<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">QGTDPYDKwb3T5CXF5zv9Kbp</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00005</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000200005</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600205</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000009</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Mapeamento epic&#225;rdico da taquicardia ventricular sustentada em cardiopatias n&#227;o isqu&#234;micas</article-title>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
          <named-content content-type="state">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Escola Paulista de Medicina </institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>114</fpage>
      <lpage>120</lpage>
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        <date date-type="received">
          <day>27</day>
          <month>09</month>
          <year>2009</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>12</day>
          <month>07</month>
          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="accepted">
          <day>16</day>
          <month>07</month>
          <year>2010</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A complexidade dos circuitos reentrantes relacionados &#224;s taquicardias ventriculares diminui os &#237;ndices de sucesso dos procedimentos de abla&#231;&#227;o por radiofrequ&#234;ncia. OBJETIVO: Avaliar se o mapeamento epic&#225;rdico com m&#250;ltiplos eletrodos realizado simultaneamente com o mapeamento endoc&#225;rdico auxilia na abla&#231;&#227;o da taquicardia ventricular (TV) sustentada em pacientes com cardiopatia n&#227;o isqu&#234;mica. M&#201;TODOS: Vinte e seis pacientes com TV sustentada recorrente, sendo 22 (84,6%) com cardiopatia chag&#225;sica cr&#244;nica, dois (7,7%) com cardiomiopatia dilatada idiop&#225;tica e dois (7,7%) portadores de displasia arritmog&#234;nica do ventr&#237;culo direito, foram submetidos a mapeamento epic&#225;rdico com dois ou tr&#234;s microcateteres, com 8 eletrodos cada, simultaneamente ao mapeamento endoc&#225;rdico convencional. Utilizou-se cateter com ponta de 4 mm para abla&#231;&#227;o com radiofrequ&#234;ncia (RF) realizada durante a TV induzida. RESULTADOS: Das 33 TVs induzidas, 25 foram mapeadas e 20 tiveram sua origem definida. Onze com origem epic&#225;rdica e 9 endoc&#225;rdica. A estimula&#231;&#227;o ventricular programada n&#227;o induziu TV sustentada em 11 (42,0%) dos 26 pacientes ap&#243;s a abla&#231;&#227;o. Eventos como recorr&#234;ncia da TV e morte ocorreram em 10,0% dos pacientes submetidos &#224; abla&#231;&#227;o com sucesso, e em 59,0% dos insucessos, em seguimento ambulatorial m&#233;dio de 357 &#177; 208 dias. CONCLUS&#195;O: Circuitos subepic&#225;rdicos s&#227;o frequentes em pacientes com cardiopatia n&#227;o isqu&#234;mica. O mapeamento epic&#225;rdico com m&#250;ltiplos cateteres realizado simultaneamente com o mapeamento endoc&#225;rdico contribui para a identifica&#231;&#227;o destes circuitos em um mesmo procedimento.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Taquicardia ventricular</kwd>
        <kwd>cardiopatias</kwd>
        <kwd>arritmias card&#237;acas</kwd>
        <kwd>abla&#231;&#227;o por cateter</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>21</day>
        <month>01</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>Mapeamento epic&#225;rdico da taquicardia ventricular sustentada em cardiopatias n&#227;o isqu&#234;micas</p>
    <p>
      <bold>Ge&#243;rgia Guedes da Silva; Henrique Horta Veloso; Luiz Roberto Leite; Roberto Lima Farias; Angelo Amato Vincenzo de Paola</bold>
    </p>
    <p> Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A complexidade dos circuitos reentrantes relacionados &#224;s taquicardias ventriculares diminui os &#237;ndices de sucesso dos procedimentos de abla&#231;&#227;o por radiofrequ&#234;ncia. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Avaliar se o mapeamento epic&#225;rdico com m&#250;ltiplos eletrodos realizado simultaneamente com o mapeamento endoc&#225;rdico auxilia na abla&#231;&#227;o da taquicardia ventricular (TV) sustentada em pacientes com cardiopatia n&#227;o isqu&#234;mica. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Vinte e seis pacientes com TV sustentada recorrente, sendo 22 (84,6%) com cardiopatia chag&#225;sica cr&#244;nica, dois (7,7%) com cardiomiopatia dilatada idiop&#225;tica e dois (7,7%) portadores de displasia arritmog&#234;nica do ventr&#237;culo direito, foram submetidos a mapeamento epic&#225;rdico com dois ou tr&#234;s microcateteres, com 8 eletrodos cada, simultaneamente ao mapeamento endoc&#225;rdico convencional. Utilizou-se cateter com ponta de 4 mm para abla&#231;&#227;o com radiofrequ&#234;ncia (RF) realizada durante a TV induzida. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Das 33 TVs induzidas, 25 foram mapeadas e 20 tiveram sua origem definida. Onze com origem epic&#225;rdica e 9 endoc&#225;rdica. A estimula&#231;&#227;o ventricular programada n&#227;o induziu TV sustentada em 11 (42,0%) dos 26 pacientes ap&#243;s a abla&#231;&#227;o. Eventos como recorr&#234;ncia da TV e morte ocorreram em 10,0% dos pacientes submetidos &#224; abla&#231;&#227;o com sucesso, e em 59,0% dos insucessos, em seguimento ambulatorial m&#233;dio de 357 &#177; 208 dias. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Circuitos subepic&#225;rdicos s&#227;o frequentes em pacientes com cardiopatia n&#227;o isqu&#234;mica. O mapeamento epic&#225;rdico com m&#250;ltiplos cateteres realizado simultaneamente com o mapeamento endoc&#225;rdico contribui para a identifica&#231;&#227;o destes circuitos em um mesmo procedimento.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Taquicardia ventricular, cardiopatias, arritmias card&#237;acas, abla&#231;&#227;o por cateter.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>As arritmias ventriculares s&#227;o frequentes nas cardiomiopatias com origem n&#227;o isqu&#234;mica, sendo comum a ocorr&#234;ncia de taquicardia ventricular (TV) n&#227;o sustentada em at&#233; 60,0% dos pacientes submetidos &#224; monitoriza&#231;&#227;o eletrocardiogr&#225;fica de 24 horas<sup>1-3</sup>. Quando comparada aos pacientes sem arritmia sustentada, a TV sustentada est&#225; relacionada a um maior grau de fibrose mioc&#225;rdica e envolve tanto fibras subendoc&#225;rdicas como subepic&#225;rdicas<sup>4,5</sup>.</p>
    <p>Os &#237;ndices de sucesso da abla&#231;&#227;o com radiofrequ&#234;ncia (RF) s&#227;o inferiores nessas cardiopatias quando comparados aos obtidos na cardiopatia isqu&#234;mica, variando de 25 a 60,0%<sup>6-11</sup>. Com o objetivo de atingir melhores resultados, t&#233;cnicas de mapeamento epic&#225;rdico foram desenvolvidas com acesso pelas veias coron&#225;rias<sup>12</sup> e por pun&#231;&#227;o percut&#226;nea do espa&#231;o peric&#225;rdico<sup>13</sup>. A hip&#243;tese deste estudo foi que o mapeamento epic&#225;rdico e endoc&#225;rdico realizados simultaneamente durante a TV sustentada permitiria que um maior n&#250;mero de circuitos pudessem ser identificados e ablacionados.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Estudo longitudinal com an&#225;lise retrospectiva, envolvendo 26 pacientes com TV sustentada e cardiopatia n&#227;o isqu&#234;mica, aprovado pelo comit&#234; de &#201;tica e Pesquisa do Hospital S&#227;o Paulo - Universidade Federal de S&#227;o Paulo. Todos os pacientes assinaram termo de consentimento livre e esclarecido. Foram considerados eleg&#237;veis para este estudo, pacientes consecutivos com cardiopatia n&#227;o isqu&#234;mica e TV sustentada, recorrente, com toler&#226;ncia hemodin&#226;mica durante a taquicardia e refratariedade &#224; terap&#234;utica medicamentosa. Foram exclu&#237;dos do estudo pacientes cuja taquicardia n&#227;o era tolerada hemodinamicamente, com hist&#243;ria pr&#233;via de cirurgia card&#237;aca, patologia peric&#225;rdica, gravidez e doen&#231;a cr&#244;nica grave. </p>
    <p>O estudo eletrofisiol&#243;gico foi realizado com os pacientes sob anestesia geral. Inicialmente, foi introduzido um cateter angiogr&#225;fico no ventr&#237;culo direito, via acesso venoso femoral. Logo ap&#243;s, procedeu-se &#224; pun&#231;&#227;o subxifoide a fim de alcan&#231;ar o espa&#231;o peric&#225;rdico. Durante esta pun&#231;&#227;o, para uma melhor visualiza&#231;&#227;o dos limites do ventr&#237;culo direito, foi realizada a inje&#231;&#227;o manual de contraste neste ventr&#237;culo. A pun&#231;&#227;o e posterior introdu&#231;&#227;o do fio guia no espa&#231;o peric&#225;rdico foram realizadas em proje&#231;&#227;o obl&#237;qua anterior esquerda. </p>
    <p>Um introdutor 8 F padr&#227;o ou um introdutor longo foi inserido no espa&#231;o peric&#225;rdico e, baseados nos eletrocardiogramas das TVs cl&#237;nicas, dois ou tr&#234;s microcateteres octapolares, 3,3 F, com eletrodos de 3 mm e espa&#231;os intereletrodos de 2 mm (Revelation<sup>TM</sup>, Cardima, Freemont, California, USA), foram posicionados nas &#225;reas de interesse. Os cateteres endoc&#225;rdicos convencionais foram introduzidos pela veia e art&#233;ria femoral direita para estimula&#231;&#227;o ventricular, mapeamento e abla&#231;&#227;o. Um <italic>bolus </italic>de 5.000 UI de heparina, via endovenosa, foi realizado ap&#243;s todas as pun&#231;&#245;es, seguido por 1.000 UI por hora. </p>
    <p>Tr&#234;s deriva&#231;&#245;es de superf&#237;cie, DI, avf e V1, os eletrogramas intracavit&#225;rios do ventr&#237;culo direito e ventr&#237;culo esquerdo, al&#233;m das 16 deriva&#231;&#245;es epic&#225;rdicas dos microcateteres, foram registradas durante o procedimento pelos pol&#237;grafos BARD <italic>Electrophysiology-Labsystem-version 2.97 </italic>ou TEB (Tecnologia Eletr&#244;nica Brasileira). Os registros bipolares foram filtrados de 100 a 500 Hz e em velocidades de 25, 100 e 200 mm/s. A estimula&#231;&#227;o ventricular programada foi realizada com dois ciclos (600 e 450 ms) e com at&#233; tr&#234;s extraest&#237;mulos, em &#225;pice e via de sa&#237;da do ventr&#237;culo direito. Os microcateteres epic&#225;rdicos e o cateter endoc&#225;rdico foram posicionados em todos os pacientes antes do in&#237;cio do mapeamento (<xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>). </p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Se os eletrogramas registrados pelos microcateteres sugerissem origem epic&#225;rdica, o cateter endoc&#225;rdico era posicionado na regi&#227;o endoc&#225;rdica mais pr&#243;xima &#224; maior atividade pr&#233;-sist&#243;lica registrada pelos microcateteres epic&#225;rdicos (pelo menos 30 ms). Se o mapeamento sugerisse circuito epic&#225;rdico, os microcateteres eram retirados e introduzido um cateter quadripolar de 4 mm, convencional, 7 ou 8 F, no espa&#231;o peric&#225;rdico, para abla&#231;&#227;o. Na presen&#231;a de circuitos endoc&#225;rdicos, a estrat&#233;gia de mapeamento simult&#226;neo era semelhante e t&#233;cnicas convencionais de abla&#231;&#227;o endoc&#225;rdica eram utilizadas. Os circuitos foram definidos como de localiza&#231;&#227;o epic&#225;rdica quando, ap&#243;s justaposi&#231;&#227;o dos cateteres endoc&#225;rdicos e epic&#225;rdicos, observava-se presen&#231;a de potenciais mesodiast&#243;licos ou atividade pr&#233;-sist&#243;lica mais precoce nesta superf&#237;cie, com encarrilhamento compat&#237;vel com localiza&#231;&#227;o no istmo protegido do circuito reentrante. </p>
    <p>A cinecoronariografia foi realizada antes da aplica&#231;&#227;o de radiofrequ&#234;ncia na superf&#237;cie epic&#225;rdica a fim de evitar les&#227;o de art&#233;rias coron&#225;rias. A dist&#226;ncia entre o cateter e a art&#233;ria coron&#225;ria foi mensurada utilizando-se o programa <italic>Cardiovascular Measurement System, version</italic> 3.0 (<italic>Medical Imaging Systems</italic>, <italic>Neunem</italic>, <italic>The Netherlands</italic>). Quando a dist&#226;ncia entre a art&#233;ria coron&#225;ria e o eletrodo distal do cateter de abla&#231;&#227;o era menor que 10 mm, a aplica&#231;&#227;o de radiofrequ&#234;ncia n&#227;o era realizada.</p>
    <p>A pot&#234;ncia m&#225;xima durante a aplica&#231;&#227;o de radiofrequ&#234;ncia foi de 50 watts, limitada pela temperatura, m&#225;xima de 60&#186; C (<italic>EP Technologies Radiofrequency</italic>). Se a TV era interrompida nos primeiros 20 segundos, a radiofrequ&#234;ncia era prolongada por 60 minutos. O sucesso do procedimento de abla&#231;&#227;o foi definido pela n&#227;o indu&#231;&#227;o de TV utilizando-se o protocolo completo de estimula&#231;&#227;o, com dois ciclos de frequ&#234;ncia e at&#233; tr&#234;s extraest&#237;mulos. Os pacientes permaneciam em unidade card&#237;aca intensiva por 24 horas e um ecocardiograma transtor&#225;cico era realizado ap&#243;s o procedimento.</p>
    <p>Todos os pacientes receberam alta hospitalar em uso de amiodarona e foram seguidos em consultas ambulatoriais peri&#243;dicas ap&#243;s 7 dias, 30 dias, e, ent&#227;o, a cada tr&#234;s meses, a fim de avaliar ocorr&#234;ncia de morte s&#250;bita, recorr&#234;ncia da taquicardia ventricular e complica&#231;&#245;es relacionadas ao procedimento.</p>
    <p>Para an&#225;lise estat&#237;stica, utilizou-se o programa <italic>SPSS 8.0.1</italic><sup>&#174;</sup>, para ambiente operacional <italic>Windows</italic><sup>&#174;</sup>. Vari&#225;veis foram comparadas entre os grupos pelo teste t de <italic>student</italic> (Gosset). As compara&#231;&#245;es entre os grupos envolvendo vari&#225;veis cont&#237;nuas com distribui&#231;&#227;o n&#227;o param&#233;trica foram realizadas por meio do teste de <italic>Mann-Whitney</italic> para vari&#225;veis independentes. Para o caso de diferen&#231;a entre propor&#231;&#245;es, utilizamos o teste do qui-quadrado ou o teste exato de Fisher. Todos os testes foram bicaudais e foi utilizada a probabilidade de signific&#226;ncia (p) menor do que 0,05 para rejei&#231;&#227;o da hip&#243;tese de nulidade. </p>
    <p>Este estudo foi realizado com o auxilio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico - CNPq. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Dos 26 pacientes estudados, 22 (84,6%) eram portadores de cardiopatia chag&#225;sica cr&#244;nica, dois (7,7%) de cardiomiopatia dilatada idiop&#225;tica, e dois (7,7%) de displasia arritmog&#234;nica do ventr&#237;culo direito. A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo variou de 27,0% a 79,0%, com m&#233;dia de 45,0% &#177; 12,0% ao ecocardiograma. Disfun&#231;&#227;o segmentar no ventr&#237;culo esquerdo foi identificada em 15 pacientes (57,7%), sendo um portador de cardiomiopatia dilatada e 14 de cardiopatia chag&#225;sica cr&#244;nica. Oito pacientes apresentavam disfun&#231;&#227;o segmentar (30,8%) na regi&#227;o &#237;nfero-lateral, 4 (15,4%) na regi&#227;o m&#233;dio-inferior e tr&#234;s (11,5%) no segmento &#226;ntero-apical. Oito pacientes (31,0%) encontravam-se na classe funcional I da <italic>New York Heart Association</italic>, e 18 (69,0%) na classe funcional II. Seis pacientes (23,0%) foram recuperados de parada card&#237;aca. Tr&#234;s pacientes (11,5%) eram portadores de cardioversor-desfibrilador implant&#225;vel. Todos estavam em uso de amiodarona, com dose variando entre 200 e 600 mg/dia, m&#233;dia de 400 mg/dia (<xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Das 33 taquicardias sustentadas induzidas por estimula&#231;&#227;o ventricular programada, 25 puderam ser mapeadas e o s&#237;tio de origem foi claramente definido em 20. Dessas, 11 (55,0%) tinham localiza&#231;&#227;o epic&#225;rdica e 9 (45,0%) endoc&#225;rdicas. Seis pacientes tinham apenas uma taquicardia com origem endoc&#225;rdica e um paciente tinha duas TV endoc&#225;rdicas. Dez pacientes apresentavam uma TV epic&#225;rdica e um paciente apresentava uma TV epic&#225;rdica e outra endoc&#225;rdica. O s&#237;tio de origem n&#227;o p&#244;de ser identificado em 8 TVs, mesmo ap&#243;s exaustivo mapeamento. Nas 5 outras TVs, a localiza&#231;&#227;o n&#227;o foi poss&#237;vel devido &#224; presen&#231;a de instabilidade hemodin&#226;mica logo ap&#243;s indu&#231;&#227;o da TV sustentada. Dezoito mudan&#231;as de morfologia ocorreram espontaneamente em 10 pacientes, durante mapeamento endoc&#225;rdico e epic&#225;rdico simult&#226;neo. Somente em 4 (22,0%) dessas mudan&#231;as, observou-se invers&#227;o na sequ&#234;ncia de ativa&#231;&#227;o ventricular. Em tr&#234;s das mudan&#231;as, houve invers&#227;o do padr&#227;o de sequ&#234;ncia de epiendoc&#225;rdica para endoepic&#225;rdica e, na 4&#170;, ocorreu o inverso.</p>
    <p>A aplica&#231;&#227;o de radiofrequ&#234;ncia foi bem sucedida em 9 (82,0%) da 11 taquicardias localizadas em superf&#237;cie epic&#225;rdica e em apenas 4 (44,0%) das 9 taquicardias com localiza&#231;&#227;o endoc&#225;rdica. Das 9 taquicardias localizadas em superf&#237;cie epic&#225;rdica, tr&#234;s delas encontravam-se no ventr&#237;culo direito, duas na regi&#227;o de via de sa&#237;da do VD (<xref ref-type="fig" rid="fig02">Figura 2</xref>) e uma em sua parede inferior. Daquelas localizadas no ventr&#237;culo esquerdo, 6 localizavam-se na regi&#227;o &#237;nfero-lateral, uma na regi&#227;o &#237;nfero-apical e uma na regi&#227;o &#226;ntero-apical. Das 8 taquicardias localizadas no ventr&#237;culo esquerdo, 7 foram abordadas com sucesso (5 em regi&#227;o &#237;nfero-lateral, uma &#237;nfero-apical, uma na parede &#226;ntero-apical). Das tr&#234;s localizadas no ventr&#237;culo direito, em duas, obteve-se sucesso (ambas localizadas na via de sa&#237;da do VD).</p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Em dois pacientes, ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o da coronariografia, observou-se grande proximidade de um ramo coron&#225;rio importante e o s&#237;tio da arritmia (um na parede inferior do VD e outro na parede anterior do VE), impedindo a aplica&#231;&#227;o de radiofrequ&#234;ncia (<xref ref-type="fig" rid="fig03">Figura 3</xref>). Em outros dois procedimentos, dois diferentes circuitos foram tratados com sucesso em um mesmo paciente: um paciente apresentava dois circuitos endoc&#225;rdicos (nas paredes &#226;ntero-apical e &#237;nfero-lateral) e, no outro, foi documentado um circuito endoc&#225;rdico na parede anterior e um circuito epic&#225;rdico na parede &#237;nfero-lateral. Em 6 pacientes, durante o mapeamento epic&#225;rdico com os microcateteres octapolares, observou-se uma atividade pr&#233;-sist&#243;lica de pelo menos 40 ms, registrada em tr&#234;s ou 4 pares sequenciais de eletrodos, atingindo extens&#227;o maior que tr&#234;s cent&#237;metros (<xref ref-type="fig" rid="fig04">Figura 4</xref>). A aplica&#231;&#227;o de radiofrequ&#234;ncia foi realizada com sucesso nessas regi&#245;es em 4 dos casos. </p>
    <fig id="fig03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gf03.jpg"/></fig>
    <fig id="fig04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gf04.jpg"/></fig>
    <p>A pot&#234;ncia m&#233;dia, imped&#226;ncia e temperatura durante as aplica&#231;&#245;es de radiofrequ&#234;ncia endoc&#225;rdicas n&#227;o diferiram das aplica&#231;&#245;es epic&#225;rdicas (20,5 &#177; 13,2 watts, 90,3 &#177; 14,6 &#937;, 54,3 &#177; 7,5&#186; C e 22,7 &#177; 10,4 watts, 119,4 &#177; 71,4 &#937;, 54,7 &#177; 6,0&#186; C, respectivamente). </p>
    <p>Sucesso imediato foi obtido em 11 dos 26 pacientes (42,0%, IC 95,0%; 22,0% a 63,0%) e em 13 das 25 taquicardias induzidas e mape&#225;veis (52,0%, IC 95,0%; 27,0% a 66,0%), passando para 39,0% (13 das 33 taquicardias), quando avaliadas todas as taquicardias induzidas e n&#227;o somente as mape&#225;veis. Nove circuitos (32,0%) foram tratados por abla&#231;&#227;o epic&#225;rdica e 4 circuitos (14,0%) por abordagem endoc&#225;rdica. A atividade pr&#233;-sist&#243;lica foi observada em 7 dos s&#237;tios epic&#225;rdicos tratados com sucesso, tendo dura&#231;&#227;o m&#233;dia de 95 &#177; 24 ms (64 a 134 ms). Tr&#234;s s&#237;tios endoc&#225;rdicos tratados apresentaram atividade pr&#233;-sist&#243;lica com dura&#231;&#227;o m&#233;dia de 97 &#177; 19 ms (80 a 118 ms). Potenciais mesodiast&#243;licos validados por t&#233;cnica de encarrilhamento estiveram presentes em dois circuitos epic&#225;rdicos e em um circuito endoc&#225;rdico.</p>
    <p>Um paciente apresentou hemoperic&#225;rdio logo ap&#243;s a pun&#231;&#227;o peric&#225;rdica sem sinais de tamponamento card&#237;aco, sendo realizada drenagem imediata, o que n&#227;o impediu a continuidade do mapeamento epic&#225;rdico. Em outro procedimento, um paciente evoluiu com quadro de embolia arterial aguda para regi&#227;o distal de membro inferior direito, a qual foi solucionada por embolectomia por cateter de Fogarty.</p>
    <p>Os pacientes foram seguidos por m&#233;dia de 357 &#177; 208 dias (30 a 208 dias). Sete (22,0%) pacientes morreram: tr&#234;s devido &#224; insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva, dois por complica&#231;&#245;es relacionadas ao transplante card&#237;aco e dois por mortes s&#250;bitas. Dos 11 pacientes submetidos &#224; abla&#231;&#227;o com sucesso, 10 (90,9%) n&#227;o apresentaram recorr&#234;ncia da arritmia e um (9,1%) teve morte s&#250;bita, dois anos ap&#243;s o procedimento. Dos 15 pacientes com TV induzida no final do procedimento, 7 (46,7%) n&#227;o tiveram recorr&#234;ncia da TV e 5 pacientes morreram. Portanto, a frequ&#234;ncia de eventos nos pacientes com sucesso na abla&#231;&#227;o foi significantemente menor do que a dos pacientes sem sucesso [1/11 (9,1%) <italic>vs</italic> 8/15 (53,3%), p &lt; 0,05].</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Neste estudo, investigamos a import&#226;ncia do mapeamento simult&#226;neo epic&#225;rdico e endoc&#225;rdico da TV sustentada em pacientes com cardiopatia n&#227;o isqu&#234;mica. Em particular, o papel da utiliza&#231;&#227;o de m&#250;ltiplos microcateteres na superf&#237;cie epic&#225;rdica como t&#233;cnica auxiliar de mapeamento. Observamos que tal estrat&#233;gia permitiu um amplo registro dos potenciais gerados nessa superf&#237;cie, permitindo um mapeamento mais preciso e auxiliando na identifica&#231;&#227;o r&#225;pida de &#225;reas extensas com eletrogramas fracionados e com atividade pr&#233;-sist&#243;lica, substrato arritmog&#234;nico para a TV. Soejima e cols.<sup>8</sup> e Cano e cols.<sup>14</sup>, utilizando mapeamento eletroanat&#244;mico em portadores de cardiopatia dilatada de etiologia n&#227;o isqu&#234;mica, observaram que os circuitos apresentavam-se mais extensos na superf&#237;cie epic&#225;rdica quando comparados com os circuitos endoc&#225;rdicos. Garcia e colaboradores observaram achado bastante semelhante na displasia arritmog&#234;nica de ventr&#237;culo direito<sup>15</sup> e, mais recentemente, Henz e cols.<sup>16</sup> acharam o mesmo em pacientes chag&#225;sicos. </p>
    <p>Em nosso estudo, pudemos observar mudan&#231;a da sequ&#234;ncia de ativa&#231;&#227;o ventricular, durante a mudan&#231;a de morfologia das taquicardias. Altera&#231;&#245;es significantes na sequ&#234;ncia de ativa&#231;&#227;o ocorreram em somente 22,0% das 18 mudan&#231;as de morfologia do QRS. Estudos de mudan&#231;as de morfologia das taquicardias foram realizados em humanos, somente durante procedimentos cir&#250;rgicos em pacientes p&#243;s-infarto agudo do mioc&#225;rdio e com taquicardias de origem endoc&#225;rdica<sup>17-21</sup>. </p>
    <p>Os estudos que avaliaram as m&#250;ltiplas morfologias, mas em geral n&#227;o o momento da mudan&#231;a espont&#226;nea do complexo QRS, utilizaram t&#233;cnicas de mapeamento intraoperat&#243;rio com v&#225;rios eletrodos registrando a atividade endoc&#225;rdica e epic&#225;rdica<sup>17-28</sup>. Em nosso estudo com portadores de cardiopatia n&#227;o isqu&#234;mica, a maioria das mudan&#231;as de morfologia n&#227;o esteve associada &#224; invers&#227;o na sequ&#234;ncia de ativa&#231;&#227;o, com discretas mudan&#231;as quanto ao local de maior ou menor atividade pr&#233;-sist&#243;lica. O nosso achado pode sugerir que os mecanismos para as mudan&#231;as de morfologia ocorrem somente na superf&#237;cie de origem da taquicardia. Reconhecemos que, apesar de tal caracter&#237;stica ter ocorrido em 88,0% das mudan&#231;as de morfologia, n&#227;o h&#225; como saber o que ocorreu nas camadas mais profundas do mioc&#225;rdio, utilizando apenas cateteres em superf&#237;cie endoc&#225;rdica e epic&#225;rdica. </p>
    <p>Ao avaliarmos a incid&#234;ncia dos circuitos epic&#225;rdicos e endoc&#225;rdicos e considerarmos apenas aqueles que puderam ser comprovadamente abordados e modificados com sucesso, a incid&#234;ncia dos circuitos epic&#225;rdicos foi maior quando comparada com os circuitos endoc&#225;rdicos. Em duas ocasi&#245;es, em superf&#237;cie epic&#225;rdica, apesar da valida&#231;&#227;o de um bom local para aplica&#231;&#227;o de radiofrequ&#234;ncia, esta n&#227;o p&#244;de ser realizada devido &#224; proximidade de vasos coronarianos importantes. </p>
    <p>Portanto, em todos os circuitos localizados na superf&#237;cie epic&#225;rdica em que foi realizada aplica&#231;&#227;o por radiofrequ&#234;ncia, houve interrup&#231;&#227;o da arritmia e n&#227;o reindu&#231;&#227;o da taquicardia ventricular. J&#225; em superf&#237;cie endoc&#225;rdica, apesar da localiza&#231;&#227;o de bons eletrogramas e valida&#231;&#227;o adequada, 5 das taquicardias n&#227;o puderam ser interrompidas ap&#243;s v&#225;rias tentativas de aplica&#231;&#227;o de radiofrequ&#234;ncia. O insucesso da aplica&#231;&#227;o da radiofrequ&#234;ncia em 5 das 9 taquicardias ventriculares de origem supostamente endoc&#225;rdica pode estar relacionado &#224; participa&#231;&#227;o de fibras transmurais, de dif&#237;cil abordagem por cateteres convencionais de abla&#231;&#227;o, utilizados em nosso estudo, e justificando a utiliza&#231;&#227;o de cateteres de ponta irrigada nesta condi&#231;&#227;o<sup>16</sup>.</p>
    <p>Caberia a discuss&#227;o de que a maior facilidade de abordagem bem sucedida aos circuitos epic&#225;rdicos pode estar relacionada tanto &#224; sua maior incid&#234;ncia como a um menor trajeto intramural participante de tais circuitos, o que favoreceria a mais f&#225;cil identifica&#231;&#227;o e resolu&#231;&#227;o terap&#234;utica utilizando-se cateteres convencionais. Por&#233;m, a aus&#234;ncia de um grupo controle n&#227;o nos permite avaliar adequadamente esses dados.</p>
    <p>A taxa de complica&#231;&#245;es durante o mapeamento foi de 7,6%, dois eventos, resolvidos plenamente, em 26 pacientes estudados. A embolia arterial ocorreu para por&#231;&#227;o digital de membro inferior direito, claramente relacionado com a pun&#231;&#227;o arterial femoral. O hemoperic&#225;rdio p&#244;de ser identificado devido &#224; constante observa&#231;&#227;o da excurs&#227;o da borda do cora&#231;&#227;o &#224; radioscopia e aspira&#231;&#227;o de sangue pelo introdutor localizado em espa&#231;o peric&#225;rdico, antes mesmo que o paciente apresentasse sinais de tamponamento card&#237;aco. Visto que ambas as complica&#231;&#245;es foram n&#227;o fatais e de f&#225;cil e completa resolu&#231;&#227;o, consideramos o m&#233;todo de mapeamento descrito seguro.</p>
    <p>O mapeamento simult&#226;neo endoc&#225;rdico e epic&#225;rdico durante a TV sustentada &#233; uma t&#233;cnica com limita&#231;&#245;es relacionadas &#224; apresenta&#231;&#227;o da TV sustentada, tais como tolerabilidade hemodin&#226;mica, n&#250;mero de circuitos, n&#250;mero de morfologias e dificuldade de manuten&#231;&#227;o da taquicardia. </p>
    <p>O n&#250;mero de pacientes do nosso estudo tamb&#233;m n&#227;o permite uma avalia&#231;&#227;o adequada quanto ao impacto na mortalidade ap&#243;s terap&#234;utica por aplica&#231;&#227;o de radiofrequ&#234;ncia. No entanto, quando avaliamos a recorr&#234;ncia da arritmia, 90,0% dos pacientes submetidos &#224; abla&#231;&#227;o com sucesso n&#227;o apresentaram novo epis&#243;dio de taquicardia ventricular, durante o seguimento. Apesar da elevada taxa de mortalidade observada (28,0%), as mortes n&#227;o foram diretamente relacionadas &#224;s arritmias.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Circuitos sub-epic&#225;rdicos s&#227;o frequentes em pacientes com cardiopatia n&#227;o isqu&#234;mica. O mapeamento epic&#225;rdico com m&#250;ltiplos cateteres, realizado simultaneamente com o mapeamento endoc&#225;rdico, contribui para a identifica&#231;&#227;o desses circuitos em um mesmo procedimento. A extensa &#225;rea de atividade pr&#233;-sist&#243;lica registrada pelos microcateteres em superf&#237;cie epic&#225;rdica e as m&#237;nimas altera&#231;&#245;es na sequ&#234;ncia da atividade pr&#233;-sistolica, durante as mudan&#231;as espont&#226;neas de morfologia, podem estar relacionadas com particularidades dos circuitos macrorreentrantes das cardiopatias n&#227;o isqu&#234;micas, ainda a serem definidas.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pelo CNPq.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Ge&#243;rgia Guedes da Silva pela Escola Paulista de Medicina - Unifesp.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Georgia Guedes da Silva </p>
        <p> Rua Alves Guimar&#227;es, 960/12 - Pinheiros </p>
        <p> 05410-001 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="georgia_guedes@uol.com.br">georgia_guedes@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 27/09/09; revisado recebido em 12/07/10; aceito em 16/07/10.</p>
  </body>
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          <volume>60</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Mechanisms causing sustained ventricular tachycardia with multiple QRS morphologies: results of mapping studies in the infarcted canine heart</article-title>
          <source>Circulation</source>
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            <year>1997</year>
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          <fpage>3721</fpage>
          <lpage>31</lpage>
          <issue>10</issue>
          <volume>96</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Epicardial and endocardial activation during sustained ventricular tachycardia in man</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>1980</year>
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          <fpage>1227</fpage>
          <lpage>38</lpage>
          <issue>6</issue>
          <volume>61</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Epicardial and endocardial mapping of ventricular tachycardia in patients with myocardial infarction</article-title>
          <source>Circulation</source>
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            <year>1991</year>
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          <fpage>1058</fpage>
          <lpage>71</lpage>
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          <volume>84</volume>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Mapeo epic&#225;rdico de la taquicardia ventricular sostenida en cardiopat&#237;as no isqu&#233;micas</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La complejidad de los circuitos reentrantes relacionados a las taquicardias ventriculares disminuye los &#237;ndices de &#233;xito de los procedimientos de ablaci&#243;n por radiofrecuencia. OBJETIVO: Evaluar si el mapeo epic&#225;rdico con m&#250;ltiples electrodos realizado simult&#225;neamente con el mapeo endoc&#225;rdico ayuda en la ablaci&#243;n de la taquicardia ventricular (TV) sostenida en pacientes con cardiopat&#237;a no isqu&#233;mica. M&#201;TODOS: Veinte y seis pacientes con TV sostenida recurrente, siendo 22 (84,6%) con cardiopat&#237;a chag&#225;sica cr&#243;nica, dos (7,7%) con cardiomiopat&#237;a dilatada idiop&#225;tica y dos (7,7%) portadores de displasia arritmog&#233;nica del ventr&#237;culo derecho, fueron sometidos a mapeo epic&#225;rdico con dos o tres microcat&#233;teres, con 8 electrodos cada uno, simult&#225;neamente al mapeo endoc&#225;rdico convencional. Se utiliz&#243; cat&#233;ter con punta de 4 mm para ablaci&#243;n con radiofrecuencia (RF) realizada durante la TV inducida. RESULTADOS: De las 33 TVs inducidas, 25 fueron mapeadas y 20 tuvieron su origen definido. Once con origen epic&#225;rdica y 9 endoc&#225;rdica. La estimulaci&#243;n ventricular programada no indujo TV sostenida en 11 (42,0%) de los 26 pacientes despu&#233;s de la ablaci&#243;n. Eventos como recurrencia de la TV y muerte ocurrieron en 10,0% de los pacientes sometidos a la ablaci&#243;n con &#233;xito, y en 59,0% de los fracasos, en control ambulatorio medio de 357 &#177; 208 d&#237;as. CONCLUSI&#211;N: Circuitos subepic&#225;rdicos son frecuentes en pacientes con cardiopat&#237;a no isqu&#233;mica. El mapeo epic&#225;rdico con m&#250;ltiples cat&#233;teres realizado simult&#225;neamente con el mapeo endoc&#225;rdico contribuye a la identificaci&#243;n de estos circuitos en un mismo procedimiento.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Taquicardia ventricular</kwd>
        <kwd>cardiopat&#237;as</kwd>
        <kwd>arritmias card&#237;acas</kwd>
        <kwd>ablaci&#243;n por cat&#233;ter</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Mapeo epic&#225;rdico de la taquicardia ventricular sostenida en cardiopat&#237;as no isqu&#233;micas</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Ge&#243;rgia Guedes da Silva; Henrique Horta Veloso; Luiz Roberto Leite; Roberto Lima Farias; Angelo Amato Vincenzo de Paola</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La complejidad de los circuitos reentrantes relacionados a las taquicardias ventriculares disminuye los &#237;ndices de &#233;xito de los procedimientos de ablaci&#243;n por radiofrecuencia. </p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar si el mapeo epic&#225;rdico con m&#250;ltiples electrodos realizado simult&#225;neamente con el mapeo endoc&#225;rdico ayuda en la ablaci&#243;n de la taquicardia ventricular (TV) sostenida en pacientes con cardiopat&#237;a no isqu&#233;mica. </p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Veinte y seis pacientes con TV sostenida recurrente, siendo 22 (84,6%) con cardiopat&#237;a chag&#225;sica cr&#243;nica, dos (7,7%) con cardiomiopat&#237;a dilatada idiop&#225;tica y dos (7,7%) portadores de displasia arritmog&#233;nica del ventr&#237;culo derecho, fueron sometidos a mapeo epic&#225;rdico con dos o tres microcat&#233;teres, con 8 electrodos cada uno, simult&#225;neamente al mapeo endoc&#225;rdico convencional. Se utiliz&#243; cat&#233;ter con punta de 4 mm para ablaci&#243;n con radiofrecuencia (RF) realizada durante la TV inducida. </p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> De las 33 TVs inducidas, 25 fueron mapeadas y 20 tuvieron su origen definido. Once con origen epic&#225;rdica y 9 endoc&#225;rdica. La estimulaci&#243;n ventricular programada no indujo TV sostenida en 11 (42,0%) de los 26 pacientes despu&#233;s de la ablaci&#243;n. Eventos como recurrencia de la TV y muerte ocurrieron en 10,0% de los pacientes sometidos a la ablaci&#243;n con &#233;xito, y en 59,0% de los fracasos, en control ambulatorio medio de 357 &#177; 208 d&#237;as.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Circuitos subepic&#225;rdicos son frecuentes en pacientes con cardiopat&#237;a no isqu&#233;mica. El mapeo epic&#225;rdico con m&#250;ltiples cat&#233;teres realizado simult&#225;neamente con el mapeo endoc&#225;rdico contribuye a la identificaci&#243;n de estos circuitos en un mismo procedimiento. </p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Taquicardia ventricular, cardiopat&#237;as, arritmias card&#237;acas, ablaci&#243;n por cat&#233;ter. </p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Las arritmias ventriculares son frecuentes en las cardiomiopat&#237;as con origen no isqu&#233;mica, siendo com&#250;n la ocurrencia de taquicardia ventricular (TV) no sostenida en hasta 60,0% de los pacientes sometidos al monitoreo electrocardiogr&#225;fico de 24 horas<sup>1-3</sup>. Cuando es comparada a los pacientes sin arritmia sostenida, la TV sostenida est&#225; relacionada a un mayor grado de fibrosis mioc&#225;rdica y comprende tanto fibras subendoc&#225;rdicas como subepic&#225;rdicas<sup>4,5</sup>. </p>
      <p>Los &#237;ndices de &#233;xito de la ablaci&#243;n con radiofrecuencia (RF) son inferiores en esas cardiopat&#237;as cuando son comparados a los obtenidos en la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica, variando de 25 a 60,0%<sup>6-11</sup>. Con el objetivo de alcanzar mejores resultados, t&#233;cnicas de mapeo epic&#225;rdico fueron desarrolladas con acceso por las venas coronarias<sup>12</sup> y por punci&#243;n percut&#225;nea del espacio peric&#225;rdico<sup>13</sup>. La hip&#243;tesis de este estudio fue que el mapeo epic&#225;rdico y endoc&#225;rdico realizados simult&#225;neamente durante la TV sostenida permitir&#237;a que un mayor n&#250;mero de circuitos pudiesen ser identificados y ablacionados. </p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Estudio longitudinal con an&#225;lisis retrospectivo, comprendiendo 26 pacientes con TV sostenida y cardiopat&#237;a no isqu&#233;mica, aprobado por el comit&#233; de &#201;tica e Investigaci&#243;n del Hospital S&#227;o Paulo - Universidad Federal de S&#227;o Paulo. Todos los pacientes firmaron t&#233;rmino de consentimiento libre y aclarado. Fueron considerados elegibles para este estudio, pacientes consecutivos con cardiopat&#237;a no isqu&#233;mica y TV sostenida, recurrente, con tolerancia hemodin&#225;mica durante la taquicardia y refractariedad a la terap&#233;utica medicamentosa. Fueron excluidos del estudio pacientes cuya taquicardia no era tolerada hemodin&#225;micamente, con historia previa de cirug&#237;a card&#237;aca, patolog&#237;a peric&#225;rdica, gravidez y enfermedad cr&#243;nica grave. </p>
      <p>El estudio electrofisiol&#243;gico fue realizado con los pacientes bajo anestesia geral. Inicialmente, fue introducido un cat&#233;ter angiogr&#225;fico en el ventr&#237;culo derecho, v&#237;a acceso venoso femoral. Enseguida, se procedi&#243; a la punci&#243;n subxifoide a fin de alcanzar el espacio peric&#225;rdico. Durante esta punci&#243;n, para una mejor visibilizaci&#243;n de los l&#237;mites del ventr&#237;culo derecho, fue realizada la inyecci&#243;n manual de contraste en este ventr&#237;culo. La punci&#243;n y posterior introducci&#243;n del hilo gu&#237;a en el espacio peric&#225;rdico fueron realizadas en proyecci&#243;n oblicua anterior izquierda. </p>
      <p>Un introductor 8 F est&#225;ndar o un introductor largo fue inserido en el espacio peric&#225;rdico y, basados en los electrocardiogramas de las TVs cl&#237;nicas, dos o tres microcat&#233;teres octapolares, 3,3 F, con electrodos de 3 mm y espacios interelectrodos de 2 mm (Revelation<sup>TM</sup>,Cardima, Freemont, California, USA), fueron posicionados en las &#225;reas de inter&#233;s. Los cat&#233;teres endoc&#225;rdicos convencionales fueron introducidos por la vena y arteria femoral derecha para estimulaci&#243;n ventricular, mapeo y ablaci&#243;n. Un bolo de 5.000 UI de heparina, v&#237;a endovenosa, fue realizado despu&#233;s de todas las punciones, seguido por 1.000 UI por hora. </p>
      <p>Tres derivaciones de superficie, DI, avf y V1, los electrogramas intracavitarios del ventr&#237;culo derecho y ventr&#237;culo izquierdo, adem&#225;s de las 16 derivaciones epic&#225;rdicas de los microcat&#233;teres, fueron registradas durante el procedimiento por los pol&#237;grafos BARD <italic>Electrophysiology- Labsystem-version 2.97 </italic>o TEB (<italic>Tecnologia Eletr&#244;nica Brasileira</italic>). Los registros bipolares fueron filtrados de 100 a 500 Hz y en velocidades de 25, 100 y 200 mm/s. La estimulaci&#243;n ventricular programada fue realizada con dos ciclos (600 y 450 ms) y con hasta tres extraest&#237;mulos, en &#225;pice y v&#237;a de salida del ventr&#237;culo derecho. Los microcat&#233;teres epic&#225;rdicos y el cat&#233;ter endoc&#225;rdico fueron posicionados en todos los pacientes antes del inicio del mapeo (<xref ref-type="fig" rid="es_a05tab01m-body2">Figura 1</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a05tab01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Si los electrogramas registrados por los microcat&#233;teres sugiriesen origen epic&#225;rdico, el cat&#233;ter endoc&#225;rdico era posicionado en la regi&#243;n endoc&#225;rdica m&#225;s pr&#243;xima a la mayor actividad presist&#243;lica registrada por los microcat&#233;teres epic&#225;rdicos (por lo menos 30 ms). Si el mapeo sugiriese circuito epic&#225;rdico, los microcat&#233;teres eran retirados e introducido un cat&#233;ter cuadripolar de 4 mm, convencional, 7 u 8 F, en el espacio peric&#225;rdico, para ablaci&#243;n. En la presencia de circuitos endoc&#225;rdicos, la estrategia de mapeo simult&#225;neo era semejante y t&#233;cnicas convencionales de ablaci&#243;n endoc&#225;rdica eran utilizadas. Los circuitos fueron definidos como de ubicaci&#243;n epic&#225;rdica cuando, despu&#233;s de yustaposici&#243;n de los cat&#233;teres endoc&#225;rdicos y epic&#225;rdicos, se observaba presencia de potenciales mesodiast&#243;licos o actividad presist&#243;lica m&#225;s precoz en esta superficie, con encarrilamiento compatible con ubicaci&#243;n en el istmo protegido del circuito reentrante. </p>
      <p>La cinecoronariograf&#237;a fue realizada antes de la aplicaci&#243;n de radiofrecuencia en la superficie epic&#225;rdica a fin de evitar lesi&#243;n de arterias coronarias. La distancia entre el cat&#233;ter y la arteria coronaria fue medida utilizando el programa <italic>Cardiovascular Measurement System, version</italic> 3.0 (<italic>Medical Imaging Systems, Neunem, The Netherlands</italic>). Cuando la distancia entre la arteria coronaria y el electrodo distal del cat&#233;ter de ablaci&#243;n era menor que 10 mm, la aplicaci&#243;n de radiofrecuencia no era realizada. </p>
      <p>La potencia m&#225;xima durante la aplicaci&#243;n de radiofrecuencia fue de 50 watts, limitada por la temperatura, m&#225;xima de 60&#186; C (<italic>EP Technologies Radiofrequency</italic>). Si la TV era interrumpida en los primeros 20 segundos, la radiofrecuencia era prolongada por 60 minutos. El &#233;xito del procedimiento de ablaci&#243;n fue definido por la no inducci&#243;n de TV utilizando el protocolo completo de estimulaci&#243;n, con dos ciclos de frecuencia y hasta tres extraest&#237;mulos. Los pacientes permanec&#237;an en unidad card&#237;aca intensiva por 24 horas y un ecocardiograma transtor&#225;cico era realizado despu&#233;s del procedimiento. </p>
      <p>Todos los pacientes recibieron alta hospitalaria en uso de amiodarona y fueron seguidos en consultas ambulatorias peri&#243;dicas despu&#233;s de 7 d&#237;as, 30 d&#237;as, y, entonces, cada tres meses, a fin de evaluar ocurrencia de muerte s&#250;bita, recurrencia de la taquicardia ventricular y complicaciones relacionadas al procedimiento. </p>
      <p>Para an&#225;lisis estad&#237;stic, se utiliz&#243; el programa <italic>SPSS 8.0.1</italic><sup>&#174;</sup>, para ambiente operativo <italic>Windows</italic><sup>&#174;</sup>. Variables fueron comparadas entre los grupos por el test t de <italic>student</italic> (Gosset). Las comparaciones entre los grupos comprendiendo variables continuas con distribuci&#243;n no param&#233;trica fueron realizadas por medio del test de <italic>Mann-Whitney</italic> para variables independientes. Para el caso de diferencia entre proporciones, utilizamos el test del qui-cuadrado o el test exacto de Fisher. Todos los tests fueron bicaudales y fue utilizada la probabilidad de significancia (p) menor que 0,05 para rechazo de la hip&#243;tesis de nulidad. </p>
      <p>Este estudio fue realizado con el apoyo financiero del Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico y Tecnol&#243;gico - CNPq. </p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>De los 26 pacientes estudiados, 22 (84,6%) eran portadores de cardiopat&#237;a chag&#225;sica cr&#243;nica, dos (7,7%) de cardiomiopat&#237;a dilatada idiop&#225;tica, y dos (7,7%) de displasia arritmog&#233;nica del ventr&#237;culo derecho. La fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo vari&#243; de 27,0% a 79,0%, con media de 45,0% &#177; 12,0% al ecocardiograma. Disfunci&#243;n segmentaria en el ventr&#237;culo izquierdo fue identificada en 15 pacientes (57,7%), siendo un portador de cardiomiopat&#237;a dilatada y 14 de cardiopat&#237;a chag&#225;sica cr&#243;nica. Ocho pacientes presentaban disfunci&#243;n segmentaria (30,8%) en la regi&#243;n &#237;nfero-lateral, 4 (15,4%) en la regi&#243;n medio-inferior y tres (11,5%) en el segmento &#225;ntero-apical. Ocho pacientes (31,0%) se encontraban en la clase funcional I de la <italic>New York Heart Association</italic>, y 18 (69,0%) en la clase funcional II. Seis pacientes (23,0%) fueron recuperados de parada card&#237;aca. Tres pacientes (11,5%) eran portadores de cardioversor-desfibrilador implantable. Todos estaban en uso de amiodarona, con dosis variando entre 200 y 600 mg/d&#237;a, media de 400 mg/d&#237;a (Tabla 1). </p>
      <p>De las 33 taquicardias sustentadas inducidas por estimulaci&#243;n ventricular programada, 25 pudieron ser mapeadas y el lugar de origen fue claramente definido en 20. De esas, 11 (55,0%) ten&#237;an ubicaci&#243;n epic&#225;rdica y 9 (45,0%) endoc&#225;rdicas. Seis pacientes ten&#237;an apenas una taquicardia con origen endoc&#225;rdico y un paciente ten&#237;a dos TV endoc&#225;rdicas. Diez pacientes presentaban una TV epic&#225;rdica y un paciente presentaba una TV epic&#225;rdica y otra endoc&#225;rdica. El lugar de origen no pudo ser identificado en 8 TVs, aun despu&#233;s de exhaustivo mapeo. En las otras 5 TVs, la ubicaci&#243;n no fue posible debido a la presencia de inestabilidad hemodin&#225;mica logo despu&#233;s de inducci&#243;n de la TV sostenida. Dieciocho cambios de morfolog&#237;a ocurrieron espont&#225;neamente en 10 pacientes, durante mapeo endoc&#225;rdico y epic&#225;rdico simult&#225;neo. Solamente en 4 (22,0%) de esos cambios, se observ&#243; inversi&#243;n en la secuencia de activaci&#243;n ventricular. En tres de los cambios, hubo inversi&#243;n del est&#225;ndar de secuencia de epiendoc&#225;rdica para endoepic&#225;rdica y, en la 4&#170;, ocurri&#243; lo inverso. </p>
      <p>La aplicaci&#243;n de radiofrecuencia fue exitosa en 9 (82,0%) de las 11 taquicardias ubicadas en superficie epic&#225;rdica y en apenas 4 (44,0%) de las 9 taquicardias con ubicaci&#243;n endoc&#225;rdica. De las 9 taquicardias ubicadas en superficie epic&#225;rdica, tres de ellas se encontraban en el ventr&#237;culo derecho, dos en la regi&#243;n de v&#237;a de salida del VD (<xref ref-type="fig" rid="es_a05tab02m-body2">Figura 2</xref>) y una en su pared inferior. De aquellas ubicadas en el ventr&#237;culo izquierdo, 6 se ubicaban en la regi&#243;n &#237;nfero-lateral, una en la regi&#243;n &#237;nfero-apical y una en la regi&#243;n &#225;ntero-apical. De las 8 taquicardias ubicadas en el ventr&#237;culo izquierdo, 7 fueron abordadas con &#233;xito (5 en regi&#243;n &#237;nfero-lateral, una &#237;nfero-apical, una en la pared &#225;ntero-apical). De las tres ubicadas en el ventr&#237;culo derecho, en dos, se obtuvo &#233;xito (ambas ubicadas en la v&#237;a de salida del VD). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a05tab02m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>En dos pacientes, despu&#233;s de la realizaci&#243;n de la coronariograf&#237;a, se observ&#243; gran proximidad de una rama coronaria importante y el lugar de la arritmia (uno en la pared inferior del VD y otro en la pared anterior del VE), impidiendo la aplicaci&#243;n de radiofrecuencia (<xref ref-type="fig" rid="es_a05tab03m-body2">Figura 3</xref>). En otros dos procedimientos, dos diferentes circuitos fueron tratados con &#233;xito en un mismo paciente: un paciente presentaba dos circuitos endoc&#225;rdicos (en las paredes &#225;ntero-apical y &#237;nfero-lateral) y, en el otro, fue documentado un circuito endoc&#225;rdico en la pared anterior y un circuito epic&#225;rdico en la pared &#237;nfero-lateral. En 6 pacientes, durante el mapeo epic&#225;rdico con los microcat&#233;teres octopolares, se observ&#243; una actividad pr&#233;sist&#243;lica de por lo menos 40 ms, registrada en tres o 4 pares secuenciales de electrodos, alcanzando extensi&#243;n mayor de tres cent&#237;metros (<xref ref-type="fig" rid="es_a05tab04m-body2">Figura 4</xref>). La aplicaci&#243;n de radiofrecuencia fue realizada con &#233;xito en esas regiones en 4 de los casos. </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a05tab03m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a05tab04m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gf04-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>La potencia media, impedancia y temperatura durante las aplicaciones de radiofrecuencia endoc&#225;rdicas no difirieron de las aplicaciones epic&#225;rdicas (20,5 &#177; 13,2 watts, 90,3 &#177; 14,6 &#937;, 54,3 &#177; 7,5&#186; C y 22,7 &#177; 10,4 watts, 119,4 &#177; 71,4 &#937;, 54,7 &#177; 6,0&#186; C, respectivamente). </p>
      <p>&#201;xito inmediato fue obtenido en 11 de los 26 pacientes (42,0%, IC 95,0%; 22,0% a 63,0%) y en 13 de las 25 taquicardias inducidas y mapeables (52,0%, IC 95,0%; 27,0% a 66,0%), pasando a 39,0% (13 de las 33 taquicardias), cuando fueron evaluadas todas las taquicardias inducidas y no solamente las mapeables. Nueve circuitos (32,0%) fueron tratados por ablaci&#243;n epic&#225;rdica y 4 circuitos (14,0%) por abordaje endoc&#225;rdico. La actividad presist&#243;lica fue observada en 7 de los lugares epic&#225;rdicos tratados con &#233;xito, teniendo duraci&#243;n media de 95 &#177; 24 ms (64 a 134 ms). Tres lugares endoc&#225;rdicos tratados presentaron actividad presist&#243;lica con duraci&#243;n media de 97 &#177; 19 ms (80 a 118 ms). Potenciales mesodiast&#243;licos validados por t&#233;cnica de encarrilamiento estuvieron presentes en dos circuitos epic&#225;rdicos y en un circuito endoc&#225;rdico. </p>
      <p>Un paciente present&#243; hemoperic&#225;rdio enseguida despu&#233;s de la punci&#243;n peric&#225;rdica sin se&#241;ales de taponamiento card&#237;aco, siendo realizado drenaje inmediato, lo que no impidi&#243; la continuidad del mapeo epic&#225;rdico. En otro procedimiento, un paciente evoluciono con cuadro de embolia arterial aguda para regi&#243;n distal de miembro inferior derecho, la cual fue solucionada por embolectom&#237;a por cat&#233;ter de Fogarty. </p>
      <p>Los pacientes fueron seguidos por media de 357 &#177; 208 d&#237;as (30 a 208 d&#237;as). Siete (22,0%) pacientes murieron: tres debido a insuficiencia card&#237;aca congestiva, dos por complicaciones relacionadas al transplante card&#237;aco y dos por muertes s&#250;bitas. De los 11 pacientes sometidos a ablaci&#243;n con &#233;xito, 10 (90,9%) no presentaron recurrencia de la arritmia y uno (9,1%) tuvo muerte s&#250;bita, dos a&#241;os despu&#233;s del procedimiento. De los 15 pacientes con TV inducida en el final del procedimiento, 7 (46,7%) no tuvieron recurrencia de la TV y 5 pacientes murieron. Por lo tanto, la frecuencia de eventos en los pacientes con &#233;xito en la ablaci&#243;n fue significativamente menor que la de los pacientes sin &#233;xito [1/11 (9,1%) <italic>vs</italic> 8/15 (53,3%), p &lt; 0,05]. </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En este estudio, investigamos la importancia del mapeo simult&#225;neo epic&#225;rdico y endoc&#225;rdico de la TV sostenida en pacientes con cardiopat&#237;a no isqu&#233;mica. En particular, el papel de la utilizaci&#243;n de m&#250;ltiples microcat&#233;teres en la superficie epic&#225;rdica como t&#233;cnica auxiliar de mapeo. Observamos que tal estrategia permiti&#243; un amplio registro de los potenciales generados en esa superficie, permitiendo un mapeo m&#225;s preciso y auxiliando a la identificaci&#243;n r&#225;pida de &#225;reas extensas con electrogramas fraccionados y con actividad presist&#243;lica, sustrato arritmog&#233;nico para la TV. Soejima et al<sup>8</sup> y Cano et al<sup>14</sup>, utilizando mapeo electroanat&#243;mico en portadores de cardiopat&#237;a dilatada de etiolog&#237;a no isqu&#233;mica, observaron que los circuitos se presentaban m&#225;s extensos en la superficie epic&#225;rdica cuando fueron comparados con los circuitos endoc&#225;rdicos. Garcia y colaboradores observaron hallazgo bastante semejante en la displasia arritmog&#233;nica de ventr&#237;culo derecho<sup>15</sup> y, m&#225;s recientemente, Henz et al<sup>16</sup> encontraron lo mismo en pacientes chag&#225;sicos. </p>
      <p>En nuestro estudio, pudimos observar cambio de la secuencia de activaci&#243;n ventricular, durante el cambio de morfolog&#237;a de las taquicardias. Alteraciones significativas en la secuencia de activaci&#243;n ocurrieron en solamente 22,0% de los 18 cambios de morfolog&#237;a del QRS. Estudios de cambios de morfolog&#237;a de las taquicardias fueron realizados en humanos, solamente durante procedimientos quir&#250;rgicos en pacientes post infarto agudo de miocardio y con taquicardias de origen endoc&#225;rdica<sup>17-21</sup>. </p>
      <p>Los estudios que evaluaron las m&#250;ltiples morfolog&#237;as, pero en general no el momento del cambio espont&#225;neo del complexo QRS, utilizaron t&#233;cnicas de mapeo intraoperatorio con varios electrodos registrando la actividad endoc&#225;rdica y epic&#225;rdica<sup>17-28</sup>. En nuestro estudio con portadores de cardiopat&#237;a no isqu&#233;mica, la mayor&#237;a de los cambios de morfolog&#237;a no estuvo asociada a la inversi&#243;n en la secuencia de activaci&#243;n, con discretos cambios en cuanto al lugar de mayor o menor actividad presist&#243;lica. Nuestro hallazgo puede sugerir que los mecanismos para los cambios de morfolog&#237;a ocurren solamente en la superficie de origen de la taquicardia. Reconocemos que, a pesar de tal caracter&#237;stica haber ocurrido en 88,0% de los cambios de morfolog&#237;a, no hay como saber que ocurri&#243; en las capas m&#225;s profundas del miocardio, utilizando apenas cat&#233;teres en superficie endoc&#225;rdica y epic&#225;rdica. </p>
      <p>Al evaluar la incidencia de los circuitos epic&#225;rdicos y endoc&#225;rdicos y considerar apenas aquellos que pudieron ser comprobadamente abordados y modificados con &#233;xito, la incidencia de los circuitos epic&#225;rdicos fue mayor cuando fue comparada con los circuitos endoc&#225;rdicos. En dos ocasiones, en superficie epic&#225;rdica, a pesar de la validaci&#243;n de un buen lugar para aplicaci&#243;n de radiofrecuencia, esta no pudo ser realizada debido a la proximidad de vasos coronarios importantes. </p>
      <p>Por lo tanto, en todos los circuitos ubicados en la superficie epic&#225;rdica en que fue realizada aplicaci&#243;n por radiofrecuencia, hubo interrupci&#243;n de la arritmia y no reinducci&#243;n de la taquicardia ventricular. En la superficie endoc&#225;rdica, a pesar de la ubicaci&#243;n de buenos electrogramas y validaci&#243;n adecuada, 5 de las taquicardias no pudieron ser interrumpidas despu&#233;s de varias tentativas de aplicaci&#243;n de radiofrecuencia. El fracaso de la aplicaci&#243;n de la radiofrecuencia en 5 de las 9 taquicardias ventriculares de origen supuestamente endoc&#225;rdica puede estar relacionado a la participaci&#243;n de fibras transmurales, de dif&#237;cil abordaje por cat&#233;teres convencionales de ablaci&#243;n, utilizados en nuestro estudio, y justificando la utilizaci&#243;n de cat&#233;teres de punta irrigada en esta condici&#243;n<sup>16</sup>. </p>
      <p>Cabr&#237;a la discusi&#243;n de que la mayor facilidad de abordaje exitosa a los circuitos epic&#225;rdicos puede estar relacionada tanto a su mayor incidencia como a un menor trayecto intramural participante de tales circuitos, lo que favorecer&#237;a la m&#225;s f&#225;cil identificaci&#243;n y resoluci&#243;n terap&#233;utica utilizando cat&#233;teres convencionales. Sin embargo, la ausencia de un grupo control no nos permite evaluar adecuadamente esos datos. </p>
      <p>La tasa de complicaciones durante el mapeo fue de 7,6%, de los eventos, resueltos plenamente, en 26 pacientes estudiados. La embolia arterial ocurri&#243; para porci&#243;n digital de miembro inferior derecho, claramente relacionada con la punci&#243;n arterial femoral. El hemopericardio pudo ser identificado debido a la constante observaci&#243;n de la excursi&#243;n del borde del coraz&#243;n a la radioscopia y aspiraci&#243;n de sangre por el introductor ubicado en espacio peric&#225;rdico, aun antes de que el paciente presentase signos de taponamiento card&#237;aco. Visto que ambas complicaciones fueron no fatales y de f&#225;cil y completa resoluci&#243;n, consideramos el m&#233;todo de mapeo descripto seguro. </p>
      <p>El mapeo simult&#225;neo endoc&#225;rdico y epic&#225;rdico durante la TV sostenida es una t&#233;cnica con limitaciones relacionadas a la presentaci&#243;n de la TV sostenida, tales como tolerabilidad hemodin&#225;mica, n&#250;mero de circuitos, n&#250;mero de morfolog&#237;as y dificultad de manutenci&#243;n de la taquicardia. </p>
      <p>El n&#250;mero de pacientes del nuestro estudio tampoco permite una evaluaci&#243;n adecuada en cuanto al impacto en la mortalidad despu&#233;s de terap&#233;utica por aplicaci&#243;n de radiofrecuencia. Mientras tanto, cuando evaluamos la recurrencia de la arritmia, 90,0% de los pacientes sometidos a la ablaci&#243;n con &#233;xito no presentaron nuevo episodio de taquicardia ventricular, durante el control. A pesar de la elevada tasa de mortalidad observada (28,0%), las muertes no fueron directamente relacionadas a las arritmias. </p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>Circuitos subepic&#225;rdicos son frecuentes en pacientes con cardiopat&#237;a no isqu&#233;mica. El mapeo epic&#225;rdico con m&#250;ltiples cat&#233;teres, realizado simult&#225;neamente con el mapeo endoc&#225;rdico, contribuye a la identificaci&#243;n de esos circuitos en un mismo procedimiento. La extensa &#225;rea de actividad presist&#243;lica registrada por los microcat&#233;teres en superficie epic&#225;rdica y las m&#237;nimas alteraciones en la secuencia de la actividad presistolica, durante los cambios espont&#225;neos de morfolog&#237;a, pueden estar relacionadas con particularidades de los circuitos macrorreentrantes de las cardiopat&#237;as no isqu&#233;micas, aun por ser definidas. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes. </p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>CNPq financi&#243; el presente estudio. </p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de tesis de Doctorado de Ge&#243;rgia Guedes da Silva, por la Escola Paulista de Medicina- Unifesp. </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Epicardial mapping of sustained ventricular tachycardia in nonischemic heart disease</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: The complexity of reentrant circuits related to ventricular tachycardias decreases the success rate of radiofrequency ablation procedures. OBJECTIVE: To evaluate whether the epicardial mapping with multiple electrodes carried out simultaneously with the endocardial mapping helps in ablation procedures of sustained ventricular tachycardia (VT) in patients with nonischemic heart disease. METHODS: Twenty-six patients with recurrent sustained VT, of which 22 (84.6%) presenting chronic chagasic cardiomyopathy, 2 (7.7%) with idiopathic dilated cardiomyopathy and 2 with right ventricular arrhythmogenic dysplasia (RVAD), were submitted to epicardial mapping with two or three microcatheters, with 8 electrodes each, simultaneously to the conventional endocardial mapping. A catheter with a 4-mm tip was used for the ablation by radiofrequency (RF) carried out during the induced VT. RESULTS: Of the 33 induced VT, 25 were mapped and 20 had their origin defined. Eleven had epicardial and 9 had endocardial origin. The programmed ventricular stimulation did not induce sustained VT in 11 (42.0%) of the 26 patients after the ablation. Events such as VT recurrence and death occurred in 10.0% of the patients submitted to successful ablation and in 59.0% of the unsuccessful cases, during a mean ambulatory follow-up of 357 &#177; 208 days. CONCLUSION: Subepicardial circuits are frequent in patients with nonischemic heart disease. The epicardial mapping with multiple catheters carried out simultaneously with the endocardial mapping contributes to the identification of these circuits in a same procedure.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Tachycardia, ventricular</kwd>
        <kwd>heart diseases</kwd>
        <kwd>arrhythmias, cardiac</kwd>
        <kwd>catheter ablation</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p><undefined id="tx-body3"/>Epicardial mapping of sustained ventricular tachycardia in nonischemic heart disease</p>
      <p>
        <bold>Ge&#243;rgia Guedes da Silva, Henrique Horta Veloso, Luiz Roberto Leite, Roberto Lima Farias, Angelo Amato Vincenzo de Paola</bold>
      </p>
      <p> Escola Paulista de Medicina - UNIFESP, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> The complexity of reentrant circuits related to ventricular tachycardias decreases the success rate of radiofrequency ablation procedures.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate whether the epicardial mapping with multiple electrodes carried out simultaneously with the endocardial mapping helps in ablation procedures of sustained ventricular tachycardia (VT) in patients with nonischemic heart disease.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Twenty-six patients with recurrent sustained VT, of which 22 (84.6%) presenting chronic chagasic cardiomyopathy, 2 (7.7%) with idiopathic dilated cardiomyopathy and 2 with right ventricular arrhythmogenic dysplasia (RVAD), were submitted to epicardial mapping with two or three microcatheters, with 8 electrodes each, simultaneously to the conventional endocardial mapping. A catheter with a 4-mm tip was used for the ablation by radiofrequency (RF) carried out during the induced VT.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> Of the 33 induced VT, 25 were mapped and 20 had their origin defined. Eleven had epicardial and 9 had endocardial origin. The programmed ventricular stimulation did not induce sustained VT in 11 (42.0%) of the 26 patients after the ablation. Events such as VT recurrence and death occurred in 10.0% of the patients submitted to successful ablation and in 59.0% of the unsuccessful cases, during a mean ambulatory follow-up of 357 &#177; 208 days.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Subepicardial circuits are frequent in patients with nonischemic heart disease. The epicardial mapping with multiple catheters carried out simultaneously with the endocardial mapping contributes to the identification of these circuits in a same procedure.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Tachycardia, ventricular; heart diseases; arrhythmias, cardiac; catheter ablation.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Ventricular arrhythmias are frequent in nonischemic cardiomyopathies, with sustained ventricular tachycardia (VT) being common in up to 60% of the patients submitted to Holter monitorization<sup>1-3</sup>. When compared to patients without sustained arrhythmia, the sustained VT is related to a higher degree of myocardial fibrosis and affects both subendocardial and subepicardial fibers<sup>4,5</sup>.</p>
      <p>The success rates of ablation by radiofrequency (RF) are lower in these types of cardiopathy when compared to those obtained with the ischemic type, ranging from 25% to 60%<sup>6-11</sup>. With the objective of attaining better results, epicardial mapping techniques have been developed, with access through the coronary vessels<sup>12</sup> and by percutaneous puncture of the pericardial space<sup>13</sup>. The hypothesis of the present study was that when the epicardial and endocardial mapping are performed simultaneously during sustained VT, it would allow a higher number of circuits to be identified and ablated. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The present was a longitudinal study with retrospective analysis, involving 26 patients with sustained VT and nonischemic cardiopathy. The study was approved by the Ethics Committee in Research of <italic>Hospital S&#227;o Paulo - Universidade Federal de S&#227;o Paulo</italic>. All patients signed the Free and Informed Consent Form. Consecutive patients with nonischemic cardiopathy and recurrent sustained VT, who presented hemodynamic tolerance during tachycardia and were refractory to conventional drug treatment, were considered eligible for the study. Patients who did not present hemodynamic tolerance during tachycardia, those with a previous history of heart surgery, pericardial pathology, severe chronic diseases, as well as pregnant patients, were excluded from the study. </p>
      <p>The electrophysiological study was carried out in patients under general anesthesia. Initially, an angiographic catheter was inserted into the right ventricle (RV), via femoral venous route. Subsequently, a subxiphoid puncture was performed in order to reach the pericardial space. A manual contrast injection into the RV was performed during this puncture, in order to attain better visualization of the RV boundaries. The puncture and posterior introduction of a guidewire in the pericardial space were carried out in the left anterior oblique view. </p>
      <p>A standard 8 F introducer sheath or long sheath was inserted into the pericardial space and based on the electrocardiographic recordings of the clinical VT, two or three 3,3 F octopolar microcatheters, with 3-mm electrodes and inter-electrode spaces of 2 mm (Revelation<sup>TM</sup>, Cardima, Freemont, California, USA), were positioned in the areas of interest. The conventional endocardial catheters were introduced through the right femoral vein and artery for ventricular stimulation, mapping and ablation. A <italic>bolus </italic>of 5,000 UI of heparin, via IV route, was administered after all punctures, followed by 1,000 UI per hour. </p>
      <p>Three body surface electrodes, DI, avf and V1, the intracavitary electrograms of the right ventricle (RV) and left ventricle (LV) , in addition to the 16 epicardial electrodes of the microcatheters, were recorded during the procedure by the BARD (Electrophysiology-Labsystem-version 2.97) or TEB (<italic>Tecnologia Eletr&#244;nica Brasileira</italic>) polygraphs. The bipolar recordings were filtered from 100 to 500 Hz at velocities of 25, 100 and 200 mm/s. The programmed ventricular stimulation was carried out with two cycles (600 and 450 ms) and with up to three extrastimuli, at the right ventricular apex and outflow tract. The epicardial microcatheters and the endocardial catheter were placed in all patients before the start of the mapping (<xref ref-type="fig" rid="fig01-body3">Figure 1</xref>).</p>
      <fig id="fig01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>If the electrograms recorded by the microcatheters suggested epicardial origin, the endocardial catheter was placed on the endocardial region closest to the highest pre-systolic activity recorded by the epicardial microcatheters (at least 30 ms). </p>
      <p>If the mapping suggested an epicardial circuit, the microcatheters were removed and a 4-mm conventional 7 or 8 F quadripolar catheter was placed in the pericardial space, for ablation. In the presence of endocardial circuits, the strategy of simultaneous mapping was similar and conventional techniques of endocardial ablation were used. The circuits were defined as having epicardial location when, after juxtaposition of the endocardial and epicardial catheters, the presence of mesodiastolic potentials or earlier pres-systolic activity was observed on this surface, with entrainment compatible with location in the protected isthmus of the reentry circuit.</p>
      <p>The coronary angiography was carried out before the use of RF on the epicardial surface in order to prevent coronary artery injury. The distance between the catheter and the coronary artery was measured using the Cardiovascular Measurement System program, release 3.0 (Medical Imaging Systems, Neunem, The Netherlands). When the distance between the coronary artery and the distal electrode of the ablation catheter was &lt; 10 mm, the RF was not applied. </p>
      <p>The maximum power during RF use was 50 watts, limited by a maximum temperature of 60&#186; C (EP Technologies Radiofrequency). If the VT was interrupted during the first 20 seconds, the RF was prolonged for 60 minutes. A successful ablation procedure was defined by the non-induction of VT, using the complete protocol of stimulation, with two cycles of frequency and up to three extrastimuli. </p>
      <p>The patients remained in the cardiac intensive care unit for 24 hours and a transthoracic echocardiogram was performed after the procedure. </p>
      <p>All patients were discharged from the hospital receiving amiodarone and were followed through sporadic ambulatory consultations after 7 days, 30 days, and then every three months, in order to assess the occurrence of sudden death, VT recurrence and complications related to the procedure. </p>
      <p>The statistical analysis was carried out through SPSS 8.0.1<sup>TM</sup> software package for Windows<sup>TM</sup>. Variables were compared between the groups by Student's <italic>t</italic> test (Gosset). The comparison between the groups involving continuous variables with non-parametric distribution was carried out by Mann-Whitney test for independent variables. When there was a difference between proportions, Chi-square test or Fisher's exact test were used. All tests were two-tailed and the probability of significance (p) used was &lt; 0.05 to reject the null hypothesis. </p>
      <p>The present study was carried out with financial support from <italic>Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico - CNPq</italic>. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Of the 26 patients studied, 22 (84.6%) presented chronic chagasic cardiopathy, two (7.7%) presented idiopathic dilated cardiomyopathy and two (7.7%) presented RV arrhythmogenic dysplasia. The left ventricular ejection fraction (LVEF) varied from 27.0% to 79.0%, with a mean of 45.0% &#177; 12.0% at the echocardiogram. Segmental dysfunction in the LV was identified in 15 patients (57.7%), of which 1 presented dilated cardiomyopathy and 14 presented chronic chagasic cardiopathy. Eight patients presented segmental dysfunction (30.8%) in the inferolateral region, 4 (15.4%) in the mid-inferior region and three (11.5%) in the anteroapical segment. Eight patients (31.0%) were-se New York Heart Association (NYHA) functional class I and 18 (69.0%) NYHA functional class II. Six patients (23.0%) recovered from cardiac arrest. Three patients (11.5%) had an implantable cardioverter-defibrillator. All of them used amiodarone, at a dose varying from 200 to 600 mg/day, mean of 400 mg/day (<xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Of the 33 sustained tachycardias induced by programmed ventricular stimulation, 25 could be mapped and the site of origin was clearly defined in 20. Of these, 11 (55.0%) had epicardial location and 9 (45.0%) had endocardial location. Six patients had only one tachycardia of endocardial origin and one patient had two endocardial VT. Ten patients presented epicardial VT and one patient presented one epicardial and another endocardial VT. The site of origin could not be identified in 8 VT, even after thorough mapping. In the other 5 VT, the location was not possible due to the presence of hemodynamic instability soon after the sustained VT was induced. Eighteen changes in morphology occurred spontaneously in 10 patients during the simultaneous endocardial and epicardial mapping. Only in 4 (22.0%) of these changes, an inversion in the sequence of ventricular activation was observed. In three of these changes, there was an inversion in the sequence pattern from epiendocardial to endoepicardial and in the fourth, the opposite occurred. </p>
      <p>RF was successfully applied in 9 (82.0%) of the 11 tachycardias located on the epicardial surface and in only 4 (44.0%) of the 9 tachycardias with endocardial location. Of the 9 tachycardias located on the epicardial surface, three of them were in the RV, two in the RV outflow tract region (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body3">Figure 2</xref>) and one in the inferior wall. Of those located in the LV, 6 were located in the inferolateral region, one in the inferoapical region and one in the anteroapical region. Of the 8 tachycardias located in the LV, 7 were successfully aborted (5 in the inferolateral region, one in the inferoapical region, one in the anteroapical wall). Of 3 located in the RV, two were successfully aborted, both located in the RV outflow tract. </p>
      <fig id="fig02-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>In two patients, after the coronary angiography was performed, the arrhythmia site was seen to be close to an important coronary branch (one in the RV inferior wall and another in the LV anterior wall), preventing the use of RF (<xref ref-type="fig" rid="fig03-body3">Figure 3</xref>). In two other procedures, two different circuits were successfully treated in a same patient: one patient presented two endocardial circuits (in the anteroapical and inferolateral walls) and in the other, an endocardial circuit in the anterior wall and an epicardial circuit in the inferolateral wall were documented. In 6 patients, a pre-systolic activity of at least 40 ms was observed during the epicardial mapping with the octopolar microcatheters, recorded in three or four sequential pairs of electrodes, reaching a larger extension than 3 cm (<xref ref-type="fig" rid="fig04-body3">Figure 4</xref>). The use of RF was successfully carried out in these cases.</p>
      <fig id="fig03-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gf03-en.jpg"/></fig>
      <fig id="fig04-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0114-00009-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>The mean power, impedance and temperature during the endocardial use of RF did not differ from the epicardial use (20.5 &#177; 13.2 watts, 90.3 &#177; 14.6 &#937;, 54.3 &#177; 7.5&#186; C and 22,.7 &#177; 10.4 watts, 119.4 &#177; 71.4 &#937;, 54.7 &#177; 6.0&#186; C, respectively). </p>
      <p>Immediate success was obtained with 11 of the 26 patients (42.0%, 95CI%: 22.0% to 63.0%) and in 13 of the 25 induced and mappable tachycardias (52.0%, 95%CI: 27.0% to 66.0%), which became 39.0% (13 of 33 tachycardias) when evaluating all induced tachycardias and not only the mappable ones. Nine circuits (32.0%) were treated by epicardial ablation and 4 (14.0%) by endocardial approach. The pre-systolic activity was observed in 7 of the epicardial sites treated successfully, with a mean duration of 95 &#177; 24 ms (64 to 134 ms). Three treated endocardial sites presented pre-systolic activity with a mean duration of 97 &#177; 19 ms (80 to 118 ms). Mesodiastolic potentials validated by entraining technique were present in two epicardial circuits and one endocardial circuit. </p>
      <p>One patient presented hemopericardium soon after the pericardial puncture, with no signs of cardiac tamponade, followed by immediate draining, which did not prevent the epicardial mapping to be concluded. In another procedure, the patient developed a picture of acute arterial embolism to the distal region of the right lower limb, which was solved by embolectomy, through a Fogarty catheter.</p>
      <p>The patients were followed by a mean of 357 &#177; 208 days (30 to 208 days). Seven (22.0%) patients died: three due to congestive heart failure, two due to complications related to heart transplant and two due to sudden death. Of the 11 patients submitted to successful ablation, 10 (90.9%) did not present arrhythmia recurrence and one (9.1%) died due to sudden death two years after the procedure. </p>
      <p>Of the 15 patients with induced VT at the end of the procedure 7 (46.7%) did not present VT recurrence and 5 patients died. Thus, the frequency of events in patients who were successfully submitted to ablation was significantly lower than in the patients who were not successfully treated by ablation [1/11 (9.1%) <italic>vs</italic> 8/15 (53.3%), p &lt; 0.05].</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The present study investigated the importance of the simultaneous epicardial and endocardial mapping of sustained VT in patients with nonischemic cardiopathy, and particularly, the role of the use of multiple microcatheters on the epicardial surface as an adjuvant mapping technique. We observed that such strategy allowed a broad recording of the potentials generated on that surface, allowing a more accurate mapping and helping in the fast identification of extensive areas with fractionated electrograms and with pres-systolic activity, arrhythmogenic substrate for VT. Soejima et al<sup>8</sup> and Cano et al<sup>14</sup>, using electroanatomical mapping in patients with dilated cardiopathy of nonischemic etiology, observed that the circuits were more extensive on the epicardial surface, when compared with the endocardial ones. Garcia et al observed a very similar finding in RV arrhythmogenic dysplasia<sup>15</sup> and, more recently, Henz et al<sup>16</sup> observed the same in chagasic patients. </p>
      <p>In our study, we observed a change in the sequence of ventricular activation during the change in morphology of the tachycardias. Significant alterations in the sequence of activation occurred in only 22% of the 18 changes in morphology of the QRS. Studies of changes in morphology of tachycardias have been carried out in humans only during surgical procedures in patients post-acute myocardial infarction and with tachycardias of endocardial origin<sup>17-21</sup>. </p>
      <p>The studies that evaluated the multiple morphologies, but in general not the moment of spontaneous change of the QRS complex, used intraoperative mapping techniques with several electrodes recording the endocardial and epicardial activity<sup>17-28</sup>. In the present study, carried out in patients with nonischemic cardiopathy, most of the changes in morphology were not associated with the inversion in the sequence of activation, with slight alterations regarding the site with higher or lower pres-systolic activity. Our finding might suggest that the morphological change mechanisms occur only on the surface of the tachycardia origin. We acknowledge that, in spite of this characteristic occurred in 88.0% of the changes in morphology, it is not possible to know what occurred at the deeper layers of the myocardium, using only catheters on the endocardial and epicardial surfaces. </p>
      <p>When evaluating the incidence of epicardial and endocardial circuits and considering only those that could be successfully approached and modified, the incidence of epicardial circuits was higher, when compared with the endocardial ones. </p>
      <p>In two cases, on the epicardial surface, in spite of the validation as a good location for the use of the RF, the latter could not be performed due to the proximity of important coronary vessels. </p>
      <p>Therefore, there was arrhythmia interruption in all circuits located on the epicardial surface to which RF was applied, without VT re-induction. </p>
      <p>On the other hand, on endocardial surface, in spite of the location of good electrograms and adequate validation, 5 of the tachycardias could not be interrupted, after several attempts to apply the RF. The lack of success when applying the RF in 5 of the 9 VT of supposedly endocardial origin might be related to the participation of transmural fibers, which are difficult to approach through conventional ablation catheters used in our study, thus justifying the use of catheters with an irrigated tip in this condition<sup>16</sup>.</p>
      <p>It would be interesting to discuss that the higher capacity for successful approach in epicardial circuits might be related to their higher incidence and a smaller transmural trajectory participating in these circuits, which would favor the easier identification and therapeutic resolution when using conventional catheters. However, the absence of a control group does not allow us to adequately assess these data. </p>
      <p>The rate of complications during the mapping was 7.6%, two events, which were completely solved in 26 studied patients. The arterial embolism occurred toward the digital portion of the right lower limb, clearly related with the femoral artery puncture. The hemopericardium was identified due to the constant observation of the heart border excursion at the radioscopy and blood aspiration by the sheath located in the pericardial space, even before the patient presented signs of cardiac tamponade. Considering that both complications were nonfatal and easily and completely resolved, we consider the described method of mapping to be safe. </p>
      <p>The simultaneous endocardial and epicardial mapping during the sustained VT is a technique with limitations related to the presentation of the sustained VT, such as hemodynamic tolerance, number of circuits, number of morphologies and difficulty to maintain the tachycardia. </p>
      <p>The number of patients in our study does not allow us to perform an adequate assessment regarding the impact on mortality after the therapeutic use of RF. However, when we analyze the recurrence of arrhythmia, 90.0% of the patients submitted to the successful ablation by RF did not present a new episode of VT during the follow-up. In spite of the elevated rate of mortality observed (28.0%), the deaths were not directly related with the arrhythmias.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>Sub-epicardial circuits are frequent in patients with nonischemic cardiopathy. The epicardial mapping with multiple catheters, when performed simultaneously with the endocardial mapping, contributes to the identification of these circuits in the same procedure. </p>
      <p>The extensive area of pres-systolic activity recorded by the microcatheters on the epicardial surface and the minimal alterations in the sequence of pre-systolic activity during the spontaneous changes in morphology might be related with particularities of the macro-reentrant circuits of nonischemic cardiopathies, which are yet to be defined.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by Cnpq.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Ge&#243;rgia Guedes da Silva, from <italic>Escola Paulista de Medicina - Unifesp</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
