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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">48Yhc8J3vv4pTsNNSNtgknM</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2011000100007</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(11)09600107</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000156</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Valor progn&#243;stico da ecocardiografia sob estresse com dipiridamol em mulheres</article-title>
      </title-group>
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            <surname>Almeida</surname>
            <given-names>Maria Celita de</given-names>
          </name>
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        <contrib contrib-type="author">
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            <surname>Markman Filho</surname>
            <given-names>Brivaldo</given-names>
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          <named-content content-type="city">Recife</named-content>
          <named-content content-type="state">Pernambuco</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Pernambuco</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>01</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
      <volume>96</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>31</fpage>
      <lpage>37</lpage>
      <history>
        <date date-type="accepted">
          <day>31</day>
          <month>05</month>
          <year>2010</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>04</day>
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          <year>2010</year>
        </date>
        <date date-type="received">
          <day>03</day>
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          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A ecocardiografia sob estresse &#233; uma importante ferramenta diagn&#243;stica e progn&#243;stica na cardiopatia isqu&#234;mica. OBJETIVO: Avaliar a import&#226;ncia da ecocardiografia sob estresse com dipiridamol (EEDI) na investiga&#231;&#227;o de isquemia mioc&#225;rdica em mulheres e sua capacidade de predizer eventos combinados (morte cardiovascular, infarto agudo do mioc&#225;rdio [IAM], angina inst&#225;vel, procedimentos de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica [cir&#250;rgica ou percut&#226;nea] em um seguimento m&#233;dio de 16 meses. M&#201;TODOS: EStudo prospectivo, com utiliza&#231;&#227;o do protocolo de dipiridamol na dose de 0,84 mg em 10 minutos, associado &#224; atropina (0,25 mg/min at&#233; 1,0 mg). RESULTADOS: Foram avaliadas 147 mulheres. A EEDI foi positiva em 14 pacientes (9,5%), negativa em 128 (87,1%) e inconclusiva em 5 (3,4%). Eventos ocorreram em 8 pacientes, 7 tinham EEDI positiva. Os outros 138 n&#227;o tiveram eventos. Desses, 128 tinham EEDI negativa. A sensibilidade, a especificidade, a acur&#225;cia, os valores preditivos positivo e negativo do teste frente aos eventos foram respectivamente: 83%, 95%, 94%, 42% e 99%. A sobrevida livre de eventos para pacientes com EEDI negativa foi de 99,2%, comparada com 58% para EEDI positiva (p &lt; 0,001). A an&#225;lise univariada identificou o resultado do EEDI, o eletrocardiograma (ECG) basal, a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do VE, a dislipidemia, o &#237;ndice de movimenta&#231;&#227;o parietal do VE de repouso e pico, antecedentes de IAM, de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, como fatores progn&#243;sticos associados aos desfechos. Os resultados da EEDI e do ECG basal permaneceram com associa&#231;&#227;o significativa com os desfechos na an&#225;lise multivariada (p &lt; 0,001). CONCLUS&#195;O: O ECG basal e o EEDI positivo foram vari&#225;veis independentes para a ocorr&#234;ncia de desfechos. O EEDI apresentou excelente valor preditivo negativo, confirmando sua utilidade na avalia&#231;&#227;o progn&#243;stica em tais pacientes.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Ecocardiografia sob estresse</kwd>
        <kwd>isquemia mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>t&#233;cnicas de diagn&#243;stico e procedimentos</kwd>
        <kwd>dipiridamol</kwd>
        <kwd>progn&#243;stico</kwd>
        <kwd>mulheres</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>26</day>
        <month>11</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>Valor progn&#243;stico da ecocardiografia sob estresse com dipiridamol em mulheres</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Prognostic value of dipyridamole stress echocardiography in women</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Maria Celita de Almeida<sup>I</sup>; Brivaldo Markman Filho<sup>I, II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Proc&#225;rdio Diagn&#243;sticos </p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A ecocardiografia sob estresse &#233; uma importante ferramenta diagn&#243;stica e progn&#243;stica na cardiopatia isqu&#234;mica. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar a import&#226;ncia da ecocardiografia sob estresse com dipiridamol (EEDI) na investiga&#231;&#227;o de isquemia mioc&#225;rdica em mulheres e sua capacidade de predizer eventos combinados (morte cardiovascular, infarto agudo do mioc&#225;rdio [IAM], angina inst&#225;vel, procedimentos de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica [cir&#250;rgica ou percut&#226;nea] em um seguimento m&#233;dio de 16 meses. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> EStudo prospectivo, com utiliza&#231;&#227;o do protocolo de dipiridamol na dose de 0,84 mg em 10 minutos, associado &#224; atropina (0,25 mg/min at&#233; 1,0 mg). </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Foram avaliadas 147 mulheres. A EEDI foi positiva em 14 pacientes (9,5%), negativa em 128 (87,1%) e inconclusiva em 5 (3,4%). Eventos ocorreram em 8 pacientes, 7 tinham EEDI positiva. Os outros 138 n&#227;o tiveram eventos. Desses, 128 tinham EEDI negativa. A sensibilidade, a especificidade, a acur&#225;cia, os valores preditivos positivo e negativo do teste frente aos eventos foram respectivamente: 83%, 95%, 94%, 42% e 99%. A sobrevida livre de eventos para pacientes com EEDI negativa foi de 99,2%, comparada com 58% para EEDI positiva (p &lt; 0,001). A an&#225;lise univariada identificou o resultado do EEDI, o eletrocardiograma (ECG) basal, a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do VE, a dislipidemia, o &#237;ndice de movimenta&#231;&#227;o parietal do VE de repouso e pico, antecedentes de IAM, de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica, como fatores progn&#243;sticos associados aos desfechos. Os resultados da EEDI e do ECG basal permaneceram com associa&#231;&#227;o significativa com os desfechos na an&#225;lise multivariada (p &lt; 0,001). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> O ECG basal e o EEDI positivo foram vari&#225;veis independentes para a ocorr&#234;ncia de desfechos. O EEDI apresentou excelente valor preditivo negativo, confirmando sua utilidade na avalia&#231;&#227;o progn&#243;stica em tais pacientes.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Ecocardiografia sob estresse, isquemia mioc&#225;rdica, t&#233;cnicas de diagn&#243;stico e procedimentos, dipiridamol, progn&#243;stico, mulheres.</p>
    <p>
      <bold>ABSTRACT</bold>
    </p>
    <p><bold>BACKGROUND:</bold> Stress echocardiography is an important diagnostic and prognostic tool in ischemic heart disease. </p>
    <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate the role of dipyridamole stress echocardiography (DSE) in the investigation of myocardial ischemia in women and its ability to predict combined events (cardiovascular death, acute myocardial infarction [AMI], unstable angina, coronary artery bypass grafting [surgery or percutaneous intervention] at an average follow-up of 16 months. </p>
    <p><bold>METHODS:</bold> A prospective study using the protocol of dipyridamole at 0.84 mg in 10 minutes, associated with atropine (0.25 mg/min up to 1.0 mg). </p>
    <p><bold>RESULTS:</bold> This study evaluated 147 women. DSE was positive in 14 patients (9.5%), negative in 128 (87.1%) and inconclusive in 5 (3.4%). Events occurred in 8 patients, 7 had positive DSE. The other 138 did not present any events. Our of these, 128 had negative DSE. The sensitivity, specificity, accuracy, the positive and negative predictive values of the test before the events were respectively: 83%, 95%, 94%, 42% and 99%. The event-free survival for patients with negative DSE was 99.2% compared with 58% for positive DSE (p &lt; 0.001). Univariate analysis identified the DSE result, basal electrocardiogram (ECG), LV ejection fraction, dyslipidemia, wall motion score index at rest and peak, history of AMI, coronary artery bypass grafting, as prognostic predictors related to outcomes. The results of DSE and ECG remained significantly associated with outcomes in the multivariate analysis (p &lt; 0.001). </p>
    <p><bold>CONCLUSION:</bold> The baseline ECG and positive DSE were independent variables for the occurrence of outcomes. The DSE showed excellent negative predictive value, confirming its usefulness in evaluating prognosis in such patients.</p>
    <p><bold>Key words: </bold> Echocardiography, stress; myocardial ischemia; diagnostic techniques and procedures; dipyridamole; prognostic; women.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Nos pa&#237;ses desenvolvidos, a doen&#231;a aterotromb&#243;tica, incluindo a doen&#231;a arterial coronariana (DAC) e o acidente vascular cerebral (AVC), &#233; a principal causa de &#243;bito entre as mulheres<sup>1</sup>. Por&#233;m, em mulheres, a DAC apresenta-se de forma diferente da relacionada aos homens. O in&#237;cio dos sintomas &#233; mais tardio (5 a 10 anos), a sintomatologia &#233; mais at&#237;pica e h&#225; uma maior preval&#234;ncia de comorbidades, como hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS), diabete melito (DM) e dislipidemia (DLP). Acrescente-se ainda uma baixa especificidade dos testes diagn&#243;sticos de rotina, bem como maior mortalidade durante a interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea (ICP) e a cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica (CRM)<sup>2</sup>.</p>
    <p>O teste ergom&#233;trico (TE) &#233; associado &#224; alta taxa de resultados falso-positivos e as vari&#225;veis que podem alterar a acur&#225;cia deste exame em mulheres s&#227;o in&#250;meras. A associa&#231;&#227;o de exames de imagem aumenta significativamente a acur&#225;cia diagn&#243;stica para DAC e v&#225;rios autores t&#234;m utilizado a ecocardiografia sob estresse (EE) nesse subgrupo de pacientes<sup>3-5</sup>.</p>
    <p>Na ecocardiografia sob estresse com dipiridamol (EEDI), este f&#225;rmaco atua provocando isquemia mioc&#225;rdica pelo mecanismo de "roubo de fluxo", mecanismo j&#225; explanado previamente<sup>6,7</sup>. A administra&#231;&#227;o concomitante da atropina, aumentando a frequ&#234;ncia card&#237;aca, potencializa os efeitos descritos.</p>
    <p>O objetivo deste estudo foi avaliar o valor progn&#243;stico do EEDI em mulheres com suspeita de isquemia mioc&#225;rdica.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Estudo observacional, prospectivo, realizado no per&#237;odo de mar/2005-jun/2007, em mulheres que apresentavam alguma contraindica&#231;&#227;o ao TE ou TE positivo, por altera&#231;&#227;o do segmento ST sem manifesta&#231;&#227;o cl&#237;nica de DAC ou TE inconclusivo, e que foram submetidas &#224; EEDI, para avalia&#231;&#227;o de isquemia mioc&#225;rdica. O EEDI foi realizado sem a suspens&#227;o de medica&#231;&#245;es.</p>
    <p>O estudo recebeu aprova&#231;&#227;o do Comit&#234; de &#201;tica em pesquisa cl&#237;nica do referido centro e as pacientes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.</p>
    <p>As pacientes com janela ecocardiogr&#225;fica inadequada, contraindica&#231;&#227;o conhecida ao dipiridamol ou que fizeram uso de derivados xant&#237;nicos nas 24 horas precedentes ao exame foram exclu&#237;das do estudo.</p>
    <p>O protocolo utilizado consistiu na administra&#231;&#227;o endovenosa de uma dose total de dipiridamol de 0,84 mg/kg em 10 minutos, a saber: 0,56 mg/kg em 4 minutos, observa&#231;&#227;o de 4 minutos e, se nenhum crit&#233;rio de positividade fosse evidenciado, mais 0,28 mg/kg em dois minutos eram infundidos<sup>8</sup>. Caso n&#227;o surgissem crit&#233;rios para interrup&#231;&#227;o do exame, administrou-se atropina na dose de 0,25 mg a cada minuto, totalizando 1,0 mg. O teste foi finalizado com a infus&#227;o de aminofilina, para revers&#227;o dos efeitos do dipiridamol (dose m&#225;xima de 240 mg, durante tr&#234;s minutos) no 16&#186; minuto.</p>
    <p>Durante o procedimento, a press&#227;o arterial e as imagens ecocardiogr&#225;ficas foram registradas a cada est&#225;gio. Os crit&#233;rios para a interrup&#231;&#227;o do teste foram: aparecimento de anormalidades de contra&#231;&#227;o segmentar do ventr&#237;culo esquerdo (VE), dor precordial ao menos de moderada intensidade, arritmias ventriculares ou sintomas colaterais classificados como importantes pelo m&#233;dico que realizava o exame.</p>
    <p>O equipamento utilizado foi o Vivid 3 Pro - GE Medical Systems<sup>&#226;</sup>. De acordo com as recomenda&#231;&#245;es atuais, o VE foi dividido em 17 segmentos<sup>9</sup>. Uma pontua&#231;&#227;o de 4 pontos foi dada para cada segmento, como se segue: 1 = normal; 2 = hipocinesia; 3 = acinesia; 4 = discinesia<sup>7,10</sup>.</p>
    <p>Calculou-se, ent&#227;o, o &#237;ndice de movimenta&#231;&#227;o parietal do VE (IMPVE), que se considerou como a soma dos pontos dos 17 segmentos do VE, dividida pelo n&#250;mero dos segmentos analisados. Valores maiores do que um foram considerados anormais. Para cada paciente, os escores em repouso (pr&#233;) e no pico da infus&#227;o da droga foram determinados.</p>
    <p>O teste foi considerado positivo para isquemia com o surgimento de uma altera&#231;&#227;o da contratilidade segmentar do VE (hipocinesia, acinesia ou discinesia) ou com a piora de uma altera&#231;&#227;o contr&#225;til pr&#233;-existente. Os exames foram avaliados "<italic>off-line</italic>" por dois examinadores independentes.</p>
    <p>O seguimento se deu atrav&#233;s de consulta aos prontu&#225;rios m&#233;dicos, entrevista telef&#244;nica ou entrevista com o m&#233;dico assistente das mesmas.</p>
    <p>Os eventos cl&#237;nicos avaliados durante o seguimento foram: &#243;bito de origem card&#237;aca, infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM), angina inst&#225;vel (AI) e revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica cir&#250;rgica (CRM) ou percut&#226;nea (ICP), ocorridos ap&#243;s tr&#234;s meses da realiza&#231;&#227;o do EEDI.</p>
    <p>A morte seria atribu&#237;da &#224; origem card&#237;aca quando se havia documentado: arritmias significantes, insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva (ICC) ou IAM<sup>11</sup>. Os diagn&#243;sticos de IAM e de AI seguiram os crit&#233;rios diagn&#243;sticos definidos pelas diretrizes vigentes<sup>12,13</sup>.</p>
    <p>O acompanhamento cl&#237;nico de cada paciente foi encerrado ap&#243;s a ocorr&#234;ncia de qualquer evento, sendo, portanto, considerado apenas o primeiro evento.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Os resultados foram expressos em m&#233;dia, mediana e desvio-padr&#227;o para as vari&#225;veis quantitativas. As vari&#225;veis qualitativas foram expressas em frequ&#234;ncias absolutas e relativas. Frente aos desfechos cl&#237;nicos, foram calculados a sensibilidade, a especificidade, a acur&#225;cia, o valor preditivo positivo (VPP) e o valor preditivo negativo (VPN) do EEDI.</p>
    <p>As probabilidades acumuladas de eventos foram estimadas pelas curvas de Kaplan-Meier e a presen&#231;a de diferen&#231;as pelo teste <italic>logrank</italic>. O modelo de risco proporcional de COX foi utilizado para determinar as vari&#225;veis com valor progn&#243;stico independente para ocorr&#234;ncia de eventos. Para o modelo, foram consideradas todas as vari&#225;veis que na an&#225;lise univariada mostravam signific&#226;ncia estat&#237;stica (p &lt; 0,20).</p>
    <p>O n&#237;vel de signific&#226;ncia assumido foi de 0,05. Os dados foram analisados no <italic>SPSS</italic> (<italic>Statistical Package for the Social Science</italic>) - IBM<sup>&#174;</sup><italic>for</italic> Windows vers&#227;o 12.0.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Um total de 147 pacientes com m&#233;dia et&#225;ria de 62 anos (37-87 anos) foi avaliado pela EEDI. Foram interrompidos precocemente 5 testes por apresentarem sintomas limitantes (dois por dispneia intensa, dois por dor precordial importante sem altera&#231;&#227;o de contratilidade mioc&#225;rdica e um por broncoespasmo), os quais foram exclu&#237;dos da an&#225;lise dos resultados. As caracter&#237;sticas cl&#237;nicas das pacientes encontram-se na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>. Chama aten&#231;&#227;o o elevado n&#250;mero de pacientes hipertensas e dislipid&#234;micas. Por outro lado, o n&#250;mero de eventos coronarianos caracterizados por hist&#243;ria pregressa de IAM foi baixo, bem como o n&#250;mero de procedimentos de revasculariza&#231;&#227;o.</p>
    <table-wrap id="t1">
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    <p>Das 147 mulheres, 66,0% apresentaram dor precordial at&#237;pica, 7,5% dor t&#237;pica (anginosa) e 26,8% eram assintom&#225;ticas, das quais, 51,3% com TE caracterizado por: altera&#231;&#245;es isqu&#234;micas do segmento ST-T ou angina. Nesta amostra, 72,8% apresentavam eletrocardiograma (ECG) basal normal e 27,2% alterado. Foram consideradas como anormalidades: altera&#231;&#245;es de repolariza&#231;&#227;o ventricular esquerda, bloqueio de ramo esquerdo (BRE), zona eletricamente inativa e hipertrofia ventricular esquerda. Quanto &#224; fun&#231;&#227;o ventricular, apenas 08 pacientes (5%) apresentavam FE rebaixada (&lt; 0,56) ao ecodopplercardiograma basal. Hist&#243;ria de DAC, pela presen&#231;a de IAM, CRM ou ICP pr&#233;vios ou cinecoronariografia indicando presen&#231;a de les&#227;o obstrutiva de art&#233;ria coron&#225;ria de no m&#237;nimo 50,0% da luz do vaso, existia em 27 pacientes.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;s medica&#231;&#245;es, 42% estavam usando betabloqueador, 22% usavam bloqueador de c&#225;lcio, 16% nitrato, 39% inibidores da enzima conversora da angiotensina, 35% aspirina e 32% estatina. Havia 5% das pacientes usando associa&#231;&#227;o de betabloqueador e nitrato, 5% com betabloqueador e bloqueador de c&#225;lcio e apenas 3,0% em uso combinado de betabloqueador, bloqueador de c&#225;lcio e nitrato.</p>
    <p>O per&#237;odo m&#233;dio de acompanhamento para eventos foi de 16 meses (m&#237;nimo de dois meses e m&#225;ximo de 27 meses).</p>
    <p>A EEDI evidenciou isquemia mioc&#225;rdica em 14 (9,5%) pacientes. O resultado foi negativo em 128 (87,1%) e inconclusivo em 5 (3,4%) pacientes. Do total de 147 pacientes analisadas, 8 (5,4%) apresentaram eventos card&#237;acos durante o per&#237;odo de seguimento. Dos 8 eventos, 7 ocorreram entre os 14 testes positivos para isquemia mioc&#225;rdica, sendo dois eventos antes de decorridos tr&#234;s meses da realiza&#231;&#227;o do exame e, portanto, retirados da an&#225;lise, e um entre as pacientes com teste negativo. Entre as 7 pacientes com teste positivo sem eventos, 4 eram portadoras de DAC.</p>
    <p>Quanto ao n&#250;mero de eventos, observou-se diferen&#231;a significativa entre os testes positivos e negativos. A probabilidade de ocorr&#234;ncias de eventos no per&#237;odo de seguimento para as mulheres com teste positivo foi de 42% e para as mulheres com teste negativo foi de 0,8% (p &lt; 0,0001) (<xref ref-type="fig" rid="g1">Gr&#225;fico 1</xref>).</p>
    <fig id="g1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gf01.jpg"/></fig>
    <p>Ocorreram 4 CRM (2,7%), tr&#234;s ICP (2%) e um paciente (0,7%) apresentou AI. N&#227;o ocorreram IAM nem &#243;bito durante o seguimento (<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>).</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Sendo assim, a sensibilidade, a especificidade, a acur&#225;cia, o valor preditivo positivo e o valor preditivo negativo do teste frente aos desfechos cl&#237;nicos foram, respectivamente, 83%, 95%, 94%, 42% e 99%.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; an&#225;lise de sobrevida, de todas as vari&#225;veis cl&#237;nicas, eletrocardiogr&#225;ficas e ecocardiogr&#225;ficas analisadas, a EEDI positiva para isquemia, IAM, ICP e CRM pr&#233;vios, aumento do IMPVE, ECG alterado e fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o (FE) &lt; 0,56 tiveram associa&#231;&#227;o estatisticamente significante com a ocorr&#234;ncia de eventos (<xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>).</p>
    <table-wrap id="t3">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt03.jpg"/></table-wrap>
    <p>Com a regress&#227;o de Cox a um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%, apenas as vari&#225;veis EEDI e ECG basal alterado se mostraram significantes. Observou-se que pacientes com EEDI positiva para isquemia tiveram aproximadamente 57 vezes mais chances de ter evento do que pacientes com EEDI negativa. Pacientes com ECG basal alterado evidenciaram 13 vezes mais chances de evento do que aqueles com ECG normal (<xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>).</p>
    <table-wrap id="t4">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Quanto ao perfil de seguran&#231;a da EEDI, os efeitos colaterais observados na amostra encontram-se dispostos na <xref ref-type="table" rid="t5">Tabela 5</xref>. N&#227;o ocorreu nenhuma complica&#231;&#227;o maior e todos os efeitos colaterais foram revertidos com a administra&#231;&#227;o de aminofilina.</p>
    <table-wrap id="t5">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O conceito de que a DAC &#233; uma doen&#231;a universal foi comprovado pelo estudo INTERHEART<sup>14</sup>. Nessa avalia&#231;&#227;o, 9 fatores de risco estiveram associados a mais de 90,0% do risco atribu&#237;vel para um primeiro IAM. Dislipidemia, tabagismo, DM e HAS foram os mais importantes. No nosso estudo, mais de tr&#234;s quartos das pacientes eram hipertensas e aproximadamente metade delas apresentava dislipidemia.</p>
    <p>Entre as vari&#225;veis cl&#237;nicas de interesse, hist&#243;ria de IAM, CRM e ICP pr&#233;vios demonstraram ser fatores preditivos independentes para eventos card&#237;acos<sup>15</sup>. Em estudo que utilizou a EE farmacol&#243;gico para estratificar o risco do IAM, antecedentes de IAM, CRM ou ICP foram fatores progn&#243;sticos de eventos adversos na an&#225;lise univariada<sup>16</sup>. Antecedentes de IAM, CRM ou ICP foram fatores preditivos de risco pela an&#225;lise univariada, mas n&#227;o alcan&#231;aram signific&#226;ncia estat&#237;stica na an&#225;lise multivariada devido ao tamanho da casu&#237;stica.</p>
    <p>A fun&#231;&#227;o sist&#243;lica do VE &#233; um fator determinante do progn&#243;stico em portadores de cardiopatia isqu&#234;mica<sup>17</sup>. A fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE) &#233; a medida mais utilizada na pr&#225;tica cl&#237;nica, sendo de extrema valia para a estratifica&#231;&#227;o de risco<sup>18</sup>. Apenas 5% das mulheres analisadas apresentavam FEVE &lt; 0,56. Dessas pacientes, 20% apresentaram eventos. Houve associa&#231;&#227;o estatisticamente significante entre a FEVE e os eventos, embora a magnitude desta associa&#231;&#227;o tenha sido prejudicada pelo pequeno n&#250;mero de pacientes com FE diminu&#237;da.</p>
    <p>O ECG basal anormal mostrou associa&#231;&#227;o estatisticamente significante com eventos futuros. Dados da literatura mostram que ECG normal &#233; um fator progn&#243;stico favor&#225;vel em pacientes com suspeita de DAC ou DAC definida, pois sugere fun&#231;&#227;o ventricular esquerda preservada<sup>19</sup>. Por outro lado, dist&#250;rbios de condu&#231;&#227;o, mais frequentemente BRE e bloqueio fascicular anterior esquerdo, podem ocorrer em pacientes com DAC cr&#244;nica, s&#227;o mais associados com disfun&#231;&#227;o ventricular esquerda e podem refletir doen&#231;a multiarterial e dano mioc&#225;rdico pr&#233;vio<sup>20</sup>. A hipertrofia ventricular esquerda no ECG &#233; um fator preditor independente de eventos em pacientes com DAC cr&#244;nica<sup>21</sup>.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos resultados da EEDI, foi observada diferen&#231;a significante entre as pacientes que apresentaram testes negativos e positivos em rela&#231;&#227;o &#224; ocorr&#234;ncia de eventos card&#237;acos durante o seguimento. Cortigiani e cols.<sup>22</sup> relataram que a EEDI no sexo feminino tem especificidade de 93,0% e acur&#225;cia diagn&#243;stica de 87,0%, melhores que o TE, para diagn&#243;stico de DAC. Tais resultados tamb&#233;m foram observados em duas revis&#245;es, uma americana<sup>23</sup> e outra inglesa<sup>24</sup>.</p>
    <p>Este estudo demonstrou que, dos 8 eventos ocorridos, apenas um aconteceu entre as 128 mulheres com testes negativos para isquemia (0,8%), ressaltando esta diferen&#231;a.</p>
    <p>Essa amostra de mulheres com testes negativos apresenta o alto valor preditivo negativo do teste no grupo estudado (99%). O valor preditivo positivo encontrado (42%) &#233; compat&#237;vel com a amostra estudada, principalmente quando comparado com pacientes de maior risco cardiovascular<sup>25</sup>. Em concord&#226;ncia com os nossos resultados, Marwick e cols.<sup>26</sup> registraram que EE normal corresponde a baixo risco para eventos card&#237;acos (&lt; 1% ao ano) em an&#225;lise de 4 a 5 anos de acompanhamento. Dados semelhantes tamb&#233;m foram encontrados nas recomenda&#231;&#245;es americanas dos testes n&#227;o invasivos na avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica de mulheres com suspeita de DAC<sup>27</sup>.</p>
    <p>O teste negativo no qual ocorreu evento era de uma paciente diab&#233;tica e tabagista. Alguns estudos mostram que falso-negativos s&#227;o mais frequentes em testes subm&#225;ximos, les&#245;es uniarteriais ou les&#245;es moderadas (estenoses entre 50-70%)<sup>28,29</sup>. O diab&#233;tico pode apresentar progress&#227;o mais acelerada da DAC<sup>30</sup> e a paciente foi submetida &#224; angiografia coron&#225;ria ap&#243;s 6 meses da realiza&#231;&#227;o do teste. Tal fato poderia justificar esse resultado falso-negativo.</p>
    <p>Entre as pacientes com testes positivos e que n&#227;o apresentaram eventos no seguimento (7 pacientes), 4 eram portadoras de DAC comprovada. Esse dado indica a possibilidade de que, por op&#231;&#227;o da equipe m&#233;dica, tenha sido intensificado o tratamento cl&#237;nico, em detrimento de proposta de revasculariza&#231;&#227;o (cir&#250;rgica ou percut&#226;nea). Uma paciente apresentava coron&#225;rias normais e teve seu teste considerado isqu&#234;mico por altera&#231;&#245;es de contratilidade na parede inferior, causa frequente de testes falso-positivos<sup>31</sup>. A presen&#231;a de dor precordial t&#237;pica na mesma pode sugerir doen&#231;a de microcircula&#231;&#227;o, mais comum em mulheres que em homens<sup>32</sup>. Das outras duas pacientes com teste positivo, uma apresentou espasmo coronariano durante a angiografia e coron&#225;rias isentas de ateromatose significante e a outra apresentou segmento aneurism&#225;tico em art&#233;ria descendente anterior, o que pode ter contribu&#237;do para a positividade do teste<sup>33</sup>.</p>
    <p>A an&#225;lise das vari&#225;veis cl&#237;nicas, eletrocardiogr&#225;ficas e ecocardiogr&#225;ficas pelo m&#233;todo da regress&#227;o log&#237;stica demonstrou que a EEDI positiva para isquemia e o ECG basal alterado foram fatores preditivos independentes para ocorr&#234;ncia de eventos card&#237;acos no seguimento. Observou-se n&#237;tida superioridade do EEDI sobre a vari&#225;vel eletrocardiogr&#225;fica na an&#225;lise multivariada, fato este concordante com outros estudos<sup>34,35</sup>. Esses dados s&#227;o corroborados pelos resultados de Shaw e colegas, que avaliaram 4.234 mulheres submetidas &#224; EEDI ou &#224; ecocardiografia sob estresse com exerc&#237;cio f&#237;sico (EEEF) durante 5 anos, concluindo que a EE &#233; um forte preditor independente de eventos card&#237;acos a longo prazo em mulheres<sup>36</sup>.</p>
    <p>Biagini e colegas avaliaram a mortalidade global em mulheres com suspeita de DAC ou com DAC conhecida, submetidas &#224; ecocardiografia sob estresse com dobutamina (EED), e observaram que a presen&#231;a de isquemia mioc&#225;rdica durante a EED teve associa&#231;&#227;o independente com o aumento do risco de mortalidade global ap&#243;s o ajuste com dados cl&#237;nicos<sup>37</sup>. Nesse estudo, mais uma vez, fica ainda demonstrada a superioridade da EE sobre os dados eletrocardiogr&#225;ficos como fator progn&#243;stico.</p>
    <p>Alguns estudos avaliaram a seguran&#231;a da EEDI em pacientes portadores de coronariopatia cr&#244;nica ou em fase de investiga&#231;&#227;o, demonstrando bons resultados<sup>38,39</sup>. Mathias Jr e cols.<sup>40</sup>, avaliando o perfil de seguran&#231;a da EED de maneira prospectiva em 4.033 pacientes, encontraram importantes efeitos adversos relacionados ao exame em 10 pacientes (0,25%), sem registro de &#243;bito. Estudo multic&#234;ntrico avaliou o perfil de seguran&#231;a da EEDI em 10.451 exames. Efeitos colaterais significativos ocorreram em 113 pacientes (1,2%), incluindo 7 grandes eventos adversos (0,07%): um &#243;bito, uma parada card&#237;aca de curta dura&#231;&#227;o, prontamente revertida, dois IAM, um edema pulmonar e um epis&#243;dio de taquicardia ventricular prolongada<sup>41</sup>.</p>
    <p>Em nosso estudo, a ocorr&#234;ncia de efeitos colaterais foi pequena, os quais foram prontamente revertidos ap&#243;s a infus&#227;o de aminofilina, sem registro de intercorr&#234;ncias graves, corroborando os dados da literatura.</p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es do estudo</bold>
    </p>
    <p>Este estudo foi observacional e n&#227;o houve interfer&#234;ncia na conduta do m&#233;dico assistente.</p>
    <p>O vi&#233;s p&#243;s-teste n&#227;o pode ser eliminado, j&#225; que os resultados da EEDI estavam dispon&#237;veis aos m&#233;dicos assistentes. Testes positivos para isquemia podem ter influenciado na indica&#231;&#227;o de cinecoronariografia e, portanto, na decis&#227;o pela revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio, quer seja cir&#250;rgica ou percut&#226;nea. Esse fato colaborou para que as pacientes com maior risco tivessem diminu&#237;das as suas chances de &#243;bito e IAM. Do mesmo modo, resultado positivo do teste pode ter influenciado para que o tratamento cl&#237;nico tenha sido intensificado, reduzindo a possibilidade de ocorr&#234;ncia de eventos.</p>
    <p>Por outro lado, a n&#227;o suspens&#227;o das medica&#231;&#245;es antianginosas previamente ao teste pode ter contribu&#237;do para a diminui&#231;&#227;o da sensibilidade do mesmo em termos de resultado. Entretanto, quanto ao progn&#243;stico, com base no excelente valor preditivo negativo frente os desfechos cl&#237;nicos no per&#237;odo de acompanhamento, o impacto n&#227;o foi relevante.</p>
    <p>Ainda no terreno das hip&#243;teses, apenas os pacientes com doen&#231;a coronariana mais extensa poderiam ter positivado o EEDI, e tal fato poderia ter influenciado o valor preditivo positivo do teste.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>O ECG basal alterado e a EEDI positiva para isquemia mioc&#225;rdica foram fatores preditivos independentes para a ocorr&#234;ncia dos desfechos cl&#237;nicos combinados. A EEDI &#233; um m&#233;todo seguro, fact&#237;vel e eficaz na avalia&#231;&#227;o de mulheres com suspeita cl&#237;nica de isquemia mioc&#225;rdica. O teste apresentou excelente valor preditivo negativo, confirmando a sua utilidade na avalia&#231;&#227;o progn&#243;stica nesse grupo de pacientes.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimento</bold>
    </p>
    <p>Os autores agradecem &#224; Camila Sarteschi pela cuidadosa an&#225;lise estat&#237;stica dos dados.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Maria Celita de Almeida pela Universidade Federal de Pernambuco.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Brivaldo Markman Filho </p>
        <p> Av. Visconde de Jequitinhonha, 2544/1902 </p>
        <p> 51130-020 - Recife, PE - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="brivaldomarkman@uol.com.br">brivaldomarkman@uol.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 03/08/09; revisado recebido em 04/03/10; aceito em 31/05/10.</p>
  </body>
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          <article-title>Impact of gender on risk stratification by exercise and dobutamine stress echocardiography: long-term mortality in 4234 women and 6898 men</article-title>
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          <article-title>Comparison of all-cause mortality in women with known or suspected coronary artery disease referred for dobutamine stress echocardiography with normal versus abnormal test results</article-title>
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          <article-title>Safety and diagnostic accuracy of intravenous accelerated high-dose dipyridamole-atropine stress echocardiography</article-title>
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          <article-title>Safety, feasibility, and prognostic implications of pharmacologic stress echocardiography in 1482 patients evaluated in an ambulatory setting</article-title>
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          <article-title>Safety of dobutamine-atropine stress echocardiography: a prospective experience of 4033 consecutive studies</article-title>
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          <article-title>Safety of intravenous high-dose dipyridamole echocardiography: the Echo-Persantine International Cooperative Study Group</article-title>
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        <article-title xml:lang="en">Prognostic value of dipyridamole stress echocardiography in women</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Stress echocardiography is an important diagnostic and prognostic tool in ischemic heart disease. OBJECTIVE: To evaluate the role of dipyridamole stress echocardiography (DSE) in the investigation of myocardial ischemia in women and its ability to predict combined events (cardiovascular death, acute myocardial infarction [AMI], unstable angina, coronary artery bypass grafting [surgery or percutaneous intervention] at an average follow-up of 16 months. METHODS: A prospective study using the protocol of dipyridamole at 0.84 mg in 10 minutes, associated with atropine (0.25 mg/min up to 1.0 mg). RESULTS: This study evaluated 147 women. DSE was positive in 14 patients (9.5%), negative in 128 (87.1%) and inconclusive in 5 (3.4%). Events occurred in 8 patients, 7 had positive DSE. The other 138 did not present any events. Our of these, 128 had negative DSE. The sensitivity, specificity, accuracy, the positive and negative predictive values of the test before the events were respectively: 83%, 95%, 94%, 42% and 99%. The event-free survival for patients with negative DSE was 99.2% compared with 58% for positive DSE (p &lt; 0.001). Univariate analysis identified the DSE result, basal electrocardiogram (ECG), LV ejection fraction, dyslipidemia, wall motion score index at rest and peak, history of AMI, coronary artery bypass grafting, as prognostic predictors related to outcomes. The results of DSE and ECG remained significantly associated with outcomes in the multivariate analysis (p &lt; 0.001). CONCLUSION: The baseline ECG and positive DSE were independent variables for the occurrence of outcomes. The DSE showed excellent negative predictive value, confirming its usefulness in evaluating prognosis in such patients.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Echocardiography, stress</kwd>
        <kwd>myocardial ischemia</kwd>
        <kwd>diagnostic techniques and procedures</kwd>
        <kwd>dipyridamole</kwd>
        <kwd>prognostic</kwd>
        <kwd>women</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Prognostic value of dipyridamole stress echocardiography in women</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Maria Celita de Almeida<sup>I</sup>; Brivaldo Markman Filho<sup>I, II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Proc&#225;rdio Diagn&#243;sticos</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Stress echocardiography is an important diagnostic and prognostic tool in ischemic heart disease.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate the role of dipyridamole stress echocardiography (DSE) in the investigation of myocardial ischemia in women and its ability to predict combined events (cardiovascular death, acute myocardial infarction [AMI], unstable angina, coronary artery bypass grafting [surgery or percutaneous intervention] at an average follow-up of 16 months.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A prospective study using the protocol of dipyridamole at 0.84 mg in 10 minutes, associated with atropine (0.25 mg/min up to 1.0 mg).</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> This study evaluated 147 women. DSE was positive in 14 patients (9.5%), negative in 128 (87.1%) and inconclusive in 5 (3.4%). Events occurred in 8 patients, 7 had positive DSE. The other 138 did not present any events. Our of these, 128 had negative DSE. The sensitivity, specificity, accuracy, the positive and negative predictive values of the test before the events were respectively: 83%, 95%, 94%, 42% and 99%. The event-free survival for patients with negative DSE was 99.2% compared with 58% for positive DSE (p &lt; 0.001). Univariate analysis identified the DSE result, basal electrocardiogram (ECG), LV ejection fraction, dyslipidemia, wall motion score index at rest and peak, history of AMI, coronary artery bypass grafting, as prognostic predictors related to outcomes. The results of DSE and ECG remained significantly associated with outcomes in the multivariate analysis (p &lt; 0.001).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The baseline ECG and positive DSE were independent variables for the occurrence of outcomes. The DSE showed excellent negative predictive value, confirming its usefulness in evaluating prognosis in such patients.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Echocardiography, stress; myocardial ischemia; diagnostic techniques and procedures; dipyridamole; prognostic; women.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>In developed countries, atherothrombotic disease, including coronary artery disease (CAD) and cerebrovascular accident (CVA), is the leading cause of death among women<sup>1</sup>. However, in women, CAD is presented differently related to men. The onset of symptoms is late (5-10 years), the group of symptoms is more atypical and there is a greater prevalence of comorbidities such as hypertension (HBP), diabetes mellitus (DM) and dyslipidemia (DLP).Besides this, there is a poor specificity of routine diagnostic tests, and increased mortality during percutaneous coronary intervention (PCI) and coronary artery bypass grafting (CABG)<sup>2</sup>.</p>
      <p>The treadmill test (TT) is associated with a high rate of false-positive results and a huge number of variables may change the accuracy of such test in women. The combination of imaging tests significantly increases the diagnostic accuracy for CAD and several authors have used stress echocardiography (EE) in this subgroup patients<sup>3-5</sup>.</p>
      <p>In dipyridamole stress echocardiography (DSE), this drug works by causing myocardial ischemia through the mechanism of coronary "flow steal", as previously explained<sup>6, 7</sup>. Concomitant administration of atropine, increasing heart rate, enhances the effects described.</p>
      <p>This study was intended to evaluate the prognostic value of DSE in women with suspected myocardial ischemia.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>Prospective observational study conducted from Mar/2005-Jun/2007 in women with some contraindication to ET or ET positive for ST-segment alteration without clinical manifestation of CAD or inconclusive ET, who underwent DSE for evaluation of myocardial ischemia. The DSE was performed without discontinuation of drug therapy.</p>
      <p>The study was approved by the Ethics Committee on Clinical Research of the said center and the patients signed an informed consent.</p>
      <p>Patients with improper echocardiographic window, previously known contraindication to dipyridamole or those who had used xanthine products in the 24 hours preceding the examination were excluded.</p>
      <p>The protocol used consisted of intravenous administration of a total dipyridamole dose of 0.84 mg/kg in 10 minutes, as follows: 0.56 mg/kg in four minutes, four minutes of observation, and if no criterion of positivity was evidenced, an additional dose of 0.28 mg/kg were infused in two minutes<sup>8</sup>. If no criteria for test interruption arouse, atropine was administered at a dose of 0.25 mg every minute, totaling 1.0 mg. The test was completed with the infusion of aminophylline, to reverse the effects of dipyridamole (maximum dose of 240 mg for three minutes) in the 16<sup>th</sup> minute.</p>
      <p>During the procedure, blood pressure and echocardiographic images were recorded at each stage. Criteria for test interruption were: onset of segmental abnormalities in left ventricular contraction, chest pain of at least moderate intensity, ventricular arrhythmias or side effects deemed important by the physician who performed the examination.</p>
      <p>The equipment used was a Vivid 3 Pro - GE Medical Systems<sup>&#226;</sup>. According to current recommendations, the left ventricle (LV) was divided into 17 segments<sup>9</sup>. A score of 4 points was given for each segment, as follows: 1 = normal, 2 = hypokinesia, 3 = akinesia, 4 = dyskinesia<sup>7,10</sup>.</p>
      <p>Then, the LV wall motion score index (LVWMSI) was calculated, considering the sum of the points of the 17 LV segments divided by the number of segments analyzed. Values greater than one were considered abnormal. For each patient, the scores at rest (pre) and at the peak of drug infusion were determined.</p>
      <p>The test was considered positive for ischemia with the onset of a change in the LV segmental contractility (hypokinesia, akinesia or dyskinesia) or worsening of a pre-existing contractile change. The studies were evaluated off-line by two independent examiners.</p>
      <p>Follow-up was through medical records, telephone interview or an interview with the attending physician.</p>
      <p>The clinical events assessed during follow-up were: death of cardiac origin, acute myocardial infarction (AMI), unstable angina (UA) and coronary artery bypass surgery (CABG) or percutaneous intervention (PCI), occurring three months after the DSE.</p>
      <p>Death was attributed to cardiac origin when the following was documented: significant arrhythmia, congestive heart failure (CHF) or AMI<sup>11</sup>. The diagnosis of AMI and UA followed the diagnostic criteria defined by current guidelines<sup>12,13</sup>.</p>
      <p>Clinical follow-up of each patient was closed after the occurrence of any event. Therefore, only the first event was considered.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>The results were expressed as mean, median and standard deviation for quantitative variables. Qualitative variables were expressed in absolute and relative frequencies. Faced with clinical outcomes, we calculated the sensitivity, specificity, accuracy, positive predictive value (PPV) and negative predictive value (NPV) of the DSE.</p>
      <p>The cumulative probabilities of events were estimated by the Kaplan-Meier curves and the presence of differences by the log rank test. The COX proportional hazards model was used to determine the variables with independent prognostic value for occurrence of events. For the model, we considered all variables that, in the univariate analysis, showed statistical significance (p &lt; 0.20).</p>
      <p>The significance level was 0.05. Data were analyzed with SPSS (Statistical Package for Social Science) - IBM<sup>TM</sup> for Windows version 12.0.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>A total of 147 patients whose mean age was 62 years (37-87 years) was assessed by DSE. Five tests were stopped early due to disabling symptoms (two cases of intense dyspnea, two cases of important chest pain with no significant alteration of myocardial contractility and one case of bronchospasm), which were excluded from the analysis of results. Clinical characteristics of patients are shown in <xref ref-type="table" rid="t1-body2">Table 1</xref>. Noteworthy is the high number of patients with hypertension and dyslipidemia. On the other hand, the number of coronary events characterized by history of AMI was low, as well as the number of coronary revascularisation procedures.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Out of 147 women, 66.0% had atypical chest pain, 7.5% typical chest pain (angina) and 26.8% were asymptomatic, of which 51.3% with TT characterized by: ischemic ST-T segment changes or angina. In this sample, 72.8% presented normal basal electrocardiogram (ECG) and 27.2%, ECG with abnormalities. Abnormalities were considered: changes in left ventricular repolarization, left bundle branch block (LBBB), electrically inactive area and left ventricular hypertrophy. Regarding ventricular function, only 08 patients (5%) had lowered EF (&lt;0.56) at baseline Doppler echocardiography. History of CAD, previous AMI, CABG or PCI, or prior coronary angiography indicating the presence of obstructive coronary artery lesion of at least 50.0% of the vessel lumen was present in 27 patients.</p>
      <p>As for medications, 42.0% were using beta-blockers, 22% used calcium blocker, 16% nitrate, 39% angiotensin-converting enzyme inhibitors, 35% aspirin and 32% statins. There were 5.0% of patients using beta-blocker and nitrate combination, 5% with beta-blocker and calcium blocker and only 3% under combined use of beta-blocker, calcium blocker and nitrate.</p>
      <p>The average follow-up for events was 16 months (minimum of two months and a maximum of 27 months).</p>
      <p>The DSE showed myocardial ischemia in 14 (9.5%) patients. The result was negative in 128 (87.1%) and inconclusive in 5 (3.4%) patients. Out of 147 patients analyzed, eight (5.4%) had cardiac events during follow-up period. Out of the 8 events, 7 occurred among the 14 positive tests for myocardial ischemia, of which two events occurred earlier than three months of the examination and, therefore, were excluded from the analysis, and one among patients with negative test. Among the 7 patients with positive test without events, 4 were patients with CAD.</p>
      <p>Regarding the number of events, there was significant difference between positive and negative tests. The probability of occurrence of events during follow-up for women with positive test was 42% and for women with negative test was 0.8% (p &lt; 0.0001) (<xref ref-type="fig" rid="c1-body2">Chart 1</xref>).</p>
      <fig id="c1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>We observed 4 CRM (2.7%), three PCI (2.0%) and one patient (0.7%) had UA. No AMI or death occurred during follow-up (<xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>Thus, the sensitivity, specificity, accuracy, positive predictive value and negative predictive value of the test related to clinical outcomes were respectively 83.0%, 95.0%, 94.0%, 42.0% and 99.0%.</p>
      <p>Regarding the survival analysis of all clinical, electrocardiographic and echocardiographic variables analyzed, DSE positive for previous ischemia, acute myocardial infarction, PCI and CABG, increased LVWMSI, abnormal ECG and ejection fraction (EF) &lt;0.56 presented statistically significant association with the occurrence of events (<xref ref-type="table" rid="t3-body2">Table 3</xref>).</p>
      <table-wrap id="t3-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>With the Cox regression at a significance level of 5.0%, only the variables DSE and abnormal baseline ECG were significant. It was found that patients with positive DSE for ischemia were roughly 57 times more likely to have the event than patients with negative DSE. Patients with abnormal baseline ECG were 13 times more likely to present the event than those with normal ECG (<xref ref-type="table" rid="t4-body2">Table 4</xref>).</p>
      <table-wrap id="t4-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>As to the DSE safety profile, the side effects observed in the sample are shown in <xref ref-type="table" rid="t5-body2">Table 5</xref>. There were no major complications and all the side effects were reversed with the administration of aminophylline.</p>
      <table-wrap id="t5-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The concept that CAD is a universal disease was confirmed by the INTERHEART study<sup>14</sup>. In this evaluation, nine risk factors were associated with more than 90.0% of the risk attributable to a first AMI. Dyslipidemia, smoking, diabetes and hypertension were the most important ones. In our study, more than three quarters of the patients were hypertensive, and approximately half of them had dyslipidemia.</p>
      <p>Among the clinical variables of interest, history of AMI, CABG and PCI proved to be independent predictors for cardiac events<sup>15</sup>. In a study using the pharmacological stress echocardiography to stratify the risk of AMI, previous AMI, CABG or PCI were adverse prognostic factors in univariate analysis<sup>16</sup>. History of AMI, CABG or PCI were predictive risk factors by univariate analysis, but did not reach statistical significance in multivariate analysis due to the size of the sample.</p>
      <p>The LV systolic function is a determinant factor of prognosis in patients with ischemic heart disease<sup>17</sup>. Left ventricular ejection fraction (LVEF) is the measure most used in clinical practice, and is extremely valuable for risk stratification<sup>18</sup>. Only 5.0% of women analyzed presented LVEF &lt;0.56. Out of these patients, 20.0% had events. There was a statistically significant association between LVEF and events, although the magnitude of such association has been jeopardized by the small number of patients with reduced EF.</p>
      <p>Abnormal baseline ECG was significantly associated with future events. Literature data show that normal ECG is a favorable prognostic factor in patients with suspected CAD or CAD defined, as it suggests preserved left ventricular function<sup>19</sup>. On the other hand, conduction disturbances, most often BRE and left anterior fascicular block, may occur in patients with chronic CAD, are more associated with left ventricular dysfunction and may reflect multiarterial disease and previous myocardial damage<sup>20</sup>. Left ventricular hypertrophy on ECG is an independent predictor of events in patients with chronic CAD<sup>21</sup>.</p>
      <p>Regarding the results of DSE, significant difference was observed between patients with negative and positive tests in relation to the occurrence of cardiac events during follow-up. Cortigiani et al<sup>22</sup> reported that DSE on women has specificity of 93.0% and diagnostic accuracy of 87.0%, better than the TT for diagnosis of CAD. These results were also observed in two reviews: an American review<sup>23</sup> and an English one<sup>24</sup>.</p>
      <p>This study showed that out of eight events, only one happened among 128 women with negative tests for ischemia (0.8%), highlighting the difference.</p>
      <p>This sample of women with negative tests shows the high negative predictive value of the test in the study group (99.0%). The positive predictive value found (42.0%) is consistent with the sample studied, especially when compared with patients with higher cardiovascular risk<sup>25</sup>. Consistently with our results, Marwick et al<sup>26</sup> reported that normal stress echocardiography (SE) corresponds to low risk for cardiac events (&lt;1.0% per annum) under analyses of 4-5 year of follow-up. Similar data were also found in the American recommendations of non-invasive tests in the clinical evaluation of women with suspected CAD<sup>27</sup>.</p>
      <p>The negative test in which an event occurred was of a diabetic and smoker patient. Some studies show that false negatives are more frequent in submaximal tests, single-vessel lesions or moderate lesions (stenosis between 50 to 70.0%)<sup>28,29</sup>. Diabetic patients may present more rapid progression of CAD<sup>30</sup> and the patient underwent coronary angiography after 6 months of testing. This fact could explain the false-negative result.</p>
      <p>Among the patients with positive tests with no events during the follow-up period (7 patients), 4 had proven CAD. This indicates the possibility that, at the option of the medical team, clinical treatment has been enhanced, rather than proposed coronary artery revascularisation procedures (surgical or percutaneous). One patient had normal coronary arteries and had her test considered ischemic due to abnormalities found on the inferior wall contractility, a common cause of false-positive tests<sup>31</sup>. The presence of typical chest pain may suggest microcirculation disease, more common in women than in men<sup>32</sup>. From the other two patients with positive test, one had a coronary spasm during angiography and coronary arteries free of significant atheromatous disease and the other presented aneurysmal segment in left anterior descending artery, which may have contributed to the positive test<sup>33</sup>.</p>
      <p>The analysis of clinical, electrocardiographic and echocardiographic variables by logistic regression analysis showed that positive DSE for ischemia and abnormal baseline ECG were independent predictors for cardiac events during follow-up. We observed a clear superiority of the DSE over the electrocardiography variable in the multivariate analysis, which is consistent with other studies<sup>34,35</sup>. These data are corroborated by the findings reported by Shaw et al, who evaluated 4,234 women who underwent Dobutamine Stress Echocardiography (DoSE) or stress echocardiography with exercise (SEE) for five years, concluding that the SE is a strong independent predictor of long-term cardiac events in women<sup>36</sup>.</p>
      <p>Biagini et al evaluated the overall mortality in women with suspected CAD or with known CAD undergoing DoSE, and observed that the presence of myocardial ischemia during DoSE had an independent association with increased overall mortality risk after adjustment with clinical data<sup>37</sup>. This study, once again, further demonstrates the superiority of SE on the ECG findings as a prognostic factor.</p>
      <p>Some studies have assessed the safety of DSE in patients with chronic coronary artery disease or under investigation, delivering good results<sup>38,39</sup>. Mathias Jr et al<sup>40</sup>, evaluating the safety profile of DoSE in a prospective study in 4,033 patients, found significant adverse effects related to the examination in 10 patients (0.25%), with no record of death. A multicenter study evaluated the safety profile of DSE in 10,451 examinations. Significant side effects occurred in 113 patients (1.2%), including 7 major adverse events (0.07%): one death, one cardiac arrest of short duration, readily reversed, two AMI, one pulmonary edema and an episode of prolonged ventricular tachycardia<sup>41</sup>.</p>
      <p>In our study, the occurrence of side effects was small, which were promptly reversed after the infusion of aminophylline, with no record of serious complications, corroborating the literature data.</p>
      <p>
        <bold>Study limitations</bold>
      </p>
      <p>This study was observational and there was no interference in the conduct of assistant physicians.</p>
      <p>The post-test bias cannot be eliminated, since the results of DSE were available to the assistant physicians. Positive tests for ischemia may have influenced the indication for coronary angiography and therefore the decision for revascularization, either surgical or percutaneous. This fact contributed for patients with higher risk to have reduced chances of death and AMI. Similarly, the positive test result may have influenced the enhancement of the clinical treatment, reducing the possibility of occurrence of events.</p>
      <p>On the other hand, failure to suspend antianginal medications prior to testing may have contributed to the decrease in sensitivity even in terms of outcome. However, as to the prognosis, based on the excellent negative predictive value against clinical outcomes at follow-up, the impact was not relevant.</p>
      <p>Even in the realm of hypotheses, only patients with more extensive coronary disease could have positive DSE, and this fact could have influenced the positive predictive value of the test.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>Abnormal baseline ECG and a positive DSE for myocardial ischemia were independent predictors for the occurrence of clinical outcomes combined. DSE is a safe, feasible and effective method in the evaluation of women with clinical suspicion of myocardial ischemia. The test presented excellent negative predictive value, confirming its usefulness in prognostic evaluation in this group of patients.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>The authors thank Camila Sarteschi for the careful statistical analysis of data.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Maria Celita de Almeida, from <italic>Universidade Federal de Pernambuco</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Valor pron&#243;stico de la ecocardiograf&#237;a bajo estr&#233;s con dipiridamol en mujeres</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La ecocardiograf&#237;a bajo estr&#233;s es una importante herramienta diagn&#243;stica y pron&#243;stica en la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica. OBJETIVO: Evaluar la importancia de la ecocardiograf&#237;a bajo estr&#233;s con dipiridamol (EEDI) en la investigaci&#243;n de isquemia mioc&#225;rdica en mujeres y su capacidad de predecir eventos combinados (muerte cardiovascular, infarto agudo del miocardio [IAM], angina inestable, procedimientos de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica [quir&#250;rgica o percut&#225;nea] en un seguimiento medio de 16 meses. M&#201;TODOS: Estudio prospectivo, con utilizaci&#243;n del protocolo de dipiridamol en la dosis de 0,84 mg en 10 minutos, asociado a la atropina (0,25 mg/min hasta 1,0 mg). RESULTADOS: Fueron evaluadas 147 mujeres. La EEDI fue positiva en 14 pacientes (9,5%), negativa en 128 (87,1%) e inconclusiva en 5 (3,4%). Eventos ocurrieron en 8 pacientes, 7 ten&#237;an EEDI positiva. Los otros 138 no tuvieron eventos. De esos, 128 ten&#237;an EEDI negativa. La sensibilidad, la especificidad, la precisi&#243;n, los valores predictivos positivo y negativo del test frente a los eventos fueron respectivamente: 83%, 95%, 94%, 42% y 99%. La sobrevida libre de eventos para pacientes con EEDI negativa fue de 99,2%, comparada con 58% para EEDI positiva (p &lt; 0,001). El an&#225;lisis univariado identific&#243; el resultado del EEDI, el electrocardiograma (ECG) basal, la fracci&#243;n de eyecci&#243;n del VI, la dislipidemia, el &#237;ndice de movimiento parietal del VI de reposo y pico, antecedentes de IAM, de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica, como factores pron&#243;sticos asociados a los desenlaces. Los resultados de la EEDI y del ECG basal permanecieron con asociaci&#243;n significativa con los desenlaces en el an&#225;lisis multivariado (p &lt; 0,001). CONCLUSI&#211;N: El ECG basal y el EEDI positivo fueron variables independientes para la ocurrencia de desenlaces. El EEDI present&#243; excelente valor predictivo negativo, confirmando su utilidad en la evaluaci&#243;n pron&#243;stica en tales pacientes.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Ecocardiograf&#237;a bajo estr&#233;s</kwd>
        <kwd>isquemia mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>t&#233;cnicas de diagn&#243;stico y procedimientos</kwd>
        <kwd>dipiridamol</kwd>
        <kwd>pron&#243;stico</kwd>
        <kwd>mujeres</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>ART&#205;CULO ORIGINAL</p>
      <p> ECOCARDIOGRAFIA ADULTOS</p>
      <p>
        <fn id="nota_1-body3">
          <label>
            <bold>Valor pron&#243;stico de la ecocardiograf&#237;a bajo estr&#233;s con dipiridamol en mujeres</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Maria Celita de Almeida<sup>I</sup>; Brivaldo Markman Filho<sup>I,II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Proc&#225;rdio Diagn&#243;sticos, Recife, PE - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La ecocardiograf&#237;a bajo estr&#233;s es una importante herramienta diagn&#243;stica y pron&#243;stica en la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar la importancia de la ecocardiograf&#237;a bajo estr&#233;s con dipiridamol (EEDI) en la investigaci&#243;n de isquemia mioc&#225;rdica en mujeres y su capacidad de predecir eventos combinados (muerte cardiovascular, infarto agudo del miocardio [IAM], angina inestable, procedimientos de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica [quir&#250;rgica o percut&#225;nea] en un seguimiento medio de 16 meses.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudio prospectivo, con utilizaci&#243;n del protocolo de dipiridamol en la dosis de 0,84 mg en 10 minutos, asociado a la atropina (0,25 mg/min hasta 1,0 mg).</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Fueron evaluadas 147 mujeres. La EEDI fue positiva en 14 pacientes (9,5%), negativa en 128 (87,1%) e inconclusiva en 5 (3,4%). Eventos ocurrieron en 8 pacientes, 7 ten&#237;an EEDI positiva. Los otros 138 no tuvieron eventos. De esos, 128 ten&#237;an EEDI negativa. La sensibilidad, la especificidad, la precisi&#243;n, los valores predictivos positivo y negativo del test frente a los eventos fueron respectivamente: 83%, 95%, 94%, 42% y 99%. La sobrevida libre de eventos para pacientes con EEDI negativa fue de 99,2%, comparada con 58% para EEDI positiva (p &lt; 0,001). El an&#225;lisis univariado identific&#243; el resultado del EEDI, el electrocardiograma (ECG) basal, la fracci&#243;n de eyecci&#243;n del VI, la dislipidemia, el &#237;ndice de movimiento parietal del VI de reposo y pico, antecedentes de IAM, de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica, como factores pron&#243;sticos asociados a los desenlaces. Los resultados de la EEDI y del ECG basal permanecieron con asociaci&#243;n significativa con los desenlaces en el an&#225;lisis multivariado (p &lt; 0,001).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> El ECG basal y el EEDI positivo fueron variables independientes para la ocurrencia de desenlaces. El EEDI present&#243; excelente valor predictivo negativo, confirmando su utilidad en la evaluaci&#243;n pron&#243;stica en tales pacientes.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Ecocardiograf&#237;a bajo estr&#233;s, isquemia mioc&#225;rdica, t&#233;cnicas de diagn&#243;stico y procedimientos, dipiridamol, pron&#243;stico, mujeres.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En los pa&#237;ses desarrollados, la enfermedad aterotromb&#243;tica, incluyendo la enfermedad arterial coronaria (EAC) y el accidente cerebro vascular (ACV), es la principal causa de &#243;bito entre las mujeres<sup>1</sup>. Sin embargo, en mujeres, la EAC se presenta de forma diferente de la relacionada a los hombres. El comienzo de los s&#237;ntomas es m&#225;s tard&#237;o (5 a 10 a&#241;os), la sintomatolog&#237;a es m&#225;s at&#237;pica y hay una mayor prevalencia de comorbilidades, como hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS), diabetes mellitus (DM) y dislipidemia (DLP). Acreci&#233;ntese aun una baja especificidad de los tests diagn&#243;sticos de rutina, as&#237; como mayor mortalidad durante la intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea (ICP) y la cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica (CRM)<sup>2</sup>.</p>
      <p>El test ergom&#233;trico (TE) es asociado a la alta tasa de resultados falso positivos y las variables que pueden alterar la precisi&#243;n de este examen en mujeres son inn&#250;meras. La asociaci&#243;n de ex&#225;menes de imagen aumenta significativamente la precisi&#243;n diagn&#243;stica para EAC y varios autores han utilizado la ecocardiograf&#237;a bajo estr&#233;s (EE) en ese subgrupo de pacientes<sup>3-5</sup>.</p>
      <p>En la ecocardiograf&#237;a bajo estr&#233;s con dipiridamol (EEDI), este f&#225;rmaco act&#250;a provocando isquemia mioc&#225;rdica por el mecanismo de "robo de flujo", mecanismo ya explicado previamente<sup>6,7</sup>. La administraci&#243;n concomitante de la atropina, aumentando la frecuencia card&#237;aca, potencializa los efectos descriptos.</p>
      <p>El objetivo de este estudio fue evaluar el valor pron&#243;stico del EEDI en mujeres con sospecha de isquemia mioc&#225;rdica.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Estudio observacional, prospectivo, realizado en el per&#237;odo de mar/2005-jun/2007, en mujeres que presentaban alguna contraindicaci&#243;n al TE o TE positivo, por alteraci&#243;n del segmento ST sin manifestaci&#243;n cl&#237;nica de EAC o TE inconclusivo, y que fueron sometidas a la EEDI, para evaluaci&#243;n de isquemia mioc&#225;rdica. El EEDI fue realizado sin suspensi&#243;n de medicaciones. </p>
      <p>El estudio recibi&#243; aprobaci&#243;n del Comit&#233; de &#201;tica en investigaci&#243;n cl&#237;nica del referido centro y las pacientes firmaron el t&#233;rmino de consentimiento libre y aclarado.</p>
      <p>Las pacientes con ventana ecocardiogr&#225;fica inadecuada, contraindicaci&#243;n conocida al dipiridamol o que hicieron uso de derivados xant&#237;nicos en las 24 horas precedentes al examen fueron excluidas del estudio.</p>
      <p>El protocolo utilizado consisti&#243; en la administraci&#243;n endovenosa de una dosis total de dipiridamol de 0,84 mg/kg en 10 minutos, a saber: 0,56 mg/kg en 4 minutos, observaci&#243;n de 4 minutos y, si ning&#250;n criterio de positividad fuese evidenciado, 0,28 mg/kg m&#225;s en dos minutos eran infundidos<sup>8</sup>. En el caso de que no surgiesen criterios para interrupci&#243;n del examen, se administr&#243; atropina en la dosis de 0,25 mg cada minuto, totalizando 1,0 mg. El test fue finalizado con la infusi&#243;n de aminofilina, para reversi&#243;n de los efectos del dipiridamol (dosis m&#225;xima de 240 mg, durante tres minutos) en el 16&#186; minuto.</p>
      <p>Durante el procedimiento, la presi&#243;n arterial y las im&#225;genes ecocardiogr&#225;ficas fueron registradas en cada nivel. Los criterios para la interrupci&#243;n del test fueron: aparici&#243;n de anormalidades de contracci&#243;n segmentaria del ventr&#237;culo izquierdo (VI), dolor precordial al menos de moderada intensidad, arritmias ventriculares o s&#237;ntomas colaterales clasificados como importantes por el m&#233;dico que realizaba el examen. </p>
      <p>El equipamiento utilizado fue el Vivid 3 Pro - GE Medical Systems<sup>&#226;</sup>. De acuerdo con las recomendaciones actuales, el VI fue dividido en 17 segmentos<sup>9</sup>. Una puntuaci&#243;n de 4 puntos fue dada para cada segmento, como sigue: 1 = normal; 2 = hipocinesia; 3 = acinesia; 4 = discinesia<sup>7,10</sup>.</p>
      <p>Se calcul&#243;, entonces, el &#237;ndice de movimiento parietal del VI (IMPVI), que se consider&#243; como la suma de los puntos de los 17 segmentos del VI, dividida por el n&#250;mero de los segmentos analizados. Valores mayores que uno fueron considerados anormales. Para cada paciente, los escores en reposo (pre) y en el pico de la infusi&#243;n de la droga fueron determinados. </p>
      <p>El test fue considerado positivo para isquemia con el surgimiento de una alteraci&#243;n de la contractilidad segmentaria del VI (hipocinesia, acinesia o discinesia) o con el empeoramiento de una alteraci&#243;n contr&#225;ctil preexistente. Los ex&#225;menes fueron evaluados "<italic>off-line</italic>" por dos examinadores independientes.</p>
      <p>El seguimiento se dio a trav&#233;s de consulta a los historias cl&#237;nicas m&#233;dicas, entrevista telef&#243;nica o entrevista con el m&#233;dico asistente de las mismas. </p>
      <p>Los eventos cl&#237;nicos evaluados durante el seguimiento fueron: &#243;bito de origen card&#237;aco, infarto agudo de miocardio (IAM), angina inestable (AI) y revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica quir&#250;rgica (CRM) o percut&#225;nea (ICP), ocurridos despu&#233;s de tres meses de la realizaci&#243;n del EEDI.</p>
      <p>La muerte ser&#237;a atribuida a origen card&#237;aco cuando se hab&#237;an documentado: arritmias significativas, insuficiencia card&#237;aca congestiva (ICC) o IAM<sup>11</sup>. Los diagn&#243;sticos de IAM y de AI siguieron los criterios diagn&#243;sticos definidos por las directrices vigentes<sup>12,13</sup>.</p>
      <p>El control cl&#237;nico de cada paciente fue cerrado despu&#233;s de la ocurrencia de cualquier evento, siendo, por lo tanto, considerado apenas el primer evento.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Los resultados fueron expresados en media, mediana y desviaci&#243;n-est&#225;ndar para las variables cuantitativas. Las variables cualitativas fueron expresadas en frecuencias absolutas y relativas. Frente a los desenlaces cl&#237;nicos, fueron calculados la sensibilidad, la especificidad, la precisi&#243;n, el valor predictivo positivo (VPP) y el valor predictivo negativo (VPN) del EEDI.</p>
      <p>Las probabilidades acumuladas de eventos fueron estimadas por las curvas de Kaplan-Meier y la presencia de diferencias por el test <italic>logrank</italic>. El modelo de riesgo proporcional de COX fue utilizado para determinar las variables con valor pron&#243;stico independiente para ocurrencia de eventos. Para el modelo, fueron consideradas todas las variables que en el an&#225;lisis univariado mostraban significaci&#243;n estad&#237;stica (p &lt; 0,20). </p>
      <p>El nivel de significaci&#243;n asumido fue de 0,05. Los datos fueron analizados en el <italic>SPSS</italic> (<italic>Statistical Package for the Social Science</italic>) - IBM<sup>&#174;</sup><italic>for</italic> Windows versi&#243;n 12.0.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Un total de 147 pacientes con media et&#225;rea de 62 a&#241;os (37-87 a&#241;os) fue evaluado por la EEDI. Fueron interrumpidos precozmente 5 tests por presentar s&#237;ntomas limitantes (dos por disnea intensa, dos por dolor precordial importante sin alteraci&#243;n de contractilidad mioc&#225;rdica y uno por broncoespasmo), los cuales fueron excluidos del an&#225;lisis de los resultados. Las caracter&#237;sticas cl&#237;nicas de las pacientes se encuentran en la <xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Tabla 1</xref>. Llama la atenci&#243;n el elevado n&#250;mero de pacientes hipertensas y dislipid&#233;micas. Por otro lado, el n&#250;mero de eventos coronarios caracterizados por historia previa de IAM fue bajo, as&#237; como el n&#250;mero de procedimientos de revascularizaci&#243;n. </p>
      <table-wrap id="tab1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>De las 147 mujeres, 66,0% presentaron dolor precordial at&#237;pico, 7,5% dolor t&#237;pico (anginoso) y 26,8% eran asintom&#225;ticas, de las cuales, 51,3% con TE caracterizado por: alteraciones isqu&#233;micas del segmento ST-T o angina. En esta muestra, 72,8% presentaban electrocardiograma (ECG) basal normal y 27,2% alterado. Fueron consideradas como anormalidades: alteraciones de repolarizaci&#243;n ventricular izquierda, bloqueo de rama izquierdo (BRI), zona el&#233;ctricamente inactiva e hipertrofia ventricular izquierda. En cuanto a la funci&#243;n ventricular, apenas 8 pacientes (5%) presentaban FE rebajada (&lt; 0,56) al ecodopplercardiograma basal. Historia de EAC, por la presencia de IAM, CRM o ICP previos o cinecoronariograf&#237;a indicando presencia de lesi&#243;n obstructiva de arteria coronaria de al m&#237;nimo 50,0% de la luz del vaso, exist&#237;a en 27 pacientes. </p>
      <p>En relaci&#243;n a las medicaciones, 42% estaban usando betabloqueante, 22% usaban bloqueador de calcio, 16% nitrato, 39% inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina, 35% aspirina y 32% estatina. Hab&#237;a 5% de las pacientes usando asociaci&#243;n de betabloqueante y nitrato, 5% con betabloqueante y bloqueador de calcio y apenas 3,0% en uso combinado de betabloqueante, bloqueador de calcio y nitrato.</p>
      <p>El per&#237;odo medio de control para eventos fue de 16 meses (m&#237;nimo de dos meses y m&#225;ximo de 27 meses).</p>
      <p>La EEDI evidenci&#243; isquemia mioc&#225;rdica en 14 (9,5%) pacientes. El resultado fue negativo en 128 (87,1%) e inconclusivo en 5 (3,4%) pacientes. Del total de 147 pacientes analizadas, 8 (5,4%) presentaran eventos card&#237;acos durante el per&#237;odo de seguimiento. De los 8 eventos, 7 ocurrieron entre los 14 tests positivos para isquemia mioc&#225;rdica, siendo dos eventos antes de transcurridos tres meses de la realizaci&#243;n del examen y, por lo tanto, retirados del an&#225;lisis, y uno entre las pacientes con test negativo. Entre las 7 pacientes con test positivo sin eventos, 4 eran portadoras de EAC.</p>
      <p>En cuanto al n&#250;mero de eventos, se observ&#243; diferencia significativa entre los tests positivos y negativos. La probabilidad de ocurrencias de eventos en el per&#237;odo de seguimiento para las mujeres con test positivo fue de 42% y para las mujeres con test negativo fue de 0,8% (p &lt; 0,0001) (<xref ref-type="fig" rid="es_a07gra01-body3">Gr&#225;fico 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a07gra01-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Ocurrieron 4 CRM (2,7%), tres ICP (2%) y un paciente (0,7%) present&#243; AI. No ocurrieron IAM ni &#243;bito durante el seguimiento (<xref ref-type="table" rid="tab2-body3">Tabla 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Siendo as&#237;, la sensibilidad, la especificidad, la precisi&#243;n, el valor predictivo positivo y el valor predictivo negativo del test frente a los desenlaces cl&#237;nicos fueron, respectivamente, 83%, 95%, 94%, 42% y 99%.</p>
      <p>En relaci&#243;n al an&#225;lisis de sobrevida, de todas las variables cl&#237;nicas, electrocardiogr&#225;ficas y ecocardiogr&#225;ficas analizadas, la EEDI positiva para isquemia, IAM, ICP y CRM previos, aumento del IMPVI, ECG alterado y fracci&#243;n de eyecci&#243;n (FE) &lt; 0,56 tuvieron asociaci&#243;n estad&#237;sticamente significativa con la ocurrencia de eventos (<xref ref-type="table" rid="tab3-body3">Tabla 3</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Con la regresi&#243;n de Cox a un nivel de significaci&#243;n de 5%, apenas las variables EEDI y ECG basal alterado se mostraron significativas. Se observ&#243; que pacientes con EEDI positiva para isquemia tuvieron aproximadamente 57 veces m&#225;s posibilidades de tener evento que pacientes con EEDI negativa. Pacientes con ECG basal alterado evidenciaron 13 veces m&#225;s posibilidades de evento que aquellos con ECG normal (<xref ref-type="table" rid="tab4-body3">Tabla 4</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En cuanto al perfil de seguridad de la EEDI, los efectos colaterales observados en la muestra se encuentran dispuestos en la <xref ref-type="table" rid="tab5-body3">Tabla 5</xref>. No ocurri&#243; ninguna complicaci&#243;n mayor y todos los efectos colaterales fueron revertidos con la administraci&#243;n de aminofilina.</p>
      <table-wrap id="tab5-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-96-01-0031-00156-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El concepto de que la EAC es una enfermedad universal fue comprobado por el estudio INTERHEART<sup>14</sup>. En esa evaluaci&#243;n, 9 factores de riesgo estuvieron asociados a m&#225;s de 90,0% del riesgo atribuible para un primer IAM. Dislipidemia, tabaquismo, DM y HAS fueron los m&#225;s importantes. En nuestro estudio, m&#225;s de tres cuartos de las pacientes eran hipertensas y aproximadamente la mitad de ellas presentaba dislipidemia.</p>
      <p>Entre las variables cl&#237;nicas de inter&#233;s, historia de IAM, CRM y ICP previos demostraron ser factores predictivos independientes para eventos card&#237;acos<sup>15</sup>. En estudio que utiliz&#243; la EE farmacol&#243;gico para estratificar el riesgo del IAM, antecedentes de IAM, CRM o ICP fueron factores pron&#243;sticos de eventos adversos en el an&#225;lisis univariado<sup>16</sup>. Antecedentes de IAM, CRM o ICP fueron factores predictivos de riesgo por el an&#225;lisis univariado, pero no alcanzaron significaci&#243;n estad&#237;stica en el an&#225;lisis multivariado debido al tama&#241;o de la casu&#237;stica.</p>
      <p>La funci&#243;n sist&#243;lica del VI es un factor determinante del pron&#243;stico en portadores de cardiopat&#237;a isqu&#233;mica<sup>17</sup>. La fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo (FEVI) es la medida m&#225;s utilizada en la pr&#225;ctica cl&#237;nica, siendo de extrema val&#237;a para la estratificaci&#243;n de riesgo<sup>18</sup>. Apenas 5% de las mujeres analizadas presentaban FEVI &lt; 0,56. De esas pacientes, 20% presentaron eventos. Hubo asociaci&#243;n estad&#237;sticamente significativa entre la FEVI y los eventos, aunque la magnitud de esta asociaci&#243;n haya sido perjudicada por el peque&#241;o n&#250;mero de pacientes con FE disminuida.</p>
      <p> El ECG basal anormal mostr&#243; asociaci&#243;n estad&#237;sticamente significativa con eventos futuros. Datos de la literatura muestran que ECG normal es un factor pron&#243;stico favorable en pacientes con sospecha de EAC o EAC definida, pues sugiere funci&#243;n ventricular izquierda preservada<sup>19</sup>. Por otro lado, disturbios de conducci&#243;n, m&#225;s frecuentemente BRI y bloqueo fascicular anterior izquierdo, pueden ocurrir en pacientes con EAC cr&#243;nica, son m&#225;s asociados con disfunci&#243;n ventricular izquierda y pueden reflejar enfermedad multiarterial y da&#241;o mioc&#225;rdico previo<sup>20</sup>. La hipertrofia ventricular izquierda en el ECG es un factor predictor independiente de eventos en pacientes con EAC cr&#243;nica<sup>21</sup>.</p>
      <p>En relaci&#243;n a los resultados de la EEDI, fue observada diferencia significativa entre las pacientes que presentaron tests negativos y positivos en relaci&#243;n a la ocurrencia de eventos card&#237;acos durante el seguimiento. Cortigiani et al<sup>22</sup> relataron que la EEDI en el sexo femenino tiene especificidad de 93,0% y precisi&#243;n diagn&#243;stica de 87,0%, mejores que el TE, para diagn&#243;stico de EAC. Tales resultados tambi&#233;n fueron observados en dos revisiones, una americana<sup>23</sup> y otra inglesa<sup>24</sup>.</p>
      <p>Este estudio demostr&#243; que, de los 8 eventos ocurridos, apenas uno aconteci&#243; entre las 128 mujeres con tests negativos para isquemia (0,8%), resaltando esta diferencia.</p>
      <p>Esa muestra de mujeres con tests negativos presenta el alto valor predictivo negativo del test en el grupo estudiado (99%). El valor predictivo positivo encontrado (42%) es compatible con la muestra estudiada, principalmente cuando es comparado con pacientes de mayor riesgo cardiovascular<sup>25</sup>. En concordancia con nuestros resultados, Marwick et al<sup>26</sup> registraron que EE normal corresponde a bajo riesgo para eventos card&#237;acos (&lt; 1% al a&#241;o) en an&#225;lisis de 4 a 5 a&#241;os de control. Datos semejantes tambi&#233;n fueron encontrados en las recomendaciones americanas de los tests no invasivos en la evaluaci&#243;n cl&#237;nica de mujeres con sospecha de EAC<sup>27</sup>.</p>
      <p>El test negativo en el cual ocurri&#243; evento era de una paciente diab&#233;tica y tabaquista. Algunos estudios muestran que falso negativos son m&#225;s frecuentes en tests subm&#225;ximos, lesiones uniarteriales o lesiones moderadas (estenosis entre 50-70%)<sup>28,29</sup>. El diab&#233;tico puede presentar progresi&#243;n m&#225;s acelerada de la EAC<sup>30</sup> y la paciente fue sometida a angiograf&#237;a coronaria despu&#233;s de 6 meses de la realizaci&#243;n del test. Tal hecho podr&#237;a justificar ese resultado falso negativo.</p>
      <p>Entre las pacientes con tests positivos y que no presentaron eventos en el seguimiento (7 pacientes), 4 eran portadoras de EAC comprobada. Ese dato indica la posibilidad de que, por opci&#243;n del equipo m&#233;dico, haya sido intensificado el tratamiento cl&#237;nico, en detrimento de propuesta de revascularizaci&#243;n (quir&#250;rgica o percut&#225;nea). Una paciente presentaba coronarias normales y tuvo su test considerado isqu&#233;mico por alteraciones de contractilidad en la pared inferior, causa frecuente de tests falso positivos<sup>31</sup>. La presencia de dolor precordial t&#237;pica en la misma puede sugerir enfermedad de microcirculaci&#243;n, m&#225;s com&#250;n en mujeres que en hombres<sup>32</sup>. De las otras dos pacientes con test positivo, una present&#243; espasmo coronario durante la angiograf&#237;a y coronarias exentas de ateromatosis significativa y la otra present&#243; segmento aneurism&#225;tico en arteria descendente anterior, lo que puede haber contribuido para la positividad del test<sup>33</sup>.</p>
      <p>El an&#225;lisis de las variables cl&#237;nicas, electrocardiogr&#225;ficas y ecocardiogr&#225;ficas por el m&#233;todo de la regresi&#243;n log&#237;stica demostr&#243; que la EEDI positiva para isquemia y el ECG basal alterado fueron factores predictivos independientes para ocurrencia de eventos card&#237;acos en el seguimiento. Se observ&#243; n&#237;tida superioridad del EEDI sobre la variable electrocardiogr&#225;fica en el an&#225;lisis multivariado, hecho este concordante con otros estudios<sup>34,35</sup>. Esos datos son corroborados por los resultados de Shaw y colegas, que evaluaron 4.234 mujeres sometidas a EED o a ecocardiograf&#237;a bajo estr&#233;s con ejercicio f&#237;sico (EEEF) durante 5 a&#241;os, concluyendo que la EE es un fuerte predictor independiente de eventos card&#237;acos a largo plazo en mujeres<sup>36</sup>.</p>
      <p>Biagini y colegas evaluaron la mortalidad global en mujeres con sospecha de EAC o con EAC conocida, sometidas a ecocardiograf&#237;a bajo estr&#233;s con dobutamina (EED), y observaron que la presencia de isquemia mioc&#225;rdica durante la EED tuvo asociaci&#243;n independiente con el aumento del riesgo de mortalidad global despu&#233;s del ajuste con datos cl&#237;nicos<sup>37</sup>. En ese estudio, una vez m&#225;s, queda aun demostrada la superioridad de la EE sobre los datos electrocardiogr&#225;ficos como factor pron&#243;stico.</p>
      <p>Algunos estudios evaluaron la seguridad de la EEDI en pacientes portadores de coronariopat&#237;a cr&#243;nica o en fase de investigaci&#243;n, demostrando buenos resultados<sup>38,39</sup>. Mathias Jr et al<sup>40</sup>, evaluando el perfil de seguridad de la EED de manera prospectiva en 4.033 pacientes, encontraron importantes efectos adversos relacionados al examen en 10 pacientes (0,25%), sin registro de &#243;bito. Estudio multic&#233;ntrico evalu&#243; el perfil de seguridad de la EEDI en 10.451 ex&#225;menes. Efectos colaterales significativos ocurrieron en 113 pacientes (1,2%), incluyendo 7 grandes eventos adversos (0,07%): un &#243;bito, una parada card&#237;aca de corta duraci&#243;n, prontamente revertida, de los IAM, un edema pulmonar y un episodio de taquicardia ventricular prolongada<sup>41</sup>.</p>
      <p>En nuestro estudio, la ocurrencia de efectos colaterales fue peque&#241;a, los cuales fueron prontamente revertidos despu&#233;s de la infusi&#243;n de aminofilina, sin registro de intercurrencias graves, corroborando los datos de la literatura.</p>
      <p>
        <bold>Limitaciones del estudio</bold>
      </p>
      <p>Este estudio fue observacional y no hubo interferencia en la conducta del m&#233;dico asistente.</p>
      <p>El sesgo post test no puede ser eliminado, ya que los resultados de la EEDI estaban disponibles a los m&#233;dicos asistentes. Tests positivos para isquemia pueden haber influenciado en la indicaci&#243;n de cinecoronariograf&#237;a y, por lo tanto, en la decisi&#243;n por la revascularizaci&#243;n del miocardio, ya sea quir&#250;rgica o percut&#225;nea. Ese hecho colabor&#243; para que las pacientes con mayor riesgo tuviesen disminuidas sus posibilidades de &#243;bito y IAM. Del mismo modo, resultado positivo del test puede haber influenciado para que el tratamiento cl&#237;nico haya sido intensificado, reduciendo la posibilidad de ocurrencia de eventos. </p>
      <p>Por otro lado, la no suspensi&#243;n de las medicaciones antianginosas previamente al test puede haber contribuido para la disminuci&#243;n de la sensibilidad del mismo en t&#233;rminos de resultado. Entre tanto, en cuanto al pron&#243;stico, con base en el excelente valor predictivo negativo frente los desenlaces cl&#237;nicos en el per&#237;odo de control, el impacto no fue relevante. </p>
      <p>Aun en el terreno de las hip&#243;tesis, apenas los pacientes con enfermedad coronaria m&#225;s extensa podr&#237;an haber positivado el EEDI, y tal hecho podr&#237;a haber influenciado el valor predictivo positivo del test.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>El ECG basal alterado y la EEDI positiva para isquemia mioc&#225;rdica fueron factores predictivos independientes para la ocurrencia de los desenlaces cl&#237;nicos combinados. La EEDI es un m&#233;todo seguro, factible y eficaz en la evaluaci&#243;n de mujeres con sospecha cl&#237;nica de isquemia mioc&#225;rdica. El test present&#243; excelente valor predictivo negativo, confirmando su utilidad en la evaluaci&#243;n pron&#243;stica en ese grupo de pacientes.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimiento</bold>
      </p>
      <p>Los autores agradecen a Camila Sarteschi por el cuidadoso an&#225;lisis estad&#237;stico de los datos.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Maria Celita de Almeida por la Universidad Federal de Pernambuco.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
