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        <article-title>Contato telef&#244;nico: ferramenta cl&#237;nica &#250;til?</article-title>
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    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Contato telef&#244;nico: ferramenta cl&#237;nica &#250;til?</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Luis Cl&#225;udio Lemos Correia</bold>
    </p>
    <p>Escola Bahiana de Medicina; Divis&#227;o de Cardiologia - Hospital S&#227;o Rafael, Salvador, BA - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="endb">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Insufici&#234;ncia card&#237;aca, educa&#231;&#227;o em enfermagem, pessoal de sa&#250;de, telefone/utiliza&#231;&#227;o. </p>
    <p>O paradigma principal da <italic>medicina baseada em evid&#234;ncias</italic> enfatiza a necessidade de estudos intervencionistas, randomizados e controlados, com o intuito de testar hip&#243;teses sobre a efic&#225;cia de condutas m&#233;dicas. Nas &#250;ltimas d&#233;cadas, estudos desse tipo mudaram nosso conhecimento sobre o tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC), e o conforto de nossas cren&#231;as a respeito da efic&#225;cia dessas terapias &#233; pautado no fato de essas informa&#231;&#245;es serem provenientes de ensaios cl&#237;nicos com metodologias adequadas<sup>1</sup>. Por outro lado, a <italic>medicina baseada em evid&#234;ncias</italic> traz-nos um segundo paradigma importante: <italic>efic&#225;cia n&#227;o &#233; o mesmo que efetividade</italic>. Normalmente, existe uma lacuna consider&#225;vel entre o conhecimento trazido por ensaios cl&#237;nicos (<italic>efic&#225;cia</italic>) e o real benef&#237;cio desfrutado pelos pacientes-alvo da terapia (<italic>efetividade</italic>)<sup>2</sup>. N&#227;o h&#225; zona de conforto quanto &#224; garantia de efetividade. Dada a complexidade do tratamento de pacientes com IC, a simples prescri&#231;&#227;o de medicamentos eficazes pode n&#227;o ser suficiente para garantir todo o potencial benef&#237;cio da terapia proposta. Por esse motivo, <italic>programas de gerenciamento de doen&#231;as</italic> (<italic>disease management programs</italic>) t&#234;m sido testados, com o objetivo de melhorar a ader&#234;ncia de pacientes a terapias, al&#233;m de identificar e tratar precocemente quadros de descompensa&#231;&#227;o<sup>3</sup>. </p>
    <p> O estudo de estrat&#233;gias de implementa&#231;&#227;o de terapias faz parte de um ramo da ci&#234;ncia m&#233;dica recentemente denominado <italic>outcomes research</italic><sup>2</sup>. Essa linha de investiga&#231;&#227;o utiliza dois tipos de metodologia: i) estudos observacionais, quando o intuito &#233; descrever a efetividade de condutas ou identificar determinantes dessa efetividade; ou ii) estudos intervencionistas (ensaios cl&#237;nicos), usados para testar estrat&#233;gias de implementa&#231;&#227;o de condutas m&#233;dicas. O artigo de Domingues e cols. <sup>4</sup>, publicado neste n&#250;mero dos Arquivos, representa um ensaio cl&#237;nico randomizado que testa o benef&#237;cio de um <italic>programa de gerenciamento</italic> ambulatorial em pacientes internados por IC<sup>4</sup>. </p>
    <p>A interven&#231;&#227;o realizada consistiu em um programa de educa&#231;&#227;o durante o internamento, aplicado a todos os pacientes do estudo, seguido de randomiza&#231;&#227;o para contato telef&#244;nico sistem&#225;tico (realizado por enfermeira, durante os tr&#234;s meses ap&#243;s a alta hospitalar de pacientes com IC) ou aus&#234;ncia de contato telef&#244;nico. Os autores apontam duas conclus&#245;es: i) a aus&#234;ncia de benef&#237;cio da estrat&#233;gia de contato telef&#244;nico; e ii) o benef&#237;cio da estrat&#233;gia de educa&#231;&#227;o aplicada durante o internamento do paciente. Tal como toda evid&#234;ncia cient&#237;fica, esse trabalho deve passar pelo crivo de uma an&#225;lise metodol&#243;gica. Para a an&#225;lise cr&#237;tica de estudos sobre <italic>programas de gerenciamento</italic>, quatro crit&#233;rios devem ser utilizados, os quais podem ser resumidos no acr&#244;nimo PICO: <italic>popula&#231;&#227;o, interven&#231;&#227;o, compara&#231;&#227;o e outcome </italic>(desfecho)<sup>5</sup>. </p>
    <p>Na an&#225;lise do primeiro item (<italic>popula&#231;&#227;o</italic>), podemos afirmar que os crit&#233;rios de sele&#231;&#227;o da amostra populacional representam adequadamente a popula&#231;&#227;o-alvo - indiv&#237;duos internados com IC. Por outro lado, os outros tr&#234;s crit&#233;rios trazem questionamento quanto &#224;s conclus&#245;es dos autores. Como mencionado, os autores sugerem que n&#227;o h&#225; benef&#237;cio da estrat&#233;gia de contato telef&#244;nico ambulatorial. No entanto, o tipo de <italic>interven&#231;&#227;o</italic> (I) precisaria ser descrita com mais detalhe. Ou seja, qual a abordagem das enfermeiras durante os contatos realizados com os pacientes? A varia&#231;&#227;o de peso do paciente foi indagada, sintomas indicativos de descompensa&#231;&#227;o incipiente foram sistematicamente pesquisados? A falta de descri&#231;&#227;o da metodologia dos contatos deixa em aberto se um protocolo adequado foi utilizado no estudo. Em segundo lugar, o desfecho avaliado (O = <italic>outcome</italic>) n&#227;o permite conclus&#227;o a respeito da estrat&#233;gia de contato telef&#244;nico. O desfecho prim&#225;rio para avaliar a estrat&#233;gia de contato telef&#244;nico n&#227;o deveria ser o n&#237;vel de conhecimento dos pacientes, pois esse desfecho &#233; mais influenciado pelo programa de educa&#231;&#227;o hospitalar, o qual foi aplicado igualmente em ambos os grupos. De fato, seria estranho que esse desfecho diferisse. O desfecho utilizado para comparar as duas estrat&#233;gias deveria considerar as incid&#234;ncias de eventos cl&#237;nicos, visto que o monitoramento por telefone identifica precocemente uma potencial descompensa&#231;&#227;o, gerando estrat&#233;gias de tratamento precoce. No entanto, o presente trabalho n&#227;o &#233; adequadamente dimensionado para desfechos cl&#237;nicos, por isso, os autores n&#227;o definiram esse tipo de desfecho como prim&#225;rio. Em termos absolutos, houve menor propor&#231;&#227;o de visitas a unidades de emerg&#234;ncia, assim como menor frequ&#234;ncia de &#243;bito no grupo randomizado para contato telef&#244;nico, por&#233;m, essas diferen&#231;as n&#227;o foram estatisticamente significantes. Considerando o n&#250;mero de pacientes no estudo (N = 108), a probabilidade do erro tipo II (decorrente de baixo poder estat&#237;stico) &#233; consider&#225;vel. Dessa forma, com base no presente trabalho, n&#227;o podemos concluir pela aus&#234;ncia de benef&#237;cio da estrat&#233;gia de contato telef&#244;nico. De fato, em revis&#227;o sistem&#225;tica, Holland R e cols. sugeriram a presen&#231;a de redu&#231;&#227;o na incid&#234;ncia de internamento e morte com essa estrat&#233;gia aplicada a pacientes com IC<sup>3</sup>. </p>
    <p>Quanto &#224; conclus&#227;o de que o programa de educa&#231;&#227;o beneficiou os pacientes, a an&#225;lise do grupo de <italic>compara&#231;&#227;o</italic> (C) traz questionamento quanto a essa afirma&#231;&#227;o. Considerando que ambos os grupos foram submetidos ao mesmo programa educacional durante o internamento, n&#227;o h&#225; grupo controle para essa interven&#231;&#227;o, indicando que a hip&#243;tese de que essa estrat&#233;gia &#233; ben&#233;fica n&#227;o foi metodologicamente testada. Sabe-se que compara&#231;&#245;es intragrupos n&#227;o s&#227;o suficientes para testar hip&#243;teses, visto que o fen&#244;meno de regress&#227;o &#224; m&#233;dia pode simular benef&#237;cios inexistentes. </p>
    <p>Finalmente, devemos salientar que o tipo de discuss&#227;o metodol&#243;gica suscitado pela publica&#231;&#227;o de Domingues e cols. <sup>4</sup> serve para destacar a import&#226;ncia dos estudos de <italic>outcomes research</italic>. O exemplo de Domingues e cols. <sup>4</sup> deve ser seguido para que novos estudos avaliem o benef&#237;cio de <italic>programas de gerenciam</italic>ento em amostras de pacientes com IC, no intuito de identificar formas de aumentar a efetividade em nosso meio de estrat&#233;gias comprovadamente eficazes. </p>
    <p>
      <fn id="endb" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia: </bold>
        </label>
        <p> Luis C. L. Correia </p>
        <p> Av. Princesa Leopoldina, 19/402 </p>
        <p> 40.150-080 - Salvador, BA - Brasil </p>
        <p> E-mail Address: </p>
        <p>
          <email xlink:href="lccorreia@cardiol.br">lccorreia@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 17/08/10; revisado recebido em 17/08/10; aceito em 24/08/10. </p>
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            <name>
              <surname>Clark</surname>
              <given-names>AM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Savard</surname>
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              <surname>Thompson</surname>
              <given-names>DR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Contacto telef&#243;nico: &#191;herramienta cl&#237;nica &#250;til?</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Contacto telef&#243;nico: &#191;herramienta cl&#237;nica &#250;til?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Luis Cl&#225;udio Lemos Correia</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Escola Bahiana de Medicina; Divis&#227;o de Cardiologia - Hospital S&#227;o Rafael, Salvador, BA - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Insuficiencia card&#237;aca, educaci&#243;n en enfermer&#237;a, personal de salud, tel&#233;fono/utilizaci&#243;n.</p>
      <p>El paradigma principal de la <italic>medicina basada en evidencias</italic> enfatiza la necesidad de estudios intervencionistas, randomizados y controlados, con el prop&#243;sito de probar hip&#243;tesis sobre la eficacia de conductas m&#233;dicas. En las &#250;ltimas d&#233;cadas, estudios de ese tipo cambiaron nuestro conocimiento sobre el tratamiento de la insuficiencia card&#237;aca (IC), y el confort de nuestras creencias respecto de la eficacia de esas terapias es pautado en el hecho de que esas informaciones son provenientes de ensayos cl&#237;nicos con metodolog&#237;as adecuadas<sup>1</sup>. Por otro lado, la <italic>medicina basada en evidencias</italic> nos trae un segundo paradigma importante: <italic>eficacia no es lo mismo que efectividad</italic>. Normalmente, existe una laguna considerable entre el conocimiento tra&#237;do por ensayos cl&#237;nicos (<italic>eficacia</italic>) y el real beneficio disfrutado por los pacientes-blanco de la terapia (<italic>efectividad</italic>)<sup>2</sup>. No hay zona de confort en cuanto a la garant&#237;a de efectividad. Dada la complejidad del tratamiento de pacientes con IC, la simple prescripci&#243;n de medicamentos eficaces puede no ser suficiente para garantizar todo el potencial beneficio de la terapia propuesta. Por ese motivo, <italic>programas de manejo de enfermedades</italic> (<italic>disease management programs</italic>) han sido probados, con el objetivo de mejorar la adherencia de pacientes a terapias, adem&#225;s de identificar y tratar precozmente cuadros de descompensaci&#243;n<sup>3</sup>. </p>
      <p> El estudio de estrategias de implementaci&#243;n de terapias hace parte de una rama de la ciencia m&#233;dica recientemente denominada <italic>outcomes research</italic><sup>2</sup>. Esa l&#237;nea de investigaci&#243;n utiliza dos tipos de metodolog&#237;a: i) estudios observacionales, cuando el prop&#243;sito es describir la efectividad de conductas o identificar determinantes de esa efectividad; o ii) estudios intervencionistas (ensayos cl&#237;nicos), usados para probar estrategias de implementaci&#243;n de conductas m&#233;dicas. El art&#237;culo de Domingues et al<sup>4</sup>, publicado en este n&#250;mero de los <italic>Arquivos</italic>, representa un ensayo cl&#237;nico randomizado que verifica el beneficio de un <italic>programa de manejo</italic> ambulatorio en pacientes internados por IC<sup>4</sup>. </p>
      <p>La intervenci&#243;n realizada consisti&#243; en un programa de educaci&#243;n durante la internaci&#243;n, aplicado a todos los pacientes del estudio, seguido de randomizaci&#243;n para contacto telef&#243;nico sistem&#225;tico (realizado por enfermera, durante los tres meses despu&#233;s del alta hospitalaria de pacientes con IC) o ausencia de contacto telef&#243;nico. Los autores se&#241;alan dos conclusiones: i) la ausencia de beneficio de la estrategia de contacto telef&#243;nico; y ii) el beneficio de la estrategia de educaci&#243;n aplicada durante la internaci&#243;n del paciente. Tal como toda evidencia cient&#237;fica, ese trabajo debe pasar por el cribo de un an&#225;lisis metodol&#243;gico. Para el an&#225;lisis cr&#237;tico de estudios sobre <italic>programas de manejo</italic>, cuatro criterios deben ser utilizados, los cuales pueden ser resumidos en el acr&#243;nimo PICO: <italic>poblaci&#243;n, intervenci&#243;n, comparaci&#243;n y outcome </italic>(desenlace)<sup>5</sup>. </p>
      <p>En el an&#225;lisis del primer &#237;tem (<italic>poblaci&#243;n</italic>), podemos afirmar que los criterios de selecci&#243;n de la muestra poblacional representan adecuadamente la poblaci&#243;n-blanco - individuos internados con IC. Por otro lado, los otros tres criterios traen cuestionamiento en cuanto a las conclusiones de los autores. Como fue mencionado, los autores sugieren que no hay beneficio de la estrategia de contacto telef&#243;nico ambulatorio. Mientras tanto, el tipo de <italic>intervenci&#243;n</italic> (I) precisar&#237;a ser descripta con m&#225;s detalle. O sea, &#191;Cu&#225;l es el abordaje de las enfermeras durante los contactos realizados con los pacientes? &#191;La variaci&#243;n de peso del paciente fue indagada?, &#191;S&#237;ntomas indicativos de descompensaci&#243;n incipiente fueron sistem&#225;ticamente investigados? La falta de descripci&#243;n de la metodolog&#237;a de los contactos deja en abierto saber si un protocolo adecuado fue utilizado en el estudio. En segundo lugar, el desenlace evaluado (O = <italic>outcome</italic>) no permite conclusi&#243;n a respecto de la estrategia de contacto telef&#243;nico. El desenlace primario para evaluar la estrategia de contacto telef&#243;nico no deber&#237;a ser el nivel de conocimiento de los pacientes, pues ese desenlace es m&#225;s influenciado por el programa de educaci&#243;n hospitalaria, el cual fue aplicado igualmente en ambos grupos. De hecho, ser&#237;a extra&#241;o que ese desenlace difiriese. El desenlace utilizado para comparar las dos estrategias deber&#237;a considerar las incidencias de eventos cl&#237;nicos, visto que el monitoreo por tel&#233;fono identifica precozmente una potencial descompensaci&#243;n, generando estrategias de tratamiento precoz. Mientras tanto, el presente trabajo no es adecuadamente dimensionado para desenlaces cl&#237;nicos, por eso, los autores no definieron ese tipo de desenlace como primario. En t&#233;rminos absolutos, hubo menor proporci&#243;n de visitas a unidades de emergencia, as&#237; como menor frecuencia de &#243;bito en el grupo randomizado para contacto telef&#243;nico, sin embargo, esas diferencias no fueron estad&#237;sticamente significativas. Considerando el n&#250;mero de pacientes en el estudio (N = 108), la probabilidad del error tipo II (consecuencia de bajo poder estad&#237;stico) es considerable. De esa forma, con base en el presente trabajo, no podemos concluir por la ausencia de beneficio de la estrategia de contacto telef&#243;nico. De hecho, en revisi&#243;n sistem&#225;tica, Holland R et al Sugirieron la presencia de reducci&#243;n en la incidencia de internaci&#243;n y muerte con esa estrategia aplicada a pacientes con IC<sup>3</sup>. </p>
      <p>En cuanto a la conclusi&#243;n de que el programa de educaci&#243;n benefici&#243; a los pacientes, el an&#225;lisis del grupo de <italic>comparaci&#243;n</italic> (C) trae cuestionamiento en cuanto a esa afirmaci&#243;n. Considerando que ambos grupos fueron sometidos al mismo programa educativo durante la internaci&#243;n, no hay grupo control para esa intervenci&#243;n, indicando que la hip&#243;tesis de que esa estrategia es ben&#233;fica no fue metodol&#243;gicamente probada. Se sabe que comparaciones intragrupos no son suficientes para probar hip&#243;tesis, visto que el fen&#243;meno de regresi&#243;n a la media puede simular beneficios inexistentes. </p>
      <p>Finalmente, debemos destacar que el tipo de discusi&#243;n metodol&#243;gica suscitado por la publicaci&#243;n de Domingues et al<sup>4</sup> sirve para subrayar la importancia de los estudios de <italic>outcomes research</italic>. El ejemplo de Domingues et al<sup>4</sup> debe ser seguido para que nuevos estudios eval&#250;en el beneficio de <italic>programas de manejo</italic> en muestras de pacientes con IC, con el prop&#243;sito de identificar formas de aumentar la efectividad en nuestro medio de estrategias comprobadamente eficaces. </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Phone calls: a useful clinical tool?</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Phone calls: a useful clinical tool?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Luis Cl&#225;udio Lemos CorreiaEscola Bahiana de Medicina; Divis&#227;o de Cardiologia - Hospital S&#227;o Rafael, Salvador, BA - Brasil</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Heart failure; education nursing; health personal; telephone/utilization.</p>
      <p>The main paradigm of <italic>evidence-based medicine</italic> stresses the need for interventional randomized controlled studies with the purpose of testing hypotheses on the efficacy of medical approaches. In the past decades, such studies of have changed our knowledge of the treatment of heart failure (HF), and our beliefs regarding the efficacy of these therapies is comfortably based on the fact that this information was obtained from clinical trials using proper methodology<sup>1</sup>. On the other hand, <italic>evidence-based medicine</italic> brings us a second important paradigm: <italic>efficacy is not synonymous to effectiveness</italic>. Usually, there is a considerable gap between the knowledge provided by clinical trials (efficacy) and the real benefit enjoyed by the target patients using the therapy (effectiveness)<sup>2</sup>. There is no comfort zone as regards the guarantee of effectiveness. Given the complexity of the management of patients with HF, the mere prescription of efficient medications may not be sufficient to ensure all the potential benefit of the treatment proposed. For this reason, disease management programs have been tested with the purpose of improving patient compliance to treatment, in addition to identifying and readily treating decompensated patients<sup>3</sup>. </p>
      <p> The study of strategies of treatment implantation is part of a branch of the medical science recently named outcomes research<sup>2</sup>. This line of investigation uses two types of methodologies: i) observational studies, when the purpose is to describe the effectiveness of a treatment or to identify determinants of this effectiveness; or ii) interventional studies (clinical trials) used to test strategies for the implementation of medical treatments. Domingues et al's article<sup>4</sup> published in the current edition of <italic>Arquivos</italic> represents a randomized clinical trial testing the benefit of an outpatient <italic>management program</italic> in patients hospitalized for HF<sup>4</sup>. </p>
      <p>The intervention performed was an education program during hospitalization applied to all the study patients. It was followed by randomization for either systematic phone calls (made by a nurse for three months after hospital discharge of patients with HF) or no phone calls. The authors show two conclusions: i) no benefit from the phone calls strategy; and ii) benefit from the education strategy applied during patient hospitalization. Like all scientific evidence, this study has to be scrutinized by a methodological analysis. For the critical analysis of studies on <italic>management programs</italic>, four criteria that can be summarized under the acronym PICO must be used: population, intervention, comparison and outcome<sup>5</sup>. </p>
      <p>As regards the analysis of the first item (<italic>population</italic>), we can state that the criteria for population sample selection adequately represent the target population, i.e. , individuals hospitalized for HF. On the other hand, the other three criteria are debatable as regards the authors' conclusions. As previously mentioned, the authors suggest that there is no benefit from the strategy of outpatient phone calls. However, the type of <italic>intervention </italic>(I) should be more thoroughly described. In other words, what was the nurse's approach during the phone calls made to the patients? Was the patient questioned about weight gain or loss? Were symptoms indicative of early decompensation systematically sought? The lack of description of the methodology of the phone calls raises doubts as to whether an adequate protocol was used in the study. Second, the <italic>outcome</italic> (O) assessed does not permit a conclusion regarding the phone call strategy. The primary outcome to evaluate the phone call strategy should not be the patients' level of knowledge, since this outcome is more influenced by the hospital education program, which was equally applied to both groups. In fact, it would be odd if this outcome were different. The outcome used to compare the two strategies should consider the incidence of clinical events, given that through telephone monitoring a potential decompensation could be early identified, and this would lead to early treatment strategies. Nonetheless, the present study is not adequately sized for clinical outcomes, and this is why the authors did not define this type of outcome as primary. In absolute numbers, there was a smaller proportion of visits to emergency units, as well as a lower frequency of death in the group randomized for phone calls; however, the differences were not statistically significant. Considering the number of patients in our study (N = 108), the probability of a type II-error (resulting from a low statistical power) is considerable. Thus, based on the present study, we cannot conclude that there was no benefit from the phone call strategy. In fact, in a systematic review, Holland R. et al suggested that there was a reduced incidence of hospitalization and death when this strategy was applied to patients with HF<sup>3</sup>. </p>
      <p>As regards the conclusion that the patients benefited from the education program, the analysis of the <italic>comparison</italic> (C) group raises doubts regarding this statement. Considering that both groups underwent the same education program during hospitalization, there is no control group for this intervention, which indicates that the hypothesis that this strategy is benefitial was not methodologically tested. It is known that intragroup comparisons are not sufficient to test hypotheses, since the regression to the mean phenomenon may simulate inexistent benefits. </p>
      <p>Finally, we should point out that the type of methodological discussion generated by Domingues et al's study<sup>4</sup> is useful to stress the importance of outcomes research studies. Domingues et al's example<sup>4</sup> should be followed, so that further studies evaluate the benefit of <italic>management programs</italic> in samples of patients with HF, with the purpose of identifying means of increasing the effectiveness, in our midst, of strategies proven efficient. </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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