<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">yRhC9jvjMypkVYGBS9K9yJm</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001500016</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010001500016</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigo de Revis&#227;o</subject>
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        <article-title>Os stents farmacol&#243;gicos s&#227;o seguros e eficazes em longo prazo?</article-title>
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            <surname>Sastry</surname>
            <given-names>Sanjay</given-names>
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            <surname>Morice</surname>
            <given-names>Marie-Claude</given-names>
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          <named-content content-type="city">Massy</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Institut Cardiovasculaire Paris Sud</institution>
        <country country="FR">France</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2010</year>
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      <volume>95</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>663</fpage>
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          <year>2008</year>
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          <day>10</day>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>A introdu&#231;&#227;o de stents farmacol&#243;gicos em 2002 revolucionou a cardiologia invasiva atrav&#233;s da redu&#231;&#227;o de reestenoses. No final de 2006 surgiram relatos de aumento da incid&#234;ncia de trombose tardia de stent com esses stents em compara&#231;&#227;o com os de metal sem revestimento, provavelmente em decorr&#234;ncia do atraso de endoteliza&#231;&#227;o. No entanto, esses estudos continham s&#233;rias falhas metodol&#243;gicas. Meta-an&#225;lises posteriores mostraram de forma clara um risco apenas discretamente aumentado de trombose tardia de stent entre todos os grupos de pacientes. Um achado importante foi o de que os stents farmacol&#243;gicos proporcionaram benef&#237;cio significativo e mantido devido &#224; redu&#231;&#227;o de reestenose e, portanto, de revasculariza&#231;&#227;o de repeti&#231;&#227;o. V&#225;rios registros obtidos na pr&#225;tica cl&#237;nica confirmaram esses resultados e sugeriram que o uso de stents farmacol&#243;gicos em situa&#231;&#245;es mais complexas n&#227;o est&#225; associado a resultados desfavor&#225;veis. A trombose de stent &#233; um problema multifatorial no qual o stent &#233; apenas um dos elementos. Novos estudos ser&#227;o necess&#225;rios para determinar a t&#233;cnica para o procedimento e o esquema antiplaquet&#225;rio ideais. Os stents farmacol&#243;gicos s&#227;o seguros e eficazes em longo prazo, embora estudos intensivos continuem sendo realizados com o prop&#243;sito de reduzir o risco de trombose de stent na pr&#243;xima gera&#231;&#227;o.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Stents farmacol&#243;gicos</kwd>
        <kwd>reestenose</kwd>
        <kwd>trombose</kwd>
        <kwd>interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>04</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>ARTIGO DE REVIS&#195;O</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Os <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos s&#227;o seguros e eficazes em longo prazo?</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Sanjay Sastry; Marie-Claude Morice</bold>
    </p>
    <p>Institut Cardiovasculaire Paris Sud, Massy - France</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>A introdu&#231;&#227;o de <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos em 2002 revolucionou a cardiologia invasiva atrav&#233;s da redu&#231;&#227;o de reestenoses. No final de 2006 surgiram relatos de aumento da incid&#234;ncia de trombose tardia de <italic>stent</italic> com esses <italic>stents</italic> em compara&#231;&#227;o com os de metal sem revestimento, provavelmente em decorr&#234;ncia do atraso de endoteliza&#231;&#227;o. No entanto, esses estudos continham s&#233;rias falhas metodol&#243;gicas. Meta-an&#225;lises posteriores mostraram de forma clara um risco apenas discretamente aumentado de trombose tardia de <italic>stent</italic> entre todos os grupos de pacientes. Um achado importante foi o de que os <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos proporcionaram benef&#237;cio significativo e mantido devido &#224; redu&#231;&#227;o de reestenose e, portanto, de revasculariza&#231;&#227;o de repeti&#231;&#227;o. V&#225;rios registros obtidos na pr&#225;tica cl&#237;nica confirmaram esses resultados e sugeriram que o uso de <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos em situa&#231;&#245;es mais complexas n&#227;o est&#225; associado a resultados desfavor&#225;veis. A trombose de <italic>stent</italic> &#233; um problema multifatorial no qual o <italic>stent</italic> &#233; apenas um dos elementos. Novos estudos ser&#227;o necess&#225;rios para determinar a t&#233;cnica para o procedimento e o esquema antiplaquet&#225;rio ideais. Os <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos s&#227;o seguros e eficazes em longo prazo, embora estudos intensivos continuem sendo realizados com o prop&#243;sito de reduzir o risco de trombose de <italic>stent</italic> na pr&#243;xima gera&#231;&#227;o.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold><italic>Stents</italic> farmacol&#243;gicos, reestenose, trombose, interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os <italic>stents</italic> farmacol&#243;gicos (SF) chegaram ao mundo da interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea (ICP) em 2002 e quase imediatamente come&#231;aram a mudar a cardiologia moderna. O uso de <italic>stents</italic> met&#225;licos (SM) convencionais reduziu drasticamente a incid&#234;ncia de revasculariza&#231;&#227;o mioc&#225;rdica (RM) de emerg&#234;ncia e de trombose vascular aguda na d&#233;cada de 1990 (<xref ref-type="fig" rid="a16fig01m">Figura 1</xref>)<sup>1,2</sup>.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a16fig01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Estudos randomizados mostraram que os SF conseguiram contornar a falha que persistia nos <italic>stents</italic>: a ocorr&#234;ncia de reestenose. O seguimento de seis meses do estudo RAVEL confirmou um &#237;ndice de 0% de reestenose, revasculariza&#231;&#227;o do vaso alvo (RVA) e trombose de <italic>stent</italic><sup>3</sup>. O estudo SIRIUS mostrou que os <italic>stents</italic> revestidos com sirolimus (SRS) estavam associados a uma redu&#231;&#227;o muito significativa de reestenose intra-segmento em compara&#231;&#227;o com os SM, e que essa diferen&#231;a era evidente em uma ampla gama de pacientes e les&#245;es com as mais diversas caracter&#237;sticas <sup>4</sup>. O estudo TAXUS IV mostrou resultados semelhantes usando <italic>stents</italic> revestidos com paclitaxel (SRP)<sup>5</sup>.</p>
    <p>
      <bold>O fim dos SF?</bold>
    </p>
    <p>Entretanto, as primeiras nuvens despontaram no horizonte no in&#237;cio de 2004, com um relato detalhado de quatro pacientes que haviam sofrido trombose de <italic>stent</italic> decorridos mais de onze meses do implante do SF ap&#243;s a interrup&#231;&#227;o da terapia antiplaquet&#225;ria<sup>6</sup>. Novas d&#250;vidas surgiram ap&#243;s um estudo histol&#243;gico de SF meses ap&#243;s sua coloca&#231;&#227;o, no qual o atraso de endoteliza&#231;&#227;o era evidente<sup>7</sup>. Os autores correlacionaram esse atraso com um risco aumentado de trombose de <italic>stent</italic> em SF quando comparado a SM. A seguir, o estudo BASKET-LATE, que acompanhou pacientes at&#233; 18 meses ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o de <italic>stent</italic>, mostrou uma frequ&#234;ncia aumentada de trombose tardia de <italic>stent</italic> e morte card&#237;aca ou infarto do mioc&#225;rdio (IM) ap&#243;s a suspens&#227;o do clopidogrel em pacientes tratados com SF em compara&#231;&#227;o com SM (<xref ref-type="fig" rid="a16fig02m">Figura 2</xref>)<sup>8</sup>.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a16fig02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf02.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>A verdadeira rea&#231;&#227;o contra os SF teve in&#237;cio no Congresso da Sociedade Europ&#233;ia (CSE) em setembro de 2006, quando Camenzind apresentou uma meta-an&#225;lise de estudos randomizados sobre SF de primeira gera&#231;&#227;o, mostrando uma maior frequ&#234;ncia de &#243;bitos e IM com onda Q em pacientes tratados com SF em compara&#231;&#227;o com SM<sup>9</sup>. Os resultados n&#227;o foram estatisticamente significativos, mas de fato mostraram uma tend&#234;ncia clara entre 18 meses e tr&#234;s anos ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o do <italic>stent</italic>, tanto para SRP quanto para SRS. Em outra apresenta&#231;&#227;o que chamou a aten&#231;&#227;o, Nordmann sugeriu que os SRS estavam associados a um aumento significativo de mortalidade n&#227;o card&#237;aca aos dois e tr&#234;s anos de seguimento, em compara&#231;&#227;o com SM<sup>10</sup>. Esses relatos geraram manchetes sensacionalistas na m&#237;dia leiga, inclusive em jornais como o <italic>The New York Times</italic> e o <italic>The Wall Street Journal.</italic> Havia duas limita&#231;&#245;es metodol&#243;gicas principais nos estudos de Camenzind e cols.<sup>9</sup> e Nordmann e cols.<sup>10</sup>, no entanto. Em primeiro lugar, nenhum dos dois foi uma meta-an&#225;lise propriamente dita, uma vez que os dados utilizados foram retirados de outros trabalhos e apresenta&#231;&#245;es, e n&#227;o de informa&#231;&#245;es diretas dos pacientes. Em segundo lugar, as defini&#231;&#245;es de trombose de <italic>stent</italic> variaram de tal forma entre os estudos inclu&#237;dos, que ficou invalidada uma meta-an&#225;lise coerente. Apesar disso, a penetra&#231;&#227;o dos SF nos EUA caiu em 12% nos seis meses que se seguiram ao CSE, enquanto na Europa, o aumento cont&#237;nuo que vinha ocorrendo na utiliza&#231;&#227;o foi interrompido, e a penetra&#231;&#227;o permaneceu fixa em 50%<sup>11,12</sup>.</p>
    <p>Houve dois desdobramentos positivos imediatos da histeria descabida em rela&#231;&#227;o &#224; trombose de SF. O primeiro foi a elabora&#231;&#227;o de defini&#231;&#245;es, para trombose de <italic>stent</italic>, aceitas pelo Cons&#243;rcio de Pesquisa Acad&#234;mica (CPA) por solicita&#231;&#227;o da FDA, que antecedeu uma reuni&#227;o especial de seu conselho sobre seguran&#231;a de SF realizada em dezembro de 2006<sup>13</sup>. O segundo desdobramento positivo foi a realiza&#231;&#227;o de meta-an&#225;lises independentes dos muitos estudos sobre SF e SM, a partir de dados obtidos diretamente dos pacientes para se conseguir uma resposta mais clara a esta quest&#227;o.</p>
    <p>
      <bold>O risco real de trombose de <italic>stent</italic> com SF</bold>
    </p>
    <p>Uma edi&#231;&#227;o do <italic>New England Journal of Medicine</italic> de fevereiro de 2007 continha v&#225;rios desses estudos. Uma meta-an&#225;lise da incid&#234;ncia de trombose de <italic>stent</italic> em oito importantes estudos randomizados n&#227;o encontrou diferen&#231;a significativa entre pacientes tratados com SF e SM usando as defini&#231;&#245;es do CPA (trombose de <italic>stent</italic> definitiva ou prov&#225;vel em SRS 1,5% contra SM 1,7%, p=0.70; e SRP 1,8% contra SM 1,4%, p=0,52%) (<xref ref-type="fig" rid="a16fig03m">Figura 3</xref>)<sup>14</sup>. Outra meta-an&#225;lise de nove estudos randomizados concluiu que a trombose de <italic>stent</italic> ap&#243;s um ano era mais comum com SRP e SRS do que com SM, embora ambos os SF estivessem associados a uma redu&#231;&#227;o acentuada de revasculariza&#231;&#227;o da les&#227;o alvo (RLA)<sup>15</sup>. Aos quatro anos n&#227;o houve diferen&#231;as significativas nas taxas de eventos cumulativos de &#243;bitos ou IM (<xref ref-type="fig" rid="a16fig04m">Figura 4</xref>). Da mesma forma, uma meta-an&#225;lise de quatro estudos comparando SRS e SM n&#227;o mostrou diferen&#231;as significativas entre os dois tratamentos em termos de &#243;bito, IM ou trombose de <italic>stent</italic> at&#233; quatro ap&#243;s a coloca&#231;&#227;o do <italic>stent</italic><sup>16</sup>.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a16fig03m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a16fig04m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf04.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Na mesma edi&#231;&#227;o, entretanto, o Registro Sueco de Angioplastia e Coronariografia (SCAAR) encontrou uma taxa aumentada de &#243;bitos em pacientes tratados com SF em compara&#231;&#227;o com SM aos tr&#234;s anos (risco relativo (RR) ajustado 1,18, intervalo de confian&#231;a (IC) de 95% 1,05 a 1,37)<sup>17</sup>. De forma interessante, ap&#243;s mais um ano de seguimento, o que gerou um total de 13.786 pacientes com SF e 21.480 com SM, n&#227;o foi observada diferen&#231;a significativa quanto &#224; mortalidade entre os dois grupos (RR 1,03, IC 95% 0,94 to 1,14)<sup>18</sup>. Outros registros de "casos reais" em larga escala igualmente mostraram mortalidade compar&#225;vel ou inferior entre os dois grupos<sup>19-22</sup>. Esses registros da pr&#225;tica cl&#237;nica tamb&#233;m sugeriram que o uso de SF em situa&#231;&#245;es mais complexas n&#227;o est&#225; associado a resultados adversos.</p>
    <p>Talvez o estudo mais importante que se seguiu &#224; "crise" dos SF tenha sido a meta-an&#225;lise em rede que incluiu todos os estudos relevantes de SF de primeira gera&#231;&#227;o<sup>23</sup>. Os autores inclu&#237;ram 38 estudos com um total de 18.023 pacientes e acompanhamento de at&#233; quatro anos. A mortalidade foi semelhante entre SRS, SRP e SM (<xref ref-type="fig" rid="a16fig05m">Figura 5</xref>). N&#227;o foram observadas diferen&#231;as significativas quanto ao risco de trombose de <italic>stent</italic> definitiva (0 dias a quatro anos). Com base na redu&#231;&#227;o mais acentuada de RLA em pacientes tratados com SRS do que nos tratados com SRP, e na menor frequ&#234;ncia de IM nos pacientes tratados com SRS, os autores conclu&#237;ram que os SRS pareciam clinicamente melhores.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a16fig05m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf05.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>As preocupa&#231;&#245;es acerca do risco de trombose de <italic>stent</italic> em pacientes diab&#233;ticos que surgiram em estudos anteriores tamb&#233;m foram abordadas em uma recente meta-an&#225;lise de pacientes diab&#233;ticos e n&#227;o diab&#233;ticos em cinco estudos randomizados comparando SRP e SM<sup>24</sup>. Aos quatro anos de seguimento, os autores n&#227;o encontraram diferen&#231;as significativas entre SRP e SM em rela&#231;&#227;o a &#243;bito (8,4% contra 10,3%, p=0,61), IM (6,9% contra 8,9%, p=0,17) ou trombose de <italic>stent</italic> (1,4% contra 1,2%, p=0,92) , mas encontraram uma redu&#231;&#227;o significativa em rela&#231;&#227;o a RLA nos pacientes tratados com SRP (12,5% contra 24,7%, p&lt;0,0001).</p>
    <p>Como resultado de todos esses estudos, ficou comprovada a seguran&#231;a dos SF. O risco aumentado de trombose de <italic>stent</italic> tardia pode ser decorrente do revestimento de droga que reduz a isquemia decorrente de reestenose por um prazo mais longo. De fato, demonstrou-se que o risco de trombose de <italic>stent</italic> com SF em uma pequena propor&#231;&#227;o de pacientes &#233; compensado pelo benef&#237;cio da redu&#231;&#227;o de RLA numa propor&#231;&#227;o muito maior de casos tratados, apesar da maior frequ&#234;ncia de &#243;bito ou IM ap&#243;s trombose de <italic>stent</italic><sup>25</sup>.</p>
    <p>
      <bold>O foco na trombose de <italic>stent</italic>, suas causas e como reduzi-la</bold>
    </p>
    <p>O maior benef&#237;cio da controv&#233;rsia sobre SF foi, no entanto, a aten&#231;&#227;o resultante sobre a trombose de <italic>stent</italic> e como preveni-la. A natureza multifatorial da trombose de <italic>stent</italic> &#233; reconhecida h&#225; muito tempo (<xref ref-type="fig" rid="a16fig06m">Figura 6</xref>)<sup>26</sup>. Na realidade, a trombose tardia de <italic>stent</italic> n&#227;o &#233; um problema limitado aos SF<sup>27</sup>. Fatores de risco reconhecidos para trombose de <italic>stent</italic> em SF incluem insufici&#234;ncia renal, diabete melito insulino-dependente, les&#245;es calcificadas, fun&#231;&#227;o ventricular comprometida, expans&#227;o inadequada do <italic>stent</italic> e estenose residual do segmento de refer&#234;ncia<sup>28,29</sup>.</p>
    <p content-type="asset">
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        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf06.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>Recentemente, tem havido um interesse crescente quanto &#224; resposta &#224; terapia antiplaquet&#225;ria com clopidogrel e aspirina. A alta reatividade plaquet&#225;ria p&#243;s-tratamento &#233; um dos melhores meios de avaliar a n&#227;o-resposta ao clopidogrel, e mostrou-se um fator de risco independente para trombose de <italic>stent</italic> em pacientes que receberam SF em uma an&#225;lise multivariada<sup>30</sup>. A resposta individual ao clopidogrel pode ser influenciada por fatores gen&#233;ticos e celulares, bem como por fatores cl&#237;nicos tais como ades&#227;o do paciente ou dose do clopidogrel (<xref ref-type="fig" rid="a16fig07m">Figura 7</xref>)<sup>31</sup>. Pacientes portadores de diabete melito podem ser particularmente suscet&#237;veis a problemas de n&#227;o resposta ao tratamento antiplaquet&#225;rio. Em um estudo com 54 pacientes diab&#233;ticos que vinham recebendo terapia antiplaquet&#225;ria dupla prolongada, a suspens&#227;o do clopidogrel mostrou-se associada tanto a efeitos pr&#243;-inflamat&#243;rios, como pr&#243;-tromb&#243;ticos<sup>32</sup>. Em outro estudo, comparando-se a resposta &#224; aspirina em diferentes doses em diab&#233;ticos e n&#227;o diab&#233;ticos, os diab&#233;ticos apresentaram maior preval&#234;ncia de resist&#234;ncia &#224; aspirina na dose de 81 mg por dia (27% contra 4%; p=0,001)<sup>33</sup>. Doses maiores de aspirina reduziram significativamente a resist&#234;ncia &#224; aspirina em diab&#233;ticos. Em um estudo com 135 pacientes portadores de doen&#231;a coronariana, fazendo uso de terapia antiplaquet&#225;ria dupla prolongada, encontrou-se resist&#234;ncia &#224; aspirina em 44% dos pacientes, com maior frequ&#234;ncia em diab&#233;ticos do que em n&#227;o diab&#233;ticos (<xref ref-type="fig" rid="a16fig08m">Figura 8</xref>)<sup>34</sup>. A conduta ideal em pacientes com resist&#234;ncia ao clopidogrel e/ou &#224; aspirina permanece indefinida, sendo a terapia antiplaquet&#225;ria dupla por tempo indeterminado claramente impratic&#225;vel. A realiza&#231;&#227;o de exames para detec&#231;&#227;o de resist&#234;ncia &#224; aspirina antes da interrup&#231;&#227;o do clopidogrel pode fornecer informa&#231;&#245;es importantes, e a suspens&#227;o gradual do tratamento com clopidogrel tamb&#233;m requer novas investiga&#231;&#245;es.</p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a16fig07m">
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    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="a16fig08m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf08.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <bold>Futuros avan&#231;os em SF</bold>
    </p>
    <p>O foco nas defici&#234;ncias dos SF de primeira gera&#231;&#227;o tamb&#233;m acelerou o desenvolvimento dos da pr&#243;xima gera&#231;&#227;o. J&#225; est&#225; dispon&#237;vel um <italic>stent</italic> revestido por anticorpo, cujo objetivo &#233; acelerar a cicatriza&#231;&#227;o vascular ap&#243;s ICP, e a dura&#231;&#227;o recomendada da terapia antiplaquet&#225;ria dupla &#233; de apenas um m&#234;s<sup>35</sup>. <italic>Stents</italic> bioabsorv&#237;veis tamb&#233;m representam um interesse consider&#225;vel em termos de redu&#231;&#227;o de risco de trombose de <italic>stent</italic>. Um estudo recente com 30 pacientes que receberam <italic>stent</italic> bioabsorv&#237;vel revestido por everolimus mostrou resultados promissores sem que houvesse trombose de <italic>stent</italic> tardia, e com uma taxa de eventos card&#237;acos adversos principais de 3,3% ap&#243;s um ano<sup>36</sup>. Outros <italic>stents</italic> em fase de desenvolvimento que podem reduzir a trombose de <italic>stent</italic> incluem SF sem pol&#237;meros, sendo que uma nova gera&#231;&#227;o de SF com um pol&#237;mero biodegrad&#225;vel est&#225; chegando ao mercado.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Os SF de primeira gera&#231;&#227;o est&#227;o associados a um risco levemente aumentado de trombose tardia de <italic>stent</italic> em compara&#231;&#227;o com SM, em grande parte devido ao atraso de endoteliza&#231;&#227;o, o que n&#227;o se traduz em aumento do risco de &#243;bito ou IM at&#233; quatro anos de seguimento. O risco levemente aumentado &#233; compensado por uma grande redu&#231;&#227;o na reestenose e na necessidade de revasculariza&#231;&#227;o de repeti&#231;&#227;o em compara&#231;&#227;o com SM. Igualmente tranquilizador &#233; o fato de que muitos registros com grande n&#250;mero de casos da pr&#225;tica cl&#237;nica mostraram baixos &#237;ndices de trombose tardia de <italic>stent</italic> mesmo nos grupos de pacientes mais complexos.</p>
    <p>Tem havido v&#225;rios desdobramentos ben&#233;ficos da rea&#231;&#227;o aos SF ocorrida em 2006-2007: o surgimento de uma defini&#231;&#227;o uniforme de eventos de trombose de <italic>stent</italic> em estudos de pesquisa, melhor seguimento em estudos de pesquisa e mais colabora&#231;&#227;o e transpar&#234;ncia entre os institutos de pesquisa e o setor. Indubitavelmente, os SF j&#225; beneficiaram muitos pacientes, e a pr&#243;xima gera&#231;&#227;o provavelmente estender&#225; esses benef&#237;cios a muitos outros.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Marie-Claude Morice </p>
        <p> Institut Cardiovasculaire Paris Sud </p>
        <p> 6 Avenue du Noyer Lambert </p>
        <p> 91300, Massy - France </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="mc.morice@icps.com.fr">mc.morice@icps.com.fr</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 20/05/08; revisado recebido em 17/06/08; aceito em 10/07/08.</p>
  </body>
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          <article-title>Variability in individual responsiveness to clopidogrel: clinical implications, management, and future perspectives</article-title>
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          <article-title>Clopidogrel withdrawal is associated with proinflammatory and prothrombotic effects in patients with diabetes and coronary artery disease</article-title>
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          <article-title>The effect of aspirin dosing on platelet function in diabetic and nondiabetic patients: an analysis from the aspirin-induced platelet effect (ASPECT) study</article-title>
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          <article-title>Influence of aspirin resistance on platelet function profiles in patients on long-term aspirin and clopidogrel after percutaneous coronary intervention</article-title>
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          <article-title>Endothelial progenitor cell capture by stents coated with antibody against CD34: the HEALING-FIM (Healthy Endothelial Accelerated Lining Inhibits Neointimal Growth-First In Man) Registry</article-title>
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          <article-title>A bioabsorbable everolimus-eluting coronary stent system for patients with single de-novo coronary artery lesions (ABSORB): a prospective open-label trial</article-title>
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          <subject>Review Article</subject>
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      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Are drug-eluting stents safe and effective in the long term?</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>The introduction of drug-eluting stents in 2002 revolutionized interventional cardiology by minimizing restenosis. Reports of increased late stent thrombosis with these stents compared with bare metal stents, probably due to delayed endothelialization, emerged late in 2006. These studies contained serious methodological flaws, however. Subsequent meta-analyses clearly showed only a small incremental risk of late stent thrombosis across all patient groups. Importantly, a significant and sustained benefit of drug-eluting stents due to reduced restenosis and thus repeat revascularization was also shown. Several 'real-world' registries have confirmed these results and suggested that the use of these stents in more complex situations is not associated with adverse outcomes. Stent thrombosis is a multifactorial problem, in which the stent is only one element. Further research is required to determine optimal procedural technique and antiplatelet regimens. Drug-eluting stents are safe and effective in the long-term, though intensive research continues into ways to reduce the risk of stent thrombosis in the next generation.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Drug - eluting stents</kwd>
        <kwd>restenosis</kwd>
        <kwd>thrombosis</kwd>
        <kwd>percutaneous intervention thrombosis</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>REVIEW ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Are drug-eluting stents safe and effective in the long term?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Sanjay Sastry; Marie-Claude Morice</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Institut Cardiovasculaire Paris Sud, Massy - France</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>The introduction of drug-eluting stents in 2002 revolutionized interventional cardiology by minimizing restenosis. Reports of increased late stent thrombosis with these stents compared with bare metal stents, probably due to delayed endothelialization, emerged late in 2006. These studies contained serious methodological flaws, however. Subsequent meta-analyses clearly showed only a small incremental risk of late stent thrombosis across all patient groups. Importantly, a significant and sustained benefit of drug-eluting stents due to reduced restenosis and thus repeat revascularization was also shown. Several 'real-world' registries have confirmed these results and suggested that the use of these stents in more complex situations is not associated with adverse outcomes. Stent thrombosis is a multifactorial problem, in which the stent is only one element. Further research is required to determine optimal procedural technique and antiplatelet regimens. Drug-eluting stents are safe and effective in the long-term, though intensive research continues into ways to reduce the risk of stent thrombosis in the next generation.</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Drug - eluting stents; restenosis, thrombosis; percutaneous intervention thrombosis.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Drug-eluting stents (DES) arrived in the world of percutaneous coronary intervention (PCI) in 2002, and almost immediately began to change modern cardiology. The use of standard bare-metal stents (BMS) had vastly reduced the incidence of emergency coronary bypass grafting (CABG) and acute vessel thrombosis during the 1990's (<xref ref-type="fig" rid="en_a16fig01m-body2">Figure 1</xref>)<sup>1,2</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a16fig01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>DES were shown in randomized trials to deal with the remaining drawback of stents, the occurrence of restenosis. The six-month follow-up of the RAVEL study confirmed a 0% rate of restenosis, target vessel revascularization (TVR) and stent thrombosis<sup>3</sup>. The SIRIUS study showed that sirolimus-eluting stents (SES) were associated with a highly significant reduction in in-segment restenosis compared with BMS, and that this difference was evident across the range of patient and lesion characteristics<sup>4</sup>. The TAXUS IV study showed similar results with paclitaxel-eluting stents (PES)<sup>5</sup>.</p>
      <p>
        <bold>The end of DES?</bold>
      </p>
      <p>The first clouds appeared on the horizon in early 2004, however, with a report detailing 4 patients who had suffered stent thrombosis more than 11 months after DES implantation following discontinuation of antiplatelet therapy<sup>6</sup>. Doubts were also raised following a histological study of DES months after implantation, in which delayed endothelialization was evident<sup>7</sup>. The authors linked this delay with a higher risk of stent thrombosis in DES in comparison with BMS. Subsequently the BASKET-LATE registry study, which followed patients up to 18 months post-stenting, showed an increased frequency of late stent thrombosis and cardiac death or myocardial infarction (MI) following cessation of clopidogrel in patients treated with DES in comparison with BMS (<xref ref-type="fig" rid="en_a16fig02m-body2">Figure 2</xref>)<sup>8</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a16fig02m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf02-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The real backlash against DES started at the European Society Congress in September 2006, when Camenzind presented a meta-analysis of randomized trials on first-generation DES showing a higher frequency of death and Q-wave MI in patients treated with DES in comparison with BMS<sup>9</sup>. The results were not statistically significant but did show a clear trend between 18 months and 3 years after stent implantation, both for PES and SES. In another high profile presentation, Nordmann suggested that SES were associated with a significant increase in non-cardiac mortality at 2 and 3 years of follow-up when compared with BMS<sup>10</sup>. These reports led to sensational headlines in the mass media including newspapers like <italic>The New York Times</italic> and <italic>The Wall Street Journal</italic>. However, there were two major methodological limitations to the Camenzind et al<sup>9</sup> and Nordmann et al<sup>10</sup> studies. Firstly, neither was a true meta-analysis, since the data used were collated from papers and presentations rather than 'patient-level' information. Secondly the definitions of stent thrombosis varied between the included studies to such an extent that coherent meta-analysis was invalid. Despite this, DES penetration in the US fell by 12% in the six months following the ESC, while in Europe the steady rise in use was halted, and penetration remained fixed at 50%<sup>11,12</sup>.</p>
      <p>There were two immediate positive outcomes from the inappropriate hysteria about DES thrombosis. The first was the development of accepted definitions of stent thrombosis by the Academic Research Consortium (ARC) at the behest of the FDA prior to a special meeting of their advisory panel on DES safety in December 2006<sup>13</sup>. A second positive outcome was that independent meta-analyses were performed on the many studies of DES and BMS using 'patient-level' data to provide a clearer answer to this question.</p>
      <p>
        <bold>The real risk of stent thrombosis with DES</bold>
      </p>
      <p>An edition of the <italic>New England Journal of Medicine</italic> in February 2007 contained several such studies. A meta-analysis of the incidence of stent thrombosis in 8 major randomized studies found no significant difference between patients treated with DES and BMS using the ARC definitions (definite or probable stent thrombosis in SES 1.5% <italic>vs</italic> BMS 1.7%, p=0.70; and PES 1.8% <italic>vs</italic> BMS 1.4%, p=0.52) (<xref ref-type="fig" rid="en_a16fig03m-body2">Figure 3</xref>)<sup>14</sup>. Another meta-analysis of 9 randomized trials concluded that stent thrombosis after one year was more common with PES and SES than BMS, although both DES were associated with a marked reduction in target-lesion revascularization (TLR).<sup>15</sup> At 4 years there were no significant differences in the cumulative event rates of death or MI (<xref ref-type="fig" rid="en_a16fig04m-body2">Figure 4</xref>). Similarly a meta-analysis of 4 trials comparing SES and BMS showed no significant differences between the two treatments in terms of death, MI or stent thrombosis up to four years post-stent insertion<sup>16</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a16fig03m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a16fig04m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf04-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>In the same edition, however, the Swedish Coronary Angiography and Angioplasty registry (SCAAR) found an increased rate of death in patients treated with DES in comparison with BMS at 3 years (adjusted relative risk (RR) 1.18, 95% confidence interval (CI) 1.05 to 1.37)<sup>17</sup>. Interestingly after an additional year of follow-up, providing a total of 13,786 DES and 21,480 BMS patients, there was no significant difference in mortality between the two groups (RR 1.03, 95% CI 0.94 to 1.14)<sup>18</sup>. Other large scale 'real-world' registries have similarly reported comparable or lower mortality between the two groups<sup>19-22</sup>. These 'real world' registries have also suggested that use of DES in more complex situations is not associated with adverse outcomes.</p>
      <p>Perhaps the most important study following the DES 'crisis' has been the network meta-analysis that included all relevant studies of first-generation DES<sup>23</sup>. The authors included 38 trials with a total of 18,023 patients and a follow-up of up to 4 years. Mortality was similar between SES, PES and BMS (<xref ref-type="fig" rid="en_a16fig05m-body2">Figure 5</xref>). There were no significant differences in the risk of definite stent thrombosis (0 days to 4 years). On the basis of a more marked reduction in TLR in SES than PES-treated patients, and a lower frequency of MI in the SES-treated patients, the authors concluded that SES appeared clinically better.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a16fig05m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf05-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>The concerns raised in previous studies about the risk of stent thrombosis in diabetic patients were also addressed in a recent meta-analysis of diabetic and non-diabetic patients in 5 randomized trials comparing PES and BMS<sup>24</sup>. At 4-year follow-up the authors found no significant differences between PES and BMS regarding death (8.4% <italic>vs</italic> 10.3%, p=0.61), MI (6.9% <italic>vs</italic> 8.9%, p=0.17) or stent thrombosis (1.4% <italic>vs</italic> 1.2%, p=0.92). They did find a significant reduction in TLR in the PES-treated patients (12.5% <italic>vs</italic> 24.7%, p&lt;0.0001).</p>
      <p>As a result of all these studies, the safety of DES has been proven. A higher risk of late stent thrombosis may be the result of a drug coating that reduces longer-term ischemia due to restenosis. Indeed the risk of stent thrombosis following DES in a small proportion of patients has been shown to be offset by the benefit in reducing TLR in much higher proportion of cases treated, despite the more frequent occurrence of death or MI following stent thrombosis<sup>25</sup>.</p>
      <p>
        <bold>The spotlight on stent thrombosis, its causes and how to reduce it</bold>
      </p>
      <p>The greatest benefit of the DES controversy has, however, been the resulting spotlight on stent thrombosis and how to prevent it. The multifactorial nature of stent thrombosis has long been recognized (<xref ref-type="fig" rid="en_a16fig06m-body2">Figure 6</xref>)<sup>26</sup>. Indeed late stent thrombosis is not a problem limited to DES<sup>27</sup>. Recognized risk factors for stent thrombosis in DES include renal failure, insulin-dependent diabetes mellitus, calcified lesions, impaired ventricular function, stent underexpansion and residual reference segment stenosis<sup>28,29</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a16fig06m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf06-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Recently interest has been growing in the field of responsiveness to antiplatelet treatment with clopidogrel and aspirin. High post-treatment platelet reactivity is one of the best ways to assess clopidogrel nonresponsiveness and has been shown to be an independent risk factor for stent thrombosis in patients receiving DES on multivariate analysis<sup>30</sup>. Individual responsiveness to clopidogrel may be influenced by genetic and cellular factors as well as clinical factors such as patient compliance or clopidogrel dose (<xref ref-type="fig" rid="en_a16fig07m-body2">Figure 7</xref>)<sup>31</sup>. Patients with diabetes mellitus may be particularly susceptible to problems of nonresponsiveness to antiplatelet treatment. In a study of 54 diabetic patients who had been taking long-term dual antiplatelet therapy, withdrawal of clopidogrel was associated with both proinflammatory and prothrombotic effects<sup>32</sup>. In another study comparing aspirin responsiveness at different dosages in diabetics and non-diabetics, patients with diabetes had a higher prevalence of aspirin resistance at a dose of 81mg per day (27% <italic>vs</italic> 4%; p=0.001)<sup>33</sup>. Higher doses of aspirin significantly decreased aspirin resistance in diabetics. In a study of 135 patients with coronary artery disease on long-term dual antiplatelet therapy, aspirin resistance was found in 44% of patients, and was more frequent in diabetics than non-diabetics (<xref ref-type="fig" rid="en_a16fig08m-body2">Figure 8</xref>)<sup>34</sup>. Optimal management of patients with clopidogrel and/or aspirin resistance remains unclear. Indefinite dual antiplatelet therapy is clearly unfeasible. Testing for resistance to aspirin before cessation of clopidogrel may provide important information, and gradual discontinuation of clopidogrel therapy also warrants further investigation.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a16fig07m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf07-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_a16fig08m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf08-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <bold>Future developments in DES</bold>
      </p>
      <p>The spotlight on the deficiencies of first-generation DES has also accelerated the development of the next generation. An antibody-coated stent which aims to enhance vessel healing after PCI is already available and the recommended duration of dual antiplatelet therapy is only one month<sup>35</sup>. Bioabsorbable stents are also of considerable interest in terms of reducing the risk of stent thrombosis. A recent study of 30 patients who received a bioabsorbable everolimus-eluting stent showed encouraging results with no late stent thrombosis and a 3.3% major adverse cardiac event rate at 1 year<sup>36</sup>. Other stents under development that may reduce stent thrombosis include polymerless DES, and a new generation of DES with a biodegradable polymer is coming on the market.</p>
      <p>
        <bold>Conclusions</bold>
      </p>
      <p>First-generation DES are associated with a slightly increased risk of late stent thombosis when compared with BMS; this is largely due to delayed endothelialization and is not translated into an increased risk of death or MI up to four years of follow-up. This slightly increased risk is compensated for by a large reduction in restenosis and the need for repeat revascularization compared with BMS. Reassuringly also, many large real-world registries have reported low rates of late stent thrombosis even in more complex patient groups.</p>
      <p>There have been several beneficial outcomes from the DES backlash of 2006-2007: the development of a uniform definition of stent thrombosis events in research studies, better follow-up in research studies and better collaboration and transparency between research institutions and industry. DES have undoubtedly benefited many patients already, and the next generation seems set to extend this to many more.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Art&#237;culo de Revisi&#243;n</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">&#191;Los stents farmacol&#243;gicos son seguros y eficaces a largo plazo?</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>La introducci&#243;n de stents farmacol&#243;gicos en 2002 revolucion&#243; la cardiolog&#237;a invasiva a trav&#233;s de la reducci&#243;n de reestenosis. En el final de 2006 surgieron relatos de aumento de la incidencia de trombosis tard&#237;a de stent con esos stents en comparaci&#243;n con los de metal sin revestimientos, probablemente en consecuencia del atraso de endotelizaci&#243;n. Mientras tanto, esos estudios conten&#237;an serias fallas metodol&#243;gicas. Metan&#225;lisis posteriores mostraron de forma clara un riesgo apenas discretamente aumentado de trombosis tard&#237;a de stent entre todos los grupos de pacientes. Un hallazgo importante fue el de que los stents farmacol&#243;gicos proporcionaron beneficio significativo y mantenido debido a la reducci&#243;n de reestenosis y, por lo tanto, de revascularizaci&#243;n de repetici&#243;n. Varios registros obtenidos en la pr&#225;ctica cl&#237;nica confirmaron esos resultados y sugirieron que el uso de stents farmacol&#243;gicos en situaciones m&#225;s complejas no est&#225; asociado a resultados desfavorables. La trombosis de stent es un problema multifactorial en el cual el stent es apenas uno de los elementos. Nuevos estudios ser&#225;n necesarios para determinar la t&#233;cnica para el procedimiento y el esquema antiplaquetario ideales. Los stents farmacol&#243;gicos son seguros y eficaces a largo plazo, aunque estudios intensivos contin&#250;en siendo realizados con el prop&#243;sito de reducir el riesgo de trombosis de stent en la pr&#243;xima generaci&#243;n.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Stents farmacol&#243;gicos</kwd>
        <kwd>reestenosis</kwd>
        <kwd>trombosis</kwd>
        <kwd>intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO DE REVISI&#211;N</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>&#191;Los stents farmacol&#243;gicos son seguros y eficaces a largo plazo?</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Sanjay Sastry; Marie-Claude Morice</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Institut Cardiovasculaire Paris Sud, Massy - France</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>La introducci&#243;n de stents farmacol&#243;gicos en 2002 revolucion&#243; la cardiolog&#237;a invasiva a trav&#233;s de la reducci&#243;n de reestenosis. En el final de 2006 surgieron relatos de aumento de la incidencia de trombosis tard&#237;a de stent con esos stents en comparaci&#243;n con los de metal sin revestimientos, probablemente en consecuencia del atraso de endotelizaci&#243;n. Mientras tanto, esos estudios conten&#237;an serias fallas metodol&#243;gicas. Metan&#225;lisis posteriores mostraron de forma clara un riesgo apenas discretamente aumentado de trombosis tard&#237;a de stent entre todos los grupos de pacientes. Un hallazgo importante fue el de que los stents farmacol&#243;gicos proporcionaron beneficio significativo y mantenido debido a la reducci&#243;n de reestenosis y, por lo tanto, de revascularizaci&#243;n de repetici&#243;n. Varios registros obtenidos en la pr&#225;ctica cl&#237;nica confirmaron esos resultados y sugirieron que el uso de stents farmacol&#243;gicos en situaciones m&#225;s complejas no est&#225; asociado a resultados desfavorables. La trombosis de stent es un problema multifactorial en el cual el stent es apenas uno de los elementos. Nuevos estudios ser&#225;n necesarios para determinar la t&#233;cnica para el procedimiento y el esquema antiplaquetario ideales. Los stents farmacol&#243;gicos son seguros y eficaces a largo plazo, aunque estudios intensivos contin&#250;en siendo realizados con el prop&#243;sito de reducir el riesgo de trombosis de stent en la pr&#243;xima generaci&#243;n.</p>
      <p><bold>Palabras-clave:</bold><italic>Stents</italic> farmacol&#243;gicos, reestenosis, trombosis, intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Los stents farmacol&#243;gicos (SF) llegaron al mundo de la intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea (ICP) en 2002 y casi inmediatamente empezaron a cambiar la cardiolog&#237;a moderna. El uso de stents met&#225;licos (SM) convencionales redujo dr&#225;sticamente la incidencia de revascularizaci&#243;n mioc&#225;rdica (RM) de emergencia y de trombosis vascular aguda en la d&#233;cada de 1990 (<xref ref-type="fig" rid="es_a16fig01m-body3">Figura 1</xref>)<sup>1,2</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a16fig01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Estudios randomizados mostraron que los SF consiguieron superar la falla que persist&#237;a en los stents: la ocurrencia de reestenosis. El seguimiento de seis meses del estudio RAVEL confirm&#243; un &#237;ndice de 0% de reestenosis, revascularizaci&#243;n del vaso blanco (RVB) y trombosis de stent<sup>3</sup>. El estudio SIRIUS mostr&#243; que los stents revestidos con sirolimus (SRS) estaban asociados a una reducci&#243;n muy significativa de reestenosis intrasegmento en comparaci&#243;n con los SM, y que esa diferencia era evidente en una amplia gama de pacientes y lesiones con las m&#225;s diversas caracter&#237;sticas <sup>4</sup>. El estudio TAXUS IV mostr&#243; resultados semejantes usando stents revestidos con paclitaxel (SRP)<sup>5</sup>.</p>
      <p>
        <bold>&#191;El fin de los SF?</bold>
      </p>
      <p>Entre tanto, las primeras nubes aparecieron en el horizonte en el comienzo de 2004 con un relato detallado de cuatro pacientes que hab&#237;an sufrido trombosis de stent transcurridos m&#225;s de once meses del implante del SF despu&#233;s de la interrupci&#243;n de la terapia antiplaquetaria<sup>6</sup>. Nuevas dudas surgieron despu&#233;s de un estudio histol&#243;gico de SF meses despu&#233;s de su colocaci&#243;n, en el cual el atraso de endotelizaci&#243;n era evidente<sup>7</sup>. Los autores correlacionaron ese atraso con un riesgo aumentado de trombosis de stent en SF cuando fue comparado a SM. A seguir, el estudio BASKET-LATE, que control&#243; pacientes hasta 18 meses despu&#233;s de la colocaci&#243;n de stent, mostr&#243; una frecuencia aumentada de trombosis tard&#237;a de stent y muerte card&#237;aca o infarto de miocardio (IM) despu&#233;s de la suspensi&#243;n del clopidogrel en pacientes tratados con SF en comparaci&#243;n con SM (<xref ref-type="fig" rid="es_a16fig02m-body3">Figura 2</xref>)<sup>8</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a16fig02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf02-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>La verdadera reacci&#243;n contra los SF tuvo comienzo en el Congreso de la Sociedad Europea (CSE) en setiembre de 2006, cuando Camenzind present&#243; un metan&#225;lisis de estudios randomizados sobre SF de primera generaci&#243;n, mostrando una mayor frecuencia de &#243;bitos e IM con onda Q en pacientes tratados con SF en comparaci&#243;n con SM<sup>9</sup>. Los resultados no fueron estad&#237;sticamente significativos, pero de hecho mostraron una tendencia clara entre 18 meses y tres a&#241;os despu&#233;s de la colocaci&#243;n del stent, tanto para SRP como para SRS. En otra presentaci&#243;n que llam&#243; la atenci&#243;n, Nordmann sugiri&#243; que los SRS estaban asociados a un aumento significativo de mortalidad no card&#237;aca a los dos y tres a&#241;os de seguimiento, en comparaci&#243;n con SM<sup>10</sup>. Esos relatos generaron titulares sensacionalistas en los medios legos, incluyendo diarios como el <italic>The New York Times</italic> y el <italic>The Wall Street Journal.</italic> Hab&#237;a, mientras tanto, dos limitaciones metodol&#243;gicas principales en los estudios de Camenzind et al9 y Nordmann et al<sup>10</sup>. En primer lugar, ninguno de los dos fue un metan&#225;lisis propiamente dicho, una vez que los datos utilizados fueron retirados de otros trabajos y presentaciones, y no de informaciones directas de los pacientes. En segundo lugar, las definiciones de trombosis de stent variaron de tal forma entre los estudios incluidos, que qued&#243; invalidado un metan&#225;lisis coherente. A pesar de eso, la penetraci&#243;n de los SF en los EUA cay&#243; un 12% en los seis meses que siguieron al CSE, mientras que en Europa, el aumento continuo que ven&#237;a ocurriendo en la utilizaci&#243;n fue interrumpido, y la penetraci&#243;n permaneci&#243; fija en 50%<sup>11,12</sup>.</p>
      <p>Hubo dos desdoblamientos positivos inmediatos de la histeria indebida en relaci&#243;n a la trombosis de SF. El primero fue la elaboraci&#243;n de definiciones, para trombosis de stent, aceptadas para trombosis de stent por el Consorcio de Investigaci&#243;n Acad&#233;mica (CPA) por solicitaci&#243;n de la FDA, que antecedi&#243; una reuni&#243;n especial de su consejo sobre seguridad de SF realizada en diciembre de 2006<sup>13</sup>. El segundo desdoblamiento positivo fue la realizaci&#243;n de metan&#225;lisis independientes de los muchos estudios sobre SF y SM, a partir de usar datos obtenidos directamente de los pacientes para conseguir una respuesta m&#225;s clara a esta cuesti&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>El riesgo real de trombosis de stent con SF</bold>
      </p>
      <p>Una edici&#243;n del <italic>New England Journal of Medicine</italic> de febrero de 2007 conten&#237;a varios de esos estudios. Un metan&#225;lisis de la incidencia de trombosis de stent en ocho importantes estudios randomizados mayores no encontr&#243; diferencia significativa entre pacientes tratados con SF y SM usando las definiciones del CPA (trombosis de stent definitiva o probable en SRS 1,5% contra SM 1,7%, p=0.70; y SRP 1,8% contra SM 1,4%, p=0,52%) (<xref ref-type="fig" rid="es_a16fig03m-body3">Figura 3</xref>)<sup>14</sup>. Otro metan&#225;lisis de nueve estudios randomizados concluy&#243; que la trombosis de stent despu&#233;s de un a&#241;o era m&#225;s com&#250;n con SRP y SRS que con SM, aunque ambos SF estuviesen asociados a una reducci&#243;n acentuada de revascularizaci&#243;n de la lesi&#243;n blanco (RLB)<sup>15</sup>. A los cuatro a&#241;os no hubo diferencias significativas en las tasas de eventos acumulativos de &#243;bitos o IM (<xref ref-type="fig" rid="es_a16fig04m-body3">Figura 4</xref>). De la misma forma, un metan&#225;lisis de cuatro estudios comparando SRS y SM no mostr&#243; diferencias significativas entre los dos tratamientos en t&#233;rminos de &#243;bito, IM o trombosis de stent hasta cuatro a&#241;os despu&#233;s de la colocaci&#243;n del stent<sup>16</sup>.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a16fig03m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf03-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a16fig04m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf04-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>En la misma edici&#243;n, entre tanto, el Registro Sueco de Angioplastia y Coronariograf&#237;a (SCAAR) encontr&#243; una tasa aumentada de &#243;bitos en pacientes tratados con SF en comparaci&#243;n con SM a los tres a&#241;os (riesgo relativo (RR) ajustado <sup>1,18</sup>, intervalo de confianza (IC) de 95% 1,05 a 1,37)<sup>17</sup>. De forma interesante, despu&#233;s de un a&#241;o m&#225;s de seguimiento, lo que gener&#243; un total de 13.786 pacientes con SF y 21.480 con SM, no fue observada diferencia significativa en cuanto a la mortalidad entre los dos grupos (RR 1,03, IC 95% 0,94 a 1,14)<sup>18</sup>. Otros registros de "casos reales" en larga escala igualmente mostraron mortalidad comparable o inferior entre los dos grupos<sup>19-22</sup>. Esos registros de la pr&#225;ctica cl&#237;nica tambi&#233;n sugirieron que el uso de SF en situaciones m&#225;s complejas no est&#225; asociado a resultados adversos.</p>
      <p>Tal vez el estudio m&#225;s importante que sigui&#243; a la "crisis" de los SF haya sido el metan&#225;lisis en red que incluy&#243; todos los estudios relevantes de SF de primera generaci&#243;n<sup>23</sup>. Los autores incluyeron 38 estudios con un total de 18.023 pacientes y control de hasta cuatro a&#241;os. La mortalidad fue semejante entre SRS, SRP y SM (<xref ref-type="fig" rid="es_a16fig05m-body3">Figura 5</xref>). No fueron observadas diferencias significativas en cuanto al riesgo de trombosis de stent definitiva (0 d&#237;as a cuatro a&#241;os). Con base en la reducci&#243;n m&#225;s acentuada de RLB en pacientes tratados con SRS que en los tratados con SRP, y en la menor frecuencia de IM en los pacientes tratados con SRS, los autores concluyeron que los SRS parec&#237;an cl&#237;nicamente mejores.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a16fig05m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0663-00016-gf05-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>Las preocupaciones acerca del riesgo de trombosis de stent en pacientes diab&#233;ticos que surgieron en estudios anteriores tambi&#233;n fueron abordadas en un reciente metan&#225;lisis de pacientes diab&#233;ticos y no diab&#233;ticos en cinco estudios randomizados comparando SRP y SM<sup>24</sup>. A los cuatro a&#241;os de seguimiento, los autores no encontraron diferencias significativas entre SRP y SM en relaci&#243;n a &#243;bito (8,4% contra 10,3%, p=0,61), IM (6,9% contra 8,9%, p=0,17) o trombosis de stent (1,4% contra 1,2%, p=0,92) , pero encontraron una reducci&#243;n significativa en relaci&#243;n a RLB en los pacientes tratados con SRP (12,5% contra 24,7%, p&lt;0,0001).</p>
      <p>Como resultado de todos esos estudios, qued&#243; comprobada la seguridad de los SF. El riesgo aumentado de trombosis de stent tard&#237;a puede ser consecuencia del revestimiento de droga que reduce la isquemia debida a la reestenosis por un plazo m&#225;s largo. De hecho, se demostr&#243; que el riesgo de trombosis de stent con SF en una peque&#241;a proporci&#243;n de pacientes es compensado por el beneficio de la reducci&#243;n de RLB en una proporci&#243;n mucho mayor de casos tratados, a pesar de la mayor frecuencia de &#243;bito o IM despu&#233;s de trombosis de stent<sup>25</sup>.</p>
      <p>
        <bold>El foco en la trombosis de stent, sus causas y como reducirla</bold>
      </p>
      <p>El mayor beneficio de la controversia sobre SF fue, mientras tanto, la atenci&#243;n resultante sobre la trombosis de stent y como prevenirla. La naturaleza multifactorial de la trombosis de stent es reconocida hace mucho tiempo26. En realidad, la trombosis tard&#237;a de stent no es un problema limitado a los SF<sup>27</sup>. Factores de riesgo reconocidos para trombosis de stent en SF incluyen insuficiencia renal, diabetes mellitus insulinodependiente, lesiones calcificadas, funci&#243;n ventricular comprometida, expansi&#243;n inadecuada del stent y estenosis residual del segmento de referencia<sup>28,29</sup>.</p>
      <p>Recientemente, ha habido un inter&#233;s creciente en cuanto a la respuesta a la terapia antiplaquetaria con clopidogrel y aspirina. La alta reactividad plaquetaria post tratamiento es uno de los mejores medios de evaluar la no respuesta al clopidogrel, y se mostr&#243; un factor de riesgo independiente para trombosis de stent en pacientes que recibieron SF en un an&#225;lisis multivariado<sup>30</sup>. La respuesta individual al clopidogrel puede ser influenciada por factores gen&#233;ticos y celulares, as&#237; como por factores cl&#237;nicos tales como adhesi&#243;n del paciente o dosis del clopidogrel (<xref ref-type="fig" rid="es_a16fig07m-body3">Figura 7</xref>)<sup>31</sup>. Pacientes portadores de diabetes mellitus pueden ser particularmente susceptibles a problemas de no respuesta al tratamiento antiplaquetario. En un estudio con 54 pacientes diab&#233;ticos que ven&#237;an recibiendo terapia antiplaquetaria doble prolongada, la suspensi&#243;n del clopidogrel se mostr&#243; asociada tanto a efectos proinflamatorios, como protromb&#243;ticos<sup>32</sup>. En otro estudio, compar&#225;ndose la respuesta a la aspirina en diferentes dosis en diab&#233;ticos y no diab&#233;ticos, los diab&#233;ticos presentaron mayor prevalencia de resistencia a la aspirina en la dosis de 81mg por d&#237;a (27% contra 4%; p=0,001)<sup>33</sup>. Dosis mayores de aspirina redujeron significativamente la resistencia a la aspirina en diab&#233;ticos. En un estudio con 135 pacientes portadores de enfermedad coronaria, haciendo uso de terapia antiplaquetaria doble prolongada, se encontr&#243; resistencia a la aspirina en 44% de los pacientes, con mayor frecuencia en diab&#233;ticos que en no diab&#233;ticos (<xref ref-type="fig" rid="es_a16fig08m-body3">Figura 8</xref>)<sup>34</sup>. La conducta ideal en pacientes con resistencia al clopidogrel y/o a la aspirina permanece indefinida, siendo la terapia antiplaquetaria doble por tiempo indeterminado claramente impracticable. La realizaci&#243;n de ex&#225;menes para detecci&#243;n de resistencia a la aspirina antes de la interrupci&#243;n del clopidogrel puede proveer informaciones importantes, y la suspensi&#243;n gradual del tratamiento con clopidogrel tambi&#233;n requiere nuevas investigaciones.</p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a16fig07m-body3">
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      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a16fig08m-body3">
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      </p>
      <p>
        <xref ref-type="fig" rid="es_a16fig06m-body3">Figura 6</xref>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_a16fig06m-body3">
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      </p>
      <p>
        <bold>Futuros avances en SF</bold>
      </p>
      <p>El foco en las deficiencias de los SF de primera generaci&#243;n tambi&#233;n aceler&#243; el desarrollo de los de la pr&#243;xima generaci&#243;n. Ya est&#225; disponible un stent revestido por anticuerpo, cuyo objetivo es acelerar la cicatrizaci&#243;n vascular despu&#233;s de ICP, y la duraci&#243;n recomendada de la terapia antiplaquetaria doble es de apenas un mes<sup>35</sup>. Stents bioabsorbibles tambi&#233;n representan un inter&#233;s considerable en t&#233;rminos de reducci&#243;n de riesgo de trombosis de stent. Un estudio reciente con 30 pacientes que recibieron stent bioabsorbible revestido por everolimus mostr&#243; resultados promisorios sin que hubiese trombosis de stent tard&#237;a, y con una tasa de eventos card&#237;acos adversos principales de 3,3% despu&#233;s de un a&#241;o<sup>36</sup>. Otros stents en fase de desarrollo que pueden reducir la trombosis de stent incluyen SF sin pol&#237;meros, siendo que una nueva generaci&#243;n de SF con un pol&#237;mero biodegradable est&#225; llegando al mercado.</p>
      <p>
        <bold>Conclusiones</bold>
      </p>
      <p>Los SF de primera generaci&#243;n est&#225;n asociados a un riesgo levemente aumentado de trombosis tard&#237;a de stent en comparaci&#243;n con SM, en gran parte debido al atraso de endotelizaci&#243;n, lo que no se traduce en aumento del riesgo de &#243;bito o IM hasta cuatro a&#241;os de seguimiento. El riesgo levemente aumentado es compensado por una gran reducci&#243;n en la reestenosis y en la necesidad de revascularizaci&#243;n de repetici&#243;n en comparaci&#243;n con SM. Igualmente tranquilizador es el hecho de que muchos registros con gran n&#250;mero de casos de la pr&#225;ctica cl&#237;nica mostraron bajos &#237;ndices de trombosis tard&#237;a de stent aun en los grupos de pacientes m&#225;s complejos.</p>
      <p>Ha habido varios desdoblamientos ben&#233;ficos de la reacci&#243;n a los SF que ocurri&#243; en 2006-2007: el surgimiento de una definici&#243;n uniforme de eventos de trombosis de stent en estudios de investigaci&#243;n, mejor seguimiento en estudios de investigaci&#243;n, y m&#225;s colaboraci&#243;n y transparencia entre los institutos de investigaci&#243;n y el sector. Indudablemente, los SF ya beneficiaron a muchos pacientes, y la pr&#243;xima generaci&#243;n probablemente extender&#225; esos beneficios a muchos otros m&#225;s.</p>
      <p>
        <bold>PotencialConflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuve fuentes de financiaci&#243;n externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
