<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="editorial">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">abc</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Arq. Bras. Cardiol.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0066-782X</issn>
      <issn pub-type="epub">1678-4170</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC</publisher-name>
        <publisher-loc>S&#227;o Paulo, SP, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">QgrvSWqV86nM4bNwvyjQpJS</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00001</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0066-782X2010001400001</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0066-782X(10)09500401</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0066-782X2010001400001</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>In&#233;rcia cl&#237;nica</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <name>
            <surname>Achutti</surname>
            <given-names>Aloyzio Cechella</given-names>
          </name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff01"/>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="aff01">
        <addr-line>
          <named-content content-type="city">Porto Alegre</named-content>
          <named-content content-type="state">Rio Grande do Sul</named-content>
        </addr-line>
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</institution>
        <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina </institution>
        <institution content-type="orgdiv2">Departamento de Medicina</institution>
        <country country="BR">Brazil</country>
      </aff>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>10</month>
        <year>2010</year>
      </pub-date>
      <volume>95</volume>
      <issue>4</issue>
      <fpage>419</fpage>
      <lpage>421</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>26</day>
        <month>01</month>
        <year>2011</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>In&#233;rcia cl&#237;nica</p>
    <p>
      <bold>Aloyzio Cechella Achutti</bold>
    </p>
    <p>Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
    <p>
      <xref ref-type="corresp" rid="back">Correspond&#234;ncia</xref>
    </p>
    <p><bold>Palavras-chave:</bold> Hipertens&#227;o, preval&#234;ncia, in&#233;rcia, registros m&#233;dicos, aten&#231;&#227;o prim&#225;ria &#224; sa&#250;de.</p>
    <p>A hipertens&#227;o arterial &#233; certamente um importante problema de sa&#250;de p&#250;blica, facilmente detect&#225;vel e suscet&#237;vel de controle por m&#250;ltiplos recursos dispon&#237;veis dentro de uma perspectiva de abordagem individual.</p>
    <p>Na edi&#231;&#227;o anterior dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, o artigo "In&#233;rcia cl&#237;nica e controle da hipertens&#227;o arterial nas unidades de aten&#231;&#227;o b&#225;sica &#224; sa&#250;de no munic&#237;pio de Joinville"<sup>1</sup> estuda alguns servi&#231;os de cuidados prim&#225;rios e chama aten&#231;&#227;o para o preju&#237;zo no controle adequado do problema.</p>
    <p>Na an&#225;lise dos prontu&#225;rios, foram consideradas caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas e fatores de risco, como tabagismo, sedentarismo, obesidade, hist&#243;ria familiar, bem como comorbidades. </p>
    <p>&#201; v&#225;lida a preocupa&#231;&#227;o frente &#224; in&#233;rcia dos profissionais de sa&#250;de no controle da press&#227;o arterial, motivo pelo qual foram sugeridos programas de educa&#231;&#227;o continuada, ferramentas de ensino, treinamento e interven&#231;&#227;o sobre estudantes, residentes e outros profissionais da sa&#250;de, seguindo exemplos bem sucedidos relatados na literatura m&#233;dica.</p>
    <p>Al&#233;m das naturais limita&#231;&#245;es de um estudo retrospectivo baseado em an&#225;lise de prontu&#225;rios de uma clientela oriunda de demanda espont&#226;nea sem base populacional, &#233; preciso considerar as caracter&#237;sticas e as condi&#231;&#245;es psicossociais das pessoas estudadas pela progressiva consci&#234;ncia de sua relev&#226;ncia como determinante de sa&#250;de e doen&#231;a, inclusive na cardiologia.</p>
    <p>Se a in&#233;rcia cl&#237;nica com rela&#231;&#227;o a um fator de risco preocupa-nos, a in&#233;rcia em considerar as condi&#231;&#245;es respons&#225;veis por maior preval&#234;ncia de todos os demais fatores de risco n&#227;o poderia passar despercebida, bem como o agravamento de qualquer doen&#231;a associada ou n&#227;o. A inexist&#234;ncia de registros sobre as caracter&#237;sticas psicossociais e econ&#244;micas dos pacientes nos prontu&#225;rios tamb&#233;m deveria nos sensibilizar.</p>
    <p>Houve &#233;poca em que nem prontu&#225;rios existiam nos ambulat&#243;rios, n&#227;o se media ou n&#227;o se registrava a medida da press&#227;o arterial. Quem sabe, um dia vamos tamb&#233;m aprender a valorizar as condi&#231;&#245;es b&#225;sicas nas quais vivem as pessoas dentro da sociedade.</p>
    <p>A simples observa&#231;&#227;o de vari&#225;veis isoladas, de resultados de exames de laborat&#243;rio ou de imagem, de pacientes atendidos em ambulat&#243;rio ou hospitalizados, longe do ambiente onde vivem e trabalham, d&#225;-nos a ilus&#227;o sobre os elementos essenciais para controlar seus problemas de sa&#250;de<sup>2,3</sup>.</p>
    <p>Para nos tirar da in&#233;rcia, pode servir como exemplo a imagem a seguir, publicada em artigo desta mesma revista<sup>4</sup>, na qual est&#227;o representados os coeficientes de mortalidade e o risco de morrer precocemente (dos 45 aos 64 anos) por doen&#231;as cardiovasculares, no per&#237;odo de 2000-2004, conforme os bairros e sua categoriza&#231;&#227;o socioecon&#244;mica, na cidade de Porto Alegre. Quase a metade das mortes precoces poderia ser atribu&#237;da a tais fatores, mais de tr&#234;s vezes superiores quando comparados moradores de bairros de pior localiza&#231;&#227;o inferior e os de localiza&#231;&#227;o privilegiada ou satisfat&#243;ria.</p>
    <p>J&#225; em 1978, em amostra representativa de toda a popula&#231;&#227;o adulta (20-74 anos) do Estado do Rio Grande do Sul, e, posteriormente em 1987, em amostra da popula&#231;&#227;o de mais de 18 anos da cidade de Porto Alegre, em artigo publicado nesta mesma revista<sup>5</sup>, demonstramos a import&#226;ncia da inser&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos no contexto social e sistema de produ&#231;&#227;o, sobre a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial e de outros fatores de risco, conforme pode ser visto nas seguintes figuras, retiradas da publica&#231;&#227;o.</p>
    <p>&#201; importante salientar que n&#227;o somente a preval&#234;ncia de hipertens&#227;o arterial, mas tamb&#233;m as m&#233;dias de press&#227;o arterial, sist&#243;lica e diast&#243;lica, padronizadas por sexo e idade, variaram significativamente na raz&#227;o inversa do privil&#233;gio social.</p>
    <p>Se considerarmos que a hipertens&#227;o arterial &#233; meramente um problema fisiopatol&#243;gico restrito, e suficiente sua abordagem farmacol&#243;gica, nunca vamos conseguir control&#225;-la, e, mesmo que se consiga reduzir os n&#237;veis de press&#227;o arterial, sem tocar no restante do complexo causal, os resultados ser&#227;o muito pobres, parciais e n&#227;o sustent&#225;veis.</p>
    <p>A in&#233;rcia atual baseia-se na nossa satisfa&#231;&#227;o com a posi&#231;&#227;o social por n&#243;s alcan&#231;ada, na press&#227;o exercida pelos interesses econ&#244;micos da ind&#250;stria farmac&#234;utica e na inoper&#226;ncia pol&#237;tica que tende a esconder as mazelas sociais e voltar aten&#231;&#227;o para as fontes de recursos que tendem a manter o <italic>status quo</italic>.</p>
    <p>Tr&#234;s cita&#231;&#245;es podem nos ajudar a vencer nossa in&#233;rcia cl&#237;nica, tanto com rela&#231;&#227;o a fatores de risco isolados, quanto com rela&#231;&#227;o a seus determinantes b&#225;sicos:</p>
    <p>1 - Sir Michael Marmot, em sua recente revis&#227;o do assunto, diz que "reduzir as desigualdades &#233; mat&#233;ria de bem-estar e justi&#231;a social, e que as desigualdades s&#227;o assuntos de vida ou morte, de sa&#250;de e doen&#231;a, de bem-estar e mis&#233;ria"<sup>6</sup>.</p>
    <p>2 - Ao definir metas para 2020, a Associa&#231;&#227;o Americana de Cardiologia, atrav&#233;s de seu comit&#234; de planejamento estrat&#233;gico e estat&#237;stica, "estabelece que sejam monitorados pela primeira vez as condi&#231;&#245;es de vida na aus&#234;ncia de doen&#231;as cardiovasculares como uma medida de sa&#250;de cardiovascular". </p>
    <p>
      <xref ref-type="fig" rid="f05">Figura 5</xref>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <fig id="f05">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0419-00001-gf01.jpg"/></fig>
    </p>
    <p>
      <xref ref-type="table" rid="t11">Tabela 11</xref>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t11">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0419-00001-gt01.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>
      <xref ref-type="table" rid="t12">Tabela 12</xref>
    </p>
    <p content-type="asset">
      <table-wrap id="t12">
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0419-00001-gt02.jpg"/></table-wrap>
    </p>
    <p>"O comit&#234; e a Associa&#231;&#227;o reconhecem a import&#226;ncia de melhorar a qualidade de vida (n&#227;o somente reduzindo doen&#231;as) como um importante componente de sa&#250;de cardiovascular no impacto global para 2020. O conceito de HRQOL (indicador de qualidade de vida) geralmente vai al&#233;m das medidas tradicionais de mortalidade e morbidade, e pode incluir funcionamento f&#237;sico, mental e social, bem como bem-estar geral"<sup>7</sup>.</p>
    <p>3 - Por fim, para minimizar a sensa&#231;&#227;o de culpa, sem nos tirar a responsabilidade, vale lembrar uma das frases lapidares do saudoso professor Geoffrey Rose.</p>
    <p>"Quem &#233; respons&#225;vel? &#201; claro que os m&#233;dicos t&#234;m somente uma responsabilidade limitada pela sa&#250;de da na&#231;&#227;o. Nosso papel, e o papel da educa&#231;&#227;o para a sa&#250;de, &#233; n&#227;o manipular, mas informar, orientar, desafiar e dar apoio. Isto &#233; certamente importante, seu impacto sobre o peso m&#233;dio da popula&#231;&#227;o, estilo de vida e uso de bebidas alco&#243;licas est&#227;o condicionados por outras e mais importante for&#231;as. M&#233;dicos s&#227;o conselheiros especializados da sociedade, mas n&#243;s n&#227;o somos respons&#225;veis por suas escolhas"<sup>8</sup>.</p>
    <p>
      <fn id="back" fn-type="corresp">
        <label>
          <bold>Correspond&#234;ncia:</bold>
        </label>
        <p> Aloyzio Cechella Achutti </p>
        <p> Av. Bastian, 212 - Menino Deus </p>
        <p> 90130-020 - Porto Alegre, RS - Brasil </p>
        <p> E-mail: </p>
        <p>
          <email xlink:href="achutti@cardiol.br">achutti@cardiol.br</email>
        </p>
        <p>
          <email xlink:href="achutti@gmail.com">achutti@gmail.com</email>
        </p>
      </fn>
    </p>
    <p>Artigo recebido em 26/04/10; revisado recebido em 26/04/10; aceito em 07/05/10.</p>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="B1">
        <mixed-citation>1. Hoepfner C,    Franco SC. In&#233;rcia cl&#237;nica e controle da hipertens&#227;o arterial    nas unidades de aten&#231;&#227;o prim&#225;ria &#224; sa&#250;de.    Arq Bras Cardiol. 2010; 95 (2): 223-9.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>In&#233;rcia cl&#237;nica e controle da hipertens&#227;o arterial nas unidades de aten&#231;&#227;o prim&#225;ria &#224; sa&#250;de</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>223</fpage>
          <lpage>9</lpage>
          <issue>2</issue>
          <volume>95</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Hoepfner</surname>
              <given-names>C</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Franco</surname>
              <given-names>SC</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B2">
        <mixed-citation>2. Leka S. Impact    of psychosocial hazards at work: an overview. WHO Bulletin. 2010; (in print).</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Impact of psychosocial hazards at work: an overview</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Leka</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B3">
        <mixed-citation>3. Chow CK, Lock    K, Teo K, Subramanian SV, McKee M, Yusuf S. Environmental and societal influences    acting on cardiovascular risk factors and disease at a population level: a review.    Int J Epidemiol. 2009; 38 (6): 1580-94.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Environmental and societal influences acting on cardiovascular risk factors and disease at a population level: a review</article-title>
          <source>Int J Epidemiol</source>
          <date>
            <year>2009</year>
          </date>
          <fpage>1580</fpage>
          <lpage>94</lpage>
          <issue>6</issue>
          <volume>38</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Chow</surname>
              <given-names>CK</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Lock</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Teo</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Subramanian</surname>
              <given-names>SV</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>McKee</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Yusuf</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B4">
        <mixed-citation>4. Bassanesi SL,    Azambuja MIR, Achutti A. Mortalidade precoce por doen&#231;as cardiovasculares    e desigualdades sociais em Porto Alegre: da evid&#234;ncia &#224; a&#231;&#227;o.    Arq Bras Cardiol. 2008; 90 (6): 403-12.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Mortalidade precoce por doen&#231;as cardiovasculares e desigualdades sociais em Porto Alegre: da evid&#234;ncia &#224; a&#231;&#227;o</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>2008</year>
          </date>
          <fpage>403</fpage>
          <lpage>12</lpage>
          <issue>6</issue>
          <volume>90</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bassanesi</surname>
              <given-names>SL</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Azambuja</surname>
              <given-names>MIR</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Achutti</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B5">
        <mixed-citation>5. Achutti A, Achutti    VR. Fatores de risco para aterosclerose: elementos para descri&#231;&#227;o    da situa&#231;&#227;o no Rio Grande do Sul. Arq Bras Cardiol. 1994; 63 (5):    427-31.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Fatores de risco para aterosclerose: elementos para descri&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o no Rio Grande do Sul</article-title>
          <source>Arq Bras Cardiol</source>
          <date>
            <year>1994</year>
          </date>
          <fpage>427</fpage>
          <lpage>31</lpage>
          <issue>5</issue>
          <volume>63</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Achutti</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Achutti</surname>
              <given-names>VR</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B6">
        <label>6</label>
        <mixed-citation>6. Michael Marmot Reviews: Strategic review of health inequalities in england post-2010. The Marmot Review. [Acesso em 2010 fev 10]. Dispon&#237;vel em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.ucl.ac.uk/marmotreview">http://www.ucl.ac.uk/marmotreview</ext-link>.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="book">
          <source>Michael Marmot Reviews: Strategic review of health inequalities in england post-2010. The Marmot Review</source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B7">
        <mixed-citation>7. Lloyd-Jones    DM, Hong Y, Labarthe D, Mozaffarian D, Appel LJ, Van Horn L, et al. Defining    and setting national goals for cardiovascular health promotion and disease reduction:    the American Heart Association's strategic Impact Goal through 2020 and beyond.    Circulation. 2010; 121 (4): 586-613.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Defining and setting national goals for cardiovascular health promotion and disease reduction: the American Heart Association's strategic Impact Goal through 2020 and beyond</article-title>
          <source>Circulation</source>
          <date>
            <year>2010</year>
          </date>
          <fpage>586</fpage>
          <lpage>613</lpage>
          <issue>4</issue>
          <volume>121</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Lloyd-Jones</surname>
              <given-names>DM</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Hong</surname>
              <given-names>Y</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Labarthe</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Mozaffarian</surname>
              <given-names>D</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Appel</surname>
              <given-names>LJ</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Van Horn</surname>
              <given-names>L</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="B8">
        <mixed-citation>8. Rose G. Population    distribution on risk and disease. Nutr Metab Cardiovasc Dis. 1991; 1: 37-40.</mixed-citation>
        <element-citation publication-type="journal">
          <article-title>Population distribution on risk and disease</article-title>
          <source>Nutr Metab Cardiovasc Dis</source>
          <date>
            <year>1991</year>
          </date>
          <fpage>37</fpage>
          <lpage>40</lpage>
          <volume>1</volume>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Rose</surname>
              <given-names>G</given-names>
            </name>
          </person-group>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
  <sub-article article-type="translation" id="TRen" xml:lang="en">
    <front-stub>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="en">Therapeutic inertia</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body2">
          <label>
            <bold>Therapeutic inertia</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Aloyzio Cechella Achutti</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brazil</p>
      <p>Mailing address</p>
      <p><bold>Key words:</bold> Hypertension; prevalence; inertia; medical records; primary health care.</p>
      <p>Hypertension is certainly an important public health problem. It can be easily detected and it may be controlled by a variety of resources available, from a perspective of individual treatments.</p>
      <p>In this same edition of the Brazilian Archives of Cardiology, the article "Therapeutic inertia and control of hypertension in the primary health care units in the city of Joinville" ("<italic>In&#233;rcia cl&#237;nica e controle da hipertens&#227;o arterial nas unidades de aten&#231;&#227;o b&#225;sica &#224; sa&#250;de no munic&#237;pio de Joinville</italic>")<sup>1</sup> analyzes some primary care services, and it draws attention to the negative impact on the adequate control of the problem.</p>
      <p>The analysis of medical records considered the demographic characteristics and risk factors, such as smoking, sedentary lifestyle, obesity, family history, as well as comorbidities. </p>
      <p>It is appropriate to be concerned about the inertia of health professionals in controlling blood pressure. That is why continuing education programs, teaching tools, training, and intervening in the work of students, residents and other health professionals have been suggested, in line with successful examples reported in the medical literature.</p>
      <p>Besides the natural limitations of a retrospective study based on the analysis of medical records of a group originating from spontaneous demand, without a population base, one must consider the characteristics and psycho-social conditions of the people studied by the gradual awareness of their relevance as a determinant of health and disease, including in cardiology.</p>
      <p>If there is concern about therapeutic inertia in relation to a risk factor, one should not overlook the inertia in considering the conditions that are responsible for the higher prevalence of all other risk factors, or the aggravation of any disease, whether such disease is associated or not. We should also be sensitized to the lack of information on the economic and psychosocial characteristics of patients in medical records.</p>
      <p>At one time, there were no medical records in outpatient clinics. Blood pressure was neither measured nor recorded. Maybe one day we will also learn to attach importance to the basic conditions under which people live inside the society.</p>
      <p>The simple observation of isolated variables and results of imaging tests or laboratory tests of patients receiving care in clinics or hospitals, which are far from the environment where such patients live and work, creates the illusion that we know the essential elements to control their health problems<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>To get us out of the inertia, the image below can serve as an example. This image was published in the same journal<sup>4</sup> and it shows the mortality rates and risk of premature death (45 to 64 years) as a result of cardiovascular disease, in the period from 2000 to 2004, per district and based on socioeconomic characteristics, in the city of Porto Alegre. Nearly half of premature deaths could be attributed to such factors, which are more than three times greater when compared to people living in districts that are in less privileged regions and those in privileged or satisfactory regions.</p>
      <p>In 1978, in a representative sample of the entire adult population (20-74 years) of Rio Grande do Sul State, and later, in 1987, in a sample of the population above the age of 18 in the city of Porto Alegre, in an article published in this same journal<sup>5</sup>, we demonstrated the importance of including individuals in the context of society and the production system, for the prevalence of hypertension and other risk factors, as one may see in the figures below, taken from such article.</p>
      <p>It should be noted that not only the prevalence of hypertension, but also the mean systolic blood pressure and diastolic blood pressure, standardized by age and sex, varied significantly in inverse proportion to social privilege.</p>
      <p>If we consider that hypertension is merely a restricted pathophysiological problem, and that the pharmacological approach is sufficient, we will never be able to control hypertension and, even if there is a reduction in blood pressure levels, without dealing with the rest of the causal complex, the results will be very poor, partial and not sustainable.</p>
      <p>The current inertia is based on our satisfaction with the social position that we have achieved, on the pressure exerted by the economic interests of the pharmaceutical industry, and on the political inaction that tends to hide the social ills and which draws attention to the sources of resources that tend to keep the <italic>status quo</italic>.</p>
      <p>Three quotations may help us overcome our therapeutic inertia, both in relation to risk factors alone and with respect to their basic determinants:</p>
      <p>1 - Sir Michael Marmot, in his recent review of the subject, says that "reducing inequalities is a matter of fairness and social justice" and that "inequalities are a matter of life and death, of health and sickness, of well-being and misery"<sup>6</sup>.</p>
      <p>2 - When it set goals for 2020, the American Heart Association, through its strategic planning and statistics committee, stated that "the quality of life shall be monitored for the first time in the absence of cardiovascular diseases, as a measure of cardiovascular health". </p>
      <p>
        <xref ref-type="fig" rid="en_01f05-body2">Figure 5</xref>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="en_01f05-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0419-00001-gf01-en.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <xref ref-type="table" rid="en_01t11-body2">Table XI</xref>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_01t11-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0419-00001-gt01-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>
        <xref ref-type="table" rid="en_01t12-body2">Table XII</xref>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <table-wrap id="en_01t12-body2">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0419-00001-gt02-en.jpg"/></table-wrap>
      </p>
      <p>"The committee and the Association recognize the importance of improving the quality of life (not only reducing disease) as an important component of cardiovascular health in the overall impact for 2020. The concept of HRQOL (health-related quality of life) often extends beyond traditional measurements of mortality and morbidity, and it may include physical, mental and social functioning, as well as the general well-being"<sup>7</sup>.</p>
      <p>3 - Finally, to minimize the feeling of guilt, without avoiding the responsibility, it is worth remembering a lapidary phrase used by late Professor Geoffrey Rose.</p>
      <p>"Who is responsible? It is clear that physicians only have limited responsibility for the nation's health. Our role, as well as the role of health education, is not to manipulate, but to inform, guide, challenge and support. This is certainly important, its impact on the average weight of the population, lifestyle and alcohol drinking are constrained by other, more important forces. Doctors are trained counselors in society, but we are not responsible for their choices"<sup>8</sup>.</p>
      <p>
        <bold>References</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
  <sub-article article-type="translation" id="TRes" xml:lang="es">
    <front-stub>
      <article-categories/>
      <title-group>
        <article-title xml:lang="es">Inercia cl&#237;nica</article-title>
      </title-group>
    </front-stub>
    <body>
      <p>
        <bold>EDITORIAL</bold>
      </p>
      <p>
        <fn id="top-body3">
          <label>
            <bold>Inercia cl&#237;nica</bold>
          </label>
          <p>
            <bold>Aloyzio Cechella Achutti</bold>
          </p>
        </fn>
      </p>
      <p>Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS - Brasil</p>
      <p>Correspondencia</p>
      <p><bold>Palabras clave:</bold> Hipertensi&#243;n, prevalencia, inercia, registros m&#233;dicos, atenci&#243;n primaria a la salud.</p>
      <p>La hipertensi&#243;n arterial es ciertamente un importante problema de salud p&#250;blica, f&#225;cilmente detectable y susceptible de control por m&#250;ltiples recursos disponibles dentro de una perspectiva de abordaje individual.</p>
      <p>En esta misma edici&#243;n de los <italic>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</italic>, el art&#237;culo "Inercia cl&#237;nica y control de la hipertensi&#243;n arterial en las unidades de atenci&#243;n b&#225;sica a la salud en el municipio de Joinville"<sup>1</sup> estudia algunos servicios de cuidados primarios y llama la atenci&#243;n hacia el perjuicio en el control adecuado del problema.</p>
      <p>En el an&#225;lisis de las historias cl&#237;nicas, fueron consideradas caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas y factores de riesgo, como tabaquismo, sedentarismo, obesidad, historia familiar, bien como comorbilidades. </p>
      <p>Es v&#225;lida la preocupaci&#243;n frente a la inercia de los profesionales de la salud en el control de la presi&#243;n arterial, motivo por el cual fueron sugeridos programas de educaci&#243;n continuada, herramientas de ense&#241;anza, entrenamiento e intervenci&#243;n sobre estudiantes, residentes y otros profesionales de la salud, siguiendo ejemplos exitosos relatados en la literatura m&#233;dica.</p>
      <p>Adem&#225;s de las naturales limitaciones de un estudio retrospectivo basado en an&#225;lisis de historias cl&#237;nicas de una clientela oriunda de demanda espont&#225;nea sin base poblacional, es preciso considerar las caracter&#237;sticas y las condiciones psicosociales de las personas estudiadas por la progresiva conciencia de su relevancia como determinante de salud y enfermedad, inclusive en la cardiolog&#237;a.</p>
      <p>Si la inercia cl&#237;nica con relaci&#243;n a un factor de riesgo nos preocupa, la inercia en considerar las condiciones responsables por mayor prevalencia de todos los dem&#225;s factores de riesgo no podr&#237;a pasar inadvertida, as&#237; como el agravamiento de cualquier enfermedad asociada o no. La inexistencia de registros sobre las caracter&#237;sticas psicosociales y econ&#243;micas de los pacientes en los historias cl&#237;nicas tambi&#233;n deber&#237;a sensibilizarnos.</p>
      <p>Hubo una &#233;poca en que ni historias cl&#237;nicas exist&#237;an en los ambulatorios, no se med&#237;a o no se registraba la medida de la presi&#243;n arterial. Tal vez, un d&#237;a vamos tambi&#233;n a aprender a valorar las condiciones b&#225;sicas en las cuales viven las personas en la sociedad.</p>
      <p>La simple observaci&#243;n de variables aisladas, de resultados de ex&#225;menes de laboratorio o de imagen, de pacientes atendidos en ambulatorio u hospitalizados, lejos del ambiente donde viven y trabajan, nos da la ilusi&#243;n sobre los elementos esenciales para controlar sus problemas de salud<sup>2,3</sup>.</p>
      <p>Para sacarnos de la inercia, puede servir como ejemplo la imagen a seguir, publicada en art&#237;culo de esta misma revista<sup>4</sup>, en la cual est&#225;n representados los coeficientes de mortalidad y el riesgo de morir precozmente (de los 45 a los 64 a&#241;os) por enfermedades cardiovasculares, en el per&#237;odo de 2000-2004, seg&#250;n los barrios y su categorizaci&#243;n socioecon&#243;mica, en la ciudad de Porto Alegre. Casi la mitad de las muertes precoces podr&#237;a ser atribuida a tales factores, m&#225;s de tres veces superiores cuando son comparados moradores de barrios de peor ubicaci&#243;n inferior y los de ubicaci&#243;n privilegiada o satisfactoria.</p>
      <p>Ya en 1978, en muestra representativa de toda la poblaci&#243;n adulta (20-74 a&#241;os) del Estado de Rio Grande do Sul, y, posteriormente en 1987, en muestra de la poblaci&#243;n de m&#225;s de 18 a&#241;os de la ciudad de Porto Alegre, en art&#237;culo publicado en esta misma revista<sup>5</sup>, demostramos la importancia de la inserci&#243;n de los individuos en el contexto social y sistema de producci&#243;n, sobre la prevalencia de hipertensi&#243;n arterial y de otros factores de riesgo, seg&#250;n puede ser visto en las siguientes figuras, retiradas de la publicaci&#243;n.</p>
      <p>Es importante destacar que no solamente la prevalencia de hipertensi&#243;n arterial, sino tambi&#233;n las medias de presi&#243;n arterial, sist&#243;lica y diast&#243;lica, estandarizadas por sexo y edad, variaron significativamente en raz&#243;n inversa al privilegio social.</p>
      <p>Si consideramos que la hipertensi&#243;n arterial es meramente un problema fisiopatol&#243;gico restringido, y suficiente su abordaje farmacol&#243;gica, nunca vamos a conseguir controlarlo, y, aunque se consiga reducir los niveles de presi&#243;n arterial, sin tocar lo restante del complexo causal, los resultados ser&#225;n muy pobres, parciales y no sustentables.</p>
      <p>La inercia actual se basa en nuestra satisfacci&#243;n con la posici&#243;n social por nosotros alcanzada, en la presi&#243;n ejercida por los intereses econ&#243;micos de la industria farmac&#233;utica y en la inoperancia pol&#237;tica que tiende a esconder las dificultades sociales y volver la atenci&#243;n a las fuentes de recursos que tienden a mantener el <italic>status quo</italic>.</p>
      <p>Tres citaciones pueden ayudarnos a vencer nuestra inercia cl&#237;nica, tanto con relaci&#243;n a factores de riesgo aislados, como con relaci&#243;n a sus determinantes b&#225;sicos:</p>
      <p>1 - Sir Michael Marmot, en su reciente revisi&#243;n del asunto, dice que "reducir las desigualdades es materia de bienestar y justicia social, y que las desigualdades son asuntos de vida o muerte, de salud y enfermedad, de bienestar y miseria"<sup>6</sup>.</p>
      <p>2 - Al definir metas para 2020, la Asociaci&#243;n Americana de Cardiolog&#237;a, a trav&#233;s de su comit&#233; de planificaci&#243;n estrat&#233;gico y estad&#237;stico, "establece que sean monitoreadas por primera vez las condiciones de vida en ausencia de enfermedades cardiovasculares como una medida de salud cardiovascular". </p>
      <p>
        <xref ref-type="fig" rid="es_01f05-body3">Fig. 5</xref>
      </p>
      <p content-type="asset">
        <fig id="es_01f05-body3">
          <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0419-00001-gf01-es.jpg"/></fig>
      </p>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0419-00001-e01-es.jpg"/></p>
      <p>
        <graphic xlink:href="1678-4170-abc-95-04-0419-00001-e02-es.jpg"/></p>
      <p>"El comit&#233; y la Asociaci&#243;n reconocen la importancia de mejorar la calidad de vida (no solamente reduciendo enfermedades) como un importante componente de salud cardiovascular en el impacto global para 2020. El concepto de HRQOL (indicador de calidad de vida) generalmente va m&#225;s all&#225; de las medidas tradicionales de mortalidad y morbilidad, y puede incluir funcionamiento f&#237;sico, mental y social, as&#237; como bienestar general"<sup>7</sup>.</p>
      <p>3 - Por fin, para minimizar la sensaci&#243;n de culpa, sin sacarnos la responsabilidad, vale recordar una de las frases lapidarias del recordado profesor Geoffrey Rose.</p>
      <p>"&#191;Quien es responsable? Es claro que los m&#233;dicos tienen solamente una responsabilidad limitada por la salud de la naci&#243;n. Nuestro papel, y el papel de la educaci&#243;n para la salud, no es manipular, sino informar, orientar, desafiar y dar apoyo. Esto es ciertamente importante, su impacto sobre el peso medio de la poblaci&#243;n, estilo de vida y uso de bebidas alcoh&#243;licas est&#225; condicionado por otras y m&#225;s importante fuerzas. M&#233;dicos son consejeros especializados de la sociedad, pero nosotros no somos responsables por sus elecciones"<sup>8</sup>.</p>
      <p>
        <bold>Referencias</bold>
      </p>
    </body>
  </sub-article>
</article>
