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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
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          <subject>Carta ao Editor</subject>
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        <article-title>Considera&#231;&#245;es sobre o uso de enoxaparina gen&#233;rica em s&#237;ndrome coronariana aguda</article-title>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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        <year>2011</year>
      </pub-date>
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  <body>
    <p>
      <bold>CARTA AO EDITOR</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Considera&#231;&#245;es sobre o uso de enoxaparina gen&#233;rica em s&#237;ndrome coronariana aguda</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Marise Gomes; Eduardo Ramacciotti; Evangelos Litinas; Jawed Fareed</bold>
    </p>
    <p>Vascular Surgery University of Michigan Medical School</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Enoxaparina/efeitos adversos, medicamentos gen&#233;ricos, s&#237;ndrome coronariana aguda.</p>
    <p>
      <bold>Caro Editor,</bold>
    </p>
    <p>V&#225;rias marcas gen&#233;ricas de heparina de baixo peso molecular (HBPM) tem sido recentemente utilizadas em diferentes partes do mundo. Na Am&#233;rica do Sul, v&#225;rias vers&#245;es gen&#233;ricas de enoxaparina est&#227;o dispon&#237;veis. Dados sobre a bioequival&#234;ncia cl&#237;nica desses agentes n&#227;o est&#227;o dispon&#237;veis<sup>1</sup>. Entretanto, alguns dos estudos tem comparado esses agentes em rela&#231;&#227;o &#224; suas a&#231;&#245;es farmacocin&#233;ticas e farmacodin&#226;micas. Diferentes estudos tamb&#233;m tem mostrado <italic>in vitro</italic> e em modelos animais que alguns desses agentes s&#227;o diferentes<sup>2,3</sup>. Al&#233;m do uso no manejo de trombose venosa profunda (TVP), esses medicamentos s&#227;o tamb&#233;m utilizados em s&#237;ndromes coronarianas agudas (SCA).</p>
    <p>O papel da enoxaparina nas SCA &#233; bem estabelecido<sup>4,5</sup>. Doses de 1 mg/kg BID para infarto do mioc&#225;rdio sem eleva&#231;&#227;o de segmento ST (NSTEMI) por at&#233; 10 dias representa a dose mais alta que pode apresentar um maior potencial de acumula&#231;&#227;o do que a dose usual para outras indica&#231;&#245;es, tais como a profilaxia de TVP.</p>
    <p>Para infarto do mioc&#225;rdio com eleva&#231;&#227;o do segmento ST (STEMI), uma dose inicial de 30 mg IV seguida por 1mg/kg SQ tamb&#233;m representa uma dose maior, onde os n&#237;veis circulantes podem atingir at&#233; 1 U/ml nos est&#225;gios iniciais<sup>6</sup>. Como esses pacientes s&#227;o, em sua maioria, tratados com agentes antiplaquet&#225;rios e outros medicamentos, as potenciais intera&#231;&#245;es medicamentosas s&#227;o amplificadas, o que pode resultar em sangramentos.</p>
    <p>No caso de um paciente submetido &#224; interven&#231;&#227;o coronariana percut&#226;nea (ICP) e que j&#225; tenha sido tratado com enoxaparina, uma janela de 8 horas &#233; estipulada para a hepariniza&#231;&#227;o. Independentemente disso, a heparina n&#227;o-fracionada (HNF) e a enoxaparina apresentam intera&#231;&#245;es medicamentosas significantes que podem resultar em piora do sangramento. Al&#233;m disso, muitos desses pacientes s&#227;o tratados com agentes trombol&#237;ticos e antiplaquet&#225;rios, com dosagens vari&#225;veis. Dessa forma, esse procedimento tamb&#233;m representa um regime de tratamento complicado, o qual apresenta uma baixa margem de seguran&#231;a.</p>
    <p>As vers&#245;es gen&#233;ricas de enoxaparina tem sido amplamente utilizadas na &#205;ndia e na Am&#233;rica do Sul para o tratamento de SCA, sem quaisquer testes cl&#237;nicos. Quest&#245;es de seguran&#231;a ainda n&#227;o foram registradas. A revis&#227;o inicial das diferen&#231;as entre as marcas registradas e as vers&#245;es gen&#233;ricas dos agentes claramente mostra importantes quest&#245;es de seguran&#231;a<sup>7</sup>. Al&#233;m disso, a imunogenicidade de diferentes marcas registradas e gen&#233;ricas pode contribuir para o desfecho de seguran&#231;a com esses agentes. Embora os pacientes sejam tratados por at&#233; 10 dias, os anticorpos podem persistir por at&#233; 6 a 8 semanas e podem alterar a efic&#225;cia anticoagulante desses compostos. Entretanto, tais dados n&#227;o est&#227;o dispon&#237;veis.</p>
    <p>Algumas das quest&#245;es relativas &#224; seguran&#231;a do uso da enoxaparina gen&#233;rica nas SCA s&#227;o mostradas abaixo:</p>
    <disp-quote>
      <p>1. Uma dose completa de 1 mg/kg BID, resultando em altos n&#237;veis circulantes pode acarretar um alto risco de sangramento, devido &#224; v&#225;rios fatores complicantes.</p>
      <p>2. Intera&#231;&#245;es com agentes antiplaquet&#225;rios, que podem variar com diferentes medicamentos e combina&#231;&#245;es de medicamentos.</p>
      <p>3. Intera&#231;&#227;o com agentes trombol&#237;ticos tamb&#233;m pode variar, dependendo do tipo de agente utilizado e do tempo.</p>
      <p>4. Intera&#231;&#245;es potenciais desconhecidas com anticoagulantes mais novos, tais como dabigatran, rivaroxaban e apixaban</p>
      <p>5. Hiperacumula&#231;&#227;o de medicamentos em pacientes com disfun&#231;&#227;o renal.</p>
      <p>6. Convers&#227;o do tratamento cl&#237;nico da SCA para ICP ou revasculariza&#231;&#227;o do mioc&#225;rdio e as conseq&#252;&#234;ncias de potenciais intera&#231;&#245;es entre enoxaparina "on-board" e HNF IV enquanto o paciente est&#225; recebendo dosagem completa.</p>
      <p>7. O desfecho prim&#225;rio e a incid&#234;ncia de complica&#231;&#245;es peri-procedimento, tais como desfechos isqu&#234;micos prim&#225;rios (IM), sangramento e trombose de cateter tem sido analisados em rela&#231;&#227;o &#224; enoxaparina de marca e a HNF. Entretanto, essas quest&#245;es ainda n&#227;o foram adequadamente estudadas em produtos de marca e vers&#245;es gen&#233;ricas e isso pode resultar em diferen&#231;as significantes entre esses produtos. Isso requer valida&#231;&#227;o cl&#237;nica em estudos com poder adequado.</p>
    </disp-quote>
    <p>Dessa forma, nesse momento, o uso de enoxaparina gen&#233;rica para essa indica&#231;&#227;o cr&#237;tica n&#227;o &#233; recomendado. Al&#233;m disso, apenas a realiza&#231;&#227;o de estudos de bioequival&#234;ncia e profilaxia limitada para TEV em volunt&#225;rios saud&#225;veis com doses relativamente baixas de 40 mg OD SQ n&#227;o &#233; adequada para justificar a uso de agentes gen&#233;ricos em indica&#231;&#245;es cardiovasculares t&#227;o cr&#237;ticas quanto SCA.</p>
    <p>Um estudo anterior comparou a efic&#225;cia e seguran&#231;a de uma marca registrada de enoxaparina, Lovenox, com uma forma gen&#233;rica desse agente<sup>8</sup>. Esse estudo somente comparou dois agentes em situa&#231;&#245;es de TVP no Brasil. Estudos mais abrangentes foram solicitados para valida&#231;&#227;o estat&#237;stica. Gostar&#237;amos de sugerir cautela, pois os resultados desses estudos n&#227;o podem ser extrapolados para outras indica&#231;&#245;es, particularmente nas SCA. Qualquer declara&#231;&#227;o feita pela empresa ou outros sobre a equival&#234;ncia cl&#237;nica de um produto gen&#233;rico deve ser validado por um estudo cl&#237;nico adequado. Como autores do estudo n&#227;o publicado, gostar&#237;amos de declarar que as diferen&#231;as farmacodin&#226;micas nas dosagens podem contribuir para diferen&#231;as cl&#237;nicas e devem ser levadas em considera&#231;&#227;o. Tamb&#233;m gostar&#237;amos de enfatizar que o uso de enoxaparina gen&#233;rica em indica&#231;&#245;es tais como a SCA deve ser validado atrav&#233;s de estudo cl&#237;nico antes de sua aprova&#231;&#227;o. Dessa forma, &#233; necess&#225;rio que as autoridades regulat&#243;rias considerem essa proposta. Similarmente &#224;s HBPM, cada produto gen&#233;rico deve ser comparado em rela&#231;&#227;o &#224; sua efic&#225;cia e seguran&#231;a em diferentes indica&#231;&#245;es em estudos cl&#237;nicos com desenho e poder adequados.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Eduardo Ramacciotti </p>
        <p> Vascular Surgery University of Michigan Medical School </p>
        <p> A570D, MSRB II, 1150 W </p>
        <p> Medical Center Dr, Ann Arbor, MI 48109 </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="eduardoramacciotti@gmail.com">eduardoramacciotti@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 30/07/10, revisado recebido em 30/07/10; aceito em 16/08/10.</p>
  </body>
  <back>
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          <article-title>Product individuality of commercially available low-molecular-weight heparins and their generic versions: therapeutic implications</article-title>
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        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Evid&#234;ncias farmacol&#243;gico-cl&#237;nicas para o uso das heparinas de baixo peso molecular nas s&#237;ndromes coronarianas agudas</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
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          <article-title>Differences among low-molecular-weight heparins: evidence in patients with acute coronary syndromes</article-title>
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          <article-title>Development of generic low molecular weight heparins: a perspective</article-title>
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        <element-citation publication-type="thesis">
          <source>An&#225;lise comparativa da seguran&#231;a e efic&#225;cia da enoxaparina gen&#233;rica versus enoxaparina padr&#227;o, na profilaxia da doen&#231;a tromboemb&#243;lica venosa em pacientes submetidos a opera&#231;&#227;o maior abdominal</source>
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            <year>2009</year>
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  </back>
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    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Consideraciones sobre el uso de enoxaparina gen&#233;rica en SCA</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>CARTA AL EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Consideraciones sobre el uso de enoxaparina gen&#233;rica en SCA</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Marise Gomes; Eduardo Ramacciotti; Evangelos Litinas; Jawed Fareed</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Vascular Surgery University of Michigan Medical School</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Enoxaparina/efectos adversos, medicamentos gen&#233;ricos, s&#237;ndrome coronario agudo.</p>
      <p>
        <bold>Caro Editor,</bold>
      </p>
      <p>Varias marcas gen&#233;ricas de heparina de bajo peso molecular (HBPM) han sido recientemente utilizadas en diferentes partes del mundo. En America del Sur, varias versiones gen&#233;ricas de enoxaparina est&#225;n disponibles. Datos sobre la bioequivalencia cl&#237;nica de esos agentes no est&#225;n disponibles<sup>1</sup>. Entre tanto, algunos de los estudios han comparado esos agentes en relaci&#243;n a sus acciones farmacocin&#233;ticas y farmacodin&#225;micas. Diferentes estudios tambi&#233;n han mostrado <italic>in vitro</italic> y en modelos animales que algunos de esos agentes son diferentes<sup>2,3</sup>. Adem&#225;s del uso en el manejo de trombosis venosa profunda (TVP), esos medicamentos son tambi&#233;n utilizados en s&#237;ndromes coronarios agudos (SCA).</p>
      <p>El papel de la enoxaparina en las SCA est&#225; bien establecido<sup>4,5</sup>. Dosis de 1 mg/kg BID para infarto del miocardio sin elevaci&#243;n de segmento ST (NSTEMI) por hasta 10 d&#237;as representa la dosis m&#225;s alta que puede presentar un mayor potencial de acumulaci&#243;n que la dosis usual para otras indicaciones, tales como la profilaxia de TVP.</p>
      <p>Para infarto del miocardio con elevaci&#243;n del segmento ST (STEMI), una dosis inicial de 30 mg IV seguida por 1mg/ Kg SQ tambi&#233;n representa una dosis mayor, donde los niveles circulantes pueden alcanzar hasta 1 U/ml en los estados iniciales<sup>6</sup>. Como esos pacientes son, en su mayor&#237;a, tratados con agentes antiplaquetarios y otros medicamentos, las potenciales interacciones medicamentosas son amplificadas, lo que puede resultar en sangrados.</p>
      <p>En el caso de un paciente sometido a intervenci&#243;n coronaria percut&#225;nea (ICP) y que ya haya sido tratado con enoxaparina, una ventana de 8 horas es estipulada para la heparinizaci&#243;n. Independientemente de eso, la heparina no-fraccionada (HNF) y la enoxaparina presentan interacciones medicamentosas significativas que pueden resultar en empeoramiento del sangrado. Adem&#225;s de eso, muchos de esos pacientes son tratados con agentes trombol&#237;ticos y antiplaquetarios, con dosajes variables. De esa forma, ese procedimiento tambi&#233;n representa un r&#233;gimen de tratamiento complicado, el cual presenta un bajo margen de seguridad.</p>
      <p>Las versiones gen&#233;ricas de enoxaparina han sido ampliamente utilizadas en la India y en America del Sur para el tratamiento de SCA, sin ning&#250;n test cl&#237;nico. Cuestiones de seguridad aun no fueron registradas. La revisi&#243;n inicial de las diferencias entre las marcas registradas y las versiones gen&#233;ricas de los agentes claramente muestra importantes cuestiones de seguridad<sup>7</sup>. Adem&#225;s de eso, la inmunogenicidad de diferentes marcas registradas y gen&#233;ricas puede contribuir para el desenlace de seguridad con esos agentes. Aunque los pacientes sean tratados por hasta 10 d&#237;as, los anticuerpos pueden persistir por hasta 6 a 8 semanas y pueden alterar la eficacia anticoagulante de esos compuestos. Entre tanto, tales datos no est&#225;n disponibles.</p>
      <p>Algunas de las cuestiones relativas a la seguridad del uso de la enoxaparina gen&#233;rica en las SCA son mostradas abajo:</p>
      <disp-quote>
        <p>1. Una dosis completa de 1 mg/kg BID, resultando en altos niveles circulantes puede acarrear un alto riesgo de sangrado, debido a varios factores de complicaci&#243;n.</p>
        <p>2. Interacciones con agentes antiplaquetarios, que pueden variar con diferentes medicamentos y combinaciones de medicamentos.</p>
        <p>3. Interacci&#243;n con agentes trombol&#237;ticos tambi&#233;n puede variar, dependiendo del tipo de agente utilizado y del tiempo.</p>
        <p>4. Interacciones potenciales desconocidas con anticoagulantes m&#225;s nuevos, tales como dabigatran, rivaroxaban y apixaban</p>
        <p>5. Hiper acumulaci&#243;n de medicamentos en pacientes con disfunci&#243;n renal.</p>
        <p>6. Conversi&#243;n del tratamiento cl&#237;nico de la SCA para ICP o revascularizaci&#243;n del miocardio y las consecuencias de potenciales interacciones entre enoxaparina "on-board" y HNF IV mientras el paciente est&#225; recibiendo dosaje completo.</p>
        <p>7. El desenlace primario y la incidencia de complicaciones peri-procedimiento, tales como desenlaces isqu&#233;micos primarios (IM), sangrado y trombosis de cat&#233;ter han sido analizados en relaci&#243;n a la enoxaparina de marca y la HNF. Entre tanto, esas cuestiones aun no fueron adecuadamente estudiadas en productos de marca y versiones gen&#233;ricas y eso puede resultar en diferencias significativas entre esos productos. Eso requiere validaci&#243;n cl&#237;nica en estudios con poder adecuado.</p>
      </disp-quote>
      <p>De esa forma, en ese momento, el uso de enoxaparina gen&#233;rica para esa indicaci&#243;n cr&#237;tica no es recomendado. Adem&#225;s de eso, apenas la realizaci&#243;n de estudios de bioequivalencia y profilaxia limitada para TEV en voluntarios sanos con dosis relativamente bajas de 40 mg OD SQ no es adecuada para justificar el uso de agentes gen&#233;ricos en indicaciones cardiovasculares tan cr&#237;ticas cuanto SCA.</p>
      <p>Un estudio anterior compar&#243; la eficacia y seguridad de una marca registrada de enoxaparina, Lovenox, con una forma gen&#233;rica de ese agente<sup>8</sup>. Ese estudio solamente compar&#243; dos agentes en situaciones de TVP en el Brasil. Estudios m&#225;s abarcativos fueron solicitados para validaci&#243;n estad&#237;stica. Nos gustar&#237;a sugerir cautela, pues los resultados de esos estudios no pueden ser extrapolados para otras indicaciones, particularmente en las SCA. Cualquier declaraci&#243;n hecha por la empresa u otros sobre la equivalencia cl&#237;nica de un producto gen&#233;rico debe ser validada por un estudio cl&#237;nico adecuado. Como autores del estudio no publicados, nos gustar&#237;a declarar que las diferencias farmacodin&#225;micas en los dosajes pueden contribuir a diferencias cl&#237;nicas y deben ser tomadas en consideraci&#243;n. Tambi&#233;n nos gustar&#237;a enfatizar que el uso de enoxaparina gen&#233;rica en indicaciones tales como la SCA debe ser validado a trav&#233;s de estudio cl&#237;nico antes de su aprobaci&#243;n. De esa forma, es necesario que las autoridades regulatorias consideren esa propuesta. Similarmente a las HBPM, cada producto gen&#233;rico debe ser comparado en relaci&#243;n a su eficacia y seguridad en diferentes indicaciones en estudios cl&#237;nicos con dise&#241;o y poder adecuados.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Letter to the Editor</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Concerns on generic enoxaparin use in acute coronary syndrome</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>LETTER TO THE EDITOR</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Concerns on generic enoxaparin use in acute coronary syndrome</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Marise Gomes; Eduardo Ramacciotti; Evangelos Litinas; Jawed Fareed</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Vascular Surgery University of Michigan Medical School</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Enoxaparin/adverse effects; drugs, generic; acute coronary syndrome.</p>
      <p>
        <bold>Dear Editor,</bold>
      </p>
      <p>Several generic low molecular weight heparins (LMWHs) have been recently used in different parts of the world. In South America, numerous generic versions of enoxaparin are available. Clinical bioequivalence data on these agents are not available<sup>1</sup>. However, some of the studies have compared these agents for their pharmacokinetic and pharmacodynamic actions. Different studies have also shown in the <italic>in vitro</italic> settings and experimental animals that some of these agents are different<sup>2,3</sup>. In addition to the use in deep venous thrombosis (DVT) management, these drugs are also used in acute coronary syndromes (ACS). </p>
      <p>The role of enoxaparin in ACS is well established<sup>4,5</sup>. use Doses of 1mg/kg BID in NSTEMI patients for up to 10 days represent the highest dose that may present a greater accumulation potential than the usual one for other indications, such as DVT prophylaxis.</p>
      <p>In STEMI patients,-an initial dose of 30 mg IV followed by 1mg/kg SQ also represents a higher dose, where circulating levels can reach up to 1 U/ml in the initial stages<sup>6</sup>. As these patients are mostly treated with antiplatelet agents and other drugs, the potential drug interactions are amplified, which can result in bleeding complications.</p>
      <p>In the case of a patient undergoing percutaneous coronary intervention (PCI), previously treated with enoxaparin, a time-window of 8 hours is stipulated for heparinization. Regardless of that, unfractionated heparin (UFH) and enoxaparin have significant drug-drug interactions, which can result in enhanced bleeding. Moreover, many of these patients are treated with thrombolytic agents and anti-platelet drugs, with variable dosing. Thus, this procedure also represents a complicated regimen, which has a low-safety margin.</p>
      <p>The generic versions of enoxaparin have been widely used in India and South America, for ACS management without any clinical trials. Safety issues have not yet been recorded. The initial review of the differences in the branded and generic agents clearly points to major safety concerns<sup>7</sup>.</p>
      <p>In addition, the immunogenicity of different branded and generic products may be contributory to the safety outcome with these agents. Although patients are treated for up to 10 days, antibodies can last for up to 6 to 8 weeks and can alter the anticoagulant efficacy of these compounds. However, such data are not available. Some of the concerns related to the safety of generic enoxaparin usage in ACS are given below:</p>
      <disp-quote>
        <p>1. A full dose of 1 mg/kg BID resulting in high circulating levels may have a higher risk of bleeding due to several complicating factors.</p>
        <p>2. Interactions with antiplatelet agents, which may vary with different drugs and drug combinations.</p>
        <p>3. Interaction with thrombolytic agents may also vary, depending upon the type of the agent used and the timing.</p>
        <p>4. Potential unknown interactions with newer anticoagulants such as dabigatran, rivaroxaban and apixaban.</p>
        <p>5. Drug over-accumulation in renal-impaired patients.</p>
        <p>6. Conversion from clinical treatment of ACS to PCI or CABG and the consequences of potential interactions between on-board enoxaparin and UFH IV, while on full dosage</p>
        <p>7. The primary outcomes and incidence of peri-procedural complications, such as primary ischemic outcomes (MI), bleeding and catheter thrombosis have been addressed for the branded enoxaparin and UFH. These concerns, however, have not been adequately studied for the branded and generic products and may result in significant differences between these products. This requires clinical validation in adequately powered trials.</p>
        <p>8. Therefore, at this time, the use of generic enoxaparin products in this critical indication is not recommended. Moreover, simply carrying out studies of bio-equivalence and limited VTE prophylaxis in healthy volunteer with relatively lower doses of 40 mg OD SQ are not adequate to justify the use of generic agents in such critical cardiovascular indications as ACS.</p>
      </disp-quote>
      <p>A previous study has compared the efficacy and safety of a branded enoxaparin, namely Lovenox, with a generic form of this agent<sup>8</sup>. This study only compared the two agents in DVT settings in Brazil. It called for larger studies for statistical validation. We would like to caution that the results of these studies cannot be extrapolated to other indications, particularly in ACS. Any claims by the company or parties regarding the clinical equivalence of a generic product must be validated in a proper clinical trial. As authors of the unpublished trial, we wish to state that pharmacodynamic differences in doses may contribute to clinical differences and must be taken into account. We also stress that the use of generic enoxaparin in indications such as ACS must be validated by clinical trials prior to its approval. Therefore, it is necessary for the regulatory authorities to consider this proposal. As with the branded LMWHs, each of the generic products must be compared for its efficacy and safety in different indications in well-designed and powered clinical trials.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
