<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010001600020</article-id>
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          <subject>Relato de Caso</subject>
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        <article-title>Hipertens&#227;o arterial secund&#225;ria a tumor raro da gl&#226;ndula adrenal</article-title>
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            <surname>Leit&#227;o-Marques</surname>
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        <institution content-type="orgname">Centro Hospitalar de Coimbra</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Departamento de Cardiologia </institution>
        <country country="PT">Portugal</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>12</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>6</issue>
      <fpage>144</fpage>
      <lpage>147</lpage>
      <history>
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          <day>04</day>
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          <day>27</day>
          <month>05</month>
          <year>2009</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>30</day>
          <month>12</month>
          <year>2009</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>O ganglioneuroma &#233; um tumor do sistema nervoso simp&#225;tico, podendo estar associado &#224; hipersecre&#231;&#227;o de subst&#226;ncias vasoativas respons&#225;veis por sintomas e sinais variados, como a hipertens&#227;o arterial. Os autores apresentam um caso de ganglioneuroma e uma revis&#227;o da literatura, focando os aspectos mais importantes do diagn&#243;stico e da terap&#234;utica. A paciente apresentava crises hipertensivas sintom&#225;ticas recorrentes, tendo realizado estudo imaginol&#243;gico que detectou uma imagem nodular na adrenal direita. Sendo os tumores neurobl&#225;sticos indistingu&#237;veis radiologicamente, procedeu-se &#224; excis&#227;o, confirmando-se o diagn&#243;stico pela an&#225;lise anatomopatol&#243;gica. Este caso demonstra a variabilidade cl&#237;nica dos ganglioneuromas, a utilidade da imaginologia e a import&#226;ncia do estudo histol&#243;gico.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>ganglioneuroma</kwd>
        <kwd>sistema nervoso simp&#225;tico</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>26</day>
        <month>01</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>RELATO DE CASO</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Hipertens&#227;o arterial secund&#225;ria a tumor raro da gl&#226;ndula adrenal</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Joana Silva; Maria do Carmo Cachulo; Ant&#243;nio Leit&#227;o-Marques</bold>
    </p>
    <p>Departamento de Cardiologia, Centro Hospitalar de Coimbra, Coimbra - Portugal</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>O ganglioneuroma &#233; um tumor do sistema nervoso simp&#225;tico, podendo estar associado &#224; hipersecre&#231;&#227;o de subst&#226;ncias vasoativas respons&#225;veis por sintomas e sinais variados, como a hipertens&#227;o arterial. Os autores apresentam um caso de ganglioneuroma e uma revis&#227;o da literatura, focando os aspectos mais importantes do diagn&#243;stico e da terap&#234;utica. A paciente apresentava crises hipertensivas sintom&#225;ticas recorrentes, tendo realizado estudo imaginol&#243;gico que detectou uma imagem nodular na adrenal direita. Sendo os tumores neurobl&#225;sticos indistingu&#237;veis radiologicamente, procedeu-se &#224; excis&#227;o, confirmando-se o diagn&#243;stico pela an&#225;lise anatomopatol&#243;gica. Este caso demonstra a variabilidade cl&#237;nica dos ganglioneuromas, a utilidade da imaginologia e a import&#226;ncia do estudo histol&#243;gico.</p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Hipertens&#227;o, ganglioneuroma, sistema nervoso simp&#225;tico/anormalidades.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O ganglioneuroma (GN) &#233; um tumor raro e ben&#237;gno do sistema nervoso simp&#225;tico, com origem na crista neural, a partir de c&#233;lulas indiferenciadas. Sua localiza&#231;&#227;o mais frequente &#233; tor&#225;cica, podendo surgir, em alguns casos, na gl&#226;ndula adrenal. Sua apresenta&#231;&#227;o cl&#237;nica &#233; variada; os sintomas associados relacionam-se mais frequentemente com a compress&#227;o das estruturas circundantes pelo que, na maioria dos casos, s&#227;o detectados em exames de rotina.</p>
    <p>
      <bold>Relato de caso</bold>
    </p>
    <p>Os autores apresentam o caso cl&#237;nico de uma paciente do sexo feminino, de 65 anos, referenciada &#224; consulta de cardiologia por hipertens&#227;o arterial com cerca de 10 anos de evolu&#231;&#227;o, n&#227;o controlada com uma associa&#231;&#227;o de f&#225;rmacos anti-hipertensivos. A paciente referia cefaleias, mal estar geral e <italic>flushing</italic> facial, sintomas que coincidiam com os picos tensionais (m&#225;ximo 190 mmHg de press&#227;o arterial (PA) sist&#243;lica e 120 mmHg de PA diast&#243;lica), que recentemente tinham agravado em frequ&#234;ncia e dura&#231;&#227;o. Estava medicada com indapamida 1,5 mg (1xdia), ramipril 5 mg (1xdia) e hidroclorotiazida 12,5 mg (1xdia).</p>
    <p>Como antecedentes pessoais, refere-se uma apendicectomia aos 17 anos e uma colecistectomia laparosc&#243;pica aos 53 anos. Nunca foi tabagista ou etilista. A sua hist&#243;ria familiar era irrelevante, sendo negativa para neoplasias end&#243;crinas.</p>
    <p>Ao exame f&#237;sico n&#227;o eram evidentes caracter&#237;sticas cushing&#243;ides ou sinais de viriliza&#231;&#227;o. A ausculta&#231;&#227;o cardiopulmonar era normal, assim como o restante exame.</p>
    <p>O eletrocardiograma mostrou ritmo sinusal e tra&#231;ado normal e a radiografia do t&#243;rax n&#227;o revelou alargamento do mediastino, aumento do &#237;ndice cardiotor&#225;cico ou altera&#231;&#245;es pleuroparenquimatosas. Realizou tamb&#233;m ultrassonografia abdominal que revelou "aumento das dimens&#245;es da gl&#226;ndula adrenal direita (3,5 x 2 cm), de ecotextura heterog&#234;nea, esbo&#231;ando algumas calcifica&#231;&#245;es, sem outras altera&#231;&#245;es". Em seguida efetuou uma tomografia computadorizada (TC) abdominal para esclarecimento das altera&#231;&#245;es mencionadas (<xref ref-type="fig" rid="f1">fig. 1</xref>), que confirmou a presen&#231;a de uma "forma&#231;&#227;o nodular na gl&#226;ndula adrenal direita, com microcalcifica&#231;&#245;es de densidade s&#243;lida com cerca de 34 mm de di&#226;metro". A monitoriza&#231;&#227;o ambulatorial da press&#227;o arterial durante 24 h (MAPA) detectou uma PA sist&#243;lica m&#225;xima de 160 mmHg e diast&#243;lica m&#225;xima de 90 mmHg, com padr&#227;o n&#227;o <italic>dipper</italic> (<xref ref-type="fig" rid="f02">fig. 2</xref>). Na avalia&#231;&#227;o laboratorial verificou-se um aumento da aldosterona s&#233;rica (798 &#956;mol/l, normal: 28 a 443 &#956;mol/l), com renina s&#233;rica, metanefrinas plasm&#225;ticas, cortisol, &#225;cido vanilmand&#233;lico e ionograma dentro dos par&#226;metros normais (1&#170; determina&#231;&#227;o anal&#237;tica realizada).</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="f02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0144-00020-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <fig id="f1">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0144-00020-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Foi admitida no Servi&#231;o de Cardiologia para estudo do quadro. Durante a interna&#231;&#227;o realizou novo estudo laboratorial: aldosterona e renina s&#233;ricas, pot&#225;ssio e s&#243;dio urin&#225;rios e s&#233;ricos, dosagem de &#225;cido vanilmand&#233;lico urin&#225;rio, metanefrinas plasm&#225;ticas e urin&#225;rias, fun&#231;&#227;o tiroideia, velocidade de sedimenta&#231;&#227;o, prote&#237;na C-reativa, cortisol plasm&#225;tico e urin&#225;rio; todos esses exames revelaram-se dentro dos par&#226;metros normais. O ecocardiograma mostrou altera&#231;&#245;es do relaxamento do ventr&#237;culo esquerdo, sem outras anomalias (espessura das paredes e fun&#231;&#227;o sist&#243;lica global normais). Foi ent&#227;o efetuada uma cintilografia com metaiodo benzilguanidina (<sup>123</sup>I-MIBG) que n&#227;o evidenciou &#225;reas hiperativas sobre as adrenais.</p>
    <p>Durante esse per&#237;odo, a paciente apresentou alguns picos tensionais associados a cefaleias e mal estar geral, apesar da terap&#234;utica com quatro f&#225;rmacos anti-hipertensivos (indapamida 1,5 mg (1xdia), ramipril 5 mg (1xdia), hidroclorotiazida 12,5 mg (1xdia) e carvedilol 6,25 mg (2xdia)).</p>
    <p>N&#227;o sendo poss&#237;vel fazer o diagn&#243;stico definitivo por meio de exames imaginol&#243;gicos, optou-se pela excis&#227;o do tumor, sendo que a paciente foi submetida a adrenalectomia unilateral por laparotomia. O procedimento decorreu sem complica&#231;&#245;es significativas (verificou-se um pico tensional transit&#243;rio durante a excis&#227;o da gl&#226;ndula adrenal).</p>
    <p>Do ponto de vista anatomopatol&#243;gico, a pe&#231;a cir&#250;rgica foi descrita macroscopicamente como uma les&#227;o bem definida, com 4 cm em seu maior di&#226;metro, esbranqui&#231;ada, de consist&#234;ncia el&#225;stica e com aspecto fasciculado; microscopicamente foram detectadas c&#233;lulas de Schwann, c&#233;lulas ganglionares, tecido fibroso e tecido nervoso, sem evid&#234;ncia de c&#233;lulas imaturas, atipia ou necrose; face a esses achados foi feito o diagn&#243;stico de ganglioneuroma de tipo maduro.</p>
    <p>Aos seis meses de seguimento, a paciente encontra-se assintom&#225;tica e com press&#227;o arterial controlada apenas com dois f&#225;rmacos anti-hipertensivos (ramipril e hidroclorotiazida). Realizou novo MAPA (<xref ref-type="fig" rid="f02">fig.2</xref>) e TC abdominal (<xref ref-type="fig" rid="f1">fig.1</xref>) que confirmaram o sucesso da cirurgia e a aus&#234;ncia de recidiva.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O ganglioneuroma pertence ao grupo dos tumores neurobl&#225;sticos, juntamente com os neuroblastomas (NB) e os ganglioneuroblastomas (GNB). S&#227;o frequentemente prim&#225;rios, evoluindo para um tumor maduro ou, mais raramente, podem diferenciar-se a partir de um GNB ou NB (ganglioneuroma secund&#225;rio) ou a partir de les&#245;es metast&#225;ticas. Ocasionalmente ocorrem em associa&#231;&#227;o com outros tumores, como os feocromocitomas<sup>1</sup>.</p>
    <p>Os GN s&#227;o tumores que surgem de locais onde existe tecido nervoso simp&#225;tico, sendo a sua localiza&#231;&#227;o mais frequente o mediastino posterior, retroperitoneo, gl&#226;ndula adrenal e regi&#227;o cervical; locais incomuns incluem o cora&#231;&#227;o, osso e intestino. Atingem mais comumente mulheres e podem aparecer em todos os grupos et&#225;rios, sendo, no entanto, mais frequentemente diagnosticados em adolescentes e adultos jovens<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>Os GN s&#227;o geralmente assintom&#225;ticos, sendo tipicamente descobertos em exames de rotina; os sintomas e sinais associados predominantes s&#227;o dor abdominal, tosse, dispneia e palpa&#231;&#227;o de uma massa abdominal. S&#227;o tumores muitas vezes funcionais, podendo secretar v&#225;rias subst&#226;ncias ativas (catecolaminas, polipept&#237;deo vasoativo intestinal, entre outros) originando um quadro cl&#237;nico t&#237;pico: hipertens&#227;o arterial, <italic>flushing</italic> facial, diarreia e viriliza&#231;&#227;o<sup>2-4</sup>. As met&#225;stases s&#227;o raras e quando ocorrem s&#227;o mais frequentemente &#243;sseas ou hep&#225;ticas.</p>
    <p>A tomografia computadorizada e a resson&#226;ncia magn&#233;tica s&#227;o os m&#233;todos de diagn&#243;stico de primeira linha<sup>1</sup>. No entanto, s&#243; um exame histopatol&#243;gico pode confirmar o diagn&#243;stico de ganglioneuroma e diferenci&#225;-lo dos seus parentes malignos (ganglioneuroblastoma e neuroblastoma)<sup>5</sup>. Os GN s&#227;o tumores constitu&#237;dos por c&#233;lulas de Schwann maduras, c&#233;lulas ganglionares, tecido fibroso e tecido nervoso, n&#227;o contendo neuroblastos. Os tr&#234;s tumores s&#227;o indistingu&#237;veis radiologicamente, mas a presen&#231;a de met&#225;stases &#233; sugestiva de malignidade. Anatomopatologicamente, os GN s&#227;o tumores bem diferenciados, com limites bem definidos, contendo uma pseudoc&#225;psula; muitas vezes apresentam &#225;reas de calcifica&#231;&#227;o. Quando a localiza&#231;&#227;o &#233; retroperitoneal ou adrenal, podem surgir calcifica&#231;&#245;es discretas em 42% a 60% dos casos; geralmente crescem nas imedia&#231;&#245;es dos vasos sangu&#237;neos, sendo rara a invas&#227;o ou compress&#227;o vasculares<sup>1</sup>.</p>
    <p>Num estudo realizado por Radin e cols., foram estudados nove casos de ganglioneuroma; a caracteriza&#231;&#227;o imaginol&#243;gica mostrou tratar-se uma massa com bordas regulares, bem delimitada, podendo estar rodeada por vasos sangu&#237;neos, sem no entanto comprometer o seu l&#250;men. A avalia&#231;&#227;o por TC revelou uma massa homog&#234;nea, por vezes com calcifica&#231;&#245;es<sup>6</sup>.</p>
    <p>Assim como o GNB e o NB, o GN pode acumular metaiodo benzilguanidina (MIBG), um an&#225;logo das catecolaminas usado para identificar tumores produtores de catecolaminas como o feocromocitoma, os tumores carcinoides e o carcinoma medular da tireoide. Os GN s&#227;o tumores que, tipicamente, t&#234;m pouca ou nenhuma atividade metab&#243;lica, e a capta&#231;&#227;o de MIBG n&#227;o permite distinguir os diferentes tipos histol&#243;gicos (principalmente o <sup>131</sup>I-MIBG<sup>7</sup>). Geoerger e cols., numa an&#225;lise feita a 49 pacientes com ganglioneuromas prim&#225;rios, demonstrou que 57% dos tumores apresentavam capta&#231;&#227;o detect&#225;vel de MIBG, mesmo aqueles muito pequenos, e 39% dos pacientes tinham aumento dos n&#237;veis s&#233;ricos de catecolaminas<sup>8</sup>.</p>
    <p>O tratamento depende de v&#225;rios fatores como o tamanho da les&#227;o, quadro de disfun&#231;&#227;o end&#243;crina e presen&#231;a de met&#225;stases. Na maioria dos casos, uma ressec&#231;&#227;o cir&#250;rgica completa permite a an&#225;lise da pe&#231;a e a defini&#231;&#227;o do diagn&#243;stico. Uma an&#225;lise realizada por Hayes e cols<sup>7</sup>. revelou que esses tumores s&#227;o compat&#237;veis com uma sobrevida prolongada sem doen&#231;a mesmo quando n&#227;o &#233; poss&#237;vel a sua excis&#227;o<sup>7</sup>. Em casos raros, pode surgir recidiva do tumor, sendo muito importante um acompanhamento cl&#237;nico e imaginol&#243;gico por longos per&#237;odos.</p>
    <p>No caso relatado, o diagn&#243;stico final foi de um ganglioneuroma maduro compat&#237;vel com secre&#231;&#227;o intermitente de catecolaminas. A terap&#234;utica com v&#225;rios f&#225;rmacos anti-hipertensivos pode levar a resultados falsos negativos para a secre&#231;&#227;o de catecolaminas e seus metab&#243;litos, podendo tamb&#233;m afetar a capta&#231;&#227;o de MIBG. A cirurgia, que consistiu em excis&#227;o completa do tumor, teve como intercorr&#234;ncia &#250;nica um pico tensional transit&#243;rio e foi curativa, verificando-se o desaparecimento das crises hipertensivas e sintomas associados. O seguimento cl&#237;nico e radiol&#243;gico aos seis meses n&#227;o mostrou recorr&#234;ncia da massa ou evid&#234;ncia de met&#225;stases.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
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        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Joana Silva </p>
        <p> Rua da Chain&#231;a, 35, Carvalhais de Cima </p>
        <p> 3040-690 - Coimbra - Portugal </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="joanadelgadosilva@gmail.com">joanadelgadosilva@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 27/05/2009; revisado recebido em 04/12/2009; aceito em 30/12/2009.</p>
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          <article-title>Adrenal and extra-adrenal retroperitoneal ganglioneuroma: imaging findings in 13 adults</article-title>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Case Report</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Secondary hypertension to rare adrenal gland tumor</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>The ganglioneuroma is a tumor of the sympathetic nervous system and may be associated with hypersecretion of vasoactive substances responsible for various symptoms and signs such as hypertension. The authors report a case of ganglioneuroma and a literature review, focusing on the most important aspects of diagnosis and therapy. The patient had recurrent symptomatic hypertensive crises, having performed an imaging study that found a nodule in the right adrenal gland. As neuroblastic tumors are radiologically undistinguishable, the patient underwent excision, confirming the diagnosis by pathology analysis. This case demonstrates the clinical variability of ganglioneuroma, the usefulness of imaging and the importance of histological study.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Hypertension</kwd>
        <kwd>ganglioneuroma</kwd>
        <kwd>sympathetic nervous system</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASE REPORT</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Secondary hypertension to rare adrenal gland tumor</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Joana Silva; Maria do Carmo Cachulo; Ant&#243;nio Leit&#227;o-Marques</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Departamento de Cardiologia, Centro Hospitalar de Coimbra, Coimbra - Portugal</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>The ganglioneuroma is a tumor of the sympathetic nervous system and may be associated with hypersecretion of vasoactive substances responsible for various symptoms and signs such as hypertension. The authors report a case of ganglioneuroma and a literature review, focusing on the most important aspects of diagnosis and therapy. The patient had recurrent symptomatic hypertensive crises, having performed an imaging study that found a nodule in the right adrenal gland. As neuroblastic tumors are radiologically undistinguishable, the patient underwent excision, confirming the diagnosis by pathology analysis. This case demonstrates the clinical variability of ganglioneuroma, the usefulness of imaging and the importance of histological study.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Hypertension; ganglioneuroma; sympathetic nervous system/abnormalities.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The ganglioneuroma (GN) is a rare and benign tumor of the sympathetic nervous system, originating from the neural crest, from undifferentiated cells. It is more often found in the chest, but it may also arise in the adrenal gland. It may vary clinically, but the most common associated symptoms are compression of surrounding structures which, in most cases, are detected in routine examinations.</p>
      <p>
        <bold>Case report</bold>
      </p>
      <p>The authors report the case of a female patient, 65 years of age, referred to a cardiology appointment due to hypertension with about 10 years of development, not controlled with a combination of antihypertensive drugs. The patient reported headaches, malaise, and facial flushing, symptoms that coincided with peak blood pressure (maximum of 190 mmHg systolic blood pressure (BP) and 120 mmHg of diastolic BP), which recently had worsened in terms of frequency and duration. She had been taking indapamide 1.5 mg (1xday), ramipril 5 mg (1xday) and hydrochlorothiazide 12.5 mg (1xday).</p>
      <p>As for personal history, she reported an appendectomy at age 17 and a laparoscopic cholecystectomy at age 53. She has never been a smoker or drinker. Her family history was irrelevant and was negative for endocrine neoplasia.</p>
      <p>On physical examination, cushingoid characteristics or signs of virilization were not found. Cardiopulmonary auscultation was normal, as well as the remaining examination.</p>
      <p>The electrocardiogram showed normal sinus rhythm and chest radiograph revealed no mediastinal widening, increased cardiothoracic ratio or pleuroparenchymal alterations. Abdominal ultrasound revealed "increased dimensions of the right adrenal gland (3.5 x 2cm) of heterogeneous echotexture, outlining some calcifications and no other abnormalities." Then, the patient underwent abdominal computed tomography (CT) to clarify the abnormalities mentioned (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Fig. 1</xref>), which confirmed the presence of a "nodular formation in the right adrenal gland, with microcalcifications of solid density with about 34 mm in diameter." Ambulatory blood pressure monitoring during 24h (ABPM) revealed maximum systolic BP of 160 mmHg and maximum diastolic BP of 90 mmHg with non-dipper pattern (<xref ref-type="fig" rid="en_20f02-body2">Fig. 2</xref>). In laboratory tests, there was an increase in serum aldosterone (798 &#956;mol/l, normal: 28 to 443 &#956;mol/l) with serum renin, plasma metanephrines, cortisol, vanillylmandelic acid and ionogram within normal parameters (1<sup>st</sup> analytical determination performed).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_20f02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0144-00020-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <fig id="f1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0144-00020-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>She was admitted to the Cardiology Department to study the picture. During hospital admission, a new laboratory study was performed: serum aldosterone and renin, potassium and sodium in urine and serum, measurement of urinary vanillylmandelic acid, plasma and urine metanephrines, thyroid function, erythrocyte sedimentation rate, C-reactive protein, plasma and urinary cortisol. All of these tests proved to be within normal parameters. The echocardiogram showed abnormalities in left ventricular relaxation, with no other abnormalities (normal wall thickness and systolic function). Meta-iodobenzylguanidine scintigraphy (<sup>123</sup>I-MIBG) revealed no overactive areas over adrenal glands.</p>
      <p>During this period, the patient showed some blood pressure peaks associated with headache and malaise, despite therapy with four antihypertensive drugs (1.5 mg indapamide (1xday), 5 mg ramipril (1xday), 12.5 mg hydrochlorothiazide (1xday) and 6.25 mg carvedilol (2xday)).</p>
      <p>As it was not possible to deliver a definitive diagnosis through imaging examinations, it was decided to excise the tumor, so the patient underwent laparoscopic unilateral adrenalectomy. The procedure took place without significant complications (there was a transient peak blood pressure during the excision of the adrenal gland).</p>
      <p>From the standpoint of pathology, the surgical specimen was described macroscopically as a well-defined lesion, 4 cm in its largest diameter, whitish, with elastic consistency and fasciulate appearance; Schwann cells, ganglion cells, and fibrous and nervous tissue were microscopically detected, with no evidence of immature cells, atypia or necrosis. In view of these findings, the patient was diagnosed with a mature type of ganglioneuroma.</p>
      <p>Upon six months of follow-up, the patient is asymptomatic and blood pressure controlled with two antihypertensive drugs (ramipril and hydrochlorothiazide). The patient underwent a new ABPM (<xref ref-type="fig" rid="en_20f02-body2">Fig. 2</xref>) and abdominal CT (<xref ref-type="fig" rid="f1-body2">Fig. 1</xref>) which confirmed the success of the surgery and no recurrence.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The ganglioneuroma belongs to the group of neuroblastic tumors, together with neuroblastoma (NB) and ganglioneuroblastomas (GNB). These are often primary tumors progressing to mature tumors or, more rarely, they can differentiate from a NB or GNB (secondary ganglioneuroma) or from metastatic lesions. Association with other tumors may often occur, such as pheochromocytomas<sup>1</sup>.</p>
      <p>GN are tumors that arise from places where there is sympathetic nervous tissue, and its most frequent location is the posterior mediastinum, retroperitoneum, adrenal gland and neck, unusual places include the heart, bone and gut. They are more commonly found in women and may appear in all age groups. However, they are more often diagnosed in adolescents and young adults<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>GN are usually asymptomatic, and are typically discovered in routine examinations. Predominant signs and symptoms associated are abdominal pain, cough, dyspnoea and palpation of an abdominal mass. These tumors are often functional and can secrete various active substances (catecholamines, vasoactive intestinal polypeptide, among others) leading to a typical clinical picture: hypertension, facial flushing, diarrhea and virilization<sup>2-4</sup>. Metastases are rare and are often bone or liver metastases.</p>
      <p>Computed tomography and magnetic resonance imaging are baseline diagnosis methods<sup>1</sup>. However, only one histopathological examination can confirm the diagnosis of ganglioneuroma and to distinguish it from its malignant relatives (neuroblastoma and ganglioneuroblastoma)<sup>5</sup>. GN are tumors composed of mature Schwann cells, ganglion cells, fibrous tissue and nervous tissue, not containing neuroblasts. The three tumors are radiologically indistinguishable but the presence of metastases is suggestive of malignancy. Pathologically, the GN are well-distinguished tumors with well-defined limits, containing a pseudocapsule, often with areas of calcification. When the location is retroperitoneal or adrenal, discrete calcifications may occur in 42% to 60% of the cases; usually growing in the vicinities of blood vessels, vascular invasion or compression is rare<sup>1</sup>.</p>
      <p>Radin et al studied nine cases of ganglioneuroma; imaging characterization revealed a mass with regular borders, well-defined, which may be surrounded by blood vessels without compromising its lumen. Evaluation by CT revealed a homogeneous mass, often with calcifications<sup>6</sup>.</p>
      <p>Just like the GNB and NB, GN may accumulate meta-iodo-benzyl-guanidine (MIBG), an analogue of catecholamines used to identify tumors that produce catecholamines such as pheochromocytoma, carcinoid tumors and medullary thyroid carcinoma. GN are tumors that typically have little or no metabolic activity, and MIBG uptake does not distinguish the different histologic types (particularly the <sup>131</sup>I-MIBG<sup>7</sup>). Geoerger et al, in an analysis of 49 patients with primary ganglioneuroma, reported that 57% of tumors had detectable uptake of MIBG, even those too small, and 39% of patients had increased serum levels of catecholamines<sup>8</sup>.</p>
      <p>Treatment depends on various factors like lesion size, picture of endocrine dysfunction and presence of metastases. In most cases, a complete surgical resection allows analyzing the specimen and determining a diagnosis. An analysis conducted by Hayes et al<sup>7</sup> revealed that these tumors are consistent with a prolonged disease-free survival even when excision is not possible<sup>7</sup>. In rare cases, tumor recurrence may arise. Clinical and imaging follow-up for long periods are important measures.</p>
      <p>In our case, the final diagnosis was a mature ganglioneuroma compatible with intermittent secretion of catecholamines. Therapy with multiple antihypertensive drugs may lead to false negative results for the secretion of catecholamines and their metabolites, which may also affect the uptake of MIBG. The surgery, which consisted of a complete excision of the tumor, had a single complication, which was a transient peak blood pressure. In addition, it was healing and led to the disappearance of hypertensive crises and associated symptoms. The clinical and radiological follow-up upon six months revealed no recurrence of the mass or evidence of metastases.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Hipertensi&#243;n arterial secundaria a un tumor raro de la gl&#225;ndula</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>El ganglioneuroma es un tumor del sistema nervioso simp&#225;tico, y puede estar asociado con la hipersecreci&#243;n de sustancias vasoactivas responsables de diversos s&#237;ntomas y signos, como la hipertensi&#243;n arterial. Los autores presentan un caso de ganglioneuroma y una revisi&#243;n de la literatura, centr&#225;ndose en los aspectos m&#225;s importantes del diagn&#243;stico y la terap&#233;utica. El paciente ten&#237;a crisis hipertensivas sintom&#225;ticas recurrentes, e hizo un estudio imaginol&#243;gico que detect&#243; una imagen nodular en la gl&#225;ndula adrenal derecha. Al ser los tumores neurobl&#225;sticos radiol&#243;gicamente indistinguibles, se procedi&#243; a la extirpaci&#243;n, lo que confirma el diagn&#243;stico mediante el an&#225;lisis anatomopatol&#243;gico. Este caso demuestra la variabilidad cl&#237;nica de ganglioneuroma, la utilidad de la imagiologia y la importancia del estudio histol&#243;gico.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Hipertensi&#243;n</kwd>
        <kwd>ganglioneuroma</kwd>
        <kwd>sistema nervioso simp&#225;tico</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CASO CL&#205;NICO</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Hipertensi&#243;n arterial secundaria a un tumor raro de la gl&#225;ndula</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Joana Silva; Maria do Carmo Cachulo; Ant&#243;nio Leit&#227;o-Marques</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Departamento de Cardiologia, Centro Hospitalar de Coimbra, Coimbra - Portugal</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>El ganglioneuroma es un tumor del sistema nervioso simp&#225;tico, y puede estar asociado con la hipersecreci&#243;n de sustancias vasoactivas responsables de diversos s&#237;ntomas y signos, como la hipertensi&#243;n arterial. Los autores presentan un caso de ganglioneuroma y una revisi&#243;n de la literatura, centr&#225;ndose en los aspectos m&#225;s importantes del diagn&#243;stico y la terap&#233;utica. El paciente ten&#237;a crisis hipertensivas sintom&#225;ticas recurrentes, e hizo un estudio imaginol&#243;gico que detect&#243; una imagen nodular en la gl&#225;ndula adrenal derecha. Al ser los tumores neurobl&#225;sticos radiol&#243;gicamente indistinguibles, se procedi&#243; a la extirpaci&#243;n, lo que confirma el diagn&#243;stico mediante el an&#225;lisis anatomopatol&#243;gico. Este caso demuestra la variabilidad cl&#237;nica de ganglioneuroma, la utilidad de la imagiologia y la importancia del estudio histol&#243;gico..</p>
      <p><bold>Palabras clave: </bold> Hipertensi&#243;n, ganglioneuroma, sistema nervioso simp&#225;tico / anormalidades.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El ganglioneuroma (GN) es un tumor raro y benigno del sistema nervioso simp&#225;tico, con origen en la cresta neural, a partir de c&#233;lulas indiferenciadas. Su ubicaci&#243;n m&#225;s frecuente es tor&#225;cica, pudiendo surgir en algunos casos, en la gl&#225;ndula adrenal. Su presentaci&#243;n cl&#237;nica es variada; los s&#237;ntomas asociados se relacionan m&#225;s a menudo frecuentemente con la compresi&#243;n de las estructuras circundantes por lo que, en la mayor&#237;a de los casos se detectan durante ex&#225;menes de rutina.</p>
      <p>
        <bold>Caso Cl&#237;nico</bold>
      </p>
      <p>Los autores presentan el caso cl&#237;nico de una paciente del sexo femenino, de 65 a&#241;os, que se refiri&#243; a la consulta de cardiolog&#237;a por hipertensi&#243;n arterial con cerca de 10 a&#241;os de evoluci&#243;n, no controlada con una combinaci&#243;n de f&#225;rmacos antihipertensivos. La paciente se quejaba de dolor de cabeza, malestar general y enrojecimiento de la cara, los s&#237;ntomas que coincid&#237;an con la tensi&#243;n arterial alta (190 mmHg de presi&#243;n arterial (PA) m&#225;xima y 120 mmHg de PA diast&#243;lica), que recientemente se hab&#237;an agravado en frecuencia y duraci&#243;n. Estaba medicada con indapamida 1,5 mg (1 x d&#237;a), ramipril 5 mg (1 x d&#237;a) e hidroclorotiazida 12,5 mg (1 x d&#237;a).</p>
      <p>Como antecedentes personales, se refiere una apendicectom&#237;a a los 17 a&#241;os y una colecistectom&#237;a laparosc&#243;pica a los 53 a&#241;os. Nunca ha sido un tabaquista o usuario de alcohol. Su historia familiar no era pertinente y fue negativa para neoplasia endocrina.</p>
      <p>Al examen f&#237;sico no eran evidentes caracter&#237;sticas cushingoides o signos de virilizaci&#243;n. La auscultaci&#243;n cardiopulmonar era normal, as&#237; como el resto del examen.</p>
      <p>El electrocardiograma mostr&#243; ritmo sinusal y trazado normal y la radiograf&#237;a del t&#243;rax no revel&#243; la ensanshamiento del mediastino, el aumento del &#237;ndice cardiotor&#225;cico o alteraciones pleuroparenquimatosas. Tambi&#233;n se realiz&#243; ultrasonido abdominal que revel&#243; "aumento de las dimensiones gl&#225;ndula adrenal derecha (3.5 x 2cm) de ecotextura heterog&#233;nea, destacando algunas calcificaciones y sin ninguna otra alteraci&#243;n." Entonces se realiz&#243; una tomograf&#237;a computarizada (TC) abdominal para aclaraci&#243;n de las alteraciones mendionadas (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Fig. 1</xref>), que confirm&#243; la presencia de una "formaci&#243;n nodular en la gl&#225;ndula adrenal derecha, con microcalcificaciones de densidad s&#243;lida con cerca de 34 mm de di&#225;metro." El monitoreo ambulatorio de la presi&#243;n arterial durante 24 horas (MAPA), revel&#243; una PA sist&#243;lica m&#225;xima de 160 mmHg y diast&#243;lica m&#225;xima de 90 mmHg, con est&#225;ndar no no <italic>dipper</italic> (<xref ref-type="fig" rid="es_20f02-body3">Fig. 2</xref>). 28 a 443 mmol / L), con renina s&#233;rica, metanefrinas plasm&#225;ticas, cortisol, &#225;cido vanilmand&#233;lico y ionograma dentro de par&#225;metros normales (primera determinaci&#243;n anal&#237;tica llevada a cabo).</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_20f02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0144-00020-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <fig id="f1-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-06-0144-00020-gf02-es.jpg"/></fig>
      <p>Ella fue admitida en el Servicio de Cardiolog&#237;a para el estudio del cuadro. Durante la internaci&#243;n se llev&#243; a cabo un nuevo estudio de laboratorio: aldosterona y renina s&#233;ricas, potasio y sodio en la urinarios y s&#233;ricos, dosificaci&#243;n de &#225;cido vanililmand&#233;lico urinario, metanefrinas plasm&#225;ticas y urinarias, funci&#243;n tiroidea, velocidad de sedimentaci&#243;n, prote&#237;na C-reactiva, cortisol plasm&#225;tico y urinario; todos estos ex&#225;menes resultaron estar dentro de los par&#225;metros normales El ecocardiograma mostr&#243; alteraciones de la relajaci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo, sin otras alteraciones (espesor de paredes y funci&#243;n sist&#243;lica global normales). As&#237; que se efectu&#243; una centellograf&#237;a con metaiodo benzilguanidina (<sup>123</sup>I-MIBG) que no evidenci&#243; &#225;reas hiperactivas sobre las adrenales.</p>
      <p>Durante este per&#237;odo, el paciente present&#243; algunos picos tensionales asociados con la cefalea y malestar general, a pesar del tratamiento con cuatro f&#225;rmacos antihipertensivos (1,5 mg de indapamida (1 x d&#237;a), ramipril 5 mg (1 x d&#237;a), hidroclorotiazida 12,5 mg (1 x d&#237;a) y caverdilol 6,25 mg (2 x d&#237;a).</p>
      <p>Sin ser posible hacer un diagn&#243;stico definitivo por medio de los ex&#225;menes de imagen, se opt&#243; por la extirpaci&#243;n del tumor, por lo que la paciente fue sometida a adrenalectom&#237;a unilateral por laparotom&#237;a. El procedimiento se realiz&#243; sin complicaciones significativas (hubo un pico de tensi&#243;n transitorio durante la extirpaci&#243;n de la gl&#225;ndula adrenal).</p>
      <p>Desde el punto de vista anatomopatol&#243;gico, la pieza quir&#250;rgica se describi&#243; macrosc&#243;picamente como una lesi&#243;n bien definida, de 4 cm en su mayor di&#225;metro, blanquecina, de consistencia el&#225;stica y con aspecto fasciculadas; microsc&#243;picamente se detectaron c&#233;lulas de Schwann, c&#233;lulas ganglionares, tejido fibroso y tejido nervioso, sin evidencia de c&#233;lulas inmaturas, atipia o necrosis; ante estos hallazgos se llev&#243; a cabo el diagn&#243;stico de ganglioneuroma de tipo maduro.</p>
      <p>A los seis meses de seguimiento, la paciente permaneci&#243; asintom&#225;tica con la presi&#243;n arterial controlada con solamente dos f&#225;rmacos antihipertensivos (ramipril e hidroclorotiazida). Tiene nuevo MAP (<xref ref-type="fig" rid="es_20f02-body3">Fig. 2</xref>) y TC abdominal (<xref ref-type="fig" rid="f1-body3">Fig. 1</xref>), que confirm&#243; el &#233;xito de la cirug&#237;a y la recurrencia recidiva.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El ganglioneuroma pertenece al grupo de los tumores neurobl&#225;sticos, junto con los neuroblastomas (NB) y los ganglioneuroblastomas (GNB). Son a menudo primarios, evolucionando hacia un tumor maduro o, m&#225;s raramente, pueden diferenciarse de a partir de un GNB o NB (ganglioneuroma secundario) o a partir de lesiones metast&#225;sicas. Ocasionalmente se producen en asociaci&#243;n con otros tumores, como feocromocitomas<sup>1</sup>.</p>
      <p>Los GN son tumores que surgen de locales donde hay tejido nervioso simp&#225;tico, y su localizaci&#243;n m&#225;s frecuente del mediastino posterior, retroperitoneo, gl&#225;ndula adrenal y regi&#243;n cervical; locales inusuales incluyen el coraz&#243;n, los huesos y los intestinos. Alcanzan m&#225;s com&#250;nmente a mujeres que a varones y puede aparecer a cualquier edad, siendo, sin embargo, m&#225;s a menudo diagnosticados en adolescentes y adultos j&#243;venes<sup>1, 2</sup>.</p>
      <p>El GN suelen ser asintom&#225;ticos, y son t&#237;picamente descubiertos durante ex&#225;menes de rutina; los s&#237;ntomas y signos asociados predominantes son dolor abdominal, tos, disnea y una masa abdominal palpable. Los tumores suelen ser funcionales y pueden secretar diversas sustancias activas (catecolaminas, polip&#233;ptido intestinal vasoactivo, entre otros) que provoca un cuadro cl&#237;nico t&#237;pico: Hipertensi&#243;n arterial, enrojecimiento facial, diarrea y virilizaci&#243;n<sup>2,4</sup>. Las met&#225;stasis son raras y cuando se producen con m&#225;s frecuentemente hueseas o hep&#225;ticas.</p>
      <p>Una tomograf&#237;a computarizada y resonancia magn&#233;tica son los m&#233;todos de diagn&#243;stico de la primera l&#237;nea<sup>1</sup>. Sin embargo, s&#243;lo un examen histopatol&#243;gico puede confirmar el diagn&#243;stico de ganglioneuroma y diferenciarlo de sus parientes malignos (ganglioneuroblastoma y neuroblastoma)<sup>5</sup>. Los GN son tumores constituidos por c&#233;lulas de Schwann maduras, c&#233;lulas ganglionares, tejido fibroso y tejido nervioso, sin contener neuroblastos. Los tres tumores son radiol&#243;gicamente indistinguibles, pero la presencia de met&#225;stasis es sugestiva de malignidad. Anatomopatol&#243;gicamente, los GN son tumores bien diferenciados, con l&#237;mites bien definidos, que contiene una pseudoc&#225;psula; muchas veces presentan las &#225;reas de calcificaci&#243;n. Cuando la ubicaci&#243;n es retroperitoneal o adrenal, pueden surgir calcificaciones discretas en el 42% al 60% de los casos, por lo general crecen en las proximidades de los vasos sangu&#237;neos, y es rara la invasi&#243;n o compresi&#243;n vascular<sup>1</sup>.</p>
      <p>En un estudio realizado por Radin et al, se estudiaron nueve casos de ganglioneuroma; la caracterizaci&#243;n imaginol&#243;gicas revel&#243; que se trataba de una masa con bordes regulares, bien definida y que pod&#237;a estar rodiada por los vasos sangu&#237;neos, pero sin comprometer su l&#250;men. La evaluaci&#243;n mediante TC revel&#243; una masa homog&#233;nea, a veces con calcificaciones<sup>6</sup>.</p>
      <p>As&#237; como el GNB y el NB, el GN puede acumular metaiodo benzilguanidina (MIBG), un an&#225;logo de las catecolaminas utilizado para identificar los tumores que producen catecolaminas como el feocromocitoma, tumores carcinoides y carcinoma medular de tiroides. Los GN son tumores que suelen tener poca o ninguna actividad metab&#243;lica, y la captaci&#243;n de MIBG no permite distinguir los diferentes tipos histol&#243;gicos (sobre todo <sup>131</sup>I-MIBG<sup>7</sup>). Geoerger et al., en un an&#225;lisis llevada a cabo a 49 pacientes con ganglioneuromas primarios, demostr&#243; que el 57% de los tumores presentaban captaci&#243;n detectable de MIBG, aun aquellos muy peque&#241;os, y el 39% de los pacientes ten&#237;an aumento de los niveles s&#233;ricos de catecolaminas<sup>8</sup>.</p>
      <p>El tratamiento depende de diversos factores como el tama&#241;o de la lesi&#243;n, el cuadro de la disfunci&#243;n endocrina y la presencia de met&#225;stasis. En la mayor&#237;a de los casos, la resecci&#243;n quir&#250;rgica completa permite el an&#225;lisis de la muestra y la definici&#243;n del diagn&#243;stico. Un an&#225;lisis realizado por Hayes et al<sup>7</sup> revel&#243; que estos tumores son compatibles con una sobrevida prolongada sin enfermedad aun cuando no es posible su extirpaci&#243;n<sup>7</sup>. En casos raros, puede surgir recidiva del tumor, y es muy importante un seguimiento cl&#237;nico y de im&#225;genes por largos per&#237;odos</p>
      <p>En nuestro caso, el diagn&#243;stico final fue un ganglioneuroma maduro compatible con la secreci&#243;n intermitente de catecolaminas. El tratamiento con m&#250;ltiples f&#225;rmacos antihipertensivos puede dar lugar a falsos negativos para la secreci&#243;n de catecolaminas y sus metabolitos, y tambi&#233;n pueden afectar a la captaci&#243;n de MIBG. La cirug&#237;a, que consisti&#243; en la extirpaci&#243;n completa del tumor, tuvo como intercurrencia &#250;nica un pico de tensi&#243;n transitorio y fue curativa, y se verific&#243; la desaparici&#243;n de las crisis hipertensivas y de los s&#237;ntomas asociados. El seguimiento cl&#237;nico y radiol&#243;gico a los seis meses no mostr&#243; recurrencia de la masa o evidencia de met&#225;stasis.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>No hay conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este estudio no est&#225; asociado a programa de posgrados.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
