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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001400027</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500427</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010001400027</article-id>
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          <subject>Ponto de Vista</subject>
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        <article-title>An&#225;lise cr&#237;tica dos crit&#233;rios para a avalia&#231;&#227;o de biossimilares de heparina de baixo peso molecular</article-title>
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  <body>
    <p>
      <bold>PONTO DE VISTA</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise cr&#237;tica dos crit&#233;rios para a avalia&#231;&#227;o de biossimilares de heparina de baixo peso molecular</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Valdair F. Pinto; Miguel Antonio Moretti; Antonio Carlos P. Chagas</bold>
    </p>
    <p>Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Tri&#226;ngulo Mineiro, Uberaba, MG - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Produtos biol&#243;gicos, similar/efeitos de drogas, heparina de baixo peso molecular, diretrizes, avalia&#231;&#227;o de medicamentos.</p>
    <p>Produtos biol&#243;gicos s&#227;o produtos farmac&#234;uticos, cujos princ&#237;pios ativos s&#227;o obtidos de processos biotecnol&#243;gicos e diferem dos medicamentos convencionais por ser misturas de mol&#233;culas complexas, de caracteriza&#231;&#227;o qu&#237;mica dif&#237;cil e, muitas vezes, incompleta. Para essa classe de medicamentos, o conceito cl&#225;ssico de gen&#233;ricos n&#227;o se aplica, e o termo biossimilar &#233; utilizado para qualificar os produtos desenvolvidos em semelhan&#231;a ao original que podem ser considerados clinicamente equivalentes dentro de uma margem estabelecida.</p>
    <p>As Heparinas de Baixo Peso Molecular (HBPM) s&#227;o classificadas como produtos biol&#243;gicos, cuja complexidade molecular deve-se &#224; origem diversa do material de extra&#231;&#227;o (heparina n&#227;o-fracionada de origem animal) e aos processos de fracionamento e produ&#231;&#227;o. A utilidade cl&#237;nica das HBPM est&#225; muito bem estabelecida no tratamento e na preven&#231;&#227;o de trombose arterial e venosa.</p>
    <p>A <italic>International Society on Thrombosis and Haemostasis</italic> (ISTH) reconhece que a exist&#234;ncia de biossimilares de HBPM contribui para a redu&#231;&#227;o do custo de tratamento, mas &#233; tamb&#233;m fonte de preocupa&#231;&#227;o, porque diferen&#231;as bioqu&#237;micas e biol&#243;gicas podem afetar a efic&#225;cia e a seguran&#231;a desses produtos. Com o objetivo de definir caracter&#237;sticas do produto original que devem ser demonstradas nos biossimilares, a ISTH estabeleceu um consenso para assegurar a qualidade de biossimilares de HBPM<sup>1</sup>. Recomendando a realiza&#231;&#227;o de estudos cl&#237;nicos, prospectivos, randomizados, duplo-cegos para mostrar a n&#227;o inferioridade do biossimilar em rela&#231;&#227;o ao produto original.</p>
    <p>Diretrizes espec&#237;ficas e mais detalhadas sobre esse assunto foram publicadas pela Ag&#234;ncia Regulat&#243;ria de Medicamentos da Uni&#227;o Europeia (EMEA), por meio do Comit&#234; de Medicamentos de Uso Humano (CHMP)<sup>2</sup>. &#201; importante ressaltar nessas recomenda&#231;&#245;es: a correla&#231;&#227;o pobre entre os marcadores farmacodin&#226;micos e a efic&#225;cia cl&#237;nica; e a recomenda&#231;&#227;o de estudos em preven&#231;&#227;o nas cirurgias ortop&#233;dicas de alto risco de tromboembolismo (artroplastia de joelho e quadril), como modelo cl&#237;nico de maior sensibilidade para detectar potenciais diferen&#231;as de efic&#225;cia. A incid&#234;ncia de eventos nessas indica&#231;&#245;es &#233; mais alta e razoavelmente bem conhecida, o que permite um melhor planejamento do estudo. Estima-se que, em cirurgias ortop&#233;dicas de grande porte, o risco de tromboembolismo venoso sem preven&#231;&#227;o &#233; da ordem de 40 a 70%<sup>3</sup> e que o uso de HBPM reduz esse risco em cerca de 60%<sup>4</sup>. Assim, pode-se estimar que, em estudos de preven&#231;&#227;o nesses casos, a incid&#234;ncia de eventos deve ser da ordem de 15 a 25% e que, nessas condi&#231;&#245;es, estudos de n&#227;o inferioridade com uma margem de 5 a 10% devem requerer estudos cl&#237;nicos com 600 a 1.200 pacientes. Se a incid&#234;ncia esperada de eventos reduz para, por exemplo, 5%, como ocorre em interven&#231;&#245;es de baixo risco, o tamanho da amostra necess&#225;ria ao estudo, mantendo as mesmas propriedades estat&#237;sticas, ser&#225; da ordem de 3.700 pacientes.</p>
    <p>Outra diretriz sobre esse mesmo tema foi editada pela <italic>South Asian Society on Atherosclerosis &amp; Thrombosis</italic> (SASAT)<sup>5</sup>. Essa organiza&#231;&#227;o basicamente endossa a posi&#231;&#227;o da EMEA, sendo, no entanto, mais exigente em rela&#231;&#227;o aos estudos cl&#237;nicos, prescrevendo a necessidade de se inclu&#237;rem dois estudos duplo-cegos e randomizados - um em tromboembolismo venoso e outro em tromboembolismo arterial.</p>
    <p>No Brasil, n&#227;o existe uma diretriz oficial espec&#237;fica para a avalia&#231;&#227;o de HBPM, mas, de forma gen&#233;rica, a ANVISA regulamenta o registro de produtos biol&#243;gicos por meio da Resolu&#231;&#227;o da Diretoria Colegiada (RDC) n&#186; 315 de 26 de outubro de 2005<sup>6</sup>. Esse documento instrui, com detalhes, o processo burocr&#225;tico de submiss&#227;o de um pedido de registro de um produto biol&#243;gico e indica de forma sum&#225;ria, n&#227;o obstante muito clara, os requerimentos pr&#233;-cl&#237;nicos e cl&#237;nicos. Estabelece a necessidade de um relat&#243;rio de experimenta&#231;&#227;o terap&#234;utica, contendo dados de toxicidade, atividade mutag&#234;nica e oncog&#234;nica e estudos cl&#237;nicos de fases I, II e III. Al&#233;m disso, especifica que, no caso de produtos biol&#243;gicos n&#227;o novos (i.e., biossimilares), o solicitante do registro pode apresentar, alternativamente, estudos cl&#237;nicos de n&#227;o inferioridade como demonstra&#231;&#227;o da atividade terap&#234;utica e da seguran&#231;a. Recentemente, tr&#234;s HBPM biossimilares &#224; enoxaparina receberam aprova&#231;&#227;o regulat&#243;ria pela ANVISA. Os dados cl&#237;nicos que suportaram essa submiss&#227;o foram tornados p&#250;blicos, o que permite analis&#225;-los &#224; luz das diretrizes acima apresentadas.</p>
    <p>Aparentemente, o primeiro produto<sup>7</sup> teve sua aprova&#231;&#227;o baseada em um &#250;nico estudo farmacodin&#226;mico, em que 59 pacientes portadores de insufici&#234;ncia renal cr&#244;nica, em regime de hemodi&#225;lise, foram tratados com o biossimilar e a enoxaparina padr&#227;o por 12 sess&#245;es de hemodi&#225;lise. A avalia&#231;&#227;o foi feita por meio da dosagem de dois marcadores, TTPa e anti-Xa. O relat&#243;rio desse estudo n&#227;o cont&#233;m os resultados medidos dos marcadores, apenas faz men&#231;&#227;o de que "foram utilizados testes estat&#237;sticos de intercambiabilidade cl&#237;nica entre as formula&#231;&#245;es", sem maiores detalhes. O estudo declara equival&#234;ncia ou n&#227;o inferioridade sem ter sido planejado para esse tipo de compara&#231;&#227;o; ademais, usa modelo cl&#237;nico inadequado com marcadores substitutos que sabidamente n&#227;o constituem demonstra&#231;&#227;o de efic&#225;cia cl&#237;nica.</p>
    <p>O segundo produto<sup>8</sup> foi tamb&#233;m aprovado com uma documenta&#231;&#227;o cl&#237;nica baseada em um estudo de farmacodin&#226;mica, tendo como vari&#225;vel primaria o anti-Xa. O estudo avaliou tratamento e profilaxia de tromboembolismo arterial e venoso em 100 pacientes portadores de condi&#231;&#245;es cl&#237;nicas diversas em unidade de terapia intensiva. Foram inclu&#237;dos 50 pacientes em regime de profilaxia e 50 pacientes em regime de tratamento. Para cada um deles, os pacientes foram randomizados em dois grupos de 25 pacientes, que receberam biossimilar ou enoxaparina padr&#227;o. Os resultados medidos do marcador n&#227;o mostraram diferen&#231;as significativas entre os grupos, e erroneamente se concluiu pela equival&#234;ncia. Apenas um paciente em cada grupo apresentou trombose venosa profunda, n&#250;mero total de eventos insuficiente para avaliar os tratamentos. Da mesma forma que o caso anterior, as medidas de anti-Xa n&#227;o deveriam ser utilizadas como alternativa de comprova&#231;&#227;o de efic&#225;cia cl&#237;nica.</p>
    <p>Um terceiro produto<sup>9</sup> foi avaliado em um estudo cl&#237;nico realizado com 200 pacientes submetidos a cirurgias abdominais e p&#233;lvicas n&#227;o especificadas, mas seguramente de baixo risco, pois, ao final do estudo, a incid&#234;ncia de eventos tromboemb&#243;licos foi muito baixa, da ordem de 1% (2/200). O estudo foi comparativo, multic&#234;ntrico e aberto, em que os pacientes foram alocados por procedimento determin&#237;stico, n&#227;o aleat&#243;rio (altern&#226;ncia sistem&#225;tica) em dois grupos de tratamento, enoxaparina padr&#227;o e biossimilar. A dura&#231;&#227;o do tratamento foi de sete a dez dias, compat&#237;vel, portanto, com procedimentos de baixo risco. Os desfechos cl&#237;nicos foram imprecisamente definidos e a tolerabilidade foi avaliada pela ocorr&#234;ncia de hemorragias maiores ou menores, mas sem uma caracteriza&#231;&#227;o clara.</p>
    <p>Sinais e sintomas de trombose venosa profunda foram reportados em dois pacientes do grupo enoxaparina padr&#227;o (2% em inten&#231;&#227;o de tratamento) e em nenhum paciente do grupo que recebeu o biossimilar (0%). Eventos adversos classificados como s&#233;rios foram relatados em seis pacientes do grupo enoxaparina padr&#227;o e em sete pacientes do grupo biossimilar. Sangramentos referidos como menores ocorreram em quatro pacientes do grupo enoxaparina padr&#227;o e em tr&#234;s pacientes do grupo biossimilar. Essas diferen&#231;as entre os grupos n&#227;o s&#227;o significativas.</p>
    <p>O estudo foi inconclusivo principalmente por incluir um n&#250;mero insuficiente de pacientes e com uma incid&#234;ncia muito baixa de eventos. Al&#233;m disso, o estudo foi reportado incorretamente como de n&#227;o inferioridade - n&#227;o houve defini&#231;&#227;o de margem de n&#227;o inferioridade, n&#227;o houve controle de sensibilidade de ensaio, tampouco foi calculado o tamanho da amostra para essa modalidade de estudo. Conforme se mencionou anteriormente, um estudo de n&#227;o inferioridade em profilaxia de tromboembolismo venoso, em cirurgia de alto risco, com uma aceit&#225;vel margem de n&#227;o inferioridade exigiria um n&#250;mero m&#237;nimo de pacientes de tr&#234;s a seis vezes superior ao n&#250;mero recrutado neste estudo. Ademais, houve uma sele&#231;&#227;o incorreta de pacientes (risco muito baixo de tromboembolismo venoso), alocados entre os grupos de forma determin&#237;stica, e o tamanho da amostra sendo insuficiente tornou o estudo sem sensibilidade e com baixo poder estat&#237;stico. A grande maioria dos crit&#233;rios de avalia&#231;&#227;o de biossimilares de HBPM n&#227;o foi observada.</p>
    <p>Os estudos aqui analisados possuem um b&#225;sico erro de infer&#234;ncia ao assumir a aus&#234;ncia de signific&#226;ncia estat&#237;stica como demonstra&#231;&#227;o de equival&#234;ncia<sup>10</sup>. Em um estudo cl&#237;nico, a n&#227;o rejei&#231;&#227;o da hip&#243;tese nula n&#227;o implica sua sustenta&#231;&#227;o como verdadeira. Provar que dois tratamentos s&#227;o equivalentes &#233;, na realidade, muito mais dif&#237;cil do que demonstrar diferen&#231;a entre eles<sup>11</sup>. A presente an&#225;lise sugere maior cuidado na aprova&#231;&#227;o regulat&#243;ria de produtos biol&#243;gicos.</p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo n&#227;o teve fontes de financiamento externas.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>N&#227;o h&#225; vincula&#231;&#227;o deste estudo a programas de p&#243;s-gradua&#231;&#227;o.</p>
    <p>2. European Medicine Agency. EMEA. Committee for Proprietary Medicinal Products for Human Use (CHMP). Guideline on non-clinical and clinical development of similar biological medicinal products containing low-molecular-weight-heparins. March 2009. EMEA/CHMP/BMWP/118264/2007.{Acessed 2009 Nov 20]. Available from <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/scientific_guideline/2009/09/WC500003927.pdf"><p content-type="break">http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/scientific_guideline </p><p content-type="break"> /2009/09/WC500003927.pdf</p></ext-link></p>
    <p>4. European Medicine Agency. EMEA. Committee for Proprietary Medicinal Products for Human USE (CHMP). Guideline on clinical investigation of medicinal products for prophylaxis of high intra- and post-operative venous thromboembolic risk. November 2007. EMEA/CHMP/EWP/707/98.[Acessed 2008 Oct 12] Available from <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/scientific_guideline/2009/09/WC500003318.pdf"><p content-type="break">http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/scientific_guideline </p><p content-type="break"> /2009/09/WC500003318.pdf</p></ext-link></p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Valdair F. Pinto </p>
        <p> Alameda dos Aic&#225;s, 229 - 04086-000 </p>
        <p> Indian&#243;polis - S&#227;o Paulo, SP - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="valdairpinto@hotmail.com">valdairpinto@hotmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 30/07/10; revisado recebido em 19/08/10; aceito em 27/08/10.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Resolu&#231;&#227;o RDC 315/05: Regulamento T&#233;cnico de Registro. Altera&#231;&#245;es por Registro e Revalida&#231;&#227;o de Registro de Produtos Biol&#243;gicos Terminados</article-title>
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          <article-title>Enoxparina Eurofarma versus referencia na preven&#231;&#227;o de tromboembolismo venoso ap&#243;s cirurgia abdominal de grande porte: Estudo multic&#234;ntrico, prospectivo e randomizado</article-title>
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        <article-title xml:lang="es">An&#225;lisis cr&#237;tico de los criterios para la evaluaci&#243;n de biosimilares de heparina de bajo peso molecular</article-title>
      </title-group>
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    <body>
      <p>
        <bold>PUNTO DE VISTA</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>An&#225;lisis cr&#237;tico de los criterios para la evaluaci&#243;n de biosimilares de heparina de bajo peso molecular</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Valdair F. Pinto; Miguel Antonio Moretti; Antonio Carlos P. Chagas</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Tri&#225;ngulo Mineiro, Uberaba, MG - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Productos biol&#243;gicos, similar/efectos de drogas, heparina de bajo peso molecular, directrices, evaluaci&#243;n de medicamentos.</p>
      <p>Productos biol&#243;gicos son productos farmac&#233;uticos, cuyos principios activos son obtenidos de procesos biotecnol&#243;gicos y difieren de los medicamentos convencionales por ser mezclas de mol&#233;culas complejas, de caracterizaci&#243;n qu&#237;mica dif&#237;cil y, muchas veces, incompleta. Para esa clase de medicamentos, el concepto cl&#225;sico de gen&#233;ricos no se aplica, y el t&#233;rmino biosimilar es utilizado para calificar los productos desarrollados a semejanza del original que pueden ser considerados cl&#237;nicamente equivalentes dentro de un margen establecido.</p>
      <p>Las Heparinas de Bajo Peso Molecular (HBPM) son clasificadas como productos biol&#243;gicos, cuya complejidad molecular se debe al origen diverso del material de extracci&#243;n (heparina no fraccionada de origen animal) y a los procesos de fraccionamiento y producci&#243;n. La utilidad cl&#237;nica de las HBPM est&#225; muy bien establecida en el tratamiento y en la prevenci&#243;n de trombosis arterial y venosa.</p>
      <p>La <italic>International Society on Thrombosis and Haemostasis</italic> (ISTH) reconoce que la existencia de biosimilares de HBPM contribuye para la reducci&#243;n del costo de tratamiento, pero es tambi&#233;n fuente de preocupaci&#243;n, porque diferencias bioqu&#237;micas y biol&#243;gicas pueden afectar la eficacia y la seguridad de esos productos. Con el objetivo de definir caracter&#237;sticas del producto original que deben ser demostradas en los biosimilares, la ISTH estableci&#243; un consenso para asegurar la calidad de biosimilares de HBPM<sup>1</sup>. Recomendando la realizaci&#243;n de estudios cl&#237;nicos, prospectivos, randomizados, doble-ciegos para mostrar la no inferioridad del biosimilar en relaci&#243;n al producto original.</p>
      <p>Directrices espec&#237;ficas y m&#225;s detalladas sobre ese asunto fueron publicadas por la Agencia Reguladora de Medicamentos de la Uni&#243;n Europea (EMEA), por medio del <italic>Comit&#233;</italic> de Medicamentos de Uso Humano (CHMP)<sup>2</sup>. Es importante resaltar en esas recomendaciones: la correlaci&#243;n pobre entre los marcadores farmacodin&#225;micos y la eficacia cl&#237;nica; y la recomendaci&#243;n de estudios en prevenci&#243;n en las cirug&#237;as ortop&#233;dicas de alto riesgo de tromboembolismo (artroplastia de rodilla y cadera), como modelo cl&#237;nico de mayor sensibilidad para detectar potenciales diferencias de eficacia. La incidencia de eventos en esas indicaciones es m&#225;s alta y razonablemente bien conocida, lo que permite una mejor planificaci&#243;n del estudio. Se estima que, en cirug&#237;as ortop&#233;dicas de gran porte, el riesgo de tromboembolismo venoso sin prevenci&#243;n es del orden de 40-70%<sup>3</sup> y que el uso de HBPM reduce ese riesgo en cerca de 60%<sup>4</sup>. As&#237;, se puede estimar que, en estudios de prevenci&#243;n en esos casos, la incidencia de eventos debe ser del orden de 15-25% y que, en esas condiciones, estudios de no inferioridad con un margen de 5-10% deben requerir estudios cl&#237;nicos con 600 a 1.200 pacientes. Si la incidencia esperada de eventos se reduce a, por ejemplo, 5%, como ocurre en intervenciones de bajo riesgo, el tama&#241;o de la muestra necesaria para el estudio, manteniendo las mismas propiedades estad&#237;sticas, ser&#225; del orden de 3.700 pacientes.</p>
      <p>Otra directriz sobre ese mismo tema fue editada por la <italic>South Asian Society on Atherosclerosis &amp; Thrombosis</italic> (SASAT)<sup>5</sup>. Esa organizaci&#243;n b&#225;sicamente endosa la posici&#243;n de la EMEA, siendo, mientras tanto, m&#225;s exigente en relaci&#243;n a los estudios cl&#237;nicos, prescribiendo la necesidad de incluir dos estudios doble-ciegos y randomizados - uno en tromboembolismo venoso y otro en tromboembolismo arterial.</p>
      <p>En el Brasil, no existe una directriz oficial espec&#237;fica para la evaluaci&#243;n de HBPM, pero, de forma gen&#233;rica, la ANVISA reglamenta el registro de productos biol&#243;gicos por medio de la Resoluci&#243;n de la Director&#237;a Colegiada (RDC) n&#186; 315 de 26 de octubre de 2005<sup>6</sup>. Ese documento instruy&#243;, con detalles, el proceso burocr&#225;tico de sumisi&#243;n de un pedido de registro de un producto biol&#243;gico e indica de forma sumaria, no obstante muy clara, los requerimientos pre-cl&#237;nicos y cl&#237;nicos. Establece la necesidad de un informe de experimentaci&#243;n terap&#233;utica, conteniendo datos de toxicidad, actividad mutag&#233;nica y oncog&#233;nica y estudios cl&#237;nicos de fases I, II y III. Adem&#225;s de eso, especifica que, en el caso de productos biol&#243;gicos no nuevos (i.y., biosimilares), el solicitante del registro puede presentar, alternativamente, estudios cl&#237;nicos de no inferioridad como demostraci&#243;n de la actividad terap&#233;utica y de la seguridad. Recientemente, tres HBPM biosimilares a la enoxaparina recibieron aprobaci&#243;n regulatoria por la ANVISA. Los datos cl&#237;nicos que respaldaron esa sumisi&#243;n fueron hechos p&#250;blicos, lo que permite analizarlos a la luz de las directrices encima presentadas.</p>
      <p>Aparentemente, el primer producto<sup>7</sup> tuvo su aprobaci&#243;n basada en un &#250;nico estudio farmacodin&#225;mico, en que 59 pacientes portadores de insuficiencia renal cr&#243;nica, en r&#233;gimen de hemodi&#225;lisis, fueron tratados con el biosimilar y la enoxaparina est&#225;ndar por 12 sesiones de hemodi&#225;lisis. La evaluaci&#243;n fue hecha por medio del dosaje de dos marcadores, TTPa y anti-Xa. El informe de ese estudio no contiene los resultados medidos de los marcadores, apenas hace menci&#243;n de que "fueron utilizados testes estad&#237;sticos de intercambiabilidad cl&#237;nica entre las formulaciones", sin mayores detalles. El estudio declara equivalencia o no inferioridad sin haber sido planeado para ese tipo de comparaci&#243;n; adem&#225;s, usa modelo cl&#237;nico inadecuado con marcadores substitutos que sabidamente no constituyen demostraci&#243;n de eficacia cl&#237;nica.</p>
      <p>El segundo producto<sup>8</sup> fue tambi&#233;n aprobado con una documentaci&#243;n cl&#237;nica basada en un estudio de farmacodin&#225;mica, teniendo como variable primaria el anti-Xa. El estudio evalu&#243; tratamiento y profilaxia de tromboembolismo arterial y venoso en 100 pacientes portadores de condiciones cl&#237;nicas diversas en unidad de terapia intensiva. Fueron incluidos 50 pacientes en r&#233;gimen de profilaxia y 50 pacientes en r&#233;gimen de tratamiento. Para cada uno de ellos, los pacientes fueron randomizados en dos grupos de 25 pacientes, que recibieron biosimilar o enoxaparina est&#225;ndar. Los resultados medidos del marcador no mostraron diferencias significativas entre los grupos, y err&#243;neamente se concluy&#243; por la equivalencia. Apenas un paciente en cada grupo present&#243; trombosis venosa profunda, n&#250;mero total de eventos insuficiente para evaluar los tratamientos. De la misma forma que el caso anterior, las medidas de anti-Xa no deber&#237;an ser utilizadas como alternativa de comprobaci&#243;n de eficacia cl&#237;nica.</p>
      <p>Un tercer producto<sup>9</sup> fue evaluado en un estudio cl&#237;nico realizado con 200 pacientes sometidos a cirug&#237;as abdominales y p&#233;lvicas no especificadas, pero seguramente de bajo riesgo, pues, al final del estudio, la incidencia de eventos tromboemb&#243;licos fue muy baja, del orden de 1% (2/200). El estudio fue comparativo, multic&#233;ntrico y abierto, en que los pacientes fueron ubicados por procedimiento determin&#237;stico, no aleatorio (alternancia sistem&#225;tica) en dos grupos de tratamiento, enoxaparina est&#225;ndar y biosimilar. La duraci&#243;n del tratamiento fue de siete a diez d&#237;as, compatible, por lo tanto, con procedimientos de bajo riesgo. Los desenlaces cl&#237;nicos fueron imprecisamente definidos, y la tolerabilidad fue evaluada por la ocurrencia de hemorragias mayores o menores, pero sin una caracterizaci&#243;n clara.</p>
      <p>Se&#241;ales y s&#237;ntomas de trombosis venosa profunda fueron reportados en dos pacientes del grupo enoxaparina est&#225;ndar (2% en intenci&#243;n de tratamiento) y en ning&#250;n paciente del grupo que recibi&#243; el biosimilar (0%). Eventos adversos clasificados como serios fueron relatados en seis pacientes del grupo enoxaparina est&#225;ndar y en siete pacientes del grupo biosimilar. Sangrados referidos como menores ocurrieron en cuatro pacientes del grupo enoxaparina est&#225;ndar y en tres pacientes del grupo biosimilar. Esas diferencias entre los grupos no son significativas.</p>
      <p>El estudio fue inconclusivo principalmente por incluir un n&#250;mero insuficiente de pacientes y con una incidencia muy baja de eventos. Adem&#225;s de eso, el estudio fue reportado incorrectamente como de no inferioridad - no hubo definici&#243;n de margen de no inferioridad, no hubo control de sensibilidad de ensayo, tampoco fue calculado el tama&#241;o de la muestra para esa modalidad de estudio. Seg&#250;n se mencion&#243; anteriormente, un estudio de no inferioridad en profilaxia de tromboembolismo venoso, en cirug&#237;a de alto riesgo, con un aceptable margen de no inferioridad exigir&#237;a un n&#250;mero m&#237;nimo de pacientes de tres a seis veces superior al n&#250;mero reclutado en este estudio. Adem&#225;s, hubo una selecci&#243;n incorrecta de pacientes (riesgo muy bajo de tromboembolismo venoso), ubicados entre los grupos de forma determin&#237;stica, y el tama&#241;o de la muestra siendo insuficiente volvi&#243; el estudio sin sensibilidad y con bajo poder estad&#237;stico. La gran mayor&#237;a de los criterios de evaluaci&#243;n de biosimilares de HBPM no fue observada.</p>
      <p>Los estudios aqu&#237; analizados tienen un error b&#225;sico de inferencia al asumir la ausencia de significancia estad&#237;stica como demostraci&#243;n de equivalencia<sup>10</sup>. En un estudio cl&#237;nico, el no rechazo de la hip&#243;tesis nula no implica su sustentaci&#243;n como verdadera. Probar que dos tratamientos son equivalentes es, en realidad, mucho m&#225;s dif&#237;cil que demostrar diferencia entre ellos<sup>11</sup>. El presente an&#225;lisis sugiere mayor cuidado en la aprobaci&#243;n regulatoria de productos biol&#243;gicos.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio no tuvo fuentes de financiamiento externas.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>No hay vinculaci&#243;n de este estudio a programas de postgrado.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
      <p>2. European Medicine Agency. EMEA. Committee for Proprietary Medicinal Products for Human Use (CHMP). Guideline on non-clinical and clinical development of similar biological medicinal products containing low-molecular-weight-heparins. March 2009. EMEA/CHMP/BMWP/118264/2007.{Acessed 2009 Nov 20]. Available from <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/scientific_guideline/2009/09/WC500003927.pdf"><p content-type="break">http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/scientific_guideline </p><p content-type="break"> /2009/09/WC500003927.pdf</p></ext-link></p>
      <p>4. European Medicine Agency. EMEA. Committee for Proprietary Medicinal Products for Human USE (CHMP). Guideline on clinical investigation of medicinal products for prophylaxis of high intra- and post-operative venous thromboembolic risk. November 2007. EMEA/CHMP/EWP/707/98.[Acessed 2008 Oct 12] Available from <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/scientific_guideline/2009/09/WC500003318.pdf"><p content-type="break">http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/scientific_guideline </p><p content-type="break"> /2009/09/WC500003318.pdf</p></ext-link></p>
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  </sub-article>
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          <subject>Point of View</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Critical analysis of criteria for the evaluation of low-molecular weight heparin biosimilars</article-title>
      </title-group>
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      <p>
        <bold>POINT OF VIEW</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Critical analysis of criteria for the evaluation of low-molecular weight heparin biosimilars</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Valdair F. Pinto; Miguel Antonio Moretti; Antonio Carlos P. Chagas</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Tri&#226;ngulo Mineiro, Uberaba, MG - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Biological products; similar/drug effects; heparin, low molecular weight; guidelines; drug evaluation.</p>
      <p>Biological products are pharmaceutical products, of which active ingredients are obtained from biotechnological processes and differ from conventional medications as they are constituted of a mix of complex molecules, of difficult chemical characterization, which are very often incomplete. For this class of medication, the classic concept of generics does not apply and the term "biosimilars" is used to qualify products developed to be similar to the original ones that can be considered clinically equivalent within an established margin.</p>
      <p>The low-molecular weight heparins (LMWH) are classified as biological products, of which molecular complexity is due to the diverse origin of the extraction material (unfractionated heparin of animal origin) and to the heparin fractionation and production processes. The clinical usefulness of the LMWH is well established in the treatment and prevention of arterial and venous thrombosis. The International Society on Thrombosis and Hemostasis (ISTH) acknowledges that LMWH biosimilars contribute to reduce the cost of treatment, but are also a source of concern, as biochemical and biological differences can affect the effectiveness and safety of these products.</p>
      <p>With the objective of defining characteristics of the original product that must be demonstrated in biosimilars, the ISTH established a consensus to ascertain the quality of LMWH biosimilars<sup>1</sup>. They recommended performing prospective, randomized, double-blind clinical trials in order to demonstrate the non-inferiority of biosimilars when compared to the original product.</p>
      <p>Specific and more detailed guidelines on this subject have been published by the European Medicines Agency (EMEA), through the Committee for Medicinal Products for Human Use (CHMP)<sup>2</sup>. It is important to emphasize in these recommendations: the poor correlation between pharmacodynamic markers and clinical effectiveness; and the recommendation of studies on prevention in orthopedic surgeries presenting high risk of thromboembolism (knee and hip arthroplasty), as a clinical model of higher sensitivity to detect potential effectiveness differences. The incidence of events in these indications is higher and reasonably well known, which allows a better study planning. It is estimated that in major orthopedic surgeries, the risk of venous thromboembolism without prevention is around 40 to 70%<sup>3</sup> and that the use of LMWH decreases this risk by about 60%<sup>4</sup>. Thus, it can be estimated that in prevention studies in these cases, the incidence of events must be around 15 to 25% and that in these conditions, studies of non-inferiority with a margin of 5 to 10% must require clinical studies with 600 to 1,200 patients. If the expected incidence of events is decreased to, for instance, 5%, as it occurs in low-risk interventions, the sample size necessary for the study, while maintaining the same statistical properties, will be around 3,700 patients.</p>
      <p>Another guideline on the same subject was issued by the South Asian Society on Atherosclerosis &amp; Thrombosis (SASAT)<sup>5</sup>. This organization basically endorses the EMEA position, being, however, more stringent regarding the clinical studies, stipulating the need to include two randomized and double-blind studies - one on venous thromboembolism and another on arterial thromboembolism.</p>
      <p>In Brazil, there is no specific official guideline to evaluate LMWH, but, in general, the Brazilian National Health Surveillance Agency (ANVISA) regulates the registration of biological products through the Resolu&#231;&#227;o da Diretoria Colegiada (RDC) #315 of October 26, 2005<sup>6</sup>. This document gives detailed instructions on how to submit a registration request for a biological product and concisely, albeit very clearly, indicates the clinical and pre-clinical requirements. It establishes the need for a therapeutic trial report, containing data on toxicity, mutagenic and oncogenic activity and phase I, II and III clinical trials.</p>
      <p>Moreover, it specifies that, in case of non-new biological products (i.e., biosimilars), the individual requesting the registration can alternatively present non-inferiority clinical trials to demonstrate therapeutic activity and safety. Recently, three LMWH that are biosimilar to enoxaparin received regulatory approval by ANVISA. The clinical data that supported this submission were made public, which allows their analysis considering the aforementioned guidelines.</p>
      <p>Apparently, the first product<sup>7</sup> had its approval based on a single pharmacodynamic study, in which 59 patients, with chronic kidney disease undergoing dialysis, were treated with the biosimilar and the standard enoxaparin during 12 hemodialysis sessions. The assessment was carried out through the measurement of two markers, aPTT and anti-Xa. This study report does not contain the evaluated marker results, but only mentions that "statistical tests of clinical interchangeability between the formulations were used", without providing further details. The study declares equivalence or non-inferiority, although it was not planned for this type of comparison; moreover, it uses an inadequate clinical model with surrogate markers, which are known not to constitute a demonstration of clinical effectiveness.</p>
      <p>The second product<sup>8</sup> was also approved with a clinical documentation based on a pharmacodynamic study, with the primary variable being anti-Xa. The study evaluated the treatment and prophylaxis of arterial and venous thromboembolism in 100 patients with different clinical conditions in intensive care units. Fifty patients were allocated to the prophylaxis regimen and 50 to the treatment regimen. For each one of them, the patients were randomized into two groups of 25 patients, who received either the biosimilar drug or standard enoxaparin. The evaluated marker results did not show any significant difference between the groups, and erroneously, the equivalence was assumed. Only one patient in each group presented deep venous thrombosis, an insufficient total number of events to evaluate the treatments. As well as in the previous case, the anti-Xa measurements should not have been used as an alternative to demonstrate clinical effectiveness.</p>
      <p>A third product<sup>9</sup> was evaluated by a clinical trial carried out with 200 patients submitted to unspecified abdominal and pelvic surgeries, but which were certainly low-risk, as the end of the study the incidence of thromboembolic events was very low, of around 1% (2/200). It was a comparative, multicenter open study, in which the patients were allocated by a deterministic, non-random procedure (systematic alternation) in two study groups, standard enoxaparin and biosimilar. Treatment duration lasted seven to ten days, hence compatible with low-risk procedures. The clinical outcomes were inaccurately defined and tolerability was evaluated by the occurrence of major or minor hemorrhages, although they lacked a clear characterization.</p>
      <p>Signs and symptoms of deep venous thrombosis were reported in two patients from the standard enoxaparin group (2% in intention to treat) and in none of the patients from the group that received the biosimilar (0%). Adverse events classified as severe were reported in six patients from the standard enoxaparin group and in seven patients from the biosimilar group. Minor bleeding was reported in 4 patients from the standard enoxaparin group and in 3 patients from the biosimilar group. These differences between the groups were not statistically significant.</p>
      <p>The study was inconclusive mainly because it included an insufficient number of patients and had a very low incidence of events. Additionally, the study was incorrectly reported as of non-inferiority - there was no definition of the non-inferiority margin, there was no assay sensitivity control and the sample size for this type of study was not calculated.</p>
      <p>As mentioned before, a study of non-inferiority in prophylaxis of venous thromboembolism in a high-risk surgery, with an acceptable margin of non-inferiority, would require a minimum number of patients three to six-fold higher than the number recruited in this study. Moreover, patient selection was incorrectly carried out (very low risk of venous thromboembolism), as patients were allocated to the groups using a deterministic procedure and the sample size was insufficient, which resulted in lack of study sensitivity and low statistical power. The majority of the evaluation criteria for LMWH biosimilars were not observed.</p>
      <p>The studies analyzed herein present a basic inference error by assuming the lack of statistical significance as a demonstration of equivalence<sup>10</sup>. In a clinical study, the non-rejection of the null hypothesis does not imply in its support of being true. Proving that two treatments are equivalent is actually much more difficult than demonstrating a difference between them<sup>11</sup>. The present analysis suggests more caution is required in the regulatory approval of biological products.</p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>There were no external funding sources for this study.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This study is not associated with any post-graduation program.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
      <p>2. European Medicine Agency. EMEA. Committee for Proprietary Medicinal Products for Human Use (CHMP). Guideline on non-clinical and clinical development of similar biological medicinal products containing low-molecular-weight-heparins. March 2009. EMEA/CHMP/BMWP/118264/2007.{Acessed 2009 Nov 20]. Available from <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/scientific_guideline/2009/09/WC500003927.pdf"><p content-type="break">http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/scientific_guideline </p><p content-type="break"> /2009/09/WC500003927.pdf</p></ext-link></p>
      <p>4. European Medicine Agency. EMEA. Committee for Proprietary Medicinal Products for Human USE (CHMP). Guideline on clinical investigation of medicinal products for prophylaxis of high intra- and post-operative venous thromboembolic risk. November 2007. EMEA/CHMP/EWP/707/98.[Acessed 2008 Oct 12] Available from <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/scientific_guideline/2009/09/WC500003318.pdf"><p content-type="break">http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/scientific_guideline </p><p content-type="break"> /2009/09/WC500003318.pdf</p></ext-link></p>
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