<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">7bbmJKGjbZCQ5nMm8m7zg7R</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001500010</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500510</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000141</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Preval&#234;ncia de fatores de risco cardiovascular em idosos usu&#225;rios do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de de Goi&#226;nia</article-title>
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            <given-names>Carla Cristina da Concei&#231;&#227;o</given-names>
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            <given-names>Maria Alves</given-names>
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          <named-content content-type="city">Goi&#226;nia</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Secretaria Municipal de Sa&#250;de de Goi&#226;nia</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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          <named-content content-type="city">Goi&#226;nia</named-content>
          <named-content content-type="state">Goi&#225;s</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Goi&#225;s</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>621</fpage>
      <lpage>628</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Os fatores de risco cardiovascular (FRCV) apresentam alta preval&#234;ncia e causam impacto na morbimortalidade de idosos, por&#233;m, essa quest&#227;o ainda se mostra desconhecida entre idosos usu&#225;rios do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. OBJETIVO: Investigar a preval&#234;ncia de FRCV em idosos usu&#225;rios da aten&#231;&#227;o b&#225;sica do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) em Goi&#226;nia - Goi&#225;s. M&#201;TODOS: Estudo transversal com amostragem em m&#250;ltiplos est&#225;gios, realizado por meio de inqu&#233;rito domiciliar com 418 idosos acima de 60 anos, usu&#225;rios do SUS da aten&#231;&#227;o b&#225;sica de Goi&#226;nia. Foram coletados dados socioecon&#244;micos, demogr&#225;ficos, estilo de vida, peso, altura, circunfer&#234;ncia da cintura, press&#227;o arterial e uso de medicamentos. Os FRCV investigados foram: hipertens&#227;o arterial, diabete melito, obesidade total, obesidade central, dislipidemias, tabagismo, sedentarismo e consumo de bebida alco&#243;lica. Utilizou-se o teste do Qui-quadrado para an&#225;lises das associa&#231;&#245;es, com signific&#226;ncia de 5%. RESULTADOS: As preval&#234;ncias dos FRCV foram: 80,4% de hipertens&#227;o arterial; 83,3% de obesidade central; 59,8% de sedentarismo; 32,2% de obesidade total; 23,4% de dislipidemias; 19,1% de diabete melito; 10,0% de tabagismo e 5,9% de consumo de bebida alco&#243;lica. Quanto &#224; simultaneidade, 2,4% dos idosos n&#227;o apresentaram FRCV. A simultaneidade de dois ou mais FRCV ocorreu em 87,3% dos idosos e mostra-se com maior frequ&#234;ncia entre as mulheres. CONCLUS&#195;O: Os FRCV ocorrem de maneira simult&#226;nea em mais da metade dos idosos, e os mais prevalentes foram: hipertens&#227;o arterial, obesidade central e sedentarismo. &#201; preciso intensificar as estrat&#233;gias de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de e preven&#231;&#227;o de agravos cardiovasculares em idosos usu&#225;rios da aten&#231;&#227;o b&#225;sica do SUS de Goi&#226;nia, principalmente entre aqueles com simultaneidade de FRCV.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Doen&#231;as cardiovasculares</kwd>
        <kwd>fatores de risco</kwd>
        <kwd>idoso</kwd>
        <kwd>aten&#231;&#227;o b&#225;sica &#224; sa&#250;de</kwd>
        <kwd>Goi&#226;nia</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>12</day>
        <month>11</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
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  <body>
    <p>
      <bold>Preval&#234;ncia de fatores de risco cardiovascular em idosos usu&#225;rios do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de de Goi&#226;nia</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Carla Cristina da Concei&#231;&#227;o Ferreira<sup>I</sup>; Maria do Ros&#225;rio Gondim Peixoto<sup>II</sup>; Maria Alves Barbosa<sup>II</sup>; &#201;rika Aparecida Silveira<sup>II</sup></bold>
    </p>
    <p><sup>I</sup>Secretaria Municipal de Sa&#250;de de Goi&#226;nia, Goi&#226;nia, Goi&#225;s - Brasil </p>
    <p><sup>II</sup>Universidade Federal de Goi&#225;s, Goi&#226;nia, Goi&#225;s - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold> Os fatores de risco cardiovascular (FRCV) apresentam alta preval&#234;ncia e causam impacto na morbimortalidade de idosos, por&#233;m, essa quest&#227;o ainda se mostra desconhecida entre idosos usu&#225;rios do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Investigar a preval&#234;ncia de FRCV em idosos usu&#225;rios da aten&#231;&#227;o b&#225;sica do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) em Goi&#226;nia - Goi&#225;s. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudo transversal com amostragem em m&#250;ltiplos est&#225;gios, realizado por meio de inqu&#233;rito domiciliar com 418 idosos acima de 60 anos, usu&#225;rios do SUS da aten&#231;&#227;o b&#225;sica de Goi&#226;nia. Foram coletados dados socioecon&#244;micos, demogr&#225;ficos, estilo de vida, peso, altura, circunfer&#234;ncia da cintura, press&#227;o arterial e uso de medicamentos. Os FRCV investigados foram: hipertens&#227;o arterial, diabete melito, obesidade total, obesidade central, dislipidemias, tabagismo, sedentarismo e consumo de bebida alco&#243;lica. Utilizou-se o teste do Qui-quadrado para an&#225;lises das associa&#231;&#245;es, com signific&#226;ncia de 5%. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> As preval&#234;ncias dos FRCV foram: 80,4% de hipertens&#227;o arterial; 83,3% de obesidade central; 59,8% de sedentarismo; 32,2% de obesidade total; 23,4% de dislipidemias; 19,1% de diabete melito; 10,0% de tabagismo e 5,9% de consumo de bebida alco&#243;lica. Quanto &#224; simultaneidade, 2,4% dos idosos n&#227;o apresentaram FRCV. A simultaneidade de dois ou mais FRCV ocorreu em 87,3% dos idosos e mostra-se com maior frequ&#234;ncia entre as mulheres. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Os FRCV ocorrem de maneira simult&#226;nea em mais da metade dos idosos, e os mais prevalentes foram: hipertens&#227;o arterial, obesidade central e sedentarismo. &#201; preciso intensificar as estrat&#233;gias de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de e preven&#231;&#227;o de agravos cardiovasculares em idosos usu&#225;rios da aten&#231;&#227;o b&#225;sica do SUS de Goi&#226;nia, principalmente entre aqueles com simultaneidade de FRCV. </p>
    <p><bold>Palavras-chave: </bold> Doen&#231;as cardiovasculares, fatores de risco, idoso, aten&#231;&#227;o b&#225;sica &#224; sa&#250;de, Goi&#226;nia, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>O processo de envelhecimento populacional aumenta a necessidade de conhecer a situa&#231;&#227;o de sa&#250;de e os fatores de risco envolvidos na g&#234;nese das doen&#231;as cr&#244;nicas n&#227;o transmiss&#237;veis, sobretudo das doen&#231;as cardiovasculares (DCV)<sup>1</sup>. Desde a d&#233;cada de 60, as DCV lideram as causas de &#243;bito no pa&#237;s, s&#227;o respons&#225;veis por impacto expressivo na mortalidade da popula&#231;&#227;o brasileira e corresponderam, em 2007, a 29,4% dos &#243;bitos em todas as idades e a 37,7% de mortes entre os idosos<sup>2</sup>.</p>
    <p>O <italic>Framingham Heart Study</italic> &#233; uma coorte em que se acompanham os indiv&#237;duos de forma longitudinal para avaliar a incid&#234;ncia dos desfechos entre os indiv&#237;duos expostos ou n&#227;o aos fatores de interesse. J&#225; o <italic>INTERHEART Study</italic> &#233; um estudo multic&#234;ntrico com delineamento caso-controle que se caracteriza pela obten&#231;&#227;o das informa&#231;&#245;es de forma retrospectiva. Com base nos resultados observados tanto no <italic>Framingham Heart Study</italic> quanto no <italic>INTERHEART Study</italic>, foram estabelecidos como fatores de risco de maior probabilidade para o desenvolvimento das DCV o tabagismo, a hipertens&#227;o arterial, as dislipidemias e o diabete melito. A obesidade total e central e o sedentarismo tamb&#233;m se associam positivamente com o risco de desenvolver DCV<sup>3</sup>.</p>
    <p>Esses fatores ocorrem comumente na forma simult&#226;nea, o que caracteriza maior risco se comparado &#224; soma do efeito de cada um isoladamente, como um ind&#237;cio de sinergia. A predisposi&#231;&#227;o gen&#233;tica e os fatores ambientais podem contribuir para simultaneidade desses fatores, em indiv&#237;duos com estilo de vida pouco saud&#225;vel<sup>4</sup>.</p>
    <p>Desse modo, o crescimento do n&#250;mero de pessoas acima de 60 anos, o impacto significativo das DCV nessa faixa et&#225;ria e a car&#234;ncia na literatura desse tipo de informa&#231;&#227;o motivaram a proposta desse estudo para investigar a preval&#234;ncia de fatores de risco cardiovascular (FRCV) em idosos, usu&#225;rios do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de da aten&#231;&#227;o b&#225;sica da rede municipal em Goi&#226;nia - Goi&#225;s.</p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de estudo com delineamento transversal realizado por meio de inqu&#233;rito domiciliar. Este trabalho faz parte de uma pesquisa populacional de maior abrang&#234;ncia sobre a sa&#250;de dos idosos de Goi&#226;nia - "Projeto Idoso Goi&#226;nia".</p>
    <p>A popula&#231;&#227;o de estudo foi composta por idosos de 60 anos ou mais, de ambos os sexos, usu&#225;rios do Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS) da aten&#231;&#227;o b&#225;sica da rede municipal de Goi&#226;nia - GO. A amostra necess&#225;ria para este estudo era de 384 idosos, com a considera&#231;&#227;o dos seguintes fatores: preval&#234;ncia de 13% de diabete melito, escolhida por ser o FRCV de menor preval&#234;ncia; n&#237;vel de confian&#231;a - 95%; poder do teste - 80%; raz&#227;o de n&#227;o expostos (n&#227;o obesos) / expostos (obesos) - 1:2; e raz&#227;o de preval&#234;ncia - 2.</p>
    <p>Devido &#224; falta de cadastro informatizado de todos os atendimentos de consulta ambulatorial, os procedimentos amostrais foram realizados em m&#250;ltiplos est&#225;gios: 1) aloca&#231;&#227;o proporcional do n&#250;mero total da amostra nos nove distritos sanit&#225;rios (DS) do munic&#237;pio, conforme propor&#231;&#227;o de idosos residentes em cada DS; 2) foram contatados os diretores t&#233;cnicos de cada um dos nove distritos sanit&#225;rios (DS) do munic&#237;pio para indica&#231;&#227;o da unidade de sa&#250;de de maior fluxo; 3) nessas unidades de sa&#250;de, foram identificados, a partir do arquivo ativo, nome e endere&#231;o de usu&#225;rios com 60 anos ou mais, que foram atendidos nos 12 meses anteriores; 4) a partir dessa listagem, realizou-se aloca&#231;&#227;o aleat&#243;ria simples.</p>
    <p>Os procedimentos do estudo foram realizados por entrevistadoras e antropometristas previamente treinadas e padronizadas, inclusive em estudo piloto. Na padroniza&#231;&#227;o dos antropometristas, utilizou-se a metodologia validada por Habicht (1974)<sup>5</sup>. Os dados foram coletados de abril de 2008 a mar&#231;o de 2009, por nove duplas, compostas por uma antropometrista e uma entrevistadora.</p>
    <p>A coleta de dados consistiu em tomada de medidas antropom&#233;tricas, press&#227;o arterial e entrevista, com question&#225;rio padronizado e pr&#233;-testado, para obten&#231;&#227;o de dados de sa&#250;de, de estilo de vida, socioecon&#244;micos e demogr&#225;ficos. O controle de qualidade da pesquisa consistiu na reaplica&#231;&#227;o de 12 quest&#245;es do question&#225;rio e quatro medidas antropom&#233;tricas em 10% dos domic&#237;lios visitados de cada distrito sanit&#225;rio, que apresentou alto n&#237;vel de concord&#226;ncia entre as vari&#225;veis, pelo teste Kappa.</p>
    <p>As vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas analisadas foram o sexo, a idade, o estado civil e a escolaridade. A classe econ&#244;mica foi classificada conforme o Crit&#233;rio de Classifica&#231;&#227;o Econ&#244;mica da Associa&#231;&#227;o Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) de 2009<sup>6</sup>, mas, para an&#225;lise, as categorias foram aglomeradas em A/B; C; D/E. As medidas antropom&#233;tricas coletadas, conforme procedimentos padronizados<sup>7</sup>, foram: peso, estatura e circunfer&#234;ncia da cintura (CC).</p>
    <p>A partir do peso e da altura, calculou-se o &#237;ndice de massa corp&#243;rea (IMC) pela divis&#227;o do peso (kg) pelo quadrado da estatura (m). Os valores do IMC foram classificados segundo <italic>World Health Organization</italic> (1995)<sup>8</sup> e foi considerado obesidade total o IMC maior ou igual a 30 kg/m<sup>2</sup>.</p>
    <p>A CC foi analisada a partir dos pontos de corte em rela&#231;&#227;o ao risco de desenvolvimento de complica&#231;&#245;es metab&#243;licas e adiposidade abdominal, sugeridos pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de<sup>9</sup>. Foi considerado FRCV a CC acima de 80 cm para as mulheres e acima de 94 para os homens.</p>
    <p>A press&#227;o arterial (PA) foi obtida com aparelho semiautom&#225;tico (marca OMRON - HEM 705 CP), segundo procedimentos espec&#237;ficos<sup>4</sup>. Consideraram-se hipertensos os indiv&#237;duos com press&#227;o arterial sist&#243;lica (PAS) <underline>&gt;</underline> 140 mmHg, com press&#227;o arterial diast&#243;lica (PAD) <underline>&gt;</underline> 90 mmHg ou em uso atual de medica&#231;&#227;o anti-hipertensiva, cujos n&#237;veis press&#243;ricos pudessem estar elevados ou n&#227;o no momento da entrevista<sup>4</sup>. Foram identificados como portadores de diabete melito os idosos que, no momento da entrevista, relataram uso de medicamentos hipoglicemiantes. A presen&#231;a de dislipidemia foi identificada pela utiliza&#231;&#227;o de medicamentos espec&#237;ficos ou pelos entrevistados que referiram ter hipercolesterolemia ou hipertrigliceridemia diagnosticada previamente por um m&#233;dico. Todos os medicamentos foram identificados conforme receitu&#225;rio m&#233;dico ou posse do medicamento e classificados de acordo com o <italic>Guidelines Anatomical Therapeutic Chemical</italic> (ATC)<sup>10</sup>.</p>
    <p>Com rela&#231;&#227;o ao tabagismo, os participantes foram identificados como n&#227;o fumantes (nunca fumaram), ex-fumantes e fumantes. Foram considerados FRCV o fumante ativo, aquele com o h&#225;bito atual de uso de tabaco ou derivados (cigarro, cachimbo ou charuto), e o fato de o indiv&#237;duo possivelmente ter abandonado o h&#225;bito de fumar por um per&#237;odo menor que seis meses<sup>11</sup>.</p>
    <p>A vari&#225;vel sedentarismo foi definida como a presen&#231;a de todas as seguintes categorias: inativo no lazer (nenhuma atividade f&#237;sica no lazer); inativo na limpeza dom&#233;stica (aus&#234;ncia de atividade dom&#233;stica pesada em menos de tr&#234;s dias na semana com dura&#231;&#227;o inferior a tr&#234;s horas); inativo ocupacional (autorrelato de que fica sentado a maior parte do tempo ou de que executa apenas atividades de pouco esfor&#231;o f&#237;sico) e inativo no deslocamento para o trabalho (deslocamento de carro, moto, &#244;nibus ou em menos de dez minutos caminhando ou de bicicleta)<sup>12</sup>.</p>
    <p>O consumo de bebida alco&#243;lica foi avaliado a partir de quest&#245;es sobre o consumo de bebidas alco&#243;licas (sim/n&#227;o), o tipo de bebida, a frequ&#234;ncia e a quantidade (doses, garrafas, ta&#231;as ou copos) consumida durante a semana anterior para, ent&#227;o, determinar a quantidade de gramas de etanol por dia. Considerou-se FRCV o consumo de bebida alco&#243;lica cuja dosagem de etanol era superior a 30 g/dia para homens e 15 g/dia para mulheres ou indiv&#237;duos de baixo peso<sup>4</sup>.</p>
    <p>Os question&#225;rios foram revisados e utilizados para constru&#231;&#227;o do banco de dados no programa EPI DATA<sup>&#174;</sup> vers&#227;o 3.1 (2005) com dupla entrada para a checagem da consist&#234;ncia. As an&#225;lises estat&#237;sticas foram realizadas no STATA/SE, vers&#227;o 8.0 (2003). Para avaliar a associa&#231;&#227;o entre os fatores de risco e as vari&#225;veis socioecon&#244;micas, demogr&#225;ficas e antropom&#233;tricas, empregou-se teste estat&#237;stico Qui-quadrado de Pearson e de Tend&#234;ncia ou Teste Exato de Fischer, com n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5% (p &lt; 0,05). Para algumas vari&#225;veis, foram aplicados outros testes tais como: intervalo de confian&#231;a 95%, m&#233;dia e desvio padr&#227;o.</p>
    <p>O projeto da pesquisa maior (Protocolo n&#186; 031/2007) foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da Universidade Federal de Goi&#225;s. No ato da entrevista, era obtido o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) dos participantes.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Dados socioecon&#244;micos e demogr&#225;ficos e estado nutricional</bold>
    </p>
    <p>Foram avaliados 418 idosos, e a amostra caracterizou-se pelo predom&#237;nio do sexo feminino (66,0%), m&#233;dia de idade de 70,7 &#177; 7 anos (60 a 98 anos) e de escolaridade de 3,6 &#177; 3,6 anos. Na <xref ref-type="table" rid="aop1370t01">Tabela 1</xref>, observa-se que a maior parte da amostra avaliada, cerca de 73% (n=304), se encontrava na faixa et&#225;ria de 60 a 74 anos. Em rela&#231;&#227;o ao perfil socioecon&#244;mico, verificou-se que 59,2% estudaram at&#233; o s&#233;timo ano do ensino fundamental e cerca de 50% tinha n&#237;vel econ&#244;mico C, mas os homens apresentaram melhor n&#237;vel de escolaridade (p=0,027) e posi&#231;&#227;o econ&#244;mica (p=0,001). A frequ&#234;ncia de idosos que eram casados ou viviam juntos com o(a) companheiro(a) foi duas vezes maior entre os homens (81,7%). Observou-se, tamb&#233;m, uma alta preval&#234;ncia de excesso de peso (63,6%) entre as mulheres, que apresentaram maior frequ&#234;ncia de obesidade total (p=0.001).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop1370t01">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Preval&#234;ncia e distribui&#231;&#227;o dos fatores de risco cardiovascular</bold>
    </p>
    <p>Os fatores de risco cardiovascular, conforme o sexo, est&#227;o apresentados na <xref ref-type="table" rid="aop1370t02">Tabela 2</xref>. Entre esses, a hipertens&#227;o arterial revelou maior preval&#234;ncia, seguida da obesidade central, do sedentarismo e da obesidade total que foram significativamente mais frequentes entre as mulheres. O consumo de bebida alco&#243;lica no &#250;ltimo m&#234;s foi referido por 24,6% (n=35) dos homens e por 10,5% (n=29) das mulheres, por&#233;m apenas 25 idosos (6,0%) declararam ter consumido quantidade de risco para DCV (<xref ref-type="table" rid="aop1370t02">Tabela 2</xref>), dado significativo entre os homens (p=0,016).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop1370t02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Houve aumento do sedentarismo a partir dos 70 anos, maior entre os idosos com mais de 75 anos. Quanto maior a idade, menor a preval&#234;ncia de obesidade total, notadamente a partir dos 75 anos (p&lt;0,001). A <xref ref-type="table" rid="aop1370t03">Tabela 3</xref> mostra que o tabagismo foi prevalente na faixa et&#225;ria de 60 a 64 anos, com redu&#231;&#227;o nas idades de 65 a 69 anos, entretanto, a partir dessa faixa, houve uma tend&#234;ncia de aumento da preval&#234;ncia (p=0,005).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop1370t03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A an&#225;lise da associa&#231;&#227;o dos FRCV &#224; escolaridade observou que apenas o sedentarismo apresentou associa&#231;&#227;o significativa, embora fosse menor &#224; medida que aumentou o n&#237;vel de escolaridade, com preval&#234;ncia de 59,8% para os analfabetos e de 37,5% para idosos com mais de oito anos de estudos (p=0,020). Para os FRCV, conforme as categorias de classe econ&#244;mica, n&#227;o se observou diferen&#231;a significativa estatisticamente para os fatores investigados. Para os FRCV analisados em rela&#231;&#227;o ao estado civil, observou-se diferen&#231;a significativa somente para o consumo de bebida alco&#243;lica, maior entre os idosos que vivem com companheiro(a), com preval&#234;ncia de 9,6%, e para os que vivem sem companheiro(a), com preval&#234;ncia de 2,1% (p=0,003).</p>
    <p>Houve tend&#234;ncia pelo aumento da preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial (p=0,010), obesidade central (p&lt;0,001) e diabete melito (p&lt;0,001), conforme o aumento do valor de IMC. O tabagismo foi prevalente entre os eutr&#243;ficos (p&lt;0,001), com redu&#231;&#227;o na categoria sobrepeso e obeso (<xref ref-type="table" rid="aop1370t04">Tabela 4</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop1370t04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Quanto &#224; simultaneidade dos fatores de risco (<xref ref-type="table" rid="aop1370t05">Tabela 5</xref>), observou-se que 2,4% da popula&#231;&#227;o estudada n&#227;o apresentaram qualquer fator. O total de participantes com dois ou mais fatores de risco somaram 87,3% do total investigado, com maior frequ&#234;ncia entre as mulheres (92,4%) do que entre os homens (77,5%). Nenhum idoso foi identificado com oito fatores de risco simultaneamente.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="aop1370t05">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt05.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Foi detectada uma frequ&#234;ncia de eventos cardiovasculares em 5,7% (n=24), dos quais 15 idosos (3,6%) referiram ter sofrido infarto agudo do mioc&#225;rdio. Nove idosos (2,2%) mencionaram acidente vascular cerebral; e nenhum apresentou os dois eventos simultaneamente. Esses idosos n&#227;o foram exclu&#237;dos da an&#225;lise dos fatores de risco, considerando que n&#227;o est&#227;o livres do risco.</p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Neste estudo, observou-se alta preval&#234;ncia de HAS (80,4%), superior ao encontrado na popula&#231;&#227;o americana<sup>13</sup> e em estudos epidemiol&#243;gicos brasileiros, os quais revelam uma preval&#234;ncia de HAS entre 39% e 72,5% entre os idosos<sup>14-17</sup>. Os resultados do estudo de <italic>Framingham</italic> confirmam que a preval&#234;ncia de HAS tende a aumentar ao longo dos anos, mas, nas &#250;ltimas quatro d&#233;cadas, n&#227;o ocorreu redu&#231;&#227;o na preval&#234;ncia de HAS, apesar do progresso em sua detec&#231;&#227;o e tratamento<sup>18</sup>.</p>
    <p>Tamb&#233;m se observou alta preval&#234;ncia de obesidade central (76,2%), significativamente maior entre as mulheres (83,3%). Em estudo realizado em Fortaleza, com idosos do SUS, a preval&#234;ncia de CC acima do normal foi inferior (52,0%) ao encontrado nessa pesquisa e mais frequente nas mulheres (68,9%)<sup>19</sup>. No estudo realizado nos Estados Unidos, com idosos hipertensos n&#227;o institucionalizados<sup>20</sup>, a preval&#234;ncia de obesidade central foi de 79,0% para as mulheres. O aumento da CC parece estar associado ao IMC, uma vez que, para os idosos com sobrepeso e obesidade, a frequ&#234;ncia de obesidade central foi maior, como tamb&#233;m foi encontrado por Tinoco e cols.<sup>21</sup>.</p>
    <p>O sedentarismo, quando considerado aus&#234;ncia de atividades f&#237;sicas que geram gasto energ&#233;tico seja ocupacional - no lazer, no trabalho dom&#233;stico -, seja como meio de locomo&#231;&#227;o, apresentou uma preval&#234;ncia de 54,8%. Resultados semelhantes foram observados em estudos populacionais realizados nas regi&#245;es Sul e Nordeste do Brasil (58,0%)<sup>22</sup> e em Fortaleza-CE (54,3%)<sup>19</sup>. Preval&#234;ncia inferior &#224; do presente estudo foi encontrada em idosos usu&#225;rios do SUS de Fortaleza-CE<sup>23</sup> (41,4%) e em amostra populacional de 16 capitais brasileiras<sup>24</sup> (40,0%). O sedentarismo foi significativamente maior entre as mulheres (59,8%), o que est&#225; de acordo com outros estudos<sup>22,24</sup>.</p>
    <p>A preval&#234;ncia de sedentarismo aumentou com a idade mais avan&#231;ada e apresentava n&#250;mero maior entre os idosos acima de 75 anos (64,0%), superior ao achado no Epidoso (43,2%)<sup>25</sup>. Apesar de sua import&#226;ncia na manuten&#231;&#227;o da sa&#250;de, a atividade f&#237;sica tem reduzido muito nas sociedades modernas, principalmente nos grupos de menor n&#237;vel socioecon&#244;mico e com menor n&#237;vel de escolaridade<sup>26</sup>. O mesmo foi observado neste estudo, em que a preval&#234;ncia de sedentarismo foi maior nos n&#237;veis econ&#244;micos D/E e entre aqueles de menor escolaridade.</p>
    <p>A preval&#234;ncia de obesidade total na popula&#231;&#227;o investigada (27,0%) foi elevada em rela&#231;&#227;o ao encontrado em uma amostra brasileira de idosos (17%)<sup>24</sup> e semelhante ao encontrado em amostra de idosos em Pelotas-RS (25,3%)<sup>27</sup>. A preval&#234;ncia foi significativamente maior entre as mulheres (32,2%), assim como foi encontrado nos estudos j&#225; citados<sup>24,27</sup>. Em rela&#231;&#227;o &#224; idade, observou-se que, quanto maior a idade, menor a preval&#234;ncia de obesidade total, notadamente a partir de 75 anos, o que corresponde ao encontrado no estudo de Silveira e cols.<sup>27</sup>.</p>
    <p>Devido ao alto custo dos medicamentos hipolipemiantes e &#224; aus&#234;ncia de distribui&#231;&#227;o gratuita, muitos idosos deixam de utiliz&#225;-los. Portanto, para o diagn&#243;stico de dislipidemias, considerou-se, al&#233;m da informa&#231;&#227;o de uso de medicamento espec&#237;fico, por meio da receita m&#233;dica ou embalagem, a morbidade autorreferida, informa&#231;&#227;o que apresenta moderada sensibilidade e especificidade<sup>28</sup>. A preval&#234;ncia de dislipidemia foi de 23,4%, enquanto Pereira e cols.<sup>24</sup> observaram que 33,1% dos idosos referiram hipercolesterolemia e, diferente deste estudo, com maior preval&#234;ncia entre as mulheres e com redu&#231;&#227;o de acordo com o avan&#231;o da idade, chegando a 16,7% em homens com 80 anos ou mais.</p>
    <p>A preval&#234;ncia de diabete melito neste estudo (19,1%) foi superior ao registrado por outras pesquisas, de 10,3% na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&#237;lios (PNAD)<sup>29</sup>; de 14,0% no estudo IDANT com adultos e idosos<sup>14</sup>; e de 17,8% em amostra brasileira de idosos<sup>24</sup>; bem como foi encontrado em estudos internacionais, de 15,6% na coorte Epicardian<sup>30</sup> da Espanha e 16,9% em estimativas nos Estados Unidos<sup>13</sup>.</p>
    <p>A preval&#234;ncia de diabete melito associou-se ao excesso de peso neste estudo, visto que a maior propor&#231;&#227;o de idosos com esta doen&#231;a &#233; classificada como sobrepeso (22,2%) e obesidade (25,7%). Em outra pesquisa com adultos, o risco de diabete aumenta com o avan&#231;ar da idade e &#233; incrementado pelo excesso de peso e sedentarismo, j&#225; que esses fatores tendem a estar associados e serem de alta preval&#234;ncia entre os idosos brasileiros<sup>31</sup>, al&#233;m de corroborar para que o diabete melito tipo 2 seja respons&#225;vel por um crescente aumento das taxas de mortalidade entre os idosos<sup>32</sup>.</p>
    <p>A propor&#231;&#227;o de tabagistas na popula&#231;&#227;o idosa atendida no SUS em Goi&#226;nia foi de 10,0%, valor inferior ao encontrado em Fortaleza-CE (27,6%)<sup>23</sup>, em Bambu&#237; (19,6%)<sup>33</sup>, em Pelotas (14,4%)<sup>27</sup> e na amostra brasileira (12,7%)<sup>24</sup>, mas foi superior aos dados populacionais de S&#227;o Paulo (7,6%)<sup>34</sup>. Os idosos na faixa et&#225;ria entre 60 e 64 anos fumam significativamente mais (19,8%) em rela&#231;&#227;o aos mais velhos neste estudo. De uma maneira geral, a preval&#234;ncia de tabagismo entre idosos &#233; mais baixa do que a observada entre os indiv&#237;duos mais jovens. Isso ocorre em consequ&#234;ncia da interrup&#231;&#227;o do h&#225;bito de fumar com o aumento da idade, da presen&#231;a de morbidades, das diferen&#231;as entre as gera&#231;&#245;es ou da morte prematura dos tabagistas. Entretanto, fumantes idosos, em compara&#231;&#227;o aos fumantes jovens, est&#227;o sob maior risco de desenvolver doen&#231;as relacionadas ao cigarro porque tendem a exposi&#231;&#245;es mais longas e mais intensas ao tabaco<sup>17</sup>.</p>
    <p>A preval&#234;ncia para o consumo de bebida alco&#243;lica de risco entre os idosos pesquisados foi de 6,0%, acima do encontrado em amostra de idosos brasileiros<sup>24</sup>, que foi de 3,2%, e abaixo do consumo de bebida alco&#243;lica em idosos de Fortaleza-CE (13,8%)<sup>23</sup>. A preval&#234;ncia do consumo de bebida alco&#243;lica foi significativamente maior entre os homens, bem como achado no estudo de Pereira e cols.<sup>24</sup>.</p>
    <p>Os idosos com dois ou mais FRCV simultaneamente somaram 87,3%, enquanto em outro estudo, com pessoas de 60 anos ou mais, essa simultaneidade foi inferior (71,3%)<sup>24</sup>. Os fatores de risco cardiovascular tendem a ocorrer simultaneamente e sua combina&#231;&#227;o geralmente representa um risco total aumentado para doen&#231;as cardiovasculares, comparado ao risco resultante da soma de seus efeitos isolados, o que pode indicar efeito sin&#233;rgico entre esses fatores<sup>35</sup>. Estimativas do efeito da aglomera&#231;&#227;o desses fatores consideram que muitos s&#227;o inter-relacionados e participam como intermedi&#225;rios em uma cadeia causal. Portanto, uma preven&#231;&#227;o efetiva das doen&#231;as cardiovasculares s&#243; ser&#225; alcan&#231;ada com a melhoria global do perfil de risco de indiv&#237;duos e popula&#231;&#245;es<sup>36</sup>.</p>
    <p>Uma das limita&#231;&#245;es do estudo foi o vi&#233;s de aferi&#231;&#227;o, pela impossibilidade de realizar avalia&#231;&#227;o bioqu&#237;mica para dislipidemia e diabete, o que pode ter levado ao subdiagn&#243;stico dessas doen&#231;as. A possibilidade de subnotifica&#231;&#227;o torna a situa&#231;&#227;o de sa&#250;de dos idosos pesquisados ainda mais preocupante, pois as preval&#234;ncias observadas foram elevadas, com maior gravidade para diabete melito.</p>
    <p>Ressalta-se, tamb&#233;m, a possibilidade de causalidade reversa, t&#237;pica nos estudos transversais, que n&#227;o permite estabelecer com seguran&#231;a os v&#237;nculos causais entre os eventos. Portanto, na presente pesquisa, o resultado da preval&#234;ncia de tabagismo, do consumo de &#225;lcool e do sedentarismo pode ter sido influenciado pelo diagn&#243;stico pr&#233;vio de alguma doen&#231;a. Outra limita&#231;&#227;o reside no fato de a amostra ser composta predominantemente pelo sexo feminino.</p>
    <p>Houve dificuldade de compara&#231;&#227;o dos resultados, visto que h&#225; poucos estudos com idosos usu&#225;rios do SUS e que, muitas vezes, foram utilizados trabalhos desenvolvidos com a popula&#231;&#227;o em geral. Por isso, este estudo torna-se importante refer&#234;ncia para outras pesquisas com idosos usu&#225;rios do SUS. No entanto, os resultados n&#227;o podem ser extrapolados para popula&#231;&#227;o brasileira de idosos em geral, pois as caracter&#237;sticas desses idosos s&#227;o bem peculiares - geralmente pessoas que possuem problemas de sa&#250;de, com baixo n&#237;vel de escolaridade e baixa renda - e com perfil de risco acentuado em rela&#231;&#227;o aos demais idosos.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Neste estudo, foi evidenciada a elevada preval&#234;ncia dos FRCV nos idosos atendidos na rede municipal do SUS em Goi&#226;nia. A preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial, diabete melito, obesidade total e central, foi superior ao que se encontra na maioria dos estudos. Dados como esse aumentam a import&#226;ncia do desenvolvimento de a&#231;&#245;es assistenciais e educacionais cont&#237;nuas para o cuidado com a sa&#250;de dos idosos, bem como da preven&#231;&#227;o de agravos cardiovasculares. As informa&#231;&#245;es dos fatores de risco podem colaborar na abordagem multiprofissional &#224; sa&#250;de do idoso, voltada para a preven&#231;&#227;o de complica&#231;&#245;es relacionadas &#224;s doen&#231;as cardiovasculares e para o desenvolvimento de pol&#237;ticas p&#250;blicas para o envelhecimento saud&#225;vel.</p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Os autores agradecem aos colaboradores, respons&#225;veis pelas visitas domiciliares e pela coleta dos dados, e aos idosos participantes.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pelo CNPq.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Carla Cristina da Concei&#231;&#227;o Ferreira pela Universidade Federal de Goi&#225;s.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Carla Cristina da Concei&#231;&#227;o Ferreira </p>
        <p> Avenida Assis Chateubriand n. 1805 </p>
        <p> apto 502-A - Setor Oeste </p>
        <p> 74130-015 - Goi&#226;nia, GO - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="carlaferreira.nutri@gmail.com">carlaferreira.nutri@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 24/11/09; revisado recebido em 06/05/10; aceito em 30/06/10.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Preval&#234;ncia de obesidade em idosos longevos e sua associa&#231;&#227;o com fatores de risco de morbidades cardiovasculares</article-title>
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          <article-title>The increase of diabetes mortality burden among Brazilian adults</article-title>
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          <article-title>Diabetes Mellitus na popula&#231;&#227;o idosa em munic&#237;pio da Regi&#227;o Sul do Brasil: um estudo da mortalidade e morbidade hospitalar</article-title>
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          <article-title>Condi&#231;&#245;es de sa&#250;de e tabagismo entre idosos residentes em duas comunidades brasileiras (Projetos Bambu&#237; e Belo Horizonte)</article-title>
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          <article-title>Risk factors for atherosclerosis in an elderly out patient population in the city of S&#227;o Paulo</article-title>
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          <article-title>Clustering of risk factors and social class in childhood and adulthood in British women's heart and health study: cross sectional analysis</article-title>
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          <article-title>Estimates of global and regional potential health gains from reducing multiple major risk factors</article-title>
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        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Prevalence of cardiovascular risk factors in elderly individuals treated in the Brazilian Public Health System in Goi&#226;nia</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Cardiovascular risk factors (CVRF) present a high prevalence and have an impact on the morbimortality of the elderly; however, this question is still unknown by the elderly treated in the Brazilian Public Health System (SUS). OBJECTIVE: To investigate the prevalence of CVRF among the elderly treated by SUS in the city of Goi&#226;nia, state of Goi&#225;s, Brazil. METHODS: Cross-sectional study using a multiple-stage sampling method, carried out through a home-based interview with 418 elderly individuals aged &gt; 60 years treated by SUS in the city of Goi&#226;nia, state of Goi&#225;s, Brazil. Socioeconomic and demographic data, as well as data on lifestyle, weight, height, waist circumference, blood pressure and medications used were collected. The studied CVRF were: arterial hypertension, diabetes mellitus, total obesity, central obesity, dyslipidemias, smoking, sedentary lifestyle and alcohol consumption. The Chi-square test was used for the analyses of the associations, with significance being set at 5%. RESULTS: The prevalences of the CVRF were: 80.4% of arterial hypertension; 83.3% of central obesity; 59.8% of sedentary lifestyle; 32.2% of total obesity; 23.4% of dyslipidemias; 19.1% of diabetes mellitus; 10.0% of smoking and 5.9% of alcohol consumption. As for the simultaneity, 2.4% of the elderly did not present CVRF. The simultaneity of two or more CVRF occurred in 87.3% of the elderly and was more frequent among women. CONCLUSION: The CVRF occur simultaneously in more than half of the elderly individuals, and the most prevalent ones were: arterial hypertension, central obesity and sedentary lifestyle. It is necessary to foster the strategies of health promotion and prevention of cardiovascular injury in elderly individuals treated by SUS in the city of Goi&#226;nia, especially among those with simultaneous CVRF.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Cardiovascular diseases</kwd>
        <kwd>risk factors</kwd>
        <kwd>aged</kwd>
        <kwd>primary health care</kwd>
        <kwd>Goi&#226;nia</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Prevalence of cardiovascular risk factors in elderly individuals treated in the Brazilian Public Health System in Goi&#226;nia</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Carla Cristina da Concei&#231;&#227;o Ferreira<sup>I</sup>; Maria do Ros&#225;rio Gondim Peixoto<sup>II</sup>; Maria Alves Barbosa<sup>II</sup>; &#201;rika Aparecida Silveira<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Secretaria Municipal de Sa&#250;de de Goi&#226;nia, Goi&#226;nia, Goi&#225;s - Brazil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal de Goi&#225;s, Goi&#226;nia, Goi&#225;s - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND: </bold> Cardiovascular risk factors (CVRF) present a high prevalence and have an impact on the morbimortality of the elderly; however, this question is still unknown by the elderly treated in the Brazilian Public Health System (SUS).</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold> To investigate the prevalence of CVRF among the elderly treated by SUS in the city of Goi&#226;nia, state of Goi&#225;s, Brazil.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold> Cross-sectional study using a multiple-stage sampling method, carried out through a home-based interview with 418 elderly individuals aged &gt; 60 years treated by SUS in the city of Goi&#226;nia, state of Goi&#225;s, Brazil. Socioeconomic and demographic data, as well as data on lifestyle, weight, height, waist circumference, blood pressure and medications used were collected. The studied CVRF were: arterial hypertension, diabetes mellitus, total obesity, central obesity, dyslipidemias, smoking, sedentary lifestyle and alcohol consumption. The Chi-square test was used for the analyses of the associations, with significance being set at 5%.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold> The prevalences of the CVRF were: 80.4% of arterial hypertension; 83.3% of central obesity; 59.8% of sedentary lifestyle; 32.2% of total obesity; 23.4% of dyslipidemias; 19.1% of diabetes mellitus; 10.0% of smoking and 5.9% of alcohol consumption. As for the simultaneity, 2.4% of the elderly did not present CVRF. The simultaneity of two or more CVRF occurred in 87.3% of the elderly and was more frequent among women.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold> The CVRF occur simultaneously in more than half of the elderly individuals, and the most prevalent ones were: arterial hypertension, central obesity and sedentary lifestyle. It is necessary to foster the strategies of health promotion and prevention of cardiovascular injury in elderly individuals treated by SUS in the city of Goi&#226;nia, especially among those with simultaneous CVRF.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Cardiovascular diseases; risk factors; aged; primary health care; Goi&#226;nia; Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>The population aging process increases the need to be acquainted with the health status and risk factors involved in the genesis of non-transmissible chronic diseases, mainly of cardiovascular diseases (CVD)<sup>1</sup>. Since the 60s, the CVD have been the leading cause of death in the country, are responsible for a significant impact on the mortality rate of the Brazilian population and corresponded, in 2007, to 29.4% of the deaths in all age ranges and 37.7% of the deaths among the elderly<sup>2</sup>.</p>
      <p>The Framingham Heart Study is a cohort in which the individuals are followed longitudinally, to assess the incidence of outcomes among the individuals exposed or not to the factors of interest. The INTERHEART Study is a multicentric study with a case-control design, which is characterized by retrospectively obtaining information. Based on the results observed in the Framingham Heart Study as well as in the INTERHEART Study, the following were established as risk factors with the highest probability for the development of CVD: smoking, arterial hypertension, dyslipidemias and diabetes mellitus. Total and central obesity and sedentary lifestyle were also positively associated with the risk of developing CVD<sup>3</sup>.</p>
      <p>These factors commonly occur simultaneously, which characterizes a higher risk when compared to the sum of the effect of each one alone, as evidence of synergy. Genetic predisposition and environmental factors also contribute to the simultaneity of these factors, in individuals with an unhealthy lifestyle<sup>4</sup>.</p>
      <p>Therefore, the increase in the number of people older than 60 years, the significant impact of CVD in this age range and the scarcity of information in the literature were the reasons for the proposal of the present study to investigate the prevalence of cardiovascular risk factors (CVRF) in elderly individuals treated in the Brazilian Public Health System (SUS), in the city of Goi&#226;nia, state of Goi&#225;s, Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>The present was a cross-sectional study carried out through home interviews. This study is part of a more comprehensive population survey on the health status of elderly individuals in the city of Goi&#226;nia - the "Goi&#226;nia Elderly Project".</p>
      <p>The study population consisted of elderly individuals aged <underline>&gt;</underline> 60 years, of both sexes, treated in the Brazilian Public Health System (SUS) in the city of Goi&#226;nia. The sample necessary for the study was calculated as 384 individuals, considering the following factors: prevalence of 13% of diabetes mellitus, chosen as it is the CVRF with the lowest prevalence; 95% confidence level; test power of 80%; non-exposed (non-obese)/exposed(obese) ratio of 1:2; and prevalence ratio of 2.</p>
      <p>Due to the lack of electronic files of all outpatient clinic consultations, the sampling procedures were carried out in multiple stages: 1) proportional allocation of the total number of the sample in the nine sanitary districts (SD) of the city, according to the proportion of elderly individuals living in each SD; 2) the technical directors of each one of the nine SD of the city were contacted, to indicate the Health Unit with the highest attendance; 3) in these Health Units, the names and addresses of Public Health System users aged <underline>&gt;</underline> 60 years were identified from the active filing system, who had been treated during the previous 12 months; 4) based on this listing, a simple random allocation was carried out.</p>
      <p>The study procedures were carried out by previously trained and standardized interviewers and anthropometrists, during a pilot study. The standardization of the anthropometrists followed the methodology validated by Habicht (1974)<sup>5</sup>. The data were collected from April 2008 to March 2009, by nine pairs of professionals, consisting of one anthropometrist and one interviewer.</p>
      <p>Data collection consisted in anthropometric and BP measurements and an interview, with a standardized and pre-tested questionnaire for the collection of data on health status, lifestyle, socioeconomic and demographic data. The quality control of the research consisted in re-applying 12 questions from the questionnaire and re-obtaining four anthropometric measurements in 10% of the residences visited in each SD, which showed a high level of concordance between variables at the Kappa test.</p>
      <p>The analyzed sociodemographic variables were sex, age, marital status and degree of schooling. The economic status was classified according to the Criterion for Economic Classification of the <italic>Associa&#231;&#227;o Brasileira de Empresas de Pesquisa</italic> (ABEP) of 2009<sup>6</sup>, but, for analysis purpose, the categories were clustered as A/B; C; and D/E. The following anthropometric measurements were collected according to the standardized procedures<sup>7</sup>: weight, height and waist circumference (WC).</p>
      <p>Weight and height were used to calculate the body mass index (BMI), by dividing the weight (kg) by the square height (m). BMI values were classified according to the World Health Organization (1995)<sup>8</sup> and total obesity was considered when BMI <underline>&gt;</underline> 30 kg/m<sup>2</sup>.</p>
      <p>The WC was analyzed based on the cutoffs in relation to the risk of developing metabolic complications and abdominal adiposity, suggested by the World Health Organization<sup>9</sup>. A WC &gt; 80 cm for women and &gt; 94 cm for men was considered a CVRF.</p>
      <p>Blood pressure (BP) was obtained with a semiautomatic equipment (OMRON - HEM 705 CP), according to specific procedures<sup>4</sup>. The individuals were considered to be hypertensive when the systolic blood pressure (SBP) <underline>&gt;</underline> 140 mmHg, with a diastolic blood pressure (DBP) <underline>&gt;</underline> 90 mmHg or when they were being treated with some type of anti-hypertensive medication, whether the BP levels were elevated or not at the moment of the interview<sup>4</sup>. The elderly individuals were considered as having diabetes mellitus when they reported, at the moment of the interview, being treated with hypoglycemiant agents. The presence of dyslipidemia was identified by the use of specific medications or when the interviewees reported having hypercholesterolemia or hypertriglyceridemia, previously diagnosed by a physician. All medications were identified according to the medical prescriptions or presence of the medication at the interviewee's home and classified according to the Guidelines for ATC (Anatomical Therapeutic Chemical) classification system<sup>10</sup>. Regarding the smoking status, the participants were identified as non-smokers (never smoked), ex-smokers and smokers.</p>
      <p>The active smoker, those with a current habit of tobacco or tobacco product use (cigarette, pipe or cigar) and the fact that the individual had possibly stopped smoking for a period &lt; six months were considered a CVRF<sup>11</sup>.</p>
      <p>The sedentary lifestyle variable was defined as the presence of all the following categories: inactive in leisure time (no physical activity during leisure); inactive in house-cleaning activities (absence of heavy housework activities on at least three days a week, lasting &lt; 3 hours); occupationally inactive (self-report of remaining seated most of the time or of performing activities of little physical effort, only) and inactive when going to work (going to work by car, motorcycle, bus or walking or riding a bicycle for less than 10 minutes)<sup>12</sup>.</p>
      <p>Alcohol consumption was assessed based on questions regarding the consumption of alcoholic beverages (yes/no), the type of alcoholic beverage, the frequency and the amount (doses, bottles or glasses) of alcohol consumed during the previous week and then, the number of grams of ethanol per day was determined. Alcohol consumption was considered a CVRF when the amount of ethanol consumed was &gt; 30 g/day for men and 15 g/day for women or low-weight individuals<sup>4</sup>.</p>
      <p>The questionnaires were revised to construct the database, using the EPI DATA<sup>TM</sup> software, release 3.1 (2005) with double entry to check for consistency. The statistical analysis was carried out using the STATA/SE software, release 8.0 (2003). Pearson's Chi-square and the Trend test or Fisher's Exact test were used to evaluate the association between risk factors and the socioeconomic, demographic and anthropometric variables, with a level of significance set at 5% (p &lt; 0,05). For some variables, other tests were applied, such as the 95% confidence interval, means and standard deviations.</p>
      <p>The major research project (Protocol # 031/2007) was approved by the Committee of Ethics in Research of <italic>Universidade Federal de Goi&#225;s</italic>. During the interview, the Free and Informed Consent Form was obtained from all participants.</p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Socioeconomic and demographic data and nutritional status</bold>
      </p>
      <p>A total of 418 elderly individuals were assessed and the sample was characterized by a predominance of the female sex (66.0%), mean age of 70.7 &#177; 7 years (60 to 98 years) and a degree of schooling of 3.6 &#177; 3.6 years. <xref ref-type="table" rid="en_aop13710t01-body2">Table 1</xref> shows that most of the assessed sample, around 73% (n=304) was at the age range of 60 to 74 years. Regarding the socioeconomic profile, it was observed that 59.2% had completed up to the 7<sup>th</sup> year of Elementary School and around 50% belonged to economic class C, but men presented a better degree of schooling (p=0.027) and economic status (p=0.001). The frequency of elderly individuals that were married or lived with a partner was two-fold higher among men (81.7%). It was also observed a high prevalence of excess weight among women (63.6%) , who presented a higher frequency of total obesity (p=0.001).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop13710t01-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Prevalence and distribution of cardiovascular risk factors</bold>
      </p>
      <p>The cardiovascular risk factors, according to sex, are shown in <xref ref-type="table" rid="en_aop13710t02-body2">Table 2</xref>. Among them, arterial hypertension presented the highest prevalence, followed by central obesity, sedentary lifestyle and total obesity, which were significantly more frequent among women. Alcohol consumption during the previous 30 days was reported by 24.6% (n=35) of the men and 10.5% (n=29) of the women; however, only 25 elderly individuals (6.0%) declared consuming an amount of alcohol that represented a risk for CVD (<xref ref-type="table" rid="en_aop13710t02-body2">Table 2</xref>), a significant information among men (p=0.016).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop13710t02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>There was an increase in the frequency of sedentary lifestyle at the age range of 70 years and older, which was higher among the elderly older than 75 years. The older the individual, the lower the prevalence of total obesity, notably after 75 years (p&lt;0.001). <xref ref-type="table" rid="en_aop13710t03-body2">Table 3</xref> shows that smoking was prevalent at the age range of 60 to 64 years, with a decrease in the range of 65 to 69 years; from that age range on, there was a tendency toward the increase in the prevalence of smoking (p=0.005).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop13710t03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>The analysis of the association of the CVRF with the degree of schooling showed that only the sedentary lifestyle presented a significant association, although it became lower as the degree of schooling increased, with a prevalence of 59.8% among the illiterate and 37.5% among the elderly with 8 or more years of schooling (p=0.020). Regarding the CVRF according to the categories of socioeconomic class, there was no statistically significant difference for the investigated factors. As for the CVRF analyzed in relation to marital status, a significant difference was observed only for the consumption of alcohol, which was higher among the elderly that lived with a partner, with a prevalence of 9.6% and for those who lived without a partner, with a prevalence of 2.1% (p=0.003).</p>
      <p>There was a tendency toward the increase in the prevalence of arterial hypertension (p=0.010), central obesity (p&lt;0.001) and diabetes mellitus (p&lt;0.001), according to the BMI value. Smoking was prevalent among the eutrophic individuals (p&lt;0.001), with a decrease among those who were overweight or obese (<xref ref-type="table" rid="en_aop13710t04-body2">Table 4</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop13710t04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>As for the simultaneity of risk factors (<xref ref-type="table" rid="en_aop13710t05-body2">Table 5</xref>), it was observed that 2.4% of the studied population did not present any factor. The total number of participants with two or more risk factors was 87.3% of the total sample, with a higher frequency among women (92.4%) than among men (77.5%). None of the elderly individuals presented the eight risk factors simultaneously.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_aop13710t05-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>A frequency of cardiovascular events was detected in 5.7% (n=24) of the individuals, of which 15 (3.6%) reported having had an acute myocardial infarction. Nine individuals (2.2%) reported a cerebrovascular accident and none of them presented both events simultaneously. These elderly individuals were not excluded from the analysis of the risk factors, considering that they were not free of risk.</p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The present study showed a high prevalence of systemic arterial hypertension (SAH) (80.4%), higher than that found in the North-American population<sup>13</sup> and in Brazilian epidemiological studies, which showed a prevalence of SAH between 39% and 72.5% among the elderly<sup>14-17</sup>. The results of the Framingham study confirm that the prevalence of SAH tends to increase with age, but in the last four decades, there was no decrease in the prevalence of SAH, in spite of the progress achieved concerning its detection and treatment<sup>18</sup>.</p>
      <p>It was also observed a high prevalence of central obesity (76.2%), which was significantly higher among the women (83.3%). In a study carried out in the city of Fortaleza, with elderly individuals treated in SUS, the prevalence of WC above the normal cutoffs was lower (52.0%) than the one found in the present study and more frequent among women (68.9%)<sup>19</sup>.</p>
      <p>In a study carried out in the United States, with non-institutionalized hypertensive elderly individuals<sup>20</sup>, the prevalence of central obesity was 79.0% for women. The increase in the WC seems to be associated with the BMI, as the frequency of central obesity was higher among the elderly individuals who were overweight or obese, as also observed by Tinoco et al<sup>21</sup>.</p>
      <p>The sedentary lifestyle, when considering the absence of physical activities that generate energy consumption - in leisure, during housework - or as a means of locomotion, presented a prevalence of 54.8%. Similar results were observed in population-based studies carried out in the South and Northeast regions of Brazil (58.0%)<sup>22</sup> and in Fortaleza, state of Cear&#225;, Brazil (54.3%)<sup>19</sup>. A prevalence lower than that observed in the present study was found among elderly individuals treated in SUS from the city of Fortaleza<sup>23</sup> (41.4%) and in a population sample of 16 Brazilian capital cities<sup>24</sup> (40.0%). The prevalence of the sedentary lifestyle was significantly higher among women (59.8%), which is in accordance with other studies<sup>22,24</sup>.</p>
      <p>The prevalence of the sedentary lifestyle increased with age and was higher among the elderly older than 75 years (64.0%) and higher than that observed at the Epidoso (43.2%)<sup>25</sup>. In spite of its importance for health maintenance, physical activity has been greatly reduced in modern societies, especially in the groups of lower socioeconomic status and lower level of schooling<sup>26</sup>. The same was observed in the present study, in which the prevalence of the sedentary lifestyle was higher among the socioeconomic levels D/E and those with lower levels of schooling.</p>
      <p>The prevalence of total obesity in the studied population (27,0%) was high in relation to the that observed in a sample of Brazilian elderly individuals (17%)<sup>24</sup> and similar to the one observed in a sample of elderly individuals from Pelotas, state of Rio Grande do Sul, Brazil (25.3%)<sup>27</sup>. The prevalence was significantly higher among the women (32.2%), as observed in the aforementioned studies<sup>24,27</sup>. Regarding the age, it was observed that the older the age, the lower the prevalence of total obesity, notably after 75 years, which corresponds to the findings of the study by Silveira et al<sup>27</sup>.</p>
      <p>Due to the high cost of hypolipemiant drugs and the insufficient distribution of free medication, many elderly individuals do not use them. Therefore, for the diagnosis of dyslipidemias, we considered, in addition to the information on the use of specific medication through the medical prescription or presence of the drug in the household, the self-reported morbidity, an information that presents moderate sensitivity and specificity<sup>28</sup>. The prevalence of dyslipidemia was 23.4%, whereas Pereira et al<sup>24</sup> observed that 33.1% of the elderly reported hypercholesterolemia and, differently from the present study, a higher prevalence among women and a decrease in prevalence with age, being 16.7% in men aged 80 years or older.</p>
      <p>The prevalence of diabetes mellitus in the present study (19.1%) was higher than the one reported by other studies, 10.3% at the <italic>Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&#237;lios</italic> (PNAD)<sup>29</sup>, 14.0% in the IDANT study with adults and elderly individuals<sup>14</sup> and 17.8% in a sample of Brazilian elderly individuals<sup>24</sup>, as well as in international studies, 15.6% in the Epicardian cohort<sup>30</sup> from Spain and 16.9% in estimates from the United States<sup>13</sup>.</p>
      <p>The prevalence of diabetes mellitus was associated with excess weight in the present study, considering that a higher proportion of elderly individuals with this disease is classified as being overweight (22.2%) or obese (25.7%). In another study with adult individuals, the risk of diabetes increased with age and was incremented by excess weight and sedentary lifestyle, as these factors tend to be associated and present high prevalence among Brazilian elderly individuals<sup>31</sup>, in addition to collaborating with type 2 diabetes mellitus to be responsible for a progressive increase in the mortality rates among the elderly<sup>32</sup>.</p>
      <p>The proportion of smokers in the studied population treated in SUS in Goi&#226;nia was 10.0%, a lower percentage than that observed in Fortaleza (27.6%)<sup>23</sup>, in Bambu&#237; (19.6%)<sup>33</sup>, in Pelotas (14,4%)<sup>27</sup> and in the Brazilian sample (12.7%)<sup>24</sup>, but it was higher than the population data from S&#227;o Paulo (7.6%)<sup>34</sup>. The elderly individuals aged between 60 and 64 years smoke significantly more (19.8%) when compared with the older age ranges in the present study. In general, the prevalence of smoking among the elderly is lower than that observed among the younger individuals. That occurs due the interruption in the habit of smoking with the aging process, the presence of morbidities, the differences between generations or the premature death of smokers. However, elderly smokers, when compared to younger smokers, present a higher risk of developing diseases related to smoking, as they tend to present a longer and more intense exposure to tobacco<sup>17</sup>.</p>
      <p>The prevalence of alcohol consumption as a risk factor among the studied population of elderly individuals was 6.0%, which is higher than the one found in a sample of Brazilian elderly individuals<sup>24</sup> (3.2%) and lower than the one observed among the elderly in Fortaleza (13.8%)<sup>23</sup>. The prevalence of alcohol consumption was significantly higher among men, as observed in the study by Pereira et al<sup>24</sup>.</p>
      <p>Elderly individuals with two or more simultaneous CVRF were 87.3%, whereas in another study, carried out with individuals aged 60 or older, this simultaneity was lower (71.3%)<sup>24</sup>. The CVRF tend to occur simultaneously and their combination generally represents an increased total risk for cardiovascular diseases, when compared to the risk resulting from the sum of their isolated effects, which might indicate a synergistic effect among these factors<sup>35</sup>.</p>
      <p>Estimates of the combined effect of these factors consider that many of them are inter-related and are intermediaries in a causal chain. Therefore, an effective prevention of CVD will only be achieved with the global improvement in the risk profile of individuals and populations<sup>36</sup>.</p>
      <p>One of the limitations of the present study was the measurement bias, due to the impossibility of performing a biochemical evaluation for dyslipidemia and diabetes, which might have caused these diseases to be underdiagnosed. The possibility of under-notification raises extra concerns regarding the health situation of elderly individuals, as the observed prevalences were high, with the most severe of them being that of diabetes mellitus.</p>
      <p>It is also noteworthy the possibility of reverse causality, typical in cross-sectional studies, which does not allow us to safely establish the causal associations between the events. Therefore, in the present study, the results on the prevalence of smoking, alcohol consumption and the sedentary lifestyle might have been influenced by the previous diagnosis of some disease. Another limitation is the fact that the sample consisted mainly of female individuals.</p>
      <p>There was some difficulty to compare the results, as there have been few studies with elderly individuals treated in the public health system and considering that many times studies developed with the general population have been used. Therefore, this study becomes an important reference for other studies with elderly individuals treated in SUS. However, the results cannot be extrapolated to the Brazilian population of elderly individuals, as the characteristics of these elderly individuals are quite peculiar - usually, individuals presenting health problems, with low level of schooling and low income - with a marked risk profile in comparison to other elderly individuals.</p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The present study demonstrated the high prevalence of CVRF among the elderly treated in the Brazilian public health system in the city of Goi&#226;nia, state of Goi&#225;s, Brazil. The prevalence of arterial hypertension, diabetes mellitus, total and central obesity was higher than that found in most studies. Such data emphasize the importance of developing continuing assistance and educational programs for elderly healthcare promotion, as well as prevention of cardiovascular diseases. The information on the risk factors can collaborate with the multiprofessional approach to elderly healthcare, aiming at the prevention of complications related to cardiovascular diseases and the development of public policies directed at healthy aging.</p>
      <p>
        <bold>Acknowledgments</bold>
      </p>
      <p>The authors would like to thank the collaborators responsible for the home visits and data collection and the elderly who participated in the study.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by CNPq.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Carla Cristina da Concei&#231;&#227;o Ferreira, from <italic>Universidade Federal de Goi&#225;s</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Art&#237;culos Originales</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group/>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Prevalencia de factores de riesgo cardiovascular en adultos mayores usuarios del sistema &#250;nico de salud de Goi&#226;nia</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Carla Cristina da Concei&#231;&#227;o Ferreira<sup>I</sup>; Maria do Ros&#225;rio Gondim Peixoto<sup>II</sup>; Maria Alves Barbosa<sup>II</sup>; &#201;rika Aparecida Silveira<sup>II</sup></bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p><sup>I</sup>Secretaria Municipal de Sa&#250;de de Goi&#226;nia, Goi&#226;nia, Goi&#225;s - Brasil</p>
      <p><sup>II</sup>Universidade Federal de Goi&#225;s, Goi&#226;nia, Goi&#225;s - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Los factores de riesgo cardiovascular (FRCV) presentan alta prevalencia y ocasionan impacto en la morbimortalidad de adultos mayores, sin embargo, esta cuesti&#243;n todav&#237;a se muestra desconocida entre adultos mayores usuarios del Sistema &#218;nico de Salud.</p>
      <p><bold>OBJETIVOS:</bold> Investigar la prevalencia de FRCV en adultos mayores usuarios de la atenci&#243;n b&#225;sica del Sistema &#218;nico de Salud (SUS) en Goi&#226;nia-Goi&#225;s.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Estudio transversal con muestreo en m&#250;ltiples etapas, realizado por medio de encuesta domiciliaria con 418 adultos mayores con edad superior a 60 a&#241;os, usuarios del SUS de la atenci&#243;n b&#225;sica de Goi&#226;nia. Se recolectaron datos socioecon&#243;micos, demogr&#225;ficos, estilo de vida, peso, altura, circunferencia de la cintura, presi&#243;n arterial y uso de medicaci&#243;n. Los FRCV investigados fueron: hipertensi&#243;n arterial, diabetes mellitus, obesidad total, obesidad central, dislipidemias, tabaquismo, sedentarismo y consumo de bebida alcoh&#243;lica. Se utiliz&#243; la prueba del Chi-cuadrado para an&#225;lisis de las asociaciones, con significancia del 5%.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> Las prevalencias de los FRCV fueron: Un 80,4% de hipertensi&#243;n arterial; el 83,3% de obesidad central; un 59,8% de sedentarismo; un 32,2% de obesidad total; un 23,4% de dislipidemias; un 19,1% de <italic>diabetes mellitus</italic>; el 10% de tabaquismo y un 5,9% de consumo de bebida alcoh&#243;lica. En cuanto a la simultaneidad, un 2,4% de los adultos mayores no presentaron FRCV. La simultaneidad de dos o m&#225;s FRCV se produjo en un 87,3% de los adultos mayores y se muestra con mayor frecuencia entre las mujeres.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Los FRCV se producen de manera simult&#225;nea en m&#225;s de la mitad de los adultos mayores, y los m&#225;s prevalentes fueron: hipertensi&#243;n arterial, obesidad central y sedentarismo. Se necesita intensificar las estrategias de promoci&#243;n de la salud y prevenci&#243;n de agravios cardiovasculares en adultos usuarios de la atenci&#243;n b&#225;sica del SUS de Goi&#226;nia, principalmente entre aquellos con simultaneidad de FRCV. (Arq Bras Cardiol 2010; 95(5): 621-628)</p>
      <p><bold>Palabras-clave:</bold> Enfermedades cardiovasculares, factores de riesgo, adulto mayor, atenci&#243;n b&#225;sica a la salud, Goi&#226;nia, Brasil.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>El proceso de envejecimiento poblacional aumenta la necesidad de conocer la situaci&#243;n de salud y los factores de riesgo implicados en la g&#233;nesis de las enfermedades cr&#243;nicas no transmisibles, sobretodo de las enfermedades cardiovasculares (ECV)<sup>1</sup>. Desde la d&#233;cada de 60, las ECV lideran las causas de defunci&#243;n en el pa&#237;s, son responsables del impacto expresivo en la mortalidad de la poblaci&#243;n brasile&#241;a y correspondieron, en 2007, a un 29,4% de las defunciones en todas las edades y a un 37,7% de muertes entre los adultos mayores<sup>2</sup>.</p>
      <p>El <italic>Framingham Heart Study</italic> es una cohorte en que se siguen a individuos de forma longitudinal para evaluar la incidencia de los desenlaces entre los individuos expuestos o no a los factores de inter&#233;s. Ya el <italic>INTERHEART Study</italic> es un estudio multic&#233;ntrico con delineamiento caso-control que se caracteriza por la obtenci&#243;n de las informaciones de forma retrospectiva. Con base en los resultados observados tanto en el <italic>Framingham Heart Study</italic> cuanto en el <italic>INTERHEART Study</italic>, se establecieron como factores de riesgo de mayor probabilidad para el desarrollo de las ECV el tabaquismo, la hipertensi&#243;n arterial, las dislipidemias y la <italic>diabetes mellitus</italic>. La obesidad total y central y el sedentarismo tambi&#233;n se asocian positivamente con el riesgo de desarrollar ECV<sup>3</sup>.</p>
      <p>Estos factores se producen com&#250;nmente en la forma simult&#225;nea, lo que caracteriza mayor riesgo si comparado a la suma del efecto de cada un aisladamente, como un indicio de sinergia. La predisposici&#243;n gen&#233;tica y los factores ambientales pueden contribuir para simultaneidad de estos factores, en individuos con estilo de vida poco saludable<sup>4</sup>.</p>
      <p>De ese modo, el crecimiento del n&#250;mero de personas con edad superior a 60 a&#241;os, el impacto significativo de las ECV en este grupo de edad y la carencia en la literatura de este tipo de informaci&#243;n motivaron la propuesta de este estudio para investigar la prevalencia de factores de riesgo cardiovascular (FRCV) de adultos mayores, usuarios del Sistema &#218;nico de Salud de la atenci&#243;n b&#225;sica de la red municipal en Goi&#226;nia-Goi&#225;s.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Se trata de estudio con delineamiento transversal realizado por medio de encuesta domiciliaria. Este trabajo forma parte de una investigaci&#243;n poblacional de mayor amplitud sobre la salud de los adultos mayores de Goi&#226;nia - "<italic>Projeto Idoso Goi&#226;nia</italic>" ("Proyecto Adulto Mayor Goi&#226;nia").</p>
      <p>La poblaci&#243;n de estudio fue conformada por adultos mayores de 60 a&#241;os o m&#225;s, de ambos sexos, usuarios del Sistema &#218;nico de Salud (SUS) de la atenci&#243;n b&#225;sica del sistema municipal de Goi&#226;nia-GO. La muestra necesaria para este estudio era de 384 adultos mayores, con la consideraci&#243;n de los siguientes factores: prevalencia del 13% de <italic>diabetes mellitus</italic>, elegida por ser el FRCV de menor prevalencia; nivel de confianza el 95%; poder de la prueba el 80%; raz&#243;n de no expuestos (no obesos) / expuestos (obesos) 1:2; y raz&#243;n de prevalencia, 2.</p>
      <p>Debido a la falta de registro informatizado de todas las atenciones de consulta ambulatoria, los procedimientos muestrales se llevaron a cabo en m&#250;ltiples etapas: 1) asignaci&#243;n proporcional del n&#250;mero total de la muestra en los nueve distritos sanitarios (DS) del municipio, de conformidad a la proporci&#243;n de adultos mayores residentes en cada DS; 2) se contactaron a los directores t&#233;cnicos de cada uno de los nueve distritos sanitarios (DS) del municipio para la indicaci&#243;n de la unidad de salud de mayor flujo; 3) en estas unidades de salud, se identificaron, a partir del archivo activo, nombre y direcci&#243;n de usuarios con 60 a&#241;os o m&#225;s que se atendieron en los 12 meses anteriores; 4) a partir de este listado, se llev&#243; a cabo la asignaci&#243;n aleatoria simple.</p>
      <p>Los procedimientos del estudio fueron realizados por entrevistadoras y antropometristas previamente entrenadas y estandarizadas, inclusive en estudio piloto. En la estandarizaci&#243;n de los antropometristas, se utiliz&#243; la metodolog&#237;a validada por Habicht (1974)<sup>5</sup>. Los datos se recolectaron desde abril de 2008 a marzo de 2009, por nueve parejas, conformadas por una antropometrista y una entrevistadora.</p>
      <p>La recolecci&#243;n de datos consisti&#243; en la toma de medidas antropom&#233;tricas, presi&#243;n arterial y entrevista, con cuestionario estandarizado y pre probado, para la obtenci&#243;n de datos de salud, de estilo de vida, socioecon&#243;micos y demogr&#225;ficos. El control de calidad de la investigaci&#243;n consisti&#243; en la reaplicaci&#243;n de 12 cuestiones del cuestionario y cuatro mediciones antropom&#233;tricas en el 10% de los domicilios visitados de cada distrito sanitario, que present&#243; alto nivel de concordancia entre las variables, por la prueba Kappa.</p>
      <p>Las variables sociodemogr&#225;ficas analizadas fueron el sexo, la edad, el estado civil y la escolaridad. La clase econ&#243;mica se clasific&#243; de conformidad al Criterio de Clasificaci&#243;n Econ&#243;mica de la Asociaci&#243;n Brasile&#241;a de Empresas de Investigaci&#243;n (ABEP) de 2009<sup>6</sup>, pero, para an&#225;lisis, las categor&#237;as fueron aglomeradas en A/B; C; D/E. Las mediciones antropom&#233;tricas recolectadas, seg&#250;n procedimientos estandarizados<sup>7</sup>, fueron: peso, estatura y circunferencia de la cintura (CC).</p>
      <p>A partir del peso y de la altura, se calcul&#243; y &#237;ndice de masa corp&#243;rea (IMC) por la divisi&#243;n del peso (kg) por el cuadrado de la estatura (m). Los valores del IMC se clasificaron seg&#250;n <italic>World Health Organization</italic> (1995)<sup>8</sup> y se consider&#243; obesidad total el IMC mayor o igual a 30 kg/m<sup>2</sup>.</p>
      <p>La CC se analiz&#243; a partir de los puntos de corte con relaci&#243;n al riesgo de desarrollo de complicaciones metab&#243;licas y adiposidad abdominal, sugeridos por la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud<sup>9</sup>. Se consider&#243; como FRCV la CC superior a 80 cm para las mujeres con edad superior a 94 para los varones.</p>
      <p>La presi&#243;n arterial (PA) se obtuvo con aparato semiautom&#225;tico (marca OMRON - HEM 705 CP), seg&#250;n procedimientos espec&#237;ficos<sup>4</sup>. Se consideraron como hipertensos a los individuos con presi&#243;n arterial sist&#243;lica (PAS) <underline>&gt;</underline> 140 mmHg, con presi&#243;n arterial diast&#243;lica (PAD) <underline>&gt;</underline> 90 mmHg o en uso actual de medicaci&#243;n antihipertensiva, cuyos niveles de presi&#243;n pudieran estar elevados o no al momento de la entrevista<sup>4</sup>. Se identificaron como portadores de <italic>diabetes mellitus</italic> los adultos mayores que, al momento de la entrevista, refirieron uso de medicamentos hipoglucemiantes. Se identific&#243; la presencia de dislipidemia por la utilizaci&#243;n de medicamentos espec&#237;ficos o por los entrevistados que refirieron tener hipercolesterolemia o hipertrigliceridemia diagnosticada previamente por un m&#233;dico. Todos los medicamentos se identificaron acorde la prescripci&#243;n m&#233;dica o posesi&#243;n del medicamento y clasificados seg&#250;n el <italic>Guidelines Anatomical Therapeutic Chemical</italic> (ATC)<sup>10</sup>.</p>
      <p>Con relaci&#243;n al tabaquismo, los participantes se identificaron como no fumadores (nunca fumaron), ex-fumadores y fumadores. Se consideraron como FRCV el fumador activo, aquel con el h&#225;bito actual de uso de tabaco o derivados (cigarrillo, pipa o puro), y el hecho del individuo posiblemente haber abandonado el h&#225;bito de fumar por un per&#237;odo menor que seis meses<sup>11</sup>.</p>
      <p>La variable sedentarismo se defini&#243; como la presencia de todas las siguientes categor&#237;as: inactivo en el ocio (ninguna actividad f&#237;sica en el ocio); inactivo en la limpieza dom&#233;stica (ausencia de actividad dom&#233;stica pesada en menos de tres d&#237;as en la semana con duraci&#243;n inferior a tres horas); inactivo ocupacional (refiere de que queda sentado la mayor parte del tiempo o de que ejecuta solamente las actividades de poco esfuerzo f&#237;sico) e inactivo en el desplazamiento para el trabajo (desplazamiento de coche, moto, autob&#250;s o en menos de diez minutos caminando o de bicicleta)<sup>12</sup>.</p>
      <p>El consumo de bebida alcoh&#243;lica se evalu&#243; desde cuestiones sobre el consumo de bebidas alcoh&#243;licas (s&#237;/no), el tipo de bebida, la frecuencia y la cantidad (dosis, botellas, copas o vasos) consumida durante la semana anterior para, entonces, determinar la cantidad de gramas de etanol por d&#237;a. Se consider&#243; FRCV el consumo de bebida alcoh&#243;lica cuya dosificaci&#243;n de etanol era superior a 30 g/d&#237;a para varones y 15 g/d&#237;a para mujeres o individuos de bajo peso<sup>4</sup>.</p>
      <p>Los cuestionarios se revisaron y utilizaron para la construcci&#243;n del banco de datos en el programa EPI DATA<sup>&#174;</sup> versi&#243;n 3.1 (2005) con doble entrada para el chequeo de la consistencia. Los an&#225;lisis estad&#237;sticos se llevaron a cabo en el STATA/SE, versi&#243;n 8.0 (2003). Para evaluar la asociaci&#243;n entre los factores de riesgo y las Variables socioecon&#243;micas, demogr&#225;ficas y antropom&#233;tricas, se emple&#243; la prueba estad&#237;stica Chi-cuadrado de Pearson y de Tendencia o Prueba Exacto de Fischer, con nivel de significancia del 5% (p&lt; 0,05). Para algunas variables, se aplicaron otras pruebas dichas como: intervalo de confianza el 95%, promedio y desviaci&#243;n est&#225;ndar.</p>
      <p>El proyecto de la investigaci&#243;n mayor (Protocolo n&#186; 031/2007) se aprob&#243; por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n de la Universidad Federal de Goi&#225;s. En el acto de la entrevista, se obten&#237;a el Formulario de Consentimiento Informado (FCI) de los participantes.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Datos socioecon&#243;micos y demogr&#225;ficos y estado nutricional</bold>
      </p>
      <p>Se evaluaron a 418 adultos mayores, y la muestra se caracteriz&#243; por el predominio del sexo femenino (66,0%), media de edad de 70,7 &#177; 7 a&#241;os (60 a 98 a&#241;os) y de escolaridad de 3,6 &#177; 3,6 a&#241;os. En la <xref ref-type="table" rid="es_a10tab01m-body3">Tabla 1</xref>, se observa que la mayor parte de la muestra evaluada, cerca del 73% (n=304), se encontraba en el grupo de edad de 60 a 74 a&#241;os. Con relaci&#243;n al perfil socioecon&#243;mico, se verific&#243; que un 59,2% estudi&#243; hasta el s&#233;ptimo a&#241;o de la ense&#241;anza fundamental y cerca del 50% ten&#237;a el nivel econ&#243;mico C, pero los varones presentaron el mejor nivel de escolaridad (p=0,027) y posici&#243;n econ&#243;mica (p=0,001). La frecuencia de adultos mayores que eran casados o viv&#237;an juntos con el(la) compa&#241;ero(a) fue dos veces mayor entre los varones (81,7%). Se observ&#243;, tambi&#233;n, una alta prevalencia de exceso de peso (63,6%) entre las mujeres, que presentaron mayor frecuencia de obesidad total (p=0.001).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab01m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Prevalencia y distribuci&#243;n de los factores de riesgo cardiovascular</bold>
      </p>
      <p>Los factores de riesgo cardiovascular, de conformidad al sexo, est&#225;n presentados en la <xref ref-type="table" rid="es_a10tab02m-body3">Tabla 2</xref>. Entre estos, la hipertensi&#243;n arterial revel&#243; mayor prevalencia, seguida de la obesidad central, del sedentarismo y de la obesidad total que fueron significativamente m&#225;s frecuentes entre las mujeres. El consumo de bebida alcoh&#243;lica en el &#250;ltimo mes fue referido por un 24,6% (n=35) de los varones y por un 10,5% (n=29) de las mujeres, sin embargo 25 adultos mayores (6,0%) declararon haber consumido una cantidad de riesgo para ECV (<xref ref-type="table" rid="es_a10tab02m-body3">Tabla 2</xref>), dato significativo entre los varones (p=0,016).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab02m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Hubo aumento del sedentarismo a partir de los 70 a&#241;os, mayor entre los adultos mayores con m&#225;s de 75 a&#241;os. Cuanto mayor la edad, menor la prevalencia de obesidad total, sobre todo a partir de los 75 a&#241;os (p&lt;0,001). La <xref ref-type="table" rid="es_a10tab03m-body3">Tabla 3</xref> muestra que el tabaquismo fue prevalente en el grupo de edad de 60 a 64 a&#241;os, con reducci&#243;n en las edades de 65 a 69 a&#241;os, sin embargo, a partir de este grupo de edad, hubo una tendencia de aumento de la prevalencia (p=0,005).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab03m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>El an&#225;lisis de la asociaci&#243;n de los FRCV a la escolaridad observ&#243; que solamente el sedentarismo present&#243; asociaci&#243;n significativa, aunque fuera menor a medida que el nivel de escolaridad aument&#243;, con prevalencia de un 59,8% para los analfabetos y de un 37,5% para los adultos mayores con m&#225;s de ocho a&#241;os de estudios (p=0,020). Para los FRCV, seg&#250;n las categor&#237;as de clase econ&#243;mica, no se observ&#243; diferencia significativa estad&#237;sticamente para los factores investigados. Para los FRCV analizados con relaci&#243;n al estado civil, se observ&#243; la diferencia significativa solamente para el consumo de bebida alcoh&#243;lica, mayor entre los adultos mayores que viven con compa&#241;ero(a), con prevalencia de un 9,6%, y para los que viven sin compa&#241;ero(a), con prevalencia de un 2,1% (p=0,003).</p>
      <p>Hubo tendencia al aumento de la prevalencia de hipertensi&#243;n arterial (p=0,010), obesidad central (p&lt;0,001) y <italic>diabetes mellitus</italic> (p&lt;0,001), de conformidad al aumento del valor de IMC. El tabaquismo fue prevalente entre los eutr&#243;ficos (p&lt;0,001), con respecto a la categor&#237;a sobrepeso y obeso (<xref ref-type="table" rid="es_a10tab04m-body3">Tabla 4</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab04m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Con respecto a la simultaneidad de los factores de riesgo (<xref ref-type="table" rid="es_a10tab05m-body3">Tabla 5</xref>), se observ&#243; que un 2,4% de la poblaci&#243;n estudiada no presentaron cualquier factor. El total de participantes con dos o m&#225;s factores de riesgo sumaron un 87,3% del total investigado, con mayor frecuencia entre las mujeres (92,4%) que entre los varones (77,5%). Ning&#250;n adulto mayor se identific&#243; con ocho factores de riesgo simult&#225;neamente.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_a10tab05m-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0621-00141-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Se detect&#243; una frecuencia de eventos cardiovasculares en el 5,7% (n=24), de los cuales 15 adultos mayores (3,6%) refirieron haber sufrido infarto agudo de miocardio. Nueve adultos mayores (2,2%) mencionaron accidente vascular cerebral; y ning&#250;n present&#243; los dos eventos simult&#225;neamente. Estos adultos mayores no se excluyeron del an&#225;lisis de los factores de riesgo, considerando que no est&#225;n libres del riesgo.</p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En este estudio, se observ&#243; alta prevalencia de HAS (80,4%), superior al encontrado en la poblaci&#243;n estadounidense<sup>13</sup> y en estudios epidemiol&#243;gicos brasile&#241;os, los que revelan una prevalencia de HAS entre el 39% y un 72,5% entre los adultos mayores<sup>14-17</sup>. Los resultados del estudio de <italic>Framingham</italic> confirman que la prevalencia de HAS tiende a aumentar a lo largo de los a&#241;os, pero, en las &#250;ltimas cuatro d&#233;cadas, no se produjo reducci&#243;n en la prevalencia de HAS, a pesar del progreso en su detecci&#243;n y tratamiento<sup>18</sup>.</p>
      <p>Tambi&#233;n se observ&#243; alta prevalencia de obesidad central (76,2%), significativamente mayor entre las mujeres (83,3%). En estudio realizado en Fortaleza, con adultos mayores del SUS, la prevalencia de CC superior del normal fue inferior (52,0%) al encontrado en esta investigaci&#243;n y m&#225;s frecuente en las mujeres (68,9%)<sup>19</sup>. En el estudio llevado a cabo en los Estados Unidos, con adultos hipertensos no institucionalizados<sup>20</sup>, la prevalencia de obesidad central fue del 79% para las mujeres. El aumento de la CC parece estar asociado al IMC, una vez que, para los adultos con sobrepeso y obesidad, la frecuencia de obesidad central fue mayor, como tambi&#233;n fue encontrado por Tinoco et al<sup>21</sup>.</p>
      <p>El sedentarismo, cuando considerado como ausencia de actividades f&#237;sicas que generan gasto energ&#233;tico ya sea ocupacional -en el ocio, en el trabajo dom&#233;stico-, ya sea como medio de locomoci&#243;n, present&#243; una prevalencia de un 54,8%. Resultados semejantes se observaron en estudios poblacionales realizados en las regiones Sur y Nordeste del Brasil (58,0%)<sup>22</sup> y en Fortaleza-CE (54,3%)<sup>19</sup>. Prevalencia inferior a la del presente estudio se encontr&#243; en adultos usuarios del SUS de Fortaleza-CE<sup>23</sup> (41,4%) y en muestra poblacional de 16 capitales brasile&#241;as<sup>24</sup> (40,0%). El sedentarismo fue significativamente mayor entre las mujeres (59,8%), lo que est&#225; de acuerdo con otros estudios<sup>22,24</sup>.</p>
      <p>La prevalencia de sedentarismo aument&#243; con la edad m&#225;s avanzada y presentaba n&#250;mero mayor entre los adultos mayores con edad superior a 75 a&#241;os (64,0%), superior al hallazgo en el Epidoso (43,2%)<sup>25</sup>. A pesar de su importancia en el mantenimiento de la salud, la actividad f&#237;sica tiene reducido mucho en las sociedades modernas, principalmente en los grupos de menor nivel socioecon&#243;mico y con menor nivel de escolaridad<sup>26</sup>. El mismo se observ&#243; en este estudio, en que la prevalencia de sedentarismo fue mayor en los niveles econ&#243;micos D/E y entre aquellos de menor escolaridad.</p>
      <p>La prevalencia de obesidad total en la poblaci&#243;n investigada (27,0%) fue elevada con relaci&#243;n a lo encontrado en una muestra brasile&#241;a de adultos mayores (17%)<sup>24</sup> y semejante a lo encontrado en una muestra de adultos mayores en Pelotas-RS (25,3%)<sup>27</sup>. La prevalencia fue significativamente mayor entre las mujeres (32,2%), as&#237; como se encuentra en los estudios ya mencionados<sup>24,27</sup>. Con relaci&#243;n a la edad, se observ&#243; que, cuanto mayor la edad, menor la prevalencia de obesidad total, sobre todo a partir de 75 a&#241;os, lo que corresponde a lo encontrado en el estudio de Silveira et al<sup>27</sup>.</p>
      <p>Debido al alto costo de los medicamentos hipolipemiantes y a la ausencia de distribuci&#243;n gratuita, muchos adultos dejan de utilizarlos. Por tanto, para el diagn&#243;stico de dislipidemias, se tuvo en cuenta, adem&#225;s de la informaci&#243;n de uso de medicamento espec&#237;fico, por medio de la receta m&#233;dica o envase, la morbilidad autorreferida, informaci&#243;n que presenta moderada sensibilidad y especificidad<sup>28</sup>. La prevalencia de dislipidemia fue de un 23,4%, mientras que Pereira et al<sup>24</sup> observaron que un 33,1% de los adultos mayores refirieron hipercolesterolemia y, diferente de este estudio, con mayor prevalencia entre las mujeres y con reducci&#243;n de acuerdo con el avance de la edad, llegando a un 16,7% en varones con 80 a&#241;os o m&#225;s.</p>
      <p>La prevalencia de <italic>diabetes mellitus</italic> en este estudio (19,1%) fue superior al registrado por otras investigaciones, de un 10,3% en la Investigaci&#243;n Nacional por Muestreo de Domicilios (PNAD)<sup>29</sup>; del 14% en el estudio IDANT con adultos e adultos mayores<sup>14</sup>; y de un 17,8% en muestra brasile&#241;a de adultos mayores<sup>24</sup>; as&#237; como se encuentra en estudios internacionales, de un 15,6% en la cohorte Epicardian<sup>30</sup> de Espa&#241;a y un 16,9% en estimaciones en los Estados Unidos<sup>13</sup>.</p>
      <p>La prevalencia de <italic>diabetes mellitus</italic> se asoci&#243; al exceso de peso en este estudio, visto que la mayor proporci&#243;n de adultos mayores con esta enfermedad es clasificada como sobrepeso (22,2%) y obesidad (25,7%). En otra investigaci&#243;n con adultos, el riesgo de diabetes aumenta con el avance de la edad y es incrementado por el exceso de peso y sedentarismo, ya que estos factores tienden a estar asociados y ser de alta prevalencia entre los adultos brasile&#241;os<sup>31</sup>, adem&#225;s de corroborar para que el <italic>diabetes mellitus</italic> tipo 2 sea responsable de un creciente aumento de las tasas de mortalidad entre los adultos mayores<sup>32</sup>.</p>
      <p>La proporci&#243;n de tabaquistas en la poblaci&#243;n adulta mayor atendida en el SUS en Goi&#226;nia fue de un 10%, valor inferior al encontrado en Fortaleza-CE (27,6%)<sup>23</sup>, en Bambu&#237; (19,6%)<sup>33</sup>, en Pelotas (14,4%)<sup>27</sup> y en la muestra brasile&#241;a (12,7%)<sup>24</sup>, sin embargo fue superior a los datos poblacionales de S&#227;o Paulo (7,6%)<sup>34</sup>. Los adultos mayores en el grupo de edad entre 60 y 64 a&#241;os fuman significativamente m&#225;s (19,8%) con relaci&#243;n a los m&#225;s viejos en este estudio. De una manera general, la prevalencia de tabaquismo entre adultos mayores es m&#225;s baja que la observada entre los individuos m&#225;s j&#243;venes. Esto se produce como consecuencia de la interrupci&#243;n del h&#225;bito de fumar con el aumento de la edad, de la presencia de morbilidades, de las diferencias entre las generaciones o de la muerte prematura de los tabaquistas. Sin embargo, fumantes adultos mayores, en comparaci&#243;n a los fumadores j&#243;venes, est&#225;n bajo mayor riesgo de desarrollar enfermedades relacionadas al cigarrillo porque tienden a exposiciones m&#225;s largas y m&#225;s intensas al tabaco<sup>17</sup>.</p>
      <p>La prevalencia para el consumo de bebida alcoh&#243;lica de riesgo entre los adultos mayores investigados fue del 6%, arriba del encontrado en muestra de adultos mayores brasile&#241;os<sup>24</sup>, que fue de un 3,2%, y abajo del consumo de bebida alcoh&#243;lica en adultos mayores de Fortaleza-CE (13,8%)<sup>23</sup>. La prevalencia del consumo de bebida alcoh&#243;lica fue significativamente mayor entre los varones, as&#237; como hallazgo en el estudio de Pereira et al<sup>24</sup>.</p>
      <p>Los adultos con dos o m&#225;s FRCV simult&#225;neamente a&#241;adieron un 87,3%, mientras que en otro estudio, con personas de 60 a&#241;os o m&#225;s, esta simultaneidad fue inferior (71,3%)<sup>24</sup>. Los factores de riesgo cardiovascular tienden a producirse simult&#225;neamente y su combinaci&#243;n generalmente representa un riesgo total aumentado para las enfermedades cardiovasculares, comparado al riesgo resultante de la suma de sus efectos aislados, lo que puede indicar efecto sin&#233;rgico entre estos factores<sup>35</sup>. Estimaciones del efecto de la aglomeraci&#243;n de estos factores consideran que muchos son interrelacionados y participan como intermediarios en una cadena causal. Por tanto, una prevenci&#243;n efectiva de las enfermedades cardiovasculares s&#243;lo se alcanzar&#225; con la mejora global del perfil de riesgo de individuos y poblaciones<sup>36</sup>.</p>
      <p>Una de las limitaciones del estudio fue el sesgo calculo, por la imposibilidad de llevar a cabo la evaluaci&#243;n bioqu&#237;mica para la dislipidemia y diabetes, lo que puede haber llevado al subdiagn&#243;stico de estas enfermedades. La posibilidad de subnotificaci&#243;n convierte la situaci&#243;n de salud de los adultos mayores investigados todav&#237;a m&#225;s preocupante, ya que las prevalencias observadas se elevaron, con mayor severidad para <italic>diabetes mellitus</italic>.</p>
      <p>Se resalta tambi&#233;n la posibilidad de causalidad reversa, t&#237;pica en los estudios transversales, que no permite establecer con seguridad los v&#237;nculos causales entre los eventos. Por tanto, en la presente investigaci&#243;n, el resultado de la prevalencia de tabaquismo, del consumo de alcohol y del sedentarismo puede haber sido influenciado por el diagn&#243;stico previo de alguna enfermedad. Otra limitaci&#243;n reside en el hecho de la muestra ser composta predominantemente por el sexo femenino.</p>
      <p>Hubo dificultad de comparaci&#243;n de los resultados, visto que hay pocos estudios con adultos mayores usuarios del SUS y que, muchas veces, se utilizaron trabajos desarrollados con la poblaci&#243;n en general. Por esto, este estudio se vuelve una importante referencia para otras investigaciones con adultos mayores usuarios del SUS. Sin embargo, los resultados no pueden extrapolados para poblaci&#243;n brasile&#241;a de adultos mayores en general, ya que las caracter&#237;sticas de estos adultos son bien peculiares -generalmente personas que tienen problemas de salud, con bajo nivel de escolaridad y baja renta- y con perfil de riesgo acentuado con relaci&#243;n a los dem&#225;s adultos.</p>
      <p>
        <bold>Conclusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>En este estudio, se evidenci&#243; la elevada prevalencia de los FRCV en los adultos atendidos en la red municipal del SUS en Goi&#226;nia. La prevalencia de hipertensi&#243;n arterial, <italic>diabetes mellitus</italic>, obesidad total y central, fue superior al que se encuentra en la mayor&#237;a de los estudios. Datos como este aumentan la importancia del desarrollo de acciones asistenciales y educacionales continuas para el cuidado con la salud de los adultos, as&#237; como de la prevenci&#243;n de empeoramientos cardiovasculares. Las informaciones de los factores de riesgo pueden colaborar en el abordaje multiprofesional a la salud del adulto mayor, volcada hacia la prevenci&#243;n de complicaciones relacionadas a las enfermedades cardiovasculares y para el desarrollo de pol&#237;ticas p&#250;blicas para el envejecimiento saludable.</p>
      <p>
        <bold>Agradecimientos</bold>
      </p>
      <p>Los autores agradecen a los colaboradores, responsables por las visitas domiciliares y por la recolecci&#243;n de los datos, y a los adultos mayores participantes.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>CNPq financi&#243; el presente estudio</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiaci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo forma parte de Disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Carla Cristina da Concei&#231;&#227;o Ferreira, por la Universidade Federal de Goi&#225;s.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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