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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
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          <subject>Atualiza&#231;&#227;o Cl&#237;nica</subject>
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        <article-title>Digit&#225;licos: os resultados do DIG no s&#233;culo XXI</article-title>
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      <volume>95</volume>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>Depois da divulga&#231;&#227;o de que n&#227;o houve signific&#226;ncia estat&#237;stica na mortalidade geral do estudo DIG, a indica&#231;&#227;o dos digit&#225;licos nos esquemas de tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva (ICC) reduziu drasticamente. Estudos post hoc, que reavaliaram os dados do DIG, indicaram que um aspecto n&#227;o considerado neste ensaio multic&#234;ntrico exerce influ&#234;ncia decisiva no progn&#243;stico dos pacientes: a concentra&#231;&#227;o s&#233;rica da digoxina. Em rela&#231;&#227;o &#224;queles que receberam placebo, a mortalidade geral e a hospitaliza&#231;&#227;o foram reduzidas em pacientes com concentra&#231;&#227;o de digoxina inferior a 0,9 ng/ml. No primeiro trabalho que avaliou a influ&#234;ncia dos digit&#225;licos em modelo experimental de ICC, verificamos em nosso laborat&#243;rio que ratas com s&#237;ndrome congestiva secund&#225;ria a infarto do mioc&#225;rdio t&#234;m a sobrevida prolongada sob tratamento com digitoxina. As informa&#231;&#245;es atuais recomendam que os m&#233;ritos dos digit&#225;licos continuem a ser analisados para estabelecer adequadamente sua import&#226;ncia no tratamento da ICC.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Glicos&#237;deos card&#237;acos</kwd>
        <kwd>cardiot&#244;nicos</kwd>
        <kwd>digoxina</kwd>
        <kwd>insufici&#234;ncia card&#237;aca</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>26</day>
        <month>01</month>
        <year>2011</year>
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  <body>
    <p>
      <bold>ATUALIZA&#199;&#195;O CL&#205;NICA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Digit&#225;licos: os resultados do DIG no s&#233;culo XXI</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Izo Helber; Paulo J. F. Tucci</bold>
    </p>
    <p>Escola Paulista de Medicina - Unifesp, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p>Depois da divulga&#231;&#227;o de que n&#227;o houve signific&#226;ncia estat&#237;stica na mortalidade geral do estudo DIG, a indica&#231;&#227;o dos digit&#225;licos nos esquemas de tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva (ICC) reduziu drasticamente. Estudos <italic>post hoc</italic>, que reavaliaram os dados do DIG, indicaram que um aspecto n&#227;o considerado neste ensaio multic&#234;ntrico exerce influ&#234;ncia decisiva no progn&#243;stico dos pacientes: a concentra&#231;&#227;o s&#233;rica da digoxina. Em rela&#231;&#227;o &#224;queles que receberam placebo, a mortalidade geral e a hospitaliza&#231;&#227;o foram reduzidas em pacientes com concentra&#231;&#227;o de digoxina inferior a 0,9 ng/ml. No primeiro trabalho que avaliou a influ&#234;ncia dos digit&#225;licos em modelo experimental de ICC, verificamos em nosso laborat&#243;rio que ratas com s&#237;ndrome congestiva secund&#225;ria a infarto do mioc&#225;rdio t&#234;m a sobrevida prolongada sob tratamento com digitoxina. </p>
    <p> As informa&#231;&#245;es atuais recomendam que os m&#233;ritos dos digit&#225;licos continuem a ser analisados para estabelecer adequadamente sua import&#226;ncia no tratamento da ICC.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Glicos&#237;deos card&#237;acos, cardiot&#244;nicos, digoxina, insufici&#234;ncia card&#237;aca.</p>
    <p>Dados recentes indicam que, nos EUA, mais de 5 milh&#245;es de indiv&#237;duos s&#227;o acometidos de Insufici&#234;ncia Card&#237;aca Congestiva (ICC) e, a cada ano, 550.000 novos casos s&#227;o diagnosticados, gerando aproximadamente um milh&#227;o de hospitaliza&#231;&#245;es, com custos diretos e indiretos estimados em 29 bilh&#245;es de d&#243;lares/ano, com taxa de mortalidade variando de 5% a 75% ao ano<sup>1</sup>. Aparentemente, essa import&#226;ncia &#233; comum aos pa&#237;ses ocidentais<sup>2</sup>. Tais dados conferem relevante import&#226;ncia na busca de um medicamento para ICC que tenha como principais caracter&#237;sticas: a melhora da qualidade de vida, ser economicamente vi&#225;vel, ser de f&#225;cil administra&#231;&#227;o, n&#227;o apresentar efeitos adversos importantes, ser de f&#225;cil combina&#231;&#227;o com outros medicamentos e, principalmente, aumentar a sobrevida dos pacientes.</p>
    <p>Ap&#243;s a descri&#231;&#227;o de William Whithering das virtudes do uso de derivados da <italic>Digitalis lanata</italic> no tratamento de pacientes com hidropisia, no s&#233;culo XVIII, os v&#225;rios pequenos estudos existentes at&#233; o final do s&#233;culo XX n&#227;o foram considerados suficientes para definir os m&#233;ritos da utiliza&#231;&#227;o dos digit&#225;licos nos pacientes portadores de Insufici&#234;ncia Card&#237;aca. Em 1993, foram publicados dois estudos randomizados, duplos-cegos e placebos-controlados, que analisaram a influ&#234;ncia cl&#237;nica da retirada de digoxina em pacientes que vinham recebendo o medicamento: PROVED<sup>3</sup> e RADIANCE<sup>4</sup>. Os pacientes acompanhados no ensaio PROVED recebiam diur&#233;tico associado &#224; digoxina e os doentes acompanhados no RADIANCE eram medicados com digoxina associada a diur&#233;tico e inibidor da enzima de convers&#227;o da angiotensina. Seguindo-se ao per&#237;odo de estabiliza&#231;&#227;o, o digital foi substitu&#237;do por placebo em um dos grupos de cada um desses ensaios. Nos dois estudos, ap&#243;s semanas de retirada da digoxina, houve diminui&#231;&#227;o da toler&#226;ncia aos exerc&#237;cios, redu&#231;&#227;o da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o, aumento da frequ&#234;ncia e da descompensa&#231;&#227;o card&#237;acas no grupo em que o digit&#225;lico foi suspenso. Esses resultados caracterizaram o benef&#237;cio cl&#237;nico do uso de digit&#225;licos.</p>
    <p>Em 1997, foi publicado o estudo <italic>Digitalis Investigation Group</italic> (DIG)<sup>5</sup>, concebido para analisar se o uso de digit&#225;licos reduz a mortalidade e hospitaliza&#231;&#227;o por ICC. O DIG randomizou, entre dois grupos, 7.788 pacientes que mantinham ritmo sinusal, em utiliza&#231;&#227;o de diur&#233;ticos e inibidores de enzima de convers&#227;o da angiotensina: os que tomavam digoxina e aqueles que ingeriam placebo. No bra&#231;o principal do estudo, foram acompanhados 6.800 pacientes com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o inferior a 45%. Embora a digoxina tenha reduzido o n&#250;mero de hospitaliza&#231;&#245;es, a diferen&#231;a identificada entre as mortalidades por intensifica&#231;&#227;o da ICC alcan&#231;ou valores lim&#237;trofes, mas n&#227;o atingiu n&#237;vel de signific&#226;ncia.</p>
    <p>Depois da divulga&#231;&#227;o de tais dados, foi n&#237;tida a redu&#231;&#227;o do uso de digit&#225;licos no esquema de tratamento da ICC, mesmo havendo documenta&#231;&#227;o de que: 1) os digit&#225;licos s&#227;o os &#250;nicos agentes inotr&#243;picos de utiliza&#231;&#227;o oral que n&#227;o aumentam a mortalidade na ICC cr&#244;nica<sup>6</sup>; 2) constituem uma classe de medicamentos que, ao serem utilizados em doses apropriadas, n&#227;o acarretam hipotens&#227;o, altera&#231;&#245;es eletrol&#237;ticas e efeitos adversos renais<sup>2</sup>; 3) reduziram-se a mortalidade e hospitaliza&#231;&#227;o por todas as causas na an&#225;lise <italic>post hoc</italic> do US Carvedilol<sup>7</sup>; 4) o benef&#237;cio da espironolactona foi significante apenas nos pacientes que receberam digoxina no estudo RALES<sup>8</sup>; 5) na an&#225;lise conjunta dos dados do PROVED e do RADIANCE, os pacientes que recebiam digoxina associada a diur&#233;tico e inibidor da enzima de convers&#227;o da angiotensina tiveram melhor evolu&#231;&#227;o do que aqueles que receberam apenas os dois &#250;ltimos medicamentos<sup>9</sup>.</p>
    <p>Ap&#243;s a divulga&#231;&#227;o dos resultados do DIG, foi n&#237;tido o acentuado decl&#237;nio da utiliza&#231;&#227;o de digit&#225;licos no tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca durante o final do s&#233;culo passado e nos primeiros anos do s&#233;culo XXI. No registro OPTMIZE-HF (<italic>Organized Program to Initiate Lifesaving Treatment in Hospitalized Patients With Heart Failure</italic>), foi relatado<sup>10</sup> que somente 30% dos pacientes com disfun&#231;&#227;o ventricular sist&#243;lica estavam em tratamento com digoxina antes da admiss&#227;o, e a digoxina foi adicionada ou mantida ap&#243;s a alta em apenas 8% deles. Essa mudan&#231;a na utiliza&#231;&#227;o da digoxina parece ser, predominantemente, devida &#224; falta de signific&#226;ncia estat&#237;stica na an&#225;lise da mortalidade descrita no ensaio DIG. Provavelmente, tamb&#233;m houve contribui&#231;&#227;o de estudo que questionou a seguran&#231;a da digoxina em mulheres<sup>11</sup>. Finalmente, a disponibilidade de novos antagonistas neuro-hormonais, tais como betabloqueadores e antagonistas da angiotensina II e da aldosterona, a falta de patroc&#237;nio da ind&#250;stria para os digit&#225;licos e os sofisticados dispositivos para ressincroniza&#231;&#227;o card&#237;aca podem ter contribu&#237;do para diminuir a utiliza&#231;&#227;o da digoxina na ICC.</p>
    <p>Na diretriz americana mais recente<sup>1</sup>, considerando que n&#227;o ficou estatisticamente caracterizado o benef&#237;cio da digoxina na sobrevida, o uso de digit&#225;licos passou da indica&#231;&#227;o IA para IIA; entretanto, na diretriz canadense<sup>2</sup>, a recomenda&#231;&#227;o de uso do medicamento &#233; categorizada como IA em pacientes sintom&#225;ticos j&#225; medicados com IECA e betabloqueadores.</p>
    <p>An&#225;lises posteriores dos dados do pr&#243;prio estudo DIG propuseram novas interpreta&#231;&#245;es para os resultados de tal ensaio. A an&#225;lise de subgrupos indicou que a digoxina reduz a mortalidade em certas situa&#231;&#245;es. Diversos autores indicaram que os n&#237;veis plasm&#225;ticos de digoxina - um aspecto que n&#227;o foi considerado no DIG - s&#227;o um determinante cr&#237;tico dos resultados<sup>12-18</sup>. Em um dos trabalhos<sup>12</sup>, foi apurado que pacientes com n&#237;veis plasm&#225;ticos de digoxina entre 0,5 e 0,9 ng/ml tiveram a mortalidade e a hospitaliza&#231;&#227;o reduzidas. N&#237;veis s&#233;ricos mais elevados do digit&#225;lico reduziram a hospitaliza&#231;&#227;o, mas n&#227;o alteraram a mortalidade por todas as causas. Considerando pacientes com concentra&#231;&#227;o s&#233;rica m&#233;dia de 0,89 ng/ml, Rich e cols.<sup>13</sup> constataram que a digoxina teve efeitos ben&#233;ficos sobre a mortalidade e a hospitaliza&#231;&#227;o em todos os grupos et&#225;rios estudados no DIG. Ahmed<sup>14</sup> descreveu redu&#231;&#227;o da mortalidade e da hospitaliza&#231;&#227;o em idosos que ingeriram doses di&#225;rias iguais ou inferiores a 0,125 mg/dia.</p>
    <p>Contrariando a opini&#227;o difundida de que o g&#234;nero feminino &#233; mais suscet&#237;vel aos efeitos t&#243;xicos dos digit&#225;licos, Adams e cols.<sup>15</sup> demonstraram que a quest&#227;o &#233; mais complexa. H&#225; rela&#231;&#227;o linear entre concentra&#231;&#227;o s&#233;rica de digoxina e mortalidade nas mulheres do estudo DIG; aquelas que tinham n&#237;veis s&#233;ricos entre 0,5 e 0,9 ng/ml tiveram menor morbidade e n&#227;o tiveram exacerba&#231;&#227;o da mortalidade. As mulheres com n&#237;veis plasm&#225;ticos superiores a 1,2 ng/ml tiveram redu&#231;&#227;o da sobrevida. Ahmed e cols.<sup>16</sup> compararam os dados de pacientes do DIG que deixaram de tomar digoxina com os de pacientes que continuaram a digitaliza&#231;&#227;o. Verificaram que os doentes que continuaram a tomar o medicamento tiveram reduzidas a mortalidade e a hospitaliza&#231;&#227;o.</p>
    <p>Analisando os dados dos homens inclu&#237;dos no estudo DIG, Rathore e cols.<sup>17</sup> descreveram que aqueles com n&#237;veis s&#233;ricos entre 0,5 e 0,8 ng/ml tiveram redu&#231;&#227;o significante da mortalidade; n&#237;veis entre 0,9 e 1,1 ng/ml n&#227;o se associaram a diferen&#231;as com os doentes que recebiam placebo e os portadores de n&#237;veis s&#233;ricos superiores a 1,2 ng/ml tiveram maior mortalidade do que os que ingeriam placebo. Em outra publica&#231;&#227;o, Ahmed e cols.<sup>18</sup>, examinando os dados de pacientes do DIG que recebiam inibidores da enzima de convers&#227;o da angiotensina e diur&#233;ticos, verificaram que a digoxina reduziu a mortalidade e a hospitaliza&#231;&#227;o durante o primeiro ano de acompanhamento. Neste &#250;ltimo trabalho, considerando as evid&#234;ncias atuais, &#233; sugerida a realiza&#231;&#227;o de novo ensaio cl&#237;nico, que tenha como objetivo avaliar a influ&#234;ncia de baixas doses de digoxina na mortalidade.</p>
    <p>Acres&#231;a-se que h&#225; indica&#231;&#245;es consistentes de que entre os efeitos ben&#233;ficos dos digit&#225;licos na ICC, al&#233;m de sua a&#231;&#227;o inotr&#243;pica positiva, os digit&#225;licos promovem, tamb&#233;m, modula&#231;&#245;es dos sistemas nervoso simp&#225;tico e renina-angiotensina-aldosterona<sup>19-21</sup> e que estes efeitos neuro-humorais se estabelecem sob baixas concentra&#231;&#245;es plasm&#225;ticas dos digit&#225;licos<sup>22</sup>.</p>
    <p>&#201; ineg&#225;vel, contudo, que &#233; muito dif&#237;cil repetir outro ensaio cl&#237;nico para testar a efici&#234;ncia dos digit&#225;licos em reduzir a mortalidade de humanos, e este fato confere import&#226;ncia a estudos experimentais que avaliem a quest&#227;o. Mais ainda, nos grandes ensaios cl&#237;nicos, ao se estudar sobrevida de grandes amostras populacionais, incluem-se particularidades que podem dificultar as avalia&#231;&#245;es. Dificuldades especiais s&#227;o criadas pela diversidade da casu&#237;stica em rela&#231;&#227;o &#224;s faixas et&#225;rias, ao tipo, &#224; intensidade e ao tempo de evolu&#231;&#227;o da patologia, ao grau de disfun&#231;&#227;o mioc&#225;rdica e &#224; associa&#231;&#227;o com outras doen&#231;as e outros medicamentos. A inexist&#234;ncia desses inconvenientes nos estudos com animais, que permitem controle mais estrito dos fatores intervenientes nos resultados, real&#231;a o m&#233;rito dos estudos experimentais.</p>
    <p>Diversos trabalhos analisaram a influ&#234;ncia de esquemas terap&#234;uticos na sobrevida de animais portadores de insufici&#234;ncia card&#237;aca secund&#225;ria &#224; oclus&#227;o da art&#233;ria coron&#225;ria. Antagonistas da enzima de convers&#227;o da angiotensina<sup>23-25</sup>, dos receptores AT1<sup>24</sup>, da endopeptidase neutra<sup>25,26</sup>, da endotelina<sup>27,28</sup>, dos sensibilizadores ao &#237;on c&#225;lcio<sup>29</sup>, dentre outros, foram testados experimentalmente com sucesso e representaram contribui&#231;&#227;o importante para a pr&#225;tica cl&#237;nica. Destaque especial para o trabalho que descreveu, em car&#225;ter pioneiro, o efeito ben&#233;fico do captopril na sobrevida de ratas infartadas, e que revelou a import&#226;ncia dos bloqueadores da enzima de convers&#227;o da angiotensina para a pr&#225;tica cardiol&#243;gica<sup>24</sup>.</p>
    <p>N&#227;o havia trabalho na literatura que houvesse testado a influ&#234;ncia do tratamento com digit&#225;licos na sobrevida de animais portadores de insufici&#234;ncia card&#237;aca. Em nosso laborat&#243;rio, analisamos a influ&#234;ncia da digitoxina na sobrevida de ratas portadoras de insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva secund&#225;ria ao infarto do mioc&#225;rdio. O texto correspondente foi publicado no peri&#243;dico <italic>Journal of Cardiac Failure</italic><sup>30</sup>.</p>
    <p>Resumidamente, ratas portadoras de grandes infartos, que ingeriram digitoxina em dose anteriormente padronizada de 0,1 mg/kg de peso/dia<sup>31</sup>, e que foram acompanhadas durante 280 dias, tiveram: 1) prolongamento da sobrevida; 2) atenua&#231;&#227;o da disfun&#231;&#227;o mioc&#225;rdica; e 3) atenua&#231;&#227;o da congest&#227;o pulmonar, quando confrontadas com ratas que n&#227;o ingeriram o digit&#225;lico.</p>
    <p>Tendo em conta as peculiaridades especiais da investiga&#231;&#227;o, esses dados n&#227;o devem ser considerados como contesta&#231;&#227;o &#224;s an&#225;lises j&#225; existentes em humanos, mas deve chamar a aten&#231;&#227;o para a conveni&#234;ncia de se avaliar situa&#231;&#245;es especiais, em que a conclus&#227;o de aus&#234;ncia de influ&#234;ncia dos digit&#225;licos na sobrevida de portadores de insufici&#234;ncia card&#237;aca pode n&#227;o se aplicar.</p>
    <p>A divulga&#231;&#227;o dos trabalhos subsequentes ao DIG, que analisaram os dados dos pacientes que compuseram a casu&#237;stica deste grande ensaio, criou apreci&#225;vel suspei&#231;&#227;o sobre o conceito de que a digoxina n&#227;o prolonga a sobrevida de cardiopatas em insufici&#234;ncia card&#237;aca. O caminho para o esclarecimento definitivo de tal quest&#227;o n&#227;o est&#225; delineado. &#201; poss&#237;vel considerar que as estrat&#233;gias a serem seguidas s&#227;o incertas e n&#227;o se pode definir o tempo exigido para que ocorra o aclaramento final. Lamentavelmente, &#233; plaus&#237;vel considerar que, como muitas, as quest&#245;es levantadas tamb&#233;m possam cair no esquecimento e acabe n&#227;o acontecendo a defini&#231;&#227;o adequadamente fundamentada do papel dos digit&#225;licos no tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca.</p>
    <p>De qualquer forma, h&#225; raz&#245;es para se lamentar que os digit&#225;licos estejam sendo marginalizados sem uma defini&#231;&#227;o incontest&#225;vel de que eles s&#227;o desnecess&#225;rios na rotina de tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca. H&#225; documenta&#231;&#227;o suficiente demonstrando sua efici&#234;ncia, em baixas doses, ao n&#227;o comprometer a sobrevida, n&#227;o acrescentar comorbidades, reduzir as atividades do sistema nervoso simp&#225;tico e do eixo renina-angiotensina, melhorar a capacidade f&#237;sica e a sensa&#231;&#227;o de bem-estar e n&#227;o despertar intera&#231;&#227;o medicamentosa importante, compondo uma classe de medicamentos de f&#225;cil acesso &#224; popula&#231;&#227;o de baixo poder aquisitivo e de f&#225;cil controle por ministra&#231;&#227;o oral.</p>
    <p>O papel adequado dos digit&#225;licos no tratamento da insufici&#234;ncia card&#237;aca resta como uma tarefa para a cardiologia definir no s&#233;culo XXI.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pela FAPESP e CNPq.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de tese de Doutorado de Izo Helber pela UNIFESP.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Paulo J. F. Tucci </p>
        <p> Rua Estado de Israel, 181/94 </p>
        <p> 04022-000 - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="paulotucci@terra.com.br">paulotucci@terra.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 10/06/09; revisado recebido em 21/08/09; aceito em 29/09/09.</p>
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            <name>
              <surname>Alarcon</surname>
              <given-names>EA</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Antonio</surname>
              <given-names>EL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Tucci</surname>
              <given-names>PJF</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Digit&#225;licos: los resultados del DIG en el siglo XXI</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>Despu&#233;s de la divulgaci&#243;n de que no hubo significancia estad&#237;stica en la mortalidad general del estudio DIG, la indicaci&#243;n de los digit&#225;licos en los esquemas de tratamiento de la insuficiencia card&#237;aca congestiva (ICC) se redujo dr&#225;sticamente. Estudios post hoc, que reevaluaron los datos del DIG, indicaron que un aspecto no considerado en este ensayo multic&#233;ntrico ejerce influencia decisiva en el pron&#243;stico de los pacientes: la concentraci&#243;n s&#233;rica de la digoxina. En relaci&#243;n a aquellos que recibieron placebo, la mortalidad general y la hospitalizaci&#243;n fueron reducidas en pacientes con concentraci&#243;n de digoxina inferior a 0,9 ng/ml. En el primer trabajo que evalu&#243; la influencia de los digit&#225;licos en modelo experimental de ICC, verificamos en nuestro laboratorio que ratas con s&#237;ndrome congestivo secundario a infarto de miocardio tienen la sobrevida prolongada bajo tratamiento con digitoxina. Las informaciones actuales recomiendan que los m&#233;ritos de los digit&#225;licos contin&#250;en a ser analizados para establecer adecuadamente su importancia en el tratamiento de la ICC.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Gluc&#243;sidos card&#237;acos</kwd>
        <kwd>cardiot&#243;nicos</kwd>
        <kwd>digoxina</kwd>
        <kwd>insuficiencia card&#237;aca</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ACTUALIZACI&#211;N CL&#205;NICA</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Digit&#225;licos: los resultados del DIG en el siglo XXI</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Izo Helber; Paulo J. F. Tucci</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Escola Paulista de Medicina - Unifesp, S&#227;o Paulo, SP - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p>Despu&#233;s de la divulgaci&#243;n de que no hubo significancia estad&#237;stica en la mortalidad general del estudio DIG, la indicaci&#243;n de los digit&#225;licos en los esquemas de tratamiento de la insuficiencia card&#237;aca congestiva (ICC) se redujo dr&#225;sticamente. Estudios <italic>post hoc</italic>, que reevaluaron los datos del DIG, indicaron que un aspecto no considerado en este ensayo multic&#233;ntrico ejerce influencia decisiva en el pron&#243;stico de los pacientes: la concentraci&#243;n s&#233;rica de la digoxina. En relaci&#243;n a aquellos que recibieron placebo, la mortalidad general y la hospitalizaci&#243;n fueron reducidas en pacientes con concentraci&#243;n de digoxina inferior a 0,9 ng/ml. En el primer trabajo que evalu&#243; la influencia de los digit&#225;licos en modelo experimental de ICC, verificamos en nuestro laboratorio que ratas con s&#237;ndrome congestivo secundario a infarto de miocardio tienen la sobrevida prolongada bajo tratamiento con digitoxina. Las informaciones actuales recomiendan que los m&#233;ritos de los digit&#225;licos contin&#250;en a ser analizados para establecer adecuadamente su importancia en el tratamiento de la ICC.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Gluc&#243;sidos card&#237;acos, cardiot&#243;nicos, digoxina, insuficiencia card&#237;aca.</p>
      <p>Datos recientes indican que, en los EUA, m&#225;s de 5 millones de individuos son afectados de insuficiencia card&#237;aca congestiva (ICC) y, cada a&#241;o, 550.000 nuevos casos son diagnosticados, generando aproximadamente un mill&#243;n de hospitalizaciones, con costos directos e indirectos estimados en 29 mil millones de d&#243;lares/a&#241;o, con tasa de mortalidad variando de 5%-75% al a&#241;o<sup>1</sup>. Aparentemente, esa importancia es com&#250;n a los pa&#237;ses ocidentales<sup>2</sup>. Tales datos confieren relevante importancia en la b&#250;squeda de un medicamento para ICC que tenga como principales caracter&#237;sticas: la mejora de la calidad de vida, ser econ&#243;micamente viable, ser de f&#225;cil administraci&#243;n, no presentar efectos adversos importantes, ser de f&#225;cil combinaci&#243;n con otros medicamentos y, principalmente, aumentar la sobrevida de los pacientes.</p>
      <p>Despu&#233;s de la descripci&#243;n de William Whithering de las virtudes del uso de derivados de la <italic>Digitalis lanata</italic> en el tratamiento de pacientes con hidropes&#237;a, en el siglo XVIII, los varios peque&#241;os estudios existentes hasta el final del siglo XX no fueron considerados suficientes para definir los m&#233;ritos de la utilizaci&#243;n de los digit&#225;licos en los pacientes portadores de insuficiencia card&#237;aca. En 1993, fueron publicados dos estudios randomizados, dobles-ciegos y placebos-controlados, que analizaron la influencia cl&#237;nica de la retirada de digoxina en pacientes que ven&#237;an recibiendo el medicamento: PROVED<sup>3</sup> y RADIANCE<sup>4</sup>. Los pacientes controlados en el ensayo PROVED recib&#237;an diur&#233;tico asociado a la digoxina y los enfermos controlados en el RADIANCE eran medicados con digoxina asociada a diur&#233;tico e inhibidor de la enzima de conversi&#243;n de la angiotensina. Siguiendo al per&#237;odo de estabilizaci&#243;n, el digital fue substituido por placebo en uno de los grupos de cada uno de esos ensayos. En los dos estudios, despu&#233;s de semanas de retirada de la digoxina, hubo disminuci&#243;n de la tolerancia a los ejercicios, reducci&#243;n de la fracci&#243;n de eyecci&#243;n, aumento de la frecuencia y de la descompensaci&#243;n card&#237;acas en el grupo en que el digit&#225;lico fue suspendido. Esos resultados caracterizaron el beneficio cl&#237;nico del uso de digit&#225;licos.</p>
      <p>En 1997, fue publicado el estudio <italic>Digitalis Investigation Group</italic> (DIG)5, concebido para analizar si el uso de digit&#225;licos reduce la mortalidad y hospitalizaci&#243;n por ICC. EL DIG randomiz&#243;, entre dos grupos, 7.788 pacientes que manten&#237;an ritmo sinusal, en utilizaci&#243;n de diur&#233;ticos e inhibidores de enzima de conversi&#243;n de la angiotensina: los que tomaban digoxina y aquellos que inger&#237;an placebo. En el brazo principal del estudio, fueron controlados 6.800 pacientes con fracci&#243;n de eyecci&#243;n inferior a 45%. Aunque la digoxina haya reducido el n&#250;mero de hospitalizaciones, la diferencia identificada entre las mortalidades por intensificaci&#243;n de la ICC alcanz&#243; valores lim&#237;trofes, pero no alcanz&#243; nivel de significancia.</p>
      <p>Despu&#233;s de la divulgaci&#243;n de tales datos, fue n&#237;tida la reducci&#243;n del uso de digit&#225;licos en el esquema de tratamiento de la ICC, aun habiendo documentaci&#243;n de que: 1) los digit&#225;licos son los &#250;nicos agentes inotr&#243;picos de utilizaci&#243;n oral que no aumentan la mortalidad en la ICC cr&#243;nica6; 2) constituyen una clase de medicamentos que, al ser utilizados en dosis apropiadas, no acarrean hipotensi&#243;n, alteraciones electrol&#237;ticas y efectos adversos renales<sup>2</sup>; 3) se redujeron la mortalidad y hospitalizaci&#243;n por todas las causas en an&#225;lisis <italic>post hoc</italic> del US Carvedilol<sup>7</sup>; 4) el beneficio de la espironolactona fue significativo apenas en los pacientes que recibieron digoxina en el estudio RALES<sup>8</sup>; 5) en an&#225;lisis conjunto de los datos del PROVED y del RADIANCE, los pacientes que recib&#237;an digoxina asociada a diur&#233;tico e inhibidor de la enzima de conversi&#243;n de la angiotensina tuvieron mejor evoluci&#243;n que aquellos que recibieron apenas los dos &#250;ltimos medicamentos<sup>9</sup>.</p>
      <p>Despu&#233;s de la divulgaci&#243;n de los resultados del DIG, fue n&#237;tido la acentuada declinaci&#243;n de la utilizaci&#243;n de digit&#225;licos en el tratamiento de la insuficiencia card&#237;aca durante el final del siglo pasado y en los primeros a&#241;os del siglo XXI. En el registro OPTMIZE-HF (<italic>Organized Program to Initiate Lifesaving Treatment in Hospitalized Patients With Heart Failure</italic>), fue relatado<sup>10</sup> que solamente 30% de los pacientes con disfunci&#243;n ventricular sist&#243;lica estaban en tratamiento con digoxina antes de la admisi&#243;n, y la digoxina fue adicionada o mantenida despu&#233;s del alta en apenas 8% de ellos. Ese cambio en la utilizaci&#243;n de la digoxina parece ser, predominantemente, debido a la falta de significancia estad&#237;stica en el an&#225;lisis de la mortalidad descripta en el ensayo DIG. Probablemente, tambi&#233;n hubo contribuci&#243;n de estudio que cuestion&#243; la seguridad de la digoxina en mujeres<sup>11</sup>. Finalmente, la disponibilidad de nuevos antagonistas neurohormonales, tales como betabloqueantes y antagonistas de la angiotensina II y de la aldosterona, la falta de patrocinio de la industria para los digit&#225;licos y los sofisticados dispositivos para resincronizaci&#243;n card&#237;aca pueden haber contribuido para disminuir la utilizaci&#243;n de la digoxina en la ICC.</p>
      <p>En la directriz americana m&#225;s reciente<sup>1</sup>, considerando que no qued&#243; estad&#237;sticamente caracterizado el beneficio de la digoxina en la sobrevida, el uso de digit&#225;licos pas&#243; de la indicaci&#243;n IA para IIA; entre tanto, en la directriz canadiense<sup>2</sup>, la recomendaci&#243;n de uso del medicamento es categorizada como IA en pacientes sintom&#225;ticos ya medicados con IECA y betabloqueantes.</p>
      <p>An&#225;lisis posteriores de los datos del propio estudio DIG propusieron nuevas interpretaciones para los resultados de tal ensayo. El an&#225;lisis de subgrupos indic&#243; que la digoxina reduce la mortalidad en ciertas situaciones. Diversos autores indicaron que los niveles plasm&#225;ticos de digoxina - un aspecto que no fue considerado en el DIG - es un determinante cr&#237;tico de los resultados<sup>12-18</sup>. En uno de los trabajos<sup>12</sup>, fue establecido que pacientes con niveles plasm&#225;ticos de digoxina entre 0,5-0,9 ng/ml tuvieron la mortalidad y la hospitalizaci&#243;n reducidas. Niveles s&#233;ricos m&#225;s elevados del digit&#225;lico redujeron la hospitalizaci&#243;n, pero no alteraron la mortalidad por todas las causas. Considerando pacientes con concentraci&#243;n s&#233;rica media de 0,89 ng/ml, Rich et al<sup>13</sup> constataron que la digoxina tuvo efectos ben&#233;ficos sobre la mortalidad y la hospitalizaci&#243;n en todos los grupos et&#225;reos estudiados en el DIG. Ahmed<sup>14</sup> describi&#243; reducci&#243;n de la mortalidad y de la hospitalizaci&#243;n en a&#241;osos que ingirieron dosis diarias iguales o inferiores a 0,125 mg/d&#237;a.</p>
      <p>Contrariando la opini&#243;n difundida de que el g&#233;nero femenino es m&#225;s susceptible a los efectos t&#243;xicos de los digit&#225;licos, Adams et al<sup>15</sup> demostraron que la cuesti&#243;n es m&#225;s compleja. Hay relaci&#243;n lineal entre concentraci&#243;n s&#233;rica de digoxina y mortalidad en las mujeres del estudio DIG; aquellas que ten&#237;an niveles s&#233;ricos entre 0,5-0,9 ng/ml tuvieron menor morbilidad y no tuvieron exacerbaci&#243;n de la mortalidad. Las mujeres con niveles plasm&#225;ticos superiores a 1,2 ng/ml tuvieron reducci&#243;n de la sobrevida. Ahmed et al<sup>16</sup> compararon los datos de pacientes del DIG que dejaron de tomar digoxina con los de pacientes que continuaron la digitalizaci&#243;n. Verificaron que los enfermos que continuaron tomando el medicamento tuvieron reducidas la mortalidad y la hospitalizaci&#243;n.</p>
      <p>Analizando los datos de los hombres incluidos en el estudio DIG, Rathore et al<sup>17</sup> describieron que aquellos con niveles s&#233;ricos entre 0,5-0,8 ng/ml tuvieron reducci&#243;n significativa de la mortalidad; niveles entre 0,9-1,1 ng/ml no se asociaron la diferencias con los enfermos que recib&#237;an placebo y los portadores de niveles s&#233;ricos superiores a 1,2 ng/ml tuvieron mayor mortalidad que los que inger&#237;an placebo. En otra publicaci&#243;n, Ahmed et al<sup>18</sup>, examinando los datos de pacientes del DIG que recib&#237;an inhibidores de la enzima de conversi&#243;n de la angiotensina y diur&#233;ticos, verificaron que la digoxina redujo la mortalidad y la hospitalizaci&#243;n durante el primer a&#241;o de control. En este &#250;ltimo trabajo, considerando las evidencias actuales, es sugerida la realizaci&#243;n de nuevo ensayo cl&#237;nico, que tenga como objetivo evaluar la influencia de bajas dosis de digoxina en la mortalidad.</p>
      <p>Agr&#233;guese que hay indicaciones consistentes de que entre los efectos ben&#233;ficos de los digit&#225;licos en la ICC, adem&#225;s de su acci&#243;n inotr&#243;pica positiva, los digit&#225;licos promueven, tambi&#233;n, modulaciones de los sistemas nervioso simp&#225;tico y renina-angiotensina-aldosterona<sup>19-21</sup> y que estos efectos neurohumorales se establecen bajo bajas concentraciones plasm&#225;ticas de los digit&#225;licos<sup>22</sup>.</p>
      <p>Es innegable, con todo, que es muy dif&#237;cil repetir otro ensayo cl&#237;nico para testar la eficiencia de los digit&#225;licos en reducir la mortalidad de humanos, y este hecho confiere importancia a estudios experimentales que eval&#250;en la cuesti&#243;n. M&#225;s aun, en los grandes ensayos cl&#237;nicos, al estudiar la sobrevida de grandes muestras poblacionales, se incluyen particularidades que pueden dificultar las evaluaciones. Dificultades especiales son criadas por la diversidad de la casu&#237;stica en relaci&#243;n a las franjas et&#225;reas, al tipo, a la intensidad y al tiempo de evoluci&#243;n de la patolog&#237;a, al grado de disfunci&#243;n mioc&#225;rdica y a la asociaci&#243;n con otras enfermedades y otros medicamentos. La inexistencia de esos inconvenientes en los estudios con animales, que permiten control m&#225;s estricto de los factores intervinientes en los resultados, realza el m&#233;rito de los estudios experimentales.</p>
      <p>Diversos trabajos analizaron la influencia de esquemas terap&#233;uticos en la sobrevida de animales portadores de insuficiencia card&#237;aca secundaria a la oclusi&#243;n de la arteria coronaria. Antagonistas de la enzima de conversi&#243;n de la angiotensina<sup>23-25</sup>, de los receptores AT1<sup>24</sup>, de la endopeptidasa neutra<sup>25,26</sup>, de la endotelina<sup>27,28</sup>, de los sensibilizadores al i&#243;n c&#225;lcio<sup>29</sup>, entre otros, fueron testeados experimentalmente con &#233;xito y representaron contribuci&#243;n importante para la pr&#225;ctica cl&#237;nica. Debemos destacar especialmente el trabajo que describi&#243;, en car&#225;cter pionero, el efecto ben&#233;fico del captopril en la sobrevida de ratas infartadas, y que revel&#243; la importancia de los bloqueadores de la enzima de conversi&#243;n de la angiotensina para la pr&#225;ctica cardiol&#243;gica<sup>24</sup>.</p>
      <p>No hab&#237;a trabajo en la literatura que hubiese testeado la influencia del tratamiento con digit&#225;licos en la sobrevida de animales portadores de insuficiencia card&#237;aca. En nuestro laboratorio, analizamos la influencia de la digitoxina en la sobrevida de ratas portadoras de insuficiencia card&#237;aca congestiva secundaria al infarto de miocardio. El texto correspondiente fue publicado en el peri&#243;dico <italic>Journal of Cardiac Failure</italic><sup>30</sup>.</p>
      <p>Resumidamente, ratas portadoras de grandes infartos, que ingirieron digitoxina en dosis anteriormente estandarizada de 0,1 mg/kg de peso/d&#237;a<sup>31</sup>, y que fueron controladas durante 280 d&#237;as, tuvieron: 1) prolongaci&#243;n de la sobrevida; 2) atenuaci&#243;n de la disfunci&#243;n mioc&#225;rdica; y 3) atenuaci&#243;n de la congesti&#243;n pulmonar, cuando confrontadas con ratas que no ingirieron el digit&#225;lico.</p>
      <p>Teniendo en cuenta las peculiaridades especiales de la investigaci&#243;n, esos datos no deben ser considerados como objeci&#243;n a los an&#225;lisis ya existentes en humanos, pero debe llamar la atenci&#243;n para la conveniencia de evaluar situaciones especiales, en que la conclusi&#243;n de ausencia de influencia de los digit&#225;licos en la sobrevida de portadores de Insuficiencia Card&#237;aca puede no aplicarse.</p>
      <p>La divulgaci&#243;n de los trabajos subsiguientes al DIG, que analizaron los datos de los pacientes que compusieron la casu&#237;stica de este gran ensayo, cre&#243; apreciable sospecha sobre el concepto de que la digoxina no prolonga la sobrevida de card&#237;acos en Insuficiencia Card&#237;aca. El camino para el esclarecimiento definitivo de tal cuesti&#243;n no est&#225; delineado. Es posible considerar que las estrategias a ser seguidas son inciertas y no se puede definir el tiempo exigido para que ocurra la aclaraci&#243;n final. Lamentablemente, es plausible considerar que, como muchas, las cuestiones levantadas tambi&#233;n puedan caer en el olvido y acabe no sucediendo la definici&#243;n adecuadamente fundamentada del papel de los digit&#225;licos en el tratamiento de la insuficiencia card&#237;aca.</p>
      <p>De cualquier forma, hay razones para lamentar que los digit&#225;licos est&#233;n siendo marginados sin una definici&#243;n incontestable de que ellos son innecesarios en la rutina de tratamiento de la insuficiencia card&#237;aca. Hay documentaci&#243;n suficiente demostrando su eficiencia, en bajas dosis, al no comprometer la sobrevida, no acrecentar comorbilidades, reducir las actividades del sistema nervioso simp&#225;tico y del eje renina-angiotensina, mejorar la capacidad f&#237;sica y la sensaci&#243;n de bienestar y no despertar interacci&#243;n medicamentosa importante, componiendo una clase de medicamentos de f&#225;cil acceso a la poblaci&#243;n de bajo poder adquisitivo y de f&#225;cil control por administraci&#243;n oral.</p>
      <p>El papel adecuado de los digit&#225;licos en el tratamiento de la Insuficiencia Card&#237;aca queda como una tarea para que la cardiolog&#237;a defina en el siglo XXI.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
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      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Clinical Update</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Digoxin: the results of the DIG study in the XXI century</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>After the report that there was no statistical significance in the general mortality of the DIG study, the indication of digoxin in the treatment regimens for congestive heart failure (CHF) drastically decreased. Post hoc studies that reassessed the DIG study data, indicated that an aspect that was not considered in this multicenter study has a critical influence on the prognosis of patients: the serum levels of digoxin. Regarding those that received a placebo, the general mortality and hospitalization were decreased in patients with a digoxin level &lt; 0.9 ng/ml. At the first study that assessed the influence of digitalis in an experimental model of CHF, we verified in our lab that female rats with congestive syndrome secondary to myocardial infarction have a prolonged survival when undergoing treatment with digitoxin. The current information recommends that the merits of digoxin continue to be analyzed in order to adequately establish its importance in the treatment of CHF.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Cardiac glycosides</kwd>
        <kwd>cardiotonic agents</kwd>
        <kwd>digoxin</kwd>
        <kwd>heart failure</kwd>
      </kwd-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>CLINICAL UPDATE</bold>
      </p>
      <p>
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          <label>
            <bold>Digoxin: the results of the DIG study in the XXI century</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Izo Helber e Paulo J. F. Tucci</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Escola Paulista de Medicina - Unifesp, S&#227;o Paulo, SP - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p>After the report that there was no statistical significance in the general mortality of the DIG study, the indication of digoxin in the treatment regimens for congestive heart failure (CHF) drastically decreased. <italic>Post hoc</italic> studies that reassessed the DIG study data, indicated that an aspect that was not considered in this multicenter study has a critical influence on the prognosis of patients: the serum levels of digoxin. Regarding those that received a placebo, the general mortality and hospitalization were decreased in patients with a digoxin level &lt; 0.9 ng/ml. At the first study that assessed the influence of digitalis in an experimental model of CHF, we verified in our lab that female rats with congestive syndrome secondary to myocardial infarction have a prolonged survival when undergoing treatment with digitoxin.</p>
      <p> The current information recommends that the merits of digoxin continue to be analyzed in order to adequately establish its importance in the treatment of CHF. </p>
      <p><bold>Key words:</bold> Cardiac glycosides; cardiotonic agents; digoxin; heart failure.</p>
      <p>Recent data indicate that in the USA, more than 5 million individuals present Congestive Heart Failure (CHF) and, each year, 550,000 new cases are diagnosed, resulting in approximately one million hospitalizations, with direct and indirect costs estimated at 29 billion dollars/year, e with a mortality rate varying from 5% to 75% a year<sup>1</sup>. Apparently, essathis amount is common in Western countries <sup>2</sup>. Such data confer a relative importance when seeking a medication for CHF that have as its main characteristics: improvement in the quality of life, economic viability, easy administration, absence of important adverse effects, easy to combine with other medications and, mainly, improve patient survival.</p>
      <p>After the description by a William Withering of the virtues of the derivatives of <italic>Digitalis lanata</italic> in the treatment of patients with hydropsy in the XVIII century, the several small studies carried out until the end of the XX century were not considered enough to define the merits of the use of digitalis in patients with heart failure. In 1993, two randomized, double-blind and placebo-controlled studies were published, which analyzed the clinical influence of the withdrawal of digoxin in patients that had been receiving the medication: PROVED<sup>3</sup> and RADIANCE<sup>4</sup>. The patients followed at the PROVED trial received a diuretic associated to digoxin and the patients followed at the RADIANCE study received digoxin associated with diuretic and angiotensin-converting enzyme inhibitor. After the period of stabilization, the digitalis was substituted by placebo in one of the groups of each of these trials. In the two studies, weeks after the digoxin withdrawal, there was a decrease in exercise tolerance, decreased ejection fraction (EF), increased heart rate and decompensation in the group of patients that had digoxin withdrawn. These results characterized the clinical benefit of the use of digitalis.</p>
      <p>In 1997, the <italic>Digitalis Investigation Group</italic> (DIG)<sup>5</sup> study was published, which was designed to analyze whether the suse of digitalis reduced mortality and hospitalization due to CHF. The DIG randomized, between 2 groups, 7,788 patients that maintained sinus rhythm, used diuretics and angiotensin-converting enzyme inhibitor (ACEI): those who received digoxin and those who received placebo. The main arm of the study followed 6,800 patients with EF &lt; 45%. Although the digoxin decreased the number of hospitalizations, the difference identified between the mortalities due to CHF exacerbation reached borderline values, but did not attain statistical significance.</p>
      <p>After these data were reported, the use of digitalis in the treatment regimens for CHF clearly decreased, even though there is documented evidence that: 1) the digitalis are the only oral inotropic agents that do not increase mortality in chronic CHF<sup>6</sup>; 2) they constitute a class of medications which, when used at appropriate doses, do not cause hypotension, electrolytic alterations and renal adverse effects<sup>2</sup>; the mortality and hospitalization due to all causes were reduced at the <italic>post hoc</italic> analysis of the US Carvedilol<sup>7</sup>; 4) the benefit of spironolactone was significant only for the patients that received digoxin in the RALES study<sup>8</sup>; 5) the joint analysis of the data from the PROVED and the RADIANCE studies showed that the patients who received digoxin associated to diuretic and ACEI presented a better evolution than those who received only the last two drugs<sup>9</sup>.</p>
      <p>After the report of the results of the DIG study, there was a marked decrease in the use of digitalis in the treatment of heart failure at the end of the last century and the first years of the XXI century. The OPTMIZE-HF (<italic>Organized Program to Initiate Lifesaving Treatment in Hospitalized Patients with Heart Failure</italic>) registry<sup>10</sup> reported that only 30% of the patients with systolic ventricular dysfunction were receiving treatment with digoxin before the admission and the digoxin was added or maintained after the discharge in only 8% of them.</p>
      <p>This change in the use of digoxin seems to be predominantly due to the lack of statistical significance at the analysis of mortality described in the DIG study. Probably, there was also a contribution from the study that questioned the safety of digoxin use in female patients<sup>11</sup>. Finally, the availability of new neurohormonal antagonists, such as beta-blockers and angiotensin II and aldosterone antagonists, the lack of financial support from the industry for digitalis and the sophisticated devices used for cardiac resynchronization might have contributed to decrease the use of digoxin in CHF.</p>
      <p>In the most recent American guideline<sup>1</sup>, considering that the effect of digoxin on survival has not been statistically characterized, the use of digitalis went from class IA to IIA indication; however, in the Canadian guideline<sup>2</sup>, the recommendation for the use of this medication is categorized as class IA in symptomatic patients that have already received ACEI and beta-blockers.</p>
      <p>Posterior analyses of the data from the DIG study proposed new interpretations for the results of the trial. The analysis of the subgroups indicated that digoxin decreases the mortality in certain situations. Several authors have indicated that the plasma levels of digoxin - an aspect that was not considered in the DIG study - is a critical determinant of the results<sup>12-18</sup>. One of the studies<sup>12</sup> demonstrated that patients with plasma digoxin levels between 0.5 and 0.9 presented a decrease in mortality and hospitalization rates. Higher serum levels of the digitalis decreased hospitalization, but did not alter the mortality due to all causes. Considering patients with a mean serum level of 0.89 ng/ml, Rich et al<sup>13</sup> verified that the digoxin had beneficial effects on mortality and hospitalization in all age groups studied in the DIG study. Ahmed<sup>14</sup> described a decrease in mortality and hospitalization in elderly individuals who received daily doses <underline>&lt;</underline> 0.125 mg/day.</p>
      <p>Contrary to the widespread opinion that the female sex is more susceptible to the toxic effects of digitalis, Adams et al<sup>15</sup> demonstrated that the question is more complex. There is a linear association between the serum levels of digoxin and mortality in the women from the DIG study; those that had serum levels between 0.5 and 0.9 ng/ml presented lower rates of morbidity and did not present exacerbation of mortality. The women with plasma levels &gt; 1.2 ng/ml presented a decrease in survival. Ahmed et al<sup>16</sup> compared the data from the DIG patients that stopped receiving digoxin with those who continued to receive it. They verified that the patients who continue to receive the medication presented a decrease in mortality and hospitalization rates.</p>
      <p>Analyzing the data of the male patients included in the DIG study, Rathore et al<sup>17</sup> described that those with serum levels between 0.5 and 0.8 ng/ml presented a significant decrease in mortality; levels between 0.9 and 1.1 ng/ml were not associated with differences when compared to the patients receiving placebo and those with serum levels &gt; 1.2 ng/ml presented a higher mortality rate than those receiving placebo. In another publication, Ahmed et al<sup>18</sup>, evaluating the data of patients from the DIG study that received ACEI and diuretics, verified that the digoxin decreased mortality and hospitalization rates during the first year of follow-up.</p>
      <p>Our study, considering the current evidence, suggests that a new clinical trial be carried out, with the objective of evaluating the influence of low doses of digoxin on mortality.</p>
      <p>Additionally, there are consistent indications that, among the beneficial effects of the drug in CHF, in addition to its positive inotropic action, the digitalis also promote modulations of the sympathetic nervous and renin-angiotensin-aldosterone systems<sup>19-21</sup>, and that these neurohumoral effects are attained with low plasma levels of digitalis<sup>22</sup>.</p>
      <p>It is indisputable, however, that it is very difficult to repeat another clinical trial to test the efficacy of digitalis on the decrease of mortality in humans and this fact confers importance to experimental studies that evaluate this question. Moreover, some particularities are included in the large clinical trials, when studying the survival of large population samples, which can make it difficult to perform the evaluations.</p>
      <p>Special difficulties are created by the diversity of the series regarding the age ranges, the type, intensity and evolution of the pathology, the degree of myocardial dysfunction and the association with other diseases and medications. The lack of such inconveniences in animal studies, which allow a stricter control of intervening factors, highlights the merit of experimental studies.</p>
      <p>Several studies have analyzed the influence of therapeutic regimens on the survival of animals with heart failure secondary to the occlusion of the coronary artery. Angiotensin-converting enzyme antagonistsic<sup>23-25</sup>, AT1 receptor antagonists<sup>24</sup>, neutral endopeptidase antagonists<sup>25,26</sup>, endothelin antagonists<sup>27,28</sup> and calcium antagonists<sup>29</sup>, among others, have been tested experimentally and represent an important contribution for clinical practice. A special highlight is for the pioneering study that described the beneficial effect of captopril on the survival of infarcted female rats and which disclosed the importance of angiotensin-converting enzyme blockers in cardiologic practice<sup>24</sup>.</p>
      <p>No studies in the literature had tested the influence of the treatment with digitalis on the survival of animals with heart failure. In our laboratory, we analyzed the influence of digitoxin on the survival of female rats with congestive heart failure secondary to myocardial infarction. The corresponding text is to bewas published at the Journal of Cardiac Failure<sup>30</sup>.</p>
      <p>Briefly, female rats with large infarctions, that had ingested digitoxin at previously standardized doses of 0.1 mg/kg of weight/day<sup>31</sup>, and that were followed for 280 days, presented: 1) prolonged survival; 2) attenuation of myocardial dysfunction and 3) attenuation of pulmonary congestion, when compared to other female rats that did not receive digitalis.</p>
      <p>Considering the special characteristics of the investigation, these data must not be considered as a challenge against the existing analyses in humans, but must call the attention toward the need for the assessment of special situations, to which the conclusion of absence of digitalis influence on the survival of patients with heart failure might not be appliedapply.</p>
      <p>The report of studies following the DIG study, which analyzed the data from patients that were part of this large trial, created quite a discussion about the concept that the digoxin does not prolong survival of cardiopathic patients with HF. The way toward the final elucidation of this question has yet to be defined. It is possible to consider that the strategies to be followed are uncertain and one cannot define the time required for such final elucidation to be achieved. Unfortunately, it is reasonable to consider that, as many other questions, these can also be forgotten and that an adequately established definition of the role of digitalis in the treatment of HF might not occur.</p>
      <p>Nevertheless, there are reasons to regret that the digitalis are being marginalized without an irrefutable definition that they are unnecessary in the routine treatment of HF. There is enough documentation demonstrating its efficiency at low doses, as it does not jeopardizeaffect survival, does not add comorbidities, decrease the activities of the sympathetic nervous system and the renin-angiotensin-axis, whereas it improves the physical capacity and well-being and does not trigger any significant drug interaction, being a class of medication that can be prescribed to populations with low socioeconomic levels and which is easy to control by oral administration.</p>
      <p>The adequate role of the digitalis in the treatment of heart failure is yet to be defined by Cardiology in the XXI century.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by FAPESP and CNPq.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of doctoral submitted by Izo Helber, from UNIFESP.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
