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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">YYJfj7jV7fNW43jTrRKRP6F</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00009</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000200009</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600209</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000001</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Avalia&#231;&#227;o da aptid&#227;o cardiopulmonar em indiv&#237;duos com hemiparesia ap&#243;s acidente vascular encef&#225;lico</article-title>
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          <named-content content-type="city">Florian&#243;polis</named-content>
          <named-content content-type="state">Santa Catarina</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade do Estado de Santa Catarina</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Centro de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de e do Esporte </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>140</fpage>
      <lpage>147</lpage>
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        <date date-type="accepted">
          <day>05</day>
          <month>07</month>
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        </date>
        <date date-type="rev-recd">
          <day>19</day>
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        </date>
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          <day>22</day>
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        </date>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Devido &#224; hemiparesia, a avalia&#231;&#227;o da aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria de indiv&#237;duos ap&#243;s acidente vascular encef&#225;lico (AVE), por meio de testes ergom&#233;tricos com protocolos convencionais, tem se tornado um desafio. OBJETIVO: Realizar teste cardiopulmonar (TCP) em hemipar&#233;ticos para uma avalia&#231;&#227;o pr&#233;-participa&#231;&#227;o visando uma criteriosa prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cio aer&#243;bico. M&#201;TODOS: Participaram do estudo 8 indiv&#237;duos com hemiparesia cr&#244;nica, que foram submetidos a TCP realizado com protocolo individualizado em rampa, desenvolvido a partir da informa&#231;&#227;o da velocidade de marcha dos indiv&#237;duos previamente avaliados em teste de pista. Foi considerada a proposta de inclina&#231;&#227;o variando entre 0 e 10,0%, velocidade inicial correspondente a 70,0% do ritmo de caminhada confort&#225;vel e velocidade m&#225;xima 40,0% superior &#224; velocidade m&#225;xima no teste de pista, na expectativa de que o TCP, com este incremento gradativo e constante da intensidade, durasse entre 6 e 8 minutos. RESULTADOS: Em 100,0% dos avaliados, o motivo para a interrup&#231;&#227;o do teste foi fadiga perif&#233;rica. O VO2 de pico alcan&#231;ado foi de 20,6 &#177; 5,7 ml/kg.min. O Limiar I foi identificado em todos os exames, situando-se em 82,64 &#177; 4,78% da FC de pico e 73,31 &#177; 4,97% do VO2 de pico. O quociente respirat&#243;rio (R) do grupo foi de 0,96 &#177; 0,09, e tr&#234;s dos 8 indiv&#237;duos (37,5%) atingiram R superior a 1,00, sendo o Limiar II identificado nestes sujeitos. Foram encontradas rela&#231;&#245;es positivas entre vari&#225;veis do TCP e escores de equil&#237;brio, desempenho no teste de caminhada de 6 minutos e velocidade de marcha no solo. CONCLUS&#195;O: O teste mostrou ser &#250;til para prescri&#231;&#227;o de atividade f&#237;sica nesses indiv&#237;duos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Aptid&#227;o f&#237;sica</kwd>
        <kwd>paresia</kwd>
        <kwd>teste de esfor&#231;o</kwd>
        <kwd>acidente vascular cerebral</kwd>
        <kwd>testes de fun&#231;&#227;o respirat&#243;ria</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>07</day>
        <month>01</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>Avalia&#231;&#227;o da aptid&#227;o cardiopulmonar em indiv&#237;duos com hemiparesia ap&#243;s acidente vascular encef&#225;lico</p>
    <p>
      <bold>Ang&#233;lica Cristiane Ovando; Stella Maris Michaelsen; Tales de Carvalho; Vanessa Herber</bold>
    </p>
    <p> Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) - Centro de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de e do Esporte (CEFID), Florian&#243;polis, SC - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>Devido &#224; hemiparesia, a avalia&#231;&#227;o da aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria de indiv&#237;duos ap&#243;s acidente vascular encef&#225;lico (AVE), por meio de testes ergom&#233;tricos com protocolos convencionais, tem se tornado um desafio. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Realizar teste cardiopulmonar (TCP) em hemipar&#233;ticos para uma avalia&#231;&#227;o pr&#233;-participa&#231;&#227;o visando uma criteriosa prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cio aer&#243;bico. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Participaram do estudo 8 indiv&#237;duos com hemiparesia cr&#244;nica, que foram submetidos a TCP realizado com protocolo individualizado em rampa, desenvolvido a partir da informa&#231;&#227;o da velocidade de marcha dos indiv&#237;duos previamente avaliados em teste de pista. Foi considerada a proposta de inclina&#231;&#227;o variando entre 0 e 10,0%, velocidade inicial correspondente a 70,0% do ritmo de caminhada confort&#225;vel e velocidade m&#225;xima 40,0% superior &#224; velocidade m&#225;xima no teste de pista, na expectativa de que o TCP, com este incremento gradativo e constante da intensidade, durasse entre 6 e 8 minutos. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Em 100,0% dos avaliados, o motivo para a interrup&#231;&#227;o do teste foi fadiga perif&#233;rica. O VO<sub>2</sub> de pico alcan&#231;ado foi de 20,6 &#177; 5,7 ml/kg.min. O Limiar I foi identificado em todos os exames, situando-se em 82,64 &#177; 4,78% da FC de pico e 73,31 &#177; 4,97% do VO<sub>2</sub> de pico. O quociente respirat&#243;rio (R) do grupo foi de 0,96 &#177; 0,09, e tr&#234;s dos 8 indiv&#237;duos (37,5%) atingiram R superior a 1,00, sendo o Limiar II identificado nestes sujeitos. Foram encontradas rela&#231;&#245;es positivas entre vari&#225;veis do TCP e escores de equil&#237;brio, desempenho no teste de caminhada de 6 minutos e velocidade de marcha no solo. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>O teste mostrou ser &#250;til para prescri&#231;&#227;o de atividade f&#237;sica nesses indiv&#237;duos.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Aptid&#227;o f&#237;sica, paresia, teste de esfor&#231;o, acidente vascular cerebral, testes de fun&#231;&#227;o respirat&#243;ria.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio, incluindo o acidente vascular encef&#225;lico (AVE), constituem um dos mais importantes problemas de sa&#250;de da atualidade<sup>1</sup>. Uma caracter&#237;stica comum entre os indiv&#237;duos acometidos por um AVE &#233; a presen&#231;a de fatores de risco, tais como sedentarismo, hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS), obesidade, tabagismo e distresse, os quais podem ser modificados por meio da interven&#231;&#227;o sobre o estilo de vida. Tais fatores, se n&#227;o tratados, mant&#234;m elevado o risco da reincid&#234;ncia do AVE nessa popula&#231;&#227;o<sup>2</sup>.</p>
    <p>Tradicionalmente, ap&#243;s um AVE, a reabilita&#231;&#227;o por meio da fisioterapia convencional prioriza a avalia&#231;&#227;o e tratamento de comprometimentos neurol&#243;gicos prim&#225;rios, incluindo a fraqueza muscular do hemicorpo contralateral &#224; les&#227;o cerebral (hemiparesia) e a presen&#231;a de sinergismo anormal que compromete o controle dos movimentos. A recupera&#231;&#227;o da marcha tem sido a meta principal na reabilita&#231;&#227;o de tais pacientes<sup>3</sup>, sendo que a inser&#231;&#227;o de tal popula&#231;&#227;o em programas de condicionamento cardiorrespirat&#243;rio ainda &#233; uma pr&#225;tica incomum no Brasil. </p>
    <p>O descondicionamento f&#237;sico pode ser considerado um fator secund&#225;rio que limita a transfer&#234;ncia das habilidades locomotoras obtidas na reabilita&#231;&#227;o para o ambiente comunit&#225;rio. A diminui&#231;&#227;o na resist&#234;ncia para a marcha foi a limita&#231;&#227;o funcional de maior destaque observada em uma amostra de indiv&#237;duos com um ano de p&#243;s-AVE, sendo a sua recupera&#231;&#227;o significativamente associada &#224; reintegra&#231;&#227;o destes indiv&#237;duos &#224; vida comunit&#225;ria<sup>4</sup>.</p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o da aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria em indiv&#237;duos com AVE &#233; dif&#237;cil, pois as desvantagens espec&#237;ficas da hemiparesia, como fraqueza muscular, fadiga, falta de equil&#237;brio, contraturas e espasticidade, podem interferir na realiza&#231;&#227;o de testes eficazes com protocolos padr&#245;es<sup>5</sup>. Portanto, torna-se importante o desenvolvimento de m&#233;todos confi&#225;veis para a avalia&#231;&#227;o fidedigna da aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria nesses indiv&#237;duos.</p>
    <p>Novos estudos envolvendo treinamento aer&#243;bico<sup>6,7</sup> e avalia&#231;&#227;o da aptid&#227;o f&#237;sica com a utiliza&#231;&#227;o de testes subm&#225;ximos e m&#225;ximos<sup>5,8-13</sup> t&#234;m surgido recentemente, contribuindo para o conhecimento das altera&#231;&#245;es da aptid&#227;o f&#237;sica e da efici&#234;ncia de programas de treinamento nessa popula&#231;&#227;o. Os protocolos para a avalia&#231;&#227;o ergoespirom&#233;trica em esteira s&#227;o variados, havendo relatos do uso do protocolo de Balke modificado<sup>14</sup>, Harbor modificado<sup>15,16</sup>, ou ainda teste em esteira com velocidade constante e incremento progressivo da inclina&#231;&#227;o<sup>17</sup>, n&#227;o sendo encontrados estudos que tenham utilizado um protocolo individualizado em rampa com incrementos simult&#226;neos de inclina&#231;&#227;o e velocidade da esteira. Al&#233;m disso, nenhum dos estudos revisados foi realizado no Brasil, onde existe uma car&#234;ncia de estudos envolvendo a avalia&#231;&#227;o da aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria em esteira ergom&#233;trica em indiv&#237;duos com sequela cr&#244;nica de AVE.</p>
    <p>Sendo assim, o presente estudo se prop&#244;s a investigar a aplica&#231;&#227;o de um protocolo adaptado de teste cardiopulmonar (TCP) em rampa individualizada para indiv&#237;duos portadores de hemiparesia com uma variedade de anormalidades na marcha. Foi investigada a hip&#243;tese de que indiv&#237;duos com hemiparesia por sequela AVE, mesmo mais idosos e com limita&#231;&#245;es motoras afetando seu desempenho na marcha, poderiam alcan&#231;ar intensidade de exerc&#237;cio adequada para a avalia&#231;&#227;o cardiopulmonar por meio de um teste de esfor&#231;o com protocolo em rampa individualizado com incrementos concomitantes de velocidade e inclina&#231;&#227;o da esteira. </p>
    <p>Portanto, o presente estudo buscou descrever um protocolo de teste de esfor&#231;o subm&#225;ximo em esteira que pudesse ser realizado na pr&#225;tica cl&#237;nica, e verificar sua efetividade para uma avalia&#231;&#227;o pr&#233;-participa&#231;&#227;o, visando uma criteriosa prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cio aer&#243;bico.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Amostra</bold>
    </p>
    <p>Participaram do estudo 8 indiv&#237;duos portadores de hemiparesia cr&#244;nica (9-34 meses ap&#243;s o AVE), com idades entre 21-74 anos, comprometimento motor leve e moderado no membro inferior (entre 20-31 pontos) de acordo com os escores do teste de Fugl-Meyer, e velocidade de marcha confort&#225;vel no solo entre 0,3-1,15 m/s (<xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0140-00001-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Foram inclu&#237;dos na amostra indiv&#237;duos com sequela unilateral de um &#250;nico AVE, cr&#244;nicos (h&#225; pelo menos 6 meses de acontecimento), com escore m&#237;nimo de 20 sobre 34 na escala de Fugl-Meyer de membro inferior e marcha independente, mesmo que em uso de algum dispositivo auxiliar para deambula&#231;&#227;o, que n&#227;o tivessem comprometimento cognitivo. Os crit&#233;rios de exclus&#227;o foram o diagn&#243;stico de insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva, angina inst&#225;vel, doen&#231;a vascular perif&#233;rica com claudica&#231;&#227;o, condi&#231;&#245;es ortop&#233;dicas limitantes ou outras condi&#231;&#245;es (al&#233;m das sequelas do AVE) que impedissem a participa&#231;&#227;o em um TCP.</p>
    <p>Al&#233;m do TCP, a avalia&#231;&#227;o incluiu exame cl&#237;nico m&#233;dico, avalia&#231;&#227;o fisioterap&#234;utica, com a aplica&#231;&#227;o de testes cl&#237;nicos para avaliar a fun&#231;&#227;o motora e a aplica&#231;&#227;o de um question&#225;rio sobre o n&#237;vel atual de atividade f&#237;sica - Perfil de Atividade Humana<sup>18</sup>. As avalia&#231;&#245;es cl&#237;nicas foram realizadas com intervalos de uma semana antes do procedimento na esteira.</p>
    <p>Este estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da institui&#231;&#227;o (parecer n&#186; 88/2007). A medica&#231;&#227;o usual foi mantida durante todo o per&#237;odo de sele&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos.</p>
    <p>
      <bold>Testes cl&#237;nicos para avaliar a fun&#231;&#227;o motora</bold>
    </p>
    <p>Antes do in&#237;cio das coletas, todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. A etapa seguinte foi o preenchimento da ficha de identifica&#231;&#227;o do sujeito e a realiza&#231;&#227;o dos testes de avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o motora que serviram para caracterizar a amostra. Todos os testes foram realizados por um fisioterapeuta experiente. O comprometimento motor do membro inferior foi avaliado pela sess&#227;o motora do membro inferior da Escala de Avalia&#231;&#227;o de Fugl-Meyer<sup>19</sup>, que avalia a movimenta&#231;&#227;o volunt&#225;ria dentro e fora das sinergias anormais, com pontua&#231;&#227;o variando entre 0-34, sendo que o escore 34 evidencia movimento normal.</p>
    <p>O equil&#237;brio din&#226;mico dos indiv&#237;duos foi avaliado atrav&#233;s da Escala de Equil&#237;brio de Berg<sup>20</sup>, que consiste em 14 tarefas de equil&#237;brio din&#226;mico que s&#227;o solicitadas ao paciente. O examinador avalia o paciente em cada tarefa, pontuando de 0 (zero) a 4, sendo que 0 significa incapacidade de realizar a atividade proposta e 4 significa capacidade de realizar a atividade sem dificuldade. A pontua&#231;&#227;o m&#225;xima &#233; 56 pontos, evidenciando aus&#234;ncia de d&#233;ficits de equil&#237;brio, sendo que pontua&#231;&#227;o inferior a 36 pontos significa comprometimento grave do equil&#237;brio<sup>20</sup>. </p>
    <p>A velocidade da marcha confort&#225;vel, expressa em m/s, foi avaliada solicitando-se aos participantes que deambulassem, em uma velocidade "confort&#225;vel", usando um cal&#231;ado com o qual estivessem habituados, uma dist&#226;ncia de 14 metros, e o tempo para percorrer 10 metros foi cronometrado. No teste de velocidade de marcha r&#225;pida (10 m) foi realizado o mesmo procedimento, por&#233;m foi solicitado que o indiv&#237;duo caminhasse o mais r&#225;pido poss&#237;vel<sup>21</sup>. A resist&#234;ncia para a marcha foi avaliada pelo teste de caminhada de 6 minutos (TC6min)<sup>21</sup>, sendo os sujeitos instru&#237;dos a caminhar de uma ponta a outra de um corredor de 30 metros, percorrendo a maior dist&#226;ncia poss&#237;vel em 6 minutos<sup>22</sup>.</p>
    <p>O Perfil de Atividade Humana (PAH)<sup>18 </sup>foi utilizado para avaliar o n&#237;vel de atividade e consiste na aplica&#231;&#227;o de um question&#225;rio, no qual o sujeito responde a 94 perguntas referentes ao n&#237;vel funcional e de atividade f&#237;sica. O PAH analisa, dentre outras pontua&#231;&#245;es prim&#225;rias, dois escores, o EMA (escore m&#225;ximo de atividade), referente &#224; numera&#231;&#227;o da atividade com a mais alta demanda de oxig&#234;nio que o indiv&#237;duo ainda faz, e o EAA (escore ajustado de atividade), que corresponde ao EMA subtraindo-se o n&#250;mero de itens que o indiv&#237;duo parou de fazer. O EMA &#233; considerado uma medida do n&#237;vel de atividade f&#237;sica, enquanto EAA, uma medida de funcionalidade f&#237;sica. O EAA fornece uma estimativa mais precisa das atividades di&#225;rias, pois representa o n&#237;vel m&#233;dio de equivalente metab&#243;lico gasto em um dia t&#237;pico. A classifica&#231;&#227;o &#233; obtida pelo n&#250;mero do EAA, sendo o sujeito considerado ativo (EAA &gt; 74), moderadamente ativo (53 <underline>&lt;</underline> EAA <underline>&lt;</underline>74) ou debilitado ou inativo (EAA &lt; 53).</p>
    <p>
      <bold>Protocolo para avalia&#231;&#227;o de teste de esfor&#231;o em esteira</bold>
    </p>
    <p>Foi utilizado um protocolo em rampa, adaptado com base no protocolo utilizado por Mackay-Lyons e Makrides<sup>15</sup> em indiv&#237;duos com hemiparesia. Inicialmente, foi realizado um teste de velocidade de marcha em uma pista de 100 m. Cada sujeito realizou dois testes de caminhada na pista, um na sua velocidade confort&#225;vel, outro na sua velocidade m&#225;xima, que serviram para estabelecer as velocidades utilizadas para o TCP, bem como para verificar a toler&#226;ncia do indiv&#237;duo a uma caminhada em velocidade mais r&#225;pida. </p>
    <p>Antes do TCP, foi realizado um teste inicial na esteira, sem inclina&#231;&#227;o, para avaliar a estabilidade da marcha e familiarizar os pacientes ao equipamento, permitindo verificar se a velocidade r&#225;pida observada na pista poderia ser mantida na esteira. Nesse teste, os indiv&#237;duos caminharam durante no m&#237;nimo dois minutos, sem interrup&#231;&#227;o, na sua velocidade confort&#225;vel determinada pelo teste de pista, sem inclina&#231;&#227;o, e, posteriormente, durante no m&#237;nimo 30 segundos, na sua velocidade r&#225;pida. A etapa seguinte foi a realiza&#231;&#227;o do TCP, que aconteceu uma semana ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o dos testes cl&#237;nicos e teste de pista. Antes de iniciarem o TCP, os pacientes permaneceram deitados por cerca de 5 minutos, em um ambiente tranquilo, com temperatura mantida em torno de 22&#186; C, enquanto se obtinha o ECG de repouso.</p>
    <p>Para realiza&#231;&#227;o do TCP, foi utilizada uma esteira ergom&#233;trica (Imbrasport KT ATL) com sistema computadorizado (Elite Metasoft) e um sistema de an&#225;lise de gases metab&#243;licos (Metalyzer) para a obten&#231;&#227;o simult&#226;nea dos par&#226;metros metab&#243;licos e respirat&#243;rios, por meio da an&#225;lise direta dos gases (O<sub>2</sub> e CO<sub>2</sub>) expirados e medidas metab&#243;licas. Para o registro eletrocardiogr&#225;fico, foram utilizados um equipamento e um <italic>software</italic> espec&#237;ficos de eletrocardiograma digital (ErgoPC Elite vers&#227;o 3.2.1.5, Micromed, Brasil). A velocidade inicial do TCP utilizada na esteira foi de 70,0% da velocidade confort&#225;vel encontrada no teste de pista. A velocidade final do teste foi de 40,0% superior &#224; velocidade m&#225;xima do sujeito no solo, definida no teste de pista de 100 metros. O teste foi progressivo, com dura&#231;&#227;o prevista de 8 minutos e inclina&#231;&#227;o m&#225;xima da esteira estabelecida para ser de 10,0%. </p>
    <p>Todos os testes foram conduzidos pelo mesmo m&#233;dico cardiologista. Como os sujeitos apresentam grande instabilidade para a marcha, foi permitido que apoiassem as m&#227;os. Um fisioterapeuta ficou atr&#225;s do paciente, por medidas de seguran&#231;a, mas nenhuma assist&#234;ncia era oferecida caso n&#227;o fossem observadas dificuldades na marcha durante a realiza&#231;&#227;o do teste.</p>
    <p>O teste foi interrompido com a solicita&#231;&#227;o do paciente, ou no momento em que fosse observada uma instabilidade da marcha, ou na presen&#231;a de anormalidades cl&#237;nicas, hemodin&#226;micas e/ou eletrocardiogr&#225;ficas relevantes<sup>23</sup>. O consumo do oxig&#234;nio de pico (VO<sub>2 </sub>pico) foi considerado o mais alto VO<sub>2</sub> atingido no exerc&#237;cio. Calculou-se a inclina&#231;&#227;o da reta da ventila&#231;&#227;o (VE) <italic>vs</italic> a produ&#231;&#227;o de di&#243;xido de carbono (VCO<sub>2</sub>) pelo modelo de regress&#227;o linear, usando os dados obtidos durante todo o teste.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Os dados foram expressos em m&#233;dias e desvio-padr&#227;o. O teste t para uma amostra foi utilizado a fim de comparar a velocidade de marcha e o valor da inclina&#231;&#227;o VE/VCO<sub>2 </sub>no presente estudo com valores de refer&#234;ncia na literatura. A correla&#231;&#227;o de Spearman foi utilizada para verificar a rela&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis do teste ergoespirom&#233;trico com as vari&#225;veis dos testes cl&#237;nicos. Os testes foram realizados com o <italic>software SPSS</italic> vers&#227;o 17.0, adotando-se um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5,0% (p <underline>&lt;</underline> 0,05).</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Foram avaliados 8 indiv&#237;duos com m&#233;dia de idade de 53 &#177; 17 anos, sendo 6 homens. Cinco dos indiv&#237;duos eram ex-tabagistas (pararam de fumar ap&#243;s o AVE), um era diab&#233;tico e 6 dos indiv&#237;duos eram hipertensos sob tratamento farmacol&#243;gico. Nenhum dos indiv&#237;duos apresentava diagn&#243;stico de cardiopatias associadas, ou tinha participado de programa de reabilita&#231;&#227;o cardiopulmonar ou metab&#243;lica.</p>
    <p>N&#227;o foram observadas diferen&#231;as entre a velocidade no teste de pista em 100 m e o teste de velocidade de marcha em 10 m, tanto para a velocidade confort&#225;vel como para a velocidade r&#225;pida. Os par&#226;metros eletrocardiogr&#225;ficos de repouso e esfor&#231;o foram considerados dentro dos limites da normalidade em 7 dos indiv&#237;duos (87,5%), sendo que um (12,5%) apresentou bloqueio de ramo direito e extrass&#237;stoles ventriculares polim&#243;rficas isoladas. Todos os indiv&#237;duos permaneceram assintom&#225;ticos durante o teste e o motivo para a interrup&#231;&#227;o em 100,0% dos exames foi cansa&#231;o, especialmente dos membros inferiores, influenciado pela dificuldade motora decorrente da sequela de AVE. </p>
    <p> Os resultados das principais vari&#225;veis do TCP podem ser conferidos na <xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref>. A frequ&#234;ncia card&#237;aca de pico atingiu 78,24 &#177; 13,7% do predito para a idade, sendo que 25,0% dos indiv&#237;duos (n = 2) alcan&#231;aram &gt; 95,0% do predito para a idade e 75,0% dos indiv&#237;duos (n = 6) atingiram &gt; 75,0% do predito para a idade. Destes, 4 estavam fazendo uso de betabloqueadores. O limiar anaer&#243;bico (Limiar I) foi identificado em todos os exames, situando-se a 82,64 &#177; 4,78% da FC de pico e 73,31 &#177; 4,97% do VO<sub>2</sub> de pico. Somente tr&#234;s dos 8 indiv&#237;duos (37,5%) atingiram R superior a 1,00, sendo identificado o ponto de compensa&#231;&#227;o respirat&#243;ria (Limiar 2) nestes sujeitos. O pulso de O<sub>2 </sub>de pico foi considerado dentro da normalidade, com valores m&#233;dios de 15,46 &#177; 2,96 ml/b. A inclina&#231;&#227;o VE/VCO<sub>2 </sub>apresentou comportamento pr&#243;ximo dos valores de refer&#234;ncia encontrados na literatura em indiv&#237;duos saud&#225;veis de mesma idade e sexo<sub>, </sub>havendo uma tend&#234;ncia a ser maior no presente estudo (p = 0,05)<sup>24</sup>.</p>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0140-00001-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os resultados do desempenho no TCP podem ser conferidos na <xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref>. A dura&#231;&#227;o do teste variou de 3,6 a 8,2 minutos e somente um indiv&#237;duo completou o teste em mais de 8 minutos. A velocidade de marcha dos indiv&#237;duos, avaliada pelo teste de velocidade de marcha no solo em 10 m, foi significativamente menor quando comparada com valores de refer&#234;ncia de indiv&#237;duos saud&#225;veis de mesma idade e sexo<sup>25</sup> (p = 0,001). A dist&#226;ncia percorrida no teste de caminhada de 6 minutos foi de 400,9 &#177; 136 m e somente um indiv&#237;duo conseguiu percorrer uma dist&#226;ncia superior a 500 m. </p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0140-00001-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os escores de equil&#237;brio apresentaram correla&#231;&#227;o com a velocidade no final do TCP (&#961; = 0,74, p = 0,03) e com o comprometimento motor (&#961; = 0,83, p = 0,01). A velocidade inicial do TCP tamb&#953;m apresentou correla&#231;&#227;o com a velocidade de marcha r&#225;pida e confort&#225;vel (&#961; = 0,83, p = 0,01; &#961; = 0,92, p &lt; 0,001, respectivamente). </p>
    <p>N&#227;o foram encontradas correla&#231;&#245;es entre o VO<sub>2</sub> de pico e o desempenho no teste de velocidade de marcha. No entanto, foi observada uma correla&#231;&#227;o positiva entre a capacidade de aumentar a velocidade de marcha (diferen&#231;a entre velocidade m&#225;xima e confort&#225;vel) e o VO<sub>2</sub> de pico (&#961; = 0,71, p = 0,04). Os resultados do VO<sub>2</sub> de pico estiveram correlacionados com o desempenho da marcha observado atrav&#233;s do TC6min (&#961; = 0,71, p = 0,04). Os escores m&#225;ximos de atividade (EMA) e o escore ajustado de atividade (EAA) avaliado pelo PAH apresentaram correla&#231;&#227;o positiva com a velocidade de marcha no in&#237;cio do TCP (&#961; = 0,84, p &lt; 0,01 e &#961; = 0,77, p = 0,02, respectivamente) e o VO<sub>2</sub> de pico apresentou correla&#231;&#227;o positiva com o EMA (&#961; = 0,73, p = 0,04). </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo avaliou a aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria de indiv&#237;duos acometidos por AVE por meio de um protocolo em rampa individualizado e relacionou seu desempenho com o comprometimento motor, os d&#233;ficits de equil&#237;brio, o desempenho da marcha e o n&#237;vel de atividade f&#237;sica. Com o protocolo utilizado, o teste caracterizou-se como subm&#225;ximo, visto que todos os indiv&#237;duos alcan&#231;aram o Limiar 1. Desta forma, &#233; poss&#237;vel afirmar que o teste foi &#250;til para que seja realizada prescri&#231;&#227;o criteriosa de atividade f&#237;sica aer&#243;bica. </p>
    <p>A dura&#231;&#227;o proposta do esfor&#231;o m&#225;ximo no protocolo em rampa deve ser entre 8 e 12 minutos<sup>26</sup>. No presente estudo, a previs&#227;o inicial era de que o teste durasse entre 6 e 8 minutos, caracterizando um teste subm&#225;ximo, o que foi visualizado em 50,0% dos indiv&#237;duos. Desses, dois apresentavam comprometimento motor leve, um apresentava comprometimento motor moderado e um apresentava comprometimento motor grave. &#201; prov&#225;vel que a velocidade m&#225;xima a ser atingida (40,0% superior &#224; velocidade de marcha r&#225;pida do teste de pista) no teste tenha sido superestimada, diminuindo o tempo de perman&#234;ncia do indiv&#237;duo na esteira.</p>
    <p>Um estudo pr&#233;vio<sup>27</sup> relatou que indiv&#237;duos idosos com sequelas de AVE apresentam sintomas de intoler&#226;ncia &#224; atividade f&#237;sica, como dispneia, fraqueza nos membros inferiores, eleva&#231;&#227;o exagerada da frequ&#234;ncia card&#237;aca e respirat&#243;ria, al&#233;m de fadiga subjetiva ap&#243;s a deambula&#231;&#227;o, mesmo em dist&#226;ncias curtas, como 50 metros por exemplo. A fadiga &#233; uma sequela comum em tais pacientes, exercendo impacto importante nas atividades de vida di&#225;ria, especialmente naquelas com maior demanda metab&#243;lica<sup>28</sup>. Na grande parte dos estudos envolvendo TCP, a fadiga generalizada, ou fadiga da perna afetada, aparece como a principal raz&#227;o para a interrup&#231;&#227;o do TCP<sup>10,15,17,29,30</sup>, sugerindo que o comprometimento motor limita a capacidade de exerc&#237;cio de pico nessa popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>No presente estudo, tr&#234;s dos indiv&#237;duos atingiram o ponto de compensa&#231;&#227;o respirat&#243;ria durante a realiza&#231;&#227;o do teste. A dificuldade de obter um teste de esfor&#231;o m&#225;ximo nessa popula&#231;&#227;o pode ser observada em outros estudos, como o de Dobrovolny e cols.<sup>17</sup>, tamb&#233;m realizado em esteira, onde somente 9,0% alcan&#231;aram o quociente respirat&#243;rio (Q) <underline>&gt;</underline> 1,1, com m&#233;dia de 0,96 &#177; 0,09, semelhando ao nosso estudo. No estudo de Kelly e cols.<sup>29</sup>, com avalia&#231;&#227;o ergoespirom&#233;trica em cicloergometro, a m&#233;dia do Q foi de 0,9, sendo que somente tr&#234;s dos 17 indiv&#237;duos avaliados ultrapassaram o valor de 1, e nenhum atingiu 1,1.</p>
    <p>Os achados demonstraram que a aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria e o desempenho na marcha estiveram marcadamente comprometidos nos indiv&#237;duos do presente estudo. Nossos resultados tamb&#233;m sugerem que o desempenho da marcha pode estar reduzido em fun&#231;&#227;o de uma pobre aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria. Na popula&#231;&#227;o geral de indiv&#237;duos acometidos por AVE, esse d&#233;ficit provavelmente &#233; ainda maior, considerando que nosso estudo excluiu indiv&#237;duos severamente afetados, impossibilitados de suportar um teste em esteira. Os resultados do presente estudo corroboram com estudos pr&#233;vios que avaliaram a aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria nessa popula&#231;&#227;o. </p>
    <p>No estudo de Pang e cols.<sup>10</sup>, com indiv&#237;duos com mais de 6 meses de acometimento pelo AVE (cr&#244;nicos), com idades entre 50-87 anos, o VO<sub>2</sub> de pico foi de 23,5 &#177; 4,0 ml/kg/min para os homens e 20,1 &#177; 5,1 ml/kg/min para as mulheres, representado perdas de 25,0% para os homens e 20,0% para as mulheres em rela&#231;&#227;o a popula&#231;&#227;o saud&#225;vel. Kelly e cols.<sup>29</sup> observaram um VO<sub>2</sub> de pico entre 15,8-16,1 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> em 17 sujeitos com hemiparesia e m&#233;dia de idade de 66 anos, avaliados em exerc&#237;cio m&#225;ximo em cicloerg&#244;metro 30 dias ap&#243;s o AVE. Potempa e cols<sup>8</sup>, em sua avalia&#231;&#227;o pr&#233;-interven&#231;&#227;o em sujeitos cr&#244;nicos, encontraram VO<sub>2</sub> pico de 16,6 &#177; 1 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> em 19 sujeitos que seriam do grupo experimental e 15,1 &#177; 1 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> em outros 23 sujeitos que seriam seu grupo controle.</p>
    <p>No presente estudo, o VO<sub>2</sub> de pico esteve associado com o TC6min. Nossos dados corroboram com o estudo de Kelly e cols.<sup>29</sup>, que avaliou a aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria em cicloerg&#244;metro em indiv&#237;duos subagudos, e encontram uma correla&#231;&#227;o entre VO<sub>2</sub> de pico e o TC6min. Outro estudo<sup>10</sup>, no entanto, encontrou uma correla&#231;&#227;o baixa entre o VO<sub>2</sub> de pico avaliado atrav&#233;s de cicloerg&#244;metro com a dist&#226;ncia percorrida no TC6min em pacientes cr&#244;nicos, e os autores sugerem que outros fatores al&#233;m da aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria influenciaram a capacidade de marcha analisada pelo teste. Portanto, eles n&#227;o recomendam tal teste como &#250;nica forma de avaliar a aptid&#227;o f&#237;sica nessa popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>N&#227;o foram encontradas correla&#231;&#245;es entre o VO<sub>2</sub> de pico e o desempenho no teste de velocidade de marcha no solo. No entanto, foi observada uma correla&#231;&#227;o positiva entre a capacidade de aumentar a velocidade de marcha (diferen&#231;a entre velocidade m&#225;xima e confort&#225;vel) e o VO<sub>2</sub> de pico. Enquanto os comprometimentos prim&#225;rios que dificultam a marcha est&#227;o relacionados &#224; perda de for&#231;a e coordena&#231;&#227;o<sup>31</sup>, a perda da aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria pode ser considerada um colaborador secund&#225;rio para o baixo desempenho locomotor ap&#243;s um AVE.</p>
    <p>A velocidade inicial do TCP apresentou correla&#231;&#227;o positiva com a velocidade de marcha r&#225;pida e confort&#225;vel avaliada pelo teste de velocidade de marcha em 10 metros. Como n&#227;o foram encontradas diferen&#231;as estat&#237;sticas entre o teste de velocidade de marcha em 10 metros e o teste de pista em 100 metros, utilizado para estabelecer a velocidade da esteira, sugere-se que o teste de velocidade de marcha em 10 metros seja utilizado na pr&#225;tica cl&#237;nica para estabelecer a velocidade inicial e final do protocolo em rampa, facilitando a pr&#225;tica di&#225;ria, pois este teste &#233; simples e pode ser realizado em qualquer corredor com 14 metros<sup>21</sup>.</p>
    <p>Os escores de equil&#237;brio apresentaram correla&#231;&#227;o positiva com a velocidade final do TCP, indicando que quanto melhor o equil&#237;brio, maior a progress&#227;o da velocidade no TCP. De acordo com Michael e cols.<sup>32</sup>, o equil&#237;brio &#233; um forte preditor dos n&#237;veis de atividade locomotora de indiv&#237;duos ap&#243;s o AVE na fase cr&#244;nica, estando tamb&#233;m relacionado com o VO<sub>2</sub> de pico, demonstrando existir uma rela&#231;&#227;o entre equil&#237;brio e pobre aptid&#227;o f&#237;sica. A rela&#231;&#227;o dos d&#233;ficits de equil&#237;brio com a velocidade alcan&#231;ada no TCP no presente estudo demonstra que, para tais indiv&#237;duos, pode ser dif&#237;cil o incremento da velocidade de marcha suficientemente para induzir um TCP m&#225;ximo eficaz. </p>
    <p>Nem todos os estudos que avaliaram a aptid&#227;o f&#237;sica nessa popula&#231;&#227;o fizeram uma avalia&#231;&#227;o do equil&#237;brio ou apresentaram alguma rela&#231;&#227;o entre equil&#237;brio e desempenho no TCP, no entanto, todos inclu&#237;ram indiv&#237;duos independentes para marcha, podendo fazer uso de algum dispositivo auxiliar para locomo&#231;&#227;o. Considerando que os n&#237;veis de atividade locomotora est&#227;o fortemente associados aos escores de equil&#237;brio<sup>32</sup>, &#233; poss&#237;vel afirmar que os estudos t&#234;m avaliado, em geral, sujeitos com d&#233;ficits moderados a leve do equil&#237;brio, excluindo indiv&#237;duos com d&#233;ficits graves, que seriam dependentes para a marcha<sup>10</sup> e apresentam dificuldade de realizar um teste m&#225;ximo.</p>
    <p>Apesar da popula&#231;&#227;o do presente estudo ser independente para a marcha, foi observado um n&#237;vel de atividade f&#237;sica deficit&#225;rio avaliado pelo escore ajustado do PAH. Al&#233;m disso, foi observada uma correla&#231;&#227;o positiva entre o VO<sub>2</sub> de pico e os escores m&#225;ximos do PAH, indicando que indiv&#237;duos com melhor aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria realizam mais atividades que demandam um maior gasto energ&#233;tico. A inatividade f&#237;sica &#233; comum ap&#243;s um AVE, sendo que os pacientes passam mais de 70,0% do seu dia desenvolvendo atividades n&#227;o relacionadas com melhoras do seu estado funcional, sendo envolvidos com atividades com potencial ben&#233;fico para o desempenho motor em menos de 20,0% do seu dia<sup>33</sup>. Al&#233;m disso, a atividade motora executada na fisioterapia ou terapia ocupacional n&#227;o &#233; de intensidade suficiente para induzir um treinamento cardiorrespirat&#243;rio efetivo<sup>34</sup>. </p>
    <p>Ap&#243;s um AVE, a capacidade de exerc&#237;cio pode estar comprometida pela presen&#231;a de comorbidades cardiovasculares em at&#233; 75,0% dos pacientes, sendo um problema cl&#237;nico importante que afeta tanto a reabilita&#231;&#227;o como tamb&#233;m os resultados alcan&#231;ados em longo prazo<sup>35</sup>. Portanto, concomitante &#224; reabilita&#231;&#227;o fisioterap&#234;utica convencional, tendo em vista a recupera&#231;&#227;o das sequelas motoras, deve ocorrer a reabilita&#231;&#227;o cardiopulmonar e metab&#243;lica com &#234;nfase no exerc&#237;cio f&#237;sico, visando tanto a recupera&#231;&#227;o funcional quanto o controle destes fatores de risco. </p>
    <p>O TCP, no entanto, n&#227;o &#233; usado sistematicamente para o diagn&#243;stico da doen&#231;a arterial coronariana ou mesmo como base para a prescri&#231;&#227;o de reabilita&#231;&#227;o cardiopulmonar ou metab&#243;lica em indiv&#237;duos com hemiparesia<sup>36</sup>. Dentre os diferentes fatores que contribuem para tal realidade, &#233; prov&#225;vel que esteja inclu&#237;da a constante preocupa&#231;&#227;o com o risco de quedas ou mesmo a falta de conhecimento, por parte dos profissionais da sa&#250;de em geral, de que pacientes com d&#233;ficits neurol&#243;gicos comprometendo a habilidade na marcha e equil&#237;brio podem realizar um teste em esteira, desde que o protocolo seja adaptado para suas limita&#231;&#245;es.</p>
    <p>Embora o presente estudo apresente resultados com uma amostra de 8 indiv&#237;duos, &#233; poss&#237;vel realizar algumas considera&#231;&#245;es quando se pensa na realiza&#231;&#227;o de TCP para a avalia&#231;&#227;o e prescri&#231;&#227;o de atividade f&#237;sica para indiv&#237;duos com hemiparesia cr&#244;nica. A literatura n&#227;o relata a superioridade do uso do cicloerg&#244;metro ou da esteira, sendo que ambos t&#234;m suas considera&#231;&#245;es particulares. O cicloerg&#244;metro apresenta a vantagem de ser mais seguro em termos de risco de quedas. No entanto, n&#227;o envolve avalia&#231;&#227;o e treinamento da tarefa-espec&#237;fica, alvo principal na reabilita&#231;&#227;o dessa popula&#231;&#227;o, a marcha. A literatura relata o efeito ben&#233;fico do exerc&#237;cio aer&#243;bico em esteira tanto para a melhora da aptid&#227;o f&#237;sica como da fun&#231;&#227;o locomotora ap&#243;s AVE<sup>37</sup>. Portanto, seu uso deve ser encorajado, tanto como forma de avalia&#231;&#227;o como tratamento.</p>
    <p>O presente estudo mostrou que &#233; poss&#237;vel estabelecer um treinamento atrav&#233;s de teste subm&#225;ximo, no entanto, algumas limita&#231;&#245;es podem ter comprometido os resultados do estudo. Citamos aqui o baixo n&#250;mero de indiv&#237;duos estudados, o tempo de teste, que n&#227;o correspondeu em boa parte ao que &#233; preconizado na literatura, sugerindo que o protocolo a ser empregado poderia ser menos intenso. Outra limita&#231;&#227;o incluiria a n&#227;o compara&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos que realizaram o teste com indiv&#237;duos que t&#234;m sua prescri&#231;&#227;o baseada apenas em formas subjetivas de prescri&#231;&#227;o e testes de campo. Estudos posteriores, com uma amostra maior, investigando se incrementos menores na velocidade da esteira permitiriam atingir maiores valores de R, poder&#227;o responder a essas quest&#245;es.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Em indiv&#237;duos hemipar&#233;ticos cr&#244;nicos independentes para a marcha, o TCP em esteira com protocolo em rampa individualizado proposto caracterizou-se como sendo subm&#225;ximo e revelou-se &#250;til na determina&#231;&#227;o do primeiro limiar ventilat&#243;rio em todos os avaliados, possibilitando uma prescri&#231;&#227;o criteriosa de exerc&#237;cio aer&#243;bico no contexto da reabilita&#231;&#227;o cardiopulmonar e metab&#243;lica.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Ang&#233;lica Cristiane Ovando e Vanessa Herber pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Ang&#233;lica Cristiane Ovando </p>
        <p> Rua Pascoal Simone, 358 - Coqueiros </p>
        <p> 88080-350 - Florian&#243;polis, SC - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="angecris@yahoo.com.br">angecris@yahoo.com.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="angelica_cristiane@hotmail.com">angelica_cristiane@hotmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 22/01/10; revisado recebido em 19/05/10; aceito em 05/07/10.</p>
    <p>Full texts in English - <ext-link xlink:href="mailto:gvguima@usp.br" ext-link-type="email">http://www.arquivosonline.com.br</ext-link></p>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Heart disease in patients with stroke: incidence, impact, and implications for rehabilitation. Part 1: classification and prevalence</article-title>
          <source>Arch Phys Med Rehabil</source>
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            <year>1993</year>
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          <article-title>Rehabilitation of the post-cardiac surgery stroke patient: analysis of cognitive and functional assessment</article-title>
          <source>Arch Phys Med Rehabil</source>
          <date>
            <year>1998</year>
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          <volume>79</volume>
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          <article-title>Treadmill exercise rehabilitation improves ambulatory function and cardiovascular fitness in patients with chronic stroke: a randomized, controlled trial</article-title>
          <source>Stroke</source>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Evaluation of cardiopulmonary fitness in individuals with hemiparesis after cerebrovascular accident</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Due to the hemiparesis, the assessment of cardiorespiratory fitness on individuals after cerebrovascular accident (CVA), using exercise tests with conventional protocols, has become a challenge. OBJECTIVE: Perform cardiopulmonary test (CPT) in hemiparetic patients to a pre-participation evaluation aimed at a careful prescription of aerobic exercise. METHODS: The study included eight individuals with chronic hemiparesis who underwent CPT performed with individualized ramp protocol, developed from information on the gait speed of individuals previously evaluated in the track test. We considered the proposal of inclination ranging from 0 to 10.0%, initial speed corresponding to 70.0% of comfortable walking speed rhythm and 40.0% higher than the maximum speed on the track test, expecting that the CPT with this gradual and steady increase in intensity, lasted from 6 to 8 minutes. RESULTS: In 100.0% of the sample, the reason for discontinuation was peripheral fatigue. The peak VO2 achieved was 20.6 &#177; 5.7 ml/kg.min. The threshold I was identified in all tests, standing at 82.64 &#177; 4.78% of peak HR and 73.31 &#177; 4.97% of peak VO2. The respiratory quotient (R) of the group was 0.96 &#177; 0.09, and three out of eight individuals (37.5%) reached R higher than 1.00, and the Threshold II was identified in these individuals. We found positive relationships between CPT variables and balance scores, performance in the 6-minute walking test and running speed on the ground. CONCLUSION: The test proved to be useful for prescribing physical activity in these individuals.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Physical fitness</kwd>
        <kwd>paresis</kwd>
        <kwd>exercise test</kwd>
        <kwd>stroke</kwd>
        <kwd>respiratory function tests</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Evaluation of cardiopulmonary fitness in individuals with hemiparesis after cerebrovascular accident </p>
      <p>
        <bold>Ang&#233;lica Cristiane Ovando; Stella Maris Michaelsen; Tales de Carvalho; Vanessa Herber</bold>
      </p>
      <p> Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) - Centro de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de e do Esporte (CEFID), Florian&#243;polis, SC - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Due to the hemiparesis, the assessment of cardiorespiratory fitness on individuals after cerebrovascular accident (CVA), using exercise tests with conventional protocols, has become a challenge.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> Perform cardiopulmonary test (CPT) in hemiparetic patients to a pre-participation evaluation aimed at a careful prescription of aerobic exercise.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> The study included eight individuals with chronic hemiparesis who underwent CPT performed with individualized ramp protocol, developed from information on the gait speed of individuals previously evaluated in the track test. We considered the proposal of inclination ranging from 0 to 10.0%, initial speed corresponding to 70.0% of comfortable walking speed rhythm and 40.0% higher than the maximum speed on the track test, expecting that the CPT with this gradual and steady increase in intensity, lasted from 6 to 8 minutes.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> In 100.0% of the sample, the reason for discontinuation was peripheral fatigue. The peak VO<sub>2</sub> achieved was 20.6 &#177; 5.7 ml/kg.min. The threshold I was identified in all tests, standing at 82.64 &#177; 4.78% of peak HR and 73.31 &#177; 4.97% of peak VO<sub>2</sub>. The respiratory quotient (R) of the group was 0.96 &#177; 0.09, and three out of eight individuals (37.5%) reached R higher than 1.00, and the Threshold II was identified in these individuals. We found positive relationships between CPT variables and balance scores, performance in the 6-minute walking test and running speed on the ground.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The test proved to be useful for prescribing physical activity in these individuals. </p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Physical fitness; paresis; exercise test; stroke; respiratory function tests.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Cardiovascular diseases, including the cerebrovascular accident (CVA), is one of the most important health problems of our times<sup>1</sup>. A common characteristic among individuals affected by a CVA is the presence of risk factors such as sedentary lifestyle, high blood pressure (hypertension), obesity, smoking and distress, which can be modified through the intervention on lifestyle. Such factors, if untreated, maintain a high risk of recurrence of CVA in this population<sup>2</sup>.</p>
      <p>Traditionally, after a CVA, rehabilitation by means of conventional physiotherapy prioritizes the evaluation and treatment of primary neurological damage, including muscle weakness of the hemibody contralateral to the brain damage (hemiparesis) and the presence of abnormal synergism impairing the control of movements. The recovery of gait has been the main goal in the rehabilitation of such patients<sup>3</sup>, and the inclusion of such population in programs of cardiorespiratory fitness is still an uncommon practice in Brazil. </p>
      <p>Lack of physical fitness may be a secondary factor that limits the transfer of locomotor skills gained in rehabilitation to the community environment. Decreased walking resistance was the most prominent functional limitation observed in a sample of individuals with one year of post-CVA, and its recovery significantly associated with the reintegration of these individuals to community life<sup>4</sup>.</p>
      <p>The assessment of cardiorespiratory fitness in individuals with CVA is difficult because the specific disadvantages of hemiparesis, muscle weakness, fatigue, lack of balance, contractures and spasticity can interfere in effective testing with standard protocols<sup>5</sup>. Therefore, developing reliable methods for a truthful evaluation of cardiorespiratory fitness in those individuals becomes important.</p>
      <p>New studies involving aerobic training<sup>6-7</sup> and physical fitness assessment using submaximum and maximum testing<sup>5,8-13</sup> have recently emerged, contributing with further information on physical fitness alterations and the efficiency of training programs in this population. There are several protocols for ergospirometry evaluation and there are reports of using the modified Balke protocol<sup>14</sup>, modified Harbor protocol<sup>15,16</sup>, or treadmill test at constant speed and progressive increase of slope<sup>17</sup>. There are no studies that have used an individualized ramp protocol with simultaneous increments of slope and treadmill speed. Moreover, none of these studies was conducted in Brazil, where there is a lack of studies involving the assessment of cardiorespiratory fitness on a treadmill in patients with chronic sequel of CVA.</p>
      <p>Therefore, this study is designed to investigate the application of an adapted protocol for cardiopulmonary test (CPT) in individualized ramp for individuals with hemiparesis with a variety of walking abnormalities. We investigated the hypothesis that individuals with hemiparesis due to CVA sequel, even the older ones with motor limitations affecting their walking performance, could achieve appropriate exercise intensity for cardiopulmonary evaluation through a stress test with individualized ramp protocol with concurrent increments of speed and treadmill on slope. </p>
      <p>Thus, this study sought to describe a protocol for submaximal exercise test on a treadmill that could be performed in clinical practice, and evaluate its effectiveness for a pre-participation evaluation, aiming at a careful prescription of aerobic exercise.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Sample</bold>
      </p>
      <p>This study included eight individuals with chronic hemiparesis (9-34 months after the CVA), aged 21-74, with light to mild motor impairment in lower limbs (20 to 31 points) according to test scores of Fugl-Meyer, and comfortable walking speed on the ground between 0.3 to 1.15 m/s (<xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0140-00001-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The sample included individuals with chronic unilateral sequel of a single CVA, (for at least 6 months from the event), with a minimum score of 20 on 34 on Fugl-Meyer scale of lower limbs and independent walking, even under use of any assistive device for ambulation, with no cognitive impairment. Exclusion criteria were the diagnosis of congestive heart failure, unstable angina, peripheral vascular disease with claudication, limiting orthopedic conditions or other conditions (other than CVA sequel) which would prevent participation in a CPT.</p>
      <p>Besides the CPT, the evaluation included clinical examination, physical therapy evaluation, with the application of clinical tests to assess motor function and application of a questionnaire on the current level of physical activity - Human Activity Profile<sup>18</sup>. Clinical assessments were performed at intervals of one week before the procedure on the treadmill.</p>
      <p>This study was approved by the Ethics and Research Committee (Opinion No. 88/2007). The usual medication was maintained throughout the period of selection and assessment of individuals.</p>
      <p>
        <bold>Clinical trials to assess motor function</bold>
      </p>
      <p>Before the collection, all participants signed an informed consent. The next step was filling an individual identification sheet and motor function tests that were used to characterize the sample. All tests were performed by an experienced physiotherapist. Lower limb motor impairment was assessed by the motor session of the lower limb in Fugl-Meyer Scale<sup>19</sup>, which evaluates voluntary movements in and out of abnormal synergies, with scores ranging from 0 to 34, where a 34 score characterizes normal movement.</p>
      <p>The dynamic equilibrium of the individuals was evaluated using the Berg Balance Scale<sup>20</sup>, which consists of 14 dynamic balance tasks requested to the patient. The examiner evaluates the patient for each task, scoring from 0 (zero) to 4, where 0 means inability to perform the proposed activity and 4 means the ability to perform the activity without difficulty. The maximum score is 56 points, showing lack of balance disorders, and scores smaller than 36 points means severe impairment of balance<sup>20</sup>.</p>
      <p>A comfortable walking speed, expressed in m/s, was assessed by requesting participants to walk at a "comfortable" speed using shoes with which they were used to, a distance of 14 meters, and the time to walk 10 meters was recorded. At fast walking speed (10 m), the same procedure was performed, but the individual was asked to walk as fast as possible<sup>21</sup>. Walking resistance was assessed by the 6-minute walk test (TC6min)<sup>21</sup>, where individuals were asked to walk from one end to the other of a 30-meter long corridor walking the longest distance possible in 6 minutes<sup>22</sup>.</p>
      <p>The Human Activity Profile (HAP)<sup>18</sup> was used to assess the level of activity and involves the application of a questionnaire in which the individual answers 94 questions regarding the functional level and physical activity. The HAP examines, among other primary scores, two scores, the MSA (maximum score of activity) related to the numbering of the activity with the highest demand for oxygen that an individual still does, and the AAS (adjusted activity score), which corresponds to the MPE subtracting the number of items that the individual has stopped doing. The MSA is considered a measure of physical activity level, while AAS, a measure of physical fitness. The AAS provides a more accurate estimate of daily activities, as it represents the average metabolic equivalent level spent on a typical day. The classification is obtained by the AAS number, where an individual is considered active (AAS &gt; 74), moderately active (53 <underline>&lt;</underline> AAS <underline>&lt;</underline> 74) or weak or inactive (AAS &lt; 53). </p>
      <p>
        <bold>Protocol for evaluation of stress test on treadmill</bold>
      </p>
      <p>We used a ramp protocol based on the protocol used by Mackay-Lyons and Makrides<sup>15</sup> in individuals with hemiparesis. Initially, we performed a walking speed test on a 100m track. Each individual performed two walking tests on the track, one at a comfortable speed, and another at maximum speed, which served to establish the speeds used for the CPT as well as to check the individual's tolerance to a faster speed walking. </p>
      <p>Before the CPT, an initial test was performed on a treadmill, with no inclination, to evaluate walking stability and familiarize patients with the equipment, allowing to check whether the fast speed observed on the track could be maintained on the treadmill. In this test, the individuals walked for at least two minutes without interruption, at their comfortable speed determined by the track test, no inclination, and thereafter, for at least 30 seconds at their fast speed. The next step was the CPT, held one week after the clinical and track tests. Before starting the CPT, the patients laid down for about five minutes in a quiet environment, with temperature maintained at around 22&#186;C, while resting ECG was performed.</p>
      <p>For the performance of CPT, we used a treadmill (Imbrasport KT ATL) with a computerized system (Elite Metasoft) and a system of metabolic gas analysis (Metalyzer) to obtain simultaneous respiratory and metabolic parameters, through the direct analysis of gases (O<sub>2</sub> and CO<sub>2</sub>) expired and metabolic measures. For electrocardiographic recording, we used specific equipment and software of digital electrocardiogram (ErgoPC Elite version 3.2.1.5, Micromed, Brazil). The initial speed of the CPT used on the treadmill was 70.0% of the comfortable speed on the track test. The final speed of the test was 40.0% higher than the maximum speed of the individual on the ground, as defined in the 100-meter track test. The test was gradual, lasting approximately eight minutes and a maximum inclination of the treadmill set to be 10.0%. </p>
      <p>All tests were conducted by the same cardiologist. As the individuals presented great walking instability, they were allowed to rest their hands on the handle. A physical therapist stood behind the patient, for safety reasons, but no assistance was offered if no difficulties were observed as the patients walked during the test.</p>
      <p>The test was interrupted at patients' request, or when unsteady walking was observed, or in the presence of any relevant clinical, hemodynamic or ECG abnormalities<sup>23</sup>. The peak oxygen consumption (peak VO<sub>2</sub>) was considered the highest VO<sub>2</sub> achieved during exercise. We calculated the inclination of ventilation course (VE) vs. the production of carbon dioxide (VCO<sub>2</sub>) by the linear regression model, using data obtained during the entire test.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>Data were expressed as mean and standard deviation. The t test for one sample was used to compare the walking speed and the VE/VCO<sub>2</sub> inclination in this study with reference values in literature. The Spearman correlation was used to check the relationship between the variables of cardiopulmonary exercise test with the variables of clinical testing. The tests were performed with SPSS software version 17.0, adopting a significance level of 5.0% (p <underline>&lt;</underline> 0.05).</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>We evaluated 8 individuals with mean age 53 &#177; 17 years, including six men. Five individuals were former smokers (stopped smoking after the CVA), one was diabetic and six individuals were hypertensive patients under pharmacological treatment. None of the individuals had been diagnosed with associated heart diseases, or had participated in a cardiopulmonary or metabolic rehabilitation program.</p>
      <p>There were no differences in the speed on the 100m track test and the 10 m walking speed test, both for comfortable speed and for fast speed. Electrocardiographic parameters at rest and stress were considered within normal limits in seven individuals (87.5%), and one (12.5%) had right bundle branch block and isolated polymorphic ventricular extrasystoles. All individuals remained asymptomatic during the test and the reason for discontinuation in 100.0% of the tests was tiredness, especially the lower limbs, influenced by motor difficulties arising from CVA sequel. </p>
      <p>The results of the main CPT variables are shown in <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref>. Peak heart rate reached 78.24 &#177; 13.7% predicted for age, and 25.0% of individuals (n = 2) reached &gt; 95.0% predicted for age and 75.0% of individuals (n = 6) achieved &gt; 75.0% predicted for age. Out of these, four were on beta-blockers. The anaerobic threshold (threshold I) was identified in all examinations, reaching to 82.64 &#177; 4.78% of peak HR and 73.31 &#177; 4.97% of peak VO<sub>2</sub>. Only three out of eight individuals (37.5%) reached R exceeding 1.00. The respiratory compensation point (Threshold 2) was identified in these individuals. Peak O<sub>2</sub> pulse was considered normal, with average values of 15.46 &#177; 2.96 ml/b. The VE/VCO<sub>2</sub> inclination behaved near the reference values found in literature in healthy individuals of similar age and sex, with a tendency to be higher in this study (p = 0.05)<sup>24</sup>.</p>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0140-00001-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The results of the CPT performance can be seen in <xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref>. The test duration ranged from 3.6 to 8.2 minutes and only one individual completed the test in more than eight minutes. The walking speed of individuals, as evaluated by the walking speed test on the ground at 10 m, was significantly lower when compared with reference values of healthy individuals of similar age and sex<sup>25</sup> (p = 0.001). The distance walked in the 6-minute walking test was 400.9 &#177; 136m and only one person could cover a distance exceeding 500 m. </p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0140-00001-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The balance scores correlated with the speed at the end of the CPT (&#961; = 0.74, p = 0.03) and with motor impairment (&#961; = 0.83, p = 0.01). The initial rate of CPT also correlated with a fast and comfortable walking speed (&#961; = 0.83, p = 0.01, &#961; = 0.92, p &lt;0.001, respectively). </p>
      <p>There were no correlations between peak VO<sub>2</sub> and performance in the walking speed test. However, we observed a positive correlation between the ability to increase walking speed (difference between maximum and comfortable speed) and peak VO<sub>2</sub> (&#961; = 0.71, p = 0.04). Peak VO<sub>2</sub> results were correlated with the walking performance observed by the 6MWT (&#961; = 0.71, p = 0.04). The maximum scores of activity (MSA) and adjusted activity score (AAS) assessed by HAPs were positively correlated with walking speed at the start of the CPT (&#961; = 0.84, p &lt; 0.01 and &#961; = 0.77, p = 0.02, respectively) and peak VO<sub>2</sub> correlated positively with MSA (&#961; = 0.73, p = 0.04). </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>This study evaluated the cardiorespiratory fitness of individuals affected by CVA through an individualized ramp protocol and related its performance to motor impairment, balance deficits, walking performance and physical activity level. With the protocol used, the test was characterized as submaximal, since all individuals reached Threshold 1. Thus, it is clear that the test was useful for a careful prescription of aerobic physical activity. </p>
      <p>The proposed duration of the maximum effort in the ramp protocol should be between 8 and 12 minutes<sup>26</sup>. In this study, the initial forecast was that the test would last between 6 and 8 minutes, characterizing a submaximal test, which was seen in 50.0% of individuals. Out of these, two had mild motor impairments, one had moderate motor impairment and one had severe motor impairment. It is likely that the maximum speed to be achieved (40.0% higher than the fast track walking speed) in the test has been overestimated, reducing individual's time spent on the treadmill.</p>
      <p>A previous study<sup>27</sup> reported that elderly individuals with CVA sequel presented symptoms of intolerance to physical activity, such as dyspnea, weakness on lower limbs, exaggerated increase of heart and respiratory rate, besides subjective fatigue after walking, even over short distances, such as 50 meters for example. Fatigue is a common sequel in these patients, significantly impacting daily activities, especially those with higher metabolic demand<sup>28</sup>. In most studies involving CPT, generalized fatigue, or fatigue of affected leg, emerges as the main reason for CPT interruption<sup>10,15,17,29,30</sup>, suggesting that motor impairment limits peak exercising capacity in this population.</p>
      <p>In this study, three out of the group of individuals reached the respiratory compensation point during the test. Difficulties in obtaining a maximum stress test in this population can be seen in other studies, such as Dobrovolny et al<sup>17</sup>, also performed on a tread mill, where only 9.0% reached a respiratory rate (Q) <underline>&gt;</underline> 1.1, averaging 0.96 &#177; 0.09, similar to our study. In the study by Kelly et al<sup>29</sup>, with a cycle ergometer cardiopulmonary exercise assessment, the average Q was 0.9, and only three of 17 individuals evaluated exceeded the value of 1, and none reached 1.1.</p>
      <p>The findings showed that cardiorespiratory fitness and walking performance were markedly impaired in patients studied. Our results also suggest that the walking performance can be reduced because of a poor cardiorespiratory fitness. In the general population of individuals affected by CVA, this deficit is probably even higher, considering that our study excluded severely affected individuals, unable to withstand a treadmill test. The results of this study corroborate previous studies that assessed cardiorespiratory fitness in this population. </p>
      <p>In the study by Pang et al<sup>10</sup>, with individuals who had had CVA 6 months before (chronic), aged 50-87, peak VO<sub>2 </sub>was 23.5 &#177; 4.0 ml/kg/min for men and 20.1 &#177; 5.1 ml/kg/min for women, represented losses of 25.0% for men and 20.0% for women compared to healthy population. Kelly et al<sup>29</sup> observed a peak VO<sub>2</sub> between 15.8 to 16.1 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> in 17 individuals with hemiparesis and a mean age of 66 years, evaluated in maximal exercise on a cycle ergometer 30 days after the CVA event. Potempa et al<sup>8</sup>, in their pre-intervention evaluation in chronic individuals, found peak VO<sub>2 </sub>of 16.6 &#177; 1 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> in 19 individuals in an experimental group and 15,1 &#177; 1 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup> in other 23 individuals in a control group.</p>
      <p>In this study, peak VO<sub>2</sub> was associated with 6MWT. Our data corroborate the study by Kelly et al<sup>29</sup>, which evaluated cardiorespiratory fitness on a cycle ergometer in underacute individuals, e found a correlation between peak VO<sub>2</sub> and 6MWT. Another study<sup>10</sup>, however, found a low correlation between peak VO<sub>2</sub> measured by a cycle ergometer with the distance run on the 6MWT in chronic patients, and the authors suggest that factors other than cardiorespiratory fitness influenced the walking ability analyzed by the test. Therefore, they do not recommend such testing as the only way to evaluate physical fitness in this population.</p>
      <p>There were no correlations between peak VO<sub>2</sub> and performance in the walking speed test on the ground. However, we observed a positive correlation between the ability to increase walking speed (difference between maximum and comfortable speed) and peak VO<sub>2</sub>. While the primary impairments that hinder walking are related to loss of strength and coordination<sup>31</sup>, loss of cardiorespiratory fitness can be considered a secondary contributor for poor motor performance after a CVA.</p>
      <p>The initial speed of CPT was positively correlated with fast and comfortable walking speed measured by walking speed test over 10 meters. As no statistical differences were found between the walking speed test over 10 meters and the test track over 100 meters, used to establish the speed of the treadmill, it is suggested that the walking speed test over 10 meters is used in clinical practice to establish the initial and final speed of the ramp protocol, making daily practice easier, because this test is simple and can be performed on any corridor with 14 meters<sup>21</sup>.</p>
      <p>The balance scores were highly correlated with the final speed of CPT, which is a sign that the better the balance, the higher the speed progression on CPT. According to Michael et al<sup>32</sup>, the balance is a strong predictor of levels of locomotor activity of individuals after CVA in the chronic phase, but it is also related to peak VO<sub>2</sub>, showing a relationship between balance and poor physical fitness. The ratio of deficits in balance with the speed achieved in CPT in this study demonstrates that, for such individuals, it may be difficult to increase walking speed sufficiently to induce na effective maximum CPT. </p>
      <p>Not all studies evaluating physical fitness in this population have made an assessment of balance or showed a relationship between balance and performance on CPT, however, all of these studies included independently walking individuals making use of any walking assistive device. Considering that locomotor activity levels are strongly associated with balance scores<sup>32</sup>, it can be said that studies have evaluated, in general, individuals with mild to moderate deficits in balance, excluding individuals with severe deficits, which would be dependent walking<sup>10</sup> and have difficulties in performing a maximal test.</p>
      <p>Although the population in this study is independent for walking, we found a weak physical activity level assessed by the score adjusted by the HAP. Furthermore, we observed a positive correlation between peak VO<sub>2</sub> and maximum scores of HAP, indicating that individuals with better cardiorespiratory fitness perform more activities that require a higher energy expenditure. Physical inactivity is common after a CVA, but patients spend more than 70.0% of their day carrying out activities not related to improvement of their functional status, being involved in activities potentially beneficial for their motor performance in less than 20.0% of their day<sup>33</sup>. In addition, motor activity performed in physiotherapy or occupational therapy is not of sufficient intensity to induce na effective cardiorespiratory training<sup>34</sup>. </p>
      <p>After a CVA, exercising capacity may be impaired by the presence of cardiovascular comorbidities in up to 75.0% of patients, and it is an important clinical problem that affects both rehabilitation as well as the achievements in the long run<sup>35</sup>. Therefore, concomitant to conventional physical therapy rehabilitation, with a view to recover motor sequels, cardiopulmonary and metabolic rehabilitation must occur with emphasis on physical activity, addressing both functional recovery and the control of these risk factors. </p>
      <p>The CPT, however, is not systematically used to diagnose coronary artery disease or even as a basis for prescription of metabolic or cardiopulmonary rehabilitation in individuals with hemiparesis<sup>36</sup>. The different factors that contribute to this reality probably include the constant concern about the risk of falls or even lack of knowledge by health professionals in general, that patients with neurological deficits affecting their walking ability and balance can perform a test on a treadmill, since the protocol is adapted to their limitations.</p>
      <p>Although this study presents results with a sample of eight individuals, we can make some statements when it comes to the performance of CPT for evaluation and prescription of physical activity for individuals with chronic hemiparesis. The literature does not report the superiority of using a cycle ergometer or treadmill, both of which have their individual considerations. The cycle ergometer has the advantage of being safer in terms of risk of falls. However, it involves assessment and task-specific training on walking, primary target in the rehabilitation of this population. Literature reports the beneficial effect of aerobic exercise on a treadmill to improve both physical fitness and locomotor function after a CVA<sup>37</sup>. Therefore, its use should be encouraged, both as a form of evaluation and treatment.</p>
      <p>This study showed that it is possible to establish a training through a submaximal test, however, some limitations may have affected the results of the study. These limitations include the low number of individuals studied, the testing time, which did not correspond largely to what is recommended in the literature, suggesting that the protocol to be used could be less intense. Another limitation could be failure to compare individuals who underwent testing with individuals who have their prescription based only on subjective forms of prescription and field tests. Future studies with larger samples, investigating if smaller increments in treadmill speed would achieve higher R values, can answer these questions.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>In individuals with chronic hemiparesis who can walking independently, CPT on a treadmill with individualized ramp protocol was characterized as submaximal and has proved useful in determining the ventilatory threshold in all individuals evaluated, allowing a careful prescription of aerobic exercise in the context cardiopulmonary and metabolic rehabilitation.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Ang&#233;lica Cristiane Ovando and Vanessa Herber, from <italic>Universidade do Estado de Santa Catarina</italic> - UDESC.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Evaluaci&#243;n de la aptitud cardiopulmonar en individuos con hemiparesia tras accidente vascular encef&#225;lico</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Debido a la hemiparesia, la evaluaci&#243;n de la aptitud cardiorrespiratoria de individuos despu&#233;s de accidente vascular encef&#225;lico (AVE), por medio de pruebas ergom&#233;tricas con protocolos convencionales, se ha vuelto en un reto. OBJETIVO: Llevar a cabo prueba cardiopulmonar (PCP) en hemipar&#233;ticos para una evaluaci&#243;n pre participaci&#243;n que busca una criteriosa prescripci&#243;n de ejercicio aer&#243;bico. M&#201;TODOS: Participaron en el estudio 8 individuos con hemiparesia cr&#243;nica, que se sometieron a PCP realizado con protocolo individualizado en rampa, desarrollado a partir de la informaci&#243;n de la velocidad de marcha de los individuos previamente evaluados en prueba de pista. Se consider&#243; como la propuesta de inclinaci&#243;n variando entre el 0% y el 10%, velocidad inicial correspondiente a un 70% del ritmo de caminata confortable y velocidad m&#225;xima el 40% superior a la velocidad m&#225;xima en la prueba de pista, en la expectativa de que el PCP, con este incremento gradual y constante de la intensidad, durase entre 6 y 8 minutos RESULTADOS: El 100% de los evaluados, la motivaci&#243;n para la interrupci&#243;n de la prueba fue fatiga perif&#233;rica. El VO2 de pico alcanzado fue de 20,6 &#177; 5,7 ml/kg.min. Se identific&#243; el Umbral I en todos los ex&#225;menes, situ&#225;ndose en 82,64 &#177; 4,78% de la FC de pico y 73,31 &#177; 4,97% del VO2 de pico. El cociente respiratorio (R) del grupo fue de 0,96 &#177; 0,09, y tres de los 8 individuos (37,5%) alcanzaron R superior a 1,00, siendo el umbral II identificado en estos sujetos. Se encontraron relaciones positivas entre variables del PCP y scores de equilibrio, desempe&#241;o en la prueba de marcha de 6 minutos y velocidad de marcha en el suelo. CONCLUSI&#211;N: La prueba se revel&#243; &#250;til para prescripci&#243;n de actividad f&#237;sica en estos individuos.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>aptitud f&#237;sica</kwd>
        <kwd>paresia</kwd>
        <kwd>prueba de esfuerzo</kwd>
        <kwd>accidente cerebrovascular</kwd>
        <kwd>pruebas de funci&#243;n respiratoria</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Evaluaci&#243;n de la aptitud cardiopulmonar en individuos con hemiparesia tras accidente vascular encef&#225;lico</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Ang&#233;lica Cristiane Ovando; Stella Maris Michaelsen; Tales de Carvalho; Vanessa Herbe</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) - Centro de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de e do Esporte (CEFID), Florian&#243;polis, SC - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Debido a la hemiparesia, la evaluaci&#243;n de la aptitud cardiorrespiratoria de individuos despu&#233;s de accidente vascular encef&#225;lico (AVE), por medio de pruebas ergom&#233;tricas con protocolos convencionales, se ha vuelto en un reto. </p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Llevar a cabo prueba cardiopulmonar (PCP) en hemipar&#233;ticos para una evaluaci&#243;n pre participaci&#243;n que busca una criteriosa prescripci&#243;n de ejercicio aer&#243;bico. </p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Participaron en el estudio 8 individuos con hemiparesia cr&#243;nica, que se sometieron a PCP realizado con protocolo individualizado en rampa, desarrollado a partir de la informaci&#243;n de la velocidad de marcha de los individuos previamente evaluados en prueba de pista. Se consider&#243; como la propuesta de inclinaci&#243;n variando entre el 0% y el 10%, velocidad inicial correspondiente a un 70% del ritmo de caminata confortable y velocidad m&#225;xima el 40% superior a la velocidad m&#225;xima en la prueba de pista, en la expectativa de que el PCP, con este incremento gradual y constante de la intensidad, durase entre 6 y 8 minutos</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> El 100% de los evaluados, la motivaci&#243;n para la interrupci&#243;n de la prueba fue fatiga perif&#233;rica. El VO<sub>2</sub> de pico alcanzado fue de 20,6 &#177; 5,7 ml/kg.min. Se identific&#243; el Umbral I en todos los ex&#225;menes, situ&#225;ndose en 82,64 &#177; 4,78% de la FC de pico y 73,31 &#177; 4,97% del VO<sub>2</sub> de pico. El cociente respiratorio (R) del grupo fue de 0,96 &#177; 0,09, y tres de los 8 individuos (37,5%) alcanzaron R superior a 1,00, siendo el umbral II identificado en estos sujetos. Se encontraron relaciones positivas entre variables del PCP y scores de equilibrio, desempe&#241;o en la prueba de marcha de 6 minutos y velocidad de marcha en el suelo.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> La prueba se revel&#243; &#250;til para prescripci&#243;n de actividad f&#237;sica en estos individuos. </p>
      <p><bold>Palabras-clave:</bold> aptitud f&#237;sica, paresia, prueba de esfuerzo, accidente cerebrovascular, pruebas de funci&#243;n respiratoria. </p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las enfermedades del aparato circulatorio, incluyendo el accidente vascular encef&#225;lico (AVE), constituyen uno de los m&#225;s importantes problemas de salud de la actualidad<sup>1</sup>.Una caracter&#237;stica com&#250;n entre los individuos afectados por un AVE es la presencia de factores de riesgo, tales como sedentarismo, hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS), obesidad, tabaquismo y distr&#233;s, los que se pueden cambiar por medio de la intervenci&#243;n sobre el estilo de vida. Dichos factores, si no tratados, mantienen elevado el riesgo de la reincidencia del AVE en esta poblaci&#243;n<sup>2</sup>. </p>
      <p>Tradicionalmente, tras un AVE, la rehabilitaci&#243;n por medio de la fisioterapia convencional prioriza la evaluaci&#243;n y tratamiento de compromisos neurol&#243;gicos primarios, incluyendo la debilidad muscular del hemicuerpo contralateral a la lesi&#243;n cerebral (hemiparesia) y la presencia de sinergismo anormal que compromete el control de los movimientos. La recuperaci&#243;n de la marcha viene siendo la principal meta en la rehabilitaci&#243;n de dichos pacientes<sup>3</sup>, siendo que la inserci&#243;n de tal poblaci&#243;n en programas de condicionamiento cardiorrespiratorio no es a&#250;n una pr&#225;ctica com&#250;n en el Brasil. </p>
      <p>El descondicionamiento f&#237;sico pode ser considerado como un factor secundario que limita la transferencia de las habilidades locomotoras obtenidas en la rehabilitaci&#243;n para el ambiente comunitario. La disminuci&#243;n en la resistencia para la marcha fue la limitaci&#243;n funcional de mayor destaque observada en una muestra de individuos con un a&#241;o de pos AVE, siendo su recuperaci&#243;n significativamente asociada a la reintegraci&#243;n de estos individuos a la vida comunitaria<sup>4</sup>. </p>
      <p>La evaluaci&#243;n de la aptitud cardiorrespiratoria en individuos con AVE es dif&#237;cil, ya que las desventajas espec&#237;ficas de la hemiparesia, como debilidad muscular, fatiga, falta de equilibrio, contracturas y espasticidad, pueden interferir en la realizaci&#243;n de pruebas eficaces con protocolos est&#225;ndares<sup>5</sup>. Por tanto, se vuelve importante el desarrollo de m&#233;todos confiables para la evaluaci&#243;n fidedigna de la aptitud cardiorrespiratoria en estos individuos. </p>
      <p>Nuevos estudios que implican entrenamiento aer&#243;bico<sup>6,7 </sup>y evaluaci&#243;n de la aptitud f&#237;sica con la utilizaci&#243;n de pruebas subm&#225;ximas y m&#225;ximas<sup>5,8-13</sup> vienen surgiendo recientemente, contribuyendo para el conocimiento de las alteraciones de la aptitud f&#237;sica y de la eficiencia de programas de entrenamiento en esta poblaci&#243;n. Los protocolos para la evaluaci&#243;n ergoespirom&#233;trica en cinta son variados, habiendo relatos de uso del protocolo de Balke modificado<sup>14</sup>, Harbor modificado<sup>15,16</sup>, o todav&#237;a prueba en cinta con velocidad constante e incremento progresivo de la inclinaci&#243;n<sup>17</sup>, sin encontrar estudios que hayan utilizado un protocolo individualizado en rampa con incrementos simult&#225;neos de inclinaci&#243;n y velocidad de cinta. Adem&#225;s de ello, ning&#250;n de los estudios revisados se llev&#243; a cabo en Brasil, donde hay una carencia de estudios implicando la evaluaci&#243;n de la aptitud cardiorrespiratoria en cinta ergom&#233;trica en individuos con secuela cr&#243;nica de AVE. </p>
      <p>De esta manera, el presente estudio se propuso a investigar la aplicaci&#243;n de un protocolo adaptado de prueba cardiopulmonar (PCP) en rampa individualizada para individuos portadores de hemiparesia con una variedad de anormalidades en la marcha. Se investig&#243; la hip&#243;tesis de que individuos con hemiparesia por secuela AVE, aun m&#225;s a&#241;osos y con limitaciones motoras afectando su desempe&#241;o en la marcha, podr&#237;an alcanzar intensidad de ejercicio adecuada para la evaluaci&#243;n cardiopulmonar por medio de una prueba de esfuerzo con protocolo en rampa individualizado con incrementos concomitantes de velocidad y inclinaci&#243;n de la cinta. </p>
      <p>Por tanto, el presente estudio busc&#243; describir un protocolo de prueba de esfuerzo subm&#225;ximo en cinta que se pudiera llevar a cabo en la pr&#225;ctica cl&#237;nica, y verificar su efectividad para una evaluaci&#243;n pre participaci&#243;n, buscando una criteriosa prescripci&#243;n de ejercicio aer&#243;bico. </p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Muestra</bold>
      </p>
      <p>Participaron en el estudio 8 individuos portadores de hemiparesia cr&#243;nica (9-34 meses tras el AVE), con edades entre 21-74 a&#241;os, compromiso motor ligero y moderado en el miembro inferior (entre 20-31 puntos) de acuerdo con los scores de la prueba de Fugl-Meyer, y velocidad de marcha confortable en el suelo entre 0,3-1,15 m/s (<xref ref-type="table" rid="tab-body3">Tabla 1</xref>). </p>
      <table-wrap id="tab-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0140-00001-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Se incluyeron en la muestra individuos con secuela unilateral de un &#250;nico AVE, cr&#243;nicos (desde hace al menos 6 meses de acontecimiento), con score m&#237;nimo de 20 sobre 34 en la escala de Fugl-Meyer de miembro inferior y marcha independiente, aunque en uso de alg&#250;n dispositivo auxiliar para deambulaci&#243;n, que no tuvieran compromiso cognitivo. Los criterios de exclusi&#243;n fueron el diagn&#243;stico de insuficiencia cardiaca congestiva, angina inestable, enfermedad vascular perif&#233;rica con claudicaci&#243;n, condiciones ortop&#233;dicas limitantes u otras condiciones (adem&#225;s de las secuelas del AVE) que impidieran la participaci&#243;n en un PCP. </p>
      <p>Adem&#225;s del PCP, la evaluaci&#243;n incluy&#243; examen cl&#237;nico m&#233;dico, evaluaci&#243;n fisioterap&#233;utica, con la aplicaci&#243;n de pruebas cl&#237;nicas para evaluar la funci&#243;n motora y la aplicaci&#243;n de un cuestionario sobre el nivel actual de actividad f&#237;sica - Perfil de Actividad Humana<sup>18</sup>. Las evaluaciones cl&#237;nicas se llevaron a cabo con intervalos de una semana antes del procedimiento en la cinta. </p>
      <p>Este estudio fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n de la instituci&#243;n (dictamen n&#186; 88/2007). La medicaci&#243;n usual se mantuvo durante todo el per&#237;odo de selecci&#243;n y evaluaci&#243;n de los individuos. </p>
      <p>
        <bold>Pruebas cl&#237;nicas para evaluar la funci&#243;n motora</bold>
      </p>
      <p>Antes del inicio de las recolecciones, todos los participantes firmaron el formulario de consentimiento informado. La etapa siguiente fue el llenado de la ficha de identificaci&#243;n del sujeto y la realizaci&#243;n de las pruebas de evaluaci&#243;n de la funci&#243;n motora que sirvieron para caracterizar la muestra. Todas las pruebas se llevaron a cabo por un fisioterapeuta experimentado. El compromiso motor del miembro inferior se evalu&#243; mediante la sesi&#243;n motora del miembro inferior de la Escala de Evaluaci&#243;n de Fugl-Meyer<sup>19</sup>, que eval&#250;a el movimiento voluntaria dentro y fuera de las sinergias anormales, con puntaje variando entre 0-34, siendo que el score 34 evidencia movimiento normal. </p>
      <p>El equilibrio din&#225;mico de los individuos se evalu&#243; a trav&#233;s de la Escala de Equilibrio de Berg<sup>20</sup>, que consiste en 14 tareas de equilibrio din&#225;mico que se requieren al paciente. El examinador eval&#250;a al paciente en cada tarea, puntuando de 0 (cero) a 4, siendo que 0 significa la incapacidad de realizar la actividad propuesta y 4 significa capacidad de llevar a cabo la actividad sin dificultad. El puntaje m&#225;ximo es de 56 puntos, evidenciando ausencia de d&#233;ficits de equilibrio, siendo que puntaje inferior a 36 puntos significa compromiso severo del equilibrio<sup>20</sup>. </p>
      <p>La velocidad de la marcha confortable, expresa en m/s, se evalu&#243; requiri&#233;ndose a los participantes que deambularan, en una velocidad "confortable", usando un calzado con el que estuvieran habituados, una distancia de 14 metros, y el tiempo para recurrir 10 metros fue cronometrado. En la prueba de velocidad de marcha r&#225;pida (10m) se llev&#243; a cabo el mismo procedimiento, sin embargo se requiri&#243; que el individuo caminara lo m&#225;s r&#225;pido posible<sup>21</sup>. La resistencia para la marcha se evalu&#243; por la prueba de marcha de 6 minutos (PC6min)<sup>21</sup>, y se instruy&#243; a los sujetos a caminar de una punta a otra de un corredor de 30 metros, recurriendo la mayor distancia posible en 6 minutos<sup>22</sup>. </p>
      <p>El Perfil de Actividad Humana (PAH)<sup>18 </sup>se utiliz&#243; para evaluar el nivel de actividad y consiste en la aplicaci&#243;n de un cuestionario, en el que el sujeto responde a 94 preguntas referentes al nivel funcional y de actividad f&#237;sica. El PAH analiza, entre otros puntajes primarias, dos scores, el EMA (score m&#225;ximo de actividad), referente a la numeraci&#243;n de la actividad con la m&#225;s alta demanda de ox&#237;geno que el individuo hace todav&#237;a, y el EAA (score ajustado de actividad), que corresponde al EMA al sustraer el n&#250;mero de &#237;tems que el individuo par&#243; de hacer. El EMA es considerado como una medici&#243;n del nivel de actividad f&#237;sica, mientras que EAA, una medici&#243;n de funcionalidad f&#237;sica. El EAA suministra una estimaci&#243;n m&#225;s precisa de las actividades diarias, ya que representa el nivel promedio de equivalente metab&#243;lico gasto en un d&#237;a t&#237;pico. La clasificaci&#243;n se obtiene mediante el n&#250;mero del EAA, siendo el sujeto considerado como activo (EAA &gt; 74), moderadamente activo (53 <underline>&lt;</underline> EAA <underline>&lt;</underline> 74) o debilitado o inactivo (EAA &lt; 53). </p>
      <p>
        <bold>Protocolo para evaluaci&#243;n de prueba de esfuerza en cinta</bold>
      </p>
      <p>Se utiliz&#243; un protocolo en rampa, adaptado con base en el protocolo utilizado por Mackay-Lyons y Makrides<sup>15</sup> en individuos con hemiparesia. Inicialmente, se realiz&#243; una prueba de velocidad de marcha en una pista de 100 m. Cada sujeto realiz&#243; dos pruebas de caminata en la pista, un en su velocidad confortable, otro en su velocidad m&#225;xima, que sirvieron para establecer las velocidades utilizadas para el PCP, as&#237; como para verificar la tolerancia del individuo a una caminata en velocidad m&#225;s r&#225;pida. </p>
      <p>Antes del PCP, se llev&#243; a cabo una prueba inicial en la cinta, sin inclinaci&#243;n, para evaluar la estabilidad de la marcha y familiarizar los pacientes al equipo, permitiendo verificarse la velocidad r&#225;pida observada en la pista podr&#237;a mantenerse en la cinta. En esta prueba, los individuos caminaron durante dos minutos como m&#237;nimo, sin interrupci&#243;n, en su velocidad confortable determinada por la prueba de pista, sin inclinaci&#243;n, y, posteriormente, durante 30 segundos como m&#237;nimo, en su velocidad r&#225;pida. La etapa siguiente fue la realizaci&#243;n del PCP, que tuvo lugar una semana tras la realizaci&#243;n de las pruebas cl&#237;nicas y prueba de pista. Antes de iniciar el PCP, los pacientes permanecieron acostados por cerca de 5 minutos, en un ambiente tranquilo, con temperatura mantenida en cerca de 22&#186;C, mientras que se obten&#237;a el ECG de reposo. </p>
      <p>Para la realizaci&#243;n del PCP, se utiliz&#243; una cinta ergom&#233;trica (Imbrasport KT ATL) con sistema computarizado (Elite Metasoft) y un sistema de an&#225;lisis de gases metab&#243;licos (Metalyzer) para la obtenci&#243;n simult&#225;nea de los par&#225;metros metab&#243;licos y respiratorios, por medio del an&#225;lisis directa de los gases (O<sub>2</sub> y CO<sub>2</sub>) expirados y mediciones metab&#243;licas. Para el registro electrocardiogr&#225;fico, se utilizaron un equipamiento y un <italic>software</italic> espec&#237;ficos de electrocardiograma digital (ErgoPC Elite versi&#243;n 3.2.1.5, Micromed, Brasil). La velocidad inicial del PCP utilizada en la cinta fue del 70% de la velocidad confortable encontrada en la prueba de pista. La velocidad final de la prueba fue del 40% superior a la velocidad m&#225;xima del sujeto en el suelo, definida en la prueba de pista de 100 metros. La prueba fue progresiva, con duraci&#243;n prevista de 8 minutos e inclinaci&#243;n m&#225;xima de la cinta establecida para ser de un 10%. </p>
      <p>Todas las pruebas fueron conducidas por el mismo m&#233;dico cardi&#243;logo. Como los sujetos presentan gran inestabilidad para la marcha, se permiti&#243; que se apoyaran las manos. Un fisioterapeuta se puso detr&#225;s del paciente, por medidas de seguridad, pero ninguna asistencia se ofrec&#237;a caso no se observaran dificultades en la marcha durante la realizaci&#243;n de la prueba. </p>
      <p>La prueba era interrumpida al requerirse al paciente, o al momento en que se observara una inestabilidad de la marcha, o ante la presencia de anormalidades cl&#237;nicas, hemodin&#225;micas y/o electrocardiogr&#225;ficas relevantes<sup>23</sup>. El consumo del ox&#237;geno de pico (VO<sub>2 </sub>pico) fue considerado como el m&#225;s alto VO<sub>2</sub> alcanzado en el ejercicio. Se calcul&#243; la inclinaci&#243;n de la recta de la ventilaci&#243;n (VE) <italic>vs</italic> la producci&#243;n de di&#243;xido de carbono (VCO<sub>2</sub>) por el modelo de regresi&#243;n lineal, usando los datos obtenidos durante toda la prueba. </p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Los datos se expresaron en medias y desviaci&#243;n est&#225;ndar. La prueba t para una muestra se utiliz&#243; a fin de comparar la velocidad de marcha y el valor de la inclinaci&#243;n VE/VCO<sub>2 </sub>en el presente estudio con valores de referencia en la literatura. La correlaci&#243;n de Spearman fue utilizada para verificar la relaci&#243;n entre las variables de la prueba ergoespirom&#233;trica con las variables de las pruebas cl&#237;nicas. Las pruebas se llevaron a cabo con el <italic>software SPSS</italic> versi&#243;n 17.0, adopt&#225;ndose un nivel de significancia del 5% (p <underline>&lt;</underline> 0,05). </p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Se evaluaron a 8 individuos con media de edad de 53 &#177; 17 a&#241;os, 6 de ellos varones. Cinco de los individuos eran ex-tabaquistas (dejaron de fumar despu&#233;s del AVE), uno era diab&#233;tico y 6 de los individuos eran hipertensos bajo tratamiento farmacol&#243;gico. Ninguno de los individuos presentaba diagn&#243;stico de cardiopat&#237;as asociadas, o hab&#237;a participado en el programa de rehabilitaci&#243;n cardiopulmonar o metab&#243;lica. </p>
      <p>No se observaron diferencias entre la velocidad en la prueba de pista en 100 m y la prueba de velocidad de marcha en 10m, tanto para la velocidad confortable como para la velocidad r&#225;pida. Los par&#225;metros electrocardiogr&#225;ficos de reposo y esfuerzo se consideraron como dentro de los l&#237;mites de la normalidad en 7 de los individuos (87,5%), siendo que uno (12,5%) present&#243; bloqueo de rama derecha y extras&#237;stoles ventriculares polim&#243;rficas aisladas. Todos los individuos permanecieron asintom&#225;ticos durante la prueba y el motivo para la interrupci&#243;n en el 100% de los ex&#225;menes fue el cansancio, especialmente de los miembros inferiores, influenciado por la dificultad motora que transcurre de la secuela de AVE. </p>
      <p> Los resultados de las principales variables del PCP pueden comprobarse en la <xref ref-type="table" rid="es_a09tab02m-body3">Tabla 2</xref>. La frecuencia card&#237;aca de pico alcanz&#243; 78,24 &#177; 13,7% del predicho para la edad, siendo que el 25% de los individuos (n = 2) alcanzaron &gt; 95% del predicho para la edad y el 75% de los individuos (n = 6) alcanzaron &gt; 75% del predicho para la edad. De estos, 4 hac&#237;an uso de betabloqueantes. Se identific&#243; el umbral anaer&#243;bico (Umbral I) en todos los ex&#225;menes, situ&#225;ndose en 82,64 &#177; 4,78% de la FC de pico y 73,31 &#177; 4,97% del VO<sub>2</sub> de pico. Solamente tres individuos de los 8 (37,5%) alcanzaron R superior a 1,00, identific&#225;ndose el punto de compensaci&#243;n respiratoria (Umbral 2) en estos sujetos. El pulso de O<sub>2 </sub>de pico se consider&#243; como dentro de la normalidad, con valores promedios de 15,46 &#177; 2,96 ml/b. La inclinaci&#243;n VE/VCO<sub>2 </sub>present&#243; comportamiento pr&#243;ximo de los valores de referencia encontrados en la literatura en individuos sanos de misma edad y sexo, habiendo una tendencia a ser mayor en el presente estudio (p = 0,05)<sup>24</sup>. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a09tab02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0140-00001-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Los resultados del desempe&#241;o en la PCP se pueden comprobar en la <xref ref-type="table" rid="es_a09tab03m-body3">Tabla 3</xref>. La duraci&#243;n de la prueba ha variado de 3,6 a 8,2 minutos y solamente un individuo complet&#243; la prueba en m&#225;s de 8 minutos. La velocidad de marcha de los individuos, evaluada por la prueba de velocidad de marcha en el suelo en 10m, fue significativamente menor cuando comparada con valores de referencia de individuos sanos de misma edad y sexo<sup>25</sup> (p = 0,001). La distancia recorrida en la prueba de marcha de 6 minutos fue de 400,9 &#177; 136 m y solamente un individuo logr&#243; recorrer una distancia superior a 500m. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a09tab03m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0140-00001-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Los scores de equilibrio presentaron correlaci&#243;n con la velocidad en el final del PCP (p = 0,74, p = 0,03) y con el compromiso motor (p = 0,83, p = 0,01). La velocidad inicial del PCP tambi&#233;n present&#243; correlaci&#243;n con la velocidad de marcha r&#225;pida y confortable (p = 0,83, p = 0,01; p = 0,92, p &lt; 0,001, respectivamente). </p>
      <p>No se encontraron correlaciones entre el VO<sub>2</sub> de pico y el desempe&#241;o en la prueba de velocidad de marcha. Sin embargo, se observ&#243; una correlaci&#243;n positiva entre la capacidad de aumentar la velocidad de marcha (diferencia entre velocidad m&#225;xima y confortable) y el VO<sub>2</sub> de pico (p = 0,71, p = 0,04). Los resultados del VO<sub>2</sub> de pico estuvieron correlacionados con el desempe&#241;o de la marcha observado a trav&#233;s del PC6min (p = 0,71, p = 0,04). Los scores m&#225;ximos de actividad (EMA) y el score ajustado de actividad (EAA) evaluado por el PAH presentaron correlaci&#243;n positiva con la velocidad de marcha en el inicio del PCP (p = 0,84, p &lt; 0,01 y p = 0,77, p = 0,02, respectivamente) y el VO<sub>2</sub> de pico present&#243; correlaci&#243;n positiva con el EMA (p = 0,73, p = 0,04). </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio evalu&#243; la aptitud cardiorrespiratoria de individuos afectados por AVE por medio de un protocolo en rampa individualizado y relacion&#243; su desempe&#241;o con el compromiso motor, los d&#233;ficits de equilibrio, el desempe&#241;o de la marcha y el nivel de actividad f&#237;sica. Con el protocolo utilizado, la prueba de caracteriz&#243; como subm&#225;ximo, visto que todos los individuos alcanzaron el Umbral 1. De esta forma, es posible afirmar que la prueba fue &#250;til para que se realice la prescripci&#243;n criteriosa de la actividad f&#237;sica aer&#243;bica. </p>
      <p>La duraci&#243;n propuesta del esfuerzo m&#225;ximo en el protocolo en rampa debe ser entre 8 y 12 minutos<sup>26</sup>. En el presente estudio, la previsi&#243;n inicial era de que la prueba durara entre 6 y 8 minutos, caracterizando una prueba subm&#225;xima, lo que se visualiz&#243; en un 50% de los individuos. Dos de estos presentaban compromiso motor ligero uno presentaba compromiso motor moderado y uno presentaba compromiso motor severo. Es probable que la velocidad m&#225;xima a alcanzarse (un 40% superior a la velocidad y marcha r&#225;pida de la prueba de pista) en la prueba haya sido superestimada, disminuyendo el tiempo de permanencia del individuo en la cinta. </p>
      <p>Un estudio previo<sup>27</sup> relat&#243; que individuos adultos mayores con secuelas de AVE presentan s&#237;ntomas de intolerancia a la actividad f&#237;sica, como disnea, debilidad en los miembros inferiores, elevaci&#243;n exagerada de la frecuencia card&#237;aca y respiratoria, adem&#225;s de fatiga subjetiva tras la deambulaci&#243;n, aun en distancias cortas, como 50 metros por ejemplo. La fatiga es una secuela com&#250;n en dichos pacientes, y ejerce un impacto importante en las actividades de la vida diaria, especialmente en aquellas con mayor demanda metab&#243;lica<sup>28</sup>. En gran parte de los estudios implicando PCP, la fatiga generalizada, o la fatiga de la perna afectada, aparece como la principal raz&#243;n para la interrupci&#243;n del PCP<sup>10,15,17,29,30</sup>, sugiriendo que el compromiso motor limita la capacidad de ejercicio de pico en esta poblaci&#243;n. </p>
      <p>En el presente estudio, tres de los individuos alcanzaron el punto de compensaci&#243;n respiratoria durante la realizaci&#243;n de la prueba. La dificultad de lograr una prueba de esfuerzo m&#225;ximo en esta poblaci&#243;n puede observar en otros estudios, como el de Dobrovolny et al<sup>17</sup>, tambi&#233;n se realiz&#243; en cinta, donde solamente un 9% alcanzaron el cociente respiratorio (Q) <underline>&gt;</underline> 1,1, com promedio de 0,96 &#177; 0,09, similar al nuestro estudio. En el estudio de Kelly et al<sup>29</sup>, con la evaluaci&#243;n ergoespirom&#233;trica en cicloergometro, el promedio del Q fue de 0,9, siendo que solamente tres de los 17 individuos evaluados ultrapasaron el valor de 1, y ning&#250;n alcanz&#243; 1,1. </p>
      <p>Los hallazgos demostraron que la aptitud cardiorrespiratoria y el desempe&#241;o en la marcha estuvieron marcadamente comprometidos en los individuos do presente estudio. Nuestros resultados tambi&#233;n sugieren que el desempe&#241;o de la marcha puede estar reducido en funci&#243;n de una pobre aptitud cardiorrespiratoria. En la poblaci&#243;n general de individuos afectados por AVE, este d&#233;ficit probablemente es todav&#237;a mayor, teniendo en cuenta que nuestro estudio excluy&#243; a individuos severamente afectados, imposibilitados de soportar una prueba en cinta. Los resultados del presente estudio corroboran con estudios previos que evaluaron la aptitud cardiorrespiratoria en esta poblaci&#243;n. </p>
      <p>En el estudio de Pang et al<sup>10</sup>, con individuos con m&#225;s de 6 meses de afectaci&#243;n por el AVE (cr&#243;nicos), con edades entre 50-87 a&#241;os, el VO<sub>2</sub> de pico fue de 23,5 &#177; 4,0 ml/kg/min para los varones y 20,1 &#177; 5,1 ml/kg/min para las mujeres, representado p&#233;rdidas de un 25% para los varones y un 20% para las mujeres respecto a la poblaci&#243;n sana. Kelly et al<sup>29</sup> observaron un VO<sub>2</sub> de pico entre 15,8-16,1 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1 </sup>en 17 sujetos con hemiparesia y media de edad de 66 a&#241;os, evaluados en ejercicio m&#225;ximo en cicloerg&#243;metro 30 d&#237;as tras el AVE. Potempa et al<sup>8</sup>, en su evaluaci&#243;n preintervenci&#243;n en sujetos cr&#243;nicos, encontraron VO<sub>2 </sub>pico de 16,6 &#177; 1 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1 </sup>en 19 sujetos que ser&#237;an del grupo experimental y 15,1 &#177; 1 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1 </sup>en otros 23 sujetos que ser&#237;an su grupo control. </p>
      <p>En el presente estudio, el VO<sub>2</sub> de pico estuvo asociado con la PC6min. Nuestros datos corroboran con el estudio de Kelly et al<sup>29</sup>, que evalu&#243; la aptitud cardiorrespiratoria en cicloerg&#243;metro en individuos subagudos, y encuentran una correlaci&#243;n entre VO<sub>2</sub> de pico y la PC6min. Otro estudio<sup>10</sup>, sin embargo, encontr&#243; una correlaci&#243;n baja entre el VO<sub>2</sub> de pico evaluado a trav&#233;s de cicloerg&#243;metro con la distancia recorrida en la PC6min en pacientes cr&#243;nicos, y los autores sugieren que otros factores adem&#225;s de la aptitud cardiorrespiratoria influenciaron la capacidad de marcha analizada por la prueba. Por tanto, ellos no recomiendan dicha prueba como &#250;nica forma de evaluar la aptitud f&#237;sica en esta poblaci&#243;n. </p>
      <p>No se encontraron correlaciones entre el VO<sub>2</sub> de pico y el desempe&#241;o en la prueba de velocidad de marcha en el suelo. Sin embargo, se observ&#243; una correlaci&#243;n positiva entre la capacidad de aumentar la velocidad de marcha (diferencia entre velocidad m&#225;xima y confortable) y el VO<sub>2</sub> de pico. Mientras que los compromisos primarios que dificultan la marcha est&#225;n relacionados a la p&#233;rdida de fuerza y coordinaci&#243;n<sup>31</sup>, la p&#233;rdida de la aptitud cardiorrespiratoria se puede considerar como un colaborador secundario para el bajo desempe&#241;o locomotor tras un AVE. </p>
      <p>La velocidad inicial del PCP present&#243; correlaci&#243;n positiva con la velocidad de marcha r&#225;pida y confortable evaluada por la prueba de velocidad de marcha en 10 metros. Como no se encontraron diferencias estad&#237;sticas entre la prueba de velocidad de marcha en 10 metros y la prueba de pista en 100 metros, utilizado para establecer la velocidad de la cinta, se sugiere que la prueba de velocidad de marcha en 10 metros se utilice en la pr&#225;ctica cl&#237;nica para establecer la velocidad inicial y final del protocolo en rampa, facilitando la pr&#225;ctica diaria, ya que esta prueba es sencilla y se puede llevar a cabo en cualquier pasillo con 14 metros<sup>21</sup>. </p>
      <p>Los scores de equilibrio presentaron correlaci&#243;n positiva con la velocidad final del PCP, indicando que cuanto mejor el equilibrio, mayor la progresi&#243;n de la velocidad en el PCP. De acuerdo con Michael et al<sup>32</sup>, el equilibrio es un fuerte predictor de los niveles de actividad locomotora de individuos tras el AVE en la fase cr&#243;nica, estando tambi&#233;n relacionado con el VO<sub>2</sub> de pico, lo que demuestra que hay una relaci&#243;n entre el equilibrio y una pobre aptitud f&#237;sica. La relaci&#243;n de los d&#233;ficits de equilibrio con la velocidad alcanzada en el PCP en el presente estudio demuestra que, para dichos individuos, puede ser dif&#237;cil el incremento de la velocidad de marcha suficientemente para inducir un PCP m&#225;ximo eficaz. </p>
      <p>Ni todos los estudios que evaluaron la aptitud f&#237;sica en esta poblaci&#243;n hicieron una evaluaci&#243;n del equilibrio o presentaron alguna relaci&#243;n entre equilibrio y desempe&#241;o en el PCP, en sin embargo, todos incluyeron a individuos independientes para marcha, pudiendo hacer uso de alg&#250;n dispositivo auxiliar para la locomoci&#243;n. Teniendo en cuenta que los niveles de actividad locomotora est&#225;n fuertemente asociados a los scores de equilibrio<sup>32</sup>, es posible afirmar que los estudios han estado evaluando, en general, a sujetos con d&#233;ficits moderados a leve del equilibrio, excluyendo a individuos con d&#233;ficits severos, que serian dependientes para la marcha<sup>10</sup> y presentan dificultad de llevar a cabo una prueba m&#225;xima. </p>
      <p>A pesar de la poblaci&#243;n del presente estudio ser independiente para la marcha, se observ&#243; un nivel de actividad f&#237;sica deficitario evaluado por el score ajustado del PAH. Adem&#225;s de esto, se observ&#243; una correlaci&#243;n positiva entre el VO<sub>2</sub> de pico y los scores m&#225;ximos del PAH, indicando que individuos con mejor aptitud cardiorrespiratoria llevan a cabo m&#225;s actividades que demandan un mayor gasto energ&#233;tico. La inactividad f&#237;sica es com&#250;n tras un AVE, siendo que los pacientes pasan m&#225;s de un 70% de su d&#237;a desarrollando actividades no relacionadas con mejoras de su estado funcional, siendo implicados con actividades con potencial ben&#233;fico para el desempe&#241;o motor en menos de un 20% de su d&#237;a<sup>33</sup>. Adem&#225;s de esto, la actividad motora ejecutada en la fisioterapia o terapia ocupacional no es de intensidad suficiente para inducir un entrenamiento cardiorrespiratorio efectivo<sup>34</sup>. </p>
      <p>Tras un AVE, la capacidad de ejercicio puede estar comprometida por la presencia de comorbilidad cardiovasculares en hasta el 75% de los pacientes, siendo un problema cl&#237;nico importante que afecta tanto la rehabilitaci&#243;n como tambi&#233;n los resultados alcanzados en largo plazo<sup>35</sup>. Por tanto, concomitante a la rehabilitaci&#243;n fisioterap&#233;utica convencional, teniendo en vista a la recuperaci&#243;n de las secuelas motoras, debe producirse la rehabilitaci&#243;n cardiopulmonar y metab&#243;lica con &#233;nfasis en el ejercicio f&#237;sico, buscando tanto la recuperaci&#243;n funcional en cuanto el control de estos factores de riesgo. </p>
      <p>El PCP, sin embargo, no se utiliza sistem&#225;ticamente para el diagn&#243;stico de la enfermedad arterial coronaria o aun como base para la prescripci&#243;n de rehabilitaci&#243;n cardiopulmonar o metab&#243;lica en individuos con hemiparesia<sup>36</sup>. De entre los diferentes factores que contribuyen para dicha realidad, es probable que est&#233; incluida la constante preocupaci&#243;n con el riesgo de ca&#237;das o aun la falta de conocimiento, por parte de los profesionales de la salud en general, de que pacientes con d&#233;ficits neurol&#243;gicos poniendo en compromiso la habilidad en la marcha y equilibrio pueden llevar a cabo una prueba en cinta, desde que el protocolo se adapte para sus limitaciones. </p>
      <p>Aunque el presente estudio presenta resultados con una muestra de 8 individuos, es posible llevar a cabo algunas consideraciones cuando se piensa en la realizaci&#243;n de PCP para la evaluaci&#243;n y prescripci&#243;n de actividad f&#237;sica para individuos con hemiparesia cr&#243;nica. La literatura no relata la superioridad del uso del cicloerg&#243;metro o de la cinta, siendo que ambos tienen sus consideraciones particulares. El cicloerg&#243;metro presenta la ventaja de ser m&#225;s seguro en t&#233;rminos de riesgo de ca&#237;das. Sin embargo, no implica evaluaci&#243;n y entrenamiento de la tarea-espec&#237;fica, blanco principal en la rehabilitaci&#243;n de esta poblaci&#243;n: la marcha. La literatura relata el efecto ben&#233;fico del ejercicio aer&#243;bico en cinta tanto para la mejora de la aptitud f&#237;sica como de la funci&#243;n locomotora tras AVE<sup>37</sup>. Por tanto, su uso se debe encorajar, tanto como forma de evaluaci&#243;n como tratamiento. </p>
      <p>El presente estudio revel&#243; que es posible establecer un entrenamiento a trav&#233;s de prueba subm&#225;ximo, sin embargo, algunas limitaciones pueden haber comprometido los resultados del estudio. Citamos aqu&#237; el bajo n&#250;mero de individuos estudiados, el tiempo de la prueba, que no correspondi&#243; en buena parte al que es priorizado en la literatura, sugiriendo que el protocolo a que emplear podr&#237;a ser menos intenso. Otra limitaci&#243;n incluir&#237;a la no comparaci&#243;n de los individuos que llevaron a cabo la prueba con individuos que tienen su prescripci&#243;n basada solamente en formas subjetivas de prescripci&#243;n y pruebas de campo. Estudios posteriores, con una muestra mayor, investigando se incrementos menores en la velocidad de la cinta permitir&#237;an alcanzar mayores valores de R, podr&#225;n responder estas cuestiones. </p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En individuos hemipar&#233;ticos cr&#243;nicos independientes para la marcha, el PCP en cinta con protocolo en rampa individualizado propuesto se caracteriz&#243; como siendo subm&#225;ximo y se revel&#243; &#250;til en la determinaci&#243;n del primero umbral ventilatorio en todos los evaluados, posibilitando una prescripci&#243;n criteriosa de ejercicio aer&#243;bico en el marco de la rehabilitaci&#243;n cardiopulmonar y metab&#243;lica. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes. </p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas. </p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de Disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Ang&#233;lica Cristiane Ovando e Vanessa Herber, por la <italic>Universidade do Estado de Santa Catarina</italic> - UDESC. </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
