunidad, es fundamental la educaci&#243;n para el reconocimiento de los se&#241;ales de gravedad de un colapso, para el acceso y comunicaci&#243;n al servicio de emergencia y para la t&#233;cnica de realizaci&#243;n de maniobras b&#225;sicas de reanimaci&#243;n, adem&#225;s de programas de colocaci&#243;n de DEAs en lugares de gran circulaci&#243;n con entrenamiento de primer-respondiente. Para que esas medidas provean los resultados adecuados, se vuelve importante la informaci&#243;n de los diversos sistemas sobre los resultados obtenidos en la pr&#225;ctica. </p>
      <p>Mucho puede y debe ser hecho para que las v&#237;ctimas de parada card&#237;aca en la comunidad puedan volver a tener vidas satisfactorias y productivas, y, en el Brasil, la introducci&#243;n del SAMU fue el paso inicial fundamental para que alcancemos tal objetivo. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes. </p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas. </p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Gladis Semensato por la Universidad Federal de Rio Grande do Sul. </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
