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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001600008</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000144</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Perfil eletrocardiogr&#225;fico e conte&#250;do glicog&#234;nico muscular de ratos tratados com nandrolona</article-title>
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            <given-names>Sergio Henrique</given-names>
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          <named-content content-type="city">Piracicaba</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Metodista de Piracicaba</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>12</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>720</fpage>
      <lpage>725</lpage>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Considerou-se o uso indiscriminado de esteroides tanto por atletas de elite quanto por praticantes de atividades f&#237;sicas. OBJETIVO: Avaliar os efeitos do decanoato de nandrolona sobre o perfil eletrocardiogr&#225;fico, conte&#250;do glicog&#234;nico e de prote&#237;nas totais dos m&#250;sculos card&#237;acos e esquel&#233;ticos, bem como as concentra&#231;&#245;es plasm&#225;tica de albumina. M&#201;TODOS: Os animais do grupo tratado receberam a droga na concentra&#231;&#227;o 5 mg/kg pela via subcut&#226;nea, duas vezes por semana, durante tr&#234;s semanas. Uma vez por semana, os ratos foram anestesiados com Pentobarbital s&#243;dico (50 mg/kg, ip) e submetidos &#224; avalia&#231;&#227;o por meio do eletrocardiograma (ECG). Ap&#243;s o per&#237;odo experimental, amostras dos m&#250;sculos card&#237;aco (ventr&#237;culo esquerdo - VE), s&#243;leo (S), gastrocn&#234;mio branco (GB), gastrocn&#234;mio vermelho (GV), peitoral (P), intercostal (IC) e diafragma (D) foram prontamente coletadas e analisadas. Os dados (m&#233;dia &#177; epm) foram avaliados de acordo com ANOVA, segundo teste de Tukey (p&gt;0,05). RESULTADOS: Os ratos do grupo tratado apresentaram altera&#231;&#245;es nos seguintes par&#226;metros card&#237;acos: intervalo QRS, intervalo QTc e frequ&#234;ncia card&#237;aca, caracterizados por um aumento desses, tendo o &#225;pice no intervalo da semana de pr&#233;-tratamento para a primeira semana. As reservas de glicog&#234;nio no VE apresentaram aumento de 127%. Em rela&#231;&#227;o &#224; quantidade de prote&#237;nas totais, a diferen&#231;a significativa foi constatada no S, GV e D. Quanto ao perfil bioqu&#237;mico e ao hemat&#243;crito, foi observado um aumento na porcentagem de eritr&#243;citos. CONCLUS&#195;O: O estudo mostra que importantes altera&#231;&#245;es card&#237;acas s&#227;o deflagradas precocemente, sugerindo uma hierarquia na sequ&#234;ncia de modifica&#231;&#245;es que comprometem a homeostasia do organismo.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Decanoatos</kwd>
        <kwd>nandrolona</kwd>
        <kwd>esteroides</kwd>
        <kwd>padr&#227;o de eletrocardiograma</kwd>
        <kwd>ratos</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>12</day>
        <month>11</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Perfil eletrocardiogr&#225;fico e conte&#250;do glicog&#234;nico muscular de ratos tratados com nandrolona</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Carlos Alberto da Silva; Adriano Cesar Rocco Pardi; Talita Moral Gon&#231;alves; Sergio Henrique Borin</bold>
    </p>
    <p>Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP, Piracicaba, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Considerou-se o uso indiscriminado de esteroides tanto por atletas de elite quanto por praticantes de atividades f&#237;sicas. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold> Avaliar os efeitos do decanoato de nandrolona sobre o perfil eletrocardiogr&#225;fico, conte&#250;do glicog&#234;nico e de prote&#237;nas totais dos m&#250;sculos card&#237;acos e esquel&#233;ticos, bem como as concentra&#231;&#245;es plasm&#225;tica de albumina. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Os animais do grupo tratado receberam a droga na concentra&#231;&#227;o 5 mg/kg pela via subcut&#226;nea, duas vezes por semana, durante tr&#234;s semanas. Uma vez por semana, os ratos foram anestesiados com Pentobarbital s&#243;dico (50 mg/kg, ip) e submetidos &#224; avalia&#231;&#227;o por meio do eletrocardiograma (ECG). Ap&#243;s o per&#237;odo experimental, amostras dos m&#250;sculos card&#237;aco (ventr&#237;culo esquerdo - VE), s&#243;leo (S), gastrocn&#234;mio branco (GB), gastrocn&#234;mio vermelho (GV), peitoral (P), intercostal (IC) e diafragma (D) foram prontamente coletadas e analisadas. Os dados (m&#233;dia &#177; epm) foram avaliados de acordo com ANOVA, segundo teste de Tukey (p&gt;0,05). </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold> Os ratos do grupo tratado apresentaram altera&#231;&#245;es nos seguintes par&#226;metros card&#237;acos: intervalo QRS, intervalo QTc e frequ&#234;ncia card&#237;aca, caracterizados por um aumento desses, tendo o &#225;pice no intervalo da semana de pr&#233;-tratamento para a primeira semana. As reservas de glicog&#234;nio no VE apresentaram aumento de 127%. Em rela&#231;&#227;o &#224; quantidade de prote&#237;nas totais, a diferen&#231;a significativa foi constatada no S, GV e D. Quanto ao perfil bioqu&#237;mico e ao hemat&#243;crito, foi observado um aumento na porcentagem de eritr&#243;citos. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> O estudo mostra que importantes altera&#231;&#245;es card&#237;acas s&#227;o deflagradas precocemente, sugerindo uma hierarquia na sequ&#234;ncia de modifica&#231;&#245;es que comprometem a homeostasia do organismo.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Decanoatos/efeitos adversos, nandrolona/efeitos adversos, esteroides/contra-indica&#231;&#245;es, padr&#227;o de eletrocardiograma, ratos.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Atletas de alta performance procuram maximizar os resultados a todo custo e, para isso, muitas vezes associam ao treinamento f&#237;sico a utiliza&#231;&#227;o de subst&#226;ncias ilegais no mundo esportivo, como os esteroides anab&#243;licos androg&#234;nicos (EAA). Essas subst&#226;ncias s&#227;o compostos naturais ou sint&#233;ticos, formados a partir da testosterona e seus derivados, sendo divididos em dois grupos, a saber: os derivados esterificados e os derivados alcalinizados. Os primeiros s&#227;o representados pelo propionato de testosterona, enantato de testosterona e cipionato de testosterona e s&#227;o utilizados preferencialmente pela via intramuscular, permanecendo ativos por dias e semanas. O segundo grupo, por&#233;m, &#233; utilizado por via oral<sup>1</sup>.</p>
    <p>Recentes estudos direcionados &#224; avalia&#231;&#227;o do comportamento farmacol&#243;gico desses agentes indicam uma prescri&#231;&#227;o voltada a processos catab&#243;licos manifestados em doen&#231;as e situa&#231;&#245;es espec&#237;ficas como infec&#231;&#245;es cr&#244;nicas, cirurgias extensas, defici&#234;ncia hormonal de testosterona, desnutri&#231;&#227;o, anemia apl&#225;stica, impot&#234;ncia sexual (por insufici&#234;ncia testicular), puberdade masculina retardada, eunequismo (castra&#231;&#227;o), climat&#233;rio, em pessoas portadoras de SIDA (diminui&#231;&#227;o da degrada&#231;&#227;o do m&#250;sculo e manuten&#231;&#227;o da massa muscular), tratamento de angioedema heredit&#225;rio, hipogonadismo e diminui&#231;&#227;o de dihidroepiandrosterona e DHEAS que comumente acomete os idosos, tratamento de pacientes para ganho de peso, ap&#243;s trauma grave ou infec&#231;&#227;o cont&#237;nua, al&#233;m de, em animais, ativar a regenera&#231;&#227;o de tecidos como o sangu&#237;neo, c&#243;rneo, entre outros<sup>2,3</sup>.</p>
    <p>Na d&#233;cada de 70, houve um crescente interesse e desenvolvimento de estudos cujo eixo norteador estivesse contido na manuten&#231;&#227;o e no restabelecimento da for&#231;a muscular em indiv&#237;duos jovens ou idosos<sup>4</sup>. Sequencialmente, um estudo de Ryan<sup>5</sup> demonstrou que durante a Segunda Guerra Mundial, os EAA foram amplamente utilizados para restaurar o balan&#231;o positivo de nitrog&#234;nio em v&#237;timas desnutridas e submetidas a jejum for&#231;ado.</p>
    <p>Desenvolvido pelo laborat&#243;rio Organon e introduzido no mercado em 1962, o decanoato de nandrolona ou Deca-Durabolin<sup>&#174;</sup>, cuja subst&#226;ncia ativa &#233; a nandrolona, &#233; um dos EAA mais utilizados no mundo<sup>6</sup>. Encontra-se dispon&#237;vel comercialmente como uma prepara&#231;&#227;o anab&#243;lica injet&#225;vel com a&#231;&#227;o prolongada de at&#233; tr&#234;s semanas, ap&#243;s administra&#231;&#227;o intramuscular em humanos<sup>7</sup>. Comparativamente &#224; testosterona, a nandrolona apresenta maior a&#231;&#227;o anab&#243;lica e menor atividade androg&#234;nica<sup>8</sup>.</p>
    <p>Todos os esteroides ditos anab&#243;licos s&#227;o compostos derivados da testosterona, os quais, atuando sobre os receptores androg&#234;nicos, modulam de forma indissoci&#225;vel tanto os efeitos androg&#234;nicos como os anab&#243;licos. Tais subst&#226;ncias variam com rela&#231;&#227;o &#224; atividade anab&#243;lica androg&#234;nica, existindo uma hierarquia quanto &#224; sua rela&#231;&#227;o. Assim, a metandrostenolona &#233; 2-5 vezes mais potente que a testosterona, e a oximetolona, oxandrolona, nandrolona e estanozol apresentam rela&#231;&#245;es 9, 10, 10, 30 vezes maior, respectivamente. Por sua vez, nenhum f&#225;rmaco atualmente dispon&#237;vel &#233; capaz de desencadear somente efeitos anab&#243;licos<sup>9</sup>.</p>
    <p>Os EAA v&#234;m despertando a aten&#231;&#227;o de pesquisadores na &#225;rea da sa&#250;de, devido &#224; utiliza&#231;&#227;o desse f&#225;rmaco sem prescri&#231;&#227;o m&#233;dica e em altas doses por atletas, com o objetivo de aumentar a massa muscular, para fins est&#233;ticos ou melhorar o desempenho f&#237;sico<sup>10</sup>. Essa utiliza&#231;&#227;o apresenta v&#225;rios efeitos colaterais, tais como atrofia do tecido testicular, tumores hep&#225;ticos e prost&#225;ticos<sup>11</sup>, altera&#231;&#245;es no metabolismo lip&#237;dico<sup>12</sup>, altera&#231;&#245;es emocionais<sup>13</sup> e o surgimento de sintomas psic&#243;ticos<sup>14</sup>.</p>
    <p>Al&#233;m disso, existem trabalhos que relacionam o abuso dos EAA com altera&#231;&#245;es cardiovasculares, como predisposi&#231;&#227;o a hipercoagulabilidade, aumento da agrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria, diminui&#231;&#227;o da fibrin&#243;lise<sup>15</sup>, aumento da espessura do septo interventricular, mas com preserva&#231;&#227;o das fun&#231;&#245;es sist&#243;licas e diast&#243;licas normais<sup>16</sup>, trombose ventricular, embolismo sist&#234;mico<sup>17</sup>, cardiomiopatia dilatada, infarto agudo do mioc&#225;rdio por oclus&#227;o da art&#233;ria descendente anterior e morte s&#250;bita por hipertrofia ventricular esquerda<sup>18</sup>.</p>
    <p>H&#225; algum tempo, o metabolismo energ&#233;tico, em especial no que se refere ao conte&#250;do muscular de glicog&#234;nio, tem sido o eixo norteador da investiga&#231;&#227;o de in&#250;meros cientistas, sendo consenso que o tempo de sustenta&#231;&#227;o de determinado exerc&#237;cio est&#225; relacionado com a quantidade de glicog&#234;nio muscular dispon&#237;vel.</p>
    <p>Dessa forma, altos conte&#250;dos referem-se &#224; melhora na performance, e baixas reservas t&#234;m rela&#231;&#227;o direta com a exaust&#227;o<sup>19</sup>. Com o prolongamento do exerc&#237;cio, as reservas musculares de glicog&#234;nio diminuem progressivamente, e parte da energia despendida no esfor&#231;o passa a ser fornecida pelos triglicer&#237;deos, por glicose e por &#225;cidos graxos livres (AGL) circulantes no plasma<sup>20,21</sup>.</p>
    <p>O presente estudo foi pautado na avalia&#231;&#227;o dos efeitos da nandrolona na dose de 5 mg/kg/semana, que equivale &#224; dose indicada na literatura e &#233; considerada abusiva, sendo geralmente administrada a atletas no in&#237;cio da pr&#225;tica esportiva<sup>6</sup>. Dentro da proposta em tela, a avalia&#231;&#227;o foi direcionada ao perfil eletrocardiogr&#225;fico, conte&#250;do glicog&#234;nico e de prote&#237;nas totais dos m&#250;sculos card&#237;acos e esquel&#233;ticos, bem como as concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas de albumina.</p>
    <p>
      <bold>Material e m&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foram utilizados ratos Wistar com tr&#234;s meses de idade, adquiridos na empresa ANILAB<sup>&#174;</sup>. Os animais foram alojados em gaiolas coletivas com, no m&#225;ximo, quatro animais, foram mantidos em sala climatizada (23 &#177; 2&#186;C) com ciclo claro/escuro de 12/12h e receberam &#225;gua e ra&#231;&#227;o &#224; vontade. Todos os procedimentos utilizados nesse experimento seguiram as normas do Col&#233;gio Brasileiro de Experimenta&#231;&#227;o Animal (COBEA) e dos <italic>Guidelines of the Department Comparative Medicine at the University of Toronto</italic><sup>22</sup>. Os animais foram aleatoriamente divididos em dois grupos experimentais, denominados Controle (n=10) e Tratado com Decanoato de Nandrolona (n=13) (Deca-Durabolin<sup>&#174;</sup>; 5 mg/kg) com n=23. Os ratos foram anestesiados com Pentobarbital s&#243;dico (50 mg/kg, ip) e foram submetidos &#224; avalia&#231;&#227;o da atividade el&#233;trica card&#237;aca (ECG) na semana de pr&#233;-tratamento e nas tr&#234;s subsequentes, com o aparelho ECG 98 - HEART WARE<sup>&#174;</sup>. O grupo tratado recebeu inje&#231;&#245;es subcut&#226;neas de decanoato de nandrolona duas vezes por semana, durante tr&#234;s semanas, entre 10h e 10h30minh, j&#225; o grupo controle recebeu, nos mesmos dias e hor&#225;rios, inje&#231;&#245;es de PBS (<italic>phosphate buffer sollution</italic>). Ap&#243;s o per&#237;odo experimental, amostras dos m&#250;sculos card&#237;aco (ventr&#237;culo esquerdo - VE), s&#243;leo (S), gastrocn&#234;mio branco (GB), gastrocn&#234;mio vermelho (GV), peitoral (P), intercostal (IC) e diafragma (D) foram prontamente coletadas e submetidas &#224; avalia&#231;&#227;o do conte&#250;do de glicog&#234;nio, segundo a proposta de Siu e cols.<sup>23</sup>, sendo os valores expressos em mg/100 mg de peso &#250;mido. Al&#237;quotas dos m&#250;sculos tamb&#233;m foram utilizadas para a avalia&#231;&#227;o da quantidade de prote&#237;nas totais (g/dl), bem como amostras do sangue foram direcionadas &#224; avalia&#231;&#227;o da glicemia e &#224; concentra&#231;&#227;o de &#225;cidos graxos livres<sup>24</sup>. Os dados (m&#233;dia &#177; epm) foram avaliados de acordo com ANOVA, seguido pelo teste de Tukey (p &gt; 0,05).</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Inicialmente, direcionamos a avalia&#231;&#227;o para o comportamento dos seguintes par&#226;metros eletrocardiogr&#225;ficos: dura&#231;&#227;o do QRS, intervalo QT, QTc e a frequ&#234;ncia card&#237;aca de repouso (FC).</p>
    <p>Ao avaliar o comportamento el&#233;trico da musculatura card&#237;aca de ratos tratados com o esteroide nandrolona, verificou-se que o intervalo QRS apresentou aumento no intervalo da semana de pr&#233;-tratamento para a segunda semana, como pode ser observado na <xref ref-type="table" rid="aop14010t01">Tabela 1</xref>. Com rela&#231;&#227;o ao intervalo QT, foi observado homogeneidade no comportamento desse intervalo, como demonstrado na mesma tabela. Por outro lado, o intervalo QTc alcan&#231;ou a acrofase na primeira semana de tratamento, atingindo valores 19% maiores, e a partir dessa houve redu&#231;&#227;o de 10% e 17%, respectivamente. Na an&#225;lise da frequ&#234;ncia card&#237;aca, foi verificado um aumento significativo de, aproximadamente, 10% na interface da semana de pr&#233;-tratamento para a primeira semana (p&gt;0,05), havendo, a partir da&#237;, um pequeno decr&#233;scimo de 2%, que foi mantido na &#250;ltima semana (<xref ref-type="table" rid="aop14010t01">Tabela 1</xref>).</p>
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        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0720-00144-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Na sequ&#234;ncia, foram avaliadas as reservas musculares de glicog&#234;nio, e foi verificado que o grupo controle apresentou um padr&#227;o de reservas glicog&#234;nicas similares &#224;s observadas na literatura, acompanhando recentes publica&#231;&#245;es<sup>25-27</sup>. Com rela&#231;&#227;o ao grupo tratado com nandrolona, como pode ser observado na <xref ref-type="fig" rid="aop14010f01">Figura 1</xref>, em face do tratamento, somente as reservas glicog&#234;nicas da c&#226;mara ventricular apresentaram modifica&#231;&#245;es, exibindo reserva 127% maior que o grupo controle. Quanto aos demais m&#250;sculos, n&#227;o houve diferen&#231;a estat&#237;stica. Por sua vez, a avalia&#231;&#227;o do conte&#250;do de prote&#237;nas totais demonstrou aumento significativo nos m&#250;sculos s&#243;leo, gastrocn&#234;mio por&#231;&#227;o vermelha e diafragma. Por&#233;m, nos m&#250;sculos gastrocn&#234;mio por&#231;&#227;o branca, peitoral e intercostal, n&#227;o houve diferen&#231;a significativa (<xref ref-type="fig" rid="aop14010f02">Figura 2</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop14010f01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0720-00144-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="aop14010f02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0720-00144-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Por fim, foram avaliados o perfil bioqu&#237;mico plasm&#225;tico e o hemat&#243;crito. Com rela&#231;&#227;o a altera&#231;&#245;es de cunho metab&#243;lico, n&#227;o foi observada diferen&#231;a nos valores glic&#234;micos e na concentra&#231;&#227;o plasm&#225;tica de &#225;cidos graxos livres. No mesmo sentido, tamb&#233;m n&#227;o foi observada diferen&#231;a no peso corporal ou nas seguintes estruturas: cora&#231;&#227;o, gordura epididimal ou pr&#243;stata. No entanto, ao avaliar-se o hemat&#243;crito, foi verificado que o grupo tratado apresentou uma porcentagem de eritr&#243;citos 18% maiores do que o grupo controle. Por&#233;m, cabe salientar que outros par&#226;metros avaliados n&#227;o foram estatisticamente significativos (<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>).</p>
    <table-wrap id="t2">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0720-00144-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A indica&#231;&#227;o terap&#234;utica cl&#225;ssica dos EAA visa suprir defici&#234;ncias androg&#234;nicas ou estados patol&#243;gicos que possam gerar defici&#234;ncia no metabolismo proteico<sup>10</sup>. &#201; sabido que, dentro e fora do meio esportivo, h&#225; uma ampla utiliza&#231;&#227;o do esteroide nandrolona aplicado em altas doses na busca de se obter mudan&#231;as est&#233;ticas e melhora da performance. Por&#233;m, concomitantemente a essa pr&#225;tica, a literatura mostra uma crescente taxa de mortalidade entre usu&#225;rios dessa subst&#226;ncia<sup>28</sup>. A avalia&#231;&#227;o eletrocardiogr&#225;fica revelou mudan&#231;as no padr&#227;o el&#233;trico no m&#250;sculo card&#237;aco representado pela eleva&#231;&#227;o no tempo de propaga&#231;&#227;o do sinal na c&#226;mara ventricular, uma vez que o QRS ficou mais longo. Esse fato foi acompanhado por um evento similar observado no intervalo QTc, o qual tamb&#233;m se apresentou elevado e indicou retardo nos processos inerentes &#224; repolariza&#231;&#227;o das c&#226;maras ventriculares.</p>
    <p>Um ponto a se considerar &#233; que a presen&#231;a de receptores estrog&#234;nicos j&#225; foi demonstrada em uma multiplicidade de tecidos, inclusive no sistema cardiovascular<sup>29</sup>. Em especial, no que tange ao tecido muscular, os receptores expressos s&#227;o do tipo ERa, cuja express&#227;o j&#225; foi caracterizada em camundongos, ratos, bovinos e humanos, e cuja a&#231;&#227;o est&#225; ligada &#224; regula&#231;&#227;o do metabolismo energ&#233;tico celular em que pode atuar tanto pela via n&#227;o gen&#244;mica, citos&#243;lica, quanto pela via gen&#244;mica<sup>30</sup>. Uma vez que esses receptores exercem a&#231;&#227;o sob o metabolismo, &#233; sugestivo que a a&#231;&#227;o da nandrolona seja multifatorial e representada pela capacidade de modificar a express&#227;o de receptores androg&#234;nicos, a afinidade e a atividade das vias p&#243;s-receptor. Al&#233;m disso, h&#225; uma rela&#231;&#227;o direta entre mudan&#231;as na sensibilidade adren&#233;rgica do n&#243;dulo sino atrial e a presen&#231;a de esteroides, podendo indicar que, na presen&#231;a de dose suprafisiol&#243;gica da nandrolona, haja modifica&#231;&#245;es na sensibilidade do cora&#231;&#227;o, as quais podem ser expressas pela eleva&#231;&#227;o na popula&#231;&#227;o de receptores &#946; adren&#233;rgicos, super-sensibilizando o marca-passo card&#237;aco, como sugerido por Norton e cols.<sup>31</sup>. &#201; importante salientar que a frequ&#234;ncia card&#237;aca tamb&#233;m elevou-se, indicando mudan&#231;a na interface sensibilidade/atividade do n&#243;dulo sino atrial.</p>
    <p>Considerando que a nandrolona pode elevar padr&#245;es metab&#243;licos, outra hip&#243;tese em tela est&#225; direcionada a uma a&#231;&#227;o cardiotr&#243;pica de fundo bioqu&#237;mico, uma vez que a nandrolona pode promover ativa&#231;&#227;o das enzimas glicose-6-fosfato, 6-fosfogluconato desidrogenase e isocitrato desidrogenase presentes no m&#250;sculo card&#237;aco<sup>32</sup>. Essa mudan&#231;a no padr&#227;o bioqu&#237;mico das fibras card&#237;acas promove, inicialmente, um aumento na gera&#231;&#227;o de NADPH e, consequentemente, a modifica&#231;&#227;o no tempo de condu&#231;&#227;o do sinal el&#233;trico, induzindo sobrecarga na fun&#231;&#227;o card&#237;aca e elevando o tempo de s&#237;stole da c&#226;mara ventricular.</p>
    <p>Ao avaliarmos o conte&#250;do glicog&#234;nico da musculatura card&#237;aca, observamos que, na presen&#231;a da nandrolona, houve eleva&#231;&#227;o nas reservas. Esse aumento no conte&#250;do de glicog&#234;nio pode refletir a a&#231;&#227;o do esteroide, que tem habilidade de alterar a responsividade tecidual a outros horm&#244;nios, como, por exemplo, o IGF, que &#233; o fator similar &#224; insulina, expressando uma a&#231;&#227;o potente sobre a via glicog&#234;nica, favorecendo, com isso, a forma&#231;&#227;o dessa reserva de substratos metaboliz&#225;veis. Assim, sugerimos que, paralelamente ao aumento da exig&#234;ncia funcional e da atividade metab&#243;lica do m&#250;sculo card&#237;aco, ocorrem mudan&#231;as nas rela&#231;&#245;es funcionais que podem ser caracterizadas pelo aumento na capta&#231;&#227;o e metaboliza&#231;&#227;o de substratos, com consequente eleva&#231;&#227;o no gasto energ&#233;tico, como sugeriu Falkenberg e cols.<sup>15</sup>. Ou seja, a nandrolona atua no m&#250;sculo card&#237;aco e promove eleva&#231;&#227;o da frequ&#234;ncia card&#237;aca e da taxa metab&#243;lica, mas, em contrapartida, tem potencial de ampliar as reservas energ&#233;ticas, fazendo com que o cora&#231;&#227;o apresente maior aporte de substratos metaboliz&#225;veis e implantando um <italic>status</italic> metab&#243;lico que sustenta a maior exig&#234;ncia. Nesse sentido, um sinal que sugere eleva&#231;&#227;o nas exig&#234;ncias energ&#233;ticas pode ser a eleva&#231;&#227;o no hemat&#243;crito, indicando que faz parte de uma responsividade precocemente ativada.</p>
    <p>H&#225; de se considerar que a a&#231;&#227;o anab&#243;lica, que &#233; expressa por eleva&#231;&#227;o no peso de alguns &#243;rg&#227;os e inerente &#224; nandrolona, n&#227;o foi verificada e possivelmente se deva ao per&#237;odo de observa&#231;&#227;o experimental, uma vez que se trata de a&#231;&#245;es ligadas a c&#243;digos nucleares expressos em longo prazo. Esse fato sugere que os efeitos inerentes &#224; a&#231;&#227;o dos esteroides possam ter uma rela&#231;&#227;o temporal.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O estudo mostra que importantes altera&#231;&#245;es card&#237;acas s&#227;o deflagradas precocemente, sugerindo uma hierarquia na sequ&#234;ncia de modifica&#231;&#245;es que comprometem a homeostasia do organismo. Assim, recomendamos que novos trabalhos devam ser realizados para esclarecer a rela&#231;&#227;o entre a nandrolona e a g&#234;nese dessas altera&#231;&#245;es que apontam para sobrecarga da musculatura card&#237;aca, podendo acarretar arritmias e morte s&#250;bita.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Adriano Cesar Rocco Pardi pela Universidade Metodista de Piracicaba.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Adriano Cesar Rocco Pardi </p>
        <p> Rua Haldumont Campos Ferraz, 118 - Castelinho </p>
        <p> 13403-052 - Piracicaba, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="adoparde@terra.com.br">adoparde@terra.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 01/12/08; revisado recebido em 05/09/09; aceito em 09/10/09.</p>
  </body>
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        <mixed-citation>32. Tylicki A,    Kawalko A, Sokolska J, Strumilo S. Effect of anabolic steroid nandrolone deaconate    on enzymes in the heart, liver and muscle of rats and rat's electrophysiology.    Horm Metab Res. 2007; 39 (4): 268-72.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Effect of anabolic steroid nandrolone deaconate on enzymes in the heart, liver and muscle of rats and rat's electrophysiology</article-title>
          <source>Horm Metab Res</source>
          <date>
            <year>2007</year>
          </date>
          <fpage>268</fpage>
          <lpage>72</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>39</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Tylicki</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Kawalko</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Sokolska</surname>
              <given-names>J</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Strumilo</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Electrocardiographic profile and muscle glycogen content of rats treated with nandrolone</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: We considered both the indiscriminate use of steroids by top athletes and by physically active individuals. OBJECTIVE: To evaluate the effects of nandrolone decanoate on the electrocardiographic profile, glycogen content and total-protein profile of skeletal and cardiac muscles, as well as the plasma albumin concentrations. METHODS: The drug was administered subcutaneously, at a concentration of 5 mg/kg, twice a week for three weeks, to animals in the treated group. Once a week, the rats were anesthetized with sodium pentobarbital (50 mg/kg, ip) and they underwent an electrocardiogram (ECG). After the trial period, samples of the cardiac muscle (left ventricle - LV), soleus muscle (S), white gastrocnemius muscle (WG), red gastrocnemius muscle (RG), pectoral muscle (P), intercostal muscle (IC) and diaphragm muscle (D) were promptly collected and analyzed. An analysis of variance (ANOVA) and then a Tukey test (p&gt;0.05) were carried out to assess the data (mean &#177; sem). RESULTS: There were changes in the following parameters of rats in the treated group: QRS interval, QTc interval and heart rate, characterized by an increase in these parameters, with the peak being reached in the period between the pre-treatment week and the first week. There was an increase of 127% in glycogen reserves in the LV. In relation to the total-protein amount, the significant difference was found in S, RG and D. As for the hematocrit and biochemical profile, it was possible to notice an increase in the percentage of erythrocytes. CONCLUSION: The study shows that major cardiac changes are triggered at an early stage, which indicates a hierarchy in the sequence of changes that compromise the homeostasis of the body.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Decanoates</kwd>
        <kwd>nandrolone</kwd>
        <kwd>steroids</kwd>
        <kwd>electrocardiogram pattern</kwd>
        <kwd>rats</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Electrocardiographic profile and muscle glycogen content of rats treated with nandrolone</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Carlos Alberto da Silva; Adriano Cesar Rocco Pardi; Talita Moral Gon&#231;alves; Sergio Henrique Borin</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP, Piracicaba, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> We considered both the indiscriminate use of steroids by top athletes and by physically active individuals.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold> To evaluate the effects of nandrolone decanoate on the electrocardiographic profile, glycogen content and total-protein profile of skeletal and cardiac muscles, as well as the plasma albumin concentrations.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold> The drug was administered subcutaneously, at a concentration of 5 mg/kg, twice a week for three weeks, to animals in the treated group. Once a week, the rats were anesthetized with sodium pentobarbital (50 mg/kg, ip) and they underwent an electrocardiogram (ECG). After the trial period, samples of the cardiac muscle (left ventricle - LV), soleus muscle (S), white gastrocnemius muscle (WG), red gastrocnemius muscle (RG), pectoral muscle (P), intercostal muscle (IC) and diaphragm muscle (D) were promptly collected and analyzed. An analysis of variance (ANOVA) and then a Tukey test (p&gt;0.05) were carried out to assess the data (mean &#177; sem).</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> There were changes in the following parameters of rats in the treated group: QRS interval, QTc interval and heart rate, characterized by an increase in these parameters, with the peak being reached in the period between the pre-treatment week and the first week. There was an increase of 127% in glycogen reserves in the LV. In relation to the total-protein amount, the significant difference was found in S, RG and D. As for the hematocrit and biochemical profile, it was possible to notice an increase in the percentage of erythrocytes.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> The study shows that major cardiac changes are triggered at an early stage, which indicates a hierarchy in the sequence of changes that compromise the homeostasis of the body.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Decanoates/adverse effects; nandrolone/adverse effects; steroids/contraindications; electrocardiogram pattern; rats.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>High-performance athletes try to maximize the results at any cost and, to do that, they often associate physical training with the use of substances that are illegal in the sporting world, such as androgenic anabolic steroids (AAS). Such substances are natural or synthetic compounds, made up of testosterone and its derivatives, and they are divided into two groups, namely: esterified derivatives and alkaline derivatives. The first ones are represented by testosterone propionate, testosterone enanthate and testosterone cypionate. They are administered preferably via intramuscular route and remain active for days and weeks. The second group, however, is administered orally<sup>1</sup>.</p>
      <p>Recent studies aimed at evaluating the pharmacological behavior of these agents indicate a prescription targeted at catabolic processes manifested in specific situations and diseases, such as chronic infections, extensive surgery, testosterone deficiency, malnutrition, aplastic anemia, male impotence (caused by testicular failure), delayed male puberty, eunuchism (castration), menopause, in people with AIDS (decreased degradation of muscle and maintenance of muscle mass), treatment of hereditary angioedema, hypogonadism and decreased dehydroepiandrosterone and DHEAS, which typically affects the elderly, treatment of patients for weight gain, after serious trauma or continuous infection, besides enabling, in animals, the regeneration of tissues such as blood, cornea, among others<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>In the 70s, an increasing number of people became interested in the topic and studies were carried out with the purpose of maintaining and reestablishing the muscular strength of young or elderly people<sup>4</sup>. After that, a study carried out by Ryan<sup>5</sup> demonstrated that during World War Two, AAS were widely used to restore the positive nitrogen balance in malnourished victims that had been subjected to forced fasting.</p>
      <p>Developed by laboratory Organon and introduced in the market in 1962, nandrolone decanoate or Deca-Durabolin<sup>TM</sup>, whose active ingredient is nandrolone, is one of the AAS most widely used in the world<sup>6</sup>. It is available commercially as an injectable anabolic preparation and its action lasts for up to three weeks, after intramuscular administration in humans<sup>7</sup>. Compared to testosterone, nandrolone shows more anabolic action and less androgenic activity<sup>8</sup>.</p>
      <p>All steroids that are considered anabolic are compounds that derive from testosterone. When these anabolic steroids work on androgen receptors, they modulate, in an inseparable way, both the anabolic effects and the androgenic effects. These substances vary in relation to the androgenic anabolic activity and there is a hierarchy with respect to their ratios. Thus, methandrostenolone is 2-5 times more potent than testosterone, and the ratios of oxymetholone, oxandrolone, nandrolone and stanozolol are 9, 10, 10, 30 times higher, respectively. On the other hand, no drug currently available is able to trigger only anabolic effects<sup>9</sup>.</p>
      <p>AAS have attracted the attention of health researchers because athletes have been using this drug without prescription and at high doses, with the purpose of increasing muscle mass, for aesthetic purposes or to improve physical performance<sup>10</sup>. This use has several side effects, such as atrophy of testicular tissue, prostate tumors<sup>11</sup>, changes in lipid metabolism<sup>12</sup> emotional changes<sup>13</sup> and the development of psychotic symptoms<sup>14</sup>.</p>
      <p>In addition, there are studies that associate the abuse of AAS with cardiovascular changes, such as a predisposition to hypercoagulability, increased platelet aggregation, decreased fibrinolysis<sup>15</sup>, increase in interventricular septum thickness, but with preservation of normal systolic and diastolic functions<sup>16</sup>, ventricular thrombosis, systemic embolism<sup>17</sup>, dilated cardiomyopathy, acute myocardial infarction caused by blockage of the left anterior descending artery and sudden death caused by left ventricular hypertrophy<sup>18</sup>.</p>
      <p>For some time, energy metabolism, mainly in relation to the muscle glycogen content, has formed the basis for the research of many scientists. All of such scientists agree that the endurance time for a given exercise is related to the amount of muscle glycogen available.</p>
      <p>Thus, high contents refer to improvement in performance, and low reserves are directly related to exhaustion<sup>19</sup>. As the exercise progresses, the muscle glycogen reserves decrease progressively, and part of the energy spent in the effort starts to be provided by triglycerides, by glucose and free fatty acids (FFA) circulating in plasma<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>This study was based on the assessment of the effects of nandrolone at a dose of 5 mg/kg/week, which is equivalent to the dose mentioned in the literature. This dose is regarded as excessive and it is usually administered to athletes at the beginning of sports practice<sup>6</sup>. In the proposal presented herein, the evaluation was directed at the electrocardiographic profile, glycogen content total-protein content of skeletal muscles and heart muscles, as well as plasma albumin concentrations.</p>
      <p>
        <bold>Material and methods</bold>
      </p>
      <p>Three-month-old Wistar rats, purchased from company ANILAB<sup>TM</sup>, were used. The animals were housed in collective cages with no more than four animals per cage. The cages were kept in a temperature-controlled room (23 &#177; 2&#176;C) with 12/12h light/dark cycle and received water and feed ad libitum. All procedures adopted in this experiment were in line with the standards of COBEA (Brazilian College of Animal Experimentation) and the Guidelines of the Department of Comparative Medicine at the University of Toronto<sup>22</sup>. The animals were randomly divided into two experimental groups, which were named "Control" (n = 10) and "Treated with Nandrolone Decanoate" (n = 13) (Deca-Durabolin<sup>TM</sup>; 5 mg/kg) with n=23. The rats were anesthetized with sodium pentobarbital (50 mg/kg, ip) and their cardiac electrical activity (ECG) was evaluated in the week before the treatment and in the three subsequent weeks, with the device ECG 98 - HEART WARE<sup>TM</sup>. Subcutaneous injections of nandrolone decanoate were administered to the treated group twice a week for three weeks, between 10 a.m. and 10:30 a.m., and injections of PBS (phosphate buffer solution) were administered to the control group on the same days and at the same time. After the trial period, samples of the cardiac muscle (left ventricle - LV), soleus muscle (S), white gastrocnemius muscle (WG), red gastrocnemius muscle (RG), pectoral muscle (P), intercostal muscle (IC) and diaphragm muscle (D) were promptly collected and the glycogen content was evaluated, as proposed by Siu et al<sup>23</sup>, with the values being expressed in mg/100 mg of wet weight. The muscle samples were also used to evaluate the amount of total proteins (g/dl), and blood samples were used for evaluating the glycemia and concentration of free fatty acids<sup>24</sup>. An analysis of variance (ANOVA) and a Tukey test (p&gt;0.05) were carried out to evaluate the data (mean &#177; sem).</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Initially, we direct the evaluation to the behavior of the following electrocardiographic parameters: QRS duration, QT interval, QTc and resting heart rate (HRest).</p>
      <p>When we evaluated the electrical behavior of cardiac muscles of rats treated with nandrolone, we saw that there was an increase in the QRS interval between the week before the treatment and the second week of treatment, as shown in <xref ref-type="table" rid="en_aop14010t01-body2">Table 1</xref>. With respect to the QT interval, there was homogeneousness in the behavior of such interval, as shown in the same table. On the other hand, the QTc interval reached the acrophase in the first week of treatment, getting to values that were 19% higher, and then where was a reduction of 10% and 17% respectively. In the analysis of the heart rate, it was possible to note a significant increase of approximately 10% in the period between the pre-treatment week and the first week of treatment (p &gt; 0.05). After that, there was a small decrease of 2%, which continued in last week (<xref ref-type="table" rid="en_aop14010t01-body2">Table 1</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop14010t01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0720-00144-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Then, we evaluated the muscle glycogen reserves, and it was possible to see that the control group had a pattern of glycogen reserves that was similar to that mentioned in recent publications of the literature<sup>25-27</sup>. With respect to the group treated with nandrolone, as one may see in <xref ref-type="fig" rid="en_aop14010f01-body2">Figure 1</xref>, with the treatment, there changes only in the glycogen reserves of the ventricular chamber, with a reserve that was 127% greater than the control group's reserve. As for the other muscles, there was no statistical difference. In the evaluation of total-protein content, there was a significant increase in the soleus muscle, red gastrocnemius muscle and diaphragm muscle. However, in the white gastrocnemius muscle, pectoral muscle and intercostal muscle, no significant difference was found (<xref ref-type="fig" rid="en_aop14010f02-body2">Figure 2</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop14010f01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0720-00144-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_aop14010f02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0720-00144-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Finally, we assessed the plasma biochemical profile and hematocrit profile. With respect to changes in the metabolism, there was no difference in blood glucose levels and in the plasma concentration of free fatty acids. Similarly, there was difference neither in body weight nor in the following structures: heart, prostate or epididymal fat. However, in the hemacrocrit evaluation, it was possible to see that the percentage of erythrocytes in the treated group was 18% higher than in the control group. However, it is important to highlight that the other parameters evaluated were not statistically significant (<xref ref-type="table" rid="t2-body2">Table 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="t2-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0720-00144-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The classic therapeutic indication of AAS is intended to address androgenic deficiencies or pathological conditions that may cause deficiency in the protein metabolism<sup>10</sup>. It is known that, in and out of sports, nandrolone is widely used. This steroid is administered at high doses with the purpose of making aesthetic changes and improving performance. However, together with this practice, the literature shows an increasing rate of mortality among users of this substance<sup>28</sup>. The electrocardiographic evaluation revealed changes in the electrical pattern of the cardiac muscle represented by an increase in the time to propagate the signal in the ventricular chamber, as the QRS became longer. This fact was accompanied by a similar event that was observed in the QTc interval, which was also high and indicated a delay in the processes that are inherent in the re-polarization of ventricular chambers.</p>
      <p>A point to consider is that the presence of estrogen receptors has been demonstrated in a variety of tissues, including in the cardiovascular system<sup>29</sup>. In particular, in relation to muscle tissue, the expressed receptors are of the ERa type. This expression has already been characterized in mice, rats, cattle and humans, and its action is linked to the regulation of cellular energy metabolism that can act both through the nongenomic, cytosolic pathway and through the genomic pathway<sup>30</sup>. As these receptors act on metabolism, the fact that the action of the nandrolone is multifactorial and represented by the capacity to modify the expression of androgen receptors, the affinity and activity of post-receptor pathways. Moreover, there is a direct relationship between changes in adrenergic sensitivity of the sinoatrial node and the presence of steroids. This may indicate that in the presence of a supraphysiological dose of nandrolone, there may be changes in the sensitivity of the heart, which can be expressed by the increase in the population of adrenergic &#946; receptors, thereby causing super-sensitiveness in the cardiac pacemaker, as suggested by Norton et al<sup>31</sup>. It is important to note that heart rate also rose, indicating a change in the sensitivity/activity interface of the sinoatrial node.</p>
      <p>If we consider that nandrolone may increase metabolic patterns, another option here is directed at a cardiotropic action with a biochemical base, because the nandrolone can stimulate the activation of the glucose-6-phosphate, 6-phosphogluconate dehydrogenase and isocitrate dehydrogenase enzymes that are present in the cardiac muscle<sup>32</sup>. At first, this change in the biochemical pattern of cardiac fibers causes an increase in the generation of NADPH and consequently, a change in the time to convey the electrical signal, thereby overloading the cardiac function and increasing the systole time of the ventricular chamber.</p>
      <p>When we evaluated the glycogen content of the cardiac muscles, we observed that in the presence of nandrolone, there was an increase in reserves. This increase in glycogen content may reflect the action of the steroid, which is capable of changing the tissue responsiveness to other hormones, such as the IGF, which is the insulin-like growth factor. This shows some potent action on the glycogenic pathway, thereby favoring the formation of this reserve of metabolizable substrates. Thus, we suggest that, besides the increase in the functional requirement and metabolic activity of the cardiac muscle, changes occur in the functional relationships that can be characterized by an increase in the uptake and metabolism of substrates, with consequent increase in energy use, as suggested Falkenberg et al<sup>15</sup>. In other words, nandrolone acts on the cardiac muscle and stimulates a rise in heart rate and metabolic rate, but in contrast, it may increase energy reserves, causing the heart to have a greater intake of metabolizable substrates and implementing a metabolic status that meets the largest demand. In this sense, a sign that suggests a rise in energy needs may be the rise in hematocrit, indicating that it is part of the responsiveness that is enabled in the early moments.</p>
      <p>One needs to consider that the anabolic action, which is expressed by an increase in weight of some organs and which is inherent in nandrolone, has not been verified and it is possibly due to the experimental observation period, since it deals with actions related to nuclear codes expressed in the long term. This fact suggests that the effects that are inherent in the action of steroids may have a time relationship.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The study shows that major cardiac changes are triggered at an early stage, which indicates a hierarchy in the sequence of changes that compromise the homeostasis of the body. Therefore, we recommend carrying out further studies to clarify the relationship between nandrolone and the genesis of these changes, which indicate overloading of cardiac muscles, which is something that can cause arrhythmia and sudden death.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Adriano Cesar Rocco Pardi, from <italic>Universidade Metodista de Piracicaba</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Art&#237;culos Originales</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Perfil electrocardiogr&#225;fico y contenido glicog&#233;nico muscular de ratones tratados con nandrolona</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Se consider&#243; el uso indiscriminado de esteroides tanto por atletas de elite como por practicantes de actividades f&#237;sicas. OBJETIVO: Evaluar los efectos del decanoato de nandrolona sobre el perfil electrocardiogr&#225;fico, contenido glicog&#233;nico y de prote&#237;nas totales de los m&#250;sculos card&#237;acos y esquel&#233;ticos, as&#237; como las concentraciones plasm&#225;tica de alb&#250;mina. M&#201;TODOS: Los animales del grupo tratado recibieron la droga en la concentraci&#243;n 5mg/kg por v&#237;a subcut&#225;nea, dos veces por semana, durante tres semanas. Una vez por semana, los ratones fueron anestesiados con Pentobarbital s&#243;dico (50mg/Kg, ip) y sometidos a evaluaci&#243;n por medio de electrocardiograma (ECG). Despu&#233;s del per&#237;odo experimental, muestras de los m&#250;sculos card&#237;aco (ventr&#237;culo izquierdo - VI), s&#243;leo (S), gastrocnemio blanco (GB), gastrocnemio rojo (GV), pectoral (P), intercostal (IC) y diafragma (D) fueron colectadas y analizadas. Los datos (media&#177;epm) fueron evaluados de acuerdo con ANOVA, segundo test de Tukey (p&gt;0,05). RESULTADOS: Los ratones del grupo tratado presentaron alteraciones en los siguientes par&#225;metros card&#237;acos: intervalo QRS, intervalo QTc y frecuencia card&#237;aca, caracterizados por un aumento de estos, teniendo el &#225;pice en el intervalo de la semana de pretratamiento a la primera semana. Las reservas de glic&#243;geno en el VI presentaron aumento de 127%. En relaci&#243;n a la cantidad de prote&#237;nas totales, una diferencia significativa fue constatada en el S, GV y D. En cuanto al perfil bioqu&#237;mico y al hematocrito, fue observado un aumento en el porcentaje de eritrocitos. CONCLUSI&#211;N: El estudio muestra que importantes alteraciones card&#237;acas son provocadas precozmente, sugiriendo una jerarqu&#237;a en la secuencia de modificaciones que comprometen la homeostasia del organismo.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Decanoatos</kwd>
        <kwd>Nandrolona</kwd>
        <kwd>esteroides</kwd>
        <kwd>est&#225;ndar de electrocardiograma</kwd>
        <kwd>ratones</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Perfil electrocardiogr&#225;fico y contenido glicog&#233;nico muscular de ratones tratados con nandrolona</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Carlos Alberto da Silva; Adriano Cesar Rocco Pardi; Talita Moral Gon&#231;alves; Sergio Henrique Borin</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP, Piracicaba, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Se consider&#243; el uso indiscriminado de esteroides tanto por atletas de elite como por practicantes de actividades f&#237;sicas.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar los efectos del decanoato de nandrolona sobre el perfil electrocardiogr&#225;fico, contenido glicog&#233;nico y de prote&#237;nas totales de los m&#250;sculos card&#237;acos y esquel&#233;ticos, as&#237; como las concentraciones plasm&#225;tica de alb&#250;mina.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS: </bold> Los animales del grupo tratado recibieron la droga en la concentraci&#243;n 5mg/kg por v&#237;a subcut&#225;nea, dos veces por semana, durante tres semanas. Una vez por semana, los ratones fueron anestesiados con Pentobarbital s&#243;dico (50mg/Kg, ip) y sometidos a evaluaci&#243;n por medio de electrocardiograma (ECG). Despu&#233;s del per&#237;odo experimental, muestras de los m&#250;sculos card&#237;aco (ventr&#237;culo izquierdo - VI), s&#243;leo (S), gastrocnemio blanco (GB), gastrocnemio rojo (GV), pectoral (P), intercostal (IC) y diafragma (D) fueron colectadas y analizadas. Los datos (media&#177;epm) fueron evaluados de acuerdo con ANOVA, segundo test de Tukey (p&gt;0,05).</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Los ratones del grupo tratado presentaron alteraciones en los siguientes par&#225;metros card&#237;acos: intervalo QRS, intervalo QTc y frecuencia card&#237;aca, caracterizados por un aumento de estos, teniendo el &#225;pice en el intervalo de la semana de pretratamiento a la primera semana. Las reservas de glic&#243;geno en el VI presentaron aumento de 127%. En relaci&#243;n a la cantidad de prote&#237;nas totales, una diferencia significativa fue constatada en el S, GV y D. En cuanto al perfil bioqu&#237;mico y al hematocrito, fue observado un aumento en el porcentaje de eritrocitos.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> El estudio muestra que importantes alteraciones card&#237;acas son provocadas precozmente, sugiriendo una jerarqu&#237;a en la secuencia de modificaciones que comprometen la homeostasia del organismo. </p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Decanoatos / efectos adversos, Nandrolona / efectos adversos, esteroides / contraindicaciones, est&#225;ndar de electrocardiograma, ratones.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Atletas de alta performance procuran maximizar los resultados a todo costo y, para eso, muchas veces asocian al entrenamiento f&#237;sico la utilizaci&#243;n de sustancias ilegales en el mundo deportivo, como los esteroides anab&#243;licos androg&#233;nicos (EAA). Estas sustancias son compuestos naturales o sint&#233;ticos, formados a partir de la testosterona y sus derivados, siendo divididos en dos grupos, a saber: los derivados esterificados y los derivados alcalinizados. Los primeros son representados por el propionato de testosterona, enantato de testosterona y cipionato de testosterona y son utilizados preferentemente por v&#237;a intramuscular, permaneciendo activos por d&#237;as y semanas. El segundo grupo, sin embargo, es utilizado por v&#237;a oral<sup>1</sup>.</p>
      <p>Recientes estudios dirigidos a la evaluaci&#243;n del comportamiento farmacol&#243;gico de esos agentes indican una prescripci&#243;n volcada a procesos catab&#243;licos manifestados en enfermedades y situaciones espec&#237;ficas como infecciones cr&#243;nicas, cirug&#237;as extensas, deficiencia hormonal de testosterona, desnutrici&#243;n, anemia apl&#225;sica, impotencia sexual (por insuficiencia testicular), pubertad masculina retardada, eunequismo (castraci&#243;n), climaterio, en personas portadoras de SIDA (disminuci&#243;n de la degradaci&#243;n del m&#250;sculo y manutenci&#243;n de la masa muscular), tratamiento de angioedema hereditario, hipogonadismo y disminuci&#243;n de dihidroepiandrosterona y DHEAS que com&#250;nmente ataca a los a&#241;osos, tratamiento de pacientes para aumento de peso, despu&#233;s de trauma grave o infecci&#243;n continua, adem&#225;s de, en animales, activar la regeneraci&#243;n de tejidos como el sangu&#237;neo, c&#243;rneo, entre otros<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>En la d&#233;cada de 70, hubo un creciente inter&#233;s y desarrollo de estudios cuyo eje orientador estuviese contenido en la manutenci&#243;n y en el restablecimiento de la fuerza muscular en individuos j&#243;venes o a&#241;osos<sup>4</sup>. Secuencialmente, un estudio de Ryan<sup>5</sup> demostr&#243; que durante la Segunda Guerra Mundial, los EAA fueron ampliamente utilizados para restaurar el balance positivo de nitr&#243;geno en v&#237;ctimas desnutridas y sometidas a ayuno forzado.</p>
      <p>Desarrollado por el laboratorio Organon e introducido en el mercado en 1962, el decanoato de nandrolona o Deca-Durabolin<sup>&#174;</sup>, cuja sustancia activa es la nandrolona, es uno de los EAA m&#225;s utilizados en el mundo<sup>6</sup>. Se encuentra disponible comercialmente como una preparaci&#243;n anab&#243;lica inyectable con acci&#243;n prolongada de hasta tres semanas, despu&#233;s de administraci&#243;n intramuscular en humanos<sup>7</sup>. Comparativamente a la testosterona, la nandrolona presenta mayor acci&#243;n anab&#243;lica y menor actividad androg&#233;nica<sup>8</sup>.</p>
      <p>Todos los esteroides llamados anab&#243;licos son compuestos derivados de la testosterona, los cuales, actuando sobre los receptores androg&#233;nicos, modulan de forma indisociable tanto los efectos androg&#233;nicos como los anab&#243;licos. Tales sustancias var&#237;an con relaci&#243;n a la actividad anab&#243;lica androg&#233;nica, existiendo una jerarqu&#237;a en cuanto a su relaci&#243;n. As&#237;, la metandrostenolona es 2-5 veces m&#225;s potente que la testosterona, y la oximetolona, oxandrolona, nandrolona y estanozol presentan relaciones 9, 10, 10, 30 veces mayor, respectivamente. Por su vez, ning&#250;n f&#225;rmaco actualmente disponible es capaz de desencadenar solamente efectos anab&#243;licos<sup>9</sup>.</p>
      <p>Los EAA vienen despertando la atenci&#243;n de investigadores en el &#225;rea de la salud, debido a la utilizaci&#243;n de ese f&#225;rmaco sin prescripci&#243;n m&#233;dica y en altas dosis por atletas, con el objetivo de aumentar la masa muscular, para fines est&#233;ticos o mejorar el desempe&#241;o f&#237;sico<sup>10</sup>. Esa utilizaci&#243;n presenta varios efectos colaterales, tales como atrofia del tejido testicular, tumores hep&#225;ticos y prost&#225;ticos<sup>11</sup>, alteraciones en el metabolismo lip&#237;dico<sup>12</sup>, alteraciones emocionales<sup>13</sup> y el surgimiento de s&#237;ntomas psic&#243;ticos<sup>14</sup>.</p>
      <p>Adem&#225;s de eso, existen trabajos que relacionan el abuso de los EAA con alteraciones cardiovasculares, como predisposici&#243;n a hipercoagulabilidad, aumento de la agregaci&#243;n plaquetaria, disminuci&#243;n de la fibrin&#243;lisis<sup>15</sup>, aumento del espesor del septo interventricular, pero con preservaci&#243;n de las funciones sist&#243;licas y diast&#243;licas normales<sup>16</sup>, trombosis ventricular, embolismo sist&#233;mico<sup>17</sup>, cardiomiopat&#237;a dilatada, infarto agudo de miocardio por oclusi&#243;n de la arteria descendente anterior y muerte s&#250;bita por hipertrofia ventricular izquierda<sup>18</sup>.</p>
      <p>Hace alg&#250;n tiempo, el metabolismo energ&#233;tico, en especial en lo que se refiere al contenido muscular de glic&#243;geno, ha sido el eje orientador de la investigaci&#243;n de inn&#250;meros cient&#237;ficos, siendo consenso que el tiempo de sustentaci&#243;n de determinado ejercicio est&#225; relacionado con la cantidad de glic&#243;geno muscular disponible.</p>
      <p>De esa forma, altos contenidos se refieren a la mejora en la performance, y bajas reservas tienen relaci&#243;n directa con el agotamiento<sup>19</sup>. Con la prolongaci&#243;n del ejercicio, las reservas musculares de glic&#243;geno disminuyen progresivamente, y parte de la energ&#237;a gastada en el esfuerzo pasa a ser provista por los triglic&#233;ridos, por glucosa y por &#225;cidos grasos libres (AGL) circulantes en el plasma<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>El presente estudio fue pautado en la evaluaci&#243;n de los efectos de la nandrolona en la dosis de 5mg/Kg/semana, que equivale a la dosis indicada en la literatura y es considerada abusiva, siendo generalmente administrada a atletas en el comienzo de la pr&#225;ctica deportiva<sup>6</sup>. Dentro de la propuesta, la evaluaci&#243;n fue dirigida al perfil electrocardiogr&#225;fico, contenido glicog&#233;nico y de prote&#237;nas totales de los m&#250;sculos card&#237;acos y esquel&#233;ticos, bien como a las concentraciones plasm&#225;ticas de alb&#250;mina.</p>
      <p>
        <bold>Material y m&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Fueron utilizados ratones Wistar con tres meses de edad, adquiridos en la empresa ANILAB<sup>&#174;</sup>. Los animales fueron alojados en jaulas colectivas con un m&#225;ximo de cuatro animales, fueron mantenidos en sala climatizada (23&#177;2&#186;C) con ciclo claro/oscuro de 12/12h y recibieron agua y raci&#243;n a voluntad. Todos los procedimientos utilizados en el experimento siguieron las normas del Colegio Brasile&#241;o de Experimentaci&#243;n Animal (COBEA) y de los <italic>Guidelines of the Department Comparative Medicine at the University of Toronto</italic><sup>22</sup>. Los animales fueron aleatoriamente divididos en dos grupos experimentales, denominados Control (n=10) y Tratado con Decanoato de Nandrolona (n=13) (Deca-Durabolin<sup>&#174;</sup>; 5mg/Kg) con n=23. Los ratones fueron anestesiados con Pentobarbital s&#243;dico (50mg/Kg, ip) y fueron sometidos a evaluaci&#243;n de la actividad el&#233;ctrica card&#237;aca (ECG) en la semana de pretratamiento y en las tres subsecuentes, con el aparato ECG 98 - HEART WARE<sup>&#174;</sup>. El grupo tratado recibi&#243; inyecciones subcut&#225;neas de decanoato de nandrolona dos veces por semana, durante tres semanas, entre 10h y 10h30min, el grupo control recibi&#243;, en los mismos d&#237;as y horarios, inyecciones de PBS (<italic>phosphate buffer sollution</italic>). Despu&#233;s del per&#237;odo experimental, muestras de los m&#250;sculos card&#237;aco (ventr&#237;culo izquierdo - VI), s&#243;leo (S), gastrocnemio blanco (GB), gastrocnemio rojo (GV), pectoral (P), intercostal (IC) y diafragma (D) fueron colectadas y sometidas a evaluaci&#243;n del contenido de glic&#243;geno, seg&#250;n la propuesta de Siu y cols.<sup>23</sup>, siendo los valores expresados en mg/100mg de peso h&#250;medo. Al&#237;cuotas de los m&#250;sculos tambi&#233;n fueron utilizadas para la evaluaci&#243;n de la cantidad de prote&#237;nas totales (g/dL), as&#237; como muestras de sangre fueron dirigidas a la evaluaci&#243;n de la glicemia y a la concentraci&#243;n de &#225;cidos grasos libres<sup>24</sup>. Los datos (media&#177;epm) fueron evaluados de acuerdo con ANOVA, seguido por el test de Tukey (p&gt;0,05).</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Inicialmente, dirigimos la evaluaci&#243;n al comportamiento de los siguientes par&#225;metros electrocardiogr&#225;ficos: duraci&#243;n del QRS, intervalo QT, QTc y frecuencia card&#237;aca de reposo (FC).</p>
      <p>Al evaluar el comportamiento el&#233;ctrico de la musculatura card&#237;aca de ratones tratados con el esteroide nandrolona, se verific&#243; que el intervalo QRS present&#243; aumento en el intervalo de la semana de pretratamiento a la segunda semana, como puede ser observado en la <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>. Con relaci&#243;n al intervalo QT, fue observada homogeneidad en el comportamiento de ese intervalo, como es demostrado en la misma tabla. Por otro lado, el intervalo QTc alcanz&#243; la acrofase en la primera semana de tratamiento, llegando a valores 19% mayores, y a partir de &#233;sta hubo reducci&#243;n de 10% y 17%, respectivamente. En el an&#225;lisis de la frecuencia card&#237;aca, fue verificado un aumento significativo de, aproximadamente, 10% en la interfase de la semana de pretratamiento a la primera semana (p&gt;0,05), habiendo, a partir de all&#237;, una peque&#241;a disminuci&#243;n de 2%, que fue mantenida en la &#250;ltima semana (<xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tabla 1</xref>).</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0720-00144-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>A continuaci&#243;n, fueron evaluadas las reservas musculares de glic&#243;geno, y fue verificado que el grupo control present&#243; un est&#225;ndar de reservas glicog&#233;nicas similares a las observadas en la literatura, acompa&#241;ando recientes publicaciones<sup>25-27</sup>. Con relaci&#243;n al grupo tratado con nandrolona, como puede ser observado en la <xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figura 1</xref>, en relaci&#243;n al tratamiento, solamente las reservas glicog&#233;nicas de la c&#225;mara ventricular presentaron modificaciones, exhibiendo reserva 127% mayor que el grupo control. En cuanto a los dem&#225;s m&#250;sculos, no hubo diferencia estad&#237;stica. A su vez, la evaluaci&#243;n del contenido de prote&#237;nas totales demostr&#243; aumento significativo en los m&#250;sculos s&#243;leo, gastrocnemio porci&#243;n roja y diafragma. Sin embargo, en los m&#250;sculos gastrocnemio, porci&#243;n blanca, pectoral e intercostal, no hubo diferencia significativa (<xref ref-type="fig" rid="f2-body3">Figura 2</xref>).</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0720-00144-gf01-es.jpg"/></fig>
      <fig id="f2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0720-00144-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>Por fin, fueron evaluados el perfil bioqu&#237;mico plasm&#225;tico y el hematocrito. Con relaci&#243;n a alteraciones de cu&#241;o metab&#243;lico, no fue observada diferencia en los valores glic&#233;micos y en la concentraci&#243;n plasm&#225;tica de &#225;cidos grasos libres. En el mismo sentido, tampoco fue observada diferencia en el peso corporal o en las siguientes estructuras: coraz&#243;n, grasa epididimal o pr&#243;stata. Mientras tanto, al evaluarse el hematocrito, fue verificado que el grupo tratado present&#243; un porcentaje de eritrocitos 18% mayores que el grupo control. Sin embargo, cabe destacar que otros par&#225;metros evaluados no fueron estad&#237;sticamente significativos (<xref ref-type="table" rid="t2-body3">Tabla 2</xref>).</p>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0720-00144-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La indicaci&#243;n terap&#233;utica cl&#225;sica de los EAA busca suplir deficiencias androg&#233;nicas o estados patol&#243;gicos que puedan generar deficiencia en el metabolismo proteico<sup>10</sup>. Es sabido que, dentro y fuera del medio deportivo, hay una amplia utilizaci&#243;n del esteroide nandrolona aplicado en altas dosis en la b&#250;squeda de obtener cambios est&#233;ticos y mejora de la performance. Sin embargo, concomitantemente a esa pr&#225;ctica, la literatura muestra una creciente tasa de mortalidad entre usuarios de esa sustancia<sup>28</sup>. La evaluaci&#243;n electrocardiogr&#225;fica revel&#243; cambios en el est&#225;ndar el&#233;ctrico en el m&#250;sculo card&#237;aco representado por la elevaci&#243;n en el tiempo de propagaci&#243;n de la se&#241;al en la c&#225;mara ventricular, una vez que el QRS se hizo m&#225;s largo. Ese hecho fue acompa&#241;ado por un evento similar observado en el intervalo QTc, el cual tambi&#233;n se present&#243; elevado e indic&#243; retardo en los procesos inherentes a la repolarizaci&#243;n de las c&#225;maras ventriculares.</p>
      <p>Un punto a considerar es que la presencia de receptores estrog&#233;nicos ya fue demostrada en una multiplicidad de tejidos, inclusive en el sistema cardiovascular<sup>29</sup>. En especial, en lo que se refiere al tejido muscular, los receptores expresados son del tipo ERa, cuja expresi&#243;n ya fue caracterizada en ratones, bovinos y humanos, y cuya acci&#243;n est&#225; ligada a la regulaci&#243;n del metabolismo energ&#233;tico celular en el que puede actuar tanto por la v&#237;a no gen&#243;mica, citos&#243;lica, como por la v&#237;a gen&#243;mica<sup>30</sup>. Una vez que esos receptores ejercen acci&#243;n bajo el metabolismo, es sugestivo que la acci&#243;n de la nandrolona sea multifactorial y representada por la capacidad de modificar la expresi&#243;n de receptores androg&#233;nicos, la afinidad y la actividad de las v&#237;as post receptor. Adem&#225;s de eso, hay una relaci&#243;n directa entre cambios en la sensibilidad adren&#233;rgica del n&#243;dulo sino atrial y la presencia de esteroides, pudiendo indicar que, en la presencia de dosis suprafisiol&#243;gicas de la nandrolona, haya modificaciones en la sensibilidad del coraz&#243;n, las cuales pueden ser expresadas por la elevaci&#243;n en la poblaci&#243;n de receptores &#946; adren&#233;rgicos, hipersensibilizando el marcapasos card&#237;aco, como fue sugerido por Norton y cols.<sup>31</sup>. Es importante destacar que la frecuencia card&#237;aca tambi&#233;n se elev&#243;, indicando cambio en la interfase sensibilidad/actividad del n&#243;dulo sino atrial.</p>
      <p>Considerando que la nandrolona puede elevar est&#225;ndares metab&#243;licos, otra hip&#243;tesis est&#225; dirigida a una acci&#243;n cardiotr&#243;pica de fondo bioqu&#237;mico, una vez que la nandrolona puede promover activaci&#243;n de las enzimas glucosa-6-fosfato, 6-fosfogluconato deshidrogenasa e isocitrato deshidrogenasa presentes en el m&#250;sculo card&#237;aco<sup>32</sup>. Ese cambio en el est&#225;ndar bioqu&#237;mico de las fibras card&#237;acas promueve, inicialmente, un aumento en la generaci&#243;n de NADPH y, consecuentemente, la modificaci&#243;n en el tiempo de conducci&#243;n de la se&#241;al el&#233;ctrica, induciendo sobrecarga en la funci&#243;n card&#237;aca y elevando el tiempo de s&#237;stole de la c&#225;mara ventricular.</p>
      <p>Al evaluar el contenido glicog&#233;nico de la musculatura card&#237;aca, observamos que, en la presencia de la nandrolona, hubo elevaci&#243;n en las reservas. Ese aumento en el contenido de glic&#243;geno puede reflejar la acci&#243;n del esteroide, que tiene capacidad de alterar la responsividad tisular a otras hormonas, como, por ejemplo, el IGF, que es el factor similar a la insulina, expresando una acci&#243;n potente sobre la v&#237;a glicog&#233;nica, favoreciendo, con eso, la formaci&#243;n de esa reserva de sustratos metabolizables. As&#237;, sugerimos que, paralelamente al aumento de la exigencia funcional y de la actividad metab&#243;lica del m&#250;sculo card&#237;aco, ocurren cambios en las relaciones funcionales que pueden ser caracterizados por el aumento en la captaci&#243;n y metabolizaci&#243;n de sustratos, con consecuente elevaci&#243;n en el gasto energ&#233;tico, como sugiri&#243; Falkenberg y cols.<sup>15</sup>. O sea, la nandrolona act&#250;a en el m&#250;sculo card&#237;aco y promueve elevaci&#243;n de la frecuencia card&#237;aca y de la tasa metab&#243;lica, pero, en contrapartida, tiene potencial de ampliar las reservas energ&#233;ticas, haciendo que el coraz&#243;n presente mayor aporte de sustratos metabolizables e implantando un <italic>status</italic> metab&#243;lico que sustenta la mayor exigencia. En ese sentido, una se&#241;al que sugiere elevaci&#243;n en las exigencias energ&#233;ticas puede ser la elevaci&#243;n en el hematocrito, indicando que hace parte de una responsividad precozmente activada.</p>
      <p>Hay que considerar que la acci&#243;n anab&#243;lica, que es expresada por elevaci&#243;n en el peso de algunos &#243;rganos e inherente a la nandrolona, no fue verificada y posiblemente se deba al per&#237;odo de observaci&#243;n experimental, una vez que se trata de acciones ligadas a c&#243;digos nucleares expresados a largo plazo. Ese hecho sugiere que los efectos inherentes a la acci&#243;n de los esteroides puedan tener una relaci&#243;n temporal.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El estudio muestra que importantes alteraciones card&#237;acas son provocadas precozmente, sugiriendo una jerarqu&#237;a en la secuencia de modificaciones que comprometen la homeostasia del organismo. As&#237;, recomendamos que nuevos trabajos deban ser realizados para esclarecer la relaci&#243;n entre la nandrolona y la g&#233;nesis de esas alteraciones que se&#241;alan sobrecarga de la musculatura card&#237;aca, pudiendo acarrear arritmias y muerte s&#250;bita.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Adriano Cesar Rocco Pardi por la Universidad Metodista de Piracicaba.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
