<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">V5G6xDczznSpnQPZmBXX4BF</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000100009</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600109</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000154</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>&#205;ndice de massa corporal e hipertens&#227;o arterial em indiv&#237;duos adultos no Centro-Oeste do Brasil</article-title>
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            <given-names>Nadia Mohamed</given-names>
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            <given-names>Rosangela Getirana</given-names>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Estadual de Maring&#225;</institution>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
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        <year>2011</year>
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      <volume>96</volume>
      <issue>1</issue>
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      <lpage>53</lpage>
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          <month>05</month>
          <year>2010</year>
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          <day>11</day>
          <month>02</month>
          <year>2010</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: O excesso de peso e a obesidade constituem importante problema de sa&#250;de p&#250;blica na sociedade, devido ao crescimento em todas as faixas et&#225;rias e por sua associa&#231;&#227;o a v&#225;rias doen&#231;as cr&#244;nicas, especialmente a hipertens&#227;o arterial. OBJETIVO: Investigar poss&#237;veis fatores associados &#224;s altera&#231;&#245;es no &#237;ndice de massa corporal (IMC). M&#201;TODOS: Estudo desenvolvido em Nova Andradina - Mato Grosso do Sul, com 369 indiv&#237;duos cadastrados no programa Estrat&#233;gia Sa&#250;de da Fam&#237;lia no ano de 2007. Os dados foram coletados nos domic&#237;lios, por meio de entrevista semiestruturada e avalia&#231;&#227;o antropom&#233;trica. Na an&#225;lise dos dados, foram utilizados os testes qui-quadrado e Mantel Haensel, para respostas categ&#243;ricas, e ANOVA e Tukey, para as cont&#237;nuas. RESULTADOS: As preval&#234;ncias de sobrepeso e obesidade foram de 33,3% e 23,0%, respectivamente. Em sua maioria, os indiv&#237;duos apresentavam as seguintes caracter&#237;sticas: sexo feminino (85,4%), inativos (89,7%), rela&#231;&#227;o cintura-quadril (RCQ) inadequada (83,7%) e portavam algum problema de sa&#250;de cr&#244;nico (31,9%), especialmente a hipertens&#227;o arterial. Os fatores de risco para sobrepeso e obesidade podem ser relacionados &#224;s vari&#225;veis estado civil vi&#250;vo, RCQ inadequada, renda mais baixa e problemas de sa&#250;de. J&#225; a hipertens&#227;o arterial pode ser associada apenas &#224; obesidade. CONCLUS&#195;O: O percentual de pessoas que se encontravam acima do peso e daquelas que n&#227;o praticavam atividade f&#237;sica em Nova Andradina indica que essas quest&#245;es constituem desafio importante para o setor sa&#250;de tamb&#233;m nas pequenas cidades. Por isso, &#233; premente a implanta&#231;&#227;o de programas de interven&#231;&#227;o multidisciplinares no &#226;mbito da aten&#231;&#227;o b&#225;sica.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>&#205;ndice massa corporal</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>adultos</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
        <kwd>MGS</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>19</day>
        <month>11</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>&#205;ndice de massa corporal e hipertens&#227;o arterial em indiv&#237;duos adultos no Centro-Oeste do Brasil</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Nadia Mohamed Amer; Sonia Silva Marcon; Rosangela Getirana Santana</bold>
    </p>
    <p>Universidade Estadual de Maring&#225;, Maring&#225;, PR - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> O excesso de peso e a obesidade constituem importante problema de sa&#250;de p&#250;blica na sociedade, devido ao crescimento em todas as faixas et&#225;rias e por sua associa&#231;&#227;o a v&#225;rias doen&#231;as cr&#244;nicas, especialmente a hipertens&#227;o arterial. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Investigar poss&#237;veis fatores associados &#224;s altera&#231;&#245;es no &#237;ndice de massa corporal (IMC). </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Estudo desenvolvido em Nova Andradina - Mato Grosso do Sul, com 369 indiv&#237;duos cadastrados no programa Estrat&#233;gia Sa&#250;de da Fam&#237;lia no ano de 2007. Os dados foram coletados nos domic&#237;lios, por meio de entrevista semiestruturada e avalia&#231;&#227;o antropom&#233;trica. Na an&#225;lise dos dados, foram utilizados os testes qui-quadrado e Mantel Haensel, para respostas categ&#243;ricas, e ANOVA e Tukey, para as cont&#237;nuas. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> As preval&#234;ncias de sobrepeso e obesidade foram de 33,3% e 23,0%, respectivamente. Em sua maioria, os indiv&#237;duos apresentavam as seguintes caracter&#237;sticas: sexo feminino (85,4%), inativos (89,7%), rela&#231;&#227;o cintura-quadril (RCQ) inadequada (83,7%) e portavam algum problema de sa&#250;de cr&#244;nico (31,9%), especialmente a hipertens&#227;o arterial. Os fatores de risco para sobrepeso e obesidade podem ser relacionados &#224;s vari&#225;veis estado civil vi&#250;vo, RCQ inadequada, renda mais baixa e problemas de sa&#250;de. J&#225; a hipertens&#227;o arterial pode ser associada apenas &#224; obesidade. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold> O percentual de pessoas que se encontravam acima do peso e daquelas que n&#227;o praticavam atividade f&#237;sica em Nova Andradina indica que essas quest&#245;es constituem desafio importante para o setor sa&#250;de tamb&#233;m nas pequenas cidades. Por isso, &#233; premente a implanta&#231;&#227;o de programas de interven&#231;&#227;o multidisciplinares no &#226;mbito da aten&#231;&#227;o b&#225;sica. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> &#205;ndice massa corporal, hipertens&#227;o, adultos, Brasil, MGS.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O excesso de peso e a obesidade constituem problema de sa&#250;de p&#250;blica importante na sociedade, pois, al&#233;m da associa&#231;&#227;o a uma s&#233;rie de doen&#231;as cr&#244;nico-degenerativas, seu aumento gradativo ocorre continuamente desde a inf&#226;ncia at&#233; a idade adulta, o que pode constituir um processo epid&#234;mico.</p>
    <p>Nos &#250;ltimos anos, o controle da obesidade tem sido um dos maiores desafios de pesquisadores e profissionais da &#225;rea da sa&#250;de. Apesar das campanhas de conscientiza&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o para preven&#231;&#227;o e controle, o n&#250;mero de brasileiros com sobrepeso (IMC <underline>&gt;</underline> 25) e obesidade (IMC <underline>&gt;</underline> 30) aumenta significativamente. Estima-se que, no Brasil, 38,8 milh&#245;es de pessoas com 20 anos ou mais de idade estejam com sobrepeso. Esse n&#250;mero corresponde a 40,6% da popula&#231;&#227;o nessa faixa et&#225;ria, dos quais 10,5 milh&#245;es s&#227;o obesos<sup>1</sup>.</p>
    <p>Isso &#233; preocupante, porque pesquisas indicam que muitas doen&#231;as da era moderna - doen&#231;as cardiovasculares, renais, digestivas, diabetes, problemas hep&#225;ticos e ortop&#233;dicos - est&#227;o associadas ao excesso de gordura corporal. A incid&#234;ncia dessas doen&#231;as &#233; duas vezes maior entre homens obesos e quatro vezes maior entre mulheres obesas, quando comparados &#224; popula&#231;&#227;o n&#227;o obesa<sup>2</sup>.</p>
    <p>O sobrepeso e a obesidade, associados &#224; baixa escolaridade e ra&#231;a/cor negra, constituem os fatores relacionados &#224; hipertens&#227;o arterial frequentemente detectados nos estudos brasileiros<sup>3</sup>. A hipertens&#227;o arterial, por sua vez, &#233; uma das mais importantes causas de morbimortalidade e um predominante fator de risco para o desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares<sup>4</sup>. A hipertens&#227;o arterial &#233;, inclusive, a principal causa da mortalidade cardiovascular precoce em todo o mundo, especialmente o acidente vascular encef&#225;lico (AVE)<sup>5</sup>.</p>
    <p>Um conhecimento relevante sobre a obesidade &#233; saber a localiza&#231;&#227;o dos dep&#243;sitos de gordura corporal, pois a concentra&#231;&#227;o excessiva na regi&#227;o abdominal (obesidade central ou androide) relaciona-se a diversas disfun&#231;&#245;es metab&#243;licas e maior risco de morbimortalidade decorrentes da doen&#231;a ateroscler&#243;tica e de suas consequ&#234;ncias, como a doen&#231;a arterial coronariana<sup>6,7</sup>.</p>
    <p>O objetivo do presente estudo foi investigar a preval&#234;ncia de sobrepeso, obesidade e poss&#237;veis fatores associados &#224; sa&#250;de em indiv&#237;duos cadastrados no Programa Sa&#250;de da Fam&#237;lia de Nova Andradina - MS, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo &#233; observacional com delineamento transversal e foi realizado no munic&#237;pio de Nova Andradina, que tem uma popula&#231;&#227;o total de 38.847 habitantes e localiza-se no sudeste do estado do Mato Grosso do Sul.</p>
    <p>Na &#225;rea da sa&#250;de, o referido munic&#237;pio possui quatro hospitais, em que dois s&#227;o p&#250;blicos e dois s&#227;o privados. O munic&#237;pio apresenta seis unidades b&#225;sicas de sa&#250;de (UBSs), providas de equipe de sa&#250;de da fam&#237;lia (ESF) e que atendem 72,1% da popula&#231;&#227;o urbana. Dos indiv&#237;duos cadastrados na ESF, 73,4% t&#234;m entre 15 e 59 anos, 16,9% t&#234;m entre 1 e 14 anos, 8,3% t&#234;m mais de 60 anos, e 1,4% constitui-se de menores de um ano. Essa distribui&#231;&#227;o corresponde &#224; encontrada no munic&#237;pio de modo geral<sup>8</sup>, o que refor&#231;a sua representatividade.</p>
    <p>O tamanho da amostra a ser estudada foi calculado a partir do n&#250;mero total de indiv&#237;duos maiores de 15 anos cadastrados na ESF (essa &#233; a faixa et&#225;ria poss&#237;vel de ser resgatada do banco), com um erro de estimativa de 5% e confiabilidade de 95%, acrescidos de 20% para poss&#237;veis perdas. Mediante a estratifica&#231;&#227;o proporcional, foi definido o n&#250;mero de indiv&#237;duos de cada equipe que deveriam ser inclu&#237;dos no estudo. Em seguida, foi solicitada &#224;s equipes uma rela&#231;&#227;o de todas as fam&#237;lias cadastradas, para sorteio aleat&#243;rio por equipe.</p>
    <p>Foram sorteadas 369 fam&#237;lias, de cada qual, foi entrevistado apenas um indiv&#237;duo. Nos casos em que estivesse presente mais de um morador que atendesse aos crit&#233;rios de inclus&#227;o - ter 18 anos ou mais e estar em condi&#231;&#245;es f&#237;sicas e mentais de responder o question&#225;rio -, foi realizado sorteio simples. No caso de n&#227;o haver indiv&#237;duos que atendessem aos crit&#233;rios de inclus&#227;o no momento da visita, foram feitos at&#233; quatro retornos para, ent&#227;o, substituir a fam&#237;lia sorteada. O question&#225;rio com perguntas abertas e fechadas foi elaborado com base nos objetivos do estudo e posteriormente pr&#233;-testado em oito indiv&#237;duos. Esse question&#225;rio foi avaliado quanto &#224; clareza por cinco profissionais da &#225;rea da sa&#250;de docentes de uma institui&#231;&#227;o de ensino superior.</p>
    <p>Os dados foram coletados nos domic&#237;lios por meio de entrevista semiestruturada e de aferi&#231;&#227;o do peso, da altura, da circunfer&#234;ncia da cintura e do quadril, conforme as recomenda&#231;&#245;es espec&#237;ficas para cada caso.</p>
    <p>A vari&#225;vel resposta ou desfecho foi a classifica&#231;&#227;o do IMC. Os pontos de corte propostos pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS) foram utilizados como crit&#233;rio de diagn&#243;stico do estado nutricional. Indiv&#237;duos com IMC &lt; 25 foram classificados como normais/eutr&#243;ficos; os que apresentavam entre 25,0 e 29,9 de IMC foram categorizados como com sobrepeso; e aqueles com IMC <underline>&gt;</underline> 30,0, classificados como obesos<sup>9</sup>. As vari&#225;veis independentes foram: sexo (dicot&#244;mica), idade (em anos completos), estado civil (casado, solteiro, divorciado e vi&#250;vo), escolaridade (analfabetos; fundamental incompleto e completo; ensino m&#233;dio incompleto e completo; e superior), pr&#225;tica de atividade f&#237;sica (dicot&#244;mica), problema de sa&#250;de cr&#244;nico (dicot&#244;mica), tipos de problema de sa&#250;de e a rela&#231;&#227;o cintura-quadril - RCQ (adequada ou inadequada) obtida pela divis&#227;o dos per&#237;metros da cintura (cm) e do quadril (cm). Os pontos de cortes estabelecidos para discriminar valores adequados dos inadequados de RCQ foram 0,8 para o sexo feminino e 1,0 para o masculino.</p>
    <p>Na an&#225;lise dos dados, foram utilizados os testes qui-quadrado e Mantel Haensel, para respostas categ&#243;ricas, e ANOVA e Tukey, para as cont&#237;nuas.</p>
    <p>O desenvolvimento do estudo obedeceu aos preceitos &#233;ticos disciplinados pela Resolu&#231;&#227;o n&#176; 196/96 do Conselho Nacional de Sa&#250;de, o projeto foi aprovado pelo Comit&#234; Permanente de &#201;tica em Pesquisa com seres humanos da Universidade Estadual de Maring&#225; (Parecer n&#186; 356/2006). Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido em duas vias.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Os indiv&#237;duos em estudo, em sua maioria, eram do sexo feminino e (85,4%) tinham idade entre 18 a 89 anos. No sexo masculino, a m&#233;dia de idade foi de 45,3 anos, e no feminino, de 40,7 anos. A maioria n&#227;o praticava atividade f&#237;sica (89%) e apresentava RCQ inadequada (84%). As preval&#234;ncias de sobrepeso e obesidade foram de 33% e 23%, respectivamente. O problema cr&#244;nico de sa&#250;de apresentou 32%, com maior frequ&#234;cia para a hipertens&#227;o arterial. O teste de compara&#231;&#227;o m&#250;ltipla de Tukey mostrou que indiv&#237;duos com sobrepeso dispunham de renda m&#233;dia menor que a dos normais.</p>
    <p>A presen&#231;a de hipertens&#227;o arterial aumenta com a idade e com o ganho de peso. A an&#225;lise univariada apontou associa&#231;&#227;o significativa entre presen&#231;a de hipertens&#227;o arterial e as vari&#225;veis faixa et&#225;ria e estado nutricional (<xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>).</p>
    <table-wrap id="t1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0047-00154-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; an&#225;lise univariada, observa-se, na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>, que as vari&#225;veis sexo, escolaridade e atividade f&#237;sica n&#227;o est&#227;o significativamente associadas ao IMC. Entretanto, as vari&#225;veis estado civil, RCQ, problema de sa&#250;de e tipo de problema de sa&#250;de podem ser associadas ao IMC. Alguns aspectos s&#227;o relevantes sobre as vari&#225;veis que n&#227;o apresentaram associa&#231;&#227;o com IMC: em rela&#231;&#227;o ao sexo, menos da metade das mulheres (41,9%) est&#227;o com o peso normal, enquanto esse &#237;ndice &#233; de 53,7% para os homens. Vale ressaltar que apenas 35% dos indiv&#237;duos com idade entre 40 e 59 anos est&#227;o com peso dentro dos par&#226;metros considerados normais e que a propor&#231;&#227;o de indiv&#237;duos praticantes e n&#227;o praticantes de atividade f&#237;sica que est&#227;o com o peso normal &#233; semelhante (42,1 e 43,8%, respectivamente).</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0047-00154-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>, observa-se que o estado civil vi&#250;vo constitui fator de risco para sobrepeso, uma vez que a raz&#227;o de chance de Mantel Haenscel foi 2,35 vezes maior. Por meio da avalia&#231;&#227;o da categoria vi&#250;vo, em compara&#231;&#227;o &#224;s categorias de casado e de divorciado, n&#227;o foi observada a associa&#231;&#227;o. No entanto, os vi&#250;vos apresentam 5,29 vezes mais chances de apresentar sobrepeso do que os solteiros. Os indiv&#237;duos com RCQ inadequada e problemas de sa&#250;de possuem, respectivamente, 2,50 e 1,74 vezes mais chances de apresentar sobrepeso. A hipertens&#227;o arterial n&#227;o se associa a sobrepeso.</p>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0047-00154-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>, observa-se que o estado civil vi&#250;vo &#233; fator de risco para obesidade, porque a raz&#227;o de chance de Mantel Haenscel foi 5,02 vezes maior. Quando se avalia a categoria vi&#250;vo comparada &#224; de divorciado, n&#227;o &#233; observada associa&#231;&#227;o significativa. Entretanto, os vi&#250;vos apresentam, em rela&#231;&#227;o aos casados e aos solteiros, 2,09 e 3,83 vezes mais chances de possuir obesidade, respectivamente. Os indiv&#237;duos com RCQ inadequada e problemas de sa&#250;de t&#234;m, respectivamente, 3,21 e 2,50 vezes chances a mais de ter obesidade. A hipertens&#227;o arterial constitui fator associado &#224; obesidade, ou seja, indiv&#237;duos com hipertens&#227;o arterial t&#234;m a raz&#227;o de 3,62 vezes mais chances de serem obesos.</p>
    <table-wrap id="t4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0047-00154-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>V&#225;rios estudos indicam um aumento de sobrepeso e obesidade em diversas regi&#245;es do Brasil<sup>10,11</sup>, bem como elevada preval&#234;ncia de indiv&#237;duos classificados como sedent&#225;rios<sup>12-14</sup>, o que n&#227;o se configurou de forma distinta neste estudo.</p>
    <p>Estudos epidemiol&#243;gicos transversais evidenciam a tend&#234;ncia de eleva&#231;&#227;o do sobrepeso e da obesidade na popula&#231;&#227;o adulta brasileira em ambos os sexos, por&#233;m se nota estabilidade na preval&#234;ncia da obesidade entre as mulheres de m&#233;dia e alta escolaridade e entre aquelas com melhores condi&#231;&#245;es econ&#244;micas<sup>15</sup>.</p>
    <p>Os dados da Pesquisa de Or&#231;amentos Familiares (POF 2002-2003)<sup>1</sup> apontam uma preval&#234;ncia de 40,6% de excesso de peso em adultos, com 8,9% de homens e 13,1% de mulheres obesos. No Sul do Brasil, em Pelotas - RS, foi identificada preval&#234;ncia de excesso de peso de 53,1%, sendo 33,7% de sobrepeso e 19,4% de obesidade<sup>16</sup>.</p>
    <p>A pr&#225;tica de exerc&#237;cios f&#237;sicos, por sua vez, tem sido ressaltada como fator de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria, de suporte terap&#234;utico de diversas enfermidades cr&#244;nicas<sup>17</sup>, e h&#225; evid&#234;ncias suficientes para definir como positiva a influ&#234;ncia da atividade f&#237;sica aer&#243;bica na preven&#231;&#227;o e controle &#224; obesidade<sup>18</sup>. Entretanto, no presente estudo, n&#227;o foi observada associa&#231;&#227;o entre atividade f&#237;sica e IMC. &#201; poss&#237;vel que o elevado n&#250;mero de indiv&#237;duos sedent&#225;rios tenha prejudicado a identifica&#231;&#227;o de fatores que possam explicar esse fato com maior clareza.</p>
    <p>Estudo realizado na cidade de Pelotas identificou que dois ter&#231;os da popula&#231;&#227;o feminina eram sedent&#225;rios. Essa situa&#231;&#227;o apresentava cerca de 1,5 vez maior frequ&#234;ncia entre as mulheres do estrato de renda mais baixa (0 a 3 sal&#225;rios) e aumentava quase duas vezes entre as analfabetas, se comparadas &#224;s mulheres com 12 anos ou mais de estudo<sup>19</sup>.</p>
    <p>A idade dos indiv&#237;duos em estudo tamb&#233;m n&#227;o apresentou associa&#231;&#227;o significativa com sobrepeso e obesidade. Um fator relevante que pode ter interferido nessa quest&#227;o foi a pequena varia&#231;&#227;o da m&#233;dia de idade (entre 40 e 44 anos, ou seja, muito pr&#243;ximas entre si). A literatura mostra que o aumento da idade pode ser um fator relevante no desenvolvimento da obesidade<sup>20</sup>. Em geral, isso ocorre porque o excesso de peso &#233; determinado por uma diminui&#231;&#227;o do metabolismo basal e, tamb&#233;m, em decorr&#234;ncia da natural perda de massa muscular, o que ocorre com o avan&#231;o da idade<sup>21</sup>. Estudo realizado com indiv&#237;duos de 18 a 59 anos no munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, por exemplo, observou tend&#234;ncia de aumento da obesidade com a idade em ambos os sexos, embora n&#227;o tenha apontado diferen&#231;as significativas entre os sexos<sup>22</sup>.</p>
    <p>A vari&#225;vel estado civil mostrou associa&#231;&#227;o significativa ao sobrepeso e &#224; obesidade, entretanto a condi&#231;&#227;o de vi&#250;vo corresponde a 2,35 vezes maiores chances de sobrepeso e cinco vezes mais chances de obesidade, quando comparada &#224; categoria solteiro. Esse fato conduz &#224; conclus&#227;o de que a idade constituiu vari&#225;vel de confus&#227;o para a associa&#231;&#227;o IMC/estado civil vi&#250;vo, pois, em geral, a pessoa torna-se vi&#250;va com idade mais avan&#231;ada e de fato, a idade m&#233;dia dos vi&#250;vos foi maior - 61 anos.</p>
    <p>N&#227;o h&#225; consenso entre os estudos que investigaram o tema no que diz respeito &#224; dire&#231;&#227;o da associa&#231;&#227;o entre estado civil e a quest&#227;o de sobrepeso e da obesidade. Por&#233;m, estudo realizado em Belo Horizonte encontrou associa&#231;&#227;o do sobrepeso &#224; idade e ao estado marital (ter companheiro) em ambos os sexos; da obesidade &#224; idade e ao estado marital (ter companheiro) nos homens; e apenas a associa&#231;&#227;o &#224; idade entre as mulheres<sup>20</sup>.</p>
    <p>No presente estudo, n&#227;o foi detectada associa&#231;&#227;o entre distribui&#231;&#227;o do IMC e o grau de escolaridade. Essa quest&#227;o difere-se em rela&#231;&#227;o a outros estudos, que demonstram preval&#234;ncia de sobrepeso e de obesidade em indiv&#237;duos de baixa escolaridade<sup>23,24</sup>.</p>
    <p>No Brasil, inqu&#233;ritos nacionais evidenciaram uma mudan&#231;a substancial na tend&#234;ncia secular da obesidade, segundo os n&#237;veis de escolaridade da popula&#231;&#227;o. Inicialmente, a preval&#234;ncia de obesidade era elevada de uma forma geral, com tend&#234;ncia a maiores frequ&#234;ncias entre homens e mulheres com alta escolaridade. No per&#237;odo entre 1989 e 1997, o aumento da obesidade foi maior para indiv&#237;duos sem ou com baixa escolaridade. A obesidade apresentou estabilidade ou diminui&#231;&#227;o nos estratos femininos de m&#233;dia ou alta escolaridade<sup>15</sup>, em decorr&#234;ncia, por exemplo, de maior conhecimento a respeito das consequ&#234;ncias da obesidade na sa&#250;de e na compreens&#227;o das formas para preveni-la. Al&#233;m disso, esse grupo sofre press&#245;es sociais e familiares para manter uma imagem corporal delgada, compat&#237;vel com os valores est&#233;ticos atuais<sup>17</sup>.</p>
    <p>A associa&#231;&#227;o encontrada entre a m&#233;dia de renda dos indiv&#237;duos e o IMC &#233; explic&#225;vel. O fen&#244;meno recente observado em diversos pa&#237;ses &#233; a influ&#234;ncia das diferen&#231;as sociais para predom&#237;nio da obesidade<sup>25</sup>. Em pa&#237;ses desenvolvidos, os grupos de menor renda e baixa escolaridade t&#234;m maiores riscos de sobrepeso<sup>26</sup>. Tamb&#233;m tem sido identificado que fam&#237;lias mais pobres tendem a consumir dietas altamente cal&#243;ricas, porque essas s&#227;o mais baratas<sup>24</sup>. A quest&#227;o de esse tipo de dieta favorecer o ganho de peso precisa ser discutida entre a popula&#231;&#227;o, de forma a sensibiliz&#225;-la sobre a import&#226;ncia da utiliza&#231;&#227;o de pr&#225;ticas alternativas na elabora&#231;&#227;o das refei&#231;&#245;es. Essa quest&#227;o visa &#224; diminui&#231;&#227;o dos custos da dieta e, ao mesmo tempo, torn&#225;-la mais nutritiva e menos prejudicial &#224; sa&#250;de.</p>
    <p>Dados nacionais mostram diferen&#231;as importantes entre homens e mulheres quanto &#224; rela&#231;&#227;o entre renda e excesso de peso. Entre os homens, a frequ&#234;ncia do excesso de peso aumenta uniforme e intensamente conforme a renda, enquanto essa rela&#231;&#227;o &#233; menos intensa e tende a ser curvil&#237;nea entre as mulheres, com maior preval&#234;ncia de excesso de peso nas classes intermedi&#225;rias de renda<sup>27</sup>.</p>
    <p>Os indiv&#237;duos com sobrepeso e obesidade, comparando-se aos considerados normais, apresentaram mais chances de portar problemas de sa&#250;de. A presen&#231;a de HA sozinha ou associada a outras patologias - como diabete, colesterol e depress&#227;o - mostrou 3,3 vezes mais chances de risco em indiv&#237;duos obesos, por&#233;m, nos indiv&#237;duos com sobrepeso, a HA n&#227;o constituiu fator de risco.</p>
    <p>A associa&#231;&#227;o entre HA e obesidade tem sido comprovada em estudos realizados em diferentes regi&#245;es do pa&#237;s<sup>28-32</sup>. Em &#226;mbito mundial, estudos epidemiol&#243;gicos t&#234;m mostrado que a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial &#233; bem mais elevada em indiv&#237;duos com peso acima do normal do que naqueles dentro da faixa de peso normal<sup>21</sup>.</p>
    <p>Estudo realizado em Fortaleza, por exemplo, mostrou que o risco para HA &#233; igual a 2,04 e 4,08 para excesso de peso e obesidade, respectivamente, independentemente do sexo<sup>33</sup>. Em Bel&#233;m no Par&#225;, por meio de inqu&#233;rito telef&#244;nico, foi observada associa&#231;&#227;o da idade e do excesso de peso &#224; hipertens&#227;o arterial em ambos os sexos, em que o risco de hipertens&#227;o arterial &#233; igual a 1,80 em homens e 2,49 em mulheres na pr&#233;-obesidade, e 6,33 e 3,33, para homens e mulheres, respectivamente, na obesidade<sup>34</sup>.</p>
    <p>Desse modo, o controle do peso constitui uma medida importante para a redu&#231;&#227;o dos &#237;ndices de hipertens&#227;o arterial e, consequentemente, para a promo&#231;&#227;o da sa&#250;de e a preven&#231;&#227;o de outras doen&#231;as cardiovasculares.</p>
    <p>As vari&#225;veis RCQ e IMC tamb&#233;m apresentaram associa&#231;&#227;o. A partir dos classificados normais como baseline, a an&#225;lise mostrou que uma pessoa que apresenta sobrepeso tem duas vezes mais chances de ter RCQ inadequada e que, na obesidade, esse risco sobe para tr&#234;s. Em estudo de base populacional realizado em Pelotas, foi observado que homens mais velhos, de cor branca, vivendo com companheira e com alta renda familiar apresentaram maiores m&#233;dias de per&#237;metro abdominal, assim como as mulheres de maior idade, com quatro ou mais gesta&#231;&#245;es, que viviam com companheiro e possu&#237;am baixo n&#237;vel de escolaridade<sup>19</sup>.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos idosos, um estudo de seguimento durante cinco anos realizado com mulheres, constatou que a obesidade central, representada pelo aumento da RCQ, foi preditor de mortalidade total nesse grupo<sup>35</sup>. Em outro estudo com idosos, realizado na Zona da Mata, em Minas Gerais, identificou-se que o aumento do IMC estava fortemente associado &#224; RCQ, uma vez que nos idosos com IMC &gt; 27 kg/m&#178; a frequ&#234;ncia de RCQ inadequada foi maior. Observou-se, ainda, que o IMC e a RCQ inadequados associam-se positivamente &#224; alta frequ&#234;ncia de morbidade e que o risco de obesidade centralizada aumenta com a idade e &#233; maior entre as mulheres<sup>36</sup>.</p>
    <p>A despeito de algumas limita&#231;&#245;es metodol&#243;gicas, como o fato de os participantes do estudo terem sido selecionados a partir daqueles presentes no domic&#237;lio, o que resultou em uma amostra constitu&#237;da basicamente de mulheres, pode-se afirmar que o &#237;ndice de pessoas que se encontram acima do peso e daquelas que n&#227;o praticam atividade f&#237;sica em Nova Andradina &#233; elevado e n&#227;o difere muito do que tem sido encontrado em outras localidades brasileiras. Essas quest&#245;es, portanto, constituem desafio para o setor sa&#250;de tamb&#233;m nas pequenas cidades e na regi&#227;o Centro-Oeste do pa&#237;s.</p>
    <p>A ado&#231;&#227;o de medidas de interven&#231;&#227;o para reduzir a predomin&#226;ncia de sobrepeso e obesidade &#233; bastante complexa, pois esses problemas s&#227;o determinados por m&#250;ltiplos fatores. Por&#233;m, os resultados encontrados indicam ser imperativas a preocupa&#231;&#227;o e a uni&#227;o de esfor&#231;os por parte dos gestores e de diferentes segmentos da sociedade quanto &#224; necessidade de medidas para controlar e combater os &#237;ndices de obesidade e sobrepeso no munic&#237;pio.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>O estado civil, a renda e a RCQ inadequada atuaram como fatores de risco associados ao sobrepeso e &#224; obesidade. Apresentar HA sozinha ou associada a outras patologias mostrou 3,3 vezes maiores chances de risco em indiv&#237;duos obesos, mas n&#227;o naqueles com sobrepeso.</p>
    <p>A implanta&#231;&#227;o de programas multidisciplinares no &#226;mbito do PSF, que envolve o acompanhamento do estado de sa&#250;de individual e coletivo, bem como o est&#237;mulo &#224; ado&#231;&#227;o de h&#225;bitos de vida mais saud&#225;veis, como a pr&#225;tica de atividades f&#237;sicas regulares e a mudan&#231;a nos h&#225;bitos alimentares, pode constituir medida eficaz para a redu&#231;&#227;o dos riscos &#224; sa&#250;de na popula&#231;&#227;o em Nova Andradina.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Nadia Mohamed Amer pela Universidade Estadual de Maring&#225;.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Sonia Silva Marcon  </p>
        <p> Rua Jailton Saraiva, 526 - Jardim Am&#233;rica </p>
        <p> 87045-300 - Maring&#225;, PR - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="soniasilva.marcon@gmail.com">soniasilva.marcon@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 11/02/10; revisado recebido em 11/05/10; aceito em 10/06/10.</p>
  </body>
  <back>
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        <p>BACKGROUND: Overweight and obesity are an important public health problem in society, due to the growth in all age groups and their association with various chronic diseases, especially hypertension OBJECTIVE: To investigate possible factors associated with changes in body mass index (BMI). METHODS: Study developed in the city of Nova Andradina, State of Mato Grosso do Sul, with 369 subjects registered in the Family Health Strategy Program in 2007. Data were collected at the subjects' homes, by using a semi-structured interview and by an anthropometric assessment. In the analysis of data, we used the Chi-square and Mantel Haenszel tests, for categorical responses, and ANOVA and Tukey tests, for continuous responses. RESULTS: The prevalence of overweight and obesity was 33.3% and 23.0%, respectively. Most of the individuals had the following characteristics: they were female (85.4%), physically inactive (89.7%), their waist-hip ratio (WHR) was inadequate (83.7%) and they had some chronic health problem (31.9%), especially hypertension. Risk factors for overweight and obesity may be linked to variables such as widowed status, inadequate WHR, lower income and health problems. On the other hand, high blood pressure may be linked only to obesity. CONCLUSION: The percentage of people that were overweight and those who did not do exercises in Nova Andradina indicates that these issues are also an important challenge for the health sector in smaller cities. Therefore, it is urgent that multidisciplinary intervention programs be implemented in primary health care.</p>
      </abstract>
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      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Overweight and obesity are an important public health problem in society, due to the growth in all age groups and their association with various chronic diseases, especially hypertension</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold> To investigate possible factors associated with changes in body mass index (BMI).</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> Study developed in the city of <italic>Nova Andradina</italic>, State of <italic>Mato Grosso do Sul,</italic> with 369 subjects registered in the Family Health Strategy Program in 2007. Data were collected at the subjects' homes, by using a semi-structured interview and by an anthropometric assessment. In the analysis of data, we used the Chi-square and Mantel Haenszel tests, for categorical responses, and ANOVA and Tukey tests, for continuous responses</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The prevalence of overweight and obesity was 33.3% and 23.0%, respectively. Most of the individuals had the following characteristics: they were female (85.4%), physically inactive (89.7%), their waist-hip ratio (WHR) was inadequate (83.7%) and they had some chronic health problem (31.9%), especially hypertension. Risk factors for overweight and obesity may be linked to variables such as widowed status, inadequate WHR, lower income and health problems. On the other hand, high blood pressure may be linked only to obesity.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The percentage of people that were overweight and those who did not do exercises in <italic>Nova Andradina</italic> indicates that these issues are also an important challenge for the health sector in smaller cities. Therefore, it is urgent that multidisciplinary intervention programs be implemented in primary health care. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Body mass index; hypertension; adults; MGS, Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Overweight and obesity are major public health problems in society, because, besides being linked to a number of chronic-degenerative diseases, their gradual increase occurs continuously from childhood to adulthood, which may be an epidemic process.</p>
      <p>In recent years, the control of obesity has been a major challenge for researchers and health professionals. Despite awareness raising campaigns for prevention and control, the number of overweight Brazilians (BMI <underline>&gt;</underline> 25) and obese Brazilians (BMI <underline>&gt;</underline> 30) has increased significantly. It is estimated that, in Brazil, 38.8 million people aged 20 years or older are overweight. This number corresponds to 40.6% of the population in this age group, 10.5 million of whom are obese<sup>1</sup>.</p>
      <p>This is worrisome because studies indicate that many modern diseases - cardiovascular diseases, renal diseases, digestive diseases, diabetes, hepatic and orthopedic problems - are associated with excess body fat. The incidence of such diseases is two times higher among obese men and four times higher among obese women, compared to the non-obese population<sup>2</sup>.</p>
      <p>Overweight and obesity, associated with low level of education and insertion in the black race, are the factors linked to hypertension frequently found in Brazilian studies<sup>3</sup>. Hypertension, in turn, is one of the most important causes of morbidity/mortality and a predominant risk factor for development of cardiovascular disease<sup>4</sup>. Hypertension is even the leading cause of early cardiovascular mortality worldwide, especially due to cerebral vascular accident (CVA)<sup>5</sup>.</p>
      <p>Some information that is relevant to know about obesity is the location of body fat deposits, since the excessive concentration in the waist area (central or android obesity) is linked to several metabolic disorders and increased risk of morbidity and mortality, resulting from atherosclerotic disease and its consequences, such as coronary artery disease<sup>6,7</sup>.</p>
      <p>The aim of this study was to investigate the prevalence of overweight, obesity and possible health-associated factors in subjects listed in the Family Health Program in the city of <italic>Nova Andradina</italic>, State of <italic>Mato Grosso do Sul</italic>, Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>This is an observational and cross-sectional study and it was carried out in the city of Nova <italic>Andradina</italic>, which has a total population of 38,847 inhabitants and it is located in the southeast of <italic>Mato Grosso do Sul</italic> State.</p>
      <p>With respect to health facilities, the previously mentioned municipality has four hospitals, two of which are public and two that are private. The municipality has six basic healthcare units (BHU), which have a family health team (FHT) and which serve 72.1% of the urban population. Among the subjects registered in the FHS, 73.4% are between 15 and 59 years-old, 16.9% are between one and 14 years-old, 8.3% are over 60 years-old, and 1.4% consists of children that are less than one year of age. This distribution corresponds to that found in the city in general<sup>8</sup>, which reinforces its representativeness.</p>
      <p>The calculation of the size of the sample to be studied was based on the total number of individuals over 15 years of age registered in the FHS (this is the age range that could be retrieved from the data base), with an estimation error of 5% and 95% of confidence interval, plus 20% for possible losses. A proportional stratification was used to define the number of individuals from each team that should be included in the study. After that, the teams were asked to provide a list of all registered families, to be randomly selected in each team.</p>
      <p>Three hundred and sixty-nine (369) families were randomly selected. Among such families, only one individual was interviewed. When there was more than one resident that met the inclusion criteria - to be 18 years of age or older and to be physically and mentally fit to answer the questionnaire -, a simple drawing of lots was carried out. If there were no individuals that met the inclusion criteria at the time of the visit, up to four return visits were paid to the residence. After that, if there were still no individuals that met the criteria, the randomly selected family was replaced. The questionnaire with open and closed questions was based on the purposes of the study and it was subsequently pre-tested with eight subjects. This questionnaire was evaluated for clarity by five health professionals, who were professors at a higher education institution.</p>
      <p>The data were collected at the subjects' houses by using a semi-structured interview and by measuring weight, height and hip and waist circumference, according to the specific recommendations for each case.</p>
      <p>The response or endpoint variable was the classification of BMI. The cutoff points proposed by the World Health Organization (WHO) were used as criterion for diagnosing the nutritional status. Individuals with BMI &lt; 25 were classified as normal/normal weight; those who had BMI between 25.0 and 29.9 were categorized as overweight; and those with BMI <underline>&gt;</underline> 30.0 were classified as obese<sup>9</sup>. The independent variables were: sex (dichotomous), age (in completed years), marital status (married, single, divorced and widowed), level of education (illiterate, incomplete and complete primary school degree; incomplete and complete high school degree; and higher education degree), physical activity (dichotomous), chronic health problem (dichotomous), types of health problem and waist-hip ratio - WHR (appropriate or inappropriate) obtained by dividing the waist (cm) and hip (cm) perimeters. The cut-off points established to differentiate the appropriate values from the inappropriate values of WHR were 0.8 for females and 1.0 for males.</p>
      <p>In the analysis of data, we used the Chi-square and Mantel Haenszel tests, for categorical responses, and ANOVA and Tukey tests, for continuous responses.</p>
      <p>The development of the study followed the ethical guidelines governed by Resolution No. 196/96 of the National Health Council, and the project was approved by the Standing Committee on Ethics in Research with humans, in the State University of <italic>Maring&#225;</italic> (Opinion No. 356/2006). All participants signed a free and informed consent form in duplicate.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Most of the individuals studied were female and (85.4%) were between 18 and 89 years of age. Among men, the mean age was 45.3 years and, among women, the mean age was 40.7 years. Most subjects did not do physical activities (89%) and had inadequate WHR (84%). The prevalence of overweight and obesity was 33.3% and 23.0%, respectively. The prevalence of chronic health problem was 32%, with highest incidence of hypertension. The Tukey's multiple comparison test showed that the average income of overweight subjects was lower than the income of normal subjects.</p>
      <p>The presence of hypertension increases with age and with weight gain. A univariate analysis revealed a significant relationship between presence of hypertension and the variables age and nutritional status (<xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0047-00154-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>With respect to the univariate analysis, it is possible to observe, in <xref ref-type="table" rid="en_14910t02-body2">Table 2</xref>, that the "gender", "level of education" and "physical activity" variables are not significantly associated with BMI. However, the variables "marital status", "WHR", "health problem" and "type of health problem" may be associated with BMI. With respect to the variables that were not associated with BMI, some aspects are relevant: with respect to sex, less than half of the women (41.9%) are at normal weight, while this rate is of 53.7% for men. It is worth highlighting that only 35% of the individuals aged between 40 and 59 years are at normal weight, and that the proportion of physically active individuals and physically inactive individuals whose weight is normal is similar (42.1 and 43 , 8%, respectively).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_14910t02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0047-00154-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="t3-body2">Table 3</xref> shows that the widowed status is a risk factor for overweight, since the Mantel-Haenszel odds ratio was 2.35 times higher. In the evaluation of the widowed category, compared to the married and divorced categories, there was no association. However, the widowed individuals were 5.29 times more likely to be overweight than the single individuals. Individuals with inadequate WHR and health problems have, respectively, 2.50 and 1.74 times more chance of being overweight. Hypertension was not associated with overweight.</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0047-00154-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="t4-body2">Table 4</xref> shows that the widowed status is a risk factor for obesity, because the Mantel-Haenscel odds ratio was 5.02 times higher. When we assess the widowed category, in comparison with the divorced category, there is no significant association. However, widowed individuals, in comparison with married and single individuals, have 2.09 and 3.83 times more chance of being obese, respectively. Individuals with inadequate WHR and health problems have, respectively, 3.21 and 2.50 times more chances of being obese. Hypertension is a factor associated with obesity, i.e., individuals with hypertension are 3.62 (odds ratio) times more likely to be obese.</p>
      <table-wrap id="t4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0047-00154-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Several studies indicate an increase in overweight and obesity in different regions of Brazil<sup>10,11</sup>, as well as high prevalence of individuals classified as sedentary<sup>12-14</sup>, which is not different from what was found in this study.</p>
      <p>Cross-sectional epidemiological studies show that there is a trend towards an increase in overweight and obesity in Brazilian adults of both sexes, but it is possible to note stability in the prevalence of obesity among women with medium and high level of education, and among those women whose economic conditions are better<sup>15</sup>.</p>
      <p>Data from the Household Budget Survey (POF 2002-2003)<sup>1</sup> indicate prevalence of 40.6% of overweight in adults, with 8.9% of men and 13.1% of women that were obese. In southern Brazil, in the city of Pelotas, State of Rio Grande do Sul, a study identified the prevalence of 53.1% of overweight, comprising 33.7% of overweight and 19.4% of obesity<sup>16</sup>.</p>
      <p>Physical activity, in turn, has been highlighted as a factor of primary prevention, a therapeutic support for various chronic diseases<sup>17</sup>, and there is enough evidence to consider that the effect of aerobic physical activity on the prevention and control of obesity is positive<sup>18</sup>. However, in this study, no relationship was observed between physical activity and BMI. Maybe, the large number of sedentary individuals has impaired the identification of factors that could explain such fact more clearly.</p>
      <p>A study conducted in the city of Pelotas showed that two thirds of the female population was sedentary. The incidence of this situation was about 1.5 times higher among women in the lowest income stratum (0-3 salaries), and almost two times higher among illiterate women, compared to women with 12 or more years of study<sup>19</sup>.</p>
      <p>The age of the subjects under study was not significantly associated with overweight and obesity. A factor which may have interfered in this matter was the small variation in mean age (between 40 and 44 years, i.e., very close to each other). The literature shows that the increase in age may be a relevant factor in the development of obesity<sup>20</sup>. In general, this occurs because excess weight is determined by a decrease in basal metabolism and, also, due to the natural loss of muscle mass, which occurs as the person gets older<sup>21</sup>. A study conducted with individuals aged 18 to 59 years, in the city of S&#227;o Paulo, for example, noted a trend towards an increase in obesity with age in both sexes, although it did not point out any significant differences between the sexes<sup>22</sup>.</p>
      <p>The "marital status" variable was significantly associated with overweight and obesity, but the widowed status corresponded to 2.35 times higher odds of overweight and five times higher odds of obesity, when compared to the "single" category. This fact leads to the conclusion that age was a confounding variable for the "BMI/widowed status" relationship, because, in general, the person is widowed at an older age and in fact, the average age of widowed individuals was higher - 61 years-old.</p>
      <p>Among studies that investigated the issue, there is no consensus on the direction of the association between marital status and the issue of overweight and obesity. However, a study conducted in the city of Belo Horizonte found no relationship between overweight and age, and marital status (to have a partner), in both sexes; between obesity and age, and marital status (to have a partner), in males; it only found the association with age among women<sup>20</sup>.</p>
      <p>In this study, no association was found between BMI distribution and the level of education. This finding differs from other studies, which show prevalence of overweight and obesity in individuals with low level of education<sup>23,24</sup>.</p>
      <p>In Brazil, national surveys showed a substantial change in the centennial trend of obesity, according to the population's educational levels. Initially, the prevalence of obesity was high in general, with a trend towards higher incidence among men and women with a high level of education. In the period between 1989 and 1997, the increase in obesity was higher for uneducated individuals or individuals with a low level of education. Obesity was stable or it had decreased in the strata of women with a medium or high level of education<sup>15</sup>, due, for example, to greater knowledge about the consequences of obesity for the health and because they knew how to prevent it. In addition, this group is under pressure from family and society to keep a thin body image, compatible with current aesthetic values<sup>17</sup>.</p>
      <p>The association found between the average income of individuals and BMI is explainable. The recent phenomenon observed in several countries results from the influence of social differences on the prevalence of obesity<sup>25</sup>. In developed countries, groups with lower income and lower level of education are more at risk of being overweight<sup>26</sup>. It has also been identified that poorer families tend to have high-calorie diets, because they are cheaper<sup>24</sup>. The fact that this type of diet favors weight gain needs to be discussed among the population, in order to sensitize such population to the importance of using alternative practices in the preparation of meals. The purpose is to lower the costs of the diet and, at the same time, to make it more nutritious and less harmful to health.</p>
      <p>Brazilian data show significant differences between men and women regarding the relationship between income and overweight. Among men, the incidence of overweight increases uniformly and intensely as the income increases. Among women, this relationship is less intense and it tends to be curvy, with higher prevalence of overweight in intermediate income classes<sup>27</sup>.</p>
      <p>Overweight and obese individuals, compared to individuals considered to be normal, were more likely to have health problems. The presence of hypertension alone or associated with other pathologies - like diabetes, cholesterol and depression - showed 3.3 times more chances of risk in obese individuals. However, in overweight individuals, hypertension was not a risk factor.</p>
      <p>The association between hypertension and obesity has been confirmed in studies conducted in different regions of the country<sup>28-32</sup>. Worldwide, epidemiological studies have shown that the prevalence of hypertension is much higher among overweight individuals than among those individuals whose weight is normal<sup>21</sup>.</p>
      <p>A study conducted in the city of <italic>Fortaleza</italic>, for example, showed that the risk of hypertension was equal to 2.04 and 4.08 for overweight and obesity, respectively, regardless of gender<sup>33</sup>. In the city of <italic>Bel&#233;m do Par&#225;</italic>, data from a telephone survey revealed an association of age and overweight with hypertension in both sexes, in which the risk of hypertension is equal to 1.80 in men and 2.49 in women in pre-obesity, and 6.33 and 3.33 for men and women, respectively, in obesity<sup>34</sup>.</p>
      <p>Thus, weight control is an important measure for reducing the rates of hypertension and, consequently, for promoting the health and for preventing other cardiovascular diseases.</p>
      <p>The BMI and WHR variables also showed an association. Compared to the normal subjects classified as baseline, the analysis showed that a person that is overweight is two times more likely to have inadequate WHR, and obese people are three times more likely. A population-based study conducted in the city of Pelotas noted that older white men, living with a partner and with high household income, had larger mean waist circumference. The same happened with older women, who had been pregnant four or more times, lived with a partner and had a low level of educational<sup>19</sup>.</p>
      <p>With regard to the elderly, a follow-up study conducted over a period of five years with women found that central obesity, represented by the increase in WHR, was a predictor of total mortality in such group<sup>35</sup>. In another study with the elderly conducted in the city of <italic>Zona da Mata, in Minas Gerais</italic>, it was found that the increase in BMI was strongly associated with WHR, because in elderly patients with BMI &gt; 27 kg/m&#178;, the incidence of inadequate WHR was higher. It was also noted that inadequate WHR and BMI were positively associated with high incidence of morbidity, and that the risk of abdominal obesity increases with age and it is higher among women<sup>36</sup>.</p>
      <p>Despite some methodological limitations, such as the fact that the study participants were selected among those that were present in the house, which resulted in a sample consisting basically of women, it can be stated that the rate of people that are overweight and those who do not do physical activity in Nova Andradina is high, and it is not much different from what was found in other places in Brazil. Therefore, these issues are a challenge for the health sector also in small towns and in the country's Midwest region.</p>
      <p>The adoption of intervention measures for reducing the prevalence of overweight and obesity is quite complex, because these problems are determined by multiple factors. However, the results found indicate that it is imperative to be concerned about such issue, and to get managers and different segments of society to make a joint effort to meet the need for measures to control and combat the rates of obesity and overweight in the city.</p>
      <p>
        <bold>CONCLUSIONS</bold>
      </p>
      <p>Marital status, income and inadequate WHR acted as risk factors associated with overweight and obesity. Having hypertension alone or together with other pathologies represented 3.3 more chances of risk in obese individuals, but not in overweight individuals.</p>
      <p>The implementation of multidisciplinary programs within the Family Health Program, which involves monitoring the individual and collective health status, as well as the stimulus to the adoption of healthier lifestyle habits, such as regular physical activity and change in eating habits, may be an effective measure to reduce risks to health in <italic>Nova Andradina's</italic> population.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Nadia Mohamed Amer, from <italic>Universidade Estadual de Maring&#225;.</italic></p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="back-body2" fn-type="corresp">
          <p>Mailing addresss:</p>
          <p> Sonia Silva Marcon</p>
          <p> Rua Jailton Saraiva, 526 - Jardim Am&#233;rica</p>
          <p> 87045-300 - Maring&#225;, PR - Brazil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="soniasilva.marcon@gmail.com">soniasilva.marcon@gmail.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Manuscript received February 11, 2010; revised manuscript received May 11, 2010; accepted June 10, 2010.</p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">&#205;ndice de masa corporal e hipertensi&#243;n arterial en individuos adultos en el Centro Oeste del Brasil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: El exceso de peso y la obesidad constituyen importante problema de salud p&#250;blica en la sociedad, debido al crecimiento en todas las franjas et&#225;reas y por su asociaci&#243;n a varias enfermedades cr&#243;nicas, especialmente la hipertensi&#243;n arterial. OBJETIVO: Investigar posibles factores asociados a las alteraciones en el &#237;ndice de masa corporal (IMC). M&#201;TODOS: Estudio desarrollado en Nova Andradina - Mato Grosso do Sul, con 369 individuos registrados en el programa Estrategia Salud de la Familia en el a&#241;o 2007. Los datos fueron colectados en los domicilios, por medio de entrevista semiestructurada y evaluaci&#243;n antropom&#233;trica. En el an&#225;lisis de los datos, fueron utilizados los tests chi-cuadrado y Mantel Haensel, para respuestas categ&#243;ricas, y ANOVA y Tukey, para las continuas. RESULTADOS: Las prevalencias de sobrepeso y obesidad fueron de 33,3% y 23,0%, respectivamente. En su mayor&#237;a, los individuos presentaban las siguientes caracter&#237;sticas: sexo femenino (85,4%), inactivos (89,7%), relaci&#243;n cintura-cadera (RCC) inadecuada (83,7%) y portaban alg&#250;n problema de salud cr&#243;nico (31,9%), especialmente la hipertensi&#243;n arterial. Los factores de riesgo para sobrepeso y obesidad pueden ser relacionados a las variables estado civil viudo, RCC inadecuada, renta m&#225;s baja y problemas de salud. Ya la hipertensi&#243;n arterial puede ser asociada apenas a la obesidad. CONCLUSI&#211;N: El porcentual de personas que se encontraban encima del peso y de aquellas que no practicaban actividad f&#237;sica en Nova Andradina indica que esas cuestiones constituyen desaf&#237;o importante para el sector salud tambi&#233;n en las peque&#241;as ciudades. Por eso, es urgente la implantaci&#243;n de programas de intervenci&#243;n multidisciplinares en el &#225;mbito de la atenci&#243;n b&#225;sica.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>&#205;ndice masa corporal</kwd>
        <kwd>hipertensi&#243;n</kwd>
        <kwd>adultos</kwd>
        <kwd>MGS</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>ART&#205;CULO ORIGINAL</p>
      <p> EPIDEMIOLOGIA</p>
      <p>
        <bold>&#205;ndice de masa corporal e hipertensi&#243;n arterial en individuos adultos en el Centro Oeste del Brasil</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Nadia Mohamed Amer; Sonia Silva Marcon; Rosangela Getirana Santana</bold>
      </p>
      <p>Universidade Estadual de Maring&#225;, Maring&#225;, PR - Brasil</p>
      <p>
        <xref ref-type="corresp" rid="nota1-body3">Correspondencia</xref>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> El exceso de peso y la obesidad constituyen importante problema de salud p&#250;blica en la sociedad, debido al crecimiento en todas las franjas et&#225;reas y por su asociaci&#243;n a varias enfermedades cr&#243;nicas, especialmente la hipertensi&#243;n arterial.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Investigar posibles factores asociados a las alteraciones en el &#237;ndice de masa corporal (IMC).</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudio desarrollado en Nova Andradina - Mato Grosso do Sul, con 369 individuos registrados en el programa Estrategia Salud de la Familia en el a&#241;o 2007. Los datos fueron colectados en los domicilios, por medio de entrevista semiestructurada y evaluaci&#243;n antropom&#233;trica. En el an&#225;lisis de los datos, fueron utilizados los tests chi-cuadrado y Mantel Haensel, para respuestas categ&#243;ricas, y ANOVA y Tukey, para las continuas.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Las prevalencias de sobrepeso y obesidad fueron de 33,3% y 23,0%, respectivamente. En su mayor&#237;a, los individuos presentaban las siguientes caracter&#237;sticas: sexo femenino (85,4%), inactivos (89,7%), relaci&#243;n cintura-cadera (RCC) inadecuada (83,7%) y portaban alg&#250;n problema de salud cr&#243;nico (31,9%), especialmente la hipertensi&#243;n arterial. Los factores de riesgo para sobrepeso y obesidad pueden ser relacionados a las variables estado civil viudo, RCC inadecuada, renta m&#225;s baja y problemas de salud. Ya la hipertensi&#243;n arterial puede ser asociada apenas a la obesidad.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> El porcentual de personas que se encontraban encima del peso y de aquellas que no practicaban actividad f&#237;sica en Nova Andradina indica que esas cuestiones constituyen desaf&#237;o importante para el sector salud tambi&#233;n en las peque&#241;as ciudades. Por eso, es urgente la implantaci&#243;n de programas de intervenci&#243;n multidisciplinares en el &#225;mbito de la atenci&#243;n b&#225;sica.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> &#205;ndice masa corporal, hipertensi&#243;n, adultos, Brasil, MGS.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El exceso de peso y la obesidad constituyen problema de salud p&#250;blica importante en la sociedad, pues, adem&#225;s de la asociaci&#243;n a una serie de enfermedades cr&#243;nico-degenerativas, su aumento gradual ocurre continuamente desde la infancia hasta la edad adulta, lo que puede constituir un proceso epid&#233;mico.</p>
      <p>En los &#250;ltimos a&#241;os, el control de la obesidad ha sido uno de los mayores desaf&#237;os de investigadores y profesionales del &#225;rea de la salud. A pesar de las campa&#241;as de concientizaci&#243;n de la poblaci&#243;n para prevenci&#243;n y control, el n&#250;mero de brasile&#241;os con sobrepeso (IMC <underline>&gt;</underline> 25) y obesidad (IMC <underline>&gt;</underline> 30) aumenta significativamente. Se estima que, en el Brasil, 38,8 millones de personas con 20 a&#241;os o m&#225;s de edad est&#233;n con sobrepeso. Ese n&#250;mero corresponde a 40,6% de la poblaci&#243;n en esa franja et&#225;rea, de los cuales 10,5 millones son obesos<sup>1</sup>.</p>
      <p>Eso es preocupante, porque investigaciones indican que muchas enfermedades de la era moderna - enfermedades cardiovasculares, renales, digestivas, diabetes, problemas hep&#225;ticos y ortop&#233;dicos - est&#225;n asociadas al exceso de grasa corporal. La incidencia de esas enfermedades es dos veces mayor entre hombres obesos y cuatro veces mayor entre mujeres obesas, cuando son comparados a la poblaci&#243;n no obesa<sup>2</sup>. </p>
      <p>El sobrepeso y la obesidad, asociados a la baja escolaridad y raza/color negro, constituyen los factores relacionados a la hipertensi&#243;n arterial frecuentemente detectados en los estudios brasile&#241;os<sup>3</sup>. La hipertensi&#243;n arterial, a su vez, es una de las m&#225;s importantes causas de morbimortalidad y un predominante factor de riesgo para el desarrollo de enfermedades cardiovasculares<sup>4</sup>. La hipertensi&#243;n arterial es, inclusive, la principal causa de la mortalidad cardiovascular precoz en todo el mundo, especialmente el accidente vascular encef&#225;lico (AVE)<sup>5</sup>.</p>
      <p>Un conocimiento relevante sobre la obesidad es saber la ubicaci&#243;n de los dep&#243;sitos de grasa corporal, pues la concentraci&#243;n excesiva en la regi&#243;n abdominal (obesidad central o androide) se relaciona a diversas disfunciones metab&#243;licas y mayor riesgo de morbimortalidad resultado de la enfermedad ateroscler&#243;tica y de sus consecuencias, como la enfermedad arterial coronaria<sup>6,7</sup>.</p>
      <p>El objetivo del presente estudio fue investigar la prevalencia de sobrepeso, obesidad y posibles factores asociados a la salud en individuos registrados en el Programa Salud de la Familia de Nova Andradina - MS, Brasil. </p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio es observacional con delineamiento transversal y fue realizado en el municipio de Nova Andradina, que tiene una poblaci&#243;n total de 38.847 habitantes y se ubica en el sudeste del estado de Mato Grosso do Sul. </p>
      <p>En el &#225;rea de la salud, el referido municipio posee cuatro hospitales, en que dos son p&#250;blicos y dos son privados. El municipio presenta seis unidades b&#225;sicas de salud (UBSs), provistas de equipo de salud de la familia (ESF) y que atienden 72,1% de la poblaci&#243;n urbana. De los individuos registrados en la ESF, 73,4% tiene entre 15 y 59 a&#241;os, 16,9% tienen entre 1 y 14 a&#241;os, 8,3% tienen m&#225;s de 60 a&#241;os, y 1,4% se constituye de menores de un a&#241;o. Esa distribuci&#243;n corresponde a la encontrada en el municipio de modo general<sup>8</sup>, lo que refuerza su representatividad.</p>
      <p>El tama&#241;o de la muestra a ser estudiada fue calculado a partir del n&#250;mero total de individuos mayores de 15 a&#241;os registrados en la ESF (esa es la franja et&#225;rea posible de ser rescatada del banco), con un error de estimativa de 5% y confiabilidad de 95%, agregados de 20% para posibles p&#233;rdidas. Mediante la estratificaci&#243;n proporcional, fue definido el n&#250;mero de individuos de cada equipo que deber&#237;an ser incluidos en el estudio. En seguida, fue solicitada a los equipos una relaci&#243;n de todas las familias registradas, para sorteo aleatorio por equipo.</p>
      <p>Fueron sorteadas 369 familias, de cada cual, fue entrevistado apenas un individuo. En los casos en que estuviese presente m&#225;s de un morador que atendiese los criterios de inclusi&#243;n - tener 18 a&#241;os o m&#225;s y estar en condiciones f&#237;sicas y mentales de responder el cuestionario -, fue realizado sorteo simple. En el caso de no haber individuos que atendiesen los criterios de inclusi&#243;n en el momento de la visita, fueron hechos hasta cuatro retornos para, entonces, sustituir la familia sorteada. El cuestionario con preguntas abiertas y cerradas fue elaborado con base en los objetivos del estudio y posteriormente pre testado en ocho individuos. Ese cuestionario fue evaluado en cuanto a la claridad por cinco profesionales del &#225;rea de la salud docentes de una instituci&#243;n de ense&#241;anza superior.</p>
      <p>Los datos fueron colectados en los domicilios por medio de entrevista semiestructurada y de medici&#243;n del peso, de la altura, de la circunferencia de la cintura y de la cadera, seg&#250;n las recomendaciones espec&#237;ficas para cada caso.</p>
      <p>La variable respuesta o desenlace fue la clasificaci&#243;n del IMC. Los puntos de corte propuestos por la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud (OMS) fueron utilizados como criterio de diagn&#243;stico del estado nutricional. Individuos con IMC &lt; 25 fueron clasificados como normales/eutr&#243;ficos; los que presentaban entre 25,0 y 29,9 de IMC fueron categorizados como con sobrepeso; y aquellos con IMC <underline>&gt;</underline> 30,0, clasificados como obesos<sup>9</sup>. Las variables independientes fueron: sexo (dicot&#243;mica), edad (en a&#241;os completos), estado civil (casado, soltero, divorciado y viudo), escolaridad (analfabetos; fundamental incompleto y completo; ense&#241;anza media incompleta y completa; y superior), pr&#225;ctica de actividad f&#237;sica (dicot&#243;mica), problema de salud cr&#243;nico (dicot&#243;mica), tipos de problema de salud y la relaci&#243;n cintura-cadera - RCC (adecuada o inadecuada) obtenida por la divisi&#243;n de los per&#237;metros de la cintura (cm) y del cadera (cm). Los puntos de cortes establecidos para discriminar valores adecuados de los inadecuados de RCC fueron 0,8 para el sexo femenino y 1,0 para el masculino. </p>
      <p>En el an&#225;lisis de los datos, fueron utilizados los tests chi-cuadrado y Mantel Haensel, para respuestas categ&#243;ricas, y ANOVA y Tukey, para las continuas.</p>
      <p>El desarrollo del estudio obedeci&#243; a los preceptos &#233;ticos disciplinados por la Resoluci&#243;n n&#186; 196/96 del Consejo Nacional de Salud, el proyecto fue aprobado por el Comit&#233; Permanente de &#201;tica en Investigaci&#243;n con seres humanos de la Universidad Estadual de Maring&#225; (Parecer n&#186; 356/2006). Todos los participantes firmaron el t&#233;rmino de consentimiento libre y aclarado en dos v&#237;as.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Los individuos en estudio, en su mayor&#237;a, eran del sexo femenino y (85,4%) ten&#237;an edad entre 18 a 89 a&#241;os. En el sexo masculino, la media de edad fue de 45,3 a&#241;os, y en el femenino, de 40,7 a&#241;os. La mayor&#237;a no practicaba actividad f&#237;sica (89%) y presentaba RCC inadecuada (84%). Las prevalencias de sobrepeso y obesidad fueron de 33% y 23%, respectivamente. El problema cr&#243;nico de salud present&#243; 32%, con mayor frecuencia para la hipertensi&#243;n arterial. El test de comparaci&#243;n m&#250;ltiple de Tukey mostr&#243; que individuos con sobrepeso dispon&#237;an de renta media menor que la de los normales. </p>
      <p>La presencia de hipertensi&#243;n arterial aumenta con la edad y con el aumento de peso. El an&#225;lisis univariado se&#241;al&#243; asociaci&#243;n significativa entre presencia de hipertensi&#243;n arterial y las variables franja et&#225;rea y estado nutricional (<xref ref-type="table" rid="es_a09tab01-body3">Tabla 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a09tab01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0047-00154-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En relaci&#243;n al an&#225;lisis univariado, se observa, en la <xref ref-type="table" rid="es_a09tab02-body3">Tabla 2</xref>, que las variables sexo, escolaridad y actividad f&#237;sica no est&#225;n significativamente asociadas al IMC. Entre tanto, las variables estado civil, RCC, problema de salud y tipo de problema de salud pueden ser asociadas al IMC. Algunos aspectos son relevantes sobre las variables que no presentaron asociaci&#243;n con IMC: en relaci&#243;n al sexo, menos de la mitad de las mujeres (41,9%) est&#225;n con el peso normal, mientras que ese &#237;ndice es de 53,7% para los hombres. Vale resaltar que apenas 35% de los individuos con edad entre 40 y 59 a&#241;os est&#225;n con peso dentro de los par&#225;metros considerados normales y que la proporci&#243;n de individuos practicantes y no practicantes de actividad f&#237;sica que est&#225;n con el peso normal es semejante (42,1 y 43,8%, respectivamente).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a09tab02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0047-00154-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="tab3-body3">Tabla 3</xref>, se observa que el estado civil viudo constituye factor de riesgo para sobrepeso, una vez que la raz&#243;n de posibilidad de Mantel Haenscel fue 2,35 veces mayor. Por medio de la evaluaci&#243;n de la categor&#237;a viudo, en comparaci&#243;n a las categor&#237;as de casado y de divorciado, no fue observada la asociaci&#243;n. Mientras tanto, los viudos presentan 5,29 veces m&#225;s posibilidades de presentar sobrepeso que los solteros. Los individuos con RCC inadecuada y problemas de salud poseen, respectivamente, 2,50 y 1,74 veces m&#225;s posibilidades de presentar sobrepeso. La hipertensi&#243;n arterial no se asocia a sobrepeso.</p>
      <table-wrap id="tab3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0047-00154-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="tab4-body3">Tabla 4</xref>, se observa que el estado civil viudo es factor de riesgo para obesidad, porque la raz&#243;n de posibilidad de Mantel Haenscel fue 5,02 veces mayor. Cuando se eval&#250;a la categor&#237;a viudo comparada a la de divorciado, no es observada asociaci&#243;n significativa. Entre tanto, los viudos presentan, en relaci&#243;n a los casados y a los solteros, 2,09 y 3,83 veces m&#225;s posibilidades de poseer obesidad, respectivamente. Los individuos con RCC inadecuada y problemas de salud tienen, respectivamente, 3,21 y 2,50 veces posibilidades m&#225;s de tener obesidad. La hipertensi&#243;n arterial constituye factor asociado a la obesidad, o sea, individuos con hipertensi&#243;n arterial tienen la raz&#243;n de 3,62 veces m&#225;s posibilidades de ser obesos.</p>
      <table-wrap id="tab4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0047-00154-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Varios estudios indican un aumento de sobrepeso y obesidad en diversas regiones del Brasil<sup>10,11</sup>, as&#237; como elevada prevalencia de individuos clasificados como sedentarios<sup>12-14</sup>, lo que no se configur&#243; de forma distinta en este estudio.</p>
      <p>Estudios epidemiol&#243;gicos transversales evidencian la tendencia de elevaci&#243;n del sobrepeso y de la obesidad en la poblaci&#243;n adulta brasile&#241;a en ambos sexos, sin embargo se nota estabilidad en la prevalencia de la obesidad entre las mujeres de media y alta escolaridad y entre aquellas con mejores condiciones econ&#243;micas<sup>15</sup>. </p>
      <p>Los datos de la Investigaci&#243;n de Presupuestos Familiares (POF 2002-2003)<sup>1</sup> se&#241;alan una prevalencia de 40,6% de exceso de peso en adultos, con 8,9% de hombres y 13,1% de mujeres obesos. En el Sur del Brasil, en Pelotas - RS, fue identificada prevalencia de exceso de peso de 53,1%, siendo 33,7% de sobrepeso y 19,4% de obesidad<sup>16</sup>.</p>
      <p>La pr&#225;ctica de ejercicios f&#237;sicos, por su vez, ha sido resaltada como factor de prevenci&#243;n primaria, de soporte terap&#233;utico de diversas enfermedades cr&#243;nicas<sup>17</sup>, y hay evidencias suficientes para definir como positiva la influencia de la actividad f&#237;sica aer&#243;bica en la prevenci&#243;n y control de la obesidad<sup>18</sup>. Entre tanto, en el presente estudio, no fue observada asociaci&#243;n entre actividad f&#237;sica y IMC. Es posible que el elevado n&#250;mero de individuos sedentarios haya perjudicado la identificaci&#243;n de factores que puedan explicar ese hecho con mayor claridad.</p>
      <p>Estudio realizado en la ciudad de Pelotas identific&#243; que dos tercios de la poblaci&#243;n femenina eran sedentarios. Esa situaci&#243;n presentaba cerca de 1,5 vez mayor frecuencia entre las mujeres del estrato de renta m&#225;s baja (0 a 3 salarios) y aumentaba casi dos veces entre las analfabetas, si eran comparadas a las mujeres con 12 a&#241;os o m&#225;s de estudio<sup>19</sup>.</p>
      <p>La edad de los individuos en estudio tampoco present&#243; asociaci&#243;n significativa con sobrepeso y obesidad. Un factor relevante que puede haber interferido en esa cuesti&#243;n fue la peque&#241;a variaci&#243;n de la media de edad (entre 40 y 44 a&#241;os, o sea, muy pr&#243;ximas entre s&#237;). La literatura muestra que el aumento de la edad puede ser un factor relevante en el desarrollo de la obesidad<sup>20</sup>. En general, eso ocurre porque el exceso de peso es determinado por una disminuci&#243;n del metabolismo basal y, tambi&#233;n, a consecuencia de la natural p&#233;rdida de masa muscular, lo que ocurre con el avance de la edad<sup>21</sup>. Estudio realizado con individuos de 18 a 59 a&#241;os en el municipio de S&#227;o Paulo, por ejemplo, observ&#243; tendencia de aumento de la obesidad con la edad en ambos sexos, aunque no haya se&#241;alado diferencias significativas entre los sexos<sup>22</sup>.</p>
      <p>La variable estado civil mostr&#243; asociaci&#243;n significativa al sobrepeso y a la obesidad, entre tanto la condici&#243;n de viudo corresponde a 2,35 veces mayores posibilidades de sobrepeso y cinco veces m&#225;s posibilidades de obesidad, cuando es comparada a la categor&#237;a soltero. Ese hecho conduce a la conclusi&#243;n de que la edad constituy&#243; variable de confusi&#243;n para la asociaci&#243;n IMC/estado civil viudo, pues, en general, la persona se queda viuda con edad m&#225;s avanzada y de hecho, la edad media de los viudos fue mayor - 61 a&#241;os. </p>
      <p>No hay consenso entre los estudios que investigaron el tema en lo que dice respecto a la direcci&#243;n de la asociaci&#243;n entre estado civil y la cuesti&#243;n de sobrepeso y de la obesidad. Sin embargo, estudio realizado en Belo Horizonte encontr&#243; asociaci&#243;n del sobrepeso a la edad y al estado marital (tener compa&#241;ero) en ambos sexos; de la obesidad a la edad y al estado marital (tener compa&#241;ero) en los hombres; y apenas la asociaci&#243;n a la edad entre las mujeres<sup>20</sup>.</p>
      <p>En el presente estudio, no fue detectada asociaci&#243;n entre distribuci&#243;n del IMC y el grado de escolaridad. Esa cuesti&#243;n difiere en relaci&#243;n a otros estudios, que demuestran prevalencia de sobrepeso y de obesidad en individuos de baja escolaridad<sup>23,24</sup>.</p>
      <p>En el Brasil, encuestas nacionales evidenciaron un cambio sustancial en la tendencia secular de la obesidad, seg&#250;n los niveles de escolaridad de la poblaci&#243;n. Inicialmente, la prevalencia de obesidad era elevada de una forma general, con tendencia a mayores frecuencias entre hombres y mujeres con alta escolaridad. En el per&#237;odo entre 1989 y 1997, el aumento de la obesidad fue mayor para individuos sin o con baja escolaridad. La obesidad present&#243; estabilidad o disminuci&#243;n en los estratos femeninos de media o alta escolaridad<sup>15</sup>, como resultado, por ejemplo, de mayor conocimiento respecto de las consecuencias de la obesidad en la salud y en la comprensi&#243;n de las formas para prevenirla. Adem&#225;s de eso, ese grupo sufre presiones sociales y familiares para mantener una imagen corporal delgada, compatible con los valores est&#233;ticos actuales<sup>17</sup>.</p>
      <p>La asociaci&#243;n encontrada entre la media de renta de los individuos y el IMC es explicable. El fen&#243;meno reciente observado en diversos pa&#237;ses es la influencia de las diferencias sociales para predominio de la obesidad<sup>25</sup>. En pa&#237;ses desarrollados, los grupos de menor renta y baja escolaridad tienen mayores riesgos de sobrepeso<sup>26</sup>. Tambi&#233;n ha sido identificado que familias m&#225;s pobres tienden a consumir dietas altamente cal&#243;ricas, porque esas son m&#225;s baratas<sup>24</sup>. La cuesti&#243;n de que ese tipo de dieta favorezca el aumento de peso precisa ser discutida entre la poblaci&#243;n, de forma de sensibilizarla sobre la importancia de la utilizaci&#243;n de pr&#225;cticas alternativas en la elaboraci&#243;n de las comidas. Esa cuesti&#243;n busca la disminuci&#243;n de los costos de la dieta y, al mismo tiempo, volverla m&#225;s nutritiva y menos perjudicial a la salud.</p>
      <p>Datos nacionales muestran diferencias importantes entre hombres y mujeres en cuanto a la relaci&#243;n entre renta y exceso de peso. Entre los hombres, la frecuencia del exceso de peso aumenta uniforme y intensamente seg&#250;n la renta, mientras que esa relaci&#243;n es menos intensa y tiende a ser curvil&#237;nea entre las mujeres, con mayor prevalencia de exceso de peso en las clases intermedias de renta<sup>27</sup>. </p>
      <p>Los individuos con sobrepeso y obesidad, compar&#225;ndolos a los considerados normales, presentaron m&#225;s posibilidades de tener problemas de salud. La presencia de HA sola o asociada a otras patolog&#237;as - como diabetes, colesterol y depresi&#243;n - mostr&#243; 3,3 veces m&#225;s posibilidades de riesgo en individuos obesos, sin embargo, en los individuos con sobrepeso, la HA no constituy&#243; factor de riesgo.</p>
      <p>La asociaci&#243;n entre HA y obesidad ha sido comprobada en estudios realizados en diferentes regiones del pa&#237;s<sup>28-32</sup>. En &#225;mbito mundial, estudios epidemiol&#243;gicos han mostrado que la prevalencia de hipertensi&#243;n arterial es m&#225;s elevada en individuos con peso encima del normal que en aquellos dentro de la franja de peso normal<sup>21</sup>.</p>
      <p>Estudio realizado en Fortaleza, por ejemplo, mostr&#243; que el riesgo para HA es igual a 2,04 y 4,08 para exceso de peso y obesidad, respectivamente, independientemente del sexo<sup>33</sup>. En Bel&#233;m en Par&#225;, por medio de averiguaci&#243;n telef&#243;nica, fue observada asociaci&#243;n de la edad y del exceso de peso a la hipertensi&#243;n arterial en ambos sexos, en que el riesgo de hipertensi&#243;n arterial es igual a 1,80 en hombres y 2,49 en mujeres en la preobesidad, y 6,33 y 3,33, para hombres y mujeres, respectivamente, en la obesidad<sup>34</sup>.</p>
      <p>De ese modo, el control del peso constituye una medida importante para la reducci&#243;n de los &#237;ndices de hipertensi&#243;n arterial y, consecuentemente, para la promoci&#243;n de la salud y la prevenci&#243;n de otras enfermedades cardiovasculares.</p>
      <p>Las variables RCC y IMC tambi&#233;n presentaron asociaci&#243;n. A partir de los clasificados normales como <italic>baseline</italic>, el an&#225;lisis mostr&#243; que una persona que presenta sobrepeso tiene dos veces m&#225;s posibilidades de tener RCC inadecuada y que, en la obesidad, ese riesgo sube a tres. En estudio de base poblacional realizado en Pelotas, fue observado que hombres de m&#225;s edad, de color blanco, viviendo con compa&#241;era y con alta renta familiar presentaran mayores medias de per&#237;metro abdominal, as&#237; como las mujeres de mayor edad, con cuatro o m&#225;s gestaciones, que viv&#237;an con compa&#241;ero y pose&#237;an bajo nivel de escolaridad<sup>19</sup>.</p>
      <p>En relaci&#243;n a los a&#241;osos, un estudio de seguimiento durante cinco a&#241;os realizado con mujeres, constat&#243; que la obesidad central, representada por el aumento de la RCC, fue predictor de mortalidad total en ese grupo<sup>35</sup>. En otro estudio con a&#241;osos, realizado en la Zona de la Mata, en Minas Gerais, se identific&#243; que el aumento del IMC estaba fuertemente asociado a la RCC, una vez que en los a&#241;osos con IMC &gt; 27 kg/m<sup>2</sup> la frecuencia de RCC inadecuada fue mayor. Se observ&#243;, aun, que el IMC y la RCC inadecuados se asocian positivamente a la alta frecuencia de morbilidad y que el riesgo de obesidad centralizada aumenta con la edad y es mayor entre las mujeres<sup>36</sup>. </p>
      <p>A despecho de algunas limitaciones metodol&#243;gicas, como el hecho de que los participantes del estudio hayan sido seleccionados a partir de aquellos presentes en el domicilio, lo que result&#243; en una muestra constituida b&#225;sicamente de mujeres, se puede afirmar que el &#237;ndice de personas que se encuentran encima del peso y de aquellas que no practican actividad f&#237;sica en Nova Andradina es elevado y no difiere mucho del que ha sido encontrado en otras localidades brasile&#241;as. Esas cuestiones, por lo tanto, constituyen desaf&#237;o para el sector salud tambi&#233;n en las peque&#241;as ciudades y en la regi&#243;n Centro Oeste del pa&#237;s. </p>
      <p>La adopci&#243;n de medidas de intervenci&#243;n para reducir el predominio de sobrepeso y obesidad es bastante compleja, pues esos problemas son determinados por m&#250;ltiples factores. Sin embargo, los resultados encontrados indican que son imperativas la preocupaci&#243;n y la uni&#243;n de esfuerzos por parte de los gestores y de diferentes segmentos de la sociedad en cuanto a la necesidad de medidas para controlar y combatir los &#237;ndices de obesidad y sobrepeso en el municipio. </p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>El estado civil, la renta y la RCC inadecuada actuaron como factores de riesgo asociados al sobrepeso y a la obesidad. Presentar HA sola o asociada a otras patolog&#237;as mostr&#243; 3,3 veces mayores posibilidades de riesgo en individuos obesos, pero no en aquellos con sobrepeso.</p>
      <p>La implantaci&#243;n de programas multidisciplinares en el &#225;mbito del PSF, que envuelve el control del estado de salud individual y colectivo, as&#237; como el est&#237;mulo a la adopci&#243;n de h&#225;bitos de vida m&#225;s sanos, como la pr&#225;ctica de actividades f&#237;sicas regulares y el cambio en los h&#225;bitos alimentarios, puede constituir medida eficaz para la reducci&#243;n de los riesgos a la salud en la poblaci&#243;n en Nova Andradina.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Nadia Mohamed Amer por la Universidad Estadual de Maring&#225;.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="nota1-body3" fn-type="corresp">
          <label>
            <bold>Correspondencia:</bold>
          </label>
          <p> Sonia Silva Marcon</p>
          <p> Rua Jailton Saraiva, 526 - Jardim Am&#233;rica</p>
          <p> 87045-300 - Maring&#225;, PR - Brasil</p>
          <p> E-mail: </p>
          <p>
            <email xlink:href="soniasilva.marcon@gmail.com">soniasilva.marcon@gmail.com</email>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Art&#237;culo recibido en 11/02/10; revisado recibido en 11/05/10; aceptado en 10/06/10.</p>
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