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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">XPnJ98yMqmzk3fJ7KqRQJ5P</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001600006</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500606</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000157</article-id>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>An&#225;lise em longo prazo na s&#237;ndrome coronariana aguda: existem diferen&#231;as na morbimortalidade?</article-title>
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          <named-content content-type="city">Rio de Janeiro</named-content>
          <named-content content-type="state">Rio de Janeiro</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade do Estado do Rio de Janeiro</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>12</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>705</fpage>
      <lpage>712</lpage>
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          <day>13</day>
          <month>05</month>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) tem grande import&#226;ncia como preditor de morbimortalidade em pacientes com s&#237;ndrome coronariana aguda (SCA). OBJETIVO: Avaliar os preditores de morbimortalidade na SCA em longo prazo. M&#201;TODOS: Foi um estudo de coorte de 403 pacientes consecutivos com queixas de dor tor&#225;cica. Descreveram-se dados demogr&#225;ficos, cl&#237;nicos, laboratoriais e terap&#234;uticos, sendo avaliados durante a interna&#231;&#227;o e at&#233; oito anos ap&#243;s alta, em rela&#231;&#227;o &#224; presen&#231;a ou aus&#234;ncia de eventos cardiovasculares e &#243;bitos. RESULTADOS: Foram 403 pacientes com queixas de dor tor&#225;cica, em que 65,8% apresentavam diagn&#243;stico de SCA sem supra de ST, 27,8% SCA com supra de ST e 6,5% sem SCA. Destes, foram avaliados os 377 pacientes com SCA, em que 37,9% eram do sexo feminino, e a m&#233;dia de idade foi de 62,2 &#177; 11,6 anos. A presen&#231;a de IC antes ou durante a hospitaliza&#231;&#227;o influenciou a mortalidade. Dos fatores progn&#243;sticos, a creatinina inicial merece destaque, sendo o ponto de corte de 1,4 mg/dl (acur&#225;cia = 62,1%; HR = 3,27; p &lt; 0,001). Notamos pior progn&#243;stico para cada acr&#233;scimo de dez anos de idade (HR = 1,37; p &lt; 0,001) e para cada incremento de 10 bpm na frequ&#234;ncia card&#237;aca (HR = 1,22 p &lt; 0,001). Quanto &#224;s terapias utilizadas antes e ap&#243;s 2002, houve aumento de uso de betabloqueadores, inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECAs), estatinas e antiplaquet&#225;rios, tendo impacto na mortalidade. CONCLUS&#195;O: Presen&#231;a de IC admissional, creatinina, idade e FC foram preditores independentes de mortalidade. Observou-se que pacientes com IC atendidos antes de 2002 apresentaram pior sobrevida em rela&#231;&#227;o aos atendidos ap&#243;s 2002 e que a mudan&#231;a na terapia foi a respons&#225;vel por isso.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Sindrome coronariana aguda</kwd>
        <kwd>Sindrome coronariana aguda</kwd>
        <kwd>insufici&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>morbidade</kwd>
        <kwd>avalia&#231;&#227;o de medicamentos</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>10</day>
        <month>12</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO ORIGINAL</bold>
    </p>
    <p>An&#225;lise em longo prazo na s&#237;ndrome coronariana aguda: existem diferen&#231;as na morbimortalidade?</p>
    <p>Adolfo Alexandre Farah de Aguiar<xref ref-type="fn" rid="nt"><sup><bold>*</bold></sup></xref>; Ricardo Mourilhe-Rocha<xref ref-type="fn" rid="nt"><sup><bold>*</bold></sup></xref>; Roberto Esporcatte; Liana Correa Amorim; Bernardo Rangel Tura; Denilson Campos de Albuquerque</p>
    <p> Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Hospital Universit&#225;rio Pedro Ernesto, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="fn" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) tem grande import&#226;ncia como preditor de morbimortalidade em pacientes com s&#237;ndrome coronariana aguda (SCA). </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar os preditores de morbimortalidade na SCA em longo prazo. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Foi um estudo de coorte de 403 pacientes consecutivos com queixas de dor tor&#225;cica. Descreveram-se dados demogr&#225;ficos, cl&#237;nicos, laboratoriais e terap&#234;uticos, sendo avaliados durante a interna&#231;&#227;o e at&#233; oito anos ap&#243;s alta, em rela&#231;&#227;o &#224; presen&#231;a ou aus&#234;ncia de eventos cardiovasculares e &#243;bitos. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> Foram 403 pacientes com queixas de dor tor&#225;cica, em que 65,8% apresentavam diagn&#243;stico de SCA sem supra de ST, 27,8% SCA com supra de ST e 6,5% sem SCA. Destes, foram avaliados os 377 pacientes com SCA, em que 37,9% eram do sexo feminino, e a m&#233;dia de idade foi de 62,2 &#177; 11,6 anos. A presen&#231;a de IC antes ou durante a hospitaliza&#231;&#227;o influenciou a mortalidade. Dos fatores progn&#243;sticos, a creatinina inicial merece destaque, sendo o ponto de corte de 1,4 mg/dl (acur&#225;cia = 62,1%; HR = 3,27; p &lt; 0,001). Notamos pior progn&#243;stico para cada acr&#233;scimo de dez anos de idade (HR = 1,37; p &lt; 0,001) e para cada incremento de 10 bpm na frequ&#234;ncia card&#237;aca (HR = 1,22 p &lt; 0,001). Quanto &#224;s terapias utilizadas antes e ap&#243;s 2002, houve aumento de uso de betabloqueadores, inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECAs), estatinas e antiplaquet&#225;rios, tendo impacto na mortalidade. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Presen&#231;a de IC admissional, creatinina, idade e FC foram preditores independentes de mortalidade. Observou-se que pacientes com IC atendidos antes de 2002 apresentaram pior sobrevida em rela&#231;&#227;o aos atendidos ap&#243;s 2002 e que a mudan&#231;a na terapia foi a respons&#225;vel por isso. </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Sindrome coronariana aguda/mortalidade/tend&#234;ncia, insufici&#234;ncia card&#237;aca, morbidade, avalia&#231;&#227;o de medicamentos.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A s&#237;ndrome coronariana aguda (SCA) &#233; uma doen&#231;a antiga e muito frequente, com consequ&#234;ncias na sociedade n&#227;o s&#243; na parte econ&#244;mica, mas tamb&#233;m nas taxas de morbimortalidade. Nos Estados Unidos da Am&#233;rica (EUA), a doen&#231;a cardiovascular apresentou preval&#234;ncia de 71,3 milh&#245;es; a doen&#231;a arterial coronariana, de 13,2 milh&#245;es; e a insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva, de 5 milh&#245;es. A mortalidade global por doen&#231;a cardiovascular, em 2001, foi de 6 bilh&#245;es e 148 milh&#245;es, correspondendo a 12,5%; para 2020, h&#225; uma proje&#231;&#227;o de 32% de mortes por doen&#231;a cardiovascular (DCV) para uma popula&#231;&#227;o estimada em 7,8 bilh&#245;es; e, para 2030, a proje&#231;&#227;o &#233; de 33% de mortes por DCV, para uma popula&#231;&#227;o de 8,2 bilh&#245;es<sup>1</sup>.</p>
    <p>No Brasil, no ano de 2005, o total de &#243;bitos por doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o, segundo o Datasus, foi 84.945, salientando S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro como os estados com os maiores &#237;ndices. Independentemente da classe socioecon&#244;mica e da regi&#227;o do Brasil, a doen&#231;a circulat&#243;ria representa o maior n&#250;mero de &#243;bitos na popula&#231;&#227;o brasileira<sup>2</sup>.</p>
    <p>Nos pa&#237;ses do primeiro mundo, a doen&#231;a coronariana apresenta-se como uma das principais causas de insufici&#234;ncia card&#237;aca e de morbimortalidade. O progn&#243;stico da insufici&#234;ncia card&#237;aca em decorr&#234;ncia do infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) vai depender da extens&#227;o e da gravidade da disfun&#231;&#227;o ventricular, perdendo apenas para a idade<sup>3</sup>. Evid&#234;ncia cl&#237;nica de insufici&#234;ncia card&#237;aca representa geralmente a perda de 20% a 25% de contra&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo, com ocorr&#234;ncia de choque cardiog&#234;nico, se a perda for superior a 40% da massa muscular<sup>4</sup>. </p>
    <p> &#201; objetivo do presente estudo avaliar as caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas e cl&#237;nicas de pacientes com s&#237;ndrome coronariana aguda, admitidos no Hospital Universit&#225;rio Pedro Ernesto (HUPE) de agosto de 1999 at&#233; 2007. Al&#233;m disso, tamb&#233;m foram determinados os fatores preditores de morbidade e mortalidade em longo prazo durante acompanhamento de at&#233; oito anos.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Avaliou-se uma coorte de 403 pacientes consecutivos e prospectivos, internados em servi&#231;o p&#250;blico de cardiologia, no per&#237;odo de agosto de 1999 a dezembro de 2007, com diagn&#243;stico inicial de s&#237;ndrome coronariana aguda. Em 377 pacientes, foi confirmado o diagn&#243;stico de SCA, por meio de consultas cl&#237;nicas e telef&#244;nicas peri&#243;dicas. O estudo foi aprovado pelo comit&#234; de &#233;tica em pesquisa da institui&#231;&#227;o em consoante &#224; Declara&#231;&#227;o de Helsinki, e todos os pacientes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para participar do estudo.</p>
    <p>Descreveram-se dados demogr&#225;ficos, comorbidades, hist&#243;ria pr&#233;via de doen&#231;a coronariana, relato anterior de angiografia coronariana, interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea ou cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica dessa popula&#231;&#227;o. </p>
    <p>Comparou-se a estratifica&#231;&#227;o de risco invasiva <italic>versus</italic> a n&#227;o invasiva, assim como as diferen&#231;as entre o tratamento medicamentoso e o intervencionista, para avaliar a evolu&#231;&#227;o durante a interna&#231;&#227;o e no per&#237;odo de at&#233; oito anos ap&#243;s a alta, em rela&#231;&#227;o aos eventos cardiovasculares e &#243;bitos.</p>
    <p>Avaliaram-se os diagn&#243;sticos de admiss&#227;o e de alta hospitalar, assim como o n&#250;mero de &#243;bitos e eventos no per&#237;odo de at&#233; oito anos.</p>
    <p>Os pacientes foram avaliados e acompanhados por consultas cl&#237;nicas e telef&#244;nicas peri&#243;dicas at&#233; dezembro de 2008. N&#227;o era obrigat&#243;ria a realiza&#231;&#227;o de m&#233;todos complementares, e foram registrados para este estudo apenas os exames realizados pelos pacientes a crit&#233;rio do m&#233;dico assistente e da disponibilidade do HUPE.</p>
    <p>
      <bold>Sele&#231;&#227;o e acompanhamento dos pacientes</bold>
    </p>
    <p>Foram considerados os seguintes crit&#233;rios de inclus&#227;o no estudo: pacientes com idade m&#237;nima de 18 anos; pacientes que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE); pacientes que apresentaram diagn&#243;stico de s&#237;ndrome coronariana aguda como diagn&#243;stico presuntivo; cl&#237;nica associada ou n&#227;o a mudan&#231;as eletrocardiogr&#225;ficas que justificaram o diagn&#243;stico, tais como supra ou infradesnivelamento do ST ou invers&#227;o de ondas T.</p>
    <p>Foram considerados os seguintes crit&#233;rios de exclus&#227;o: s&#237;ndrome coronariana aguda secund&#225;ria &#224; hemorragia digestiva grave, cirurgia, p&#243;s-procedimento invasivo, trauma ou acidente automobil&#237;stico. Tamb&#233;m consideraram-se os seguintes crit&#233;rios: pacientes com neoplasia em fase terminal ou doen&#231;a hep&#225;tica avan&#231;ada; incapacidade ou desinteresse para cooperar com o estudo; n&#227;o concord&#226;ncia em assinar o TCLE; outras condi&#231;&#245;es que dificultassem a participa&#231;&#227;o no estudo.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Todos os dados num&#233;ricos foram descritos com m&#233;dia e desvio padr&#227;o ou mediana e dist&#226;ncia interquart&#237;lica. Os dados categ&#243;ricos foram expressos por meio de porcentagem.</p>
    <p>Foram aplicados o teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>, teste de <italic>Mann-Whitney</italic>, teste do qui-quadrado e teste exato de Fisher, segundo a indica&#231;&#227;o.</p>
    <p>Para a constru&#231;&#227;o do modelo de sobrevida, foram utilizados inicialmente o m&#233;todo de <italic>Kaplan-Meier</italic> e o teste de <italic>log-rank</italic>. O modelo multivariado foi ajustado, utilizando-se o modelo de Cox. Ap&#243;s realizar a an&#225;lise de sobrevida de Cox, foi feito o diagn&#243;stico do modelo para garantir o pressuposto do risco proporcional. Quando necess&#225;rio, utilizou-se o modelo de Cox estratificado.</p>
    <p>Para escolher o melhor ponto de corte das vari&#225;veis num&#233;ricas, visando &#224; predi&#231;&#227;o de mortalidade, foi utilizada a curva <italic>Receiver operating characteristic</italic> (ROC).</p>
    <p>Todas as an&#225;lises foram realizadas utilizando-se o programa R vers&#227;o 2.9.1. Considerou-se, neste estudo, um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 95%, o que corresponde ao valor de p=0,05.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Caracter&#237;sticas da popula&#231;&#227;o amostral</bold>
    </p>
    <p>A popula&#231;&#227;o amostral deste estudo &#233; composta por 403 pacientes com queixas de dor tor&#225;cica, sendo 65,8% com diagn&#243;stico de SCA sem supra de ST, 27,8% SCA com supra de ST e 6,5% sem SCA. As caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, cl&#237;nicas e fatores de risco para DAC est&#227;o apresentados nas <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabelas 1</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab02">2</xref>. Nas <xref ref-type="table" rid="tab03">Tabelas 3</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab04">4</xref>, s&#227;o apresentadas as principais caracter&#237;sticas cl&#237;nicas e laboratoriais da popula&#231;&#227;o estudada de acordo com a presen&#231;a de IC. </p>
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    <p>
      <bold>Caracter&#237;sticas cl&#237;nicas e terapias relacionadas &#224; mortalidade </bold>
    </p>
    <p>As principais caracter&#237;sticas cl&#237;nicas e as terapias relacionadas &#224; mortalidade s&#227;o a classifica&#231;&#227;o de Killip, a altera&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o sist&#243;lica no ecocardiograma, a presen&#231;a de bloqueio de ramo esquerdo (BRE), a presen&#231;a de IC pr&#233;via &#224; interna&#231;&#227;o (ou que tenha aparecido durante a hospitaliza&#231;&#227;o) e a terapia utilizada antes e durante a hospitaliza&#231;&#227;o.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; classifica&#231;&#227;o de Killip, as classes II e III t&#234;m mortalidades semelhantes (58,6% <italic>vs</italic> 55,6%, respectivamente), a classe IV tem 100% de mortalidade e a classe I tem 26% de mortalidade (p=0,00126).</p>
    <p>O mesmo foi observado a respeito da altera&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o sist&#243;lica do ventr&#237;culo esquerdo no ecocardiograma, em que a fun&#231;&#227;o normal foi observada em 22,3%, disfun&#231;&#227;o leve em 37,5%, moderada em 36,6% e grave em 62,95% dos &#243;bitos (p=0,00017).</p>
    <p>Quanto &#224; presen&#231;a de BRE, notamos maior preval&#234;ncia nos &#243;bitos (36,8%) em rela&#231;&#227;o aos sobreviventes (30,3%), mas sem diferen&#231;a estat&#237;stica significativa (p=0,610).</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o ao diagn&#243;stico final, a propor&#231;&#227;o de pacientes que evolu&#237;ram para o &#243;bito foi semelhante sem que dependesse da forma de apresenta&#231;&#227;o, seja por SCA com supra de ST (29,8%), seja por SCA sem supra de ST (32,4%) (p=0,467). </p>
    <p>A presen&#231;a de IC pr&#233;via influenciou a mortalidade (com IC = 54,2% <italic>vs</italic> 28% sem IC; p=0,0004), assim como a presen&#231;a de IC durante a hospitaliza&#231;&#227;o (com IC = 65% <italic>vs</italic> 24,1% sem IC; p=0,00000021).</p>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="tab05">Tabela 5</xref>, apresenta-se a sobrevida e a mortalidade em fun&#231;&#227;o da terapia utilizada na admiss&#227;o hospitalar e ap&#243;s seguimento cl&#237;nico.</p>
    <table-wrap id="tab05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na fase hospitalar, os pacientes que utilizaram trombol&#237;ticos tiveram menor mortalidade e, acerca do uso de diur&#233;ticos e inotr&#243;picos, houve maior mortalidade.</p>
    <p>No per&#237;odo de seguimento cl&#237;nico, os pacientes que utilizaram betabloqueador e IECA tiveram menor mortalidade. Ao contr&#225;rio do que foi observado na fase hospitalar em rela&#231;&#227;o ao uso de diur&#233;ticos, os pacientes que mantiveram o uso depois da alta hospitalar apresentaram menor n&#250;mero de &#243;bitos. A utiliza&#231;&#227;o de antiplaquet&#225;rios levou &#224; menor mortalidade.</p>
    <p>Quanto &#224; realiza&#231;&#227;o de terapia intervencionista, observa-se a ocorr&#234;ncia de mais &#243;bitos nos pacientes submetidos &#224; cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica do que em rela&#231;&#227;o aos tratados por angioplastia (34,3% <italic>vs</italic> 19,5%; p=0,0448).</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise da popula&#231;&#227;o amostral de acordo com o per&#237;odo do tempo</bold>
    </p>
    <p>Procedeu-se &#224; an&#225;lise dos dados, comparando-se a popula&#231;&#227;o antes e ap&#243;s o ano de 2002. Notou-se que 12,10% dos pacientes com SCA apresentaram IC antes de 2002 e 11,16% ap&#243;s 2002; portanto a ocorr&#234;ncia de IC foi semelhante em ambos os momentos.</p>
    <p>Comparando os per&#237;odos antes e ap&#243;s de 2002, observa-se ter ocorrido uma redu&#231;&#227;o da mortalidade com diferen&#231;a estat&#237;stica significativa (19,35% <italic>vs</italic> 6,32%; p&lt;0,001), por&#233;m as reinterna&#231;&#245;es n&#227;o sofreram diferen&#231;as em rela&#231;&#227;o aos per&#237;odos, n&#227;o havendo signific&#226;ncia estat&#237;stica (antes de 2002 = 23,77% <italic>vs</italic> 27,27% ap&#243;s 2002; p=0,55).</p>
    <p>Houve diferen&#231;as em fun&#231;&#227;o das terapias utilizadas de acordo com o per&#237;odo de tempo e distin&#231;&#227;o estat&#237;stica entre os pacientes que foram tratados antes e a partir de 2002. </p>
    <p>Nesta coorte estudada, p&#244;de-se observar o aumento ap&#243;s 2002 da utiliza&#231;&#227;o pr&#233;via de betabloqueadores (5,93% para 32,54%; p&lt;0,001), IECA (35,59% para 45,82%; p=0,071), estatinas (6,0% para 20,63%; p&lt;0,001) e diur&#233;ticos (6,52% para 19,44%; p=0,003). Durante a hospitaliza&#231;&#227;o, tamb&#233;m houve incremento no uso de trombol&#237;ticos (37,50% para 44,74%; p=0,46), AAS (73,33% para 86,90%; p=0,002), clopidogrel (4,20% para 14,29%; p=0,004). Outro aspecto relevante foi a maior quantidade de cirurgias de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica e angioplastias coronarianas (29,84% para 45,06%; p=0,005).</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise da popula&#231;&#227;o amostral de acordo com o per&#237;odo do tempo e com o diagn&#243;stico</bold>
    </p>
    <p>Como h&#225; claramente dois determinantes da terapia &#150; o per&#237;odo do tempo e o diagn&#243;stico final do paciente &#150; &#233; interessante avaliar a intera&#231;&#227;o entre esses determinantes (<xref ref-type="table" rid="tab06">Tabelas 6</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab07">7</xref>). </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab06">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt06.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab07">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt07.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Apesar de n&#227;o ser estaticamente significante, &#233; importante notar que ocorreu uma invers&#227;o da op&#231;&#227;o pela cirurgia. Antes de 2002, a cirurgia ocorria duas vezes mais na SCA sem supra de ST. Ap&#243;s esse per&#237;odo, essa escolha n&#227;o interessava mais. Embora n&#227;o se considerasse as formas da doen&#231;a, a realiza&#231;&#227;o de CAT e ICP aumentou significativamente ap&#243;s 2002.</p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; terap&#234;utica medicamentosa, antes de 2002, apenas o uso do hipoglicemiante foi diferente entre os diagn&#243;sticos. A partir de 2002, apenas o uso dos antagonistas de c&#225;lcio foi diferente. </p>
    <p>Entretanto, no tratamento dos dois diagn&#243;sticos, a partir de 2002, deve-se salientar o aumento do uso de betabloqueador, antiplaquet&#225;rios e IECA.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise de sobrevida</bold>
    </p>
    <p>Com o intuito de avaliar o impacto progn&#243;stico da IC na admiss&#227;o dos pacientes, realizou-se a an&#225;lise univariada de sobrevida, utilizando vari&#225;veis cl&#237;nicas e terap&#234;uticas. A creatinina inicial foi muito relacionada ao progn&#243;stico, portanto, optou-se por utilizar a curva ROC para escolher o melhor ponto de corte, que foi de 1,4 mg/dl, com acur&#225;cia de 62,1%. De todos os tratamentos analisados, somente o uso de diur&#233;tico pr&#233;vio foi significativo.</p>
    <p>Na an&#225;lise univariada, os par&#226;metros com signific&#226;ncia estat&#237;stica foram infarto do mioc&#225;rdio pr&#233;vio (p=0,015), insufici&#234;ncia card&#237;aca pr&#233;via (p&lt;0,001), hipertens&#227;o arterial pr&#233;via (p=0,011), admiss&#227;o antes de 2002 (p=0,001), creatinina &gt; 1,4 mg/dl (p&lt;0,001), cada incremento de dez anos de idade (p&lt;0,001) e cada incremento de 10 bpm de frequ&#234;ncia card&#237;aca (p=0,001).</p>
    <p>Foi utilizada a an&#225;lise de sobrevida de Cox para determinar os preditores independentes da sobrevida,que foi estratificada pelo per&#237;odo de interna&#231;&#227;o (antes de 2002 ou a partir de 2002) para garantir o pressuposto do risco proporcional. </p>
    <p>Todas as vari&#225;veis univariadas com valor de p&lt;0,05 foram inclu&#237;das no modelo, por&#233;m apenas quatro vari&#225;veis foram consideradas preditores independentes, que foram a presen&#231;a de IC na admiss&#227;o (HR=2,73, p&lt;0,001), creatinina inicial &gt; 1,4 mg/dl (HR=2,33. p=0,004), os acr&#233;scimos de dez anos na idade (HR=1,37, p&lt;0,001) e os acr&#233;scimos de dez batimentos na FC (HR=1,22, p&lt;0,001).</p>
    <p>Para melhor compreens&#227;o do significado desse resultado, deve-se observar a <xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>, que mostra a sobrevida dos pacientes com e sem IC na admiss&#227;o, ajustada pelas outras tr&#234;s vari&#225;veis. Como existem dois estratos de risco, cada classe &#233; representada por duas curvas diferentes. &#201; relevante salientar que os pacientes sem IC na admiss&#227;o evoluem com o mesmo progn&#243;stico, independentemente do ano de atendimento. Entretanto, a presen&#231;a de IC na admiss&#227;o est&#225; relacionada a um pior progn&#243;stico. O progn&#243;stico dos pacientes admitidos com IC que foram atendidos antes de 2002 &#233; pior do que o dos pacientes do outro per&#237;odo.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="fig01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A mortalidade hospitalar varia conforme o grupo de risco analisado, entre 1,8% e 23,6%, correspondendo respectivamente ao grupo de baixo risco e ao de alto risco<sup>5</sup>, com taxas de reinterna&#231;&#227;o em torno de 50%, em seis meses, por piora da fun&#231;&#227;o renal<sup>6</sup>. Comparando o presente estudo &#224; literatura, observa-se que n&#227;o se encontra um <italic>p</italic> significativo no que se refere &#224; reinterna&#231;&#227;o, embora tenha sido encontrado na mortalidade hospitalar.</p>
    <p>A partir do progn&#243;stico desses pacientes, a extens&#227;o da disfun&#231;&#227;o ventricular esquerda ap&#243;s a ocorr&#234;ncia do infarto do mioc&#225;rdio &#233; o segundo fator mais importante de mortalidade cardiovascular, perdendo apenas para a idade<sup>3</sup>. </p>
    <p>Houve diferen&#231;a de comportamento da popula&#231;&#227;o estudada antes e depois de 2002. Embora n&#227;o tenha havido randomiza&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o estudada, pode-se supor que a diferen&#231;a tenha encontrado explica&#231;&#227;o pela terap&#234;utica utilizada e como foi utilizada. A explica&#231;&#227;o mais plaus&#237;vel &#233; que os resultados obtidos apresentaram melhor resposta a partir de 2002, provavelmente em decorr&#234;ncia do tratamento mais direcionado pelas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que se modificaram ao longo dos anos. Entretanto, isso &#233; apenas uma especula&#231;&#227;o. </p>
    <p>Os betabloqueadores apresentaram uma boa rela&#231;&#227;o com a melhora dos sintomas, da capacidade funcional, do remodelamento card&#237;aco e da fun&#231;&#227;o ventricular esquerda<sup>7-13</sup>. Sabe-se, por estudos realizados, que a prescri&#231;&#227;o de betabloqueadores &#233; prioridade em pacientes com disfun&#231;&#227;o ventricular sist&#243;lica de qualquer etiologia e de qualquer classe funcional<sup>7-13</sup>. </p>
    <p>Na presente coorte, observou-se um <italic>p</italic> estatisticamente significativo quanto &#224; mortalidade, comparando as terapias utilizadas antes e ap&#243;s o ano de 2002, quando foram utilizados previamente: diur&#233;tico, betabloqueador, IECA, estatina, AAS e clopidogrel. Essa mortalidade &#233; coerente com a literatura, como se pode observar nos estudos: SOLVD-tratamento<sup>6</sup>, MERIT-HF<sup>14</sup>, CIBIS-II<sup>8</sup>, US-CARVEDILOL<sup>12</sup>, COPERNICUS<sup>9</sup>, CONSENSUS I<sup>15</sup>, V-HEFT-II<sup>16 </sup>e COMET<sup>10</sup>.</p>
    <p>No presente estudo, n&#227;o houve diferen&#231;a estat&#237;stica quanto ao uso do IECA antes e depois de 2002. A maior diferen&#231;a foi com o uso de diur&#233;ticos, betabloqueadores, estatina, AAS e antiplaquet&#225;rios. Foram encontrados resultados estatisticamente significativos quanto ao uso de clopidogrel, em que foi poss&#237;vel comprovar resultados semelhantes.</p>
    <p>A frequ&#234;ncia card&#237;aca associou-se de forma estatisticamente significativa &#224; morte cardiovascular de maneira inversa, ou seja, cada incremento de 10 bpm (HR: 1,22 p&lt;0,001) associou-se a pior progn&#243;stico da condi&#231;&#227;o de sobrevida. Isso foi confirmado no estudo de Rassi e cols.<sup>17</sup>, os quais observaram que, em insufici&#234;ncia card&#237;aca com in&#237;cio recente de sintomas, a FC tamb&#233;m estava associada de forma estatisticamente significativa a cada incremento de 10 bpm (RR: 1,58 (IC 95%; 1,23-2,04)<sup>17</sup>. Isso permitiu analisar a ativa&#231;&#227;o simp&#225;tica da IC e supor, tendo em vista que este estudo n&#227;o &#233; randomizado e que frequ&#234;ncias card&#237;acas elevadas est&#227;o associadas a pior progn&#243;stico em doen&#231;a cardiovascular, embora seja um dado de exame f&#237;sico pouco descrito em publica&#231;&#245;es. O mesmo foi confirmado no estudo EPICAL<sup>18</sup>, em que a frequ&#234;ncia card&#237;aca foi identificada pela an&#225;lise multivariada como preditor independente de morte, tanto na cardiopatia isqu&#234;mica quanto na cardiopatia dilatada<sup>17,19</sup>.</p>
    <p>A creatinina s&#233;rica tamb&#233;m foi preditor independente de mortalidade cardiovascular e muito relacionada com o progn&#243;stico (HR: 1,17 para cada 1 mg/dl, p=0,005), por isso, optou-se por utilizar a curva ROC para escolher o melhor ponto de corte. Desse modo, foi encontrado 1,4 mg/dl, com uma acur&#225;cia de 62,1% e HR: 3,27 (p&lt;0,001), o que parece estatisticamente significativo, no modelo multivariado de sobrevida. Esse achado est&#225; de acordo com o estudo observado por Cowie e cols.<sup>20</sup>. Nesse estudo, foi determinada a preval&#234;ncia e os fatores de riscos que pioraram a fun&#231;&#227;o renal entre pacientes hospitalizados por descompensa&#231;&#227;o de IC e associa&#231;&#227;o com subsequentes re-hospitaliza&#231;&#245;es e mortalidade. O mecanismo dessa associa&#231;&#227;o n&#227;o &#233; muito claro, mas a piora da fun&#231;&#227;o renal est&#225; relacionada &#224; alta mortalidade. Observou-se que a piora da fun&#231;&#227;o renal estava independentemente associada a n&#237;veis s&#233;ricos de creatinina na admiss&#227;o (HR: 3,02, CI 95%, 1,58 - 5,76), edema pulmonar (HR: 0,35 CI 95%, 1,79 - 6,27), hist&#243;ria de fibrila&#231;&#227;o atrial (HR: 0,35 CI 95%, 0,18-0,67) e, portanto, maior mortalidade cardiovascular. </p>
    <p>Assim como o estudo de Cowie e cols., v&#225;rios outros estudos t&#234;m relatado a associa&#231;&#227;o entre o desenvolvimento da piora da fun&#231;&#227;o renal em pacientes internados com descompensa&#231;&#227;o da IC e piores resultados cl&#237;nicos. O mecanismo permanece ainda obscuro, entretanto, de acordo com Rassi e cols.<sup>17</sup>, a creatinina s&#233;rica foi tamb&#233;m preditor independente de mortalidade, estando associada 1,6 vezes mais com a mortalidade cardiovascular a cada incremento de 0,25 mg/dl (CI 95% 1,33 - 1,92). Rassi e cols.<sup>17</sup> tamb&#233;m supuseram que a persist&#234;ncia em n&#237;veis elevados de creatinina s&#233;rica denotaria a exist&#234;ncia de doen&#231;a renal de base, pois, ap&#243;s a compensa&#231;&#227;o cl&#237;nica da IC de longa dura&#231;&#227;o, deve-se ter uma quase normaliza&#231;&#227;o da creatinina s&#233;rica<sup>17</sup>.</p>
    <p>No presente estudo, houve diferen&#231;a no que tange &#224; presen&#231;a de IC na admiss&#227;o: os pacientes com IC na admiss&#227;o tiveram pior progn&#243;stico do que aqueles que n&#227;o tiveram IC, o que est&#225; de acordo com a literatura<sup>21-23</sup>. No que se refere ao ano de 2002, tamb&#233;m houve diferen&#231;a: os pacientes que, na admiss&#227;o, possu&#237;am IC antes de 2002 apresentaram um pior progn&#243;stico em rela&#231;&#227;o &#224;queles que foram admitidos depois de 2002. Como o presente estudo n&#227;o foi randomizado, e tendo em vista que as duas diretrizes para o diagn&#243;stico e tratamento de IC da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 1999 sofreram uma revis&#227;o em 2002, aliado ao tratamento invasivo mais evidente ap&#243;s 2002, pode-se supor que o tratamento cl&#237;nico foi otimizado, evidenciando uma diferen&#231;a estat&#237;stica em rela&#231;&#227;o ao melhor progn&#243;stico de sobrevida a partir de 2002. Ainda em rela&#231;&#227;o &#224; aus&#234;ncia de IC na admiss&#227;o, n&#227;o houve diferen&#231;a quanto ao progn&#243;stico, independentemente do ano de atendimento, o que pode evidenciar a aus&#234;ncia de IC como fator de melhor progn&#243;stico.</p>
    <p>Deve-se salientar o aumento da utiliza&#231;&#227;o do betabloqueador, antiplaquet&#225;rios, IECAs e das estatinas como fatores respons&#225;veis pelo maior sucesso do tratamento a partir de 2002. No que tange aos betabloqueadores, sua maior utiliza&#231;&#227;o ocorreu depois de 2002, o que pode ser evidente comparando-se a SCACSST e a SCASSST antes e depois de 2002 (<xref ref-type="table" rid="tab06">Tabela 6</xref>). </p>
    <p>Em rela&#231;&#227;o aos antiplaquet&#225;rios observou-se o mesmo resultado em rela&#231;&#227;o aos per&#237;odos anterior e posterior &#224; 2002. Para os IECA/BRA tamb&#233;m houve evid&#234;ncia significativa nos per&#237;odos. </p>
    <p>Outra vari&#225;vel que foi considerada preditor de sobrevida pelo modelo multivariado de sobrevida foi a idade, presente tamb&#233;m em outros estudos<sup>19,22-25</sup>. A cada acr&#233;scimo de dez anos de idade, o progn&#243;stico foi pior, com HR: 1,37 e p&lt;0,001. </p>
    <p>A creatinina como fator preditivo de progn&#243;stico pode ser mais bem avaliada pela curva ROC, em que o melhor ponto de corte foi de 1,4 mg/dl, com HR: 2,33 com p&lt;0,004. Da mesma maneira como o estudo EPICAL e o registro OPTIMIZE-HF comprovaram a rela&#231;&#227;o entre creatinina e a sobrevida, Rassi e cols.<sup>17</sup> e Cowie e cols.<sup>20</sup> confirmaram esse mesmo resultado, em que se considerou a creatinina um importante fator de progn&#243;stico em rela&#231;&#227;o &#224; sobrevida<sup>17,20,21,25</sup>.</p>
    <p>Na <xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>, pode-se observar que os pacientes sem IC na admiss&#227;o n&#227;o tiveram diferen&#231;a quanto &#224; evolu&#231;&#227;o, independentemente do ano de atendimento, entretanto a presen&#231;a de IC difere quanto ao ano de atendimento: antes ou a partir de 2002. Ambos tiveram um progn&#243;stico pior, mas os pacientes atendidos a partir de 2002 tiveram melhor progn&#243;stico comparando-se &#224;queles que foram atendidos antes. A partir da considera&#231;&#227;o de uma coorte, isso poderia ser atribu&#237;do em parte ao tratamento preconizado pelo servi&#231;o de Cardiologia, que se direcionou mais &#224;s Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, ao longo dos anos, acompanhando a sua evolu&#231;&#227;o e as suas mudan&#231;as. Como n&#227;o foi um estudo randomizado, esse fato n&#227;o pode ser confirmado.</p>
    <p>
      <bold>Limita&#231;&#245;es do estudo</bold>
    </p>
    <p>S&#227;o considerados limita&#231;&#245;es no presente estudo:</p>
    <disp-quote>
      <p>a) prontu&#225;rios preenchidos com dados incompletos, faltando informa&#231;&#245;es.</p>
      <p>b) a falta de coopera&#231;&#227;o de alguns pacientes.</p>
      <p>c) dificuldades inerentes ao estudo que foi, em parte, retrospectivo.</p>
      <p>d) registros iniciais da popula&#231;&#227;o obtidos por observadores diferentes.</p>
    </disp-quote>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os pacientes com IC atendidos antes de 2002 apresentaram pior sobrevida do que os pacientes atendidos a partir de 2002. </p>
    <p>Mesmo com a diferen&#231;a de sobrevida relacionada ao momento da interna&#231;&#227;o, o impacto das vari&#225;veis cl&#237;nicas e laboratoriais foi igual independente do momento da admiss&#227;o. </p>
    <p>A presen&#231;a de IC na admiss&#227;o, creatinina inicial &gt; 1,4 mg/dl, idade e FC dos pacientes internados com SCA s&#227;o preditores independentes de mortalidade. </p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte do projeto de disserta&#231;&#227;o de Mestrado no programa de P&#243;s-gradua&#231;&#227;o da FCM/UERJ (PGCM/FCM/UERJ) de Adolfo Alexandre Farah de Aguiar. </p>
    <p>Este trabalho fez parte do projeto PREV-IC do PROATEC/UERJ e recebeu verba da FAPERJ, pelo Programa de Apoio a Grupos Emergentes de Pesquisa no Estado do RJ - Projeto INOVACOR.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pelo Programa PREV-IC do PROATEC/UERJ e parcialmente financiado pelo Projeto Inovador - FAPERJ.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Adolfo Alexandre Farah de Aguiar pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.</p>
    <p>
      <fn id="nt">
        <p><a href="#tx" link-type="internal"/> Correspond&#234;ncia: </p>
        <p> Ricardo Mourilhe-Rocha </p>
        <p> Rua Volunt&#225;rios da P&#225;tria, 445/1401 e 1402 - Botafogo </p>
        <p> 22270-000 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="rmourilhe@cardiol.br">rmourilhe@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="ricardomourilhe@gmail.com">ricardomourilhe@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 18/12/09 </p>
    <p> revisado recebido em 13/05/10 </p>
    <p> aceito em 16/06/10</p>
    <p><label href="#tx" link-type="internal" xml_text="*" label-of="nt">*</label> Ambos os autores contribu&#237;ram igualmente neste trabalho</p>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Preditores de longo prazo de morbimortalidade e marcadores de sobrevida de pacientes com s&#237;ndrome coronariana aguda num hospital terci&#225;rio</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>191</fpage>
          <volume>93</volume>
          <person-group person-group-type="author">
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          <article-title>Heart failure in older adults</article-title>
          <source>Med Clin North Am</source>
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            <year>2006</year>
          </date>
          <fpage>863</fpage>
          <lpage>85</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>90</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Hospitalization of patients with heart failure: a population-based study</article-title>
          <source>Eur Heart J</source>
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            <year>2002</year>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Long-term analysis in acute coronary syndrome: are there any differences in morbidity and mortality?</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Heart failure (HF) is extremely important as a predictor of morbidity and mortality in patients with acute coronary syndrome (ACS). OBJECTIVE: To evaluate the predictors of morbidity and mortality in ACS in the long term. METHODS: A cohort study of 403 consecutive patients with complaints of chest pain. Demographic, clinical, laboratory and therapy-related data were described and the patients were evaluated during hospitalization and for up to eight years after being discharged, for the presence or absence or cardiovascular events and deaths. RESULTS: There were 403 patients complaining of chest pain, 65.8% of whom had been diagnosed as having ACS without ST elevation, 27.8% had ACS with ST elevation and 6.5% without ACS. Among such patients, the 377 patients with ACS were evaluated (37.9% of whom were females), and the mean age was 62.2 &#177; 11.6 years. The presence of HF before or during hospitalization influenced mortality. Among the prognostic factors, emphasis should be placed on the initial creatinine level, with the cutoff point being set at 1.4 mg/dl (accuracy = 62.1%, HR = 3.27; p &lt; 0.001). We noted a worse prognosis for each additional ten years of age (HR = 1.37, p &lt; 0.001) and for each increment of 10 bpm heart rate (HR = 1.22 p &lt; 0.001). As for the therapies used before and after 2002, there was an increase of beta-blockers, angiotensin-converting enzyme inhibitors (ACEIs), statins and antiplatelet agents, having an impact on mortality. CONCLUSION: HF upon admission, creatinine, age and HR were independent predictors of mortality. It was observed that HF patients treated before 2002 had a worse survival when compared with that seen after 2002 and the change in therapy was responsible for it.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Acute coronary syndrome</kwd>
        <kwd>Acute coronary syndrome</kwd>
        <kwd>heart failure</kwd>
        <kwd>morbidity</kwd>
        <kwd>drug evaluation</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Long-term analysis in acute coronary syndrome: are there any differences in morbidity and mortality?</p>
      <p>Adolfo Alexandre Farah de Aguiar<a href="#nt" link-type="internal"><sup><bold>*</bold></sup></a>; Ricardo Mourilhe-Rocha<a href="#nt" link-type="internal"><sup><bold>*</bold></sup></a>; Roberto Esporcatte; Liana Correa Amorim; Bernardo Rangel Tura; Denilson Campos de Albuquerque</p>
      <p> Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Hospital Universit&#225;rio Pedro Ernesto, Rio de Janeiro, RJ - Brazil</p>
      <p>
        <a href="#nt" link-type="internal">Mailing address</a>
      </p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Heart failure (HF) is extremely important as a predictor of morbidity and mortality in patients with acute coronary syndrome (ACS). </p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate the predictors of morbidity and mortality in ACS in the long term.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A cohort study of 403 consecutive patients with complaints of chest pain. Demographic, clinical, laboratory and therapy-related data were described and the patients were evaluated during hospitalization and for up to eight years after being discharged, for the presence or absence or cardiovascular events and deaths.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> There were 403 patients complaining of chest pain, 65.8% of whom had been diagnosed as having ACS without ST elevation, 27.8% had ACS with ST elevation and 6.5% without ACS. Among such patients, the 377 patients with ACS were evaluated (37.9% of whom were females), and the mean age was 62.2 &#177; 11.6 years. The presence of HF before or during hospitalization influenced mortality. Among the prognostic factors, emphasis should be placed on the initial creatinine level, with the cutoff point being set at 1.4 mg/dl (accuracy =62.1%, HR = 3.27; p &lt; 0.001). We noted a worse prognosis for each additional ten years of age (HR = 1.37, p &lt; 0.001) and for each increment of 10bpm heart rate (HR = 1.22 p &lt; 0.001). As for the therapies used before and after 2002, there was an increase of beta-blockers, angiotensin-converting enzyme inhibitors (ACEIs), statins and antiplatelet agents, having an impact on mortality.</p>
      <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> HF upon admission, creatinine, age and HR were independent predictors of mortality. It was observed that HF patients treated before 2002 had a worse survival when compared with that seen after 2002 and the change in therapy was responsible for it. </p>
      <p><bold>Key words: </bold>Acute coronary syndrome/mortality/trends; heart failure; morbidity; drug evaluation.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Acute coronary syndrome (ACS) is an ancient and frequent disease, with consequences in society not only in economic terms, but also in rates of mortality. In the United States of America (USA), cardiovascular disease showed a prevalence of 71.3 million; coronary artery disease, 13.2 million; and congestive heart failure, 5 million. Overall mortality from cardiovascular disease in 2001 was 6 billion and 148 million, representing 12.5%; for 2020, there is a forecast of 32% of deaths from cardiovascular disease (CVD) for a population estimated at 7.8 billion; and for 2030 the forecast is 33% of CVD deaths for a population of 8.2 billion<sup>1</sup>.</p>
      <p>In Brazil, in 2005, total deaths from ischemic heart disease, according to Datasus, was 84,945. S&#227;o Paulo and Rio de Janeiro were the states with the highest levels. Regardless of socioeconomic class and region of Brazil, circulatory disease represents the largest number of deaths in our population<sup>2</sup>.</p>
      <p>In developed countries, coronary heart disease is a major cause of heart failure and morbidity and mortality. The prognosis of heart failure due to acute myocardial infarction (AMI) depends on the extent and severity of ventricular dysfunction, second only to age<sup>3</sup>. Clinical evidence of heart failure usually represents loss of 20% to 25% of left ventricular contraction, with cardiogenic shock if the loss exceeds 40% of muscle mass<sup>4</sup>.</p>
      <p>The objective of this study is to assess the demographic and clinical characteristics of patients with acute coronary syndrome admitted to the University Hospital Pedro Ernesto (HUPE) from August 1999 to 2007. In addition, long-term predictors of morbidity and mortality during follow-up of up to eight years were determined.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>We evaluated a cohort of 403 consecutive and prospective patients admitted to the cardiology public service from August 1999 to December 2007 with an initial diagnosis of acute coronary syndrome. In 377 patients, diagnosis of ACS was confirmed through regular clinical visits and telephone conversations. The study was approved by the ethics committee of the institution according to the Helsinki Declaration, and all patients signed the Informed Consent (IC) to participate in the study.</p>
      <p>Demographical data, comorbidities, previous history of coronary disease, reports of coronary angiography, percutaneous coronary intervention or coronary artery bypass surgery were described in this population. </p>
      <p>We compared invasive risk stratification versus noninvasive risk stratification, as well as the differences between drug treatment with interventionist treatment to assess progress during hospitalization and within the first eight years after discharge, in relation to cardiovascular events and deaths.</p>
      <p>Diagnosis upon admission and discharge were evaluated, as well as the number of deaths and events within eight years.</p>
      <p>Patients were evaluated and followed up by periodic clinical visits and telephone conversations until December 2008. Complementary methods were not mandatory, and for this study, only those tests performed by patients at the discretion of the attending physician and availability in the hospital were registered. </p>
      <p>
        <bold>Patient selection and follow-up</bold>
      </p>
      <p>We considered the following inclusion criteria: patients younger than 18; patients who signed the Informed Consent (IC); patients who were diagnosed with acute coronary syndrome as a presumptive diagnosis; clinical picture associated or not to electrocardiographic changes that justified diagnosis, such as ST elevation or depression or T wave inversion.</p>
      <p>We considered the following exclusion criteria: acute coronary syndrome secondary to severe gastrointestinal bleeding, surgery, post-invasive procedure, trauma, or car accident. We also considered the following criteria: patients with end-stage cancer or advanced liver disease; incapacity to participate in or indifference to cooperate with the study; refusal to sign the ICF; other conditions making it difficult to participate in the study.</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>All figures were described as mean and standard deviation or median and interquartile range. Categorical data were expressed by percentage.</p>
      <p>We applied the Student t test, Mann-Whitney test, chi-square test and Fisher exact test, as applicable.</p>
      <p>To construct the survival model were initially used the Kaplan-Meier and log-rank test. The multivariate model was adjusted using the Cox model. After performing the Cox survival analysis, we diagnosed the model to ensure the assumption of proportional hazards. When necessary, we used the stratified Cox model.</p>
      <p>To choose the best cutoff point for numeric variables, aimed at predicting mortality, we used the receiver operating characteristic curve (ROC).</p>
      <p>All analyses was performed using the program R version 2.9.1. A significance level of 95% was considered in this study, which corresponds to p = 0.05.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Characteristics of sample population</p>
      <p>The sample population of this study is composed of 403 patients complaining of chest pain, being 65.8% diagnosed with ACS without ST elevation, 27.8% ACS with ST elevation ACS and 6.5% without ACS. The demographic and clinical characteristics, and risk factors for CAD are presented in <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Tables 1</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">2</xref>. <xref ref-type="table" rid="tab03-body2">Tables 3</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab04-body2">4 </xref> present the clinical and laboratory characteristics of the study population according to the presence of HF. </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
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      <table-wrap id="tab02-body2">
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      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Clinical characteristics and therapies related to mortality </bold>
      </p>
      <p>The main clinical characteristics and therapies related to mortality are Killip classification, change in systolic function on echocardiography, presence of left bundle branch block (LBBB), presence of HF prior to admission (or any HF condition appearing during hospitalization) and the therapy used before and during hospitalization.</p>
      <p>With regard to Killip classification, classes II and III have similar mortality rates (58.6% <italic>vs</italic> 55.6%, respectively), class IV has 100% mortality and the class I has 26% mortality (p = 0.00126).</p>
      <p>The same was observed concerning the change of left ventricular systolic function on echocardiography, in which normal function was observed in 22.3%, mild dysfunction in 37.5%, moderate in 36.6% and severe in 62.95 % of deaths (p = 0.00017).</p>
      <p>Regarding the presence of LBBB, we noted a greater prevalence on deaths (36.8%) compared to survivors (30.3%), although with no statistically significant difference (p = 0.610).</p>
      <p>Concerning the final diagnosis, the proportion of patients who subsequently died was similar irrespective on the form, whether by ACS with ST elevation (29.8%), or by ACS without ST elevation (32.4 %) (p = 0.467). </p>
      <p>The presence of previous HF influenced mortality (with HF = 54.2% <italic>vs</italic> 28% without HF; p = 0.0004), as well as the presence of HF during hospitalization (HF = 65% <italic>vs</italic> 24.1% without HF; p = 0.00000021).</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab05-body2">Table 5</xref> presents the survival and mortality depending on the therapy used upon admission and after follow-up.</p>
      <table-wrap id="tab05-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>During hospitalization, the patients using thrombolytics had lower mortality, and about the use of diuretics and inotropic agents, there was higher mortality.</p>
      <p>In the period of follow up, patients who used beta-blockers and ACE inhibitors had lower mortality. Unlike what was observed in hospital in relation to the use of diuretics, patients who continued use after hospital discharge presented a lower number of deaths. The use of antiplatelet agents has led to lower mortality.</p>
      <p>As to interventional therapy, there are more deaths in patients undergoing coronary artery bypass surgery than those treated with angioplasty (34.3% <italic>vs</italic> 19.5%, p = 0.0448).</p>
      <p>
        <bold>Analysis of the sample population according to the time period</bold>
      </p>
      <p>The data were analyzed by comparing the population before and after the year 2002. It was noted that 12.10% of patients with ACS had HF before 2002 and 11.16% after 2002. Therefore, the occurrence of HF was similar in both instances.</p>
      <p>Comparing the periods before and after 2002, there has been a reduction in mortality with statistically significant difference (19.35% <italic>vs</italic> 6.32%, p &lt; 0.001), but readmissions had no differences for the periods, without statistical significance (before 2002 = 23.77% <italic>vs</italic> 27.27% after 2002, p = 0.55).</p>
      <p>There were differences on the therapies used according to the period of time and statistical distinction between patients who were treated before and after 2002. </p>
      <p>In this cohort, we could observe an increase after 2002 of previous use of betablockers (5.93% to 32.54%; p &lt; 0.001), ACE inhibitors (35.59% to 45.82%; p = 0.071), statins (6.0% to 20.63%; p &lt; 0.001) and diuretics (6.52% to 19.44%; p = 0.003). During hospitalization, there was also increased use of thrombolytics (37.50% to 44.74%; p = 0.46), ASA (73.33% to 86.90%; p = 0.002), clopidogrel (4, 20% to 14.29%; p = 0.004). Another relevant aspect was the largest quantity of coronary artery bypass grafts and coronary angioplasties (29.84% to 45.06%; p = 0.005).</p>
      <p>
        <bold>Analysis of the sample population according to the time period and diagnosis</bold>
      </p>
      <p>Because there are clearly two determinants of therapy - the time period and the final diagnosis of the patient - it is interesting to evaluate the interaction between these determinants (<xref ref-type="table" rid="en_156tab06-body2">Tables 6</xref> and <xref ref-type="table" rid="en_156tab07-body2">7</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_156tab06-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_156tab07-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt07-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Although not statistically significant, it is important to note that there was a reversal of opting for surgery. Before 2002, surgery occurred twice more in ACS without ST elevation. After this period, this option did not attract any interest anymore. Although the forms of the disease were not considered, coronary angiography and percutaneous coronary intervention increased significantly after 2002.</p>
      <p>Concerning drug therapy, before 2002, only the use of hypoglycaemic was different between diagnoses. Since 2002, only the use of calcium antagonists was different. </p>
      <p>However, in the treatment of both diagnoses, from 2002, we should note the increased use of beta-blockers, ACE inhibitors and antiplatelet agents.</p>
      <p>
        <bold>Survival analysis</bold>
      </p>
      <p>Aiming to evaluate the prognostic impact of HF on admission of patients, there was a univariate analysis of survival using clinical and therapeutic variables. The initial creatinine was strongly related to the prognosis, so we opted to use the ROC curve to select the best cutoff point, which was 1.4 mg/dl, with an accuracy of 62.1%. Of all the treatments tested, only the prior use of diuretics was significant.</p>
      <p>In the univariate analysis, the parameters with statistical significance were myocardial infarction (p=0.015), previous heart failure (p &lt; 0.001), previous arterial hypertension (p=0.011), admission before 2002 (p=0.001), creatinine &gt; 1.4 mg/dl (p &lt; 0.001), each increment of ten years of age (p &lt; 0.001) and each increment of 10bpm heart rate (p = 0.001).</p>
      <p>Cox survival analysis was used to determine independent predictors of survival, which was stratified through the period of hospitalization (before 2002 or after 2002) to ensure the assumption of proportional hazards. </p>
      <p>All univariate variables with p value &lt;0.05 were included in the model, but only four variables were considered independent predictors: the presence of HF upon admission (HR=2.73, p&lt;0.001), initial creatinine &gt; 1.4 mg/dl (HR = 2.33. p=0.004), extra ten years in age (HR=1.37, p&lt;0.001) and extra ten beats in HR (HR=1.22, p&lt;.001).</p>
      <p>To better understand the significance of this result, we should refer to <xref ref-type="fig" rid="en_156fig01-body2">Figure 1</xref>, which shows the survival of patients with and without HF upon admission, adjusted by the other three variables. Because there are two risk strata, each class is represented by two different curves. It is important to note that patients without HF upon admission progress with the same prognosis, regardless of the year of assistance. However, the presence of HF upon admission is associated with a worse prognosis. The prognosis of patients admitted with heart failure who were treated before 2002 is worse than that of patients from another period.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_156fig01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Hospital mortality varies according to the risk group studied, between 1.8% and 23.6%, corresponding respectively to the group of low risk and high risk<sup>5</sup>, with rates of readmission around 50% in six months, due to worse renal function<sup>6</sup>. Comparing this study to the literature, we observe that there is not a significant <italic>p</italic> for readmission, although it has been found in hospital mortality.</p>
      <p>From the outcome of these patients, the extent of left ventricular dysfunction after myocardial infarction is the second most important factor of cardiovascular mortality, second only to age<sup>3</sup>.</p>
      <p>There were differences in the behavior of the study population before and after 2002. Although there was no randomization of the study population, we can assume that the difference could be explained by the therapy used and how it was used. The most plausible explanation is that the results showed a better response from 2002, probably due to a more directed treatment set by the Guidelines of the Brazilian Society of Cardiology, which have changed over the years. However, this is only speculation. </p>
      <p>Beta-blockers had a good relationship with improvement in symptoms, functional capacity, cardiac remodeling and left ventricular function.<sup>7-13</sup> It is known, from studies performed, that the prescription of betablockers is a priority in patients with ventricular systolic dysfunction of any cause and any functional class<sup>7-13</sup>. </p>
      <p>In this cohort, there was a statistically significant <italic>p</italic> in terms of mortality, comparing the therapies used before and after 2002, when the following drugs have been used previously: diuretics, beta-blockers, ACE inhibitors, statins, aspirin and clopidogrel. This mortality is consistent with the literature, as observed in the studies: SOLVD-treatment<sup>6</sup>, MERIT-HF<sup>14</sup>, CIBIS-II<sup>8</sup>, US-CARVEDILOL<sup>12</sup>, COPERNICUS<sup>9</sup>, CONSENSUS I<sup>15</sup>, and V-HEFT-II<sup>16</sup> and COMET<sup>10</sup>.</p>
      <p>In this study, there was no statistical difference as to the use of enalapril before and after 2002. The biggest difference was the use of diuretics, betablockers, statins, aspirin and antiplatelet agents. The results were statistically significant for the use of clopidogrel, where it was possible to prove similar results.</p>
      <p>Heart rate was statistically significant associated with cardiovascular death in a reverse way, i.e., each increment of 10 bpm (HR: 1.22 p &lt; 0.001) was associated with a worse prognosis of the survival condition. That was confirmed in the study by Rassi et al<sup>17</sup>, who found that in heart failure with recent onset of symptoms, HR was also statistically significantly associated with each increment of 10 bpm (RR: 1.58 (95%; 1.23 to 2.04)<sup>17</sup>. This allowed us to analyze the sympathetic activation of HF and suppose, considering that this study is not randomized and that high heart rates are associated with a worse prognosis in cardiovascular disease, although it is examination physical data poorly described in publications. The same was confirmed in the study EPICAL<sup>18</sup>, in which heart rate was identified by multivariate analysis as an independent predictor of death, both in ischemic heart disease and in dilated cardiomyopathy<sup>17,19</sup>.</p>
      <p>Serum creatinine was also an independent predictor of cardiovascular mortality and very much related with the prognosis (HR: 1.17 for each 1 mg/dl, p=0.005), so we chose to use the ROC curve to select the best cutoff point. Thus, we found 1.4 mg/dl, with an accuracy of 62.1% and HR: 3.27 (p&lt;0.001), which seems statistically significant in the multivariate model of survival. This finding is consistent with the study reported by Cowie et al<sup>20</sup> In this study, the authors determined the prevalence and risk factors that worsened renal function among patients hospitalized for decompensated heart failure and association with subsequent readmissions and mortality. The mechanism of this association is unclear, but the worsening of renal function is associated with high mortality. It was observed that the worsening of renal function were independently associated with serum creatinine levels upon admission (HR: 3.02, 95% CI, 1.58 to 5.76), pulmonary edema (HR: 0.35 CI 95%, 1.79 to 6.27), history of atrial fibrillation (HR: 0.35 95% CI, 0.18 to 0.67) and therefore a higher cardiovascular mortality. </p>
      <p>Just as the study by Cowie et al, several other studies have reported an association between the development of worsening renal function in patients hospitalized with decompensated heart failure and worse clinical outcomes. The mechanism remains unclear, however, according to Rassi et al<sup>17</sup> serum creatinine was also an independent predictor of mortality, and it is 1.6 times more associated with cardiovascular mortality at each increment of 0.25 mg/dl (HF 95 % 1.33 to 1.92). Rassi et al<sup>17</sup> also assumed that the persistence at high levels of serum creatinine denote the existence of baseline renal disease, because, after clinical compensation of long-term HF, serum creatinine is expected to reach normal levels<sup>17</sup>.</p>
      <p>In this study, there were differences with respect to HF upon admission: patients with HF upon admission had a worse prognosis than those who did not have HF, which is in line with the literature<sup>21-23</sup>. With respect to 2002, a difference was also observed: patients who, upon admission, had HF before 2002, showed a worse prognosis than those who were admitted after 2002. As this study was not randomized, and considering that the two guidelines for diagnosis and treatment of HF, of the Brazilian Society of Cardiology of 1999 were revised in 2002, coupled with a more evident invasive treatment after 2002, we may assume that clincal therapy was optimized, showing a statistical difference compared to the better prognosis of survival from 2002. Also in relation to absence of HF upon admission, no difference in prognosis was observed, regardless of the year of assistance, which may evidence the absence of HF as a factor of better prognosis.</p>
      <p>It should be noted that the increased use of beta-blockers, antiplatelet drugs, ACE inhibitors and statins were factors responsible for the higher success in treatments since 2002. With respect to beta-blockers, its greater use occurred after 2002, which may be evident by comparing ACSSTE and ACSWSTE before and after 2002 (Table 6).</p>
      <p>As for antiplatelet agents, we observed the same result for the periods before and after 2002. For ACEI/ARB, there was also significant evidence in both periods. </p>
      <p>Another variable that was considered a predictor of survival by the multivariate model of survival was age, also present in other studies<sup>19,22-25</sup>. For each additional ten years of age, the prognosis was worse, with HR: 1.37 and p &lt; 0.001. </p>
      <p>Creatinine as a predictor of prognosis may be better assessed by the ROC curve, where the best cutoff point was 1.4 mg/dl, with HR: 2.33 with p &lt; 0.004. Just as the study EPICAL and the record OPTIMIZE-HF confirmed the relationship between creatinine and survival, Rassi et al<sup>17</sup> and Cowie et al<sup>20</sup> confirmed the same result, where creatinine was considered an important prognostic factor for survival<sup>17,20,21,25</sup>.</p>
      <p>In <xref ref-type="fig" rid="en_156fig01-body2">Figure 1</xref>, we can observe that patients without HF upon admission did not differ as to developments, regardless of the year of assistance. However, the presence of HF differs according to the year of assistance: before or after 2002. Both had a worse prognosis, but patients treated after 2002 had a better prognosis compared to those who were seen before. From the consideration of a cohort, this could be partly attributed to the treatment recommended by the department of Cardiology, which was more strongly focused on the Guidelines of the Brazilian Society of Cardiology, over the years, following its evolution and changes. Since it was not a randomized study, this fact cannot be confirmed.</p>
      <p>
        <bold>Study limitations</bold>
      </p>
      <p>The following limitations are considered in this study:</p>
      <disp-quote>
        <p>a) medical records filled with incomplete data, missing information.</p>
        <p>b) lack of cooperation of some patients.</p>
        <p>c) difficulties inherent in the study, which was partly retrospective.</p>
        <p>d) initial records of population obtained by different observers.</p>
      </disp-quote>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>HF patients treated before 2002 had a worse survival than patients treated since 2002. </p>
      <p>Even with the difference in survival related to the time period of hospitalization, the impact of clinical and laboratory variables was similar regardless of time of admission. </p>
      <p>The presence of HF upon admission, initial creatinine &gt; 1.4 mg/dl, age and HR of patients admitted with ACS are independent predictors of mortality. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgments</bold>
      </p>
      <p>This study is part of the Master's dissertation project included in the postgraduate program of FCM/UERJ (PGCM/FCM/UERJ) of Adolfo Alexandre Farah de Aguiar. </p>
      <p>This study was part of the project PREV-IC PROATEC/UERJ and received funding from FAPERJ, through the Program for Support to Emerging Research Groups in the State of Rio de Janeiro - INOVACOR Project.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by Programa PREV-IC do PROATEC/UERJ and partially funded by Projeto Inovador - FAPERJ.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Adolfo Alexandre Farah de Aguiar, from <italic>Universidade do Estado do Rio de Janeiro</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Art&#237;culos Originales</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">An&#225;lisis a largo plazo en el s&#237;ndrome coronario agudo: &#191;Existen diferencias en la morbimortalidad?</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La insuficiencia card&#237;aca (IC) tiene gran importancia como predictor de morbimortalidad en pacientes con s&#237;ndrome coronario agudo (SCA). OBJETIVO: Evaluar los predictores de morbimortalidad en la SCA a largo plazo. M&#201;TODOS: Fue un estudio de cohorte de 403 pacientes consecutivos con quejas de dolor tor&#225;cico. Se describieron datos demogr&#225;ficos, cl&#237;nicos, de laboratorio y terap&#233;uticos, siendo evaluados durante la internaci&#243;n y hasta ocho a&#241;os despu&#233;s del alta, en relaci&#243;n a la presencia o ausencia de eventos cardiovasculares y &#243;bitos. RESULTADOS: Fueron 403 pacientes con quejas de dolor tor&#225;cica, en que 65,8% presentaban diagn&#243;stico de SCA sin supra de ST, 27,8% SCA con supra de ST y 6,5% sin SCA. De estos, fueron evaluados los 377 pacientes con SCA, en que 37,9% eran del sexo femenino, y la media de edad fue de 62,2&#177;11,6 a&#241;os. La presencia de IC antes o durante la hospitalizaci&#243;n influenci&#243; la mortalidad. De los factores pron&#243;sticos, la creatinina inicial merece destacarse, siendo el punto de corte de 1,4mg/dL (precisi&#243;n=62,1%; HR=3,27; p&lt;0,001). Notamos peor pron&#243;stico para cada aumento de diez a&#241;os de edad (HR=1,37; p&lt;0,001) y para cada incremento de 10lpm en la frecuencia card&#237;aca (HR=1,22 p&lt;0,001). En cuanto a las terapias utilizadas antes y despu&#233;s de 2002, hubo aumento de uso de betabloqueantes, inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina (IECAs), estatinas y antiplaquetarios, teniendo impacto en la mortalidad. CONCLUSI&#211;N: Presencia de IC admisional, creatinina, edad y FC fueron predictores independientes de mortalidad. Se observ&#243; que pacientes con IC atendidos antes de 2002 presentaron peor sobrevida en relaci&#243;n a los atendidos despu&#233;s de 2002 y que el cambio en la terapia fue el responsable por eso.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>S&#237;ndrome coronario agudo</kwd>
        <kwd>S&#237;ndrome coronario agudo</kwd>
        <kwd>insuficiencia card&#237;aca</kwd>
        <kwd>morbilidad</kwd>
        <kwd>evaluaci&#243;n de medicamentos</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>An&#225;lisis a largo plazo en el s&#237;ndrome coronario agudo: &#191;Existen diferencias en la morbimortalidad?</bold>
          </label>
          <p>Adolfo Alexandre Farah de Aguiar<a href="#back" link-type="internal"><bold>*</bold></a>; Ricardo Mourilhe-Rocha<a href="#back" link-type="internal"><bold>*</bold></a>; Roberto Esporcatte; Liana Correa Amorim; Bernardo Rangel Tura; Denilson Campos de Albuquerque</p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Hospital Universit&#225;rio Pedro Ernesto, Rio de Janeiro, RJ - Brasil</p>
      <p>
        <a href="#back" link-type="internal">Correspondencia</a>
      </p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> La insuficiencia card&#237;aca (IC) tiene gran importancia como predictor de morbimortalidad en pacientes con s&#237;ndrome coronario agudo (SCA).</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar los predictores de morbimortalidad en la SCA a largo plazo.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Fue un estudio de cohorte de 403 pacientes consecutivos con quejas de dolor tor&#225;cico. Se describieron datos demogr&#225;ficos, cl&#237;nicos, de laboratorio y terap&#233;uticos, siendo evaluados durante la internaci&#243;n y hasta ocho a&#241;os despu&#233;s del alta, en relaci&#243;n a la presencia o ausencia de eventos cardiovasculares y &#243;bitos.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Fueron 403 pacientes con quejas de dolor tor&#225;cica, en que 65,8% presentaban diagn&#243;stico de SCA sin supra de ST, 27,8% SCA con supra de ST y 6,5% sin SCA. De estos, fueron evaluados los 377 pacientes con SCA, en que 37,9% eran del sexo femenino, y la media de edad fue de 62,2&#177;11,6 a&#241;os. La presencia de IC antes o durante la hospitalizaci&#243;n influenci&#243; la mortalidad. De los factores pron&#243;sticos, la creatinina inicial merece destacarse, siendo el punto de corte de 1,4mg/dL (precisi&#243;n=62,1%; HR=3,27; p&lt;0,001). Notamos peor pron&#243;stico para cada aumento de diez a&#241;os de edad (HR=1,37; p&lt;0,001) y para cada incremento de 10lpm en la frecuencia card&#237;aca (HR=1,22 p&lt;0,001). En cuanto a las terapias utilizadas antes y despu&#233;s de 2002, hubo aumento de uso de betabloqueantes, inhibidores de la enzima conversora de la angiotensina (IECAs), estatinas y antiplaquetarios, teniendo impacto en la mortalidad.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N: </bold> Presencia de IC admisional, creatinina, edad y FC fueron predictores independientes de mortalidad. Se observ&#243; que pacientes con IC atendidos antes de 2002 presentaron peor sobrevida en relaci&#243;n a los atendidos despu&#233;s de 2002 y que el cambio en la terapia fue el responsable por eso. </p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> S&#237;ndrome coronario agudo / mortalidad / tendencia, insuficiencia card&#237;aca, morbilidad, evaluaci&#243;n de medicamentos.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El s&#237;ndrome coronario agudo (SCA) es una enfermedad antigua y muy frecuente, con consecuencias en la sociedad no s&#243;lo en la parte econ&#243;mica, sino tambi&#233;n en las tasas de morbimortalidad. En los Estados Unidos de Am&#233;rica (EEUU), la enfermedad cardiovascular present&#243; prevalencia de 71,3 millones; la enfermedad arterial coronaria, de 13,2 millones; y la insuficiencia card&#237;aca congestiva, de 5 millones. La mortalidad global por enfermedad cardiovascular, en 2001, fue de 6 mil millones y 148 millones, correspondiendo a 12,5%; para 2020, hay una proyecci&#243;n de 32% de muertes por enfermedad cardiovascular (ECV) para una poblaci&#243;n estimada en 7,8 mil millones; y, para 2030, la proyecci&#243;n es de 33% de muertes por ECV, para una poblaci&#243;n de 8,2 mil millones.<sup>1</sup></p>
      <p>En el Brasil, en el a&#241;o 2005, el total de &#243;bitos por enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n, seg&#250;n el Datasus, fue 84.945 &#243;bitos por enfermedad isqu&#233;mica del coraz&#243;n, destacando San Pablo y R&#237;o de Janeiro como los estados con los mayores &#237;ndices. Independientemente de la clase socioecon&#243;mica y de la regi&#243;n del Brasil, la enfermedad circulatoria representa el mayor n&#250;mero de &#243;bitos en la poblaci&#243;n brasile&#241;a.<sup>2</sup></p>
      <p>En los pa&#237;ses del primer mundo, la enfermedad coronaria se presenta como una de las principales causas de insuficiencia card&#237;aca y de morbimortalidad. El pron&#243;stico de la insuficiencia card&#237;aca a consecuencia del infarto agudo de miocardio (IAM) depender&#225; de la extensi&#243;n y de la gravedad de la disfunci&#243;n ventricular, perdiendo apenas frente a la edad.<sup>3</sup> Evidencia cl&#237;nica de insuficiencia card&#237;aca representa generalmente la p&#233;rdida de contracci&#243;n de 20% a 25% del ventr&#237;culo izquierdo, con ocurrencia de shock cardiog&#233;nico si la p&#233;rdida es superior a 40% de masa muscular.<sup>4</sup></p>
      <p>Es objetivo del presente estudio evaluar las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas y cl&#237;nicas de pacientes con s&#237;ndrome coronario agudo, admitidos en el Hospital Universitario Pedro Ernesto (HUPE) de agosto de 1999 hasta 2007. Adem&#225;s de eso, tambi&#233;n fueron determinados los factores predictores de morbilidad y mortalidad a largo plazo durante control de hasta ocho a&#241;os.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se evalu&#243; una cohorte de 403 pacientes consecutivos y prospectivos, internados en servicio de cardiolog&#237;a p&#250;blico, en el per&#237;odo de agosto de 1999 a diciembre de 2007, con diagn&#243;stico inicial de s&#237;ndrome coronario agudo. En 377 pacientes, fue confirmado el diagn&#243;stico de SCA, por medio de consultas cl&#237;nicas y telef&#243;nicas peri&#243;dicas. El estudio fue aprobado por el comit&#233; de &#233;tica en investigaci&#243;n de la instituci&#243;n en consonancia con la Declaraci&#243;n de Helsinki, y todos los pacientes firmaron el T&#233;rmino de Consentimiento Libre y Aclarado (TCLA) para participar del estudio.</p>
      <p>Se describieron datos demogr&#225;ficos, comorbilidades, historia previa de enfermedad coronaria, relato anterior de angiograf&#237;a coronaria, intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea o cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica de esa poblaci&#243;n.</p>
      <p>Se compar&#243; la estratificaci&#243;n de riesgo invasiva <italic>versus</italic> la no invasiva, as&#237; como las diferencias entre el tratamiento medicamentoso con el intervencionista, para evaluar la evoluci&#243;n durante la internaci&#243;n y en el per&#237;odo de hasta ocho a&#241;os despu&#233;s del alta, en relaci&#243;n a los eventos cardiovasculares y &#243;bitos.</p>
      <p>Se evaluaron los diagn&#243;sticos de admisi&#243;n y de alta hospitalaria, as&#237; como el n&#250;mero de &#243;bitos y eventos en el per&#237;odo de hasta ocho a&#241;os.</p>
      <p>Los pacientes fueron evaluados y controlados por consultas cl&#237;nicas y telef&#243;nicas peri&#243;dicas hasta diciembre de 2008. No era obligatoria la realizaci&#243;n de m&#233;todos complementarios, y fueron registrados para este estudio apenas los ex&#225;menes realizados por los pacientes a criterio del m&#233;dico asistente y de la disponibilidad del HUPE.</p>
      <p>
        <bold>Selecci&#243;n y control de los pacientes</bold>
      </p>
      <p>Fueron considerados los siguientes criterios de inclusi&#243;n en el estudio: pacientes con edad m&#237;nima de 18 a&#241;os; pacientes que firmaron el T&#233;rmino de Consentimiento Libre y Aclarado (TCLA); pacientes que presentaron diagn&#243;stico de s&#237;ndrome coronario agudo como diagn&#243;stico presuntivo; cl&#237;nica asociada o no a cambios electrocardiogr&#225;ficos que justificaran el diagn&#243;stico, tales como supra o infradesnivel del ST o inversi&#243;n de ondas T.</p>
      <p>Fueron considerados los siguientes criterios de exclusi&#243;n: s&#237;ndrome coronario agudo secundario a hemorragia digestiva grave, cirug&#237;a, post procedimiento invasivo, trauma o accidente cerebro vascular automovil&#237;stico. Tambi&#233;n se consideraron los siguientes criterios: pacientes con neoplasia en fase terminal o enfermedad hep&#225;tica avanzada; incapacidad o desinter&#233;s para cooperar con el estudio; no concordancia en firmar el TCLA; otras condiciones que dificultasen la participaci&#243;n en el estudio.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>Todos los datos num&#233;ricos fueron descriptos con media y desv&#237;o est&#225;ndar o mediana y distancia intercuart&#237;lica. Los datos categ&#243;ricos fueron expresados por medio de porcentaje.</p>
      <p>Fueron aplicados el test t de Student, test de <italic>Mann-Whitney</italic>, test del qui-cuadrado y test exacto de Fisher, seg&#250;n la indicaci&#243;n.</p>
      <p>Para la construcci&#243;n del modelo de sobrevida, fueron utilizados inicialmente el m&#233;todo de <italic>Kaplan-Meier</italic> y el test de <italic>log-rank</italic>. EL modelo multivariado fue ajustado, utilizando-se el modelo de Cox. Despu&#233;s de realizar la an&#225;lisis de sobrevida de Cox, fue hecho el diagn&#243;stico del modelo para garantizar el presupuesto del riesgo proporcional. Cuando fue necesario, se utiliz&#243; el modelo de Cox estratificado.</p>
      <p>Para escoger el mejor punto de corte de las variables num&#233;ricas, buscando la predicci&#243;n de mortalidad, fue utilizada la curva <italic>Receiver operating characteristic</italic> (ROC).</p>
      <p>Todos los an&#225;lisis fueron realizados utilizando el programa R versi&#243;n 2.9.1. Se consider&#243;, en este estudio, un nivel de significancia de 95%, el que corresponde al valor de p=0,05.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Caracter&#237;sticas de la poblaci&#243;n de la muestra</bold>
      </p>
      <p>La poblaci&#243;n de la muestra de este estudio est&#225; compuesta por 403 pacientes con quejas de dolor tor&#225;cica, siendo 65,8% con diagn&#243;stico de SCA sin supra de ST, 27,8% SCA con supra de ST y 6,5% sin SCA. Las caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas, cl&#237;nicas y factores de riesgo para EAC est&#225;n presentados en las <xref ref-type="table" rid="t1-body3">Tablas 1</xref> y <xref ref-type="table" rid="t2-body3">2</xref>. En las <xref ref-type="table" rid="t3-body3">Tabla 3</xref> y <xref ref-type="table" rid="t4-body3">4</xref>, son presentadas las principales caracter&#237;sticas cl&#237;nicas y de laboratorio de la poblaci&#243;n estudiada de acuerdo con la presencia de IC.</p>
      <table-wrap id="t1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t2-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t3-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t4-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>
        <bold>Caracter&#237;sticas cl&#237;nicas y terapias relacionadas a la mortalidad</bold>
      </p>
      <p>Las principales caracter&#237;sticas cl&#237;nicas y las terapias relacionadas a la mortalidad son la clasificaci&#243;n de Killip, la alteraci&#243;n de la funci&#243;n sist&#243;lica en el ecocardiograma, la presencia de bloqueo de rama izquierdo (BRI), la presencia de IC previa a la internaci&#243;n (o que haya aparecido durante la hospitalizaci&#243;n) y la terapia utilizada antes y durante la hospitalizaci&#243;n.</p>
      <p>En relaci&#243;n a la clasificaci&#243;n de Killip, las clases II y III tienen mortalidades semejantes (58,6% vs. 55,6%, respectivamente), la clase IV tiene 100% de mortalidad y la clase I tiene 26% de mortalidad (p=0,00126).</p>
      <p>Lo mismo fue observado respecto a la alteraci&#243;n de la funci&#243;n sist&#243;lica del ventr&#237;culo izquierdo en el ecocardiograma, en que la funci&#243;n normal fue observada en 22,3%, disfunci&#243;n leve en 37,5%, moderada en 36,6% y grave en 62,95% de los &#243;bitos (p=0,00017).</p>
      <p>Cuanto a la presencia de BRI, notamos mayor prevalencia en los &#243;bitos (36,8%) en relaci&#243;n a los sobrevivientes (30,3%), pero sin diferencia estad&#237;stica significativa (p=0,610).</p>
      <p>En relaci&#243;n al diagn&#243;stico final, la proporci&#243;n de pacientes que evolucionaron a &#243;bito fue semejante sin que dependiese de la forma de presentaci&#243;n, sea por SCA con supra de ST (29,8%), sea por SCA sin supra de ST (32,4%) (p=0,467).</p>
      <p>La presencia de IC previa influenci&#243; la mortalidad (con IC = 54,2% vs.. 28% sin IC; p=0,0004), as&#237; como la presencia de IC durante la hospitalizaci&#243;n (con IC = 65% vs.. 24,1% sin IC; p=0,00000021).</p>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="t5-body3">Tabla 5</xref>, presenta-se la sobrevida y la mortalidad en funci&#243;n de la terapia utilizada en la admisi&#243;n hospitalaria y despu&#233;s de seguimiento cl&#237;nico.</p>
      <table-wrap id="t5-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>En la fase hospitalaria, los pacientes que utilizaron trombol&#237;ticos tuvieron menor mortalidad y, acerca del uso de diur&#233;ticos y inotr&#243;picos, hubo mayor mortalidad.</p>
      <p>En el per&#237;odo de seguimiento cl&#237;nico, los pacientes que utilizaron betabloqueante y IECA tuvieron menor mortalidad. Al contrario de lo que fue observado en la fase hospitalaria en relaci&#243;n al uso de diur&#233;ticos, los pacientes que mantuvieron el uso despu&#233;s del alta hospitalaria presentaron menor n&#250;mero de &#243;bitos. La utilizaci&#243;n de antiplaquetarios llev&#243; a la menor mortalidad.</p>
      <p>En cuanto a la realizaci&#243;n de terapia intervencionista, se observa la ocurrencia de m&#225;s &#243;bitos en los pacientes sometidos a cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica que en relaci&#243;n a los tratados por angioplastia (34,3% vs. 19,5%; p=0,0448).</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de la poblaci&#243;n de la muestra de acuerdo con el per&#237;odo del tiempo</bold>
      </p>
      <p>Se procedi&#243; al an&#225;lisis de los datos, compar&#225;ndose la poblaci&#243;n antes y despu&#233;s del a&#241;o 2002. Se not&#243; que 12,10% de los pacientes con SCA presentaron IC antes de 2002 y 11,16% despu&#233;s de 2002; por lo tanto la ocurrencia de IC fue semejante en ambos momentos.</p>
      <p>Comparando los per&#237;odos antes y despu&#233;s de de 2002, se observa que ocurri&#243; una reducci&#243;n de la mortalidad con diferencia estad&#237;stica significativa (19,35% vs. 6,32%; p&lt;0,001), sin embargo las reinternaciones no sufrieron diferencias en relaci&#243;n a los per&#237;odos, no habiendo significancia estad&#237;stica (antes de 2002 = 23,77% vs. 27,27% despu&#233;s de 2002; p=0,55).</p>
      <p>Hubo diferencias en funci&#243;n de las terapias utilizadas de acuerdo con el per&#237;odo de tiempo y distinci&#243;n estad&#237;stica entre los pacientes que fueron tratados antes y a partir de 2002.</p>
      <p>En esta cohorte estudiada, se pudo observar el aumento despu&#233;s de 2002 de la utilizaci&#243;n previa de betabloqueantes (5,93% a 32,54%; p&lt;0,001), IECA (35,59% a 45,82%; p=0,071), estatinas (6,0% a 20,63%; p&lt;0,001) y diur&#233;ticos (6,52% a 19,44%; p=0,003). Durante la hospitalizaci&#243;n, tambi&#233;n hubo incremento en el uso de trombol&#237;ticos (37,50% a 44,74%; p=0,46), AAS (73,33% a 86,90%; p=0,002), clopidogrel (4,20% a 14,29%; p=0,004). Otro aspecto relevante fue la mayor cantidad de cirug&#237;as de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica y angioplastias coronarias (29,84% a 45,06%; p=0,005).</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de la poblaci&#243;n de la muestra de acuerdo con el per&#237;odo del tiempo y con el diagn&#243;stico</bold>
      </p>
      <p>Como hay claramente dos determinantes de la terapia - el per&#237;odo del tiempo y el diagn&#243;stico final del paciente - es interesante evaluar la interacci&#243;n entre esos determinantes (<xref ref-type="table" rid="t6-body3">Tablas 6</xref> y <xref ref-type="table" rid="t7-body3">7</xref>).</p>
      <table-wrap id="t6-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt06-es.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="t7-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gt07-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>Apesar de no ser estad&#237;sticamente significativa, es importante notar que ocurri&#243; una inversi&#243;n de la opci&#243;n por la cirug&#237;a. Antes de 2002, la cirug&#237;a ocurr&#237;a dos veces m&#225;s en la SCA sin supra de ST. Despu&#233;s de ese per&#237;odo, esa elecci&#243;n no interesaba m&#225;s. Aunque no se considerase las formas de la enfermedad, la realizaci&#243;n de CAT y ICP aument&#243; significativamente despu&#233;s de 2002.</p>
      <p>En relaci&#243;n a la terap&#233;utica medicamentosa, antes de 2002, apenas el uso del hipoglicemiante fue diferente entre los diagn&#243;sticos. A partir de 2002, apenas el uso de los antagonistas de calcio fue diferente.</p>
      <p>Entre tanto, en el tratamiento de los dos diagn&#243;sticos, a partir de 2002, se debe destacar el aumento del uso de betabloqueante, antiplaquetarios y IECA.</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis de sobrevida</bold>
      </p>
      <p>Con el prop&#243;sito de evaluar el impacto pron&#243;stico de la IC en la admisi&#243;n de los pacientes, se realiz&#243; el an&#225;lisis univariado de sobrevida, utilizando variables cl&#237;nicas y terap&#233;uticas. La creatinina inicial fue muy relacionada al pron&#243;stico, por lo tanto, se opt&#243; por utilizar la curva ROC para escoger el mejor punto de corte, que fue de 1,4mg/dL, con precisi&#243;n de 62,1%. De todos los tratamientos analizados, solamente el uso de diur&#233;tico previo fue significativo.</p>
      <p>En el an&#225;lisis univariado, los par&#225;metros con significancia estad&#237;stica fueron infarto de miocardio previo (p=0,015), insuficiencia card&#237;aca previa (p&lt;0,001), hipertensi&#243;n arterial previa (p=0,011), admisi&#243;n antes de 2002 (p=0,001), creatinina&gt;1,4mg/dL (p&lt;0,001), cada incremento de diez a&#241;os de edad (p&lt;0,001) y cada incremento de 10lpm de frecuencia card&#237;aca (p=0,001).</p>
      <p>Fue utilizado el an&#225;lisis de sobrevida de Cox para determinar los predictores independientes de sobrevida, que fue estratificada por el per&#237;odo de internaci&#243;n (antes de 2002 o a partir de 2002) para garantizar el presupuesto del riesgo proporcional.</p>
      <p>Todas las variables univariadas con valor de p&lt;0,05 fueron incluidas en el modelo, sin embargo apenas cuatro variables fueron consideradas predictores independientes, que fueron la presencia de IC en la admisi&#243;n (HR=2,73, p&lt;0,001), creatinina inicial &gt;1,4mg/dL (HR=2,33. p=0,004), los incrementos de diez a&#241;os en la edad (HR=1,37, p&lt;0,001) y los incrementos de diez latidos en la FC (HR=1,22, p&lt;0,001).</p>
      <p>Para mejor comprensi&#243;n del significado de ese resultado, se debe observar la <xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figura 1</xref>, que muestra la sobrevida de los pacientes con y sin IC en la admisi&#243;n, ajustada por las otras tres variables. Como existen dos estratos de riesgo, cada clase es representada por dos curvas diferentes. Es relevante destacar que los pacientes sin IC en la admisi&#243;n evolucionan con el mismo pron&#243;stico, independientemente del a&#241;o de atenci&#243;n. Entre tanto, la presencia de IC en la admisi&#243;n est&#225; relacionada a un peor pron&#243;stico. El pron&#243;stico de los pacientes admitidos con IC que fueron atendidos antes de 2002 es peor que el de los pacientes del otro per&#237;odo.</p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0705-00157-gf01-es.jpg"/></fig>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La mortalidad hospitalaria var&#237;a seg&#250;n el grupo de riesgo analizado, entre 1,8% y 23,6%, correspondiendo respectivamente al grupo de bajo riesgo y al de alto riesgo,<sup>5</sup> con salas de reinternaci&#243;n alrededor de 50%, en seis meses, por empeoramiento de la funci&#243;n renal.<sup>6</sup> Comparando el presente estudio a la literatura, se observa que no se encuentra un <italic>p</italic> significativo en lo que se refiere a la reinternaci&#243;n, aunque haya sido encontrado en la mortalidad hospitalaria.</p>
      <p>A partir del pron&#243;stico de esos pacientes, la extensi&#243;n de la disfunci&#243;n ventricular izquierda despu&#233;s de la ocurrencia del infarto del miocardio es el segundo factor m&#225;s importante de mortalidad cardiovascular, perdiendo apenas para la edad.<sup>3</sup></p>
      <p>Hubo diferencia de comportamiento de la poblaci&#243;n estudiada antes y despu&#233;s de 2002. Aunque no haya habido randomizaci&#243;n de la poblaci&#243;n estudiada, se puede suponer que la diferencia haya encontrado explicaci&#243;n por la terap&#233;utica utilizada y como fue utilizada. La explicaci&#243;n m&#225;s plausible es que los resultados obtenidos presentaron mejor respuesta a partir de 2002, probablemente en consecuencia del tratamiento m&#225;s dirigido por las Directrices de la <italic>Sociedade Brasileira de Cardiologia</italic>, que se modificaron a lo largo de los a&#241;os. Entre tanto, eso es apenas una especulaci&#243;n.</p>
      <p>Los betabloqueantes presentaron una buena relaci&#243;n con la mejora de los s&#237;ntomas, de la capacidad funcional, del remodelado card&#237;aco y de la funci&#243;n ventricular izquierda.<sup>7-13</sup> Se sabe, por estudios realizados, que la prescripci&#243;n de betabloqueantes es prioridad en pacientes con disfunci&#243;n ventricular sist&#243;lica de cualquier etiolog&#237;a y de cualquier clase funcional.<sup>7-13</sup></p>
      <p>En la presente cohorte, se observ&#243; un <italic>p</italic> estad&#237;sticamente significativo en cuanto a la mortalidad, comparando las terapias utilizadas antes y despu&#233;s del a&#241;o 2002, cuando fueron utilizados previamente: diur&#233;tico, betabloqueante, IECA, estatina, AAS y clopidogrel. Esa mortalidad es coherente con la literatura, como se puede observar en los estudios: SOLVD-tratamiento,<sup>6</sup> MERIT-HF,<sup>14</sup> CIBIS-II,<sup>8</sup> US-CARVEDILOL,<sup>12</sup> COPERNICUS,<sup>9</sup> CONSENSUS I,<sup>15</sup> V-HEFT-II<sup>16</sup> y COMET.<sup>10</sup></p>
      <p>En el presente estudio, no hubo diferencia estad&#237;stica en cuanto al uso del enalapril antes y despu&#233;s de 2002. La mayor diferencia fue con el uso de diur&#233;ticos, betabloqueantes, estatina, AAS y antiplaquetarios. Fueron encontrados resultados estad&#237;sticamente significativos en cuanto al uso de clopidogrel, en los que fue posible comprobar resultados semejantes.</p>
      <p>La frecuencia card&#237;aca se asoci&#243; de forma estad&#237;sticamente significativa a la muerte cardiovascular de manera inversa, o sea, cada incremento de 10lpm (HR: 1,22 p&lt;0,001) se asoci&#243; a peor pron&#243;stico de la condici&#243;n de sobrevida. Eso fue confirmado en el estudio de Rassi y cols., los cuales observaron que, en insuficiencia card&#237;aca con inicio reciente de s&#237;ntomas, la FC tambi&#233;n estaba asociada de forma estad&#237;sticamente significativa a cada incremento de 10lpm (RR: 1,58 (IC 95%; 1,23-2,04).<sup>17</sup> Eso permiti&#243; analizar la activaci&#243;n simp&#225;tica de la IC y suponer, teniendo en vista que este estudio no es randomizado y que frecuencias card&#237;acas elevadas est&#225;n asociadas a peor pron&#243;stico en enfermedad cardiovascular, aunque sea un dato de examen f&#237;sico poco descripto en publicaciones. El mismo fue confirmado en el estudio EPICAL,<sup>18</sup> en que la frecuencia card&#237;aca fue identificada por el an&#225;lisis multivariado como predictor independiente de muerte, tanto en la cardiopat&#237;a isqu&#233;mica como en la cardiopat&#237;a dilatada.<sup>17,19</sup></p>
      <p>La creatinina s&#233;rica tambi&#233;n fue predictor independiente de mortalidad cardiovascular y muy relacionada con el pron&#243;stico (HR: 1,17 para cada 1mg/dL, p=0,005), por eso, se opt&#243; por utilizar la curva ROC para escoger el mejor punto de corte. De ese modo, fue encontrado 1,4mg/dL, con una precisi&#243;n de 62,1% y HR: 3,27 (p&lt;0,001), lo que parece estad&#237;sticamente significativo, en el modelo multivariado de sobrevida. Ese hallazgo est&#225; de acuerdo con el estudio observado por Cowie y cols.<sup>20</sup> En ese estudio, fue determinada la prevalencia y los factores de riesgos que empeoraron la funci&#243;n renal entre pacientes hospitalizados por descompensaci&#243;n de IC y asociaci&#243;n con subsecuentes re hospitalizaciones y mortalidad. El mecanismo de esa asociaci&#243;n no es muy claro, pero el empeoramiento de la funci&#243;n renal est&#225; relacionada a la alta mortalidad. Se observ&#243; que el empeoramiento de la funci&#243;n renal estaba independientemente asociado a niveles s&#233;ricos de creatinina en la admisi&#243;n (HR: 3,02, CI 95%, 1,58 - 5,76), edema pulmonar (HR: 0,35 CI 95%, 1,79 - 6,27), historia de fibrilaci&#243;n atrial (HR: 0,35 CI 95%, 0,18-0,67) y, por lo tanto, mayor mortalidad cardiovascular.</p>
      <p>As&#237; como el estudio de Cowie y cols., varios otros estudios han relatado la asociaci&#243;n entre el desarrollo del empeoramiento de la funci&#243;n renal en pacientes internados con descompensaci&#243;n de la IC y peores resultados cl&#237;nicos. El mecanismo permanece aun obscuro, entre tanto, de acuerdo con Rassi y cols.,<sup>17</sup> la creatinina s&#233;rica fue tambi&#233;n predictor independiente de mortalidad, estando asociada 1,6 veces m&#225;s con la mortalidad cardiovascular a cada incremento de 0,25mg/dL (CI 95% 1,33 - 1,92). Rassi y cols. tambi&#233;n supusieron que la persistencia en niveles elevados de creatinina s&#233;rica denotar&#237;a la existencia de enfermedad renal de base, pues, despu&#233;s de la compensaci&#243;n cl&#237;nica de la IC de larga duraci&#243;n, se debe tener una casi normalizaci&#243;n de la creatinina s&#233;rica.<sup>17</sup></p>
      <p>En el presente estudio, hubo diferencia en lo que se refiere a la presencia de IC en la admisi&#243;n: los pacientes con IC en la admisi&#243;n tuvieron peor pron&#243;stico que aquellos que no tuvieron IC, lo que est&#225; de acuerdo con la literatura.<sup>21-23</sup> En lo que se refiere al a&#241;o 2002, tambi&#233;n hubo diferencia: los pacientes que, en la admisi&#243;n, pose&#237;an IC antes de 2002 presentaron un peor pron&#243;stico en relaci&#243;n a aquellos que fueron admitidos despu&#233;s de 2002. Como el presente estudio no fue randomizado, y teniendo en vista que las dos directrices para el diagn&#243;stico y tratamiento de IC de la <italic>Sociedade Brasileira de Cardiologia</italic> de 1999 sufrieron una revisi&#243;n en 2002, aliado al tratamiento invasivo m&#225;s evidente despu&#233;s de 2002, se puede suponer que el tratamiento cl&#237;nico fue optimizado, evidenciando una diferencia estad&#237;stica en relaci&#243;n al mejor pron&#243;stico de sobrevida a partir de 2002. Aun en relaci&#243;n a la ausencia de IC en la admisi&#243;n, no hubo diferencia en cuanto al pron&#243;stico, independientemente del a&#241;o de atenci&#243;n, lo que puede evidenciar la ausencia de IC como factor de mejor pron&#243;stico.</p>
      <p>Se debe destacar el aumento de la utilizaci&#243;n del betabloqueante, antiplaquetarios, IECAs y de las estatinas como factores responsables por el mayor &#233;xito del tratamiento a partir de 2002. En lo que toca a los betabloqueantes, su mayor utilizaci&#243;n ocurri&#243; despu&#233;s de 2002, lo que puede ser evidente compar&#225;ndose la SCACSST y la SCASSST antes y despu&#233;s de 2002 (<xref ref-type="table" rid="t6-body3">Tabla 6</xref>).</p>
      <p>En relaci&#243;n a los antiplaquetarios se observ&#243; el mismo resultado en relaci&#243;n a los per&#237;odos anterior y posterior a 2002. Para los IECA/BRA tambi&#233;n hubo evidencia significativa en los per&#237;odos.</p>
      <p>Otra variable que fue considerada predictor de sobrevida por el modelo multivariado de sobrevida fue la edad, presente tambi&#233;n en otros estudios.<sup>19,22-25</sup> A cada aumento de diez a&#241;os de edad, el pron&#243;stico fue peor, con HR: 1,37 y p&lt;0,001.</p>
      <p>La creatinina como factor predictivo de pron&#243;stico puede ser mejor evaluada por la curva ROC, en la que el mejor punto de corte fue de 1,4 mg/dL, con HR: 2,33 con p&lt;0,004. De la misma manera como el estudio EPICAL y el registro OPTIMIZE-HF comprobaron la relaci&#243;n entre creatinina y la sobrevida, Rassi y cols. y Cowie y cols. confirmaron ese mismo resultado, en el que se consider&#243; la creatinina un importante factor de pron&#243;stico en relaci&#243;n a la sobrevida.<sup>17,20,21,25</sup></p>
      <p>En la <xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Figura 1</xref>, se puede observar que los pacientes sin IC en la admisi&#243;n no tuvieron diferencia en cuanto a la evoluci&#243;n, independientemente del a&#241;o de atenci&#243;n, entre tanto la presencia de IC difiere en cuanto al a&#241;o de atenci&#243;n: antes o a partir de 2002. Ambos tuvieron un pron&#243;stico peor, pero los pacientes atendidos a partir de 2002 tuvieron mejor pron&#243;stico compar&#225;ndolos a aquellos que fueron atendidos antes. A partir de la consideraci&#243;n de una cohorte, eso podr&#237;a ser atribuido en parte al tratamiento preconizado por el servicio de Cardiolog&#237;a, que se dirigi&#243; m&#225;s a las Directrices de la <italic>Sociedade Brasileira de Cardiologia</italic>, al lo largo de los a&#241;os, controlando su evoluci&#243;n y sus cambios. Como no fue un estudio randomizado, ese hecho no puede ser confirmado.</p>
      <p>
        <bold>Limitaciones del estudio</bold>
      </p>
      <p>Son consideradas limitaciones en el presente estudio:</p>
      <p>Historias cl&#237;nicas rellenadas con datos incompletos, faltando informaciones.</p>
      <p>La falta de cooperaci&#243;n de algunos pacientes.</p>
      <p>Dificultades inherentes al estudio que fue, en parte, retrospectivo.</p>
      <p>Registros iniciales de la poblaci&#243;n obtenidos por observadores diferentes.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los pacientes con IC atendidos antes de 2002 presentaron peor sobrevida que los pacientes atendidos a partir de 2002.</p>
      <p>Aun con la diferencia de sobrevida relacionada al momento de la internaci&#243;n, el impacto de las variables cl&#237;nicas y de laboratorio fue igualmente independiente del momento de la admisi&#243;n.</p>
      <p>La presencia de IC en la admisi&#243;n, creatinina inicial &gt;1,4 mg/dL, edad y FC de los pacientes internados con SCA son predictores independientes de mortalidad.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte del proyecto de disertaci&#243;n de Maestr&#237;a en el programa de Post grado de la FCM/UERJ (PGCM/FCM/UERJ) de Adolfo Alexandre Farah de Aguiar.</p>
      <p>Este trabajo hizo parte del proyecto PREV-IC del PROATEC/UERJ y recibi&#243; recursos de la FAPERJ, por el Programa de Apoyo a Grupos Emergentes de Investigaci&#243;n en el Estado de RJ - Proyecto INOVACOR.</p>
      <p>
        <bold>PotencialConflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>PREV-IC del PROATEC/UERJ financi&#243; el presente estudio y FAPERJ parcialmente financi&#243; el estudio.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de Disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Adolfo Alexandre Farah de Aguiar, por la Universidade do Estado do Rio de Janeiro.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
