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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">NLKPpTNJdwHR8JRjdJS45tK</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001500011</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500511</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010001500011</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
        </subj-group>
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      <title-group>
        <article-title>Preval&#234;ncia e preditores antropom&#233;tricos de press&#227;o arterial elevada em escolares de Jo&#227;o Pessoa - PB</article-title>
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            <given-names>Veruska Moreira de</given-names>
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            <given-names>Patr&#237;cia Vasconcelos Leit&#227;o</given-names>
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            <given-names>Tereza Helena Cavalcanti de</given-names>
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            <surname>Vianna</surname>
            <given-names>Rodrigo Pinheiro de Toledo</given-names>
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          <named-content content-type="city">Jo&#227;o Pessoa</named-content>
          <named-content content-type="state">Para&#237;ba</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal da Para&#237;ba</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>629</fpage>
      <lpage>634</lpage>
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          <year>2009</year>
        </date>
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          <day>25</day>
          <month>05</month>
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          <day>19</day>
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          <year>2010</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: A hipertens&#227;o arterial pertence ao grupo de doen&#231;as cardiovasculares de maior mortalidade no mundo e pode se iniciar na inf&#226;ncia. OBJETIVO: Avaliar a preval&#234;ncia de n&#237;veis press&#243;ricos elevados em crian&#231;as da rede p&#250;blica de ensino e sua associa&#231;&#227;o com indicadores antropom&#233;tricos. M&#201;TODOS: Trata-se de um estudo transversal, composto por uma amostra aleat&#243;ria de 750 escolares, entre 6-9 anos de idade, da rede de ensino municipal de Jo&#227;o Pessoa, Para&#237;ba. Os dados foram coletados por uma equipe previamente treinada. A press&#227;o foi aferida com t&#233;cnica auscultat&#243;ria com aux&#237;lio de estetosc&#243;pio e esfigmoman&#244;metro aneroide. Os dados antropom&#233;tricos coletados foram as medidas do peso, da estatura e da circunfer&#234;ncia abdominal. Foram feitos testes de associa&#231;&#227;o qui-quadrado e t de Student para compara&#231;&#245;es de m&#233;dias, ambos com n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5,0%. Foram constru&#237;dos tr&#234;s modelos de regress&#227;o log&#237;stica, relacionando n&#237;vel press&#243;rico elevado com as vari&#225;veis antropom&#233;tricas para encontrar um melhor modelo de predi&#231;&#227;o. RESULTADOS: A preval&#234;ncia de n&#237;veis press&#243;ricos elevados foi de 13,6%. A vari&#225;vel &#237;ndice de massa corporal (IMC) apresentou associa&#231;&#227;o significativa com o aumento da press&#227;o arterial (p &lt; 0,0001) e a maior raz&#227;o de chances (OR = 1,17). A eleva&#231;&#227;o dos n&#237;veis press&#243;ricos tamb&#233;m ocorreu com o aumento do peso (p &lt; 0,0001) e da circunfer&#234;ncia abdominal (p &lt; 0,0001). CONCLUS&#195;O: A associa&#231;&#227;o do excesso de peso com a eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial identificada destaca a necessidade de interven&#231;&#227;o e medidas de controle do estado nutricional, como educa&#231;&#227;o alimentar, para preven&#231;&#227;o e tratamento da obesidade como fator de risco das doen&#231;as cardiovasculares na faixa et&#225;ria pedi&#225;trica e futura. (Arq Bras Cardiol 2010; 95(5): 629-634)</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Antropometria</kwd>
        <kwd>hipertens&#227;o</kwd>
        <kwd>doen&#231;as cardiovasculares</kwd>
        <kwd>&#237;ndice de massa corporal</kwd>
        <kwd>obesidade</kwd>
        <kwd>crian&#231;a</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>04</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> EPIDEMIOLOGIA</p>
    <p>
      <bold>Preval&#234;ncia e preditores antropom&#233;tricos de press&#227;o arterial elevada em escolares de Jo&#227;o Pessoa - PB</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Veruska Moreira de Queiroz; Patr&#237;cia Vasconcelos Leit&#227;o Moreira; Tereza Helena Cavalcanti de Vasconcelos; Rodrigo Pinheiro de Toledo Vianna</bold>
    </p>
    <p>Universidade Federal da Para&#237;ba, Jo&#227;o Pessoa, PB - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="end">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> A hipertens&#227;o arterial pertence ao grupo de doen&#231;as cardiovasculares de maior mortalidade no mundo e pode se iniciar na inf&#226;ncia. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar a preval&#234;ncia de n&#237;veis press&#243;ricos elevados em crian&#231;as da rede p&#250;blica de ensino e sua associa&#231;&#227;o com indicadores antropom&#233;tricos. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Trata-se de um estudo transversal, composto por uma amostra aleat&#243;ria de 750 escolares, entre 6-9 anos de idade, da rede de ensino municipal de Jo&#227;o Pessoa, Para&#237;ba. Os dados foram coletados por uma equipe previamente treinada. A press&#227;o foi aferida com t&#233;cnica auscultat&#243;ria com aux&#237;lio de estetosc&#243;pio e esfigmoman&#244;metro aneroide. Os dados antropom&#233;tricos coletados foram as medidas do peso, da estatura e da circunfer&#234;ncia abdominal. Foram feitos testes de associa&#231;&#227;o qui-quadrado e <italic>t</italic> de <italic>Student</italic> para compara&#231;&#245;es de m&#233;dias, ambos com n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5,0%. Foram constru&#237;dos tr&#234;s modelos de regress&#227;o log&#237;stica, relacionando n&#237;vel press&#243;rico elevado com as vari&#225;veis antropom&#233;tricas para encontrar um melhor modelo de predi&#231;&#227;o. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A preval&#234;ncia de n&#237;veis press&#243;ricos elevados foi de 13,6%. A vari&#225;vel &#237;ndice de massa corporal (IMC) apresentou associa&#231;&#227;o significativa com o aumento da press&#227;o arterial (p &lt; 0,0001) e a maior raz&#227;o de chances (OR = 1,17). A eleva&#231;&#227;o dos n&#237;veis press&#243;ricos tamb&#233;m ocorreu com o aumento do peso (p &lt; 0,0001) e da circunfer&#234;ncia abdominal (p &lt; 0,0001). </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> A associa&#231;&#227;o do excesso de peso com a eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial identificada destaca a necessidade de interven&#231;&#227;o e medidas de controle do estado nutricional, como educa&#231;&#227;o alimentar, para preven&#231;&#227;o e tratamento da obesidade como fator de risco das doen&#231;as cardiovasculares na faixa et&#225;ria pedi&#225;trica e futura. (Arq Bras Cardiol 2010; 95(5): 629-634)</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Antropometria, hipertens&#227;o, doen&#231;as cardiovasculares, &#237;ndice de massa corporal, obesidade, crian&#231;a.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Nas &#250;ltimas d&#233;cadas, os processos de transi&#231;&#227;o demogr&#225;fica e epidemiol&#243;gica, acompanhados pelo processo de transi&#231;&#227;o nutricional, caracterizado pela redu&#231;&#227;o cont&#237;nua dos casos de desnutri&#231;&#227;o e preval&#234;ncias crescentes de sobrepeso e obesidade, v&#234;m modificando padr&#245;es de ocorr&#234;ncia de doen&#231;as na popula&#231;&#227;o mundial, contribuindo assim para o aumento da preval&#234;ncia de doen&#231;as cr&#244;nicas n&#227;o transmiss&#237;veis (DCNT). A obesidade, em particular a obesidade abdominal, inclusive na inf&#226;ncia, est&#227;o associados ao aparecimento precoce da hipertens&#227;o arterial e &#224; morte prematura por doen&#231;as cr&#244;nicas<sup>1-3</sup>.</p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica (HAS) &#233; a doen&#231;a cr&#244;nica que apresenta maior preval&#234;ncia em todo o mundo<sup>4</sup>. No Brasil, estudos mostram preval&#234;ncias que variam de 22,3%-43,9% em adultos<sup>4,5</sup>. A HAS e as doen&#231;as relacionadas &#224; press&#227;o arterial s&#227;o os mais relevantes fatores de mortalidade cardiovascular e os principais fatores de risco para as complica&#231;&#245;es como acidente vascular cerebral (AVC) e insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva (ICC). Tais complica&#231;&#245;es s&#227;o respons&#225;veis por uma elevada frequ&#234;ncia de interna&#231;&#245;es, apresentando custos m&#233;dicos e socioecon&#244;micos elevados, pois s&#227;o as doen&#231;as que mais demandam a&#231;&#245;es, procedimentos e servi&#231;os de sa&#250;de<sup>5,6</sup>.</p>
    <p>Muitas crian&#231;as deixam de receber o diagn&#243;stico de hipertens&#227;o arterial em decorr&#234;ncia da falta de exame rotineiro e pela cren&#231;a de que a HAS &#233; rara na inf&#226;ncia<sup>4</sup>. Reconhecendo que o diagn&#243;stico precoce da obesidade e da hipertens&#227;o arterial em crian&#231;as &#233; um bom preditor de obesidade e doen&#231;as cr&#244;nico-degenerativas em adultos, e que permite o emprego de a&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o e tratamento precoces, contribuindo com as pol&#237;ticas p&#250;blicas de sa&#250;de, direcionadas a popula&#231;&#227;o estudada, o presente estudo se prop&#244;s investigar a preval&#234;ncia de n&#237;veis press&#243;ricos elevados em crian&#231;as da rede p&#250;blica de ensino de Jo&#227;o Pessoa, sua associa&#231;&#227;o com o estado nutricional e a constru&#231;&#227;o de modelos preditivos que relacionem estas duas vari&#225;veis.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Foi realizado um estudo transversal para avaliar a preval&#234;ncia de press&#227;o arterial elevada em crian&#231;as com idade entre 6-9 anos, de ambos os sexos, do ensino fundamental de escolas p&#250;blicas do munic&#237;pio de Jo&#227;o Pessoa, capital da Para&#237;ba.</p>
    <p>Para o c&#225;lculo da amostra, utilizou-se como par&#226;metro uma preval&#234;ncia esperada de 20,0% para possibilitar a descri&#231;&#227;o do evento, caso a preval&#234;ncia observada fosse maior do que a refer&#234;ncia nacional, em torno de 10,0%<sup>7,8</sup>. Estudos piloto realizados com escolares deram pistas de que a preval&#234;ncia em Jo&#227;o Pessoa poderia ser maior do que a m&#233;dia nacional. Adotou-se um intervalo de confian&#231;a de 95,0% e uma precis&#227;o de tr&#234;s pontos percentuais. Dessa forma, obteve-se um n&#250;mero m&#237;nimo de 654<sup>9</sup>. Como a participa&#231;&#227;o no estudo dependia da aceita&#231;&#227;o da crian&#231;a e dos pais, foram incrementados 20,0% no tamanho amostral calculado para contornar o poss&#237;vel problema de perdas, obtendo-se o tamanho da amostra de 784 crian&#231;as.</p>
    <p>Para viabilidade da pesquisa, foram sorteados aleatoriamente 10 dos 33 bairros do munic&#237;pio, o qual possu&#237;a 91 escolas p&#250;blicas municipais e 47.379 estudantes matriculados no ensino fundamental. Em seguida, sorteou-se aleatoriamente uma escola para cada um desses bairros. As 10 escolas somavam um total de 1.735 estudantes na faixa et&#225;ria selecionada, matriculadas do 1&#186; ao 5&#186; ano, em 2008, de acordo com a Diretoria de Tecnologia da Informa&#231;&#227;o e Comunica&#231;&#227;o (DTIC), que &#233; o &#243;rg&#227;o competente por gerenciar informa&#231;&#245;es da rede de ensino no munic&#237;pio de Jo&#227;o Pessoa.</p>
    <p>Para a sele&#231;&#227;o das turmas em cada escola sorteada, foram inclu&#237;das aquelas que contemplassem a faixa et&#225;ria eleita. Por serem escolas de pequeno porte, foram selecionados alunos de todas as turmas pela t&#233;cnica de amostragem sistem&#225;tica, a partir da lista de frequ&#234;ncia escolar, adotando o crit&#233;rio de um a cada dois alunos, uma vez que o n&#250;mero total de crian&#231;as, nessa faixa et&#225;ria nas 10 escolas, era um pouco maior que o dobro do tamanho amostral.</p>
    <p>Os dados foram coletados no primeiro semestre de 2008, por uma equipe formada por nutricionista, t&#233;cnica em enfermagem e alunos do Curso de Gradua&#231;&#227;o em Nutri&#231;&#227;o da Universidade Federal da Para&#237;ba, previamente treinados pela pesquisadora e pela t&#233;cnica de enfermagem, com o intuito de minimizar erros na tomada das medidas.</p>
    <p>Os dados foram coletados por meio de uma ficha cl&#237;nica, contendo dados referentes &#224; identifica&#231;&#227;o do indiv&#237;duo (nome, sexo, s&#233;rie, idade), &#224; antropometria (peso, altura, circunfer&#234;ncia abdominal) e &#224; press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica. A ficha cl&#237;nica foi elaborada especificamente para esse fim. Foi feito um estudo piloto para testar e adequar a metodologia de coleta de dados.</p>
    <p>Cada medida antropom&#233;trica foi realizada em duplicata, tomando-se para estudo a m&#233;dia das duas medidas, utilizando-se t&#233;cnicas recomendadas pela Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS)<sup>10</sup> para minimizar erros de medi&#231;&#227;o. A mensura&#231;&#227;o do peso foi realizada com aux&#237;lio de uma balan&#231;a digital, com capacidade de 150 kg e precis&#227;o de 100 g, a altura foi aferida por antrop&#244;metro vertical com haste met&#225;lica e capacidade de 2,04 m, sendo a menor unidade de 0,5 cm. A medi&#231;&#227;o da circunfer&#234;ncia abdominal (CA) foi avaliada com o indiv&#237;duo de p&#233;, ao final da expira&#231;&#227;o, no ponto m&#233;dio entre o &#250;ltimo arco costal e a crista il&#237;aca anterossuperior, com fita inel&#225;stica, em posi&#231;&#227;o horizontal, sem compress&#227;o dos tecidos<sup>11</sup>.</p>
    <p>Para avaliar o estado nutricional das crian&#231;as, utilizou-se o IMC, definido como peso em quilogramas dividido pela altura em metros ao quadrado<sup>10</sup>, por idade e sexo, de acordo com as distribui&#231;&#245;es de percentis e pontos de corte propostos pela OMS<sup>12</sup>, que considera sobrepeso, IMC igual ou superior ao percentil 85 e inferior ao percentil 97 e obesidade, IMC igual ou superior ao percentil 97.</p>
    <p>Para avaliar a obesidade abdominal, utilizou-se a medida da circunfer&#234;ncia abdominal (CA)<sup>11</sup>. Foram consideradas com obesidade abdominal, as crian&#231;as com valores da CA igual ou superior ao percentil 90 de acordo com sexo e idade<sup>13,14</sup>, conforme tabela proposta pelo NCHS (<italic>National Center for Health Statistics</italic>)<sup>15</sup>.</p>
    <p>A medida da press&#227;o arterial (PA) foi realizada no ambiente escolar, fora do consult&#243;rio m&#233;dico, com a explica&#231;&#227;o e demonstra&#231;&#227;o dos procedimentos que iriam ser realizados e de acordo com as recomenda&#231;&#245;es das V Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial<sup>5</sup>. Foi utilizado m&#233;todo indireto, com t&#233;cnica auscultat&#243;ria, estetosc&#243;pio pedi&#225;trico e esfigmoman&#244;metro aneroide, previamente calibrado, selecionando o manguito de acordo com o tamanho adequado do bra&#231;o. O meio da parte compressiva do manguito foi centralizado sobre a art&#233;ria braquial e aferido o n&#237;vel da press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) e o n&#237;vel da press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD). A opera&#231;&#227;o foi repetida por mais duas vezes, com intervalos de dois minutos. Utilizando a m&#233;dia das tr&#234;s medidas, que foi comparada com os valores de refer&#234;ncia do <italic>The Fourth Report on the Diagnosis, Evaluation and treatment of High Blood Pressure in Children and Adolescents</italic> do <italic>National High Blood Pressure Education Program</italic> (NHBPEP)<sup>16</sup>.</p>
    <p>Classificou-se com press&#227;o arterial elevada, aquele que apresentasse a m&#233;dia das medidas da PAS e/ou PAD superior ou igual ao percentil 95, para sexo, idade e altura<sup>16</sup>. As curvas do percentil de altura por idade e sexo utilizadas seguiram a proposta do <italic>Centers of Disease Control and Prevention</italic> (CDC)<sup>17</sup>, como recomendado no 4&#186; Relat&#243;rio do NHBPEP<sup>16</sup>.</p>
    <p>Foram realizadas a an&#225;lise explorat&#243;ria dos dados e a descri&#231;&#227;o dos resultados em tabelas de frequ&#234;ncia. Para verificar associa&#231;&#227;o foi feito o teste qui-quadrado. Calculou-se a raz&#227;o de preval&#234;ncia com as vari&#225;veis que apresentaram associa&#231;&#227;o significativa com as categorias de n&#237;vel de press&#227;o arterial.</p>
    <p>A compara&#231;&#227;o de m&#233;dias de peso, IMC e CA entre grupos de press&#227;o normal e press&#227;o elevada foi feita com o teste t de <italic>Student</italic>. Utilizou-se o n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5,0% para os testes estat&#237;sticos.</p>
    <p>Foram constru&#237;dos tr&#234;s modelos de regress&#227;o log&#237;stica, utilizando como vari&#225;vel dependente o n&#237;vel press&#243;rico normal e elevado e vari&#225;vel independente peso, IMC e CA, respectivamente. Obteve-se a raz&#227;o de chance (OR) e o intervalo de confian&#231;a para cada um desses modelos. Em todos, as vari&#225;veis idade e sexo foram inclu&#237;das para controle.</p>
    <p>Os dados foram digitados na planilha Excel e o <italic>software</italic> estat&#237;stico utilizado para a obten&#231;&#227;o dos c&#225;lculos estat&#237;sticos foi o <italic>SPSS</italic> (<italic>Statistical Package for the Social Sciences</italic>), na vers&#227;o 15.0.</p>
    <p>O estudo foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa do Centro de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de da Universidade Federal da Para&#237;ba. A autoriza&#231;&#227;o dos pais ou respons&#225;veis foi obtida mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), garantindo o car&#225;ter volunt&#225;rio da participa&#231;&#227;o. Para a obten&#231;&#227;o do n&#250;mero m&#225;ximo de autoriza&#231;&#245;es, realizaram-se visitas nas escolas e busca ativa nas resid&#234;ncias. Antes da coleta de dados, a Secretaria de Educa&#231;&#227;o, os diretores e professores foram esclarecidos sobre os procedimentos e objetivos da pesquisa.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>Dos 784 escolares selecionados para a pesquisa, foram avaliados 750, apresentando um percentual de perda de 4,3%, devido a n&#227;o devolu&#231;&#227;o do TCLE pelos pais ou respons&#225;veis.</p>
    <p>Dos 750 escolares avaliados, 53,6% (402) eram do sexo feminino e 46,4% (348) do sexo masculino, com m&#233;dia (&#177; desvio-padr&#227;o) de idade de 7,73 &#177; 0,9 anos. Observou-se uma preval&#234;ncia de 13,6% de crian&#231;as com n&#237;veis press&#243;ricos elevados. Uma porcentagem menor de crian&#231;as (8,4%) foi considerada pr&#233;-hipertensa e, portanto, apresentam risco de desenvolver PA elevada no futuro (<xref ref-type="table" rid="a11tab01m">Tabela 1</xref>). Levando-se em considera&#231;&#227;o a medida da press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS), apenas 3,3% das crian&#231;as apresentaram valores elevados. Um percentual maior de escolares, 11,6%, apresentou press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD) elevada.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a11tab01m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0629-00011-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>N&#227;o houve associa&#231;&#245;es significativas entre as vari&#225;veis, faixa et&#225;ria e sexo e a classifica&#231;&#227;o da press&#227;o arterial. J&#225; a vari&#225;vel IMC apresentou associa&#231;&#227;o significativa com a classifica&#231;&#227;o da press&#227;o arterial (p &lt; 0,001). Com rela&#231;&#227;o ao sobrepeso e obesidade, 22,8% e 26,3% dos indiv&#237;duos apresentavam PA elevada, respectivamente. Enquanto, apenas 10,9% dos eutr&#243;ficos e 4,3% dos escolares com baixo peso apresentaram PA acima do recomendado para idade e altura (<xref ref-type="table" rid="a11tab01m">Tabela 1</xref>). A raz&#227;o de preval&#234;ncia da press&#227;o arterial elevada entre obesos comparados com eutr&#243;ficos foi de 2,6.</p>
    <p>Na <xref ref-type="table" rid="a11tab02m">Tabela 2</xref>, s&#227;o observadas as m&#233;dias de peso, IMC e CA com seus respectivos intervalos de confian&#231;a, segundo a classifica&#231;&#227;o da PA. Atrav&#233;s do teste t de <italic>Student</italic>, constatou-se diferen&#231;a significativa entre as m&#233;dias do peso, IMC e CA, sendo maiores as m&#233;dias das crian&#231;as com PA elevada, comparada com as de PA normal (peso: p &lt; 0,0001, IMC: p &lt; 0,0001 e CA: p &lt; 0,0001).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="a11tab02m">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0629-00011-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Utilizando a t&#233;cnica de regress&#227;o log&#237;stica, foram constru&#237;dos tr&#234;s modelos, controlados pelas vari&#225;veis, idade e sexo, incluindo as vari&#225;veis, peso, IMC e CA, respectivamente. Todas apresentaram associa&#231;&#227;o com a press&#227;o arterial elevada, demonstrando as seguintes raz&#245;es de chance: peso, OR = 1,05, IC 95%: 1,03 - 1,08, IMC, OR = 1,17, IC 95%: 1,09 - 1,25 e circunfer&#234;ncia abdominal, OR = 1,06, IC 95%: 1,03 - 1,09. Esses resultados demonstraram que o IMC foi o melhor preditor para risco de press&#227;o arterial elevada em crian&#231;as.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A preval&#234;ncia de n&#237;veis press&#243;ricos elevados encontrada, 13,6%, foi um pouco superior &#224; encontrada em outros estudos sobre hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica na inf&#226;ncia, nacionais e internacionais, que demonstraram uma preval&#234;ncia que variou de 1,2%-13%<sup>8</sup>. Uma pesquisa realizada em Macei&#243; diagnosticou 7,7% de hipertensos, na faixa et&#225;ria de 7-17 anos<sup>18</sup>. Valor semelhante foi encontrado em estudo em crian&#231;as canadenses, em que a hipertens&#227;o foi detectada em 7,6% delas<sup>19</sup>. Um estudo realizado no Sul do pa&#237;s observou uma preval&#234;ncia de 11,3% em crian&#231;as de escolas municipais com idade entre 7-13 anos<sup>20</sup>. No entanto, Oliveira e cols.<sup>21</sup> identificaram uma preval&#234;ncia de HAS bem inferior, de 3,6%, em escolares, de 5-9 anos de idade, em Feira de Santana, na Bahia. Essas varia&#231;&#245;es na preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial nos estudos citados podem decorrer da aplica&#231;&#227;o de diferentes metodologias na aferi&#231;&#227;o e diagn&#243;stico da hipertens&#227;o arterial em crian&#231;as.</p>
    <p>Devido ao desenvolvimento de uma ampla base de dados sobre os n&#237;veis de press&#227;o arterial em toda a inf&#226;ncia, a capacidade de identificar crian&#231;as com elevados n&#237;veis de PA tem melhorado. &#201; agora evidente que a hipertens&#227;o prim&#225;ria &#233; detect&#225;vel nos jovens e ocorre comumente. A longo prazo, riscos &#224; sa&#250;de para crian&#231;as e adolescentes hipertensos podem ser substanciais<sup>22</sup>. Cabe ressaltar que a faixa denominada pr&#233;-hipertens&#227;o deve ser valorizada e identificada com a finalidade de ado&#231;&#227;o de medidas preventivas rigorosas. Embora &#250;til como um guia para a determina&#231;&#227;o da normalidade, a defini&#231;&#227;o da hipertens&#227;o arterial em crian&#231;as com base em percentis n&#227;o &#233; utilizada na pr&#225;tica pedi&#225;trica, o que permite que quadros de leve a moderada hipertens&#227;o passem despercebidos<sup>2,22</sup>.</p>
    <p>Conforme o 4&#186; Relat&#243;rio publicado pelo NHBPEP<sup>15</sup>, s&#227;o consideradas hipertensas as crian&#231;as que apresentaram a m&#233;dia dos n&#237;veis da PAS e/ou PAD maior ou igual ao n&#237;vel press&#243;rico correspondente ao percentil 95, de acordo com o sexo, a idade e a altura de uma popula&#231;&#227;o de refer&#234;ncia em pelo menos tr&#234;s ocasi&#245;es distintas. Como este estudo se restringiu a realiza&#231;&#227;o das tr&#234;s aferi&#231;&#245;es da press&#227;o arterial em apenas uma ocasi&#227;o, como v&#225;rios outros estudos relacionados ao tema, suas limita&#231;&#245;es s&#227;o reconhecidas e opta-se pelo uso da express&#227;o "n&#237;veis press&#243;ricos elevados ou press&#227;o arterial elevada".</p>
    <p>Sugere-se estudo complementar para avaliar a persist&#234;ncia dos n&#237;veis elevados da press&#227;o arterial nas crian&#231;as, como tamb&#233;m a rela&#231;&#227;o dos n&#237;veis press&#243;ricos elevados com a exist&#234;ncia de patologias e uso de medica&#231;&#245;es que influenciam na press&#227;o arterial.</p>
    <p>Tamb&#233;m &#233; importante ressaltar que a compara&#231;&#227;o dos resultados de preval&#234;ncia das vari&#225;veis avaliadas com outros estudos tamb&#233;m se torna complexa, em raz&#227;o da diversidade de indicadores e pontos de corte utilizados nos diversos estudos relacionados &#224; classifica&#231;&#227;o do estado nutricional de crian&#231;as. Este estudo, por ser transversal, apresenta limita&#231;&#245;es sobre a rela&#231;&#227;o temporal entre os eventos estudados.</p>
    <p>M&#250;ltiplos fatores correlacionam-se &#224; PA em crian&#231;as e adolescentes. Tais fatores podem ter determinismo gen&#233;tico ou ambiental<sup>22</sup>. V&#225;rios estudos relatam a rela&#231;&#227;o do sobrepeso e obesidade na inf&#226;ncia com o aparecimento precoce dos riscos cardiovasculares, como a hipertens&#227;o arterial. No presente estudo, a chance de uma crian&#231;a ter PA elevada aumentou em 1,17 para cada uma unidade no IMC, os valores de peso isolado ou CA apresentaram menor raz&#227;o de chances.</p>
    <p>No Canad&#225;, a obesidade em crian&#231;as de 6-13 anos de idade esteve associada com a pr&#233;-hipertens&#227;o e com a hipertens&#227;o<sup>19</sup>. Estudo de Nogueira e cols.<sup>23</sup>, avaliando o papel da obesidade como fator de risco para a press&#227;o arterial elevada, observou que a chance de crian&#231;as obesas apresentarem PA elevada foi quase 4 vezes superior do que a observada em n&#227;o obesos. O sexo da crian&#231;a e o tipo de escola que ela frequenta, privada ou p&#250;blica, n&#227;o foram considerados fatores de risco para a PA elevada.</p>
    <p>Esses estudos confirmam o aumento no risco de press&#227;o elevada em crian&#231;as obesas e, devido &#224; tend&#234;ncia crescente da preval&#234;ncia de obesidade infantil, relatada em v&#225;rios estudos<sup>24,25</sup>, a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial pode crescer entre crian&#231;as e adultos.</p>
    <p>Nesta pesquisa, assim como em trabalho de Araujo e cols.<sup>26</sup>, as vari&#225;veis peso, &#237;ndice de massa corporal e circunfer&#234;ncia abdominal estiveram associadas positiva e significativamente com os valores da press&#227;o arterial. O que refor&#231;a a import&#226;ncia da mensura&#231;&#227;o desses indicadores para detec&#231;&#227;o da hipertens&#227;o e futuros riscos cardiovasculares.</p>
    <p>Conforme descrito na literatura, a circunfer&#234;ncia abdominal &#233; uma medida da obesidade central e &#233; associada especificamente com os fatores de risco das doen&#231;as cardiovasculares, tanto nos adultos como em crian&#231;as<sup>27,28</sup>, o que a torna uma medida relevante para avaliar risco de doen&#231;as cr&#244;nicas, como a hipertens&#227;o. Este estudo encontrou baixa preval&#234;ncia de obesidade abdominal. Por&#233;m, &#233; importante esclarecer que tais resultados, assim como grande parte dos estudos para avalia&#231;&#227;o da obesidade abdominal, utilizam refer&#234;ncias estrangeiras para avaliar a circunfer&#234;ncia abdominal, limitando, dessa forma, a obten&#231;&#227;o de dados mais fidedignos que respeitariam o padr&#227;o nutricional local.</p>
    <p>Como proposto pela OMS, o Brasil vem adotando v&#225;rias estrat&#233;gias e a&#231;&#245;es para reduzir a preval&#234;ncia e os agravos das doen&#231;as cr&#244;nicas n&#227;o transmiss&#237;veis (DCNT) em sua popula&#231;&#227;o, como as medidas contra o tabagismo, as pol&#237;ticas de alimenta&#231;&#227;o e nutri&#231;&#227;o e de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de com &#234;nfase na escola. Desenvolveu as a&#231;&#245;es de aten&#231;&#227;o &#224; hipertens&#227;o e ao diabete com garantia de medicamentos b&#225;sicos na rede p&#250;blica e, aliado a isso, a ado&#231;&#227;o da Estrat&#233;gia Sa&#250;de da Fam&#237;lia, como uma estrat&#233;gia priorit&#225;ria de aten&#231;&#227;o b&#225;sica, operacionalizada mediante a implanta&#231;&#227;o de equipes multiprofissionais em unidades b&#225;sicas de sa&#250;de, que compreendem condi&#231;&#245;es mais favor&#225;veis de acesso &#224;s medidas integrais para a abordagem das DCNT. Por&#233;m, as a&#231;&#245;es de diagn&#243;stico e controle das DCNT s&#227;o voltadas para a popula&#231;&#227;o adulta e idosa, depreciando a ocorr&#234;ncia destas doen&#231;as na faixa et&#225;ria pedi&#225;trica<sup>6,29</sup>.</p>
    <p>Segundo Lima<sup>30</sup>, a identifica&#231;&#227;o de crian&#231;as com eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial e sua associa&#231;&#227;o com fatores de risco, como obesidade e hiperlipidemia, tem trazido uma nova dimens&#227;o &#224;s medidas preventivas adotadas na inf&#226;ncia, sendo recomendada a sua incorpora&#231;&#227;o &#224; aten&#231;&#227;o pedi&#225;trica, junto com medidas j&#225; amplamente estabelecidas, como vacina&#231;&#227;o e outras.</p>
    <p>S&#227;o necess&#225;rios estudos adicionais para investigar se modifica&#231;&#245;es no estilo de vida, tais como melhorias na dieta e pr&#225;tica de atividade f&#237;sica regular, como preconizado pela OMS<sup>31</sup>, normalizaria a press&#227;o arterial elevada observada nas crian&#231;as estudadas. &#201; consenso que estas e outras medidas t&#234;m chance de sucesso se implementadas em um esfor&#231;o conjunto da fam&#237;lia, escola, comunidade, sociedade e do governo, adequando-se &#224;s diversidades de cada popula&#231;&#227;o.</p>
    <p>A realiza&#231;&#227;o deste estudo nas escolas p&#250;blicas do munic&#237;pio de Jo&#227;o Pessoa possibilitou o uso de &#237;ndices antropom&#233;tricos em uma faixa et&#225;ria pouco estudada, permitiu a determina&#231;&#227;o da preval&#234;ncia de n&#237;veis press&#243;ricos elevados em crian&#231;as de 6-9 anos, que foi de 13,6%, e observou que as vari&#225;veis peso, IMC e CA estiveram relacionados com a eleva&#231;&#227;o da PA, sendo o IMC o melhor modelo.</p>
    <p>Este estudo concluiu que a avalia&#231;&#227;o do estado nutricional bem como a mensura&#231;&#227;o da PA na inf&#226;ncia s&#227;o medidas simples e recomendadas para programas de aten&#231;&#227;o &#224; sa&#250;de. Com programas e pol&#237;ticas p&#250;blicas espec&#237;ficas para complementar as a&#231;&#245;es desenvolvidas atualmente nos servi&#231;os de sa&#250;de, visando &#224; utiliza&#231;&#227;o de abordagens para parcelas da popula&#231;&#227;o de maior risco e menos acesso &#224; informa&#231;&#227;o, evitar-se-iam a incid&#234;ncia de doen&#231;as cr&#244;nicas na idade adulta e diminuiriam os gastos p&#250;blicos com a sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pela CAPES.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Veruska Moreira de Queiroz pela Universidade Federal da Para&#237;ba.</p>
    <p>
      <fn id="end" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Veruska Moreira de Queiroz </p>
        <p> Av. Afonso Pena, 885 - Bessa </p>
        <p> 58035-030 - Jo&#227;o Pessoa, PB - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="veruskaqueiroz@hotmail.com">veruskaqueiroz@hotmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 24/11/09; revisado recebido em 19/03/10; aceito em 25/05/10.</p>
  </body>
  <back>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Waist circumference estimation from BMI in Japanese children</article-title>
          <source>Diabetes Res Clin Pract</source>
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            <year>2007</year>
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          <fpage>96</fpage>
          <lpage>8</lpage>
          <issue>1</issue>
          <volume>75</volume>
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        <element-citation publication-type="book">
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            <year>2008</year>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Avalia&#231;&#227;o de fatores de risco associados com eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial em crian&#231;as e adolescentes</article-title>
          <source>J Pediatr</source>
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            <year>2004</year>
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          <source>Diet, nutrition, and the prevention of chronic diseases</source>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Art&#237;culos Originales</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Prevalencia y predictores antropom&#233;tricos de presi&#243;n arterial elevada en escolares de Jo&#227;o Pessoa-PB</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: La hipertensi&#243;n arterial pertenece al grupo de enfermedades cardiovasculares de mayor mortalidad en el mundo y puede iniciarse en la infancia. OBJETIVO: Evaluar la prevalencia de niveles pres&#243;ricos elevados en ni&#241;os de la red p&#250;blica de ense&#241;anza y su asociaci&#243;n con indicadores antropom&#233;tricos. M&#201;TODOS: Se trata de un estudio transversal, compuesto por una muestra aleatoria de 750 escolares, entre 6-9 a&#241;os de edad, de la red de ense&#241;anza municipal de Jo&#227;o Pessoa, Para&#237;ba. Los datos fueron colectados por un equipo previamente entrenado. La presi&#243;n fue medida con t&#233;cnica auscultatoria con auxilio de estetoscopio y esfigmoman&#243;metro aneroide. Los datos antropom&#233;tricos colectados fueron las medidas de peso, estatura y la circunferencia abdominal. Fueron hechos tests de asociaci&#243;n qui-cuadrado y t de Student para comparaciones de medias, ambos con nivel de significancia de 5,0%. Fueron construidos tres modelos de regresi&#243;n log&#237;stica, relacionando nivel pres&#243;rico elevado con las variables antropom&#233;tricas para encontrar un mejor modelo de predicci&#243;n. RESULTADOS: La prevalencia de niveles pres&#243;ricos elevados fue de 13,6%. La variable &#237;ndice de masa corporal (IMC) present&#243; asociaci&#243;n significativa con el aumento de la presi&#243;n arterial (p &lt; 0,0001) y la mayor raz&#243;n de posibilidades (OR = 1,17). La elevaci&#243;n de los niveles pres&#243;ricos tambi&#233;n ocurri&#243; con el aumento del peso (p &lt; 0,0001) y de la circunferencia abdominal (p &lt; 0,0001). CONCLUSI&#211;N: La asociaci&#243;n del exceso de peso con la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial identificada destaca la necesidad de intervenci&#243;n y medidas de control del estado nutricional, como educaci&#243;n alimentaria, para prevenci&#243;n y tratamiento de la obesidad como factor de riesgo de las enfermedades cardiovasculares en la franja et&#225;rea pedi&#225;trica y futura. (Arq Bras Cardiol 2010; 95(5): 629-634)</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Antropometr&#237;a</kwd>
        <kwd>hipertensi&#243;n</kwd>
        <kwd>enfermedades cardiovasculares</kwd>
        <kwd>&#237;ndice de masa corporal</kwd>
        <kwd>obesidad</kwd>
        <kwd>ni&#241;o</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Prevalencia y predictores antropom&#233;tricos de presi&#243;n arterial elevada en escolares de Jo&#227;o Pessoa-PB</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Veruska Moreira de Queiroz; Patr&#237;cia Vasconcelos Leit&#227;o Moreira; Tereza Helena Cavalcanti de Vasconcelos; Rodrigo Pinheiro de Toledo Vianna</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal da Para&#237;ba, Jo&#227;o Pessoa, PB - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> La hipertensi&#243;n arterial pertenece al grupo de enfermedades cardiovasculares de mayor mortalidad en el mundo y puede iniciarse en la infancia.</p>
      <p><bold>OBJETIVOS:</bold> Evaluar la prevalencia de niveles pres&#243;ricos elevados en ni&#241;os de la red p&#250;blica de ense&#241;anza y su asociaci&#243;n con indicadores antropom&#233;tricos.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Se trata de un estudio transversal, compuesto por una muestra aleatoria de 750 escolares, entre 6-9 a&#241;os de edad, de la red de ense&#241;anza municipal de Jo&#227;o Pessoa, Para&#237;ba. Los datos fueron colectados por un equipo previamente entrenado. La presi&#243;n fue medida con t&#233;cnica auscultatoria con auxilio de estetoscopio y esfigmoman&#243;metro aneroide. Los datos antropom&#233;tricos colectados fueron las medidas de peso, estatura y la circunferencia abdominal. Fueron hechos tests de asociaci&#243;n qui-cuadrado y t de Student para comparaciones de medias, ambos con nivel de significancia de 5,0%. Fueron construidos tres modelos de regresi&#243;n log&#237;stica, relacionando nivel pres&#243;rico elevado con las variables antropom&#233;tricas para encontrar un mejor modelo de predicci&#243;n.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> La prevalencia de niveles pres&#243;ricos elevados fue de 13,6%. La variable &#237;ndice de masa corporal (IMC) present&#243; asociaci&#243;n significativa con el aumento de la presi&#243;n arterial (p &lt; 0,0001) y la mayor raz&#243;n de posibilidades (OR = 1,17). La elevaci&#243;n de los niveles pres&#243;ricos tambi&#233;n ocurri&#243; con el aumento del peso (p &lt; 0,0001) y de la circunferencia abdominal (p &lt; 0,0001).</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> La asociaci&#243;n del exceso de peso con la elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial identificada destaca la necesidad de intervenci&#243;n y medidas de control del estado nutricional, como educaci&#243;n alimentaria, para prevenci&#243;n y tratamiento de la obesidad como factor de riesgo de las enfermedades cardiovasculares en la franja et&#225;rea pedi&#225;trica y futura. (Arq Bras Cardiol 2010; 95(5): 629-634)</p>
      <p><bold>Palabras-clave:</bold> Antropometr&#237;a, h ipertensi&#243;n, enfermedades cardiovasculares, &#237;ndice de masa corporal, obesidad, ni&#241;o.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En las &#250;ltimas d&#233;cadas, los procesos de transici&#243;n demogr&#225;fica y epidemiol&#243;gica, controlados por el proceso de transici&#243;n nutricional, caracterizado por la reducci&#243;n continua de los casos de desnutrici&#243;n y prevalencia creciente de sobrepeso y obesidad, vienen modificando est&#225;ndares de ocurrencia de enfermedades en la poblaci&#243;n mundial, contribuyendo as&#237; al aumento de la prevalencia de enfermedades cr&#243;nicas no transmisibles (ECNT). La obesidad, en particular la obesidad abdominal, inclusive en la infancia, est&#225;n asociadas a la aparici&#243;n precoz de la hipertensi&#243;n arterial y a la muerte prematura por enfermedades cr&#243;nicas<sup>-3</sup>.</p>
      <p>La hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica (HAS) es la enfermedad cr&#243;nica que presenta mayor prevalencia en todo el mundo<sup>4</sup>. En el Brasil, estudios muestran prevalencias que var&#237;an de 22,3%-43,9% en adultos<sup>4-5</sup>. La HAS y las enfermedades relacionadas a la presi&#243;n arterial son los m&#225;s relevantes factores de mortalidad cardiovascular y los principales factores de riesgo para las complicaciones como accidente cerebro vascular (ACV) e insuficiencia card&#237;aca congestiva (ICC). Tales complicaciones son responsables por una elevada frecuencia de internaciones, presentando costos m&#233;dicos y socioecon&#243;micos elevados, pues son las enfermedades que m&#225;s demandan acciones, procedimientos y servicios de salud<sup>5, 6</sup>.</p>
      <p>Muchos ni&#241;os no reciben el diagn&#243;stico de hipertensi&#243;n arterial a consecuencia de la falta de examen de rutina y por la creencia de que la HAS es rara en la infancia4. Reconociendo que el diagn&#243;stico precoz de la obesidad y de la hipertensi&#243;n arterial en ni&#241;os es un buen predictor de obesidad y enfermedades cr&#243;nico degenerativas en adultos, y que permite el empleo de acciones de prevenci&#243;n y tratamiento precoces, contribuyendo con las pol&#237;ticas p&#250;blicas de salud, direccionalas a la poblaci&#243;n estudiada, el presente estudio se propuso investigar la prevalencia de niveles pres&#243;ricos elevados en ni&#241;os de la rede p&#250;blica de ense&#241;anza de Jo&#227;o Pessoa, su asociaci&#243;n con el estado nutricional y la construcci&#243;n de modelos predictivos que relacionen estas dos variables.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Fue realizado un estudio transversal para evaluar la prevalencia de presi&#243;n arterial elevada en ni&#241;os con edad entre 6-9 a&#241;os, de ambos sexos, de la ense&#241;anza primaria de escuelas p&#250;blicas del municipio de Jo&#227;o Pessoa, capital de Para&#237;ba.</p>
      <p>Para el c&#225;lculo de la muestra, se utiliz&#243; como par&#225;metro una prevalencia esperada de 20,0% para posibilitar la descripci&#243;n del evento, en el caso de que la prevalencia observada fuese mayor que la referencia nacional, alrededor de 10,0%<sup>7, 8</sup>. Estudios piloto realizados con escolares dieron pistas de que la prevalencia en Jo&#227;o Pessoa podr&#237;a ser mayor que la media nacional. Se adopt&#243; un intervalo de confianza de 95,0% y una precisi&#243;n de tres puntos porcentuales. De esa forma, se obtuvo un n&#250;mero m&#237;nimo de 654<sup>9</sup>. Como la participaci&#243;n en el estudio depend&#237;a de la aceptaci&#243;n del ni&#241;o y de los padres, fueron incrementados 20,0% en el tama&#241;o de la muestra calculado para prevenir el posible problema de p&#233;rdidas, obteni&#233;ndose el tama&#241;o de la muestra de 784 ni&#241;os.</p>
      <p>Para viabilidad de la investigaci&#243;n, fueron sorteados aleatoriamente 10 de los 33 barrios del municipio, el cual pose&#237;a 91 escuelas p&#250;blicas municipales y 47.379 estudiantes matriculados en la ense&#241;anza primaria. En seguida, se sorte&#243; aleatoriamente una escuela para cada uno de esos barrios. Las 10 escuelas sumaban un total de 1.735 estudiantes en la franja et&#225;rea seleccionada, matriculadas del 1&#186; al 5&#186; a&#241;o, en 2008, de acuerdo con la Direcci&#243;n de Tecnolog&#237;a de la Informaci&#243;n y Comunicaci&#243;n (DTIC), que es el &#243;rgano competente para manejar informaciones de la red de ense&#241;anza en el municipio de Jo&#227;o Pessoa.</p>
      <p>Para la selecci&#243;n de los grupos en cada escuela sorteada, fueron incluidos aquellos que contemplasen la franja et&#225;rea elegida. Por ser escuelas de peque&#241;o tama&#241;o, fueron seleccionados alumnos de todos los grupos por la t&#233;cnica de muestreo sistem&#225;tica, a partir de la lista de frecuencia escolar, adoptando el criterio de uno de cada dos alumnos, una vez que el n&#250;mero total de ni&#241;os, en esa franja et&#225;rea en las 10 escuelas, era un poco mayor que el doble del tama&#241;o de la muestra.</p>
      <p>Los datos fueron colectados en el primer semestre de 2008, por un equipo formado por nutricionista, t&#233;cnica en enfermer&#237;a y alumnos del Curso de Graduaci&#243;n en Nutrici&#243;n de la Universidad Federal de Para&#237;ba, previamente entrenados por la investigadora y por la t&#233;cnica de enfermer&#237;a, con el prop&#243;sito de minimizar errores en la toma de las medidas.</p>
      <p>Los datos fueron colectados por medio de una ficha cl&#237;nica, conteniendo datos referentes a la identificaci&#243;n del individuo (nombre, sexo, serie, edad), a la antropometr&#237;a (peso, altura, circunferencia abdominal) y a la presi&#243;n arterial sist&#243;lica y diast&#243;lica. La ficha cl&#237;nica fue elaborada espec&#237;ficamente para ese fin. Fue hecho un estudio piloto para testear y adecuar la metodolog&#237;a de colecta de datos.</p>
      <p>Cada medida antropom&#233;trica fue realizada por duplicado, tom&#225;ndose para estudio la media de las dos medidas, utilizando t&#233;cnicas recomendadas por la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud (OMS)<sup>10</sup> para minimizar errores de medici&#243;n. La medici&#243;n del peso fue realizada con auxilio de una balanza digital, con capacidad de 150 kg y precisi&#243;n de 100 g, la altura fue medida por antrop&#243;metro vertical con asta met&#225;lica y capacidad de 2,04 m, siendo la menor unidad 0,5 cm. La medici&#243;n de la circunferencia abdominal (CA) fue evaluada con el individuo de pi&#233;, al final de la expiraci&#243;n, en el punto medio entre el &#250;ltimo arco costal y la cresta il&#237;aca anterosuperior, con cinta inel&#225;stica, en posici&#243;n horizontal, sin compresi&#243;n de los tejidos<sup>11</sup>.</p>
      <p>Para evaluar el estado nutricional de las ni&#241;os, se utiliz&#243; el IMC, definido como peso en kilogramos dividido por la altura en metros al cuadrado<sup>10</sup>, por edad y sexo, de acuerdo con las distribuciones de percentiles y puntos de corte propuestos por la OMS<sup>12</sup>, que considera sobrepeso, IMC igual o superior al percentil 85 e inferior al percentil 97 y obesidad, IMC igual o superior al percentil 97.</p>
      <p>Para evaluar la obesidad abdominal, se utiliz&#243; la medida de la circunferencia abdominal (CA)<sup>11</sup>. Fueron considerados con obesidad abdominal, los ni&#241;os con valores de la CA igual o superior al percentil 90 de acuerdo con sexo y edad<sup>13,</sup><sup>14</sup>, seg&#250;n tabla propuesta por el NCHS (<italic>National Center for Health Statistics</italic>)<sup>15</sup>.</p>
      <p>La medida de la presi&#243;n arterial (PA) fue realizada en el ambiente escolar, fuera del consultorio m&#233;dico, con la explicaci&#243;n y demostraci&#243;n de los procedimientos que iban a ser realizados y de acuerdo con las recomendaciones de las V Directrices Brasile&#241;as de Hipertensi&#243;n Arterial<sup>5</sup>. Fue utilizado m&#233;todo indirecto, con t&#233;cnica auscultatoria, estetoscopio pedi&#225;trico y esfigmoman&#243;metro aneroide, previamente calibrado, seleccionando el manguito de acuerdo con el tama&#241;o adecuado del brazo. El medio de la parte compresiva del manguito fue centralizado sobre la arteria braquial y medido el nivel de la presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS) y el nivel de la presi&#243;n arterial diast&#243;lica (PAD). La operaci&#243;n fue repetida dos veces m&#225;s, con intervalos de dos minutos. Utilizando la media de las tres medidas, que fue comparada con los valores de referencia del <italic>The Fourth Report on the</italic> <italic>Diagnosis, Evaluation and treatment of High Blood Pressure in Children and Adolescents</italic> del <italic>National High Blood Pressure Education Program</italic> (NHBPEP)<sup>16</sup>.</p>
      <p>Se clasific&#243; con presi&#243;n arterial elevada, aquel que presentase la media de las medidas de la PAS y/o PAD superior o igual al percentil 95, para sexo, edad y altura<sup>16</sup>. Las curvas del percentil de altura por edad y sexo utilizadas siguieron la propuesta del <italic>Centers of Disease Control and Prevention</italic> (CDC)<sup>17</sup>, como recomendado en el 4&#186; Informe del NHBPEP<sup>16</sup>.</p>
      <p>Fueron realizados el an&#225;lisis exploratorio de los datos y la descripci&#243;n de los resultados en tablas de frecuencia. Para verificar asociaci&#243;n fue hecho el test qui-cuadrado. Se calcul&#243; la raz&#243;n de prevalencia con las variables que presentaron asociaci&#243;n significativa con las categor&#237;as de nivel de presi&#243;n arterial.</p>
      <p>La comparaci&#243;n de medias de peso, IMC y CA entre grupos de presi&#243;n normal y presi&#243;n elevada fue hecha con el test t de <italic>Student</italic>. Se utiliz&#243; el nivel de significancia de 5,0% para los tests estad&#237;sticos.</p>
      <p>Fueron construidos tres modelos de regresi&#243;n log&#237;stica, utilizando como variable dependiente el nivel pres&#243;rico normal y elevado y variable independiente peso, IMC y CA, respectivamente. Se obtuvo la raz&#243;n de posibilidad (OR) y el intervalo de confianza para cada uno de esos modelos. En todos, las variables edad y sexo fueron incluidas para control.</p>
      <p>Los datos fueron digitados en la planilla Excel y el <italic>software</italic> estad&#237;stico utilizado para la obtenci&#243;n de los c&#225;lculos estad&#237;sticos fue el <italic>SPSS</italic> (<italic>Statistical Package for the Social Sciences</italic>), en la versi&#243;n 15.0.</p>
      <p>El estudio fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n del Centro de Ciencias de la Salud de la Universidad Federal de Para&#237;ba. La autorizaci&#243;n de los padres o responsables fue obtenida mediante firma del T&#233;rmino de Consentimiento Libre y Aclarado (TCLA), garantizando el car&#225;cter voluntario de la participaci&#243;n. Para la obtenci&#243;n del n&#250;mero m&#225;ximo de autorizaciones, se realizaron visitas en las escuelas y b&#250;squeda activa en las residencias. Antes de la colecta de datos, la Secretar&#237;a de Educaci&#243;n, los directores y profesores fueron esclarecidos sobre los procedimientos y objetivos de la investigaci&#243;n.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>De los 784 escolares seleccionados para la investigaci&#243;n, fueron evaluados 750, presentando un porcentaje de p&#233;rdida de 4,3%, debido a no devoluci&#243;n del TCLA por los padres o responsables.</p>
      <p>De los 750 escolares evaluados, 53,6% (402) eran del sexo femenino y 46,4% (348) del sexo masculino, con media (&#177; desv&#237;o-est&#225;ndar) de edad de 7,73 &#177; 0,9 a&#241;os. Se observ&#243; una prevalencia de 13,6% de ni&#241;os con niveles pres&#243;ricos elevados. Un porcentaje menor de ni&#241;os (8,4%) fue considerado prehipertenso y, por lo tanto, presentan riesgo de desarrollar PA elevada en el futuro (<xref ref-type="table" rid="es_a11tab01m-body2">Tabla 1</xref>). Teniendo en consideraci&#243;n la medida de la presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS), apenas 3,3% de los ni&#241;os presentaron valores elevados. Un porcentaje mayor de escolares, 11,6%, present&#243; presi&#243;n arterial diast&#243;lica (PAD) elevada.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a11tab01m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0629-00011-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>No hubo asociaciones significativas entre las variables, franja et&#225;rea y sexo y la clasificaci&#243;n de la presi&#243;n arterial. La variable IMC present&#243; asociaci&#243;n significativa con la clasificaci&#243;n de la presi&#243;n arterial (p &lt; 0,001). Con relaci&#243;n al sobrepeso y obesidad, 22,8% y 26,3% de los individuos presentaban PA elevada, respectivamente. Mientras que, apenas 10,9% de los eutr&#243;ficos y 4,3% de los escolares con bajo peso presentaron PA encima del recomendado para edad y altura (<xref ref-type="table" rid="es_a11tab01m-body2">Tabla 1</xref>). La raz&#243;n de prevalencia de la presi&#243;n arterial elevada entre obesos comparados con eutr&#243;ficos fue de 2,6.</p>
      <p>En la <xref ref-type="table" rid="es_a11tab02m-body2">Tabla 2</xref>, son observadas las medias de peso, IMC y CA con sus respectivos intervalos de confianza, seg&#250;n la clasificaci&#243;n de la PA. A trav&#233;s del test t de <italic>Student</italic>, se constat&#243; diferencia significativa entre las medias del peso, IMC y CA, siendo mayores las medias de los ni&#241;os con PA elevada, comparadas con las de PA normal (peso: p &lt; 0,0001, IMC: p &lt; 0,0001 y CA: p &lt; 0,0001).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a11tab02m-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0629-00011-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Utilizando la t&#233;cnica de regresi&#243;n log&#237;stica, fueron construidos tres modelos, controlados por las variables, edad y sexo, incluyendo las variables, peso, IMC y CA, respectivamente. Todas presentaron asociaci&#243;n con la presi&#243;n arterial elevada, demostrando las siguientes razones de posibilidad: peso, OR = 1,05, IC 95%: 1,03 - 1,08, IMC, OR = 1,17, IC 95%: 1,09 - 1,25 y circunferencia abdominal, OR = 1,06, IC 95%: 1,03 - 1,09. Esos resultados demostraron que el IMC fue el mejor predictor para riesgo de presi&#243;n arterial elevada en ni&#241;os.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La prevalencia de niveles pres&#243;ricos elevados encontrada, 13,6%, fue un poco superior a la encontrada en otros estudios sobre hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica en la infancia, nacionales y internacionales, que demostraron una prevalencia que vari&#243; de 1,2%-13%<sup>8</sup>. Una investigaci&#243;n realizada en Macei&#243; diagnostic&#243; 7,7% de hipertensos, en la franja et&#225;rea de 7-17 a&#241;os<sup>18</sup>. Valor semejante fue encontrado en estudio en ni&#241;os canadienses, en el que la hipertensi&#243;n fue detectada en 7,6% de ellos<sup>19</sup>. Un estudio realizado en el Sur del pa&#237;s observ&#243; una prevalencia de 11,3% en ni&#241;os de escuelas municipales con edad entre 7-13 a&#241;os<sup>20</sup>. Mientras tanto, Oliveira y colegas<sup>21</sup> identificaron una prevalencia de HAS inferior, de 3,6%, en escolares, de 5-9 a&#241;os de edad, en Feira de Santana, en Bahia. Esas variaciones en la prevalencia de hipertensi&#243;n arterial en los estudios citados pueden surgir de la aplicaci&#243;n de diferentes metodolog&#237;as en la medici&#243;n y diagn&#243;stico de la hipertensi&#243;n arterial en ni&#241;os.</p>
      <p>Debido al desarrollo de una amplia base de datos sobre los niveles de presi&#243;n arterial en toda la infancia, la capacidad de identificar ni&#241;os con elevados niveles de PA ha mejorado. Es ahora evidente que la hipertensi&#243;n primaria es detectable en los j&#243;venes y ocurre com&#250;nmente. A largo plazo, riesgos a la salud para ni&#241;os y adolescentes hipertensos pueden ser sustanciales<sup>22</sup>. Cabe destacar que la franja denominada prehipertensi&#243;n debe ser valorizada e identificada con la finalidad de adopci&#243;n de medidas preventivas rigurosas. Aunque &#250;til como una gu&#237;a para la determinaci&#243;n de la normalidad, la definici&#243;n de la hipertensi&#243;n arterial en ni&#241;os con base en percentiles no es utilizada en la pr&#225;ctica pedi&#225;trica, lo que permite que cuadros de leve a moderada hipertensi&#243;n pasen inadvertidos<sup>2, 22</sup>.</p>
      <p>Seg&#250;n el 4&#186; Informe publicado por el NHBPEP<sup>15</sup>, son consideradas hipertensos los ni&#241;os que presentaron la media de los niveles de la PAS y/o PAD mayor o igual al nivel pres&#243;rico correspondiente al percentil 95, de acuerdo con el sexo, la edad y la altura de una poblaci&#243;n de referencia en por lo menos tres ocasiones distintas. Como en este estudio se restringi&#243; la realizaci&#243;n de las tres mediciones de la presi&#243;n arterial en apenas una ocasi&#243;n, como varios otros estudios relacionados al tema, sus limitaciones son reconocidas y se opta por el uso de la expresi&#243;n "niveles pres&#243;ricos elevados o presi&#243;n arterial elevada".</p>
      <p>Se sugiere estudio complementario para evaluar la persistencia de los niveles elevados de la presi&#243;n arterial en los ni&#241;os, como tambi&#233;n la relaci&#243;n de los niveles pres&#243;ricos elevados con la existencia de patolog&#237;as y uso de medicaciones que influencian la presi&#243;n arterial.</p>
      <p>Tambi&#233;n es importante destacar que la comparaci&#243;n de los resultados de prevalencia de las variables evaluadas con otros estudios tambi&#233;n se vuelve compleja, en raz&#243;n de la diversidad de indicadores y puntos de corte utilizados en los diversos estudios relacionados a la clasificaci&#243;n del estado nutricional de ni&#241;os. Este estudio, por ser transversal, presenta limitaciones sobre la relaci&#243;n temporal entre los eventos estudiados.</p>
      <p>M&#250;ltiples factores se correlacionan a la PA en ni&#241;os y adolescentes. Tales factores pueden tener determinismo gen&#233;tico o ambiental<sup>22</sup>. Varios estudios relatan la relaci&#243;n del sobrepeso y obesidad en la infancia con la aparici&#243;n precoz de riesgos cardiovasculares, como la hipertensi&#243;n arterial. En el presente estudio, la posibilidad de que un ni&#241;o tenga PA elevada aument&#243; en 1,17 para cada unidad en el IMC, los valores de peso aislado o CA presentaron menor raz&#243;n de posibilidades.</p>
      <p>En el Canad&#225;, la obesidad en ni&#241;os de 6 a 13 a&#241;os de edad estuvo asociada a la prehipertensi&#243;n y a la hipertensi&#243;n<sup>19</sup>. Estudio de Nogueira y colegas<sup>23</sup>, evaluando el papel de la obesidad como factor de riesgo para la presi&#243;n arterial elevada, observ&#243; que la posibilidad de que ni&#241;os obesos presenten PA elevada fue casi 4 veces superior que la observada en no obesos. El sexo del ni&#241;o y el tipo de escuela que frecuenta, privada o p&#250;blica, no fueron considerados factores de riesgo para la PA elevada.</p>
      <p>Estos estudios confirman el aumento en el riesgo de presi&#243;n elevada en ni&#241;os obesos y, debido a la tendencia creciente de la prevalencia de obesidad infantil, relatada en varios estudios<sup>24, 25</sup>, la prevalencia de hipertensi&#243;n arterial puede crecer entre ni&#241;os y adultos.</p>
      <p>En esta investigaci&#243;n, as&#237; como en trabajo de Araujo y colegas<sup>26</sup>, las variables peso, &#237;ndice de masa corporal y circunferencia abdominal estuvieron asociadas positiva y significativamente a los valores de la presi&#243;n arterial. Lo que refuerza la importancia de la medici&#243;n de esos indicadores para detecci&#243;n de la hipertensi&#243;n y futuros riesgos cardiovasculares.</p>
      <p>Seg&#250;n es descripto en la literatura, la circunferencia abdominal es una medida de la obesidad central y es asociada espec&#237;ficamente con los factores de riesgo de las enfermedades cardiovasculares, tanto en los adultos como en ni&#241;os<sup>27, 28</sup>, lo que la vuelve una medida relevante para evaluar riesgo de enfermedades cr&#243;nicas, como la hipertensi&#243;n. Este estudio encontr&#243; baja prevalencia de obesidad abdominal. Sin embargo, es importante aclarar que tales resultados, as&#237; como gran parte de los estudios para evaluaci&#243;n de la obesidad abdominal, utilizan referencias extranjeras para evaluar la circunferencia abdominal, limitando, de esa forma, la obtenci&#243;n de datos m&#225;s fidedignos que respetaran el est&#225;ndar nutricional local.</p>
      <p>Como fue propuesto por la OMS, el Brasil viene adoptando varias estrategias y acciones para reducir la prevalencia y los da&#241;os de las enfermedades cr&#243;nicas no transmisibles (ECNT) en su poblaci&#243;n, como las medidas contra el tabaquismo, las pol&#237;ticas de alimentaci&#243;n y nutrici&#243;n y de promoci&#243;n de la salud con &#233;nfasis en la escuela. Desarroll&#243; las acciones de atenci&#243;n a la hipertensi&#243;n y al diabetes con garant&#237;a de medicamentos b&#225;sicos en la red p&#250;blica y, aliado a eso, la adopci&#243;n de la Estrategia Salud de la Familia, como una estrategia prioritaria de atenci&#243;n b&#225;sica, instrumentada mediante la implantaci&#243;n de equipos multiprofesionales en unidades b&#225;sicas de salud, que comprenden condiciones m&#225;s favorables de acceso a las medidas integrales para el abordaje de las ECNT. Sin embargo, las acciones de diagn&#243;stico y control de las ECNT est&#225;n volcadas a la poblaci&#243;n adulta y a&#241;osa, despreciando la ocurrencia de estas enfermedades en la franja et&#225;rea pedi&#225;trica<sup>6, 29</sup>.</p>
      <p>Seg&#250;n Lima<sup>30</sup>, la identificaci&#243;n de ni&#241;os con elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial y su asociaci&#243;n con factores de riesgo, como obesidad y hiperlipidemia, ha tra&#237;do una nueva dimensi&#243;n a las medidas preventivas adoptadas en la infancia, siendo recomendada su incorporaci&#243;n a la atenci&#243;n pedi&#225;trica, junto con medidas ya ampliamente establecidas, como vacunaci&#243;n y otras.</p>
      <p>Son necesarios estudios adicionales para investigar si modificaciones en el estilo de vida, tales como mejoras en la dieta y pr&#225;ctica de actividad f&#237;sica regular, como es preconizado por la OMS<sup>31</sup>, normalizar&#237;a la presi&#243;n arterial elevada observada en los ni&#241;os estudiados. Es consenso que estas y otras medidas tienen posibilidad de &#233;xito si son implementadas en un esfuerzo conjunto de la familia, escuela, comunidad, sociedad y del gobierno, adecu&#225;ndose a las diversidades de cada poblaci&#243;n.</p>
      <p>La realizaci&#243;n de este estudio en las escuelas p&#250;blicas del municipio de Jo&#227;o Pessoa posibilit&#243; el uso de &#237;ndices antropom&#233;tricos en una franja et&#225;rea poco estudiada, permiti&#243; la determinaci&#243;n de la prevalencia de niveles pres&#243;ricos elevados en ni&#241;os de 6-9 a&#241;os, que fue de 13,6%, y observ&#243; que las variables peso, IMC y CA estuvieron relacionadas con la elevaci&#243;n de la PA, siendo el IMC el mejor modelo.</p>
      <p>Este estudio concluy&#243; que la evaluaci&#243;n del estado nutricional as&#237; como la medida de la PA en la infancia son medidas simples y recomendadas para programas de atenci&#243;n a la salud. Con programas y pol&#237;ticas p&#250;blicas espec&#237;ficas para complementar las acciones desarrolladas actualmente en los servicios de salud, buscando la utilizaci&#243;n de abordajes para la parte de la poblaci&#243;n de mayor riesgo y menos acceso a la informaci&#243;n, se evitar&#237;an la incidencia de enfermedades cr&#243;nicas en la edad adulta y disminuir&#237;an los gastos p&#250;blicos en salud.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>CAPES financi&#243; el presente estudio</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de Disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Veruska Moreira de Queiroz por la <italic>Universidade Federal da Para&#237;ba.</italic></p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Prevalence and anthropometric predictors of high blood pressure in schoolchildren from Jo&#227;o Pessoa - PB, Brazil</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Arterial hypertension (AH) belongs to the group of cardiovascular diseases with the highest mortality in the world and its onset can occur in childhood. OBJECTIVE: To evaluate the prevalence of high blood pressure (BP) in schoolchildren from public schools and its association with anthropometric indicators. METHODS: The present was a cross-sectional study, consisting of a random sample of 750 schoolchildren aged 6 to 9 years from public schools of the city of Joao Pessoa, state of Paraiba, Brazil. The data were collected by a previously trained team. BP was measured by auscultation, using a stethoscope and an aneroid sphygmomanometer. The collected anthropometric data were weight, height and abdominal circumference. Chi-square and Student's t association tests were used to compare means, both with a level of significance of 5%. Three logistic regression models were constructed, correlating high BP with the anthropometric variables to find a better prediction model. RESULTS: The prevalence of high BP levels was 13.6%. The body mass index (BMI) variable presented a significant association with the increase in BP levels (p &lt; 0.0001) and a higher odds ratio (OR = 1.17). The increase in the BP levels also occurred with the increase in weight (p &lt; 0.0001) and abdominal circumference (p &lt; 0.0001). CONCLUSION: The identified association between excess weight with high BP levels emphasizes the need for intervention and for nutritional status control measures, such as dietary education programs aimed at the prevention and treatment of obesity as a risk factor for cardiovascular diseases in the pediatric and older age ranges. (Arq Bras Cardiol 2010; 95(5): 629-634)</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Anthropometry</kwd>
        <kwd>hypertension</kwd>
        <kwd>cardiovascular diseases</kwd>
        <kwd>body mass index</kwd>
        <kwd>obesity</kwd>
        <kwd>child</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Prevalence and anthropometric predictors of high blood pressure in schoolchildren from Jo&#227;o Pessoa - PB, Brazil</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Veruska Moreira de Queiroz; Patr&#237;cia Vasconcelos Leit&#227;o Moreira; Tereza Helena Cavalcanti de Vasconcelos; Rodrigo Pinheiro de Toledo Vianna</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal da Para&#237;ba, Jo&#227;o Pessoa, PB - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Arterial hypertension (AH) belongs to the group of cardiovascular diseases with the highest mortality in the world and its onset can occur in childhood.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate the prevalence of high blood pressure (BP) in schoolchildren from public schools and its association with anthropometric indicators.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> The present was a cross-sectional study, consisting of a random sample of 750 schoolchildren aged 6 to 9 years from public schools of the city of Joao Pessoa, state of Paraiba, Brazil. The data were collected by a previously trained team. BP was measured by auscultation, using a stethoscope and an aneroid sphygmomanometer. The collected anthropometric data were weight, height and abdominal circumference. Chi-square and Student's t association tests were used to compare means, both with a level of significance of 5%. Three logistic regression models were constructed, correlating high BP with the anthropometric variables to find a better prediction model.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> The prevalence of high BP levels was 13.6%. The body mass index (BMI) variable presented a significant association with the increase in BP levels (p &lt; 0.0001) and a higher odds ratio (OR = 1.17). The increase in the BP levels also occurred with the increase in weight (p &lt; 0.0001) and abdominal circumference (p &lt; 0.0001).</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The identified association between excess weight with high BP levels emphasizes the need for intervention and for nutritional status control measures, such as dietary education programs aimed at the prevention and treatment of obesity as a risk factor for cardiovascular diseases in the pediatric and older age ranges. (Arq Bras Cardiol 2010; 95(5): 629-634)</p>
      <p><bold>Keywords:</bold> Anthropometry; hypertension; cardiovascular diseases; body mass index; obesity; child.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>In the last decades, the processes of demographic and epidemiological transition, accompanied by the process of nutritional transition, characterized by the continuous decrease of malnutrition cases and increasing prevalence of overweight and obesity, have modified the patterns of the occurrence of diseases in the world population, thus contributing to the increase in the prevalence of non-transmissible chronic diseases (NTCD). Obesity, particularly abdominal obesity, occurring also in childhood, are associated with the early onset of arterial hypertension and premature death due to chronic diseases<sup>1-3</sup>.</p>
      <p>Systemic arterial hypertension (SAH) is the chronic disease with the highest prevalence in the world<sup>4</sup>. In Brazil, studies have shown prevalence rates that vary from 22.3%-43.9% in adults<sup>4,5</sup>. SAH and blood pressure-related diseases are the most relevant factors of cardiovascular mortality and the main risk factors for complications such as cerebrovascular accident (CVA) and congestive heart failure (CHF). Such complications are accountable for a high frequency of hospitalizations, with high medical and socioeconomic costs, as they are the diseases that require the most medical actions, procedures and health services<sup>5,6</sup>.</p>
      <p>Many children are not correctly diagnosed as having SAH due to the lack of routine assessment and the belief that SAH is rare in childhood<sup>4</sup>. By recognizing that the early diagnosis of obesity and arterial hypertension in children is a good predictor of obesity and chronic-degenerative diseases in adult individuals and that allows the use of prevention measures and early treatment, contributing to the public health policies directed at the studied population, the present study aimed at investigating the prevalence of high blood pressure (BP) levels in schoolchildren from the public schools of the city of Jo&#227;o Pessoa, state of Paraiba, Brazil, their association with nutritional status and the construction of predictive models that can correlate these two variables.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>A cross-sectional study was performed to evaluate the prevalence of high BP in schoolchildren aged 6 to 9 years, of both sexes, attending public Elementary Schools in the city of Jo&#227;o Pessoa, capital of the state of Paraiba, Brazil.</p>
      <p>To calculate the sample, an expected prevalence of 20.0% was used as parameter to allow the description of the event, if the observed prevalence was higher than the national reference, of around 10.0%<sup>7,8</sup>. A pilot-study carried out with schoolchildren pointed out that the prevalence in Jo&#227;o Pessoa might be higher than the national mean. A 95.0% confidence interval was adopted, as well as a precision of three percentage points. Therefore, we arrived at a minimum number of 654<sup>9</sup>. As the participation in the study depended on the agreement by the children and the children's parents to participate in the study, a 20.0% increment was added to the calculated sample size, to make up for possible losses, thus obtaining a sample size of 784 children.</p>
      <p>Ten of the 33 neighborhoods of the city were selected by drawing lots; the city had 91 public schools and 47,379 students enrolled in Elementary School. Then, one school was selected at random for each one of these neighborhoods. The 10 schools had a total of 1,735 students at the selected age range that attended the 1<sup>st</sup> to the 5<sup>th</sup> year of Elementary School in 2008, according to Technology Board of Information and Communication (TBIC), which is the governmental organ in charge of managing information related to the public school system of Jo&#227;o Pessoa.</p>
      <p>In order to choose the classes in each selected school, the classes that comprehended the elected age range were included. As the schools were small, students from all classes were selected by the systematic sampling technique, from the schools' students' lists, adopting the criterion of one of every two students, as the total number of children at this age range in all ten schools was a little more than double the sample size.</p>
      <p>The data were collected in the first semester of 2008, by a team consisting of nutritionist, a nurse technician and undergraduate students from the Nutrition Course of Universidade Federal da Para&#237;ba, previously trained by the researcher and the nurse tech, with the objective of minimizing errors in measurement acquisitions.</p>
      <p>The data were collected in a clinical file that contained data on the individual's identification (name, sex, school year, age), anthropometric measurements (weight, height, abdominal circumference) as well as systolic and diastolic blood pressure. The clinical file was created specifically for that purpose. A pilot study was performed to test and adequate the methodology of data collection.</p>
      <p>Each anthropometric measurement was carried out in duplicate and the mean of both measurements was used in the study, according to the techniques recommended by the World Health Organization (WHO)<sup>10</sup> to minimize errors in measurement acquisitions. The weight was measured on a digital scale with a capacity of 150 kg and precision of 100 g, whereas height was measured using a vertical anthropometer with a metal ruler with maximum capacity of 2.04 m and precision of 0.5 cm. The abdominal circumference (AC) was measured with the individual standing, at the end of the expiration, at midpoint between the last costal arch and the anterosuperior iliac crest, using an inelastic measuring tape, in the horizontal position, without compressing the tissues<sup>11</sup>.</p>
      <p>The body mass index (BMI) was used to evaluate the children's nutritional status, defined as weight in kilograms divided by height in meters squared<sup>10</sup>, by age and sex, according to distributions of percentiles and cutoffs proposed by the WHO<sup>12</sup>, which considers overweight a BMI <underline>&gt;</underline> the 85<sup>th</sup> percentile and &lt; the 97<sup>th</sup> percentile and as obesity, a BMI <underline>&gt;</underline> the 97<sup>th</sup> percentile.</p>
      <p>To evaluate abdominal obesity, the abdominal circumference (AC) was measured<sup>11</sup>. Children with AC values <underline>&gt;</underline> the 90<sup>th</sup> percentile according to sex and age<sup>13,14</sup> were considered as presenting abdominal obesity, according to the table proposed by the National Center for Health Statistics (NCHS)<sup>15</sup>.</p>
      <p>The blood pressure (BP) measurement was performed at the school environment, outside the medical office, after the children had been informed about the procedures and the latter had been demonstrated, according to the recommendations in the V Brazilian Guidelines on Arterial Hypertension<sup>5</sup>. The indirect method with auscultation, using a pediatric stethoscope and a previously calibrated aneroid sphygmomanometer, was used to measure the BP, after selecting the adequate cuff according to the arm size. The midpoint of the compressive part of the cuff was placed on the brachial artery and the systolic blood pressure (SBP), as well as the diastolic blood pressure (DBP) were measured. The procedure was repeated two more times, with two-minute intervals between them. The mean value of the three measurements was compared to the reference values from The Fourth Report on the Diagnosis, Evaluation and Treatment of High Blood Pressure in Children and Adolescents of the National High Blood Pressure Education Program (NHBPEP)<sup>16</sup>.</p>
      <p>High blood pressure was considered in those individuals that presented mean SBP or DBP <underline>&gt;</underline> the 95<sup>th</sup> percentile for sex, age and height<sup>16</sup>. The curves of the height percentile per age and sex used in the study followed those proposed by the Centers of Disease Control and Prevention (CDC)<sup>17</sup>, as recommended by the 4<sup>th</sup> NHBPEP report<sup>16</sup>.</p>
      <p>The exploratory analysis of the data and the description of the results were performed in tables of frequency. The Chi-square test was used to verify association. The prevalence ratio was calculated with the variables that presented a significant association with the blood pressure categories.</p>
      <p>Student's t test was used to carry out the comparison of weight, BMI and AC means between the groups with normal BP and high BP. The level of significance was set at 5.0% for all statistical tests.</p>
      <p>Three models of logistic regression were created, using as dependent variable the normal and high BP and as independent variable, weight, BMI and AC, respectively. The odds ratio (OR) was obtained, as well as the confidence interval for each one of these models. In all of them, the variables age and sex were included for control.</p>
      <p>The data were entered in an Excel spreadsheet and the <italic>SPSS</italic> (<italic>Statistical Package for the Social Sciences</italic>) software, release 15.0, was used for statistical calculations.</p>
      <p>The study was approved by the Ethics Committee in Research of the Health Science Center of Universidade Federal da Para&#237;ba. All children's parents or tutors signed the Free and Informed Consent Form (FICF), which guaranteed the voluntary characteristic of the individuals' participation. In order to obtain the maximum number of authorizations, several visits to the schools, as well as home visits, were made. Before the data collection, the State Secretary of Education, the school principals and the teachers were advised on the procedures and objectives of the research.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>Of the 784 schoolchildren selected for the study, 750 were evaluated, with a percentage of loss of 4.3% due to the non-return of the FICF by the parents or tutors. Of the 750 evaluated schoolchildren, 53.6% (402) were females and 46.4% (348) were males, with a mean age (&#177; standard deviation) of 7.73 &#177; 0.9 years. There was a prevalence of 13.6% of children with high BP levels. A smaller percentage of children (8.4%) was considered pre-hypertensive and therefore, presented the risk of developing high BP in the future (<xref ref-type="table" rid="en_a11tab01m-body3">Table 1</xref>). Considering the SBP, only 3.3% of the children presented high BP levels. A higher percentage of schoolchildren, 11.6%, presented high diastolic BP levels.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a11tab01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0629-00011-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>There were no significant associations between the variables, age range and sex and the BP classification. The BMI presented a significant association with the BP classification (p &lt; 0.001). Regarding overweight and obesity, 22.8% and 26.3% of the individuals presented high BP levels, respectively. However, only 10.9% of the individuals with normal weight and 4.3% of the underweight individuals presented BP levels above those recommended for age and height (<xref ref-type="table" rid="en_a11tab01m-body3">Table 1</xref>). The prevalence ratio of high BP levels among the obese individuals, when compared with those with normal weight, was 2.6.</p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_a11tab02m-body3">Table 2</xref> shows the means of weight, BMI and AC with their respective confidence intervals, according to the classification of BP. The Student's <italic>t</italic> test showed that there was a significant difference between the weight, BMI and AC means, with higher means being observed in children with high BP levels, when compared to those with normal BP levels (weight: p &lt; 0.0001, BMI: p &lt; 0.0001 and AC: p &lt; 0.0001).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_a11tab02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0629-00011-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Three models were constructed using the logistic regression technique, controlled by the variables age and sex, including the variables weight, BMI and AC, respectively. All of them presented an association with high BP levels, with the following OR: weight, OR = 1.05, 95%CI: 1.03 - 1.08; BMI, OR = 1.17, 95%CI: 1.09 - 1.25 and abdominal circumference, OR = 1.06, 95%CI: 1.03 - 1.09. These results demonstrate that BMI was the best predictor for the risk of high BP in children.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The observed prevalence of high BP levels, 13.6%, was slightly higher than the ones reported in other studies on systemic arterial hypertension in childhood, both national and international ones, which demonstrated a prevalence that ranged from 1.2%-13%<sup>8</sup>. A study carried out in the city of Macei&#243;, state of Alagoas, Brazil, diagnosed 7.7% of hypertensive individuals at the age range of 7-17 years<sup>18</sup>. A similar value was observed in a study of Canadian children, in which hypertension was detected in 7.6% of them<sup>19</sup>. A study carried out in the south of Brazil identified a prevalence of 11.3% in schoolchildren from public schools aged 7-13 years<sup>20</sup>. However, Oliveira et al<sup>21</sup> identified a significantly lower SAH prevalence, of 3.6%, in schoolchildren aged 5-9 years, in Feira de Santana, state of Bahia, Brazil. These variations in the prevalence of AH in the aforementioned studies might be due to the different methodologies used by the studies to measure and diagnose AH in children.</p>
      <p>Due to the development of a large database on the BP levels throughout childhood, the capacity to identify children with high BP levels has improved. It is now evident that primary hypertension is detectable in young people and that it occurs commonly. In the long term, the health risks for the hypertensive children and adolescents can be significant<sup>22</sup>. It is important to emphasize that the pre-hypertensive status must be identified and seriously considered, with the objective of establishing strict prevention measures. Although useful as a guide to determine the normal range, the definition of arterial hypertension in children based on percentiles is not used in pediatric clinical practice, which allows mild to moderate cases of AH to go unnoticed<sup>2,22</sup>.</p>
      <p>According to the 4<sup>th</sup> Report of NHBPEP<sup>15</sup>, children are considered hypertensive when the mean SBP and/or DBP levels are <underline>&gt;</underline> BP level that corresponds to the 95<sup>th</sup> percentile, according to sex, age and height of a reference population, in at least three different occasions. As this study was restricted to three BP measurements performed at the same occasion, as several other studies related to the subject, its limitations are acknowledged and the terms "high BP levels or high arterial pressure" were chosen, instead.</p>
      <p>A complementary study is suggested to evaluate the persistence of the high BP levels in the children, as well as the association between the high BP levels and the existence of pathologies and sue of medications that can influence blood pressure.</p>
      <p>It is also important to emphasize that the comparison of the prevalence results of the assessed variables with those from other studies also becomes complex, due to the diversity of indicators and cutoffs used in the several studies related to the classification of the children's nutritional status. As this is a cross-sectional study, it presents limitations regarding the temporal association between the studied events.</p>
      <p>Multiple factors are associated with BP in children and adolescents. Such factors can be determined by genetic or environmental characteristics<sup>22</sup>. Several studies have reported the association between overweight and obesity in childhood with the early onset of cardiovascular risks, such as arterial hypertension. In the present study, the chance of a child having high BP increased in 1.17 for every BMI unit and the isolated weight or AC values presented a lower OR.</p>
      <p>In Canada, obesity in children aged 6-13 years was associated with pre-hypertension and hypertension<sup>19</sup>. The study by Nogueira et al<sup>23</sup>, evaluating the role of obesity as a risk factor for high BP, demonstrated that the chance of obese children presenting high BP was almost 4-fold higher than that observed in non-obese ones. The child's gender and type of school the child attended, i.e., private or public, were not considered risk factors for high BP.</p>
      <p>These studies confirm the increased risk of high BP in obese children and, due to the increasing tendency in the prevalence of childhood obesity reported by several studies<sup>24,25</sup>, the prevalence of arterial hypertension can increase among children and adults.</p>
      <p>In the present study, as well as in the study by Araujo et al<sup>26</sup>, the variables weight, BMI and AC were positively and significantly associated with BP levels. This fact reinforces the importance of measuring these indicators to detect hypertension and future cardiovascular risks.</p>
      <p>As described in the literature, the AC is a measurement of central obesity and it is specifically associated with risk factors of cardiovascular diseases, both in adults and children<sup>27,28</sup>, which makes it a relevant measurement to evaluate the risk of chronic diseases, such as hypertension. The present study showed a low prevalence of abdominal obesity. However, it is noteworthy the fact that these results, as well as in many other studies that evaluated abdominal obesity, used foreign references to assess the abdominal circumference, thus limiting the acquisition of more reliable data that would take into account the local dietary pattern.</p>
      <p>As proposed by the WHO, Brazil has been adopting several strategies and actions to reduce the prevalence and the complications of non-transmissible chronic diseases (NTCD) among its population, such as measures against smoking, dietary and nutrition policies and health-promotion measures with emphasis on schools. The country has developed hypertension and diabetes-related healthcare actions, guaranteeing access to free medication programs in the public healthcare system, as well as the implementation of the Family Health Program, as a mandatory strategy in primary healthcare, through the implementation of multiprofessional teams in Basic Health Units that present more favorable conditions to provide access to NTCD management. However, the diagnosis and control actions regarding the NTCD are directed at the adult and elderly population, underestimating the occurrence of these diseases in the pediatric age range<sup>6,29</sup>.</p>
      <p>According to Lima<sup>30</sup>, the identification of children with high BP and its association with risk factors, such as obesity and hyperlipidemia, has brought a new dimension to the preventive measures adopted in childhood and their incorporation to pediatric care, together with the previously established measures, such as immunizations and others, is recommended.</p>
      <p>Additional studies are necessary to investigate whether modifications in lifestyle, such as diet improvement and regular practice of physical activity, as recommended by the WHO<sup>31</sup>, would normalize the high BP levels observed among the studied children. It is a consensus that this and other measures are potentially successful if implemented as a joint effort made by the family, school, community, society and government, after having them adequated to each population's diversities.</p>
      <p>The results of the present work, carried out in the public schools of the city of Jo&#227;o Pessoa, state of Paraiba, Brazil, allowed the study of anthropometric indices at a seldom studied age range, allowed the estimate of the prevalence of high BP levels in children aged 6 9 years, which was 13.6% and observed that the variables weight, BMI and AC were associated with BP increase, with BMI being the best model.</p>
      <p>The present study concluded that the assessment of the nutritional status and the measurement of BP in childhood are simple and recommended measures for healthcare programs.</p>
      <p>The implementation of specific programs and policies to complement the actions currently developed in healthcare services, aiming at the use of approaches directed at parts of population at higher risk and with less access to information would prevent the incidence of chronic diseases in the adult age and decrease public costs with healthcare.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by CAPES.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Veruska Moreira de Queiroz, from <italic>Universidade Federal da Para&#237;ba</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
