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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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      <article-id pub-id-type="other">00016</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001600016</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500616</article-id>
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          <subject>Carta ao Editor</subject>
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        <article-title>Enquete: testemunha de jeov&#225;</article-title>
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          <named-content content-type="city">S&#227;o Paulo</named-content>
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        <institution content-type="orgdiv1">Instituto do Cora&#231;&#227;o </institution>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>26</day>
        <month>01</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Enquete - testemunha de jeov&#225;</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Max Grinberg; Graziela Zlotnik Cshehaibar</bold>
    </p>
    <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o - FMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Testemunhas de Jeov&#225;/psicologia, c&#243;digos de &#233;tica, transfus&#227;o de sangue.</p>
    <p>
      <bold>Senhor Editor,</bold>
    </p>
    <p>O m&#233;dico faz recomenda&#231;&#245;es que conflitam com o exerc&#237;cio da autonomia pelo paciente. A indica&#231;&#227;o de tratamento cir&#250;rgico com potencial de transfus&#227;o de sangue a pacientes Testemunha de Jeov&#225; (pTJ) &#233; exemplo marcante.</p>
    <p>Segundo Grinberg&#185;, "a beira do leito do pTJ comporta-se como excelente laborat&#243;rio sobre atitudes da equipe de sa&#250;de. Ela testemunha v&#225;rias combina&#231;&#245;es de atitudes do m&#233;dico e do paciente".</p>
    <p>O pTJ recusa-se &#224; transfus&#227;o de sangue e componentes prim&#225;rios por interpreta&#231;&#227;o de trechos b&#237;blicos, como G&#234;nesis 9:3, 4; Lev&#237;ticos 17:13, 14 e Atos 15:19, 21. A transfus&#227;o ganha analogia com o ato de comer sangue e, por isso, levaria &#224; "perda da vida eterna"&#178;. O risco iminente de morte do paciente traz not&#243;rios dilemas de natureza &#233;tica.</p>
    <p>A quest&#227;o &#233; considerada de forma heterog&#234;nea por diversos pa&#237;ses. Na Inglaterra, a autonomia do paciente tende a ser respeitada integralmente: "Pacientes tem o direito de recusar tratamento m&#233;dico por raz&#245;es que sejam racionais ou irracionais ou sem motivo"&#179;.</p>
    <p>No Brasil, o C&#243;digo Penal, em seu artigo 135, deixa claro que o m&#233;dico pode ser acionado por omiss&#227;o de socorro no caso de n&#227;o aplicar uma terap&#234;utica que pode salvar o paciente, tendo condi&#231;&#245;es de faz&#234;-lo (BRASIL, 1940). H&#225; o refor&#231;o pelo Conselho Federal de Medicina (Resolu&#231;&#227;o n&#186; 1.021/80), que estabelece que nos casos de iminente perigo &#224; vida se deve realizar a transfus&#227;o de sangue "independentemente de consentimento do paciente ou de seus respons&#225;veis" (CFM, 1980).</p>
    <p>O Estado de S&#227;o Paulo tem a Lei n&#186; 10.241, conhecida como Lei M&#225;rio Covas, cujo artigo 2, inciso VII, permite ao paciente "consentir ou recusar, de forma livre, volunt&#225;ria e esclarecida, com adequada informa&#231;&#227;o, procedimentos diagn&#243;sticos ou terap&#234;uticos a serem nele realizados" (S&#227;o Paulo, 1999).</p>
    <p>O pTJ tem como h&#225;bito apresentar um documento registrado em cart&#243;rio com duas testemunhas, visando a preservar o direito &#224; autonomia e a isentar o m&#233;dico e a equipe de responsabilidade legal pela n&#227;o aplica&#231;&#227;o de transfus&#227;o de sangue<sup>4</sup>. Contudo, o documento suscita interpreta&#231;&#245;es contradit&#243;rias.</p>
    <p>Alguns m&#233;dicos acreditam que a manuten&#231;&#227;o da vida &#233; prioridade do cuidado m&#233;dico e que o respeito pelas cren&#231;as depende dos valores de cada profissional.</p>
    <p>Em meio a leis, c&#243;digos, documentos e press&#245;es de pacientes, familiares e colegas, o m&#233;dico brasileiro tem tomado decis&#245;es n&#227;o uniformes.</p>
    <p>A enquete sobre a tomada de decis&#227;o quanto &#224; transfus&#227;o de sangue em pTJ no <italic>site</italic> da Sociedade Brasileira de Cardiologia, associada &#224; enquete Conduta em Paciente Testemunha de Jeov&#225; sob o Enfoque Bio&#233;tica<sup>5</sup>, provocou a participa&#231;&#227;o de 564 m&#233;dicos cardiologistas e mostrou que 56,7% aceitam tratar o pTJ com diferentes entendimentos quanto &#224; autonomia do paciente.</p>
    <p>43,4% optaram pela recusa em cuidar do paciente. O m&#233;dico e a equipe multiprofissional t&#234;m o compromisso com a vida, entendida como a vida terrena. Fizeram um juramento e est&#227;o sujeitos a um c&#243;digo de &#233;tica. O desejo &#233; aplicar m&#233;todos beneficentes e, no caso de n&#227;o os poder utilizar, preferem n&#227;o assumir o caso.</p>
    <p>A segunda op&#231;&#227;o mais votada, com 33,9%, foi a de tratar o paciente e transfundir se necess&#225;rio. Tem-se o respaldo em leis e c&#243;digos de &#233;tica que privilegiam a autonomia do m&#233;dico, independentemente da vontade do paciente, nos casos de iminente perigo &#224; vida. O m&#233;dico sente-se amparado para agir no sentido de preservar a vida terrena, de acordo com os pr&#243;prios valores.</p>
    <p>A terceira op&#231;&#227;o, com 22,7% dos votos, foi tratar o paciente e n&#227;o realizar a transfus&#227;o de sangue em quaisquer circunst&#226;ncias. O resultado mostra que um n&#250;mero significativo de m&#233;dicos adota a postura aceita que &#233; dar ao paciente plena autonomia, mesmo que essa decis&#227;o possa ter consequ&#234;ncias legais e &#233;ticas. Essa postura &#233; semelhante &#224; adotada em alguns pa&#237;ses como a Inglaterra e o Jap&#227;o. De acordo com a conclus&#227;o de Chua e Tham<sup>6</sup>, &#233; "essencial que os profissionais de sa&#250;de respeitem a autonomia e a decis&#227;o feita por cada paciente TJ, embora possa n&#227;o estar de acordo com os melhores interesses e cren&#231;as dos m&#233;dicos". No campo pr&#225;tico, h&#225; m&#233;dicos que se esfor&#231;am em conciliar o desejo do paciente com os recursos dispon&#237;veis para atender.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Max Grinberg </p>
        <p> Rua Manoel Antonio Pinto, 04 ap. 21 A - Parais&#243;polis </p>
        <p> 05663-020 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="grinberg@incor.usp.br">grinberg@incor.usp.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="max@cardiol.br">max@cardiol.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 10/02/10; revisado recebido em 10/02/10; aceito em 03/03/10.</p>
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          <article-title>How to approach major surgery patients refuse blood transfusion (including Jehovah's Witnesses)</article-title>
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          <article-title>Conduta em paciente Testemunha de Jeov&#225; sob o enfoque da bio&#233;tica</article-title>
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          <subject>Letter to the Editor</subject>
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        <article-title xml:lang="en">Poll: Jehovah's witness patient</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p><undefined id="top-body2"/>Poll - Jehovah's Witness patient</p>
      <p>
        <bold>Max Grinberg; Graziela Zlotnik Chehaibar</bold>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o - FMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Jehovah's witness/psichology; codes of ethics; blood transfusion.</p>
      <p>
        <bold>Dear Editor,</bold>
      </p>
      <p>The physician makes recommendations that may conflict with the patient's exercise of autonomy. The indication of surgical treatment with potential need for blood transfusion to a Jehovah's Witness patient (JWp) is a striking example.</p>
      <p>According to Grinberg&#185;, "the bedside of the JWp represents an excellent laboratory on the attitudes of the healthcare team. It witnesses several combinations of attitudes by both the physician and the patient".</p>
      <p>The JWp refuses to receive transfusions of blood and blood derivatives due to the interpretation of biblical passages, such as Genesis 9:3, 4; Leviticus 17:13, 14 and Acts 15:19, 21. The blood transfusion is made analogous to the act of consuming blood and thus, it would lead to the "loss of eternal life"<sup>2</sup>. The imminent risk of death for the patient raises renowned ethical dilemmas.</p>
      <p>The question is considered heterogeneously by different countries. In England, the patient's autonomy tends to be respected integrally: "Patients have the right to refuse medical treatment due to reasons that are either rational or irrational or even without reason"<sup>3</sup>.</p>
      <p>In Brazil, the Criminal Code, article 135, clearly states that physicians can be penalized by failing to provide assistance when they do not apply treatments that can save the patient, when capable of doing so (BRAZIL, 1940). The Brazilian Federal Council of Medicine (CFM) reinforces this statement in its resolution # 1.021/80, which establishes that, in cases of imminent life-threatening situations, the blood transfusion must be carried out "regardless of the patient's or parents'/tutors' consent" (CFM, 1980).</p>
      <p>The State of S&#227;o Paulo has Law number 10241, known as "the Mario Covas Law", of which article 2, subsection VII, allows the patient to "give free, voluntary and informed consent to be submitted to or to refuse, after receiving adequate information, diagnostic or therapeutic procedures (S&#227;o Paulo, 1999).</p>
      <p>The JWp usually presents a document registered in a Registry Office in the presence of two witnesses, aiming at preserving his/her right to autonomy and prevent legal actions to be taken against the physician and the healthcare team due to the non-use of the blood transfusion<sup>4</sup>. However, such document raises contradictory interpretations.</p>
      <p>Some physicians believe that the maintenance of life is the priority of medical care and that the respect for beliefs depends on each professional's personal values.</p>
      <p>Amidst laws, codes, documents and pressure from patients, family members and colleagues, the Brazilian physician has made non-uniform decisions.</p>
      <p>The poll on the decision-making regarding the blood transfusion in JWp at the site of the Brazilian Society of Cardiology, associated to the poll "Conduct in Jehovah's Witness Patient from a Bioethical Point of View<sup>5</sup>, yielded the participation of 564 cardiologists and showed that 56.7% of them accepted treating the JWp, with different considerations regarding the patient's autonomy.</p>
      <p>The poll showed that 43.4% of the physicians chose to refuse caring for the patient. The physician and the multiprofessional team have a commitment with maintenance of life, understood as earthly life. The physician and the healthcare team have made an oath and are subject to a code of ethics. They wish to apply beneficent methods, and, when unable to do so, prefer not to be in charge of the case.</p>
      <p>The second most voted option, chosen by 33.9% of the voters, was to treat the patient and proceed with the transfusion, if necessary. The laws and codes of ethics support the physician's autonomy, regardless of the patient's wishes, in cases of life-threatening situations. The physician feels justified to act towards the preservation of earthly life, according to his or her own values.</p>
      <p>The third option, chosen by 22.7% of voters, was to treat the patient and not perform the transfusion, under any circumstances. The results show that a significant number of physicians decide to give the patient full autonomy, even if this decision might result in legal and ethical consequences. This attitude is similar to the one adopted in countries such as England and Japan. According to the conclusion by Chua and Tham<sup>6</sup>, it is "essential for healthcare professionals to respect patient autonomy and the decisions made by each JWp, although it might not be in accordance with the physician's best interests and beliefs". In the field of medical practice, there are physicians who strive to conciliate the patients' wishes with the available resources to treat them.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Encuesta: Testigo de Jehov&#225;</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Encuesta - Testigo de Jehov&#225;</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Max Grinberg; Graziela Zlotnik Chehaibar</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Instituto do Cora&#231;&#227;o - FMUSP, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Testigos de Jehov&#225; / psicolog&#237;a, c&#243;digos de &#233;tica, transfusi&#243;n de sangre.</p>
      <p>
        <bold>Se&#241;or Editor,</bold>
      </p>
      <p>El m&#233;dico hace recomendaciones que entran en conflicto con el ejercicio de la autonom&#237;a del paciente. La indicaci&#243;n de tratamiento quir&#250;rgico con potencial de transfusi&#243;n de sangre a pacientes Testigo de Jehov&#225; (pTJ) es un ejemplo claro.</p>
      <p>Seg&#250;n Grinberg&#185;, "el lado de la cama del pTJ se comporta como excelente laboratorio sobre actitudes del equipo de salud. Es testigo de varias combinaciones de actitudes del m&#233;dico y del paciente".</p>
      <p>El pTJ rechaza la transfusi&#243;n de sangre y componentes primarios por interpretaci&#243;n de trechos b&#237;blicos, como G&#233;nesis 9:3, 4; Lev&#237;ticos 17:13, 14 y Actos 15:19, 21. La transfusi&#243;n gana analog&#237;a con el acto de comer sangre y, por eso, llevar&#237;a a la "p&#233;rdida de la vida eterna"&#178;. El riesgo inminente de muerte del paciente trae notorios dilemas de naturaleza &#233;tica.</p>
      <p>La cuesti&#243;n es considerada de forma heterog&#233;nea por diversos pa&#237;ses. En Inglaterra, la autonom&#237;a del paciente tiende a ser respetada &#237;ntegramente: "Pacientes tienen el derecho de rechazar tratamiento m&#233;dico por razones que sean racionales o irracionales o sin motivo"&#179;.</p>
      <p>En el Brasil, el C&#243;digo Penal, en su art&#237;culo 135, deja claro que el m&#233;dico puede ser acusado por omisi&#243;n de socorro en el caso de no aplicar una terap&#233;utica que pueda salvar al paciente, teniendo condiciones de hacerlo (BRASIL, 1940). Existe el refuerzo del Conselho Federal de Medicina (Resoluci&#243;n n&#186; 1.021/80), que establece que en los casos de inminente peligro a la vida se debe realizar la transfusi&#243;n de sangre "independientemente del consentimiento del paciente o de sus responsables" (CFM, 1980).</p>
      <p>El Estado de S&#227;o Paulo tiene la Ley n&#186; 10.241, conocida como Ley M&#225;rio Covas, cuyo art&#237;culo 2, inciso VII, permite al paciente "consentir o rechazar, de forma libre, voluntaria y aclarada, con adecuada informaci&#243;n, procedimientos diagn&#243;sticos o terap&#233;uticos a serle realizados" (S&#227;o Paulo, 1999).</p>
      <p>El pTJ tiene como h&#225;bito presentar un documento registrado en escriban&#237;a con dos testigos, buscando preservar el derecho a la autonom&#237;a y a eximir al m&#233;dico y al equipo de responsabilidad legal por la no aplicaci&#243;n de transfusi&#243;n de sangue<sup>4</sup>. Con todo, el documento suscita interpretaciones contradictorias.</p>
      <p>Algunos m&#233;dicos creen que la manutenci&#243;n de la vida es prioridad del cuidado m&#233;dico y que el respeto por las creencias depende de los valores de cada profesional.</p>
      <p>En medio de leyes, c&#243;digos, documentos y presiones de pacientes, familiares y colegas, el m&#233;dico brasile&#241;o ha tomado decisiones no uniformes.</p>
      <p>La encuesta sobre la toma de decisi&#243;n en cuanto a la transfusi&#243;n de sangre en pTJ en el site de la Sociedade Brasileira de Cardiologia, asociada a la encuesta Conducta en Paciente Testigo de Jehov&#225; bajo el Enfoque Bio&#233;tico<sup>5</sup>, provoc&#243; la participaci&#243;n de 564 m&#233;dicos cardi&#243;logos y mostr&#243; que 56,7% aceptan tratar el pTJ con diferentes entendimientos en cuanto a la autonom&#237;a del paciente.</p>
      <p>43,4% optaron por el rechazo a cuidar al paciente. El m&#233;dico y el equipo multiprofesional tienen el compromiso con la vida, entendida como la vida terrena. Hicieron un juramento y est&#225;n sujetos a un c&#243;digo de &#233;tica. El deseo es aplicar m&#233;todos beneficiosos y, en el caso de no poder utilizarlos, prefieren no asumir el caso.</p>
      <p>La segunda opci&#243;n m&#225;s votada, con 33,9%, fue la de tratar al paciente y transfundir se fuese necesario. Se tiene el respaldo en leyes y c&#243;digos de &#233;tica que privilegian la autonom&#237;a del m&#233;dico, independientemente de la voluntad del paciente, en los casos de inminente peligro a la vida. El m&#233;dico se siente amparado para actuar en el sentido de preservar la vida terrena, de acuerdo con los propios valores.</p>
      <p>La tercera opci&#243;n, con 22,7% de los votos, fue tratar el paciente y no realizar la transfusi&#243;n de sangre en ninguna circunstancia. El resultado muestra que un n&#250;mero significativo de m&#233;dicos adopta la postura aceptada que es dar al paciente plena autonom&#237;a, aun que esa decisi&#243;n pueda tener consecuencias legales y &#233;ticas. Esa postura es semejante a la adoptada en algunos pa&#237;ses como Inglaterra y Jap&#243;n. De acuerdo con la conclusi&#243;n de Chua y Tham6, es "esencial que los profesionales de salud respeten la autonom&#237;a y la decisi&#243;n hecha por cada paciente TJ, aunque pueda no estar de acuerdo con los mejores intereses y creencias de los m&#233;dicos". En el campo pr&#225;ctico, hay m&#233;dicos que se esfuerzan en conciliar el deseo del paciente con los recursos disponibles para atender.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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