<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
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      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">wsdpXqrwHgX7KZNvW8qhF8J</article-id>
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      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001400008</article-id>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010005000109</article-id>
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Artigos Originais</subject>
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      <title-group>
        <article-title>Composi&#231;&#227;o corp&#243;rea, altera&#231;&#245;es bioqu&#237;micas e cl&#237;nicas de adolescentes com excesso de adiposidade</article-title>
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            <given-names>Hiara Miguel Stanciola</given-names>
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          <named-content content-type="city">Vi&#231;osa</named-content>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Vi&#231;osa</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>464</fpage>
      <lpage>472</lpage>
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        <date date-type="received">
          <day>08</day>
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          <year>2009</year>
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        <date date-type="rev-recd">
          <day>23</day>
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          <year>2010</year>
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        <date date-type="accepted">
          <day>12</day>
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          <year>2010</year>
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          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
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      </permissions>
      <abstract>
        <p>FUNDAMENTO: Adolescentes com excesso de adiposidade e eutr&#243;ficas apresentam as mesmas altera&#231;&#245;es metab&#243;licas esperadas em indiv&#237;duos obesos. OBJETIVO: Avaliar a composi&#231;&#227;o corp&#243;rea, altera&#231;&#245;es antropom&#233;tricas, bioqu&#237;micas e cl&#237;nicas de adolescentes do sexo feminino. M&#201;TODOS: Foram avaliadas 113 adolescentes de escolas p&#250;blicas de Vi&#231;osa, MG, divididas em tr&#234;s grupos: grupo 1 - constitu&#237;do por adolescentes eutr&#243;ficas com excesso de gordura corp&#243;rea; grupo 2 - eutr&#243;ficas com gordura corp&#243;rea dentro dos limites de normalidade; e grupo 3 - com excesso de peso e de gordura corp&#243;rea. Peso, estatura, circunfer&#234;ncia da cintura e quadril, press&#227;o arterial foram aferidos. O &#237;ndice de massa corporal (IMC) e a rela&#231;&#227;o cintura-quadril foram calculados. O porcentual de gordura corp&#243;rea foi obtido pela imped&#226;ncia bioel&#233;trica horizontal, seguindo protocolo pr&#243;prio para a referida avalia&#231;&#227;o. A avalia&#231;&#227;o do porcentual de gordura corp&#243;rea e bioqu&#237;mica foi realizada ap&#243;s 12 horas de jejum, sendo analisados perfil lip&#237;dico, glicemia e insulina, homociste&#237;na, leptina e Prote&#237;na C Reativa. A resist&#234;ncia &#224; insulina foi calculada pelo &#237;ndice HOMA. RESULTADOS: O grupo das adolescentes eutr&#243;ficas, com elevada adiposidade, comportou-se, em rela&#231;&#227;o &#224; press&#227;o arterial, fra&#231;&#227;o HDL e glicemia, de modo semelhante &#224;s adolescentes com excesso de peso. Pode-se perceber que o &#237;ndice HOMA, a insulina e a leptina aumentaram de acordo com o aumento da gordura corp&#243;rea. Mais da metade das adolescentes apresentava valores de colesterol total e PCR acima dos n&#237;veis recomendados. A altera&#231;&#227;o metab&#243;lica mais evidente relacionou-se ao perfil lip&#237;dico para os grupos estudados. CONCLUS&#195;O: O excesso de adiposidade em adolescentes eutr&#243;ficas pode estar relacionado a altera&#231;&#245;es bioqu&#237;micas e cl&#237;nicas semelhantes &#224;quelas encontradas em adolescentes com excesso de peso.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="pt" kwd-group-type="author-generated">
        <kwd>Composi&#231;&#227;o corporal</kwd>
        <kwd>altera&#231;&#245;es do peso corporal</kwd>
        <kwd>adiposidade</kwd>
        <kwd>adolescente</kwd>
        <kwd>obesidade</kwd>
      </kwd-group>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>13</day>
        <month>08</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>ARTIGO ORIGINAL </p>
    <p> DISLIPIDEMIAS </p>
    <p>
      <bold>Composi&#231;&#227;o corp&#243;rea, altera&#231;&#245;es bioqu&#237;micas e cl&#237;nicas de adolescentes com excesso de adiposidade</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Hiara Miguel Stanciola Serrano; Gisele Queiroz Carvalho; Patr&#237;cia Feliciano Pereira; Maria do Carmo Gouveia Peluzio; Sylvia do Carmo Castro Franceschini; Silvia Eloiza Priore</bold>
    </p>
    <p> Universidade Federal de Vi&#231;osa, Vi&#231;osa, MG - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="nt">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p>
      <bold>RESUMO</bold>
    </p>
    <p><bold>FUNDAMENTO: </bold>Adolescentes com excesso de adiposidade e eutr&#243;ficas apresentam as mesmas altera&#231;&#245;es metab&#243;licas esperadas em indiv&#237;duos obesos. </p>
    <p><bold>OBJETIVO: </bold>Avaliar a composi&#231;&#227;o corp&#243;rea, altera&#231;&#245;es antropom&#233;tricas, bioqu&#237;micas e cl&#237;nicas de adolescentes do sexo feminino. </p>
    <p><bold>M&#201;TODOS: </bold>Foram avaliadas 113 adolescentes de escolas p&#250;blicas de Vi&#231;osa, MG, divididas em tr&#234;s grupos: grupo 1 - constitu&#237;do por adolescentes eutr&#243;ficas com excesso de gordura corp&#243;rea; grupo 2 - eutr&#243;ficas com gordura corp&#243;rea dentro dos limites de normalidade; e grupo 3 - com excesso de peso e de gordura corp&#243;rea. Peso, estatura, circunfer&#234;ncia da cintura e quadril, press&#227;o arterial foram aferidos. O &#237;ndice de massa corporal (IMC) e a rela&#231;&#227;o cintura-quadril foram calculados. O porcentual de gordura corp&#243;rea foi obtido pela imped&#226;ncia bioel&#233;trica horizontal, seguindo protocolo pr&#243;prio para a referida avalia&#231;&#227;o. A avalia&#231;&#227;o do porcentual de gordura corp&#243;rea e bioqu&#237;mica foi realizada ap&#243;s 12 horas de jejum, sendo analisados perfil lip&#237;dico, glicemia e insulina, homociste&#237;na, leptina e Prote&#237;na C Reativa. A resist&#234;ncia &#224; insulina foi calculada pelo &#237;ndice HOMA. </p>
    <p><bold>RESULTADOS: </bold>O grupo das adolescentes eutr&#243;ficas, com elevada adiposidade, comportou-se, em rela&#231;&#227;o &#224; press&#227;o arterial, fra&#231;&#227;o HDL e glicemia, de modo semelhante &#224;s adolescentes com excesso de peso. Pode-se perceber que o &#237;ndice HOMA, a insulina e a leptina aumentaram de acordo com o aumento da gordura corp&#243;rea. Mais da metade das adolescentes apresentava valores de colesterol total e PCR acima dos n&#237;veis recomendados. A altera&#231;&#227;o metab&#243;lica mais evidente relacionou-se ao perfil lip&#237;dico para os grupos estudados. </p>
    <p><bold>CONCLUS&#195;O: </bold>O excesso de adiposidade em adolescentes eutr&#243;ficas pode estar relacionado a altera&#231;&#245;es bioqu&#237;micas e cl&#237;nicas semelhantes &#224;quelas encontradas em adolescentes com excesso de peso.</p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Composi&#231;&#227;o corporal, altera&#231;&#245;es do peso corporal, adiposidade, adolescente, obesidade.</p>
    <p>
      <bold>Introdu&#231;&#227;o</bold>
    </p>
    <p>A adolesc&#234;ncia &#233; caracterizada por transforma&#231;&#245;es f&#237;sicas, ps&#237;quicas e sociais. &#201; um per&#237;odo em que ocorrem eventos importantes como o estir&#227;o de crescimento e a matura&#231;&#227;o sexual<sup>1,2</sup>.</p>
    <p>Mudan&#231;as importantes na composi&#231;&#227;o corp&#243;rea ocorrem durante a adolesc&#234;ncia e principalmente durante a puberdade. O monitoramento da composi&#231;&#227;o corp&#243;rea durante essa fase &#233; importante, pois muitos aspectos dessa composi&#231;&#227;o, como peso, gordura corp&#243;rea e tecido magro, s&#227;o preditivos de caracter&#237;sticas da fase adulta<sup>3</sup>. </p>
    <p>Nesse per&#237;odo, a classifica&#231;&#227;o do estado nutricional &#233; mais complexa devido &#224;s modifica&#231;&#245;es citadas e aos ajustes que ocorrem durante o estir&#227;o de crescimento, sendo dif&#237;cil a avalia&#231;&#227;o da adiposidade e obesidade. Em tal faixa et&#225;ria, peso e altura s&#227;o indicadores menos espec&#237;ficos do estado nutricional, devendo o adolescente ser avaliado pela antropometria e pela an&#225;lise da composi&#231;&#227;o corp&#243;rea, exame cl&#237;nico e bioqu&#237;mico, para que haja maior precis&#227;o no diagn&#243;stico nutricional<sup>4</sup>.</p>
    <p>A obesidade tem sido associada a altera&#231;&#245;es metab&#243;licas, as quais contribuem para o aumento do risco de desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares. A deposi&#231;&#227;o excessiva de tecido adiposo parece ser fator respons&#225;vel por essa situa&#231;&#227;o, principalmente quando este tecido se acumula na regi&#227;o abdominal. Assim, v&#225;rias desordens no metabolismo de carboidratos, como resist&#234;ncia &#224; insulina, diminui&#231;&#227;o da toler&#226;ncia &#224; glicose e diabete, e no metabolismo de lip&#237;dios, como hipertrigliceridemia, aumento dos n&#237;veis de colesterol total e LDL e diminui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de HDL, e ainda altera&#231;&#245;es nos n&#237;veis press&#243;ricos, t&#234;m sido identificadas em indiv&#237;duos com excesso de gordura corp&#243;rea. Dessa forma, estimar a quantidade de tecido adiposo &#233; importante na preven&#231;&#227;o da ocorr&#234;ncia de tais altera&#231;&#245;es<sup>5</sup>.</p>
    <p>Assim, este artigo teve como objetivo avaliar a composi&#231;&#227;o corp&#243;rea, as altera&#231;&#245;es antropom&#233;tricas, bioqu&#237;micas e cl&#237;nicas de adolescentes do sexo feminino.</p>
    <p>
      <bold>Metodologia</bold>
    </p>
    <p>
      <bold>Casu&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>Trata-se de um estudo de corte transversal controlado, tendo o indiv&#237;duo como unidade de estudo. A pesquisa foi realizada com 113 adolescentes do sexo feminino, de 14 a 18 anos, do munic&#237;pio de Vi&#231;osa, MG, tendo como crit&#233;rios de inclus&#227;o: estudar em escolas de rede p&#250;blica, residir no munic&#237;pio e j&#225; ter apresentado menarca h&#225; pelo menos um ano, fato que contribui para maior homogeneidade da amostra.</p>
    <p>As adolescentes foram divididas em tr&#234;s grupos, de acordo com o porcentual de gordura corp&#243;rea e o &#237;ndice de massa corporal:</p>
    <disp-quote>
      <p>&#149; <italic>Grupo 1 (G1 = 38)</italic> - gordura corp&#243;rea <underline>&gt;</underline> 28,0% e o &#237;ndice de massa corporal com os valores &gt; 10,0% e &lt; 85,0%, segundo a idade e o sexo<sup>6</sup>;</p>
      <p>&#149; <italic>Grupo 2 (G2 = 40)</italic> - gordura corp&#243;rea &gt; 15,0% e &lt; 25,0%<sup>7</sup> e o &#237;ndice de massa corporal com os valores &gt; 10,0% e &lt; 85,0%, segundo a idade e o sexo<sup>6</sup>; e </p>
      <p>&#149; <italic>Grupo 3 (G3 = 35)</italic> - gordura corp&#243;rea <underline>&gt;</underline> 28,0% e o &#237;ndice de massa corporal com valores <underline>&gt;</underline> 85,0%, segundo a idade e o sexo<sup>6</sup>.</p>
    </disp-quote>
    <p>Segundo Sigulem e cols.<sup>7</sup>, os pontos de corte para classifica&#231;&#227;o do porcentual de gordura corp&#243;rea elevada s&#227;o aqueles <underline>&gt;</underline> 25,0%, para Lohman<sup>8</sup>, a partir deste valor, os adolescentes podem ser classificados em risco de sobrepeso. Optou-se pelo valor de 28,0% com a finalidade de obter indiv&#237;duos que possu&#237;ssem realmente elevado percentual de gordura corp&#243;rea, buscando-se aumentar a especificidade com o prop&#243;sito de diminuir os falsos positivos. </p>
    <p>
      <bold>M&#233;todos</bold>
    </p>
    <p>Para avalia&#231;&#227;o antropom&#233;trica, foram aferidos peso e estatura, utilizando as t&#233;cnicas propostas por Jelliffe<sup>9</sup>. O peso foi obtido em balan&#231;a digital eletr&#244;nica, com capacidade m&#225;xima de 150 kg e subdivis&#227;o em 100 g. A estatura foi aferida por meio de estadi&#244;metro, com extens&#227;o de 2 m e escala de 0,1 cm. O &#237;ndice de massa corporal (IMC) foi classificado de acordo com a refer&#234;ncia antropom&#233;trica do <italic>Center for Disease Control and Prevention </italic>e<italic> National Center for Health Statistics</italic><sup>6</sup>.</p>
    <p>A composi&#231;&#227;o corp&#243;rea (percentual de gordura corporal, % GC) foi obtida pela imped&#226;ncia bioel&#233;trica horizontal (<italic>Biodynamics</italic>, modelo 310)<sup>10</sup>. Para tal medida, as adolescentes seguiram protocolo pr&#243;prio para esse fim: estar no m&#237;nimo a 7 dias da &#250;ltima menstrua&#231;&#227;o e no m&#237;nimo a 7 dias da data da pr&#243;xima<sup>11</sup>; jejum de 12 horas<sup>12</sup>; n&#227;o ter realizado exerc&#237;cio f&#237;sico nas 12 horas que antecederam o exame<sup>13</sup>; n&#227;o ter ingerido &#225;lcool nas 48 horas que antecederam o exame<sup>13</sup>; n&#227;o ter feito uso de diur&#233;ticos pelo menos 7 dias antes<sup>14</sup>; n&#227;o portar nenhum objeto met&#225;lico durante o exame<sup>14</sup>; e urinar 30 minutos antes<sup>13</sup>.</p>
    <p>Para a aferi&#231;&#227;o das circunfer&#234;ncias, utilizou-se fita m&#233;trica, com extens&#227;o de 2 m, flex&#237;vel e inel&#225;stica, dividida em cent&#237;metros e subdivida em mil&#237;metros. As circunfer&#234;ncias da cintura (CC) e do quadril (CQ) foram aferidas segundo recomenda&#231;&#227;o de Taylor e cols.<sup>15</sup>. A rela&#231;&#227;o cintura-quadril (RCQ) foi o quociente entre as medidas de cintura e de quadril.</p>
    <p>A press&#227;o arterial (PA) foi aferida, segundo as recomenda&#231;&#245;es da V Diretrizes Brasileiras de Hipertens&#227;o Arterial<sup>16</sup>, utilizando monitor de press&#227;o sangu&#237;nea de infla&#231;&#227;o autom&#225;tica preconizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia<sup>16</sup>. Os pontos de corte de press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica foram baseados nos percentis de estatura para idade e sexo, seguindo os valores descritos na diretriz.</p>
    <p>Para avalia&#231;&#227;o bioqu&#237;mica, foi coletado sangue ap&#243;s 12 horas de jejum, sendo analisado no Laborat&#243;rio de An&#225;lises Cl&#237;nicas da Divis&#227;o de Sa&#250;de da Universidade Federal de Vi&#231;osa, no munic&#237;pio de Vi&#231;osa, MG. As amostras foram colhidas por pun&#231;&#227;o venosa, com material descart&#225;vel, sendo utilizado o analisador autom&#225;tico de par&#226;metros bioqu&#237;micos COBAS<sup>&#174;</sup>. Os n&#237;veis de leptina, insulina e homociste&#237;na foram dosados em um laborat&#243;rio de refer&#234;ncia da cidade do Rio de Janeiro, RJ.</p>
    <p>
      <bold>Perfil lip&#237;dico</bold>
    </p>
    <p>O perfil lip&#237;dico foi estabelecido segundo par&#226;metros da I Diretriz de Preven&#231;&#227;o da Aterosclerose na Inf&#226;ncia e na Adolesc&#234;ncia<sup>17</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Glicemia de jejum </bold>
    </p>
    <p>A avalia&#231;&#227;o dos n&#237;veis de glicemia foi baseada na <italic>American Diabetes Association</italic><sup>18</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Insulina de Jejum</bold>
    </p>
    <p>O ponto de corte utilizado para a classifica&#231;&#227;o dos valores de insulina foi aquele recomendado pela I Diretriz de Preven&#231;&#227;o da Aterosclerose na Inf&#226;ncia e na Adolesc&#234;ncia<sup>17</sup>.</p>
    <p>
      <bold>HOMA-IR</bold>
    </p>
    <p>Para a verifica&#231;&#227;o da resist&#234;ncia &#224; insulina, foi utilizado o m&#233;todo <italic>Homeostasis Model Assessment (</italic>HOMA-IR), baseado na I Diretriz de Preven&#231;&#227;o da Aterosclerose na Inf&#226;ncia e na Adolesc&#234;ncia<sup>17</sup>.</p>
    <p>HOMA-IR = glicemia (mmol/l) x insulina (<italic>&#181;</italic>U/ml) / 22,5</p>
    <p>
      <bold>Homociste&#237;na</bold>
    </p>
    <p>Os valores de refer&#234;ncia considerados para homociste&#237;na foram aqueles sugeridos pela III Diretriz de Dislipidemias e Preven&#231;&#227;o de Aterosclerose<sup>19</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Prote&#237;na C Reativa</bold>
    </p>
    <p>Os valores de refer&#234;ncia estabelecidos pela III Diretriz de Dislipidemias e Preven&#231;&#227;o de Aterosclerose foram utilizados<sup>19</sup>.</p>
    <p>
      <bold>Leptina</bold>
    </p>
    <p>Para a dosagem de leptina, foram considerados os valores de refer&#234;ncia de 0,1 a 19,7 mg/dl, segundo valores de refer&#234;ncia do laborat&#243;rio de an&#225;lises cl&#237;nicas (Kit LINCO <italic>Research</italic>).</p>
    <p>
      <bold>An&#225;lise estat&#237;stica</bold>
    </p>
    <p>O banco de dados foi elaborado no programa <italic>MicrosoftExcel.</italic> As an&#225;lises estat&#237;sticas foram realizadas com o aux&#237;lio do programa <italic>Sigma-Statisticfor Windows</italic>. </p>
    <p>Testes param&#233;tricos ou n&#227;o param&#233;tricos foram realizados de acordo com a distribui&#231;&#227;o das vari&#225;veis, bem como testes de associa&#231;&#227;o. Os testes utilizados foram o teste <italic>t</italic> de <italic>Student</italic>, Mann-Whitney, qui-quadrado, correla&#231;&#227;o de Pearson e correla&#231;&#227;o de Spearman. O n&#237;vel de rejei&#231;&#227;o da hip&#243;tese de nulidade foi menor do que 0,05, ou seja 5,0%. </p>
    <p>O projeto foi aprovado pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Vi&#231;osa (n&#250;mero do registro: 40502156/02). Os dados ser&#227;o mantidos em sigilo e a participa&#231;&#227;o foi volunt&#225;ria. Somente adolescentes cujos pais ou respons&#225;veis assinaram o Termo de Consentimento participaram do estudo. Ap&#243;s todas as avalia&#231;&#245;es, as adolescentes que apresentaram alguma altera&#231;&#227;o foram encaminhadas ao Programa de Aten&#231;&#227;o &#224; Sa&#250;de do Adolescente da Universidade Federal de Vi&#231;osa, MG.</p>
    <p>
      <bold>Resultados</bold>
    </p>
    <p>As adolescentes encontravam-se na fase intermedi&#225;ria da adolesc&#234;ncia, tendo passado pelo estir&#227;o de crescimento e apresentado as altera&#231;&#245;es caracter&#237;sticas da puberdade, uma vez que j&#225; apresentavam no m&#237;nimo um ano de menarca. </p>
    <p>Foram verificados os valores m&#237;nimo, m&#225;ximo e mediano, m&#233;dia e desvio-padr&#227;o das vari&#225;veis antropom&#233;tricas, bioqu&#237;micas e cl&#237;nicas das adolescentes estudadas (<xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>). Obtiveram-se resultados alterados em algumas adolescentes, pois os valores m&#225;ximos de glicemia, insulina, HOMA, colesterol total, LDL, triglicer&#237;deos, leptina, homociste&#237;na e PCR estavam acima dos valores desej&#225;veis. Mais da metade das adolescentes apresentava valores de colesterol total e PCR acima dos n&#237;veis recomendados.</p>
    <table-wrap id="tab01">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt01.jpg"/></table-wrap>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref> mostra a preval&#234;ncia das altera&#231;&#245;es cl&#237;nicas e bioqu&#237;micas das adolescentes estudadas. Verifica-se que o &#237;ndice de resist&#234;ncia &#224; insulina (HOMA), os valores de insulina e os de leptina apresentaram n&#237;veis mais elevados nas adolescentes que possu&#237;am maior percentual de gordura corporal, no entanto, outras vari&#225;veis n&#227;o se comportaram da mesma forma.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab02">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref> apresenta os valores m&#237;nimo, m&#225;ximo e mediano, m&#233;dia e de desvio-padr&#227;o das altera&#231;&#245;es bioqu&#237;micas das adolescentes avaliadas. O grupo de adolescentes eutr&#243;ficas, com elevada adiposidade, comportou-se, em rela&#231;&#227;o &#224; press&#227;o arterial, fra&#231;&#227;o HDL e glicemia, de modo semelhante &#224;s adolescentes com excesso de peso.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab03">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt03.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>Verificou-se correla&#231;&#227;o entre vari&#225;veis antropom&#233;tricas, de composi&#231;&#227;o corp&#243;rea e cl&#237;nica das adolescentes estudadas (<xref ref-type="table" rid="tab04">Tabela 4</xref>) e pode-se identificar que a circunfer&#234;ncia da cintura foi a vari&#225;vel que melhor se correlacionou com as demais.</p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab04">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt04.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>A <xref ref-type="table" rid="tab05">Tabela 5</xref> apresenta a correla&#231;&#227;o entre par&#226;metros bioqu&#237;micos, vari&#225;veis antropom&#233;tricas e de composi&#231;&#227;o corp&#243;rea das adolescentes que participaram do estudo. As vari&#225;veis HOMA e insulina foram as que melhor se correlacionaram com os par&#226;metros antropom&#233;tricos. </p>
    <table-wrap id="tab05">
      <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt05.jpg"/></table-wrap>
    <p>Verificou-se a correla&#231;&#227;o entre vari&#225;veis bioqu&#237;micas e cl&#237;nicas das adolescentes do estudo (<xref ref-type="table" rid="tab06">Tabela 6</xref>). </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="tab06">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt06.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <bold>Discuss&#227;o</bold>
    </p>
    <p>Somente a avalia&#231;&#227;o do peso corp&#243;reo n&#227;o &#233; capaz de determinar o estado de obesidade de um indiv&#237;duo, pois n&#227;o &#233; poss&#237;vel conhecer se o excesso de peso &#233; decorrente de tecido adiposo, de massa livre de gordura, ou de ambos. O IMC n&#227;o reflete as modifica&#231;&#245;es que ocorrem durante a adolesc&#234;ncia, assim fazer a avalia&#231;&#227;o somente pelo IMC pode ser insuficiente para diagnosticar sobrepeso, sendo importante detalhar os componentes da composi&#231;&#227;o corp&#243;rea<sup>20,21</sup>. </p>
    <p>Mesmo quando o IMC &#233; considerado adequado, o excesso de gordura corp&#243;rea pode contribuir para o desenvolvimento de doen&#231;as cr&#244;nicas n&#227;o transmiss&#237;veis<sup>22</sup>. Al&#233;m da preocupa&#231;&#227;o atual com o adolescente se tornar adulto obeso, tamb&#233;m h&#225; aquela preocupa&#231;&#227;o com a obesidade durante a adolesc&#234;ncia, pois, conforme se pode verificar neste estudo, quando se avaliaram adolescentes eutr&#243;ficas pelo IMC, mas com elevado porcentual de gordura corp&#243;rea, elas apresentaram altera&#231;&#245;es iguais &#224;s encontradas naquelas com sobrepeso. </p>
    <p>Segundo Almeida e cols.<sup>23</sup>, problemas como forma&#231;&#227;o de placas ateroscler&#243;ticas, intoler&#226;ncia &#224; glicose, diabete tipo 2, dislipidemia e hipertens&#227;o est&#227;o presentes j&#225; nessa fase da vida, principalmente nos indiv&#237;duos com excesso de peso. No entanto, v&#225;rios fatores dificultam o diagn&#243;stico de altera&#231;&#245;es metab&#243;licas importantes, como a falta de conhecimento da situa&#231;&#227;o mencionada anteriormente, de acesso a exames laboratoriais e ao fato de adolescentes serem assintom&#225;ticos.</p>
    <p>Observou-se associa&#231;&#227;o significante entre G1 e G2 e entre G1 e G3 para HOMA, em que indiv&#237;duos com excesso de peso apresentaram uma chance 4,5 vezes maior de altera&#231;&#245;es nos n&#237;veis deste &#237;ndice. Para insulina, a associa&#231;&#227;o foi verificada entre G1 e G3, com chance 4,5 vezes maior para desenvolvimento de altera&#231;&#245;es nos valores deste horm&#244;nio (<xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref>). Verifica-se que os valores de HOMA e insulina foram maiores nas adolescentes com maior percentual de gordura corp&#243;rea (<xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref>). </p>
    <p>Avaliando o perfil lip&#237;dico, verificou-se que G1 e G3 j&#225; apresentavam valores de m&#233;dia e mediana para colesterol total acima do desej&#225;vel (<xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref>), isto &#233;, em mais da metade das adolescentes, j&#225; se podia identificar esta altera&#231;&#227;o, destacando que 42,5% das adolescentes de G2, isto &#233;, eutr&#243;ficas, possu&#237;am valores de colesterol total acima do desej&#225;vel. Faria<sup>24</sup>, em estudo sobre crit&#233;rios para diagn&#243;stico da s&#237;ndrome metab&#243;lica associada a excesso de peso, gordura corp&#243;rea e resist&#234;ncia &#224; insulina em adolescentes do sexo feminino, encontrou valores de colesterol total inadequados em 57,0% da popula&#231;&#227;o, 22,0% para triglicer&#237;deos, 47,0% para LDL e 50,0% para HDL, inclusive em adolescentes eutr&#243;ficas. Segundo Fonseca<sup>25</sup>, a dislipidemia aterog&#234;nica &#233; caracterizada pela eleva&#231;&#227;o de triglicer&#237;deos, baixos n&#237;veis da fra&#231;&#227;o HDL e aumento dos n&#237;veis de LDL.</p>
    <p> A g&#234;nese da aterosclerose est&#225; correlacionada aos n&#237;veis lip&#237;dicos em adolescentes, sendo poss&#237;vel a identifica&#231;&#227;o de placas ateromatosas nesta fase. A g&#234;nese da aterosclerose pode ser iniciada na inf&#226;ncia com o desenvolvimento de estrias na aorta e seu progresso na vida adulta, sendo ent&#227;o importante a identifica&#231;&#227;o precoce de riscos elevados baseados na obesidade, elevada adiposidade corporal, hist&#243;ria familiar e anormalidades lip&#237;dicas. N&#237;veis diminu&#237;dos de HDL aceleram a progress&#227;o da aterosclerose, pois apresentam como fun&#231;&#227;o o transporte reverso do colesterol, isto &#233;, a remo&#231;&#227;o do colesterol das c&#233;lulas, transportando-o ao f&#237;gado para metaboliza&#231;&#227;o. Al&#233;m disso, previne a agrega&#231;&#227;o das part&#237;culas de LDL ao endot&#233;lio<sup>4,26</sup>.</p>
    <p>Ribeiro e cols.<sup>27</sup>, avaliando risco cardiovascular em crian&#231;as e adolescentes, entre 6 e 18 anos, verificaram que 32,9% e 25,1% apresentaram n&#237;veis de colesterol total e LDL, respectivamente, acima dos valores desej&#225;veis, e 17,0% apresentaram n&#237;veis de HDL abaixo do desej&#225;vel.</p>
    <p>De acordo com a I Diretriz de Preven&#231;&#227;o da Aterosclerose na Inf&#226;ncia e Adolesc&#234;ncia<sup>17</sup>, estudos epidemiol&#243;gicos no Brasil identificaram preval&#234;ncia de hipertens&#227;o prim&#225;ria, que variou de 0,8 a 8,2% entre crian&#231;as e adolescentes. No presente estudo, pode-se observar que 3,54% das adolescentes apresentaram eleva&#231;&#227;o da press&#227;o arterial, sendo que todas possu&#237;am excesso de peso, havendo associa&#231;&#227;o entre G1 e G3 com chance de 1,13 vezes maior para o desenvolvimento de altera&#231;&#227;o nos n&#237;veis press&#243;ricos (<xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref>). </p>
    <p>P&#244;de-se identificar a influ&#234;ncia da gordura corporal nos n&#237;veis de press&#227;o arterial, sist&#243;lica e diast&#243;lica, pois n&#227;o houve diferen&#231;a estat&#237;stica entre G1 e G3 (<xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref>). A correla&#231;&#227;o entre press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica, CC, CQ, IMC e percentual de gordura corp&#243;rea foi significante, demonstrando a rela&#231;&#227;o entre adiposidade e n&#237;veis de press&#227;o arterial (<xref ref-type="table" rid="tab04">Tabela 4</xref>). </p>
    <p>Segundo a I Diretriz de Preven&#231;&#227;o da Aterosclerose na Inf&#226;ncia e Adolesc&#234;ncia<sup>17</sup>, o aumento da preval&#234;ncia mundial de hipertens&#227;o arterial prim&#225;ria na inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia apresenta rela&#231;&#227;o direta com o aumento da preval&#234;ncia de obesidade, sendo a obesidade fator de risco de hipertens&#227;o arterial sist&#234;mica na inf&#226;ncia.</p>
    <p>Analisando os n&#237;veis de leptina, pode-se perceber que houve diferen&#231;a significante entre os grupos estudados, sendo G1 &gt; G2 e G1 &lt; G3. Observou-se associa&#231;&#227;o entre G1 e G3 com chance de 3,73 vezes maior para altera&#231;&#245;es nos n&#237;veis de leptina (<xref ref-type="table" rid="tab03">Tabela 3</xref>). Houve correla&#231;&#227;o entre leptina e colesterol total, peso, IMC, CC, CQ e percentual de gordura corp&#243;rea (<xref ref-type="table" rid="tab05">Tabelas 5</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab06">6</xref>). Destaca-se a influ&#234;ncia da gordura corp&#243;rea na determina&#231;&#227;o dos n&#237;veis de leptina, que apresentou aumento de acordo com as modifica&#231;&#245;es na composi&#231;&#227;o corp&#243;rea. Alguns estudos identificam correla&#231;&#227;o entre leptina e insulina, fato que n&#227;o foi evidenciado neste estudo<sup>28,29</sup>. </p>
    <p>Arslanian e cols.<sup>28</sup> verificaram que n&#237;veis de leptina refletem estoques de gordura corp&#243;rea e que aparentemente n&#227;o h&#225; diferen&#231;as entre os g&#234;neros e entre os est&#225;gios de matura&#231;&#227;o sexual. Foi encontrada correla&#231;&#227;o entre leptina e n&#237;veis de insulina de jejum. O estudo verificou que obesidade e hiperinsulinemia est&#227;o associadas com elevados n&#237;veis de leptina. Os autores colocam que ainda h&#225; muita controv&#233;rsia entre os resultados de pesquisas envolvendo a leptina.</p>
    <p>Anahita e cols.<sup>30</sup>, estudando concentra&#231;&#227;o de leptina em crian&#231;as obesas, verificaram que ela apresentou correla&#231;&#227;o com os n&#237;veis de press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica e de triglicer&#237;deos. A concentra&#231;&#227;o de leptina foi significantemente mais elevada em indiv&#237;duos obesos.</p>
    <p>A leptina relaciona-se com controle de peso e possivelmente afeta a sensibilidade &#224; insulina. Estudos <italic>in vitro </italic>t&#234;m demonstrado que n&#237;veis aumentados de leptina podem inibir a secre&#231;&#227;o de insulina<sup>31</sup>. Em estudo sobre resist&#234;ncia &#224; insulina e leptina, realizado com 402 adolescentes, Huang e cols.<sup>31 </sup>verificaram que a leptina correlacionou-se positivamente com distribui&#231;&#227;o central de gordura e gordura corp&#243;rea total, com n&#237;veis de triglicer&#237;deos e de HOMA. Os mesmos autores afirmam que n&#237;veis de leptina t&#234;m sido associados com distensibilidade arterial diminu&#237;da, sendo a leptina potente preditora de s&#237;ndrome metab&#243;lica e doen&#231;as cardiovasculares tamb&#233;m em adolescentes. </p>
    <p>A preval&#234;ncia de hiperhomocisteinemia foi de 3,54%, n&#227;o havendo diferen&#231;a entre os grupos estudados (<xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref>). A homociste&#237;na &#233; um amino&#225;cido importante no processo de forma&#231;&#227;o do DNA, estando a hiperhomocisteinemia associada a eventos cardiovasculares em adultos por facilitar o processo de inj&#250;ria oxidativa nas art&#233;rias e aumentar a prolifera&#231;&#227;o de c&#233;lulas musculares. Entre adolescentes, correla&#231;&#245;es entre homociste&#237;na e diabete ou vari&#225;veis da s&#237;ndrome metab&#243;lica t&#234;m sido inconsistentes, a associa&#231;&#227;o com IMC e press&#227;o arterial &#233; fraca, com perfil lip&#237;dico normalmente isento<sup>32</sup>.</p>
    <p>Segundo a III Diretrizes Brasileiras de Dislipidemia e Preven&#231;&#227;o da Aterosclerose<sup>19</sup>, embora a homociste&#237;na n&#227;o seja considerada fator de risco independente, sua eleva&#231;&#227;o pode ser um marcador para o desenvolvimento de doen&#231;a vascular e para um progn&#243;stico pior em indiv&#237;duos com aterosclerose.</p>
    <p>A Prote&#237;na C Reativa apresentou-se alterada em 12,38% das adolescentes, n&#227;o havendo diferen&#231;a estat&#237;stica entre os grupos estudados, no entanto, as adolescentes com maior porcentual de gordura corp&#243;rea apresentaram valores mais elevados (<xref ref-type="table" rid="tab02">Tabela 2</xref>). M&#233;dia e mediana apresentaram-se acima dos valores de refer&#234;ncia, estando mais da metade das adolescentes com essa altera&#231;&#227;o (<xref ref-type="table" rid="tab01">Tabela 1</xref>). Os valores de PCR n&#227;o apresentaram correla&#231;&#227;o com as vari&#225;veis antropom&#233;tricas, cl&#237;nicas ou bioqu&#237;micas (<xref ref-type="table" rid="tab05">Tabelas 5</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab06">6</xref>). </p>
    <p>A Prote&#237;na C Reativa (PCR) &#233; um marcador de inflama&#231;&#227;o e n&#237;veis elevados est&#227;o associados com risco aumentado de doen&#231;a coronariana em adultos saud&#225;veis e podem predizer risco aumentado de eventos coronarianos futuros<sup>33</sup>. Em estudo correlacionando n&#237;veis de Prote&#237;na C Reativa e perfil antropom&#233;trico, percentagem de gordura corp&#243;rea e lip&#237;dios em adolescentes, Vikram e cols.<sup>33</sup> verificaram que indiv&#237;duos com excesso de peso e maior percentual de gordura corp&#243;rea apresentaram n&#237;veis mais elevados de PCR, n&#227;o havendo correla&#231;&#227;o com o perfil lip&#237;dico. </p>
    <p>Mesmo pequenas altera&#231;&#245;es nas concentra&#231;&#245;es de PCR podem prever o desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares e diabete. Citocinas inflamat&#243;rias liberadas pelo tecido adiposo estimulam a produ&#231;&#227;o hep&#225;tica de PCR e podem estar associadas ao desenvolvimento de doen&#231;as cardiovasculares por causarem altera&#231;&#227;o na sensibilidade &#224; insulina, aumento da libera&#231;&#227;o de mol&#233;culas de ades&#227;o pelo endot&#233;lio, aumento da libera&#231;&#227;o hep&#225;tica de fibrinog&#234;nio e efeito pr&#243;-coagulante de plaquetas em crian&#231;as e adolescentes<sup>34</sup>.</p>
    <p>O porcentual de gordura corp&#243;rea apresentou fortes correla&#231;&#245;es com peso, IMC, CC, CQ e correla&#231;&#245;es mais baixas, por&#233;m significantes, com a press&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica e com RCQ (<xref ref-type="table" rid="tab04">Tabela 4</xref>). Verificaram-se correla&#231;&#245;es fracas entre o percentual de gordura corp&#243;rea e os exames bioqu&#237;micos HOMA, insulina e leptina. N&#227;o houve correla&#231;&#227;o entre gordura corp&#243;rea e perfil lip&#237;dico (<xref ref-type="table" rid="tab05">Tabelas 5</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab06">6</xref>).</p>
    <p>Verificou-se que a circunfer&#234;ncia da cintura foi a vari&#225;vel que mais se correlacionou com as demais (<xref ref-type="table" rid="tab04">Tabelas 4</xref> e <xref ref-type="table" rid="tab05">5</xref>).</p>
    <p>Circunfer&#234;ncia da cintura e rela&#231;&#227;o cintura-quadril s&#227;o utilizadas como medidas de distribui&#231;&#227;o de gordura corp&#243;rea e indicadoras de risco de doen&#231;as metab&#243;licas, contudo, t&#234;m uso limitado em adolescentes devido &#224; aus&#234;ncia de pontos de corte validados<sup>4</sup>. Segundo Oliveira e cols.<sup>26</sup>, a circunfer&#234;ncia da cintura isolada tem demonstrado melhor associa&#231;&#227;o com as altera&#231;&#245;es metab&#243;licas do que a rela&#231;&#227;o cintura-quadril, tamb&#233;m em adolescentes. Devido &#224;s altera&#231;&#245;es r&#225;pidas ocorridas na cintura p&#233;lvica, caracter&#237;sticas da adolesc&#234;ncia, principalmente durante a matura&#231;&#227;o sexual, as modifica&#231;&#245;es na rela&#231;&#227;o cintura-quadril podem estar mais relacionadas a estas altera&#231;&#245;es do que as mudan&#231;as na distribui&#231;&#227;o da gordura corp&#243;rea.</p>
    <p>A circunfer&#234;ncia da cintura &#233; considerada o par&#226;metro mais sens&#237;vel e espec&#237;fico do ac&#250;mulo de gordura corp&#243;rea na parte superior do corpo. Trata-se de uma medida que pode ser utilizada de maneira isolada na determina&#231;&#227;o de risco de desenvolvimento de altera&#231;&#245;es metab&#243;licas em indiv&#237;duos jovens, incluindo crian&#231;as e adolescentes<sup>27</sup>.</p>
    <p>A utiliza&#231;&#227;o da circunfer&#234;ncia da cintura como preditora de doen&#231;as cardiovasculares est&#225; relacionada ao papel desta localiza&#231;&#227;o central da gordura corp&#243;rea. Os adip&#243;citos dessa regi&#227;o s&#227;o mais resistentes ao efeito antilipol&#237;tico da insulina, al&#233;m de estarem mais pr&#243;ximos da circula&#231;&#227;o portal, liberando elevados n&#237;veis de &#225;cidos graxos livres, que podem colaborar para maior s&#237;ntese de VLDL, aumento na gliconeog&#234;nese e diminui&#231;&#227;o no <italic>clearance</italic> de insulina. Tal fato contribui para uma maior resist&#234;ncia perif&#233;rica &#224; insulina e hiperinsulinemia, favorecendo o desenvolvimento da hipertens&#227;o e do processo ateroscler&#243;tico<sup>35</sup>.</p>
    <p>&#201; importante destacar a presen&#231;a de diversas altera&#231;&#245;es entre as adolescentes do estudo, cujos valores m&#225;ximos de glicemia, insulina, HOMA, colesterol total, LDL, triglicer&#237;deos, leptina, homociste&#237;na e PCR estavam acima dos valores desej&#225;veis. Mais da metade das adolescentes apresentava valores de colesterol total e PCR acima dos n&#237;veis recomendados.</p>
    <p>Altera&#231;&#245;es lip&#237;dicas s&#227;o preocupantes, uma vez que as placas ateromatosas podem iniciar seu desenvolvimento na inf&#226;ncia e adolesc&#234;ncia, apresentando rela&#231;&#227;o direta com o perfil lip&#237;dico. Dessa forma, &#233; de grande import&#226;ncia programas de educa&#231;&#227;o nutricional que objetivem a manuten&#231;&#227;o n&#227;o s&#243; de peso saud&#225;vel, mas tamb&#233;m da adiposidade dentro dos valores de normalidade, a fim de se evitar o aparecimento de altera&#231;&#245;es metab&#243;licas e cl&#237;nicas durante a adolesc&#234;ncia e complica&#231;&#245;es mais graves na vida adulta. </p>
    <p>
      <bold>Potencial Conflito de Interesses</bold>
    </p>
    <p>Declaro n&#227;o haver conflito de interesses pertinentes.</p>
    <p>
      <bold>Fontes de Financiamento</bold>
    </p>
    <p>O presente estudo foi financiado pela FAPEMIG.</p>
    <p>
      <bold>Vincula&#231;&#227;o Acad&#234;mica</bold>
    </p>
    <p>Este artigo &#233; parte de disserta&#231;&#227;o de Mestrado de Hiara MIguel Stanciola Serrano, Gisele Queiroz Carvalho e Patr&#237;cia Feliciano Pereira pela Universidade Federal de Vi&#231;osa.</p>
    <p>
      <fn id="nt" fn-type="corresp">
        <p><inline-graphic xlink:href="https://minio.scielo.br/documentstore/1678-4170/wsdpXqrwHgX7KZNvW8qhF8J/aa3b542196dbf8964bceac286cf460df0cc286b8.gif"/> Correspond&#234;ncia: </p>
        <p>Hiara Miguel Stanciola Serrano </p>
        <p> Rua 144, n&#186;936 - Eldorado - 35181-212 - Tim&#243;teo, MG - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="hiaranut@yahoo.com.br">hiaranut@yahoo.com.br</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p> Artigo recebido em 08/07/09; revisado recebido em 23/02/10; aceito em 12/04/10.</p>
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          <article-title>Relation of leptin to insulin resistance syndrome in children</article-title>
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          <article-title>Metabolic syndrome and leptin concentrations in obese children</article-title>
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          <article-title>Plasma leptin is associated with insulin resistance independent of age, body mass index, fat mass, lipids and pubertal development in nondiabetic adolescents</article-title>
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          <article-title>Homociste&#237;na en ni&#241;os y adolescentes: relaci&#243;n con historia familiar de enfermedad cardiovascular</article-title>
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          <article-title>Heterogeneous phenotypes of insulin resistance and its implications for defining metabolic syndrome in Asian Indian adolescents</article-title>
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          <article-title>Prote&#237;na C reativa como indicador de inflama&#231;&#227;o de baixa intensidade em crian&#231;as e adolescentes com e sem obesidade</article-title>
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          <article-title>Relation of circumferences and skinfold thicknesses to lipid and insulin concentrations in children and adolescents: the Bogalusa Heart Study</article-title>
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  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
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        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Art&#237;culos Originales</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Composici&#243;n corporal, alteraciones bioqu&#237;micas y cl&#237;nicas de adolescentes con exceso de adiposidad</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="es">
        <p>FUNDAMENTO: Adolescentes con exceso de adiposidad y eutr&#243;ficas presentan las mismas alteraciones metab&#243;licas esperadas en individuos obesos. OBJETIVO: Evaluar la composici&#243;n corporal, alteraciones antropom&#233;tricas, bioqu&#237;micas y cl&#237;nicas de adolescentes del sexo femenino. M&#201;TODOS: Fueron evaluadas 113 adolescentes de escuelas p&#250;blicas de Vi&#231;osa, MG, divididas en tres grupos: grupo 1 - constituido por adolescentes eutr&#243;ficas con exceso de grasa corporal; grupo 2 - eutr&#243;ficas con grasa corporal dentro de los limites de normalidad; y grupo 3 - con exceso de peso y de grasa corporal. Peso, estatura, circunferencia de la cintura y cadera, presi&#243;n arterial fueron medidos. El &#237;ndice de masa corporal (IMC) y la relaci&#243;n cintura-cadera fueron calculados. El porcentaje de grasa corporal fue obtenido por la impedancia bioel&#233;ctrica horizontal, siguiendo protocolo propio para la referida evaluaci&#243;n. La evaluaci&#243;n del porcentaje de grasa corporal y bioqu&#237;mica fue realizada despu&#233;s de 12 horas de ayuno, siendo analizados perfil lip&#237;dico, glucemia y insulina, homociste&#237;na, leptina y Prote&#237;na C Reactiva. La resistencia a la insulina fue calculada por el &#237;ndice HOMA. RESULTADOS: El grupo de las adolescentes eutr&#243;ficas, con elevada adiposidad, se comport&#243;, en relaci&#243;n a la presi&#243;n arterial, fracci&#243;n HDL y glucemia, de modo semejante a las adolescentes con exceso de peso. Se pudo notar que el &#237;ndice HOMA, la insulina y la leptina aumentaron de acuerdo con el aumento de la grasa corporal. M&#225;s de la mitad de las adolescentes presentaba valores de colesterol total y PCR encima de los niveles recomendados. La alteraci&#243;n metab&#243;lica m&#225;s evidente se relacion&#243; al perfil lip&#237;dico para los grupos estudiados. CONCLUSI&#211;N: El exceso de adiposidad en adolescentes eutr&#243;ficas puede estar relacionado a alteraciones bioqu&#237;micas y cl&#237;nicas semejantes a aquellas encontradas en adolescentes con exceso de peso.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="es">
        <kwd>Composici&#243;n corporal</kwd>
        <kwd>alteraciones del peso corporal</kwd>
        <kwd>adiposidad</kwd>
        <kwd>adolescente</kwd>
        <kwd>obesidad</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ART&#205;CULO ORIGINAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Composici&#243;n corporal, alteraciones bioqu&#237;micas y cl&#237;nicas de adolescentes con exceso de adiposidad</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Hiara Miguel Stanciola Serrano; Gisele Queiroz Carvalho; Patr&#237;cia Feliciano Pereira; Maria do Carmo Gouveia Peluzio; Sylvia do Carmo Castro Franceschini; Silvia Eloiza Priore</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Universidade Federal de Vi&#231;osa, Vi&#231;osa, MG - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p>
        <bold>RESUMEN</bold>
      </p>
      <p><bold>FUNDAMENTO:</bold> Adolescentes con exceso de adiposidad y eutr&#243;ficas presentan las mismas alteraciones metab&#243;licas esperadas en individuos obesos.</p>
      <p><bold>OBJETIVO:</bold> Evaluar la composici&#243;n corporal, alteraciones antropom&#233;tricas, bioqu&#237;micas y cl&#237;nicas de adolescentes del sexo femenino.</p>
      <p><bold>M&#201;TODOS:</bold> Fueron evaluadas 113 adolescentes de escuelas p&#250;blicas de Vi&#231;osa, MG, divididas en tres grupos: grupo 1 - constituido por adolescentes eutr&#243;ficas con exceso de grasa corporal; grupo 2 - eutr&#243;ficas con grasa corporal dentro de los limites de normalidad; y grupo 3 - con exceso de peso y de grasa corporal. Peso, estatura, circunferencia de la cintura y cadera, presi&#243;n arterial fueron medidos. El &#237;ndice de masa corporal (IMC) y la relaci&#243;n cintura-cadera fueron calculados. El porcentaje de grasa corporal fue obtenido por la impedancia bioel&#233;ctrica horizontal, siguiendo protocolo propio para la referida evaluaci&#243;n. La evaluaci&#243;n del porcentaje de grasa corporal y bioqu&#237;mica fue realizada despu&#233;s de 12 horas de ayuno, siendo analizados perfil lip&#237;dico, glucemia y insulina, homociste&#237;na, leptina y Prote&#237;na C Reactiva. La resistencia a la insulina fue calculada por el &#237;ndice HOMA.</p>
      <p><bold>RESULTADOS:</bold> El grupo de las adolescentes eutr&#243;ficas, con elevada adiposidad, se comport&#243;, en relaci&#243;n a la presi&#243;n arterial, fracci&#243;n HDL y glucemia, de modo semejante a las adolescentes con exceso de peso. Se pudo notar que el &#237;ndice HOMA, la insulina y la leptina aumentaron de acuerdo con el aumento de la grasa corporal. M&#225;s de la mitad de las adolescentes presentaba valores de colesterol total y PCR encima de los niveles recomendados. La alteraci&#243;n metab&#243;lica m&#225;s evidente se relacion&#243; al perfil lip&#237;dico para los grupos estudiados.</p>
      <p><bold>CONCLUSI&#211;N:</bold> El exceso de adiposidad en adolescentes eutr&#243;ficas puede estar relacionado a alteraciones bioqu&#237;micas y cl&#237;nicas semejantes a aquellas encontradas en adolescentes con exceso de peso.</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Composici&#243;n corporal, alteraciones del peso corporal, adiposidad, adolescente, obesidad.</p>
      <p>
        <bold>Introducci&#243;n</bold>
      </p>
      <p>La adolescencia es caracterizada por transformaciones f&#237;sicas, ps&#237;quicas y sociales. Es un per&#237;odo en que ocurren eventos importantes como el estir&#243;n de crecimiento y la maduraci&#243;n sexual<sup>1,2</sup>.</p>
      <p>Cambios importantes en la composici&#243;n corporal ocurren durante la adolescencia y principalmente durante la pubertad. El monitoreo de la composici&#243;n corporal durante esa fase es importante, pues muchos aspectos de esa composici&#243;n, como peso, grasa corporal y tejido magro, son predictivos de caracter&#237;sticas de la fase adulta<sup>3</sup>.</p>
      <p>En ese per&#237;odo, la clasificaci&#243;n del estado nutricional es m&#225;s compleja debido a las modificaciones citadas y a los ajustes que ocurren durante el estir&#243;n de crecimiento, siendo dif&#237;cil la evaluaci&#243;n de la adiposidad y obesidad. En tal franja et&#225;rea, peso y altura son indicadores menos espec&#237;ficos del estado nutricional, debiendo el adolescente ser evaluado por la antropometr&#237;a y por el an&#225;lisis de la composici&#243;n corporal, examen cl&#237;nico y bioqu&#237;mico, para que haya mayor precisi&#243;n en el diagn&#243;stico nutricional<sup>4</sup>.</p>
      <p>La obesidad ha sido asociada a alteraciones metab&#243;licas, las cuales contribuyen al aumento del riesgo de desarrollo de enfermedades cardiovasculares. El dep&#243;sito excesivo de tejido adiposo parece ser factor responsable por esa situaci&#243;n, principalmente cuando este tejido se acumula en la regi&#243;n abdominal. As&#237;, varios des&#243;rdenes en el metabolismo de carbohidratos, como resistencia a la insulina, disminuci&#243;n de la tolerancia a la glucosa y diabetes, y en el metabolismo de l&#237;pidos, como hipertrigliceridemia, aumento de los niveles de colesterol total y LDL y disminuci&#243;n de los niveles de HDL, y aun alteraciones en los niveles pres&#243;ricos, han sido identificadas en individuos con exceso de grasa corporal. De esa forma, estimar la cantidad de tejido adiposo es importante en la prevenci&#243;n de la ocurrencia de tales alteraciones<sup>5</sup>.</p>
      <p>As&#237;, este art&#237;culo tuvo como objetivo evaluar la composici&#243;n corporal, las alteraciones antropom&#233;tricas, bioqu&#237;micas y cl&#237;nicas de adolescentes del sexo femenino.</p>
      <p>
        <bold>Metodolog&#237;a</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Casu&#237;stica</bold>
      </p>
      <p>Se trata de un estudio de corte transversal controlado, teniendo al individuo como unidad de estudio. La investigaci&#243;n fue realizada con 113 adolescentes del sexo femenino, de 14-18 a&#241;os, del municipio de Vi&#231;osa, MG, teniendo como criterios de inclusi&#243;n: estudiar en escuelas p&#250;blicas, residir en el municipio y ya haber presentado menarca hace por lo menos un a&#241;o, hecho que contribuye para mayor homogeneidad de la muestra.</p>
      <p>Las adolescentes fueron divididas en tres grupos, de acuerdo con el porcentaje de grasa corporal y el &#237;ndice de masa corporal:</p>
      <disp-quote>
        <p>&#149; <italic>Grupo 1 (G1 = 38) -</italic> grasa corporal <underline>&gt;</underline> 28,0% y el &#237;ndice de masa corporal con los valores &gt; 10,0% y &lt; 85,0%, seg&#250;n la edad y el sexo<sup>6</sup>;</p>
        <p>&#149; <italic>Grupo 2 (G2 = 40) -</italic> grasa corporal &gt; 15,0% y &lt; 25,0%<sup>7</sup> y el &#237;ndice de masa corporal con los valores &gt; 10,0% y &lt; 85,0%, seg&#250;n la edad y el sexo<sup>6</sup>; y</p>
        <p>&#149; <italic>Grupo 3 (G3 = 35) -</italic> grasa corporal <underline>&gt;</underline> 28,0% y el &#237;ndice de masa corporal con valores <underline>&gt;</underline> 85,0%, seg&#250;n la edad y el sexo<sup>6</sup>.</p>
      </disp-quote>
      <p>Seg&#250;n Sigulem et al<sup>7</sup>, los puntos de corte para clasificaci&#243;n del porcentaje de grasa corporal elevada son aquellos <underline>&gt;</underline> 25,0%, para Lohman<sup>8</sup>, a partir de este valor, los adolescentes pueden ser clasificados en riesgo de sobrepeso. Se opt&#243; por el valor de 28,0% con la finalidad de obtener individuos que poseyesen realmente elevado porcentaje de grasa corporal, busc&#225;ndose aumentar la especificidad con el prop&#243;sito de disminuir los falsos positivos.</p>
      <p>
        <bold>M&#233;todos</bold>
      </p>
      <p>Para evaluaci&#243;n antropom&#233;trica, fueron medidos peso y estatura, utilizando las t&#233;cnicas propuestas por Jelliffe<sup>9</sup>. El peso fue obtenido en balanza digital electr&#243;nica, con capacidad m&#225;xima de 150 kg y subdivisi&#243;n en 100 g. La estatura fue medida por medio de estadi&#243;metro, con extensi&#243;n de 2 m y escala de 0,1 cm. El &#237;ndice de masa corporal (IMC) fue clasificado de acuerdo con la referencia antropom&#233;trica del <italic>Center for Disease Control and Prevention</italic> y <italic>National Center for Health Statistics</italic><sup>6</sup>.</p>
      <p>La composici&#243;n corporal (porcentaje de grasa corporal, % GC) fue obtenida por la impedancia bioel&#233;ctrica horizontal (<italic>Biodynamics</italic>, modelo 310)<sup>10</sup>. Para tal medida, las adolescentes siguieron protocolo propio para ese fin: estar al m&#237;nimo a 7 d&#237;as de la &#250;ltima menstruaci&#243;n y al m&#237;nimo a 7 d&#237;as de la fecha de la pr&#243;xima<sup>11</sup>; ayuno de 12 horas<sup>12</sup>; no haber realizado ejercicio f&#237;sico en las 12 horas que antecedieron el examen<sup>13</sup>; no haber ingerido alcohol en las 48 horas que antecedieron al examen<sup>13</sup>; no haber hecho uso de diur&#233;ticos por al menos 7 d&#237;as antes<sup>14</sup>; no portar ning&#250;n objeto met&#225;lico durante el examen<sup>14</sup>; y orinar 30 minutos antes<sup>13</sup>.</p>
      <p>Para la medici&#243;n de las circunferencias, se utiliz&#243; cinta m&#233;trica, con extensi&#243;n de 2 m, flexible e inel&#225;stica, dividida en cent&#237;metros y subdivida en mil&#237;metros. Las circunferencias de la cintura (CCI) y de la cadera (CCA) fueron medidas seg&#250;n recomendaci&#243;n de Taylor et al<sup>15</sup>. La relaci&#243;n cintura-cadera (RCCA) fue el cociente entre las medidas de cintura y de cadera.</p>
      <p>La presi&#243;n arterial (PA) fue medida, seg&#250;n las recomendaciones de la V Directrices Brasile&#241;as de Hipertensi&#243;n Arterial<sup>16</sup>, utilizando monitor de presi&#243;n sangu&#237;nea de inflaci&#243;n autom&#225;tica preconizado por la <italic>Sociedade Brasileira de Cardiologia</italic><sup>16</sup>. Los puntos de corte de presi&#243;n arterial sist&#243;lica y diast&#243;lica fueron basados en los percentiles de estatura para edad y sexo, siguiendo los valores descritos en la directriz.</p>
      <p>Para evaluaci&#243;n bioqu&#237;mica, fue colectada sangre despu&#233;s de 12 horas de ayuno, siendo analizada en el Laboratorio de An&#225;lisis Cl&#237;nicos de la Divisi&#243;n de Salud de la Universidad Federal de Vi&#231;osa, en el municipio de Vi&#231;osa, MG. Las muestras fueron tomadas por punci&#243;n venosa, con material descartable, siendo utilizado el analizador autom&#225;tico de par&#225;metros bioqu&#237;micos COBAS<italic><sup>&#174;</sup></italic>. Los niveles de leptina, insulina y homociste&#237;na fueron dosados en un laboratorio de referencia de la ciudad de Rio de Janeiro, RJ.</p>
      <p>
        <bold>Perfil lip&#237;dico</bold>
      </p>
      <p>El perfil lip&#237;dico fue establecido seg&#250;n par&#225;metros de la I Directriz de Prevenci&#243;n de la Aterosclerosis en la Infancia y Adolescencia<sup>17</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Glucemia de ayuno</bold>
      </p>
      <p>La evaluaci&#243;n de los niveles de glucemia fue basada en la <italic>American Diabetes Association</italic><sup>18</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Insulina de ayuno</bold>
      </p>
      <p>El punto de corte utilizado para la clasificaci&#243;n de los valores de insulina fue aquel recomendado por la I Directriz de Prevenci&#243;n de la Aterosclerosis en la Infancia y Adolescencia<sup>17</sup>.</p>
      <p>
        <bold>HOMA-IR</bold>
      </p>
      <p>Para la verificaci&#243;n de la resistencia a la insulina, fue utilizado el m&#233;todo <italic>Homeostasis Model Assessment (</italic>HOMA-IR), basado en la I Directriz de Prevenci&#243;n de la Aterosclerosis en la Infancia y Adolescencia<sup>17</sup>.</p>
      <p>HOMA-IR = glucemia (mmol/l) x insulina (&#956;U/ml) / 22,5</p>
      <p>
        <bold>Homociste&#237;na</bold>
      </p>
      <p>Los valores de referencia considerados para homociste&#237;na fueron aquellos sugeridos por la III Directriz de Dislipidemias y Prevenci&#243;n de Aterosclerosis<sup>19</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Prote&#237;na C reactiva</bold>
      </p>
      <p>Los valores de referencia establecidos por la III Directriz de Dislipidemias y Prevenci&#243;n de Aterosclerosis fueron utilizados<sup>19</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Leptina</bold>
      </p>
      <p>Para el dosaje de leptina, fueron considerados los valores de referencia de 0,1 a 19,7 mg/dl, seg&#250;n valores de referencia del laboratorio de an&#225;lisis cl&#237;nicos (Kit LINCO <italic>Research</italic>).</p>
      <p>
        <bold>An&#225;lisis estad&#237;stico</bold>
      </p>
      <p>El banco de datos fue elaborado en el programa <italic>Microsoft Excel.</italic> Los an&#225;lisis estad&#237;sticos fueron realizados con el auxilio del programa <italic>Sigma-Statistic<sup>&#174;</sup> for Windows</italic>.</p>
      <p>Tests param&#233;tricos o no param&#233;tricos fueron realizados de acuerdo con la distribuci&#243;n de las variables, as&#237; como tests de asociaci&#243;n. Los tests utilizados fueron el test t de <italic>Student</italic>, Mann Whitney, qui-cuadrado, correlaci&#243;n de Pearson y correlaci&#243;n de Spearman. El nivel de rechazo de la hip&#243;tesis de nulidad fue menor que 0,05, o sea 5,0%.</p>
      <p>El proyecto fue aprobado por el Comit&#233; de &#201;tica en Investigaci&#243;n con Seres Humanos de la Universidad Federal de Vi&#231;osa (n&#250;mero del registro: 40502156/02). Los datos ser&#225;n mantenidos en sigilo y la participaci&#243;n fue voluntaria. Solamente adolescentes cuyos padres o responsables firmaron el T&#233;rmino de Consentimiento participaron del estudio. Despu&#233;s de todas las evaluaciones, las adolescentes que presentaron alguna alteraci&#243;n fueron encaminadas al Programa de Atenci&#243;n a la Salud del Adolescente de la Universidad Federal de Vi&#231;osa, MG.</p>
      <p>
        <bold>Resultados</bold>
      </p>
      <p>Las adolescentes se encontraban en la fase intermedia de la adolescencia, habiendo pasado por el estir&#243;n de crecimiento y presentado las alteraciones caracter&#237;sticas de la pubertad, una vez que ya presentaban al m&#237;nimo un a&#241;o de menarca.</p>
      <p>Fueron verificados los valores m&#237;nimo, m&#225;ximo y mediano, media y desv&#237;o-est&#225;ndar de las variables antropom&#233;tricas, bioqu&#237;micas y cl&#237;nicas de las adolescentes estudiadas (<xref ref-type="table" rid="t1-body2">Tabla 1</xref>). Se obtuvieron resultados alterados en algunas adolescentes, pues los valores m&#225;ximos de glucemia, insulina, HOMA, colesterol total, LDL, triglic&#233;ridos, leptina, homociste&#237;na y PCR estaban encima de los valores deseables. M&#225;s de la mitad de las adolescentes presentaba valores de colesterol total y PCR encima de los niveles recomendados.</p>
      <table-wrap id="t1-body2">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt01-es.jpg"/></table-wrap>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_08t02-body2">Tabla 2</xref> muestra la prevalencia de las alteraciones cl&#237;nicas y bioqu&#237;micas de las adolescentes estudiadas. Se verifica que el &#237;ndice de resistencia a la insulina (HOMA), los valores de insulina y los de leptina presentaron niveles m&#225;s elevados en las adolescentes que pose&#237;an mayor porcentaje de grasa corporal, mientras tanto, otras variables no se comportaron de la misma forma.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_08t02-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt02-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_08t03-body2">Tabla 3</xref> presenta los valores m&#237;nimo, m&#225;ximo y mediano, media y de desv&#237;o-est&#225;ndar de las alteraciones bioqu&#237;micas de las adolescentes evaluadas. El grupo de adolescentes eutr&#243;ficas, con elevada adiposidad, se comport&#243;, en relaci&#243;n a la presi&#243;n arterial, fracci&#243;n HDL y glucemia, de modo semejante a las adolescentes con exceso de peso.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_08t03-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt03-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Se verific&#243; correlaci&#243;n entre variables antropom&#233;tricas, de composici&#243;n corporal y cl&#237;nica de las adolescentes estudiadas (<xref ref-type="table" rid="es_08t04-body2">Tabla 4</xref>) y se pudo identificar que la circunferencia de la cintura fue la variable que mejor se correlacion&#243; con las dem&#225;s.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_08t04-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt04-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>La <xref ref-type="table" rid="es_08t05-body2">Tabla 5</xref> presenta la correlaci&#243;n entre par&#225;metros bioqu&#237;micos, variables antropom&#233;tricas y de composici&#243;n corporal de las adolescentes que participaron del estudio. Las variables HOMA y insulina fueron las que mejor se correlacionaron con los par&#225;metros antropom&#233;tricos.</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_08t05-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt05-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Se verific&#243; la correlaci&#243;n entre variables bioqu&#237;micas y cl&#237;nicas de las adolescentes del estudio (<xref ref-type="table" rid="es_08t06-body2">Tabla 6</xref>).</p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="es_08t06-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt06-es.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discusi&#243;n</bold>
      </p>
      <p>Solamente la evaluaci&#243;n del peso corp&#243;reo no es capaz de determinar el estado de obesidad de un individuo, pues no es posible conocer si el exceso de peso es decurrente de tejido adiposo, de masa libre de grasa, o de ambos. El IMC no refleja las modificaciones que ocurren durante la adolescencia, as&#237; que hacer la evaluaci&#243;n solamente por el IMC puede ser insuficiente para diagnosticar sobrepeso, siendo importante detallar los componentes de la composici&#243;n corporal<sup>20,21</sup>.</p>
      <p>Aun cuando el IMC es considerado adecuado, el exceso de grasa corporal puede contribuir para el desarrollo de enfermedades cr&#243;nicas no transmisibles<sup>22</sup>. Adem&#225;s de la preocupaci&#243;n actual de que el adolescente no se vuelva un adulto obeso, tambi&#233;n existe aquella preocupaci&#243;n con la obesidad durante la adolescencia, pues, conforme se puede verificar en este estudio, cuando se evaluaron adolescentes eutr&#243;ficas por el IMC, pero con elevado porcentaje de grasa corporal, presentaron alteraciones iguales a las encontradas en aquellas con sobrepeso.</p>
      <p>Seg&#250;n Almeida et al<sup>23</sup>, problemas como formaci&#243;n de placas ateroscler&#243;ticas, intolerancia a la glucosa, diabetes tipo 2, dislipidemia y hipertensi&#243;n est&#225;n presentes ya en esa fase de la vida, principalmente en los individuos con exceso de peso. Mientras tanto, varios factores dificultan el diagn&#243;stico de alteraciones metab&#243;licas importantes, como la falta de conocimiento de la situaci&#243;n mencionada anteriormente, de acceso a ex&#225;menes de laboratorio y al hecho de los adolescentes ser asintom&#225;ticos.</p>
      <p>Se observ&#243; asociaci&#243;n significativa entre G1 y G2 y entre G1 y G3 para HOMA, en la que individuos con exceso de peso presentaron una posibilidad 4,5 veces mayor de alteraciones en los niveles de este &#237;ndice. Para insulina, la asociaci&#243;n fue verificada entre G1 y G3, con posibilidad 4,5 veces mayor para desarrollo de alteraciones en los valores de este hormona (<xref ref-type="table" rid="es_08t02-body2">Tabla 2</xref>). Se verifica que los valores de HOMA y insulina fueron mayores en las adolescentes con mayor porcentaje de grasa corporal (<xref ref-type="table" rid="es_08t03-body2">Tabla 3</xref>).</p>
      <p>Evaluando el perfil lip&#237;dico, se verific&#243; que G1 y G3 ya presentaban valores de media y mediana para colesterol total encima de lo deseable (<xref ref-type="table" rid="es_08t03-body2">Tabla 3</xref>), o sea, en m&#225;s de la mitad de las adolescentes, ya se pod&#237;a identificar esta alteraci&#243;n, destacando que 42,5% de las adolescentes de G2, o sea, eutr&#243;ficas, pose&#237;an valores de colesterol total encima del deseable. Faria<sup>24</sup>, en estudio sobre criterios para diagn&#243;stico del s&#237;ndrome metab&#243;lico asociado a exceso de peso, grasa corporal y resistencia a la insulina en adolescentes del sexo femenino, encontr&#243; valores de colesterol total inadecuados en 57,0% de la poblaci&#243;n, 22,0% para triglic&#233;ridos, 47,0% para LDL y 50,0% para HDL, inclusive en adolescentes eutr&#243;ficas. Seg&#250;n Fonseca<sup>25</sup>, la dislipidemia aterog&#233;nica es caracterizada por la elevaci&#243;n de triglic&#233;ridos, bajos niveles de la fracci&#243;n HDL y aumento de los niveles de LDL.</p>
      <p>La g&#233;nesis de la aterosclerosis est&#225; correlacionada a los niveles lip&#237;dicos en adolescentes, siendo posible la identificaci&#243;n de placas ateromatosas en esta fase. La g&#233;nesis de la ateroesclerosis puede ser iniciada en la infancia con el desarrollo de estr&#237;as en la aorta y su progreso en la vida adulta, siendo entonces importante la identificaci&#243;n precoz de riesgos elevados basados en la obesidad, elevada adiposidad corporal, historia familiar y anormalidades lip&#237;dicas. Niveles disminuidos de HDL aceleran la progresi&#243;n de la ateroesclerosis, pues presentan como funci&#243;n el transporte reverso del colesterol, o sea, la remoci&#243;n del colesterol de las c&#233;lulas, transport&#225;ndolo al h&#237;gado para metabolizaci&#243;n. Adem&#225;s de eso, previene la agregaci&#243;n de las part&#237;culas de LDL al endotelio<sup>4,26</sup>.</p>
      <p>Ribeiro et al<sup>27</sup>, evaluando riesgo cardiovascular en ni&#241;os y adolescentes, entre 6-18 a&#241;os, verificaron que 32,9% y 25,1% presentaron niveles de colesterol total y LDL, respectivamente, encima de los valores deseables, y 17,0% presentaron niveles de HDL abajo de lo deseable.</p>
      <p>De acuerdo con la I Directriz de Prevenci&#243;n de la Ateroesclerosis en la Infancia y Adolescencia<sup>17</sup>, estudios epidemiol&#243;gicos en el Brasil identificaron prevalencia de hipertensi&#243;n primaria, que vari&#243; de 0,8-8,2% entre ni&#241;os y adolescentes. En el presente estudio, se pudo observar que 3,54% de las adolescentes presentaron elevaci&#243;n de la presi&#243;n arterial, siendo que todas pose&#237;an exceso de peso, habiendo asociaci&#243;n entre G1 y G3 con posibilidad de 1,13 veces mayor para el desarrollo de alteraci&#243;n en los niveles pres&#243;ricos (<xref ref-type="table" rid="es_08t02-body2">Tabla 2</xref>).</p>
      <p>Se pudo identificar la influencia de la grasa corporal en los niveles de presi&#243;n arterial, sist&#243;lica y diast&#243;lica, pues no hubo diferencia estad&#237;stica entre G1 y G3 (<xref ref-type="table" rid="es_08t03-body2">Tabla 3</xref>). La correlaci&#243;n entre presi&#243;n arterial sist&#243;lica y diast&#243;lica, CCI, CCA, IMC y porcentaje de grasa corporal fue significativa, demostrando la relaci&#243;n entre adiposidad y niveles de presi&#243;n arterial (<xref ref-type="table" rid="es_08t04-body2">Tabla 4</xref>).</p>
      <p>Seg&#250;n la I Directriz de Prevenci&#243;n de la Ateroesclerosis en la Infancia y Adolescencia<sup>17</sup>, el aumento de la prevalencia mundial de hipertensi&#243;n arterial primaria en la infancia y adolescencia presenta relaci&#243;n directa con el aumento de la prevalencia de obesidad, siendo la obesidad factor de riesgo de hipertensi&#243;n arterial sist&#233;mica en la infancia.</p>
      <p>Analizando los niveles de leptina, se pudo notar que hubo diferencia significativa entre los grupos estudiados, siendo G1 &gt; G2 y G1 &lt; G3. Se observ&#243; asociaci&#243;n entre G1 y G3 con posibilidad de 3,73 veces mayor para alteraciones en los niveles de leptina (<xref ref-type="table" rid="es_08t03-body2">Tabla 3</xref>). Hubo correlaci&#243;n entre leptina y colesterol total, peso, IMC, CCI, CCA y porcentaje de grasa corporal (<xref ref-type="table" rid="es_08t05-body2">Tablas 5</xref> y <xref ref-type="table" rid="es_08t06-body2">6</xref>). Se destaca la influencia de la grasa corporal en la determinaci&#243;n de los niveles de leptina, que present&#243; aumento de acuerdo con las modificaciones en la composici&#243;n corporal. Algunos estudios identifican correlaci&#243;n entre leptina y insulina, hecho que no fue evidenciado en este estudio<sup>28,29</sup>.</p>
      <p>Arslanian et al<sup>28</sup> verificaron que niveles de leptina reflejan estoques de grasa corporal y que aparentemente no hay diferencias entre los g&#233;neros y entre los niveles de maduraci&#243;n sexual. Fue encontrada correlaci&#243;n entre leptina y niveles de insulina de ayuno. El estudio verific&#243; que obesidad y hiperinsulinemia est&#225;n asociadas con elevados niveles de leptina. Los autores colocan que aun hay mucha controversia entre los resultados de investigaciones envolviendo la leptina.</p>
      <p>Anahita et al<sup>30</sup>, estudiando concentraci&#243;n de leptina en ni&#241;as obesas, verificaron que present&#243; correlaci&#243;n con los niveles de presi&#243;n arterial sist&#243;lica y diast&#243;lica y de triglic&#233;ridos. La concentraci&#243;n de leptina fue significativamente m&#225;s elevada en individuos obesos.</p>
      <p>La leptina se relaciona con control de peso y posiblemente afecta la sensibilidad a la insulina. Estudios <italic>in Vitro</italic> han demostrado que niveles aumentados de leptina pueden inhibir la secreci&#243;n de insulina<sup>31</sup>. En estudio sobre resistencia a la insulina y leptina, realizado con 402 adolescentes, Huang et al<sup>31</sup> verificaron que la leptina se correlacion&#243; positivamente con distribuci&#243;n central de grasa y grasa corporal total, con niveles de triglic&#233;ridos y de HOMA. Los mismos autores afirman que niveles de leptina han sido asociados con distensibilidad arterial disminuida, siendo la leptina potente predictora de s&#237;ndrome metab&#243;lico y enfermedades cardiovasculares tambi&#233;n en adolescentes.</p>
      <p>La prevalencia de hiperhomocisteinemia fue de 3,54%, no habiendo diferencia entre los grupos estudiados (<xref ref-type="table" rid="es_08t02-body2">Tabla 2</xref>). La homociste&#237;na es un amino&#225;cido importante en el proceso de formaci&#243;n del ADN, estando la hiperhomocisteinemia asociada a eventos cardiovasculares en adultos por facilitar el proceso de injuria oxidativa en las arterias y aumentar la proliferaci&#243;n de c&#233;lulas musculares. Entre adolescentes, correlaciones entre homociste&#237;na y diabetes o variables del s&#237;ndrome metab&#243;lico han sido inconsistentes, la asociaci&#243;n con IMC y presi&#243;n arterial es d&#233;bil, con perfil lip&#237;dico normalmente exento<sup>32</sup>.</p>
      <p>Seg&#250;n la III Directrices Brasile&#241;as de Dislipidemia y Prevenci&#243;n de la Aterosclerosis<sup>19</sup>, aunque la homociste&#237;na no sea considerada factor de riesgo independiente, su elevaci&#243;n puede ser un marcador para el desarrollo de enfermedad vascular y para un pron&#243;stico peor en individuos con ateroesclerosis.</p>
      <p>La Prote&#237;na C Reactiva se present&#243; alterada en 12,38% de las adolescentes, no habiendo diferencia estad&#237;stica entre los grupos estudiados, mientras tanto, las adolescentes con mayor porcentaje de grasa corporal presentaron valores m&#225;s elevados (<xref ref-type="table" rid="es_08t02-body2">Tabla 2</xref>). Media y mediana se presentaron encima de los valores de referencia, estando m&#225;s de la mitad de las adolescentes con esa alteraci&#243;n (<xref ref-type="table" rid="t1-body2">Tabla 1</xref>). Los valores de PCR no presentaron correlaci&#243;n con las variables antropom&#233;tricas, cl&#237;nicas o bioqu&#237;micas (<xref ref-type="table" rid="es_08t05-body2">Tablas 5</xref> y <xref ref-type="table" rid="es_08t06-body2">6</xref>).</p>
      <p>La Prote&#237;na C Reactiva (PCR) es un marcador de inflamaci&#243;n y niveles elevados est&#225;n asociados con riesgo aumentado de enfermedad coronaria en adultos sanos y pueden predecir riesgo aumentado de eventos coronarios futuros<sup>33</sup>. En estudio correlacionando niveles de Prote&#237;na C Reactiva y perfil antropom&#233;trico, porcentaje de grasa corporal y l&#237;pidos en adolescentes, Vikram et al<sup>33</sup> verificaron que individuos con exceso de peso y mayor porcentaje de grasa corporal presentaron niveles m&#225;s elevados de PCR, no habiendo correlaci&#243;n con el perfil lip&#237;dico.</p>
      <p>Aun peque&#241;as alteraciones en las concentraciones de PCR pueden prever el desarrollo de enfermedades cardiovasculares y diabetes. Citocinas inflamatorias liberadas por el tejido adiposo estimulan la producci&#243;n hep&#225;tica de PCR y pueden estar asociadas al desarrollo de enfermedades cardiovasculares por causar alteraci&#243;n en la sensibilidad a la insulina, aumento de la liberaci&#243;n de mol&#233;culas de adhesi&#243;n por el endotelio, aumento de la liberaci&#243;n hep&#225;tica de fibrin&#243;geno y efecto pro-coagulante de plaquetas en ni&#241;os y adolescentes<sup>34</sup>.</p>
      <p>El porcentaje de grasa corporal present&#243; fuertes correlaciones con peso, IMC, CCI, CCA y correlaciones m&#225;s bajas, aunque significativas, con la presi&#243;n arterial sist&#243;lica y diast&#243;lica y con RCCA (<xref ref-type="table" rid="es_08t04-body2">Tabla 4</xref>). Se verificaron correlaciones d&#233;biles entre el porcentaje de grasa corporal y los ex&#225;menes bioqu&#237;micos HOMA, insulina y leptina. No hubo correlaci&#243;n entre grasa corporal y perfil lip&#237;dico (<xref ref-type="table" rid="es_08t05-body2">Tablas 5</xref> y <xref ref-type="table" rid="es_08t06-body2">6</xref>).</p>
      <p>Se verific&#243; que la circunferencia de la cintura fue la variable que m&#225;s se correlacion&#243; con las dem&#225;s (<xref ref-type="table" rid="es_08t04-body2">Tablas 4</xref> y <xref ref-type="table" rid="es_08t05-body2">5</xref>).</p>
      <p>Circunferencia de la cintura y relaci&#243;n cintura-cadera son utilizadas como medidas de distribuci&#243;n de grasa corporal e indicadoras de riesgo de enfermedades metab&#243;licas, con todo, tienen uso limitado en adolescentes debido a la ausencia de puntos de corte validados<sup>4</sup>. Seg&#250;n Oliveira et al<sup>26</sup>, la circunferencia de la cintura aislada ha demostrado mejor asociaci&#243;n con las alteraciones metab&#243;licas que la relaci&#243;n cintura-cadera, tambi&#233;n en adolescentes. Debido a las alteraciones r&#225;pidas ocurridas en la cintura p&#233;lvica, caracter&#237;sticas de la adolescencia, principalmente durante la maduraci&#243;n sexual, las modificaciones en la relaci&#243;n cintura-cadera pueden estar m&#225;s relacionadas a estas alteraciones que a cambios en la distribuci&#243;n de la grasa corporal.</p>
      <p>La circunferencia de la cintura es considerada el par&#225;metro m&#225;s sensible y espec&#237;fico de acumulaci&#243;n de grasa corporal en la parte superior del cuerpo. Se trata de una medida que puede ser utilizada de manera aislada en la determinaci&#243;n de riesgo de desarrollo de alteraciones metab&#243;licas en individuos j&#243;venes, incluyendo ni&#241;os y adolescentes<sup>27</sup>.</p>
      <p>La utilizaci&#243;n de la circunferencia de la cintura como predictora de enfermedades cardiovasculares est&#225; relacionada al papel de esta ubicaci&#243;n central de la grasa corporal. Los adipocitos de esa regi&#243;n son m&#225;s resistentes al efecto antilipol&#237;tico de la insulina, adem&#225;s de estar m&#225;s pr&#243;ximos de la circulaci&#243;n portal, liberando elevados niveles de &#225;cidos grasos libres, que pueden colaborar para mayor s&#237;ntesis de VLDL, aumento en la gluconeog&#233;nesis y disminuci&#243;n en el <italic>clearance</italic> de insulina. Tal hecho contribuye a una mayor resistencia perif&#233;rica a la insulina y hiperinsulinemia, favoreciendo el desarrollo de la hipertensi&#243;n y del proceso ateroscler&#243;tico<sup>35</sup>.</p>
      <p>Es importante destacar la presencia de diversas alteraciones entre las adolescentes del estudio, cuyos valores m&#225;ximos de glucemia, insulina, HOMA, colesterol total, LDL, triglic&#233;ridos, leptina, homociste&#237;na y PCR estaban encima de los valores deseables. M&#225;s de la mitad de las adolescentes presentaba valores de colesterol total y PCR encima de los niveles recomendados.</p>
      <p>Alteraciones lip&#237;dicas son preocupantes, una vez que las placas ateromatosas pueden iniciar su desarrollo en la infancia y adolescencia, presentando relaci&#243;n directa con el perfil lip&#237;dico. De esa forma, son de gran importancia programas de educaci&#243;n nutricional que busquen la manutenci&#243;n no s&#243;lo de peso saludable, sino tambi&#233;n de la adiposidad dentro de los valores de normalidad, a fin de evitar la aparici&#243;n de alteraciones metab&#243;licas y cl&#237;nicas durante la adolescencia y complicaciones m&#225;s graves en la vida adulta.</p>
      <p>
        <bold>Potencial Conflicto de Intereses</bold>
      </p>
      <p>Declaro no haber conflicto de intereses pertinentes.</p>
      <p>
        <bold>Fuentes de Financiamiento</bold>
      </p>
      <p>El presente estudio fue financiado por la FAPEMIG.</p>
      <p>
        <bold>Vinculaci&#243;n Acad&#233;mica</bold>
      </p>
      <p>Este art&#237;culo es parte de tesis de Maestr&#237;a de Hiara Miguel Stanciola Serrano, Gisele Queiroz Carvalho y Patr&#237;cia Feliciano Pereira por la Universidad Federal de Vi&#231;osa.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Original Articles</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Body composition, biochemical and clinical changes of adolescents with excessive adiposity</article-title>
      </title-group>
      <abstract xml:lang="en">
        <p>BACKGROUND: Adolescents with excess body fat and eutrophic had the same metabolic changes expected in obese individuals. OBJECTIVE: To evaluate body composition, anthropometric changes, biochemical and clinical characteristics of female adolescents. METHODS: A total of 113 adolescents from public schools in Vi&#231;osa, MG, divided into three groups: group 1 - consisting of eutrophic adolescents with excess body fat; group 2 - eutrophic with body fat within normal limits; and group 3 - with excess weight and body fat. Weight, height, waist and hip circumference, blood pressure were measured. The body mass index (BMI) and waist-hip ratio were calculated. The percentage of body fat was obtained by bioelectrical impedance horizontally, following its own protocol for this evaluation. The assessment of the percentage of body fat and biochemistry was performed after 12 hours of fasting, and analyzed the lipid profile, blood glucose and insulin, homocysteine, leptin and C-reactive protein. Insulin resistance was calculated by HOMA index. RESULTS: The group of eutrophic adolescents, with higher adiposity, behaved in relation to blood pressure, HDL and glucose levels, similarly to adolescents who are overweight. It can be seen that the HOMA index, insulin and leptin increased with increasing body fat. More than half of adolescents had total cholesterol and CRP levels above recommended levels. The most obvious metabolic disorder related to the lipid profile for both groups studied. CONCLUSION: Excess adiposity in normal weight adolescents may be related to clinical and biochemical changes similar to those found in adolescents who are overweight.</p>
      </abstract>
      <kwd-group xml:lang="en">
        <kwd>Body composition</kwd>
        <kwd>body weight changes</kwd>
        <kwd>adiposity</kwd>
        <kwd>adolescent</kwd>
        <kwd>obesity</kwd>
      </kwd-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>ORIGINAL ARTICLE</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="tx-body3">
          <label>
            <bold>Body composition, biochemical and clinical changes of adolescents with excessive adiposity</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Hiara Miguel Stanciola Serrano; Gisele Queiroz Carvalho; Patr&#237;cia Feliciano Pereira; Maria do Carmo Gouveia Peluzio; Sylvia do Carmo Castro Franceschini; Silvia Eloiza Priore</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p> Universidade Federal de Vi&#231;osa, Vi&#231;osa, MG - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p>
        <bold>ABSTRACT</bold>
      </p>
      <p><bold>BACKGROUND:</bold> Adolescents with excess body fat and eutrophic had the same metabolic changes expected in obese individuals.</p>
      <p><bold>OBJECTIVE: </bold>To evaluate body composition, anthropometric changes, biochemical and clinical characteristics of female adolescents.</p>
      <p><bold>METHODS: </bold>A total of 113 adolescents from public schools in Vi&#231;osa, MG, divided into three groups: group 1 - consisting of eutrophic adolescents with excess body fat; group 2 - eutrophic with body fat within normal limits; and group 3 - with excess weight and body fat. Weight, height, waist and hip circumference, blood pressure were measured. The body mass index (BMI) and waist-hip ratio were calculated. The percentage of body fat was obtained by bioelectrical impedance horizontally, following its own protocol for this evaluation. The assessment of the percentage of body fat and biochemistry was performed after 12 hours of fasting, and analyzed the lipid profile, blood glucose and insulin, homocysteine, leptin and C-reactive protein. Insulin resistance was calculated by HOMA index.</p>
      <p><bold>RESULTS: </bold>The group of eutrophic adolescents, with higher adiposity, behaved in relation to blood pressure, HDL and glucose levels, similarly to adolescents who are overweight. It can be seen that the HOMA index, insulin and leptin increased with increasing body fat. More than half of adolescents had total cholesterol and CRP levels above recommended levels. The most obvious metabolic disorder related to the lipid profile for both groups studied.</p>
      <p><bold>CONCLUSION: </bold>Excess adiposity in normal weight adolescents may be related to clinical and biochemical changes similar to those found in adolescents who are overweight.</p>
      <p><bold>Key words: </bold>Body composition; body weight changes; adiposity; adolescent; obesity.</p>
      <p>
        <bold>Introduction</bold>
      </p>
      <p>Adolescence is characterized by physical, psychological and social changes. It is a period during which major events such as the growth spurt and sexual maturation<sup>1,2</sup>. </p>
      <p>Significant changes in body composition occur during adolescence and especially during puberty. The monitoring of body composition during this phase is important since many aspects of composition such as weight, body fat and lean tissue, are predictive of adult phase characteristics<sup>3</sup>. </p>
      <p>During this period, the classification of nutritional status is more complex due to the changes mentioned above and to the adjustments that occur during the growth spurt and it is difficult to assess adiposity and obesity. At that age, weight and height are less specific indicators of nutritional status, and the adolescent may be assessed by anthropometry and body composition analysis, clinical and biochemical examinations, for greater accuracy in nutritional diagnosis<sup>4</sup>. </p>
      <p>Obesity has been associated with metabolic abnormalities, which contribute to increased risk of developing cardiovascular diseases. The excess deposition of adipose tissue appears, as it is a factor responsible for this situation, especially when this tissue accumulates in the abdominal region. Thus, various disorders in the metabolism of carbohydrates, such as insulin resistance, decreased glucose tolerance and diabetes, and metabolism of lipids, such as hypertriglyceridemia, increased levels of total cholesterol and LDL and decreased levels of HDL, and also changes in blood pressure levels, have been identified in individuals with excess body fat. Thus, estimating the amount of adipose tissue is important in preventing the occurrence of such changes<sup>5</sup>.</p>
      <p>Therefore, this article aims at assessing the body composition, the anthropometric, biochemical and clinical changes in female adolescents. </p>
      <p>
        <bold>Methodology</bold>
      </p>
      <p>
        <bold>Casuistry</bold>
      </p>
      <p>This is a cross-sectional study controlled, considering the individual as unit of study. The survey was conducted with 113 female adolescents, 14 to 18 years old of Vi&#231;osa, MG, having as inclusion criteria: to study at public schools, to be a resident in the municipality and had already presented menarche for at least a year, a fact that contributes to greater homogeneity of the sample. </p>
      <p>The adolescents were divided into three groups according to the percentage of body fat and body mass index: </p>
      <disp-quote>
        <p><italic>&#149; Group 1 (G1 = 38) - </italic>= 28.0% of body fat and body mass index with values &gt; 10.0% and &lt; 85.0%, according to age and sex<sup>6</sup>; </p>
        <p><italic>&#149; Group 2 (G2 = 40) - </italic>body fat &gt; 15.0% and &lt; 25.0%<sup>7</sup> and body mass index with values &gt; 10.0% and &lt; 85.0%, according to age and sex<sup>6</sup>, and </p>
        <p><italic>&#149; Group 3 (G3 = 35) - </italic>= 28.0% of body fat and body mass index with values <underline>&gt;</underline> 85.0%, according to age and sex<sup>6</sup>. </p>
      </disp-quote>
      <p>According to Sigulem et al<sup>7</sup>, the cutoff points for classification of high percentage of body fat are those <underline>&gt;</underline> 25.0% for Lohman<sup>8</sup> from this value, adolescents can be classified at risk of overweight. The value of 28.0% was chosen with the purpose to get people who actually possess a high percentage of body fat, trying to increase the specificity in order to reduce false positive results.</p>
      <p>
        <bold>Methods</bold>
      </p>
      <p>For anthropometric measurements, weight and height were measured using the techniques proposed by Jelliffe<sup>9</sup>. Weight was obtained in electronic digital scale with a maximum capacity of 150 kg and subdivision at 100 g. Height was measured by stadiometer, with a length of 2 m and 0.1 cm scale. Body mass index (BMI) was classified according to the anthropometric reference of the Center for Disease Control and Prevention and National Center for Health Statistics<sup>6</sup>. </p>
      <p>The body composition (body fat percentage,% BF) was obtained by horizontal bioelectrical impedance (Biodynamics, model 310)<sup>10</sup>. To this extent, the adolescents followed its own protocol for this purpose: being at least 7 days of last menstrual period and at least seven days from the date of next one<sup>11</sup>; fasting for 12 hours<sup>12</sup>; did not perform physical exercise for 12 hours before examination<sup>13</sup>, did not drink alcohol within 48 hours before examination<sup>13</sup>; did not use diuretic at least 7 days before<sup>14</sup>; did not carry any metal object during examination<sup>14</sup>; and urinating 30 minutes before<sup>13</sup>. </p>
      <p>To measure the circumference, it was used a measuring tape, with 2 m of length, flexible and inelastic, divided into centimeters and subdivided into millimeters. The waist circumference (WC) and hip circumference (HC) were measured as recommended by Taylor et al<sup>15</sup>. The waist-hip ratio (WHR) was the ratio of the measurement of waist and hips. </p>
      <p>Blood pressure (BP) was measured according to the recommendations of the V Brazilian Guidelines on Arterial Hypertension<sup>16</sup> using blood pressure monitor with automatic inflation recommended by the Brazilian Society of Cardiology<sup>16</sup>. The cutoff points for systolic and diastolic pressures were based on the percentiles of height for age and sex, using the values described in the guideline. </p>
      <p>For biochemical evaluation, blood was collected after 12 hours of fasting, being analyzed in the Clinical Laboratory, Division of Health, Federal University of Vi&#231;osa, in Vi&#231;osa, MG. The samples were collected by venipuncture, with disposable material, by using the automatic biochemical analyzer COBAS&#8482;. The levels of leptin, insulin and homocysteine levels were measured in a reference laboratory in Rio de Janeiro, RJ. </p>
      <p>
        <bold>Lipid profile</bold>
      </p>
      <p>The lipid profile was established within the parameters of the I Guideline for the Prevention of Atherosclerosis in Childhood and Adolescence<sup>17</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Fasting glucose</bold>
      </p>
      <p>The assessment of glucose levels was based on American Diabetes Association<sup>18</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Fasting insulin</bold>
      </p>
      <p>The cutoff point used to classify the values of insulin was the one recommended by the I Guideline on Prevention of Atherosclerosis in Childhood and Adolescence<sup>17</sup>. </p>
      <p>
        <bold>HOMA-IR</bold>
      </p>
      <p>For the control of insulin resistance, the Homeostasis Model Assessment (HOMA-IR) method was used, based on I Guideline for the Prevention of Atherosclerosis in Childhood and Adolescence<sup>17</sup>. </p>
      <p>HOMA-IR = glucose (mmol/l) x insulin (<italic>&#181;</italic>U/ml)/22.5</p>
      <p>
        <bold>Homocysteine</bold>
      </p>
      <p>The reference values for considered for homocysteine were those suggested by the III Guideline for Dyslipidemia and Atherosclerosis Prevention<sup>19</sup>. </p>
      <p>
        <bold>C-reactive protein</bold>
      </p>
      <p>The reference values established by the III Guideline for Dyslipidemia and Atherosclerosis Prevention were used<sup>19</sup>. </p>
      <p>
        <bold>Leptin</bold>
      </p>
      <p>For the leptin assays, reference values from 0.1 to 19.7 mg/dl were considered, according to reference values for clinical laboratory analysis (LINCO Research kit).</p>
      <p>
        <bold>Statistical analysis</bold>
      </p>
      <p>The database was developed in Microsoft Excel. Statistical analysis was performed with the help of the Sigma-Statistic&#226; for Windows. </p>
      <p>Parametric or nonparametric tests were performed according to the distribution of variables, as well as tests of association. The tests used were the Student t test, Mann Whitney, chi-square, Pearson correlation and Spearman correlation. The level of rejection of the null hypothesis was lower than 0.05, or 5.0%. </p>
      <p>The project was approved by the Ethics Committee on Human Research at the Federal University of Vi&#231;osa (registration number: 40502156/02). The data will be kept confidential and participation was voluntary. Only children whose parents or guardians signed a consent form were enrolled. After each assessment, adolescents who showed abnormalities were referred to the Program for Adolescent Health Care, Federal University of Vi&#231;osa, MG. </p>
      <p>
        <bold>Results </bold>
      </p>
      <p>The teenagers were in the middle phase of adolescence, having passed the growth spurt and presented the characteristic changes of puberty, since it already had at least one year of menarche. </p>
      <p>The minimum, maximum and median values, mean and standard deviation of anthropometric, biochemical and clinical variables of adolescents studied (<xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref>). Abnormal results were obtained in some adolescents, because the maximum values of blood glucose, insulin, HOMA, total cholesterol, LDL, triglycerides, leptin, homocysteine and CRP levels were above the desirable values. More than half of adolescents had total cholesterol and CRP levels above recommended levels. </p>
      <table-wrap id="tab01-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_210tab02-body3">Table 2</xref> shows the prevalence of clinical and biochemical abnormalities of the adolescents studied. It appears that the index of insulin resistance (HOMA), the values of insulin and leptin levels were higher in adolescents who had higher body fat percentage; however, other variables did not behave the same way. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_210tab02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="en_210tab03-body3">Table 3</xref> presents the minimum, maximum and median, mean and standard deviation of biochemical changes of the adolescents studied. The group of eutrophic adolescents, with high adiposity, behaved, in relation to blood pressure, HDL and glucose levels, similar to adolescents who present overweight. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_210tab03-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt03-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>There was a correlation between anthropometric variables, body composition and clinical status of adolescents studied (<xref ref-type="table" rid="en_210tab04-body3">Table 4</xref>) and the waist circumference could be identified as the variable that best correlated with the others. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_210tab04-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt04-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p><xref ref-type="table" rid="tab05-body3">Table 5</xref> shows the correlation between biochemical parameters, anthropometric variables and body composition of adolescents who participated in the study. The HOMA variables and insulin were the ones that best correlated with anthropometric parameters. </p>
      <table-wrap id="tab05-body3">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt05-en.jpg"/></table-wrap>
      <p>There was a correlation between biochemical variables and clinical characteristics of adolescents in this study (<xref ref-type="table" rid="en_210tab06-body3">Table 6</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_210tab06-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt06-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <bold>Discussion</bold>
      </p>
      <p>The assessment of body weight alone is not able to determine the state of obesity of an individual, as it is not possible to know if overweight is due to fatty tissue, fat free mass, or both. The BMI does not reflect the changes that occur during adolescence, thus, making the evaluation only by BMI may be insufficient to diagnose overweight and it is important to detail the components of the body composition<sup>20,21</sup>. </p>
      <p>Even when the BMI is considered appropriate, excess body fat can contribute to the development of chronic non transmissible diseases<sup>22</sup>. Beyond the current preoccupation with the adolescent becoming obese adults, there is also concern with obesity during adolescence, because, as it can be seen in this study, when assessed by eutrophic adolescents are evaluated by BMI, but with a high percentage of body fat, they had changes similar to those found in those with overweight. </p>
      <p>According to Almeida et al<sup>23</sup>, problems such as formation of atherosclerotic plaques, glucose intolerance, type 2 diabetes, dyslipidemia and hypertension are present also in this phase of life, especially in individuals with excess weight. However, several factors complicate the diagnosis of important metabolic alterations, such as lack of knowledge of the situation mentioned above, access to laboratory tests and the fact that adolescents are asymptomatic.</p>
      <p>It was observed a significant association between G1 and G2 and between G1 and G3 for HOMA, in which individuals who are overweight had a 4.5 times greater chance of changes in the levels of this index. For insulin, the association was observed between G1 and G3, with 4.5 times greater chance for developing changes in the values of this hormone (<xref ref-type="table" rid="en_210tab02-body3">Table 2</xref>). It appears that the values of HOMA and insulin were higher in adolescents with higher body fat percentage (<xref ref-type="table" rid="en_210tab03-body3">Table 3</xref>). </p>
      <p>Assessing the lipid profile, it was found that G1 and G3 have had mean and median values for total cholesterol above the desirable level (<xref ref-type="table" rid="en_210tab03-body3">Table 3</xref>), ie in more than half of teenagers, it was already possible to identify this change, noting that 42 5% of adolescents in G2, ie eutrophic, had total cholesterol levels above the desirable level. Faria<sup>24</sup>, in a study on diagnostic criteria of metabolic syndrome associated with excess weight, body fat and insulin resistance in adolescent girls, found inadequate levels of total cholesterol in 57.0% of the population, 22.0% for triglycerides, 47.0% for LDL and 50.0% for HDL, even in eutrophic female adolescents. According to Fonseca<sup>25</sup>, atherogenic dyslipidemia is characterized by elevated triglycerides, low levels of HDL fraction and increased levels of LDL. </p>
      <p>The genesis of atherosclerosis is correlated to lipid levels in adolescents, with the possible identification of atheromatous plaques in this phase. The genesis of atherosclerosis can begin in childhood with the development of streaks in the aorta and its progress in adulthood, being therefore important the early identification of high risk based on obesity, high body fat, family history and lipid abnormalities. Decreased levels of HDL accelerate the progression of atherosclerosis, because their function is the reverse cholesterol transport, ie, the removal of cholesterol from cells, transporting it to the liver for metabolization. Moreover, it prevents the aggregation of LDL particles to the endothelium<sup>4,26</sup>.</p>
      <p>Ribeiro et al<sup>27</sup>, assessing cardiovascular risk in children and adolescents between 6 and 18 years old, found that 32.9% and 25.1% had total cholesterol and LDL, respectively, above the desirable values, and 17.0% had HDL levels below desired levels. </p>
      <p>According to the I Guideline for the Prevention of Atherosclerosis in Childhood and Adolescence<sup>17</sup>, epidemiological studies in Brazil have identified the prevalence of primary hypertension, which ranged from 0.8 to 8.2% among children and adolescents. In this study, it could be seen that 3.54% of the female adolescents had high blood pressure, all of whom had overweight, with association between G1 and G3 with a 1.13 time greater chance for developing changes in the blood pressure levels (<xref ref-type="table" rid="en_210tab02-body3">Table 2</xref>). </p>
      <p>We could identify the influence of body fat in the blood pressure, systolic and diastolic, as there was no statistical difference between G1 and G3 (<xref ref-type="table" rid="en_210tab03-body3">Table 3</xref>). The correlation between systolic and diastolic blood pressure, WC, HC, BMI and body fat percentage was significant, demonstrating the relationship between adiposity and blood pressure levels (<xref ref-type="table" rid="en_210tab04-body3">Table 4</xref>). </p>
      <p>According to the I Guideline for the Prevention of Atherosclerosis in Childhood and Adolescence<sup>17</sup>, increasing global prevalence of primary arterial hypertension in childhood and adolescence has a direct relationship with increasing prevalence of obesity, with obesity as a risk factor for systemic arterial hypertension in childhood.</p>
      <p>Analyzing the levels of leptin, it could be noticed a significant difference between groups: G1 &gt; G2 and G1 &lt; G3. Association was observed between G1 and G3 with 3.73 times greater chance for changes in leptin levels (<xref ref-type="table" rid="en_210tab03-body3">Table 3</xref>). There was a correlation between leptin and total cholesterol, weight, BMI, WC, HC and body fat percentage (<xref ref-type="table" rid="tab05-body3">Tables 5</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab06-body3">6</xref>). The influence of body fat in determining levels of leptin is highlighted, which increases in line with changes in body composition. Some studies identify a correlation between leptin and insulin, a fact not evidenced in this study<sup>28,29</sup>. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="tab06-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt07-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>Arslanian et al<sup>28</sup> found that leptin levels reflect body fat stocks and apparently there are no differences between genders and between stages of sexual maturation. Correlation was found between leptin levels and fasting insulin levels. The study found that obesity and hyperinsulinemia are associated with high levels of leptin. The authors state that there is still much controversy among the results of research involving leptin.</p>
      <p>Anahita et al<sup>30</sup>, studying leptin concentration in obese children, found that it correlated with levels of systolic and diastolic blood pressure and triglycerides. The leptin concentration was significantly higher in obese subjects. </p>
      <p>Leptin is related to weight control and possibly affects insulin sensitivity. In vitro studies have shown that increased levels of leptin can inhibit the secretion of insulin<sup>31</sup>. In a study on insulin resistance and leptin, conducted with 402 adolescents, and Huang et al<sup>31</sup> found that leptin was positively correlated with central fat distribution and total body fat, with levels of triglycerides and HOMA. The same authors claim that leptin levels have been associated with decreased arterial distensibility, and leptin potent predictor of cardiovascular disease and metabolic syndrome in adolescents. </p>
      <p>The prevalence of hyperhomocysteinemia was 3.54%, with no difference between groups (<xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Table 2</xref>). Homocysteine is an amino acid important in the formation process of DNA, with hyperhomocysteinemia associated with cardiovascular events in adults by facilitating the process of oxidative injury in the arteries and increase muscle cell proliferation. Among adolescents, correlations between homocysteine and diabetes or metabolic syndrome variables have been inconsistent, the association with BMI and blood pressure is low, with usually exempt lipid profile<sup>32</sup>. </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="tab02-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt08-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>According to the III Brazilian Guidelines on Dyslipidemia and Prevention of Atherosclerosis<sup>19</sup>, although homocysteine is not considered an independent risk factor, its elevation may be a marker for the development of vascular disease and a worst prognosis in patients with atherosclerosis. </p>
      <p>The C-reactive protein was altered in 12.38% of teenagers, no statistical difference between groups; however, adolescents with higher percentage of body fat showed higher values (<xref ref-type="table" rid="tab02-body3">Table 2</xref>). Average and median values were above the reference values, while more than half of adolescents with this change (<xref ref-type="table" rid="tab01-body3">Table 1</xref>). CRP values were not correlated with the anthropometric variables, clinical or biochemical (<xref ref-type="table" rid="tab05-body3">Tables 5</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab06-body3">6</xref>). </p>
      <p>The C-reactive protein (CRP) is a marker of inflammation and elevated levels are associated with increased risk of coronary disease in healthy adults and may predict increased risk of future coronary events<sup>33</sup>. In a study correlating levels of C-reactive protein and anthropometric profile, percentage of body fat and lipids in adolescents, Vikram et al<sup>33</sup> found that individuals who are overweight and a higher percentage of body fat had higher levels of CRP, with no correlation with the lipid profile. Even small changes in concentrations of CRP may predict the development of cardiovascular disease and diabetes. Inflammatory cytokines released by adipose tissue stimulate the production of CRP and may be associated with the development of cardiovascular disease because they cause changes in insulin sensitivity, increased release of adhesion molecules by endothelium increased hepatic release of fibrinogen and pro-coagulant effect platelets in children and adolescents<sup>34</sup>. </p>
      <p>The percentage of body fat showed a strong correlation with weight, BMI, WC, HC and lower correlations, but significant, with systolic and diastolic blood pressure and WHR (<xref ref-type="table" rid="tab04-body3">Table 4)</xref>. There were poor correlations between the percentage of body fat and biochemical HOMA, insulin and leptin tests. There was no correlation between body fat and lipid profile (<xref ref-type="table" rid="tab05-body3">Tables 5</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab06-body3">6</xref>). </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="tab04-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0464-00109-gt09-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>It was found that waist circumference was the variable that most correlated with the others (<xref ref-type="table" rid="tab04-body3">Tables 4</xref> and <xref ref-type="table" rid="tab05-body3">5</xref>). </p>
      <p>Waist circumference and waist-hip ratio are used as measures of body fat distribution and risk indicator of metabolic diseases, however, have limited use in adolescents due to the absence of validated cutoff points<sup>4</sup>. According to Oliveira et al<sup>26</sup>, waist circumference alone has been shown greater association with metabolic changes than the waist-hip ratio, also in adolescents. Due to the rapid changes occurring in the pelvic girdle, characteristics of adolescence, especially during sexual maturation, changes in waist-hip ratio may be more related to these changes than changes in body fat distribution. </p>
      <p>Waist circumference is considered the most sensitive parameter and specific accumulation of body fat in the upper body. It is a measure that can be used in isolation in determining risk of developing metabolic disorders in young people, including children and adolescents<sup>27</sup>. </p>
      <p>The use of waist circumference as a predictor of cardiovascular diseases is related to the role of the central location of body fat. Adipocytes in this region are more resistant to the antilipolytic effect of insulin, in addition to being closer to the portal circulation, releasing high levels of free fatty acids, which can contribute to increased synthesis of VLDL, increased gluconeogenesis and decreased insulin clearance. This fact contributes to increased peripheral insulin resistance and hyperinsulinemia, promoting the development of hypertension and atherosclerotic process<sup>35</sup>. </p>
      <p>Importantly, the presence of several changes among adolescents in this study, whose maximum values of blood glucose, insulin, HOMA, total cholesterol, LDL, triglycerides, leptin, homocysteine and CRP levels were above the desirable values. More than half of adolescents had total cholesterol and CRP levels above recommended levels. </p>
      <p>Lipid changes are worrying, since the atheromatous plaques can initiate their development in childhood and adolescence, showing a direct relationship with lipid profile. Thus, the nutrition education programs are very important that aim not only at maintaining healthy weight, but also adiposity within normal values, in order to prevent the occurrence of metabolic and clinic changes during adolescence and more severe complications in adulthood. </p>
      <p>
        <bold>Potential Conflict of Interest</bold>
      </p>
      <p>No potential conflict of interest relevant to this article was reported.</p>
      <p>
        <bold>Sources of Funding</bold>
      </p>
      <p>This study was funded by FAPEMIG.</p>
      <p>
        <bold>Study Association</bold>
      </p>
      <p>This article is part of the thesis of master submitted by Hiara MIguel Stanciola Serrano, Gisele Queiroz Carvalho and Patr&#237;cia Feliciano Pereira, from <italic>Universidade Federal de Vi&#231;osa</italic>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
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