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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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          <subject>Ponto de Vista</subject>
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        <article-title>Angioplastia versus cirurgia: meta-an&#225;lises ou registros?</article-title>
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        <kwd>Angioplastia transluminal coron&#225;ria percut&#226;nea</kwd>
        <kwd>cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica</kwd>
        <kwd>meta-an&#225;lise</kwd>
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  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Angioplastia <italic>versus</italic> cirurgia: meta-an&#225;lises ou registros?</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Pedro Jos&#233; Negreiros de Andrade</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal do Cear&#225;, Fortaleza, CE - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Angioplastia transluminal coron&#225;ria percut&#226;nea; cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica; meta-an&#225;lise.</p>
    <p>A escolha entre interven&#231;&#227;o coron&#225;ria percut&#226;nea (ICP) e cirurgia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica (CRM) deve ter por base, sobretudo, a medicina fundamentada em evid&#234;ncias. Essa &#250;ltima baseia-se, no que toca &#224; escolha entre esses procedimentos, em dois tipos de publica&#231;&#245;es: estudos tipo registro e ensaios cl&#237;nicos randomizados. As informa&#231;&#245;es fornecidas por esses estudos s&#227;o complementares e ajudam o cardiologista na tomada de decis&#227;o de forma individualizada. Apesar disso, algumas diferen&#231;as entre eles merecem serem ressaltadas. Estudos randomizados, tanto em nivel individual como em meta-an&#225;lises<sup>1-3</sup>, n&#227;o mostraram diferen&#231;as de resultados entre CRM e ICP, a n&#227;o ser nos itens nova revasculariza&#231;&#227;o e al&#237;vio da angina. Por outro lado, os registros<sup>4,5</sup>, excetuando-se recente estudo asi&#225;tico<sup>6</sup>, tendem a demonstrar superioridade da CRM em termos de mortalidade nos subgrupos de pacientes em que &#233; reconhecida como capaz de aumentar a sobrevida.</p>
    <p>Na tentativa de explicar essas diferen&#231;as, tem-se argumentado que os registros seriam mais representativos do "mundo real". Isso porque envolveriam mais pacientes e apresentariam maior n&#250;mero de triarteriais, mais pacientes com les&#227;o de art&#233;ria descendente anterior proximal (DA) e mais pacientes com disfun&#231;&#227;o ventricular, justamente os que se beneficiariam da cirurgia em termos de mortalidade. A inexist&#234;ncia de diferen&#231;a entre a cirurgia e a angioplastia nos estudos randomizados decorreria, segundo os defensores dos registros, do fato de tratar-se de pacientes semelhantes &#224;queles para que a CRM n&#227;o demonstrou superioridade em rela&#231;&#227;o ao tratamento cl&#237;nico. Baseia-se, pois, principalmente nos registros de que a cirurgia tende a ser considerada a melhor op&#231;&#227;o em situa&#231;&#245;es como doen&#231;a de tr&#234;s vasos, presen&#231;a de m&#225; fun&#231;&#227;o ventricular ou mesmo doen&#231;a de dois vasos associada &#224; obstru&#231;&#227;o proximal da DA<sup>7</sup>.</p>
    <p>Por outro lado, &#233; preciso ressaltar que estudos randomizados, diferentemente de registros, possibilitam distribuir todos os fatores progn&#243;sticos conhecidos e n&#227;o conhecidos, com igual chance nos grupos, diminuindo, sobremaneira, o vi&#233;s das amostras. Por isso, meta-an&#225;lises dos ensaios cl&#237;nicos de boa qualidade representam o melhor n&#237;vel de evid&#234;ncia cient&#237;fica para nortear tomada de decis&#227;o. No que tange ao n&#250;mero de pacientes, as meta-an&#225;lises mais recentes<sup>2,3</sup> apresentam um n&#250;mero de pacientes pr&#243;ximo ao de alguns registros considerados cl&#225;ssicos, como o da Duke University<sup>4</sup>. O argumento de que os estudos randomizados envolveriam poucos doentes triarteriais n&#227;o parece v&#225;lido na era <italic>stent</italic>, na qual os triarteriais, somados aos com les&#227;o de tronco, predominam sobre os biarteriais. Quanto ao indiscut&#237;vel fato de os estudos randomizados terem inclu&#237;do poucos doentes com fun&#231;&#227;o ventricular comprometida, pode-se argumentar que 17% (percentual descrito no estudo colaborativo de Hlatky e cols.<sup>3</sup>) n&#227;o &#233; um n&#250;mero insignificante. Al&#233;m disso, esse percentual pode estar subestimado, em virtude da n&#227;o inclus&#227;o de estudos como o AWESOME e o CARDia<sup>8</sup>, os quais apresentavam um n&#250;mero maior de pacientes com m&#225; fun&#231;&#227;o ventricular. Soma-se a isso o fato de que nenhum estudo randomizado sugeriu que pacientes com fun&#231;&#227;o ventricular comprometida apresentassem benef&#237;cio da cirurgia, quando comparada &#224; angioplastia. No BARI<sup>9</sup>, &#250;nico isoladamente a abordar essa quest&#227;o, pacientes n&#227;o diab&#233;ticos que apresentassem les&#227;o de tr&#234;s vasos ou les&#227;o de dois vasos com envolvimento da DA, associadas &#224; m&#225; fun&#231;&#227;o ventricular, n&#227;o tiveram maior mortalidade com a ICP. No AWESOME, em que grande n&#250;mero de pacientes tinha fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o diminu&#237;da, a mortalidade foi ligeiramente menor com angioplastia. Finalmente, o estudo colaborativo de Hlatky e cols.<sup>3</sup> n&#227;o mostrou que fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o diminu&#237;da, condi&#231;&#227;o de triarterial ou presen&#231;a de obstru&#231;&#227;o da DA proximal tenham contribu&#237;do para a superioridade da cirurgia sobre a angioplastia em termos de mortalidade. Resta, no fim, um &#250;ltimo argumento: a sele&#231;&#227;o de pacientes nos estudos randomizados. A sele&#231;&#227;o ocorreu, por&#233;m, tanto para os doentes submetidos a angioplastia quanto para os pacientes cir&#250;rgicos, podendo ter melhorado os resultados de ambos. Al&#233;m disso, as conclus&#245;es sobre equidade de resultados de mortalidade nos estudos randomizados n&#227;o se aplicam a qualquer tipo de paciente, mas a doentes considerados de anatomia adequada para ambos os procedimentos.</p>
    <p>Apesar de publicados nas melhores revistas m&#233;dicas, registros podem apresentar vieses de sele&#231;&#227;o que at&#233; mesmo as melhores t&#233;cnicas estat&#237;sticas s&#227;o incapazes de eliminar. Pacientes poderiam ter sido encaminhados para a cirurgia por parecer mais h&#237;gidos (no pressuposto de uma maior sobrevida), por apresentar oclus&#227;o total com circula&#231;&#227;o colateral ou por apresentar art&#233;rias maiores e mais adequadas a enxertos: todos esses fatores favoreceriam os resultados cir&#250;rgicos. Por outro lado, pacientes poderiam ser direcionados para a angioplastia por apresentar menor perspectiva de vida, por comorbidades graves, por impossibilidade de enxertos ou por prefer&#234;ncia dos m&#233;dicos ou do pr&#243;prio paciente, apesar de anatomia inadequada: todos esses fatores comprometeriam os resultados da angioplastia. Uma consulta aos criterios de aloca&#231;&#227;o e aos resultados do registro do SYNTAX<sup>10</sup> sugere que alguns dos vieses de sele&#231;&#227;o retromencionados (comorbidade grave como indica&#231;&#227;o para ICP, oclus&#227;o total como indica&#231;&#227;o para CRM, impossibilidade de enxertos como indica&#231;&#227;o para ICP) podem ter contribu&#237;do para a superioridade da cirurgia no referido registro, assim como em outros estudos observacionais.</p>
    <p>Por tudo isso, achamos que, na escolha entre ICP e CRM, se deve considerar prioritariamente o que dizem as meta-an&#225;lises de estudos randomizados (que apontam para a igualdade de resultados) e n&#227;o os estudos observacionais (que apontam para a superioridade da cirurgia), desde que a anatomia do paciente seja adequada para ambos os procedimentos.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Pedro Jos&#233; Negreiros de Andrade </p>
        <p> Francisco Holanda, 992/1101 - Dionisio Torres </p>
        <p> 60130-040 - Fortaleza, CE - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p><email xlink:href="pedroneg@cardiol.br">pedroneg@cardiol.br</email>, </p>
        <p>
          <email xlink:href="pedroneg@gmail.com">pedroneg@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 01/05/10; revisado recebido em 14/07/10; aceito em 13/08/10.</p>
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          <article-title>Long-term safety and efficacy of percutaneous coronary intervention with stenting and coronary artery bypass surgery for multivessel coronary artery disease: a meta-analysis with 5-year patient-level data from the ARTS, ERACI-II, MASS-II, and SoS trials</article-title>
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          <article-title>Randomized comparison of percutaneous coronary intervention with coronary artery bypass grafting in diabetic patients: a one year results of the CARDia (coronary artery revascularization in diabetics) trial</article-title>
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          <article-title>Survival following coronary angioplasty versus coronary artery bypass surgery in anatomic subsets in which coronary artery bypass surgery improves survival compared with medical therapy: Results from the BARI Investigatios</article-title>
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          <article-title>Percutaneous coronary intervention versus coronary-artery bypass grafting for severe coronary artery-disease</article-title>
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        <article-title xml:lang="es">Angioplastia versus cirug&#237;a: metan&#225;lisis o registros?</article-title>
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        <kwd>Angioplastia transluminal coronaria</kwd>
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      <p>
        <bold>PUNTO DE VISTA</bold>
      </p>
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            <bold>Angioplastia <italic>versus</italic> cirug&#237;a: metan&#225;lisis o registros?</bold>
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            <bold>Pedro Jos&#233; Negreiros de Andrade</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal do Cear&#225;, Fortaleza, CE - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras-clave:</bold> Angioplastia transluminal coronaria, cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica, metan&#225;lisis, registros.</p>
      <p>La elecci&#243;n entre angioplastia transluminal coronaria (ATC) y cirug&#237;a de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica (CRM) debe tener por base, sobre todo, la medicina fundamentada en evidencias. Esa &#250;ltima se fundamenta, en lo que toca a la elecci&#243;n entre esos procedimientos, en dos tipos de publicaciones: estudios tipo registro y ensayos cl&#237;nicos randomizados. Las informaciones provistas por esos estudios son complementarias y ayudan al cardi&#243;logo en la toma de decisi&#243;n de forma individualizada. A pesar de eso, algunas diferencias entre ellos merecen ser destacadas. Estudios randomizados, tanto a nivel individual como en metan&#225;lisis<sup>1-3</sup>, no mostraron diferencias de resultados entre CRM y ATC, a no ser en los &#237;tems nueva revascularizaci&#243;n y alivio de la angina. Por otro lado, los registros<sup>4,5</sup>, exceptuando reciente estudio asi&#225;tico<sup>6</sup>, tienden a demostrar superioridad de la CRM en t&#233;rminos de mortalidad en los subgrupos de pacientes en que es reconocida como capaz de aumentar la sobrevida.</p>
      <p>En la tentativa de explicar esas diferencias, se ha argumentado que los registros ser&#237;an m&#225;s representativos del "mundo real". Eso porque incluir&#237;an m&#225;s pacientes y presentar&#237;an mayor n&#250;mero de triarteriales, m&#225;s pacientes con lesi&#243;n de arteria descendente anterior proximal (DA) y m&#225;s pacientes con disfunci&#243;n ventricular, justamente los que se beneficiar&#237;an con la cirug&#237;a en t&#233;rminos de mortalidad. La inexistencia de diferencia entre la cirug&#237;a y la angioplastia en los estudios randomizados surgir&#237;a, seg&#250;n los defensores de los registros, del hecho de tratarse de pacientes semejantes a aquellos para los que la CRM no demostr&#243; superioridad en relaci&#243;n al tratamiento cl&#237;nico. Se basa, pues, principalmente en los registros de que la cirug&#237;a tiende a ser considerada la mejor opci&#243;n en situaciones como enfermedad de tres vasos, presencia de mala funci&#243;n ventricular o aun enfermedad de dos vasos asociada a la obstrucci&#243;n proximal de la DA<sup>7</sup>.</p>
      <p>Por otro lado, es preciso destacar que estudios randomizados, diferentemente de registros, posibilitan distribuir todos los factores pron&#243;sticos conocidos y no conocidos, con igual posibilidad en los grupos, disminuyendo, sobremanera, el sesgo de las muestras. Por eso, metan&#225;lisis de los ensayos cl&#237;nicos de buena calidad representan el mejor nivel de evidencia cient&#237;fica para orientar la toma de decisi&#243;n. En lo que toca al n&#250;mero de pacientes, los metan&#225;lisis m&#225;s recientes<sup>2-3</sup> presentan un n&#250;mero de pacientes pr&#243;ximo al de algunos registros considerados cl&#225;sicos, como el de la Duke University<sup>4</sup>. El argumento de que los estudios randomizados envolver&#237;an pocos enfermos triarteriales no parece v&#225;lido en la era <italic>stent</italic>, en la cual los triarteriales, sumados a los con lesi&#243;n de tronco, predominan sobre los biarteriales. En cuanto al indiscutible hecho de que los estudios randomizados han incluido pocos enfermos con funci&#243;n ventricular comprometida, se puede argumentar que 17% (porcentaje descripto en el estudio colaborativo de Hlatki et al<sup>3</sup>) no es un n&#250;mero insignificante. Adem&#225;s de eso, ese porcentaje puede estar subestimado, en virtud de la no inclusi&#243;n de estudios como el AWESOME y el CARDia<sup>8</sup>, los cuales presentaban un n&#250;mero mayor de pacientes con mala funci&#243;n ventricular. Se suma a eso el hecho de que ninguno estudio randomizado sugiri&#243; que pacientes con funci&#243;n ventricular comprometida presentasen beneficio de la cirug&#237;a, cuando fue comparada a la angioplastia. En el BARI<sup>9</sup>, &#250;nico que aborda aisladamente esa cuesti&#243;n, pacientes no diab&#233;ticos que presentasen lesi&#243;n de tres vasos o lesi&#243;n de dos vasos con envolvimiento de la DA, asociadas a la mala funci&#243;n ventricular, no tuvieron mayor mortalidad con la ATC. En el AWESOME, en que gran n&#250;mero de pacientes ten&#237;a fracci&#243;n de eyecci&#243;n disminuida, la mortalidad fue ligeramente menor con angioplastia. Finalmente, el estudio colaborativo de Hlatky et al<sup>3</sup> no mostr&#243; que fracci&#243;n de eyecci&#243;n disminuida, condici&#243;n de triarterial o presencia de obstrucci&#243;n de la DA proximal hayan contribuido a la superioridad de la cirug&#237;a sobre la angioplastia en t&#233;rminos de mortalidad. Resta, en el fin, un &#250;ltimo argumento: la selecci&#243;n de pacientes en los estudios randomizados. La selecci&#243;n ocurri&#243;, sin embargo, tanto para los enfermos sometidos a angioplastia como para los pacientes quir&#250;rgicos, pudiendo haber mejorado los resultados de ambos. Adem&#225;s de eso, las conclusiones sobre equidad de resultados de mortalidad en los estudios randomizados no se aplican a cualquier tipo de paciente, sino a enfermos considerados de anatom&#237;a adecuada para ambos procedimientos.</p>
      <p>A pesar de ser publicados en las mejores revistas m&#233;dicas, los registros pueden presentar sesgos de selecci&#243;n que hasta aun las mejores t&#233;cnicas estad&#237;sticas son incapaces de eliminar. Pacientes podr&#237;an haber sido encaminados a cirug&#237;a por parecer m&#225;s sanos (en el presupuesto de una mayor sobrevida), por presentar oclusi&#243;n total con circulaci&#243;n colateral o por presentar arterias mayores y m&#225;s adecuadas a injertos: todos esos factores favorecer&#237;an los resultados quir&#250;rgicos. Por otro lado, pacientes podr&#237;an ser dirigidos a la angioplastia por presentar menor perspectiva de vida, por comorbilidades graves, por imposibilidad de injertos o por preferencia de los m&#233;dicos o del propio paciente, a pesar de anatom&#237;a inadecuada: todos esos factores comprometer&#237;an los resultados de la angioplastia. Una consulta a los criterios de ubicaci&#243;n y a los resultados del registro del SYNTAX<sup>10</sup> sugiere que algunos de los sesgos de selecci&#243;n retromencionados (comorbilidad grave como indicaci&#243;n para ATC, oclusi&#243;n total como indicaci&#243;n para CRM, imposibilidad de injertos como indicaci&#243;n para ATC) pueden haber contribuido a la superioridad de la cirug&#237;a en el referido registro, as&#237; como en otros estudios observacionales.</p>
      <p>Por todo eso, creemos que, en la elecci&#243;n entre ATC y CRM, se debe considerar prioritariamente lo que dicen los metan&#225;lisis (que indican la igualdad de resultados) y no los estudios observacionales (que indican la superioridad de la cirug&#237;a), desde que la anatom&#237;a del paciente sea adecuada para ambos procedimientos.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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          <subject>Point of View</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Angioplasty versus surgery: meta-analyses or registries?</article-title>
      </title-group>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Angioplasty, transluminal percutaneous coronary</kwd>
        <kwd>coronary artery bypass graft</kwd>
        <kwd>meta-analysis</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
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      <p>
        <bold>POINT OF VIEW</bold>
      </p>
      <p>
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          <label>
            <bold>Angioplasty <italic>versus</italic> surgery: meta-analyses or registries?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Pedro Jos&#233; Negreiros de Andrade</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal do Cear&#225;, Fortaleza, CE - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Angioplasty, transluminal percutaneous coronary; coronary artery bypass graft; meta-analysis.</p>
      <p>The choice between percutaneous coronary intervention (PCI) and coronary artery bypass grafting (CABG) should be based mainly on evidence-based medicine. The latter is based, concerning the choice between these procedures, on two types of publications: registries and randomized clinical trials. The information provided by these studies are complementary and help the cardiologist in making the decision individually. Nonetheless, some differences among them should be highlighted. Randomized studies, both individually and in meta-analyses<sup>1-3</sup>, showed no differences in outcomes between CABG and PCI, except for the items new revascularization and relief of angina. On the other hand, the registries<sup>4,5</sup>, except for a recent Asian study<sup>6</sup>, tend to demonstrate superiority of CABG in terms of mortality in subgroups of patients in which is recognized as capable of increasing survival.</p>
      <p>Trying to explain these differences, it has been argued that the registries are more representative of the "real world". This is because they allegedly involve more patients and a higher number of patients with triple-vessel disease, more patients with a proximal left anterior descending (LAD) artery lesion and more patients with left ventricular dysfunction, precisely those who would benefit from the surgery in terms of mortality. The lack of difference between surgery and angioplasty in randomized trials derive, according to advocates of the registries, from the fact that the patients are similar to those for whom the CABG was not superior over medical treatment. Therefore, it is based mainly on the registries that surgery tends to be the best option in situations such as triple-vessel disease, presence of poor ventricular function or two-vessel disease associated with LAD proximal obstruction<sup>7</sup>.</p>
      <p>On the other hand, we need to emphasize that randomized studies, unlike registries, distribute all known and unknown prognostic factors, with an equal chance on groups, overwhelmingly decreasing the bias of the samples. Therefore, meta-analyses of good quality clinical trials represent the best level of scientific evidence to guide decision making. Regarding the number of patients, recent meta-analyses<sup>2,3</sup> represent a number of patients close to some registries considered classical, such as the one from the Duke University<sup>4</sup>. The argument that randomized studies involved few patients with triple-vessel disease does not seem valid in the stent era, where those with triple-vessel disease plus those with left main lesion were in higher number them on those with two-vessel disease. As for the undeniable fact that randomized trials have included few patients with compromised ventricular function, we may argue that 17% (percentage described in the collaborative study by Hlatky et al<sup>3</sup>) is not an insignificant number. Moreover, this percentage may be underestimated due to the non-inclusion of studies such as the AWESOME and CARDia<sup>8</sup>, which showed a larger number of patients with poor ventricular function. In addition, no randomized study suggested that patients with compromised ventricular function benefitted from the surgery compared to angioplasty. In BARI<sup>9</sup>, the only study to address this issue, nondiabetic patients who presented three-vessel lesions or two-vessel lesion with involvement of LAD, associated with poor ventricular function, did not have higher mortality with PCI. In AWESOME, where a number of patients had a decreased ejection fraction, mortality was slightly smaller with angioplasty. Finally, the collaborative study by Hlatky et al<sup>3</sup> did not show decreased ejection fraction, triple-vessel disease condition or obstruction of the proximal LAD may have contributed to the superiority of surgery over angioplasty in terms of mortality. Finally, there is one last argument: the selection of patients in randomized trials. The selection took place, however, both for patients undergoing angioplasty and for surgical patients, which may have improved the results of both. Moreover, the findings on equity of mortality results in randomized trials do not apply to all patient, but to those patients considered with anatomy suitable for both procedures.</p>
      <p>Although published in the best medical journals, registries may have selection biases that even the best statistical techniques are unable to eliminate. Patients could be referred to surgery for seeming healthier (assuming a higher survival rate with CABR) due to total occlusion with collateral circulation or for having larger arteries that are more suitable for grafts: all these factors would favor the surgical results. On the other hand, patients could be referred to angioplasty for presenting a shorter life expectancy, due to severe comorbidities, impossibility of grafts, and doctors' or patients preference, despite inadequate anatomy: all these factors would jeopardize the results of angioplasty. Inquiries to the criteria of allocation and the outcomes of the SYNTAX<sup>10</sup> registry suggests that some selection biases mentioned above (severe comorbidity as indication for PCI, total occlusion as indication for CABG, graft failure as an indication for PCI) may have contributed to the superiority of the surgery in this registry as well as in other observational studies.</p>
      <p>Because of that, we think that, in choosing between PCI and CABG, we must consider primarily what meta-analyses of randomized trials say (pointing out to equality of results) rather than observational studies (pointing out to the superiority of surgery), as long as patient's anatomy is suitable for both procedures.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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