<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">YdcRPFgPFfKkRHyPh7WFrkM</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000200004</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2011005000004</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Correla&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica com a capacidade m&#225;xima de exerc&#237;cio ao teste ergom&#233;trico</article-title>
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            <given-names>Maria Estef&#226;nia Bosco</given-names>
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          <named-content content-type="city">Bras&#237;lia</named-content>
          <named-content content-type="state">Distrito Federal</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Instituto de Cardiologia do Distrito Federal</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>107</fpage>
      <lpage>113</lpage>
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          <day>16</day>
          <month>11</month>
          <year>2009</year>
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          <day>08</day>
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          <day>11</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O aumento da press&#227;o de capilar pulmonar (PCP) &#233; um dos mecanismos de intoler&#226;ncia ao exerc&#237;cio. A avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica pelo ecocardiograma (ECO) &#233; capaz de estimar a PCP. OBJETIVO: Identificar vari&#225;veis determinantes da capacidade de exerc&#237;cio em paciente submetidos a teste ergom&#233;trico (TE) de rotina, ECO convencional e doppler tecidual (DT). M&#201;TODOS: Foram estudados, retrospectivamente, 640 pacientes submetidos a TE e ao ECO e DT. Pacientes com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o &lt; 55% foram exclu&#237;dos. As velocidades de Doppler mitral convencional foram obtidas em di&#225;stole precoce (E) e di&#225;stole tardia (A), e o DT do anel mitral mediu as velocidades de di&#225;stole precoce (e&#8217;) e di&#225;stole tardia (a&#8217;). E/e&#8217; &gt; 10 foi considerada uma estimativa de aumento da PCP. A capacidade m&#225;xima de esfor&#231;o foi avaliada pelo n&#250;mero de equivalentes metab&#243;licos (MET). Para an&#225;lise, os pacientes foram divididos em dois grupos: MET &lt; 7 (n = 48) e MET &gt; 7 (n = 572). O escore de Morise demonstrou uma popula&#231;&#227;o de baixo risco (60%) para doen&#231;a coron&#225;ria (DAC). RESULTADOS: O n&#250;mero de pacientes com E/e&#8217; &gt; 10 foi significativamente maior no grupo MET &lt; 7 em rela&#231;&#227;o a MET &gt; 7(41,7% vs 9,4%, p = 0,001), bem como a presen&#231;a de algum grau de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica (76,6% vs 34,1% p = 0,001). Pela an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica, as vari&#225;veis independentes de baixa capacidade de exerc&#237;cio (MET &lt; 7) foram a idade, o sexo feminino e a velocidade de A (di&#225;stole tardia). CONCLUS&#195;O: A disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica determinada pelo ECO, sexo feminino e idade est&#227;o associados com a menor capacidade de exerc&#237;cio em uma popula&#231;&#227;o de baixo risco de DAC.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Disfun&#231;&#227;o Ventricular</kwd>
        <kwd>teste de esfor&#231;o</kwd>
        <kwd>exerc&#237;cio</kwd>
        <kwd>di&#225;stole</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>14</day>
        <month>01</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>Correla&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica com a capacidade m&#225;xima de exerc&#237;cio ao teste ergom&#233;trico</p>
    <p>
      <bold>Maria Estef&#226;nia Bosco Otto; M&#225;rcio Mendes Pereira; Adenalva Lima de Souza Beck; Maur&#237;cio Milani</bold>
    </p>
    <p> Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, Bras&#237;lia, DF - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> O aumento da press&#227;o de capilar pulmonar (PCP) &#233; um dos mecanismos de intoler&#226;ncia ao exerc&#237;cio. A avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica pelo ecocardiograma (ECO) &#233; capaz de estimar a PCP. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Identificar vari&#225;veis determinantes da capacidade de exerc&#237;cio em paciente submetidos a teste ergom&#233;trico (TE) de rotina, ECO convencional e doppler tecidual (DT). </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foram estudados, retrospectivamente, 640 pacientes submetidos a TE e ao ECO e DT. Pacientes com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o &lt; 55% foram exclu&#237;dos. As velocidades de Doppler mitral convencional foram obtidas em di&#225;stole precoce (E) e di&#225;stole tardia (A), e o DT do anel mitral mediu as velocidades de di&#225;stole precoce (e') e di&#225;stole tardia (a'). E/e' &gt; 10 foi considerada uma estimativa de aumento da PCP. A capacidade m&#225;xima de esfor&#231;o foi avaliada pelo n&#250;mero de equivalentes metab&#243;licos (MET). Para an&#225;lise, os pacientes foram divididos em dois grupos: MET &lt; 7 (n = 48) e MET &gt; 7 (n = 572). O escore de Morise demonstrou uma popula&#231;&#227;o de baixo risco (60%) para doen&#231;a coron&#225;ria (DAC). </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> O n&#250;mero de pacientes com E/e' &gt; 10 foi significativamente maior no grupo MET &lt; 7 em rela&#231;&#227;o a MET &gt; 7(41,7% <italic>vs</italic> 9,4%, p = 0,001), bem como a presen&#231;a de algum grau de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica (76,6% <italic>vs</italic> 34,1% p = 0,001). Pela an&#225;lise de regress&#227;o log&#237;stica, as vari&#225;veis independentes de baixa capacidade de exerc&#237;cio (MET &lt; 7) foram a idade, o sexo feminino e a velocidade de A (di&#225;stole tardia). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica determinada pelo ECO, sexo feminino e idade est&#227;o associados com a menor capacidade de exerc&#237;cio em uma popula&#231;&#227;o de baixo risco de DAC.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Disfun&#231;&#227;o Ventricular, teste de esfor&#231;o, exerc&#237;cio, di&#225;stole.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A capacidade de exerc&#237;cio &#233; influenciada por in&#250;meros fatores, tais como idade avan&#231;ada<sup>1</sup>, comorbidades (s&#237;ndrome metab&#243;lica e hipertens&#227;o)<sup>2</sup>, obesidade<sup>3</sup> e condicionamento f&#237;sico pr&#233;vio<sup>1</sup>. A identifica&#231;&#227;o de outros fatores que modificam a capacidade de exerc&#237;cio &#233; de grande relev&#226;ncia, pois a revers&#227;o pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes e ter efeitos na sobrevida, j&#225; que a capacidade f&#237;sica est&#225; associada a progn&#243;stico tanto em indiv&#237;duos saud&#225;veis<sup>4-6</sup> quanto em pacientes portadores de cardiopatias<sup>7</sup>. </p>
    <p>Na tentativa de elucidar mecanismos card&#237;acos que diminuem a capacidade de exerc&#237;cio, a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o n&#227;o demonstrou correla&#231;&#227;o significativa, talvez por ser dependente da pr&#233;-carga<sup>8</sup>. Entretanto, a capacidade m&#225;xima de exerc&#237;cio, bem como os sintomas desenvolvidos com o esfor&#231;o, encontram-se diretamente relacionados ao aumento da press&#227;o capilar pulmonar e, portanto, com o aumento das press&#245;es de enchimento do ventr&#237;culo esquerdo. As press&#245;es de enchimento, por sua vez, est&#227;o diretamente relacionadas &#224; fun&#231;&#227;o diast&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo<sup>9,10</sup>. </p>
    <p>Estudos cl&#237;nicos recentes observaram uma significativa correla&#231;&#227;o entre capacidade de exerc&#237;cio e par&#226;metros da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica, principalmente em pacientes com doen&#231;a cardiovascular<sup>11</sup>. </p>
    <p>Avan&#231;os recentes na imagem de doppler tecidual aumentaram a acur&#225;cia do ecocardiograma na identifica&#231;&#227;o de anormalidades precoces da di&#225;stole<sup>12</sup> do ventr&#237;culo esquerdo, incluindo a estimativa das press&#245;es de enchimento<sup>13</sup>. Consequentemente, a utiliza&#231;&#227;o do doppler tecidual e da an&#225;lise da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica pode ser &#250;til no esclarecimento da correla&#231;&#227;o entre presen&#231;a de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica e capacidade m&#225;xima de exerc&#237;cio ao teste ergom&#233;trico.</p>
    <p>O presente estudo tem como objetivo a an&#225;lise da capacidade de exerc&#237;cio e a correla&#231;&#227;o com a fun&#231;&#227;o diast&#243;lica e os diversos par&#226;metros cl&#237;nicos em uma popula&#231;&#227;o formada predominantemente por indiv&#237;duos de baixo risco para doen&#231;a arterial coron&#225;ria. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foi realizado um estudo transversal retrospectivo (de julho de 2007 a janeiro de 2008), no qual se avaliaram 640 indiv&#237;duos com idade m&#233;dia de 49&#177;13 anos. O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica e Pesquisa do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal.</p>
    <p>Todos os indiv&#237;duos foram submetidos ao teste ergom&#233;trico e ao ecocardiograma transtor&#225;cico em um intervalo de at&#233; 30 dias<sup>14</sup>. Pacientes com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o &lt; 55% n&#227;o foram inclu&#237;dos na an&#225;lise.</p>
    <p>A capacidade funcional foi avaliada pelo equivalente metab&#243;lico pico (MET pico), obtido indiretamente por f&#243;rmulas<sup>15</sup>, de acordo com a velocidade e a inclina&#231;&#227;o m&#225;xima atingidas em um teste ergom&#233;trico incremental em esteira, com protocolo de rampa ajustado individualmente.</p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o ecocardiogr&#225;fica foi realizada com imagens bidimensionais do modo M e com doppler puls&#225;til, utilizando-se o equipamento Philips HDI 5000, com transdutor multifrequencial de 2 a 4 mHz. Velocidades de influxo mitral foram registradas com o doppler puls&#225;til no corte apical 4 c&#226;maras, com volume de amostragem de 5 mm na ponta dos folhetos mitrais. Foram medidas as velocidades de di&#225;stole precoce (E) e tardia (A), tempo de desacelera&#231;&#227;o e a raz&#227;o E/A tamb&#233;m foi calculada<sup>16</sup>. Utilizando o corte apical 4 c&#226;maras, um volume de amostra de 2 mm foi colocado na jun&#231;&#227;o da parede do VE com anel mitral septal para o registro do doppler tecidual, derivando as velocidades do tra&#231;ado durante a s&#237;stole (S), di&#225;stole precoce (e') e di&#225;stole tardia (a')<sup>12</sup>. A raz&#227;o E/e' foi calculada para estimar as press&#245;es de enchimento do VE, se maior que dez (10), consideramos aumento das press&#245;es de enchimento<sup>12</sup>. A utiliza&#231;&#227;o do ponto de corte de dez para a rela&#231;&#227;o E/e' &#233; baseada em dados publicados por Burgess e colaboradores, em que a rela&#231;&#227;o E/e' &gt; 10 (com e' do anel septal) era o melhor &#237;ndice para identificar os pacientes que aumentam as press&#245;es de enchimento durante o exerc&#237;cio, com sensibilidade de 71% e especificidade de 69%<sup>17</sup>.</p>
    <p>A an&#225;lise da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica foi realizada a partir de protocolo utilizado em nosso laborat&#243;rio, onde inicialmente avaliamos as velocidade de E e A do doppler puls&#225;til mitral, bem como o c&#225;lculo da rela&#231;&#227;o E/A. Na sequ&#234;ncia, s&#227;o adquiridas as velocidades de doppler tecidual do anel septal (e' e a'), e &#233; calculada a rela&#231;&#227;o E/e'. Pela imagem bidimensional, avaliamos o volume do &#225;trio esquerdo (AE). No caso de d&#250;vida do grau de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica pelos m&#233;todos anteriores, &#233; feita a avalia&#231;&#227;o das velocidades de fluxo da veia pulmonar ou a manobra de Valsalva. A partir desses par&#226;metros, a fun&#231;&#227;o diast&#243;lica &#233; classificada em: normal (E/A &gt; 0,8, e' &gt; 8 cm/s, volume do AE normal, n&#227;o consideramos a rela&#231;&#227;o E/e'); disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica com padr&#227;o de altera&#231;&#227;o de relaxamento (E/A &lt; 0,8, e'&lt; 8 cm/s, volume do AE vari&#225;vel e E/e' vari&#225;vel); disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica pseudonormal (E/A &gt; 0,8, e' &lt; 8 cm/s, volume do AE em geral aumentado e E/e' &gt; 15) e disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica restritiva (E/A &gt; 1,8, e'&lt;8 cm/s, volume do AE em geral aumentado e E/e' &gt; 15). Essa metodologia &#233; baseada em diversas classifica&#231;&#245;es de an&#225;lise da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica<sup>12,18,19</sup> e relativamente r&#225;pida para utiliza&#231;&#227;o na pr&#225;tica di&#225;ria do laborat&#243;rio de ecocardiograma.</p>
    <p>Para an&#225;lise estat&#237;stica, os indiv&#237;duos foram divididos em dois grupos: MET &lt; 7 (n = 48) e MET <underline>&gt;</underline> 7 (n = 572), segundo a capacidade de exerc&#237;cio.</p>
    <p>Indiv&#237;duos com MET pico &lt; 7 apresentam baixa capacidade f&#237;sica, geralmente associada a limita&#231;&#245;es funcionais e sintomatologia, al&#233;m de estarem expostos a maior risco de eventos cardiovasculares<sup>4-6,15</sup>. </p>
    <p>A associa&#231;&#227;o entre os grupos e as vari&#225;veis classificat&#243;rias foram avaliadas pelos testes qui-quadrado e Fisher. O teste de Wilcoxon foi utilizado para a compara&#231;&#227;o de m&#233;dias entre os dois grupos. As vari&#225;veis que apresentaram signific&#226;ncia estat&#237;stica na an&#225;lise univariada, foram utilizadas no ajuste do modelo de regress&#227;o log&#237;stica. Foi definido como signific&#226;ncia estat&#237;stica o valor de p &lt; 0,05. Para o processamento e a an&#225;lise estat&#237;stica, foram utilizados os programas Stata 8.0 e SAS.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>As caracter&#237;sticas cl&#237;nicas e as principais medidas ecocardiogr&#225;ficas basais est&#227;o descritas nas <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabelas 1</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab02">2</xref>, respectivamente.</p>
    <table-wrap id="tab01">
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      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>An&#225;lise da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica</bold>
    </p>
    <p>A fun&#231;&#227;o diast&#243;lica normal ocorreu em 62% dos indiv&#237;duos; 30,4% apresentavam disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica tipo altera&#231;&#227;o de relaxamento; 6,1%, tipo pseudonormal; 0,32%, tipo restritiva; e 1,1%, de grau indeterminado. Apenas 12,7% tinham press&#245;es de enchimento aumentadas (inferida por rela&#231;&#227;o E/e' &gt; 10). Dos 12,7%, 17 pacientes (2,6%) estavam com fun&#231;&#227;o diast&#243;lica normal e capacidade de exerc&#237;cio normal (MET &gt; 7).</p>
    <p>
      <bold>Risco de DAC na popula&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A probabilidade de DAC foi calculada a partir do escore de Morise<sup>20</sup>. Observamos 60% dos indiv&#237;duos com baixa probabilidade, 39% moderada e 1% alta. Portanto, a maioria dos pacientes apresentava baixa probabilidade de DAC.</p>
    <p>
      <bold>Determinantes da capacidade funcional de exerc&#237;cio pelo teste ergom&#233;trico</bold>
    </p>
    <p>Realizamos a an&#225;lise univariada da capacidade de exerc&#237;cio em MET em rela&#231;&#227;o aos par&#226;metros cl&#237;nicos e ecocardiogr&#225;ficos. Observamos que os par&#226;metros cl&#237;nicos que se associaram com a baixa capacidade funcional (MET &lt; 7) foram: sexo feminino, idade, presen&#231;a de DM, presen&#231;a de HAS e obesidade (<xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref>). Em rela&#231;&#227;o aos par&#226;metros ecocardiogr&#225;ficos, observamos que o &#237;ndice de massa do VE, a velocidade da onda A do fluxo mitral, a rela&#231;&#227;o E/A do fluxo mitral, a velocidade da onda e' do doppler tecidual do anel mitral, a velocidade da onda S do doppler tecidual do anel mitral e a rela&#231;&#227;o E/e' associavam-se a MET&lt;7 (<xref ref-type="table" rid="tab04">Tabela 4</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab03">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Os par&#226;metros cl&#237;nicos e ecocardiogr&#225;ficos que se associaram de maneira independente &#224; baixa capacidade de exerc&#237;cio no ajuste do modelo de regress&#227;o log&#237;stica foram a idade, o sexo feminino e a velocidade da onda A do fluxo mitral (<xref ref-type="table" rid="tab05">Tabela 5</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na an&#225;lise comparativa dos grupos MET &lt; 7 e MET &gt; 7 em rela&#231;&#227;o &#224; presen&#231;a de press&#245;es de enchimento aumentada (<xref ref-type="fig" rid="grf01">Gr&#225;fico 1</xref>), observamos que 41,6% dos indiv&#237;duos com baixa capacidade funcional apresentavam a rela&#231;&#227;o E/e' &gt; 10; enquanto somente 9,4% dos indiv&#237;duos apresentavam boa capacidade funcional. O mesmo ocorreu em rela&#231;&#227;o &#224; presen&#231;a de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica, e 76,6% dos pacientes com baixa capacidade funcional apresentavam algum grau de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica em compara&#231;&#227;o com 34,1% dos pacientes com melhor capacidade funcional (<xref ref-type="fig" rid="grf02">Gr&#225;fico 2</xref>).</p>
    <fig id="grf01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gf01.jpg"/></fig>
    <fig id="grf02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gf02.jpg"/></fig>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O novo e importante achado desta investiga&#231;&#227;o &#233; que, mesmo em pacientes com baixo risco de DAC, existe uma correla&#231;&#227;o significativa entre a fun&#231;&#227;o diast&#243;lica e a capacidade de exerc&#237;cio. Outro achado significativo, concordante com outros estudos<sup>1,10,21</sup>, &#233; que par&#226;metros cl&#237;nicos como a idade avan&#231;ada e o sexo feminino s&#227;o preditores independentes de baixa capacidade funcional. </p>
    <p>Sem d&#250;vida, a presen&#231;a de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica tem um fundamento fisiol&#243;gico na diminui&#231;&#227;o da capacidade de exerc&#237;cio, j&#225; que, durante o exerc&#237;cio, o d&#233;bito card&#237;aco m&#225;ximo &#233; dependente do enchimento diast&#243;lico. Na taquicardia induzida pelo exerc&#237;cio, ocorre um encurtamento da di&#225;stole. Se a di&#225;stole &#233; acompanhada de anormalidades no relaxamento e no enchimento do ventr&#237;culo esquerdo, as menores taxas de enchimento s&#227;o atingidas e tornam-se inadequadas para suprir o d&#233;bito card&#237;aco exigido durante o exerc&#237;cio, com consequente aumento das press&#245;es de enchimento e diminui&#231;&#227;o de sua capacidade m&#225;xima<sup>22</sup>. Quanto mais alterada a fun&#231;&#227;o diast&#243;lica inicial, menor &#233; a capacidade de exerc&#237;cio.</p>
    <p>Diversos estudos t&#234;m demonstrado boa correla&#231;&#227;o do doppler tecidual do anel mitral com capacidade funcional ao exerc&#237;cio<sup>23,24</sup>, provavelmente devido &#224; associa&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o E/e' com as press&#245;es de enchimento do ventr&#237;culo esquerdo<sup>19,25</sup>. Entretanto, a maior parte desses estudos foi realizada em uma popula&#231;&#227;o de indiv&#237;duos com alto risco cardiovascular ou em pacientes com doen&#231;a cardiovascular comprovada. Recentemente, Grewal e cols.<sup>10</sup> observou uma boa correla&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o E/e' com capacidade de exerc&#237;cio em uma popula&#231;&#227;o de risco cardiovascular moderado.</p>
    <p>A popula&#231;&#227;o analisada em nosso estudo foi caracterizada como baixo risco cardiovascular, e 62% dos indiv&#237;duos tinham fun&#231;&#227;o diast&#243;lica normal, bem como 60% apresentavam baixa probabilidade de DAC. Mesmo assim, pudemos encontrar correla&#231;&#245;es entre di&#225;stole e capacidade de exerc&#237;cio.</p>
    <p>No modelo do nosso protocolo, o n&#250;mero de pacientes com fun&#231;&#227;o diast&#243;lica normal foi alto, e o fato de a disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica predominante ser a altera&#231;&#227;o de relaxamento (30% dos pacientes) pode explicar por que a baixa capacidade funcional est&#225; associada ao aumento da velocidade da onda A do Doppler convencional mitral e n&#227;o a rela&#231;&#227;o E/e'. A velocidade de A aumenta nos pacientes com disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica do tipo altera&#231;&#227;o de relaxamento, tornando-se um par&#226;metro significativo em uma popula&#231;&#227;o com 30% de pacientes classificados nesse grau de disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica.</p>
    <p>O estudo realizado por Firstenberg e cols.<sup>26</sup> observou aus&#234;ncia de correla&#231;&#227;o entre a rela&#231;&#227;o E/e' e as press&#245;es de enchimento do ventr&#237;culo esquerdo em indiv&#237;duos sem doen&#231;as cardiovasculares e corrobora com os achados no presente protocolo, em que a maior parte dos pacientes n&#227;o apresentava doen&#231;a cardiovascular (60%). A base fisiol&#243;gica para essa aus&#234;ncia de correla&#231;&#227;o pode ser refor&#231;ada por recentes evid&#234;ncias que sugerem que a velocidade diast&#243;lica precoce do anel septal (e') sofre influ&#234;ncias significativas da pr&#233;-carga em ventr&#237;culos normais, o que n&#227;o ocorre nos ventr&#237;culos com altera&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o diast&#243;lica, principalmente altera&#231;&#245;es no relaxamento ventricular<sup>27</sup>.</p>
    <p>A idade avan&#231;ada foi outro fator independente relacionado &#224; baixa capacidade funcional. O decl&#237;nio da capacidade funcional &#233; evidenciado a partir dos 50 anos de idade, tornando-se mais evidente ap&#243;s os 75 anos, em ambos os sexos<sup>28</sup>. Em nosso estudo, a idade m&#233;dia dos indiv&#237;duos do grupo de MET &lt; 7 foi de 62,1 anos, corroborando com os dados acima. M&#250;ltiplos fatores relacionam-se com essa diminui&#231;&#227;o da capacidade funcional, tais como: diminui&#231;&#227;o da mobilidade articular, da massa muscular, da for&#231;a, da coordena&#231;&#227;o, da resist&#234;ncia e da presen&#231;a de doen&#231;as cr&#244;nicas<sup>28,29</sup>. </p>
    <p>Outra vari&#225;vel cl&#237;nica relacionada com a baixa capacidade funcional em nosso estudo foi o sexo feminino. Os fatores que explicam essa diferen&#231;a entre os sexos s&#227;o a reduzida capacidade de transporte de oxig&#234;nio, a menor massa muscular, o maior percentual de gordura e a menor aptid&#227;o cardiorrespirat&#243;ria observados nas mulheres<sup>30</sup>. </p>
    <p>As principais limita&#231;&#245;es deste estudo s&#227;o o delineamento retrospectivo, a utiliza&#231;&#227;o de somente alguns par&#226;metros na an&#225;lise de fun&#231;&#227;o diast&#243;lica pelo ecocardiograma, a avalia&#231;&#227;o da capacidade f&#237;sica de forma indireta pelo teste ergom&#233;trico e n&#227;o por ergoespirometria e o fato de o intervalo dos exames ter sido realizado em um per&#237;odo m&#225;ximo de 30 dias. Acrescentamos tamb&#233;m que n&#227;o houve acesso a dados laboratoriais e capacidade funcional pulmonar, pois in&#250;meros indiv&#237;duos faziam acompanhamento fora desta institui&#231;&#227;o. Todavia, a popula&#231;&#227;o estudada &#233; de baixo risco de DAC, sendo representativa de pacientes que realizam com frequ&#234;ncia avalia&#231;&#227;o de risco cardiovascular, tornando os par&#226;metros encontrados &#250;teis para a pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A disfun&#231;&#227;o diast&#243;lica determinada pelo ecocardiograma, o sexo feminino e a idade est&#227;o associados com a menor capacidade de exerc&#237;cio em uma popula&#231;&#227;o de baixo risco de DAC com fun&#231;&#227;o ventricular esquerda preservada.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Maria Estef&#226;nia Otto </p>
        <p> AOS 02 Bloco B apto 604 - Octogonal </p>
        <p> 70660-022 - Bras&#237;lia, DF - Brasil </p>
        <p> E&#8211;mail: </p>
        <p><email xlink:href="mariaestefaniaotto@gmail.com">mariaestefaniaotto@gmail.com</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="saraband@uol.com.br">saraband@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 08/10/09; revisado recebido em 16/11/09; aceito em 11/03/10.</p>
  </body>
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          <issue>2</issue>
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          <article-title>Age-related rates of decline in performance among elite senior athletes</article-title>
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          <article-title>Percentage decline in masters superathlete track and field performance with aging</article-title>
          <source>Exp Aging Res</source>
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          <article-title>Physiological differences between genders: Implications for sports conditioning</article-title>
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    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Correlation between diastolic function and maximal exercise capacity on exercise test</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Increased pulmonary capillary pressure (PCP) is one of the mechanisms of exercise intolerance. Assessment of the diastolic function by echocardiography (ECHO) enables estimation of PCP. OBJECTIVE: To identify variables that determine the exercise capacity in patients undergoing routine exercise test (ET), conventional ECHO, and tissue Doppler imaging (TD). METHODS: A total of 640 patients undergoing ET, ECHO, and TD were retrospectively studied. Patients with ejection fraction &lt; 55% were excluded. Mitral annulus velocities by conventional Doppler imaging were obtained in early diastole (E) and late diastole (A), and TD of the mitral annulus measured early diastole (e&#8217;) and late diastole (a&#8217;) velocities. E/e&#8217; &gt; 10 was considered an estimate of increased PCP. Maximal exercise capacity was analyzed by the number of metabolic equivalents (MET). The patients were divided into two groups for analysis: MET&lt;7 (n=48) and MET&gt;7 (n=572). Morise score showed a population at low risk (60%) for coronary artery disease (CAD). RESULTS: The number of patients with E/e&#8217; &gt; 10 was significantly higher in the MET &lt; 7 group in relation to the MET &gt; 7 group (41.7% vs 9.4%, p=0.001), and so was the presence of any degree of diastolic dysfunction (76.6% vs 34.1% p=0.001). Using logistic regression analysis, age, female gender and A velocity (late diastole) were the independent variables related to a low exercise capacity (MET &lt; 7). CONCLUSION: Diastolic dysfunction as determined by ECHO, female gender, and age are associated with a lower exercise capacity in a population at low risk for CAD.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Ventricular dysfunction</kwd>
        <kwd>exercise test</kwd>
        <kwd>exercise</kwd>
        <kwd>diastole</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Correlation between diastolic function and maximal exercise capacity on exercise test</p>
      <p>
        <bold>Maria Estef&#226;nia Bosco Otto; M&#225;rcio Mendes Pereira; Adenalva Lima de Souza Beck; Maur&#237;cio Milani</bold>
      </p>
      <p> Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, Bras&#237;lia, DF - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Increased pulmonary capillary pressure (PCP) is one of the mechanisms of exercise intolerance. Assessment of the diastolic function by echocardiography (ECHO) enables estimation of PCP.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To identify variables that determine the exercise capacity in patients undergoing routine exercise test (ET), conventional ECHO, and tissue Doppler imaging (TD).</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A total of 640 patients undergoing ET, ECHO, and TD were retrospectively studied. Patients with ejection fraction &lt; 55% were excluded. Mitral annulus velocities by conventional Doppler imaging were obtained in early diastole (E) and late diastole (A), and TD of the mitral annulus measured early diastole (e') and late diastole (a') velocities. E/e' &gt; 10 was considered an estimate of increased PCP. Maximal exercise capacity was analyzed by the number of metabolic equivalents (MET). The patients were divided into two groups for analysis: MET&lt;7 (n=48) and MET&gt;7 (n=572). Morise score showed a population at low risk (60%) for coronary artery disease (CAD).</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The number of patients with E/e' &gt; 10 was significantly higher in the MET &lt; 7 group in relation to the MET &gt; 7 group (41.7% <italic>vs</italic> 9.4%, p=0.001), and so was the presence of any degree of diastolic dysfunction (76.6% <italic>vs</italic> 34.1% p=0.001). Using logistic regression analysis, age, female gender and A velocity (late diastole) were the independent variables related to a low exercise capacity (MET &lt; 7).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> Diastolic dysfunction as determined by ECHO, female gender, and age are associated with a lower exercise capacity in a population at low risk for CAD.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Ventricular dysfunction; exercise test; exercise; diastole.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Exercise capacity is influenced by innumerous factors, such as advanced age<sup>1</sup>, comorbidities (metabolic syndrome and hypertension)<sup>2</sup>, obesity<sup>3</sup> and previous cardiorespiratory fitness<sup>1</sup>. Identification of other factors that modify the exercise capacity is highly relevant, because its reversal can improve the quality of life of the patients and have an effect on survival, since exercise capacity is associated with prognosis both in healthy individuals<sup>4-6</sup> and in patients with heart diseases<sup>7</sup>. </p>
      <p>In an attempt to explain the cardiac mechanisms that decrease exercise capacity, ejection fraction did not show a significant correlation, perhaps for being dependent on the preload<sup>8</sup>. However, maximal exercise capacity, as well as the symptoms triggered by exercise, are directly related to increased pulmonary capillary pressure and, therefore, to increased left ventricular filling pressures. Filling pressures, in turn, are directly related to the left ventricular diastolic function<sup>9,10</sup>.</p>
      <p>Recent clinical studies observed a significant correlation between exercise capacity and diastolic function parameters, especially in patients with cardiovascular disease<sup>11</sup>.</p>
      <p>Recent advances in tissue Doppler imaging improved the accuracy of echocardiography in the identification of abnormalities of left ventricular early-diastole<sup>12</sup>, including the estimation of filling pressures<sup>13</sup>. Consequently, the use of tissue Doppler imaging and of the analysis of diastolic function may be useful to explain the correlation between the presence of diastolic dysfunction and maximal exercise capacity on exercise test.</p>
      <p>The objective of the present study was to analyze the exercise capacity and its correlation with diastolic function, as well as with the different clinical parameters in a population predominantly consisting of individuals at a low risk for coronary artery disease. </p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is a retrospective cross-sectional study conducted from July 2007 to January 2008, which evaluated 640 individuals with a mean age of 49&#177;13 years. The study was approved by the Research Ethics Committee of <italic>Instituto de Cardiologia do Distrito Federal.</italic> </p>
      <p>All individuals underwent exercise test and transthoracic echocardiography within an interval of up to 30 days<sup>14</sup>. Patients with ejection fraction &lt; 55% were not included in the analysis.</p>
      <p>Functional capacity was assessed by the peak metabolic equivalent (MET peak), indirectly obtained by formulas<sup>15</sup>, according to the maximum slope and speed achieved in an incremental exercise treadmill test, with the ramp protocol adjusted to the individual.</p>
      <p>Echocardiographic study was performed with two-dimensional images of the M mode and with pulsed Doppler using a echocardiographic equipment (Philips HDI 5000) with a 2 to 4 mHz multifrequency transducer. Mitral inflow velocities were recorded using pulsed Doppler in the apical 4-chamber view, with a sample volume of 5 mm at the tip of the mitral leaflets. Early diastolic velocity (E), late diastolic velocity (A) and deceleration time were measured; the E/A ratio was also calculated<sup>16</sup>. Using the apical 4-chamber view, a 2-mm sample volume was placed in the junction of the LV wall with the septal mitral annulus in order to record tissue Doppler, deriving the tracing velocities during systole (S), early diastole (e'), and late diastole (a')<sup>12</sup>. The E/e' ratio was calculated to estimate LV filling pressures, and values greater than ten (10) were considered increased filling pressures<sup>12</sup>. The cut-off point for the E/e' ratio was set at 10 based on data from Burgess et al's study, in which E/e' &gt; 10 ratios ( with e' of the septal annulus) were the optimal index for the identification of patients whose filling pressures increase with exercise, with sensitivity of 71% and specificity of 69%<sup>17</sup>.</p>
      <p>The diastolic function was analyzed according to the protocol used in our laboratory, starting with the assessment of the E and A velocities of the mitral pulsed Doppler, and E/A ratio calculation. Next, the tissue Doppler velocities of the septal annulus (e' and a') are obtained, and the E/e' ratio is calculated. Using the two-dimensional image, the left atrial (LA) volume is evaluated. When in doubt about the degree of diastolic dysfunction using the methods previously described, the pulmonary vein flow velocities or Valsalva maneuver are performed. Based on these parameters, the diastolic function is classified as: normal (E/A&gt;0.8, e'&gt;8 cm/s, normal LA volume; E/e' ratio was not considered); diastolic dysfunction with abnormal relaxation pattern (E/A&lt;0.8, e'&lt;8 cm/s, variable LA volume, and variable E/e'); pseudonormal diastolic dysfunction (E/A&gt;0.8, e'&lt;8 cm/s, LA volume usually increased, and E/e'&gt;15); and restrictive diastolic dysfunction (E/A&gt; 1.8, e'&lt;8 cm/s, LA volume usually increased, and E/e'&gt;15). This methodology is based on several classifications of analysis of the diastolic function<sup>12,18,19</sup> and is relatively easy to use in the daily practice of echocardiography laboratories. </p>
      <p>For the statistical analysis, the individuals were divided into two groups: MET&lt;7 (n=48) and MET <underline>&gt;</underline>7 (n=572), according to their exercise capacity. </p>
      <p>Individuals with MET peak &lt; 7 show low physical capacity, usually associated with functional limitations and symptoms, in addition to being exposed to a higher risk of cardiovascular events<sup>4-6,15</sup>. </p>
      <p>The chi square test and Fisher test were used to analyze the association between the groups and the classificatory variables. The Wilcoxon test was used for comparison of the means between the two groups. The variables showing statistical significance in the univariate analysis were used in the adjustment of the logistic regression model. P values &lt; 0.05 were considered statistically significant. The Stata 8.0 and SAS software programs were used for processing and statistical analysis. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The baseline clinical characteristics and main echocardiographic measurements are described in <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Tables 1</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">2</xref>, respectively. </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Analysis of the diastolic function</bold>
      </p>
      <p>Normal diastolic function was observed in 62% of the individuals; 30.4% showed diastolic dysfunction with relaxation abnormality; 6.1% showed pseudonormal diastolic dysfunction; 0.32%, restrictive diastolic dysfunction; and 1.1%, undetermined degree of diastolic dysfunction. Only 12.7% had increased filling pressures (as assumed by an E/e' ratio &gt;10). Of these 12.7%, 17 patients (2.6%) had normal diastolic function and normal exercise capacity (MET &gt; 7).</p>
      <p>
        <bold>Risk of CAD in the population</bold>
      </p>
      <p>The probability of CAD was calculated based on the Morise score<sup>20</sup>. We found 60% of individuals with low probability, 39% with moderate, and 1% with high probability of CAD. Therefore, most of the patients had low probability of CAD. </p>
      <p>
        <bold>Determinants of functional exercise capacity on exercise test </bold>
      </p>
      <p>Univariate analysis of the exercise capacity in MET was carried out in relation to clinical and echocardiographic parameters. We observed that the clinical parameters that correlated with a low functional capacity (MET &lt; 7) were female gender, age, presence of DM, presence of hypertension, and obesity (<xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Table 3</xref>). In relation to the echocardiographic parameters, we observed that the LV mass index, A wave velocity of the mitral flow velocity, E/A ratio of the mitral flow, e' wave velocity of tissue Doppler of the mitral annulus, S wave velocity of tissue Doppler of the mitral annulus, and the E/e' ratio were associated with MET &lt; 7 (<xref ref-type="table" rid="tab04-body2">Table 4</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab03-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The clinical and echocardiographic parameters which were independently associated with a low exercise capacity in the adjusted logistic regression model were age, female gender, and A wave velocity of the mitral flow (<xref ref-type="table" rid="tab05-body2">Table 5</xref>). </p>
      <table-wrap id="tab05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>The comparative analysis of the MET &lt; 7 and MET &gt; 7 groups in relation to the presence of increased filling pressures (<xref ref-type="fig" rid="grf01-body2">Graph 1</xref>) showed that 41.6% of the individuals with low functional capacity had a E/e' ratio &gt; 10, whereas only 9.4% of the individuals had a good functional capacity. The same was observed in relation to the presence of diastolic dysfunction: 76.6% of the patients with low functional capacity had some degree of diastolic dysfunction in comparison to 34.1% of the patients with a better functional capacity (<xref ref-type="fig" rid="grf02-body2">Graph 2</xref>). </p>
      <fig id="grf01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gf01-en.jpg"/></fig>
      <fig id="grf02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The novel and important finding of the present study is that even in patients at low risk of CAD there is a significant correlation between diastolic function and exercise capacity. Another significant finding corroborating other studies<sup>1,10,21</sup> is that clinical parameters such as advanced age and female gender are independent predictors of a low functional capacity. </p>
      <p>Undoubtedly, the presence of diastolic dysfunction has a physiological ground on the decreased exercise capacity since, during exercise, the maximal cardiac output is dependent on the diastolic filling. In exercise-induced tachycardia, the diastole is shortened. If diastole is accompanied by left ventricular relaxation and filling abnormalities, the lowest filling rates are achieved and become inadequate to supply the cardiac output required during exercise, with a subsequent increase in filling pressures and decrease in the maximal capacity<sup>22</sup>. The more abnormal the baseline diastolic function, the lower the exercise capacity. </p>
      <p>Several studies have demonstrated a good correlation between tissue Doppler of the mitral annulus and functional exercise capacity<sup>23,24</sup>, probably due to the association of the E/e' ratio with left ventricular filling pressures<sup>19,25</sup>. However, most of these studies were conducted in populations at high cardiovascular risk or in patients with proven cardiovascular disease. Recently, Grewal et al<sup>10</sup> observed a good correlation between the E/e' ratio and exercise capacity in a population at a moderate cardiovascular risk. </p>
      <p>Our study population was characterized as at a low cardiovascular risk; 62% of the individuals had a normal diastolic function, and 60% showed a low probability of CAD. Nonetheless, we could find correlations between diastole and exercise capacity. </p>
      <p>In our protocol model, the number of patients with normal diastolic function was high, and the fact that the predominant diastolic dysfunction was relaxation abnormality (30% of the patients) may explain why the low functional capacity, but not the E/e' ratio, is associated with increased A wave velocity in conventional mitral Doppler. A wave velocity increases in patients with diastolic dysfunction with relaxation abnormality and becomes a significant parameter in a population with 30% of the patients classified in this degree of diastolic dysfunction. </p>
      <p>Firstenberg et al's study<sup>26</sup> showed absence of correlation between E/e' ratio and left ventricular filling pressures in individuals without cardiovascular diseases, and this corroborates the findings of the present protocol, in which most of the patients did not present with cardiovascular disease (60%). The physiological basis for this lack of correlation may be reinforced by recent evidences that suggest that the early diastolic velocity of the septal annulus (e') is significantly influenced by the preload in normal ventricles, but this does not occur in ventricles with abnormal diastolic function, especially abnormalities in ventricular relaxation<sup>27</sup>. </p>
      <p>Advanced age was another independent factor related to low functional capacity. Decrease in functional capacity is evidenced as from 50 years of age, and becomes more evident after 75 years of age in both genders<sup>28</sup>. In our study, the mean age of the individuals in the MET &lt; 7 group was 62.1 years, thus corroborating the findings previously described. Multiple factors are related to this decreased functional capacity, such as decrease in joint motion, muscle mass, strength, coordination, and endurance, as well as the presence of chronic diseases<sup>28,29</sup>. </p>
      <p>Another clinical variable related to low functional capacity in our study was the female gender. The factors that explain this difference between genders are a reduced capacity of oxygen transportation, smaller muscle mass, higher percentage of fat, and lower cardiorespiratory fitness observed in women<sup>30</sup>.</p>
      <p>The major limitations of this study are its retrospective design; the use of only some parameters in the analysis of the diastolic function on echocardiogram; indirect assessment of physical capacity by exercise test instead of cardiopulmonary exercise test; and the fact that the interval between tests was 30 days at most. We should also mention that laboratory data and pulmonary functional capacity data were not available, since innumerous individuals were being followed-up in other services. However, the population studied is at a low risk for CAD and is representative of patients who undergo frequent assessments of the cardiovascular risk, which makes the parameters found useful in the clinical practice. </p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>Diastolic dysfunction as determined by echocardiography, female gender, and age are associated with a lower exercise capacity in a population at a low risk for CAD with preserved left ventricular function. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Correlaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica con la capacidad m&#225;xima de ejercicio al test ergom&#233;trico</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El aumento de la presi&#243;n de capilar pulmonar (PCP) es uno de los mecanismos de intolerancia al ejercicio. La evaluaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica por el ecocardiograma (ECO) es capaz de estimar la PCP. OBJETIVO: Identificar variables determinantes de la capacidad de ejercicio en paciente sometido a test ergom&#233;trico (TE) de rutina, ECO convencional y doppler tisular (DT). M&#201;TODOS: Fueron estudiados, retrospectivamente, 640 pacientes sometidos a TE y al ECO y DT. Pacientes con fracci&#243;n de eyecci&#243;n &lt; 55% fueron excluidos. Las velocidades de Doppler mitral convencional fueron obtenidas en di&#225;stole precoz (E) y di&#225;stole tard&#237;a (A), y el DT del anillo mitral midi&#243; las velocidades de di&#225;stole precoz (e') y di&#225;stole tard&#237;a (a'). E/e' &gt; 10 fue considerada una estimativa de aumento de la PCP. La capacidad m&#225;xima de esfuerzo fue evaluada por el n&#250;mero de equivalentes metab&#243;licos (MET). Para an&#225;lisis, los pacientes fueron divididos en dos grupos: MET &lt; 7 (n = 48) y MET &gt; 7 (n = 572). El escore de Morise demostr&#243; una poblaci&#243;n de bajo riesgo (60%) para enfermedad coronaria (EAC). RESULTADOS: EL n&#250;mero de pacientes con E/e' &gt; 10 fue significativamente mayor en el grupo MET &lt; 7 en relaci&#243;n a MET &gt; 7(41,7% vs 9,4%, p = 0,001), as&#237; como la presencia de alg&#250;n grado de disfunci&#243;n diast&#243;lica (76,6% vs 34,1% p = 0,001). Por el an&#225;lisis de regresi&#243;n log&#237;stica, las variables independientes de baja capacidad de ejercicio (MET &lt; 7) fueron la edad, el sexo femenino y la velocidad de A (di&#225;stole tard&#237;a). CONCLUSIONES: La disfunci&#243;n diast&#243;lica determinada por el ECO, sexo femenino y edad est&#225;n asociados con la menor capacidad de ejercicio en una poblaci&#243;n de bajo riesgo de EAC.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Disfunci&#243;n ventricular</kwd>
        <kwd>test de esfuerzo</kwd>
        <kwd>ejercicio</kwd>
        <kwd>di&#225;stole</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Correlaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica con la capacidad m&#225;xima de ejercicio al test ergom&#233;trico</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Maria Estef&#226;nia Bosco Otto; M&#225;rcio Mendes Pereira; Adenalva Lima de Souza Beck; Maur&#237;cio Milani</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, Bras&#237;lia, DF - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> El aumento de la presi&#243;n de capilar pulmonar (PCP) es uno de los mecanismos de intolerancia al ejercicio. La evaluaci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica por el ecocardiograma (ECO) es capaz de estimar la PCP. </p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Identificar variables determinantes de la capacidad de ejercicio en paciente sometido a test ergom&#233;trico (TE) de rutina, ECO convencional y doppler tisular (DT). </p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Fueron estudiados, retrospectivamente, 640 pacientes sometidos a TE y al ECO y DT. Pacientes con fracci&#243;n de eyecci&#243;n &lt; 55% fueron excluidos. Las velocidades de Doppler mitral convencional fueron obtenidas en di&#225;stole precoz (E) y di&#225;stole tard&#237;a (A), y el DT del anillo mitral midi&#243; las velocidades de di&#225;stole precoz (e') y di&#225;stole tard&#237;a (a'). E/e' &gt; 10 fue considerada una estimativa de aumento de la PCP. La capacidad m&#225;xima de esfuerzo fue evaluada por el n&#250;mero de equivalentes metab&#243;licos (MET). Para an&#225;lisis, los pacientes fueron divididos en dos grupos: MET &lt; 7 (n = 48) y MET &gt; 7 (n = 572). El escore de Morise demostr&#243; una poblaci&#243;n de bajo riesgo (60%) para enfermedad coronaria (EAC). </p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> EL n&#250;mero de pacientes con E/e' &gt; 10 fue significativamente mayor en el grupo MET &lt; 7 en relaci&#243;n a MET &gt; 7(41,7% <italic>vs</italic> 9,4%, p = 0,001), as&#237; como la presencia de alg&#250;n grado de disfunci&#243;n diast&#243;lica (76,6% <italic>vs</italic> 34,1% p = 0,001). Por el an&#225;lisis de regresi&#243;n log&#237;stica, las variables independientes de baja capacidad de ejercicio (MET &lt; 7) fueron la edad, el sexo femenino y la velocidad de A (di&#225;stole tard&#237;a). </p>
      <p><bold>CONCLUSIONES:</bold> La disfunci&#243;n diast&#243;lica determinada por el ECO, sexo femenino y edad est&#225;n asociados con la menor capacidad de ejercicio en una poblaci&#243;n de bajo riesgo de EAC. </p>
      <p><bold>Palabras-clave:</bold> Disfunci&#243;n ventricular, test de esfuerzo, ejercicio, di&#225;stole. </p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La capacidad de ejercicio es influenciada por inn&#250;meros factores, tales como edad avanzada<sup>1</sup>, comorbilidades (s&#237;ndrome metab&#243;lico e hipertensi&#243;n)<sup>2</sup>, obesidad<sup>3</sup> y acondicionamiento f&#237;sico previo<sup>1</sup>. La identificaci&#243;n de otros factores que modifican la capacidad de ejercicio es de gran relevancia, pues la reversi&#243;n puede mejorar la calidad de vida de los pacientes y tener efectos en la sobrevida, ya que la capacidad f&#237;sica est&#225; asociada a pron&#243;stico tanto en individuos sanos<sup>4-6</sup> como en pacientes portadores de cardiopat&#237;as<sup>7</sup>. </p>
      <p>En la tentativa de elucidar mecanismos card&#237;acos que disminuyen la capacidad de ejercicio, la fracci&#243;n de eyecci&#243;n no demostr&#243; correlaci&#243;n significativa, talvez por ser dependiente de la precarga<sup>8</sup>. Entre tanto, la capacidad m&#225;xima de ejercicio, as&#237; como los s&#237;ntomas desarrollados con el esfuerzo, se encuentran directamente relacionados al aumento de la presi&#243;n capilar pulmonar y, por lo tanto, con el aumento de las presiones de llenado del ventr&#237;culo izquierdo. Las presiones de llenado, a su vez, est&#225;n directamente relacionadas a la funci&#243;n diast&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo<sup>9,10</sup>. </p>
      <p>Estudios cl&#237;nicos recientes observaron una significativa correlaci&#243;n entre capacidad de ejercicio y par&#225;metros de la funci&#243;n diast&#243;lica, principalmente en pacientes con enfermedad cardiovascular<sup>11</sup>. </p>
      <p>Avances recientes en la imagen de doppler tisular aumentaron la precisi&#243;n del ecocardiograma en la identificaci&#243;n de anormalidades precoces de la di&#225;stole12 del ventr&#237;culo izquierdo, incluyendo la estimativa de las presiones de llenado<sup>13</sup>. Consecuentemente, la utilizaci&#243;n del doppler tisular y del an&#225;lisis de la funci&#243;n diast&#243;lica puede ser &#250;til en el esclarecimiento de la correlaci&#243;n entre presencia de disfunci&#243;n diast&#243;lica y capacidad m&#225;xima de ejercicio al test ergom&#233;trico. </p>
      <p>El presente estudio tiene como objetivo el an&#225;lisis de la capacidad de ejercicio y la correlaci&#243;n con la funci&#243;n diast&#243;lica y los diversos par&#225;metros cl&#237;nicos en una poblaci&#243;n formada predominantemente por individuos de bajo riesgo para enfermedad arterial coronaria. </p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Fue realizado un estudio transversal retrospectivo (de julio de 2007 a enero de 2008), en el cual se evaluaron 640 individuos con edad media de 49&#177;13 a&#241;os. El estudio fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica e Investigaci&#243;n del Instituto de Cardiolog&#237;a del Distrito Federal. </p>
      <p>Todos los individuos fueron sometidos a test ergom&#233;trico y a ecocardiograma transtor&#225;cico en un intervalo de hasta 30 d&#237;as<sup>14</sup>. Pacientes con fracci&#243;n de eyecci&#243;n &lt; 55% no fueron incluidos en el an&#225;lisis. </p>
      <p>La capacidad funcional fue evaluada por el equivalente metab&#243;lico pico (MET pico), obtenido indirectamente por f&#243;rmulas<sup>15</sup>, de acuerdo con la velocidad y la inclinaci&#243;n m&#225;xima alcanzadas en un test ergom&#233;trico incremental en cinta, con protocolo de rampa ajustado individualmente. </p>
      <p>La evaluaci&#243;n ecocardiogr&#225;fica fue realizada con im&#225;genes bidimensionales del modo M y con doppler puls&#225;til, utiliz&#225;ndose el equipamiento Philips HDI 5000, con transductor multifrecuencial de 2 a 4 mHz. Velocidades de influjo mitral fueron registradas con el doppler puls&#225;til en el corte apical 4 c&#225;maras, con volumen de muestreo de 5 mm en la punta de las hojas mitrales. Fueron medidas las velocidades de di&#225;stole precoz (E) y tard&#237;a (A), tiempo de desaceleraci&#243;n y la raz&#243;n E/A tambi&#233;n fue calculada<sup>16</sup>. Utilizando el corte apical 4 c&#225;maras, un volumen de muestra de 2 mm fue colocado en la uni&#243;n de la pared del VI con anillo mitral septal para el registro del doppler tisular, derivando las velocidades del trazado durante la s&#237;stole (S), di&#225;stole precoz (e') y di&#225;stole tard&#237;a (a')<sup>12</sup>. La raz&#243;n E/e' fue calculada para estimar las presiones de llenado del VI, si era mayor que diez (10), consideramos aumento de las presiones de llenado<sup>12</sup>. La utilizaci&#243;n del punto de corte de diez para la relaci&#243;n E/e' es basada en datos publicados por Burgess y colaboradores, en que la relaci&#243;n E/e' &gt; 10 (con e' del anillo septal) era el mejor &#237;ndice para identificar los pacientes que aumentan las presiones de llenado durante el ejercicio, con sensibilidad de 71% y especificidad de 69%<sup>17</sup>. </p>
      <p>El an&#225;lisis de la funci&#243;n diast&#243;lica fue realizado a partir de protocolo utilizado en nuestro laboratorio, donde inicialmente evaluamos las velocidades de E y A del doppler puls&#225;til mitral, as&#237; como el c&#225;lculo de la relaci&#243;n E/A. A continuaci&#243;n, son adquiridas las velocidades de doppler tisular del anillo septal (e' y a'), y es calculada la relaci&#243;n E/e'. Por la imagen bidimensional, evaluamos el volumen del atrio izquierdo (AI). En caso de duda del grado de disfunci&#243;n diast&#243;lica por los m&#233;todos anteriores, es hecha la evaluaci&#243;n de las velocidades de flujo de la vena pulmonar o la maniobra de Valsalva. A partir de esos par&#225;metros, la funci&#243;n diast&#243;lica es clasificada en: normal (E/A &gt; 0,8, e' &gt; 8 cm/s, volumen del AI normal, no consideramos la relaci&#243;n E/e'); disfunci&#243;n diast&#243;lica con est&#225;ndar de alteraci&#243;n de relajamiento (E/A &lt; 0,8, e'&lt; 8 cm/s, volumen del AI variable y E/e' variable); disfunci&#243;n diast&#243;lica pseudonormal (E/A &gt; 0,8, e' &lt; 8 cm/s, volumen del AI en general aumentado y E/e' &gt; 15) y disfunci&#243;n diast&#243;lica restrictiva (E/A &gt; 1,8, e'&lt;8 cm/s, volumen del AI en general aumentado y E/e' &gt; 15). Esa metodolog&#237;a es basada en diversas clasificaciones de an&#225;lisis de la funci&#243;n diast&#243;lica<sup>12,18,19</sup> y relativamente r&#225;pida para utilizaci&#243;n en la pr&#225;ctica diaria del laboratorio de ecocardiograma. </p>
      <p>Para an&#225;lisis estad&#237;stico, los individuos fueron divididos en dos grupos: MET &lt; 7 (n = 48) y MET <underline>&gt;</underline> 7 (n = 572), seg&#250;n la capacidad de ejercicio. </p>
      <p>Individuos con MET pico &lt; 7 presentan baja capacidad f&#237;sica, generalmente asociada a limitaciones funcionales y sintomatolog&#237;a, adem&#225;s de estar expuestos a mayor riesgo de eventos cardiovasculares<sup>4-6,15</sup>. </p>
      <p>La asociaci&#243;n entre los grupos y las variables clasificatorias fueron evaluadas por los tests chi-cuadrado y Fisher. El test de Wilcoxon fue utilizado para la comparaci&#243;n de medias entre los dos grupos. Las variables que presentaron significaci&#243;n estad&#237;stica en el an&#225;lisis univariado, fueron utilizadas en el ajuste del modelo de regresi&#243;n log&#237;stica. Fue definido como significaci&#243;n estad&#237;stica el valor de p &lt; 0,05. Para el procesamiento y el an&#225;lisis estad&#237;stico, fueron utilizados los programas Stata 8.0 y SAS. </p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas y las principales medidas ecocardiogr&#225;ficas basales est&#225;n descriptas en las <xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Tablas 1</xref> y <xref ref-type="table" rid="tab2-body3">2</xref>, respectivamente. </p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La funci&#243;n diast&#243;lica normal ocurri&#243; en 62% de los individuos; 30,4% presentaban disfunci&#243;n diast&#243;lica tipo alteraci&#243;n de relajamiento; 6,1%, tipo pseudonormal; 0,32%, tipo restrictiva; y 1,1%, de grado indeterminado. Apenas 12,7% ten&#237;an presiones de llenado aumentadas (inferida por relaci&#243;n E/e' &gt; 10). De los 12,7%, 17 pacientes (2,6%) estaban con funci&#243;n diast&#243;lica normal y capacidad de ejercicio normal (MET &gt; 7). </p>
      <p>
        <bold>Riesgo de EAC en la poblaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La probabilidad de EAC fue calculada a partir del escore de Morise<sup>20</sup>. Observamos 60% de los individuos con baja probabilidad, 39% moderada y 1% alta. Por lo tanto, la mayor&#237;a de los pacientes presentaba baja probabilidad de EAC. </p>
      <p>
        <bold>Determinantes de la capacidad funcional de ejercicio por el test ergom&#233;trico</bold>
      </p>
      <p>Realizamos el an&#225;lisis univariado de la capacidad de ejercicio en MET en relaci&#243;n a los par&#225;metros cl&#237;nicos y ecocardiogr&#225;ficos. Observamos que los par&#225;metros cl&#237;nicos que se asociaron con la baja capacidad funcional (MET &lt; 7) fueron: sexo femenino, edad, presencia de DM, presencia de HAS y obesidad (<xref ref-type="table" rid="es_a04tab03m-body3">Tabla 3</xref>). En relaci&#243;n a los par&#225;metros ecocardiogr&#225;ficos, observamos que el &#237;ndice de masa del VI, la velocidad de la onda A del flujo mitral, la relaci&#243;n E/A del flujo mitral, la velocidad de la onda e' del doppler tisular del anillo mitral, la velocidad de la onda S del doppler tisular del anillo mitral y la relaci&#243;n E/e' se asociaban a MET&lt;7 (<xref ref-type="table" rid="tab4-body3">Tabla 4</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a04tab03m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <table-wrap id="tab4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Los par&#225;metros cl&#237;nicos y ecocardiogr&#225;ficos que se asociaron de manera independiente de la baja capacidad de ejercicio en el ajuste del modelo de regresi&#243;n log&#237;stica fueron la edad, el sexo femenino y la velocidad de la onda A del flujo mitral (<xref ref-type="table" rid="tab5-body3">Tabla 5</xref>). </p>
      <table-wrap id="tab5-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En el an&#225;lisis comparativo de los grupos MET &lt; 7 y MET &gt; 7 en relaci&#243;n a la presencia de presiones de llenado aumentada (<xref ref-type="fig" rid="es_a04graf01m-body3">Gr&#225;fico 1</xref>), observamos que 41,6% de los individuos con baja capacidad funcional presentaban la relaci&#243;n E/e' &gt; 10; mientras que solamente 9,4% de los individuos presentaban buena capacidad funcional. Lo mismo ocurri&#243; en relaci&#243;n a la presencia de disfunci&#243;n diast&#243;lica, y 76,6% de los pacientes con baja capacidad funcional presentaban alg&#250;n grado de disfunci&#243;n diast&#243;lica en comparaci&#243;n con 34,1% de los pacientes con mejor capacidad funcional (<xref ref-type="fig" rid="es_a04graf02m-body3">Gr&#225;fico 2</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a04graf01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a04graf02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0107-00004-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El nuevo e importante hallazgo de esta investigaci&#243;n es que, aun en pacientes con bajo riesgo de EAC, existe una correlaci&#243;n significativa entre la funci&#243;n diast&#243;lica y la capacidad de ejercicio. Otro hallazgo significativo, concordante con otros estudios<sup>1,10,21</sup>, es que par&#225;metros cl&#237;nicos como la edad avanzada y el sexo femenino son predictores independientes de baja capacidad funcional. </p>
      <p>Sin duda, la presencia de disfunci&#243;n diast&#243;lica tiene un fundamento fisiol&#243;gico en la disminuci&#243;n de la capacidad de ejercicio, ya que, durante el ejercicio, el d&#233;bito card&#237;aco m&#225;ximo es dependiente del llenado diast&#243;lico. En la taquicardia inducida por el ejercicio, ocurre un acortamiento de la di&#225;stole. Si la di&#225;stole es acompa&#241;ada de anormalidades en el relajamiento y en el llenado del ventr&#237;culo izquierdo, menores tasas de llenado son alcanzadas y se vuelven inadecuadas para suplir el d&#233;bito card&#237;aco exigido durante el ejercicio, con consecuente aumento de las presiones de llenado y disminuci&#243;n de su capacidad m&#225;xima<sup>22</sup>. Cuanto m&#225;s alterada est&#225; la funci&#243;n diast&#243;lica inicial, menor es la capacidad de ejercicio. </p>
      <p>Diversos estudios han demostrado buena correlaci&#243;n del doppler tisular del anillo mitral con capacidad funcional al ejercicio<sup>23,24</sup>, probablemente debido a la asociaci&#243;n de la relaci&#243;n E/e' con las presiones de llenado del ventr&#237;culo izquierdo<sup>19,25</sup>. Entre tanto, la mayor parte de esos estudios fue realizada en una poblaci&#243;n de individuos con alto riesgo cardiovascular o en pacientes con enfermedad cardiovascular comprobada. Recientemente, Grewal et al<sup>10</sup> observ&#243; una buena correlaci&#243;n de la relaci&#243;n E/e' con capacidad de ejercicio en una poblaci&#243;n de riesgo cardiovascular moderado. </p>
      <p>La poblaci&#243;n analizada en nuestro estudio fue caracterizada como bajo riesgo cardiovascular, y 62% de los individuos ten&#237;an funci&#243;n diast&#243;lica normal, as&#237; como 60% presentaban baja probabilidad de EAC. Aun as&#237;, pudimos encontrar correlaciones entre di&#225;stole y capacidad de ejercicio. </p>
      <p>En el modelo del nuestro protocolo, el n&#250;mero de pacientes con funci&#243;n diast&#243;lica normal fue alto, y el hecho de la disfunci&#243;n diast&#243;lica predominante ser la alteraci&#243;n de relajamiento (30% de los pacientes) puede explicar por que la baja capacidad funcional est&#225; asociada al aumento de la velocidad de la onda A del Doppler convencional mitral y no la relaci&#243;n E/e'. La velocidad de A aumenta en los pacientes con disfunci&#243;n diast&#243;lica del tipo alteraci&#243;n de relajamiento, volvi&#233;ndose un par&#225;metro significativo en una poblaci&#243;n con 30% de pacientes clasificados en ese grado de disfunci&#243;n diast&#243;lica. </p>
      <p>El estudio realizado por Firstenberg y et al<sup>26 </sup>observ&#243; ausencia de correlaci&#243;n entre la relaci&#243;n E/e' y las presiones de llenado del ventr&#237;culo izquierdo en individuos sin enfermedades cardiovasculares y corrobora los hallazgos en el presente protocolo, en que la mayor parte de los pacientes no presentaba enfermedad cardiovascular (60%). La base fisiol&#243;gica para esa ausencia de correlaci&#243;n puede ser reforzada por recientes evidencias que sugieren que la velocidad diast&#243;lica precoz del anillo septal (e') sufre influencias significativas de la precarga en ventr&#237;culos normales, lo que no ocurre en los ventr&#237;culos con alteraci&#243;n de la funci&#243;n diast&#243;lica, principalmente alteraciones en el relajamiento ventricular<sup>27</sup>. La edad avanzada fue otro factor independiente relacionado a la baja capacidad funcional. La declinaci&#243;n de la capacidad funcional es evidenciada a partir de los 50 a&#241;os de edad, volvi&#233;ndose m&#225;s evidente despu&#233;s de los 75 a&#241;os, en ambos sexos<sup>28</sup>. En nuestro estudio, la edad media de los individuos del grupo de MET &lt; 7 fue de 62,1 a&#241;os, corroborando los datos encima. M&#250;ltiples factores se relacionan con esa disminuci&#243;n de la capacidad funcional, tales como: disminuci&#243;n de la movilidad articular, de la masa muscular, de la fuerza, de la coordinaci&#243;n, de la resistencia y de la presencia de enfermedades cr&#243;nicas<sup>28,29</sup>. </p>
      <p>Otra variable cl&#237;nica relacionada con la baja capacidad funcional en nuestro estudio fue el sexo femenino. Los factores que explican esa diferencia entre los sexos son la reducida capacidad de transporte de ox&#237;geno, la menor masa muscular, el mayor porcentual de grasa y la menor aptitud cardiorrespiratoria observados en las mujeres<sup>30</sup>. </p>
      <p>Las principales limitaciones este estudio son el delineamiento retrospectivo, la utilizaci&#243;n de solamente algunos par&#225;metros en el an&#225;lisis de funci&#243;n diast&#243;lica por el ecocardiograma, la evaluaci&#243;n de la capacidad f&#237;sica de forma indirecta por el test ergom&#233;trico y no por ergoespirometr&#237;a y el hecho de que el intervalo de los ex&#225;menes haya sido realizado en un per&#237;odo m&#225;ximo de 30 d&#237;as. Acrecentamos tambi&#233;n que no hubo acceso a datos de laboratorio y capacidad funcional pulmonar, pues inn&#250;meros individuos hac&#237;an control fuera de esta instituci&#243;n. Sin embargo, la poblaci&#243;n estudiada es de bajo riesgo de EAC, siendo representativa de pacientes que realizan con frecuencia evaluaci&#243;n de riesgo cardiovascular, tornando los par&#225;metros encontrados &#250;tiles para la pr&#225;ctica cl&#237;nica. </p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La disfunci&#243;n diast&#243;lica determinada por el ecocardiograma, el sexo femenino y la edad est&#225; asociada a la menor capacidad de ejercicio en una poblaci&#243;n de bajo riesgo de EAC con funci&#243;n ventricular izquierda preservada. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes. </p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas. </p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n este estudio a programas de postgrado. </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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