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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
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          <subject>Artigos Originais</subject>
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        <article-title>Custo-efetividade de cardiodesfibriladores implant&#225;veis no Brasil nos setores p&#250;blico e privado</article-title>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
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      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>577</fpage>
      <lpage>586</lpage>
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          <month>03</month>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: V&#225;rios ensaios cl&#237;nicos randomizados demonstraram a efetividade do cardiodesfibrilador implant&#225;vel (CDI) na redu&#231;&#227;o de morte de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva (ICC). Estudos de pa&#237;ses desenvolvidos j&#225; avaliaram a custo-efetividade do CDI, por&#233;m as informa&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o transfer&#237;veis para o Brasil. OBJETIVO: Avaliar a custo-efetividade do CDI em pacientes com ICC sob duas perspectivas: p&#250;blica e sa&#250;de suplementar. M&#201;TODOS: Um modelo de Markov foi criado para analisar a rela&#231;&#227;o de custo-efetividade incremental (RCEI) do CDI, comparado &#224; terapia convencional, em pacientes com ICC. Efetividade foi medida em anos de vida ajustados para qualidade (QALY). Na literatura, buscaram-se dados de efetividade e complica&#231;&#245;es. Custos foram extra&#237;dos das tabelas do SUS e de valores praticados pelos conv&#234;nios, assim como m&#233;dias de interna&#231;&#245;es hospitalares. An&#225;lises de sensibilidade univariadas foram feitas em todas as vari&#225;veis do modelo. RESULTADOS: A RCEI foi de R$ 68.318/QALY no cen&#225;rio p&#250;blico e R$ 90.942/QALY no privado. Esses valores s&#227;o superiores aos sugeridos como pontos de corte pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de, de tr&#234;s vezes o PIB per capita (R$ 40.545 no Brasil). Vari&#225;veis mais influentes na an&#225;lise de sensibilidade foram: custo do CDI, intervalo de troca do gerador e efetividade do CDI. Em simula&#231;&#227;o de cen&#225;rio semelhante ao MADIT-I, as rela&#231;&#245;es foram de R$ 23.739/QALY no cen&#225;rio p&#250;blico e R$ 33.592/QALY no privado. CONCLUS&#195;O: Para a popula&#231;&#227;o em geral com ICC, a rela&#231;&#227;o de RCEI do CDI, tanto na perspectiva p&#250;blica como na privada, &#233; elevada. Resultados mais favor&#225;veis ocorrem em pacientes com alto risco de morte s&#250;bita.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Desfibriladores implant&#225;veis</kwd>
        <kwd>an&#225;lise de custo-benef&#237;cio</kwd>
        <kwd>Brasil</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>01</day>
        <month>10</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>Custo-efetividade de cardiodesfibriladores implant&#225;veis no Brasil nos setores p&#250;blico e privado</p>
    <p>
      <bold>Rodrigo Antonini Ribeiro; Steffan Frosi Stella; Leandro Ioschpe Zimerman; Maur&#237;cio Pimentel; Luis Eduardo Rohde; Carisi Anne Polanczyk</bold>
    </p>
    <p> Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> V&#225;rios ensaios cl&#237;nicos randomizados demonstraram a efetividade do cardiodesfibrilador implant&#225;vel (CDI) na redu&#231;&#227;o de morte de pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva (ICC). Estudos de pa&#237;ses desenvolvidos j&#225; avaliaram a custo-efetividade do CDI, por&#233;m as informa&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o transfer&#237;veis para o Brasil. </p>
    <p><bold>OBJETIVO:</bold> Avaliar a custo-efetividade do CDI em pacientes com ICC sob duas perspectivas: p&#250;blica e sa&#250;de suplementar. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Um modelo de Markov foi criado para analisar a rela&#231;&#227;o de custo-efetividade incremental (RCEI) do CDI, comparado &#224; terapia convencional, em pacientes com ICC. Efetividade foi medida em anos de vida ajustados para qualidade (QALY). Na literatura, buscaram-se dados de efetividade e complica&#231;&#245;es. Custos foram extra&#237;dos das tabelas do SUS e de valores praticados pelos conv&#234;nios, assim como m&#233;dias de interna&#231;&#245;es hospitalares. An&#225;lises de sensibilidade univariadas foram feitas em todas as vari&#225;veis do modelo. </p>
    <p><bold>RESULTADOS:</bold> A RCEI foi de R$ 68.318/QALY no cen&#225;rio p&#250;blico e R$ 90.942/QALY no privado. Esses valores s&#227;o superiores aos sugeridos como pontos de corte pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de, de tr&#234;s vezes o PIB <italic>per capita</italic> (R$ 40.545 no Brasil). Vari&#225;veis mais influentes na an&#225;lise de sensibilidade foram: custo do CDI, intervalo de troca do gerador e efetividade do CDI. Em simula&#231;&#227;o de cen&#225;rio semelhante ao MADIT-I, as rela&#231;&#245;es foram de R$ 23.739/QALY no cen&#225;rio p&#250;blico e R$ 33.592/QALY no privado. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O:</bold> Para a popula&#231;&#227;o em geral com ICC, a rela&#231;&#227;o de RCEI do CDI, tanto na perspectiva p&#250;blica como na privada, &#233; elevada. Resultados mais favor&#225;veis ocorrem em pacientes com alto risco de morte s&#250;bita.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Desfibriladores implant&#225;veis, an&#225;lise de custo-benef&#237;cio, Brasil.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva (ICC) &#233; atualmente um problema de sa&#250;de p&#250;blica, com incid&#234;ncia e mortalidade crescentes nos &#250;ltimos anos<sup>1-4</sup>, estando no momento entre as principais causas de interna&#231;&#227;o hospitalar no Sistema &#218;nico de Sa&#250;de (SUS)<sup>5</sup>. O cardiodesfibrilador implant&#225;vel (CDI) tem sido bastante estudado nesse grupo de pacientes, por ser um dispositivo com potencial de interromper arritmias potencialmente fatais, as quais respondem por at&#233; 50% da mortalidade nessa patologia<sup>6</sup>. </p>
    <p>O primeiro ensaio cl&#237;nico importante nessa &#225;rea, o estudo MADIT (<italic>Multicenter Automatic Defibrillator Implantation Trial</italic>), que avaliou pacientes com ICC e infarto agudo do mioc&#225;rdio (IAM) pr&#233;vio, al&#233;m de taquiarritmia induz&#237;vel em estudo eletrofisiol&#243;gico, encontrou redu&#231;&#227;o de mortalidade total de 54%<sup>7</sup>. Ap&#243;s esse ensaio cl&#237;nico, outros grandes estudos, como o MADIT-II e SCD-HeFT que avaliaram quase 4.000 pacientes, expandiram a indica&#231;&#227;o do CDI para pacientes com insufici&#234;ncia card&#237;aca tanto de etiologia isqu&#234;mica quanto n&#227;o isqu&#234;mica, sem hist&#243;ria de arritmias graves no passado<sup>8,9</sup>. No total, dez ensaios cl&#237;nicos avaliaram o uso do CDI na preven&#231;&#227;o prim&#225;ria de eventos em ICC, e duas metan&#225;lises que compilaram esses trabalhos encontraram redu&#231;&#227;o de mortalidade total em torno de 25%<sup>10,11</sup>.</p>
    <p>Entretanto, levando-se em considera&#231;&#227;o os gastos crescentes em sa&#250;de observados mundialmente nos dias de hoje, &#233; fundamental que a efetividade e o custo sejam avaliados antes da aprova&#231;&#227;o de novos insumos em sistemas de sa&#250;de, especialmente em tecnologias de alto custo como o CDI. Ainda que alguns estudos de custo-efetividade sobre essa terapia tenham sido realizados em cen&#225;rios internacionais<sup>12-16</sup>, os resultados obtidos s&#227;o pouco transfer&#237;veis para nossa realidade, especialmente em raz&#227;o da grande diferen&#231;a de custos no setor sa&#250;de entre diferentes pa&#237;ses. At&#233; o presente momento, n&#227;o havia descri&#231;&#227;o na literatura sobre a custo-efetividade desse dispositivo com utiliza&#231;&#227;o de dados nacionais. </p>
    <p>Portanto, realizamos este estudo com o objetivo de estimar a rela&#231;&#227;o incremental de custo-efetividade do CDI, quando comparado &#224; terapia convencional, em preven&#231;&#227;o prim&#225;ria de eventos, considerando duas perspectivas no Brasil: sistema p&#250;blico e sa&#250;de suplementar. Secundariamente, tamb&#233;m foi objetivo deste estudo realizar an&#225;lises de sensibilidade, a fim de estimar os par&#226;metros de maior influ&#234;ncia nessa rela&#231;&#227;o de custo-efetividade. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Uma descri&#231;&#227;o mais pormenorizada de metodologia foi previamente publicada<sup>17</sup>. A seguir, resumimos os principais pontos. </p>
    <p>
      <bold>Descri&#231;&#227;o da avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica</bold>
    </p>
    <p>Construiu-se um modelo de decis&#227;o anal&#237;tica do tipo Markov, assumindo uma popula&#231;&#227;o de pacientes com disfun&#231;&#227;o ventricular esquerda, com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo menor que 35%. Esse modelo foi estruturado de modo a analisar a rela&#231;&#227;o de custo-efetividade do CDI na popula&#231;&#227;o com insufici&#234;ncia card&#237;aca em geral e em subgrupo de maior risco arr&#237;tmico. Na constru&#231;&#227;o dos modelos, adotaram-se os padr&#245;es metodol&#243;gicos preconizados pelo Painel de Custo-Efetividade em Sa&#250;de e Medicina<sup>18-20</sup>. Os pressupostos e valores inclu&#237;dos nos modelos seguiram a perspectiva do terceiro pagador, avaliado na &#243;tica do sistema p&#250;blico e da sa&#250;de suplementar. O horizonte temporal foi de 20 anos, e a taxa de desconto adotada, de 3% no caso-base. </p>
    <p>
      <bold>Modelo populacional</bold>
    </p>
    <p>A popula&#231;&#227;o-alvo hipot&#233;tica foi de indiv&#237;duos com insufici&#234;ncia card&#237;aca com caracter&#237;sticas cl&#237;nicas semelhantes &#224;s dos estudados nos ensaios cl&#237;nicos: disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica (fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o &lt; 35%), de causa tanto isqu&#234;mica quanto n&#227;o isqu&#234;mica; idade inicial de 60 anos; classe funcional da NYHA II e III; e condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas e cir&#250;rgicas para implante de desfibrilador. Os pacientes n&#227;o tinham hist&#243;ria de arritmias malignas, configurando o modelo como de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria de eventos. </p>
    <p>
      <bold>Descri&#231;&#227;o do modelo de decis&#227;o cl&#237;nica </bold>
    </p>
    <p>A &#225;rvore de decis&#227;o, constru&#237;da no <italic>software</italic> Data Treeage (vers&#227;o 5.0), foi dividida em duas estrat&#233;gias: desfibrilador mais terapia convencional <italic>versus</italic> somente terapia convencional. Uma representa&#231;&#227;o esquem&#225;tica da &#225;rvore pode ser visibilizada na <xref ref-type="fig" rid="fig01">Figura 1</xref>. </p>
    <fig id="fig01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gf01.jpg"/></fig>
    <p>O modelo cl&#237;nico seguiu os seguintes pressupostos: ap&#243;s o implante, podiam ocorrer complica&#231;&#245;es associadas ao procedimento, incluindo complica&#231;&#245;es leves (como trombose braquial, trombose venosa profunda e pneumot&#243;rax) e graves, estas com possibilidade de ocasionar morte perioperat&#243;ria. Os pacientes que sobreviviam ao implante entravam em um modelo de estados transicionais, o modelo de Markov. A cada ciclo anual, os pacientes podiam permanecer est&#225;veis, ir a &#243;bito ou sofrer complica&#231;&#245;es, como quebra de cabos ou infec&#231;&#227;o do sistema, al&#233;m de deslocamento dos cabos (esta complica&#231;&#227;o somente ocorria no primeiro ano ap&#243;s implante ou troca de cabos). Os pacientes do tratamento convencional podiam permanecer est&#225;veis ou ir a &#243;bito em cada ciclo, assim como os que iniciaram no grupo desfibrilador e tiveram falha no implante ou necessitaram remover o dispositivo no seguimento.</p>
    <p>O desfibrilador avaliado no modelo foi o de c&#226;mara &#250;nica, em raz&#227;o da menor taxa de complica&#231;&#245;es desse mecanismo, do menor custo e da efetividade semelhante. A troca do gerador do desfibrilador ocorria a cada cinco anos no caso-base. </p>
    <p>
      <bold>Medidas de desfechos cl&#237;nicos</bold>
    </p>
    <p>Os desfechos cl&#237;nicos considerados na avalia&#231;&#227;o foram anos de vida salvos e ajustados para qualidade (<italic>quality adjusted life years - </italic>QALY). O modelo principal utilizou o desfecho ajustado para qualidade, de acordo com a recomenda&#231;&#227;o do Painel de Custo-Efetividade<sup>20</sup>. </p>
    <p>Para a proje&#231;&#227;o de sobrevida em uma popula&#231;&#227;o usual de ICC com 60 anos na linha de base, foram utilizados dados de uma coorte de 386 pacientes com ICC de um ambulat&#243;rio especializado, do Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, com incorpora&#231;&#227;o de dados das t&#225;buas de vida do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE). Essa coorte foi composta por 63% de homens, com idade m&#233;dia de 59 anos (amplitude interquart&#237;lica (AIQ) 49-68) e um seguimento m&#233;dio de 35 meses (AIQ 18 - 60). Esses pacientes apresentavam hipertens&#227;o (53% da amostra), diabetes (33%) e tabagismo ativo (13%); 89% estavam usando inibidores da ECA, e 73%, betabloqueadores<sup>21,22</sup>.</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise da efetividade</bold>
    </p>
    <p>Foi conduzida busca na base de dados Medline por ensaios cl&#237;nicos e metan&#225;lises que avaliassem uso de CDI em ICC para obten&#231;&#227;o de dados de efetividade. Utilizou-se o dado de efetividade de metan&#225;lise conduzida por Nanthakumar e cols.<sup>11</sup>, a qual encontrou redu&#231;&#227;o de risco de morte associado ao CDI de 26% (IC 95%: 17%-33%, I<sup>2 </sup>= 5,2%), baseada na compila&#231;&#227;o de sete ensaios cl&#237;nicos. Tendo em vista a aus&#234;ncia de dados sobre a efetividade em longo prazo do CDI, esta foi considerada constante ao longo do tempo, assim como nos demais trabalhos de custo-efetividade que avaliaram esse dispositivo.</p>
    <p>
      <bold>Dados de complica&#231;&#245;es</bold>
    </p>
    <p>Para dados de complica&#231;&#245;es do desfibrilador, a busca foi feita tanto em ensaios cl&#237;nicos como em estudos observacionais, especialmente coortes e registros internacionais. Uma metan&#225;lise conduzida por Ezekowitz e cols.<sup>23</sup> proveu taxas de infec&#231;&#227;o de sistema (n&#250;mero total de pacientes = 12.436), mortalidade perioperat&#243;ria (N = 39.858) e falha na implanta&#231;&#227;o do CDI (N = 11.129). Os valores adotados no caso-base para deslocamento de cabos e mortalidade decorrente de infec&#231;&#227;o foram resultado de metan&#225;lise de incid&#234;ncias dos valores que encontramos nos ensaios cl&#237;nicos e coortes, pelo m&#233;todo de efeitos rand&#244;micos de DerSimonian e Laird. Para o estudo ser eleg&#237;vel para inclus&#227;o na metan&#225;lise, o CDI deveria ter implanta&#231;&#227;o de cabos por via transvenosa e do gerador em localiza&#231;&#227;o peitoral. Estudos com menos de 10% de implantes abdominais tamb&#233;m foram inclu&#237;dos. Al&#233;m disso, os estudos deveriam ter a maioria dos dispositivos de c&#226;mara &#250;nica. No total, foram inclu&#237;dos quatro estudos que reportaram taxas de deslocamento de cabos<sup>24-27</sup> e quatro que reportaram mortalidade por infec&#231;&#227;o<sup>24,25,28,29</sup>. </p>
    <p>Para os dados de complica&#231;&#245;es dos cabos que requeressem troca (como quebras e defeito de isolamento), utilizaram-se dados de um &#250;nico artigo, considerado o mais fidedigno dentre os encontrados, por ser o &#250;nico que teve longo acompanhamento da coorte analisada (dez anos)<sup>30</sup>. </p>
    <p>Os valores utilizados no modelo foram os seguintes: at&#233; o 7&#186; ano, no qual ainda havia 168 pacientes em acompanhamento<sup>30</sup>, utilizamos os valores fornecidos pelo trabalho para cada ano. A partir do 7&#186; ano, no qual a taxa de troca de cabos estava em 6,7%, optamos por manter a taxa constante nesse valor, pois o n&#250;mero de pacientes no estudo diminu&#237;a bastante, reduzindo a confiabilidade das estimativas. </p>
    <p>
      <bold>Dados de utilidade</bold>
    </p>
    <p>Por causa da aus&#234;ncia de dados brasileiros sobre utilidade em insufici&#234;ncia card&#237;aca, foram utilizados dados internacionais. A estimativa de utilidade para o caso base foi de 0,88, sem diferen&#231;a entre os grupos desfibrilador e terapia convencional, em concord&#226;ncia com v&#225;rios estudos publicados<sup>13,14,16,31</sup>. Na an&#225;lise de sensibilidade, utilizaram-se valores que oscilaram entre os achados nos outros trabalhos da literatura<sup>32-35</sup>. </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise de custos</bold>
    </p>
    <p>Para os custos dos procedimentos relacionados ao implante do CDI e &#224;s complica&#231;&#245;es associadas, foram utilizados os valores da tabela de reembolso de Autoriza&#231;&#227;o para Interna&#231;&#227;o Hospitalar (AIH) do SUS, na perspectiva p&#250;blica. Na perspectiva dos planos de sa&#250;de, utilizaram-se os valores m&#233;dios das interna&#231;&#245;es para esses procedimentos (n = 17) em hospital privado da cidade de Porto Alegre, durante o ano de 2007.</p>
    <p>Para os custos anuais da insufici&#234;ncia card&#237;aca, foi usado como base o estudo de Ara&#250;jo e cols., realizado em 2002, com 70 pacientes em acompanhamento por essa patologia na cidade de Niter&#243;i, Rio de Janeiro<sup>36</sup>. Nesse trabalho, foram computados todos os custos diretos no manejo anual de pacientes com essa doen&#231;a. Como esse estudo prov&#234; tabelas com detalhes de todos os insumos utilizados pelos pacientes (dias de interna&#231;&#227;o, exames, f&#225;rmacos em uso, n&#250;mero de consultas), recalculamos algumas parcelas dos custos:</p>
    <list list-type="bullet">
      <list-item>
        <p>Na perspectiva do SUS, empregamos os custos de exames da tabela SUS e, para a sa&#250;de suplementar, utilizamos os custos inclu&#237;dos no estudo, advindos da Lista de Procedimentos M&#233;dicos do ano de 1999. </p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p>Na perspectiva do SUS, computamos somente os custos de f&#225;rmacos disponibilizados na rede p&#250;blica. Na vis&#227;o dos conv&#234;nios, n&#227;o utilizamos custos de medicamentos, j&#225; que n&#227;o h&#225; ressarcimento para estes na maioria dos planos de sa&#250;de. </p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p>Foram utilizados os custos de interna&#231;&#245;es pelo SUS em um hospital p&#250;blico e um privado na cidade de Porto Alegre, no ano de 2007. Os valores utilizados foram de R$ 1.596,00 para a perspectiva do SUS e R$ 6.593,00 para os conv&#234;nios.</p>
      </list-item>
    </list>
    <p>Ap&#243;s esses c&#225;lculos, chegamos a um custo anual m&#233;dio por paciente de R$ 3.160,00 na perspectiva do SUS e de R$ 7.045,00 na sa&#250;de suplementar. </p>
    <p>Finalmente, tamb&#233;m foram computados os seguintes custos:</p>
    <list list-type="bullet">
      <list-item>
        <p>Nos casos de &#243;bito, foi computado um custo adicional de uma interna&#231;&#227;o por insufici&#234;ncia card&#237;aca.</p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p>O custo anual de manuten&#231;&#227;o do CDI foi calculado em tr&#234;s consultas extras por ano, com um valor estimado de R$ 22,50 para o SUS e R$ 129 para conv&#234;nios. </p>
      </list-item>
    </list>
    <p>
      <bold>An&#225;lises de sensibilidade</bold>
    </p>
    <p>Foram feitas an&#225;lises de sensibilidade univariadas em todos os par&#226;metros do modelo. Os par&#226;metros de efetividade e complica&#231;&#245;es oscilaram nos intervalos de confian&#231;a de suas estimativas. Custos foram variados em 50% a mais e a menos dos seus valores do caso-base. O intervalo para troca do gerador oscilou entre 3 e 7 anos. A taxa de desconto, tanto para custo como efetividade, variou entre 0 e 7%. Os valores basais e suas varia&#231;&#245;es nas an&#225;lises de sensibilidade s&#227;o descritos na <xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref> (medidas de efetividade cl&#237;nica, ocorr&#234;ncia de complica&#231;&#245;es) e na <xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref> (custos). </p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <table-wrap id="tab02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gt02.jpg"/></table-wrap>
    <p>Com o objetivo de simular o modelo em uma popula&#231;&#227;o mais grave, como a do MADIT - em que todos os pacientes tiveram fibrila&#231;&#227;o ventricular ou taquicardia ventricular sustentada n&#227;o suprimida por uso de procainamida em estudo eletrofisiol&#243;gico -, foi projetada uma curva de sobrevida semelhante &#224; daquele ensaio cl&#237;nico, com utiliza&#231;&#227;o da efetividade do CDI alcan&#231;ada no mesmo estudo. </p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>A an&#225;lise do caso-base encontrou uma proje&#231;&#227;o de sobrevida m&#233;dia de 6,99 anos para o tratamento com CDI e de 5,95 anos para o tratamento convencional. Quando ajustados para qualidade, esses valores foram de 6,15 e 5,23, respectivamente (<xref ref-type="fig" rid="fig02">Fig. 2</xref>). A diferen&#231;a absoluta de custos entre os tratamentos foi maior na sa&#250;de suplementar (R$ 83.894) do que no SUS (R$ 62.723), gerando uma raz&#227;o incremental de custo efetividade maior no primeiro caso: R$ 90.942 por QALY na sa&#250;de suplementar contra R$ 68.318 por QALY no SUS (<xref ref-type="table" rid="tab03">Tab. 3</xref>).</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <fig id="fig02">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gf02.jpg"/></fig>
    <p>Na an&#225;lise de sensibilidade univariada, os par&#226;metros com maior influ&#234;ncia nos resultados - em ambas as perspectivas - foram a redu&#231;&#227;o da mortalidade com CDI, a frequ&#234;ncia de troca do gerador e o custo do implante do CDI. Tamb&#233;m tiveram influ&#234;ncia significa a taxa de desconto e a utilidade de um paciente com ICC. Os demais par&#226;metros tiveram m&#237;nima influ&#234;ncia nos resultados (<xref ref-type="table" rid="tab04">Tab. 4</xref>).</p>
    <table-wrap id="tab04">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gt04.jpg"/></table-wrap>
    <p>Na an&#225;lise de sensibilidade bivariada, podemos observar que quanto mais efetivo for o CDI em reduzir a mortalidade em pacientes com ICC e quanto mais barato for o dispositivo, maior ser&#225; a rela&#231;&#227;o de custo-efetividade dessa estrat&#233;gia. Por exemplo, na perspectiva do SUS, se o custo do CDI for 25% menor e o dispositivo conferir uma redu&#231;&#227;o na mortalidade superior a 30%, o uso do CDI poder&#225; ser uma estrat&#233;gia atrativa nesse ponto de vista (<xref ref-type="fig" rid="fig3a">Fig. 3A</xref>). &#201; interessante observar que, na compara&#231;&#227;o com dados da medicina suplementar, a inter-rela&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis &#233; semelhante, embora os valores absolutos sejam mais elevados (<xref ref-type="fig" rid="fig3b">Fig. 3B</xref>). Em ambos os cen&#225;rios, quanto maior for o tempo entre a troca de gerador, menor ser&#225; a rela&#231;&#227;o de custo-efetividade adicional (<xref ref-type="fig" rid="fig04">Fig. 4</xref>).</p>
    <fig id="fig3a"/>
    <p>
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-e01.jpg"/></p>
    <p>
      <fig id="fig3b">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gf03.jpg"/></fig>
    </p>
    <fig id="fig04">
      <graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/yw8HKcFntjPfBKN3k6CkYmg/5229040042bc9104f12cd84ad2af516cdc7752f3.gif"/>
    <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gf04.jpg"/></fig>
    <p>Na an&#225;lise do cen&#225;rio projetado para espelhar a realidade do estudo MADIT-I, em que os pacientes eram mais graves e tinham maior mortalidade arr&#237;tmica (e consequente maior benef&#237;cio do CDI), a rela&#231;&#227;o de custo-efetividade incremental foi de R$ 23.739 por QALY no SUS e R$ 33.592 por QALY nos conv&#234;nios. Na an&#225;lise por anos de vida salvos, esses valores foram de R$ 20.890 e R$ 29.561, respectivamente. </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A insufici&#234;ncia card&#237;aca &#233; uma condi&#231;&#227;o muito prevalente em nosso meio, com elevadas morbidade e mortalidade. Entre as terapias recentes visando &#224; diminui&#231;&#227;o da morte associada &#224; doen&#231;a, o cardiodesfibrilador implant&#225;vel ocupa papel de destaque, com redu&#231;&#227;o m&#233;dia de mortalidade geral em torno de 25%. Os custos, por&#233;m, inviabilizam o uso em larga escala, especialmente no SUS. </p>
    <p>Neste trabalho, realizamos uma an&#225;lise econ&#244;mica formal do uso do CDI, quando comparada &#224; terapia convencional, sob duas perspectivas: p&#250;blica e sa&#250;de suplementar/conv&#234;nios. As rela&#231;&#245;es incrementais de custo-efetividade foram de R$ 68.318 e R$ 90.942 por QALY nesses dois cen&#225;rios, respectivamente. Apesar de alguns pa&#237;ses - como Estados Unidos e Inglaterra - j&#225; terem adotado limiares para estabelecer rela&#231;&#245;es de custo-efetividade consideradas atrativas ou desfavor&#225;veis, n&#227;o h&#225; consenso sobre esse valor no Brasil. Enquanto estudos realizados nos Estados Unidos mencionam o limiar de US$ 50.000 por QALY, no Canad&#225;, entre Can$ 20.000 e Can$ 40.000, e na Inglaterra, &#163; 40.000, n&#227;o &#233; poss&#237;vel transferir esse dado para nosso meio. Segundo a Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS), para pa&#237;ses com n&#237;vel de desenvolvimento econ&#244;mico como o Brasil, valores de at&#233; tr&#234;s vezes o PIB <italic>per capita</italic>, aproximadamente R$ 40.545 em 2007, seriam considerados atrativos. As rela&#231;&#245;es de custo-efetividade do CDI encontradas nesses estudos encontram acima desse patamar. Por&#233;m, &#233; importante lembrar que esses limites sugeridos (tanto pela OMS quanto os adotados por alguns pa&#237;ses desenvolvidos) foram desenvolvidos para a perspectiva da sociedade ou mais pr&#243;xima da vis&#227;o p&#250;blica, sendo a compara&#231;&#227;o dos valores na perspectiva de um terceiro pagador, como os conv&#234;nios, um tema mais delicado. Em nosso segundo cen&#225;rio, que avaliou uma coorte hipot&#233;tica de pacientes mais graves e com maior mortalidade arr&#237;tmica, os valores foram bem mais favor&#225;veis, encontrando-se abaixo desse limiar sugerido pela OMS em ambas as perspectivas. </p>
    <p>Os trabalhos de custo-efetividade em nosso meio s&#227;o escassos, e a maioria deles enfoca somente uma perspectiva, normalmente a p&#250;blica. Este &#233; o segundo trabalho do grupo a realizar an&#225;lise de custo-efetividade de uma tecnologia na perspectiva do SUS e da sa&#250;de suplementar. Em nosso trabalho anterior, uma avalia&#231;&#227;o econ&#244;mica que comparou o <italic>stent</italic> recoberto por rapamicina com o <italic>stent</italic> convencional, a rela&#231;&#227;o de custo-efetividade incremental foi mais atrativa no cen&#225;rio privado, diferentemente do nosso trabalho atual, em que os valores foram mais favor&#225;veis no sistema p&#250;blico. A raz&#227;o para esse fen&#244;meno &#233; que o CDI, diferentemente do <italic>stent</italic> recoberto, n&#227;o diminui custos de manejo da doen&#231;a (reestenose, naquele caso) na compara&#231;&#227;o com tratamento convencional. No modelo da ICC desenvolvido, a tecnologia em estudo tem efeito global na mortalidade, mas n&#227;o se espera redu&#231;&#227;o na morbidade da doen&#231;a, pelo contr&#225;rio, as complica&#231;&#245;es do dispositivo acrescentam potencialmente interna&#231;&#245;es e custos secund&#225;rios. Tendo em vista que o par&#226;metro com maior impacto na an&#225;lise de sensibilidade univariada foi o custo do CDI, e que este custa cerca de 35% a mais para os conv&#234;nios do que para o SUS, podemos visualizar que esse par&#226;metro isoladamente responde por quase toda a diferen&#231;a entre as rela&#231;&#245;es de custo-efetividade incrementais das duas perspectivas. </p>
    <p>Alguns artigos publicados na literatura internacional que avaliaram a custo-efetividade do CDI merecem destaque. No trabalho de Sanders e cols.<sup>16</sup>, conduzido com dados da popula&#231;&#227;o americana, a avalia&#231;&#227;o foi realizada individualmente para cada um dos ensaios cl&#237;nicos publicados. As rela&#231;&#245;es variaram entre US$ 34.000 e US$ 70.200, e o cen&#225;rio do MADIT-I (US$ 34.900) ficou abaixo do ponto de corte mais aceito nos Estados Unidos, de US$ 50.000, enquanto o MADIT-II (US$ 54.100) e o SCD-HeFT (US$ 70.200) se situaram um pouco acima desse limiar. Essas diferen&#231;as espelham as variadas popula&#231;&#245;es vistas nos estudos, o que tamb&#233;m exploramos em nosso trabalho, em que o caso-base tinha uma popula&#231;&#227;o hipot&#233;tica semelhante aos dois &#250;ltimos estudos, e o modelo alternativo, ao MADIT-I. Nossos resultados v&#227;o ao encontro desse trabalho se considerarmos como referencial o ponto de corte sugerido pela OMS. </p>
    <p>Na Europa, os trabalhos ingleses publicados at&#233; o momento n&#227;o individualizam de maneira clara a preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria<sup>34,37</sup>, al&#233;m de n&#227;o incorporarem dados recentes, como o SCD-HeFT<sup>9</sup>, utilizando apenas 5 dos 10 estudos de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria conclu&#237;dos at&#233; o presente. O estudo europeu mais interessante dispon&#237;vel at&#233; o momento foi realizado na B&#233;lgica, cujo modelo utilizou par&#226;metros cl&#237;nicos e de efetividade do SCD-HeFT<sup>38</sup>. O ganho em QALY, de 1,03, foi bastante semelhante ao encontrado em nosso trabalho (0,92), com uma rela&#231;&#227;o de custo-efetividade incremental de cerca de &#128; 70.000, o que provavelmente reflete, conforme esperado, custos m&#233;dicos diretos mais altos naquele pa&#237;s em rela&#231;&#227;o ao Brasil. Chama aten&#231;&#227;o que a an&#225;lise de sensibilidade deste trabalho observou uma diminui&#231;&#227;o na rela&#231;&#227;o de custo-efetividade na ordem de 20% quando o intervalo da troca de gerador aumentava de 5 para 7 anos, cifra semelhante &#224; encontrada em nosso estudo. Isso sugere que, apesar de os custos serem mais elevados naquele pa&#237;s, a proporcionalidade deles n&#227;o difere da que encontramos no cen&#225;rio brasileiro. </p>
    <p>Algumas limita&#231;&#245;es do nosso trabalho devem ser mencionadas. Em primeiro lugar, o benef&#237;cio do CDI foi considerado constante ao longo do tempo, conforme os outros estudos de custo-efetividade da &#225;rea, embora os ensaios cl&#237;nicos n&#227;o tenham acompanhado pacientes por mais de 5 anos em sua maioria. Caso o benef&#237;cio diminu&#237;sse ao longo do tempo, o que &#233; plaus&#237;vel se imaginarmos um aumento de outras causas de morte n&#227;o preven&#237;veis pelo CDI, as rela&#231;&#245;es de custo-efetividade seriam ainda mais altas. Em segundo lugar, os dados de utilidade de pacientes com ICC que utilizamos s&#227;o da literatura internacional em raz&#227;o da aus&#234;ncia de dados brasileiros. Al&#233;m disso, nem mesmo na literatura internacional foi encontrada uma posi&#231;&#227;o definitiva sobre o impacto do CDI sobre a qualidade de vida, havendo opini&#245;es sobre uma piora em decorr&#234;ncia de choques inapropriados, assim como melhora, uma vez que o paciente pode sentir-se mais seguro pela prote&#231;&#227;o conferida pelo dispositivo.</p>
    <p>
      <bold>Conclus&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Os dados deste trabalho apontam que, tanto na perspectiva p&#250;blica quanto da sa&#250;de suplementar no Brasil, o custo de cardiodesfibrilador implant&#225;vel para preven&#231;&#227;o prim&#225;ria de morte &#233; elevado em propor&#231;&#227;o ao seu benef&#237;cio. Estrat&#233;gias para melhorar essa rela&#231;&#227;o devem ser perseguidas, especialmente redu&#231;&#227;o do custo do CDI e aumento da sua efetividade. </p>
    <p>
      <bold>Agradecimentos</bold>
    </p>
    <p>Agradecemos ao CNPq e ao Minist&#233;rio da Sa&#250;de o fomento dado a este projeto, por meio de edital p&#250;blico na &#225;rea de An&#225;lise Econ&#244;mica em Sa&#250;de.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pelo CNPq.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Rodrigo Antonini Ribeiro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p>Correspond&#234;ncia:</p>
        <p> Rodrigo Antonini Ribeiro </p>
        <p> Avenida Alegrete 373/402 - Petr&#243;polis </p>
        <p> 90460-100 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="rodrigoantonini@yahoo.com.br">rodrigoantonini@yahoo.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 24/03/09; revisado recebido em 11/03/10; aceito em 25/03/10.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Clinical epidemiology of heart failure: public and private health burden</article-title>
          <source>Eur Heart J.</source>
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            <year>1998</year>
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          <fpage>P9</fpage>
          <lpage>16</lpage>
          <volume>19</volume>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>A review of the evidence on the effects and costs of implantable cardioverter defibrillator therapy in different patient groups, and modelling of cost-effectiveness and cost-utility for these groups in a UK context</article-title>
          <source>Health Technol Assess</source>
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          <article-title>Cost-effectiveness of primary implanted cardioverter defibrillator for sudden death prevention in congestive heart failure</article-title>
          <source>Cardiovasc Drugs Ther.</source>
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          <article-title>Cost of heart failure in the Unified Health System</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Clinical effectiveness and cost-effectiveness of implantable cardioverter defibrillators for arrhythmias: a systematic review and economic evaluation</article-title>
          <source>Int J Technol Assess Health Care</source>
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            <year>2007</year>
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          <article-title>Cost effectiveness of implantable cardioverter-defibrillators for primary prevention in a Belgian context</article-title>
          <source>Appl Health Econ Health Policy</source>
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            <year>2008</year>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Cost-effectiveness of implantable cardioverter defibrillators in Brazil in the public and private sectors</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Many randomized clinical trials have demonstrated the effectiveness of the implantable cardioverter-defibrillator (ICDs) in death reduction of chronic heart failure (CHF) patients. Some developed countries studies have evaluated its cost-effectiveness, but these data are not applicable to Brazil. OBJECTIVE: To evaluate the cost-effectiveness of ICD in CHF patients under two perspectives in Brazil: public and supplementary health systems. METHODS: A Markov model was developed to analyze the incremental cost-effectiveness ratio (ICER) of ICD compared to conventional therapy in patients with CHF. Effectiveness was measured in quality-adjusted life years (QALYs). We searched the literature for data regarding effectiveness and complications. Costs were retrieved from public and health insurances reimbursement codebooks and from mean cost of admissions from a public and a private hospital. One-way sensitivity analysis was performed in all variables of the model. RESULTS: ICER was R$ 68,318/QALY in the public and R$ 90,942/QALY in the private perspective. These values are much higher than the one suggested by the World Health Organization of 3 times the gross domestic product per head (R$ 40,545 in Brazil). The results were sensitive to the cost of the device, battery replacement interval and ICD effectiveness. In a simulation resembling MADIT-I population survival and ICD benefit, ICER was R$ R$ 23,739/QALY in the public and R$ 33,592/QALY in the private perspective. CONCLUSION: The ICER aof ICD is elevated in the general ICC population, in either the public or private perspective. A more favorable result occurs in patients with a high sudden death risk.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Defibrillators, implantable</kwd>
        <kwd>cost-benefit analysis</kwd>
        <kwd>Brazil</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p><undefined id="tx-body2"/>Cost-effectiveness of implantable cardioverter defibrillators in Brazil in the public and private sectors</p>
      <p>
        <bold>Rodrigo Antonini Ribeiro; Steffan Frosi Stella; Leandro Ioschpe Zimerman; Maur&#237;cio Pimentel; Luis Eduardo Rohde; Carisi Anne Polanczyk</bold>
      </p>
      <p> Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Many randomized clinical trials have demonstrated the effectiveness of the implantable cardioverter&#150;defibrillator (ICDs) in death reduction of chronic heart failure (CHF) patients. Some developed countries studies have evaluated its cost-effectiveness, but these data are not applicable to Brazil.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE:</bold> To evaluate the cost-effectiveness of ICD in CHF patients under two perspectives in Brazil: public and supplementary health systems.</p>
      <p><bold>METHODS:</bold> A Markov model was developed to analyze the incremental cost-effectiveness ratio (ICER) of ICD compared to conventional therapy in patients with CHF. Effectiveness was measured in quality-adjusted life years (QALYs). We searched the literature for data regarding effectiveness and complications. Costs were retrieved from public and health insurances reimbursement codebooks and from mean cost of admissions from a public and a private hospital. One-way sensitivity analysis was performed in all variables of the model.</p>
      <p><bold>RESULTS:</bold> ICER was R$ 68,318/QALY in the public and R$ 90,942/QALY in the private perspective. These values are much higher than the one suggested by the World Health Organization of 3 times the gross domestic product per head (R$ 40,545 in Brazil). The results were sensitive to the cost of the device, battery replacement interval and ICD effectiveness. In a simulation resembling MADIT-I population survival and ICD benefit, ICER was R$ R$ 23,739/QALY in the public and R$ 33,592/QALY in the private perspective.</p>
      <p><bold>CONCLUSION:</bold> The ICER aof ICD is elevated in the general ICC population, in either the public or private perspective. A more favorable result occurs in patients with a high sudden death risk.</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Defibrillators, implantable; cost-benefit analysis; Brazil.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Congestive heart failure (CHF) is currently a public health problem, with increasing incidence and mortality in the last years<sup>1-4</sup>, currently being among the main causes of hospital admission at the Brazilian Public Health System (<italic>Sistema &#218;nico de Sa&#250;de - </italic>SUS)<sup>5</sup>. The implantable cardioverter defibrillator (ICD) has been broadly studied in this group of patients, as this device has the potential to interrupt life-threatening arrhythmias, which account for up to 50% of the mortality in this pathology<sup>6</sup>. </p>
      <p>The first important clinical trial in this area, the MADIT (Multicenter Automatic Defibrillator Implantation Trial) study, which evaluated patients with CHF and acute myocardial infarction (AMI), in addition to inducible tachyarrhythmia in an electrophysiological study, found a decrease in total mortality of 54%<sup>7</sup>. After this clinical trial, other large studies, such as MADIT-II and SCD-HeFT, which evaluated almost 4,000 patients, expanded the ICD indication for patients with heart failure with both ischemic and non-ischemic etiology, with no history of severe arrhythmia in the past<sup>8,9</sup>. </p>
      <p>In total, ten clinical trials evaluated the use of ICD in the primary prevention of events in CHF and two meta-analyses that reviewed these studies found a decrease in total mortality of around 25%<sup>10,11</sup>. </p>
      <p>However, considering the increasing costs in healthcare currently observed worldwide, it is crucial to assess not only the effectiveness but also the costs before approving new inputs in health systems, especially in high-cost technology such as the ICD. Although some cost-effectiveness studies on this therapy have been carried out in international settings<sup>12-16</sup>, the obtained results are scarcely applicable to our reality, especially considering the large difference in costs in healthcare sectors among different countries. To date, there had been no description in the literature on the cost-effectiveness of this device using Brazilian data. </p>
      <p>Therefore, the aim of this study was to estimate the incremental cost-effectiveness ratio (ICER) of the implantable cardioverter defibrillator (ICD), when compared to the conventional therapy in the primary prevention of events, considering two perspectives in Brazil: the public health system (SUS) and the supplementary health systems. Secondly, the aim of the present was also to perform sensitivity analyses in order to estimate the most influent parameters in the cost-effectiveness ratio.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>A more detailed description of the methodology has been published elsewhere<sup>17</sup>. The main points are discussed next. </p>
      <p>
        <bold>Description of the economic assessment</bold>
      </p>
      <p>A Markov model was constructed, considering a population of patients with left ventricular dysfunction and left ventricular ejection fraction (LVEF) &lt; 35%. This model was built to analyze the cost-effectiveness ratio of the ICD in a population with general heart failure and in a subgroup of patients at higher risk for arrhythmias. When constructing both models, the methodological patterns recommended by the Panel on Cost-Effectiveness in Health and Medicine<sup>18-20</sup> were employed. Model assumptions and included costs were based on the the third-party payer perspective, assessed through the viewpoint of the public and the private healthcare system. The time horizon was 20 years and the adopted discount rate was 3% in the base-case. </p>
      <p>
        <bold>Population model</bold>
      </p>
      <p>The hypothetical target population consisted of individuals with heart failure and clinical characteristics similar to those studied in the clinical trials: systolic dysfunction (LVEF&lt; 35%), of both ischemic and non-ischemic etiology; initial age of 60 years; NYHA functional class (NYHA-FC) II and III and clinical and surgical conditions for the ICD implantation. The patients had no history of malignant arrhythmias and the model was established as a primary event prevention one.</p>
      <p>
        <bold>Description of the clinical-decision model </bold>
      </p>
      <p>The decision tree, created using the Data Treeage software (release 5.0), was divided in two strategies: defibrillator + conventional therapy <italic>versus</italic> conventional therapy only. A schematic representation of the tree is depicted in <xref ref-type="fig" rid="fig01-body2">Figure 1</xref>.</p>
      <fig id="fig01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gf01-en.jpg"/></fig>
      <p>The clinical model followed the following assumptions: after the implant, procedure-related complications can occur, including mild complications (such as brachial thrombosis, deep venous thrombosis and pneumothorax), as well as severe ones, with the latter capable of causing perioperative death. The patients that survived the implant entered a transition state model, the Markov model. At each annual cycle, the patients could remain stable, die or present complications, such as lead break or systemic infection, in addition to lead displacement (this complication only occurred during the first year post-implantation or lead replacement). The patients undergoing conventional therapy could remain stable or die at each cycle, as well as those who were initially in the defibrillator group and present implantation failure or had to have the device removed during the follow-up. </p>
      <p>The defibrillator analyzed in the model was the single-chamber type, due to the lower rate of complications of this kind of device, as well as the lower cost and similar effectiveness. The defibrillator generator replacement occurred every five years in the base-case. </p>
      <p>
        <bold>Clinical outcome measurements </bold>
      </p>
      <p>The clinical outcomes considered in the assessment were life-years saved (LYS) and quality-adjusted life years(QALY). </p>
      <p>The main model used the quality-adjusted outcome, according to the recommendation of the Panel on Cost-effectiveness<sup>20</sup>.</p>
      <p>Data from a cohort of 386 patients with CHF from a specialized outpatient clinic, from Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, were used for the survival projection in an usual population of CHF aged 60 years in the baseline, incorporating data from life tables of the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE). This cohort consisted of 63% men, with a mean age of 59 years, with an interquartile range (IQR) of 49 to 68 and a mean follow-up of 35 months (IQR = 18-60). These patients presented hypertension (53% of the sample), diabetes (33%) and current smoking status (13%); 89% used ACE inhibitors and 73%, beta-blockers<sup>21,22</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Analysis of effectiveness</bold>
      </p>
      <p>A search in the Medline database was carried out for clinical trials and meta-analyses that had evaluated the use of ICD in CHF, in order to obtain data on effectiveness. The effectiveness data of the meta-analysis performed by Nanthakumar and cols.<sup>11</sup> was used, which showed a decrease in the risk of death associated with the ICD of 26% (95%CI: 17%-33%, I<sup>2 </sup>= 5.2%), based on the compilation of seven clinical trials. Considering the lack of data on long-term effectiveness of the ICD, it was considered to be constant throughout time, in accordance with other cost-effectiveness studies that evaluated this device. </p>
      <p>
        <bold>Complication data </bold>
      </p>
      <p>Regarding data on ICD-related complications, the search was carried out in both clinical trials and observational studies, especially international cohort and registry studies. A meta-analysis carried out by Ezekowitz et al<sup>23</sup> provided rates of systemic infection (total number of patients = 12,436), perioperative mortality (N = 39,858) and ICD implantation failure (N = 11,129). The values adopted in the base-case for lead displacement and mortality due to infection were the result of a meta-analysis of incidences of values that were found in the clinical trials and cohorts, using the method of random effects by DerSimonian and Laird. In order for the study to be eligible for inclusion in the meta-analysis, the ICD leads should have been implanted via the transvenous route and the generator had to be located in the chest. Studies with less than 10% of abdominal implants were also included. Moreover, the devices used in the studies had to be, in the majority, the single-chamber type. In total, four studies that reported lead displacement<sup>24-27</sup> and four that reported mortality due to infection<sup>24,25,28,29</sup> were included. </p>
      <p>Regarding the data on lead complications that required lead replacement (such as break or isolation defect), we used data from a single article, which was considered the most reliable among the identified ones, as it was the only one that performed a long-term follow-up of the studied cohort (ten years)<sup>30</sup>. </p>
      <p>The values used in the model were the following: up to the 7<sup>th</sup> year, in which there were 168 patients under follow-up<sup>30</sup>, we used the values supplied by the study for each year. After the 7<sup>th</sup> year, in which the lead replacement rate was around 6.7%, we chose to maintain the rate constant at this value, as the number of patients in the study decreased significantly, reducing the reliability of estimates. </p>
      <p>
        <bold>Utility data </bold>
      </p>
      <p>Due to the lack of Brazilian data on the utility of patients with heart failure, international data were used. The estimate of utility for the base-case was 0.88, with no difference between the defibrillator group and the conventional therapy group, in accordance with several previously published studies<sup>13,14,16,31</sup>. At the sensitivity analysis, the values that ranged between the findings in other literature studies<sup>32-35</sup> were used.</p>
      <p>
        <bold>Cost analysis </bold>
      </p>
      <p>Regarding the costs of the procedures related to the ICD implantation and the associated complications, values from the reimbursement table of the Hospital Admission Authorization (AIH - <italic>Autoriza&#231;&#227;o para Interna&#231;&#227;o Hospitalar</italic>) of SUS were used in the public perspective. From the perspective of the health insurance companies, the mean values of hospital admissions for these procedures (n=17) in a private hospital in the city of Porto Alegre, state of Rio Grande do Sul, Brazil, in the year 2007, were used. </p>
      <p>Regarding the annual costs of heart failure, the study by Ara&#250;jo et al carried out in 2002, of 70 patients being followed due to this pathology in the city of Niteroi, state of Rio de Janeiro, Brazil, was used as the basis<sup>36</sup>. This study computed all direct costs in the annual management of patients with this disease. As this study provides tables with details on all inputs used by the patients (days of hospitalization, exams, used medications, number of consultations), we recalculated some cost portions: </p>
      <list list-type="bullet">
        <list-item>
          <p>For the public perspective, we extracted the costs of exams from the SUS table and for the health insurance companies, we used the costs included in the study, from the List of Medical Procedures in the year 1999.</p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>For the public perspective, we computed only the costs of medications that are available in the public healthcare system. For the health insurance companies, we did not use the cost of medications, as there is no reimbursement for them in most healthcare plans. </p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>We used the costs of hospitalizations by SUS in a public hospital and a private hospital in the city of Porto Alegre, state of Rio Grande do Sul, Brazil, in the year 2007. The values used were R$ 1,596.00 for the public perspective and R$ 6,593.00 for the health insurance companies. </p>
        </list-item>
      </list>
      <p>After these calculations, we arrived at a mean annual cost per patient of R$ 3,160.00 for the public perspective and R$ 7,045.00 for that of the health insurance companies. </p>
      <p>Finally, the following costs were also computed: </p>
      <list list-type="bullet">
        <list-item>
          <p>In cases of death, an additional cost was computed, related to hospital admission due to heart failure. </p>
        </list-item>
        <list-item>
          <p>The annual cost of ICD maintenance was calculated as three extra consultations per year, at an estimated value of R$ 22.50 for SUS and R$ 129.00 for health insurance companies. </p>
        </list-item>
      </list>
      <p>
        <bold>Sensitivity analyses</bold>
      </p>
      <p>Univariate sensitivity analyses were carried out in all parameters of the model. The parameters of effectiveness and complications oscillated within the confidence intervals of their estimates. Costs ranged 50% higher and lower than their values in the base-case. The interval for generator replacement ranged between 3 and 7 years. The discount rate, for both cost and effectiveness, ranged from 0 to 7%. The basal values and their variations at the sensitivity analyses are shown in <xref ref-type="table" rid="tab01-body2">Table 1</xref> (measures of clinical effectiveness, occurrence of complications) and in <xref ref-type="table" rid="tab02-body2">Table 2</xref> (costs). </p>
      <table-wrap id="tab01-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <table-wrap id="tab02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>With the objective of simulating the model in a population with a more severe disease, such as that in the MADIT study - in which all patients presented ventricular fibrillation or sustained ventricular tachycardia non-suppressed by procainamide in a electrophysiological study - a survival curve similar to the one in that clinical trial was designed, using the ICD effectiveness attained in the same study. </p>
      <p>
        <bold>Results</bold>
      </p>
      <p>The analysis of the base-case found a mean survival projection of 6.99 years for the treatment with the ICD and 5.95 years for the conventional treatment. When adjusted for quality, these values were 6.15 and 5.23, respectively (<xref ref-type="fig" rid="fig02-body2">Figure 2</xref>). The absolute cost difference between the treatments was higher in the health insurance company scenario (R$ 83,894) than in public perspective (R$ 62,723), generating a higher incremental cost-effectiveness ratio in the first case: R$ 90,942 per QALY in the perspective of the health insurance companies <italic>versus</italic> R$ 68,318 per QALY in public perspective (<xref ref-type="table" rid="en_130tab03-body2">Table 3</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_130tab03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <fig id="fig02-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gf02-en.jpg"/></fig>
      <p>In the univariate sensitivity analysis, the parameters with the highest impact on results - in both perspectives - were the decrease in mortality with the ICD, the frequency of generator replacement and the cost of ICD implantation. The discount rate and the utility of a patient with CHF also presented significant influence; the other parameters had minimal impact on the results (<xref ref-type="table" rid="tab04-body2">Table 4</xref>).</p>
      <table-wrap id="tab04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>In the bivariate sensitivity analysis, it was possible to observe that the more effective the ICD was in reducing mortality in patients with CHF and the less costly the device, the higher the cost-effectiveness of this strategy. For instance, in the public perspective, if the cost of ICD was 25% lower and the device granted a decrease in mortality &gt; 30%, the ICD use could be an attractive strategy from this point of view (<xref ref-type="fig" rid="fig3a-body2">Figure 3A</xref>). It is interesting to observe that, when comparing with the data from the health insurance companies, the interrelation between the variables is similar, although the absolute values are higher (<xref ref-type="fig" rid="fig3b-body2">Figure 3B</xref>). In both scenarios, the longer the time period between generator replacement, the lower the additional cost-effectiveness ratio (<xref ref-type="fig" rid="fig04-body2">Figure 4</xref>). </p>
      <fig id="fig3a-body2"/>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-e01-en.jpg"/></p>
      <p>
        <fig id="fig3b-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gf03-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <fig id="fig04-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gf04-en.jpg"/></fig>
      <p>At the analysis of the scenario projected to depict the reality of the MADIT-I study, in which the patients were more severe and presented higher arrhythmic mortality (and consequently, higher benefit of the ICD), the incremental cost-effectiveness ratio was R$ 23,739 per QALY in SUS and R$ 33,592 per QALY in health insurance companies. At the analysis per life-years saved, these values were R$ 20,890 and R$ 29,561, respectively. </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>Heart failure is a very prevalent condition in Brazil and it presents high morbidity and mortality. Among recent therapies aiming at decreasing the disease-associated death rate, the implantable cardioverter defibrillator (ICD) is a remarkably important strategy, with a mean decrease in general mortality of around 25%. The costs, however, constitute an impediment to its large-scale use, especially at the Brazilian Public Health System (SUS). </p>
      <p>The present study performed a formal economic analysis of the ICD use, when compared to the conventional therapy, under two different perspectives: the Brazilian public health system and health insurance companies. The incremental cost-effectiveness ratios were R$ 68,318 and R$ 90,942 per QALY in the two scenarios, respectively. Although some countries - such as the United States and England - have already adopted limits to establish cost-effectiveness ratios considered either attractive or unfavorable, there is no consensus about this value in Brazil. </p>
      <p>Whereas studies performed in the USA mention a limit of US$ 50,000 per QALY, in Canada, between Can$ 20,000 and Can$ 40,000, and in England, &#163; 30,000, these values are not applicable to our reality. According to the World Health Organization (WHO), for countries with a level of economic development such as the one in Brazil, values of up to three times the <italic>per capita</italic> gross domestic product, approximately R$ 40,545 in 2007, would be considered attractive. The cost-effectiveness ratios for the ICD found in these studies are above this value. However, it is important to remember that these limits (suggested by the WHO as well as those adopted by some developed countries) have been developed for the societal perspective or, possibly, for the public perspective, with the comparison of values under the perspective of a third-party payer, such as health insurance companies, being a more delicate issue. In our second scenario, which evaluated a hypothetical cohort of more severe patients and that presented higher arrhythmic mortality, the values were significantly more favorable, being below the limit suggested by the WHO in both perspectives. </p>
      <p>The cost-effectiveness studies in Brazil are scarce and most of them focus only on one perspective, normally the public one. This is the second study by our group that performed a cost-effectiveness analysis of a technology from the perspective of SUS and health insurance companies. In our previous study, an economic assessment that compared the rapamycin-coated stent with the conventional stent, the ICER was more attractive in the private healthcare scenario, differently from the present study, which showed more favorable values in the public health system. The reason for this phenomenon is that the ICD, differently from the coated stent, does not decrease costs of disease management (re-stenosis, in that case), when compared to the conventional treatment. In the developed CHF model, the technology being studied has a global effect on mortality, but no reduction in disease morbidity is expected; on the contrary, the device-related complications potentially add hospitalization and secondary costs. Considering that the parameter with the highest impact on the univariate sensitivity analysis was the ICD cost and that the device costs approximately 35% more for health insurance companies than for SUS, it is possible to observe that this isolated parameter accounts for almost all the difference between the ICER of the two perspectives. </p>
      <p>Some articles published in the international literature that evaluated the cost-effectiveness of the ICD are noteworthy. In the study by Sanders et al<sup>16</sup>, carried out with data from the North-American population, the assessment was performed individually for each one of the published clinical trials. The ratios ranged between US$ 34,000 and US$ 70,200, and the MADIT-I scenario (US$ 34,900) was below the cutoff more often accepted in the USA, that is, US$ 50,000, whereas the MADIT-II (US$ 54,100) and the SCD-HeFT (US$ 70,200) were a little higher than this limit. These differences represent the varied populations assessed in the studies, which was also explored in the present study, in which the base-case had a hypothetical population similar to the two last studies and the alternative model, to the MADIT-I study. Our results are in agreement with this study, if one considers the cutoff suggested by the WHO as the reference. </p>
      <p>In Europe, the English studies published to data have not clearly individualized primary and secondary prevention<sup>34,37</sup> and have not incorporated recent data, such as the SCD-HeFT<sup>9</sup>, using only five of the ten studies on primary prevention concluded to date. The most interesting European study available to date was carried out in Belgium, of which model used clinical and effectiveness parameters from the SCD-HeFT<sup>38</sup>. The gain in QALY, of 1.03, was quite similar to that found in our study (0.92), with an ICER of around &#128; 70,000, which probably reflects, as expected, higher direct medical costs in that country, when compared to Brazil. It is noteworthy that the sensitivity analysis of the present study showed a decrease in the cost-effectiveness ratio of 20% when the generator replacement interval increased from 5 to 7 years, a figure similar to that found in our study. This fact suggests that, although the costs are higher in that country, their proportionality does not differ from the one observed in the Brazilian scenario. </p>
      <p>Some limitations of the present study must be mentioned. Firstly, the benefit of the ICD was considered to be constant throughout time, in agreement with other cost-effectiveness studies in the area, although the clinical trials did not follow the patients for more than 5 years, in their majority. If the benefit decreased throughout time, which is reasonable if we imagine an increase in other causes of death that are non-preventable by the ICD, the cost-effectiveness ratios would be even higher. Secondly, the utility data of patients with CHF that were used in the present study were obtained from the international literature, due to the lack of Brazilian data. Additionally, not even the international literature showed a definitive conclusion on the impact of the ICD on the quality of life, with opinions on the worsening due to inappropriate shocks, as well as improvement in the quality of life, as the patient can feel safer due to the protection provided by the device. </p>
      <p>
        <bold>Conclusion</bold>
      </p>
      <p>The data of the present study show that, from the public as well as the private perspective in Brazil, the cost of the implantable cardioverter defibrillator in the primary prevention of death is high in proportion to its benefit. Strategies to improve this ratio must be pursued, especially the decrease in the cost of the ICD and the increase of its effectiveness. </p>
      <p>
        <bold>Acknowledgements</bold>
      </p>
      <p>The authors wish to thank CNPq and the Ministry of Health of Brazil for their support of this project, as disclosed by Official Notice published in the area of Economic Analysis in Healthcare.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by CNPq.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Rodrigo Antonini Ribeiro, from Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Art&#237;culos Originales</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group/>
    </front-stub>
    <body><p><bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold></p><p><fn id="top-body3"><label><bold>Coste-efectividad de los desfibriladores cardioversores implantables en Brasil en los sectores p&#250;blico y privado</bold></label><p><bold>Rodrigo Antonini Ribeiro; Steffan Frosi Stella; Leandro Ioschpe Zimerman; Maur&#237;cio Pimentel; Luis Eduardo Rohde; Carisi Anne Polanczyk</bold></p></fn></p><p>Universidad Federal de Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p><p>Correspondencia</p><p><bold>RESUMEN</bold></p><p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Varios ensayos cl&#237;nicos aleatorizados han demostrado la eficacia del desfibrilador cardioversor implantable (DCI) en la reducci&#243;n de muerte en pacientes con insuficiencia card&#237;aca congestiva (ICC). Estudios realizados en pa&#237;ses desarrollados han evaluado la relaci&#243;n coste-efectividad del DCI, pero las informaciones no se aplican a Brasil.</p><p><bold>OBJETIVOS:</bold> Evaluar la relaci&#243;n coste-efectividad del DCI en pacientes con ICC desde dos perspectivas: p&#250;blica y salud suplementaria.</p><p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Un modelo de Markov fue creado para analizar la relaci&#243;n de coste-efectividad incremental (RCEI) de DCI, en comparaci&#243;n con la terapia convencional en pacientes con ICC. La efectividad se midi&#243; en a&#241;os de vida ajustados por calidad (QALY). En la literatura, se buscaron los datos de la efectividad y las complicaciones. Los costes se tomaron de las tablas del SUS y de valores practicados por los convenios, as&#237; como de los promedios de las internaciones hospitalarias. An&#225;lisis de sensibilidad univarariados se llevaron a cabo en todas las variables del modelo.</p><p><bold>RESULTADOS:</bold> La RCEI fue de R$ 68.318/QALY en la escena p&#250;blica y R$ 90.942/QALY en la privada. Estos valores est&#225;n por encima de los puntos de corte seg&#250;n lo sugerido por la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud, tres veces el PIB per c&#225;pita (R$ 40.545 en Brasil). Las variables m&#225;s influyentes en el an&#225;lisis de sensibilidad fueron: coste del DCI, intervalo de cambio generador de efectividad del DCI. En la simulaci&#243;n de la escena similar al MADIT-I, las relaciones fueron de R$ 23.739/QALY en la escena p&#250;blica y R$ 33.592/QALY en la privada.</p><p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> Para la poblaci&#243;n en general con ICC, la relaci&#243;n RCEI del DCI, tanto en la perspectiva p&#250;blica como en la privada, es alta. Los mejores resultados se producen en pacientes con alto riesgo de muerte s&#250;bita. (Arq Bras Cardiol 2010; 95(5): 577-586)</p><p><bold>Palabras-clave:</bold> Desfibriladores implantables, an&#225;lisis de coste-beneficio, Brasil.</p><p><bold>Introducci&#243;n</bold></p><p>LA insuficiencia cardiaca congestiva (ICC) es actualmente un problema de salud p&#250;blica, con incidencia y mortalidad crecientes en los &#250;ltimos a&#241;os<sup>1-4</sup>, estando en el momento entre las principales causas de internaci&#243;n hospitalaria en el Sistema &#218;nico de Salud (SUS)<sup>5</sup>. El desfibrilador cardioversor implantable (DCI) se viene estudiando ampliamente en este grupo de pacientes, por ser un dispositivo con el potencial de detener las arritmias potencialmente mortales que representan hasta el 50% de la mortalidad en esta patolog&#237;a<sup>6</sup>.</p><p>El primer ensayo cl&#237;nico importante en esta &#225;rea, el estudio MADIT (<italic>Multicenter Automatic Defibrillator Implantation Trial</italic>), que evalu&#243; a pacientes con ICC e infarto agudo de miocardio (IAM) previo, adem&#225;s de taquiarritmia inducible en estudio electrofisiol&#243;gico, encontr&#243; reducci&#243;n de mortalidad total del 54%<sup>7</sup>. Tras este ensayo cl&#237;nico, otros grandes estudios, como el MADIT-II y SCD-HeFT que evaluaron a casi 4.000 pacientes, expandieron la indicaci&#243;n del DCI para pacientes con insuficiencia cardiaca tanto de etiolog&#237;a isqu&#233;mica como no isqu&#233;mica, sin historia de arritmias severas en el pasado<sup>8,9</sup>. En el total, diez ensayos cl&#237;nicos evaluaron el uso del DCI en la prevenci&#243;n primaria de eventos en ICC, y dos meta-an&#225;lisis que compilaron estos trabajos encontraron reducci&#243;n de mortalidad total alrededor del 25%<sup>10,11</sup>.</p><p>Sin embargo, teniendo en cuenta el aumento del gasto en salud observados actualmente en todo el mundo, es esencial que la efectividad y el coste se eval&#250;en antes de la adopci&#243;n de la aprobaci&#243;n de nuevos insumos en los sistemas de salud, especialmente en tecnolog&#237;as de alto coste como el DCI. Aunque algunos estudios de coste-efectividad sobre esta terapia se hayan realizado en escenas internacionales<sup>12-16</sup>, los resultados obtenidos son poco transferibles para nuestra realidad, especialmente en raz&#243;n de la gran diferencia de costes en el sector de salud entre diferentes pa&#237;ses. Hasta la fecha presente, no hab&#237;a descripci&#243;n en la literatura sobre el coste-efectividad de este dispositivo con la utilizaci&#243;n de los datos nacionales.</p><p>Por lo tanto, llevamos a cabo este estudio con el fin de estimar la relaci&#243;n de coste-efectividad del DCI, en comparaci&#243;n con la terapia convencional en la prevenci&#243;n primaria de eventos, teniendo en cuenta dos perspectivas en Brasil: sistema p&#250;blico de salud y seguro m&#233;dico. En segundo lugar, era tambi&#233;n el objetivo de este estudio realizar an&#225;lisis de sensibilidad para estimar los par&#225;metros de mayor influencia en esta relaci&#243;n de coste-efectividad.</p><p><bold>M&#233;todos</bold></p><p>Una descripci&#243;n m&#225;s detallada de la metodolog&#237;a se public&#243; anteriormente<sup>17</sup>. A continuaci&#243;n, resumimos los puntos principales.</p><p><bold>Descripci&#243;n de la evaluaci&#243;n econ&#243;mica</bold></p><p>Se construy&#243; un modelo anal&#237;tico de decisi&#243;n del tipo Markov, y se asumi&#243; una poblaci&#243;n de pacientes con disfunci&#243;n ventricular izquierda con fracci&#243;n de eyecci&#243;n del ventr&#237;culo izquierdo menor que el 35%. Este modelo se estructur&#243; de modo que analizara la relaci&#243;n de coste-efectividad del DCI en la poblaci&#243;n con insuficiencia cardiaca en general y en el subgrupo de mayor riesgo arr&#237;tmico. En la construcci&#243;n de los modelos, se adoptaron los est&#225;ndares metodol&#243;gicos preconizados por el Panel de Coste-Efectividad en Salud y Medicina<sup>18-20</sup>. Los supuestos y los valores incluidos en los modelos siguieron la perspectiva de un tercero pagador, evaluado desde el punto de vista del sistema p&#250;blico y de la salud suplementaria. El horizonte temporal fue de 20 a&#241;os, y la tasa de descuento aprob&#243;, el 3% en el caso base.</p><p><bold>Modelo poblacional</bold></p><p>La poblaci&#243;n blanco hipot&#233;tica fue de individuos con insuficiencia card&#237;aca con caracter&#237;sticas cl&#237;nicas similares a las estudiadas en los ensayos cl&#237;nicos: disfunci&#243;n sist&#243;lica (fracci&#243;n de eyecci&#243;n &lt;35%), de causa tanto isqu&#233;mica como no isqu&#233;mica; edad inicial de 60 a&#241;os, clase funcional de la NYHA II y III; y las condiciones cl&#237;nicas y quir&#250;rgicas para la implantaci&#243;n de un desfibrilador. Los pacientes no ten&#237;an antecedentes de arritmias malignas, configurando el modelo como de prevenci&#243;n primaria de eventos.</p><p><bold>Descripci&#243;n del modelo de decisi&#243;n cl&#237;nica</bold></p><p>El &#225;rbol de decisiones, construido en el <italic>software</italic> TreeAge Data (versi&#243;n 5.0), se dividi&#243; en dos estrategias: desfibrilador m&#225;s terapia convencional <italic>versus</italic> solamente terapia convencional. Una representaci&#243;n esquem&#225;tica del &#225;rbol se puede visualizar en la <xref ref-type="fig" rid="es_a04fig01m-body3">Figura 1</xref>.</p><p content-type="asset"><fig id="es_a04fig01m-body3"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gf01-es.jpg"/></fig></p><p>El modelo cl&#237;nico sigui&#243; los siguientes supuestos: tras la implantaci&#243;n, se podr&#237;an producir complicaciones asociadas al procedimiento, incluyendo complicaciones ligeras (como trombosis braquial, trombosis venosa profunda y neumot&#243;rax) y severas, &#233;stas con posibilidad de ocasionar muerte perioperatoria. Los pacientes que sobrevivieron al implante entraban en un modelo de estados de transici&#243;n, el modelo de Markov. En cada ciclo anual, los pacientes podr&#237;an permanecer estables, fallecer o sufrir complicaciones como la rotura de cables o infecci&#243;n del sistema, y el desplazamiento de los cables (esta complicaci&#243;n se produjo s&#243;lo en el primer a&#241;o despu&#233;s de la implantaci&#243;n o cambio de cables). Los pacientes en el tratamiento convencional podr&#237;an mantenerse estable o fallecer en cada ciclo, as&#237; como los que empezaron en el grupo desfibrilador y tuvieron falla en el implante o necesitaron remover el dispositivo en el seguimiento.</p><p>El desfibrilador evaluado en el modelo fue el de c&#225;mara &#250;nica, debido a la menor tasa de complicaciones de este mecanismo, los costes m&#225;s bajos y una efectividad similar. El reemplazo del generador del generador del desfibrilador se produc&#237;a cada cinco a&#241;os en el caso-base.</p><p><bold>Las medidas de desenlaces cl&#237;nicos</bold></p><p>Los desenlaces cl&#237;nicos que se tuvieron en cuenta en la evaluaci&#243;n de los a&#241;os de vida salvados y ajustados para calidad (<italic>quality adjusted life years -</italic> QALY). El modelo principal utiliz&#243; el desenlace ajustado por calidad, seg&#250;n la recomendaci&#243;n del Panel Coste-Efectividad<sup>20</sup>.</p><p>Para proyectar la sobrevida en una poblaci&#243;n usual de ICC con 60 a&#241;os en la l&#237;nea de base, se utilizaron datos de una cohorte de 386 pacientes con ICC de una cl&#237;nica ambulatoria especializada del Hospital de Cl&#237;nicas de Porto Alegre, la incorporaci&#243;n de datos de las tablas de vida del Instituto Brasile&#241;o de Geograf&#237;a y Estad&#237;stica (IBGE). Esta cohorte estaba conformada por el 63% de varones, con edad promedio de 59 a&#241;os (amplitud intercuartilica (AIQ) 49-68) y un seguimiento medio de 35 meses (AIQ 18 - 60). Estos pacientes presentaban hipertensi&#243;n (el 53% de la muestra), diabetes (33%) y tabaquismo activo (13%); el 89% estaban usando inhibidores de la ECA, y el 73%, betabloqueantes<sup>21,22</sup>.</p><p><bold>An&#225;lisis de la efectividad</bold></p><p>Una b&#250;squeda se llev&#243; a cabo en la base de datos Medline, por ensayos cl&#237;nicos y meta-an&#225;lisis que evaluaran el uso de DCI en la ICC para la obtenci&#243;n datos de efectividad. Se utiliz&#243; el dato de la efectividad de meta-an&#225;lisis conducida por Nanthakumar et al<sup>11</sup>, la que encontr&#243; una reducci&#243;n de riesgo de muerte asociado al DCI, el 26% (95% IC: 17% -33%, I<sup>2</sup> = 5,2%), fundamentada en la recopilaci&#243;n de siete ensayos cl&#237;nicos. Dada la falta de datos sobre la efectividad en largo plazo del DCI, esto se consider&#243; como constante con el paso del tiempo, as&#237; como en otros trabajos de coste-efectividad que evaluaron este dispositivo.</p><p><bold>Datos de complicaciones</bold></p><p>Para datos de complicaciones del desfibrilador, la b&#250;squeda se hizo tanto en los ensayos cl&#237;nicos como en estudios observacionales, especialmente de cohortes y registros internacionales. Un meta-an&#225;lisis conducido por Ezekowitz et al<sup>23</sup> proporcion&#243; tasas de infecci&#243;n de sistema (n&#250;mero total de pacientes = 12.436), mortalidad perioperatoria (N = 39.858) y falla en la implantaci&#243;n del DCI (N = 11 129). Los valores adoptados en el caso-base para desplazamiento de cables y mortalidad resultante de infecci&#243;n fueron resultado de meta-an&#225;lisis de incidencias de los valores que encontramos en los ensayos cl&#237;nicos y cohortes, por el m&#233;todo de efectos rand&#243;micos de DerSimonian y Laird. Para que el estudio sea elegible para su inclusi&#243;n en el meta-an&#225;lisis, el DCI deber&#237;a tener implantaci&#243;n por v&#237;a transvenosa y del generador en localizaci&#243;n pectorales. Los estudios con menos del 10% de los implantes abdominales tambi&#233;n fueron incluidos. Adem&#225;s de ello, los estudios deber&#237;an tener la mayor&#237;a de los dispositivos de una c&#225;mara &#250;nica. En el total, se incluyeron cuatro estudios que reportaron tasas de desplazamiento de cables<sup>24-27</sup> y cuatro que reportaron mortalidad por infecci&#243;n<sup>24,25,28,29</sup>.</p><p>Para los datos de complicaciones de los cables que requiriesen reemplazo (como quiebras y defecto de aislamiento), se utilizaron datos de un &#250;nico art&#237;culo, considerado lo m&#225;s fiable de entre los encontrados, por ser el &#250;nico que tuvo largo seguimiento de la cohorte analizada (diez a&#241;os)<sup>30</sup>.</p><p>Los valores utilizados en el modelo fueron los siguientes: hasta el 7&#186; a&#241;o, en el que a&#250;n hab&#237;a 168 pacientes en seguimiento<sup>30</sup>, utilizamos los valores prove&#237;dos por el trabajo cada a&#241;o. Desde el 7 &#186; a&#241;o en el que la tasa de reemplazo de los cables estaba en un 6,7%, se opt&#243; por mantener la tasa constante en este valor, ya que el n&#250;mero de pacientes en el estudio disminuy&#243; mucho, y redujo la confiabilidad de las estimaciones.</p><p><bold>Datos de utilidad</bold></p><p>Debido a la ausencia de los datos brasile&#241;os sobre utilidad en insuficiencia card&#237;aca, se utilizaron datos internacionales. La estimaci&#243;n de utilidad para el caso base fue de 0,88, sin diferencia entre los grupos desfibrilador y terapia convencional, en concordancia con variados estudios publicados<sup>13,14,16,31</sup>. En el an&#225;lisis de sensibilidad, se utilizaron valores que oscilaron entre los hallazgos en los otros trabajos de la literatura<sup>32-35</sup>.</p><p><bold>An&#225;lisis de costes</bold></p><p>Por el coste de los procedimientos relacionados con el del DCI y a las complicaciones asociadas, se utilizaron los valores de la tabla de reembolso de Autorizaci&#243;n para la Internaci&#243;n Hospitalaria (AIH en su sigla en portugu&#233;s) del SUS, una perspectiva ciudadana. Desde la perspectiva de los seguros salud, se utilizaron los valores promedio de internaciones para estos procedimientos (n = 17) en un hospital privado de la ciudad de Porto Alegre, en el a&#241;o 2007.</p><p>Para los costes anuales de la insuficiencia card&#237;aca, se utiliz&#243; como base el estudio de Araujo et al, realizado en 2002, con 70 pacientes en seguimiento por esta patolog&#237;a en la ciudad de Niter&#243;i, R&#237;o de Janeiro<sup>36</sup>. En este trabajo, se calcularon todos los costes directos en el manejo anual de los pacientes con esta enfermedad. Como este estudio ofrece tablas con detalles de todos los insumos utilizados por los pacientes (d&#237;as de internaci&#243;n, ex&#225;menes, f&#225;rmacos utilizados, n&#250;mero de consultas), recalculamos algunas cuotas de los costes:</p><disp-quote><p>&#149; Bajo la perspectiva del SUS, empleamos los costes de ex&#225;menes de la tabla SUS y, para la salud suplementaria, utilizamos los costes incluidos en el estudio, que provienen de la Lista de Procedimientos M&#233;dicos del a&#241;o 1999.</p><p>&#149; En la perspectiva del SUS, calculamos solamente los costes de f&#225;rmacos disponibles en el sistema p&#250;blico. Bajo la visi&#243;n de los convenios, no utilizamos los costes de medicamentos, ya que no hay compensaci&#243;n para estos en los planes de la mayor&#237;a de la salud.</p><p>&#149; Se utilizaron los gastos de hospitalizaci&#243;n por el SUS en un hospital p&#250;blico y un hospital privado en la ciudad de Porto Alegre, en el a&#241;o de 2007. Los valores utilizados fueron de R$ 1.596,00 para la perspectiva del SUS y de R$ 6.593,00 para los convenios.</p></disp-quote><p>Despu&#233;s de estos c&#225;lculos, llegamos a un coste medio anual por paciente de R$ 3.160,00 en la perspectiva del SUS y de R$ 7.045,00 en la salud suplementaria.</p><p>Finalmente, se calcularon tambi&#233;n los siguientes costes:</p><disp-quote><p>&#149; En los casos de muerte, se calcul&#243; a un coste adicional de una internaci&#243;n por insuficiencia cardiaca.</p><p>&#149; El coste de mantenimiento anual del DCI se calcul&#243; en tres consultas extras por a&#241;o, con un valor estimado de R$ 22,50 por el SUS y R$ 129 para convenios.</p></disp-quote><p><bold>An&#225;lisis de sensibilidad</bold></p><p>Se realizaron an&#225;lisis de sensibilidad univariado en todos los par&#225;metros del modelo. Los par&#225;metros de efectividad y complicaciones oscilaron en los intervalos de confianza de sus estimaciones. Los costes variaron en un 50% para m&#225;s y para menos de su valor desde el caso base. El intervalo para reemplazo del generador oscil&#243; de 3 a 7 a&#241;os. La tasa de descuento, tanto para coste como para efectividad vari&#243; del 0% al 7%. Los valores basales y sus variaciones en los an&#225;lisis de sensibilidad se describen en la <xref ref-type="table" rid="tab1-body3">Tabla 1</xref> (mediciones de efectividad cl&#237;nica, la ocurrencia de complicaciones) y en la <xref ref-type="table" rid="es_a04tab02m-body3">Tabla 2</xref> (costes).</p><p content-type="asset"><table-wrap id="es_a04tab02m-body3"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gt01-es.jpg"/></table-wrap></p><table-wrap id="tab1-body3"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gt02-es.jpg"/></table-wrap><p>Con el objetivo de simular el modelo en una poblaci&#243;n m&#225;s severa, como la del MADIT - en la que todos los pacientes tuvieron fibrilaci&#243;n ventricular o taquicardia ventricular sostenida, no se suprimida por el uso de la procainamida en estudio electrofisiol&#243;gico -, se proyect&#243; una curva de sobrevida similar a la de aquel ensayo cl&#237;nico, con utilizaci&#243;n de la efectividad del DCI alcanzada en el mismo estudio.</p><p><bold>Resultados</bold></p><p>El an&#225;lisis del caso base encontr&#243; una proyecci&#243;n de sobrevida media de 6,99 a&#241;os para el tratamiento con DCI y de 5,95 a&#241;os para el tratamiento convencional. Cuando ajustados para calidad, estos valores fueron de 6,15 y 5,23, respectivamente (<xref ref-type="fig" rid="es_a04fig02m-body3">Figura 2</xref>) La diferencia absoluta en los costes entre los tratamientos fue mayor en la salud suplementaria (R$ 83.894) que en el SUS (R$ 62.723), generando una raz&#243;n incremental de coste-efectividad mayor en el primer caso: R$ 90.942 por QALY en la salud suplementaria contra R$ 68.318 por QALY en el SUS (<xref ref-type="table" rid="es_a04tab03m-body3">Tabla 3</xref>).</p><p content-type="asset"><fig id="es_a04fig02m-body3"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gf02-es.jpg"/></fig></p><p content-type="asset"><table-wrap id="es_a04tab03m-body3"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gt03-es.jpg"/></table-wrap></p><p>En el an&#225;lisis de sensibilidad univariado, los par&#225;metros con mayor influencia en los resultados -en ambas perspectivas- fueron la reducci&#243;n de la mortalidad con el ICD, la frecuencia de cambio del generador y el coste de la implantaci&#243;n de un DCI. Tambi&#233;n tuvieron influencia significativa la tasa de descuento y la utilidad de un paciente con ICC. Los dem&#225;s par&#225;metros tuvieron una m&#237;nima influencia en los resultados (<xref ref-type="table" rid="es_a04tab04m-body3">Tabla 4</xref>).</p><p content-type="asset"><table-wrap id="es_a04tab04m-body3"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gt04-es.jpg"/></table-wrap></p><p>En el an&#225;lisis de sensibilidad bivariado, podemos observar que cuanto m&#225;s eficaz es el DCI con reducir la mortalidad en pacientes con ICC y cuanto m&#225;s barato es el dispositivo, mayor ser&#225; la relaci&#243;n de coste-efectividad de esta estrategia. Por ejemplo, la perspectiva del SUS, si el coste del DCI es el 25% m&#225;s peque&#241;o y el dispositivo conferir una reducci&#243;n en la mortalidad superior al 30%, la utilizaci&#243;n del DCI podr&#225; ser una estrategia atractiva en este punto de vista (<xref ref-type="fig" rid="a04fig3ab-body3">Figura 3A</xref>). Curiosamente, en comparaci&#243;n con los datos de la medicina suplementaria, la interrelaci&#243;n entre las variables es similar, aunque los valores absolutos son m&#225;s elevados (<xref ref-type="fig" rid="a04fig3ab-body3">Figura 3B</xref>). En ambas escenas, cuanto mayor es el tiempo entre el reemplazo del generador, menor ser&#225; su relaci&#243;n de coste-efectividad adicional (<xref ref-type="fig" rid="es_a04fig04m-body3">Figura 4</xref>).</p><p content-type="asset"><fig id="es_a04fig04m-body3"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gf03-es.jpg"/></fig></p><p><fig id="a04fig3ab-body3"/>&#13;
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</p><p><fn id="es_a04fig03am-body3"><p><graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-e01-es.jpg"/></p><p><fig id="a04fig3abxfig3b-body3"><graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-05-0577-00134-gf04-es.jpg"/></fig></p></fn><fn id="es_a04fig03bm-body3"/></p>&#13;
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 <p>En el an&#225;lisis de escenas proyectado para reflejar la realidad del estudio MADIT-I, en el que los pacientes eran m&#225;s severos y ten&#237;an mayor mortalidad arr&#237;tmica (y consecuentemente mayor beneficio de la DCI), la relaci&#243;n de coste-efectividad incremental fue R$ 23.739 por QALY en el SUS y R$ 33.592 por QALY en los convenios. En el an&#225;lisis por a&#241;os de vida ganados, estos valores fueron de R$ 20.890 y R$ 29.561, respectivamente.</p>   <p><bold>Discusi&#243;n</bold></p> <p>La insuficiencia card&#237;aca es una condici&#243;n muy prevalente en nuestro medio, con elevada morbilidad y mortalidad. Entre las terapias recientes tendentes a reducir la muerte asociada a la enfermedad, el desfibrilador cardioversor implantable juega un rol destacado, con una reducci&#243;n media de la mortalidad general en cerca de un 25%. Los costes, sin embargo, se oponen a la utilizaci&#243;n en gran escala, especialmente en el SUS.</p> <p>Se realiz&#243; en este trabajo un an&#225;lisis econ&#243;mico formal de la utilizaci&#243;n del DCI, en comparaci&#243;n con la terapia convencional, desde dos perspectivas: p&#250;blica y salud suplementaria/convenios. Las relaciones incrementales de coste-efectividad fueron de R$ 68.318 y R$ 90.942 por QALY en estas dos escenas, respectivamente. Aunque algunos pa&#237;ses - como los Estados Unidos y la Inglaterra - ya haber adoptado l&#237;mites para el establecimiento de la relaci&#243;n coste-efectividad consideradas como atractivas o desfavorables, no hay consenso sobre este valor en Brasil. Mientras que los estudios realizados en los Estados Unidos mencionan el umbral de US$ 50.000 QALY, en el Canad&#225;, entre Can$ 20.000 y Can$ 40.000, y en Inglaterra, &#163; 40.000, no es posible transferir este dato para nuestro medio. Seg&#250;n la Organizaci&#243;n Mundial de la Salud (OMS), para pa&#237;ses con un nivel de desarrollo econ&#243;mico como Brasil, los valores de hasta tres veces el PIB <italic>per c&#225;pita</italic>, de aproximadamente R$40.545 en 2007, se considerar&#237;an como atractivos. Las relaciones de coste-efectividad de DCI encontradas en estos estudios se encuentran por encima de este nivel. Sin embargo, es importante recordar que estos l&#237;mites recomendados (ya sea por la OMS como los adoptados por algunos pa&#237;ses desarrollados) se desarrollaron desde la perspectiva de la sociedad o la m&#225;s cercana la visi&#243;n p&#250;blica, y la comparaci&#243;n de los valores desde la perspectiva de un tercer pagador, tales como los convenios, un tema m&#225;s delicado. En nuestra segunda escena, que evalu&#243; una cohorte hipot&#233;tica de pacientes m&#225;s graves y con mayor mortalidad arr&#237;tmica, los valores fueron bien m&#225;s favorables, encontr&#225;ndose por debajo del umbral propuesto por la OMS en ambas perspectivas.</p> <p>Los trabajos de coste-efectividad en nuestro medio son escasos, y la mayor&#237;a de ellos enfoca solamente una perspectiva, por lo general la p&#250;blica. Este es el segundo trabajo de trabajo a llevar a cabo el an&#225;lisis de coste-efectividad de una tecnolog&#237;a desde la perspectiva del SUS y de la salud suplementaria. En nuestro trabajo anterior, una evaluaci&#243;n econ&#243;mica que ha comparado el <italic>stent</italic> recoberto por repamicina con el <italic>stent</italic> convencional, la relaci&#243;n de coste-efectividad incremental fue m&#225;s atractiva en una escena &#237;ntima, a diferencia de nuestro trabajo actual, donde los valores fueron m&#225;s favorables en el sistema p&#250;blico La raz&#243;n de este fen&#243;meno es que la DCI, a diferencia del <italic>stent</italic> recubiertos, no reduce costes de manejo de la enfermedad (reestenosis, en este caso) en comparaci&#243;n con el tratamiento convencional. En el modelo ICC desarrollado, la tecnolog&#237;a en estudio tiene el efecto global sobre la mortalidad, pero no se espera la reducci&#243;n de la morbilidad de la enfermedad, sin embargo, las complicaciones del dispositivo a&#241;aden potencialmente internaciones y costes secundarios. Teniendo en cuenta que el par&#225;metro de mayor impacto en el an&#225;lisis de sensibilidad univariado fue el coste del DCI, y que este cuesta alrededor del 35% a m&#225;s para que los convenios que para el SUS, podemos ver que este par&#225;metro aisladamente responde por casi toda la diferencia entre las relaciones de coste-efectividad incrementales de las dos perspectivas.</p> <p>Algunos art&#237;culos publicados en la literatura internacional que evaluaron la relaci&#243;n coste-efectividad del DCI merecen destaque. En el trabajo de Sanders et al<sup>16</sup>, realizado con datos de la poblaci&#243;n estadounidense, la evaluaci&#243;n se llev&#243; a cabo de forma individual para cada uno de los ensayos cl&#237;nicos publicados. Las relaciones variaron entre US$ 34.000 y US$ 70.200, y la escena del MADIT-I (US$34.900) estaba por debajo del punto de corte m&#225;s aceptado en los Estados Unidos, US$50.000, mientras que el MADIT-II (US$ 54.100) y el SCD-HeFT (US$ 70.200) estaban un poco arriba de este umbral. Estas diferencias reflejan las diversas poblaciones vistas en los estudios, lo que tambi&#233;n exploramos en nuestro trabajo, en que el caso-base ten&#237;a una poblaci&#243;n hipot&#233;tica similar a los dos &#250;ltimos estudios, y el modelo alternativo, al MADIT-I. Nuestros resultados est&#225;n en consonancia con este trabajo si tenemos en cuenta como referencia el punto de corte sugerido por la OMS.</p> <p>En Europa, los trabajos ingleses publicados hasta la fecha no individualizan de manera clara la prevenci&#243;n primaria y secundaria<sup>34,37</sup>, adem&#225;s de no incorporar datos recientes, como el SCD-HeFT<sup>9</sup>, utilizando solamente 5 de los 10 estudios de prevenci&#243;n primaria concluidos hasta el presente. El estudio europeo m&#225;s interesante disponible hasta la fecha se llev&#243; a cabo en B&#233;lgica, cuyo modelo utiliz&#243; par&#225;metros cl&#237;nicos y de efectividad del SCD-HeFT<sup>38</sup>. La ganancia en QALY de 1,03, fue muy similar a la encontrada en nuestro estudio (0,92), con una relaci&#243;n de coste-efectividad incremental de alrededor de &#128; 70.000, lo que probablemente refleja, como se esperaba, los costes m&#233;dicos directos m&#225;s altos en aquel pa&#237;s respecto al Brasil. Llama la atenci&#243;n que el an&#225;lisis de sensibilidad de este trabajo observ&#243; una disminuci&#243;n con relaci&#243;n de coste-efectividad en el orden del 20% cuando el intervalo de reemplazo de generador aumentaba de 5 para 7 a&#241;os, una cifra similar a la encontrada en nuestro estudio. Esto sugiere que aunque los costes son mayores en aquel pa&#237;s, la proporci&#243;n de ellos no difiere de la que encontramos en la escena brasile&#241;a.</p> <p>Algunas limitaciones de nuestro estudio deben ser mencionadas. En primer lugar, el beneficio del DCI se consider&#243; como constante en el tiempo, de conformidad con otros estudios de coste-efectividad del &#225;rea, aunque los ensayos cl&#237;nicos no hayan seguido los pacientes durante m&#225;s de cinco a&#241;os en su mayor&#237;a. Si el beneficio disminuyera con el paso del tiempo, lo que es plausible si nos imaginamos un aumento de otras causas de muerte no evitables por el DCI, las relaciones de coste-efectividad ser&#237;an a&#250;n m&#225;s altas. En segundo lugar, los datos de utilidad de pacientes con ICC que utilizamos son de la literatura internacional en raz&#243;n de la ausencia de datos brasile&#241;os. Adem&#225;s de ello, ni mismo en la literatura internacional se encontr&#243; una posici&#243;n definitiva sobre el impacto del DCI sobre la calidad de vida, habiendo opiniones sobre un empeoramiento debido a choques inapropiados, as&#237; como la mejora, ya que el paciente puede sentirse m&#225;s seguro por la protecci&#243;n conferida por el dispositivo.</p>   <p><bold>Conclusi&#243;n</bold></p> <p>Los datos de este trabajo se&#241;alan que, tanto en la perspectiva p&#250;blica como de la salud suplementaria en Brasil, el coste de los desfibriladores cardioversores implantables para la prevenci&#243;n primaria de la muerte es alto en proporci&#243;n a su beneficio. Estrategias para mejorar esta relaci&#243;n deben ser perseguidas, especialmente la de reducir el coste del DCI y aumentar su efectividad.</p>   <p><bold>Agradecimientos</bold></p> <p>Agradecemos al CNPq y el Ministerio de Salud, el fomento dado a este proyecto, a trav&#233;s de licitaci&#243;n p&#250;blica en el &#225;rea de An&#225;lisis Econ&#243;mico en Salud</p> <p><bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold></p> <p>No hay conflicto de intereses pertinentes.</p> <p><bold>Fuentes de Financiamiento</bold></p> <p>Este estudio fue financiado por el CNPq.</p> <p><bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold></p> <p>Este art&#237;culo forma parte de la disertaci&#243;n de Maestr&#237;a de Rodrigo Antonini Ribeiro de la <italic>Universidad Federal de Rio Grande do Sul</italic></p>   <p><bold>Referencias</bold></p>                                      </body>
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