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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
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        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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        <article-title>Estenose a&#243;rtica e o idoso</article-title>
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        <year>2011</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>15</day>
          <month>06</month>
          <year>2010</year>
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        <kwd>Estenose da valva a&#243;rtica</kwd>
        <kwd>idoso</kwd>
      </kwd-group>
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        <day>04</day>
        <month>02</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Estenose a&#243;rtica e o idoso</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Max Grinberg; Maria Cecilia Solimene</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nota1">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Estenose da valva a&#243;rtica, idoso. </p>
    <p>
      <bold>Caro Editor,</bold>
    </p>
    <p>Valle e cols.<sup>1</sup> enfocam tema de interesse emergente no Brasil devido n&#227;o somente ao aumento da popula&#231;&#227;o de idosos entre n&#243;s<sup>2</sup> bem como &#224; revela&#231;&#227;o feita pelo <italic>Euro Heart Survey</italic> - que pacientes t&#234;m percentual expressivo de nega&#231;&#227;o, pelos servi&#231;os m&#233;dicos, &#224; cirurgia valvar em fun&#231;&#227;o da idade avan&#231;ada<sup>3</sup>. A mortalidade de idosos com 75 anos ou mais em 230 corre&#231;&#245;es cir&#250;rgicas de estenose a&#243;rtica consecutivas, em um per&#237;odo de 6 anos, foi de 13,9%, sendo 9,4% em procedimentos isolados e 20,9% em associa&#231;&#245;es; complica&#231;&#245;es n&#227;o fatais surgiram em 30% dos casos, 25,2% nos portadores de estenose a&#243;rtica isolada e 37,4% em associa&#231;&#245;es<sup>1</sup>. Esses dados assemelham-se aos da literatura. Os autores concluem que a morbimortalidade no p&#243;s-operat&#243;rio da corre&#231;&#227;o cir&#250;rgica de estenose a&#243;rtica &#233; "um pouco maior" nos idosos do que nos "mais jovens". Algumas considera&#231;&#245;es devem ser feitas, pois h&#225; dissocia&#231;&#245;es entre os m&#233;todos e a conclus&#227;o: 1) Os autores conclu&#237;ram que a morbimortalidade dos idosos &#233; "um pouco maior" que a dos mais jovens, mas n&#227;o analisaram um grupo "mais jovem" para a compara&#231;&#227;o e nem se referiram a dados de literatura; 2) Existem quest&#245;es de sem&#226;ntica e interpreta&#231;&#227;o que levam o leitor a d&#250;vidas, como a imprecis&#227;o do termo "um pouco maior" para a morbimortalidade; 3) O termo "idoso" n&#227;o nos parece adequado, pois &#233; definido como "idoso" o indiv&#237;duo com 60 anos ou mais; seria mais apropriado se referir especificamente aos maiores de 75 anos. Devido a pouca disponibilidade de tempo frente &#224; avalanche de informa&#231;&#245;es cient&#237;ficas, a Conclus&#227;o funciona como triagem e refer&#234;ncia de mem&#243;ria, por isso ela &#233; fator importante na comunica&#231;&#227;o entre autor e leitor e, como tal, exige perfeita sintonia com objetivo e m&#233;todo. Valle e cols.<sup>1</sup> trazem resultados &#250;teis para a aplica&#231;&#227;o no cotidiano da cl&#237;nica em portador de estenose a&#243;rtica. Contudo, a maioria dos leitores que se vale do resumo para o aprendizado corre o risco de fazer uma memoriza&#231;&#227;o equivocada.</p>
    <p>
      <bold>Carta-Resposta</bold>
    </p>
    <p>Inicialmente, agradecemos pelo interesse em nossa publica&#231;&#227;o e pelos coment&#225;rios efetuados. Em rela&#231;&#227;o &#224;s considera&#231;&#245;es realizadas, seguem esclarecimentos: </p>
    <p>Devido ao seu car&#225;ter descritivo, nosso estudo n&#227;o fornece resultados que permitam mensurar precisamente o papel da "idade" na cirurgia valvar a&#243;rtica. Nosso objetivo foi descrever os resultados de uma s&#233;rie consecutiva de 230 pacientes de 75 anos ou mais de idade com estenose a&#243;rtica que foram tratados com cirurgia valvar a&#243;rtica. Para a an&#225;lise da magnitude da vari&#225;vel "idade" como fator de acr&#233;scimo de morbimortalidade aos pacientes submetidos &#224; cirurgia valvar a&#243;rtica seria aconselh&#225;vel a realiza&#231;&#227;o de trabalho com metodologia anal&#237;tica, preferencialmente "Estudo de Coorte Prospectivo", o que n&#227;o foi o nosso caso. Entretanto, as informa&#231;&#245;es obtidas t&#234;m sua relev&#226;ncia espec&#237;fica. N&#227;o comparamos com uma s&#233;rie de "jovens", mas esses dados existem em abund&#226;ncia na literatura e podem ser consultados. </p>
    <p>De acordo com a Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS), a defini&#231;&#227;o do termo "idoso" &#233; vari&#225;vel, pois ela estabelece que idosos s&#227;o pessoas com mais de 60 anos nos pa&#237;ses em desenvolvimento, ou mais de 65 anos nos pa&#237;ses desenvolvidos. Dentre os 230 pacientes avaliados em nossa s&#233;rie, o texto expressa claramente que todos s&#227;o idosos com mais de 75 anos. </p>
    <p>O exponencial acr&#233;scimo de artigos cient&#237;ficos &#224; literatura, associado ao cotidiano de longas jornadas de trabalho, pode dificultar a leitura de publica&#231;&#245;es relevantes. Contudo, sugerimos que a memoriza&#231;&#227;o e o aprendizado sejam adquiridos atrav&#233;s da an&#225;lise integral dos estudos. Dessa forma, os resumos devem ser vistos como instrumento de sele&#231;&#227;o dos trabalhos a serem analisados. Nesse contexto, esperamos que nossa publica&#231;&#227;o seja &#250;til ao manejo da frequente combina&#231;&#227;o de estenose a&#243;rtica e idade avan&#231;ada.</p>
    <p>Atenciosamente,</p>
    <p>Felipe H. Valle e Renato A. Kalil</p>
    <p>
      <fn id="nota1" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold> Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Maria Cec&#237;lia Solimene </p>
        <p> Rua Ot&#225;vio N&#233;bias, 182/71 - Para&#237;so </p>
        <p> 04002-011 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="mcsolimene@cardiol.br">mcsolimene@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="maria.solimene@incor.usp.br">maria.solimene@incor.usp.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 15/06/10; revisado recebido em 15/06/10; aceito em 13/07/10.</p>
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          <article-title>Morbimortalidade em pacientes acima de 75 anos submetidos &#224; cirurgia por estenose valvar a&#243;rtica</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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          <article-title>Estenose a&#243;rtica no idoso: perspectiva brasileira</article-title>
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      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
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          <label>
            <bold>Estenosis a&#243;rtica y el a&#241;oso</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Max Grinberg; Maria Cecilia Solimene</bold>
          </p>
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      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras-clave:</bold> Estenosis de la v&#225;lvulva a&#243;rtica, a&#241;oso.</p>
      <p>
        <bold>Caro Editor,</bold>
      </p>
      <p>Valle et al<sup>1</sup> enfocan tema de inter&#233;s emergente en el Brasil debido no solamente al aumento de la poblaci&#243;n de a&#241;osos entre nosotros<sup>2</sup> sino tambi&#233;n a la revelaci&#243;n hecha por el <italic>Euro Heart Survey</italic> - de que pacientes tienen porcentual significativo de negaci&#243;n, por parte de los servicios m&#233;dicos, de la cirug&#237;a valvar en funci&#243;n de la edad avanzada<sup>3</sup>. La mortalidad de a&#241;osos con 75 a&#241;os o m&#225;s en 230 correcciones quir&#250;rgicas de estenosis a&#243;rtica consecutivas, en un per&#237;odo de 6 a&#241;os, fue de 13,9%, siendo 9,4% en procedimientos aislados y 20,9% en asociaciones; complicaciones no fatales surgieron en 30% de los casos, 25,2% en los portadores de estenosis a&#243;rtica aislada y 37,4% en asociaciones<sup>1</sup>. Esos datos se asemejan a los de la literatura. Los autores concluyen que la morbimortalidad en el postoperatorio de la correcci&#243;n quir&#250;rgica de estenosis a&#243;rtica es "un poco mayor" en los a&#241;osos que en los "m&#225;s j&#243;venes". Algunas consideraciones deben ser hechas, pues hay disociaciones entre los m&#233;todos y la conclusi&#243;n: 1) Los autores concluyeron que la morbimortalidad de los a&#241;osos es "un poco mayor" que la de los m&#225;s j&#243;venes, pero no analizaron un grupo "m&#225;s joven" para la comparaci&#243;n y ni se refirieron a datos de literatura; 2) Existen cuestiones de sem&#225;ntica e interpretaci&#243;n que llevan al lector a dudas, como la imprecisi&#243;n del t&#233;rmino "un poco mayor" para la morbimortalidad; 3) El t&#233;rmino "a&#241;oso" no nos parece adecuado, pues es definido como "a&#241;oso" el individuo con 60 a&#241;os o m&#225;s; ser&#237;a m&#225;s apropiado referirse espec&#237;ficamente a los mayores de 75 a&#241;os. Debido a la poca disponibilidad de tiempo frente a la avalancha de informaciones cient&#237;ficas, la Conclusi&#243;n funciona como selecci&#243;n y referencia de memoria, por eso ella es factor importante en la comunicaci&#243;n entre autor y lector y, como tal, exige perfecta sinton&#237;a en objetivo y m&#233;todo. Valle et al<sup>1</sup> traen resultados &#250;tiles para la aplicaci&#243;n en lo cotidiano de la cl&#237;nica en portador de estenosis a&#243;rtica. Con todo, la mayor&#237;a de los lectores que se vale del resumen para el aprendizaje corre el riesgo de hacer una memorizaci&#243;n equivocada.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Letter to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Aortic stenosis and the elderly</article-title>
      </title-group>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Aortic valve stenosis</kwd>
        <kwd>aged</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="nota_1-body3">
          <label>
            <bold>Aortic stenosis and the elderly</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Max Grinberg; Maria Cecilia Solimene</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o do Hospital das Cl&#237;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#227;o Paulo, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Aortic valve stenosis; aged.</p>
      <p>
        <bold>Dear Editor,</bold>
      </p>
      <p>Valle et al<sup>1</sup> focus on a topic that has started to arouse interest in Brazil, not only due to the increase in the population of elderly people among us<sup>2</sup>, but also because, according to the Euro Heart Survey, medical services have denied valvular surgery to a significant percentage of elderly patients on the basis of age<sup>3</sup>. The mortality rate of patients aged 75 years or more in 230 consecutive surgical procedures to correct aortic stenosis, in a period of 6 years, was 13.9% (9.4% of which occurred in isolated procedures and 20.9% in associations). Non-fatal complications appeared in 30% of the cases (25.2% of which occurred in patients with isolated aortic stenosis and 37.4% in associations)<sup>1</sup>. These data are similar to those of the literature. The authors concluded that the morbidity-mortality after the surgical procedure to correct aortic stenosis is "slightly higher" among the elderly than among "younger people". The matter deserves further consideration, since there is some dissociation between the methods and the conclusion: 1) The authors concluded that the morbidity-mortality of the elderly is "slightly higher" than that of younger people, but they did not analyze a group of "young people" for comparison purposes and they did not refer to literature data, either; 2) There are semantics and interpretation issues that put the reader in doubt, as, for example, the vagueness of the expression "slightly higher" for morbidity and mortality; 3) The term "elderly" does not seem appropriate, since "the elderly" are defined as those individuals aged 60 years or more; It would be more appropriate to refer specifically to those above 75 years of age. As there is not enough time to go over the avalanche of scientific information, the Conclusion is used for screening purposes and as memory reference. That is why it is an important factor in the communication between author and reader and, as such, it has to be in perfect harmony with the purpose and method. The results obtained by Valle et al<sup>1</sup> are useful for the daily work of clinics, to be applied to patients with aortic stenosis. However, most readers that rely on abstracts to learn run the risk of memorizing incorrect information.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
