<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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        <article-title>Uso do Fator de impacto e do &#237;ndice H para avaliar pesquisadores e publica&#231;&#245;es</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade de S&#227;o Paulo</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Instituto do Cora&#231;&#227;o </institution>
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      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>02</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>90</fpage>
      <lpage>93</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <day>25</day>
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        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ESPECIAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Uso do Fator de impacto e do &#237;ndice H para avaliar pesquisadores e publica&#231;&#245;es </bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Petronio Generoso Thomaz; Renato Samy Assad; Luiz Felipe P. Moreira </bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o HCFMUSP - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="endb">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold>Fator de impacto, &#237;ndice H, pesquisadores, estat&#237;sticas, publica&#231;&#245;es cient&#237;ficas e t&#233;cnicas. </p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o </bold>
    </p>
    <p>Com a crescente demanda de insumos para financiamento de pesquisas cient&#237;ficas, tornou-se necess&#225;ria a cria&#231;&#227;o de mecanismos de avalia&#231;&#227;o da qualidade acad&#234;mico-cient&#237;fica, como forma de prestigiar institui&#231;&#245;es e indiv&#237;duos capazes de produzirem pesquisas de ponta, garantindo, assim, um investimento prof&#237;cuo das ag&#234;ncias de fomento &#224; pesquisa<sup>1</sup>. Nesse novo cen&#225;rio, a avalia&#231;&#227;o tradicional por pares apresenta defici&#234;ncias inerentes aos aspectos subjetivos e corporativistas da avalia&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o acad&#234;mica. &#205;ndices qualitativos e quantitativos de avalia&#231;&#227;o devem ser somados a ela, sendo vistos por muitos como mais reprodut&#237;veis e menos sujeitos a vieses pessoais<sup>2</sup>. O n&#250;mero de publica&#231;&#245;es, das cita&#231;&#245;es e da m&#233;dia de cita&#231;&#245;es por trabalho publicado, tomados isoladamente, s&#227;o &#237;ndices bibliom&#233;tricos tradicionais que apresentam defici&#234;ncias, pois n&#227;o retratam a informa&#231;&#227;o combinada dos trabalhos publicados com as respectivas cita&#231;&#245;es<sup>3</sup>. A tradicional avalia&#231;&#227;o do n&#250;mero de trabalhos publicados, inicialmente amplamente aceita e utilizada, deixa de ser suficiente como forma de avalia&#231;&#227;o da pujan&#231;a cient&#237;fica do pesquisador. A qualidade das publica&#231;&#245;es passa a ser vista como fator diferencial. Assim, ganha destaque a avalia&#231;&#227;o do interesse despertado pelo trabalho ou linha de pesquisa dentro da comunidade cient&#237;fica, fator esse que reflete no n&#250;mero de cita&#231;&#245;es feitas a um determinado trabalho. </p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o da qualidade dos peri&#243;dicos, utilizados como meio de divulga&#231;&#227;o da pesquisa cientifica, vem sendo empregada em nosso meio como uma das formas de an&#225;lise dos programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o, emanando a conhecida lista <italic>Qualis</italic> da Coordena&#231;&#227;o de Aperfei&#231;oamento de Pessoal de N&#237;vel Superior (CAPES). <italic>Qualis</italic> &#233; o conjunto de procedimentos concebido para atender &#224;s necessidades espec&#237;ficas do sistema de avalia&#231;&#227;o, que disponibiliza uma lista com a classifica&#231;&#227;o dos ve&#237;culos utilizados pelos programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o, para a divulga&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o. O <italic>Qualis</italic> afere a qualidade dos artigos e de outros tipos de produ&#231;&#227;o, a partir da an&#225;lise da qualidade dos ve&#237;culos de divulga&#231;&#227;o, ou seja, peri&#243;dicos cient&#237;ficos e anais de eventos. Os ve&#237;culos de divulga&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o intelectual dos programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o <italic>stricto sensu </italic>(mestrado e doutorado) s&#227;o classificados em A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 e C, a partir de valores de corte do fator de impacto do peri&#243;dico<sup>4</sup>. </p>
    <p>Descrito em 2005 por Jorge E. Hirsch, como uma ferramenta para determinar a qualidade relativa dos trabalhos de f&#237;sicos te&#243;ricos, o &#205;ndice H passou a ser muito utilizado no meio cient&#237;fico, como forma de mensurar a produtividade e o impacto do pesquisador, sendo, inclusive, incorporado &#224; Plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#237;fico e Tecnol&#243;gico (CNPq)<sup>5</sup>. Neste artigo, discutimos o fator de impacto como forma de avalia&#231;&#227;o dos peri&#243;dicos cient&#237;ficos e o &#205;ndice H como forma de avalia&#231;&#227;o do pesquisador. Outros &#237;ndices bibliom&#233;tricos n&#227;o ser&#227;o alvo deste texto, mas cabe salientar que apenas o fator de impacto e o &#205;ndice H isoladamente podem n&#227;o ser suficientes para cumprir a tarefa de avaliar peri&#243;dicos, artigos e autores. </p>
    <p>
      <bold>Fator de impacto </bold>
    </p>
    <p>Proposto por Eugene Garfield, em 1955<sup>6</sup>, o Fator de Impacto (FI) come&#231;ou a ser utilizado como instrumento de avalia&#231;&#227;o da qualidade das publica&#231;&#245;es a partir dos anos sessenta, tendo sido usado como crit&#233;rio de sele&#231;&#227;o dos peri&#243;dicos a serem indexados pelo <italic>Science Citation Index </italic>(SCI). Desde ent&#227;o, o FI firmou-se como meio de avalia&#231;&#227;o dos peri&#243;dicos nas mais variadas inst&#226;ncias. &#201; calculado anualmente pelo <italic>Institute for Scientific Information/Thompson Scientific Reuters</italic> para as revistas indexadas em sua base de dados e &#233; publicado pelo <italic>Journal Citations Reports</italic> (JCR)<sup>7</sup>. </p>
    <p>Hoje, todo autor considera o valor do FI para escolher o peri&#243;dico que possa dar maior visibilidade ao trabalho. Os bibliotec&#225;rios veem o FI como um par&#226;metro de sele&#231;&#227;o dos t&#237;tulos de maior interesse cient&#237;fico e que, portanto, dever&#227;o compor o acervo das institui&#231;&#245;es. Paralelamente, os editores acompanham atentos os FI dos peri&#243;dicos, conscientes da import&#226;ncia desse &#237;ndice como fator de influ&#234;ncia na capta&#231;&#227;o de recursos financeiros e na atra&#231;&#227;o de bons trabalhos a serem publicados. Nas ag&#234;ncias de fomento, os respons&#225;veis pela elabora&#231;&#227;o das pol&#237;ticas cient&#237;ficas tamb&#233;m utilizam esse &#237;ndice para selecionar pesquisadores e institui&#231;&#245;es de maior m&#233;rito, que melhor atenderiam &#224;s demandas das institui&#231;&#245;es. </p>
    <p>Para o c&#225;lculo do FI de um determinado ano, leva-se em considera&#231;&#227;o o n&#250;mero de cita&#231;&#245;es recebidas naquele ano pelos artigos publicados pelo peri&#243;dico nos dois anos precedentes, dividido pelo n&#250;mero de artigos publicados pelo peri&#243;dico no mesmo per&#237;odo (<xref ref-type="table" rid="tab1">Tabela 1</xref>)<sup>7</sup>. </p>
    <table-wrap id="tab1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0090-00001-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Portanto, o fator de impacto &#233; eficiente em avaliar a qualidade de um peri&#243;dico, n&#227;o sendo, por&#233;m, &#250;til na an&#225;lise da qualidade cient&#237;fica de um artigo isolado, de um pesquisador ou de uma institui&#231;&#227;o<sup>8-10</sup>. </p>
    <p>
      <bold>Vari&#225;veis que podem alterar o c&#225;lculo do FI </bold>
    </p>
    <p>Para o c&#225;lculo do FI do JCR, s&#227;o considerados apenas artigos originais e artigos de revis&#227;o. Cartas ao editor ou editoriais n&#227;o entram no denominador do c&#225;lculo. Por outro lado, eles podem ser citados; portanto, s&#227;o considerados no numerador do c&#225;lculo do FI. Revistas como a <italic>Nature</italic> ou <italic>Science</italic>, que publicam grande n&#250;mero de artigos n&#227;o estritamente cient&#237;ficos, podem ter o FI insuflado por esse vi&#233;s<sup>11</sup>. </p>
    <p>Outro vi&#233;s que influencia o c&#225;lculo do fator de impacto est&#225; relacionado &#224;s diferentes &#225;reas do conhecimento ou at&#233; mesmo sub&#225;reas. O n&#250;mero de refer&#234;ncias citadas por artigo (densidade das cita&#231;&#245;es) pode ser bastante diferente, como, por exemplo, artigos sobre ci&#234;ncias exatas, que t&#234;m menor densidade de cita&#231;&#245;es que aqueles ligados &#224;s ci&#234;ncias da sa&#250;de. Isso explica em parte por que os FI dos peri&#243;dicos de ci&#234;ncias da sa&#250;de s&#227;o, em m&#233;dia, muito maiores em compara&#231;&#227;o &#224;queles de ci&#234;ncias exatas, tais como da &#225;rea de matem&#225;tica<sup>12</sup>. </p>
    <p>O FI publicado anualmente pela JCR, ao levar em considera&#231;&#227;o somente as cita&#231;&#245;es de um peri&#243;dico ocorridas durante dois anos consecutivos, tende a beneficiar aqueles peri&#243;dicos que publicam em &#225;reas cujo ritmo de atualiza&#231;&#227;o do conhecimento &#233; muito acelerado. Dessa forma, a cita&#231;&#227;o dos artigos ocorre imediatamente ap&#243;s a publica&#231;&#227;o, criando um vi&#233;s de aumento do FI. &#193;reas como ci&#234;ncias exatas ou biol&#243;gicas tendem a ter maior FI que aquelas cuja produ&#231;&#227;o do saber faz-se em ritmo mais lento, como nas &#225;reas de ci&#234;ncias sociais ou humanas. </p>
    <p>
      <bold>&#205;ndice H </bold>
    </p>
    <p>Este &#237;ndice foi proposto inicialmente por Jorge E. Hirsch para a avalia&#231;&#227;o qualitativa de pesquisadores da &#225;rea da f&#237;sica<sup>13</sup>. Rapidamente, ganhou destaque em outras disciplinas, sendo hoje muito utilizado como forma de avaliar o impacto do pesquisador individualmente. Muitos autores consideramno n&#227;o somente a forma mais segura de mensurar a qualidade cient&#237;fica do pesquisador, como tamb&#233;m uma boa ferramenta de avalia&#231;&#227;o da regularidade da produ&#231;&#227;o e previs&#227;o do desempenho cient&#237;fico futuro, pois combina produtividade com impacto<sup>14,15</sup>. O &#237;ndice H de um pesquisador &#233; definido com o n&#250;mero de artigos publicados pelo pesquisador, os quais obtenham cita&#231;&#245;es maiores ou iguais a esse n&#250;mero. Por exemplo, quando dizemos que o &#237;ndice H de um pesquisador &#233; dez, significa que ele tem, pelo menos, dez artigos publicados, cada um deles com, pelo menos, dez cita&#231;&#245;es. Quanto maior o n&#250;mero de artigos de grande interesse publicado pelo pesquisador, maior ser&#225; o n&#250;mero de cita&#231;&#245;es alcan&#231;adas, e maior ser&#225; seu &#237;ndice H, refletindo a qualidade acad&#234;mico-cient&#237;fica do pesquisador e sua capacidade produtiva. Entretanto, apenas o n&#250;mero total de artigos, por exemplo, pode mascarar a falta de relev&#226;ncia de cada texto, isoladamente. Podemos assim dizer que o &#237;ndice H &#233; o resultado do equil&#237;brio entre o n&#250;mero de publica&#231;&#245;es e o n&#250;mero de cita&#231;&#245;es. Jorge Hirsch comparou o fator H com outros &#237;ndices comumente usados para se analisar a produ&#231;&#227;o cient&#237;fica de um pesquisador, resumidamente apresentados na <xref ref-type="table" rid="tab2">Tabela 2</xref>. </p>
    <table-wrap id="tab2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0090-00001-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>O mesmo Hirsch argumenta que indiv&#237;duos com &#237;ndices H similares s&#227;o tamb&#233;m compar&#225;veis em termos de impacto cient&#237;fico, mesmo quando o n&#250;mero de artigos ou n&#250;mero total de cita&#231;&#245;es de ambos for muito diverso. Diferentemente, quando comparamos dois indiv&#237;duos (de idade cient&#237;fica igual), com n&#250;meros iguais de publica&#231;&#245;es ou cita&#231;&#245;es e com &#237;ndices H muito d&#237;spares, aquele com maior &#237;ndice H &#233; provavelmente um pesquisador mais talentoso. Entretanto, como toda tentativa simplista de se categorizar ou classificar a produ&#231;&#227;o de um pesquisador por um &#250;nico n&#250;mero, o &#237;ndice H est&#225; longe de ser perfeito e enfrenta v&#225;rias cr&#237;ticas<sup>16</sup>. Entre essas, al&#233;m das usuais de que n&#227;o se pode caracterizar um pesquisador por um n&#250;mero, est&#227;o: a autocita&#231;&#227;o<sup>17</sup>, a indistin&#231;&#227;o entre cientistas ativos e inativos, a depend&#234;ncia da idade cient&#237;fica, as diferen&#231;as entre &#225;reas, sexo etc. Algumas variantes foram propostas para superar essas desvantagens, como, por exemplo, o &#237;ndice M, que permite comparar carreiras cient&#237;ficas de tempos distintos<sup>18</sup>. Dodson<sup>19</sup> acredita que o &#237;ndice subestime em cerca de 30% a 50% o verdadeiro n&#250;mero de cita&#231;&#245;es e prop&#245;e o &#237;ndice E, que ajuda a estimar as cita&#231;&#245;es dos trabalhos n&#227;o contemplados pelo &#237;ndice H, ou seja, as cita&#231;&#245;es dos trabalhos publicados posteriormente &#224;quele correspondente ao &#237;ndice H<sup>19</sup>. </p>
    <p>
      <bold>C&#225;lculo do &#205;ndice H </bold>
    </p>
    <p>Atualmente, a base de dados <italic>Web of Science</italic> da <italic>ISI/ Thompson Scientific Reuters</italic> calcula automaticamente o &#205;ndice H do pesquisador. Para isso, devemos entrar com o "nome de cita&#231;&#227;o" do autor no espa&#231;o adequado da plataforma de pesquisa e aguardar que os artigos e as respectivas cita&#231;&#245;es sejam gerados. Caso haja algum outro autor hom&#244;nimo, devem-se excluir os artigos que n&#227;o s&#227;o de autoria do pesquisador em quest&#227;o. Posteriormente, basta clicar em &#237;cone pr&#243;prio (<italic>"Create Citation Report"</italic>) para obterem-se o &#237;ndice H (<italic>h-index</italic>), bem como o n&#250;mero total de cita&#231;&#245;es e o n&#250;mero m&#233;dio de cita&#231;&#245;es por artigo<sup>20</sup>. Alternativa interessante para se calcularem esse e in&#250;meros outros &#237;ndices seria atrav&#233;s do programa de computador denominado "Publish or Perish", dispon&#237;vel na p&#225;gina da internet: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.harzing.com/pop.htm">http://www.harzing.com/pop.htm</ext-link>. O programa usa o s&#237;tio do <italic>"Google Scholar"</italic> para recuperar e analisar cita&#231;&#245;es acad&#234;micas. Pode-se tamb&#233;m calcular manualmente o &#237;ndice H. Para tanto, devemos ordenar os trabalhos por n&#250;mero de cita&#231;&#245;es, come&#231;ando com aquele com maior n&#250;mero de cita&#231;&#245;es. O &#237;ndice H de um determinado autor ser&#225; o n&#250;mero da sequ&#234;ncia num&#233;rica dos trabalhos cujo n&#250;mero de cita&#231;&#245;es iguala-se ou &#233; maior que o ranque da sequ&#234;ncia<sup>21</sup>. Vejamos um exemplo. Se um pesquisador tem a seguinte sequ&#234;ncia de artigos publicados: artigo 1 - 17 cita&#231;&#245;es; artigo 2 - 16 cita&#231;&#245;es; artigo 3 - 14 cita&#231;&#245;es; artigo 4 - 10 cita&#231;&#245;es; artigo 5 - cinco cita&#231;&#245;es; artigo 6 - tr&#234;s cita&#231;&#245;es; artigo 7 - duas cita&#231;&#245;es. Esse autor tem um &#237;ndice H de cinco, pois cinco &#233; o ponto na sequ&#234;ncia em que os n&#250;meros de cita&#231;&#245;es se igualam ao n&#250;mero do artigo. Alguns autores ressaltam que o &#237;ndice H, quando tomado de modo absoluto, n&#227;o pode ser usado para comparar pesquisadores de diferentes &#225;reas<sup>22</sup>. Um &#237;ndice H considerado bom em determinada &#225;rea pode n&#227;o ser t&#227;o bom assim ou mesmo pode ser considerado ruim em outras &#225;reas. Geralmente, os maiores valores de &#237;ndice H s&#227;o encontrados entres pesquisadores ligados a ci&#234;ncias da vida. </p>
    <p>
      <bold>Considera&#231;&#245;es finais </bold>
    </p>
    <p>Conhecer alguns dos &#237;ndices bibliom&#233;tricos tornou-se de suma import&#226;ncia para pesquisadores que dependem de insumos para pesquisas e, muitas vezes, s&#227;o avaliados com essas ferramentas bibliom&#233;tricas<sup>23</sup>. Cada um desses &#237;ndices bibliom&#233;tricos tem suas limita&#231;&#245;es. A utiliza&#231;&#227;o em conjunto de alguns desses representa a forma mais justa e leg&#237;tima. Apesar da subjetividade, a avalia&#231;&#227;o por pares ainda tem seu valor, seja na avalia&#231;&#227;o de pesquisadores que se candidatam para cargos acad&#234;micos ou mesmo na avalia&#231;&#227;o editorial de artigos cient&#237;ficos. Nenhum dos &#237;ndices qualitativos e quantitativos, por melhor que sejam, &#233; suficientemente preciso para ser utilizado de forma isolada. A combina&#231;&#227;o de alguns desses, associada &#224; avalia&#231;&#227;o por pares, &#233; certamente a melhor forma de avalia&#231;&#227;o objetiva. Por &#250;ltimo, &#233; importante manter em mente que a tarefa de julgar, seja a reputa&#231;&#227;o cient&#237;fica do pesquisador, seja a elegibilidade da institui&#231;&#227;o como destinat&#225;ria de recursos financeiros, deve sempre primar pela imparcialidade e precis&#227;o de avalia&#231;&#227;o, evitando, assim, erros irrepar&#225;veis. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses </bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes. </p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento </bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas. </p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica </bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;sgradua&#231;&#227;o. </p>
    <p>
      <fn id="endb" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Renato S. Assad </p>
        <p> Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da USP </p>
        <p> Av. Dr. Eneas de Carvalho Aguiar, 44 - Cerqueira C&#233;sar </p>
        <p> 05403-000 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="rsassad@cardiol.br">rsassad@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 29/09/09; revisado recebido em 28/01/10; aceito em 29/03/10. </p>
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          <article-title>Citation analysis: maintenance of h-index and use of e-index</article-title>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Special Article</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Using the impact factor and H index to assess researchers and publications</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>SPECIAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body2">
          <label>
            <bold>Using the impact factor and H index to assess researchers and publications </bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Petronio Generoso Thomaz; Renato Samy Assad; Luiz Felipe P. Moreira </bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o HCFMUSP - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Impact factor; H index; research personnel; statistics; scientific and technical publications.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>With the growing demand for inputs for scientific research funding, it is necessary to establish mechanisms for assessing academic and scientific quality as a way to honor individuals and institutions capable of producing cutting-edge research, thus ensuring a profitable investment of research funding agencies<sup>1</sup>. In this new scenario, traditional peer evaluation reveals weaknesses inherent in the subjective and corporatist aspects of academic productivity evaluation. Qualitative and quantitative indexes of evaluation should be added to it, seen by many as more reproducible and less subject to personal biases<sup>2</sup>. The number of publications, citations and average citations per paper published, taken separately, are traditional bibliometric indices that are flawed because they do not depict the combined information from papers with their relevant citations<sup>3</sup>. The traditional assessment of the number of papers published, initially widely accepted and used, is no longer sufficient as a means of assessing researchers' scientific strength. The quality of publications is now seen as a distinguising feature. Therefore, evaluating the interest aroused by the paper or the line of research within the scientific community is emphasized. This factor reflects the number of citations to a particular paper. </p>
      <p>Assessing the quality of journals, used as a means of disseminating scientific research, has been employed in our field as a form of analysis of post-graduate programs, generating the well-known <italic>Qualis </italic>list of the <italic>Coordena&#231;&#227;o de Aperfei&#231;oamento de Pessoal de N&#237;vel Superior</italic> (Department of Higher Education Personnel Improvement - CAPES). <italic>Qualis</italic> is a set of procedures designed to meet the specific needs of the evaluation system, which provides a list with a ranking of those media used by post-graduate programs for dissemination of production. <italic>Qualis</italic> measures the quality of papers and other types of production, by analyzing the quality of advertising media, i.e. , scientific journals and conference proceedings. The media that disseminate the intellectual output of post-post-graduate programs (masters' and doctors') are ranked as A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 and C, from cut-off values of impact caused by the journal<sup>4</sup>. </p>
      <p>Described in 2005 by Jorge E. Hirsch as a tool to determine the relative quality of papers produced by theoretical physicists, the H index has become widely used in scientific circles as a way of measuring researchers' productivity and impact. It was even incorporated into the Lattes Platform of the Brazilian Council of Scientific and Technological Development (CNPq)<sup>5</sup>. In this article, we discuss the impact factor as a means of assessing scientific journals and H index as a way of assessing researchers. Other bibliometric indexes will not be addressed in this paper, but it should be noted that only the impact factor and H index alone may not be sufficient to accomplish the task of evaluating journals, articles and authors. </p>
      <p>
        <bold>Impact factor</bold>
      </p>
      <p>Proposed by Eugene Garfield in 1955<sup>6</sup>, the Impact Factor (IF) started to be used as a tool for assessing the quality of publications in the sixties and later used as a criterion for selection of journals to be indexed by the Science Citation Index (SCI). Since then, the IF has established itself as a means of assessing journals at various levels. It is calculated annually by the Institute for Scientific Information/Thompson Scientific Reuters for those journals indexed in its database, and it is published by the Journal Citations Reports (JCR)<sup>7</sup>. </p>
      <p>Today, authors consider the IF value to select the journal that would give greater visibility to their paper. Librarians consider the IF a parameter for the selection of titles of greater scientific interest, which therefore should be part of the scientific collections of institutions. In parallel, editors pay close attention to the IF of journals, aware of the importance of this index as a factor of influence in fundraising and attraction of quality papers to be published. In funding agencies, those responsible for developing the scientific policies also use this index to select researchers and institutions of higher merit, which would best meet the demands of institutions. </p>
      <p>To calculate the IF of a journal in a given year, the number of citations received in that year from articles published in that journal over the two previous years is divided by the number of articles published by that journal during the same period (<xref ref-type="table" rid="tab1-body2">Table 1</xref>)<sup>7</sup>.</p>
      <table-wrap id="tab1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0090-00001-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Therefore, the impact factor is effective in evaluating the quality of a journal and is not, however, useful in analyzing the scientific quality of a single article, of a researcher or an institution<sup>8</sup><sup>-10</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Variables that may alter the IF calculation</bold>
      </p>
      <p>To calculate the IF of the JCR, only original manuscripts and review articles are considered. Letters to the editor or editorials are not included in the denominator of the calculation. On the other hand, they may be cited; therefore, are considered in the numerator of the IF calculation. Journals such as Nature or Science, which publish many articles that are not strictly scientific, may have its IF inflated because of that bias<sup>11</sup>. </p>
      <p>Another bias that influences the calculation of the impact factor relates to the different fields of knowledge, or even sub-fields. The number of references cited per article (density of citations) may be quite different, for example, articles about exact sciences, which have lower-density citations than those related to health sciences. That partly explains why the IFs of health science journals are, in average, much higher than exact science journals, such as mathematics<sup>12</sup>. </p>
      <p>The IF published annually by the JCR, by taking into account only the citations of a journal over two consecutive years, tends to benefit those journals dealing with fields whose pace of knowledge updating is rather fast. Thus, the citation of articles occurs immediately after its publication, creating a bias of increased IF. Fields such as biological or exact sciences tend to have a higher IF than those whose knowledge production takes place at a slower pace, like social sciences or humanities. </p>
      <p>
        <bold>H Index</bold>
      </p>
      <p>This index was initially proposed by Jorge E. Hirsch for qualitative evaluation of physics researchers<sup>13</sup>. It quickely gained prominence in other disciplines, and is now widely used as a means of assessing the impact of individual researchers. Many authors consider it not only the safest way to measure researchers' scientific quality, but also a good tool for assessing regular production and forecasting its future scientific performance, as it combines productivity and impact<sup>14,15</sup>. The H index of a researcher is defined as the number of articles published by the researcher, whose citations are greater than or equal to that number. For example, when we say that the H index of a researcher is ten, it means that he has at least ten articles published, each with at least ten citations. The greater the number of articles of great interest published by the researcher, the greater the number of citations achieved, and the greater his H index, reflecting the academic and scientific quality of the researcher and his production capacity. However, only the total number of articles, for example, may hide the lack of relevance of each text in isolation. We can thus say that the H index is the result of the balance between the number of publications and the number of citations. Jorge Hirsch compared the H factor with other indexes commonly used to analyze the scientific output of a researcher, summarized in <xref ref-type="table" rid="tab2-body2">Table 2</xref>. </p>
      <table-wrap id="tab2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0090-00001-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Hirsch himself argues that individuals with similar H indexes are also comparable in terms of scientific impact, even when the number of articles or total number of citations from both is very different. In contrast, when we compare two individuals (of the same scientific age), with equal numbers of publications or citations, and very different H indexes, the one with the highest H index is probably a more talented researcher. However, like any simplistic attempt to categorize or classify the production of a researcher by a single number, the H index is far from being perfect and faces several criticisms<sup>16</sup>. Among these, besides the usual ones according to which one cannot characterize a researcher by a number, are: self-citation<sup>17</sup>, the lack of distinction between active and inactive scientists, dependence of scientific age, differences between areas, sex, etc. Some variants have been proposed to overcome these disadvantages such as, for example, the M index, which allows comparing scientific careers of different times<sup>18</sup>. Dodson<sup>19</sup> believes that the index underestimates by about 30% to 50% the actual number of citations and proposes the E index, which helps estimating the citations of papers not covered by the H index, i.e. , the citations of papers published after that one corresponding to the H index<sup>1</sup><sup>9</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Calculation of H Index</bold>
      </p>
      <p>Currently, the database Web of Science of ISI/Thompson Scientific Reuters automatically calculates the H index of researchers. For this purpose, we must enter the "name of the citation" of the author in the appropriate space of the research platform and wait for articles and their citations to be generated. If there is a homonym author, any articles that were not written by the researcher concerned should be excluded. Afterwards, just click on the appropriate icon ("Create Citation Report") to obtain the H-index, as well as the total number of citations and average citations per article<sup>20</sup>. An interesting alternative to calculate this and many other indexes would be using the computer program called "Publish or Perish", available on the web: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.harzing.com/pop.htm">http://www.harzing.com/pop.htm</ext-link>. The program uses the website "Google Scholar" to retrieve and analyze academic citations. We can also manually calculate the H index. For that, we should sort out the papers by number of citations, starting with the one with a greater number of citations. The H index of a particular author is the number of the numeric sequence of papers whose number of citations equals to or is greater than the rank of the sequence<sup>21</sup>. Here is an example. If a researcher has the following sequence of articles published: article 1 - 17 citations; article 2 - 16 citations; article 3 - 14 citations; article 4 - 10 citations; article 5 - five citations; article 6 - three citations; article 7 - two citations. This author has an H index of five, because five is the point in the sequence where the numbers of citations equal the number of the paper. Some authors emphasize that the H index, when taken in absolute terms, cannot be used to compare researchers from different fields<sup>22</sup>. A H index considered good in a given field may neither be as good as it is in that field nor be considered bad in other fields. In general, the highest H index values are found among researchers working with life sciences. </p>
      <p>
        <bold>Closing remarks</bold>
      </p>
      <p>Getting familiar with some bibliometric indexes has become extremely important for researchers who rely on inputs for research and often are evaluated with these bibliometric tools<sup>23</sup>. Each of these bibliometric indexes has limitations. Using some of these indexes in a combined manner represents the fairest and most legitimate form. Despite the subjectivity, peer reviews are still valuable, whether in the evaluation of researchers who apply for academic positions, or even in the editorial evaluation of scientific papers. None of the qualitative and quantitative indexes, as good as they may be, is sufficiently accurate to be used in isolation. The combination of some these indexes associated with peer review is certainly the best way to carry out an objective evaluation. Finally, it is important to keep in mind that the task of judging, either the scientific reputation of researchers, or the eligibility of institutions as a recipient of funds, should always strive for fairness and accuracy of assessments, thus avoiding irreparable mistakes. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported. </p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study. </p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program. </p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Uso del factor de impacto y del &#237;ndice h para evaluar investigadores y publicaciones</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ESPECIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="enda-body3">
          <label>
            <bold>Uso del factor de impacto y del &#237;ndice h para evaluar investigadores y publicaciones</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Petronio Generoso Thomaz; Renato Samy Assad; Luiz Felipe P. Moreira </bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o HCFMUSP - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Factor de impacto, &#237;ndice H, investigadores, estad&#237;sticas, publicaciones cient&#237;ficas y t&#233;cnicas.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Con la creciente demanda de insumos para financiamiento de investigaciones cient&#237;ficas, se volvi&#243; necesaria la creaci&#243;n de mecanismos de evaluaci&#243;n de la calidad acad&#233;mico cient&#237;fica, como forma de prestigiar instituciones y individuos capaces de producir investigaciones de punta, garantizando, as&#237;, una inversi&#243;n proficua de las agencias de fomento a la investigaci&#243;n<sup>1</sup>. En ese nuevo escenario, la evaluaci&#243;n tradicional por pares presenta deficiencias inherentes a los aspectos subjetivos y corporativistas de la evaluaci&#243;n de la producci&#243;n acad&#233;mica. &#205;ndices cualitativos y cuantitativos de evaluaci&#243;n deben ser sumados a ella, siendo vistos por muchos como m&#225;s reproducibles y menos sujetos a sesgos personales<sup>2</sup>. El n&#250;mero de publicaciones, de las citaciones y de la media de citaciones por trabajo publicado, tomados aisladamente, son &#237;ndices bibliom&#233;tricos tradicionales que presentan deficiencias, pues no retratan la informaci&#243;n combinada de los trabajos publicados con las respectivas citaciones<sup>3</sup>. La tradicional evaluaci&#243;n del n&#250;mero de trabajos publicados, inicialmente ampliamente aceptada y utilizada, deja de ser suficiente como forma de evaluaci&#243;n de la pujanza cient&#237;fica del investigador. La calidad de las publicaciones pasa a ser vista como factor diferencial. As&#237;, gana destaque la evaluaci&#243;n del inter&#233;s despertado por el trabajo o l&#237;nea de investigaci&#243;n dentro de la comunidad cient&#237;fica, factor ese que se refleja en el n&#250;mero de citaciones hechas a un determinado trabajo. </p>
      <p>La evaluaci&#243;n de la calidad de los peri&#243;dicos, utilizados como medio de divulgaci&#243;n de la investigaci&#243;n cient&#237;fica, viene siendo empleada en nuestro medio como una de las formas de an&#225;lisis de los programas de postgrado, emanando la conocida lista <italic>Qualis</italic> de la Coordinaci&#243;n de Perfeccionamiento de Personal de Nivel Superior (CAPES). <italic>Qualis</italic> es el conjunto de procedimientos concebido para atender las necesidades espec&#237;ficas del sistema de evaluaci&#243;n, que disponibiliza una lista con la clasificaci&#243;n de los veh&#237;culos utilizados por los programas de postgrado, para la divulgaci&#243;n de la producci&#243;n. El <italic>Qualis</italic> mide la calidad de los art&#237;culos y de otros tipos de producci&#243;n, a partir del an&#225;lisis de la calidad de los veh&#237;culos de divulgaci&#243;n, o sea, peri&#243;dicos cient&#237;ficos y anales de eventos. Los veh&#237;culos de divulgaci&#243;n de la producci&#243;n intelectual de los programas de postgrado <italic>stricto sensu</italic> (maestr&#237;a y doctorado) son clasificados en A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 y C, a partir de valores de corte del factor de impacto del peri&#243;dico<sup>4</sup>. </p>
      <p>Descripto en 2005 por Jorge E. Hirsch, como una herramienta para determinar la calidad relativa de los trabajos de f&#237;sicos te&#243;ricos, el &#205;ndice H comenz&#243; a ser muy utilizado en el medio cient&#237;fico, como forma de medir la productividad y el impacto del investigador, siendo, inclusive, incorporado a la Plataforma Lattes del Consejo Nacional de Desarrollo Cient&#237;fico y Tecnol&#243;gico (CNPq)<sup>5</sup>. En este art&#237;culo, discutimos el factor de impacto como forma de evaluaci&#243;n de los peri&#243;dicos cient&#237;ficos y el &#205;ndice H como forma de evaluaci&#243;n del investigador. Otros &#237;ndices bibliom&#233;tricos no ser&#225;n objeto de este texto, mas cabe destacar que apenas el factor de impacto y el &#205;ndice H aisladamente pueden no ser suficientes para cumplir la tarea de evaluar peri&#243;dicos, art&#237;culos y autores. </p>
      <p>
        <bold>Factor de impacto</bold>
      </p>
      <p>Propuesto por Eugene Garfield, en 1955<sup>6</sup>, el Factor de Impacto (FI) comenz&#243; a ser utilizado como instrumento de evaluaci&#243;n de la calidad de las publicaciones a partir de los a&#241;os sesenta, habiendo sido usado como criterio de selecci&#243;n de los peri&#243;dicos a ser indexados por el <italic>Science Citation Index</italic> (SCI). Desde entonces, el FI se afirm&#243; como medio de evaluaci&#243;n de los peri&#243;dicos en las m&#225;s variadas instancias. Es calculado anualmente por el <italic>Institute for Scientific Information/Thompson Scientific Reuters</italic> para las revistas indexadas en su base de datos y es publicado por el <italic>Journal Citations Reports</italic> (JCR)<sup>7</sup>. </p>
      <p>Hoy, todo autor considera el valor del FI para escoger el peri&#243;dico que pueda dar mayor visibilidad al trabajo. Los bibliotecarios ven el FI como un par&#225;metro de selecci&#243;n de los t&#237;tulos de mayor inter&#233;s cient&#237;fico y que, por lo tanto, deber&#225;n componer el acervo de las instituciones. Paralelamente, los editores acompa&#241;an atentos los FI de los peri&#243;dicos, concientes de la importancia de ese &#237;ndice como factor de influencia en la captaci&#243;n de recursos financieros y en la atracci&#243;n de buenos trabajos para ser publicados. En las agencias de fomento, los responsables por la elaboraci&#243;n de las pol&#237;ticas cient&#237;ficas tambi&#233;n utilizan ese &#237;ndice para seleccionar investigadores e instituciones de mayor m&#233;rito, que mejor atender&#237;an las demandas de las instituciones. </p>
      <p>Para el c&#225;lculo del FI de un determinado a&#241;o, se considera el n&#250;mero de citaciones recibidas ese a&#241;o de los art&#237;culos publicados en el peri&#243;dico en los dos a&#241;os precedentes, dividido por el n&#250;mero de art&#237;culos publicados por el peri&#243;dico en el mismo per&#237;odo (<xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Tabla 1</xref>)<sup>7</sup>. </p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0090-00001-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Por lo tanto, el factor de impacto es eficiente para evaluar la calidad de un peri&#243;dico, no siendo, sin embargo, &#250;til en el an&#225;lisis de la calidad cient&#237;fica de un art&#237;culo aislado, de un investigador o de una instituci&#243;n<sup>8-10</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Variables que pueden alterar el c&#225;lculo del FI</bold>
      </p>
      <p>Para el c&#225;lculo del FI del JCR, son considerados apenas art&#237;culos originales y art&#237;culos de revisi&#243;n. Cartas al editor o editoriales no entran en el denominador del c&#225;lculo. Por otro lado, pueden ser citados; por lo tanto, son considerados en el numerador del c&#225;lculo del FI. Revistas como la <italic>Nature</italic> o <italic>Science</italic>, que publican gran n&#250;mero de art&#237;culos no estrictamente cient&#237;ficos, pueden tener el FI inflado por ese sesgo<sup>11</sup>. </p>
      <p>Otro sesgo que influencia el c&#225;lculo del factor de impacto est&#225; relacionado a las diferentes &#225;reas del conocimiento o hasta aun sub&#225;reas. El n&#250;mero de referencias citadas por art&#237;culo (densidad de las citaciones) puede ser bastante diferente, como, por ejemplo, art&#237;culos sobre ciencias exactas, que tienen menor densidad de citaciones que aquellos ligados a las ciencias de la salud. Eso explica en parte por que los FI de los peri&#243;dicos de ciencias de la salud son, en media, mucho mayores en comparaci&#243;n a aquellos de ciencias exactas, tales como los del &#225;rea de matem&#225;tica<sup>12</sup>. </p>
      <p>El FI publicado anualmente por la JCR, al llevar en consideraci&#243;n solamente las citaciones de un peri&#243;dico ocurridas durante dos a&#241;os consecutivos, tiende a beneficiar aquellos peri&#243;dicos que publican en &#225;reas cuyo ritmo de actualizaci&#243;n del conocimiento es muy acelerado. De esa forma, la citaci&#243;n de los art&#237;culos ocurre inmediatamente despu&#233;s de la publicaci&#243;n, creando un sesgo de aumento del FI. &#193;reas como ciencias exactas o biol&#243;gicas tienden a tener mayor FI que aquellas cuya producci&#243;n del saber se hace en ritmo m&#225;s lento, como en las &#225;reas de ciencias sociales o humanas. </p>
      <p>
        <bold>&#205;ndice H</bold>
      </p>
      <p>Este &#237;ndice fue propuesto inicialmente por Jorge E. Hirsch para la evaluaci&#243;n cualitativa de investigadores del &#225;rea de la f&#237;sica<sup>13</sup>. R&#225;pidamente, gan&#243; importancia en otras disciplinas, siendo hoy muy utilizado como forma de evaluar el impacto del investigador individualmente. Muchos autores lo consideran no solamente la forma m&#225;s segura de medir la calidad cient&#237;fica del investigador, como tambi&#233;n una buena herramienta de evaluaci&#243;n de la regularidad de la producci&#243;n y previsi&#243;n del desempe&#241;o cient&#237;fico futuro, pues combina productividad con impacto<sup>14,15</sup>. El &#237;ndice H de un investigador es definido con el n&#250;mero de art&#237;culos publicados por el investigador, los cuales obtengan citaciones mayores o iguales a ese n&#250;mero. Por ejemplo, cuando decimos que el &#237;ndice H de un investigador es diez, significa que tiene, por lo menos, diez art&#237;culos publicados, cada uno de ellos con, por lo menos, diez citaciones. Cuanto mayor es el n&#250;mero de art&#237;culos de gran inter&#233;s publicado por el investigador, mayor ser&#225; el n&#250;mero de citaciones alcanzadas, y mayor ser&#225; su &#237;ndice H, reflejando la calidad acad&#233;mico cient&#237;fica del investigador y su capacidad productiva. Entre tanto, apenas el n&#250;mero total de art&#237;culos, por ejemplo, puede enmascarar la falta de relevancia de cada texto, aisladamente. Podemos as&#237; decir que el &#237;ndice H es el resultado del equilibrio entre el n&#250;mero de publicaciones y el n&#250;mero de citaciones. Jorge Hirsch compar&#243; el factor H con otros &#237;ndices com&#250;nmente usados para analizar la producci&#243;n cient&#237;fica de un investigador, resumidamente presentados en la <xref ref-type="table" rid="tab2-body3">Tabla 2</xref>. </p>
      <table-wrap id="tab2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-02-0090-00001-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>El mismo Hirsch argumenta que individuos con &#237;ndices H similares son tambi&#233;n comparables en t&#233;rminos de impacto cient&#237;fico, aun cuando el n&#250;mero de art&#237;culos o n&#250;mero total de citaciones de ambos sea muy diverso. Diferentemente, cuando comparamos dos individuos (de edad cient&#237;fica igual), con n&#250;meros iguales de publicaciones o citaciones y con &#237;ndices H muy dispares, aquel con mayor &#237;ndice H es probablemente un investigador m&#225;s talentoso. Entre tanto, como toda tentativa simplista de categorizar o clasificar la producci&#243;n de un investigador por un &#250;nico n&#250;mero, el &#237;ndice H est&#225; lejos de ser perfecto y enfrenta varias cr&#237;ticas<sup>16</sup>. Entre esas, adem&#225;s de las usuales de que no se puede caracterizar un investigador por un n&#250;mero, est&#225;n: la autocitaci&#243;n<sup>17</sup>, la no distinci&#243;n entre cient&#237;ficos activos e inactivos, la dependencia de la edad cient&#237;fica, las diferencias entre &#225;reas, sexo etc. Algunas variantes fueron propuestas para superar esas desventajas, como, por ejemplo, el &#237;ndice M, que permite comparar carreras cient&#237;ficas de tiempos distintos<sup>18</sup>. Dodson<sup>19</sup> cree que el &#237;ndice subestime en cerca de 30% a 50% el verdadero n&#250;mero de citaciones y propone el &#237;ndice E, que ayuda a estimar las citaciones de los trabajos no contemplados por el &#237;ndice H, o sea, las citaciones de los trabajos publicados posteriormente a aquel correspondiente al &#237;ndice H<sup>19</sup>. </p>
      <p>
        <bold>C&#225;lculo del &#205;ndice H</bold>
      </p>
      <p>Actualmente, la base de datos <italic>Web of Science</italic> de la <italic>ISI/Thompson Scientific Reuters</italic> calcula autom&#225;ticamente el &#205;ndice H del investigador. Para eso, debemos entrar con el "nombre de citaci&#243;n" del autor en el espacio adecuado de la plataforma de investigaci&#243;n y aguardar que los art&#237;culos y las respectivas citaciones sean generados. En caso de que haya alg&#250;n otro autor hom&#243;nimo, se deben excluir los art&#237;culos que no son de autor&#237;a del investigador en cuesti&#243;n. Posteriormente, basta clicar en &#237;cono propio (<italic>"Create Citation Report"</italic>) para obtener el &#237;ndice H (<italic>h-index</italic>), as&#237; como el n&#250;mero total de citaciones y el n&#250;mero medio de citaciones por art&#237;culo<sup>20</sup>. Alternativa interesante para calcular ese e innumeros otros &#237;ndices ser&#237;a a trav&#233;s del programa de computador denominado "Publish or Perish", disponible en la p&#225;gina de internet: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.harzing.com/pop.htm">http://www.harzing.con/pop.htm</ext-link>. El programa usa el sitio del <italic>"Google Scholar"</italic> para recuperar y analizar citaciones acad&#233;micas. Se puede tambi&#233;n calcular manualmente el &#237;ndice H. Para esto, debemos ordenar los trabajos por n&#250;mero de citaciones, comenzando con aquel con mayor n&#250;mero de citaciones. El &#237;ndice H de un determinado autor ser&#225; el n&#250;mero de la secuencia num&#233;rica de los trabajos cuyo n&#250;mero de citaciones se iguala o es mayor que el ranking de la secuencia<sup>21</sup>. Veamos un ejemplo. Si un investigador tiene la siguiente secuencia de art&#237;culos publicados: art&#237;culo 1 - 17 citaciones; art&#237;culo 2 - 16 citaciones; art&#237;culo 3 - 14 citaciones; art&#237;culo 4 - 10 citaciones; art&#237;culo 5 - cinco citaciones; art&#237;culo 6 - tres citaciones; art&#237;culo 7 - dos citaciones. Ese autor tiene un &#237;ndice H de cinco, pues cinco es el punto en la secuencia en que los n&#250;meros de citaciones se igualan al n&#250;mero del art&#237;culo. Algunos autores resaltan que el &#237;ndice H, cuando es tomado de modo absoluto, no puede ser usado para comparar investigadores de diferentes &#225;reas<sup>22</sup>. Un &#237;ndice H considerado bueno en determinada &#225;rea puede no ser tan bueno o aun puede ser considerado malo en otras &#225;reas. Generalmente, los mayores valores de &#237;ndice H son encontrados entre investigadores ligados a ciencias de la vida. </p>
      <p>
        <bold>Consideraciones finales</bold>
      </p>
      <p>Conocer algunos de los &#237;ndices bibliom&#233;tricos se volvi&#243; de suma importancia para investigadores que dependen de insumos para investigaciones y, muchas veces, son evaluados con esas herramientas bibliom&#233;tricas<sup>23</sup>. Cada uno de esos &#237;ndices bibliom&#233;tricos tiene sus limitaciones. La utilizaci&#243;n en conjunto de algunos de esos representa la forma m&#225;s justa y leg&#237;tima. A pesar de la subjetividad, la evaluaci&#243;n por pares aun tiene su valor, sea en la evaluaci&#243;n de investigadores que se postulan a cargos acad&#233;micos o aun en la evaluaci&#243;n editorial de art&#237;culos cient&#237;ficos. Ninguno de los &#237;ndices cualitativos y cuantitativos, por mejor que sea, es suficientemente preciso para ser utilizado de forma aislada. La combinaci&#243;n de algunos de esos, asociada a la evaluaci&#243;n por pares, es ciertamente la mejor forma de evaluaci&#243;n objetiva. Por &#250;ltimo, es importante mantener en mente que la tarea de juzgar, sea la reputaci&#243;n cient&#237;fica del investigador, sea la elegibilidad de la instituci&#243;n como destinataria de recursos financieros, debe siempre primar por la imparcialidad y precisi&#243;n de evaluaci&#243;n, evitando, as&#237;, errores irreparables. </p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes. </p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas. </p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n este estudio a programas de postgrado. </p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
